.: interlúdio :. Brad Mehldau – After Bach

51nrWXrNrJL._SS500Eis a resenha do Jornal inglês “The Guardian” referente a este CD:

No composer looms over modern jazz quite like Johann Sebastian Bach, whose harmonic rigour seems to have provided the basis for bebop and all that followed. Listen to the endlessly mutating semiquavers tumbling from Charlie Parker’s saxophone and it could be the top line of a Bach fantasia; the jolting cycle of chords in John Coltrane’s Giant Steps could come straight from a Bach fugue and Bach’s contrapuntal techniques crop up in countless jazz pianists, from Bill Evans to Nina Simone.

Bach certainly casts a long shadow over US pianist Brad Mehldau: even when he’s gently mutilating pieces by Radiohead, Nick Drake or the Beatles, he sounds like Glenn Gould ripping into the Goldberg Variations. Which is why it comes as no surprise to see Mehldau recording an entire album inspired by Bach.
However, this is not a jazz album. Instead of riffing on Bach themes, as the likes of Jacques Loussier or the Modern Jazz Quartet have done in the past, After Bach sees Mehldau using Bach’s methodology. Mehldau plays five of Bach’s canonic 48 Preludes and Fugues, each followed by his own modern 21st-century response. For instance, after a straight performance of the Prelude No 3 in C-sharp major, Mehldau responds by resetting Bach’s original riff in a jerky 5/4 rhythm and taking it into a harmonically adventurous labyrinth. Similarly, a romantic, rubato-heavy reading of the F minor Prelude and Fugue is followed by a dreamlike meditation on some of the themes hinted at in Bach’s original. The effect is as if someone has taken pages from The Well-Tempered Clavier, turned them upside down and reflected them in a wobbly fairground mirror.
Where Bach’s preludes and fugues are like gentle sudoku puzzles, Mehldau’s cryptic harmonies sometimes feel as if you’re grappling with an insoluble 5×5 Rubik’s Cube and the results – as with the opening track, Benediction – can sometimes be headache-inducing. However, by the two closing tracks, Ostinato and Prayer for Healing, Mehldau is wearing his chops lightly and starting to tug at the heartstrings.”

1 Before Bach: Benediction
2 Prelude No. 3 in C# Major from The Well-Tempered Clavier Book I, BWV 848
3 After Bach: Rondo
4 Prelude No. 1 in C Major from The Well-Tempered Clavier Book II, BWV 870
5 After Bach: Pastorale
6 Prelude No. 10 in E Minor from The Well-Tempered Clavier Book I, BWV 855
7 After Bach: Flux
8 Prelude and Fugue No. 12 in F Minor from The Well-Tempered Clavier Book I, BWV 857
9 After Bach: Dream
10 Fugue No. 16 in G Minor from The Well-Tempered Clavier Book II, BWV 885
11 After Bach: Ostinato
12 Prayer for Healing

Brad Mehldau – Piano

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Brad Mehldau mostrando a que veio.
Brad Mehldau mostrando a que veio.

Bach / Biber / Corelli / Marini: Unwritten — Do Violino para a Harpa

Bach / Biber / Corelli / Marini: Unwritten — Do Violino para a Harpa

81GQ8smjzUL._SX355_Um CD muito original. A harpista Flora Papadopoulos interpreta, com boa dose de liberdade, várias obras escritas originalmente para violino. J. S. Bach, Biber, Marini e Corelli são quatro das principais figuras da música barroca, mas ninguém os associaria à harpa. No entanto, eles trabalharam em ambientes onde há ampla evidência de que os harpistas estavam ativos, e onde certamente existia um repertório solo de harpa, mesmo que nunca fosse escrito. O ambicioso projeto de Papadopoulos parte dessa premissa e é o resultado de uma pesquisa profunda em fontes originais. Sugere que o repertório para violino, um instrumento que compartilha de suas características idiomáticas com a harpa, era uma fonte de inspiração para os harpistas. Assim, aqui algumas das peças mais conhecidas e mais virtuosas para o violino foram arranjadas para harpa, dando a essas composições um novo sopro de vida e lançando luz sobre novas e inesperadas nuances e reflexões. Flora Papadopoulos, após colaborações significativas com conjuntos como a Cappella Mediterranea e o Concerto Italiano agora faz seu primeiro álbum solo. Explorando caminhos pessoais, altamente experimentais e empíricos, ela revive uma fascinante prática musical há muito perdida.

Bach / Biber / Corelli / Marini: Unwritten — Do Violino para a Harpa

01. Mystery Sonata No. 1 in D Minor, “The Annunciation”: I. Praeludium
02. Mystery Sonata No. 1 in D Minor, “The Annunciation”: II. Variatio-Aria allegro-Variatio-Adagio-Finale
03. Arie madrigali et corenti, Op. 3: Romanesca per violino solo e basso se piace
04. Sonate, symphonie, canzoni, passe’mezzi, baletti, corenti, gagliarde e retornelli, Op. 8: Sonata Quarta per il violino per sonar con due corde
05. Sonata in F Major, Op. 5 No. 10: I. Preludio. Adagio
06. Sonata in F Major, Op. 5 No. 10: II. Allemanda. Allegro
07. Sonata in F Major, Op. 5 No. 10: III. Sarabanda. Largo
08. Sonata in F Major, Op. 5 No. 10: IV. Gavotta. Allegro
09. Sonata in F Major, Op. 5 No. 10: V. Giga. Allegro
10. Sonata No. 1 in D Minor (Orig. in G Minor), BWV 1001: I. Adagio
11. Sonata No. 1 in D Minor (Orig. in G Minor), BWV 1001: II. Fuga
12. Sonata No. 1 in D Minor (Orig. in G Minor), BWV 1001: III. Siciliana
13. Sonata No. 1 in D Minor (Orig. in G Minor), BWV 1001: IV. Presto

Composers:
Bach, Johann Sebastian (1685-1750)
Biber, Heinrich Ignaz Franz von (1644-1704)
Corelli, Arcangelo (1653-1713)
Marini, Biagio (c.1597-1665)

Flora Papadopoulos, harpa

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Flora Papadopoulos
Flora Papadopoulos

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Julliete Hurel – Bach Inspiration

MI0004379399Um baita CD este que vos trago do Selo Alpha, onde temos a flauta como principal personagem, e Julliete Hurel como solista.
A extraordinária Suite nº 2 in B Minor abre o CD e nos mostra uma solista perfeitamente a vontade, e muito bem acompanhada por um conjunto chamado ‘Ensemble les Surprises’. Não lembro quando foi que ouvi esta obra pela primeira vez, provavelmente com Karl Richter, ou Pinnock, já há muito tempo atrás, e nunca canso de ouvi-la. Ela é extraordinária, magnífica, e curiosamente me surpreende até hoje quando a ouço..
Hurel acompanha a soprano Mailys de Villoutreys em três momentos, em árias tiradas da Paixão Segundo Mateus, do Oratório da Páscoa, da Cantata do Café e de outra Cantata, de BWV 82a.
No melhor momento do CD, Hurel encara sozinha a famosa partita para flauta, BWV 1013, mostrando que grande flautista que ela é.
Enfim, um CD para ser apreciado sem moderação. É Bach, portanto, merece toda a nossa concentração, quem sabe assim possamos assimilar melhor estes difíceis momentos em que vivemos em nosso país.

1 – Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067_ I. Ouverture
2 – Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067_ II. Rondeau
3 – Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067_ III. Sarabande
4 – Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067_ IV. Bourrées I & II
5 – Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067_ V. Polonaise & Double
6 – Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067_ VI. Menuet
7 – Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067_ VII. Badinerie
8 – Matthäus-Passion, BWV 244_ _Aus Liebe will mein Heiland sterben_
9 – Partita in A Minor, BWV 1013_ I. Allemande
10  – Partita in A Minor, BWV 1013_ II. Corrente
11 – Partita in A Minor, BWV 1013_ III. Sarabande
12 – Partita in A Minor, BWV 1013_ IV. Bourrée anglaise
13 – Oster-Oratorium, BWV 249_ IV. Aria _Seele, deine Spezereien_
14 Trio Sonata in G Major, BWV 1038_ I. Largo
15 – Trio Sonata in G Major, BWV 1038_ II. Vivace
16 – Trio Sonata in G Major, BWV 1038_ III. Adagio
18 – Coffee Cantata, BWV 211_ IV. Aria _Ei! Wie schmeckt der Kaffee süsse_
19 – Cantata BWV 82a Ich habe genug_ I. Aria _Ich habe genug_

Julliete Hurel – Flute
Maïlys de Villoutreys – Soprano
Ensemble Les Suprises
Louis Noel Bestion de Camboulas – Organ, Harpsinhord, Director

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Bach, Falconieri, Geminiani, Handel, Leclair, Marini, Matteis, Ortiz, Pachelbel, Telemann, Valente, Westhoff: A Baroque Journey

R-2583260-1291643997.jpegLembram aquelas seleções de clássicos dos anos 70 e 80 que tinham gatinhos na capa? Ali, o Aleluia de Handel podia vir antes de Rhapsody in Blue, a qual era seguida da Abertura 1812, por exemplo. Mas, óin, as capas tinham gatinhos… Enfim, o apelido “Disco de Gatinhos” é de autoria do Júlio e da D. Cristina lá da King`s Discos, esplêndida loja que ficava na Galeria Chaves. Eles não gostavam muito daquelas seleções. Nem eu. Pois a grande surpresa aqui é o fato de eu ter gostado deste disco de gatinhos barrocos de Daniel Hope. Achei um mui digno caça-níqueis pontuado por obras inesperadas neste tipo de seleções. É o gênero de disco que as gravadoras fazem para popularizar de vez um artista muito bom e ganhar uma bela grana. E Hope é boníssimo e tem bom gosto. Se não tivesse, faria o habitual: uma salada sem gosto.

Bach, Falconieri, Geminiani, Handel, Leclair, Marini, Matteis, Ortiz, Pachelbel, Telemann, Valente, Westhoff: A Baroque Journey

Andrea Falconieri (1585 – 1656)
1. Chaconne in G Major [3:14]

George Frideric Handel (1685 – 1759)
Suite No.15 in D minor for Harpsichord, HWV 447
2. 3. Sarabande [3:07]

Diego Ortiz
3. Ricercata segunda [1:25]

Andrea Falconieri (1585 – 1656)
4. La suave melodia [3:10]

Biagio Marini (1597 – 1665)
5. Passacalio in G minor [3:38]

Nicola Matteis
6. “La Vecchia Sarabanda” [4:17]

Johann Pachelbel (1653 – 1706)
Canon and Gigue in D major
7. 1. Canon [3:41]
8. 2. Gigue [1:25]

Georg Philipp Telemann (1681 – 1767)
Concerto for Violin concertato, Strings and Basso continuo in A minor, TWV 51:A1
9. Adagio [2:59]
10. Allegro [2:22]
11. Presto [1:41]

Johann Paul von Westhoff (1656 – 1705)
Sonata for Violin and Continuo III
12. Imitazione delle Campane [1:55]

Nicola Matteis
13. Ground after the Scotch Humour [1:50]

Francesco Geminiani
Concerto grosso No.5 in G minor
Arr. from Corelli’s Sonata Op.5 No. 5
14. 1. Adagio [3:02]
15. 2. Vivace [1:38]
16. 3. Adagio [2:45]
17. 4. Allegro [1:40]

Antonio Valente
18. Gagliarda Napolitana [1:51]

Andrea Falconieri (1585 – 1656)
19. Passacaglia in G Minor [2:56]

Jean-Marie Leclair (1697 – 1764)
20. Tambourin [1:44]

Anonymous
21. Greensleeves [4:40]

Johann Paul von Westhoff (1656 – 1705)
Sonata “La guerra” in A Major
22. La Guerra cosí nominata di sua maestà [0:46]
Sonata for Violin and Continuo II
Sonata for Violin and Continuo “Consacrate al Grand’ Apolline di questi tempi”
23. Imitazione del Liuto. Presto [2:26]

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Suite No.3 in D, BWV 1068
24. 2. Air [5:01]

Cello – Jonathan Cohen (7), William Conway
Double Bass – Enno Senft
Engineer – Mike Hatch
Executive-Producer – Dr. Alexander Buhr
Harpsichord, Organ – Kristian Bezuidenhout
Lute, Guitar, Theorbo – Stefan Maass, Stephan Rath (2)
Percussion – Hans-Kristian Kjos Sørensen
Photography By [Cover] – Harald Hoffmann
Producer – John West*
Viola – Stewart Eaton
Violin – Lucy Gould
Violin [Solo Violin Ii] – Lorenza Borrani
Violin, Executive Producer, Liner Notes – Daniel Hope

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Hope entre os carros, sonhando com barrocos
Hope entre os carros, sonhando com barrocos

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Quadro Cervantes: Música Medieval, Renascentista & Barroca

Música Medieval, Renascentista & Barroca

Quadro Cervantes: Música Medieval, Renascentista & Barroca

1979

O Conjunto “Quadro Cervantes” possui um verbete na Wikipedia contando muito brevemente sua história.

Trilha extraída da internet e aqui postada, a pedido do Matheus. (Algumas faixas não estão boas.)

Esta postagem é dedicada a Helder Parente, membro do Quadro Cervantes, que mudou para o céu em 2017. Conheça mais sobre Helder Parente neste artigo da revista Concerto.

Vai Helder, tocar, cantar e dançar com os anjos, enquanto aqui choramos a sua perda. (Rosana Lanzelotte)

Quadro Cervantes
Música Medieval, Renascentista & Barroca – 1979

Anônimo séc. XVIII
01. Cuando El Rey Nimrod
Alfonso X, El Sabio (1221-1284)
02. Maravillosos Et Piadosos
03. Des Oge Mais
John Dowland (Inglaterra, 1563 – 1626)
04. Fine Knacks For Ladies
Henry Purcell (Inglaterra, 1659-1695)
05. Music For A While
Georg Philipp Telemann (Alemanha, 1681-1767)
06. Triosonata Em Fá Maior a. Vivace
07. Triosonata Em Fá Maior b. Mesto
08. Triosonata Em Fá Maior c. Allegro
Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)
09. Schafe Können Sicher Weiden
John Bartlet (Inglaterra, ca. 1580 – ca. 1620)
10. Whither Runneth, My Sweetheart
François Couperin (França, 1668 – 1733)
11. Les Barricades Mystérieuses
Anônimo
12. Corten Espadas Afiladas
13. Mariam Matrem
Jean Hotteterre (França, 1677 – 1720)
14. Les Noces Champétres a. Premiere Marche
15. Les Noces Champétres b. Appel De Rassemblement
16. Les Noces Champétres c. Sarabande
17. Les Noces Champétres d. Air I & II
18. Les Noces Champétres e. Marche Du Retour

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MP3 | 256 kbps | 74 MB

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Boa audição.

Avicenna

Händel / Bach / Telemann: Sonatas para Flauta e Contínuo

Händel / Bach / Telemann: Sonatas para Flauta e Contínuo

Sharon Bezaly é uma excelente flautista que já demonstrou seus dotes em várias gravações da BIS, seja em concertos escritos para ela por renomados compositores contemporâneos, incluindo Sofia Gubaidulina e Kalevi Aho, seja em clássicos da literatura de flauta, como os concertos para flauta de Mozart. Ao longo do caminho, gravou uma grande variedade de discos que são recitais imaginativamente programados, com foco nas grandes sonatas de flauta, bem como na tradição da flauta francesa. Neste disco, Bezaly visita o período em que a flauta transversa se estabeleceu como instrumento solo por si só. Foi apenas no século XVIII que os músicos começaram a se especializar em flauta transversa, em vez de ficarem só no oboé ou na flauta doce. Este disco reflete este desenvolvimento do gosto musical com um programa de seis sonatas para flauta e cravo, com e sem o apoio de um instrumento de baixo. Uma joia!

Händel / Bach / Telemann: Sonatas para Flauta e Contínuo

1. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: I. Largo (2:06)
2. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: II. Vivace (3:02)
3. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: III. Andante (1:50)
4. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: IV. Presto (1:13)
5. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: V. Adagio (1:41)
6. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: VI. Alla Breve (2:34)
7. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: VII. A Tempo Di Minuet (1:42)

8. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: I. Adagio Ma Non Tanto (2:40)
9. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: II. Allegro (2:39)
10. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: III. Andante (3:17)
11. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: VI. Allegro (4:37)

12. Johann Sebastian Bach – Sonata In A Major for Flute and Harpsichord, BWV 1032: I. Vivace (5:09)
13. Johann Sebastian Bach – Sonata In A Major for Flute and Harpsichord, BWV 1032: II. Largo e Dolce (2:47)
14. Johann Sebastian Bach – Sonata In A Major for Flute and Harpsichord, BWV 1032: III. Allegro (4:26)

15. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: I. Adagio Ma Non Tanto (2:16)
16. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: II. Allegro (2:55)
17. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: III Siciliano (3:08)
18. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: IV. Allegro Assai (3:12)

19. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Flat Major for Flute and Harpsichord, BWV 1031: I. Allegro Moderato (3:35)
20. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Flat Major for Flute and Harpsichord, BWV 1031: II. Siciliano (2:09)
21. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Flat Major for Flute and Harpsichord, BWV 1031: III. Allegro (4:43)

22. Georg Philipp Telemann – Sonata In F Major for Flute and Continuo, TWV 41:F4: I. Vivace (2:10)
23. Georg Philipp Telemann – Sonata In F Major for Flute and Continuo, TWV 41:F4: II. Largo (1:32)
24. Georg Philipp Telemann – Sonata In F Major for Flute and Continuo, TWV 41:F4: III. Allegro (2:12)

Sharon Bezaly – flute
Terence Charlston – harpsichord
Charles Medlam bass – viol

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Sharon Bezaly fazendo um solo especial para os pequepianos
Sharon Bezaly fazendo um solo especial para os pequepianos

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1770) – Sechs Sonaten für Viola da Gamba und Obligates Cembalo BWV 525-530 – Hille Perl, Christine Schornshein, Lee Santana

618ARDDt7CL._SX425_Hille Perl é uma instrumentista de mão cheia, e cada gravação sua é aguardada com atenção e curiosidade. E aqui nessa sua incursão na música de Bach novamente o que temos é uma musicista completa, que tem total controle sobre o instrumento e conhece a fundo a música que está interpretando.

Acompanham a moça a excelente cravista Christine Schornsheim, que já apareceu aqui pelo PQPBach, outra especialista em barroco, e o alaudista Lee Santana, que mais parece um guitarrista de bandas de Southern Rock tipo Almann Brothers, Lynyrd Skynyrd ou Eagles.

Esta postagem é um presente para nosso mentor, PQPBach, que dia destes postou um cd magnífico com a mesma Hille Perl tocando Teleman e outros compositores menos conhecidos. Sei que ele é um fã da moça, por isso trouxe este CD, acho que ele não vai negar o presente.

Comentei dia destes em uma postagem que o ideal para se ouvir estas obras é com um fone de ouvido de qualidade, pois só assim conseguimos ouvir com atenção a obra executada. Os detalhes, nuances, até mesmo a respiração do instrumentista é captado, e isso se incorpora á própria música. E como aqui temos uma gravação da gravadora alemã ‘Harmonia Mundi’ sabemos de sua qualidade superior. É impressionante, quase que como se estivéssemos ouvindo aquela música pela primeira vez, ou como se estivessemos presentes no estúdio de gravação.

Então, como diria nosso querido e saudoso Carlinus, desejo a todos uma feliz audição.

P.S. Recomendo fortemente a leitura do booklet, assinado pela própria Hille: além de ser uma excepcional instrumentista, a moça escreve tremendamente bem.

Johann Sebastian Bach (1685-1770) – Sechs Sonaten für Viola da Gamba und Obligates Cembalo BWV 525-530 – Hille Perl, Christine Schornshein, Lee Santana

01. Trio Sonata No. 1 in E flat major, BWV 525 – I. Ohne Satzbezeichnung
02. Trio Sonata No. 1 in E flat major, BWV 525 – II. Adagio
03. Trio Sonata No. 1 in E flat major, BWV 525 – III. Allegro
04. Trio Sonata No. 2 in C minor, BWV 526 – I. Vivace
05. Trio Sonata No. 2 in C minor, BWV 526 – II. Largo
06. Trio Sonata No. 2 in C minor, BWV 526 – III. Allegro
07. Trio Sonata No. 3 in D minor, BWV 527 – I. Andante
08. Trio Sonata No. 3 in D minor, BWV 527 – II. Adagio e dolce
09. Trio Sonata No. 3 in D minor, BWV 527 – III. Vivace
10. Trio Sonata No. 4 in E minor, BWV 528 – I. Adagio
11. Trio Sonata No. 4 in E minor, BWV 528 – II. Andante
12. Trio Sonata No. 4 in E minor, BWV 528 – III. Un poco Allegro
13. Trio Sonata No. 5 in C major, BWV 529 – I. Allegro
14. Trio Sonata No. 5 in C major, BWV 529 – II. Largo
15. Trio Sonata No. 5 in C major, BWV 529 – III. Allegro
16. Trio Sonata No. 6 in G major, BWV 530 – I. Vivace
17. Trio Sonata No. 6 in G major, BWV 530 – II. Lento
18. Trio Sonata No. 6 in G major, BWV 530 – III. Allegro

Hille Perl – Viola da Gamba
Christine Schornsheim – Harpsichord
Lee Santana – Lute

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Hille Perl e seu instrumento
Hille Perl e seu instrumento

The Club Album (Live From Yellow Lounge) com Anne-Sophie Mutter

The Club Album (Live From Yellow Lounge) com Anne-Sophie Mutter

Pois é. Dizer o quê? A grande discussão lá em casa era se este CD era melhor ou pior que os de André Rieu ou que as incursões populares de Mullova. Eu acho que Mutter vence seus concorrentes, mas houve opiniões contrárias. No que todos concordaram é no fato de Mutter ter desejado tornar-se popular ou ter decidido ganhar dinheiro. Como não creio que grandes haja rombos em sua conta bancária, talvez a moça tenha apenas desejado ser (ainda mais) reconhecida nas ruas. Este é um mal que atinge muitas carreiras. Chega o momento em que alguns artistas dizem: “não quero mais ser moderno, quero ser eterno”. Este CD de Mutter nem é tão bem interpretado, é um CD de brilhaturas pessoais e de abordagens para atingir o grande público. Apesar de eu achá-lo superior aos de Rieu e àquele de música brasileira de Mullova, dou-lhe a nota 1, com louvor.

The Club Album (Live From Yellow Lounge) com Anne-Sophie Mutter

1 Vivaldi: The Four Seasons – Concerto In G Minor, RV 315, “The Summer” – 3. Presto 2:40
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi

2 Gershwin: Three Preludes – 1. Allegro ben ritmato e deciso 1:43
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
3 Gershwin: Three Preludes – 2. Andante con moto e poco rubato 3:13
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
4 Gershwin: Three Preludes – 3. Allegro ben ritmato e deciso 1:34
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

5 J.S. Bach: Double Concerto For 2 Violins, Strings, And Continuo In D Minor, BWV 1043 – 3. Allegro 4:34
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi and Noa Wildschut

6 Tchaikovsky: Souvenir d’un lieu cher, Op. 42 – Mélodie 4:31
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

7 Vivaldi: The Four Seasons – Concerto In F Minor, RV 297, “The Winter” – 1. Allegro non molto 3:34
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi

8 J.S. Bach: Double Concerto For 2 Violins, Strings, And Continuo In D Minor, BWV 1043 – 1. Vivace 3:30
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi and Nancy Zhou

9 Brahms: Hungarian Dance No.1 In G Minor, WoO 1 3:56
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

10 Debussy: Children’s Corner, L. 113 – 6. Golliwogg’s Cakewalk 3:08
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

11 Saint-Saëns: Introduction et Rondo capriccioso, Op. 28 9:24
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

12 Debussy: Suite bergamasque, L. 75 – 3. Clair de lune 5:00
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

13 Copland: Rodeo – 4. Hoe-Down 3:11
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

14 Gounod / J.S. Bach: Ave Maria 5:08
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

15 Benjamin: Jamaican Rumba 1:49
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

16 Williams: Schindler’s List – Original Motion Picture Soundtrack – Theme 4:43
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

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Anne-Sophie-Mutter: com muita vontade de ganhar dinheiro
Anne-Sophie-Mutter: com muita vontade de ser ainda mais popular

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Johann Sebastian Bach (16851750) – Das Wohltemperierte Clavier Vol. 2 – Richard Egarr

51E9ugQHHyL._SS5002Vamos completar a série então? Eis o segundo volume da série do ‘Cravo Bem Temperado’, pelas experientes mãos de Richard Egarr, um dos maiores especialistas em música barroca da atualidade.  O booklet em anexo traz todas as informações que os senhores acharem necessárias.

Boa audição !!!

CD 1

01. Prelude I in C major, BWV 870
02. Fugue I in C major
03. Prelude II in C minor, BWV 871
04. Fugue II in C minor
05. Prelude III in C-sharp major, BWV 872
06. Fugue III in C-sharp major
07. Prelude IV in C-sharp minor, BWV 873
08. Fugue IV in C-sharp minor
09. Prelude V in D major, BWV 874
10. Fugue V in D major
11. Prelude VI in D minor, BWV 875
12. Fugue VI in D minor
13. Prelude VII in E-flat major, BWV 876
14. Fugue VII in E-flat major
15. Prelude VIII in D-sharp minor, BWV 877
16. Fugue VIII In D-sharp minor
17. Prelude IX in E major, BWV 878
18. Fugue IX in E major
19. Prelude X in E minor, BWV 879
20. Fugue X in E minor
21. Prelude XI in F major, BWV 880
22. Fugue XI in F major
23. Prelude XII in F minor, BWV 881
24. Fugue XII in F minor

CD 2

01. Prelude XIII In F-sharp major, BWV 882
02. Fugue XIII In F-sharp major
03. Prelude XIV in F-sharp minor, BWV 883
04. Fugue XIV in F-sharp minor
05. Prelude XV in G major, BWV 884
06. Fugue XV in G major
07. Prelude XVI in G minor, BWV 885
08. Fugue XVI in G minor
09. Prelude XVII In A-flat major, BWV 886
10. Fugue XVII In A-flat major
11. Prelude XVIII In G-sharp minor, BWV 887
12. Fugue XVIII In G-sharp minor
13. Prelude XIX in A major, BWV 888
14. Fugue XIX in A major
15. Prelude XX in A minor, BWV 889
16. Fugue XX in A minor
17. Prelude XXI in B-flat major, BWV 890
18. Fugue XXI in B-flat major
19. Prelude XXII In B-flat minor, BWV 891
20. Fugue XXII In B-flat minor
21. Prelude XXIII In B major, BWV 892
22. Fugue XXIII In B major
23. Prelude XXIV In B minor, BWV 893
24. Fugue XXIV In B minor

Richard Egarr –  Harpsichord

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Das Wohltemperierte Clavier Vol. 1 – Richard Egarr

51HcGcKNkPL._SS500Apesar de ser jovem (temos apenas dois anos de diferença) o cravista britânico Richard Egarr já tem uma vasta experiência de palco e de estúdio. É músico exclusivo do excelente selo alemão Harmonia Mundi, e por esse selo  já gravou boa parte da obra de Bach, aliás, ao correr dos anos ele vem se consolidando como um dos principais intérpretes de Bach.

Curiosamente, até agora ele não havia aparecido cá pelas bandas do PQPBach (pelo menos o ‘buscador’ do nosso bolg não achou nenhuma gravação sua por aqui). Então vou apresentá-los com grande estilo, com sua excelente gravação do Cravo Bem Temperado. Vale cada minuto da audição. Como se trata de obra extensa, são quatro cds, vou trazer dois de cada vez, certo? Então, boa audição.

CD 1

01. Prelude I in C major, BWV 846
02. Fugue I in C major
03. Prelude II in C minor, BWV 847
04. Fugue II in C minor
05. Prelude III in C-sharp major, BWV 848
06. Fugue III in C-sharp major
07. Prelude IV in C-sharp minor, BWV 849
08. Fugue IV in C-sharp minor
09. Prelude V in D major, BWV 850
10. Fugue V in D major
11. Prelude VI in D minor, BWV 851
12. Fugue VI in D minor
13. Prelude VII in E-flat major, BWV 852
14. Fugue VII in E-flat major
15. Prelude VIII In E-flat minor, BWV 853
16. Fugue VIII In D-sharp minor
17. Prelude IX in E major, BWV 854
18. Fugue IX in E major
19. Prelude X in E minor, BWV 855
20. Fugue X in E minor
21. Prelude XI in F major, BWV 856
22. Fugue XI in F major
23. Prelude XII in F minor, BWV 857
24. Fugue XII in F minor

CD 2

01. Prelude XIII In F-sharp major, BWV 858
02. Fugue XIII In F-sharp major
03. Prelude XIV in F-sharp minor, BWV 859
04. Fugue XIV in F-sharp minor
05. Prelude XV in G major, BWV 860
06. Fugue XV in G major
07. Prelude XVI in G minor, BWV 861
08. Fugue XVI in G minor
09. Prelude XVII In A-flat major, BWV 862
10. Fugue XVII In A-flat major
11. Prelude XVIII In G-sharp minor, BWV 863
12. Fugue XVIII In G-sharp minor
13. Prelude XIX in A major, BWV 864
14. Fugue XIX in A major
15. Prelude XX in A minor, BWV 865
16. Fugue XX in A minor
17. Prelude XXI in B-flat major, BWV 866
18. Fugue XXI in B-flat major
19. Prelude XXII In B-flat minor, BWV 867
20. Fugue XXII In B-flat minor
21. Prelude XXIII In B major, BWV 868
22. Fugue XXIII In B major
23. Prelude XXIV In B minor, BWV 869
24. Fugue XXIV In B minor

Richard Egarr – Harpsichord

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Richard Egarr de bem com a vida ...
Richard Egarr de bem com a vida …

Bach Sacred Masterpieces – Karl Richter – Collector’s Edition

51oTaFpy7TLBach Sacred Masterpieces

St. Matthew Passion BWV 244
St. John Passion BWV 245
Christmas Oratorio BWV 248
Mass In B Minor, BWV 232
Magnificat BWV 243

Münchener Bach-Orchester
Münchener Bach-Chor
Münchener Chorknaben

Maestro Karl Richter

 

O Quinto Evangelista

por Wellbach

Para muitos, a exemplo do filósofo, teólogo luterano, organista interprete de Bach e médico missionário Albert Schweitzer, Johann Sebastian Bach seria o Quinto Evangelista. Abundam os comentários que o elevam ao panteão dos Apóstolos: “A música de Bach é como o Evangelho. O público pode conhece-lo por Mateus, por Marcos, Lucas ou segundo João, todos diferentes, mas sempre Evangelho” – François Auguste Givaert.  “Esta semana ouvi três vezes a Paixão Segundo São Matheus, do divino Bach, cada uma delas com o mesmo sentimento, quem se há esquecido do cristianismo, pode ouvi-lo como um evangelho” – F. Nietzsche. “Bach revela-se no conjunto o mais universal dos artistas. O que expressa através de suas obras é uma grande emoção religiosa (…) Bach é, para mim, um grande pregador” – Charles Maria Widor.

Segundo o autor de um dos melhores livros sobre Ele – maiúscula proposital – James R. Gaines (em “Uma noite no palácio da razão”), com relação à concepção dos ciclos de Cantatas de Leipzig, mais as Paixões Segundo São João e São Mateus, “somente um profundo senso de missão poderia sustentar um transbordamento tão extraordinário de trabalho”. O autor observa que ‘Naqueles Tempos’ (para assumir um ar bíblico), não eram obras que fossem concebidas com finalidades artísticas em si, mas sim como acessórios do culto Luterano, cuja finalidade era a pregação da Palavra e nada mais senão a Palavra. Gaines nos aponta que desde o seu primeiro emprego em Arnstadt, Bach havia lidado com os textos de Lutero e com a Bíblia quase todos os dias de sua carreira, e com o tempo, a sua busca no sentido espiritual teria se tornado cada vez mais tenaz. Nos informa também que a biblioteca de livros luteranos que acumulou, especialmente em Leipzig, daria orgulho a qualquer pastor. Possuía os mais famosos trabalhos de pietistas e místicos cristãos; mais numerosas obras de comentários sobre os textos de Lutero e sobre a Bíblia alemã. Em 1733 comprou uma versão em três volumes da Bíblia Luterana, que havia sido publicada em 1681 com comentários do dr. Abraham Calov e mais tarde gastou boa parte de seu salário anual para adquirir a edição em sete volumes de textos de Lutero. Isso se juntou a mais oito volumes que ele já possuía. A maior parte da biblioteca teológica de Bach desapareceu após sua morte, mas a Bíblia de Calov foi encontrada em 1934, no sótão de uma fazenda em Michigan (!). Mais instigantes do que o portento de tal biblioteca são as anotações e exclamações nas margens de muitas das páginas dessa Bíblia. Diversas passagens grifadas e comentadas se relacionavam aos textos utilizados em sua música, mas outras anotações se dirigiam a questões prementes de sua vida, pontuada por dificuldades várias e atritos com seus “superiores”. O caráter despojado de algumas anotações é comovente. Nos apresenta o Mestre sem a peruca, curvado sobre suas partituras, nas bordas das quais também escrevinhava aclamações ao Altíssimo e contas domésticas: “Quando as coisas estão bem, considere que elas podem ficar ruins; e se estão ruins, podem se transformar em boas. Não presuma que as coisas vão caminhar da forma que você quer. Aquele que se preocupa em fazer as coisas serem da maneira que quer só terá tristeza, desassossego e dor no coração”. Ou ainda: “Aprenda a conhecer o mundo. Você não vai transformá-lo, ele não vai evoluir de acordo com você. Acima de todas as coisas aprenda e saiba que o mundo é ingrato”. E ainda: “O que é esse mundo senão um grande espinho que temos de remover nós mesmos? Esta terra é o reino do diabo”.

Tudo isso, junto à intensidade de sua música (“as melodias de Haendel são extensas, as de Bach são intensas”, escreveu Manfed F. Bukofzer), faz materializar-se uma auréola quase palpável sobre a figura de Bach; e de forma fácil e romântica se plasmou um herói da fé para a posteridade.

Contudo, seria a devoção a origem de tal profundidade na obra de Bach? Seria o fervor místico o magma que alimentaria a intensidade de sua música? Até que ponto essa devoção seria apenas a superfície deste “oceano” – como o chamaria Beethoven, ao considerar o significado do seu nome Bach – ‘regato’ ou ‘ribeiro’ (porém mais anteriormente a seu tempo, Bacher– padeiro, lembrando seu ancestral Veit Bach, que era padeiro e tangedor de cítara). A vida de Bach foi marcada por perdas, desde tenra infância, quando se foram irmãos e parentes próximos e distantes. Aos nove anos perdeu seus pais. Primeiro a sua mãe Elisabeth, depois Ambrosius, seu pai. Dos vinte filhos enterraria doze, idos em diversas idades, um deles Gottfried Bernard, com 24 anos. Sua primeira esposa Maria Bárbara também. O peso de tais perdas poderia ser, de forma bastante plausível, o esteio da música que toca a tantos ao longo dos séculos e de forma tão profunda, como uma verdade perene; e sobre estas correntezas abismais, cintilações que sabem a fé. Não seria prudente descartar, todavia, a ideia de que Bach cultivasse uma forte identificação com a figura do Cristo-homem, perseguido, sofrido e massacrado; vide as veementes exclamações na Paixão Segundo São Mateus: Geduld, mein Herz! – Paciência, meu coração! Todavia, na prática, não tinha pudores em intercambiar material entre obras sacras e profanas, reciclando o que podia com finalidades exclusivamente práticas e musicais. Mesmo nas Paixões e nas Cantatas nas quais ressoam árias que falam da morte, temos material rítmico típico de gêneros dançantes. Bach voa sobre os abismos.  O autor Franz Rueb (em “48 variações sobre Bach”) nos aponta como trabalhar para a igreja teria sido uma triste e última opção para Bach, que preferiria a liberdade de um emprego nas cortes, ao invés de jazer sob os tacões dos carolas luteranos; sob as exigências de administrar a música nos rituais, lecionar grego e latim, e ainda ensinar boas maneiras a uma manada de órfãos. Sabe-se o quanto lamentou o seu afastamento da corte de Köthen, onde produzia a bel prazer música instrumental e profana, devido ao casamento do seu patrão príncipe Leopold com uma criatura que preferia cavalos e soldados a música. Também se sabe como ao longo da vida buscou benefícios junto a outros principados, alguns deles católicos; como trabalhou de bom grado obras instrumentais e cantatas seculares (como a Cantata do Café) para exibições no Café Zimmermann, de onde foi diretor musical por dez anos. Enfim, talvez os vernizes dos ideais oitocentistas, o uso de sua figura nos movimentos de exaltação da cultura alemã – o próprio Wagner o apontou como um herói germânico; a sua transformação em um herói romântico nos moldes que aquele século exigia, tudo isso veio a exacerbar a visão do compositor como um baluarte da fé. Convém também lembrar que seu renascimento se deu através da Paixão Segundo São Mateus, pelas mãos de Mendelssohn. Esta exaltação de sua figura talvez tenha dado margem a impressões extremadas, assim como gerou ficções, a exemplo do conhecido livro “Pequena Crônica de Anna Magdalena Bach”, escrito pela inglesa Esther Meynell, em 1925.

Esta arca do tesouro que o Sr. Avicena nos traz dispensa comentários. Olhamos para ela como quem contempla os píncaros do Himalaia. É tal a concentração de engenho, arte, beleza e profundidade destas obras e tal a sua relevância, que bem podemos cair de joelhos. Como se não bastasse, estas obras nos vêm pelas mãos de um profeta, o egrégio Karl Richter, que, conforme me contou o grande flautista Aurèle Nicolet, a quem tive a honra e privilégio de conhecer, sabia de cor a Bíblia Luterana; o que não duvido, conta-se também que antes dos seus concertos de órgão apenas entrava numa banheira e relia as partituras. Todos sabemos que existem inúmeras gravações dessas obras. Particularmente falando e não pontifico sobre isso, as interpretações de Richter me parecem inigualáveis. Não somente pelo rigor técnico, mas também pela continuidade dramática. Me sabem ao desenrolar de uma narrativa consciente e contínua, por um narrador que acredita no que está dizendo. Outras versões sempre me parecem uma sucessão de trechos perfeitamente executados, brilhantemente executados, contudo, nelas me faltam a inteireza e a ‘fé’ de Richter. Enfim, diria que de todos que propagaram Bach como Evangelista, Richter foi o mais convincente.

É opcional vermos Bach como O quinto Evangelista tão propagado ou ‘apenas’ como um gênio da música que inescapavelmente vivia em seu mundo luterano, rogava a Cristo e anotava aforismos nas margens de sua Bíblia. Lutando contra as investidas dos pretensos iluministas da Universidade de Leipzig, a estupidez dos seus patrões, o peso das perdas, as incertezas, enfim, os males que até hoje nos assolam e que muitas vezes nos compelem a, nem que seja ‘interjeitivamente’, clamar pelo auxílio celeste. Seja como for, não há dano. Como disse Berlioz, “Bach é Bach como Deus é Deus”.

Wellbach

St. Matthew Passion BWV 244  – CDs 1, 2, 3.
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St. John Passion BWV 245 – CDs 4,5.
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Mp3 – CD4 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
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Christmas Oratorio BWV 248 – CDs 6, 7, 8.
Magnificat BWV 243
Flac – CD6 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
Flac – CD7 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
Flac – CD8 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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Mp3 – CD8 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Mass In B Minor, BWV 232 – CDs 9, 10.
Flac – CD9 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
Flac – CD10 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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Encartes & Scans – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Meus mais profundos agradecimentos ao colega Wellbach pela brilhante colaboração acima! Não tem preço!

Avicenna

 

J. S. Bach (1685-1750): Peças para teclado com Nelson Freire

J. S. Bach (1685-1750): Peças para teclado com Nelson Freire

Nerso, nerso, mineirim danado, para quê? Acho que todo artista, ainda mais um do calibre de Nelson Freire, tem o direito de dar a sua interpretação da música do passado. Afinal, Freire fez isso a vida inteira tocando maravilhosamente o repertório romântico e tornando-se um dos melhores pianistas do planeta. Mas nós temos o direito de gostar ou não. Ao completar 70 anos, nosso querido pianista resolveu dar uma viradim — ou assinou um contratim — e dirigiu-se a deus, ou seja, a Bach. Pollini já tinha feito o mesmo anos atrás com excelente resultado. Só que Freire ficou oscilando em termos estilísticos. Sua Partita 4 é romântica, é Schumann tocando Bach. Já a Suíte Inglesa 3 e a Cromática são quase simulações de cravo — e, olha, ficaram bem interessantes. Mas nos números finais, talvez por serem peças soltas e ideais para funcionar como bis em concertos, Freire se deu a liberdade de mostrar toda a sua intimidade com… o romantismo. Se eu fosse o grilo falante conselheiro de Freire — e não me considero maior do que um grilo em relação a ele –, pousaria sobre seu ombro esquerdo e diria: parta do romantismo em direção ao futuro, queridim. Nada de baquear nesta altura da vida.

J. S. Bach (1685-1750): Peças para teclado com Nelson Freire

01. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 1. Overture
02. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 2. Allemande
03. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 3. Courante
04. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 4. Aria
05. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 5. Sarabande
06. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 6. Menuet
07. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 7. Gigue
08. J.S. Bach: Toccata in C Minor, BWV 911

09. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 1. Prélude
10. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 2. Allemande
11. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 3. Courante
12. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 4. Sarabande
13. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 5. Gavotte I – Gavotte II ou la musette
14. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 6. Gigue

15. J.S. Bach: Chromatic Fantasia and Fugue in D minor, BWV 903 – 1. Fantasia
16. J.S. Bach: Chromatic Fantasia and Fugue in D minor, BWV 903 – 2. Fugue

17. J.S. Bach: Concerto in D Minor, BWV 974 – for Harpsichord/Arranged by Bach from: Oboe Concerto in D minor by Alessandro Marcello (1685-1750) – 2. Andante

18. J.S. Bach: Choral: “Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ”, BWV 639

19. J.S. Bach: Choral: “Komm Gott Schopfer heiliger Geist”, BWV 667

20. J.S. Bach: Choral: “Nun komm der Heiden Heiland”, BWV 659

21. J.S. Bach: Prelude in G Minor, BWV 535

22. J.S. Bach: Jesu, Joy Of Man’s Desiring, BWV 147

Nelson Freire, piano

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Na boa, eu vou matar esse tal de PQP.
Na boa, eu vou matar esse tal de PQP.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): A Arte da Fuga, BWV 1080

Johann Sebastian Bach (1685-1750): A Arte da Fuga, BWV 1080

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Obs. de PQP, hoje: Muitos dizem que A Arte da Fuga é uma música tão abstrata e complexa que serve melhor ao leitor de sua partitura do que ao ouvinte. Eu até concordo, mas esta gravação faz música de A Arte da Fuga. E sem perder a erudição e a complexidade. Uma coisa de louco! Mas deixemos a palavra ao Carlinus.

E eis que o PQP Bach chega às 2000 postagens. Isso mesmo! 2000 postagens. (Estávamos em 2010, senhores… Hoje temos 5000). Não é brincadeira. Iria postar Shostakovich, mas acredito que não postar o grande patriarca do blog, que empresta o nome ao espaço, seria uma grande heresia, um verdadeiro sacrilégio. Por isso, resolvi postar A arte da fuga, uma daquelas peças que nos deixa boquiabertos. Esta peça é para ouvir e chorar. Simplesmente, indescritível. É como se Bach pegasse todas as suas composições e dissesse: “Em suma, a síntese de tudo aquilo que produzi está em A Arte da Fuga”. Alguns dados objetivos da peça: “A Arte da Fuga (Die Kunst der Fuge, em alemão), BWV 1080, é uma peça inacabada do compositor alemão Johann Sebastian Bach. A composição da obra provavelmente se iniciou em 1742. A primeira versão de Bach que continha 12 fugas e dois cânones foi copiada em 1745. Este manuscrito tinha um título ligeiramente diferente, acrescentado posteriormente por seu genro, Altnickol: Die Kunst der Fuga. A segunda versão da obra foi publicada depois de sua morte em 1750, contendo 14 fugas e quatro cânones. A obra demonstra o completo domínio de Bach da mais complexa forma de expressão musical da música clássica européia, conhecida como contraponto. A obra é composta de combinações engenhosas e particularmente elaboradas de temas relativamente simples desenvolvidos como composições da mais alta musicalidade. A Arte da Fuga se situa entre os pontos mais altos a que chegou a música européia devido à complexidade única de sua forma e estrutura”. Boa apreciação!

Alguns dados extraídos DAQUI

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – A arte da Fuga, BWV 1080

DISCO 01

01. Contrapunctus 1 BWV 1080-1
02. Contrapunctus 2 BWV 1080-2
03. Contrapunctus 3 BWV 1080-3
04. Contrapunctus 4 BWV 1080-4
05. Contrapunctus 5 BWV 1080-5
06. Contrapunctus 6 a 4 in Stylo Francese BWV 1080-6
07. Contrapunctus 7 a 4 per et Diminut[ionem] BWV 1080-7
08. Contrapunctus 8 a 3 BWV 1080-8
09. Contrapunctus 9 a 4 alla Duodecima BWV 1080-9
10. Contrapunctus 10 a 4 alla Decima BWV 1080-10

DISCO 02

01. Contrapunctus 11 a 4 BWV 1080-11
02. Contrapunctus inversus a 4 BWV 1080-12.1
03. Contrapunctus inversus 12 a 4 BWV 1080-12.2
04. Contrapunctus inversus a 3 BWV 1080-13.1
05. Contrapunctus a 3 BWV 1080-13.2
06. Fuga a 3 Soggetti BWV 1080-19
07. Canon alla Ottava BWV 1080-15
08. Canon alla Decima Contrap[p]unto alla Terza BWV 1080-16
09. Canon alla Duodecima in Contrap[p]unto alla Quinta BWV 1080-17
10. Canon per Augmentationem in Contrario Motu BWV 1080-14
11. Fuga a 2 Clav. BWV 1080-18.1 [13.1bis]
12. Alio modo Fuga a 2 Clav. 1080-18.2 [13.2bis]

Sergio Vartolo & Maddalena Vartolo, cravos

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BAIXE O CD2 AQUI — DOWNLOAD CD2 HERE

Bach Alfabeto

Carlinus

Lamento: Obras da Família Bach com Magdalena Kožená

Lamento: Obras da Família Bach com Magdalena Kožená

4741942

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Lamento é um CD obrigatório para quem aprecia a música barroca. Trata-se de uma coleção de obras de minha família — de meu pai Johann Sebastian, de meu irmão Carl Philipp Emanuel (C.P.E.), e de parentes como Johann Christoph (aqui não podemos usar siglas, pois faríamos confusão com meu irmão Johann Christian), Johann Christoph Friedrich (J.C.F.) e até uma transcrição de uma cantata escrita pelo italiano Francesco Conti (1682-1732), feita por meu pai.

O mezzo soprano Magdalena Kožená (1973) é a própria perfeição e a Musica Antiqua de Colônia, conduzida por Reinhard Goebel, dispensa apresentações, creio. Esse é dos campeões. A orquestra fica TRANSLÚCIDA para receber a voz LÍMPIDA de Kožená. Baixe, compre, depois compre outros para dar de presente para os amigos de quem você gosta. Só a ária de abertura do CD já é uma obra belíssima, inesquecível, tocante. Vai lá e ouve, rapaz.

Lamento: Obras da Família Bach com Magdalena Kožená

1. Ach, Dass Ich Wassers G’nug Hatte
2.. Recitativo: Languet Anima Mea Amore Tuo
3.. Aria: O Vulnera, Vita Coelestis
4.. Recitativo: Amoris Tui Jaculo
5. Aria: Tu Lumen Mentis Es
6. Alleluja
7. Aria: Vergnugte Ruh, Beliebte Seelenlust
8.  Recitative: Die Welt, Das Sundenhaus
9. Aria: Wie Jammern Mich Doch Die Verkehrten Herzen
10. 4. Recitative: Wer Solte Sich Demnach
11. 5. Aria: Mir Ekelt Mehr Zu Leben
12. Bekennen Will Ich Seinen Namen
13. Selma
14. Saide, Komm, Mein Wunsch, Mein Lied!
15. Schon Ist Mein Madchen, Wie Die Traube
16. Du Quell, Der Sich Durch Goldsand Schlangelt
17. Mein Herz, Mein Herz Fleucht Ihr Entgegen

Faixa 1: Ach, daß ich Wassers genug hätte, vocal concerto
Composed by Johann Christoph Bach with Rachael Yates, Maren Ries,
Cologne Musica Antiqua, Magdalena Kožená, Stephan Schardt
Conducted by Reinhard Goebel

Faixas de 2 a 6: Languet anima mea, cantata for voice, 2 oboes & strings
Composed by Francesco Bartolomeo Conti with
Cologne Musica Antiqua, Magdalena Kožená
Conducted by Reinhard Goebel

Faixas de 7 a 11: Cantata No. 170, “Vergnügte Ruh, beliebte Seelenlust,” BWV 170 (BC A106)
Composed by Johann Sebastian Bach with
Cologne Musica Antiqua, Magdalena Kožená
Conducted by Reinhard Goebel

Faixa 12: Cantata No. 200, “Bekennen will ich seinen Namen” (fragment), BWV 200 (BC A192)
Composed by Johann Sebastian Bach with
Cologne Musica Antiqua, Magdalena Kožená, Stephan Schardt
Conducted by Reinhard Goebel

Faixa 13: Selma (I), secular cantata for voice, 2 flutes, strings & continuo, H. 739, Wq. 236 Sie liebt! Mich liebt die Auserwählte
Composed by Carl Philipp Emanuel Bach with
Cologne Musica Antiqua, Magdalena Kožená
Conducted by Reinhard Goebel

Faixas de 14 a 17: Die Amerikanerin, cantata for soprano & orchestra, HW18/3
Composed by Johann Christoph Friedrich Bach with
Cologne Musica Antiqua, Magdalena Kožená
Conducted by Reinhard Goebel

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Magdalena Kožená: coisa de louco
Magdalena Kožená: coisa de louco

PQP

Bach – Busoni – Lutz – Brahms: Chaconne

Bach – Busoni – Lutz – Brahms: Chaconne

IM-PER-DÍ-VEL !!!! 

REVALIDADO POR VASSILY EM 2/8/2015

Atendendo a pedidos, nosso Serviço de Atendimento ao Chororô (SAC) disponibiliza links fresquíssimos para um belo álbum repleto da magistral Chaconne da Partita em Ré menor do Grande Pai Bach, em transcrições para piano (aquela célebre de Busoni, uma contemporânea de Lutz e a de Brahms para mão esquerda) e no original para violino solo. É daquelas obras que, na iminência do final do mundo, a gente desejaria colocar numa cápsula espacial para que se salve deste vale de lágrimas – e que muitos de nós outros, melômanos, certamente gostaríamos de ter nos ouvidos ao dele nos despedirmos. Uma tremenda gravação, acompanhada de uma das melhores resenhas jamais feitas pelo patrão PQP.

Vassily

POSTAGEM ORIGINAL DE PQP BACH EM 10/5/2012

Numa noite fria do século XVIII, Bach escrevia a Chacona da Partita Nº 2 para violino solo. A música partia de sua imaginação (1) para o papel (2), alternando-se com o violino (3), no qual era testada. Anos depois, foi copiada (4) e publicada (5). Hoje, o violinista lê a Chacona (6) e de seus olhos passa o que está escrito ao violino (9) utilizando para isso seu controverso cérebro (7) e sua instável, ou não, técnica (8). Do violino, a música passa a um engenheiro de som (10) que a grava em um equipamento (11), para só então chegar ao ouvinte (12), que se desmilingúi àquilo.

Na variação entre todas essas passagens e comunicações, está a infindável diversidade das interpretações. Mas ainda faltam elos, como a qualidade do violino – e se seu som for divino ou de lata, e se ele for um instrumento original ou moderno? E o calibre do violinista? E seu senso de estilo e vivências? E o ouvinte? E… as verdadeiras intenções de Bach? Desejava ele que o pequeno violino tomasse as proporções gigantescas e polifônicas do órgão? Mesmo?

E depois tem gente que acha chata a música erudita…

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Este CD faz ainda pior. É um disco onde há três diferentes transcrições (13, 13 e 13) que foram para o papel (14), para o pianista, etc. As transcrições são muito boas.

E apenas uma certeza. Tudo muito bom, tudo muito bonito, mas a Chaconne foi mesmo escrita o VIOLINO. Quando Beyer entra, o sol aparece. É algo absurdamente luminoso, apesar de, ao que tudo indica, Bach tê-la escrito durante o luto pela morte de sua primeira esposa Maria Barbara e em honra a ela. 

Bach – Busoni – Lutz – Brahms: Chaconne

1. Chaconne After Bach’s Partita for Violin Solo No. 2 in D Minor, BWV 1004 (Transcribed for Piano By Busoni) 15:47

2. Chaconne After Bach’s Partita for Violin Solo No. 2 in D Minor, BWV 1004 (Transcribed for Piano By Lutz) 15:18

3. Chaconne After Bach’s Partita for Violin Solo No. 2 in D Minor, BWV 1004 (Transcribed for Piano By Brahms) 15:28

4. Partita for Violin Solo No. 2 in D Minor, BWV 1004: V. Chaconne 13:58

Edna Stern, piano
Amandine Beyer, violino

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Chaconne

PQP

J.S.Bach/F.Busoni: Ciaccona, B.Galuppi: Sonata No.5

cover-Michelangeli-Bach-Busoni-GaluppiJohann Sebastian Bach apagaria 333 velinhas dia 21 de março!

Quando Dante Michaelangelo Benvenuto Ferruccio Busoni nasceu, em 1866, perto de Florença, seu pai quis homenagear os grandes artistas toscanos dando ao filho esse nome longo e pomposo. E ao longo de toda a vida, Busoni nunca pensou pequeno. Considerado por muitos o sucessor de Liszt como compositor e pianista, foi um grande intérprete, entre outras, da Hammerklavier e da Diabelli de Beethoven, da Sonata de Liszt e das Variações Goldberg de Bach. Também compôs transcrições para piano de várias obras de Bach, atualizando-as para o gosto do romantismo do final do século XIX.

Hugo Leichtentritt, musicólogo alemão, era um de seus adoradores. Escreveu que “Busoni era um músico com uma elevação, uma força espiritual, uma completa ausência de materialismo. A impressionante clareza de sua polifonia, a elegância de seus ornamentos, a elasticidade e precisão de seus ritmos criam maravilhas sonoras nunca antes ouvidas.”

O crítico americano Harold Schoenberg, após a citação acima, questiona: Pode-se chamar isso de Bach? A erudição contemporânea diria que não. E mais uma vez, deve ser lembrado que pianistas da geração de Busoni refletiam as ideias de sua era, e não as do fim do século XX.

É verdade que o gosto atual considera a Chacona de Bach-Busoni exagerada. Mas  vamos lembrar que Bach transcreveu concertos de Vivaldi do violino para o órgão, entre outras transcrições que alteravam totalmente os originais. E também é provável que o ouvinte de daqui a cem anos perceba exageros nas interpretações de Bach que hoje achamos “corretas”. O mais importante é apreciar.

Estátua de Bach e seus belos cachos em sua cidade natal
Estátua de Bach e seus belos cachos em sua cidade natal

Baldassare Galuppi, nascido em 1706, foi maestro di cappella na Basílica de São Marco, em Veneza. Compôs cerca de cem óperas e ficou conhecido na sua época como o grande mestre da ópera cômica, influenciando Haydn e Mozart nesse gênero.

Michelangeli, sempre com suas sonoridades muito cuidadosamente executadas, recria aqui a arte pra violino de Bach sob o olhar de Busoni, a arte pra cravo de Galuppi com um som de piano que faz esquecer que o instrumento tem martelos – pra usar aqui uma expressão de Debussy, outro compositor com o qual o som de Michelangeli se encaixa perfeitamente.

Johann Sebastian Bach (1685–1750) / Ferruccio Busoni (1866–1924)
A1. Ciaccona from Partita No.2 BWV1004

Baldassare Galuppi (1706–1785)
Sonata No.5
B1. Andante
B2. Allegro
B3. Allegro assai

Arturo Benedetti Michelangeli, piano
Media: EP
Year: 1967
Label: Melodiya D-20427-8
Country of Origin: USSR

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Pleyel

Galuppi, também com cabelos cacheados seguindo a moda do século 18
Galuppi, também com cabelos cacheados seguindo a moda do século 18

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Sonatas for Violin & Harpsichord – Faust, Bezuidenhout

coverTemos aqui mais uma grande gravação da violinista alemã Isabelle Faust. Desta vez ela encara as maravilhosas sonatas para violino e cravo de Bach, muito bem acompanhada por Kristian Bezuidenhout. Trata-se de mais um CD matador do selo Harmonia Mundi, recém saído dos fornos da gravadora, daqueles que sabemos que vão arrematar prêmios mil.

Faust não é nenhuma novata na área. Já gravou obras de Bach diversas vezes, inclusive com o veterano Helmuth Rilling, gravações estas que fazem parte daquela imensa integral das obras de Johann Sebastian do selo Hanssler. Por se tratar de um lançamento, não localizei comentários no site da amazon, creio que os clientes ainda estão degustando o CD.

Frescor é o primeiro adjetivo que me vem a cabeça. Faust e Bezuidenhout dão uma arejada nestas obras, tornando-as mais frescas, soltas, não sei o porquê, mas lembram a primavera.

1 Sonata No. 1 in B Minor, BWV 1014: I. Adagio
2 Sonata No. 1 in B Minor, BWV 1014: II. Allegro
3 Sonata No. 1 in B Minor, BWV 1014: III. Andante
4 Sonata No. 1 in B Minor, BWV 1014: IV. Allegro
5 Sonata No. 2 in A Major, BWV 1015: I. [Largo]
6 Sonata No. 2 in A Major, BWV 1015: II. Allegro
7 Sonata No. 2 in A Major, BWV 1015: III. Andante un poco
8 Sonata No. 2 in A Major, BWV 1015: IV. Presto
9 Sonata No. 3 in E Major, BWV 1016: I. Adagio
10 Sonata No. 3 in E Major, BWV 1016: II. Allegro
11 Sonata No. 3 in E Major, BWV 1016: III. Adagio ma non tanto
12 Sonata No. 3 in E Major, BWV 1016: IV. Allegro

Disc 2
1 Sonata No. 4 in C Minor, BWV 1017: I. Largo
2 Sonata No. 4 in C Minor, BWV 1017: II. Allegro
3 Sonata No. 4 in C Minor, BWV 1017: III. Adagio
4 Sonata No. 4 in C Minor, BWV 1017: IV. Allegro
5 Sonata No. 5 in F Minor, BWV 1018: I. [Largo]
6 Sonata No. 5 in F Minor, BWV 1018: II. Allegro
7 Sonata No. 5 in F Minor, BWV 1018: III. Adagio
8 Sonata No. 5 in F Minor, BWV 1018: IV. Vivace
9 Sonata No. 6 in G Major, BWV 1019: I. Allegro
10 Sonata No. 6 in G Major, BWV 1019: II. Largo
11 Sonata No. 6 in G Major, BWV 1019: III. Allegro
12 Sonata No. 6 in G Major, BWV 1019: IV. Adagio
13 Sonata No. 6 in G Major, BWV 1019: V. Allegro

Isabelle Faust – Violin
Kristian Bezuidenhout – Harpsichord

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Isabelle Faust e Kristian Bezuindenhout em ação
Isabelle Faust e Kristian Bezuindenhout em ação

Fauré: Requiem / Bach: Partita, Chorales & Ciaccona

Fauré: Requiem / Bach: Partita, Chorales & Ciaccona

Gravado a partir de um concerto realizado em Londres do ano passado (2017), este disco entrelaça o Partita Nº 2 para Violino Solo de Bach com uma seleção de corais funerários de nosso Pai, seguido de uma performance do Réquiem de Fauré. A colocação da Partita e de sua Chaconne é inspirada pela teoria acadêmica atual de que esta peça seria um memorial escondido para sua falecida primeira esposa, Maria Barbara. A obra que representaria o luto de Bach. O coral e o solista, o spalla da LSO, Gordan Nikolitch, se reúnem na grande Chaconne, com um efeito desafiador e atraente. O experimento é fascinante. O Réquiem de Fauré, acompanhado sensivelmente pelo LSO Chamber Ensemble, é executado calorosamente, de forma uma só vez urgente e serena. Um disco excelente.

Johann Sebastian Bach (1685-1750)
1 Ach Herr, lass dein lieb Engelein (Part 2 No 40, Chorale of St John Passion, BWV245)[2’09]
2 Allemanda (Movement 1 of Partita No 2 in D minor, BWV1004)[3’29]
3 Corrente (Movement 2 of Partita No 2 in D minor, BWV1004)[2’10]
4 Christ lag in Todesbanden (Versus 1 of Christ lag in Todesbanden, BWV4)[1’19]
5 Sarabanda (Movement 3 of Partita No 2 in D minor, BWV1004)[3’32]
6 Den Tod niemand zwingen kunnt (Versus 2 of Christ lag in Todesbanden, BWV4)[1’22]
7 Giga (Movement 4 of Partita No 2 in D minor, BWV1004)[3’03]
8 Wenn ich einmal soll scheiden (No 62, Chorale of St Matthew Passion, BWV244) [1’23]
Tenebrae, Nigel Short (conductor)
9 Ciaccona (Movement 5 of Partita No 2 in D minor, BWV1004)[13’08]

Gordan Nikolitch (violin)
Tenebrae, Nigel Short (conductor)

Gabriel Fauré (1845-1924)
Requiem Op 48 [36’40]
10 Introït et Kyrie Requiem aeternam dona eis, Domine [6’35]
11 Offertoire O Domine Jesu Christe [8’15]
William Gaunt (bass)
12 Sanctus [3’33]
13 Pie Jesu [3’32]
Grace Davidson (soprano)
14 Agnus Dei [6’17]
15 Libera me [4’53]
William Gaunt (bass)
16 In paradisum [3’35]

Tenebrae
London Symphony Orchestra Chamber Ensemble
Nigel Short (conductor)

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Esse é o bigodón Gabriel Fauré
Esse é o bigodón Gabriel Fauré

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Harpsichords Concertos – Rousset, Hogwood, AAM

LINK ATUALIZADO. POSTAGEM ORIGINAL DE 2018.  (2022)

Elogiar as gravações de Christopher Hogwood é chover no molhado. Sua dedicação à música barroca é exemplar, além de ter sido um excelente regente e cravista, também era um musicólogo altamente reconhecido dentro da academia. Infelizmente faleceu antes do tempo, mas a vida tem destas coisas.
Dentre as dezenas de gravações que realizou, esta dos Concertos para Teclado de Bach estão entre as minhas favoritas. O cravista e regente Christophe Rousset é o grande nome de sua geração, e segue os passos de Hogwood enquanto divulgador da música barroca, sendo um dos principais regentes e cravistas da atualidade.
Posso estar empolgado demais, mas com certeza estes CDs trazem a melhor gravação já realizada destas obras, com todo o respeito às dezenas de outras gravações existentes no mercado.
Em outras palavras, facilmente classificável com o selo de ‘IM-PER-DÍ-VEL’ do PQPBach. Para se ouvir à exaustão sem perigo.

CD 1

01. Harpsichord Concerto in D minor, BWV 1052 I. Allegro
02. Harpsichord Concerto in D minor, BWV 1052 II. Adagio
03. Harpsichord Concerto in D minor, BWV 1052 III. Allegro
04. Harpsichord Concerto in D major, BWV 1054 I. (Without tempo indication)
05. Harpsichord Concerto in D major, BWV 1054 II. Adagio e piano sempre
06. Harpsichord Concerto in D major, BWV 1054 III. Allegro
07. Harpsichord Concerto in F minor, BWV 1056 I. (Without tempo indication)
08. Harpsichord Concerto in F minor, BWV 1056 II. Largo
09. Harpsichord Concerto in F minor, BWV 1056 III. Presto

CD 2

01. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 2 in E major, BWV 1053 1. Allegro
02. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 2 in E major, BWV 1053 2. Siciliano
03. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 2 in E major, BWV 1053 3. Allegro
04. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 4 in A major, BWV 1055 1. Allegro
05. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 4 in A major, BWV 1055 2. Largheto Siciliano
06. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 4 in A major, BWV 1055 3. Allegro ma no troppo
10. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 7 in G minor, BWV 1058 1. Allegro
11. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 7 in G minor, BWV 1058 2. Andante
12. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 7 in G minor, BWV 1058 3. Allegro assai

CD 3

01. Concerto for 3 harpsicords strings and continuo No.2 in C BWV 1064 Allegro
02. Concerto for 3 harpsicords strings and continuo No.2 in C BWV 1064 Andante
03. Concerto for 3 harpsicords strings and continuo No.2 in C BWV 1064 Allegro
04. Concerto for 3 harpsicords strings and continuo No.2 in C BWV 1064 (Allegro)
05. Concerto for 3 harpsicords strings and continuo No.2 in C BWV 1064 Adagio
06. Concerto for 3 harpsicords strings and continuo No.2 in C BWV 1064 Allegro
07. Concerto for 3 harpsicords strings and continuo No.1 in D minor BWV 1063 (Allegro)
08. Concerto for 3 harpsicords strings and continuo No.1 in D minor BWV 1063 Alla
09. Concerto for 3 harpsicords strings and continuo No.1 in D minor BWV 1063 Allegro
10. Concerto for 4 harpsicords strings and continuo in A minor BWV 1065 (Allegro)
11. Concerto for 4 harpsicords strings and continuo in A minor BWV 1065 Largo
12. Concerto for 4 harpsicords strings and continuo in A minor BWV 1065 Allegro

CD3: Harpsichord [1st], Soloist – Colin Tilney
CD1-2: Harpsichord; CD3: Harpsichord [2nd], Soloist – Christophe Rousset
CD3: Harpsichord [3rd], Soloist – Davitt Moroney
CD3: Harpsichord [4th], Soloist – Christopher Hogwood
Academy of an Ancient Music
Christopher Hogwood – Conductor

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Magnificat, BWV 243, George Friedrich Haendel – Dixit Dominus HWV 232 – Vox Lumini

Alpha370Estas duas obras presentes neste CD que ora vos trago são dois pilares da música ocidental do Século XVIII, compostas por dois dos maiores gênios a história da criação humana. E tenho dito. Pilares da música sacra, completando.

Mesmo nascendo no mesmo ano e na mesma região da Alemanha, seguiram caminhos bem diferentes, sofreram diferentes influências da música que era composta em outros países da Europa. Sugiro aos senhores a leitura do texto incluso no ótimo booklet que acompanha o CD. Bem explicativo, discute as semelhanças e diferenças entre as obras, fundamentais no repertório da música ocidental.

O padrão de qualidade do selo Alpha continua altíssimo nesta gravação do excelente conjunto Vox Lumini.

Ótima trilha sonora para este domingo chuvoso.

1 Magnificat in D Major, BWV 243: I. Magnificat anima mea
2 Magnificat in D Major, BWV 243: II. Et exultavit
3 Magnificat in D Major, BWV 243: III. Quia respexit
4 Magnificat in D Major, BWV 243: IV. Omnes generationes
5 Magnificat in D Major, BWV 243: V. Quia fecit mihi magna
6 Magnificat in D Major, BWV 243: VI. Et misericordia
7 Magnificat in D Major, BWV 243: VII. Fecit potentiam
8 Magnificat In D Major, Bwv 243: VIII. Deposuit Potentes
9 Magnificat in D Major, BWV 243: IX. Esurientes
10 Magnificat in D Major, BWV 243: X. Suscepit Israel
11 Magnificat in D Major, BWV 243: XI. Sicut locutus est
12 Magnificat in D Major, BWV 243: XII. Gloria Patri
13 Dixit Dominus, HWV 232: I. Dixit Dominus Domino meo
14 Dixit Dominus, HWV 232: II. Virgam virtutis tuae
15 Dixit Dominus, HWV 232: III. Tecum principium
16 Dixit Dominus, HWV 232: IV. Juravit Dominus
17 Dixit Dominus, HWV 232: V. Tu es sacerdos
18 Dixit Dominus, HWV 232: VI. Dominus a dextris tuis
19 Dixit Dominus, HWV 232: VII. Judicabit in nationibus
20 Dixit Dominus, Hwv 232: VIII. Conquassabit Capita
21 Dixit Dominus, HWV 232: IX. De torrente in via bibet
22 Dixit Dominus, HWV 232: X. Gloria Patri et Filio, et Spiritui Sancto

ZSUZSI TÓTH [3, 10],
STEFANIE TRUE [2],
CAROLINE WEYNANTS [10]
VICTORIA CASSANO SOPRANOS
JAN KULLMANN [6]
DANIEL ELGERSMA [9, 10]
ALTOS ROBERT BUCKLAND [8],
PHILIPPE FROELIGER [6]
TENORS SEBASTIAN MYRUS [5], LIONEL MEUNIER BASSES
VOX LUMINI
LIONEL MEUNIER

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J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Apesar da capa horrível, um baita de um disco. Trevor Pinnock, depois de velho não ia dar mancada, né? O engenheiro de som colocou seus microfones de forma destacar o som da viola da gamba, mas isto não chega a estragar a beleza do conjunto. Hoje há certo consenso de que essas sonatas foram escritas em Leipzig em algum momento no final da década de 1730 e no início dos anos 1740 e não em Cöthen, como se pensava antes. É um repertório maravilhoso a cargo de dois grandes artistas, um bem jovem — a gravação é de 2006 — e outro madurão. São obras intensamente expressivas, íntimas e tecnicamente exigentes, elas têm a textura usual das sonatas instrumentais de Bach.

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo

Sonata In G Minor, BWV 1029 (14:29)
1-1 I Vivace 5:15
1-2 II Adagio 5:37
1-3 III Allegro 3:37
Sonata In G Major, BWV 1027 (13:02)
1-4 I Adagio 3:47
1-5 II Allegro Ma Non Tanto 3:31
1-6 III Andante 2:42
1-7 IV Allegro Moderato 3:02
Sonata In D Major, BWV 1028 (13:35)
1-8 I Adagio 1:52
1-9 II Allegro 3:40
1-10 III Andante 4:08
1-11 IV Allegro 3:55
Sonata In G Minor, BWV 1030b (17:56)
1-12 I [Andante] 4:11
1-13 II Siciliano 2:53
1-14 III Presto 4:51

Jonathan Manson, viola da gamba
Trevor Pinnock, cravo

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O gambista Jonathan Manson em primeiro plano e Pinnock lá atrás, apenas rindo.
O gambista Jonathan Manson em primeiro plano e Pinnock lá atrás, apenas rindo.

PQP

Guia de Gravações Comparadas P.Q.P. – J.S.Bach: 4 Orchestral Suites BWV1066-1069

As 4 Suítes (ou Aberturas) para orquestra de Bach são suas únicas obras escritas exclusivamente para conjunto orquestral, sendo todas as demais obras sacras, concertantes, sonatas e árias de câmara ou para instrumentos solo (cravo, órgão, lute, violino e cello). A origem do gênero é obscura, o Guia da Música Sinfônica aponta Johann Jakob Froberger (1616-1667) como seu criador, ao passo que Gudrun Becker cita Agostino Steffani (1654-1728) como sendo o primeiro a compilar trechos de danças de suas óperas em uma “Suíte”, fazendo-as preceder de uma “Overture”, que acabou consagrando o nome.

O fato é que a “Overture” se tornou extremamente apreciada, provavelmente por ter sido um dos primeiros gêneros a combinar danças folclóricas populares com o gosto erudito das cortes e da aristocracia, e logo surgiram inúmeras composições deste gênero por toda a Europa. Telemann gabava-se de ter escrito 200 delas, e Mattheson (rival de Haendel) escreveu longamente sobre ela em seu livro “Nova Orquestra”.

Johann Sebastian Bach, por sua vez, não quis ficar de fora e também presenteou o mundo com exemplos do gênero. Bach, sendo Bach, evocou suas características mais elementares: primou pela qualidade e não pela quantidade, e fez de suas únicas 4 Aberturas as mais famosas Suítes orquestrais barrocas da história da música ocidental.

A composição delas também é algo obscura: não foram escritas juntas, havendo indícios de que a primeira e a última datam da época de Köthen, ao passo que as intermediárias datam da época de Leipzig. Mas são dados controversos, e que os autores também não chegam a uma conclusão. Há quem a acredite, por análise da partitura autógrafa (sem datação), que todas foram escritas em intervalos de tempo grandes, mas já em Leipzig. De qualquer forma, o consenso é que elas não formam um conjunto fechado, pois foram escritas para ocasiões diversas (como comprovam as diferenças na instrumentação e nas danças), e Bach já estava bastante ocupado para ficar pensando em ciclos de obras. Mesmo assim, a unidade estilística de todas é marcante, como não poderia deixar de ser neste caso.

As aberturas seguem o padrão francês lento-rápido-lento, sendo, a nível de Bach, o andamento rápido sempre uma fuga. Elas são seguidas de uma série de danças, tradicionalmente partes formais da suíte que Bach também usou em diversas outras obras, como as Suites Francesas, Inglesas e as Suites para Cello.

Aqui apresento 4 gravações que considero fundamentais para a apreciação desta obra:

1.Karl Richter, Münchener Bach-Orchester DG (ARCHIV) 1960-62

bach orch suites richter

Essa é a versão mais clássica das Suítes: foram gravadas no início da década de 60, numa época em que as versões “autênticas” não estavam em moda, e Richter clamava para si o monopólio da interpretação “correta” de Bach. Com isso, ele se tornou uma espécie de Karajan para Bach: suas leituras são lineares, ao ponto de se tornarem insípidas, quase assépticas, mas também bastante convincentes pela limpidez dos contornos. Neste caso, entretanto, as Suítes soam como uma obra clássica. Os contrastes entre a introdução lenta e a fuga rápida das aberturas não chega a comover, aliás, quase não se nota diferença. Igualmente se pode dizer das dinâmicas, em que ele explora muito pouco o chiaroscuro barroco, e ficam com certa aparência mais clássica que barroca. A Ária da Suite 3 pelas mãos de Richter fica quase romântica. Entretanto, é uma leitura vigorosa e com a potência sonora de uma orquestra aumentada, típica das adaptações feitas nos anos 60. Se quiserem uma leitura sem surpresas, bem-comportada, estilo genérico de um fast-food, fiquem com esta.

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2.Karl Münchinger, Stuttgart Kammerorchester, DECCA 1985

bach_overtures_munchinger

Karl Münchinger é um maestro enigmático: especialista também em música barroca, principalmente em Bach, insiste em leituras híbridas que mesclam, de certa forma, um barroquismo que se diz “autêntico” (instrumentação, andamentos), mas por outro lado abusa do classicismo, ao estilo de Richter, nas dinâmicas, por exemplo. Suas leituras são também “corretas” no mesmo sentido de “assépticas”, optando sempre por uma média confortável que não chega a chocar o ouvinte, mas também não empolga. É uma leitura correta e até menos afetada que a de Richter, mas ele não faz os ritornellos das aberturas, diminuindo assim o tempo e fazendo caber tudo num único CD. Inclusive há quem ache chato o excesso de repetições dos andamentos lentos e prefere esta versão. Eu não. Apesar de tudo isso, gosto dela genericamente.

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3.Frans Brüggen, Orchestra of the Age of Enlightenment, PHILIPS 1994

bach_4_orchestral_suites_bruggen_coverBrüggen faz a interpretação autêntica mais exagerada que conheço, quase datada a Carbono-14. As dinâmicas barrocas ficam extremamente evidenciadas e a instrumentação é quase uma viagem ao tempo de Bach. Os contornos melódicos se mesclam com os timbres de forma quase orgânica, e os ritmos parecem germinar espontaneamente sabe-se lá de onde. Se você quiser uma versão chocante, diferente de tudo o que já ouviu, fique com esta. Nunca imaginei um barroco tão barroco, e nem sei se era mesmo assim. Mas é uma leitura extraordinária, vívida e de sonoridade vigorosa, que se contrapõe diretamente às leituras clássicas de Richter e Münchinger. Coisa fina.

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4.Trevor Pinnock, The English Concert, DG (ARCHIV) 1979-80

front coverEntre o ultra-romantismo de Richter e o mega barroco de Brüggen, Pinnock se revela de um equilíbrio estupendo. Não é um barroco autêntico exagerado, mas também não é uma leitura clássica. É a versão que considero mais equilibrada, e a mais convincente do ponto de vista estilístico. Seu conjunto The English Concert é um dos melhores grupos instrumentais de época do mundo, tendo gravado uma enorme quantidade de títulos barrocos com um apuro técnico e estético altamente elaborados. A versão dele para os Concertos de Brandenburgo é uma das mais precisas e bem gravadas da história da música. As suítes não ficam para trás. Poderão estranhar, se ouvirem primeiro a versão de Richter ou Münchinger, os andamentos mais rápidos das introduções das Aberturas. Mas é aí que ele mostra a que veio, contrapondo o tom solene à animação irresistível das fugas no desenvolvimento, revelando um barroco talvez até mais autêntico que o de Brüggen. Para todos os efeitos, esta é a escolha do Chucruten.

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CHUCRUTEN

Bach, Ysaÿe, Bartók: Partita Nº 2 e Sonatas para Violino Solo

Bach, Ysaÿe, Bartók: Partita Nº 2 e Sonatas para Violino Solo

Um bom disco. Este foi o primeiro de Baiba Skride. É de 2004. O folheto proclama que essas três obras seriam “manifestos solo”, não só para Skride mostrar suas credenciais ao mundo, mas também para os próprios compositores. Mais ou menos, né? Na verdade, há uma conexão que liga as três obras, sendo Bach o suporte tanto para Ysaÿe quanto Bartók. Baiba gravou este CD quando tinha apenas 23 anos. Suas abordagens são ótimas, mas ainda ficam longe de Beyer e Podger. Sobra técnica, falta emoção, tanto no Bach quanto no Ysaÿe. Ela não chega ao coração, fica só rondando. Maturidade vem com o tempo, né? Ela vai melhor no Bartók, talvez mais próximo da origem eslava (Riga, Letônia) da violinista. Por exemplo, Skride toca a Sonata de Bartók melhor do que David Grimal, postado ontem. Mas perde fácil para Frang. Confiram! Baiba toca um Stradivarius “Wilhelmj” de 1725.

Bach, Ysaÿe, Bartók: Partita Nº 2 e Sonatas para Violino Solo

Johann Sebastian Bach
1. Allemanda – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (5:15)
2. Corrente – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (2:47)
3. Sarabanda – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (4:21)
4. Giga – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (4:07)
5. Ciaconna – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (16:30)

Eugène Ysaÿe
6. Grave – Sonata No. 1 In G minor For Violin Solo, Op. 27\1 (5:39)
7. Fugato – Sonata No. 1 In G minor For Violin Solo, Op. 27\1 (4:37)
8. Allegretto poco scherzoso – Sonata No. 1 In G minor For Violin Solo, Op. 27\1 (4:29)
9. Finale con brio – Sonata No. 1 In G minor For Violin Solo, Op. 27\1 (2:36)

Béla Bartók
10. Tempo di ciaconna – Sonata For Violin Solo (1944) (10:05)
11. Fuga – Sonata For Violin Solo (1944) (4:49)
12. Melodia – Sonata For Violin Solo (1944) (7:30)
13. Presto – Sonata For Violin Solo (1944) (5:12)

Baiba Skride, violino

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Baiba Skride
Baiba Skride

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – BWV or Not? – Amandine Beyer & Gli Incogniti

coverMais um baita CD da violinista Amandine Beyer e seu excelente conjunto Gli Incogniti. As obras que ela interpreta aqui podem ou não terem sido compostas por Bach, como o produtor Olivier Fourés explica no booklet, ou até mesmo no hilário título do CD, “BWV or Not?”.
Bach plagiador ou ladrão da obra alheia? Não era bem assim que as coisas eram tratadas naquela época. A usurpação era algo corriqueiro:
“De Mozart aos Swingle Singers, Johann Sebastian Bach é o compositor cuja obra tem sido mais freqüentemente transcrita, parafraseada, arranjada e dissecada em homenagens musicais incontáveis. Curiosamente, durante a sua vida (que foi bem antes desse frenesi universal começar), o próprio Bach gostava de roubar temas, idéias, efeitos estilísticos, formas e composições inteiras de seus colegas europeus.”
Ou seja, ninguém era santo. Independente do fato das obras serem ou não de nosso maior compositor, o CD de Beyer é um primor de execução. Vale cada minuto de sua audição. Lembremo-nos que estamos ouvindo uma das principais intérpretes do barroco da atualidade. É gente que estuda, vive e respira barroco vinte e quatro horas por dia.
Então vamos ao que viemos?

1 Violin Sonata in C Minor, BWV 1024: I. Adagio
2 Violin Sonata in C Minor, BWV 1024: II. Presto
3 Violin Sonata in C Minor, BWV 1024: III. Affettuoso
4 Violin Sonata in C Minor, BWV 1024: IV. Vivace
5 Flute Sonata in G Major, BWV 1038: I. Largo
6 Flute Sonata in G Major, BWV 1038: II. Vivace
7 Flute Sonata in G Major, BWV 1038: III. Adagio
8 Flute Sonata in G Major, BWV 1038: IV. Presto
9 Violin Sonata in D Minor, BWV 1036: I. Adagio
10 Violin Sonata in D Minor, BWV 1036: II. Allegro
11 Violin Sonata in D Minor, BWV 1036: III. Largo
12 Violin Sonata in D Minor, BWV 1036: IV. Vivace
13 Trio Sonata in C Major, DürG 13: I. Adagio
14 Trio Sonata in C Major, DürG 13: II. Alla breve
15 Trio Sonata in C Major, DürG 13: III. Largo
16 Trio Sonata in C Major, DürG 13: IV. Gigue. Presto
17 Fugue in G Minor, BWV 1026: Allegro
18 The Musical Offering, BWV 1079, Sonata sopr’ il Soggetto Reale: I. Largo
19 The Musical Offering, BWV 1079, Sonata sopr’ il Soggetto Reale: II. Allegro
20 The Musical Offering, BWV 1079, Sonata sopr’ il Soggetto Reale: III. Andante
21 The Musical Offering, BWV 1079, Sonata sopr’ il Soggetto Reale: IV. Allegro
22 Suite in A Major, BWV 1025: I. Fantasia
23 Suite in A Major, BWV 1025: II. Courante (Bonus Track)
24 Suite in A Major, BWV 1025: III. Entrée (Bonus Track)
25 Suite in A Major, BWV 1025: IV. Rondeau
26 Suite in A Major, BWV 1025: V. Sarabande (Bonus Track)
27 Suite in A Major, BWV 1025: VI. Menuett (Bonus Track)
28 Suite in A Major, BWV 1025: VII. Allegro (Bonus Track)

Gli Incogniti
Amandine Beyer – Violin
Alba Roca – Violin
Manuel Granatiero – Transverse Flute
Baldomero Barciela – Viola da Gamba
Francesco Romano – Baroque Flute
Anna Fontana – Harpsichord

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Momento descontração da galera do Gli Incogniti
Momento descontração da galera do Gli Incogniti

J.S. Bach (1685-1750): Suites para Violoncelo Solo

J.S. Bach (1685-1750): Suites para Violoncelo Solo

O violoncelista suíço Thomas Demenga retorna às Suítes Solo de Bach. “Para mim, Bach é o maior gênio musical que já viveu. Sua música é pura, sublime. Possui algo divino e cada músico tem uma vida para descobrir novas maneiras de interpretá-la”. Demenga gravou anteriormente as suítes de cello para ECM entre 1986 e 2002, justapondo-as com a participação em álbuns que são marcos na história inicial da ECM New Series. Este novo CD duplo, no entanto, é dedicado inteiramente a Bach e às 6 Suítes para Violoncelo Solo. Sua gravação é muito boa, sem chegar ao nível de um Cocset, de GastinelQueyras ou Bylsma. Esta nova gravação foi realizada no Hans Huber Saal em Basel.

J.S. Bach (1685-1750): Suites para Violoncelo Solo

1. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: I. Prélude (02:17)
2. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: II. Allemande (04:06)
3. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: III. Courante (02:23)
4. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: IV. Sarabande (02:26)
5. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: V. Menuet 1 – VI. Menuet 2 (03:18)
6. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: VII. Gigue (01:38)

7. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: I. Prélude (03:55)
8. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: II. Allemande (03:42)
9. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: III. Courante (01:58)
10. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: IV. Sarabande (03:49)
11. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: V. Menuet 1 – VI. Menuet 2 (03:00)
12. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008: VII. Gigue (02:44)

13. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: I. Prélude (03:07)
14. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: II. Allemande (03:48)
15. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: III. Courante (02:55)
16. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: IV. Sarabande (03:29)
17. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: V. Bourrée 1 – VI. Bourrée 2 (03:35)
18. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009: VII. Gigue (03:13)

19. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: I. Prélude (03:50)
20. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: II. Allemande (04:10)
21. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: III. Courante (03:17)
22. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: IV. Sarabande (03:07)
23. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: V. Bourrée 1 – VI. Bourrée 2 (04:25)
24. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010: VII. Gigue (02:58)

25. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: I. Prélude (05:37)
26. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: II. Allemande (04:39)
27. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: III. Courante (02:11)
28. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: IV. Sarabande (03:13)
29. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: V. Gavotte 1 – VI. Gavotte 2 (04:45)
30. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011: VII. Gigue (02:32)

31. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: I. Prélude (04:34)
32. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: II. Allemande (08:12)
33. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: III. Courante (03:31)
34. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: IV. Sarabande (04:52)
35. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: V. Gavotte 1 – VI. Gavotte 2 (03:09)
36. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012: VII. Gigue (04:14)

Thomas Demenga, violoncelo

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Thomas Demenga: uma bonita gravação que chegou quase ao Olimpo.
Thomas Demenga: uma bonita gravação que chegou quase ao Olimpo.

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