Já disse isso: quando olho minha discoteca e decido por Mahler, jamais pego a oitava ou a nova para ouvir. Não são as minhas preferidas. Mas aqui neste CD tem a primeiro movimento da décima, que ficou infelizmente incompleta em razão da morte do compositor. Então, ao invés de irritar os admiradores da oitava sinfonia, direi que acho que esta série de gravações de Michael Tilson Thomas vai ocupar lugar de destaque na discografia mahleriana. E tenho dito!
Gustav Mahler (1860-1911)
Symphony No. 10
Symphony No. 8
Disc 1:
1. Symphony No. 10: I. Adagio 27:56
2. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part I – I. Veni Creator Spiritus 7:28
3. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part I – II. Accende lumen sensibus 4:29
4. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part I – III. Infunde amorem cordibus 8:55
5. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part I – IV. Gloria Patri Domino 2:40
Disc 2:
1. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – I. Poco Adagio 11:12 Album Only
2. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – II. Waldung sie schwankt heran 4:57
3. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – III. Ewiger Wonnebrand Quinn Kelsey 1:15
4. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – IV. Wie Felsenabgrund mir zu Füßen 4:36
5. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – V. Gerettet ist das edle Glied 5:40
6. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – VI. Hier ist die Aussicht frei 4:19
7. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – VII. Dir der Unberührbaren 5:02
8. Symphony No. 8 In E-Flat Major: Part II – VIII. Du Schwebst Zu Höhen 1:19
9. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – IX. Bei dem Bronn zu dem schon weiland 7:59
10. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – X. Komm! Hebe dich zu höhern Sphären! 1:16
11. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – XI. Blicket auf 6:32
12. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – XII. Alles Vergängliche 6:15
Erin Wall, soprano
Enza van den Heever, soprano
Laura Claycomb, soprano
Katarina Karnéus, mezzo-soprano
Yvonne Naef, mezzo-soprano
Anthony Dean Griffey, tenor
Quinn Kelsey, baritone
James Morris, bass-baritone
San Francisco Symphony Chorus. Ragnar Bohlin, director
Pacific Boychoir. Kevin Fox, director
San Francisco Girls Chorus. Susan McMane, director
Podem me jogar pedras, mas vou escrever mesmo assim. Amo as sinfonias de números 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 10 de Mahler. Mas não tenho o mesmo amor pela 8ª e 9ª. Esta Sétima de Tilson Thomas é a própria perfeição. Gosto desta sinfonia por ser melodiosíssima e lindíssima, só isso. Passei quatro dias ouvindo-a com exclusividade. A estrutura é simétrica, são cinco movimentos: uma paulada no começo, outra no final; duas músicas da noite no segundo e quarto movimentos, com direito a bandolim no quarto; e uma fantástica valsa bem no coração da sinfonia. E agora digo mais: nesta sinfonia, Tilson Thomas venceu o maior regente mahleriano, Leonard Bernstein. Venceu, sim, basta ouvir.
Mahler: Symphony No. 7
1. Symphony No. 7 in E minor: I. Langsam?Allegro risoluto ma non troppo 20:43
2. Symphony No. 7 in E minor: II. Nachtmusik I: Allegro moderato – Molto moderato (Andante) 15:35
3. Symphony No. 7 in E minor: III. Scherzo: Schattenhaft 10:11
4. Symphony No. 7 in E minor: IV. Nachtmusik II: Andante amoroso 13:33
5. Symphony No. 7 in E minor: V. Rondo – Finale: Allegro ordinario?Allegro moderato ma energico 18:05
É espantoso o trabalho que faz Michael Tilson Thomas e a orquestra de São Francisco nesta integral das Sinfonias de Gustav Mahler. Esta deve ser a terceira integral que vou postando e ainda tenho mais duas… Estou indo na minha ordem… Postei a 2ª e a 3ª e agora vou para a 4ª, 5ª e 6ª. Depois virá a 7ª e voltarei à 1ª, tá? A melhor integral ainda é, na minha opinião, a de Lenny, mas eu acho muito legal que outros tentem batê-lo. Assim a gente ouve bastante Mahler.
Gustav Mahler (1860-1911) – Sinfonia No. 4
01. I. Bedächtig. Nicht eilen
02. II. In gemächlicher Bewegung. Ohne Hast
03. III. Ruhevoll
04. IV. Das himmlische Leben. Sehr behaglich
01. I. Allegro energico, ma non troppo. Heftig, aber markig
02. II. Scherzo. Wuchtig
03. III. Andante moderato
04. Finale Allegro moderato – Allegro energico
É a mais extensa das sinfonias de Mahler e, em minha opinião, uma das três melhores. Sou totalmente apaixonado. Tilson Thomas poderia ter sido mais enfático no primeiro movimento, mas mata a pau em todos os outros. Curiosamente, mesmo os que elogiaram veementemente o ciclo mahleriano de Tilson, receberam com restrições esta terceira. Faltaria-lhe caráter e originalidade interpretativa. Haveria cuidado exagerado com a perfeição técnica. Porém, eu apenas noto isso, repito, no primeiro movimento. Aliás, é o primeiro e único (pequeno) escorregão deste maravilhoso registro da orquestra de São Francisco.
Symphony No. 3 in D minor
1 Part I. Introduction. 1. Kräftig, entschieden 36:16
2 Part II. 2. Tempo di menuetto. Sehr mässig 10:10
3 Part II. 3. Comodo. Scherzando. Ohne Hast 18:58
4 Part II. 4. Sehr langsam. Misterioso 10:25
5 Part II. 5. Lustig im Tempo und keck im Ausdruck 4:24
6 Part II. 6. Langsam. Ruhevoll. Empfunden 26:31
Kindertotenlieder, song cycle for voice & piano (or orchestra)
7 1. Nun will die Sonn’ so hell aufgeh’n 6:13
8 2. Nun seh’ ich wohl 5:02
9 3. Wenn dein Mütterlain tritt zur Tür herein 4:54
10 4. Oft denk’ ich, sie sind nur ausgegangen 3:19
11 5. In diesem Wetter, in diesem Braus
Michelle DeYoung
San Francisco Symphony
Michael Tilson Thomas
Há mais um mistério no ar. Os regentes americanos e Mahler, Mahler e os regentes americanos. O melhor mahleriano morto talvez seja Leonard Bernstein, mas Tilson Thomas vem logo atrás, junto com outros pouquíssimos e compreensivos maestros. E ele tem uma vantagem, está vivinho da silva. Esta Ressurreição, por exemplo é espetacular e dá sequencia a estapostagem, que comprova que o cara-de-fuínha Tilson Thomas é um dos melhores mahlerianos que andam sobre duas pernas em nosso planeta.
Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia No. 2 “Ressurreição”
1. Symphony No. 2 in C minor: II. Andante moderato 11:49
2. Symphony No. 2 in C minor: III. In ruhig fliessender Bewegung 10:46
3. Symphony No. 2 in C minor: IV. “Urlicht”: Sehr feierlich, aber schlicht 5:43
4. Symphony No. 2 in C minor: V. Finale?Im Tempo des Scherzos 21:30
5. Symphony No. 2 in C minor: V. …Chorus: “Aufersteh’n” 15:25
Isabel Bayrakdarian
Lorraine Hunt Lieberson
San Francisco Symphony
Michael Tilson Thomas
Enfim, mais uma coleção fica finalizada! E esta é das boas! Como somos um bando de revoltados de meia-idade, terminamos pelo primeiro CD da série, uma sensacional versão da Titã (1884-1888). A primeira sinfonia de Mahler já trazia todo um mundo. O próprio Mahler, numa carta de 26 de Março de 1896: Gostaria que ficasse enfatizado ser a sinfonia maior do que o caso de amor em que se baseia, ou melhor, que a precedeu, no que se refere à vida emocional do criador. O caso amoroso tornou-se a razão para a existência da obra, mas não em absoluto, o significado real da mesma. (…) Assim como considero uma vulgaridade inventar música para se ajustar a um programa, também acho estéril dar um programa para uma obra completa. O fato de a inspiração ou base de uma composição ser uma experiência de seu autor não altera as coisas.
Um bom final de domingo!
Gustav Mahler (1860-1911): Symphony No. 1 (Tilson Thomas)
1. Symphony No. 1 in D major (‘Titan’): 1. Langsam. Schleppend [Slow. Dragging]
2. Symphony No. 1 in D major (‘Titan’): 2. Kräftig bewegt, doch nicht zu schnell [With powerful movement, but not too fast]
3. Symphony No. 1 in D major (‘Titan’): 3. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen [Solemn and measured, without dragging]
4. Symphony No. 1 in D major (‘Titan’): 4. Stürmisch bewegt [With violent movement]
John Adams nasceu em Massachusetts e estudou composição em Harvard. Quando jovem procurava distanciar-se de uma formação musical europeia. A, na minha opinião, sensacional Shaker Loops, escrita no auge do minimalismo norte-americano, ajudou a dar-lhe um lugar como um dos mais importantes compositores vivos americanos. Ele utiliza a técnica de fragmentos da melodia em looping do primeiro Steve Reich. É, de longe, sua obra mais gravada e interpretada. Também estão neste disco Short Ride in a Fast Machine, quatro minutos de pura adrenalina e The Wound-Dresser, uma adaptação do poema de Walt Whitman sobre sua experiência como enfermeiro durante a guerra civil. A adaptação da obra de Busoni, acomodou-se muito bem em meu estômago. Marin Alsop é o regente titular Orquestra Sinfônica de Bournemouth desde 2002. Em 2003, ela recebeu o prêmio da revista Gramophone como regente do ano e o Prêmio do Royal Philharmonic Society de condução. Já gravou Weill e Bartók, bem como o completo ciclo das sinfonias de Brahms.
Adams: Short Ride in a Fast Machine / The Wound-Dresser / Berceuse elegiaque / Shaker Loops (version for string orchestra)
1. Short Ride in a Fast Machine 4:14
2. The Wound-Dresser 19:11
3. Berceuse elegiaque, Op. 42 (arr. J. Adams): Berceuse elegiaque (arr. J. Adams) 9:30
* Obra de Ferruccio Busoni (1866-1924) *
4. Shaker Loops (version for string orchestra): Shaking and Trembling 8:27
5. Shaker Loops (version for string orchestra): Hymning Slews 5:31
6. Shaker Loops (version for string orchestra): Loops and Verses 7:13
7. Shaker Loops (version for string orchestra): A Final Shaking 4:09
Se alguma peça serve para comprovar a beleza e o poder hipnótico de trabalhos finais de Morton Feldman, é este Piano e Quarteto de Cordas, composto em 1985, apenas dois anos antes de sua morte. Suas performances geralmente duram entre 80 e 90 minutos, algo relativamente modesto para os padrões habituais de Feldman. A música é aparentemente simples, mas cheia de intenções. “Você passa uma hora pensando na forma”. O tempo nunca muda, o material musical é escasso. São acordes que nunca se repetem exatamente um igual ao outro, além de notas individuais e arpejos ascendentes que servem como ponto de referência ao todo. Há relações claras entre Feldman e Webern, com vantagem para o primeiro, mas há Webern ao fundo na forma como cada gesto, cada nota, cada frase, importa.
O trabalho do Kronos e de Takahashi é impecável, as usual.
Morton Feldman (1926-1987):
— Piano and String Quartet [79:33]
Kronos Quartet:
David Harrington, violin
John Sherba, violin
Hank Dutt, viola
Joan Jeanrenaud, cello
with Aki Takahashi, piano
Chega um momento na vida de uma pessoa em que ela acaba conhecendo Leonardo Leo. Tá, comecemos novamente. Dentro do verdadeiro mar de compositores barrocos de alto nível, destacamos o extraordinário e raro e napolitano Leonardo Leo. Os concertos deste CD são efetivamente notáveis, o que pode ser ouvido de cara, desde os primeiros compassos do Concerto Nº 2 que abre a seleção. O grande Anner Bylsma, habitual parceiro de Leonhardt e Harnoncourt, dá um banho ao lado da Tafelmusik de Jeanne Lamon. Se você gosta do barroco ou mesmo se é apenas curioso, baixe logo esta porra.
Leonardo Leo (1694-1744) : Six Cello Concertos
1. Cello Concerto No. 2 in D major (1737): 1. Andante grazioso
2. Cello Concerto No. 2 in D major (1737): 2. Con bravura
3. Cello Concerto No. 2 in D major (1737): 3. Larghetto, con poco moto – mezza voce
4. Cello Concerto No. 2 in D major (1737): 4. Fuga.
5. Cello Concerto No. 2 in D major (1737): 5. [Allegro di molto]
6. Cello Concerto No. 5 in F minor (undated): 1. Andante grazioso
7. Cello Concerto No. 5 in F minor (undated): 2. Allegro
8. Cello Concerto No. 5 in F minor (undated): 3. Segue il cantabile – Largo e gustoso
9. Cello Concerto No. 5 in F minor (undated): 4. Allegro
10. Cello Concerto No. 4 in A major (1738): 1. Andante piacevole
11. Cello Concerto No. 4 in A major (1738): 2. Allegro
12. Cello Concerto No. 4 in A major (1738): 3. Larghetto e gustoso
13. Cello Concerto No. 4 in A major (1738): 4. Allegro
14. Cello Concerto No. 3 in D minor (1738): 1. Andante grazioso
15. Cello Concerto No. 3 in D minor (1738): 2. [Con spirito]
16. Cello Concerto No. 3 in D minor (1738): 3. Amoroso – mezza voce
17. Cello Concerto No. 3 in D minor (1738): 4. Allegro
18. Cello Concerto No. 1 in A major (1737): 1. Andantino grazioso
19. Cello Concerto No. 1 in A major (1737): 2. Allegro
20. Cello Concerto No. 1 in A major (1737): 3. Larghetto a mezza voce
21. Cello Concerto No. 1 in A major (1737): 4. Allegro
22. Sinfonia concertata (Cello Concerto No. 6) in C minor (1737): 1. Andante grazioso
23. Sinfonia concertata (Cello Concerto No. 6) in C minor (1737): 2. Molto presto
24. Sinfonia concertata (Cello Concerto No. 6) in C minor (1737): 3. Larghetto
25. Sinfonia concertata (Cello Concerto No. 6) in C minor (1737): 4. Allegro
Anna Magdalena Bach (née Wilcken) foi a segunda esposa de meu pai, Johann Sebastian. Ela era excelente cantora e boa cravista. Quando do casamento, a família deu-lhe de presente um enorme caderno de notas para que ela praticasse sua arte em casa. Ah, nada como o amor dos primeiros anos! O caderno era realmente imenso e há diversas coletâneas gravadas com repertórios bastante diferentes. A sedução destes CDs é sua diversidade e alta qualidade. Neste aqui, McGegan e grupo fizeram uma bela escolha e a interpretam de forma entusiasmante. O disco é nada menos do que sensacional, trazendo para nós um pouco do som e da cerveja da casa de meu pai. Nós éramos mais ou menos pobres, mas assevero-vos, só materialmente.
J. S. Bach / C. P. E. Bach / François Couperin:
Caderno de Notas de Anna Magdalena Bach
1. French Ste No.1 in d BWV 812: Allemande
2. French Ste No.1 in d BWV 812: Courante
3. French Ste No.1 in d BWV 812: Sarabande
4. French Ste No.1 in d BWV 812: Minuet I & II
5. French Ste No.1 in d BWV 812: Gigue
6. Aria,’Bist Du Bei Mir’ BWV 508
7. Aria,’Willst Du Mein Herz Mir Schenken’ BWV 518
8. C.P.E.Bach: Solo
9. C.P.E.Bach: Polonaise in g
10. C.P.E.Bach: March in D
11. March in E flat
12. F. Couperin: Rondeau in b flat
13. Chorale, ‘Wer Nur Den Liebe Gott Lasst Walten’ BWV 691
14. ‘Goldberg’ Vars: Aria BWV 998,1
15. BWV 82: (Recitative, ‘Ich Habe Genug’
16. BWV 82: Aria, ‘Schlummert Ein’
17. Aria ‘Gedenke Doch, Mein Geist’ BWV 509
18. French Ste No.2 in c BWV 813,1-3 : Allemande
19. French Ste No.2 in c BWV 813,1-3 : Courante
20. French Ste No.2 in c BWV 813,1-3 : Sarabande
21. Prld No. 1 in C BWV 846,1 (From The Well-Tempered Clavier, Book 1)
22. Hasse: Polonaise in G
23. Polonaise in d
24. Polonaise in g
25. Polonaise in F
26. Petzold: Minuets (Da Capo))
27. Musette in A, BWV Anh.126
28. Bohm: ‘Menuet Fait Par M. Bohm’
29. Minuet in G, BWV Anh.116
Lorraine Hunt-Lieberson, mezzo-soprano
David Bowles, cello
Nicholas McGegan, harpsichord & clavichord
Ragna Schirmer tenta uma gravação mais poética das Goldberg neste CD duplo. E ela obtém momentos sublimes, totalmente diferentes do habitual. Esquecida de Gould, a pianista devaneia placidamente sobre a obra de variações que PQP Bach mais aprecia. Está longe de ser a melhor versão das Goldberg, mas é um registro profundo, reflexivo, pessoal e bonito. Foi muito bom vir ao trabalho com esta gravação nos ouvidos hoje pela manhã. Impossível caminhar rapidamente, tudo para não perturbar a moça.
As Goldberg consistem de uma belíssima ária, sucedida de trinta variações, seguidas pela repetição da ária. As Variações foram escritas, provavelmente, por volta de 1741 para o Conde Hermann Karl von Keyserling. Sua finalidade era a de curar a insônia do Conde e tal intenção já está clara na encomenda feita a Bach. Elas foram interpretadas para o conde por seu jovem e talentoso cravista Johann Gottlieb Goldberg, a quem elas foram dedicadas.
As Variações Goldberg eram tidas no passado como um exercício técnico árido e aborrecido. Hoje, entretanto, o conteúdo e a abrangência emocional da obra tem sido reconhecido e se tornou a peça favorita de muitos ouvintes de música erudita. As variações são largamente executadas e gravadas e têm sido objeto de muitos artigos, livros e estudos analíticos.
J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg
1. Goldberg Vars, BWV988: Aria
2. Goldberg Vars, BWV988: Var 1
3. Goldberg Vars, BWV988: Var 2
4. Goldberg Vars, BWV988: Var 3
5. Goldberg Vars, BWV988: Var 4
6. Goldberg Vars, BWV988: Var 5
7. Goldberg Vars, BWV988: Var 6
8. Goldberg Vars, BWV988: Var 7
9. Goldberg Vars, BWV988: Var 8
10. Goldberg Vars, BWV988: Var 9
11. Goldberg Vars, BWV988: Var 10
12. Goldberg Vars, BWV988: Var 11
13. Goldberg Vars, BWV988: Var 12
14. Goldberg Vars, BWV988: Var 13
15. Goldberg Vars, BWV988: Var 14
16. Goldberg Vars, BWV988: Var 15
Disc: 2
1. Goldberg Vars, BWV988: Var 16
2. Goldberg Vars, BWV988: Var 17
3. Goldberg Vars, BWV988: Var 18
4. Goldberg Vars, BWV988: Var 19
5. Goldberg Vars, BWV988: Var 20
6. Goldberg Vars, BWV988: Var 21
7. Goldberg Vars, BWV988: Var 22
8. Goldberg Vars, BWV988: Var 23
9. Goldberg Vars, BWV988: Var 24
10. Goldberg Vars, BWV988: Var 25
11. Goldberg Vars, BWV988: Var 26
12. Goldberg Vars, BWV988: Var 27
13. Goldberg Vars, BWV988: Var 28
14. Goldberg Vars, BWV988: Var 29
15. Goldberg Vars, BWV988: Var 30
16. Goldberg Vars, BWV988: Aria Da Capo
Um CD que contém algumas das maiores melodias que já ouvi. Purcell era um genial melodista e, neste álbum duplo de Nancy Argenta para a Virgin, todo o seu talento exposto da forma mais clara possível. Se o primeiro CD já é maravilhoso, o segundo é aquele que possui as maiores obras-primas de Purcell no gênero canção. Retir’d from any mortal’s sight, Halcyon days, Music for a While e To arms, heroic prince, além de outras que seria enfadonho de citar moram no ventrículo esquerdo do coração deste ouvinte. Trata-se de uma das melhores antologias de Purcell que já ouvi e, para que fiquemos ainda mais felizes, há 74 minutos no CD 1 e 77 no 2.
Faça como eu. Dê este CD de presente a alguém. É uma série da Virgin Classics na qual um álbum duplo é vendido pelo preço de um. A mulher fica enternecida por receber um CD duplo e nem imagina que o custo foi a metade… Aprendam com o mestre!
IMPERDÍVEL!!!
Henry Purcell: Songs and Airs
CD 1
1. O solitude, my sweetest choice, song, Z. 406
with Nigel North, Nancy Argenta
2. Ah! How sweet it is to love (from “Tyrannic Love”), song, Z. 613/2
with Richard Boothby, Nancy Argenta, Paul Nicholson
3. Not all my torments can your pity move, song, Z. 400
with Nigel North, Nancy Argenta, Paul Nicholson
4. Stript of their green our groves appear, song, Z. 444
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta, Paul Nicholson
5. Tell me, some pitying angel, (The Blessed Virgin’s Expostulation), sacred song, for soprano & continuo, Z. 196
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta, Paul Nicholson
6. If music be the food of love, song, Z. 379 (3 settings)
with Richard Boothby, Nancy Argenta, Paul Nicholson
7. Hark! now the echoing air (from “The Fairy Queen”), soprano aria and chorus, Z. 629/48
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta, Paul Nicholson
8. The fatal hour comes on apace, song, Z. 421
with Nigel North, Nancy Argenta
9. Incassum, Lesbia, incassum rogas (The Queen Epicedium), song, Z. 383
with Nigel North, Nancy Argenta, Paul Nicholson
10. Sweeter than roses (from “Pausanius”), song, Z. 585/1
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta
11. Cupid, the slyest rogue alive, song, Z. 367
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta, Paul Nicholson
12. From silent shades and the Elysian groves (Bess of Bedlam), song, Z. 370
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta, Paul Nicholson
13. Dear pretty youth (from “The Tempest”), aria, Z. 631/10
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta
14. From rosir bow’rs (from “Don Quixote”), song, Z. 578/9
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta, Paul Nicholson
15. Now that the sun hath veiled his light, sacred song for soprano & continuo, Z. 193
with Nancy Argenta, Paul Nicholson
16. Beneath the poplar’s shadow (from Sophonisba or Hannibal’s Overthrow) Z. 590/1
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta
17. I attempt from Love’s Sickness to Fly (from “The Indian Queen”), Z630/17a
with Nancy Argenta, Paul Nicholson
18. Let Us Dance (from “Prophetess”), aria for soprano, Z. 627/app3
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta, Paul Nicholson
19. Fairest Isle (from “King Arthur”), aria for soprano, Z. 628/38
with Nigel North, Nancy Argenta
20. O solitude, my sweetest choice, song, Z. 406
with Richard Boothby, Nancy Argenta
CD2:
1. Nymphs and Shepherds (from “The Libertine”), song, Z. 600/1
with Nigel North, Fiona Huggett, Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta, Trevor Jones
2. Amidst the shades and cool and refreshing streams, for soprano & continuo, Z. 355
with Nigel North, Nancy Argenta
3. Love in their little veins inspires (from “Timon of Athens”), aria for soprano, 2 flutes and continuo, Z. 632/3
with Nigel North, Richard Boothby, Nancy Argenta, Marion Scott, Rachel Beckett
4. Fly swift, ye hours, song, Z. 369
with Nigel North, Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta
5. They tell us that you mighty powers above (from “The Indian Queen”), soprano aria, Z. 630/19
with Nigel North, Fiona Huggett, Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta, Trevor Jones
6. O let me weep (“The Plaint” from “The Fairy Queen”), aria, Z. 629/40
with Nigel North, Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta, Pauline Nobes
7. In the black, dismal dungeon of despair, sacred song for soprano & continuo, Z. 190
with Nigel North, John Toll, Nancy Argenta
8. See even Night herself is here (from “The Fairy Queen”), soprano aria, Z. 629/11
with Fiona Huggett, Nancy Argenta, Trevor Jones
9. Why should men quarrel (from “The Indian Queen”), soprano aria, Z. 630/4c-4d
with Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta, Marion Scott, Rachel Beckett
10. Seek not to know what must not be reveal’d (from “The Indian Queen”), aria, Z. 630/15
with Nigel North, Richard Boothby, John Toll, Sophia McKenna, Nancy Argenta, Paul Goodwin
11. Retir’d from any mortal’s sight (from “The History of King Richard II”), song, Z. 581/1
with Nigel North, Nancy Argenta
12. To arms, heroic prince, (from “The Libertine”), prelude & song, Z. 600/3
with Nigel North, Richard Boothby, Mark Bennett, John Toll, Nancy Argenta
13. O lead me to some peaceful gloom (from “Bonduca”), song, Z. 574/17
with Nigel North, Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta
14. Halcyon days (from “The Tempest”), sopoano aria, Z. 631/15
with Nigel North, Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta, Pauline Nobes, Paul Goodwin
15. Come ye sons of art away (Birthday ode for Queen Mary), for soloists, chorus & instruments, Z. 323 No. 7, Bid the virtues
with Nigel North, Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta, Paul Goodwin
16. Lord, what is man?, sacred song for soprano & continuo, Z. 192
with Nigel North, Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta
17. Music for a While (from “Oedipus”), song, Z. 583/2
with John Toll, Nancy Argenta
18. If music be the food of love, song, Z. 379 (3 settings)
with Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta
19. Sawney is a bonny lad, song, Z. 412
with Nigel North, Nancy Argenta
20. When I have often heard (from “The Fairy Queen”), soprano aria, Z. 629/23
with Nigel North, Fiona Huggett, Richard Boothby, John Toll, Nancy Argenta
21. Ah cruel, bloody fate (from “Theodosius”), song, Z. 606/9
with Nigel North, John Toll, Nancy Argenta
22. Thy hand, Belinda…When I am laid in Earth (from “Dido and Aeneas”), soprano aria, Z. 626/37
with Nigel North, Fiona Huggett, Richard Boothby, Nancy Argenta, Trevor Jones
Sempre tive receio de discos com Dowland, Byrd e seus contemporâneos. Mas sou obrigado a retirar quaisquer restrições a este CD de Andreas Scholl e Concerto di Viole. Em primeiro lugar porque Scholl é espetacular, inigualável; seu cantar de contratenor realmente pertence a outro mundo. Em segundo lugar pelo extraordinário repertório escolhido. Disco perfeito para iniciar o domingo em beleza e paz.
Obs.: o CD original possui 21 faixas de canções escolhidas. Mas só obtive as 11 primeiras. Se alguém encontrar o CD completo em mp3, favor deixar o link nos comentários. Mesmo assim, vale a pena ouvir as 11 primeiras faixas deste tremendo trabalho.
John Dowland and his contemporaries: Crystal Tears
1. John Dowland: Go crystal tears 6:29
2. John Ward: Fantasia No. 4 3:30
3. John Dowland: Now, O now, I needs must part 4:32
4. John Dowland: Go nightly cares 4:02
5. John Ward: Fantasia No. 3 2:55
6. John Dowland: Sorrow, come! 3:59
7. John Dowland: Semper Dowland, semper dolens 3:31
8. John Dowland: The Lady Rich her galliard 2:04
9. Robert Johnson: Have you seen the bright lily grow? 2:51
10. William Byrd: Though Amaryllis dance in green 3:43
11. John Bennet: Venus’ birds whose mournful tunes 3:35
As Missas que fecham a coleção de Gardiner são esplêndidas. a Missa de Teresa e a Missa em Tempo de Guerra são obras-primas. Se a segunda é reflexiva, a primeira é cheia de melodias arrebatadoras e inesquecíveis, tanto que este que vos escreve não ouvia a Teresa há vinte anos e começou a cantá-la como se a tivesse ouvido ontem. Aqui, novamente, não se nota muita distinção entre religioso e profano. As Missas de Haydn são carregadas de elementos profanos e nelas se sente a sombra do sinfonista, que se revela no contraste entre os solistas e o coro e no estilo concertante. São sinfonias corais. Belíssimas sinfonias corais.
Disc 3:
Mass for soloists, chorus, organ & orchestra in B flat major (“Theresienmesse”), H. 22/12
1. Kyrie – Kyrie 5:03
2. Gloria – Gloria 2:35
3. Gratias – Gratias 6:56
4. Quoniam – Quoniam 2:51
5. Credo – Credo 1:51
6. Et incarnatus – Et incarnatus 3:44
7. Et resurrexit – Et resurrexit 4:03
8. Sanctus – Sanctus 2:16
9. Benedictus – Benedictus 6:17
10. Agnus Dei – Agnus Dei 2:30
11. Dona nobis pacem – Dona nobis pacem 3:58
Missa in Tempore belli, for soloists, chorus, organ & orchestra in C major (“Paukenmesse”), H. 22/9
12. Kyrie – Kyrie 4:45
13. Gloria: Gloria in excelsis Deo – Gloria: Gloria in excelsis Deo 2:40
14. Gloria: Qui tollis peccata mundi – Gloria: Qui tollis peccata mundi 4:39
15. Gloria: Quoniam tu solus sanctus – Gloria: Quoniam tu solus sanctus 2:23
16. Credo: Credo in unum Deum – Credo: Credo in unum Deum 1:10
17. Credo: Et incarnatus est – Credo: Et incarnatus est 3:57
18. Credo: Et resurrexit tertia die – Credo: Et resurrexit tertia die 4:16
19. Sanctus – Sanctus 2:21
20. Benedictus – Benedictus 5:47
21. Agnus Dei – Agnus Dei 2:58
22. Dona Nobis – Dona Nobis 2:53
Monteverdi Choir
English Baroque Soloists
John Eliot Gardiner
A Missa Nelson ou Missa in Angustiis é o destaque deste segundo CD. Como estamos atrasados, pediremos auxílio ao grande maestro Emanuel Martinez.
Quando Josef Haydn assumiu pela segunda vez o posto de mestre-capela do castelo Esterhazy, em Viena, ele tinha por incumbência compor a cada ano uma missa para festejar o dia onomástico da princesa Maria Josefa Emernegilda . A “Missa Nelson”, composta em 1798 por um Haydn aos 66 anos de idade e dono de uma muito fértil inspiração musical, é a terceira de uma série de seis grandes missas assim compostas.
A designação “Nelson” é com certeza um dado posterior à composição, como ocorre aliás com muitas outras obras suas, sobretudo com as sinfônias , denominadas a partir de um fato significativo das circunstâncias da estréia (ex. sinfonia da despedida) ou a partir de um elemento temático saliente (ex sinfonia do relógio).
“Missa in angustiis” (missa nos tempos de aflição) é seu primeiro nome, pois ela estava sendo composta em tempos muito difíceis, quando as ameaças das guerras napeleônicas afligiam a todos. E é num contexto napoleônico que seuge o nome Nelson, o almirante britânico que me 1 de agosto de 1798, exatamente quando Haydn compunha sua “Missa in angustiis”, abateu a frota de Napoleão na batalha de Abicur no Nilo. Dois anos mais tarde, num visita do mesmo almirante Nelson ao castelo do príncipe Estechazy onde Haydn era o mestre da música fez-se ouvir a “Missa in angustiis”. Esta poderia ter sido uma razão suficiente para que a missa passasse a se chamar “Missa de Nelson”.
A Orquestração usada por Haydn nesta obra destoa da riqueza orquestral diferenciada de suas últimas sinfonias. É que o compositor dispunha na ocasião apenas de uma orquestra reduzida, pois o príncipe Estehazy tinha demitido na época os instrumentistas de sopro, sobretudo as madeiras. Assim o coro e os solistas tem como acompanhamento a orquestra de cordas e a fanfarra às vezes militar, às vezes festiva dos trompetes e tímpanos.
Disc 2:
Mass for soloists, chorus, organ & orchestra in D minor (“Missa in Angustiis”, “Lord Nelson”, “Missa Nelson”), H. 22/11
1. Kyrie – Kyrie 4:39
2. Gloria: Gloria in excelsis Deo – Gloria: Gloria in excelsis Deo 3:30
3. Gloria: Qui tollis – Gloria: Qui tollis 4:27
4. Gloria: Quoniam – Gloria: Quoniam 2:45
5. Credo: Credo in unum Deum – Credo: Credo in unum Deum 1:41
6. Credo: Et incarnatus est – Credo: Et incarnatus est 4:05
7. Credo: Et resurrexit – Credo: Et resurrexit 3:36
8. Sanctus – Sanctus 2:26
9. Benedictus – Benedictus 6:12
10. Agnus Dei: Agnus Dei qui tollis – Agnus Dei: Agnus Dei qui tollis 2:48
11. Agnus Dei: Dona nobis pacem – Agnus Dei: Dona nobis pacem 2:29
Mass for soloists, chorus, organ & orchestra in B flat major (“Schöpfungsmesse”), H. 22/13
12. Kyrie – Kyrie 6:29
13. Gloria – Gloria 7:11
14. Quoniam – Quoniam 0:37
15. In gloria Dei patris – In gloria Dei patris 2:37
16. Credo – Credo 1:57
17. Et incarnatus est – Et incarnatus est 2:47
18. Et resurrexit – Et resurrexit 2:35
19. Et vitam venturi saeculi – Et vitam venturi saeculi 1:21
20. Sanctus – Sanctus 3:13
21. Benedictus – Benedictus 5:35
22. Agnus Dei – Agnus Dei 3:10
23. Dona nobis – Dona nobis 3:25
Monteverdi Choir
English Baroque Soloists
John Eliot Gardiner
As Missas de Haydn são um capítulo à parte da História da Música. São belíssimas e criticadíssimas. Em primeiro lugar, seriam alegres, felizes demais para o serviço religioso. Em segundo lugar, cada uma delas teria (e tem!) tal unidade que seriam inúteis para a igreja — onde normalmente as Missas são interrompidas pelas preces. Mas, gente, são tão lindas que as salas de concerto as abraçaram como se fossem filhas queridas que tivessem sofrido sequestros por parte de um comando de padres.
A Harmoniemesse que abre esta coleção é exuberante e feliz e a Heiligmesse não fica muito atrás. Agora, uma alerta: não se engane, estas 6 Missas compostas no final da década de 1790 para o patrão Esterházy são as melhores obras vocais de Haydn. Deixe as insinceras A Criação e As Estações de lado. Aqui está o verdadeiro tesouro. Gardiner não me deixa mentir.
Disc 1:
Mass for soloists, chorus, organ & orchestra in B flat major (“Harmoniemesse”. “Missa para Banda de Sopros”), H. 22/14
1. Kyrie – Kyrie 8:03
2. Gloria – Gloria 2:04
3. Gratias – Gratias 5:46
4. Quoniam – Quoniam 3:10
5. Credo – Credo 2:43
6. Et incarnatus – Et incarnatus 3:44
7. Et resurrexit – Et resurrexit 2:38
8. Et vivam venturi saeculi – Et vivam venturi saeculi 1:38
9. Sanctus – Sanctus 3:05
10. Benedictus – Benedictus 3:55
11. Agnus Dei – Agnus Dei 2:54
12. Dona nobis – Dona nobis 2:53
Missa Sancti Bernardi von Offida, for soloists, chorus, organ & orchestra in B flat major (“Heiligmesse”), H. 22/10
13. Kyrie – Kyrie 4:22
14. Gloria in excelsis Deo – Gloria in excelsis Deo 2:03
15. Gratias agimus tibi – Gratias agimus tibi 3:39
16. Quoniam tu solus Sanctus – Quoniam tu solus Sanctus 2:35
17. Credo in unum Deum – Credo in unum Deum 1:16
18. Et incarnatus est – Et incarnatus est 3:55
19. Et resurrexit – Et resurrexit 3:46
20. Sanctus – Sanctus 1:43
21. Benedictus – Benedictus 4:56
22. Agnus Dei – Agnus Dei 3:11
23. Dona nobis pacem – Dona nobis pacem 2:41
Monteverdi Choir
English Baroque Soloists
John Eliot Gardiner
Na tarde de 18 de Junho de 1964, Eric Dolphy caiu nas ruas de Berlim e foi levado a um hospital. Os enfermeiros, que não sabiam que ele era diabético, pensaram que ele (como acontecia a muitos jazzistas) havia tido uma overdose, deixaram-no, então, num leito até que passasse o efeito das “drogas”. E Dolphy morreu após tal coma diabético. Aos 36 anos. Bastava-lhe uma injeção.
Sua música foi absolutamente extraordinária. Saxofonista de grande peso, primeiro claronista importante como solista no jazz, excelente flautista. Em todos esses instrumentos era um impecável improvisador. Seu estilo caracterizava-se por uma anárquica torrente de ideias, Fato que faz com alguns o coloquem erradamente no free jazz, erro imperdoável para quem faz blues tão melodiosos. Este Outward Bound é uma obra-prima absoluta. Confiram Dolphy, mas também a espetacular banda que o acompanha.
Eric Dolphy Quintet: Outward Bound
1. G.W.
2. On Green Dolphin Street
3. Les
4. 245
5. Glad To Be Unhappy
6. Miss Toni
7. G.W. (Alternate Take 1)
8. 245 (Alternate Take 1)
9. April Fool
O Quinteto:
Eric Dolphy: alto saxophone, bass clarinet, flute;
Freddie Hubbard: trumpet;
Jaki Byard: piano;
George Tucker: bass;
Roy Haynes: drums.
Clica antes aqui, malandro! Depois clica ali embaixo no melhor disco de 2014 na categoria Baroque Instrumental da revista Gramophone. Ah, pois é, né?
Eu tenho um álbum triplo (CDs) com as Württemberg Sonatas. Ouvi só uma vez, achei-as chatas. Então, quando abordei este CD, fui com cuidado… Quanta diferença! Gravação de estreia do maravilhoso cravista Mahan Esfahani, aqui temos seis destas sonatas escritas entre 1742 e 43 e publicadas em 1744. Esfahani é imaginativo, tem concepção e compreensão maduras de meu irmão CPE. Perfeitos modelos de Sturm und Drang, Carl Philipp Emanuel Bach faz aqui a declaração mais combativa da nova linguagem musical que iria soterrar o barroco. Mas só dá para concluir isso ouvindo ESTE registro imbatível.
C.P.E.Bach (1714-1788): Wurttemberg Sonatas
01] Sonata in Am, H30 – 1 Moderato
02] Sonata in Am, H30 – 2 Andante
03] Sonata in Am, H30 – 3 Allegro assai
04] Sonata in Ab, H31 – 1 Un poco allegro
05] Sonata in Ab, H31 – 2 Adagio
06] Sonata in Ab, H31 – 3 Allegro
07] Sonata in Em, H33 – 1 Allegro
08] Sonata in Em, H33 – 2 Adagio
09] Sonata in Em, H33 – 3 Vivace
10] Sonata in Bb, H32 – 1 Un poco allegro
11] Sonata in Bb, H32 – 2 Andante
12] Sonata in Bb, H32 – 3 Allegro
13] Sonata in Eb, H34 – 1 Allegro
14] Sonata in Eb, H34 – 2 Adagio
15] Sonata in Eb, H34 – 3 Allegro assai
16] Sonata in Bm, H36 – 1 Moderato
17] Sonata in Bm, H36 – 2 Adagio non molto
18] Sonata in Bm, H36 – 3 Allegro
Charles Mingus foi um notável compositor erudito que gostava de jazz. Talvez esta frase arranhe de leve o que foi este grande gênio. Eu poderia escrever muitas páginas sobre Mingus — na minha opinião o melhor compositor e band leader do gênero –, mas este não é o melhor espaço. Aqui a coisa é descompromissada e rápida. The Black Saint And The Sinner Lady, assim como Mingus Ah Um, são frequentemente ranqueados como dois dos melhores álbuns de todos os tempos. Mingus Mingus Mingus Mingus Mingus também é esplêndido, mas aparece menos no Olimpo do que outros trabalhos do mestre.
Quando criança, Mingus queria ser violoncelista, mas sua fraca educação musical fazia com ele lesse lentamente as partituras e isto o retirou da orquestra infantil de Nogales, Arizona. No colégio, tentou a sorte no contrabaixo e deu certo. Tornou-se um dos maiores no instrumento. Adolescente, escrevia música erudita e, antes dos vinte anos já reconhecido como um espécie de prodígio do baixo. Às vezes, tocava em bandas de jazz e, aos 21 anos, já participava de bandas lideradas por seu grande ídolo Duke Ellington e por Louis Armstrong. Acabou por escolher este caminho.
Mingus possuía uma personalidade contraditória e agressiva — não são poucas as histórias que se contam de Mingus agredindo fisicamente outros músicos. Brigou com quase todos — despediu inúmeros –, mas nunca se desfez de seu genial baterista Danny Richmond, a única pessoa que acompanhava à perfeição as complexidades rítmicas que ele amava criar. Apesar dos problemas ou em razão deles, Mingus e sua banda sempre tocavam magistralmente. O compositor sentia com intensidade o drama do preconceito racial, usando diversas vezes a música como veículo de protesto (Freedom, Fables of Faubus). Era vanguardista, tradicional, lírico, feroz e muito, mas muito musical.
The Black Saint and the Sinner Lady é experimental ao mais alto grau. É som de rua, visceral e intenso, mas é também de absurda sofisticação, humor e imaginação. Trata-se de uma peça orquestral contínua de 39 minutos. Tudo muito exato e… improvisado. Mingus disse que cedeu, permitindo aos músicos alterarem bastante The Black Saint, adequando trechos a seus respectivos estilos, mas que seu perfeccionismo de autor se contorcia num canto. O resultado é uma obra-prima absoluta deste ser humano que tinha como avós dois descendentes de escravos, uma inglesa branca e um chinês. Ao menos esta era uma versão das lendas o que ele, muito mentiroso, contava a respeito de si mesmo.
Mingus Mingus Mingus Mingus Mingus foi gravado menos de um semestre depois. Mais tradicional, também é um disco fantástico. É Mingus — ou seja, tudo é notavelmente bem escrito. Estranhamente, ele retomou posteriormente a temas deste disco. II B.S. recebeu novo arranjo, tornando-se Haitian Fight Song no disco The Clown. Theme for Lester Young virou Goodbye Pork Pie Hat no Mingus Ah Um. E Mood Indigo, de Duke Ellington, demonstra pela enésima vez o amor e respeito que Mingus tinha por um de seus mestres.
Em 2012, estes dois discos foram juntados em apenas um CD. Bem, meu caro, se há algo imperdível no mundo…
The Black Saint And The Sinner Lady (1963)
01 – Track A – Solo Dancer
02 – Track B – Duet Solo Dancers
03 – Track C – Group Dancers
04 – Mode D – Trio And Group Dancers, Mode E – Single Solos And Group Dance, Mode F – Group And Solo Dance
Total: 39min25
Mingus Mingus Mingus Mingus Mingus (1964)
05 – II B.S.
06 – I X Love
07 – Celia
08 – Mood Indigo
09 – Better Get Hit In Yo’ Soul
10 – Theme For Lester Young
11 – Hora Decubitus
Total: 40min30
Músicos: The Black Saint And The Sinner Lady: Charles Mingus – bass, piano, leader Jerome Richardson – soprano, baritone saxophones, flute Charlie Mariano – alto saxophone Dick Hafer – tenor saxophone, flute Rolf Ericson – trumpet Richard Williams – trumpet Quentin Jackson – trombone Don Butterfield – tuba, contrabass trombone Jaki Byard – piano Jay Berliner – acoustic guitar Dannie Richmond – drums
Mingus Mingus Mingus Mingus Mingus: Charles Mingus – bass, piano Jay Berliner – guitar Don Butterfield – trombone, tuba Jaki Byard – piano Eric Dolphy – flute, alto saxophone Rolf Ericson – trumpet Booker Ervin – tenor saxophone Dick Hafer – clarinet, flute, oboe, tenor saxophone Quentin Jackson – trombone Charlie Mariano – alto saxophone Walter Perkins – drums Eddie Preston – trumpet Jerome Richardson – flute, baritone saxophone, soprano saxophone Dannie Richmond – drums Richard Gene Williams – trumpet Britt Woodman – trombone
Fiquei muito entusiasmado com este CD cujo spalla e solista é o extraordinário violinista brasileiro Luís Otávio Santos. Para quem não o conhece — e vocês não estão nesse caso, claro — Santos desenvolve intensa carreira na Europa como líder e solista de notáveis grupos de música antiga, tais como La Petite Bande (Bélgica), Ricercar Consort (Bélgica e grupo deste disco) e Le Concert Français (França).
Aqui, com o Ricercar Consort, como já disse, Santos está na Missa BWV 234, algumas peças para órgão que separam as obras maiores e a fantástica Cantata BWV 198, Trauerode. Ah, a Trauerode (ou Trauer-ode)… A Trauerode foi uma encomenda privada para marcar a morte de Christine Ebehardine, esposa de Augusto, eleitor da Saxônia e rei da Polônia, em um evento secular em Leipzig, dois meses após sua morte, em 17 de outubro de 1727. É uma tremenda música e a interpretação do Ricercar Consort e agregados é esplêndida!
J.S. Bach (1685-1750): Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne — Trauerode BWV 198 / Missa BWV 234
Missa à 4 Voci. 2 Travers. 2 Violini, Viola e Cont BWV 234
1 Missa À 4 Voci. 2 Travers. 2 Violini, Viola e Cont, BWV 234: Kyrie 2:43
2 Missa À 4 Voci. 2 Travers. 2 Violini, Viola e Cont, BWV 234: Christe 1:44
3 Missa À 4 Voci. 2 Travers. 2 Violini, Viola e Cont, BWV 234: Kyrie 1:24
4 Missa À 4 Voci. 2 Travers. 2 Violini, Viola e Cont, BWV 234: Gloria 5:28
5 Missa À 4 Voci. 2 Travers. 2 Violini, Viola e Cont, BWV 234: Domine Deus 5:51
6 Missa À 4 Voci. 2 Travers. 2 Violini, Viola e Cont, BWV 234: Qui Tollis 6:15
7 Missa À 4 Voci. 2 Travers. 2 Violini, Viola e Cont, BWV 234: Quoniam 3:41
8 Missa À 4 Voci. 2 Travers. 2 Violini, Viola e Cont, BWV 234: Cum Sancto Spirito 3:06
9 Praeludium In Organo Pleno, Pedal, BWV 544 6:51
Tombeau de S.M. la Reine de Pologne — Trauerode BWV 198 (1st part)
10 Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne, BWV 198: Chorus : Lass, Fürstin, Lass Noch Einen Strahl 5:28
11 Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne, BWV 198: Recit : Dein Sachsen, Dein Bestürztes Meissen 1:17
12 Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne, BWV 198: Aria : Verstummt, Verstummt, Ihr Holden Saiten! 3:19
13 Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne, BWV 198: Recit : Der Glocken Bebendes Getön 0:58
14 Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne, BWV 198: Aria : Wie Starb Die Heldin So Vergnügt! 6:56
15 Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne, BWV 198: Recit : Ihr Leben Liess Die Kunst Zu Sterben 1:01
16 Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne, BWV 198: Chorus : An Dir, Du Fürbild Grosser Frauen 1:58
17 Herzlich Tut Mich Verlangen À 2 Claviers Et Pédale, BWV 727 2:33
Tombeau de S.M. la Reine de Pologne — Trauerode BWV 198 (2nd part)
18 Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne, BWV 198: Pars 2da Nach Gehaltener TrauerRede: Aria : Der Ewigkeit Saphirnes Haus 3:56
19 Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne, BWV 198: Pars 2da Nach Gehaltener TrauerRede: Recit : Was Wunder Ist’s ? Du Bist Es Wert 2:31
20 Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne, BWV 198: Pars 2da Nach Gehaltener TrauerRede: Chorus Ultimus Post 2am Partem : Doch Köningin Du Stirbest Nicht! 5:01
21 Fuga In Organo Pleno, Pedal, BWV 544 6:05
Katharine Fuge, soprano & Carlos Mena, alto
Jan Kobow, ténor & Stephan McLeod, basse
Francis Jacob, orgue
Ricercar Consort
Philippe Pierlot
Sim, resolvi partir para a ignorância. Todas as sinfonias de Brahms e mais as aberturas, “raposódias” e outros que tais com a Filarmônica de Berlim sob a batuta do saudoso Claudio Abbado. Se alguém tinha dúvidas sobre a genialidade de Abbado, este quarteto de CDs as pulveriza e o coloca no Olimpo dos regentes juntamente com poucos outros. Ah, não pensem que vou ficar postando sempre os CDs de quatro em quatro. Não se acostumem, OK?
Johannes Brahms (1833-1897): As 4 Sinfonias, Aberturas, Lieder, Variações sobre um Tema de Haydn (Abbado)
Disc: 1
1. Academic Festival Overture, Op 80 – Allegro – L’istesso tempo, un poco maestoso – Animato – Maestoso
2. Song of the Fates, Op 89 – Gesang der Parzen, Op.89 – Rundfunkchor Berlin, Dietrich Knothe
Sinfonia Nº 1
3. 1. Un poco sostenuto – Allegro – Meno allegro
4. 2. Andante sostenuto
5. 3. Un poco allegretto e grazioso
6. 4. Adagio – Piu andante – Allegro non troppo, ma con brio – Piu allegro
1. Alto Rhapsody – “Aber abseits wer ist’s?” Adagio-Poco Andante-Adagio – Marjana Lipovsek, Ernst Senff Chor
Sinfonia Nº 2
2. 1. Allegro non troppo
3. 2. Adagio non troppo – L’istesso tempo, ma grazioso
4. 3. Allegretto grazioso ( Quasi andantino) – Presto ma non assai
5. 4. Allegro con spirito
2. Nänie von Friedrich Schiller, für Chor und Orchester, Op.82 – Rundfunkchor Berlin, Dietrich Knothe
Sinfonia Nº 4
3. 1. Allegro non troppo
4. 2. Andante moderato
5. 3. Allegro giocoso – Poco meno presto – Tempo I
6. 4. Allegro energico e passionato – Più allegro
Tá bom, vamos ver o que sai em 5 minutos: se os Razumovsky apontavam para a concentração e seriedade dos últimos quartetos — que, por sua vez, apontariam para “o futuro”, como Beethoven afirmava -, o Op. 74, “Harp”, é relaxado e tranquilo, um Op. 18 melhorado que deixaria Mozart e Haydn mordendo-se de inveja!
Os três Razumovsky são notáveis e o destaque do Nº 2 é o notável, belíssimo, irresistível segundo movimento, ao qual Beethoven acrescentou a seguinte advertência na partitura: Si tratta questo pezzo con molto de sentimento, ou seja, em tradução honesta, “Esta peça deve ser abordada com muito sentimento”. O Kodály, com mão leve e strong feeling, o faz muito bem. Há drama aqui. Gosto muito.
Já o Harp é um quarteto fofinho, todo bonitinho e que nos deixa felizes. Felizes mesmo! Por que Harp? Ora, ouça os pizzicatti do primeiro movimento e não me encha o saco. Viram só? Nem deu cinco minutos! Boa noite.
Ludwig van Beethoven: String Quartets Op. 59, No. 2, ‘Razumovsky’ and Op. 74, ‘Harp’
String Quartet No. 8 in E minor, Op. 59, No. 2, “Razumovsky”
I. Allegro 10:08
II. Molto adagio 12:35
III. Allegretto 07:31
IV. Finale: Presto 05:38
String Quartet No. 10 in E flat major, Op. 74, “Harp”
I. Poco adagio – Allegro 09:28
II. Adagio ma non troppo 09:46
III. Presto – 05:22
IV. Allegretto con variazioni 06:46
E aqui começam as obras-primas de nossa integral. É através dos quartetos que notamos mais claramente a evolução beethoveniana. O quarteto Razumovsky Op. 59 Nro. 1 é esplêndido e se, para nossa alegria, fica anos-luz à frente do Op. 18, fica também, para nosso maior gáudio, muito aquém dos últimos quartetos, certamente um dos ápices da humanidade. Não, não há exagero.
Todos os três quartetos do Op. 59 “Razumovsky” são notáveis. Com os três quartetos deste opus, Beethoven marcaria definitivamente a cisão entre a música de câmara para amadores, anunciando um tipo de música camarística, reservado apenas aos profissionais. Eles são apelidados de “Quartetos Razumovsky” porque foram encomendados pelo conde Andreas Kyrilovich Razumovsky, embaixador russo em Viena desde 1792. Ele era um colecionador de arte, excelente violinista amador e suficientemente corajoso para pedir a Beethoven aulas de teoria musical e composição. Não foi admitido como aluno, mas, como segundo violino do Quarteto Schuppanzigh, participou da estréia em janeiro de 1809.
Há pessoas que elogiam o Allegro inicial, mas minhas preferências vão para os dois últimos movimentos, Adagio molto e mesto e o Tema Russo.
O quarteto Op. 95 não é um mero complemento deste CD. É protagonista. Trata-se de um furioso e sincero auto-retrato de Beethoven no momento em que ruíram seus planos amorosos de casar com Thérèse Malfatti. Alguns o comparam ao Quinteto K. 516 de Mozart ou ao terceiro quarteto de Bela Bartók – todos escritos em momentos de profundo desespero. Seu tema inicial é firme, afirmativo e irritado, dando o tom de um quarteto que nem sempre permanecerá neste humor, mas que é um belo exemplo do quanto Beethoven considerava o quarteto de cordas a formação mais adequada para expressar suas “Vozes Íntimas”.
Um grande e relevante CD.
Quartet in F, Op. 59 “Razumovsky” No. 1
1 Allegro
2 Allegretto vivace e sempre scherzando
3 Adagio molto e mesto
4 Thème russe: Allegro
Quartet in F Minor, Op. 95 “Quartetto Serioso”
5 Allegro con brio
6 Allegretto ma non troppo
7 Allegro assai vivace ma serioso
8 Larghetto espressivo; Allegretto agitato – Allegro
A música para órgão é cada vez menos tocada. É óbvio: considerando-se as grandes proporções do instrumento e o fato de poucas salas de concerto ostentarem um desses monstros, tornam-se cada vez mais raros os concertos. Se a coisa vai melhor na Europa, nosso continente vai de mal a pior.
Por outro lado, uma das partes mais importantes do repertório bachiano foi escrita justamente para o órgão. Bach passava boa parte de suas horas noturnas improvisando (e compondo) ao instrumento. A liberdade que ele tinha nesta área pode ser espreitada ouvindo-se a PassacagliaBWV 582 e o Prelúdio e Fuga BWV 552, presentes nesta coletânea, para não falar na Tocata e Fuga em Ré MenorBWV 565. O homem era um maluco ao órgão. Peter Hurford — que gravou toda a obra de Bach para órgão em 17 CDs — faz uma arrebatadora seleção do melhor nestes dois CDs da Decca.
Se fosse você, não daria as costas para a riquíssima música para órgão. De Bach e de outros compositores. Já ouviram a música de Messiaen e Franck para o instrumento? Na foto, Peter Hurford em casa.
J. S. Bach (1685-1750): Great Organ Works
CD1:
1. J.S. Bach: Toccata and Fugue in D minor, BWV 565 9:17
2. J.S. Bach: Herzlich tut mich verlangen, BWV 727 2:19
3. J.S. Bach: Wachet auf, ruft uns die Stimme, BWV 645 (‘Sleepers, awake’) 5:11
4. J.S. Bach: Prelude (Fantasy) and Fugue in G minor, BWV 542 – “Great” 12:00
5. J.S. Bach: Liebster Jesu, wir sind hier, BWV 730 1:54
6. J.S. Bach: Passacaglia in C minor, BWV 582 12:53
7. J.S. Bach: Prelude and Fugue in E flat, BWV 552 15:48
8. J.S. Bach: Nun komm, der Heiden Heiland, BWV 659 5:00
9. J.S. Bach: Prelude (Fantasy) and Fugue in C minor, BWV 537 8:24
CD2:
1. J.S. Bach: Toccata, Adagio and Fugue in C, BWV 564 15:45
2. J.S. Bach: “In dulci jubilo”, BWV 729 2:36
3. J.S. Bach: Prelude and Fugue in A minor, BWV 543 10:30
4. J.S. Bach: Fantasia in G, BWV 572 7:50
5. J.S. Bach: Prelude and Fugue in D major, BWV 532 11:30
6. J.S. Bach: Nun freut euch, liebe Christen g’mein, BWV 734 2:00
7. J.S. Bach: Wo soll ich fliehen hin, BWV 694 3:02
8. J.S. Bach: Fantasia in C minor, BWV 562 5:59
9. J.S. Bach: Toccata and Fugue in D minor, BWV 538 “Dorian” 13:49