J. S. Bach (1685-1750) & H.I.F. Biber (1644-1704): Sonatas para Violino – Evgeny Sviridov

J. S. Bach (1685-1750) & H.I.F. Biber (1644-1704): Sonatas para Violino – Evgeny Sviridov

Bach & Biber

Sonatas para Violino

Evgeny Sviridov, violino

Zita Mikijanska, cravo

 

Até o momento em que começo a escrever esta postagem não consegui verificar se Bach e Biber encontraram-se alguma vez, mas eu creio que não. Heinrich Ignaz Franz (von) Biber nasceu em 1644, 41 anos antes de Bach, e quando morreu, Bach era um jovem de 19 anos. Mas acredito que Bach conhecia alguma música de Biber, especialmente por este ter sido um grande violinista e suas composições, como as sonatas deste disco, além das famosíssimas Sonatas do Rosário (Die Rosenkranz Sonaten) expandiram as técnicas de tocar o violino.

Foto do artista quando muito jovem…

De qualquer forma, a combinação das peças de Bach com as do músico mais antigo, dão um toque interessante ao programa. Ouça de olhos fechados, ou pegue uma faixa qualquer aleatoriamente. Acredito que você conseguirá adivinhar logo qual dos dois é o compositor. As sonoridades de Biber são um tanto mais técnicas enquanto a música de Bach me parece mais melodiosa (uso esta por não me ocorrer alguma palavra mais apropriada). As tais scordaturas dão um toque especial às peças de Biber, assim como sua inventividade. Por exemplo, o último movimento de uma de suas sonatas tem uma ária com variações.

Mas as peças foram escolhidas para mostras as habilidades do jovem violinista. Evgeny Sviridov nasceu em São Petersburgo e iniciou seus estudos no conservatório da cidade. Enquanto ainda estudava participou de competições como Menuhin Competition em Cardiff e Paganini Competition em Gênova, em 2008. Mas foi em 2010 que ocorreu algo realmente especial. Aparentemente inspirado pelas interpretações de música em instrumentos de época, como as de Reinhard Goebel, inscreveu-se no International Bach Competition e ganhou o primeiro prêmio. Este disco de 2011 é uma consequência disto. Isto catapultou sua carreira e ele aprofundou seus estudos nesta área. Hoje, Sviridov tem uma carreira completamente estabelecida e suas atividades como artista e como professor são impressionantes, como você poderá descobrir lendo seu perfil nesta página aqui.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Sonata para violino e cravo No. 3 em mi maior, BWV 1016

  1. Adagio
  2. Allegro
  3. Adagio ma non tanto
  4. Allegro

Heirich Ignaz Franz Biber (1644 – 1704)

Sonata para violino No. 4 em ré maior, c. 141

  1. Presto
  2. Gigue – Adagio
  3. Adagio – Adagio
  4. Aria – Variatio 1 – 2 – 3 – 4 – Finale – Presto

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Sonata para violino em sol maior, BWV 1021

  1. Adagio
  2. Vivace
  3. Largo
  4. Presto

Heirich Ignaz Franz Biber (1644 – 1704)

Sonata para violino No. 8 em lá maior, c. 145

  1. Sonata – Allegro
  2. Aria
  3. Sarabanda
  4. Allegro – Allegro

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Partita para violino solo No. 3 em mi maior, BWV 1006

  1. Preludio
  2. Loure
  3. Gavotte em rondeau
  4. Menuet I – II
  5. Bourre
  6. Gigue

Evgeny Sviridov, violino

Zita Mikijanska, cravo

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Retrato mais atual do artista

Para nosso espaço Babel, selecionei alguns trechos de críticas dos trabalhos do Evgeny..

“Seine Interpretation ist ein Ereignis. Da ist nicht ein Bogenstrich unkontrolliert oder unreflektiert. Jeder Akzent, jede Klangfarbe erweist sich als wohlüberlegt und präzise gesetzt.”

“If you think the Baroque violin sounds wiry and thin, Sviridov’s silky, silvery tones will make you think again. Fingerwork and bowings are supple, light-weight and agile, producing effects by turns balletic, poetic, rhetorical and lyrical.”

“Ce très grand interprète donne ici une splendide illustration de ce qu’on peut faire de mieux avec des œuvres majeures même dès le jeune âge. Il est troublant de ressentir à l’écoute d’œuvres connues, maintes fois entendues, une nouvelle émotion. C’est simplement magnifique !”

 

Resumindo: ‘É simplesmente magnífico!’

Aproveite!

René Denon

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga (Podger / Brecon)

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga (Podger / Brecon)

Uma bela versão desta dificílima obra da qual já foi dita ser mais para a leitura de especialistas do que para ser tocada. Bach não atribuiu instrumentação à peça, o que dá gloriosa liberdade e variações às gravações. A Arte da Fuga (Die Kunst der Fuge, BWV 1079), é uma peça inacabada — praticamente finalizada, na verdade — de Johann Sebastian Bach. A composição da obra provavelmente se iniciou em 1742. A primeira versão 12 fugas e dois cânones e foi copiada em 1745. A segunda versão da obra foi publicada após sua morte em 1750, contendo 14 fugas e quatro cânones. A obra demonstra o completo domínio de Bach da mais complexa forma de expressão dentro da música erudita, o contraponto. A obra é composta de combinações engenhosas e particularmente elaboradas de temas relativamente simples, que são desenvolvidos com a mais alta musicalidade. A Arte da Fuga se situa entre os pontos mais altos a que chegou a música europeia devido à complexidade única de sua forma e estrutura.

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga (Podger / Brecon)

Simple Fugues
1 Contrapunctus 1 2:47
2 Contrapunctus 3 2:27
3 Contrapunctus 2 2:58
4 Contrapunctus 4 3:38
5 Canon Alla Ottava 2:15
Double Fugues
6 Contrapunctus 9 ‘Alla Duodecima’ 2:26
7 Contrapunctus 10 ‘Alla Decima’ 3:47
Counter Fugues
8 Contrapunctus 5 2:51
9 Contrapunctus 6 ‘In Stylo Francese’ 3:49
10 Contrapunctus 7 ‘Per Augmentationem Alla Terza’ 3:30
Triple Fugue
11 Contrapunctus 8, A 3 5:50
Triple/Quadruple Fugue
12 Contrapunctus 11, A 4 5:40
13 Canon Alla Duodecima 3:43
14 Contrapunctus 12, A 4 3:48
15 Canon Alla Decima 4:27
16 Contrapunctus 13, A 3 4:35
17 Canon Per Augmentationem In Contrario Motu 3:22
18 Contrapunctus 14 8:23

Cello – Alison McGillivray
Harpsichord – Marcin Świątkiewicz
Viola – Jane Rogers (2)
Violin – Rachel Podger
Violin, Viola – Johannes Pramsohler
Ensemble – Brecon Baroque

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PQP

Rameau (1683-1764) – Fux (1660-1741) – J.S. Bach (1685-1750): Suítes Orquestrais – European Union Barocke Orchestra (EUBO) – Lars Ulrik Mortensen

Rameau (1683-1764) – Fux (1660-1741) – J.S. Bach (1685-1750): Suítes Orquestrais – European Union Barocke Orchestra (EUBO) – Lars Ulrik Mortensen

Rameau – Fux – Bach

Suítes Orquestrais

EUBO

Lars Ulrik Mortensen

 

O nome Lars Ulrik Mortensen cruzou meu caminho pela primeira vez quando ouvi os concertos para vários cravos de Bach, na gravação da Archiv Produktion, o ramo da Deutsche Grammophon especializada em música antiga. Os principais cravistas do set são Trevor Pinnock e Kenneth Gilbert, seguidos dos nomes de Lars e Nicholas Kraemer. Estes dois últimos – excelentes músicos – eu desconhecia na época da gravação deste disco. Lars tinha sido aluno de Trevor Pinnock, que além de reger é um espetacular cravista.

Estava assim na expectativa de postar um disco para apresentar Lars como protagonista, mas também com um certo aplomb,  para nossos leitores e seguidores. Como cravista ele tem ótimos discos como os que trazem a música de Buxtehude ou de Frescobaldi. Mas acabei optando por este, no qual ele atua como regente da ótima orquestra EUBO. Isso também nos dá a oportunidade de apresentar um álbum atraente para os amantes da música barroca e para os que querem descobrir ou expandir um pouco mais seu repertório neste tipo de música.

O disco tem três suítes orquestrais e traça um breve panorama deste delicioso gênero musical. A primeira delas é uma suíte obtida reunindo dez números musicais da ópera Zoroastre de Jean-Philippe Rameau, que foi quase contemporâneo de Bach, Handel e Scarlatti. Inicialmente ele produziu muita música para cravo e ficou famoso por publicações em teoria musical. Ao chegar aos cinquenta anos, como se dizia lá em terras de minha meninice, garrou a compor óperas e nunca mais parou. E foi tão bem nesta toada que em Paris chegou-se a estabelecer uma regra – não mais do que duas óperas de Rameau por ano.

Se você se lembra disto, é melhor levar distanciamento social a sério!

Zoroastre foi levada aos palcos pela primeira vez em 1749 e passou por grandes remodelações para outra apresentação em 1756 (ano do nascimento do zauber Mozart). Foi um enorme sucesso. Tinha de tudo, magia, efeitos especiais que demandavam um grande orçamento e muita boa música. As óperas apresentadas em Paris naqueles dias tinha entremeados em sua ação, números de balé e os dez movimentos que compões a suíte eram estes trechos de música para dançar. Isso é então uma típica suíte – uma sequência de danças encabeçada pela abertura (ouverture). Outros exemplos de Suítes de Rameau são as das óperas Les Boréades, Dardanus, Castor et Polux, Naïs. Comece com este Zoroastre, regido pelo Lars Ulrik Mortensen.

Pois as suítes orquestrais francesas fizeram tanto sucesso que ganharam vida própria fora da ópera, começaram a ser apresentadas em outros países. Os pragmáticos compositores germânicos perceberam e começaram a produzir suítes como um gênero independente da ópera. As duas outras peças do disco são exemplos disto.

Johann Joseph Fux foi longevo, nasceu antes de Bach em 1660 e viveu 81 anos – um feito notável para aqueles dias. Fux passou sua vida em Viena e chegou a servir três imperadores da dinastia Habsburgo e a julgar pelo quadro que temos dele era bastante rígido e formal. Foi mais famoso como teórico musical do que como compositor. Seus escritos sobre contraponto foram lidos por Bach, Haydn, Mozart e Beethoven. Que feito!! Mas, a julgar pela Suíte a 7 que nos encanta aqui, com sua abertura e mais cinco movimentos de dança, deixa-nos com gostinho de quero mais.

Assim como Fux, Bach não escreveu ópera, mas quatro lindas suítes orquestrais e a primeira delas completa o álbum.

Jean-Philippe Rameau (1683 – 1764)

Suíte de Zoroastre

  1. Entreé des Mages
  2. Contredance
  3. Loure
  4. Gavotte em rondeau
  5. Rigaudons
  6. Sarabande
  7. Air des Espirits infernaux
  8. 2e Air des Espirits infernaux
  9. Air en rondeau
  10. Ballet figuré

Johann Joseph Fux (1660 – 1741)

Abertura a 7, em ré menor

  1. Ouverture
  2. Menuet
  3. Adagio
  4. Presto
  5. Gigue
  6. Aria

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Suíte Orquestral No. 1 em dó maior, BWV 1066

  1. Ouverture
  2. Courante
  3. Gavotte I / II
  4. Forlane
  5. Menuet I / II
  6. Bourée I / II
  7. Passepied I / II

European Union Baroque Orchestra

Lars Ulrik Mortensen

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Lars Ulrik Mortensen

Momento ‘The Book is on the Table’: The orchestral suite was written to entertain, and these three great examples do not disappoint, from the fluid orchestral sound of Rameau to the clean and crisp approach of his German contemporary, Johann Fux. And to round things off, one of Johann Sebastian Bach’s very finest orchestral works: a tour de force of rhythm and melody.

Uma das melhores suítes de Bach!

EUBO

Se você gostou deste disco, poderá tentar também estes aqui:

Suítes Orquestrais de Bach: https://pqpbach.ars.blog.br/2019/12/18/j-s-bach-1685-1750-suites-orquestrais-concerto-italiano-rinaldo-alessandrini/

Suíte de Les Indes Galantes, de Rameau: https://pqpbach.ars.blog.br/2020/04/19/rameau-1683-1764-les-indes-galantes-frans-bruggen-philippe-herreweghe-kenneth-gilbert-pierre-hantai-skip-sempe/

A melhor gravação das Suítes de Bach, segundo o PQP Bach: https://pqpbach.ars.blog.br/2019/08/08/j-s-bach-1685-1750-as-quatro-suites-orquestrais/

Aberturas de Telemann: https://pqpbach.ars.blog.br/2019/08/26/g-p-telemann-1681-1767-water-music-alster-overture/

Lully, outro francês: https://pqpbach.ars.blog.br/2020/01/19/jean-baptiste-lully-1632-1687-symphonies-ouvertures-airs-a-jouer/

Aproveite!

René Denon

PS: Gostei particularmente da capa deste álbum: Doces de Vidro de Murano!!

In memoriam Leon Fleisher (1928-2020): Two Hands

O terceiro ato da incrível trajetória de Leon Fleisher começou na década de 90, quando, após mais de trinta anos sem tocar com as duas mãos, a misteriosa condição que levou seus dedos da direita a desobedecerem-no ganhou um nome.

A distonia focal, de causas ainda não bem compreendidas e sem cura definitiva, leva os músculos a contraírem-se involuntariamente. Fleisher, que nunca desistira de voltar a tocar com as duas mãos, submeteu-se a tratamentos experimentais com toxina botulínica e recuperou o controle sobre os dedos amotinados. Depois de alguns recitais pouco divulgados, anunciou, para assombro do mundo, que voltaria aos palcos com um repertório convencional.

Enquanto deixava claro que não estava curado, pois as injeções de Botox precisavam ser repetidas a cada poucos meses, Fleisher pegou novamente a estrada e voltou a ser aclamado, também, por sua mão direita. Embora sem dúvidas tenha sido cuidadoso com as dificuldades propostas pelo repertório – o que, enfim, qualquer pianista a caminho dos oitenta anos faria de qualquer maneira -, jogou-se com muito apetite à carreira bimanual. Sem abandonar suas atividades pedagógicas, passou a apresentar em concertos e recitais não só o repertório para uma e duas mãos, com também regeu concertos do teclado e peças orquestrais do pódio (o trabalho de regente, brincava ele, dava-lhe a sensação da “bunda crescer dez vezes, depois de tantos anos escondendo-a da plateia”). Tocou muito jazz, também, instigado pelo filho Julian, compositor e cantor do gênero que, por ser o primeiro filho do segundo casamento de Fleisher, era por ele bem-humoradamente chamado de “Op. 2, no. 1”.

Em 2004, depois de quarenta anos sem gravar com as duas mãos, ele lançou um álbum chamado… “Duas Mãos”. O repertório combina um pot pourri de peças curtas, pelas quais Fleisher tinha carinho especial – a peça de Bach/Petri lhe soava como um “antônimo ao 11 de setembro”, e o noturno de Chopin era a peça favorita de sua mãe – com a monumental, derradeira sonata de Schubert, uma das peças favoritas do pianista. e que ele já gravara no vigor de seus trinta e poucos anos. Mesmo que desmerecêssemos a obstinada, belíssima trajetória de superação que tornou possível esta gravação, não precisamos olhá-la com admiração ou piedade para apreciar seus imensos méritos artísticos. Talvez os dedos do jovem virtuoso que conseguiu a proeza de tocar George Szell sem levar um sabão sequer do tirano fossem capazes de mais prestigitação melhor, mas quem compara a gravação da D. 960 com aquela que Fleisher fez da mesma obra aos trinta e poucos anos encontra na versão de 2004 um maravilhoso controle do andamento e uma sabedoria, especialmente no expressivo uso dos silêncios, que escancaram sua superioridade.

A sonata de Schubert é daquelas obras, como a Op. 111 de Beethoven, à qual só se pode seguir silêncio. Com ela, pois, encerramos nossa homenagem ao grande homem que nos deixou há exatos trinta dias, depois de tanto dar ao mundo em oito décadas de carreira.

Descanse em paz, Leon – e grato por tudo.

LEON FLEISHER – TWO HANDS

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
Transcrição de Myra Hess (1890-1965)

1 – Jesu, Joy of Man’s Desiring (transcrição para piano do coral “Jesus bleibet meine Freude”, da cantata “Herz und Mund und Tat und Leben”, BWV 147)

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
Transcrição de Egon Petri (1881-1962)

2 – Sheep May Safely Graze (transcrição para piano da ária “Schafe können sicher weiden”, da cantata “Was mir behagt, ist nur die muntre Jagd”, BWV 208)

Giuseppe Domenico SCARLATTI (1685-1757)

3 – Sonata em Mi maior, K. 380 (L. 23)

Fryderik Franciszek CHOPIN (1810-1849)

4 – Mazurka em Dó sustenido menor, Op. 50 no. 3
5 – Noturno em Ré bemol maior, Op. 27 no. 2

Claude-Achille DEBUSSY (1862-1918)

6 – Suite Bergamasque: Clair de Lune

Franz Peter SCHUBERT (1797-1828)

Sonata em Si bemol maior, D. 960, Opus Póstumo

7 – Molto moderato
8 – Andante sostenuto
9 – Allegro vivace con delicatezza
10 – Allegro ma non troppo

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Leon Fleisher – Two Hands from Thomas Duperre on Vimeo.
A incrível trajetória de Leon Fleisher e seu comovente retorno ao repertório para as duas mãos inundam de emoção os vinte minutos de “Two Hands – The Leon Fleisher Story”, documentário realizado por Nathaniel Kahn em 2006.

Vassily

J S Bach (1685-1750): Toccatas – Stepan Simonian, piano

J S Bach (1685-1750): Toccatas – Stepan Simonian, piano

Bach

Toccatas BWV 910 – 916

Stepan Simonian, piano

 

 

Se levarmos em conta apenas a imagem estabelecida pelos retratos de Johann Sebastian Bach chegamos a acreditar que ele já nasceu enrugado, com peruca e cara de quem está sofrendo de gota. Uma espécie assim de Benjamin Button da música.

Stepan Simonian

Mas como todos os outros mortais, Bach passou todas as fases da vida, incluindo uma adolescência sob os cuidados dos irmãos mais velhos. Na juventude foi impetuoso e cabeçudo. No libreto as palavras em inglês usadas para explicar essa fase incluem hothead, brawl e rows (with the employers). Houve até uns dias em uma cadeia.

A música deste álbum é deste tempo de juventude.

O termo toccata é do italiano toccare, assim como o nosso tocar. Tocar qualquer tipo de instrumento de teclado.  Estas peças são obras que foram compostas por Johann Sebastian antes 1708, período de formação e afirmação de sua linguagem pessoal. Assim como os prelúdios e fantasias, as toccatas são peças que emergiram da prática de improvisação, comuns para os músicos especialistas em instrumentos de tecla, como o cravo ou o órgão.

 

Estas sete peças de Bach diferem das outras quatro toccatas escritas para órgão no sentido de terem sido compostas para instrumento de tecla sem pedais. Nas partituras das obras para órgão há uma extra pauta para os pedais. Mesmo assim estas sete toccatas também visavam o treinamento de candidatos a organistas, que não tinham a sua disposição muitos instrumentos para isso. Mesmo os cravos não eram assim abundantes e clavicórdios também eram comumente usados. Para saber mais sobre a diferença entre estes instrumentos você pode acessar este link aqui.

Aqui temos uma gravação feita usando o piano moderno por um artista de origem e formação russa. Ele estudou com Pavel Nersessian e Evgeni Koroliov. A gravação feita pelo selo Genuin é de ótima qualidade técnica e a interpretação do Stepan esbanja beleza e virtuosismo. No entanto é preciso dizer que o setor de artes visuais e capas ainda está em desenvolvimento. Se você tem arroubos puristas e quer comparar com uma gravação feita ao cravo, pode gostar desta postagem aqui. Uma outra gravação interessante, feita por uma pianista muito bem estabelecida nas interpretações das obras de Bach ao piano, pode ser ouvida acessando esta postagem aqui.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Toccatas

  1. Toccata em fá sustenido menor, BWV 910
  2. Toccata em dó menor, BWV 911
  3. Toccata em ré maior, BWV 912
  4. Toccata em ré menor, BWV 913
  5. Toccata em mi menor, BWV 914
  6. Toccata em sol menor, BWV 915
  7. Toccata em sol maior, BWV 916

Stepan Simonian, piano

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Stepan contando as cordas do Grand Piano do lounge do PQP Bach Corp.

Para uma reflexão sobre o tema de qual tipo de instrumento usar na interpretação da música do passado, temos aqui um link para um texto curto, mas excelente, escrito por Rosalyn Tureck.

Para terminar, nosso momento Babel (sem merchandising…).

Crítica escrita por José E. Pérez Díaz, atribuindo 5 estrelas para o disco da postagem.

★ ★ ★ ★ ★

Bach al piano. una versión estupenda.

Reviewed in Spain on 27 November 2018

Un muy buen sonido y un pianista que toca con dominio absoluto. Las obras suenan como lo que son: luminosos y profundos alardes de maestría y musicalidad. Parece que cada vez más pianistas se deciden a acercarse a Bach sin complejos ni fundamentalismos. No es un Bach “romántico”, sino maravillosamente bien tocado.

Aproveite!

René Denon

J.S. Bach (1685-1750): Concertos para Cravo Vol. 1 (Suzuki)

J.S. Bach (1685-1750): Concertos para Cravo Vol. 1 (Suzuki)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma gravação de altíssimo nível artístico de Suzuki e do Bach Collegium Japan. Fazia tempo que não ouvia algo com tanto senso de estilo e sensibilidade ao barroco quanto isto. Os concertos existentes de Johann Sebastian Bach para um cravo e cordas foram todos compostos antes de 1738, o que os torna alguns dos primeiros, se não os primeiros, concertos para teclado (o Primeiro não seria o Concerto Nº 5 de Brandenburgo?) — um gênero destinado a se tornar um dos mais populares na música clássica. Com toda a probabilidade, Bach os escreveu para seu próprio uso (ou o de seus filhos talentosos, tais como eu) – provavelmente para ser apresentado no Collegium Musicum de Leipzig, do qual ele assumiu o cargo de diretor em 1729. O persona exuberante que se encontra nos concertos parece refletir o quanto Bach aproveitou a oportunidade de se envolver com seus colegas músicos. Mas grande parte da música em si não era nova, muitos dos concertos de cravo de Bach são quase certamente transcrições de trabalhos anteriores escritos para outros instrumentos.

J.S. Bach (1685-1750): Concertos para Cravo Vol. 1

Harpsichord Concerto No. 1 in D Minor, BWV 1052 21’40
01 I. Allegro 7’23
02 II. Adagio 6’20
03 III. Allegro 7’57

Harpsichord Concerto No. 5 in F minor, BWV 1056 9’25
04 I. Allegro 3’11
05 II. Adagio 2’33
06 III. Presto 3’41

Harpsichord Concerto No. 8 in D minor, BWV 1059 R (reconstruction by M. Suzuki) 15’54
07 I. Allegro 6’17
08 II. (Siciliano) 6’05
09 III. Presto 3’32

Harpsichord Concerto No. 2 in E Major, BWV 1053 19’29
10 I. (Allegro) 8’04
11 II. Siciliano 4’31
12 III. Allegro 6’54

Masato Suzuki, cravo
Bach Collegium Japan
Masato Suzuki, regência

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Um trompete?

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Concertos para dois cravos (Suzuki)

J. S. Bach (1685-1750): Concertos para dois cravos (Suzuki)

Já dizia o grande J. Jota de Moraes que os concertos de Bach eram “atléticos”. E são mesmo. São movimentados, com pulso constante e rápido. Há urgência mesmo nos movimentos lentos. E também são joias que, se bem trabalhadas, rendem muita música. Este disco tem uma curiosidade: a transcrição da Suíte (ou Abertura) Orquestral Nº 1 para dois cravos. Fujo deste tipo de coisa, mas fiquei alegremente surpreso com o lindo trabalho. O resultado me convenceu totalmente, assim como os outros 3 concertos do CD. Um disco absolutamente feliz para nos ajudar a enfrentar os dias de que correm. Precisamos disso. O trabalho dos Suzuki e do Bach Collegium Japan é maravilhoso. Vale muito a audição.

J. S. Bach (1685-1750): Concertos para dois cravos

Concerto in C minor, BWV1062 13’48
01 I. 3’32
02 II. Andante e piano 5’54
03 III. Allegro assai 4’22

Concerto in C major, BWV1061 18’15
04 I. 7’21
05 II. Adagio ovvero Largo 4’55
06 III. Fuga. Vivace 5’59

Orchestral Suite No.1 in C major, BWV1066 24’06
07 I. Ouverture 9’59
08 II. Courante 2’24
09 III. Gavotte I/II 2’44
10 IV. Forlane 1’17
11 V. Menuet I/II 2’42
12 VI. Bourrée I/II 2’14
13 VII. Passepied I/II 2’46

Concerto in C minor, BWV1060 13’18
14 I. Allegro 4’47
15 II. Largo ovvero Adagio 5’02
16 III. Allegro 3’29

Masaaki Suzuki, cravo
Masato Suzuki, cravo
Bach Collegium Japan

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Cansados de tanto produzir carros e motos, os Suzuki passaram aos cravos.e à regência de orquestra barroca

PQP

Classical Music For Dummies – The essentials – vol. 5/50 – The Baroque (c.1600 to 1750)


“Música Clássica para Leigos” (“Classical Music For Dummies”) é uma série de lançamentos projetados pela Deutsche Grammophon para oferecer aos  leigos recém-chegados uma introdução perfeita ao mundo da música clássica.

A série é composta por 50 CDs de música clássica dedicados a diferentes compositores, maestros, pianistas, violinistas e cantores, a maioria contratados ou ex-contratados pela gravadora.

Baroque – The Essencials

Música barroca é toda música ocidental correlacionada com a época cultural homônima na Europa, que vai desde o surgimento da ópera por Claudio Monteverdi no século XVII, até a morte de Johann Sebastian Bach, em 1750.

Trata-se de uma das épocas musicais de maior extensão, fecunda, revolucionária e importante da música ocidental, e provavelmente também a mais influente. As características mais importantes são o uso do baixo contínuo, do desejo e da harmonia tonal, em oposição aos modos gregorianos até então vigente. Na realidade, trata-se do aproveitamento de dois modos: o modo jônico (modo “maior”) e o modo eólio (modo “menor”). Essa era seguiu a era da música renascentista e foi seguida, por sua vez, pela era clássica. A música barroca constitui uma parte importante do cânone “clássico”, e agora é amplamente estudada, executada e ouvida. 

Do Período Barroco na música surgiu o desenvolvimento tonal, como os tons dissonantes por dentro das escalas diatônicas como fundação para as modulações dentro de uma mesma peça musical; enquanto em períodos anteriores, usava-se um único modo para uma composição inteira causando um fluir incidentalmente consonante e homogêneo da polifonia.

Durante a música barroca, os compositores e intérpretes usaram ornamentação musical mais elaboradas e ao máximo, nunca usada tanto antes ou mais tarde noutros períodos, para elaborar suas ideias; fizeram mudanças indispensáveis na notação musical, e desenvolveram técnicas novas instrumentais, assim como novos instrumentos. A música, no Barroco, expandiu em tamanho, variedade e complexidade de performance instrumental da época, além de também estabelecer inúmeras formas musicais novas. Inúmeros termos e conceitos deste Período ainda são usados até hoje.

Os principais compositores da era barroca incluem Johann Sebastian Bach, Antonio Vivaldi, George Frideric Handel, Monteverdi, Scarlatti, Alessandro Scarlatti, Purcell, Georg Philipp Telemann, Jean-Baptiste Lully, Jean-Philippe Rameau, Jean-Baptiste Lully, Tomaso Albinoni, François Couperin, Giuseppe Tartini, Heinrich Schutz, Giovanni Battista Pergolesi, Buxtehude e Johann Pachelbel.

Baroque – Essentials

Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
01. Solomon, HWV 67-Arrival Of The Queen Of Sheba
Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741)
02. Concerto For Violin And Strings In E Major, Op.8, No.1, RV 269 “La Primavera”-1. Allegro
Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)
03. Brandenburg Concerto No.3 In G Major, BWV 1048-1. (Allegro)
Johann Pachelbel (Alemanha, 1653-1706)
04. Canon in D, P.37
Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)
05. Suite No.2 in B minor, BWV 1067-7. Badinerie
Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
06. Serse / Act 1 HWV40-“Ombra mai fu”
Claudio Giovanni Antonio Monteverdi (Cremona, 1567- Veneza, 1643)
07. Vespro della Beata Vergine, SV 206-1. Domine ad adiuvandum a 6
Louis-Claude Daquin (França, 1694-1772)
08. Premier livre de pieces de clavecin / Troisième Suite-16. Le coucou
Henry Purcell (Inglaterra, 1659-1695)
09. Come, Ye Sons Of Art Away, Z. 323-3. Sound The Trumpet, Sound
Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741)
10. Gloria In D Major, RV 589-1. Gloria in excelsis Deo
Tomaso Albinoni (Itália, 1671 – 1750)
11. Adagio For Strings And Organ In G minor
Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
12. Messiah, HWV 56 / Pt. 2-“Hallelujah”
Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)
13. Suite No.3 in D, BWV 1068-2. Air
Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741)
14. Concerto For Violin And Strings In F Minor, Op.8, No.4, RV 297 “L’inverno”-1. Allegro non molto
Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
15. Music For The Royal Fireworks: Suite HWV 351-4. La Réjouissance
Georg Philipp Telemann (Alemanha, 1681-1767)
16. Tafelmusik-Banquet Music In 3 Parts / Production 1-1. Ouverture-Suite In E Minor-6. Air. Un peu vivement
Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)
17. Herz und Mund und Tat und Leben, Cantata BWV 147-Arr. Guillermo Figueroa-10. Jesu, Joy Of Man’s Desiring
Jean-Philippe Rameau (França, 1683-1764)
18. 6 Concerts transcrits en sextuor / 6e concert-1. La poule (Live)
Giovanni Battista Pergolesi (Iesi, 1710-Pozzuoli, 1736)
19. Stabat Mater, P. 77-1. Stabat Mater
Jean-Philippe Rameau (França, 1683-1764)
20. Hippolyte et Aricie-Overture
Domenico Scarlatti (Nápolis, 1685 – Espanha, 1757)
21. Sonata In E, K.380
Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
22. Zadok The Priest, HWV 258
Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)
23. Christmas Oratorio, BWV 248 / Part Two-For The Second Day Of Christmas-No.10 Sinfonia
Arcangelo Corelli (Italia, 1653-1713)
24. Concerto grosso In G Minor, Op.6, No.8, MC 6.8 “Fatto per la Notte di Natale”-3. Adagio-Allegro-Adagio
Gregorio Allegri (Itália, 1582-1652)
25. Miserere

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Palhinha – 06. Serse / Act 1 HWV40-“Ombra mai fu”, com Andreas Scholl.

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Boa audição!

 

 

 

 

Avicenna

Classical Music For Dummies – The essentials – vol. 4/50 – Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)

“Música Clássica para Leigos” (“Classical Music For Dummies”) é uma série de lançamentos projetados pela Deutsche Grammophon para oferecer aos  leigos recém-chegados uma introdução perfeita ao mundo da música clássica.

A série é composta por 50 CDs de música clássica dedicados a diferentes compositores, maestros, pianistas, violinistas e cantores, a maioria contratados ou ex-contratados pela gravadora.

Johann Sebastian Bach – The Essentials

Johann Sebastian Bach (Eisenach, 21 de março de 1685 – Leipzig, 28 de julho de 1750) foi um compositor, cravista, Kapellmeister, regente, organista, professor, violinista e violista oriundo do Sacro Império Romano-Germânico, atual Alemanha.

Nascido numa família de longa tradição musical, cedo mostrou possuir talento e logo tornou-se um músico completo. Estudante incansável, adquiriu um vasto conhecimento da música europeia de sua época e das gerações anteriores. Desempenhou vários cargos em cortes e igrejas alemãs, mas suas funções mais destacadas foram a de Kantor da Igreja de São Tomás e Diretor Musical da cidade de Leipzig, onde desenvolveu a parte final e mais importante de sua carreira.

Absorvendo inicialmente o grande repertório de música contrapontística germânica como base principal de seu estilo, recebeu mais tarde a influência italiana e francesa, através das quais sua obra se enriqueceu e transformou, realizando uma síntese original de uma multiplicidade de tendências. Praticou quase todos os gêneros musicais conhecidos em seu tempo, com a notável exceção da ópera, embora suas cantatas maduras revelem bastante influência desta que foi uma das formas mais populares do período Barroco.

Sua habilidade ao órgão e ao cravo foi amplamente reconhecida enquanto viveu e se tornou lendária, sendo considerado o maior virtuoso de sua geração e um especialista na construção de órgãos. Também tinha grandes qualidades como maestro, cantor, professor e violinista, mas como compositor seu mérito só recebeu aprovação limitada e nunca foi exatamente popular, ainda que vários críticos que o conheceram o louvassem como grande. A maior parte de sua música caiu no esquecimento após sua morte, mas sua recuperação iniciou no século XIX, através do compositor Felix Mendelssohn (1809-1847) e desde então seu prestígio não cessou de crescer. Na apreciação contemporânea Bach é tido como o maior nome da música barroca, e muitos o vêem como o maior compositor de todos os tempos, ganhando também o título de “Pai da Música”, elogiado e estudado por grandes compositores como Mozart e Beethoven, deixando muitas obras que constituem a consumação de seu gênero.

Entre suas peças mais conhecidas e importantes estão os Concertos de Brandenburgo, o Cravo Bem-Temperado, as Sonatas e Partitas para violino solo, a Missa em Si Menor, a Tocata e Fuga em Ré Menor, a Paixão segundo São Mateus, a Oferenda Musical, a Arte da Fuga e várias de suas cantatas. (ex-Wikipedia)

Bach: The Essentials
01. The English Concert – Brandenburg Concerto No.3 In G Major, BWV 1048 : 1. (Allegro)
02. Orpheus Chamber Orchestra – Orchestral Suite No. 3 in D Major, BWV 1068 : 2. Air
03. Hélène Grimaud – Das Wohltemperierte Klavier: Book 1, BWV 846-869 : Prelude and Fugue No.1 in C Major, BWV 846
04. Musica Antiqua Köln – Orchestral Suite No.2 In B Minor, BWV 1067 : 8. Badinerie
05. Shlomo Mintz – Partita For Violin Solo No.3 In E Major, BWV 1006 : 1. Preludio 
06. Münchener Bach-Orchester – Wachet auf, ruft uns die Stimme, Cantata BWV 140 : 1. “Wachet  auf, ruft uns die Stimme” 
07. Andrei Gavrilov – Aria mit 30 Veränderungen, BWV 988 “Goldberg Variationen” : Aria 
08. David Oistrakh – Double Concerto for 2 Violins, Strings, and Continuo in D Minor, BWV 1043 : 2. Largo ma non tanto
09. Pierre Fournier – Cello Suite No.1 In G Major, BWV 1007 : 1. Prélude 
10. Maria João Pires – Partita No. 1 in B-Flat Major, BWV 825 : I. Praeludium 
11. English Baroque Soloists – Mass In B Minor, BWV 232 : 3. Sanctus
12. English Baroque Soloists – Matthäus-Passion, BWV 244 / Erster Teil : 1. “Kommt, ihr Töchter, helft mir klagen”
13. Helmut Walcha – Wachet auf, ruft uns die Stimme, BWV 645
14. English Baroque Soloists – Herz und Mund und Tat und Leben, BWV 147 : 10. Choral: “Jesus bleibet meine Freude” 
15. English Baroque Soloists – Matthäus-Passion, BWV 244 / Zweiter Teil : 39. “Erbarme dich” 
16. English Baroque Soloists – Matthäus-Passion, BWV 244 / Zweiter Teil : 54. “O Haupt voll Blut und Wunden” 
17. English Baroque Soloists – Matthäus-Passion, BWV 244 / Zweiter Teil : 68. “Wir setzen uns mit Tränen nieder”
18. Nancy Argenta – Gottes Zeit ist die allerbeste Zeit, BWV 106 “Actus Tragicus” : No.2 a-d “Gottes Zeit ist die allerbeste Zeit” … “Es ist der alte Bund”
19. Helmut Walcha – Toccata And Fugue In D Minor, BWV 565 : 1.Toccata
20. Helmut Walcha – Toccata And Fugue In D Minor, BWV 565 : 2.Fugue
21. Musica Antiqua Köln – Brandenburg Concerto No.4 In G Major, BWV 1049 : 3. Presto
22. Nathan Milstein – Partita For Violin Solo No.2 In D Minor, BWV 1004 : 5. Ciaccona
23. Martha Argerich – Partita No.2 In C Minor, BWV 826 : 6. Capriccio
24. Ton Koopman – Sonata No.1 In E-Flat Major, BWV 525 : 1. 
25. Musica Antiqua Köln – Brandenburg Concerto No.2 In F Major, BWV 1047 : 3. Allegro assai 

Sumário das músicas:
Bach, J S: Brandenburg Concerto No. 2 in F Major, BWV1047
Bach, J S: Brandenburg Concerto No. 3 in G Major, BWV1048
Bach, J S: Brandenburg Concerto No. 4 in G major, BWV1049
Bach, J S: Cantata BWV106 ‘Gottes Zeit ist die allerbeste Zeit’ (Actus tragicus)
Bach, J S: Cantata BWV140 ‘Wachet auf, ruft uns die Stimme’
Bach, J S: Cantata BWV147 ‘Herz und Mund und Tat und Leben’
Bach, J S: Cello Suite No. 1 in G major, BWV1007
Bach, J S: Chorale Prelude BWV645 ‘Wachet auf, ruft uns die Stimme’
Bach, J S: Concerto for Two Violins in D minor, BWV1043
Bach, J S: Goldberg Variations, BWV988
Bach, J S: Mass in B minor, BWV232
Bach, J S: Orchestral Suite No. 2 in B minor, BWV1067
Bach, J S: Orchestral Suite No. 3 in D major, BWV1068
Bach, J S: Partita for solo violin No. 2 in D minor, BWV1004
Bach, J S: Partita for solo violin No. 3 in E major, BWV1006
Bach, J S: Partita No. 1 in B flat major, BWV825
Bach, J S: Partita No. 2 in C minor, BWV826
Bach, J S: The Well-Tempered Clavier, Book 1
Bach, J S: Toccata & Fugue in D minor, BWV565
Bach, J S: Trio Sonata No. 1 in E flat major, BWV525

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Palhinha – 19 & 20  – Toccata And Fugue In D Minor, BWV 565 : 1.Toccata & 2.Fuge – Helmut Walcha

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Boa audição!

 

 

 

 

Avicenna

The Journey ∞ Leon Fleisher, piano ∞

The Journey ∞ Leon Fleisher, piano ∞

Bach · Mozart

Beethoven · Chopin

Stravinsky

Leon Fleisher

(1928 – 2020)

 

Imagine ser um pianista famoso, com concertos marcados nas grandes salas ao redor do mundo, ter seus discos no topo das paradas de sucesso sempre acompanhados das melhores críticas – uma vida de sucesso – e perder tudo, de repente. Isto ocorreu com Leon Fleisher, um dos mais renomados pianistas que, no meio da década de 1960 teve que redirecionar toda a sua carreira profissional por machucar a sua mão direita a ponto de não poder mais usá-la. Ele passou a sofrer de distonia focal.

Ele morreu neste primeiro domingo de agosto, aos 92 anos.

Apesar de ter a carreira de concertista interrompida, Leon Fleisher continuou a fazer e viver a música, tocando o repertório para a mão esquerda, regendo e dando aulas, até que em 1995, após 30 anos de inatividade, recuperou satisfatoriamente os movimentos da mão e voltou a tocar piano com duas mãos. Isto foi possível graças a uma combinação de uma técnica de massagem profunda e injeções de Botox.

Esta história sempre me encantou. Tenho e ouço seus discos do período áureo, mas de uma certa forma, aprecio ainda mais aqueles que ele gravou posteriormente. Em 2003 ele gravou um disco com o expressivo nome Two Hands, que tem uma gravação muito especial da última grande sonata de Schubert. Em 2006 ele gravou o disco desta postagem – The Journey.

Este título tanto se aplica ao repertório, que vai de Bach até Stravinsky, passando por Mozart, Beethoven e Chopin, quanto à sua própria vida.

Além da música, o álbum contém um disco com uma entrevista dada a Bob Edwards, na qual Leon Fleisher fala de sua jornada.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Capricho em si bemol maior, BWV 992

  1. Arioso: Adagio
  2. Fughetta
  3. Adagissimo
  4. Andante
  5. Aria (do postilhão): Allegro poco
  6. Fuga

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Sonata em mi bemol maior, K 282

  1. Adagio
  2. Menuetto I – II
  3. Allegro

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Fantasia e Fuga Cromática em ré menor, BWV 903

  1. Fantasia
  2. Fuga

Frédéric Chopin (1810 – 1849)

Berceuse em ré bemol maior, Op. 57

  1. Berceuse

Igor Stravinsky (1882 – 1971)

Serenata em lá maior

  1. Hymne
  2. Romanza
  3. Rondoletto
  4. Cadenza finala

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Bagatela em lá menor, WoO. 59 “Für Elise”

  1. Bagatela

Leon Fleisher, piano

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Que a persistência e a atitude resiliente de Leon Fleisher nos inspire a enfrentar as nossas limitações e dificuldades e que possamos também percorrer uma boa jornada.

Aproveite!

René Denon

Classical Music For Dummies – The essentials – vol. 2/50 – Vladimir Horowitz (1903-1989)

“Música Clássica para Leigos” (“Classical Music For Dummies”) é uma série de lançamentos projetados pela Deutsche Grammophon para oferecer aos  leigos recém-chegados uma introdução perfeita ao mundo da música clássica.

A série é composta por 50 CDs de música clássica dedicados a diferentes compositores, maestros, pianistas, violinistas e cantores, a maioria contratados ou ex-contratados pela gravadora.

Vladimir Horowitz – The Essentials

Vladimir Samoylovych Horowitz, Kiev, 1 de outubro de 1903Nova Iorque, 5 de novembro de 1989) foi um pianista russo-americano. É considerado como um dos mais brilhantes pianistas de todos os tempos, devido à sua excepcional técnica aliada às suas performances contagiantes. (1) Destacou-se pelo seu toucher sem igual, pelo controle dinâmico excepcional e pela sua mecânica única. As suas interpretações mais conhecidas e tidas como inigualáveis se referem às obras que variam do barroco Domenico Scarlatti, passando pelos românticos Chopin, Schumann, Liszt e chegando ao moderno Prokofiev. É considerado por muitos o indiscutível mestre em Scriabin e Rachmaninoff.

J. S. Bach (1685-1750) & J. G. Müthel (1728-1788): Concertos – Akademie für Alte Musik Berlin

J. S. Bach (1685-1750) & J. G. Müthel (1728-1788): Concertos – Akademie für Alte Musik Berlin

 

Bach & Müthel

Concertos

AAM Berlin

 

 

Uma troca de mensagens aqui no blog trouxe à baila o uso do pianoforte na interpretação das obras (tardias) de Bach. Parece haver uma regra não escrita de que Bach ‘autêntico’ deve ser interpretado ao cravo.

Certamente o cravo, assim como o clavicórdio, eram os instrumentos de teclado mais comuns nos fins do século 17 e início do século 18, mas o interesse de Bach pelos instrumentos musicais era enorme, em particular os instrumentos com teclado (e com muitos teclados). Ele costumava viajar para testar e opinar sobre órgãos e estas ocasiões eram sempre prazerosas.

Mas o tema é pianoforte e já divago. Lembrando, o antecessor do piano foi ‘inventado’ por Bartolomeo Cristofori por volta de 1700. Ele construiu um ‘cembalo che fa il piano e il forte’.

Pianoforte Silbermann

O construtor de cravos e órgãos Gottfried Silbermann soube da invenção de Cristofori por um artigo e construiu sua versão do instrumento. Há um relato de Johann Friedrich Agricola de que em 1736 Johann Sebastian testou um protótipo destes pianofortes de Silbermann. Segundo o relato, Bach teria gostado do instrumento, elogiando seu tom, mas observou uma certa fragilidade no seu registro alto e disse que o instrumento era difícil de tocar. Silbermann era aparentemente bastante suscetível a críticas e teria ficado de mal com Johann Sebastian. Mas depois, com a zanga passada, introduziu mudanças no instrumento, levando em conta as observações feitas por Bach. Estas mudanças devem ter funcionado, pois há registro de que Frederico, o Grande, comprou 15 destes instrumentos. Certamente um deles foi testado por Johann Sebastian em sua visita a Potsdam, onde atuava seu filho Carl Philipp Emanuel. Desta visita resultou a Oferenda Musical, origem dos comentários aludidos no início da postagem.

A propósito disto tudo, revisitei o disco que acabei escolhendo para esta postagem. O mesmo contém dois (maravilhosos) concertos de Johann Sebastian e mais um, de Johann Gottfried Müthel, que representa a música que surgia então, o estilo galante, transição do Barroco para o período Clássico.

Os concertos de Bach são resultado de sua ligação com o Collegium musicum de Leipzig, que foi fundado por Telemann, e cuja direção ele assumiu em 1729. A necessidade de obras para as semanais apresentações do grupo formado principalmente de estudantes, no Café Zimmermann, deu impulso a criatividade e ao poder de arranjador de Johann Sebastian, que meteu algumas de suas antigas obras, como concertos para violino, em novas roupas. Os experimentos feitos no Concerto de Brandemburgo No. 5, no qual um cravo se desgarra do concertino e alça um solo, são agora levados mais adiante e temos os concertos para cravo.

No disco encontramos um representante destas obra, o Concerto para Cravo em ré menor, BWV 1052. Na sequência, o Concerto Triplo, para flauta, violino e cravo, em lá menor, BWV 1044. Nesta gravação o instrumento usado para este concerto de Bach é um pianoforte, modelado em um dos instrumentos de Silbermann. Particularmente tocante é o movimento lento, um Adagio ma non tanto e dolce, que é apresentado como uma peça de câmera pelos instrumentos solistas. Este movimento é uma literal adaptação do movimento lento da Triosonata para Órgão No. 3 em ré menor, BWV 527. Incluímos nos arquivos uma faixa bônus com a interpretação deste movimento pelo organista Christoper Herrick. Para o álbum completo destas Triosonatas, fique atento ao seu distribuidor das postagens PQP-Bachianas mais próximo.

A última peça do disco é um concerto de Johann Gottfried Müthel, que era um jovem músico a serviço do Duque Christian Ludwig II de Meckelenburg-Schwerin. Em 1750, Johann Gottfried ganhou uma licença para estudar composição com Johann Sebastian, que tinha apenas mais alguns meses de vida. As suas composições eram já vistas como peças acadêmicas e antiquadas em relação ao novo estilo galante, típico das obras que seus filhos estavam compondo. De qualquer forma, a insistência de Müthel de estudar com Johann Sebastian o torna uma figura interessante. Ouçam o seu concerto, que aqui é interpretado ao pianoforte, e depois me digam.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Concerto para cravo em ré menor, BWV 1052

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro

Concerto para flauta, violino e cravo em lá menor, BWV 1044 – ‘Concerto Triplo’

  1. Allegro
  2. Adagio ma non tanto e dolce
  3. Tempo di Allabreve

Johann Gottfried Müthel (1728 – 1788)

Concerto para pianoforte em si bemol maior

  1. Allegro
  2. Poco adagio
  3. Allegro

Raphael Alpermann, cravo (1-3)

Christoph Huntgeburth, flauta (4-6)

Georg Kallweit, violino (4-6)

Zvi Meniker, pianoforte (4-6)

Christine Schornsheim, pianoforte (4-6)

Akademie für Alte Musik Berlin

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Christine Schornsheim, solista na peça de Müthl

Você poderá ler um pouco mais sobre o uso do pianoforte para as obras de Bach aqui.

Aproveite!

René Denon

J. S. Bach (1685-1750): Concertos – Akademie für Alte Musik Berlin

J. S. Bach (1685-1750): Concertos – Akademie für Alte Musik Berlin

J. S. Bach

Concerto para Violino

Concertos Duplos

Akademie für Alte Musik

Berlin

Na contracapa do disco desta postagem há um breve texto explicando a ideia geral da escolha do repertório. O texto é apresentado em três idiomas – francês, inglês e alemão. No início de cada versão do texto há uma inscrição em destaque que revela de maneira sutil aspectos do perfil de cada uma destas culturas. A versão em francês começa com a sugestiva frase: Secrets de cuisine (Segredos de cozinha), enquanto a versão em inglês abre com o destaque: Trade secrets (segredos de negócios) e o texto em alemão tem no seu início uma só palavra: Berufsgeheimnisse (Segredos profissionais). A cultura de cada povo revela a sua prioridade…

Além destas mundanas observações antropológicas, o texto nos diz que o repertório do disco consiste de quatro concertos. Dois deles são transcrições feitas por Bach de obras mais antigas (uma transcrição do Quarto Concerto de Brandemburgo e outra do Concerto para dois violinos) e outras duas reconstruções ‘bastante convincentes’ de concertos que conhecemos apenas nas transcrições feitas por Johann Sebastian. Ou seja, dois para lá, dois para cá!

O primeiro concerto no disco é uma reconstrução de um concerto para violino que teria sido a versão original do que conhecemos como o Concerto para cravo em ré menor, BWV 1052. Certamente um dos mais brilhantes da coleção, brilho que é mantido nesta gravação.

Em seguida vem o Concerto para dois cravos em dó menor, BWV 1062, uma transcrição feita por Bach do conhecido Concerto para dois violinos, BWV 1043. A fama do concerto original e da transcrição se deve em grande parte ao maravilhoso movimento lento, espetacular em qualquer das versões que você preferir.

Segue uma outra transcrição feita por Bach, agora o original é o Concerto de Brandemburgo No. 4. A transcrição é principalmente do solo de violino para cravo, ficando mantidas as duas flautas doces, que dão uma sonoridade muito especial e diferenciada a este concerto.

Para encerrar temos uma reconstrução feita a partir do Concerto para dois cravos, BWV 1060, para solo de violino e oboé. Acredita-se que este concerto perdido, e aqui reconstruído, tenha sido na verdade composto em período bem próximo da época das famosas transcrições feitas por Bach, enquanto que os outros concertos originais foram compostos bem antes, quando Bach estava em Cöthen.

Os solistas desta gravação, assim como a Akademie für Alte Musik Berlin, são excelentes. Como a também alemã Freiburger Barockorchester, ela oferece uma boa opção para ouvir música deste período, ao lado das conhecidas orquestras inglesas e francesas. Podemos dizer que elas dão um toque profissional às suas atuações.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Concerto para violino, cordas e contínuo em ré menor, BWV 1052 (Reconstrução da parte de violino original por Midori Seiler)
  1. [Allegro]
  2. Adagio
  3. Allegro
Concerto para dois cravos, cordas e contínuo em dó menor, BWV 1062 (Transcrição do Concerto para dois violinos em ré menor, BWV 1043)
  1. [Allegro]
  2. Andante e piano
  3. Allegro assai
Concerto para cravo, duas flautas doce, cordas e contínuo em fá maior, BWV 1057 (Transcrição do Concerto de Brandemburgo No. 4, em sol maior, BWV 1049)
  1. [Allegro]
  2. Andante
  3. Allegro assai
Concerto para violino, oboé, cordas e contínuo em dó menor, BWV 1060 (de um concerto para dois cravos em ré menor)
  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro
Stephan Mai, violino e direção
Christoph Huntgeburth, flauta doce
Xenia Löffer, oboé e flauta doce
Raphael Alpermann, cravo
Jörg Andreas Bötticher, cravo

Akademie für Alte Musik Berlin

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A Akademie também joga para o alto…

Momento ‘My dear teatcher’: Harmonia Mundi’s Violin Concerto, BWV 1052, is about everything one could want from a disc of reconstructed concerti played by a period ensemble — the sound is great and the performances are of such a high standard that it even puts the famous Neville Marriner recordings of similar Bach reconstructions on the defensive.

Aproveite!

René Denon

H. Bach, J. Christoph Bach, J. L. Bach, J. S. Bach, Cyriacus Wilche: Bachiana ~ Música na Família Bach (Goebel-MAK)

H. Bach, J. Christoph Bach, J. L. Bach, J. S. Bach, Cyriacus Wilche: Bachiana ~ Música na Família Bach (Goebel-MAK)

Não chega a ser um disco que se aprofunde muito na música da imensa família Bach, mas é bom de ouvir. A gente conclui o óbvio: vai tudo mais ou menos agradável até que aparece Johann Sebastian, quando a coisa fica espetacular. O homem era mesmo demais e a comparação de meu pai com seus parentes… Fica mais equilibrado quando a comparação inclui os filhos. Bem, eu sou o bastardo, como sabem. O Musica Antiqua Köln leva tudo com muita classe e elegância. É sempre uma alegria reouvir o pessoal de Goebel. Um bom disco, sem dúvida. A faixa 12, por exemplo, é sensacional! Mas o ponto alto é, obviamente, o JSB no final. Os dois maravilhosos movimentos instrumentais do Oratório da Páscoa foram transformados em concerto, sendo o coral de abertura reorquestrado apenas para instrumentos. Não há absolutamente nenhuma evidência de que este seja um movimento “perdido”, mas o resultado é bastante eficaz e as trompetes e a percussão dão uma esplêndida contribuição.

H. Bach, J. C. F. Bach, J. L. Bach, J. M. Bach, J. S. Bach, Cyriacus Wilche: Bachiana ~ Música na Família Bach (Goebel-MAK)

 Johann Ludwig Bach (1677-1731)

01 J.L. Bach: Suite in G – Ouverture 6:13
02 J.L. Bach: Suite in G – Air I 1:58
03 J.L. Bach: Suite in G – Menuet 2:18
04 J.L. Bach: Suite in G – Gavotte 1:24
05 J.L. Bach: Suite in G – Air II 2:27
06 J.L. Bach: Suite in G – Bourrée 1:05

Heinrich Bach (1615-1692)

07 H. Bach: Sonata “a cinque” in C 5:25

08 H. Bach: Sonata “a cinque” in F 4:18

Johann Ludwig Bach (1677-1731)

09 J.L. Bach: Concerto in D – 1. Allegro 3:52
10 J.L. Bach: Concerto in D – 2. Adagio 2:02
11 J.L. Bach: Concerto in D – 3. Allegro 1:28

Johann Christoph Bach (1642-1703)

12 J. Christoph Bach: Aria Eberliniana pro dormente Camillo 16:26

Cyriacus Wilche (? – 1667)

13 Cyriacus: Wilche Battaglia – anno 1659 composta 7:16

Signr. (Singer/Signore) Pagh  (before 1672)

14 Sonata & Fantaisie in G minor 7:40

Johann Sebastian Bach  (1685-1750)

15 J.S. Bach: Kommt, eilet und laufet (Easter Oratorio), BWV 249 – “Concerto” in D after BWV 249 – 1. Sinfonia 3:55
16 J.S. Bach: Kommt, eilet und laufet (Easter Oratorio), BWV 249 – “Concerto” in D after BWV 249 – 2. Adagio 3:00
17 J.S. Bach: Kommt, eilet und laufet (Easter Oratorio), BWV 249 – “Concerto” in D after BWV 249 – 3. Allegro 4:46

Musica Antiqua Köln directed by Reinhard Goebel
Solo Harpsichord – Léon Berben

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Johann Sebastian Bach e família durante a prática musical matinal
Johann Sebastian Bach e família durante a prática musical matinal

PQP

C.P.E. Bach / J.C.F. Bach / W.F. Bach / J.S. Bach: Cantatas of the Bach Family (Goebel / Berliner Barock Solisten)

C.P.E. Bach / J.C.F. Bach / W.F. Bach / J.S. Bach: Cantatas of the Bach Family (Goebel / Berliner Barock Solisten)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Reinhard Goebel é o máximo. Ex-aluno de Franzjosef Maier, foi o fundador — em 1973 — e principal violinista do esplêndido Musica Antiqua Köln, conjunto de música barroca historicamente informada que foi dissolvido pelo próprio fundador em 2007. Ele é outro adicto em Bach. Seu eu sou obcecado por Johann Sebastian e seus filhos Wilhelm Friedemann e Carl Philipp Emanuel Bach, ele é por toda a família. E não para de gravar discos dedicados à obra de todos os Bach. Este aqui é o quarto CD capitaneado por Goebel que conheço e que tem esta ideia. Fica claro que nenhum familiar chega próximo das alturas de J. S., que W.F. e C.P.E, foram geniais, mas não eram Deus como o pai e que o resto da família nem seria conhecida se não fosse Johann Sebastian. Mas Goebel ama todo mundo e não para. Ainda bem. Goebel, por favor, não pare de tentar nos convencer do contrário, OK?

C.P.E. Bach / J.C.F. Bach / W.F. Bach / J.S. Bach: Cantatas of the Bach Family (Goebel / Berliner Barock Solisten)

Carl Philipp Emanuel Bach
01. – Ich bin vergnügt mit meinem Stande, Wq. deest: No. 1, Ich bin vergnügt mit meinem Stande
02. – Ich bin vergnügt mit meinem Stande, Wq. deest: No. 2, Im Schweiße meines Angesichts
03. – Ich bin vergnügt mit meinem Stande, Wq. deest: No. 3, Lieber Gott, es ist das Deine

Carl Philipp Emanuel Bach
04. – Symphony in F Major, Wq. deest: I. Allegro
05. – Symphony in F Major, Wq. deest: II. Adagio
06. – Symphony in F Major, Wq. deest: III. Allegro assai

Johann Christoph Friedrich Bach
07. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 1, Abgöttin meiner Seele!
08. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 2, Ihr Götter welche Phantaseyn!
09. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 3, Nicht taub, nicht fühllos, nein
10. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 4, Ach, dass mein irdisch Ohr nicht fähig ist
11. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 5, Ach, es muss ein Teil der Gottheit
12. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 6, O Venus! Saturnia! Bracht ich nur dir
13. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 7, O Himmel! Der Boden wankt
14. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 8, Nun senkt sie Haupt und Hand herab
15. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 9, Bald sollen diese Lippen mich
16. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 10, Ja, diese leichte Mühe, dies selige Geschäft
17. – Pygmalion, Wf XVIII:5: No. 11, Allgütige! Wofern dich hier noch

Wilhelm Friedemann Bach
18. – Symphony in B-Flat Major, F 71: I. Allegro
19. – Symphony in B-Flat Major, F 71: II. Andante
20. – Symphony in B-Flat Major, F 71: III. Presto

Johann Sebastian Bach
21. – Ich habe genug, BWV 82 (1747 Version): No. 1, Ich habe genug
22. – Ich habe genug, BWV 82 (1747 Version): No. 2, Ich habe genug
23. – Ich habe genug, BWV 82 (1747 Version): No. 3, Schlummert ein, ihr matten Augen
24. – Ich habe genug, BWV 82 (1747 Version): No. 4, Mein Gott! Wann kömmt das schöne
25. – Ich habe genug, BWV 82 (1747 Version): No. 5, Ich freue mich auf meinen Tod

Benjamin Appl – Baritone
Berliner Barock Solisten
Reinhard Goebel – Conductor

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O tempo passa pra todo mundo, né, seu Goebel?

PQP

Anna Prohaska, Lautten Compagney & Wolfgang Katschner – Bach: Redemption (2020)

Anna Prohaska
Lautten Compagney
Wolfgang Katschner

 

Bach: Redemption

2020

 

Anna Prohaska perguntou a Wolfgang Katschner e a Lautten Compagney, no início da crise do coronavírus, se eles não deveriam organizar espontaneamente uma reunião musical nesse período. Agora, isso resultou na # ERLÖSUNG / REDEMPTION, uma sequência de músicas selecionadas exclusivamente das cantatas de Bach, compiladas de acordo com a associação conceitual acima mencionada. Vemos o lema ERLÖSUNG / REDEMPTION como tendo múltiplos significados, por exemplo: a música pode nos dar consolo em tempos de doença e crise; pode abrir espaços emocionais e contemplativos para nós; é redentora para nós, como músicos, sermos os “instrumentos” para gerar música e, portanto, espiritualidade …

Além de Anna, como solista e três outros cantores, formamos um grupo maior de músicos – cerca de vinte instrumentistas – que representam a compaixão e as Lautten Compagney que acompanham as árias que Anna canta, iniciando também uma declaração ou um tipo de sinal vivo de um coletivo como o conjunto normalmente representa. (ex-internet)

Poucas vezes encontrei um CD tão expressivo, vivo, forte e vibrante como este! Se Bach tivesse tido a oportunidade de ouvi-lo, ficaria com tesão suficiente para imediatamente gerar seu vigésimo terceiro filho!

Bach: Redemption

1. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Mache dich, mein Geist, bereit, BWV 115: IV. Air “Bete aber auch dabei”

2. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Es ist nichts gesundes an meinem Leibe, BWV 25: I. Chorus “Es ist nichts gesundes an meinem Leibe”

3. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Ach Herr, mich armen Sünder, BWV 135: VI. Chorale “Ehr sei ins Himmels Throne”

4. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Selig ist der Mann, BWV 57: VII. Air “Ich ende behende mein irdisches Leben”

5. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Was mir behagt, ist nur die muntre Jagd, BWV 208: IX. “Schafe können sicher weiden”

6. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Sie werden euch in den Bann tun, BWV 44: VI. Air “Es ist und bleibt der Christen Trost”

7. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Herr, gehe nicht ins Gericht mit deinem Knecht, BWV 105: III. Air “Wie zittern und wanken”

8. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Nach dir, Herr, verlanget mich, BWV 150: I. Sinfonia

9. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Nach dir, Herr, verlanget mich, BWV 150: II. Chorus “Nach dir, Herr, verlanget mich”

10. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Wenn mein Stündlein vorhanden ist, BWV 430: I. Chorale

11. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Der Himmel lacht! Die Erde jubilieret, BWV 31: VIII. Air “Letzte Stunde, brich herein”

12. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Wenn mein Stündlein vorhanden ist, BWV 430: II. Chorale

13. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Siehe zu, daß deine Gottesfurcht nicht Heuchelei sei, BWV 179: V. Air “Liebster Gott, erbarme dich”

14. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Nach dir, Herr, verlanget mich, BWV 150: IV. Chorus “Leite mich in deiner Wahrheit”

15. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Ich habe genug, BWV 82a: I. Air “Ich habe genug”

16. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Ich habe genug, BWV 82a: V. Air “Ich freue mich auf meinen Tod”

17. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Herr, gehe nicht ins Gericht mit deinem Knecht, BWV 105: VI. Chorale “Jesu, der du meine Seele”

18. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Herr Jesu Christ, wahr’ Mensch und Gott, BWV 127: III. Air “Die Seele ruht in Jesu Händen”

19. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Weichet nur, betrübte Schatten, BWV 202: I. Air “Weichet nur betrübte Schatten”

20. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Nach dir, Herr, verlanget mich, BWV 150: VII. Chorus “Meine Tage in dem Leide”

21. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Mache dich, mein Geist, bereit, BWV 115: IV. Air “Bete aber auch dabei” (Lounge Version) (Bonus Track)


Para degustar: 1. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Mache dich, mein Geist, bereit, BWV 115: IV. Air “Bete aber auch dabei”

e agora, a mesma ária, versão lounge, jazz- 21. Anna Prohaska, Lautten Compagney, Wolfgang Katschner – Mache dich, mein Geist, bereit, BWV 115: IV. Air “Bete aber auch dabei” (Lounge Version) (Bonus Track) (espere até a Anna Prohaska entrar)

 

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Boa audição!

 

 

 

 

Avicenna

 

 

 

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Violino (Renaud Capuçon & David Fray)

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Violino (Renaud Capuçon & David Fray)

Bach

 Sonatas para Violino

Renaud Capuçon, violino

David Fray, piano

 

As sonatas para cravo e violino de Bach são peças espetaculares – inovadoras quando foram compostas – no sentido de elevarem o papel do cravo a mais do que um mero acompanhante do instrumento melódico. Ambos instrumentos passaram a desempenhar papel de igual importância na apresentação da música.

Renaud Capuçon

Este disco é ‘recheado’, mas não temos uma ‘integral’ das sonatas. Mas nada de ficar olhando para a metade vazia do copo, pois o que temos aqui abunda em maravilhas.

O disco começa com a Sonata No. 5 que inicia com um movimento sem indicação de tempo, mas é um Largo. Segue depois as Sonatas Nos. 3 e 4, fechando com a Sexta Sonata, com seus cinco movimentos, que inclui um solo para o instrumento de teclado.

Resgatamos a foto que Fray enviou à Rede Globo para o teste de ator de telenovela…

Uso esta terminologia pois temos mais um diferencial neste lindo disco – os instrumentos usados são modernos, o instrumento de tecla aqui é um piano.

Mas calma, contenha seus ímpetos puristas, os intérpretes tocam com inigualável beleza. O violino de Capuçon é ágil, articulado, sem enormidade, mas com toda a energia necessária.

David Fray é ótimo pianista e bastante conhecido por suas interpretações de música de Bach. Além disso, esses excelentes solistas funcionam aqui como um time, reagindo de maneira espetacular cada um ao talento do outro. Fica então o convite para passar uma hora e tanto desfrutando da música de Bach apresentada com talento por estes ótimos intérpretes.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Sonatas para Piano e Violino

Sonata No. 5 em fá menor, BWV 1018

  1. [Largo]
  2. Allegro
  3. Adagio
  4. Vivace

Sonata No. 3 em mi maior, BWV 1016

  1. Adagio
  2. Allegro
  3. Adagio ma non tanto
  4. Allegro

Sonata No. 4 em dó menor, BWV 1017

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro
  4. Allegro

Sonata No. 6 em sol maior, BWV 1019

  1. Allegro
  2. Largo
  3. Allegro
  4. Adagio
  5. Allegro

Renaud Capuçon, violino

David Fray, piano

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Em nosso momento ‘The book is on the table’, veja o que a Gramophone disse do álbum:

Fray is the star of this album. Duo partner Renaud Capuçon’s sound is velvety, sometimes tender. But, on the whole, it is overly charged with electricity… — Gramophone Magazine, June 2019 

Aproveite!

René Denon

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Marcin Świątkiewicz)

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Marcin Świątkiewicz)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma gravação de tranquila liberdade — inclusive para improvisar –, esta realizada pelo excelente polonês Marcin Świątkiewicz. Marcin é realmente muito bom! Faz décadas que coleciono Goldbergs. Tenho muitas gravações desta obra, muitas mesmo. Esse ritual — que começou no século XX — resultou em dezenas de interpretações realizadas em vários instrumentos e gravadas em vários selos. Quem é fiel a Bach coleciona gravações desta obra-prima. Há lendas sobre noites sem dormir, sobre a contagem de carneirinhos e sobre a genialidade de um adolescente de Gdansk. Os ortodoxos passam várias horas noturnas buscando o argumento final para o melhor registro desde aquele que veio do Canadá. E já há superiores, há sim.

Quando as variações “Goldberg” foram publicadas em 1741 como livro IV do Clavier-Übung, era simplesmente “uma ária com variações diferentes para cravo com dois manuais”. O virtuoso do teclado e compositor Johann Gottlieb Goldberg (1727-1756) teve seu nome associado à obra em 1802, quando Johann Nikolaus Forkel publicou sua criativa biografia inovadora de Bach.

Segundo Forkel (as traduções variam), “o conde Keyserlingk, ex-embaixador russo na Saxônia, costumava visitar Leipzig. Entre seus servos, havia um jovem talentoso, Johann Gottlieb Goldberg — um cravista que era aluno de Wilhelm Friedemann Bach e mais tarde do próprio Johann Sebastian Bach. O conde sofria de insônia e Goldberg, que também morava lá, teve que ficar no quarto ao lado para aliviar o sofrimento de seu mestre com a música. Tocando cravo. Certa vez, o conde pediu a Bach para compor algumas peças de teclado para Goldberg, alguns pedaços de suavidade e alegria que acalmariam suas noites sem dormir. Bach decidiu escrever um conjunto de variações, uma forma que antes não o interessava muito. No entanto, em suas mãos… O conde ficou muito satisfeito com isso, ele as chamou de ‘minhas variações’. Ele costumava dizer: “Meu querido Goldberg, toque uma das minhas variações’. Bach provavelmente nunca foi tão generosamente recompensado por sua música. O conde deu a ele um cálice de ouro com cem luíses de ouro!

É difícil acreditar que Bach teria publicado um trabalho encomendado sem nenhuma dedicação a Keyserlingk ou a Goldberg, o que torna a história duvidosa, juntamente com o fato de Goldberg ter apenas 14 anos na época. Goldberg, no entanto, era um prodígio de renome, e há ligações entre Bach e Keyserlingk. Bach pode ter dado a Keyserlingk uma cópia da edição impressa e recebido uma recompensa por isso. A ária que é objeto das variações é uma criação original, um sarabanda elegantemente serena que contém tudo o que Bach precisa para um vasto universo de variações. E o que ele faz é espantoso.

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Marcin Świątkiewicz)

1. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Aria
2. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 1. a 1 Clav.
3. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 2. a 1 Clav.
4. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 3. Canone all’Unisono. a 1 Clav.
5. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 4. a 1 Clav.
6. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 5. a 1 o vero 2 Clav.
7. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 6. Canone alla Seconda. a 1 Clav.
8. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 7. a 1 o vero 2 Clav. al tempo di Giga
9. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 8. a 2 Clav.
10. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 9. Canone alla Terza. a 1 Clav.
11. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 10. Fughetta. a 1 Clav.
12. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 11. a 2 Clav.
13. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 12. a 1 Clav. Canone alla Quarta in moto contrario
14. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 13. a 2 Clav.
15. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 14. a 2 Clav.
16. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 15. Canone alla Quinta. a 1 Clav. Andante
17. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 16. Ouverture. a 1 Clav.
18. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 17. a 2 Clav.
19. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 18. Canone alla Sesta. a 1 Clav.
20. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 19. a 1 Clav.
21. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 20. a 2 Clav.
22. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 21. Canone alla Settima
23. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 22. a 1 Clav. alla breve
24. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 23. a 2 Clav.
25. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 24. Canone all’Ottava. a 1 Clav.
26. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 25. a 2 Clav. Adagio
27. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 26. a 2 Clav.
28. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 27. Canone alla Nona. a 2 Clav.
29. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 28. a 2 Clav.
30. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 29. a 1 o vero 2 Clav.
31. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 30. a 1 Clav. Quodlibet
32. Marcin Swiatkiewicz – Goldberg Variations, BWV 988: Aria da Capo

Marcin Świątkiewicz, cravo

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Esta foto de Marcin Świątkiewicz não faz jus à sua sensibilidade e competência…

PQP

Bach / Handel: An Imaginary Meeting (Sonatas para Violino e Cravo)

Bach / Handel: An Imaginary Meeting (Sonatas para Violino e Cravo)

Este (bom) registro seria uma reparação. A história não deixou dois compositores extraordinários — nascidos no mesmo ano e a poucos quilômetros um do outro —  se encontrarem. Pois é, Georg Friedrich Handel e Johann Sebastian Bach vieram ao mundo em 1685, com um mês de diferença. Por duas vezes,  tentaram, mas não conseguiram se encontrar e nunca mais cruzaram seus caminhos na vida. Este álbum é dedicado a esta falha. OK, simpático.

Lina Tur Bonet (nascida em Ibiza, Espanha) e Dani Espasa (La Canonja, Espanha, quase na costa, olhando para Ibiza) oferecem aqui um CD que coloca as sonatas de Bach e Handel frente a frente. (Comparar alguém com Bach é sacanagem, mas OK novamente). A abordagem da dupla é muito livre e convincente. Acho que Lina tem certas excentricidades, mas que não as têm? E Bach proíbe? Não! A coisa realmente funciona ao mostrar a profundidade e a proximidade que ambos os compositores poderiam ter compartilhado.

Bach / Handel: An Imaginary Meeting (Sonatas para Violino e Cravo)

Bach, J S: Sonata for Violin & Harpsichord No. 4 in C minor, BWV1017 17:02
I. Largo 4:22
II. Allegro 4:30
III. Adagio 3:28
IV. Allegro 4:42

Handel: Sonata in D major for violin and continuo, HWV371, Op. 1 No. 13 13:04
I. Affettuoso 3:47
II. Allegro 2:41
III. Larghetto 2:54
IV. Allegro 3:42

Bach, J S: Sonata for Violin & Harpsichord No. 5 in F minor, BWV1018 18:12
I. [Largo] 7:43
II. Allegro 4:37
III. Adagio 3:16
IV. Vivace 2:36

Handel: Sonata in D Minor for violin and continuo, HWV359a, Op. 1 No. 1 8:04
I. Grave 2:25
II. Allegro 1:44
III. Adagio 1:11
IV. Allegro 2:44

Bach, J S: Sonata for Violin & Harpsichord No. 6 in G major, BWV1019 17:16
I. Allegro 3:33
II. Largo 1:40
III. Allegro 4:45
IV. Adagio 3:43
V. Allegro 3:35

Lina Tur Bonet, violino
Dani Espasa, cravo

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Lisa Tur Bonet na antessala da Sala de Espera da Recepção da Sala de Imanência e Transcendência da PQP Bach Corp.

PQP

Bach (1685-1750): Prelúdios, Fugas e Corais – Edna Stern, piano

Bach (1685-1750): Prelúdios, Fugas e Corais – Edna Stern, piano

 

Bach

Prelúdios, Fugas e Corais

Edna Stern

 

 

Temos aqui um disco especial, diferente em alguns sentidos. A pianista Edna Stern usa alguns dos Prelúdios e Fugas do Cravo Bem Temperado para ‘contar uma história’. Na ‘montagem’ do disco ela usa quatro corais que servem para dar a ‘deixa’ para os prelúdios e fugas que os seguem. A escolha se baseia em um aspecto técnico – as tonalidades – mas também usa um aspecto mais subjetivo, para formar assim a sua ‘narrativa’.

Em uma entrevista que você poderá ler no livreto, ela explica o projeto. Numa das perguntas, o entrevistador aponta o eixo geral usando três palavras: struggles, sorrows e então, serenity. Certamente serenidade é tudo o que precisamos nestes tempos tão conturbados e assustadores que estamos vivendo.

Eu gostei imenso da interpolação dos quatro corais entre os doze prelúdios e fugas escolhidos – três para cada um deles.

Ferruccio, pensando em dó sustenido menor…

Um dos corais é de Brahms, escrito para órgão, mas aqui interpretado ao piano. A transição deste coral para o prelúdio seguinte (a faixa 8 para a faixa 9) é um dos momentos mais marcantes de todo o disco. Os outros três corais são transcrições para piano dos originais de Bach (que faz uso de antigos e conhecidos corais luteranos) feitas por Ferruccio Busoni. Eu gosto particularmente do ‘Wachet auf, ruft uns die Stimme’. O disco é tecnicamente impecável, adorei o som do piano, maravilhoso! A pianista já nos deu o ar da graça aqui no PQP Bach em postagens de PQP e FDP Bach, onde acompanha a famosa violinista Amandine Beyer. Ambas são excelentes postagens.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

  1. Coral ‘Nun komm’ der Heiden Heiland’, BWV 659 (Arr. Busoni)
  2. Prelúdio e
  3. Fuga No. 2 BWV 847 em dó menor
  4. Prelúdio e
  5. Fuga No. 15 BWV 860 em sol maior
  6. Prelúdio e
  7. Fuga No. 10 BWV 855 em mi menor
  8. Schmuecke dich o liebe Seele (No. 5 do Opus 122, de Brahms)
  9. Prelúdio e
  10. Fuga No. 9 BWV 854 em mi maior
  11. Prelúdio e
  12. Fuga No. 19 BWV 864 em lá maior
  13. Prelúdio e
  14. Fuga No. 6 BWV 851 em ré menor
  15. Coral ‘Ich ruf’ zu dir, Herr Jesu Christ’, BWV 639 (Arr. Busoni)
  16. Prelúdio e
  17. Fuga No. 12 BWV 857 em fá menor
  18. Prelúdio e
  19. Fuga No. 11 BWV 856 em fá maior
  20. Prelúdio e
  21. Fuga No. 22 BWV 867 em si bemol menor
  22. Coral ‘Wachet auf, ruft uns die Stimme’, BWV 645 (Arr. Busoni)
  23. Prelúdio e
  24. Fuga No. 21 BWV 866 em si bemol maior
  25. Prelúdio e
  26. uga No. 17 BWV 862 em lá bemol maior
  27. Prelúdio e
  28. Fuga No. 7 BWV 852 em mi bemol maior

Edna Stern, piano

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Sobre a arte da pianista Edna Stern a revista francesa Diapason disse ter ‘o panache de Martha Argerich, a musicalidade de Leon Fleisher e o impecável acabamento de Krystian Zimerman’.  Isso tudo por que ela foi aluna de cada um destes grandes mestres em diferentes etapas de sua formação…

Ouça você e depois me diga qual foi a história que o disco te contou…

Aproveite!

René Denon

J.S. Bach (1685-1750) / Silvius Leopold Weiss (1687-1750): …per la Viola da Gamba (BWV 1011 /995, 1025 & 1029)

J.S. Bach (1685-1750) / Silvius Leopold Weiss (1687-1750): …per la Viola da Gamba (BWV 1011 /995, 1025 & 1029)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A alemã Hille Perl é uma de minhas preferências na vida. Gosto de todos os seus discos e cada vez mais. Ela decidiu tocar viola da gamba depois de assistir a um concerto de Wieland Kuijken aos cinco anos de idade e ouvi-la não é uma mania apenas minha, pois ela é considerada uma das melhores gambistas da cena barroca, especializada em música solo e ensemble dos séculos XVII e XVIII. Ela tem um interesse particular no repertório barroco francês da viola da gamba de sete cordas. Ela também interpreta repertório espanhol, italiano, alemão e moderno para o instrumento. Esse disco (suspiro) é absolutamente arrebatador.

A produção que chegou até nossos dias de Johann Sebastian Bach para a viola da gamba não é muito extensa, limitando-se apenas às três Sonatas BWV 1027-1029. Elas costumam ser tocadas no parente mais próximo da viola da gamba, o violoncelo. Hille Perl já passou por essas três sonatas de Bach antes, quando gravava para a Hänssler. O que esse novo disco da Deutsche Harmonia Mundi oferece são duas novas obras de Bach para a gamba… Elas podem ser deduzidas das partituras originais. Olha, é difícil que alguém que tenha amor pelo barroco não se apaixone por este CD. Recomendo muito.

J.S. Bach (1685-1750) / Silvius Leopold Weiss (1687-1750): …per la Viola da Gamba (BWV 1011 /995, 1025 & 1029)

Suite Per La Viola Da Gamba Re Mineur, BWV 1011/995
1 Prelude [5:42]
2 Allemande [4:48]
3 Courante [2:33]
4 Sarabande [2:06]
5 Gavotte [5:04]
6 Gigue [2:11]

Trio In A Major, BWV 1025 (after Silvius Leopold Weiss)
7 Fantasia [3:26]
8 Courante [5:27]
9 Rondeau [3:39]
10 Sarabande [6:46]
11 Menuett [4:46]
12 Allegro [3:52]

Sonata In G Minor, BWV 1029
13 Vivace [5:34]
14 Adagio [5:00]
15 Allegro [4:10]

Viola da Gamba – Hille Perl
Harp [Double Harp] – Andrew Lawrence-King (tracks: 13 to 15)
Lute [Baroque Lute] – Lee Santana (tracks: 7 to 15)
Viola da Gamba – Barbara Messmer (tracks: 13 to 15)
Violin – Veronika Skuplik (tracks: 13 to 15)

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Hille Perl é apenas um dos picos da evolução

PQP

Bach (1685-1750): Concertos para Piano & Vivaldi (1678-1741): Concertos para Violoncelo – Alexander Zagorinsky, violoncelo & Einar Steen-Nøkleberg, piano

Bach (1685-1750): Concertos para Piano & Vivaldi (1678-1741): Concertos para Violoncelo – Alexander Zagorinsky, violoncelo & Einar Steen-Nøkleberg, piano

Bach & Vivaldi

Concertos para Piano e

Concertos para Violoncelo

Alexander Zagorinsky, violoncelo

Einar Steen-Nøkleberg, piano

 

Alexander toca violoncelo, Einar toca piano. Alexander é russo e estudou no Conservatório Tchaikovsky de Moscou. De uma geração anterior, Einar é norueguês e possivelmente um dos músicos mais notórios da Noruega. Gravou toda a obra para piano de Grieg e é jurado em muitos concursos de piano.

Estes dois músicos se encontraram pela primeira vez em 2002 em um concerto dedicado à Grieg na Academia Russa de Música. Com apenas uma oportunidade para ensaiar, pois encontraram-se apenas na véspera do concerto, fizeram uma apresentação que convenceu as pessoas que já tocavam juntos há muito tempo. Desde então passaram a colaborar, tocando e gravando juntos em várias ocasiões.

Alexander e Einar

Neste disco, gravado em 2018, apresentam-se alternadamente como solistas de concertos para piano, de Bach, e para violoncelo, de Vivaldi. Eles são acompanhados por uma orquestra de 18 membros, todos professores.

Se você é do tipo purista, que prefere instrumentos originais, aconselho que leve seu ‘mouse’ para outras postagens. Mas se resta uma alma que gosta de boa música em você, não se faça de rogado e clique sem dó! É um grande disco.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Concerto para Piano No. 1 em ré menor, BWV 1052

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro

Antonio Vivaldi (1678 – 1741)

Concerto para Violoncelo em lá menor, RV 422

  1. Allegro
  2. Largo cantabile
  3. Allegro

Johann Sebastian Bach

Concerto para Piano No. 4 em lá maior, BWV 1055

  1. Allegro
  2. Larghetto
  3. Allegro ma non tanto

Antonio Vivaldi

Concerto para Violoncelo em sol maior, RV 413

  1. Allegro
  2. Largo
  3. Allegro

Johann Sebastian Bach

Concerto para Piano No. 5 em fá menor, BWV 1056

  1. [Allegro]
  2. Largo
  3. Presto

Einar Steen-Nøkleberg, piano

Alexander Zagorinsky, violoncelo

The Chamber Orchestra of the Vologda Philharmonic Society

Alexander Loskutov, regente

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FLAC | 313 MB

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MP3 | 320 KBPS | 155 MB

A única crítica deste álbum que consegui localizar termina assim: ‘Eu gostei imensamente deste CD, que merece muito sucesso. Ele deveria ser ouvido pelos amantes de música barroca que insistem em “instrumentos de época”. Eu garanto que se Bach e Vivaldi pudessem ouvir suas músicas tocadas tão esplendidamente, eles ficariam encantados’.

Eu certamente fiquei! Aproveite!

René Denon

Allegri / J. S. Bach / Corelli / Händel / Stölzel / Telemann: Back to Bach

Allegri / J. S. Bach / Corelli / Händel / Stölzel / Telemann: Back to Bach

Um disco bem sem graça. São arranjos que o maridão Herriott escreveu para sua esposa Harnoy se esbaldar. Explico: é um disco impossível de ser reproduzido ao vivo, pois Harnoy faz solos de violoncelo acompanhada por ela mesma, às vezes numa orquestra de violoncelos, enquanto Herriott cria verdadeiros colchões de trompetes e flugelhorns. Gostei apenas do suingue da Ária da Suíte para Orquestra Nº 3 de Bach. Fiquei estalando os dedos como se ouvisse jazz. Foi usada muita tecnologia neste disco. Na verdade, quem brilha é Herriott e suas habilidades multifuncionais de escrever arranjos que incluem grandes conjuntos de violoncelos executados inteiramente por Harnoy, e corais de trompetes. Harnoy costuma fazer crossovers de Lennon & McCartney, Gershwin e tem seu público. Eu respeito, mas não é para mim.

Allegri / J. S. Bach / Corelli / Händel / Stölzel / Telemann: Back to Bach

Telemann
01. Six Sonates en Duo-Sonate No. 1, TWV 40.118: I. Vivace
02. Six Sonates en Duo-Sonate No. 1, TWV 40.118: II. Adagio
03. Six Sonates en Duo-Sonate No. 1, TWV 40.118: III. Allegro

Bach
04. Toccata, Adagio, and Fugue in C Major, BWV 564: Adagio (Arr. for Cello and Brass)

Handel
05. Sonata for Cello No. 3 in F Major: I. Adagio (Arr. for Cello and Brass)
06. Sonata for Cello No. 3 in F Major: II. Allegro (Arr. for Cello and Brass)
07. Sonata for Cello No. 3 in F Major (Arr. for Cello and Brass): III. Largo
08. Sonata for Cello No. 3 in F Major: IV. Allegro (Arr. for Cello and Brass)

Bach
09. Violin Concerto in E Major, BWV 1042: Adagio (Arr. for Cello and Brass)

Corelli
10. Sonata No. 8 in D Minor, Op. 5: I. Preludio
11. Sonata No. 8 in D Minor, Op. 5: II. Allemanda
12. Sonata No. 8 in D Minor, Op. 5: III. Sarabanda
13. Sonata No. 8 in D Minor, Op. 5: IV. Giga

Stölzel
14. Bist du bei mir

Corelli
15. Sonata No. 5 in B-flat Major, Op. 5: I. Adagio

Allegri
16. Miserere mei, Deus (Arr. for Cello and Brass)

Bach
17. Orchestral Suite No. 3 in D Major, BWV 1068: II. Air (Arr. for Cello and Brass)

Ofra Harnoy, violoncelos
Mike Herriott, trompetes

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A gente aguentou os gatinhos deles

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para flauta transversa e cravo obligato (Pontecorvo/Alessandrini)

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para flauta transversa e cravo obligato (Pontecorvo/Alessandrini)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O BWV 1030 e o 1032 são originalmente Sonatas para flauta e cravo. Já o 1019 é, originalmente, uma Sonata para violino e cravo. O 526 foi transcrito do órgão para flauta e cravo. O resultado é um CD entusiasmante. A flautista Pontecorvo é esplêndida e Alessandrini é um velho e competente conhecido nosso.

A história das sonatas da flauta não é clara. É provável que a maioria delas tenha sido escrita enquanto Bach estava a serviço do príncipe Leopold de Anhalt-Cothen. Na época, dificilmente se poderia imaginar que a pequena cidade de Cothen, trinta quilômetros ao norte de Halle, seria lembrada na história como um dos centros musicais mais importantes da época. O príncipe Leopold era um jovem que amava música e que gradualmente expandiu a orquestra da corte para dezoito membros. Ele contratou Johann Sebastian Each como Kapellmeister em 1717 e é interessante notar que seu salário era duas vezes maior que o de seu antecessor. O próprio príncipe era um músico talentoso e tocava violino, viola e cravo. Todas as apresentações em Cothen ocorriam na corte, como quisessem ou quando solicitados. Leopold não exigiu música sacra, permitindo a Bach um amplo espaço para o secular. Deste modo, o período em Cothen viu a composição de algumas das composições instrumentais mais importantes da música ocidental, as Invenções em duas e três partes, as Suítes francesas, o primeiro livro do Cravo bem temperado, as Sonatas e Partitas para violino solo, as Suítes para Violoncelo, as Sonatas para cravo e violino, as para viola da gamba, os Concertos de Brandenburgo, algumas das Suítes orquestrais e Sonatas para flauta e cravo ou flauta e continuo.

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para flauta transversa e cravo obligato (Pontecorvo/Alessandrini)

Sonata for flute and harpsichord in B minor, BWV 1030
01. “I. Andante”
02. “II. Largo e dolce”
03. “III. Presto”

Sonata for flute and harpsichord in G major, BWV 1019
04. “I. Allegro”
05. “II. Largo”
06. “III. Allegro”
07. “IV. Adagio”
08. “V. Allegro”

Sonata for flute and harpsichord in E minor, BWV 526
09. “I. Vivace”
10. “II. Largo”
11. “III. Allegro”

Sonata for flute and harpsichord in A major, BWV 1032
12. “I. Vivace”
13. “II. Largo e dolce”
14. “III. Allegro”

Laura Pontecorvo, flauta transversa
Rinaldo Alessandrini, cravo

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Judith Leyster (1609-1660): Menino tocando flauta (1630)

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Suítes Francesas (Thurston Dart)

J. S. Bach (1685-1750): Suítes Francesas (Thurston Dart)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

(OK, aprovo as postagens copiosas de Beethoven e Schumann — não poderia ser diferente! –, mas já estava sofrendo de hipobachemia aguda. Então, resolvi exagerar e postar uma obra-prima da discografia de todos os tempos. Confiram e se curvem ante à qualidade do exposto).

Eu era um adolescente que estava descobrindo Bach quando comprei este disco de Thurston Dart (1921-1971) interpretando as Suítes Francesas de Bach no clavicórdio. Estas Suítes foram escritas para cravo ou clavicórdio, tanto faz.

Eu não sabia, mas Dart não era qualquer um, tanto que foi professor de gente como Michael Nyman, Davitt Moroney, Sir John Eliot Gardiner e Christopher Hogwood. Era um disco estupendo comprado na sorte por um ignorante.

O clavicórdio é um instrumento de teclado onde as cordas são percutidas como as do piano, e não pinçadas como as do cravo. Seu som é o mais leve e intimista dentre os três e as Suítes Francesas de Dart me pareceram a coisa mais próxima a um sussurro que já tinha ouvido. Mas era um sussurro muito belo, engenhoso e astuto.

Na Inglaterra, Dart é o padroeiro dos estudos de interpretação histórica. Toda a geração seguinte reverencia seu nome, e vários livros de interpretação histórica dividem esta área do conhecimento musical entre antes e depois de Thurston Dart. Parece que era uma pessoa realmente inspiradora.

Ouço este LP até hoje com enorme prazer.

J. S. Bach (1685-1750): Suítes Francesas (Thurston Dart)

1 Suíte nº 1, em Ré menor, BWV 812 8:20
Allemande, Courante, Sarabande, Menuet I, Menuet II, Gigue

2 Suíte nº 2 em Dó menor, BWV 813 7:12
Allemande, Courante, Sarabande, Air, Menuet, Gigue (movimentos adicionais na BWV 813a: Menuet – Trio)

3 Suíte nº 3 em Si menor, BWV 814 8:44
Allemande, Courante, Sarabande, Menuet, Trio, Anglaise, Gigue

4 Suíte nº 4 em Mi bemol maior, BWV 815 7:49
Allemande, Courante, Sarabande, Gavotte, Air (additional movements, in BWV 815a: Praeludium. Gavotte I, Gavotte II, Menuet)

5 Suíte nº 5 em Sol maior, BWV 816 10:02
Allemande, Courante, Sarabande, Gavotte, Bourrée, Loure, Gigue

6 Suíte nº 6 em Mi maior, BWV 817 9:16
Allemande, Courante, Sarabande, Gavotte, Polonesa, Bourrée, Menuet, Gigue

Thurston Dart, clavicórdio

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Jack with a beer Bach… Pintura de Will Bullas

PQP