Sim, voltei. Agora cheio de energia.
Essa postagem era para ir ao ar no natal do ano passado, eu tinha preparado um texto muito bom, mas o perdi, então aí vai um mix do que eu li na capa do CD com as impressões que tive.
Pergolesi: Messa Romana:
O Kyrie Eleison, que era para ser em um tom de introspecção, vem festivo, quase em um Rondó. O coro canta as primeira sílaba ( Ky ) fazendo intervalos que quinta e oitava, normais e invertidas, o que aumenta o tom de ansiosidade e perspectiva. Trompetes, trompas e Violinos tocam movimentos rítmicos ascendentes, ligeiros, terminando a faixa de forma abrupta, fazendo um paralelo para a condução do Christe Eleison, que vem em modo menor, trazendo o tom de introspecção esperado para o 1º movimento. Percebe-se que em certa parte da faixa o coro canta apenas ”ELEISON” ou seja ”PIEDADE”, reforçando ainda mais o tom sombrio. A faixa termina de forma muito mais abrupta, com o coro cantado novamente ”ELEISON”, com tom raivoso. O resto da Missa Romana vem sempre obedecendo essa regra. Em uns movimentos muito rápidos, ligeiros, alegres, dançantes, e em outros, o tom depressivo, triste.
É necessário disciplina para ouvir essa missa, não ouvir por ouvir, mas para que não cair na mesmice de um New Age, ou de coisa qualquer.
Allesandro Scarlatti: Messa per il Santissimo Natale
Missa de Natal Scarlatti foi tal composição, escrita para coros totalmente independentes mais violinos I e II em obbligato que embelezam a polifonia de forma independente de qualquer coro. O humor dessa massa é serenamente comemorativo – música, como o coral de anjos poderia ter cantado. Mesmo o Agnus Dei é menor fundamento por misericórdia do que uma canção de carinho para o Menino Jesus. Tratamento de Scarlatti do espaço acústico entre os dois coros é espetacular!”
Pergolesi: Messa Romana; Allesandro Scarlatti: Messa per il Santissimo Natale
Mass (Kyrie & Gloria), for soloists, chorus & orchestra in F major (4 versions)~Kyrie eleison (1:41)
Mass (Kyrie & Gloria), for soloists, chorus & orchestra in F major (4 versions)~Christe eleison (3:41)
Mass (Kyrie & Gloria), for soloists, chorus & orchestra in F major (4 versions)~Kyrie eleison (1:58)
Mass (Kyrie & Gloria), for soloists, chorus & orchestra in F major (4 versions)~Gloria in excelsis Deo (3:35)
Mass (Kyrie & Gloria), for soloists, chorus & orchestra in F major (4 versions)~Laudamus te (2:00)
Mass (Kyrie & Gloria), for soloists, chorus & orchestra in F major (4 versions)~Gratias agimus tibi (4:55)
Mass (Kyrie & Gloria), for soloists, chorus & orchestra in F major (4 versions)~Dominus Deus (4:70)
Mass (Kyrie & Gloria), for soloists, chorus & orchestra in F major (4 versions)~Qui tollis peccata mundi (3:30)
Mass (Kyrie & Gloria), for soloists, chorus & orchestra in F major (4 versions)~Qui tollis peccata mundi (4:46)
Mass (Kyrie & Gloria), for soloists, chorus & orchestra in F major (4 versions)~Qui sedes ad dexteram patris (2:28)
Mass (Kyrie & Gloria), for soloists, chorus & orchestra in F major (4 versions)~Quoniam tu solus sanctus (2:59)
Mass (Kyrie & Gloria), for soloists, chorus & orchestra in F major (4 versions)~Cum Cancto Spiritu (3:33)
Messa per il Santissime Natale, for double chorus, 2 violins & continuo in A major~Kyrie (4:80)
Messa per il Santissime Natale, for double chorus, 2 violins & continuo in A major~Gloria (11:30)
Messa per il Santissime Natale, for double chorus, 2 violins & continuo in A major~Credo (8:38)
Messa per il Santissime Natale, for double chorus, 2 violins & continuo in A major~Sanctus (1:10)
Messa per il Santissime Natale, for double chorus, 2 violins & continuo in A major~Agnus Dei (4:28)
Concerto Italiano
Regente: Rinaldo Alessandrini
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Gabriel Clarinet






Richard Wagner é uma das figuras mais célebres da história da música e também uma das mais polêmicas. Tanto do ponto de vista pessoal como do ponto de vista da música ou da política, suscitou mais discussões, estudos e interpretações do seu pensamento musical do que qualquer outro compositor. Pode-se dizer que, a partir do momento em que se começou a conhecer sua música, houve polêmicas acesas contra e a favor de sua obra. Depois de anos de sua morte, seus escritos voltaram a provocar opiniões diametralmente opostas. A razão disso foi sempre seu ideário, que tentava unir um pensamento, tipicamente libertário e anarquista a um elitismo tipicamente burguês, para não dizer – já que não o era – aristocrático. Se a estas posições se acrescentar seu rancor aos judeus, teremos um caráter de difícil classificação, que, devido essencialmente a essa postura racista, fez com que ele se convertesse – depois de sua morte – em uma espécie de bandeira estética do nazismo.
Franz Joseph Haydn nasceu em Rohrau, Baixa Áustria, a 31 de março de 1732 e morreu a 31 de maio de 1809. Haydn é o iniciador de uma nova fase na história da música. Não foi homem de grande cultura, mas de rara inteligência musical. Sua experiência em conjuntos ambulantes, nas ruas, onde era impossível o acompanhamento de baixo contínuo, levou‐o a compreender a auto‐suficiência do conjunto instrumental de cordas. Com a sua obra se desenvolve uma nova polifonia instrumental, sem o apoio harmônico do baixo contínuo.



Eu adoro os compositores românticos… Tenho uma admiração especial pela música de Schumann, como também pela de Brahms… Acho Schumann extremamente apaixonante. O mais interessante aqui neste cd é perceber não só os sentimentos que se encontram na obra, mas o diálogo construído entre o cello e o piano. A música de Schumann não é parecida com o romântico bobo que chora pelos cantos da parede, suspirando porque não tem sua amada ao seu lado. É como um diálogo apaixonado coerente (se é que isso é possível), onde os personagens (o cello e o piano) conversam a respeito do que funcionou ou não na relação de amor (ou ódio). E se funcionou ou não, por que? Qual o motivo? Não se deixem enganar por Schumann. Ele é um romântico esperto que constrói diálogos inteligentes e muito bem delineados. Acho um erro tremendo analisar a obra apenas pela biografia do autor. Todos ficam dizendo que Schumann era corno, etc, etc. Pela análise da biografia, Schumann era um imbecil, que levava a maior gaia e nem estava aí pra isso. Pela análise musical, Schumann não apenas sabia que sua mulher tinha um caso, como ele mesmo incentivava esse caso e era um voyeur. Portanto, prefiro deixar a biografia de lado e focar na música! Steven Isserlis não é um violoncelista normal (pela aparência dele você já pode perceber isso). Ele é DEMAIS! MUITO BOM! EXCELENTE! E para mim (lá vem as pedradas) um dos principais candidatos a assumir o posto do GRANDE e MAGNÍFICO Rostropovich. O Isserlis manda bem em tudo. Música barroca, romântica, moderna. Sua técnica, sua expressão musical, sua interpretação são perfeitas. Ah, tem mais uma coisa: em qualquer música que vocês ouvirem interpretada pelo Steven Isserlis, vocês irão perceber não apenas os traços do autor, mas também do intérprete. Ele faz questão de deixar sua assinatura. Quando isso é feito na medida certa, não significa orgulho por parte do artista, e sim ousadia. Tem que saber fazer. E ser muito bom naquilo que faz. E se garantir mesmo. É isso aí mô véi! Sacou a parada?! Baixa!