Anna Prohaska, Lautten Compagney & Wolfgang Katschner – Bach: Redemption (2020)

Anna Prohaska
Lautten Compagney
Wolfgang Katschner

 

Bach: Redemption

2020

 

Anna Prohaska perguntou a Wolfgang Katschner e a Lautten Compagney, no início da crise do coronavírus, se eles não deveriam organizar espontaneamente uma reunião musical nesse período. Agora, isso resultou na # ERLÖSUNG / REDEMPTION, uma sequência de músicas selecionadas exclusivamente das cantatas de Bach, compiladas de acordo com a associação conceitual acima mencionada. Vemos o lema ERLÖSUNG / REDEMPTION como tendo múltiplos significados, por exemplo: a música pode nos dar consolo em tempos de doença e crise; pode abrir espaços emocionais e contemplativos para nós; é redentora para nós, como músicos, sermos os “instrumentos” para gerar música e, portanto, espiritualidade …

Além de Anna, como solista e três outros cantores, formamos um grupo maior de músicos – cerca de vinte instrumentistas – que representam a compaixão e as Lautten Compagney que acompanham as árias que Anna canta, iniciando também uma declaração ou um tipo de sinal vivo de um coletivo como o conjunto normalmente representa. (ex-internet)

Poucas vezes encontrei um CD tão expressivo, vivo, forte e vibrante como este! Se Bach tivesse tido a oportunidade de ouvi-lo, ficaria com tesão suficiente para imediatamente gerar seu vigésimo terceiro filho!

Bach: Redemption

1. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Mache dich, mein Geist, bereit, BWV 115: IV. Air “Bete aber auch dabei”

2. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Es ist nichts gesundes an meinem Leibe, BWV 25: I. Chorus “Es ist nichts gesundes an meinem Leibe”

3. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Ach Herr, mich armen Sünder, BWV 135: VI. Chorale “Ehr sei ins Himmels Throne”

4. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Selig ist der Mann, BWV 57: VII. Air “Ich ende behende mein irdisches Leben”

5. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Was mir behagt, ist nur die muntre Jagd, BWV 208: IX. “Schafe können sicher weiden”

6. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Sie werden euch in den Bann tun, BWV 44: VI. Air “Es ist und bleibt der Christen Trost”

7. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Herr, gehe nicht ins Gericht mit deinem Knecht, BWV 105: III. Air “Wie zittern und wanken”

8. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Nach dir, Herr, verlanget mich, BWV 150: I. Sinfonia

9. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Nach dir, Herr, verlanget mich, BWV 150: II. Chorus “Nach dir, Herr, verlanget mich”

10. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Wenn mein Stündlein vorhanden ist, BWV 430: I. Chorale

11. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Der Himmel lacht! Die Erde jubilieret, BWV 31: VIII. Air “Letzte Stunde, brich herein”

12. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Wenn mein Stündlein vorhanden ist, BWV 430: II. Chorale

13. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Siehe zu, daß deine Gottesfurcht nicht Heuchelei sei, BWV 179: V. Air “Liebster Gott, erbarme dich”

14. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Nach dir, Herr, verlanget mich, BWV 150: IV. Chorus “Leite mich in deiner Wahrheit”

15. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Ich habe genug, BWV 82a: I. Air “Ich habe genug”

16. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Ich habe genug, BWV 82a: V. Air “Ich freue mich auf meinen Tod”

17. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Herr, gehe nicht ins Gericht mit deinem Knecht, BWV 105: VI. Chorale “Jesu, der du meine Seele”

18. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Herr Jesu Christ, wahr’ Mensch und Gott, BWV 127: III. Air “Die Seele ruht in Jesu Händen”

19. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Weichet nur, betrübte Schatten, BWV 202: I. Air “Weichet nur betrübte Schatten”

20. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Nach dir, Herr, verlanget mich, BWV 150: VII. Chorus “Meine Tage in dem Leide”

21. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Mache dich, mein Geist, bereit, BWV 115: IV. Air “Bete aber auch dabei” (Lounge Version) (Bonus Track)


Para degustar: 1. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Mache dich, mein Geist, bereit, BWV 115: IV. Air “Bete aber auch dabei”

e agora, a mesma ária, versão lounge, jazz- 21. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Mache dich, mein Geist, bereit, BWV 115: IV. Air “Bete aber auch dabei” (Lounge Version) (Bonus Track) (espere até a Anna Prohaska entrar)

 

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Boa audição!

 

 

 

 

Avicenna

 

 

 

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Violino (Renaud Capuçon & David Fray)

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Violino (Renaud Capuçon & David Fray)

Bach

 Sonatas para Violino

Renaud Capuçon, violino

David Fray, piano

 

As sonatas para cravo e violino de Bach são peças espetaculares – inovadoras quando foram compostas – no sentido de elevarem o papel do cravo a mais do que um mero acompanhante do instrumento melódico. Ambos instrumentos passaram a desempenhar papel de igual importância na apresentação da música.

Renaud Capuçon

Este disco é ‘recheado’, mas não temos uma ‘integral’ das sonatas. Mas nada de ficar olhando para a metade vazia do copo, pois o que temos aqui abunda em maravilhas.

O disco começa com a Sonata No. 5 que inicia com um movimento sem indicação de tempo, mas é um Largo. Segue depois as Sonatas Nos. 3 e 4, fechando com a Sexta Sonata, com seus cinco movimentos, que inclui um solo para o instrumento de teclado.

Resgatamos a foto que Fray enviou à Rede Globo para o teste de ator de telenovela…

Uso esta terminologia pois temos mais um diferencial neste lindo disco – os instrumentos usados são modernos, o instrumento de tecla aqui é um piano.

Mas calma, contenha seus ímpetos puristas, os intérpretes tocam com inigualável beleza. O violino de Capuçon é ágil, articulado, sem enormidade, mas com toda a energia necessária.

David Fray é ótimo pianista e bastante conhecido por suas interpretações de música de Bach. Além disso, esses excelentes solistas funcionam aqui como um time, reagindo de maneira espetacular cada um ao talento do outro. Fica então o convite para passar uma hora e tanto desfrutando da música de Bach apresentada com talento por estes ótimos intérpretes.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Sonatas para Piano e Violino

Sonata No. 5 em fá menor, BWV 1018

  1. [Largo]
  2. Allegro
  3. Adagio
  4. Vivace

Sonata No. 3 em mi maior, BWV 1016

  1. Adagio
  2. Allegro
  3. Adagio ma non tanto
  4. Allegro

Sonata No. 4 em dó menor, BWV 1017

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro
  4. Allegro

Sonata No. 6 em sol maior, BWV 1019

  1. Allegro
  2. Largo
  3. Allegro
  4. Adagio
  5. Allegro

Renaud Capuçon, violino

David Fray, piano

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Em nosso momento ‘The book is on the table’, veja o que a Gramophone disse do álbum:

Fray is the star of this album. Duo partner Renaud Capuçon’s sound is velvety, sometimes tender. But, on the whole, it is overly charged with electricity… — Gramophone Magazine, June 2019 

Aproveite!

René Denon

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Marcin Świątkiewicz)

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Marcin Świątkiewicz)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma gravação de tranquila liberdade — inclusive para improvisar –, esta realizada pelo excelente polonês Marcin Świątkiewicz. Marcin é realmente muito bom! Faz décadas que coleciono Goldbergs. Tenho muitas gravações desta obra, muitas mesmo. Esse ritual — que começou no século XX — resultou em dezenas de interpretações realizadas em vários instrumentos e gravadas em vários selos. Quem é fiel a Bach coleciona gravações desta obra-prima. Há lendas sobre noites sem dormir, sobre a contagem de carneirinhos e sobre a genialidade de um adolescente de Gdansk. Os ortodoxos passam várias horas noturnas buscando o argumento final para o melhor registro desde aquele que veio do Canadá. E já há superiores, há sim.

Quando as variações “Goldberg” foram publicadas em 1741 como livro IV do Clavier-Übung, era simplesmente “uma ária com variações diferentes para cravo com dois manuais”. O virtuoso do teclado e compositor Johann Gottlieb Goldberg (1727-1756) teve seu nome associado à obra em 1802, quando Johann Nikolaus Forkel publicou sua criativa biografia inovadora de Bach.

Segundo Forkel (as traduções variam), “o conde Keyserlingk, ex-embaixador russo na Saxônia, costumava visitar Leipzig. Entre seus servos, havia um jovem talentoso, Johann Gottlieb Goldberg — um cravista que era aluno de Wilhelm Friedemann Bach e mais tarde do próprio Johann Sebastian Bach. O conde sofria de insônia e Goldberg, que também morava lá, teve que ficar no quarto ao lado para aliviar o sofrimento de seu mestre com a música. Tocando cravo. Certa vez, o conde pediu a Bach para compor algumas peças de teclado para Goldberg, alguns pedaços de suavidade e alegria que acalmariam suas noites sem dormir. Bach decidiu escrever um conjunto de variações, uma forma que antes não o interessava muito. No entanto, em suas mãos… O conde ficou muito satisfeito com isso, ele as chamou de ‘minhas variações’. Ele costumava dizer: “Meu querido Goldberg, toque uma das minhas variações’. Bach provavelmente nunca foi tão generosamente recompensado por sua música. O conde deu a ele um cálice de ouro com cem luíses de ouro!

É difícil acreditar que Bach teria publicado um trabalho encomendado sem nenhuma dedicação a Keyserlingk ou a Goldberg, o que torna a história duvidosa, juntamente com o fato de Goldberg ter apenas 14 anos na época. Goldberg, no entanto, era um prodígio de renome, e há ligações entre Bach e Keyserlingk. Bach pode ter dado a Keyserlingk uma cópia da edição impressa e recebido uma recompensa por isso. A ária que é objeto das variações é uma criação original, um sarabanda elegantemente serena que contém tudo o que Bach precisa para um vasto universo de variações. E o que ele faz é espantoso.

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Marcin Świątkiewicz)

1. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Aria
2. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 1. a 1 Clav.
3. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 2. a 1 Clav.
4. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 3. Canone all’Unisono. a 1 Clav.
5. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 4. a 1 Clav.
6. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 5. a 1 o vero 2 Clav.
7. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 6. Canone alla Seconda. a 1 Clav.
8. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 7. a 1 o vero 2 Clav. al tempo di Giga
9. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 8. a 2 Clav.
10. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 9. Canone alla Terza. a 1 Clav.
11. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 10. Fughetta. a 1 Clav.
12. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 11. a 2 Clav.
13. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 12. a 1 Clav. Canone alla Quarta in moto contrario
14. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 13. a 2 Clav.
15. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 14. a 2 Clav.
16. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 15. Canone alla Quinta. a 1 Clav. Andante
17. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 16. Ouverture. a 1 Clav.
18. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 17. a 2 Clav.
19. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 18. Canone alla Sesta. a 1 Clav.
20. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 19. a 1 Clav.
21. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 20. a 2 Clav.
22. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 21. Canone alla Settima
23. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 22. a 1 Clav. alla breve
24. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 23. a 2 Clav.
25. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 24. Canone all’Ottava. a 1 Clav.
26. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 25. a 2 Clav. Adagio
27. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 26. a 2 Clav.
28. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 27. Canone alla Nona. a 2 Clav.
29. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 28. a 2 Clav.
30. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 29. a 1 o vero 2 Clav.
31. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 30. a 1 Clav. Quodlibet
32. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Aria da Capo

Marcin Świątkiewicz, cravo

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Esta foto de Marcin Świątkiewicz não faz jus à sua sensibilidade e competência…

PQP

Bach / Handel: An Imaginary Meeting (Sonatas para Violino e Cravo)

Bach / Handel: An Imaginary Meeting (Sonatas para Violino e Cravo)

Este (bom) registro seria uma reparação. A história não deixou dois compositores extraordinários — nascidos no mesmo ano e a poucos quilômetros um do outro —  se encontrarem. Pois é, Georg Friedrich Handel e Johann Sebastian Bach vieram ao mundo em 1685, com um mês de diferença. Por duas vezes,  tentaram, mas não conseguiram se encontrar e nunca mais cruzaram seus caminhos na vida. Este álbum é dedicado a esta falha. OK, simpático.

Lina Tur Bonet (nascida em Ibiza, Espanha) e Dani Espasa (La Canonja, Espanha, quase na costa, olhando para Ibiza) oferecem aqui um CD que coloca as sonatas de Bach e Handel frente a frente. (Comparar alguém com Bach é sacanagem, mas OK novamente). A abordagem da dupla é muito livre e convincente. Acho que Lina tem certas excentricidades, mas que não as têm? E Bach proíbe? Não! A coisa realmente funciona ao mostrar a profundidade e a proximidade que ambos os compositores poderiam ter compartilhado.

Bach / Handel: An Imaginary Meeting (Sonatas para Violino e Cravo)

Bach, J S: Sonata for Violin & Harpsichord No. 4 in C minor, BWV1017 17:02
I. Largo 4:22
II. Allegro 4:30
III. Adagio 3:28
IV. Allegro 4:42

Handel: Sonata in D major for violin and continuo, HWV371, Op. 1 No. 13 13:04
I. Affettuoso 3:47
II. Allegro 2:41
III. Larghetto 2:54
IV. Allegro 3:42

Bach, J S: Sonata for Violin & Harpsichord No. 5 in F minor, BWV1018 18:12
I. [Largo] 7:43
II. Allegro 4:37
III. Adagio 3:16
IV. Vivace 2:36

Handel: Sonata in D Minor for violin and continuo, HWV359a, Op. 1 No. 1 8:04
I. Grave 2:25
II. Allegro 1:44
III. Adagio 1:11
IV. Allegro 2:44

Bach, J S: Sonata for Violin & Harpsichord No. 6 in G major, BWV1019 17:16
I. Allegro 3:33
II. Largo 1:40
III. Allegro 4:45
IV. Adagio 3:43
V. Allegro 3:35

Lina Tur Bonet, violino
Dani Espasa, cravo

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Lisa Tur Bonet na antessala da Sala de Espera da Recepção da Sala de Imanência e Transcendência da PQP Bach Corp.

PQP

Bach (1685-1750): Prelúdios, Fugas e Corais – Edna Stern, piano

Bach (1685-1750): Prelúdios, Fugas e Corais – Edna Stern, piano

 

Bach

Prelúdios, Fugas e Corais

Edna Stern

 

 

Temos aqui um disco especial, diferente em alguns sentidos. A pianista Edna Stern usa alguns dos Prelúdios e Fugas do Cravo Bem Temperado para ‘contar uma história’. Na ‘montagem’ do disco ela usa quatro corais que servem para dar a ‘deixa’ para os prelúdios e fugas que os seguem. A escolha se baseia em um aspecto técnico – as tonalidades – mas também usa um aspecto mais subjetivo, para formar assim a sua ‘narrativa’.

Em uma entrevista que você poderá ler no livreto, ela explica o projeto. Numa das perguntas, o entrevistador aponta o eixo geral usando três palavras: struggles, sorrows e então, serenity. Certamente serenidade é tudo o que precisamos nestes tempos tão conturbados e assustadores que estamos vivendo.

Eu gostei imenso da interpolação dos quatro corais entre os doze prelúdios e fugas escolhidos – três para cada um deles.

Ferruccio, pensando em dó sustenido menor…

Um dos corais é de Brahms, escrito para órgão, mas aqui interpretado ao piano. A transição deste coral para o prelúdio seguinte (a faixa 8 para a faixa 9) é um dos momentos mais marcantes de todo o disco. Os outros três corais são transcrições para piano dos originais de Bach (que faz uso de antigos e conhecidos corais luteranos) feitas por Ferruccio Busoni. Eu gosto particularmente do ‘Wachet auf, ruft uns die Stimme’. O disco é tecnicamente impecável, adorei o som do piano, maravilhoso! A pianista já nos deu o ar da graça aqui no PQP Bach em postagens de PQP e FDP Bach, onde acompanha a famosa violinista Amandine Beyer. Ambas são excelentes postagens.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

  1. Coral ‘Nun komm’ der Heiden Heiland’, BWV 659 (Arr. Busoni)
  2. Prelúdio e
  3. Fuga No. 2 BWV 847 em dó menor
  4. Prelúdio e
  5. Fuga No. 15 BWV 860 em sol maior
  6. Prelúdio e
  7. Fuga No. 10 BWV 855 em mi menor
  8. Schmuecke dich o liebe Seele (No. 5 do Opus 122, de Brahms)
  9. Prelúdio e
  10. Fuga No. 9 BWV 854 em mi maior
  11. Prelúdio e
  12. Fuga No. 19 BWV 864 em lá maior
  13. Prelúdio e
  14. Fuga No. 6 BWV 851 em ré menor
  15. Coral ‘Ich ruf’ zu dir, Herr Jesu Christ’, BWV 639 (Arr. Busoni)
  16. Prelúdio e
  17. Fuga No. 12 BWV 857 em fá menor
  18. Prelúdio e
  19. Fuga No. 11 BWV 856 em fá maior
  20. Prelúdio e
  21. Fuga No. 22 BWV 867 em si bemol menor
  22. Coral ‘Wachet auf, ruft uns die Stimme’, BWV 645 (Arr. Busoni)
  23. Prelúdio e
  24. Fuga No. 21 BWV 866 em si bemol maior
  25. Prelúdio e
  26. uga No. 17 BWV 862 em lá bemol maior
  27. Prelúdio e
  28. Fuga No. 7 BWV 852 em mi bemol maior

Edna Stern, piano

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Sobre a arte da pianista Edna Stern a revista francesa Diapason disse ter ‘o panache de Martha Argerich, a musicalidade de Leon Fleisher e o impecável acabamento de Krystian Zimerman’.  Isso tudo por que ela foi aluna de cada um destes grandes mestres em diferentes etapas de sua formação…

Ouça você e depois me diga qual foi a história que o disco te contou…

Aproveite!

René Denon

J.S. Bach (1685-1750) / Silvius Leopold Weiss (1687-1750): …per la Viola da Gamba (BWV 1011 /995, 1025 & 1029)

J.S. Bach (1685-1750) / Silvius Leopold Weiss (1687-1750): …per la Viola da Gamba (BWV 1011 /995, 1025 & 1029)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A alemã Hille Perl é uma de minhas preferências na vida. Gosto de todos os seus discos e cada vez mais. Ela decidiu tocar viola da gamba depois de assistir a um concerto de Wieland Kuijken aos cinco anos de idade e ouvi-la não é uma mania apenas minha, pois ela é considerada uma das melhores gambistas da cena barroca, especializada em música solo e ensemble dos séculos XVII e XVIII. Ela tem um interesse particular no repertório barroco francês da viola da gamba de sete cordas. Ela também interpreta repertório espanhol, italiano, alemão e moderno para o instrumento. Esse disco (suspiro) é absolutamente arrebatador.

A produção que chegou até nossos dias de Johann Sebastian Bach para a viola da gamba não é muito extensa, limitando-se apenas às três Sonatas BWV 1027-1029. Elas costumam ser tocadas no parente mais próximo da viola da gamba, o violoncelo. Hille Perl já passou por essas três sonatas de Bach antes, quando gravava para a Hänssler. O que esse novo disco da Deutsche Harmonia Mundi oferece são duas novas obras de Bach para a gamba… Elas podem ser deduzidas das partituras originais. Olha, é difícil que alguém que tenha amor pelo barroco não se apaixone por este CD. Recomendo muito.

J.S. Bach (1685-1750) / Silvius Leopold Weiss (1687-1750): …per la Viola da Gamba (BWV 1011 /995, 1025 & 1029)

Suite Per La Viola Da Gamba Re Mineur, BWV 1011/995
1 Prelude [5:42]
2 Allemande [4:48]
3 Courante [2:33]
4 Sarabande [2:06]
5 Gavotte [5:04]
6 Gigue [2:11]

Trio In A Major, BWV 1025 (after Silvius Leopold Weiss)
7 Fantasia [3:26]
8 Courante [5:27]
9 Rondeau [3:39]
10 Sarabande [6:46]
11 Menuett [4:46]
12 Allegro [3:52]

Sonata In G Minor, BWV 1029
13 Vivace [5:34]
14 Adagio [5:00]
15 Allegro [4:10]

Viola da Gamba – Hille Perl
Harp [Double Harp] – Andrew Lawrence-King (tracks: 13 to 15)
Lute [Baroque Lute] – Lee Santana (tracks: 7 to 15)
Viola da Gamba – Barbara Messmer (tracks: 13 to 15)
Violin – Veronika Skuplik (tracks: 13 to 15)

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Hille Perl é apenas um dos picos da evolução

PQP

Bach (1685-1750): Concertos para Piano & Vivaldi (1678-1741): Concertos para Violoncelo – Alexander Zagorinsky, violoncelo & Einar Steen-Nøkleberg, piano

Bach (1685-1750): Concertos para Piano & Vivaldi (1678-1741): Concertos para Violoncelo – Alexander Zagorinsky, violoncelo & Einar Steen-Nøkleberg, piano

Bach & Vivaldi

Concertos para Piano e

Concertos para Violoncelo

Alexander Zagorinsky, violoncelo

Einar Steen-Nøkleberg, piano

 

Alexander toca violoncelo, Einar toca piano. Alexander é russo e estudou no Conservatório Tchaikovsky de Moscou. De uma geração anterior, Einar é norueguês e possivelmente um dos músicos mais notórios da Noruega. Gravou toda a obra para piano de Grieg e é jurado em muitos concursos de piano.

Estes dois músicos se encontraram pela primeira vez em 2002 em um concerto dedicado à Grieg na Academia Russa de Música. Com apenas uma oportunidade para ensaiar, pois encontraram-se apenas na véspera do concerto, fizeram uma apresentação que convenceu as pessoas que já tocavam juntos há muito tempo. Desde então passaram a colaborar, tocando e gravando juntos em várias ocasiões.

Alexander e Einar

Neste disco, gravado em 2018, apresentam-se alternadamente como solistas de concertos para piano, de Bach, e para violoncelo, de Vivaldi. Eles são acompanhados por uma orquestra de 18 membros, todos professores.

Se você é do tipo purista, que prefere instrumentos originais, aconselho que leve seu ‘mouse’ para outras postagens. Mas se resta uma alma que gosta de boa música em você, não se faça de rogado e clique sem dó! É um grande disco.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Concerto para Piano No. 1 em ré menor, BWV 1052

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro

Antonio Vivaldi (1678 – 1741)

Concerto para Violoncelo em lá menor, RV 422

  1. Allegro
  2. Largo cantabile
  3. Allegro

Johann Sebastian Bach

Concerto para Piano No. 4 em lá maior, BWV 1055

  1. Allegro
  2. Larghetto
  3. Allegro ma non tanto

Antonio Vivaldi

Concerto para Violoncelo em sol maior, RV 413

  1. Allegro
  2. Largo
  3. Allegro

Johann Sebastian Bach

Concerto para Piano No. 5 em fá menor, BWV 1056

  1. [Allegro]
  2. Largo
  3. Presto

Einar Steen-Nøkleberg, piano

Alexander Zagorinsky, violoncelo

The Chamber Orchestra of the Vologda Philharmonic Society

Alexander Loskutov, regente

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A única crítica deste álbum que consegui localizar termina assim: ‘Eu gostei imensamente deste CD, que merece muito sucesso. Ele deveria ser ouvido pelos amantes de música barroca que insistem em “instrumentos de época”. Eu garanto que se Bach e Vivaldi pudessem ouvir suas músicas tocadas tão esplendidamente, eles ficariam encantados’.

Eu certamente fiquei! Aproveite!

René Denon

Allegri / J. S. Bach / Corelli / Händel / Stölzel / Telemann: Back to Bach

Allegri / J. S. Bach / Corelli / Händel / Stölzel / Telemann: Back to Bach

Um disco bem sem graça. São arranjos que o maridão Herriott escreveu para sua esposa Harnoy se esbaldar. Explico: é um disco impossível de ser reproduzido ao vivo, pois Harnoy faz solos de violoncelo acompanhada por ela mesma, às vezes numa orquestra de violoncelos, enquanto Herriott cria verdadeiros colchões de trompetes e flugelhorns. Gostei apenas do suingue da Ária da Suíte para Orquestra Nº 3 de Bach. Fiquei estalando os dedos como se ouvisse jazz. Foi usada muita tecnologia neste disco. Na verdade, quem brilha é Herriott e suas habilidades multifuncionais de escrever arranjos que incluem grandes conjuntos de violoncelos executados inteiramente por Harnoy, e corais de trompetes. Harnoy costuma fazer crossovers de Lennon & McCartney, Gershwin e tem seu público. Eu respeito, mas não é para mim.

Allegri / J. S. Bach / Corelli / Händel / Stölzel / Telemann: Back to Bach

Telemann
01. Six Sonates en Duo-Sonate No. 1, TWV 40.118: I. Vivace
02. Six Sonates en Duo-Sonate No. 1, TWV 40.118: II. Adagio
03. Six Sonates en Duo-Sonate No. 1, TWV 40.118: III. Allegro

Bach
04. Toccata, Adagio, and Fugue in C Major, BWV 564: Adagio (Arr. for Cello and Brass)

Handel
05. Sonata for Cello No. 3 in F Major: I. Adagio (Arr. for Cello and Brass)
06. Sonata for Cello No. 3 in F Major: II. Allegro (Arr. for Cello and Brass)
07. Sonata for Cello No. 3 in F Major (Arr. for Cello and Brass): III. Largo
08. Sonata for Cello No. 3 in F Major: IV. Allegro (Arr. for Cello and Brass)

Bach
09. Violin Concerto in E Major, BWV 1042: Adagio (Arr. for Cello and Brass)

Corelli
10. Sonata No. 8 in D Minor, Op. 5: I. Preludio
11. Sonata No. 8 in D Minor, Op. 5: II. Allemanda
12. Sonata No. 8 in D Minor, Op. 5: III. Sarabanda
13. Sonata No. 8 in D Minor, Op. 5: IV. Giga

Stölzel
14. Bist du bei mir

Corelli
15. Sonata No. 5 in B-flat Major, Op. 5: I. Adagio

Allegri
16. Miserere mei, Deus (Arr. for Cello and Brass)

Bach
17. Orchestral Suite No. 3 in D Major, BWV 1068: II. Air (Arr. for Cello and Brass)

Ofra Harnoy, violoncelos
Mike Herriott, trompetes

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A gente aguentou os gatinhos deles

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para flauta transversa e cravo obligato (Pontecorvo/Alessandrini)

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para flauta transversa e cravo obligato (Pontecorvo/Alessandrini)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O BWV 1030 e o 1032 são originalmente Sonatas para flauta e cravo. Já o 1019 é, originalmente, uma Sonata para violino e cravo. O 526 foi transcrito do órgão para flauta e cravo. O resultado é um CD entusiasmante. A flautista Pontecorvo é esplêndida e Alessandrini é um velho e competente conhecido nosso.

A história das sonatas da flauta não é clara. É provável que a maioria delas tenha sido escrita enquanto Bach estava a serviço do príncipe Leopold de Anhalt-Cothen. Na época, dificilmente se poderia imaginar que a pequena cidade de Cothen, trinta quilômetros ao norte de Halle, seria lembrada na história como um dos centros musicais mais importantes da época. O príncipe Leopold era um jovem que amava música e que gradualmente expandiu a orquestra da corte para dezoito membros. Ele contratou Johann Sebastian Each como Kapellmeister em 1717 e é interessante notar que seu salário era duas vezes maior que o de seu antecessor. O próprio príncipe era um músico talentoso e tocava violino, viola e cravo. Todas as apresentações em Cothen ocorriam na corte, como quisessem ou quando solicitados. Leopold não exigiu música sacra, permitindo a Bach um amplo espaço para o secular. Deste modo, o período em Cothen viu a composição de algumas das composições instrumentais mais importantes da música ocidental, as Invenções em duas e três partes, as Suítes francesas, o primeiro livro do Cravo bem temperado, as Sonatas e Partitas para violino solo, as Suítes para Violoncelo, as Sonatas para cravo e violino, as para viola da gamba, os Concertos de Brandenburgo, algumas das Suítes orquestrais e Sonatas para flauta e cravo ou flauta e continuo.

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para flauta transversa e cravo obligato (Pontecorvo/Alessandrini)

Sonata for flute and harpsichord in B minor, BWV 1030
01. “I. Andante”
02. “II. Largo e dolce”
03. “III. Presto”

Sonata for flute and harpsichord in G major, BWV 1019
04. “I. Allegro”
05. “II. Largo”
06. “III. Allegro”
07. “IV. Adagio”
08. “V. Allegro”

Sonata for flute and harpsichord in E minor, BWV 526
09. “I. Vivace”
10. “II. Largo”
11. “III. Allegro”

Sonata for flute and harpsichord in A major, BWV 1032
12. “I. Vivace”
13. “II. Largo e dolce”
14. “III. Allegro”

Laura Pontecorvo, flauta transversa
Rinaldo Alessandrini, cravo

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Judith Leyster (1609-1660): Menino tocando flauta (1630)

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Suítes Francesas (Thurston Dart)

J. S. Bach (1685-1750): Suítes Francesas (Thurston Dart)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

(OK, aprovo as postagens copiosas de Beethoven e Schumann — não poderia ser diferente! –, mas já estava sofrendo de hipobachemia aguda. Então, resolvi exagerar e postar uma obra-prima da discografia de todos os tempos. Confiram e se curvem ante à qualidade do exposto).

Eu era um adolescente que estava descobrindo Bach quando comprei este disco de Thurston Dart (1921-1971) interpretando as Suítes Francesas de Bach no clavicórdio. Estas Suítes foram escritas para cravo ou clavicórdio, tanto faz.

Eu não sabia, mas Dart não era qualquer um, tanto que foi professor de gente como Michael Nyman, Davitt Moroney, Sir John Eliot Gardiner e Christopher Hogwood. Era um disco estupendo comprado na sorte por um ignorante.

O clavicórdio é um instrumento de teclado onde as cordas são percutidas como as do piano, e não pinçadas como as do cravo. Seu som é o mais leve e intimista dentre os três e as Suítes Francesas de Dart me pareceram a coisa mais próxima a um sussurro que já tinha ouvido. Mas era um sussurro muito belo, engenhoso e astuto.

Na Inglaterra, Dart é o padroeiro dos estudos de interpretação histórica. Toda a geração seguinte reverencia seu nome, e vários livros de interpretação histórica dividem esta área do conhecimento musical entre antes e depois de Thurston Dart. Parece que era uma pessoa realmente inspiradora.

Ouço este LP até hoje com enorme prazer.

J. S. Bach (1685-1750): Suítes Francesas (Thurston Dart)

1 Suíte nº 1, em Ré menor, BWV 812 8:20
Allemande, Courante, Sarabande, Menuet I, Menuet II, Gigue

2 Suíte nº 2 em Dó menor, BWV 813 7:12
Allemande, Courante, Sarabande, Air, Menuet, Gigue (movimentos adicionais na BWV 813a: Menuet – Trio)

3 Suíte nº 3 em Si menor, BWV 814 8:44
Allemande, Courante, Sarabande, Menuet, Trio, Anglaise, Gigue

4 Suíte nº 4 em Mi bemol maior, BWV 815 7:49
Allemande, Courante, Sarabande, Gavotte, Air (additional movements, in BWV 815a: Praeludium. Gavotte I, Gavotte II, Menuet)

5 Suíte nº 5 em Sol maior, BWV 816 10:02
Allemande, Courante, Sarabande, Gavotte, Bourrée, Loure, Gigue

6 Suíte nº 6 em Mi maior, BWV 817 9:16
Allemande, Courante, Sarabande, Gavotte, Polonesa, Bourrée, Menuet, Gigue

Thurston Dart, clavicórdio

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Jack with a beer Bach… Pintura de Will Bullas

PQP

J. S. Bach (1685-1750): A Oferenda Musical (Lifschitz)

J. S. Bach (1685-1750): A Oferenda Musical (Lifschitz)

Bach

A Oferenda Musical

Prelúdio e Fuga ‘Santa Ana’

Três Peças de Frescobaldi

Konstantin Lifschitz, piano

O primeiro disco de Konstantin Lifschitz que ouvi foi seu álbum de estreia, que trazia uma coleção de obras. Começando com a maravilhosa Abertura Francesa de Bach, prosseguia até peças de Scriabin e Medtner, passando por Papillons, de Schumann. O disco do selo Denon de 1994 foi seguido por um outro, gravado em junho de 1994 no Conservatório de Moscou com as Variações Goldberg, firmando assim as credenciais do jovem pianista como grande intérprete de Bach. Depois, silêncio… Não mais ouvi do Konstantin.

O primeiro CD há muito desapareceu de minhas prateleiras (ah, os amigos…), mas o outro, com as Variações do velho Bach, vez e outra frequenta minha vitrola.

Pois eis que chegou pela mala direta do PQP Bach recentemente uma penca de discos do Lifschitz tocando Bach. Ele então está aí, bem ativo. Inclusive, percebi que há uma integral das sonatas para piano do grande Ludovico, gravada ao vivo por ele. Mas isso vou deixar guardado, pois que tempo é largo, mas é finito.

Como queria logo dividir com os caros e insaciáveis seguidores do blog alguma coisa deste excelente pianista, escolhi da penca este que me pareceu muito apetitoso. E gostei tanto que tenho ouvido o mesmo, inteiro quando tempo permite, aos trechinhos quando o tempo escasseia. E é que mesmo com a quarentena e o enfurnamento, há coisas a serem feitas.

O que temos aqui? Um arranjo feito para piano da Oferenda Musical, que todo o mundo sabe (quem não sabe pode começar clicando aqui…) é resultado de uma longa e cansativa viagem que o velho Bach fez até Sanssouci, Potsdam, para pagar uma visita a Frederico, o Grande, e também ver seu filho Carl Philipp Emanuel. O monarca, que era cheio de truques e adorava colocar seus visitantes em uma saia justa (se bem que, no caso de Bach, seria uma peruca justa), desafiou Johann Sebastian a compor uma peça que nem o cão chupando manga conseguiria. Mas vai mexer com quem está quieto. Ouça o Ricercar a 6, na faixa 11 deste disco e começarás a entender o tamanho dos poderes do ‘maior de todos’.

Konstantin Lifschitz ainda acrescenta ao disco o Prelúdio e Fuga em mi bemol maior, BWV 552, apelidado ‘Santa Ana’, escrito originalmente para órgão. Os minutos finais, da fuga, são de tirar o folego. E assim, para baixar a adrenalina e lançar um olhar ao que aconteceu antes de Bach, ele completa o recital com três lindas tocatas de Frescobaldi. Ouçam e me contem vocês!

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Oferenda Musical, BWV 1079 (arranjada para piano por K Lifschitz)
  1. Ricercar a 3
  2. Canon perpetuus super Thema Regium
  3. Canon 1. a 2_ Canon cancrizans
  4. Canon 2. a 2 Violini in uníssono
  5. Canon 3. a 2 per Motum contrarium
  6. Canon 4. a 2 per Augmentationem, contrario Motu
  7. Canon 5. a 2_ Canon circularis per Tonos
  8. Fuga canonica in Epidiapente
  9. Canon a 2 Querendo invenietis
  10. Canon perpetuus
  11. Ricercar a 6
  12. Canon a 4
  13. Triosonate_ Largo
  14. Triosonate_ Allegro
  15. Triosonarte_ Andante
  16. Triosonarte_ Allegro
Prelúdio e Fuga em mi bemol maior, BWV 552 ‘Santa Ana’
  1. Prelúdio
  2. Fuga

Girolamo Frescobaldi (1583 – 1643)

  1. Toccata prima do ‘Primo libro d’Intavolatura di toccate di címbalo et organo’
  2. Toccata quinta do ‘Secondo libro de toccate, canzone… di cembalo et organo’
  3. Toccata seconda do ‘Secondo libro de toccate, canzone… di cembalo et organo’

Konstantin Lifschitz, piano

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MP3 | 320 KBPS | 146 MB

Konstantin testando o piano do Salão Nobre da sede do PQP Bach Corp.

Se Konstantin Lifschitz foi ousado ao arranjar a OM para piano, sua interpretação justifica a ousadia. As peças complementares são também excelentes!

Aproveite!

René Denon

Johann Sebastian Bach – Harpsichord Concertos – Fabio Bonizzoni & La Risonanza

Recentemente, nosso querido PQPBach nos brindou novamente com a magnífica série das Cantatas Italianas de Haendel gravadas por Fabio Bonizzoni & La Risonanza e claro que também contando com a cumplicidade da magnífica Roberta Invernizzi , uma coleção absolutamente estonteante,  que já passou aqui pelo blog umas umas duas ou três vezes.

Desta vez trago para os senhores um outro lado dessa turma, o lado solista de Fabio Bonizzoni, que além de excelente maestro, também é um grande cravista, e aqui, em dois CDs, eles tocam os Concertos de Bach para Teclados.

O texto abaixo foi tirado do site da gravadora:

Com seu Quinto Concerto de Brandenburgo de 1719, Bach criou o primeiro concerto de cravo. A partir de 1729, em Leipzig, surgiu a oportunidade de continuar esse experimento: todas as semanas no Café Zimmermann, ele conduzia seu Collegium Musicum em concertos orquestrais que duravam cerca de duas horas. No verão de 1733, ele recebeu "um novo cravo, algo que nunca foi ouvido antes por aqui". Este instrumento magnífico, que apareceu nos concertos de Zimmermann, pedia urgentemente que os concertos fossem tocados por ele como solista, e mais ainda por seus filhos e alunos. Não apenas na Saxônia, mas também muito além, Bach era considerado a autoridade absoluta em todas as coisas, cravo e órgão; assim, ele teve que dar sua própria contribuição ao gênero emergente do “concerto de cravo”. O manuscrito de seus seis concertos de cravo BWV1052 a 1057 deve, portanto, ser entendido como uma coleção de repertórios para seu Collegium musicum e como um manifesto composicional.

Não sei quantas vezes já ouvi essas obras, ou com quantos solistas diferentes. Claro que nomes como Karl Richter, Trevor Pinnock e o recentemente falecido Kenneth Gilbert sempre nos vem à cabeça, com seus registros já considerados históricos. Mas sempre é bom ouvir o que a nova geração tem a nos dizer. E isso Fabio Bonizzoni e sua turma do excelente La Rezonanza fazem com uma tremenda competência, nos mostrando que, mesmo já há quase de duzentos e setenta anos da morte de seu compositor, essas obras continuam atuais e sim, ainda tem muito a nos dizer.

CD 1

1 Harpsichord Concerto No. 1 in D Minor, BWV 1052: I. Allegro
2 Harpsichord Concerto No. 1 in D Minor, BWV 1052: II. Adagio
3 Harpsichord Concerto No. 1 in D Minor, BWV 1052: III. Allegro
4 Harpsichord Concerto No. 2 in E Major, BWV 1053: I. [no tempo marking]
5 Harpsichord Concerto No. 2 in E Major, BWV 1053: II. Siciliano
6 Harpsichord Concerto No. 2 in E Major, BWV 1053: III. Allegro
7 Harpsichord Concerto No. 4 in A Major, BWV 1055: I. Allegro
8 Harpsichord Concerto No. 4 in A Major, BWV 1055: II. Larghetto
9 Harpsichord Concerto No. 4 in A Major, BWV 1055: III. Allegro ma non tanto
10 Harpsichord Concerto No. 5 in F Minor, BWV 1056: I. [no tempo marking]
11 Harpsichord Concerto No. 5 in F Minor, BWV 1056: II. Largo
12 Harpsichord Concerto No. 5 in F Minor, BWV 1056: III. Presto

CD 2

1 Brandenburg Concerto No. 5 in D Major, BWV 1050: I. Allegro
2 Brandenburg Concerto No. 5 in D Major, BWV 1050: II. Adagio
3 Brandenburg Concerto No. 5 in D Major, BWV 1050: III. Allegro
4 Harpsichord Concerto No. 6 in F Major, BWV 1057: I.
5 Harpsichord Concerto No. 6 in F Major, BWV 1057: II. Andante
6 Harpsichord Concerto No. 6 in F Major, BWV 1057: III. Allegro assai
7 Harpsichord Concerto No. 3 in D Major, BWV 1054: I.
8 Harpsichord Concerto No. 3 in D Major, BWV 1054: II. Adagio e piano sempre
9 Harpsichord Concerto No. 3 in D Major, BWV 1054: III. Allegro
10 Concerto for Flute, Violin and Harpsichord in A Minor, BWV 1044: I. Allegro
11 Concerto for Flute, Violin and Harpsichord in A Minor, BWV 1044: II. Adagio ma non tanto e dolce
Concerto for Flute, Violin and Harpsichord in A Minor, BWV 1044: III. Alla breve

Ulrike Slowik – Violin
Marco Brolli – Flute
Fabio Bonizzoni – Harpsichord & Conductor

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Six Suites for Viola Solo – Kim Kashkashian

Vou começar o mês de maio trazendo Bach para os senhores. Deixemos Beethoven um pouco de lado, e vamos nos deliciar com este CD absolutamente estonteante da violista armênia Kim Kashkashian.
Este CD foi lançado em outubro de 2018, e o baixei praticamente na mesma época, e ficou guardado em um HD externo, aguardando ser ouvido, porém com o passar do tempo, acabei esquecendo dele. Estive nos dois últimos meses envolvido na recuperação desse HD externo, que apresentava problemas na leitura. Felizmente consegui recuperar praticamente 90% de seu conteúdo.
Kim Kashkashian não é nenhuma novata, ao contrário, sua discografia fala por si só. Sempre envolvida com o repertório mais atual, ela é contratada já há décadas do selo ECM, e seus CDs sempre são muito bem produzidos e gravados, característica dessa gravadora.
Aproveitem que hoje é feriado para degustar esse show de virtuosismo e técnica dessa que é uma das maiores violistas de todos os tempos. Dependendo dos comentários, trago outro CD imperdível dela.
Por algum motivo, a forma com que o CD foi gravado não foi na sequência natural das obras. Não sei a razão, mas é apenas um pequeno detalhe que de forma alguma atrapalha o conjunto da obra.

1. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008 – Transcr. for Viola : 1. Prélude
2. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008 – Transcr. for Viola : 2. Allemande
3. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008 – Transcr. for Viola : 3. Courante
4. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008 – Transcr. for Viola : 4. Sarabande
5. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008 – Transcr. for Viola : 5. Menuet I-II
6. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008 – Transcr. for Viola : 6. Gigue
7. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007 – Transcr. for Viola : 1. Prélude
8. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007 – Transcr. for Viola : 2. Allemande
9. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007 – Transcr. for Viola : 3. Courante
10. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007 – Transcr. for Viola : 4. Sarabande
11. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007 – Transcr. for Viola : 5. Menuet I-II
12. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007 – Transcr. for Viola : 6. Gigue
13. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011 – Transcr. for Viola : 1. Prélude
14. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011 – Transcr. for Viola : 2. Allemande
15. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011 – Transcr. for Viola : 3. Courante
16. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011 – Transcr. for Viola : 4. Sarabande
17. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011 – Transcr. for Viola : 5. Gavotte I-II
18. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011 – Transcr. for Viola : 6. Gigue
19. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010 – Transcr. for Viola : 1. Prélude
20. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010 – Transcr. for Viola : 2. Allemande
21. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010 – Transcr. for Viola : 3. Courante
22. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010 – Transcr. for Viola : 4. Sarabande
23. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010 – Transcr. for Viola : 5. Bourrée I-II
24. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010 – Transcr. for Viola : 6. Gigue
25. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009 – Transcr. for Viola : 1. Prélude
26. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009 – Transcr. for Viola : 2. Allemande
27. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009 – Transcr. for Viola : 3. Courante
28. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009 – Transcr. for Viola : 4. Sarabande
29. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009 – Transcr. for Viola : 5. Bourrée I-II
30. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009 – Transcr. for Viola : 6. Gigue
31. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012 – Transcr. for Viola : 1. Prélude
32. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012 – Transcr. for Viola : 2. Allemande
33. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012 – Transcr. for Viola : 3. Courante
34. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012 – Transcr. for Viola : 4. Sarabande
35. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012 – Transcr. for Viola : 5. Gavotte I-II
36. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012 – Transcr. for Viola : 6. Gigue

Kim Kashkashian – Viola

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Kim Kashkashian dá uma palhinha no salão principal da sede do PQPBach

The Art of Anne Sofie von Otter – 2013


The Art of
Anne Sofie von Otter

Anne Sofie von Otter é uma das principais mezzo-soprano da atualidade, conhecida por sua versatilidade em papéis de óperas, suas interessantes opções de recitais e sua disposição em assumir riscos vocais. Seu pai era um diplomata sueco cuja carreira levou a família a Bonn, Londres, e de volta a Estocolmo enquanto Anne Sofie estava crescendo. Como resultado, ela ganhou fluência em idiomas. Estudou música na Guildhall School of Music and Drama, em Londres. Sua principal professora de voz era Vera Rozsa, enquanto Erik Werba e Geoffrey Parsons a treinavam na interpretação de lieder.

Ela ganhou um contrato com a Basle Opera em 1983 e permaneceu na empresa até 1985, estreando como Alcina no Orlando Paladino de Franz Joseph Haydn. Ela também assumiu vários papéis masculinos escritos para mezzo-sopranos femininos, incluindo Cherubino no casamento de Mozart com Figaro, Hänsel no Hänsel und Gretel de Humperdinck e Orpheus no Orfée et Eurydice de Gluck. Em 1984, estreou no Festival de Aix-en-Provence como Ramiro em La Finta Giardiniera, de Mozart. Outras interpretações incluem Otaviano em Rosenkavalier de Strauss, o Compositor em Ariadne auf Naxos de Strauss e o papel-título de Tancredi de Rossini, entre outros.

Uma mulher alta e escultural, ela sente-se em casa em inúmeras séries de óperas do século XVIII, nas quais vozes altas costumavam interpretar os heróis. Ela cantou em Covent Garden, La Scala, Berlim, Munique, Roma e outras grandes casas de ópera.

Outra razão para a alta proporção de óperas da era barroca e clássica em seu repertório é uma importante relação de trabalho com o maestro John Eliot Gardiner, maestro britânico que começou como especialista em barroco. Ela fez o primeiro teste para ele em 1985, mas não conseguiu impressionar. Foi apenas com uma chance subseqüente para ele ouvi-la que ele começou a trabalhar com ela. Ela se juntou a ele em gravações da Nona Sinfonia de Beethoven; Clemenza di Tito de Mozart, Idomeneo e Requiem; Favola d’Orfeo de Monteverdi e L’Incoronazione di Poppea; Agripina e Jefté, de Handel; Orfée et Eurydice, de Gluck; e Oratório de Natal de Bach e St. Matthew Passion. Ele também conduziu a gravação de Seven Deadly Sins, de Weill, por von Otter, e selecionou músicas de teatro. Gravações significativas desde 2000 incluem Terezin / Theresienstadt, música do campo de concentração, e Boldemann, Gefors, Hillborg, canções orquestrais suecas contemporâneas.

Seu outro grande parceiro artístico é o pianista sueco Bengt Forsberg, seu parceiro de recital. Como Forsberg é um dos principais estudiosos no campo da literatura musical, von Otter conta com ele para sugerir músicas e organizar os programas de seus recitais. Com ele, ela se especializou em lieder desde os períodos do início e do final do período romântico, incluindo gravações bem recebidas de músicas de Schubert, Schumann, Brahms, Zemlinsky, Korngold e Mahler, além dos compositores românticos nórdicos, Alfvén, Rangstrom, Stenhammer e Sibelius.

Ela aprecia cantar músicas nas tonalidades especificadas originalmente pelos compositores. Quando ela veio gravar Seven Deadly Sins de Kurt Weill, ela usou a versão original para soprano alto, uma gama que ela possui, em vez da versão mezzo-soprano tradicional que foi feita para Lotte Lenya no final da carreira do cantor. Von Otter também gravou Seven Early Songs de Alban Berg, também música que é uma tensão para muitos sopranos. Além disso, ela não é avessa a esticar a voz para obter um efeito dramático. “Eu acredito em efeitos de choque”, ela disse uma vez em uma entrevista. No entanto, após os 40 anos de idade, ela teve algumas experiências particularmente ruins como resultado dessas duas tendências e, ela admite, magoou a voz. Como resultado, ela decidiu ser “sensata” e transpor para baixo. (extraído da internet)

Jacques Offenbach, nascido Jakob Eberst (Colônia, 1819 – Paris 1880)
1. Les Contes d’Hoffmann – Act – 1. Entr’acte (Barcarolle)
Anne Sofie von Otter, Stéphanie d’Oustrac & Les Musiciens du Louvre, Marc Minkowski & Chorus Of Les Musiciens Du Louvre

Franz Schubert (Austria, 1797 – 1828)
2. “Ellens Gesang III”, D839
Anne Sofie von Otter, Bengt Forsberg

Gioachino Antonio Rossini (Pésaro, Italy, 1792-Passy, Paris, 1868)
3. La Cenerentola, Act 2 “Nacqui all’affanno e al pianto”
Anne Sofie von Otter, Orchestra Of The Frankfurt Opera, James Levine

Edvard Grieg (Noruega, 1843 – 1907)
4. Haugtussa – Song Cycle, Op.67, Killingdans
Anne Sofie von Otter & Bengt Forsberg (piano)

Franz Schubert (Austria, 1797 – 1828)
5. Im Abendrot, D.799
Anne Sofie von Otter, Bengt Forsberg

Kurt Weill (1900 – 1950)
One Touch of Venus
6. I’m A Stranger Here Myself
Anne Sofie von Otter, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
St. Matthew Passion, BWV 244 – Part Two
7. No.47 Aria (Alto): “Erbarme dich, mein Gott”
Anne Sofie von Otter, Fredrik From, Baroque Concerto Copenhagen, Lars Ulrik Mortensen

Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840 – 1893)
Eugene Onegin, Op.24, TH. – Act 1
8. Scene and Aria. “Kak ya lyublyu pod zvuki pesen etikh” – “Uzh kak po mostu, mostochku”
Mirella Freni, Anne Sofie von Otter, Staatskapelle Dresden, James Levine

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)
Requiem in D Minor, K. 626, compl. by Franz Xaver Süssmayer
9. 6. Benedictus

Anne Sofie von Otter, Barbara Bonney, Hans Peter Blochwitz, Willard White, English Baroque Soloists, John Eliot Gardiner

Edvard Grieg (1843 – 1907)
Haugtussa – Song Cycle, Op.67
10. Ved gjaetle – bekken
Anne Sofie von Otter, Bengt Forsberg

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)
La clemenza di Tito, K. 621, Act 1
11. “Parto, ma tu ben mio”
12. “Oh Dei, che smania è questa”
Anne Sofie von Otter, English Baroque Soloists, John Eliot Gardiner

Kurt Weill (1900 – 1950)
One Touch of Venus
13. Speak Low
Anne Sofie von Otter, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner

George Frideric Handel (1685 – 1759)
Il pianto di Maria: “Giunta l’ora fatal” HWV 234
14. Cavatina: “Se d’un Dio fui fatta Madre”
Anne Sofie von Otter, Musica Antiqua Köln, Reinhard Goebel

Gustav Mahler (1860 – 1911)
Rückert-Lieder, Op. 44
15. 2. Liebst du um Schönheit
Anne Sofie von Otter, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner
16. Serenade (from: “Don Juan”)
Anne Sofie von Otter, Ralf Gothoni

George Frideric Handel (1685 – 1759)
Ariodante, HWV 33Act 2
17. “Tu preparati a morire”
Anne Sofie von Otter, Les Musiciens du Louvre, Marc Minkowski

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)
Idomeneo, re di Creta, K.366Act 1
18. “Il padre adorato”
Anne Sofie von Otter, English Baroque Soloists, John Eliot Gardiner

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Mass in B Minor, BWV 232
Kyrie: No.1 Kyrie eleison
19. Agnus Dei
Widerstehe doch der Sünde, Cantata BWV 54
20. 1. “Widerstehe doch der Sünde”
Anne Sofie von Otter, Baroque Concerto Copenhagen, Lars Ulrik Mortensen

Edvard Grieg (1843 – 1907)
Haugtussa – Song Cycle, Op.67
21. Elsk
Kurt Weill (1900 – 1950)
22. Berlin im Licht – Song
Franz Schubert (1797 – 1828)
23. Der Wanderer an den Mond, D.870, op.80, no.1
Anne Sofie von Otter, Bengt Forsberg

Christoph Willibald von Gluck (1714 – 1787)
Paride ed Elena, Wq 39Act 1
24. “O del mio dolce ardor”
Anne Sofie von Otter, Paul Goodwin, The English Concert, Trevor Pinnock

George Frideric Handel (1685 – 1759)
Hercules, HWV 60Act 2
25. Aria: “When beauty sorrow’s liv’ry wears”
Anne Sofie von Otter, Les Musiciens du Louvre, Marc Minkowski

Edvard Grieg (1843 – 1907)
Haugtussa – Song Cycle, Op.67
26. Det syng
27. Med en Vandilje, Op.25, No.4
Anne Sofie von Otter, Bengt Forsberg

Claudio Monteverdi (1567 – 1643)
L’incoronazione di Poppea, SV 308Act 2
28. Adagiati, Poppea – Oblivion soave (Arnalta)
Anne Sofie von Otter, Jakob Lindberg, Jory Vinikour

Johannes Brahms (1833 – 1897)
Fünf Lieder, Op.47
29. 3. Sonntag “So hab ich doch”
Franz Schubert (1797 – 1828)
30. Im Walde D 708
Anne Sofie von Otter, Bengt Forsberg

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Palhinha: ouça: 14. Cavatina: “Se d’un Dio fui fatta Madre”

Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.

If you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.

Boa audição!

Avicenna

J. S. Bach (1685-1750): Capriccio BWV 992, Präludium & Fuge BWV 894, Aria variata BWV 989, Toccaten BWV 910, 911, 912 (Kenneth Gilbert, cravo)

Kenneth Gilbert, morto em abril de 2020, foi um dos cravistas mais importantes do século XX. Provavelmente está entre os intérpretes favoritos de PQP e FDP para a música do pai deles… Então o que explica a ausência de discos dele entre os mais de 600 discos do Pai de Todos já postados por aqui? A maioria dos CDs de Bach por Gilbert foi gravada nos anos 1980 e 90, foram muito ouvidos, apreciados, respeitados… mas (aqui já é divagação minha!) talvez por serem todos tão bem gravados em instrumentos belíssimos, tão bem tocados, sem defeitos mas também sem grandes surpresas, não voltam todo dia à memória.

Além de ter realizado gravações de referência de F. Couperin (obras completas em 10 CDs) e de Bach, ele também foi professor de muita gente famosa, como Scott Ross, que fez sucesso com sua barba cheia e jaquetas de couro, e Jos van Immerseel, pioneiro no uso de pianos de época e também maestro… Talvez a figura não tão midiática e fotogênica de Kenneth Gilbert tenha contribuído para o seu relativo esquecimento.

E a música? As gravações de Gilbert, como vocês já viram com as Suítes de Haendel, são de um bom gosto impecável. Alguns poderão desejar uns ornamentos mais excêntricos, uns andamentos diferentões, pausas dramáticas para reflexão e tal. Não é o caso aqui: é tudo estritamente fiel às partituras. O cravista se apaga para jogar os holofotes sobre o compositor.

No caso do CD de hoje, são obras de juventude de J.S.Bach, provavelmente compostas entre 1703 e 1717, embora seja difícil dizer as datas exatas. Elas mostram o quanto Bach admirava a música italiana feita poucos anos antes, especialmente a de Vivaldi. Uma curiosidade: após a Aria variata alla maniera italiana, Bach ficaria mais de 30 anos sem compor obras para cravo no formato de Tema e Variações. Esse jejum (no qual ele compôs variações para órgão, mas não para o cravo) seria quebrado, é claro, em 1741 com as Variações Goldberg.

Escrito quando seu irmão Johann Jacob Bach deixou a família para se tornar oboísta na corte de Carlos XII da Suécia, o Capriccio sopra la lontananza del suo fratello dilettissimo (Capricho para a partida de seu amado irmão) é o único exemplo de música instrumental programática de J.S. Bach. O título de cada movimento evoca acontecimentos e sensações, de início com os amigos tentando dissuadi-lo da viagem e, no final, com a imitação da corneta que ele tocará na corte do rei. Não só essas descrições poéticas dos movimentos, traduzidas em português logo abaixo, como também o andamento do movimento central, Adagiosissimo (palavra que Bach nunca mais usaria), são muito mais típicos do romantismo de um Schumann do que do mestre supremo da música protestante que Johann Sebastian se tornaria.

Johann Sebastian Bach (1685-1750)
Capriccio BWV 992 · Präludium & Fuge BWV 894 · Aria BWV 989 · Toccaten BWV 910 · 911 · 912
1-2. Prelude and fugue in A minor, BWV 894
3-6. Toccata in G minor, BWV 915
7-10. Toccata in C minor, BWV 911
11-15. Toccata in F sharp minor, BWV 910
16-26. Aria variata alla maniera italiana, in A minor, BWV 989
27-32.Capriccio sopra la lontananza del suo fratello dilettissimo, in B flat major, BWV 992
I. Arioso : Adagio (É uma brincadeira de seus amigos para dissuadi-lo de partir)
II. [sem andamento registrado] (Ilustração de vários perigos que podem lhe acontecer no país estrangeiro)
III. Adagiosissimo (Um lamento de todos os seus amigos)
IV. [sem andamento registrado] (Aqui, os amigos se despedem, vendo que ele não mudará de ideia)
V. Aria di postiglione. Allegro poco, (Ária imitando uma corneta)
VI. Fuga all’imitazione della cornetta di postiglione, (Fuga imitando uma corneta)

Kenneth Gilbert – harpsichord/cravo/clavecin by Jean Couchet (Antwerp, 1671), restored and enlarged by Blanchet (Paris, 1759) and Taskin (Paris, 1778). Two manuals. Pitch: A = 415 Hz.
Recording: Chartres, Musée de Cloître Notre Dame, Salle Italienne, 2/1992.
Cover illustration: detail of the harpsichord

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Kenneth Gilbert (1931-2020): careca, terno bem cortado, um rosto um tanto comum, mas a música não é nada trivial

Pleyel

Grigory Sokolov, 70 anos [Johann Sebastian Bach (1685-1750): Variações Goldberg – Ludwig van Beethoven (1770-1827): Variações Diabelli] #BTHVN250


O mais legendário dos pianistas vivos completou setenta anos no sábado passado, e nós aqui, tsc, nem para lhes darmos os parabéns! Queremos crer que eles, que chegam atrasados, provavelmente não fizeram falta a Grigory Sokolov, que deve ter passado seu natalício em sua casa a contemplar um lago italiano, possivelmente alheio ao fordunço que virou o mundo do avesso, e quiçá mesmo a engordar seu já imenso repertório com alguma outra peça que, assim queremos, em muito breve apresentará para assombro do mundo que o idolatra.

Sokolov aos 17 anos

Avesso a publicidade e notoriamente recluso, Sokolov abre pouquíssimas janelas para seus idólatras. Quase não dá entrevistas, não gosta de tocar com orquestras, odeia a rotina dos estúdios. Assim, só deixa aos fãs a opção de ouvi-lo nos palcos – ao vivo ou em gravações, a maior parte das quais não autorizadas, muitas de qualidade sofrível, e invariavelmente disputadas a tapa no imenso escambo que delas há mundo afora (eu próprio tenho umas quantas, algumas ainda em fita cassete). Suas apresentações, entremeadas por temporadas sabáticas dedicadas à leitura e aos estudos, são cada vez mais restritas: não toca nas Américas há décadas, e há algum tempo deixou de incluir o Reino Unido em suas turnês, revoltado com a burocracia envolvida na obtenção de vistos. Não há hype nem ansiedade antecipatória bastantes para seus recitais, com ingressos normalmente esgotados com toda antecedência possível, sempre com dezenas de cadeiras extras no palco, e abarrotados de gente que vem de longe disposta a pendurar-se nos lustres para vê-lo tocar. Quando ele entra em cena, ouvem-se aplausos muitas vezes contidos, como se houvesse dúvidas sobre a capacidade daquele tipo atarracado e barrigudo, de cabeleira lisztiana, praticamente uma caricatura dum pianista de concerto, honrar tantas expectativas.

Seus fãs, claro, não têm a menor dúvida: é só ele atacar o teclado, e o estupor começa. “Gênio”, sussurram. “Monstro”. “Lenda”.

Sim, Sokolov é tudo isso, e muito mais que se possa descrever. “Sobre-humano”, já ouvi dizerem  – e sim, talvez seja um bom ponto de partida. Nunca deixo de me impressionar com a grandeza da concepção, com o controle absoluto do todo e de tudo, e com a naturalidade com que ele entrega ao mundo suas leituras inconfundivelmente pessoais, e ainda assim reverentes às intenções dos compositores. O culto a Grisha – sim, os sokolovmaníacos chamam-no pelo apelido – não se atém somente ao primor técnico do mestre, que é óbvio, e às proezas prestidigitadoras, como as que podem testemunhar no vídeo abaixo. A Grande Fraternidade Sokolóvica venera, acima de tudo, seu poder de recriar as obras com imensa singularidade a cada revisita e, com seu arsenal inesgotável de recursos, fazê-lo duma maneira tão convincente que não pareça possível concebê-las de outra maneira.

Ainda que seja um mago que tudo consegue, costuma escolher andamentos mais comedidos que a praxe, de maneira a poder melhor expor suas ideias. Sua postura hipercurva ao teclado, como se quisesse atirar-se sobre ele, a recusa a gestos histriônicos de bravado, denotam uma profunda concentração, como se não desejasse despender qualquer energia com supérfluos. Nenhuma de suas extraordinárias interpretações é semelhante a qualquer outra, inclusive às suas próprias de outrora. E assim eu poderia seguir, tecendo minha guirlanda de superlativos, sem que eu lhes conseguisse dar a ideia mais tíbia do que Sokolov é capaz de fazer.

Sokolov com Emil Gilels e Misha Dichter no Concurso Internacional Tchaikovsky em Moscou, vencido por Sokolov aos 17 anos, quando ainda era aluno do Conservatório de sua Leningrado natal.

Por isso, ainda bem, temos a Música. E é com grande música que saúdo os setenta anos desse gênio do teclado, oferecendo aos leitores-ouvintes duas gravações feitas ainda na Rússia, com as maiores obras em variações de todos os tempos: as “Goldberg” do demiurgo Bach, e as “Diabelli” de seu profeta Beethoven. No começo, provavelmente, estranharão a lentidão dos andamentos tanto quanto desejarão mandar pastilhas para as tussígenas plateias russas. Tenho certeza, também, de que acharão bizarra a maneira com que Sokolov aborda a tola valsinha de Diabelli, até que o desenrolar das variações mostre que ele não a poderia ter tocado de outra maneira. Ao final dessas horas a escutar o maior dos pianistas, só haverá em vós outros, creio eu, pasmo e energia para um singelo “amém” – mas, se lhes sobrar para algo mais, não deixem de dar ao mestre seus merecidos parabéns.

ooOoo

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

 CD1

Ária e trinta variações para teclado, BWV 988, “Variações Goldberg”

1 – Aria
2 – Variatio 1. a 1 Clav.
3 – Variatio 2. s 1 Clav.
4 – Variatio 3. Canone All’Unisuono a 1 Clav.
5 – Variatio 4. a 1 Clav.
6 – Variatio 5. a 1 Ovvero 2 Clav.
7 – Variatio 6. Canone alla Seconda a 1 Clav.
8 – Variatio 7. a 1 Ovvero 2 Clav.
9 – Variatio 8. a 2 Clav.
10 – Variatio 9. Canone alla Terza. a 1 Clav.
11 – Variatio 10. Fughetta a 1 Clav.
12 – Variatio 11. a 2 Clav.
13 – Variatio 12. Canone alla Quarta
14 – Variatio 13. a 2 Clav.
15 – Variatio 14. a 2 Clav.
16 – Variatio 15. Canone alla Quinta a 1 Clav. Andante
17 – Variatio 16. Ouverture a 1 Clav.
18 – Variatio 17. a 2 Clav.
19 – Variatio 18. Canone alla Sexta a 1 Clav.
20 – Variatio 19. a 1 Clav.
21 – Variatio 20. a 2 Clav.
22 – Variatio 21. Canone alla Settima a 1 Clav.
23 – Variatio 22. a 1 Clav. Alla Breve
24 – Variatio 23. a 2 Clav.
25 – Variatio 24. Canone all’Ottava a 1 Clav.

 

CD2

1 – Variatio 25. a 2 Clav.
2 – Variatio 26. a 2 Clav.
3 – Variatio 27. Canone alla Nona a 2 Clav.
4 – Variatio 28. a 2 Clav.
5 – Variatio 29. A 1 Ovvero 2 Clav.
6 – Variatio 30. Quodlibet a 1 Clav.
7 – Aria Da Capo
Partita no. 2 em Dó menor, BWV 826
8 – Sinfonia
9 – Allemande
10 – Courante
11 – Sarabande
12 – Rondeau
13 – Capriccio
Suíte Inglesa no. 2 em Lá menor, BWV 807
14 – Prelude
15 – Allemande
16 – Courante
17 – Sarabande
18 – Bourrée I
19 – Bourrée II – Bourrée I da capo
20 – Gigue

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CD3

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

Trinta e três variações para piano sobre uma valsa de Anton Diabelli, em Dó maior, Op. 120

1 – Thema: Vivace
2 – Variation 1: Alla marcia maestoso
3 – Variation 2: Poco allegro
4 – Variation 3: L’istesso tempo
5 – Variation 4: Un poco più vivace
6 – Variation 5: Allegro vivace
7 – Variation 6: Allegro ma non troppo e serioso
8 – Variation 7: Un poco più allegro
9 – Variation 8: Poco vivace
10 – Variation 9: Allegro pesante e risoluto
11 – Variation 10: Presto
12 – Variation 11: Allegretto
13 – Variation 12: Un poco più moto
14 – Variation 13: Vivace
15 – Variation 14: Grave e maestoso
16 – Variation 15: Presto scherzando
17 – Variation 16: Allegro
18 – Variation 17: Allegro
19 – Variation 18: Poco moderato
20 – Variation 19: Presto
21 – Variation 20: Andante
22 – Variation 21: Allegro con brio – Meno allegro – Tempo primo
23 – Variation 22: Allegro molto, alla « Notte e giorno faticar » di Mozart
24 – Variation 23: Allegro assai
25 – Variation 24: Fughetta (Andante)
26 – Variation 25: Allegro
27 – Variation 26: (Piacevole)
28 – Variation 27: Vivace
29 – Variation 28: Allegro
30 – Variation 29: Adagio ma non troppo
31 – Variation 30: Andante, sempre cantabile
32 – Variation 31: Largo, molto espressivo
33 – Variation 32: Fuga: Allegro
34 – Variation 33: Tempo di Menuetto moderato

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Grigory Sokolov, piano

– Caramba, DE NOVO o platinado?

Vassily

 

 

 

 

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Partitas & Sonatas for Violin Solo – Jaap Schröder

ATUALIZANDO LINK DESSE CDZAÇO. IMPERDÍVEL !!! Jaap Schroeder não quis saber o que vinha pela frente neste ano de 2020. Faleceu exatamente no primeiro dia do ano. Uma grande perda na História da Música. 

Graças ao selo Naxos tive acesso a esta histórica gravação do grande violinista barroco holandês Jaap Schröder, um dos maiores especialistas na técnica barroca de interpretação violinística em instrumentos chamados autênticos. Tem uma longa carreira, e uma longa discografia que o qualificam como um dos principais divulgadores da música do período barroco ao clássico em instrumentos de cordas historicamente autênticos.

Mesmo já tendo passado trinta e poucos anos de sua gravação, realizada dentro de uma Igreja em Basel, Suiça, estas leituras mostram toda a técnica e versatilidade deste grande músico, que já tocou no mundo todo, com todos os tipos de orquestras, conjuntos de câmara, e que com certeza influenciou todos os grandes violinistas da atualidade, principalmente nossas atuais musas do Barroco, Amandine Beyer e Rachel Podger.

Claro que se trata de um CD para se ouvir com calma e tranquilidade, de preferência com um bom fone de ouvido. Facilmente colocamos nele o selo de qualidade do PQPBach de IM-PER-DI-VEL !!!

CD 1

1- 4 Sonata nº 1, in G Minor, BWV 1001
5 – 12 Partita nº 1, in B Minor, BWV 1002
13 – 16 Sonata nº 2, in A minor, BWV 1003

CD 2

1 – 5 Partita nº2, in D Minor, BWV 1004
6 – 9 Sonata nº 3, in C Major, BWV 1005
10 – 15 Partita nº 3, in E Minor, BWV 1006

Jaap Schröder – Baroque Violin

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Jaap Schröder e Christopher Hogwood trocando figurinhas

 

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado – Livro I – Trevor Pinnock, cravo

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado – Livro I – Trevor Pinnock, cravo

Bach

O Cravo Bem Temperado

Livro I

Trevor Pinnock

 

O que poderia ser apenas um tratado sobre as tonalidades, um caderno de exercícios, se viesse de uma mente menos genial, revela-se, nas mãos de um intérprete talentoso, uma genuína obra de arte.

O Cravo Bem Temperado é mais um monumento criado por Bach, que reunia preocupação com educação musical, talento criativo, profundo conhecimento musical e, sobretudo, uma genialidade artística grandiosa.

A primeira vez que ouvi alguns destes Prelúdios e Fugas foi em um velho LP com gravações de Wanda Landowska. O nome da obra me sugeria doce de abóbora, temperado com cravo. Pois é, minhas escolhas musicais já foram guiadas pelo estomago….

Depois ouvi András Schiff, Gulda e Gould, estes ao piano. Também a clássica gravação ao cravo de Kenneth Gilbert, com a famosa ilustração do Homem Vitruviano.

Mas hoje, as honras são para este músico completo, pioneiro dos instrumentos de época, Trevor Pinnock. Há pouco tempo fiz uma postagem de um antigo disco dele, na qual mencionava sua disposição de gravar o Cravo Bem Temperado. Pois aqui está o primeiro livro.

Uma palhinha, aqui.

Veja como ele se refere a esta música:

A minha jornada com o Cravo Bem Temperado tem sido de uma vida toda. O meu primeiro encontro com esta obra foi quando tinha uns 12 anos, quando alguém me deu um volume dourado e rosa, uma velha edição feita por Czerny, que agora sabemos ser notoriamente não confiável. Isto deu-me horas de descobertas. Alguns anos depois eu ouvi todos os prelúdios e fugas, interpretados ao piano, pelo rádio, e fui fisgado. Quando tinha uns vinte anos, gravei alguns prelúdios e fugas para uma transmissão de rádio e eu soube que algum dia eu tocaria todos eles. No entanto, a montanha parecia impossível de ser escalada e Bach, um duro e formidável mestre ao propor tarefas. Como eu poderia aprofundar-me na densidade de algumas destas fugas, sem mesmo considerar entende-las?
Assim, apesar de posteriormente tocar vários outros prelúdios e fugas, um plano de gravar todos os prelúdios e fugas foi repetidamente sendo adiado ao longo de dez anos, até recentemente, quando decidi que não mais poderia adiar. Agora eles serão uma parte central de mim pelo resto da minha vida.

O texto original em inglês pode ser encontrado aqui. Você poderá ouvir o próprio Trevor. Confira aqui.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

O Cravo Bem Temperado – Livro I

Trevor Pinnock, cravo

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Assim, baixe logo o arquivo, recoste-se na confortável poltrona e aproveite!

Como diria um certo grande mestre: IM-PER-DÍ-VEL!!!!

René Denon

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Johannes Passion – René Jacobs, RIAS Kammerchor, Akademie für Alte Musik Berlin

Não vou me extender em maiores considerações sobre essa obra, já temos postagens dela bem descritivas, inclusive a recém postada pelo colega René Denon. Pretendo apenas dar a minha colaboração para com a ocasião da Páscoa. Não sou cristão praticante, de vez em quando acompanho minha esposa nos cultos da Igreja Luterana, comunidade da qual ela faz parte. Mas a música de Bach ultrapassa essas barreiras, ela é atemporal.
Estou trazendo para os senhores uma belíssima gravação de René Jacobs, gravada recentemente. É tudo tão magnífico, belo, perfeito, que me faltam adjetivos para classificá-la. Ouçam com atenção, leiam o texto do booklet, imprescindível para quem quer se aprofundar mais na obra, e assistam ao vídeo do ensaio que disponibilizo junto aos links dos CDs. René Jacobs gravou essa obra anteriormente, como contratenor, e conhece muito bem a obra.
IM-PER-DÍ-VEL !!! Assim como outras gravações desta obra que já disponibilizamos aqui.

CD 1

01. JOHANNES-PASSION, BWV 245 – ERSTER TEIL. Nr. 1. Exordium “Herr, unser Herrscher”
02. Nr. 2a. Evangelist, Jesus “Jesus ging mit seinen Jüngern über den Bach Kidron” – Nr. 2b. Turba “Jesum von Nazareth!” – Nr. 2c. Evangelist, Jesus – Nr. 2d. Turba – Nr. 2e. Evangelist, Jesus
03. Nr. 3. Choral “O große Lieb, o Lieb ohn’ alle Maße”
04. Nr. 4. Evangelist, Jesus “Auf daß das Wort erfüllet würde”
05. Nr. 5. Choral “Dein Will gescheh, Herr Gott, zugleich”
06. Nr. 6. Evangelist “Die Schar aber und der Oberhauptmann”
07. Nr. 7. Arie (Alt) “Von den Stricken meiner Sünden”
08. Nr. 8. Evangelist “Simon Petrus aber folgete Jesu nach”
09. Nr. 9. Arie (Sopran) “Ich folge dir gleichfalls mit freudigen Schritten”
10. Nr. 10. Evangelist, Ancilla, Petrus, Jesus, Servus “Derselbige Jünger”
11. Nr. 11. Choral “Wer hat dich so geschlagen”
12. Nr. 12a. Evangelist “Und Hannas standte ihn gebunden” – Nr. 12b. Turba “Bist du nicht seiner Jünger einer” – Nr. 12c. Evangelist, Petrus, Servus
13. Nr. 13. Arie (Tenor) “Ach, mein Sinn, wo willst du endlich hin”
14. Nr. 14. Choral “Petrus, der nicht denkt zurück”
15. ZWEITER TEIL. Nr. 15. Choral “Christus, der uns selig macht”
16. Nr. 16a. Evangelist, Pilatus “Da führeten sie Jesum von Kaiphas vor das Richthaus” – Nr. 16b. Chorus – Nr. 16c. Evangelist, Pilatus – Nr. 16d. Turba – Nr. 16e. Evangelist, Pilatus, Jesus
17. Nr. 17. Choral “Ach großer König, groß zu allen Zeiten”
18. Nr. 18a. Evangelist, Pilatus, Jesus “Da sprach Pilatus zu ihm” – Nr. 18b. Turba “Nicht diesen, sondern Barrabam!” – Nr. 18c. Evangelist
19. Nr. 19. Arioso (Baß) “Betrachte, meine Seel, mit ängstlichem Vergnügen”
20. Nr. 20. Arie (Tenor) “Erwäge, wie sein blutgefärbter Rücken”
21. Nr. 21a. Evangelist “Und die Kriegsknechte flochten eine Krone von Dornen” – Nr. 21b. Turba – Nr. 21c. Evangelist, Pilatus – Nr. 21d. Turba “Kreuzige, kreuzige!” – Nr. 21e. Evangelist, Pilatus – Nr. 21f. Turba – Nr. 21g. Evangelist, Pilatus, Jesus
22. Nr. 22. Choral “Durch dein Gefängnis, Gottes Sohn”
23. Nr. 23a. Evangelist “Die Jüden aber schrieen und sprachen” – Nr. 23b. Turba – Nr. 23c. Evangelist, Pilatus – Nr. 23d. Turba – Nr. 23e. Evangelist – Nr. 23f. Turba – Nr. 23g. Evangelist
24. Nr. 24. Arie (Baß) – Chor “Eilt ihr angefochtnen Seelen – Wohin”

CD 2

01. Nr. 25a. Evangelist “Allda kreuzigten sie ihn” – Nr. 25b. Turba “Schreibe nicht der Jüden König” – Nr 25c. Evangelist, Pilatus
02. Nr. 26. Choral “In meines Herzens Grunde”
03. Nr. 27a. Evangelist “Die Kriegsknechte aber, da sie Jesum gekreuziget hatten” – Nr. 27b. Turba – Nr. 27c. Evangelist
04. Nr. 28. Choral “Er nahm alles wohl in acht”
05. Nr. 29. Evangelista, Jesus “Und von Stund an nahm sie der Jünger zu sich”
06. Nr. 30. Arie (Alt) “Es ist vollbracht!”
07. Nr. 31. Evangelist “Und neiget das Haupt und verschied”
08. Nr. 32. Arie (Baß) “Mein teurer Heiland, laß dich fragen” – Choral “Jesu, der du warest tot”
09. Nr. 33. Evangelist “Und siehe da, der Vorhang im Tempel zerriß”
10. Nr. 34. Arioso (Tenor) “Mein Herz, indem die ganze Welt”
11. Nr. 35. Arie (Sopran) “Zerfließe, mein Herze”
12. Nr. 36. Evangelist “Die Jüden aber, dieweil es der Rüsttag war”
13. Nr. 37. Choral “O hilf, Christe, Gottes Sohn”
14. Nr. 38. Evangelist “Darnach bat Pilatum Joseph von Arimathia”
15. Nr. 39. Conclusio “Ruht wohl, ihr heiligen Gebeine”
16. Nr. 40. Schlußchoral “Ach Herr, laß dein lieb Engelein”
17. APPENDIX (Zusätze der Fassung von 1725) I. Exordium “O Mensch, bewein dein Sünde groß” (Choralfantasie) (replaced Exordium from 1724 “Herr, unser Herscher” [nr. 1])
18. APPENDIX (Zusätze der Fassung von 1725) II. Arie (Baß) “Himmel reiße, Welt erbebe” – Choral “Jesu, deine Passion” (additionally inserted between nos. 11 & 12)
19. APPENDIX (Zusätze der Fassung von 1725) III. Arie (Tenor) “Zerschmettert mich, ihr Felsen und ihr Hügel” (replaced Arie from 1724 “Ach, mein Sinn” [nr. 13])
20. APPENDIX (Zusätze der Fassung von 1725) IV. Arie (Tenor) “Ach windet euch nicht so, geplagte Seelen” (replaced nr. 19 Arioso (Baß) nr. 20 Arie (Tenor) from 1724)
21. APPENDIX (Zusätze der Fassung von 1725) V. Schlußchoral “Christe, du Lamm Gottes” (replaced Schlußchoral from 1724 [nr. 40])

Sunhae Im – Soprano
Werner Güra – Tenor
Sebastian Kohlhepp – Contratenor
Johannes Weisser – Bass
RIAS Kammerchor
Akademie für Alte Musik Berlin
René Jacobs – Conductor

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
VÍDEO COM ENSAIO – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Johann Sebastian Bach (1685-1750): A Paixão Segundo São João, BWV 244 (Herreweghe, 2020) ֍

Johann Sebastian Bach (1685-1750): A Paixão Segundo São João, BWV 244 (Herreweghe, 2020) ֍

 Bach 

Johannes-Passion

Collegium Vocale Gent

Philippe Herreweghe

 

Em 1724 Johann Sebastian Bach estava em seu segundo ano como o Cantor da Igreja de São Nicolau, em Leipzig, e apresentou na Sexta-Feira Santa sua Passio secundum Johannem. Os acordes iniciais do coro de abertura devem ter realmente provocado grande impacto na congregação, não necessariamente positivo, uma vez que na reapresentação da obra no ano seguinte, o número foi substituído por um coral mais ‘ameno’. É possível que Bach tenha iniciado a composição desta obra magistral nos anos anteriores, em Weimar, e ele prosseguiu fazendo adaptações e mudanças nas quatro apresentações posteriores à estreia.

Esta é a terceira gravação desta Paixão feita por Herreweghe, sendo que na segunda delas ele usou a versão de 1725 e Herr, unser Herrscher… não foi gravado. Ainda bem que ele desta vez tenha escolhida a versão estabelecida que todos os outros maestros geralmente escolhem.

Em um artigo escrito para The New Yorker, Alex Ross dedica muita atenção a este número de abertura da obra e vale a pena a leitura, que pode ser feita aqui.

Ele trata da verdadeira obsessão que Bach tinha em copiar e estudar as partituras dos outros compositores e por isso, apesar de ter vivido toda a sua vida em uma área relativamente pequena, conhecia a música dos mais importantes compositores da Europa, e não apenas os seus contemporâneos.

Quando chegou a vez de compor sua Paixão, ele certamente conhecia obras de outros mestres, alguns do passado, como o pioneiro Johann Walther e posteriormente Heinrich Schutz, mas também de seus contemporâneos. Handel compôs música para uma Paixão segundo São João, com texto de J. G. Postel, quando tinha ainda 19 anos.

São João, Evangelista, pelo pintor francês Jean Bourdichon (1457-1521)

Segundo Geiringer, a parte principal do texto é bíblica, neste caso extraída de São João 18-19 (com curtas inserções de São Mateus). A narração é feita na forma recitativa por um tenor, o Evangelista. Personagens individuais, incluindo o Cristo, são cantados por solistas, as falas de grupos de pessoas e multidões pelo coro. Ariosos e árias inseridas entre as partes da narração expressam a reação do indivíduo aos eventos descritos, os corais as de toda a congregação. Afinal, esta música foi composta para fazer parte integrante do serviço daquele importantíssimo dia. Bach foi responsável pela seleção de corais e deve também ter providenciado o texto das árias. Ele seguiu o modelo do texto de autoria de Barthold Heinrich Brockes, de Hamburgo, Der für die Sünden dieser Welt gemarterte und sterbende Jesus (Jesus torturado e morto pelos pecados deste mundo), mas nunca literalmente. Interessante notar que os corais são relativamente simples. Eles oferecem uma oportunidade para a comunidade participar da execução da obra. Portanto, não se faça de rogado e cante junto estas partes…

Há várias maneiras para se ouvir esta maravilhosa música. Você pode simplesmente colocar a música para ouvir pelo prazer estético e deliciar-se com a beleza das árias, com a versatilidade, força e dinâmica dos coros, com a dramaticidade da narração e com a singeleza dos corais. E pronto…

Mas, se quiser, Bach oferece mais que isto. A obra tem uma construção extremamente bem planejada, buscando um equilíbrio e uma perfeita distribuição das diferentes intervenções, do narrador, dos personagens e das multidões. Também há equilíbrio na escolha dos tipos de solistas: tenor, soprano, contralto e baixo.

Ou seja, se sua abordagem é de busca de prazer pela estética da obra, poderá buscar mais do que só ouvir este ou aquele número (nada de errado com isso), mas procurar uma visão de todo o conjunto da obra.

Finalmente, não é por nada que Bach é chamado de o quinto evangelista. Ele nos convida a uma reflexão, um passo mais ousado na direção do que, na falta de palavra mais apropriada, chamaremos de espiritualidade. A obra expõe um dos aspectos talvez mais perturbadores da fé, que é a do sacrifício. E aqui, o sacrifício do Filho de Deus é apresentado em cores vivas. É este aspecto que fica evidente logo na abertura da obra e é por isso que ela é tão importante para o conjunto. Estamos diante de uma abertura que diz claramente que o que está por vir não é para os fracos de coração.

E está tudo lá: a traição com a captura do Senhor, com direito a Pedro decepando uma orelha do pobre Malchus. A atitude de Jesus se oferecendo para a captura, intervindo pela liberdade de seus discípulos.

A Negação de Pedro, de Theodoor Rombouts

Temos a negação de Pedro, que era muito humano, como nós o somos. Todos os meandros e delicadezas do interrogatório do acusado, com Pilatos tentando safar-se da enrascada de condenar um inocente. Os detalhes para que as palavras da antiga profecia fossem satisfeitas, como os soldados jogando dados para decidir com quem ficaria a túnica do Senhor. A escolha entre o nazareno e Barrabás é impressionante, assim como os gritos demandando a crucificação. Pilatos ainda diz duas impressionantes falas: o Ecce homo – Sehet, welch ein Mensch! – e o sutilíssimo Was ich geschrieben habe, das habe ich geschrieben. O que eu escrevi, eu escrevi! E é claro, o sacrifício precisa ser cumprido. Mas antes, aquele discípulo que ele amou ao lado de sua mãe e as outras Marias, recebe a incumbência de zelar por ela.

Ecce Homo, Caravaggio

Todas estas passagens são entremeadas pelas mais lindas árias, que cumprem o papel de refletir sobre os significativos momentos. Por exemplo, ao cumprir-se o calvário, com a morte do Senhor, e morte de cruz, ouvimos uma ária lancinante, cantada por um contralto: Es ist vollbracht! Esta é a primeira frase da ária, que repete a última fala de Jesus, ao entregar seu espírito. O sacrifício está completo, cumpriu-se. Para fazer contraponto a está atual interpretação da famosa ária, apresentada nesta postagem, você poderá ver, clicando aqui, como esta música tem atravessado os tempos sempre encantado e tocando os corações das pessoas. A gravação que está no Youtube apresenta a contralto inglesa Kathleen Ferrier, cantando em inglês.

Deposição da Cruz, van der Weyden

Temos ainda uma etapa, a deposição da cruz e o sepultamento. Palavras terríveis. E assim termina a Paixão, com Jesus sepultado. Afinal, só no Domingo de Páscoa ele ressurgirá, mas aí é outro Oratório, que você poderá ouvir se clicar aqui.

Como acontece nas grandes obras de arte, quanto mais nos aproximamos delas, mais minúcias e detalhes impressionantes descobrimos. No caso das obras musicais dependemos dos intérpretes e nos nossos dias, também das equipes de gravações que nos levam para mais perto destas maravilhas. Mas para não desperdiçarmos tamanhos tesouros, precisamos aplicar um certo esforço.

Apesar de já ter ouvido esta obra diversas vezes, a cada vez descubro algum novo detalhe que me impressiona ou que me inspira. Nesta gravação gostei muito do conjunto todo, mas chamo a atenção para o coro de abertura, tremendo, e para a ária de tenor que transmuta o sangue do dorso de Jesus nas cores de um arco-íris que do céu nos abençoa.

Independentemente da maneira que você escolha para ouvir esta maravilhosa gravação, que ela lhe toque o coração, de alguma maneira.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Johannes Passion

Parte 1

[1-7] Traição e Prisão
[8-14] Negação

Parte 2

[1-6] Interrogatório e Flagelação
[7-12] Condenação e Crucificação
[13-18] A Morte de Jesus
[19-26] Deposição e Sepultamento

Maximilian Schmitt, Evangelista

Krešimir Stražanac, Jesus

Dorothee Mields, soprano

Damien Guillon, contratenor

Robin Tritschler, tenor

Peter Kooij, baixo

Collegium Vocale Gent

Philippe Herreweghe, regente

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FLAC | 425 MB

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MP3 | 320 KBPS | 245 MB

Collegium Vocale Gent

Veja o que a Gramophone disse sobre esta gravação:

Contributing to the discerning unity of vision and character of this performance is how the instruments sit embedded at the heart of the vocal sound…This is indeed one of the most thoughtful, affecting and powerful St John Passions in recent years. It reveals the mature mastery of Herreweghe at his most perspicacious and consistent, with Collegium Vocale Gent paving the way with gold.

Então, tá esperando o que? Aproveite!

René Denon

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – J. S. Bach – Julian Bream

Um gigante do violão é o adjetivo mínimo que conseguir encontrar para descrever Julian Bream. E este CD aqui é ainda mais obrigatório, é uma verdadeira aula de como tocar Bach neste instrumento tão peculiar e único. Lembro de ouvir o nome de Bream por um conhecido, que tinha o incrível dom de tirar estas músicas de ouvido, era autodidata, não sabia ler partitura. Ouvia os discos com muita atenção, e depois se dedicava durante horas, ou até mesmo dias, a repetir aquelas músicas. Aliás, este conhecido faleceu já há muito tempo, muito jovem, por sinal, começo dos anos 90, mas nunca esqueço de sua dedicação e paixão pela música.

Enfim, falar sobre Julian Bream é chover no molhado, portanto, sugiro que para quem não o conhece, procure informações na internet. Vale a pena.

01. Prelude Fugue and Allegro BWV 998 – I. Prelude
02. Prelude Fugue and Allegro BWV 998 – II. Fugue
03. Prelude Fugue and Allegro BWV 998 – III. Allegro
04. Suite BWV 996 – I. Prelude
05. Suite BWV 996 – II. Allemande
06. Suite BWV 996 – III. Courante
07. Suite BWV 996 – IV. Sarabande
08. Suite BWV 996 – V. Bourree
09. Suite BWV 996 – VI. Gigue
10. Parita No.2 BWV 1004 – Chaconne
11. Partita No.3 BWV 1006a – I. Prelude
12. Partita No.3 BWV 1006a – II. Loure
13. Partita No.3 BWV 1006a – III. Gavotte en Rondeau
14. Partita No.3 BWV 1006a – IV. Menuett I – Menuett II – Menuett I
15. Partita No.3 BWV 1006a – V. Bourree
16. Partita No.3 BWV 1006a – VI. Gigue

Julian Bream – Violão

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): A Paixão Segundo Mateus, BWV 244 (Herreweghe, 1985)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): A Paixão Segundo Mateus, BWV 244 (Herreweghe, 1985)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esta foi a primeira gravação da Paixão Segundo Mateus que Herreweghe realizou. É de 1985, dos tempos do vinil. A segunda está neste link. Afirmo que a segunda gravação — do link recém colocado em negrito — é melhor, mas aqui temos um maior sabor de juventude e René Jacobs barbarizando.

A Paixão Segundo Mateus BWV 244 (em latim: Passio Domini nostri Jesu Christi secundum Evangelistam Matthaeum; em alemão: Matthäus-Passion), mais conhecida em países católicos como A Paixão Segundo Mateus, é um oratório de Johann Sebastian Bach, que representa o sofrimento e a morte de Cristo a partir do Evangelho de Mateus, com libreto de Picander (Christian Friedrich Henrici). Com uma duração de mais de duas horas e meia (em algumas interpretações, mais de três horas) é a obra mais extensa do compositor. Trata-se, sem dúvida alguma, de uma das obras mais importantes de Bach e uma das obras-primas da música ocidental. Esta e A Paixão Segundo João são as únicas Paixões autênticas do compositor conservadas em sua totalidade. A Paixão Segundo Mateus consta de duas grandes partes constituídas de 68 números, em que se alternam coros, corais, recitativos, ariosos e árias.

A obra foi escrita, provavelmente, em 1727. Apenas duas das quatro (ou cinco) composições sobre a Paixão de Cristo, que Bach escreveu, subsistiram integralmente; a outra é A Paixão Segundo João, como dissemos. A peça completa foi apresentada pela primeira vez na Sexta-feira da Paixão de 1727 ou na Sexta-feira da Paixão de 1729 na Thomaskirche (Igreja de São Tomás) em Leipzig, onde Bach era o Kantor. Ele a revisou em 1736, apresentando-a novamente em março desse mesmo ano, incluindo dessa vez dois órgãos na instrumentação.

A Paixão Segundo Mateus não foi ouvida fora de Leipzig até 1829, quando Felix Mendelssohn apresentou uma versão abreviada em Berlim e foi vivamente aclamado. A redescoberta da obra através de Mendelssohn expôs a música de Bach — principalmente suas grandes obras — à atenção pública e acadêmica que persiste até os dias atuais.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): A Paixão Segundo Mateus (Herreweghe, 1985)

Erster Teil
1-1 Chorus : Kommt, Ihr Töchter, Helft Mir Klagen
1-2 (Evangelista, Jesus) : Da Jesus Diese Rede Vollendet Hatte
1-3 Choral : Herzliebster Jesu, Was Hast Du Verbrochen
1-4a (Evangelista) : Da Versammleten Sich Die Hohenpriester
1-4b (Chori) : Ja Nicht Auf Das Fest
1-4c (Evangelista) : Da Nun Jesus War Zu Bethanien
1-4d (Chorus) : Wozu Dienet Dieser Unrat
1-4e (Evangelista, Jesus) : Da Das Jesus Merkete
1-5 Recitativo : Du Lieber Heiland Du
1-6 Aria (Alto) : Buß Und Reu
1-7 (Evangelista, Judas) : Da Ging Hin Der Zwölfen Einer,
1-8 Aria (Soprano) : Blute Nur, Du Liebes Herz
1-9a (Evangelista) : Aber Am Ersten Tage Der Süßen Brot
1-9b (Chorus) : Wo Willst Du, Daß Wir Dir Bereiten
1-9c (Evangelista, Jesus) : Er Sprach : Gehet Hin In Die Stadt
1-9d (Evangelista) : Und Sie Wurden Sehr Betrübt
1-9e (Chorus) : Herr, Bin Ich’s
1-10 Choral : Ich Bin’s, Ich Sollte Büßen
1-11 (Evangelista, Jesus) : Er Antwortete Und Sprach
1-12 Recitativo : Wiewohl Mein Herz In Tränen Schwimmt
1-13 Aria (Soprano) : Ich Will Dir Mein Herze Schenken
1-14 (Evangelista, Jesus) : Und Da Sie Den Lobgesang Gesprochen Hatte
1-15 Choral : Erkenne Mich, Mein Hütter
1-16 (Evangelista, Jesus, Petrus) : Petrus Aber Antwortete Und Sprach Zu Him
1-17 Choral : Ich Will Hier Bei Dir Stehen
1-18 (Evangelista, Jesus) : Da Kam Jesus Mit Ihnen Zu Einem Hofe
1-19 Recitativo : O Schmerz ! Hier Zittert Das Gequälte Herz
1-20 Aria (Tenore) : Ich Will Bei Meinem Jesu Wachen
1-21 (Evangelista, Jesus) : Und Ging Hin Ein Wenig
1-22 22 Recitativo : Der Heiland Fällt Vor Seinem Vater Nieder
1-23 Aria (Basso) : Gerne Will Ich Mich Bequemen
2-1 24 (Evangelista, Jesus) : Und Er Kam Zu Seinem Jüngern
2-2 25 Choral : Was Mein Gott Will, Das Gscheh Allzeit
2-3 26 (Evangelista, Jesus, Judas) : Und Er Kam Und Fand Sie Aber Schlafend
2-4a 27a Aria (Soprano, Alto E Choro): So Ist Mein Jesus Nun Gefangen
2-4b 27b (Chori) : Sind Blitze, Sind Donner In Wolken Verschwunden
2-5 28 (Evangelista, Jesus) : Und Siehe, Einer Aus Denen
2-6 29 Choral : O Mensch, Bewein Dein Sünde Groß

Zweiter Teil
2-7 30 Aria (Alto E Coro) : Ach, Nun Ist Mein Jesus Hin
2-8 31 (Evangelista) : Die Aber Jesum Gegriffen Hatten
2-9 32 Choral : Mir Hat Die Welt Trüblich Gericht’
2-10 33 (Evangelista, Pontifex, Testis I, II) : Un Wiewohl Viel Falsche Zeugen Herzutraten
2-11 34 Recitativo : Mein Jesus Schweigt Zu Falschen Lügen Stille
2-12 35 Aria (Tenore) : Geduld
2-13a 36a (Evangelista, Pontifex, Jesus) : Und Der Hohepriester Antwortete Und Sprach Zu Him
2-13b 36b (Chori) : Er Ist Des Todes Schuldig
2-13c 36c (Evangelista) : Da Speieten Sie Aus
2-13d 36d (Due Chori) : Weissage Uns, Christe
2-14 37 Choral : Wer Hat Dich So Geschlagen
2-15a 38a (Evangelista, Ancilla I, II, Petrus) : Petrus Aber Saß Draußen Im Palast
2-15b 38b (Chorus) : Wahrlich, Du Bist Auch Einer Von Denen
2-16 39 Aria (Alto) : Erbarme Dich
2-17 40 Choral : Bin Ich Gleich Von Dir Gewichen
2-18a 41a (Evangelista, Judas) : Des Morgens Aber Hielten Alle Hohepriester
2-18b 41b (Chori) : Was Gehet Uns Das An
2-18c 41c (Evangelista, Pontifex I, II) : Und Er Warf Die Silbberlinge In Den Tempel
2-19 42 Aria : Gebt Mir Meinem Jesum
2-20 43 (Evangelista, Pilatus, Jesus) : Sie Hielten Aber Einen Rat
2-21 44 Choral : Befiehl Du Deine Wege
2-22a 45a (Evangelista, Pilatus, Uxor Pilati, Chori) : Auf Das Fest Aber Hatte Der Landpfleger Gewohnheit
2-22b 45b (Due Chori) : Laß Ihn Kreuzigen
2-23 46 Choral : Wie Wunderbarlich Ist Doch Diese Strafe
2-24 47 (Evangelista, Pilatus) : Der Landpfleger Sagte
3-1 48 Recitativo : Er Hat Uns Allen Wohlgetan
3-2 49 Aria : Aus Liebe Will Mein Heiland Sterben
3-3a 50a (Evangelista) : Sie Schrieen Aber Noch Mehr
3-3b 50b (Due Chori) : Laß Ihn Kreuzigen
3-3c 50c (Evangelista, Pilatus) : Da Aber Pilatus Sahe
3-3d 50d (Chori) : Sein Blut Komme Über Uns
3-3e 50e (Evangelista) : Da Gab Er Ihnen Barrabam Los
3-4 51 Recitativo : Erbarm Es Gott
3-5 52 Aria : Können Tränen Meiner Wangen
3-6a 53a (Evangelista) : Da Nahmen Die Kriegsknechte
3-6b 53b (Chori) : Getrüßet Seist Du, Jüdenkönig
3-6c 53c (Evangelista) : Und Speieten Ihn An
3-7 54 Choral : O Haupt Voll Blut Und Wunden
3-8 55 (Evangelista) : Und Da Sie Ihn Verspottet Hatten
3-9 56 Recitativo :Ja Freilich Will In Uns Das Fleisch Und Blut
3-10 57 Aria Komm, Süßes Kreuz, So Will Ich Sagen
3-11a 58a (Evangelista) : Und Da Sie An Die Stätte Kamen
3-11b 58b (Chori) : Der Du Den Tempel Gottes Zerbrichst
3-11c 58c (Evangelista) : Desgleichen Auch Die Hohenpriester
3-11d 58d (Chori) : Andern Hat Er Geholfen
3-11e 58e (Evangelista) : Desgleichen Schmäheten Ihn Auch Die Mörder
3-12 59 Recitativo : Ach Golgatha
3-13 60 Aria : Sehet, Jesus Hat Die Hand
3-14a 61a (Evangelista, Jesus) : Und Von Der Schsten Stunde An
3-14b 61b (Chorus) : Der Rufet Dem Elias
3-14c 61c (Evangelista) : Und Bald Lief Einer Unter Ihnen
3-14d 61d (Chorus) : Halt ! Laß Sehen
3-14e 61e (Evangelista) : Aber Jesus Schriee Abermal
3-15 62 Choral : Wenn Ich Einmal Soll Scheiden
3-16a 63a (Evangelista) : Und Siehe Da, Der Vorhang Im Tempel Zerriß
3-16b 63b (Due Chori In Unisono) : Wahrlich, Dieser Ist Gottes Sohn Gewesen
3-16c 63c (Evangelista) : Und Es Waren Viel Weiber Da
3-17 64 Recitativo : Am Abend, Da Es Kühle War
3-18 65 Aria : Mache Dich, Mein Herze, Rein
3-19a 66a (Evangelista) : Und Joseph Nahm Den Leib
3-19b 66b (Due Chori) : Herr, Wir Haben Gedacht
3-19c 66c (Evangelista, Pilatus) : Pilatus Sprach Zu Ihnen
3-20 67 Recitativo : Nun Ist Der Herr Zur Ruh Gebracht
3-21 68 Chorus : Wir Setzen Uns Mit Tränen Nieder

Alto Vocals [Alto Solo, Testis 1] – René Jacobs
Baritone Vocals [Judas] – Renaud Machart
Baritone Vocals [Petrus, Pontifex 1] – Marc Meersman
Bass Vocals [Bass Solo, Pilatus, Pontifex 2] – Peter Kooy
Bass Vocals [Jesus] – Ulrik Cold
Choir – Chœur D’Enfants «In Dulci Jubilo»
Choir [Chorus 1] – Ensemble Vocal Européen De La Chapelle Royale
Choir [Chorus 2] – Collegium Vocale
Soprano Vocals [Ancilla 2] – Catherine Bignalet
Soprano Vocals [Soprano Solo, Ancilla 1, Uxor Pilati] – Barbara Schlick
Tenor Vocals [Evangelista] – Howard Crook
Tenor Vocals [Tenor Solo, Testis 2] – Hans Peter Blochwitz
Orchestra – La Chapelle Royale
Conductor – Philippe Herreweghe

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Rogier van der Weyden, A Descida da Cruz, c. 1435, Museu do Prado, Madrid

PQP

Bach (1685-1750): Música para Alaúde – Stephan Schmidt

Bach (1685-1750): Música para Alaúde – Stephan Schmidt

J. S. Bach

Música para Alaúde

Stephan Schmidt

 

Confesso nunca ter tido muito entusiasmo com a ‘música para alaúde’ de Bach. Esta é uma área um pouco difusa, quero dizer no que concerne ao uso do instrumento adequado para o qual a música foi composta. Mais uma vez, transcrições e adaptações. O fato é que as gravações que ouvi destas peças nunca realmente me entusiasmaram. Mesmo nas mãos dos mais eminentes instrumentistas, tais como Julian Bream ou John Williams. O que chegou mais perto foi Eduardo Fernandez e ouvi muito falar de Paul Galbraith, mas alas, nossos caminhos ainda não se cruzaram. Você deve estar estranhando, pois tenho falado em música para alaúde, mas o pessoal que estou mencionando toca o que nestas mal traçadas vamos chamar de guitarra. É verdade que o Bream também toca alaúde. Nem estou pensando na turma mais ‘vegana’, que toca alaúde mesmo, como os afamados Hopkinson Smith, Jakob Lindberg, Paul O’Dette e Nigel North. Estes só visito quando o assunto é Dowland.

Nossas imagens são apenas ilustrativas…

Pois então, a relutância toda foi embora assim que deitei ouvidos neste álbum espetacular. Stephan Schmidt toca aqui o conjunto de peças aglomeradas sob o rótulo ‘Música para Alaúde’, usando uma guitarra de dez (10!) cordas. O ponto de exclamação é só ponto de exclamação. Se fosse fatorial não haveria dedos neste mundo para tocar tantas cordas…

O crítico da revista Gramaphone que assinou a resenha deste álbum explica: ‘A típica guitarra de seis cordas (normalmente usada para este repertório) é um instrumento barítono, mas seu registro mais baixo não tem extensão suficiente para evitar a necessidade de ajustes. Guitarras com maior número de cordas (acrescentadas na região do baixo) têm sido usadas ultimamente. Agora Schmidt usando uma guitarra de dez cordas estabelece uma nova referência com este magnífico álbum’. Realmente, é necessário ouvir para crer.

S. L. Weiss

O repertório que se considera música para alaúde de Bach se agrupa sob a classificação de BWV 995 até BWV 1000, mais a Suíte BWV 1006a e a maioria destas obras estão relacionadas com a música escrita para violino ou violoncelo solo. O fato é que Bach conheceu e conviveu com grandes alaudistas, apesar de que em seus dias, o instrumento já estava caindo em desuso. O mais famoso e prolífico deles foi Silvius Leopold Weiss, praticamente de mesma idade de Bach. Eles teriam se conhecido através de Wilhelm Friedmann, o filho mais velho de Bach. Outros dois compositores e alaudistas desta época são Johann Kropfgang e Ernest Gottlieb Baron. Além destes compositores, Bach teve dois alunos que dominavam o alaúde (e tudo indica que o próprio Bach sabia como fazer soar a tal coisa, desde que esta estivesse afinada). Estes alunos eram Rudolf Straube e Johann Ludwig Krebs. Bach tinha Krebs em alta estima. Como era chegado a um trocadilho, Bach dizia que Johann era o único caranguejo (Krebs) em seu ribeirão (Bach). Eu sei que é difícil acreditar, mas todo mundo naquela época morria de rir sempre que ele dizia isto. Vocês sabem, humor depende da época e da cultura…

Krebs achando o máximo as brincadeiras com seu sobrenome…

O que temos aqui? Bom, muita música excelente. O disco começa com a Suíte em mi maior, BWV 1006a, que como a numeração já indica, é uma adaptação da Partita para Violino em mi maior, BWV 1006. Esta foi fácil. Depois a Suíte em dó menor, BWV 997 e a Suíte em mi bemol maior, BWV 998 – que tem apenas três movimentos: prelúdio, fuga e allegro.

Chegamos então ao que eu considero a parte mais bonita do álbum, a Suíte em sol menor, BWV 995 – a peça que mais se beneficia das extras cordas da guitarra, pois esta é uma adaptação da Suíte para Violoncelo em dó menor, BWV 1011.

Ah, ia quase me esquecendo, tem mais uma Suíte em mi menor, BWV 996. A principal fonte desta peça é uma cópia feita por Johann Gottfried Walther e que foi encontrada em uma coleção de manuscritos pertencente a Johann Ludwig Krebs, depois de sua morte. Walther era um primo de Bach e a sua letra deixa dúvida sobre o instrumento para o qual a peça foi escrita. No título lê-se o que poderia ser aufs Lauten Werck ou Lautenwerck.

Para arrematar, fechando o cortejo, temos duas peças avulsas, uma fuga e um prelúdio.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Suíte para alaúde em mi maior, BWV 1006a

  1. Preludio
  2. Loure
  3. Gavotte em rondeau
  4. Menuet I – II
  5. Bourre
  6. Gigue

Partita para alaúde em dó menor, BWV 997

  1. Preludio
  2. Fugue
  3. Sarabande
  4. Gigue
  5. Double

Prelúdio, Fuga e Allegro para alaúde em mi bemol maior, BWV 998

  1. Preludio
  2. Fugue
  3. Allegro

Suíte para alaúde em sol menor, BWV 995

  1. Preludio
  2. Allemande
  3. Courante
  4. Sarabande
  5. Gavotte I – II – Rondeau
  6. Gigue

Suíte para alaúde em mi menor, BWV 996

  1. Preludio
  2. Allemande
  3. Courante
  4. Sarabande
  5. Bourree
  6. Gigue

Fuga para alaúde em sol meno, BWV 996

  1. Fugue

Prelúdio para alaúde em sol menor, BWV 1000

  1. Preludio

Stephan Schmidt, guitarra de dez cordas

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FLAC | 393 MB

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MP3 | 320 KBPS | 235 MB

Stephan Schmidt e sua viola de dez cordas…

Se você não tiver muito tempo, ouça pelo menos a suíte em sol menor, BWV 995. Mas, se tiver menos tempo ainda, pode avaliar o todo pelas duas lindas peças que fecham o álbum – uma Fuga em sol menor, BWV 1000 e o lindíssimo Prelúdio em dó menor, BWV 999. Se seu coração não se derreter, então…

René Denon

Ferramentas em uma luteria…

J. S. Bach (1685-1750): Violin & Voice

J. S. Bach (1685-1750): Violin & Voice

Este é um CD apenas OK, nada mais. A ideia foi boa, mas a escolha das árias parece ter passado por cima do conceito de beleza para abraçar outros critérios. O critério comercial? Sei lá. Como filho de Bach, tenho coleções de árias na minha cabeça e acho que este CD apenas acertou em 50% das tentativas. Ah, o disco é uma seleção de árias de Cantatas e Paixões que incluem voz e violino, certo? Pois é como ia dizendo, há dezenas delas, mas a escolha foi assim assim. Quem rouba o disco é o sensacional Matthias Goerne, que é um barítono alemão realmente maravilhoso. Já Christine Schafer é apenas aceitável. Não curti muito a cantora. Acho que foi isso. Paciência.

O disco costuma ser muito elogiado. Vai ver estou errado…

J. S. Bach (1685-1750): Violin & Voice

1. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.51 Aria (Bass): ”Gebt Mir Meinen Jesum Wieder” 2:59
2. Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme Cantata, BWV 140 – Arie (Duett): ”Wann Kommst Du, Mein Heil?” 5:44
3. Cantata, BWV 204 ”Ich Bin Vergnügt” – Aria ”Die Schätzbarkeit Der Weiten Erde” 4:13
4. Liebster Jesu, Mein Verlangen Cantata, BWV 32 – 3. Aria: Hier, In Meines Vaters Stätte 7:09
5. Zerreißet, Zersprenget, Zertrümmert Die Gruft Dramma Per Musica, BWV 205 – 9. Aria Soprano: ”Angenehmer Zephyrus” 3:29
6. Mass In B Minor, BWV 232/Gloria – Laudamus Te 3:50
7. Ich Lasse Dich Nicht, Du Segnest Mich Denn (Cantata BWV 157) – Ja, Ja Ich Halte Meinen Jesum Fest 6:18
8. Cantata ”Wer Mich Liebet, Der Wird Mein Wort Halten” BWV 59 – 4. Aria: ”Die Welt Mit Allen Königreichen” 3:06
9. Cantata, BWV 58 ”Ach Gott, Wie Manches Herzeleid” – Aria ”Ich Bin Vergnügt In Meinem Leiden” (Soprano) 3:44
10. Cantata, BWV117 – 6. Wenn Trost Und Hülf’ Ermangeln Muß 4:03
11. Der Friede Sei Mit Dir: Cantata, BWV 158 – 2. Aria & Choral: Welt, Ade, Ich Bin Dein Müde 5:49
12. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.39 Aria (Alto): ”Erbarme Dich” 6:29

Hilary Hahn
Matthias Goerne
Christine Schafer

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PQP gosta
Não funcionou, Hahn

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Suítes Francesas – Yuan Sheng

J. S. Bach (1685-1750): Suítes Francesas – Yuan Sheng

Bach

Suítes Francesas

Yuan Sheng

 

Na constelação de estrelas do piano brilham muitos nomes orientais, como Lang Lang, Mitsuko Uchida e Yuja Wang. Mais recentemente ouvimos Yundi Li e Seon-Jin Cho. Eu ouço Kun-Woo Paik há muito tempo. Além destes mais conhecidos, podemos buscar outros nomes, pois a arte desconhece fronteiras e as diferentes culturas acrescentam outras perspectivas artísticas às obras musicais que tanto pensamos conhecer.

Eu também uso esse tipo de óculos quando quero ir a algum lugar sem ser reconhecido…

Há pouco fiz uma postagem com a especialíssima pianista chinesa Zhu Xiao-Mei. Agora tenho a grande expectativa de encantar os amantes da música de Bach interpretada ao piano com esta postagem das Suítes Francesas interpretadas por Yuan Sheng, um nome para guardar.

Eu me encantei com este álbum e achei interessante postá-lo no meio deste afã de (Viva!) #BTHVN 2020, que tem sido muito divertido, especialmente para termos um contraponto.

Nunca havia ouvido de Yuan Sheng antes destas gravações, mas os primeiros acordes da Allemande que inicia a Suíte No. 1 de nosso sumo compositor, João Sebastião Ribeiro, colocaram-me imediatamente em alerta. Assim seguimos para a Courante e quando chegamos na Sarabande, eu já havia me tornado fã. Gente, ouçam esta sarabanda! Há nobreza, elegância, mas há também uma certa simplicidade que é resultado de muita sabedoria. Em uma palavra, espetacular!

Yuan Sheng

Pois este excelente pianista nasceu em Beijing, em uma família de artistas. Começou seus estudos aos cinco anos com sua mãe e depois estudou no Conservatório Central de Beijing, com os professores Qifang Li, Huili Li e Guangren Zhou. De 1991 até 1997 ele estudou na Escola de Música de Manhattan, em Nova Iorque. Seu grande interesse pela música de Bach o levou a estudar intensamente com Rosalyn Tureck. Yuan Sheng é agora professor do Conservatório Central de Beijing.

O que dizer do repertório? Que é espetacular, adoro todas as Suítes, mas tenho uma grama de predileção pela No. 5, que conheci antes das outras, e depois, pela No. 1. Além das Suítes Francesas, o álbum tem duas outras peças: Suíte em lá menor, BWV 818 e Suíte em mi bemol maior, BWV 819. Estas suítes estão, de alguma forma, ligadas às Suítes Francesas ‘oficiais’, por aparecem entre elas em alguns dos manuscritos que chegaram até nós. Tenho certeza que ninguém vai reclamar das peças a mais…

Antes de deixá-lo correr para o link e baixar a música, se é que você ainda não fez isto, uma palavra sobre os caracteres chineses. Tenho um enorme interesse pela cultura chinesa e sempre que posso tento aprender algo mais sobre ela. Por conta das poesias de Li Bai, que acabaram em algumas letras do Das Lied von der Erde, de Mahler, andei estudando um pouco os caracteres chineses. Não é fácil, especialmente para que tem uma memória RAM mínima, como eu, mas é excelente passatempo. Uma enorme ajuda veio de um (na minha opinião) excelente tradutor online, do qual faço propaganda e você pode conhecer se clicar aqui.

Os dois caracteres que coloquei no início da postagem formam precisamente o nome do pianista, Yuan Sheng, mas estão na ordem invertida, pois na China se diz primeiro o nome da família ( Sheng) e depois o nome do indivíduo ( Yuan).

Minha caligrafia pode melhorar…

O tradutor que indiquei dá muitas informações sobre cada caractere, inclusive você pode aprender a ordem de cada pincelada (ou de cada traço) para escrevê-lo (ou desenhá-lo).

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Suíte Francesa No. 1 em ré menor, BWV 812
  1. Allemande; 2. Courante; 3. Sarabande; 4. Menuet I e II; 5. Gigue
Suíte Francesa No. 2 em dó menor, BWV 813
  1. Allemande; 2. Courante; 3. Sarabande; 4. Air; 5. Menuet I e II; 6. Gigue
Suíte Francesa No. 3 em si menor, BWV 814
  1. Allemande; 2. Courante; 3. Sarabande; 4. Angloise; 5. Menuet e Trio; 6. Gigue
Suíte Francesa No. 4 em mi bemol maior, BWV 815
  1. Allemande; 2. Courante; 3. Sarabande; 4. Gavotte; 5. Menuet; 6. Air; 7. Gigue
Suíte Francesa No. 5 em sol maior, BWV 816
  1. Allemande; 2. Courante; 3. Sarabande; 4. Gavotte; 5. Bourée; 6. Loure; 7. Gigue
Suíte Francesa No. 6 em mi maior, BWV 817
  1. Allemande; 2. Courante; 3. Sarabande; 4. Gavotte; 5. Polonaise; 6. Menuet; 7. Bourée; 8. Gigue
Suíte em lá menor, BWV 818
  1. Allemande; 2. Courante; 3. Sarabande simple; 4. Sarabande double; 5. Gigue
Suíte em mi bemol maior, BWV 819
  1. Allemande; 2. Courante; 3. Sarabande; 4. Bourée; 5. Menuet I e II

Yuan Sheng, piano

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FLAC | 467 MB

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MP3 | 320 KBPS | 300 MB

盛原

Yuan quer dizer fonte, origem, começo. Sheng é abundante, próspero, pujante. Assim, você pode perceber que o nome do pianista da postagem é muito significativo.

Resumindo, este álbum é ‘papa-fina’! Aproveite!!

René Denon