Maravilhoso disco formado por dez peças menores de compositores que apenas se unem por terem sido vanguardistas em seu tempo. Num recital que abarca 3 séculos, o pianista Lubimov dá uma aula sobre como montar um repertório erudito. Inicia com uma daquelas estranhas Fantasias do mano CPE que, para falar com a inteligência de Maitê Proença, é tudo di bom. Numa demonstração de parentesco inteiramente provocativa, mas pertinente, Lubimov dá seguimento ao recital com In a landscape, de John Cage. É notável como ambas combinam. E depois ele segue adiante com uma série de peças meditabundas. O mosaico fica lindo. O CD é da ECM. Com efeito, Manfred Eicher veio ao mundo para viabilizar as idéias mais doidas dos artistas. E para nos mostrar fatos nunca dantes pressentidos.
Alexei Lubimov – Der Bote
1 Carl Philipp Emanuel Bach: Fantasie für Klavier f-Moll
2 John Cage: In a landscape
3 Tigran Mansurian: Nostalgia
4 Franz Liszt: Abschied
5 Michail Glinka: Nocturne f-Moll “”La séparation””
6 Frédéric Chopin: Prélude c-Moll op. 45
7 Valentin Silvestrov: Elegie
8 Claude Debussy: Elégie
9 Béla Bartók: Vier Klagelieder op. 9a, Nr. 1
10 Valentin Silvestrov: Der Bote
Andor Foldes (1913-1992) pertenceu a uma geração impressionante de músicos húngaros. Como ele, Geza Anda, Gyorgy Sandor, Edith Farnadi, Irene Malik, Annie Fischer — sem levar em conta a elite de regentes famosos (Fricsay, Dorati, Reiner) ou solistas (Szigetti) Dentre eles, Foldes ocupava um lugar de destaque no universo pianístico. Este disco é um tesouro de incrível repertório: Bach, De Falla, Poulenc, Bartok, Beethoven, Liszt, Copland, Barber, Debussy e Chopin .
Foldes foi um músico consumado, inteiramente dedicado a extrair e fazer-nos sentir o espírito de cada peça que ele tocava. Seu nível de musicalidade corre inversamente proporcional à sua fama. Negligenciado e esquecido por muitos, ele representa a estatura de músicos forjados na primeira metade do século XX, como Bartók e Kodály.
Andor Foldes: Wizard of the Keyboard
CD 1:
Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Chromatic Fantasia and Fugue in D minor, BWV 903
1) Fantasia [6:44]
2) Fuga [4:35]
Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)
Piano Sonata No.6 in F, Op.10 No.2
3) 1. Allegro [4:18]
4) 2. Allegretto [3:46]
5) 3. Presto [2:36]
Johannes Brahms (1833 – 1897)
16 Waltzes, Op.39
6) 1. in B [0:48]
7) 2. in E [1:09]
8. 3. in G sharp minor [0:46]
9) 15. in A flat [1:34]
Manuel de Falla (1876 – 1946)
El amor brujo
10) Ritual Fire Dance [3:31]
Francis Poulenc (1899 – 1963)
Nocturnes Nos.1-8
11) No.4 in C minor [1:26]
Claude Debussy (1862 – 1918)
Préludes – Book 1
12) 8. La fille aux cheveux de lin [2:41]
Frédéric Chopin (1810 – 1849)
4 Mazurkas, op.41
13) 2. Mazurka in E minor: Andantino [2:05]
14) Nocturne No.13 in C minor, Op.48 No.1 [5:52]
Franz Liszt (1811 – 1886)
15) Mephisto Waltz No.1, S.514 [10:38]
Béla Bartók (1881 – 1945)
Suite, BB 70, Sz. 62 (Op.14)
16) 1. Allegretto [1:55]
17) 2. Scherzo [1:43]
18) 3. Allegro molto [2:05]
19) 4. Sostenuto [2:53]
Sonata for Piano, Sz. 80 (BB 88)
20) 1. Allegro moderato [4:06]
21) 2. Sostenuto e pesante [5:00]
22) 3. Allegro molto [3:29]
23) Allegro barbaro, BB 63, Sz. 49 [2:29]
CD 2:
Igor Stravinsky (1882 – 1971)
Piano Sonata (1924)
1) 1. Viertel = 112 [3:07]
2) 2. Adagietto [5:05]
3) 3. Viertel = 112 [2:42]
Samuel Barber (1910 – 1981)
Excursions, Op.20
4) 1. Un poco allegro [2:43]
5) 2. In slow blues tempo [3:32]
6) 3. Allegretto [2:28]
7) 4. Allegro molto [2:10]
Aaron Copland (1900 – 1990)
Piano Sonata (1941)
8. 1. Molto moderato [8:21]
9) 2. Vivace [4:38]
10) 3. Andante sostenuto [9:28]
Zoltán Kodály (1882 – 1967)
11) Marosszéki táncok (Dances of Marosszèk) [12:30]
7 Piano Pieces, Op.11
12) 1. Lento [1:40]
13) 2. Székely keserves. Rubato, parlando [2:20]
14) 3. “il pleut dans mon coeur…”. Allegretto malinconico [1:30]
15) 5. Tranquillo [2:04]
16) 6. Székely nóta. Poco rubato [3:08]
Igor Stravinsky (1882 – 1971)
17) Circus Polka for a Young Elephant [3:55]
Virgil Thomson (1896 – 1989)
18) Ragtime Bass in C sharp [1:41]
Isaac Albéniz (1860 – 1909)
19) Tango, Op.165, No.2 [2:46]
Digamos que eu seja conhecido aqui no blog por algumas declarações bombásticas. Pois, desta vez, não creio que vá ser muito discutida a afirmativa de que os Quartetos de Béla Bártok sejam a mais importante obra do século XX, até porque esta frase é meio consenso, meio convenção. Ora próximo ao Stravisnky da “fase russa”, ora próximo ao Beethoven dos últimos quartetos de Beethoven, Bartók casualmente distribuiu a composição dos mesmos de forma a traduzir as etapas de sua evolução artística — 1908, 1917, 1927, 1928, 1934 e 1939. O calhamaço História da Música Ocidental, de Jean e Brigitte Massin (1255 páginas), propõe que se ouça os último quartetos de Beethoven, emendando-os imediatamente com os de Bartók. A mesma força, a mesma nobreza, o mesmo espírito no tratamento das massas sonoras. Não que Bartók tenha imitado o mestre — ao contrário, Bartók não apenas tinha voz própria como bebeu nas mais diversas fontes: música folclórica, Debussy, Brahms, russos, Bach, etc.
Curiosa mistura de profunda erudição e absoluto “visceralismo”, os quartetos me chamaram a atenção durante a adolescência, por serem citados por todos os grandes escritores que gostavam de música: Erico Verissimo fala no Nº 3 e vários romancistas do pós-guerra citam o Nº 5 como uma obra inigualável, produzida pelo ódio ao nazismo que o fez exilar-se em 1940 nos EUA, já minado pela leucemia.
Não há como falar dos quartetos de Bartók de forma não apaixonada. É a maior música de nossa época e este é talvez o segundo ou terceiro CD que posto e que estão naquela categoria dos “dez mais” de minha discoteca / cedeteca.
Béla Bartók (1881-1945): Os Seis Quartetos de Cordas
CD1
1 String Quartet No 1 in A minor, op. 7 – Lento 9:22
2 String Quartet No 1 in A minor, op. 7 – Allegretto 10:29
3 String Quartet No 1 in A minor, op. 7 – Introduzione (Allegro) – Allegro vivace 10:21
4 String Quartet No 2 in A minor, op. 17 – Moderato 9:39
5 String Quartet No 2 in A minor, op. 17 – Allegro molto carpriccioso 7:39
6 String Quartet No 2 in A minor, op. 17 – Lento 7:52
7 String Quartet No 4 in C Major – Allegro 5:59
8 String Quartet No 4 in C Major – Prestissimo, con sordino 2:51
9 String Quartet No 4 in C Major – Non troppo lento 5:21
10 String Quartet No 4 in C Major – Allegretto pizzicato 2:54
11 String Quartet No 4 in C Major – Allegro molto 5:34
CD2
1 String Quartet No.3 in C sharp minor Sz93 – Prima parte: Moderato 4:35
2 String Quartet No.3 in C sharp minor Sz93 – Seconda parte: Allegro 5:34
3 String Quartet No.3 in C sharp minor Sz93 – Ricapitolazione della prima parte… 5:03
4 String Quartet No.5 in B flat major Sz110 – Allegro 7:39
5 String Quartet No.5 in B flat major Sz110 – Adagio molto 5:33
6 String Quartet No.5 in B flat major Sz110 – Scherzo (Alla bulgarese) & Trio 4:49
7 String Quartet No.5 in B flat major Sz110 – Andante 4:45
8 String Quartet No.5 in B flat major Sz110 – Finale (Allegro vivace) 6:58
9 String Quartet No.6 in D major Sz110 – Mesto – Vivace 7:33
10 String Quartet No.6 in D major Sz110 – Mesto – Marcia 7:36
11 String Quartet No.6 in D major Sz110 – Mesto – Burletta (Moderato) 7:12
12 String Quartet No.6 in D major Sz110 – Mesto 6:33
Bem simples. Em quase 59 anos de vida e ouvindo música há pelo menos 45, digo-lhes que este é um dos melhores CDs que conheço. Não era para menos. Aqui temos o gênio do húngaro Bela Bartók + o extraordinário pianista, também húngaro, Géza Anda + aquele que talvez seja o melhor regente de todos os tempos: o igualmente húngaro Ferenc Fricsay. Imaginem que Fricsay, que infelizmente faleceu precocemente aos 49 anos, foi aluno de Bartók. Não dá para descrever o resultado. São pessoas que conhecem e compreendem profundamente um dos maiores compositores do século XX. Aqui nada é normal ou rotineiro. É para se ouvir de joelhos. Aproveitem este verdadeiro tesouro.
Béla Bartók — Concertos para Piano Nº 1, 2 e 3
1. Piano Concerto No.1, BB 91, Sz. 83 – 1. Allegro moderato – Allegro 9:16
2. Piano Concerto No.1, BB 91, Sz. 83 – 2. Andante 8:35
3. Piano Concerto No.1, BB 91, Sz. 83 – 3. Allegro molto 7:12
4. Piano Concerto No.2, BB 101, Sz. 95 – 1. Allegro 9:59
5. Piano Concerto No.2, BB 101, Sz. 95 – 2. Adagio – Più adagio – Presto 12:18
6. Piano Concerto No.2, BB 101, Sz. 95 – 3. Allegro molto 6:12
7. Piano Concerto No.3, BB 127, Sz. 119 – 1. Allegretto 7:23
8. Piano Concerto No.3, BB 127, Sz. 119 – 2. Adagio religioso 10:16
9. Piano Concerto No.3, BB 127, Sz. 119 – 3. Allegro vivace 6:46
Géza Anda, piano
Radio Symphonie Orchester Berlin — Rias SO de Berlim
Ferenc Fricsay
Gravado em outubro de 1960 (1º concerto) e setembro de 1959 (2º e 3º)
Eis uma Postagem com P maiúsculo, daquelas tipo arrasa-quarteirão, facilmente classificável como IM-PER-DÍ-VEL !!!, e que vai deixar nosso mentor PQPBach alucinado, perguntando de onde tirei essa jóia rara e também perguntando o porquê de estar postando isso só agora.
Na verdade, só agora estou trazendo isso porque só agora é que consegui esse CD. Sabia de sua existência, mas ainda não tivera a oportunidade nem de ouvi-lo nem sequer encontrá-lo.
Martha Argerich e Stephen Kovacevich estavam no apogeu de seus trinta e poucos anos, e já conhecidos como grandes músicos. Se já eram casados, ou se já estavam separados, precisaria pesquisar melhor. Só sei que a química entre os dois funciona perfeitamente aqui. Sai faísca desse CD.
Bela Bartok (1881-1945): Sonata for 2 Pianos and Percussion, BB 115, W. A. Mozart (1756-1791): Andante and Five Variations in G for Piano (4-Hands), K.501, Debussy: En blanc et noir, L.134
(01) Bártok – Sonata for 2 Pianos and Percussion, BB 115 (Sz.110), 1. Assai lento – Allegro molto
(02) Sonata for 2 Pianos and Percussion, BB 115 (Sz.110), 2. Lento ma non troppo
(03) Sonata for 2 Pianos and Percussion, BB 115 (Sz.110), 3. Allegro non troppo
(04) Mozart – Andante and Five Variations in G for Piano (4-Hands), K.501, 1. Thema
(05) Andante and Five Variations in G for Piano (4-Hands), K.501, 2. Var.1
(06) Andante and Five Variations in G for Piano (4-Hands), K.501, 3. Var.2
(07) Andante and Five Variations in G for Piano (4-Hands), K.501, 4. Var.3
(08) Andante and Five Variations in G for Piano (4-Hands), K.501, 5. Var.4
(09) Andante and Five Variations in G for Piano (4-Hands), K.501, 6. Var.5
(10) Debussy – En blanc et noir, L.134, 1. Avec emportement
(11) En blanc et noir, L.134, 2. Lent. Sombre
(12) En blanc et noir, L.134, 3. Scherzando
Martha Argerich & Stephen Kovacevich – Pianos
Willy Goudswaard, Michael de Roo – Percussions
Sem o desejo de ofender nenhum pequepiano apaixonado, parece-me que o Concerto para Violino de Brahms da holandesa Janine Jansen encontra-se um degrau abaixo desta e destagravações, só para dar dois exemplos modernos de registros feitos por violinistas mulheres. É claro que aqui nos encontramos em nível altíssimo de exigência, é claro que este CD é excelente, mas o que fazer? O Concerto de Brahms é uma das principais peças para o instrumento, é difícil — o grande Hans von Bülow exagerou um pouco ao descrevê-lo como sendo escrito “contra o violino” — e costumamos ouvir verdadeiras lendas interpretá-lo. Já no Concerto de Bartók, a moça dá um show de competência e senso de estilo. Não era para menos: com um pai cravista, uma mãe cantora lírica e um irmão cellista, ela só poderia dar boa mesmo.
J. Brahms (1833-1897) e B. Bartók (1881-1945): Concertos Nº 1
1 Brahms: Violin Concerto in D, Op.77 – 1. Allegro non troppo 22:13
2 Brahms: Violin Concerto in D, Op.77 – 2. Adagio 8:28
3 Brahms: Violin Concerto in D, Op.77 – 3. Allegro giocoso, ma non troppo vivace – Poco più presto 8:02
Assim como Ravel, Bartók tem uma notável obra sinfônica, mas não compôs “Sinfonias”. O mais próximo que chegou disso foi no belíssimo Concerto para Orquestra e, antes, nas 4 Peças Orquestrais. Os cinco movimentos do Concerto para Orquestra formam uma obra-prima da literatura musical do século XX. Escrito no exílio norte-americano em 1943, foi revisado em 1945 com Bartók já tomado pela leucemia. Mas não pensem numa música triste ou “de morte”. É antes uma composição de fé na humanidade ao final da Segunda Guerra que devastou sua Hungria. Sua estrutura lembra a dos Concerti Grossi barrocos, concertos onde não apareciam ainda um único e grande solista, mas sim vários deles dialogando. A linguagem é moderna e o resultado sensacional.
Bartók escreveu: “O título deste trabalho tem por objetivo de tratar os instrumentos individuais ou grupos de instrumentos de uma forma concertante ou solista. O tratamento “virtuose” aparece, por exemplo, nas seções em fugato do desenvolvimento do primeiro movimento (instrumentos de sopro) ou nas passagens do “perpetuum–móbile” que aparece como o principal tema no último movimento (cordas), e, principalmente, no segundo movimento. Quanto à estrutura, o primeiro e o quinto movimentos são escritos na “forma sonata” de uma maneira mais ou menos regular e o desenvolvimento do primeiro movimento contém seções em fugato para os metais, a exposição no final é um pouco prolongada, e seu desenvolvimento é uma fuga construída no último tema da exposição. Formas menos tradicionais são encontradas no segundo e terceiro movimentos. A parte principal do segundo movimento consiste em um encadeamento de pequenas seções independentes, tocados por instrumentos de sopro introduzido em pares (fagotes, oboés, clarinetes, flautas, trompetes com sordina) . Tematicamente, as cinco seções não têm nada em comum e pode ser simbolizado pelas letras A, B, C, D, E. O trio é um pequeno coral para metais e tambor seguindo as cinco seções, retomadas em uma instrumentação mais elaborada. A estrutura encadeia o segundo e o terceiro movimentos. Três temas são ouvidos sucessivamente, o que constitui o núcleo do movimento que é enquadrado por uma textura nebulosa de motivos mais rudimentares. O material temático deste movimento é derivado da “Introdução” do primeiro movimento. A forma do quarto movimento Intermezzo interrotto pode ser pensado baseado nas letras A, B, A – interrupção – B, A”.
Béla Bartók (1881-1945): Concerto for Orchestra / Orchestral Pieces, Op. 12
Durante mais de trinta anos o selo alemão ECM segurou essas gravações realizadas ao vivo de Keith Jarrett. Não sei que tipo de acordo o pianista tinha ou tem com a gravadora para segurar tal preciosidade por tanto tempo, mas enfim, finalmente finalmente tivemos acesso a essa legítima jóia da discografia desse excepcional músico.
A sensibilidade e delicadeza do seu fraseado tornam essa sua interpretação de Barber uma das melhores já realizadas desse concerto. Prestem atenção no segundo movimento e me digam se não tenho razão. Como não poderia deixar de ser, trata-se de uma obra altamente técnica, que exige do solista muita preparação e fôlego, E virtuosismo, mas como estamos falando de Keith Jarrett, isso ele tem de sobra. E volto a lembrar que estas gravações foram realizadas nos anos 80, quando o músico já era mais do que conhecido nos palcos do mundo inteiro, e já havia se consolidado como um dos grandes músicos de jazz de sua geração.
01 – Samuel Barber – Piano Concerto op. 38 – I Allegro appassionato
02 – Samuel Barber – Piano Concerto op. 38 – II Canzone, Moderato
03 – Samuel Barber – Piano Concerto op. 38 – III Allegro molto
Keith Jarrett – Piano
Rundfunk-Sinfonieorchester Saarbrücken
Dennis Russel-Davies – Conductor
04 – Bela Bartok – Piano Concerto No. 3 – I Allegretto
05 – Bela Bartok – Piano Concerto No. 3 – II Adagio religioso
06 – Bela Bartok – Piano Concerto No. 3 – III Allegro vivace
Keith Jarrett – Piano
New Japan Philharmonic Orchestra
Kazuoyshi Akyiama – Conductor
07 – Keith Jarrett – Tokyo Encore – Nothing But A Dream
Se eu já era fã da Hélène Grimaud, a cada novo CD seu me torno ainda mais fã. E não apenas por sua beleza estonteante, mas principalmente pelo seu enorme talento, que a cada novo cd se solidifica cada vez mais.
Os grandes intérpretes, aqueles que efetivamente tem talento, não temem ousar. Avançam fronteiras, quebram paradigmas, enfim, ousam. Não se importam se alguns poucos “entendidos” torçam o nariz, e considerem de menor valor ou importância. Continuam ousando. Isso marca sua carreira e sua personalidade se impôe.
Quando vi este cd pela primeira vez não tinha como não me surpreender: Mozart, Berg, Liszt e Bártok, tudo isso junto ? Será que a bela e talentosa Hélène Grimaud surtou de vez ? Mas lendo o texto que consta no verso da capa do cd acho que entendi a sua proposta: a eterna contraposição emoção x razão (voltarei à esta questão logo, logo, numa outra série de postagens). Se suas escolhas de repertório foram adequadas não cabe aqui discutir. Mas não dá para tirar o mérito da empreitada. A forte carga dramática que impõe em sua leitura da conhecidíssima Sonata K. 310 de Mozart pode não agradar à alguns puristas (felizmente não sou um deles), mas é por demais emocionante, vide o segundo movimento, um Andante Cantabile maravilhosamente interpretado. Viciado que fui durante muitos anos na leitura seca e pragmática destas obras, por vezes soando quase cômica, de Glenn Gould, ao ouvir Grimaud tocando esta sonata sinto-me tão feliz por ouvir Mozart sob essa ótica! Um comentarista da amazon considera esta leitura de Grimaud da sonata de Mozart “beethoveniana” em sua essência, como se ela estivesse tocando, por exemplo, a Sonata “Tempestade” do gênio de Bonn. Vendo por este prisma, até podemos concordar.
Depois de uma leitura beirando a perfeição da complexa Sonata op. 1 de Berg, temos o grande “tour de force” do CD: A Sonata em Si Menor De Liszt, uma das maiores peças já escritas para o instrumento, que exige do pianista um virtuosismo absurdo. Mas Grimaud já é suficientemente madura para encarar a empreitada. E o virtuosismo é o seu principal trunfo. Ela se impõe ao instrumento e à obra, e não se deixa engolir pelas diversas armadilhas escondidas em seus longos trinta minutos de duração. Não sou músico mas não duvido que após encarar um “tour de force” destes, o intérprete sinta-se esgotado fisica e emocionalmente. A carga dramática é intensa e constante, e a quantidade de notas que Liszt colocou no papel podem soar desnecessárias, mas ali estão e exigem do pianista total concentração. E para quem já viu uma apresentação de Grimaud pelo menos em um vídeo do Youtube, sabe que sua entrega é total.
O CD se completa com algumas peças deliciosas de Bartók, baseadas no folclore romeno.
Ah, preciso dizer que se trata de um CD IM-PER-DÍ-VEL ?
P.S. Um grande amigo do blog, o Milton Ribeiro, se gabava há um tempo atrás de que iria a Paris e Londres, e teria a oportunidade de assistir à um recital da francesinha. Conseguistes assistir, Milton? Estou curioso para saber… e creio que os outros colegas do blog também.
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Sonata nº8 in A Minor, K.310 – Alban Berg (1885-1935) – Piano Sonata op. 1 – Franz Liszt (1811-1886) – Piano Sonata in B Minor S. 178 – Béla Bartók (1881-1945) – Romanian Folk Dances BB 68
01. Mozart – Piano Sonata No.8 in A minor K. 310 – I. Allegro maestoso
02. Mozart – Piano Sonata No.8 in A minor K. 310 – II. Adante cantabile con espressione
03. Mozart – Piano Sonata No.8 in A minor K. 310 – III. Presto
04. Berg – Piano Sonata Op.1
05. Liszt – Piano Sonata in B minor S 178
06. Bartok – Roman nepi tancok BB 68 – Joc cu bata. Allegro moderato
07. Bartok – Roman nepi tancok BB 68 – Braul. Allegro
08. Bartok – Roman nepi tancok BB 68 – Pe loc. Andante
09. Bartok – Roman nepi tancok BB 68 – Buciumeana. Moderato
10. Bartok – Roman nepi tancok BB 68 – Poarga romaneasca. Allegro
11. Bartok – Roman nepi tancok BB 68 – Maruntel. Allegro
Eis um grande disco, com um repertório sensacional e com uma orquestra e maestro idem… uma bela combinação.
Bártok nas mãos de um norte americano descendente de suíços regendo uma orquestra norte americana.. e viva a globalização.
Estou um tanto quanto atrasado com minhas postagens, imaginem os senhores que o PQPBach já agendou material até o dia vinte e seis de janeiro… e eu aqui, aos trancos e barrancos.
No começo de sua carreira, Bártok foi muito influenciado pelos poemas sinfônicos de Richard Strauss, tendo inclusive conhecido o compositor e maestro alemão quando da estréia de “Also Sprach Zarathustra”. Classificado como um poema sinfônico em um movimento só, “Kossuth” foi composto em homenagem ao político húngaro Lajos Kossuth, herói da revolução hungara de 1848.
A outra obra presente no CD é o conhecidíssimo Concerto para Orquestra, uma das obras primas de Bártok. E é aqui que Blomstedt mostra toda a maestria na regência, transformando a San Francisco Symphony Orchestra em um dos principais conjuntos orquestrais norte americanos neste começo de século XX.
01 – Kossuth_ I Kossuth
02 – Kossuth_ II What grief weights upon your soul, my dear husband_
03 – Kossuth_ III Our country is in danger!
04 – Kossuth_ IV Once we knew better times
05 – Kossuth_ V Then our fate changed for the worse
06 – Kossuth_ VI On to battle!
07 – Kossuth_ VII Come, come, you brave Hungarian warriors, you fair Hungarian her
08 – Kossuth_ VIII
09 – Kossuth_ IX All is over!
10 – Kossuth_ X All is silence, silence
11 – Concerto for Orchestra_ I. (Introduzione)
12 – Concerto for Orchestra_ II. (Giuoco delle coppie)
13 – Concerto for Orchestra_ III. (Elegia)
14 – Concerto for Orchestra_ IV. (Intermezzo interrotto)
15 – Concerto for Orchestra_ V. (Finale)
San Francisco Symphony Orchestra
Herbert Blomstedt – Conductor
Neste último CD da coleção “Boulez Conducts Bartók” temos duas obras primas do genial húngaro, anteriormente já postadas aqui, com outros condutores e orquestras, mas quem se importa, quando se trata de Bartók?
“The Miraculous Mandarin” talvez seja a obra mais popular e conhecida de Bartók. Trata-se de um balé em um ato, que estreou em 1926, e que causou muito impacto. A sinopse abaixo tirei da Wikipedia:
“After an orchestral introduction depicting the chaos of the big city, the action begins in a room belonging to three tramps. They search their pockets and drawers for money, but find none. They then force a girl to stand by the window and attract passing men into the room. The girl begins a lockspiel — a “decoy game”, or saucy dance. She first attracts a shabby old rake, who makes comical romantic gestures. The girl asks, “Got any money?” He replies, “Who needs money? All that matters is love.” He begins to pursue the girl, growing more and more insistent until the tramps seize him and throw him out. The girl goes back to the window and performs a second lockspiel. This time she attracts a shy young man, who also has no money. He begins to dance with the girl. The dance grows more passionate, then the tramps jump him and throw him out too. The girl goes to the window again and begins her dance. The tramps and girl see a bizarre figure in the street, soon heard coming up the stairs. The tramps hide, and the figure, a Mandarin (wealthy Chinese man), stands immobile in the doorway. The tramps urge the girl to lure him closer. She begins another saucy dance, the Mandarin’s passions slowly rising. Suddenly, he leaps up and embraces the girl. They struggle and she escapes; he begins to chase her. The tramps leap on him, strip him of his valuables, and attempt to suffocate him under pillows and blankets. However, he continues to stare at the girl. They stab him three times with a rusty sword; he almost falls, but throws himself again at the girl. The tramps grab him again and hang him from a lamp hook. The lamp falls, plunging the room into darkness, and the Mandarin’s body begins to glow with an eerie blue-green light. The tramps and girl are terrified. Suddenly, the girl knows what they must do. She tells the tramps to release the Mandarin; they do. He leaps at the girl again, and this time she does not resist and they embrace. With the Mandarin’s longing fulfilled, his wounds begin to bleed and he dies.”
Como não poderia deixar de ser, Pierre Boulez está bem à vontade frente da Chicago Symphony Orchestra e traduz muito bem a tensão da trama. Uma boa opção para quem quer curtir um domingão sem ter de recorrer aos faustões da vida.
Para concluir, temos a genial Música para Cordas, Percussão e Celesta. Para se deliciar. Aproveitem.
Béla Bartók (1881-1945): Pierre Boulez conducts Bartók – CD 8 de 8
01 – The Miraculous Mandarin, Op. 19, Sz 73- Beginning (Allegro)
02 – First seduction game- the shabby old rake (Moderato)
03 – Second seduction game
04 – Third seduction game (Sostenuto)
05 – The Mandarin enters and remains immobile in the doorway… (Maestoso)
06 – The girl sinks down to embrace him… (Allegro)
07 – The tramps leap out, seize the Mandarin and tear him away from the girl
08 – Suddenly the Mandarin’s head appears between the pillows and he looks longingly at the gio
09 – The terrified tramps discuss how they are to get rid of the Mandarin at last. (Agitato)
10 – The body of the Mandarin begins to glow with a greenish blue light. (Molto moderato)
11 – She resists no longer; they embrace (Più mosso – Vivo)
12 – Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz 106- Andante tranquillo
13 – Allegro
14 – Adagio
15 – Allegro molto
Chicago Symphony Orchestra
Pierre Boulez – Conductor
Link revalidado por PQP, o qual simplesmente não admite que estas gravações fiquem fora de nosso blog. A coleção fodástica chega próxima do final.
Estamos quase concluíndo a série. Eis o sétimo cd da coleção “Boulez Conducts Bartók”.
Este CD traz a “Cantata Profana”, composta para Tenor, Barítono, Coro Duplo e Orquestra. Trata-se de uma obra pouco gravada, devido talvez à complexidade de sua composição e talvez também ao grande número de músicos necessários para a sua execução. Foi escrita em 1930 e sua primeira execução se deu apenas em 1934.
Eis a descrição da obra, retirada da Wikipedia:
“Cantata Profana (subtitled A kilenc csodaszarvas; English: The Nine Splendid Stags;German: Die Zauberhirsche) Sz. 94, is a choral work for tenor, baritone, choir and orchestra by the Hungarian composer Béla Bartók. It was written in 1930 and first performed on BBC Radio on 25 May 1934 by the BBC Symphony Orchestra conducted by Aylmer Buesst.
The Hungarian text is based on a Romanian colinda (a type of Christmas carol) about a father who teaches his nine sons the art of hunting. One day they cross a haunted bridge deep in the forest and are turned into nine stags. Their father arrives and aims his bow at them but when he learns that they are in fact his sons he begs them to return home. The stags reply that this is no longer possible since their antlers would not fit through the door; their new life is in the forest. “
Esta gravação de Boulez foi realizada em 1992, e traz o excelente barítono wagneriano John Tomlinson e o tenor John Aler, acompanhados do excelente Chicago Symphony Chorus.
A outra peça presente no CD é o conhecido Ballet “The Wooden Prince”, que estreou em 1917, e também necessita uma grande orquestra para sua interpretação, incluindo saxofones. Eis uma pequena sinopse da peça, encontrada na Wikipedia: “A prince falls in love with a princess, but is stopped from reaching her by a fairy who makes a forest and a stream rise against him. To attract the princess’ attention, the prince hangs his cloak on a staff and fixes a crown and locks of his hair to it. The princess catches sight of this “wooden prince” and comes to dance with it. The fairy brings the wooden prince to life and the princess goes away with that instead of the real prince, who falls into despair. The fairy takes pity on him as he sleeps, dresses him in finery and reduces the wooden prince to lifelessness again. The princess returns and is finally united with the human prince.”
Boulez novamente está à frente de sua querida Chicago Symphony, e faz um trabalho memorável, demonstrando sua versatilidade e seu profundo conhecimento da obra de Bartók. Todos os comentários da amazon lhe deram cinco estrelas.
Espero que os senhores apreciem.
Bela Bartók – Boulez Conducts Bartók (CD 7 de 8) Cantata Profana Sz 94, The Wooden Prince, Sz 60 – Aler, Tomlinson, Boulez, CSO
01 – Cantata Profana I. there was once an old man
02 – II. but their father grew impatient
03 – III. Volt egy oreg apo
04 – The Wooden Prince – Introduction
05 – First Dance
06 – Second Dance
07 – Third Dance
08 – Fourth Dance
09 – Fifth Dance
10 – Sixth Dance
11 – Seventh Dance
John Aler – Tenor
John Tomlinson – Barítono
Chicago Symphony Chorus
Chicago Symphony Orchestra
Pierre Boulez
Link revalidado por PQP, o qual simplesmente não admite que estas gravações fiquem fora de nosso blog.
O mano PQP já postou este cd há algum tempo atrás, então não vou me estender muito em maiores explicações. A história desta ópera em um só ato de Bartók é bem conhecida, inclusive deu origem a um excelente filme de terror, estrelado pelo grande ator inglês Vincent Price. Quem for da minha geração (estou quase completando 46 anos) deve lembrar da Sessão “Casa do Terror”, com filmes deste estilo que a Globo exibia na madrugada das segundas feiras, se não me engano. Foi ali que vi pela primeira vez “O Castelo do Barba Azul”. A trama da ópera foi baseada em um conto do folclorista francês Charles Perrault. Maiores detalhes a respeito dessa obra podem ser encontrados na Wikipedia.
Nesta versão Boulez acompanha a imensa (em todos os termos) Jessie Norman, que é o destaque, carregando o personagem com toda a dramaticidade que a história requer. O barítono húngaro László Polgár também nos proporciona um Barba Azul impecável.
DISCAÇO !!!
O Castelo do Barba Azul
01 – Prologue – ‘The Tale Is Old’ – ‘Here We Are Now’
02 – Judith – ‘Is This Really Bluebeard’s Castle’
03 – Judith – ‘Ah, I See Seven Great Shut Doorways’
04 – First Door – Judith – ‘Woe!’ – ‘What Seest Thou’
05 – Second Door – Bluebeard – ‘What Seest Thou’
06 – Third Door – Judith – ‘Mountains Of Gold!’
07 – Fourth Door – Judith – ‘Ah! Lovely Flowers’
08 – Fifth Door – Bluebeard – Look, My Castle Gleams And Brightens’
09 – Sixth Door – Judith – ‘I Can See A Sheet Of Water’
10 – Bluebeard ‘The Last Of My Doors Must Stay Shut’
11 – Judith – ‘Now I Know It All, O Bluebeard’
12 – Bluebeard – ‘Hearts That I Have Loved And Cherished’
Jessye Norman – Judith
Lásló Polgár – Bluebeard
Chicago Symphony Orchestra
Pierre Boulez – Conductor
Link revalidado por PQP, o qual simplesmente não admite que estas gravações fiquem fora de nosso blog.
O quinto cd da coleção “Boulez Conducts Bartók” traz o genial segundo concerto para violino, um de meus favoritos. E o solista Gil Shaham, para variar, dá um show, esbanjando virtuosismo. Eis um cd muito bom para ser apreciado num final de tarde chuvoso e abafado como o de hoje aqui em minha cidade, lendo um bom livro. Ou apenas apreciando a qualidade da música e da sua interpretação. Já ouvi diversos intérpretes deste concerto, e Shaham consegue se destacar, com certeza. Um detalhe: infelizmente tenho de concordar com alguns comentaristas da amazon: o problema desta gravação é o Boulez. Não sei explicar que acontece. Em alguns momentos aparenta um desânimo desconcertante.. será que é impressão minha e não consigo, ou não consegui captar o que o francês desejava? A Chicago Symphony é uma excepcional orquestra, e supre estes “lapsos” com certo desasossego, eu diria, parece que os músicos estão meio incomodados. Como consigo captar isso? Sei lá… às vezes, quando o violino entra pulsante, cheio de vida, a resposta da orquestra no começo é meio tímida, mas depois meio que pega no tranco.
Por favor, gostaria de saber a opinião dos senhores. Será que esta impressão é só minha?
As duas rapsódias para violino e orquestra novamente destacam a paixão de Bartók pelo folclore de seu país. E o violino está sempre em primeiro plano, flanando, livre, sem preocupações, virtuosístico sempre, afinal de contas temos aqui música húngara. E nenhum instrumento expressa melhor a cultura húngara do que o violino.
Bela Bartók – Boulez Conducts Bartók (Cd 5 de 8) Concerto for Violin and Orchestra, Rhapsody for Violin and Orchestra no 1 and Rhapsody for Violin and Orchestra no.2
01 – Concerto for Violin and Orchestra no.2 Sz112 – 1. Allegro non troppo
02 – 2. Andante tranquillo
03 – 3. Allegro molto
04 – Rhapsody for Violin and Orchestra – 1. Lassú. Moderato
05 – 2. Friss. Allegretto moderato
06 – Rhapsody for Violin and Orchestra no.2 Sz90 – 1. Lassú. Moderato
07 – 2. Friss. Allegro moderato
Gil Shaham – Violin
Chicago Symphony Orchestra
Pierre Boulez – Conductor
Link revalidado por PQP, o qual simplesmente não admite que estas gravações fiquem fora de nosso blog.
IM-PER-DÍ-VEL !!!
Voltei a trabalhar depois de 15 dias de férias, e confesso que ainda estou me adaptando. O corpo da gente se recusa a fazer certas coisas depois de tantos dias de ócio. E o interessante é que os planos que eu tinha feito para as férias, como terminar de ler alguns livros, parados sobre a estante, ouvir alguns cds ainda não ouvidos, começar a fazer a catalogação de meu acervo de mp3, nada disso consegui fazer. Na verdade, até terminei de ler um dos livros, e avancei bastante em outro, mas os cds ainda estão aguardando. Ah, consegui recuperar o HD que havia “perdido”, e está tudo lá, sem perda nenhuma. Comecei bem o ano.
Mais um discaço da série da DG “Boulez conducts Bartók” . O fantástico Concerto para Dois pianos, percussão e Orquestra com certeza é o grande momento desse CD. Trata-se de uma obra extremamente original, e que tem dois grandes solistas ao piano, Tamara Stefanovich e o eterno fiel escudeiro de Boulez, Pierre-Laurent Aimard.
Tenho certeza de que os senhores irão apreciar.
Bela Bartók – Boulez Conducts Bartók – CD 4-8 – Concerto for two pianos, Percussion and Orchestra, Concerto for violin and Orchestra 1, Concerto for viola and Orchestra
01 – Concerto for two pianos, Percussion and Orchestra – 1 Assai Lento
02 – Concerto for two pianos, Percussion and Orchestra – 2 Lento Ma Non Troppo
03 – Concerto for two pianos, Percussion and Orchestra – 3 Allegro Ma Non Troppo
04 – Concerto for violin and Orchestra 1 – 1 Andante Sostenuto
05 – Concerto for violin and Orchestra 1 – 2 Allegro giocoso
06 – Concerto for viola and Orchestra – 1 Moderato
07 – Concerto for viola and Orchestra – 2 Adagio Religioso
08 – Concerto for viola and Orchestra – 3 Allegro vivace
Tamara Stefanovich – Piano I
Pierre-Laurent Aimard – Piano II
Nigel Thomas – Percussion I
Neil Percy – Percussion II
London Symphony Orchestra
Pierre Boulez – Conductor
Link revalidado por PQP, que rerepete: não admito que esta extraordinária, notável, imbatível caixa esteja indisponível em nosso blog.
Neste terceiro CD da coleção Boulez Conducts Bartók temos três grandes nomes do piano da nova geração, apesar de que Zimerman não é tão novinho assim. Já ouvi estes concertos com outros solistas, e reconheço que estas não são as melhores gravações, mas serve de parâmetro exatamente para as gravações de gente grande do porte de Gèza Anda, o favorito do mano PQP, e o meu favorito, que postei aqui nos primórdios do blog, Zoltan Kòcsys.
Estes concertos são obras fundamentais do repertório pianístico do século XX. O último a ouvir estas obras primas será a mulher do padre. E tenho dito.
Espero que apreciem.
Bela Bartók – Piano Concertos 1-3
01 – Piano Concerto No.1 in E minor, Sz.83 (1926) – 1. Allegro moderato – Allegro
02 – 2. Andante – Allegro – attacca-
03 – 3. Allegro molto
Krystian Zimerman – Piano
Chicago Symphony Orchestra
Pierre Boulez – Conductor
04 – Piano Concerto No.2 in G major, Sz.95 (1930-1) – 1. Allegro
05 – 2. Adagio – Presto – Adagio
06 – 3. Allegro molto – Presto
Leif Ove Andsnes – Piano
Berliner Philharmoniker
Pierre Boulez – Conductor
07 – Piano Concerto No.3 in E major, Sz.119 (1945, Tibor Serly) – 1. Allegretto
08 – 2. Adagio religioso
09 – 3. Allegro vivace
Link revalidado por PQP, que repete: não admito que esta extraordinária, notável, imbatível caixa esteja indisponível em nosso blog.
Estive viajando nos últimos dias, e quando cheguei em casa, descobri um de meus HDs simplesmente deixou de funcionar, com aproximadamente 140 gb de música, sendo 80% disso meu acervo de barroco. Toda a minha coleção de Bachs, Vivaldis, óperas de Handel, Telemann, etc, se perdeu. Ainda não tive tempo de ir ao técnico para verificar a possibilidade de recuperação desse material. Cruzem os dedos, pois são alguns anos de downloads perdidos.
Continuo com a coleção do Bartók regido pelo Pierre Boulez. Minhas férias estão acabando, segunda feira volta ao batente, portanto, tentarei dar uma apurada, na medida do possível.
Fiquei muito feliz com as reações à postagem desta coleção. É bom saber que compartilhamos o gosto com tanta gente, e principalmente, abrimos caminho para aqueles que sempre temeram a obra do genial húngaro. E este cd que ora posto é interessante para se conhecer uma outra faceta do compositor. O que temos aqui são danças baseadas no riquíssimo folclore de seu país, sempre lembrando que Béla foi antes de tudo, um pesquisador da música popular folclórica da Hungria. Viajou por todo o interior coletando e gravando, claro que os recursos da época, estas músicas. O mano PQP postou recentemente duos para violino que seguem também esta característica.
Mas vamos ao que interessa. Boa audição.
Bèla Bartók (1881-1945) – Tanz Suite Sz77, 07 – Two Pictures op10 Sz746, Hungarian Sketches Sz97, Divertimento Sz113
01 – Tanz Suite Sz77 – 1. Moderato
02 – 2. Allegro molto
03 – 3. Allegro vivace
04 – 4. Molto tranquillo
05 – 5. Comodo
06 – 6. Finale- Allegro
07 – Two Pictures op10 Sz746 – 1. In voller Bluete
08 – 2. Dorftanz
09 – Hungarian Sketches Sz97 – 1. Ein Abend auf dem Lande – Lento rubato – Allegro
10 – 2. Barentanz – Allegro vivace
11 – 3. Melodie – Andante
12 – 4.Etwas angeheitert – Leggermente ubriaco
13 – 5. Ueroeger Schweinehirtentanz – Allegro molto
14 – Divertimento Sz113 – 1. Allegro non troppo
15 – 2. Molto adagio
16 – 3. Allegro assai
Chicago Symphony Orchestra
Pierre Boulez – Conductor
Recém saído do forno, ainda quentinho, eis um cd espetacular, com duas obras primas do repertório pianístico, o terceiro de Prokofiev e o segundo de Bártok, nas mãos de um dos grandes nomes do instrumento da atualidade, Lang Lang. O texto que abre o booklet do cd é bem elucidativo do projeto: “I think I have had enough preparation: 15 years for Prokofiev Three and nine years for Bártok Two and now, at 30, it´s quite a solid age for this type of physically demanding repertoire. Both works have such life, and such rhytmic vitality that to my ears they sound absolutely contemporary. I really think these concertos have a musical relevance that´s absolutely right for our time.” Lang Lang
Meu primeiro contato com esses concertos ocorreu através de um CD comprado num balaio de promoções no início dos anos 90, em uma Livraria na Av. Paulista, quase esquina com a R. da Consolação, creio que se chamava Belas Artes (alguém sabe se ela ainda existe?). O cd era do selo Olympia, e trazia a excelente pianista Moura Lympani tocando com maestria estas obras, cd este que ouvi muito, mesmo sendo um dos concertos gravados em mono, creio que o de Bártok. Foi minha introdução a estas duas obras primas, talvez os maiores concertos para piano do século XX, me perdoem os fãs de Shostakovitch.
Mas enfim, temos aqui um pianista no auge de sua carreira, Lang Lang, junto com uma das melhores orquestras do mundo, regida pelo sempre ativo Sir Simon Rattle, e que nos brindam com interpretações facilmente classificáveis como IM-PER-DÍ-VEIS !!
01 – Sergei Prokofiev – Piano Concerto No. 3 in C major op. 26 – 1. Andante – Allegro
02 – Piano Concerto No. 3 in C major op. 26 – 2. Tema. Andantino – Variations I-V
03 – Piano Concerto No. 3 in C major op. 26 – 3. Allegro ma non troppo
04 – Béla Bártok – Piano Concerto No. 2 Sz 95 BB 101 – 1. Allegro
05 – Piano Concerto No. 2 Sz 95 BB 101 – 2. Adagio – Presto – Adagio
06 – Piano Concerto No. 2 Sz 95 BB 101 – 3. Allegro molto
Lang Lang – Piano
Berliner Philharmoniker
Sir Simon Rattle – Conductor
O século XX viu surgir regentes imortais, proeminentes, daqueles que colocam o nome na história. Estas figuras serão para sempre lembradas pelo trabalho fenomenal, dando vida à música dos grandes compositores. Assim, podemos citar alguns como Klemperer, Furtwängler, Mravinsky, Toscanini, Carlos Kleiber, entre tantos outros. Neste post que ora faço, surge um outro nome que figura de forma explícita na pequena lista que minha memória formulou. Refiro-me ao maestro suíço Ernest Ansermet, nascido em 1883 e morto no ano de 1969. Sua história é digna de ser conhecida (mais informações na WIKIPÉDIA). Neste post, Ansermet conduz Stravinsky, Korsakov, Debussy, Bartok, Rachmaninov, Ravel e Chabrier. No dizer de PQP: é algo IMPERDÍVEL! Não deixe de ouvir. Boa apreciação!
DISCO 01
Igor Stravinsky (1882-1971) – Chant du Rossignol, poème symphonique
01. Introduction
02. Marche chinoise
03. Chant du rossignol
04. Jeu du rossignol mecanique
Orchestre de la Suisse Romande
Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908) – Scheherazade, op. 35
05. The Sea and Sindbad’s Ship
06. The Story of the Kalender Prince
07. The Young Prince and the Young Princess
08. Festival at Baghdad, The Sea, The Sh…
Orchestre de la Société des Concerts du Conservatoire
Claude Debussy (1862-1918) – Prélude à l’après-midi d’un faune
09. Prelude a l’apres-midi d’un faune
Orchestre de la Suisse Romande
DISCO 02
Béla Bartók (1881-1945) – Concerto for Orchestra, Sz 116
01. Andante, non troppo
02. Allegro scherzando
03. Andante, non tropo
04. Allegretto
05. Pesante
Orchestre de la Suisse Romande
Sergei Rachmaninov (1873-1943) – The Isle of the Dead, op. 29
06. Isle of the Dead, Symphonic Poem
Orchestre de la Société des Concerts du Conservatoire
Maurice Ravel (1875-1937) – La Valse
08. La Valse
Orchestre de la Société des Concerts du Conservatoire
Emmanuel Chabrier (1841-1894) – Le Roi malgré lui: Fête polonaise
09. Le Roi malgre lui- Fete polonaise
O que dizer dos dois CDs que aparecem aqui? Simplesmente, ao meu modo de ver, uma das melhores gravações que já foram feitas da Quinta Sinfonia de Shostakovich e da Música para cordas, percussão e celesta de Bartok. É um assombro. É imperativo ouvir estes dois CDs. IM-PER-DÍ-VEL!!! Boa apreciação!
DISCO 5
Dmtri Shostakovich (1906-1975) – Sinfonia No. 5 em Ré menor, Op. 47
01. Moderato
02. Allegretto
03. Largo
04. Allegro non troppo
Béla Bartok (1881-1945) – Music for string instruments, percussion and celesta, Sz. 106
01. I. Andante tranquillo
02. II. Allegro
03. III. Adagio
04. IV. Allegro molto
Igor Stravinsky (1882-1971) – Apollon Musagete
05. Scene 1 – Prologue – Naissance d’Apollon
06. Scene 2 – Apollon et les Muses
07. Scene 2 – Pas d’Action
08. Scene 2 – Var de Calliope
09. Scene 2 – Var de Polymnie
10. Scene 2 – Var de Terpsichore
11. Scene 2 – Var d’Apollon
12. Scene 2 – Pas de deux
13. Scene 2 – Coda – Apollon et les Muses
14. Scene 2 – Apotheose Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky, regente
Este CD, que desde que me veio à mão eu não cesso de ouvi-lo, é um imperativo categórico: precisa ser postado. Sei que o PQP vai admirar. Afinal, temos Bartok e Pollini. É música arrebatadora, com certeza. Digo apenas que é um registro para ouvir com atenção, de joelhos. É o álbum que mais ouvir esta semana. Cada vez que o ouço, acho um detalhe novo, um ângulo que exige atenção. Fico perplexo diante de time tão poderoso. Simplesmente, Pollini e Abbado a reger um dos compositores que mais admiro, Bartok – um gigante da música do século XX. É ouvir e se deleitar. Estou “ensaboando” as palavras. É assim que se procede quando não achamos termos precisos para descrever aquilo que é magnífico. Bom deleite!
P.S. Infelizmente, não há divisão de faixas no arquivo. Está num grande bloco. Mas a qualidade da gravação é muito boa.
Bela Bartok (1881-1945) – Concerto para Piano e Orquestra N°1, Concerto para Piano e Orquestra N°2 e Deux Portraits, Op.5
Concerto para Piano e Orquestra N°1
01. Allegro moderato – Allegro
02. Andante – Allegro – attacca
03. Allegro molto
Concerto para Piano e Orquestra N°2
04. Allegro
05. Adagio – Presto – Adagio
06. Allegro molto – Presto
Chicago Symphony Orchestra
Claudio Abbado, regente
Maurizio Pollini, piano
Deux Portraits, Op.5
07. Un Idéal: Andante
08. Un Grotesque
London Symphony Orchestra
Claudio Abbado, regente
Shlomo Mintz, violino
Apoie os bons artistas, compre suas músicas.
Apesar de raramente respondidos, os comentários dos leitores e ouvintes são apreciadíssimos. São nosso combustível.
Comente a postagem!
Excepcional cd de minha musa, a violinista alemã Anne-Sophie Mutter, que toca um repertório dedicado ao século XX. E que repertório. E que violinista… e que baita CD.
A primeira obra, de Henri Dutilleux, foi a ela dedicada pelo próprio compositor, e mostra a excepcional técnica da alemã, numa obra de difícil execução. Ela nesta obra é acompanhada pelo grande Kurt Masur frente à Orchestra Nationale de France.
A segunda obra é o conhecidíssimo Concerto nº2 para Violino e orquestra de Béla Bartok, já postado aqui no blog com outros intérpretes, inclusive com a magnífica Viktoria Mullova. Novamente Mutter mostra a sua competência e técnica, e nos brinda com uma interpretação impecável.Atençao especial ao andante tranquilo, com as cordas da Sinfônica de Boston fazendo um belíssimo trabalho, claro que sempre com a regência de Seiji Ozawa.
A terceira obra é outra obra conhecida daqui do blog, o Concerto para Violino de Stravinsky, e também já postado aqui com a mesma Viktoria Mullova. Não vejo necessidade de fazer as devidas comparações, pois o que importa é que são leituras recentes de obras importantíssimas do repertório violinístico, e executadas por duas das principais violinistas do final do século XX e início deste século XXI. Nesta obra, Mutter é acompanhada pela London Philharmonia Orchestra, sob a regência de Paul Sacher.
Espero que apreciem. Os clientes da amazon foram unânimes em dar 5 estrelas para este cd.
Henri Dutilleux – Sur le même accord, nocturne for violin & orchestra
01. Henry Dutillieux – Sur le meme accord (Nocturne for Violin and Orchestra)
Anne-Sophie Mutter – VIolin
Orchestra Nationale de France
Kurt Masur – Conductor
Bela Bartok – Violin Concerto (No. 2) in B minor, Sz. 112, BB 117
02. Bela Bartok – Violin Concerto (No. 2) in B minor, Sz. 112, BB 117 I. Allegro non troppo
03. II. Andante tranquillo-Allegro scherzando-Tempo I
04. III. Allegro molto
Anne-Sophie Mutter – VIolin
Boston Symphony Orchestra
Seiji Ozawa – Conductor
Igor Stravinsky – Violin Concerto in D major
05. Igor Stravinsky – Violin Concerto in D major I. Toccata
06. II. Aria I
07. III. Aria II
08. IV. Capriccio
Anne-Sophie Mutter – Violin
London Philharmonia Orchestra
Paul Sacher – Conductor
Anne-Sophie Mutter – Violin
Encontrei esses arquivos perdidos no meu micro. São duas gravações interessantes, mas não sei nada a respeito. Uma não tem nada a ver com a outra… Foram presentes de vocês e espero ser auxiliado para saber os detalhes das gravações. Me ajudem. Não me deixem só!
Bartók: Música para Cordas, Percussão e Celesta
1. Andante tranquillo
2. Allegro
3. Adagio
4. Allegro molto
Amsterdam Concertgebouw Orchestra.
(Transmissão de rádio “Stereo” data desconhecida, gravado em cassette da rádio WNCN de Nova York em 17 de Fevereiro de 1982 – POst original em http://statework.blogspot.com/)
Kiril Kondrashin, regência (gravação ao vivo)
Poulenc: 8 Noturnos
05_poulenc – 8 nocturnes no.1 in c major.mp3
06_poulenc – 8 nocturnes no.2 in f major, bal de jeunes filles.mp3
07_poulenc – 8 nocturnes no.3 in f major, les cloches de malines.mp3
08_poulenc – 8 nocturnes no.4 in c minor.mp3
09_poulenc – 8 nocturnes no.5 in d minor.mp3
10_poulenc – 8 nocturnes no.6 in g major.mp3
11_poulenc – 8 nocturnes no.7 in e flat major.mp3
12_poulenc – 8 nocturnes no.8 in g major, pour servir de coda au cycle.mp3
Um CD absolutamente notável fecha a coleção comemorativa da Harmonia Mundi.
Janácek, escreveu aos 73 anos (!) seu segundo Quarteto de Cordas para uma mulher. A dedicatória é a seguinte:
– Aqui pude encontrar lugar para colocar minhas mais belas melodias. Exprimirão o medo que sinto de você.
Cartas Íntimas é efetivamente um obra prima e uma de minhas mais antigas preferências. Eu a ouvia na esplêndida Rádio da UFRGS nos anos 70. O Melos Quartett realiza belíssima interpretação.
Depois temos Contrastes, de Bartók, que consegue ser ainda melhor. Em 1938, Bartók recebeu, por intermédio do violinista húngaro József Szigeti, um pedido de Benny Goodman, conhecido clarinetista de jazz, para compor uma peça para clarinete, violino e piano. Assim surgiu Contrastes, partitura de uma complexidade extrema que atemorizou desde logo Goodman (“Vou precisar de três mãos para a tocar, senhor Bartók!”). Estreou-se em Janeiro de 1939, em Nova Iorque, com interpretação de József Szigeti, Benny Goodman e o pianista Endre Petri. (*) Goodman tirou de letra.
Não vejo (ou ouço) grande coisa na peça de Pärt, talvez seja problema meu. Sua música estática e extática me irrita um pouco.
Contrastes pour violon, clarinette et piano – Béla Bartók 17’15
5. No.1 Verbunkos
6. No.2 Piheno
7. No.3 Sebes
Ensemble Walter Boeykens
Berliner Messe – Arvo Pärt 23’20
8. Kyrie
9. Gloria
10. First Alleluia Verse
11. Second Alleluia Verse
12. Veni Sancte Spiritus
13. Credo
14. Sanctus
15. Agnus Dei
Theatre of Voices
Christopher Bowers-Broadbent, organ
Paul Hillier
O que estes quatro concertos para violino têm em comum além do fato de serem os mais representativos do século XX é a excepcional violinista que os interpreta, Viktoria Mullova. Sou fã desta grande violinista desde que comprei sua gravação para os Concertos de Tchaikovsky e de Sibelius, sob a direção do Seiji Ozawa e sua Orquestra Sinfônica de Boston, ainda nos anos 80.
Mullova interpreta nestes dois cds os quatro principais concertos para violino do século XX. Quatro verdadeiras provas de fogo, e Mullova os encara com tamanha competência que nos tira o fôlego muitas vezes. Destaque para a cadenza do terceiro movimento do concerto de Shostakovich, além do belíssimo 2º Concerto de Prokofiev.
Nesta série de concertos ela estará acompanhada pela Royal Philarmonic Orchestra, dirigida por Andre Previn.
Igor Stravinsky (1882-1971) – Violin Concerto in D, Bela Bártok (1881-1945)- Violin Concerto No2, Dmitri Shostakovich (1906-1975)- Concerto No. 1 in A minor for Violin and Orchestra, Op. 99, Sergey Prokofiev (1891-1953) – Violin Concerto No. 2 In G Minor, Op. 63
CD 1
01 Stravinsky – Violin Concerto in D – I – Toccata
02 Stravinsky – Violin Concerto in D – II – Aria
03 Stravinsky – Violin Concerto in D – III – Aria II
04 Stravinsky – Violin Concerto in D – IV – Capriccio
05 Bartok – Violin Concerto No2 – Allegro non troppo
06 Bartok – Violin Concerto No2 ´Andante tranquilo
07 Bartok – Violin Concerto No2 – Allegro molto
CD 2
01 Shostakovich – Concerto No. 1 in A minor for Violin and Orchestra, Op. 99I. Nocturne. Adagio
02 Shostakovich – Concerto No. 1 in A minor for Violin and Orchestra, Op. 99II. Scherzo. Allegro non troppo
03 Shostakovich – Concerto No. 1 in A minor for Violin and Orchestra, Op. 99III. Passacaglia. Andante
04 Shostakovich – Concerto No. 1 in A minor for Violin and Orchestra, Op. 99IV. Burlesca. Allegro con brio
05 Prokofiev – Violin Concerto No. 2 In G Minor, Op. 63 – Allegro moderato
06 Prokofiev – Violin Concerto No. 2 In G Minor, Op. 63 – Andante assai
07 Prokofiev – Violin Concerto No. 2 In G Minor, Op. 63 – Allegro ben marcato
Viktoria Mullova – Violin
Royal Philarmonic Orchestra
Andre Previn – Director