Bach Sacred Masterpieces – Karl Richter – Collector’s Edition

51oTaFpy7TLBach Sacred Masterpieces

St. Matthew Passion BWV 244
St. John Passion BWV 245
Christmas Oratorio BWV 248
Mass In B Minor, BWV 232
Magnificat BWV 243

Münchener Bach-Orchester
Münchener Bach-Chor
Münchener Chorknaben

Maestro Karl Richter

 

O Quinto Evangelista

por Wellbach

Para muitos, a exemplo do filósofo, teólogo luterano, organista interprete de Bach e médico missionário Albert Schweitzer, Johann Sebastian Bach seria o Quinto Evangelista. Abundam os comentários que o elevam ao panteão dos Apóstolos: “A música de Bach é como o Evangelho. O público pode conhece-lo por Mateus, por Marcos, Lucas ou segundo João, todos diferentes, mas sempre Evangelho” – François Auguste Givaert.  “Esta semana ouvi três vezes a Paixão Segundo São Matheus, do divino Bach, cada uma delas com o mesmo sentimento, quem se há esquecido do cristianismo, pode ouvi-lo como um evangelho” – F. Nietzsche. “Bach revela-se no conjunto o mais universal dos artistas. O que expressa através de suas obras é uma grande emoção religiosa (…) Bach é, para mim, um grande pregador” – Charles Maria Widor.

Segundo o autor de um dos melhores livros sobre Ele – maiúscula proposital – James R. Gaines (em “Uma noite no palácio da razão”), com relação à concepção dos ciclos de Cantatas de Leipzig, mais as Paixões Segundo São João e São Mateus, “somente um profundo senso de missão poderia sustentar um transbordamento tão extraordinário de trabalho”. O autor observa que ‘Naqueles Tempos’ (para assumir um ar bíblico), não eram obras que fossem concebidas com finalidades artísticas em si, mas sim como acessórios do culto Luterano, cuja finalidade era a pregação da Palavra e nada mais senão a Palavra. Gaines nos aponta que desde o seu primeiro emprego em Arnstadt, Bach havia lidado com os textos de Lutero e com a Bíblia quase todos os dias de sua carreira, e com o tempo, a sua busca no sentido espiritual teria se tornado cada vez mais tenaz. Nos informa também que a biblioteca de livros luteranos que acumulou, especialmente em Leipzig, daria orgulho a qualquer pastor. Possuía os mais famosos trabalhos de pietistas e místicos cristãos; mais numerosas obras de comentários sobre os textos de Lutero e sobre a Bíblia alemã. Em 1733 comprou uma versão em três volumes da Bíblia Luterana, que havia sido publicada em 1681 com comentários do dr. Abraham Calov e mais tarde gastou boa parte de seu salário anual para adquirir a edição em sete volumes de textos de Lutero. Isso se juntou a mais oito volumes que ele já possuía. A maior parte da biblioteca teológica de Bach desapareceu após sua morte, mas a Bíblia de Calov foi encontrada em 1934, no sótão de uma fazenda em Michigan (!). Mais instigantes do que o portento de tal biblioteca são as anotações e exclamações nas margens de muitas das páginas dessa Bíblia. Diversas passagens grifadas e comentadas se relacionavam aos textos utilizados em sua música, mas outras anotações se dirigiam a questões prementes de sua vida, pontuada por dificuldades várias e atritos com seus “superiores”. O caráter despojado de algumas anotações é comovente. Nos apresenta o Mestre sem a peruca, curvado sobre suas partituras, nas bordas das quais também escrevinhava aclamações ao Altíssimo e contas domésticas: “Quando as coisas estão bem, considere que elas podem ficar ruins; e se estão ruins, podem se transformar em boas. Não presuma que as coisas vão caminhar da forma que você quer. Aquele que se preocupa em fazer as coisas serem da maneira que quer só terá tristeza, desassossego e dor no coração”. Ou ainda: “Aprenda a conhecer o mundo. Você não vai transformá-lo, ele não vai evoluir de acordo com você. Acima de todas as coisas aprenda e saiba que o mundo é ingrato”. E ainda: “O que é esse mundo senão um grande espinho que temos de remover nós mesmos? Esta terra é o reino do diabo”.

Tudo isso, junto à intensidade de sua música (“as melodias de Haendel são extensas, as de Bach são intensas”, escreveu Manfed F. Bukofzer), faz materializar-se uma auréola quase palpável sobre a figura de Bach; e de forma fácil e romântica se plasmou um herói da fé para a posteridade.

Contudo, seria a devoção a origem de tal profundidade na obra de Bach? Seria o fervor místico o magma que alimentaria a intensidade de sua música? Até que ponto essa devoção seria apenas a superfície deste “oceano” – como o chamaria Beethoven, ao considerar o significado do seu nome Bach – ‘regato’ ou ‘ribeiro’ (porém mais anteriormente a seu tempo, Bacher– padeiro, lembrando seu ancestral Veit Bach, que era padeiro e tangedor de cítara). A vida de Bach foi marcada por perdas, desde tenra infância, quando se foram irmãos e parentes próximos e distantes. Aos nove anos perdeu seus pais. Primeiro a sua mãe Elisabeth, depois Ambrosius, seu pai. Dos vinte filhos enterraria doze, idos em diversas idades, um deles Gottfried Bernard, com 24 anos. Sua primeira esposa Maria Bárbara também. O peso de tais perdas poderia ser, de forma bastante plausível, o esteio da música que toca a tantos ao longo dos séculos e de forma tão profunda, como uma verdade perene; e sobre estas correntezas abismais, cintilações que sabem a fé. Não seria prudente descartar, todavia, a ideia de que Bach cultivasse uma forte identificação com a figura do Cristo-homem, perseguido, sofrido e massacrado; vide as veementes exclamações na Paixão Segundo São Mateus: Geduld, mein Herz! – Paciência, meu coração! Todavia, na prática, não tinha pudores em intercambiar material entre obras sacras e profanas, reciclando o que podia com finalidades exclusivamente práticas e musicais. Mesmo nas Paixões e nas Cantatas nas quais ressoam árias que falam da morte, temos material rítmico típico de gêneros dançantes. Bach voa sobre os abismos.  O autor Franz Rueb (em “48 variações sobre Bach”) nos aponta como trabalhar para a igreja teria sido uma triste e última opção para Bach, que preferiria a liberdade de um emprego nas cortes, ao invés de jazer sob os tacões dos carolas luteranos; sob as exigências de administrar a música nos rituais, lecionar grego e latim, e ainda ensinar boas maneiras a uma manada de órfãos. Sabe-se o quanto lamentou o seu afastamento da corte de Köthen, onde produzia a bel prazer música instrumental e profana, devido ao casamento do seu patrão príncipe Leopold com uma criatura que preferia cavalos e soldados a música. Também se sabe como ao longo da vida buscou benefícios junto a outros principados, alguns deles católicos; como trabalhou de bom grado obras instrumentais e cantatas seculares (como a Cantata do Café) para exibições no Café Zimmermann, de onde foi diretor musical por dez anos. Enfim, talvez os vernizes dos ideais oitocentistas, o uso de sua figura nos movimentos de exaltação da cultura alemã – o próprio Wagner o apontou como um herói germânico; a sua transformação em um herói romântico nos moldes que aquele século exigia, tudo isso veio a exacerbar a visão do compositor como um baluarte da fé. Convém também lembrar que seu renascimento se deu através da Paixão Segundo São Mateus, pelas mãos de Mendelssohn. Esta exaltação de sua figura talvez tenha dado margem a impressões extremadas, assim como gerou ficções, a exemplo do conhecido livro “Pequena Crônica de Anna Magdalena Bach”, escrito pela inglesa Esther Meynell, em 1925.

Esta arca do tesouro que o Sr. Avicena nos traz dispensa comentários. Olhamos para ela como quem contempla os píncaros do Himalaia. É tal a concentração de engenho, arte, beleza e profundidade destas obras e tal a sua relevância, que bem podemos cair de joelhos. Como se não bastasse, estas obras nos vêm pelas mãos de um profeta, o egrégio Karl Richter, que, conforme me contou o grande flautista Aurèle Nicolet, a quem tive a honra e privilégio de conhecer, sabia de cor a Bíblia Luterana; o que não duvido, conta-se também que antes dos seus concertos de órgão apenas entrava numa banheira e relia as partituras. Todos sabemos que existem inúmeras gravações dessas obras. Particularmente falando e não pontifico sobre isso, as interpretações de Richter me parecem inigualáveis. Não somente pelo rigor técnico, mas também pela continuidade dramática. Me sabem ao desenrolar de uma narrativa consciente e contínua, por um narrador que acredita no que está dizendo. Outras versões sempre me parecem uma sucessão de trechos perfeitamente executados, brilhantemente executados, contudo, nelas me faltam a inteireza e a ‘fé’ de Richter. Enfim, diria que de todos que propagaram Bach como Evangelista, Richter foi o mais convincente.

É opcional vermos Bach como O quinto Evangelista tão propagado ou ‘apenas’ como um gênio da música que inescapavelmente vivia em seu mundo luterano, rogava a Cristo e anotava aforismos nas margens de sua Bíblia. Lutando contra as investidas dos pretensos iluministas da Universidade de Leipzig, a estupidez dos seus patrões, o peso das perdas, as incertezas, enfim, os males que até hoje nos assolam e que muitas vezes nos compelem a, nem que seja ‘interjeitivamente’, clamar pelo auxílio celeste. Seja como for, não há dano. Como disse Berlioz, “Bach é Bach como Deus é Deus”.

Wellbach

St. Matthew Passion BWV 244  – CDs 1, 2, 3.
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St. John Passion BWV 245 – CDs 4,5.
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Christmas Oratorio BWV 248 – CDs 6, 7, 8.
Magnificat BWV 243
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Mass In B Minor, BWV 232 – CDs 9, 10.
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Meus mais profundos agradecimentos ao colega Wellbach pela brilhante colaboração acima! Não tem preço!

Avicenna

 

J. S. Bach (1685-1750): Peças para teclado com Nelson Freire

J. S. Bach (1685-1750): Peças para teclado com Nelson Freire

Nerso, nerso, mineirim danado, para quê? Acho que todo artista, ainda mais um do calibre de Nelson Freire, tem o direito de dar a sua interpretação da música do passado. Afinal, Freire fez isso a vida inteira tocando maravilhosamente o repertório romântico e tornando-se um dos melhores pianistas do planeta. Mas nós temos o direito de gostar ou não. Ao completar 70 anos, nosso querido pianista resolveu dar uma viradim — ou assinou um contratim — e dirigiu-se a deus, ou seja, a Bach. Pollini já tinha feito o mesmo anos atrás com excelente resultado. Só que Freire ficou oscilando em termos estilísticos. Sua Partita 4 é romântica, é Schumann tocando Bach. Já a Suíte Inglesa 3 e a Cromática são quase simulações de cravo — e, olha, ficaram bem interessantes. Mas nos números finais, talvez por serem peças soltas e ideais para funcionar como bis em concertos, Freire se deu a liberdade de mostrar toda a sua intimidade com… o romantismo. Se eu fosse o grilo falante conselheiro de Freire — e não me considero maior do que um grilo em relação a ele –, pousaria sobre seu ombro esquerdo e diria: parta do romantismo em direção ao futuro, queridim. Nada de baquear nesta altura da vida.

J. S. Bach (1685-1750): Peças para teclado com Nelson Freire

01. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 1. Overture
02. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 2. Allemande
03. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 3. Courante
04. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 4. Aria
05. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 5. Sarabande
06. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 6. Menuet
07. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 7. Gigue
08. J.S. Bach: Toccata in C Minor, BWV 911

09. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 1. Prélude
10. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 2. Allemande
11. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 3. Courante
12. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 4. Sarabande
13. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 5. Gavotte I – Gavotte II ou la musette
14. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 6. Gigue

15. J.S. Bach: Chromatic Fantasia and Fugue in D minor, BWV 903 – 1. Fantasia
16. J.S. Bach: Chromatic Fantasia and Fugue in D minor, BWV 903 – 2. Fugue

17. J.S. Bach: Concerto in D Minor, BWV 974 – for Harpsichord/Arranged by Bach from: Oboe Concerto in D minor by Alessandro Marcello (1685-1750) – 2. Andante

18. J.S. Bach: Choral: “Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ”, BWV 639

19. J.S. Bach: Choral: “Komm Gott Schopfer heiliger Geist”, BWV 667

20. J.S. Bach: Choral: “Nun komm der Heiden Heiland”, BWV 659

21. J.S. Bach: Prelude in G Minor, BWV 535

22. J.S. Bach: Jesu, Joy Of Man’s Desiring, BWV 147

Nelson Freire, piano

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Na boa, eu vou matar esse tal de PQP.
Na boa, eu vou matar esse tal de PQP.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): A Arte da Fuga, BWV 1080

Johann Sebastian Bach (1685-1750): A Arte da Fuga, BWV 1080

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Obs. de PQP, hoje: Muitos dizem que A Arte da Fuga é uma música tão abstrata e complexa que serve melhor ao leitor de sua partitura do que ao ouvinte. Eu até concordo, mas esta gravação faz música de A Arte da Fuga. E sem perder a erudição e a complexidade. Uma coisa de louco! Mas deixemos a palavra ao Carlinus.

E eis que o PQP Bach chega às 2000 postagens. Isso mesmo! 2000 postagens. (Estávamos em 2010, senhores… Hoje temos 5000). Não é brincadeira. Iria postar Shostakovich, mas acredito que não postar o grande patriarca do blog, que empresta o nome ao espaço, seria uma grande heresia, um verdadeiro sacrilégio. Por isso, resolvi postar A arte da fuga, uma daquelas peças que nos deixa boquiabertos. Esta peça é para ouvir e chorar. Simplesmente, indescritível. É como se Bach pegasse todas as suas composições e dissesse: “Em suma, a síntese de tudo aquilo que produzi está em A Arte da Fuga”. Alguns dados objetivos da peça: “A Arte da Fuga (Die Kunst der Fuge, em alemão), BWV 1080, é uma peça inacabada do compositor alemão Johann Sebastian Bach. A composição da obra provavelmente se iniciou em 1742. A primeira versão de Bach que continha 12 fugas e dois cânones foi copiada em 1745. Este manuscrito tinha um título ligeiramente diferente, acrescentado posteriormente por seu genro, Altnickol: Die Kunst der Fuga. A segunda versão da obra foi publicada depois de sua morte em 1750, contendo 14 fugas e quatro cânones. A obra demonstra o completo domínio de Bach da mais complexa forma de expressão musical da música clássica européia, conhecida como contraponto. A obra é composta de combinações engenhosas e particularmente elaboradas de temas relativamente simples desenvolvidos como composições da mais alta musicalidade. A Arte da Fuga se situa entre os pontos mais altos a que chegou a música européia devido à complexidade única de sua forma e estrutura”. Boa apreciação!

Alguns dados extraídos DAQUI

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – A arte da Fuga, BWV 1080

DISCO 01

01. Contrapunctus 1 BWV 1080-1
02. Contrapunctus 2 BWV 1080-2
03. Contrapunctus 3 BWV 1080-3
04. Contrapunctus 4 BWV 1080-4
05. Contrapunctus 5 BWV 1080-5
06. Contrapunctus 6 a 4 in Stylo Francese BWV 1080-6
07. Contrapunctus 7 a 4 per et Diminut[ionem] BWV 1080-7
08. Contrapunctus 8 a 3 BWV 1080-8
09. Contrapunctus 9 a 4 alla Duodecima BWV 1080-9
10. Contrapunctus 10 a 4 alla Decima BWV 1080-10

DISCO 02

01. Contrapunctus 11 a 4 BWV 1080-11
02. Contrapunctus inversus a 4 BWV 1080-12.1
03. Contrapunctus inversus 12 a 4 BWV 1080-12.2
04. Contrapunctus inversus a 3 BWV 1080-13.1
05. Contrapunctus a 3 BWV 1080-13.2
06. Fuga a 3 Soggetti BWV 1080-19
07. Canon alla Ottava BWV 1080-15
08. Canon alla Decima Contrap[p]unto alla Terza BWV 1080-16
09. Canon alla Duodecima in Contrap[p]unto alla Quinta BWV 1080-17
10. Canon per Augmentationem in Contrario Motu BWV 1080-14
11. Fuga a 2 Clav. BWV 1080-18.1 [13.1bis]
12. Alio modo Fuga a 2 Clav. 1080-18.2 [13.2bis]

Sergio Vartolo & Maddalena Vartolo, cravos

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Bach Alfabeto

Carlinus

Lamento: Obras da Família Bach com Magdalena Kožená

Lamento: Obras da Família Bach com Magdalena Kožená

4741942

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Lamento é um CD obrigatório para quem aprecia a música barroca. Trata-se de uma coleção de obras de minha família — de meu pai Johann Sebastian, de meu irmão Carl Philipp Emanuel (C.P.E.), e de parentes como Johann Christoph (aqui não podemos usar siglas, pois faríamos confusão com meu irmão Johann Christian), Johann Christoph Friedrich (J.C.F.) e até uma transcrição de uma cantata escrita pelo italiano Francesco Conti (1682-1732), feita por meu pai.

O mezzo soprano Magdalena Kožená (1973) é a própria perfeição e a Musica Antiqua de Colônia, conduzida por Reinhard Goebel, dispensa apresentações, creio. Esse é dos campeões. A orquestra fica TRANSLÚCIDA para receber a voz LÍMPIDA de Kožená. Baixe, compre, depois compre outros para dar de presente para os amigos de quem você gosta. Só a ária de abertura do CD já é uma obra belíssima, inesquecível, tocante. Vai lá e ouve, rapaz.

Lamento: Obras da Família Bach com Magdalena Kožená

1. Ach, Dass Ich Wassers G’nug Hatte
2.. Recitativo: Languet Anima Mea Amore Tuo
3.. Aria: O Vulnera, Vita Coelestis
4.. Recitativo: Amoris Tui Jaculo
5. Aria: Tu Lumen Mentis Es
6. Alleluja
7. Aria: Vergnugte Ruh, Beliebte Seelenlust
8.  Recitative: Die Welt, Das Sundenhaus
9. Aria: Wie Jammern Mich Doch Die Verkehrten Herzen
10. 4. Recitative: Wer Solte Sich Demnach
11. 5. Aria: Mir Ekelt Mehr Zu Leben
12. Bekennen Will Ich Seinen Namen
13. Selma
14. Saide, Komm, Mein Wunsch, Mein Lied!
15. Schon Ist Mein Madchen, Wie Die Traube
16. Du Quell, Der Sich Durch Goldsand Schlangelt
17. Mein Herz, Mein Herz Fleucht Ihr Entgegen

Faixa 1: Ach, daß ich Wassers genug hätte, vocal concerto
Composed by Johann Christoph Bach with Rachael Yates, Maren Ries,
Cologne Musica Antiqua, Magdalena Kožená, Stephan Schardt
Conducted by Reinhard Goebel

Faixas de 2 a 6: Languet anima mea, cantata for voice, 2 oboes & strings
Composed by Francesco Bartolomeo Conti with
Cologne Musica Antiqua, Magdalena Kožená
Conducted by Reinhard Goebel

Faixas de 7 a 11: Cantata No. 170, “Vergnügte Ruh, beliebte Seelenlust,” BWV 170 (BC A106)
Composed by Johann Sebastian Bach with
Cologne Musica Antiqua, Magdalena Kožená
Conducted by Reinhard Goebel

Faixa 12: Cantata No. 200, “Bekennen will ich seinen Namen” (fragment), BWV 200 (BC A192)
Composed by Johann Sebastian Bach with
Cologne Musica Antiqua, Magdalena Kožená, Stephan Schardt
Conducted by Reinhard Goebel

Faixa 13: Selma (I), secular cantata for voice, 2 flutes, strings & continuo, H. 739, Wq. 236 Sie liebt! Mich liebt die Auserwählte
Composed by Carl Philipp Emanuel Bach with
Cologne Musica Antiqua, Magdalena Kožená
Conducted by Reinhard Goebel

Faixas de 14 a 17: Die Amerikanerin, cantata for soprano & orchestra, HW18/3
Composed by Johann Christoph Friedrich Bach with
Cologne Musica Antiqua, Magdalena Kožená
Conducted by Reinhard Goebel

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Magdalena Kožená: coisa de louco
Magdalena Kožená: coisa de louco

PQP

Bach – Busoni – Lutz – Brahms: Chaconne

Bach – Busoni – Lutz – Brahms: Chaconne

IM-PER-DÍ-VEL !!!! 

REVALIDADO POR VASSILY EM 2/8/2015

Atendendo a pedidos, nosso Serviço de Atendimento ao Chororô (SAC) disponibiliza links fresquíssimos para um belo álbum repleto da magistral Chaconne da Partita em Ré menor do Grande Pai Bach, em transcrições para piano (aquela célebre de Busoni, uma contemporânea de Lutz e a de Brahms para mão esquerda) e no original para violino solo. É daquelas obras que, na iminência do final do mundo, a gente desejaria colocar numa cápsula espacial para que se salve deste vale de lágrimas – e que muitos de nós outros, melômanos, certamente gostaríamos de ter nos ouvidos ao dele nos despedirmos. Uma tremenda gravação, acompanhada de uma das melhores resenhas jamais feitas pelo patrão PQP.

Vassily

POSTAGEM ORIGINAL DE PQP BACH EM 10/5/2012

Numa noite fria do século XVIII, Bach escrevia a Chacona da Partita Nº 2 para violino solo. A música partia de sua imaginação (1) para o papel (2), alternando-se com o violino (3), no qual era testada. Anos depois, foi copiada (4) e publicada (5). Hoje, o violinista lê a Chacona (6) e de seus olhos passa o que está escrito ao violino (9) utilizando para isso seu controverso cérebro (7) e sua instável, ou não, técnica (8). Do violino, a música passa a um engenheiro de som (10) que a grava em um equipamento (11), para só então chegar ao ouvinte (12), que se desmilingúi àquilo.

Na variação entre todas essas passagens e comunicações, está a infindável diversidade das interpretações. Mas ainda faltam elos, como a qualidade do violino – e se seu som for divino ou de lata, e se ele for um instrumento original ou moderno? E o calibre do violinista? E seu senso de estilo e vivências? E o ouvinte? E… as verdadeiras intenções de Bach? Desejava ele que o pequeno violino tomasse as proporções gigantescas e polifônicas do órgão? Mesmo?

E depois tem gente que acha chata a música erudita…

-=-=-=-=-

Este CD faz ainda pior. É um disco onde há três diferentes transcrições (13, 13 e 13) que foram para o papel (14), para o pianista, etc. As transcrições são muito boas.

E apenas uma certeza. Tudo muito bom, tudo muito bonito, mas a Chaconne foi mesmo escrita o VIOLINO. Quando Beyer entra, o sol aparece. É algo absurdamente luminoso, apesar de, ao que tudo indica, Bach tê-la escrito durante o luto pela morte de sua primeira esposa Maria Barbara e em honra a ela. 

Bach – Busoni – Lutz – Brahms: Chaconne

1. Chaconne After Bach’s Partita for Violin Solo No. 2 in D Minor, BWV 1004 (Transcribed for Piano By Busoni) 15:47

2. Chaconne After Bach’s Partita for Violin Solo No. 2 in D Minor, BWV 1004 (Transcribed for Piano By Lutz) 15:18

3. Chaconne After Bach’s Partita for Violin Solo No. 2 in D Minor, BWV 1004 (Transcribed for Piano By Brahms) 15:28

4. Partita for Violin Solo No. 2 in D Minor, BWV 1004: V. Chaconne 13:58

Edna Stern, piano
Amandine Beyer, violino

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Chaconne

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Concertos e Obras Orquestrais com o Café Zimmermann — 6 CDs miraculosos, irresistíveis e indispensáveis

J. S. Bach (1685-1750): Concertos e Obras Orquestrais com o Café Zimmermann — 6 CDs miraculosos, irresistíveis e indispensáveis

IM-PER-DÍ-VEL !!!

333 anos de Bach!

Johann Sebastian Bach (Eisenach, 21 de março de 1685 — Leipzig, 28 de julho de 1750).

Eu já tinha postado os quatro primeiros CDs desta fantástica coleção, mas agora ela está completa. O Café Zimmermann, liderado pelo violinista argentino Pablo Valetti e que tem sua base na França, é um dos melhores grupos da nova geração de conjuntos barrocos a oferecer interpretações rarefeitas e enérgicas em instrumentos históricos. O nome do grupo refere-se a um café de Leipzig, onde o grupo de Bach, o Collegium Musicum, apresentava-se no século XVIII. A Cantata do Café é uma homenagem ao Zimmermann. Há indícios de quem nem Bach teria sido tão econômico em número de músicos quanto o pequeno efetivo de Valetti. Meu pai teria solicitado uma orquestra de 24 instrumentistas ao Conselho de Leipzig para executar a Suíte Nº 3, por exemplo. Mas, OK, esqueçam. O alto nível de musicalidade e a leitura franca e arejada de Valetti compensam de longe.

Maravilhosa orquestra
Maravilhosa orquestra

Nos CDs abaixo estão todos os Brandemburgo, todas as Suítes orquestrais e mais alguns concertos. Neste momento, não consigo pensar em nada melhor.

O Café Zimmermann recebeu o Diapason d’Or por esta integral dos “Concerts avec plusieurs instruments de Jean-Sébastien Bach vol I-VI “.

J. S. Bach (1685-1750): Concertos e Obras Orquestrais com o Café Zimmermann — 6 CDs miraculosos, irresistíveis e indispensáveis

Disc 1:
1. Concerto pour clavecin en Ré Mineur, BWV 1052: I. Allegro 7:26
2. Concerto pour clavecin en Ré Mineur, BWV 1052: II. Adagio 6:13
3. Concerto pour clavecin en Ré Mineur, BWV 1052: III. Allegro 7:28

4. Concerto pour hautbois d’amour en La Majeur, BWV 1055: I. Allegro 4:13
5. Concerto pour hautbois d’amour en La Majeur, BWV 1055: II. Larghetto 4:28
6. Concerto pour hautbois d’amour en La Majeur, BWV 1055: III. Allegro ma non tanto 4:01

7. Concerto pour violon en Mi Majeur, BWV 1042: I. Allegro 7:20
8. Concerto pour violon en Mi Majeur, BWV 1042: II. Adagio 5:29
9. Concerto pour violon en Mi Majeur, BWV 1042: III. Allegro Assai 2:41

10. Concert Brandebourgeois No. 5 en Ré Majeur, BWV 1050: I. Allegro 9:42
11. Concert Brandebourgeois No. 5 en Ré Majeur, BWV 1050: II. Affettuoso 5:01
12. Concert Brandebourgeois No. 5 en Ré Majeur, BWV 1050: III. Allegro 5:14

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Disc 2:
1. Concert Brandebourgeois No. 3 en Sol Majeur, BWV 1048: I. Allegro – Adagio 5:18
2. Concert Brandebourgeois No. 3 en Sol Majeur, BWV 1048: II. Allegro 4:18

3. Concerto pour deux violons & cordes en Ré Mineur, BWV 1043: I. Vivace 3:25
4. Concerto pour deux violons & cordes en Ré Mineur, BWV 1043: II. Largo ma non tanto 5:57
5. Concerto pour deux violons & cordes en Ré Mineur, BWV 1043: III. Allegro 4:10

6. Suite en Ut Majeur, BWV 1066: I. Ouverture 9:02
7. Suite en Ut Majeur, BWV 1066: II. Courante 2:04
8. Suite en Ut Majeur, BWV 1066: III. Gavottes I & II 2:38
9. Suite en Ut Majeur, BWV 1066: IV. Forlane 1:07
10. Suite en Ut Majeur, BWV 1066: V. Menuets I & II 2:53
11. Suite en Ut Majeur, BWV 1066: VI. Bourrées I & II 2:21
12. Suite en Ut Majeur, BWV 1066: VII. Passepieds I & II 3:09

13. Concerto pour hautbois & violon en Ut Mineur, BWV 1060: I. Allegro 4:18
14. Concerto pour hautbois & violon en Ut Mineur, BWV 1060: II. Adagio 4:32
15. Concerto pour hautbois & violon en Ut Mineur, BWV 1060: III. Allegro 3:08

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Disc 3:
1. Concert Brandebourgeois No. 4 en Sol Majeur, BWV 1049: I. Allegro 6:09
2. Concert Brandebourgeois No. 4 en Sol Majeur, BWV 1049: II. Andante 3:50
3. Concert Brandebourgeois No. 4 en Sol Majeur, BWV 1049: III. Presto 4:21

4. Concerto pour hautbois d’amour en Ré Majeur, transcription du concerto pour clavecin en Mi Majeur, BWV 1053: I. 7:05
5. Concerto pour hautbois d’amour en Ré Majeur, transcription du concerto pour clavecin en Mi Majeur, BWV 1053: II. Siciliano 4:46
6. Concerto pour hautbois d’amour en Ré Majeur, transcription du concerto pour clavecin en Mi Majeur, BWV 1053: III. Allegro 6:06

7. Concerto pour trois clavecins en Do Majeur, BWV 1064: I. 5:40
8. Concerto pour trois clavecins en Do Majeur, BWV 1064: II. Adagio 5:17
9. Concerto pour trois clavecins en Do Majeur, BWV 1064: III. Allegro 4:28

10. Suite en Si Mineur, BWV 1067: I. Ouverture 10:05
11. Suite en Si Mineur, BWV 1067: II. Rondeau 1:28
12. Suite en Si Mineur, BWV 1067: III. Sarabande 3:15
13. Suite en Si Mineur, BWV 1067: IV. Bourrée I & II 2:04
14. Suite en Si Mineur, BWV 1067: V. Polonaise & Double 3:44
15. Suite en Si Mineur, BWV 1067: VI. Menuet 0:54
16. Suite en Si Mineur, BWV 1067: VII. Badinerie 1:23

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Disc 4:
1. Concerto pour violon en La Mineur, BWV 1041: I. 3:29
2. Concerto pour violon en La Mineur, BWV 1041: II. Andante 6:45
3. Concerto pour violon en La Mineur, BWV 1041: III. Allegro assai 3:31

4. Concerto pour 2 clavecins en Ut Majeur, BWV 1061: I. 6:46
5. Concerto pour 2 clavecins en Ut Majeur, BWV 1061: II. Adagio 4:43
6. Concerto pour 2 clavecins en Ut Majeur, BWV 1061: III. Vivace 5:25

7. Concerto pour flûte, violon & clavecin en La Mineur, BWV 1044: I. Allegro 7:56
8. Concerto pour flûte, violon & clavecin en La Mineur, BWV 1044: II. Adagio ma non tanto e dolce 4:55
9. Concerto pour flûte, violon & clavecin en La Mineur, BWV 1044: III. Tempo di Allabreve 6:14

10. Concert Brandebourgeois No. 2 en Fa Majeur, BWV 1047: I. 4:51
11. Concert Brandebourgeois No. 2 en Fa Majeur, BWV 1047: II. Andante 3:36
12. Concert Brandebourgeois No. 2 en Fa Majeur, BWV 1047: III. Allegro assai 2:49

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Disc 5:
1. Ouverture No. 3 en Ré Majeur, BWV 1068: I. Ouverture 9:33
2. Ouverture No. 3 en Ré Majeur, BWV 1068: II. Air 3:32
3. Ouverture No. 3 en Ré Majeur, BWV 1068: III. Gavottes I et II 3:54
4. Ouverture No. 3 en Ré Majeur, BWV 1068: IV. Bourrée 1:06
5. Ouverture No. 3 en Ré Majeur, BWV 1068: V. Gigue 2:38

6. Concerto pour clavecin en Fa Mineur, BWV 1056: I. Allegro 3:06
7. Concerto pour clavecin en Fa Mineur, BWV 1056: II. Adagio 2:43
8. Concerto pour clavecin en Fa Mineur, BWV 1056: III. Presto 3:17

9. Concerto Brandebourgeois No. 6 en Si Bémol Majeur, BWV 1051: I. 5:27
10. Concerto Brandebourgeois No. 6 en Si Bémol Majeur, BWV 1051: II. Adagio ma non tanto 4:38
11. Concerto Brandebourgeois No. 6 en Si Bémol Majeur, BWV 1051: III. Allegro 5:45

12. Concerto pour trois clavecins en Ré Mineur, BWV 1063: I. 4:36
13. Concerto pour trois clavecins en Ré Mineur, BWV 1063: II. Alla siciliana 3:39
14. Concerto pour trois clavecins en Ré Mineur, BWV 1063: III. Allegro 4:29

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Disc 6:
1. Ouverture No. 4 en Ré Majeur, BWV 1069: I. Ouverture 11:11
2. Ouverture No. 4 en Ré Majeur, BWV 1069: II. Bourrées I & II 2:55
3. Ouverture No. 4 en Ré Majeur, BWV 1069: III. Gavotte 1:45
4. Ouverture No. 4 en Ré Majeur, BWV 1069: IV. Menuets I & II 3:20
5. Ouverture No. 4 en Ré Majeur, BWV 1069: V. Réjouissance 2:36

6. Concerto pour clavecin en La Majeur, BWV 1055: I. Allegro 4:02
7. Concerto pour clavecin en La Majeur, BWV 1055: II. Larghetto 3:48
8. Concerto pour clavecin en La Majeur, BWV 1055: III. Allegro ma non tanto 3:48

9. Concert Brandebourgeois No. 1 en Fa Majeur, BWV 1046: I. 3:52
10. Concert Brandebourgeois No. 1 en Fa Majeur, BWV 1046: II. Adagio 3:34
11. Concert Brandebourgeois No. 1 en Fa Majeur, BWV 1046: III. Allegro 4:02
12. Concert Brandebourgeois No. 1 en Fa Majeur, BWV 1046: IV. Menuet & Polonaise 5:47

13. Concerto pour quatre clavecins en Ré Mineur, BWV 1065: I. Allegro 3:25
14. Concerto pour quatre clavecins en Ré Mineur, BWV 1065: II. Adagio 2:08
15. Concerto pour quatre clavecins en Ré Mineur, BWV 1065: III. Allegro 3:07

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Cafe Zimmermann
Pablo Valetti, Violon & Konzertmeister
Céline Frisch, cravo

O Café Zimmermann reunido em frente ao alto comando pró-enchente do Governo do Estado do RS.

PQP

J.S.Bach/F.Busoni: Ciaccona, B.Galuppi: Sonata No.5

cover-Michelangeli-Bach-Busoni-GaluppiJohann Sebastian Bach apagaria 333 velinhas dia 21 de março!

Quando Dante Michaelangelo Benvenuto Ferruccio Busoni nasceu, em 1866, perto de Florença, seu pai quis homenagear os grandes artistas toscanos dando ao filho esse nome longo e pomposo. E ao longo de toda a vida, Busoni nunca pensou pequeno. Considerado por muitos o sucessor de Liszt como compositor e pianista, foi um grande intérprete, entre outras, da Hammerklavier e da Diabelli de Beethoven, da Sonata de Liszt e das Variações Goldberg de Bach. Também compôs transcrições para piano de várias obras de Bach, atualizando-as para o gosto do romantismo do final do século XIX.

Hugo Leichtentritt, musicólogo alemão, era um de seus adoradores. Escreveu que “Busoni era um músico com uma elevação, uma força espiritual, uma completa ausência de materialismo. A impressionante clareza de sua polifonia, a elegância de seus ornamentos, a elasticidade e precisão de seus ritmos criam maravilhas sonoras nunca antes ouvidas.”

O crítico americano Harold Schoenberg, após a citação acima, questiona: Pode-se chamar isso de Bach? A erudição contemporânea diria que não. E mais uma vez, deve ser lembrado que pianistas da geração de Busoni refletiam as ideias de sua era, e não as do fim do século XX.

É verdade que o gosto atual considera a Chacona de Bach-Busoni exagerada. Mas  vamos lembrar que Bach transcreveu concertos de Vivaldi do violino para o órgão, entre outras transcrições que alteravam totalmente os originais. E também é provável que o ouvinte de daqui a cem anos perceba exageros nas interpretações de Bach que hoje achamos “corretas”. O mais importante é apreciar.

Estátua de Bach e seus belos cachos em sua cidade natal
Estátua de Bach e seus belos cachos em sua cidade natal

Baldassare Galuppi, nascido em 1706, foi maestro di cappella na Basílica de São Marco, em Veneza. Compôs cerca de cem óperas e ficou conhecido na sua época como o grande mestre da ópera cômica, influenciando Haydn e Mozart nesse gênero.

Michelangeli, sempre com suas sonoridades muito cuidadosamente executadas, recria aqui a arte pra violino de Bach sob o olhar de Busoni, a arte pra cravo de Galuppi com um som de piano que faz esquecer que o instrumento tem martelos – pra usar aqui uma expressão de Debussy, outro compositor com o qual o som de Michelangeli se encaixa perfeitamente.

Johann Sebastian Bach (1685–1750) / Ferruccio Busoni (1866–1924)
A1. Ciaccona from Partita No.2 BWV1004

Baldassare Galuppi (1706–1785)
Sonata No.5
B1. Andante
B2. Allegro
B3. Allegro assai

Arturo Benedetti Michelangeli, piano
Media: EP
Year: 1967
Label: Melodiya D-20427-8
Country of Origin: USSR

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Pleyel

Galuppi, também com cabelos cacheados seguindo a moda do século 18
Galuppi, também com cabelos cacheados seguindo a moda do século 18

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Sonatas for Violin & Harpsichord – Faust, Bezuidenhout

coverTemos aqui mais uma grande gravação da violinista alemã Isabelle Faust. Desta vez ela encara as maravilhosas sonatas para violino e cravo de Bach, muito bem acompanhada por Kristian Bezuidenhout. Trata-se de mais um CD matador do selo Harmonia Mundi, recém saído dos fornos da gravadora, daqueles que sabemos que vão arrematar prêmios mil.

Faust não é nenhuma novata na área. Já gravou obras de Bach diversas vezes, inclusive com o veterano Helmuth Rilling, gravações estas que fazem parte daquela imensa integral das obras de Johann Sebastian do selo Hanssler. Por se tratar de um lançamento, não localizei comentários no site da amazon, creio que os clientes ainda estão degustando o CD.

Frescor é o primeiro adjetivo que me vem a cabeça. Faust e Bezuidenhout dão uma arejada nestas obras, tornando-as mais frescas, soltas, não sei o porquê, mas lembram a primavera.

1 Sonata No. 1 in B Minor, BWV 1014: I. Adagio
2 Sonata No. 1 in B Minor, BWV 1014: II. Allegro
3 Sonata No. 1 in B Minor, BWV 1014: III. Andante
4 Sonata No. 1 in B Minor, BWV 1014: IV. Allegro
5 Sonata No. 2 in A Major, BWV 1015: I. [Largo]
6 Sonata No. 2 in A Major, BWV 1015: II. Allegro
7 Sonata No. 2 in A Major, BWV 1015: III. Andante un poco
8 Sonata No. 2 in A Major, BWV 1015: IV. Presto
9 Sonata No. 3 in E Major, BWV 1016: I. Adagio
10 Sonata No. 3 in E Major, BWV 1016: II. Allegro
11 Sonata No. 3 in E Major, BWV 1016: III. Adagio ma non tanto
12 Sonata No. 3 in E Major, BWV 1016: IV. Allegro

Disc 2
1 Sonata No. 4 in C Minor, BWV 1017: I. Largo
2 Sonata No. 4 in C Minor, BWV 1017: II. Allegro
3 Sonata No. 4 in C Minor, BWV 1017: III. Adagio
4 Sonata No. 4 in C Minor, BWV 1017: IV. Allegro
5 Sonata No. 5 in F Minor, BWV 1018: I. [Largo]
6 Sonata No. 5 in F Minor, BWV 1018: II. Allegro
7 Sonata No. 5 in F Minor, BWV 1018: III. Adagio
8 Sonata No. 5 in F Minor, BWV 1018: IV. Vivace
9 Sonata No. 6 in G Major, BWV 1019: I. Allegro
10 Sonata No. 6 in G Major, BWV 1019: II. Largo
11 Sonata No. 6 in G Major, BWV 1019: III. Allegro
12 Sonata No. 6 in G Major, BWV 1019: IV. Adagio
13 Sonata No. 6 in G Major, BWV 1019: V. Allegro

Isabelle Faust – Violin
Kristian Bezuidenhout – Harpsichord

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Isabelle Faust e Kristian Bezuindenhout em ação
Isabelle Faust e Kristian Bezuindenhout em ação

Fauré: Requiem / Bach: Partita, Chorales & Ciaccona

Fauré: Requiem / Bach: Partita, Chorales & Ciaccona

Gravado a partir de um concerto realizado em Londres do ano passado (2017), este disco entrelaça o Partita Nº 2 para Violino Solo de Bach com uma seleção de corais funerários de nosso Pai, seguido de uma performance do Réquiem de Fauré. A colocação da Partita e de sua Chaconne é inspirada pela teoria acadêmica atual de que esta peça seria um memorial escondido para sua falecida primeira esposa, Maria Barbara. A obra que representaria o luto de Bach. O coral e o solista, o spalla da LSO, Gordan Nikolitch, se reúnem na grande Chaconne, com um efeito desafiador e atraente. O experimento é fascinante. O Réquiem de Fauré, acompanhado sensivelmente pelo LSO Chamber Ensemble, é executado calorosamente, de forma uma só vez urgente e serena. Um disco excelente.

Johann Sebastian Bach (1685-1750)
1 Ach Herr, lass dein lieb Engelein (Part 2 No 40, Chorale of St John Passion, BWV245)[2’09]
2 Allemanda (Movement 1 of Partita No 2 in D minor, BWV1004)[3’29]
3 Corrente (Movement 2 of Partita No 2 in D minor, BWV1004)[2’10]
4 Christ lag in Todesbanden (Versus 1 of Christ lag in Todesbanden, BWV4)[1’19]
5 Sarabanda (Movement 3 of Partita No 2 in D minor, BWV1004)[3’32]
6 Den Tod niemand zwingen kunnt (Versus 2 of Christ lag in Todesbanden, BWV4)[1’22]
7 Giga (Movement 4 of Partita No 2 in D minor, BWV1004)[3’03]
8 Wenn ich einmal soll scheiden (No 62, Chorale of St Matthew Passion, BWV244) [1’23]
Tenebrae, Nigel Short (conductor)
9 Ciaccona (Movement 5 of Partita No 2 in D minor, BWV1004)[13’08]

Gordan Nikolitch (violin)
Tenebrae, Nigel Short (conductor)

Gabriel Fauré (1845-1924)
Requiem Op 48 [36’40]
10 Introït et Kyrie Requiem aeternam dona eis, Domine [6’35]
11 Offertoire O Domine Jesu Christe [8’15]
William Gaunt (bass)
12 Sanctus [3’33]
13 Pie Jesu [3’32]
Grace Davidson (soprano)
14 Agnus Dei [6’17]
15 Libera me [4’53]
William Gaunt (bass)
16 In paradisum [3’35]

Tenebrae
London Symphony Orchestra Chamber Ensemble
Nigel Short (conductor)

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Esse é o bigodón Gabriel Fauré
Esse é o bigodón Gabriel Fauré

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Harpsichords Concertos – Rousset, Hogwood, AAM

LINK ATUALIZADO. POSTAGEM ORIGINAL DE 2018.  (2022)

Elogiar as gravações de Christopher Hogwood é chover no molhado. Sua dedicação à música barroca é exemplar, além de ter sido um excelente regente e cravista, também era um musicólogo altamente reconhecido dentro da academia. Infelizmente faleceu antes do tempo, mas a vida tem destas coisas.
Dentre as dezenas de gravações que realizou, esta dos Concertos para Teclado de Bach estão entre as minhas favoritas. O cravista e regente Christophe Rousset é o grande nome de sua geração, e segue os passos de Hogwood enquanto divulgador da música barroca, sendo um dos principais regentes e cravistas da atualidade.
Posso estar empolgado demais, mas com certeza estes CDs trazem a melhor gravação já realizada destas obras, com todo o respeito às dezenas de outras gravações existentes no mercado.
Em outras palavras, facilmente classificável com o selo de ‘IM-PER-DÍ-VEL’ do PQPBach. Para se ouvir à exaustão sem perigo.

CD 1

01. Harpsichord Concerto in D minor, BWV 1052 I. Allegro
02. Harpsichord Concerto in D minor, BWV 1052 II. Adagio
03. Harpsichord Concerto in D minor, BWV 1052 III. Allegro
04. Harpsichord Concerto in D major, BWV 1054 I. (Without tempo indication)
05. Harpsichord Concerto in D major, BWV 1054 II. Adagio e piano sempre
06. Harpsichord Concerto in D major, BWV 1054 III. Allegro
07. Harpsichord Concerto in F minor, BWV 1056 I. (Without tempo indication)
08. Harpsichord Concerto in F minor, BWV 1056 II. Largo
09. Harpsichord Concerto in F minor, BWV 1056 III. Presto

CD 2

01. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 2 in E major, BWV 1053 1. Allegro
02. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 2 in E major, BWV 1053 2. Siciliano
03. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 2 in E major, BWV 1053 3. Allegro
04. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 4 in A major, BWV 1055 1. Allegro
05. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 4 in A major, BWV 1055 2. Largheto Siciliano
06. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 4 in A major, BWV 1055 3. Allegro ma no troppo
10. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 7 in G minor, BWV 1058 1. Allegro
11. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 7 in G minor, BWV 1058 2. Andante
12. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 7 in G minor, BWV 1058 3. Allegro assai

CD 3

01. Concerto for 3 harpsicords strings and continuo No.2 in C BWV 1064 Allegro
02. Concerto for 3 harpsicords strings and continuo No.2 in C BWV 1064 Andante
03. Concerto for 3 harpsicords strings and continuo No.2 in C BWV 1064 Allegro
04. Concerto for 3 harpsicords strings and continuo No.2 in C BWV 1064 (Allegro)
05. Concerto for 3 harpsicords strings and continuo No.2 in C BWV 1064 Adagio
06. Concerto for 3 harpsicords strings and continuo No.2 in C BWV 1064 Allegro
07. Concerto for 3 harpsicords strings and continuo No.1 in D minor BWV 1063 (Allegro)
08. Concerto for 3 harpsicords strings and continuo No.1 in D minor BWV 1063 Alla
09. Concerto for 3 harpsicords strings and continuo No.1 in D minor BWV 1063 Allegro
10. Concerto for 4 harpsicords strings and continuo in A minor BWV 1065 (Allegro)
11. Concerto for 4 harpsicords strings and continuo in A minor BWV 1065 Largo
12. Concerto for 4 harpsicords strings and continuo in A minor BWV 1065 Allegro

CD3: Harpsichord [1st], Soloist – Colin Tilney
CD1-2: Harpsichord; CD3: Harpsichord [2nd], Soloist – Christophe Rousset
CD3: Harpsichord [3rd], Soloist – Davitt Moroney
CD3: Harpsichord [4th], Soloist – Christopher Hogwood
Academy of an Ancient Music
Christopher Hogwood – Conductor

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Magnificat, BWV 243, George Friedrich Haendel – Dixit Dominus HWV 232 – Vox Lumini

Alpha370Estas duas obras presentes neste CD que ora vos trago são dois pilares da música ocidental do Século XVIII, compostas por dois dos maiores gênios a história da criação humana. E tenho dito. Pilares da música sacra, completando.

Mesmo nascendo no mesmo ano e na mesma região da Alemanha, seguiram caminhos bem diferentes, sofreram diferentes influências da música que era composta em outros países da Europa. Sugiro aos senhores a leitura do texto incluso no ótimo booklet que acompanha o CD. Bem explicativo, discute as semelhanças e diferenças entre as obras, fundamentais no repertório da música ocidental.

O padrão de qualidade do selo Alpha continua altíssimo nesta gravação do excelente conjunto Vox Lumini.

Ótima trilha sonora para este domingo chuvoso.

1 Magnificat in D Major, BWV 243: I. Magnificat anima mea
2 Magnificat in D Major, BWV 243: II. Et exultavit
3 Magnificat in D Major, BWV 243: III. Quia respexit
4 Magnificat in D Major, BWV 243: IV. Omnes generationes
5 Magnificat in D Major, BWV 243: V. Quia fecit mihi magna
6 Magnificat in D Major, BWV 243: VI. Et misericordia
7 Magnificat in D Major, BWV 243: VII. Fecit potentiam
8 Magnificat In D Major, Bwv 243: VIII. Deposuit Potentes
9 Magnificat in D Major, BWV 243: IX. Esurientes
10 Magnificat in D Major, BWV 243: X. Suscepit Israel
11 Magnificat in D Major, BWV 243: XI. Sicut locutus est
12 Magnificat in D Major, BWV 243: XII. Gloria Patri
13 Dixit Dominus, HWV 232: I. Dixit Dominus Domino meo
14 Dixit Dominus, HWV 232: II. Virgam virtutis tuae
15 Dixit Dominus, HWV 232: III. Tecum principium
16 Dixit Dominus, HWV 232: IV. Juravit Dominus
17 Dixit Dominus, HWV 232: V. Tu es sacerdos
18 Dixit Dominus, HWV 232: VI. Dominus a dextris tuis
19 Dixit Dominus, HWV 232: VII. Judicabit in nationibus
20 Dixit Dominus, Hwv 232: VIII. Conquassabit Capita
21 Dixit Dominus, HWV 232: IX. De torrente in via bibet
22 Dixit Dominus, HWV 232: X. Gloria Patri et Filio, et Spiritui Sancto

ZSUZSI TÓTH [3, 10],
STEFANIE TRUE [2],
CAROLINE WEYNANTS [10]
VICTORIA CASSANO SOPRANOS
JAN KULLMANN [6]
DANIEL ELGERSMA [9, 10]
ALTOS ROBERT BUCKLAND [8],
PHILIPPE FROELIGER [6]
TENORS SEBASTIAN MYRUS [5], LIONEL MEUNIER BASSES
VOX LUMINI
LIONEL MEUNIER

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J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Apesar da capa horrível, um baita de um disco. Trevor Pinnock, depois de velho não ia dar mancada, né? O engenheiro de som colocou seus microfones de forma destacar o som da viola da gamba, mas isto não chega a estragar a beleza do conjunto. Hoje há certo consenso de que essas sonatas foram escritas em Leipzig em algum momento no final da década de 1730 e no início dos anos 1740 e não em Cöthen, como se pensava antes. É um repertório maravilhoso a cargo de dois grandes artistas, um bem jovem — a gravação é de 2006 — e outro madurão. São obras intensamente expressivas, íntimas e tecnicamente exigentes, elas têm a textura usual das sonatas instrumentais de Bach.

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo

Sonata In G Minor, BWV 1029 (14:29)
1-1 I Vivace 5:15
1-2 II Adagio 5:37
1-3 III Allegro 3:37
Sonata In G Major, BWV 1027 (13:02)
1-4 I Adagio 3:47
1-5 II Allegro Ma Non Tanto 3:31
1-6 III Andante 2:42
1-7 IV Allegro Moderato 3:02
Sonata In D Major, BWV 1028 (13:35)
1-8 I Adagio 1:52
1-9 II Allegro 3:40
1-10 III Andante 4:08
1-11 IV Allegro 3:55
Sonata In G Minor, BWV 1030b (17:56)
1-12 I [Andante] 4:11
1-13 II Siciliano 2:53
1-14 III Presto 4:51

Jonathan Manson, viola da gamba
Trevor Pinnock, cravo

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O gambista Jonathan Manson em primeiro plano e Pinnock lá atrás, apenas rindo.
O gambista Jonathan Manson em primeiro plano e Pinnock lá atrás, apenas rindo.

PQP

Guia de Gravações Comparadas P.Q.P. – J.S.Bach: 4 Orchestral Suites BWV1066-1069

As 4 Suítes (ou Aberturas) para orquestra de Bach são suas únicas obras escritas exclusivamente para conjunto orquestral, sendo todas as demais obras sacras, concertantes, sonatas e árias de câmara ou para instrumentos solo (cravo, órgão, lute, violino e cello). A origem do gênero é obscura, o Guia da Música Sinfônica aponta Johann Jakob Froberger (1616-1667) como seu criador, ao passo que Gudrun Becker cita Agostino Steffani (1654-1728) como sendo o primeiro a compilar trechos de danças de suas óperas em uma “Suíte”, fazendo-as preceder de uma “Overture”, que acabou consagrando o nome.

O fato é que a “Overture” se tornou extremamente apreciada, provavelmente por ter sido um dos primeiros gêneros a combinar danças folclóricas populares com o gosto erudito das cortes e da aristocracia, e logo surgiram inúmeras composições deste gênero por toda a Europa. Telemann gabava-se de ter escrito 200 delas, e Mattheson (rival de Haendel) escreveu longamente sobre ela em seu livro “Nova Orquestra”.

Johann Sebastian Bach, por sua vez, não quis ficar de fora e também presenteou o mundo com exemplos do gênero. Bach, sendo Bach, evocou suas características mais elementares: primou pela qualidade e não pela quantidade, e fez de suas únicas 4 Aberturas as mais famosas Suítes orquestrais barrocas da história da música ocidental.

A composição delas também é algo obscura: não foram escritas juntas, havendo indícios de que a primeira e a última datam da época de Köthen, ao passo que as intermediárias datam da época de Leipzig. Mas são dados controversos, e que os autores também não chegam a uma conclusão. Há quem a acredite, por análise da partitura autógrafa (sem datação), que todas foram escritas em intervalos de tempo grandes, mas já em Leipzig. De qualquer forma, o consenso é que elas não formam um conjunto fechado, pois foram escritas para ocasiões diversas (como comprovam as diferenças na instrumentação e nas danças), e Bach já estava bastante ocupado para ficar pensando em ciclos de obras. Mesmo assim, a unidade estilística de todas é marcante, como não poderia deixar de ser neste caso.

As aberturas seguem o padrão francês lento-rápido-lento, sendo, a nível de Bach, o andamento rápido sempre uma fuga. Elas são seguidas de uma série de danças, tradicionalmente partes formais da suíte que Bach também usou em diversas outras obras, como as Suites Francesas, Inglesas e as Suites para Cello.

Aqui apresento 4 gravações que considero fundamentais para a apreciação desta obra:

1.Karl Richter, Münchener Bach-Orchester DG (ARCHIV) 1960-62

bach orch suites richter

Essa é a versão mais clássica das Suítes: foram gravadas no início da década de 60, numa época em que as versões “autênticas” não estavam em moda, e Richter clamava para si o monopólio da interpretação “correta” de Bach. Com isso, ele se tornou uma espécie de Karajan para Bach: suas leituras são lineares, ao ponto de se tornarem insípidas, quase assépticas, mas também bastante convincentes pela limpidez dos contornos. Neste caso, entretanto, as Suítes soam como uma obra clássica. Os contrastes entre a introdução lenta e a fuga rápida das aberturas não chega a comover, aliás, quase não se nota diferença. Igualmente se pode dizer das dinâmicas, em que ele explora muito pouco o chiaroscuro barroco, e ficam com certa aparência mais clássica que barroca. A Ária da Suite 3 pelas mãos de Richter fica quase romântica. Entretanto, é uma leitura vigorosa e com a potência sonora de uma orquestra aumentada, típica das adaptações feitas nos anos 60. Se quiserem uma leitura sem surpresas, bem-comportada, estilo genérico de um fast-food, fiquem com esta.

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2.Karl Münchinger, Stuttgart Kammerorchester, DECCA 1985

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Karl Münchinger é um maestro enigmático: especialista também em música barroca, principalmente em Bach, insiste em leituras híbridas que mesclam, de certa forma, um barroquismo que se diz “autêntico” (instrumentação, andamentos), mas por outro lado abusa do classicismo, ao estilo de Richter, nas dinâmicas, por exemplo. Suas leituras são também “corretas” no mesmo sentido de “assépticas”, optando sempre por uma média confortável que não chega a chocar o ouvinte, mas também não empolga. É uma leitura correta e até menos afetada que a de Richter, mas ele não faz os ritornellos das aberturas, diminuindo assim o tempo e fazendo caber tudo num único CD. Inclusive há quem ache chato o excesso de repetições dos andamentos lentos e prefere esta versão. Eu não. Apesar de tudo isso, gosto dela genericamente.

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3.Frans Brüggen, Orchestra of the Age of Enlightenment, PHILIPS 1994

bach_4_orchestral_suites_bruggen_coverBrüggen faz a interpretação autêntica mais exagerada que conheço, quase datada a Carbono-14. As dinâmicas barrocas ficam extremamente evidenciadas e a instrumentação é quase uma viagem ao tempo de Bach. Os contornos melódicos se mesclam com os timbres de forma quase orgânica, e os ritmos parecem germinar espontaneamente sabe-se lá de onde. Se você quiser uma versão chocante, diferente de tudo o que já ouviu, fique com esta. Nunca imaginei um barroco tão barroco, e nem sei se era mesmo assim. Mas é uma leitura extraordinária, vívida e de sonoridade vigorosa, que se contrapõe diretamente às leituras clássicas de Richter e Münchinger. Coisa fina.

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4.Trevor Pinnock, The English Concert, DG (ARCHIV) 1979-80

front coverEntre o ultra-romantismo de Richter e o mega barroco de Brüggen, Pinnock se revela de um equilíbrio estupendo. Não é um barroco autêntico exagerado, mas também não é uma leitura clássica. É a versão que considero mais equilibrada, e a mais convincente do ponto de vista estilístico. Seu conjunto The English Concert é um dos melhores grupos instrumentais de época do mundo, tendo gravado uma enorme quantidade de títulos barrocos com um apuro técnico e estético altamente elaborados. A versão dele para os Concertos de Brandenburgo é uma das mais precisas e bem gravadas da história da música. As suítes não ficam para trás. Poderão estranhar, se ouvirem primeiro a versão de Richter ou Münchinger, os andamentos mais rápidos das introduções das Aberturas. Mas é aí que ele mostra a que veio, contrapondo o tom solene à animação irresistível das fugas no desenvolvimento, revelando um barroco talvez até mais autêntico que o de Brüggen. Para todos os efeitos, esta é a escolha do Chucruten.

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CHUCRUTEN

Bach, Ysaÿe, Bartók: Partita Nº 2 e Sonatas para Violino Solo

Bach, Ysaÿe, Bartók: Partita Nº 2 e Sonatas para Violino Solo

Um bom disco. Este foi o primeiro de Baiba Skride. É de 2004. O folheto proclama que essas três obras seriam “manifestos solo”, não só para Skride mostrar suas credenciais ao mundo, mas também para os próprios compositores. Mais ou menos, né? Na verdade, há uma conexão que liga as três obras, sendo Bach o suporte tanto para Ysaÿe quanto Bartók. Baiba gravou este CD quando tinha apenas 23 anos. Suas abordagens são ótimas, mas ainda ficam longe de Beyer e Podger. Sobra técnica, falta emoção, tanto no Bach quanto no Ysaÿe. Ela não chega ao coração, fica só rondando. Maturidade vem com o tempo, né? Ela vai melhor no Bartók, talvez mais próximo da origem eslava (Riga, Letônia) da violinista. Por exemplo, Skride toca a Sonata de Bartók melhor do que David Grimal, postado ontem. Mas perde fácil para Frang. Confiram! Baiba toca um Stradivarius “Wilhelmj” de 1725.

Bach, Ysaÿe, Bartók: Partita Nº 2 e Sonatas para Violino Solo

Johann Sebastian Bach
1. Allemanda – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (5:15)
2. Corrente – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (2:47)
3. Sarabanda – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (4:21)
4. Giga – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (4:07)
5. Ciaconna – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (16:30)

Eugène Ysaÿe
6. Grave – Sonata No. 1 In G minor For Violin Solo, Op. 27\1 (5:39)
7. Fugato – Sonata No. 1 In G minor For Violin Solo, Op. 27\1 (4:37)
8. Allegretto poco scherzoso – Sonata No. 1 In G minor For Violin Solo, Op. 27\1 (4:29)
9. Finale con brio – Sonata No. 1 In G minor For Violin Solo, Op. 27\1 (2:36)

Béla Bartók
10. Tempo di ciaconna – Sonata For Violin Solo (1944) (10:05)
11. Fuga – Sonata For Violin Solo (1944) (4:49)
12. Melodia – Sonata For Violin Solo (1944) (7:30)
13. Presto – Sonata For Violin Solo (1944) (5:12)

Baiba Skride, violino

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Baiba Skride
Baiba Skride

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – BWV or Not? – Amandine Beyer & Gli Incogniti

coverMais um baita CD da violinista Amandine Beyer e seu excelente conjunto Gli Incogniti. As obras que ela interpreta aqui podem ou não terem sido compostas por Bach, como o produtor Olivier Fourés explica no booklet, ou até mesmo no hilário título do CD, “BWV or Not?”.
Bach plagiador ou ladrão da obra alheia? Não era bem assim que as coisas eram tratadas naquela época. A usurpação era algo corriqueiro:
“De Mozart aos Swingle Singers, Johann Sebastian Bach é o compositor cuja obra tem sido mais freqüentemente transcrita, parafraseada, arranjada e dissecada em homenagens musicais incontáveis. Curiosamente, durante a sua vida (que foi bem antes desse frenesi universal começar), o próprio Bach gostava de roubar temas, idéias, efeitos estilísticos, formas e composições inteiras de seus colegas europeus.”
Ou seja, ninguém era santo. Independente do fato das obras serem ou não de nosso maior compositor, o CD de Beyer é um primor de execução. Vale cada minuto de sua audição. Lembremo-nos que estamos ouvindo uma das principais intérpretes do barroco da atualidade. É gente que estuda, vive e respira barroco vinte e quatro horas por dia.
Então vamos ao que viemos?

1 Violin Sonata in C Minor, BWV 1024: I. Adagio
2 Violin Sonata in C Minor, BWV 1024: II. Presto
3 Violin Sonata in C Minor, BWV 1024: III. Affettuoso
4 Violin Sonata in C Minor, BWV 1024: IV. Vivace
5 Flute Sonata in G Major, BWV 1038: I. Largo
6 Flute Sonata in G Major, BWV 1038: II. Vivace
7 Flute Sonata in G Major, BWV 1038: III. Adagio
8 Flute Sonata in G Major, BWV 1038: IV. Presto
9 Violin Sonata in D Minor, BWV 1036: I. Adagio
10 Violin Sonata in D Minor, BWV 1036: II. Allegro
11 Violin Sonata in D Minor, BWV 1036: III. Largo
12 Violin Sonata in D Minor, BWV 1036: IV. Vivace
13 Trio Sonata in C Major, DürG 13: I. Adagio
14 Trio Sonata in C Major, DürG 13: II. Alla breve
15 Trio Sonata in C Major, DürG 13: III. Largo
16 Trio Sonata in C Major, DürG 13: IV. Gigue. Presto
17 Fugue in G Minor, BWV 1026: Allegro
18 The Musical Offering, BWV 1079, Sonata sopr’ il Soggetto Reale: I. Largo
19 The Musical Offering, BWV 1079, Sonata sopr’ il Soggetto Reale: II. Allegro
20 The Musical Offering, BWV 1079, Sonata sopr’ il Soggetto Reale: III. Andante
21 The Musical Offering, BWV 1079, Sonata sopr’ il Soggetto Reale: IV. Allegro
22 Suite in A Major, BWV 1025: I. Fantasia
23 Suite in A Major, BWV 1025: II. Courante (Bonus Track)
24 Suite in A Major, BWV 1025: III. Entrée (Bonus Track)
25 Suite in A Major, BWV 1025: IV. Rondeau
26 Suite in A Major, BWV 1025: V. Sarabande (Bonus Track)
27 Suite in A Major, BWV 1025: VI. Menuett (Bonus Track)
28 Suite in A Major, BWV 1025: VII. Allegro (Bonus Track)

Gli Incogniti
Amandine Beyer – Violin
Alba Roca – Violin
Manuel Granatiero – Transverse Flute
Baldomero Barciela – Viola da Gamba
Francesco Romano – Baroque Flute
Anna Fontana – Harpsichord

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Momento descontração da galera do Gli Incogniti
Momento descontração da galera do Gli Incogniti

J.S. Bach (1685-1750): Suites para Violoncelo Solo

J.S. Bach (1685-1750): Suites para Violoncelo Solo

O violoncelista suíço Thomas Demenga retorna às Suítes Solo de Bach. “Para mim, Bach é o maior gênio musical que já viveu. Sua música é pura, sublime. Possui algo divino e cada músico tem uma vida para descobrir novas maneiras de interpretá-la”. Demenga gravou anteriormente as suítes de cello para ECM entre 1986 e 2002, justapondo-as com a participação em álbuns que são marcos na história inicial da ECM New Series. Este novo CD duplo, no entanto, é dedicado inteiramente a Bach e às 6 Suítes para Violoncelo Solo. Sua gravação é muito boa, sem chegar ao nível de um Cocset, de GastinelQueyras ou Bylsma. Esta nova gravação foi realizada no Hans Huber Saal em Basel.

J.S. Bach (1685-1750): Suites para Violoncelo Solo

1. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: I. Prélude (02:17)
2. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: II. Allemande (04:06)
3. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: III. Courante (02:23)
4. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: IV. Sarabande (02:26)
5. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: V. Menuet 1 – VI. Menuet 2 (03:18)
6. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: VII. Gigue (01:38)

7. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: I. Prélude (03:55)
8. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: II. Allemande (03:42)
9. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: III. Courante (01:58)
10. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: IV. Sarabande (03:49)
11. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: V. Menuet 1 – VI. Menuet 2 (03:00)
12. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: VII. Gigue (02:44)

13. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: I. Prélude (03:07)
14. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: II. Allemande (03:48)
15. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: III. Courante (02:55)
16. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: IV. Sarabande (03:29)
17. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: V. Bourrée 1 – VI. Bourrée 2 (03:35)
18. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: VII. Gigue (03:13)

19. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: I. Prélude (03:50)
20. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: II. Allemande (04:10)
21. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: III. Courante (03:17)
22. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: IV. Sarabande (03:07)
23. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: V. Bourrée 1 – VI. Bourrée 2 (04:25)
24. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: VII. Gigue (02:58)

25. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: I. Prélude (05:37)
26. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: II. Allemande (04:39)
27. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: III. Courante (02:11)
28. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: IV. Sarabande (03:13)
29. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: V. Gavotte 1 – VI. Gavotte 2 (04:45)
30. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: VII. Gigue (02:32)

31. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: I. Prélude (04:34)
32. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: II. Allemande (08:12)
33. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: III. Courante (03:31)
34. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: IV. Sarabande (04:52)
35. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: V. Gavotte 1 – VI. Gavotte 2 (03:09)
36. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: VII. Gigue (04:14)

Thomas Demenga, violoncelo

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Thomas Demenga: uma bonita gravação que chegou quase ao Olimpo.
Thomas Demenga: uma bonita gravação que chegou quase ao Olimpo.

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Harpsichords Concertos on Antique Instruments – Moroney, Flint, Haas, Kim, Pearl

81FP7Kp8VvL._SL1500_Prometi que ia postar esta coleção antes do Natal, e acabei não cumprindo a promessa que fizera aos colegas do blog, principalmente ao nosso mentor, PQPBach. Diversos fatores atrapalharam, mas hoje decidi levar adiante o projeto.

São três cds que trazem os concertos para teclado de Bach, na interpretação de um timaço de solistas, liderados por Davitt Moroney. Não sou muito adepto do quanto menos instrumentistas melhor, mas tenho de reconhecer que este conjunto que Moroney montou é demais. Lembro de ter postado uma gravação de Pierre Hantaï, que era acompanhado nestes concertos por uns quatro ou cinco músicos, se não me engano. É a mesma configuração deste grupo de Moroney. Lembro também que Rachel Podger se cercou de um pouco mais de músicos, creio que 7 ou 8, para gravar os concertos para violino. Como se trata de gente que respira Bach dia e noite, respeito as suas escolhas.

O primeiro CD começa com um míssel nuclear, o BWV 1065, composto para quatro cravos, sem acompanhamento. Em seguida Moroney encara o BWV 1055, e apenas confirma que a coisa ali é tratada com seriedade, competência, e muito virtuosismo.

Disc: 1
1. Concerto in A minor for four unaccompanied harpsichords, BWV 1065: [Allegro]
2. Concerto in A minor for four unaccompanied harpsichords, BWV 1065: Largo
3. Concerto in A minor for four unaccompanied harpsichords, BWV 1065: Allegro
5. Concerto in A major, BWV 1055: Larghetto
6. Concerto in A major, BWV 1055: Allegro ma non tanto
7. Concerto in C major for two harpsichords, BWV 1061: [Allegro]
8. Concerto in C major for two harpsichords, BWV 1061: Adagio ovvero Largo
9. Concerto in C major for two harpsichords, BWV 1061: Fuga
10. Concerto in D minor for three harpsichords, BWV 1063: [Allegro]
11. Concerto in D minor for three harpsichords, BWV 1063: Alla Siciliana
12. Concerto in D minor for three harpsichords, BWV 1063: Allegro
13. Concerto in A minor for four harpsichords with strings, BWV 1065: [Allegro]
14. Concerto in A minor for four harpsichords with strings, BWV 1065: Largo
15. Concerto in A minor for four harpsichords with strings, BWV 1065: Allegro

Disc: 2
1. Concerto in D minor, BWV 1052:Allegro
2. Concerto in D minor, BWV 1052: Adagio
3. Concerto in D minor, BWV 1052: Allegro
4. Concerto in D major, BWV 1054: [Allegro]
5. Concerto in D major, BWV 1054: Adagio e piano sempre
6. Concerto in D major, BWV 1054: Allegro
7. Concerto in G minor, BWV 1058: [Allegro]
8. Concerto in G minor, BWV 1058: Andante
9. Concerto in G minor, BWV 1058: Allegro assai
10. Concerto in E major, BWV 1053: [Allegro]
11. Concerto in E major, BWV 1053: Siciliano
12. Concerto in E major, BWV 1053: Allegro

Disc: 3
1. Concerto in C minor for two harpsichords, BWV 1060: Allegro
2. Concerto in C minor for two harpsichords, BWV 1060: Largo ovvero Adagio
3. Concerto in C minor for two harpsichords, BWV 1060: Allegro
4. Concerto in F minor, BWV 1056: Allegro
5. Concerto in F minor, BWV 1056: Adagio
6. Concerto in F minor, BWV 1056: Presto
7. Concerto in F major for harpsichord and two recorders, BWV 1057: [Allegro]
8. Concerto in F major for harpsichord and two recorders, BWV 1057:Andante
9. Concerto in F major for harpsichord and two recorders, BWV 1057: Allegro assai
10. Concerto in C minor for two harpsichords, BWV 1062: [Allegro]
11. Concerto in C minor for two harpsichords, BWV 1062: Andante e piano
12. Concerto in C minor for two harpsichords, BWV 1062: Allegro assai
13. Concerto in C major for three harpsichords, BWV 1064: [Allegro]
14. Concerto in C major for three harpsichords, BWV 1064: Adagio
15. Concerto in C major for three harpsichords, BWV 1064: Allegro

Davitt Moroney, Karen Flint, Arthur Haas, JungHae Kim, Adam Pearl – Harpsichords

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Davitt Moroney sorrindo em frente ao seu instrumento de trabalho
Davitt Moroney sorrindo em frente ao seu instrumento de trabalho

Alma Latina: De Profundis Ensemble Vocal e Instrumental – Retrospectiva 1987 – 1995

1zee63sDe Profundis Ensemble Vocal e Instrumental
Retrospectiva 1987 – 1995
Música polifónica del período barroco-renacentista

Com instrumentos de época – on period instruments

El Ensemble Vocal e Instrumental De Profundis se formó el 17 de abril de 1987 a iniciativa de su Directora la Mtra. Cristina García Banegas. La música polifónica del período barroco-renacentista ha sido su repertorio más trabajado, incluyendo grandes obras de Bach, como la Misa en Si menor y la Pasión Según San Mateo. Asimismo interpreta obras de carácter sacro y profano de los siglos XV al XVII de origen europeo y de la América colonial.

Las ejecuciones respetan las versiones originales con el acompañamiento de instrumentos de época, siguiendo las más fieles y actuales concepciones de los investigadores y estudiosos de su repertorio.

La trascendente labor musical realizada desde entonces es un continuo aporte para la cultura de Uruguay y de América Latina.

Este disco es la primera recopilación de la historia fonográfica del Ensemble Vocal e Instrumental «De Profundis». Al editar en CD un material que, por razones estrictamente circunstanciales, fue siempre presentado al público en cassette, se pretende a su vez realzar el significado que cada uno de estos fonogramas tuvo en la historia artística del coro en un soporte más duradero y fiel.

La selección de obras que aqui se presenta ilustra la trayectoria del Ensemble casi desde sus comienzos cuando en 1989 – a tan solo dos años de su fundación y a un año de lo que sería su primera gira internacional – «De Profundis» concreta con IFU (Industrias Fonográficas del Uruguay) la primera grabación digital enteramente realizada en el Uruguay. Se trata de «Autores Españoles del Renacimiento» (junio, 1989), una colección de obras maestras de la polifonía española de Sebastián de Vivanco en primera grabación mundial.

Junto con «Autores Españoles…» en 1989 el Ensemble graba muchas de las obras que figuran en «Autores Latinoamericanos Coloniales» aunque estas tomas jamás fueron editadas. Es en 1991 que Cristina García Banegas siente que el grupo ha madurado interpretativamente estas obras y decide volver a grabarlas así como agregar material nuevo adquirido durante ese lapso. De este modo se conforma finalmente la edición de la colección de villancicos latinoamericanos de los siglos XVI al XVIII que tanto caracteriza al repertorio actual del grupo.

En el mismo período del año 1991 se graba «Homenaje a Juan Gutiérrez de Padilla», un volumen dedicado a la polifonía sacra en la Nueva España a través de este magnífico compositor que fuera Maestro de Capilla en la Catedral de Puebla, México entre 1622 y 1664.

El 26 de julio de 1991 «De Profundis» presenta un concierto en la Catedral Metropolitana dedicado a autores suizos con los auspicios de la Embajada de Suiza en el Uruguay. Adicionalmente, se lleva a cabo el registro del concierto en vivo que luego se editaría bajo el título «700 años de la Confederación Helvética» y que se transformaría a su vez en el testimonio de los actos conmemorativos en nuestro país del VII centenario de la Confederación.

Palhinha: ouça: 20. Magnificat

De Profundis: Retrospectiva 1987 – 1995
Juan de Anchieta (España, 1462-1523)
01. Salve Regina
Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611)
02. Duo Seraphim
Sebastián de Vivanco (España, ca.1550-1622)
03. Assumpta Est Maria
04. Canite Tuba In Sion
Tomás Pascual (Guatemala, s.XVII)
05. Oy Es Día De Placer
Hernando Franco (el indio) (México, ca.1599))
06. Sancta Mariae, In Ilhuicac Cihaupilli
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha c.1590 – Puebla, México, 1664)
07. Las Estreyas Se Rien
Anónimo (Cuzco, s.XVII)
08. Canzona Para Dos Violas Y Continuo
Fr. Juan Pérez de Bocanegra (Cusco, ca. 1610)
09. Hanacpachap Cussicuinim
Roque Jacinto de Chavarría (Sucre, 1688-1719)
10. Fuera, Fuera, Haganles Lugar
Gaspar Fernandes (Portugal, 1566-México,1629)
11. Tañe Gil Tu Tamborino
12. En Un Portalejo Pobre
13. Dame Albricia Mano Anton
14. Xicochi, Xicochi Conetzintle
15. Tleycantimo Choquiliya
16. Eso Rigor E Repente
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha c.1590 – Puebla, México, 1664)
17. Stabat Mater
18. Versa Est In Luctum
19. Deus In Auditorium Meum Intende
Bernard Reichel (Suiza, 1901-1993)
20. Magnificat
Frank Martin (Ginebra, 1890-1974)
21. Missa – Agnus Dei
Johann Sebastian Bach (Austria, 1685-1750)
22. Matthäus-Passion – BWV 244 – NR. 68 Chor

Retrospectiva 1987 – 1995
De Profundis Ensemble Vocal e Instrumental
Dir.: Mtra. Cristina Garcia Banegas – 1995

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XLD RIP | FLAC 306,0 MB

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MP3 320 kbps | 151,3 MB

Powered by iTunes 12.1.2 | 1 h 10 min | Encarte incluido: Español & English

Um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Beleza !!!

Boa audição.

34y9wuf

.
Avicenna

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Inventions & Partita – Jansen, Rysanov, Theéden

CoverA violinista holandesa Janine Jansen dá um show de competência e virtuosismo neste CD incrível, que traz as famosas ‘Invenções’ bachianas transcritas para o violino. Ah, claro, não podemos esquecer a indefectível e amada Partita nº 2, com sua Chacona, obra favorita de nosso mentor PQPBach, que aliás, está de férias, escondido em alguma praia paradisíaca em algum recanto de nosso imenso litoral.
Mas ela não está sozinha, ao contrário, está muito bem acompanhada pelo violista Maxim Rysanov e pelo violoncelista Torleif Thedeen.
É para se ouvir de joelhos, agradecendo ao PQPBach a oportunidade de estar ouvindo tanto talento, genialidade e beleza juntos, ao mesmo tempo, agora.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

1 BWV 772/786 – No. 1 in C, BWV 772
2 BWV 772/786 – No. 2 in C Minor, BWV 773
3 BWV 772/786 – No. 3 in D, BWV 774
4 BWV 772/786 – No. 4 in D Minor, BWV 775
5 BWV 772/786 – No. 5 in E flat, BWV 776
6 BWV 772/786 – No. 6 in E, BWV 777
7 BWV 772/786 – No. 7 in E Minor, BWV 778
8 BWV 772/786 – No. 8 in F, BWV 779
9 BWV 772/786 – No. 9 in F minor, BWV 780
10 BWV 772/786 – No. 10 in G, BWV 781
11 BWV 772/786 – No. 11 in G Minor, BWV 782
12 BWV 772/786 – No. 12 in A, BWV 783
13 BWV 772/786 – No. 13 in A minor, BWV 784
14 BWV 772/786 – No. 14 in B flat, BWV 785
15 BWV 772/786 – No. 15 in B minor, BWV 786
16 Partita for Violin Solo No.2 in D minor, BWV 1004 – 1. Allemande
17 Partita for Violin Solo No.2 in D minor, BWV 1004 – 2. Corrente
18 Partita for Violin Solo No.2 in D minor, BWV 1004 – 3. Sarabande
19 Partita for Violin Solo No.2 in D minor, BWV 1004 – 4. Giga
20 Partita for Violin Solo No.2 in D minor, BWV 1004 – 5. Ciaccona
21 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.1 in C, BWV 787
22 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.2 in C minor, BWV 788
23 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.3 in D, BWV 789
24 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.4 in D minor, BWV 790
25 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.5 in E Flat Major, BWV 791
26 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.6 in E, BWV 792
27 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.7 in E minor, BWV 793
28 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.8 in F, BWV 794
29 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.9 in F minor, BWV 795
30 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.10 in G, BWV 796
31 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.11 in G minor, BWV 797
32 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.12 in A, BWV 798
33 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.13 in A minor, BWV 799
34 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.14 in B flat, BWV 800
35 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.15 in B minor, BWV 801

Janine Jansen – Violin
Maxim Rysanov – Viola
Torleif Thedeen – Cello

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Janine Jansen em ação
Janine Jansen em ação

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas Completas para Violino Solo (Podger)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas Completas para Violino Solo (Podger)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Mais uma espetacular gravação barroca das Sonatas e Partitas para Violino Solo de Bach. Tão boa quanto as melhores como as de Amandine Beyer (campeã), John Holloway e Christine Busch. Trata-se de excelente performance historicamente informada que vai para a frente de minha fila. Muita imaginação, excelente qualidade de som, tudo aqui é soberbo. O período das interpretações duras com instrumentos originais vai longe e só um desinformado pode querer ouvir as velhas gravações de Menuhin, Szeryng ou Grumiaux. Vocês sabem que eu ouvi muitos registros dessas peças. Achei o som de Podger é muito especial e sua interpretação sublime, hipnotizante. Tudo é quente e convincente. Resumindo, qualquer amante de Bach deve ter esses CD’s em sua coleção.

“Quanto maior o intervalo, maior será o ar entre as notas”.

No clipe abaixo, Rachel Podger orienta Violetta Barrena na leitura do Chaconne da Partita Nº 2 de Bach para violino, trabalhando a articulação de acordo com tratados barrocos sobre interpretação. Gravado no Three Choirs Festival, Hereford. A masterclass completa de 159 minutos está disponível para compra.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas Completas pata Violino Solo

1. Sonata for solo violin No. 1 in G minor, BWV 1001: Adagio
2. Sonata for solo violin No. 1 in G minor, BWV 1001: Fuga
3. Sonata for solo violin No. 1 in G minor, BWV 1001: Siciliano
4. Sonata for solo violin No. 1 in G minor, BWV 1001: Presto

5. Partita for solo violin No. 1 in B minor, BWV 1002: Allemanda
6. Partita for solo violin No. 1 in B minor, BWV 1002: Double
7. Partita for solo violin No. 1 in B minor, BWV 1002: Corrente
8. Partita for solo violin No. 1 in B minor, BWV 1002: Double
9. Partita for solo violin No. 1 in B minor, BWV 1002: Sarabande
10. Partita for solo violin No. 1 in B minor, BWV 1002: Double
11. Partita for solo violin No. 1 in B minor, BWV 1002: Tempo di Bourrée
12. Partita for solo violin No. 1 in B minor, BWV 1002: Double

13. Partita for solo violin No. 2 in D minor, BWV 1004: Allemanda
14. Partita for solo violin No. 2 in D minor, BWV 1004: Corrente
15. Partita for solo violin No. 2 in D minor, BWV 1004: Sarabanda
16. Partita for solo violin No. 2 in D minor, BWV 1004: Giga
17. Partita for solo violin No. 2 in D minor, BWV 1004: Ciaccona

1. Partita for solo violin No. 3 in E major, BWV 1006: Preludio
2. Partita for solo violin No. 3 in E major, BWV 1006: Loure
3. Partita for solo violin No. 3 in E major, BWV 1006: Gavotte en Rondeau
4. Partita for solo violin No. 3 in E major, BWV 1006: Menuet 1, 2
5. Partita for solo violin No. 3 in E major, BWV 1006: Giga

6. Sonata for solo violin No. 2 in A minor, BWV 1003: Grave
7. Sonata for solo violin No. 2 in A minor, BWV 1003: Fuga
8. Sonata for solo violin No. 2 in A minor, BWV 1003: Andante
9. Sonata for solo violin No. 2 in A minor, BWV 1003: Allegro

10. Sonata for solo violin No. 3 in C major, BWV 1005: Adagio
11. Sonata for solo violin No. 3 in C major, BWV 1005: Fuga
12. Sonata for solo violin No. 3 in C major, BWV 1005: Largo
13. Sonata for solo violin No. 3 in C major, BWV 1005: Allegro Assai

Rachel Podger, violino

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Bom dia, D. Rachel, temos ciabatta e ciaccona para o café da manhã
Bom dia, D. Rachel, temos ciabatta e ciaccona para o café da manhã

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Concertos para Piano, BWV 1052, 1055, 1056

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Concertos para Piano, BWV 1052, 1055, 1056

Sou um fã de Maria João Pires, mas esta gravação não lhe acrescenta nada. É um registro old fashioned, de 1974, que envelheceu mal pra caralho. São concertos para cravo de Bach, tocados com piano e orquestra mais ou menos grande, utilizando instrumentos modernos. A abordagem também é romântica, então, paradoxalmente, esta tentativa de modernizar Bach soa muito antiquada. OK, nossa época pode reinterpretar obras do passado, só que com o mar de gravações historicamente informadas disponíveis hoje, o século XXI pede outro gênero de ousadia. Depois disso, Pires se tornaria uma gênia em Beethoven, Schumann, Schubert, Brahms, Mozart, Chopin…, deixando Bach para outros

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Concertos para Piano, BWV 1052, 1055, 1056

01. Piano Concerto No. 1 in D minor BWV 1052 – I. Allegro
02. II. Adagio
03. III. Allegro

04. Piano Concerto No. 4 in A major BWV 1055 – I. Allegro
05. II. Larghetto
06. III. Allegro ma non tanto

07. Piano Concerto No. 5 in F minor BWV 1056 – I. Allegro
08. II. Largo
09. III. Presto

Maria João Pires, piano
Gulbenkian Orchestra
Michel Corboz

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Eu também detesto passar minha roupa, querida Maria João
Eu também detesto passar minha roupa, querida Maria João

PQP

History of the Sacred Music – Music for the Reformed Church: vols. 17/18/19

Captura de Tela 2017-12-19 às 18.55.19História da Música Sacra
Música para a Igreja Reformada
vol. 17/18/19

Não há dúvidas de que um dos maiores aportes de Lutero foi o seu entendimento de que a música da Reforma deveria falar sobre o Evangelho diretamente para as pessoas. Ele estava convicto de que o tipo de hino que uma congregação canta determina o tipo de Teologia/espiritualidade destas pessoas.

Caso se queira que esta Teologia/espiritualidade reflita o Evangelho, então, há que se ter em alta consideração e se cuidar muito bem daquilo que está sendo cantado pelas pessoas. Lutero pôs as mãos à obra, cercando-se da ajuda e do conhecimento dos melhores Poetas e Músicos da época, que ele fez questão de escolher a dedo. Lutero e os seus colaboradores não rejeitaram as tradições musicais da sua época. Pelo contrário, de forma genuína e genial, usaram e incorporaram à música das Igrejas da Reforma as práxis musicais existentes! Atentemos para algumas dessas principais práxis.

A música da Reforma Luterana herdou a grande tradição musical da Idade Média e da Renascença, que consistia basicamente da música polifônica e do canto gregoriano. Nestas ricas tradições, praticamente não havia espaço para o canto congregacional de cunho popular. Diferentemente, outra grande tradição musical da época da Reforma, a versão metrificada dos Salmos cantada em uníssono e a cappella (sem acompanhamento), abria vastas possibilidades para o canto congregacional. Nesta tradição, não havia espaço para uma arte musical mais elaborada. Lutero e as gerações de Músicos luteranos que o seguiram nos séculos posteriores fizeram uso de ambas as correntes, combinando a tradição musical mais artística e elaborada com o canto congregacional de cunho popular.

O resultado musical desta combinação foi o Coral Luterano, com os seus textos poéticos centrados no Evangelho e escritos no vernáculo (na língua local) e não mais em Latim, com melodias vigorosas e com saltos e extensões de voz pensadas para o canto grupal, com cadências (pontos de repouso) ao final das diversas frases, com estruturas rítmicas fortes e baseadas em padrões de ritmo recorrentes. No seu conjunto, estas características resultaram em composições musicais em que texto e melodia formam uma totalidade, permitiram que o Coral Luterano fosse percebido como algo familiar e possibilitaram que comunidade, Coros e Instrumentistas se sentissem confortáveis, ´em casa´, enquanto cantavam e tocavam. (http://www.luteranos.com.br/conteudo/reforma-e-musica)

Captura de Tela 2017-12-19 às 18.56.51

Harmonia Mundi: História da Música Sacra
Music for the Reformed Church

• vol. 17: Songs and Psalms of Reform + J. S. Bach, Missa brevis in F-dur

• vol. 18 + vol. 19
Christmas Oratorio BWV 248
Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750)
RIAS Kammerchor, Akademie für Musik BerlinMaestro René Jacobs

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE vol.17
XLD RIP | FLAC | 460,3 MB

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – vol.18 + 19
XLD RIP | FLAC | 687,6 MB

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – vol. 17+18+19 (link único para os 3 volumes!)
MP3 | 320 kbps | 511,1 MB

vol 30: Encarte e letras dos 29 CDs – 4,6 MB – AQUI – HERE

Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.

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When you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.

powered by iTunes 12.2.3

Boa audição.

Captura de Tela 2017-12-19 às 18.58.39

 

 

 

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Avicenna

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Small Gifts

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Small Gifts

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Realmente algo especial. Um lindo CD que tem como estrelas o contratenor Andreas Scholl e a flautista Dorothee Oberlinger, acompanhados pelo Ensemble 1700. O nível é altíssimo. Eles alternam obras vocais e concertos, sempre de Bach. O Concerto Nº 5 para Cravo e Orquestra aparece numa transcrição para flauta. Oberlinger tira de letra. É claro que todas as árias têm a participação da flautista, afinal o Ensemble 1700 é dela. Vale muito a pena ouvir este belo momento bachiano. Como eu estava sofrendo de uma severa hipobachemia, a audição deste CD me tranquilizou com o retorno aos níveis normais de Bach no sangue. Agora estou pronto para suportar filosoficamente qualquer chatice ou pequeno revés.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Small Gifts

01. Jesus schläft, was soll ich hoffen, BWV 81: Jesus schläft (Aria)

02. Brandenburg Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: I. Allegro
03. Brandenburg Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: II. Andante
04. Brandenburg Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: III. Presto

05. Vergnügte Ruh, beliebte Seelenlust, BWV 170: I. Vergnügte Ruh, beliebte Seelenlust (Aria)
06. Vergnügte Ruh, beliebte Seelenlust, BWV 170: II. Die Welt, das Sündenhaus (Recitativo)
07. Vergnügte Ruh, beliebte Seelenlust, BWV 170: III. Wie jammern mich doch die verkehrten Herzen (Aria)
08. Vergnügte Ruh, beliebte Seelenlust, BWV 170: IV. Wer sollte sich demnach wohl hier zu leben wünschen (Recitativo)

09. V. Mir ekelt mehr zu leben (Aria)

10. Harpsichord Concerto No. 5 in F Minor, BWV 1056, Arr. for Fourth Flute and Strings: I.
11. Harpsichord Concerto No. 5 in F Minor, BWV 1056, Arr. for Fourth Flute and Strings: II. Largo
12. Harpsichord Concerto No. 5 in F Minor, BWV 1056, Arr. for Fourth Flute and Strings: III. Presto

13. Himmelskönig, sei willkommen, BWV 182: I. Sonata
14. Himmelskönig, sei willkommen, BWV 182: V. Leget euch dem Heiland unter (Aria)

15. Brandenburg Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: I.
16. Brandenburg Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: II. Andante
17. Brandenburg Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: III. Allegro assai

18. Preise, Jerusalem, den Herren, BWV 119: V. Die Obrigkeit ist Gottes Gabe (Aria)

19. Herz und Mund und Tat und Leben, BWV 147: X. Jesus bleibet meine Freude (Choral)

Personnel:
Dorothee Oberlinger, flute
Andreas Scholl, countertenor
Ensemble 1700

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Garoto tocando flauta, de Judith Leyster (1609-1660)
Garoto tocando flauta, de Judith Leyster (1609-1660)

PQP

J.S. Bach (1685-1750): Jesu, Deine Passion (Cantatas BWV 22, 23, 127 & 159)

J.S. Bach (1685-1750): Jesu, Deine Passion (Cantatas BWV 22, 23, 127 & 159)

Coleção de Cantatas menores de Bach magnificamente interpretadas por Herreweghe e turma. Vocês sabem que eu sou que nem João Bosco, né?:

Ô Pixinguinha!
Ô Batista de Fá!
Ô ária de Bach!
Choro de Paulo da Violaaaaa!
Yeah!

Então, mesmo quando a Cantata não é tudo aquilo, a gente fica feliz que nem pinto no lixo, faceiro como mosca em rolha de xarope, vaidoso que nem guri em puteiro, ligado que nem rádio de preso, quieto que nem guri cagado, faceiro como gordo de camiseta, tranquilo como sono de surdo e perfumado que nem mão de barbeiro.

Jesus Nahm Zu Sich Die Zwölfe BWV 22
1 1. [Arioso + Chor] – Jesus Nahm Zu Sich Die Zwölfe 4:48
2 2. Aria – Mein Jesu, Zeihe Mich Nach Dir 4:27
3 3. Recitativo – Mein Jesu, Ziehe Mich, So Werd Ich Laufen 2:10
4 4. Aria – Mein Alles In Allem, Mein Ewiges Gut 2:57
5 5. Chorale – Ertöt Uns Durch Dein Güte 1:45

Du Wahrer Gott Und Davids Sohn BWV 23
6 1, Aria Duetto – Du Wahrer Gott Und Davids Sohn 5:50
7 2. Recitativo – Ach! Gehe Nicht Vorüber 1:20
8 3. Chor – Aller Augen Warten, Herr 3:42
9 4. Choral – Christe, Du Lamm Gottes 4:11

Herr Jesu Christ, Wahr’ Mensch Und Gott BWV 127
10 1. [Choral] – Herr Jesu Christ, Wahr’ Mensch Und Gott 5:15
11 2. Recitativo – Wenn Alles Siich Zur Letzten Zeit Entsetzet 1:10
12 3. Aria – Die Seele Ruht In Jesu Händen 7:26
13 4. Recitativo – Wenn Einstens Die Posaunen Schallen 3:51
14 5. Choral – Ach, Herr, Vergib All Unser Schuld 0:56

Seht, Wir Gehn Hinauf Gen Jerusalem BWV 159
15 1. Arioso + Recitativo – Sehet! 2:50
16 2. Aria [+ Choral] – Ich Folge Dir Nach 3:55
17 3. Recitativo – Nun Will Ich Mich 0:49
18 4. Aria – Es Ist Vollbracht 4:30
19 5. Choral – Jesu, Deine Passion 1:17

Collegium Vocale Gent
Philippe Herreweghe

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Gerrit van Honthorst (1592-1656) , A Infância de Cristo (1620)
Gerrit van Honthorst (1592-1656) , A Infância de Cristo (1620)

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Les Quatre Ouvertures – Suites pour orchestre – Les Concert des Nations – Jordi Savall

frontJ. S. Bach
Suites pour orchestre, BWV 1066, 1067, 1068, 1069

Les Concert des Nations
Jordi Savall

Com instrumentos de época. On period instruments.

Nosso amigo David, da Catalunha, (Gràcies, amic!) nos enviou mais uma obra prima de Jordi Savall, gravada em 1990 e aclamada pela crítica mundial.

Um leitor da Amazon escreveu: Eu tenho várias gravações dessas obras mas essa gravação é definitivamente a minha favorita. Savall apresenta estes trabalhos com grande solenidade e grande majestade.

A sua interpretação da famosa Ouverture (suite) III en Ré majeur, BWV 1068: 2. Air é a mais bonita que eu já ouvi. Mesmo Karajan (no DG), com todas as suas forças românticas não pode competir com Savall neste movimento.

A orquestra toca instrumentos de época e os membros da orquestra incluem artistas famosos como o fabuloso violinista Fabio Biondi. Gravado em 1990. Som ótimo.

Eu ainda admiro a antiga gravação de Karl Richter com a Münchener Bach-Orchester (no DG / Archiv), mas se devesse recomendar apenas uma, a de Savall seria a minha escolha.(tradução livre do Avicenna)

Vamos a ela, sem mais delongas!

Disco 1
01. Ouverture (suite) III en Ré majeur, BWV 1068: 1. (Ouverture)
02. Ouverture (suite) III en Ré majeur, BWV 1068: 2. Air
03. Ouverture (suite) III en Ré majeur, BWV 1068: 3. Gavotte I – Gavotte II
04. Ouverture (suite) III en Ré majeur, BWV 1068: 4. Bourrée
05. Ouverture (suite) III en Ré majeur, BWV 1068: 5. Gigue
06. Ouverture (suite) I en Ut majeur, BWV 1066: 1. (Ouverture)
07. Ouverture (suite) I en Ut majeur, BWV 1066: 2. Courante
08. Ouverture (suite) I en Ut majeur, BWV 1066: 3. Gavotte I alternativement – Gavotte II
09. Ouverture (suite) I en Ut majeur, BWV 1066: 4. Forlane
10. Ouverture (suite) I en Ut majeur, BWV 1066: 5. Menuett I alternativement – Menuett II
11. Ouverture (suite) I en Ut majeur, BWV 1066: 6. Bourrée I alternativement – Bourrée II
12. Ouverture (suite) I en Ut majeur, BWV 1066: 7. Passepied I – Passepied II

Disco 2
01. Ouverture (suite) II en Si mineur, BWV 1067: 1. (Ouverture)
02. Ouverture (suite) II en Si mineur, BWV 1067: 2. Rondeau
03. Ouverture (suite) II en Si mineur, BWV 1067: 3. Sarabande
04. Ouverture (suite) II en Si mineur, BWV 1067: 4. Bourrée l alternativement – Bourrée ll
05. Ouverture (suite) II en Si mineur, BWV 1067: 5. Polonaise; Double
06. Ouverture (suite) II en Si mineur, BWV 1067: 6. Menuett
07. Ouverture (suite) II en Si mineur, BWV 1067: 7. Badinerie
08. Ouverture (suite) IV en Ré majeur, BWV 1069: 1. Overture
09. Ouverture (suite) IV en Ré majeur, BWV 1069: 2. Bourrée I – Bourrée II
10. Ouverture (suite) IV en Ré majeur, BWV 1069: 3. Gavotte
11. Ouverture (suite) IV en Ré majeur, BWV 1069: 4. Menuett I alternativement – Menuett II
12. Ouverture (suite) IV en Ré majeur, BWV 1069: 5. Réjouissance

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MP3 | 320 kbps | 234,9 MB |

powered by iTunes 12.5.4 | 1 h 46 min

Boa audição !

330e0eu

 

 

 

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Avicenna