Em 1950, Poulenc foi chamado por um crítico de “meio monge, meio mau rapaz”. Era um artificioso e preconceituoso comentário acerca da homossexualidade do grande compositor francês. Talvez a clareza e a dignidade com que Poulenc ostentava sua sexualidade fosse determinante para este gênero de comentário. Tendo nascido e sido educado na religião católica, Poulenc debatia-se. “Sabes que sou sincero na minha fé, sem excessos de messianismo, tanto como sou sincero na minha sexualidade. Mas nada disso interessa para nós. Este é um maravilhoso CD com alguma coisa de sua produção sinfônica. O Concerto para Órgão é absolutamente incontornável para alguém de queira conhecer a música do início do Século XX. Isoir, Colomer e sua turma dão-nos uma bela versão da obra.
Francis Poulenc (1899-1963): Organ Concerto / Sinfonietta / Suite Francaise
1. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Andante
2. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Allegro giocoso
3. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Subito andanate moderato
4. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Tempo allegro. Molto agitato
5. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Très calme. Lent
6. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Tempo de l’allegro initial
7. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Tempo introduction. Largo
8. Sinfonietta, for chamber orchestra, FP 141: No. 1, Allegro con fuoco
9. Sinfonietta, for chamber orchestra, FP 141: No. 2, Molto vivace
10. Sinfonietta, for chamber orchestra, FP 141: No. 3, Andante cantabile
11. Sinfonietta, for chamber orchestra, FP 141: No. 4, Final (Prestissimo et tres gai)
12. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 1, Bransle de Bourgogne
13. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 2, Pavane
14. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 3, Petite marche militaire
15. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 4, Complainte
16. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 5, Bransle de Champagne
17. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 6, Sicilienne
18. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 7, Carillon
André Isoir, orgue Henri Didier (1899) de la cathédrale de Laon
Orchestre de Picardie
Edmon Colomer
PQP














E dá-lhe, Carlos Gomes!



UM ACHADO ESSE ÁLBUM !!
UM BAITA CD !!
Alcei de dentro do meu baú das preciosidades (como se fosse algo muito antigo…) o CD Viola Concertos, que tem as peças executadas com belíssimos solos de Hartmut Rohde, este rapaz com cara de louco aí ao lado. Aliás, gosto muito de loucos, me identifico com eles. O jeito de doidão de Rohde de cara provocou a minha empatia: sai-se daquele padrão de músicos arrumadinhos, engomadinhos e sérios e nos mostra uma forma de ver a música (e até mesmo a vida) como uma coisa menos sisuda, mais divertida, mais cativante, por fim, mais leve.
E sim, se você anda acompanhando as postagens de viola, realmente já possui metade deste álbum, dois dos quatro concertos, mas não pense que já viu tudo! Hartmut Rohde executa o Concerto de Casadesus/J.C.Bach de forma muito mais marcada e mais pesada, mais próximo do barroco que a interpretação romântica (ainda que belíssima) de Peter Hatch (

Para os violistas, o Concerto para Viola em Dó Menor de Johann Christian Bach é considerado um dos mais belos já escritos, mas ainda poucos sabem que ele é na verdade um grande (e belíssimo) engodo de Henri Casadesus, este respeitável senhor na imagem ao lado.
Dificílimo de ser encontrado gravado, disponibilizo este concerto na versão de Peter Hatch, violista americano muito correto na sua execução, de interpretação muito limpa e clara (embora não utilize uma viola d’amore, como ocorria na formação original, da Societè de Instruments Anciens).
BELÍSSIMO!!!
Por se dedicar aos corais desde 1955, é para eles que dedica a maior parte de suas obras. Essa Misa Caribeña é uma dessas. É uma peça que só pôde ser concebível depois da recente abertura religiosa que o regime comunista cubano permitiu.





