Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonias Nº 4 e 11

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonias Nº 4 e 11

81NFy6mn-mL._SY355_IM-PER-DÍ-VEL !!!

Passou-se algum tempo. Em 2015, a Orquestra Sinfônica de Boston, com seu grande regente titular Andris Nelsons, lançou a 10ª Sinfonia e, em 2016, vieram as Sinfonias 5, 8 e 9. Mas, céus, certamente valeu a espera esperar dois anos pela continuidade. E todos os registros foram feitos ao vivo, como deve ser.

Devido à relação difícil de Shostakovich com o regime de Stálin, a pretendida estréia da 4ª Sinfonia em 1936 foi cancelada, e o trabalho não recebeu sua primeira apresentação até vinte e cinco anos depois. É uma peça monumental e abrangente, usando uma enorme orquestra, e dizer que ela é extremamente exigente tecnicamente é um eufemismo. Trata-se de uma obra decididamente mahleriana. Shostakovich estudara Mahler por vários anos e aqui estão ecos monumentais destes estudos. Sim, monumentais. Uma orquestra imensa, uma música com grandes contrastes e um tratamento de câmara em muitos episódios: puro Mahler. O maior mérito desta sinfonia é seu poderoso primeiro movimento, que é transformação constante de dois temas principais em que o compositor austríaco é trazido para as marchas de outubro, porém, minha preferência vai para o também mahleriano scherzo central. Ali, Shostakovich realiza uma curiosa mistura entre o tema introdutório da quinta sinfonia de Beethoven e o desenvolve como se fosse a sinfonia “Ressurreição”, Nº 2, de Mahler. Uma alegria para quem gosta de apontar estes diálogos. O final é um “sanduíche”. O bizarro tema ritmado central é envolvido por dois scherzi algo agressivos e ainda por uma música de réquiem. As explicações são muitas e aqui o referencial político parece ser mesmo o mais correto para quem, como Shostakovich, considerava que a URSS viera das mortes da revolução de outubro e estava se dirigindo para as mortes da próxima guerra.

Escrita em 1957, a décima primeira sinfonia é chamada de O Ano de 1905 e é amplamente programática, retratando os eventos dos primórdios da Revolução Russa naquele ano. A abertura Adagio, intitulada The Palace Square, é um tema sombrio, e as cordas de Boston são novamente exemplares: há uma calma gelada em seu tom e, ainda assim, um brilho que de alguma forma oferece um sombrio conforto. É um som extraordinário que é o pano de fundo perfeito para as sinistras interjeições dos tímpanos e das fanfarras de trompete e trompa. Há explosões de metais e percussão no segundo movimento — os tiros nos operários –, uma bela canção de luto no terceiro — tema russo que foi depois retomado por Britten — e uma energia maníaca no quarto. É uma performance aterradora, cheia de força bruta e desespero, mas também grande ternura, particularmente no último movimento.

Esta série de Nelsons fica cada vez melhor. A execução destas sinfonias é notável e certamente se tornará referência. A próxima dupla será as Sinfonias Nº 6 e  7 — data de lançamento a ser anunciada. Mal posso esperar para ouvir!

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonias Nº 4 e 11

Symphony No. 4 in C Minor, Op. 43
1. 1. Allegretto poco moderato 14:56
2. 2. Presto 11:47
3. 3. Moderato con moto 8:24
4. 4. Largo 6:52
5. 5. Allegro 22:25

Boston Symphony Orchestra
Andris Nelsons
Duração: 1:04:24

Symphony No. 11 in G Minor, Op. 103 “The Year 1905”
1. 1. The Palace Square (Adagio) 17:15
2. 2. The Ninth of January (Allegro – Adagio – Allegro – Adagio) 18:46
3. 3. Eternal Memory (Adagio) 12:28
4. 4. The Tocsin (Allegro non troppo) 14:10

Boston Symphony Orchestra
Andris Nelsons
Duração: 1:02:39

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Ele REALMENTE merece todos os aplausos
Ele — e a orquestra de Boston — REALMENTE merecem todos os aplausos.

PQP

Frédéric Chopin (1810-1849): Piano Concerto No. 1 / Fantasie op. 49 / Fantasie-Impromptu op. 66 / Berceuse op. 57 (Pires)

Frédéric Chopin (1810-1849): Piano Concerto No. 1 / Fantasie op. 49 / Fantasie-Impromptu op. 66 / Berceuse op. 57 (Pires)

folder (1)Posso irritar alguns de vocês? Pois é, eu nem gosto muito de Chopin. Mas meu pai — o real, não J. S. Bach — amava Chopin e sinto muita falta dele, de meu pai que faleceu em 1993. Então tento gostar, mas do que gosto mesmo é do fraseado e da elegância da genial pianista portuguesa Maria João Pires. Credo, ela toca muito e, mesmo que a música não me seduza, a arte de Maria João está toda lá, forte e sensível. Olha, gents, eu acho que este deve ser um CD IM-PER-DÍ-VEL para a maioria dos pequepianos. But not for me.

Frédéric Chopin (1810-1849): Piano Concerto No. 1 / Fantasie op. 49 /

Fantasie-Impromptu op. 66 / Berceuse op. 57

1. Piano Concerto No.1 in E minor, Op.11 – 1. Allegro maestoso 20:45
2. Piano Concerto No.1 in E minor, Op.11 – 2. Romance (Larghetto) 10:14
3. Piano Concerto No.1 in E minor, Op.11 – 3. Rondo (Vivace) 10:44
4. Fantasie in F minor, Op.49 14:45
5. Impromptu No.4 in C sharp minor, Op.66 “Fantaisie-Impromptu” 5:51
6. Berceuse in D flat, Op.57 5:44

Maria João Pires, piano
Chamber Orchestra of Europe
Emmanuel Krivine

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Maria João Pires lança seu olhar sobre nosso grande blog.
Maria João Pires lança seu olhar sobre nosso grande blog.

PQP

Alfred Schnittke (1934-1998): Esquisses (Esboços)

Alfred Schnittke (1934-1998): Esquisses (Esboços)

Esquisses Schnittke ChistiakovIM-PER-DÍ-VEL !!!

Trago um disco excepcional de Schnittke. Ele é uma expansão daquele disco com a Suíte Gogol, com interpretações mais vigorosas e qualidade sonora superior. Não dá para negar a satisfação de ouvir essa música (veja abaixo minha foto de alegria).

Em 1978, Alfred Schnittke (1934-1998) escreveu a música incidental para uma produção que era uma adaptação para o palco do romance Almas Mortas, de Gógol. Depois de quase tudo pronto, o governo soviético proibiu a produção. Uma Suíte foi montada a partir da partitura de Gennadi Rozhdenstvensky e dois dos principais colegas de Schnittke — Gubaidulina e Denisov — contribuíram com a marcha que abre este CD. Em 1985, a música foi coreografada. O balé, chamado Esquisses foi realizado pelo Bolshoi

Schnittke foi o compositor mais importante a surgir na Rússia desde Dmitri Shostakovich. A sua música, nos seus primeiros anos, demonstra uma forte influência de Shostakovich. Mas depois ele desenvolveu uma técnica poliestilística simplesmente sensacional e única. Poliestilismo é o uso de múltiplos estilos e/ou técnicas de composição musical, e é considerado como algo pós-moderno. É a capacidade de absorver diferentes tradições e expressar-se particularmente através de uma escrita poliestilística – mistura de estilos – altamente individual e refinada, capaz de unir o passado, o presente e o futuro, o local e o universal.

Bem, para aqueles que estão ainda começando no mundo da grande música, segue um vídeo de pouco mais de 12 minutos com um resumo do que é música clássica…

Alfred Schnittke (1934-1998): Esquisses

1. March The Swan, The Pike And The Crayfish
2. Ov
3. The Childhood Of Chichikov
4. The Portrait
5. Major Kovalyov
6. Morning. The Disappearance Of The Nose
7. In Search Of The Nose
8. Despair
9. The Nose Is Found
10. The Overcoat
11. Ferdinand VIII
12. The Civil Servants
13. The Barrell-Organ
14. The Unknown Woman
15. Pas De Deux – Orch Of The Bolshoi Theatre/Andrey Tchistiakov O
16. The Debauch
17. The Sabbath
18. The Barrell-Organ
19. Spanish Royal March
20. The Ball
21. The Testament
22. March The Swan, The Pike And The Crayfish

Orchestra of the Bolshoi Theatre
Conducted by Andrey Chistiakov

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33nvsps

CDF

Franz-Joseph Haydn – Masses – Helmut Rilling, Gächinger Kantorei Stuttgart, Stuttgarter Kammerorchester, Oregon Bach Festival Chorus Oregon Bach Festival Orchestra, Radio-Sinfonieorchester Stuttgart des SWR

cover

LINKS ATUALIZADOS !!!

Continuando … !!!

 

CD 3

Harmoniemesse Wind Band Mass
Missa B-Dur B flat Major Hob XXII:14 

1. Mass No. 14 in B-Flat Major, Hob. XXII14 Harmoniemesse I. Kyrie
2. Mass No. 14 in B-Flat Major, Hob. XXII14 Harmoniemesse II. Gloria
3. Mass No. 14 in B-Flat Major, Hob. XXII14 Harmoniemesse III. Credo
4. Mass No. 14 in B-Flat Major, Hob. XXII14 Harmoniemesse IV. Sanctus
5. Mass No. 14 in B-Flat Major, Hob. XXII14 Harmoniemesse V. Benedictus
6. Mass No. 14 in B-Flat Major, Hob. XXII14 Harmoniemesse VI. Agnus Dei

Heiligmesse Heilig Mass
Missa St.i Bernardi von Offida Missa B-Dur B flat Major Hob. XXII:10

7. Mass No. 9 in B-Flat Major, Hob. XXII10 Sancti Bernardi von Offida I. Kyrie
8. Mass No. 9 in B-Flat Major, Hob. XXII10 Sancti Bernardi von Offida II. Gloria
9. Mass No. 9 in B-Flat Major, Hob. XXII10 Sancti Bernardi von Offida III. Credo
10. Mass No. 9 in B-Flat Major, Hob. XXII10 Sancti Bernardi von Offida IV. Sanctus
11. Mass No. 9 in B-Flat Major, Hob. XXII10 Sancti Bernardi von Offida V. Benedictus
12. Mass No. 9 in B-Flat Major, Hob. XXII10 Sancti Bernardi von Offida VI. Agnus Dei

Sibylla Ruben Soprano
Ingeborg Danz Alto
Lothar Odinius Tenor
Michael Nagy Bass
Linh Kauffmann Soprano – [Et incarnatus est] D
David Kim Bass [Et incarnatus est]
Oregon Bach Festival Chorus & Orchestra
Helmuth Rilling

CD 4

Theresienmesse Theresa Mass
Missa B-Dur B flat Major Hob XXII:12

1. Mass in B-Flat Major, Hob. XXII12 Theresienmesse I. Kyrie
2. Mass in B-Flat Major, Hob. XXII12 Theresienmesse IIa. Gloria
3. Mass in B-Flat Major, Hob. XXII12 Theresienmesse IIb. Gloria. Gratias agimus tibi
4. Mass in B-Flat Major, Hob. XXII12 Theresienmesse IIc. Gloria. Quoniam tu solus sanctus
5. Mass in B-Flat Major, Hob. XXII12 Theresienmesse IIIa. Credo
6. Mass in B-Flat Major, Hob. XXII12 Theresienmesse IIIb. Credo. Et incarnatus est
7. Mass in B-Flat Major, Hob. XXII12 Theresienmesse IIIc. Credo. Et resurrexit
8. Mass in B-Flat Major, Hob. XXII12 Theresienmesse IV. Sanctus
9. Mass in B-Flat Major, Hob. XXII12 Theresienmesse V. Benedictus
10. Mass in B-Flat Major, Hob. XXII12 Theresienmesse VIa. Agnus Dei
11. Mass in B-Flat Major, Hob. XXII12 Theresienmesse VIb. Agnus Dei. Dona nobis pacem

Paukenmesse Mass in Time of War
Missa in tempore belli C-Dur C major Hob XXII:9

12. Mass No. 10 in C Major, Hob. XXII9 In tempore belli I. Kyrie
13. Mass No. 10 in C Major, Hob. XXII9 In tempore belli IIa. Gloria. Gloria in excelsis
14. Mass No. 10 in C Major, Hob. XXII9 In tempore belli IIb. Gloria. Qui tollis
15. Mass No. 10 in C Major, Hob. XXII9 In tempore belli IIc. Gloria. Quoniam tu solus sanctus
16. Mass No. 10 in C Major, Hob. XXII9 In tempore belli IIIa. Credo
17. Mass No. 10 in C Major, Hob. XXII9 In tempore belli IIIb. Credo. Et incarnatus est
18. Mass No. 10 in C Major, Hob. XXII9 In tempore belli IIIc. Credo. Et resurrexit
19. Mass No. 10 in C Major, Hob. XXII9 In tempore belli IIId. Credo. Et vitam venturi
20. Mass No. 10 in C Major, Hob. XXII9 In tempore belli IV. Sanctus
21. Mass No. 10 in C Major, Hob. XXII9 In tempore belli V. Benedictus
22. Mass No. 10 in C Major, Hob. XXII9 In tempore belli VIa. Agnus Dei
23. Mass No. 10 in C Major, Hob. XXII9 In tempore belli VIb. Agnus Dei. Dona nobis pacem

Ruth Ziesak Soprano
Ingeborg Danz Alto
Christoph Prégardien Tenor
Michel Brodard Bass
Gächinger Kantorei Stuttgart
Stuttgarter Kammerorchester
Helmuth Rilling

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BOOKLET 

Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704): Balletti & Sonatas for Trumpetes & String

Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704): Balletti & Sonatas for Trumpetes & String

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Um excelente disco de trombeteadas e lirismo com o Padrão de Qualidade Biber. Trombeteadas porque há várias Sonatas e Balletti para trompetes e lirismo pelas Sonatas e Partitas para cordas. Hum… a faixa 27, aquela Harmonia artificiosa-ariosa! Imaginem entrar em algum lugar em 1696 e ouvir esse tipo de música pela primeira vez… Eu seria derrubado, aniquilado. A Harmonia artificiosa-ariosa é sua última coleção publicada de música instrumental. Contém sete partitas para dois instrumentos e baixo contínuo: cinco para dois violinos, um para duas violas d’amore e um para violino e viola. Mas o resto vale muito a pena, se vale!

Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704):Balletti & Sonatas for Trumpetes & String

1. Trumpet Duos (12), for 2 trumpets (Nos. 13-24 of Sonatae, tam Aris), C. 126-137: A Due No. 1

2. Balletti à 6, suite for 2 trumpets, violin, 2 violas & continuo in C major, C. 57: Sonata
3. Balletti à 6, suite for 2 trumpets, violin, 2 violas & continuo in C major, C. 57: Allamanda
4. Balletti à 6, suite for 2 trumpets, violin, 2 violas & continuo in C major, C. 57: Amener
5. Balletti à 6, suite for 2 trumpets, violin, 2 violas & continuo in C major, C. 57: Aria
6. Balletti à 6, suite for 2 trumpets, violin, 2 violas & continuo in C major, C. 57: Balletto
7. Balletti à 6, suite for 2 trumpets, violin, 2 violas & continuo in C major, C. 57: Trazza
8. Balletti à 6, suite for 2 trumpets, violin, 2 violas & continuo in C major, C. 57: Gavotte
9. Balletti à 6, suite for 2 trumpets, violin, 2 violas & continuo in C major, C. 57: Canario
10. Balletti à 6, suite for 2 trumpets, violin, 2 violas & continuo in C major, C. 57: Amoresca
11. Balletti à 6, suite for 2 trumpets, violin, 2 violas & continuo in C major, C. 57: Sarabanda
12. Balletti à 6, suite for 2 trumpets, violin, 2 violas & continuo in C major, C. 57: Gagliarde
13. Balletti à 6, suite for 2 trumpets, violin, 2 violas & continuo in C major, C. 57: Ciacona

14. Trumpet Duos (12), for 2 trumpets (Nos. 13-24 of Sonatae, tam Aris), C. 126-137: A Due No. 6

15. Pars IV of ‘Mensa Sonora’, suite for violins, 2 violas & continuo in B flat major, C. 72: Sonata
16. Pars IV of ‘Mensa Sonora’, suite for violins, 2 violas & continuo in B flat major, C. 72: Allemanda
17. Pars IV of ‘Mensa Sonora’, suite for violins, 2 violas & continuo in B flat major, C. 72: Courante
18. Pars IV of ‘Mensa Sonora’, suite for violins, 2 violas & continuo in B flat major, C. 72: Balletto
19. Pars IV of ‘Mensa Sonora’, suite for violins, 2 violas & continuo in B flat major, C. 72: Sarabanda
20. Pars IV of ‘Mensa Sonora’, suite for violins, 2 violas & continuo in B flat major, C. 72: Gigue
21. Pars IV of ‘Mensa Sonora’, suite for violins, 2 violas & continuo in B flat major, C. 72: Sonatina (Adagio)

22. Trumpet Duos (12), for 2 trumpets (Nos. 13-24 of Sonatae, tam Aris), C. 126-137: A Due No. 2

23. Partita, for 2 violins, viola da braccio & continuo No. 4 in E flat major (Harmonia Artificiosa-Ariosa No. 4), C. 65

24. Trumpet Duos (12), for 2 trumpets (Nos. 13-24 of Sonatae, tam Aris), C. 126-137: A Due No. 4

25. Sonata tam Aris à 5, for trumpet, violin, 2 violas & continuo No. 10 in G minor (Sonatae No. 10), C. 123

26. Trumpet Duos (12), for 2 trumpets (Nos. 13-24 of Sonatae, tam Aris), C. 126-137: A Due No. 10

27. Partita for 2 violins & basso continuo No. 6 in D major (Harmonia Artificiosa-Ariosa No. 6), C. 67

28. Trumpet Duos (12), for 2 trumpets (Nos. 13-24 of Sonatae, tam Aris), C. 126-137: A Due No. 3

29. Sonata tam Aris à 5, for 2 trumpets, 2 violins & continuo No. 7 in G major (Sonatae tam Aris No. 7), C. 120

30. Trumpet Duos (12), for 2 trumpets (Nos. 13-24 of Sonatae, tam Aris), C. 126-137: A Due No. 5

Clemencic Consort
René Clemencic

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René Clemencic fazendo pose para o PQP.
René Clemencic fazendo pose para o PQP.

PQP

Franz-Joseph Haydn: Masses – Helmut Rilling, Gächinger Kantorei Stuttgart, Stuttgarter Kammerorchester, Oregon Bach Festival Chorus Oregon Bach Festival Orchestra, Radio-Sinfonieorchester Stuttgart des SWR

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LINKS ATUALIZADOS !!!

É muito grande a probalidade de que estes quatro CDs com missas de Haydn tragam as melhores versões que eu já possa ter ouvido destas obras. Trata-se “apenas” de Helmuth Rilling, um especialista em regência de coros, e que passou boa parte de sua vida se dedicando a obra de Bach, tendo gravado a integral de sua obra, em uma caixa de 170 CDS, que tenho o grande orgulho de possuir, boa parte destes cds dedicados às cantatas de Johann Sebastian. Digamos, portanto, que o cara tem um know how indiscutível para nos proporcionar o prazer da audição destes quatro cds, com certeza uma das minhas principais aquisições deste ano de 2018.

O imenso talento do bom velhinho Helmuth Rilling (85 anos e ainda trabalhando) para reger obra vocal e coral está mais do que evidente nestes quatro CDs.

Para se ouvir à exaustão, sem temer excessos.

CD 1 Missa Cellensis In honorem Beatissimae Virginis Mariae
Erste Mariazeller Messe” HOB.XXII:5 Messe Nr. 5 C-Dur/Mass No. 5 in C major

1. Kyrie I (Adagio/Allegro con spirito) 3’11
2. Christe (Allegretto) 3’03
3. Kyrie II (Vivace) 3’00 Gloria
4. Gloria (Allegro di molto) 2’55
5. Laudamus te (Moderato) 3’52
6. Gratias (Alla breve) 2’45
7. Domine Jesu (Allegro) 4’55
8. Qui tollis (Adagio) 5’58
9. Quoniam (Allegro di molto) 3’06
10. Cum Sancto Spiritu 0’29
11. In Gloria (Largo/Allegro con spirito) 2’57 Credo
12. Credo (Vivace) 3’37
13. Et incarnatus (Largo) 6’52
14. Et resurrexit (Allegro) 4’41 Sanctus
15. Sanctus 1’32
16. Benedictus 5’12 Agnus
17. Agnus Dei (Largo) 2’20
18. Dona nobis (Presto) 2’16

Priska Eser-Streit (Soprano)
Anne Buter (Alto)
Christoph Genz (Tenor)
Thomas Hamberger (Bass)
Orpheus Chor München
Neue Hofkapelle München Gerd Guglhör

CD 2

Nelsonmesse Lord Nelson Mass
Missa in angustiis d-Moll D Minor Hob XXII:II

1. Mass No. 11 in D Minor, Hob. XXII11 Nelsonmesse I. Kyries I-III
2. Mass No. 11 in D Minor, Hob. XXII11 Nelsonmesse IIa. Gloria
3. Mass No. 11 in D Minor, Hob. XXII11 Nelsonmesse IIb. Gloria. Qui tollis peccata mundi
4. Mass No. 11 in D Minor, Hob. XXII11 Nelsonmesse IIc. Gloria. Quoniam tu solus sanctus
5. Mass No. 11 in D Minor, Hob. XXII11 Nelsonmesse IIIa. Credo
6. Mass No. 11 in D Minor, Hob. XXII11 Nelsonmesse IIIb. Credo. Et incarnatus est
7. Mass No. 11 in D Minor, Hob. XXII11 Nelsonmesse IIIc. Credo. Et resurrexit
8. Mass No. 11 in D Minor, Hob. XXII11 Nelsonmesse IV. Sanctus
9. Mass No. 11 in D Minor, Hob. XXII11 Nelsonmesse V. Benedictus
10. Mass No. 11 in D Minor, Hob. XXII11 Nelsonmesse VIa. Agnus Dei
11. Mass No. 11 in D Minor, Hob. XXII11 Nelsonmesse VIb. Agnus Dei. Dona nobis pacem

Schöpfungsmesse Creation Mass
Missa solemnis B-Dur B flat Major Hob XXII:I3

12. Mass No. 13 in B-Flat Major, Hob. XXII13 Schöpfungsmesse Ia. Kyrie I
13. Mass No. 13 in B-Flat Major, Hob. XXII13 Schöpfungsmesse Ib. Kyrie II & III
14. Mass No. 13 in B-Flat Major, Hob. XXII13 Schöpfungsmesse IIa. Gloria
15. Mass No. 13 in B-Flat Major, Hob. XXII13 Schöpfungsmesse IIb. Gloria. Quoniam tu solus sanctus
16. Mass No. 13 in B-Flat Major, Hob. XXII13 Schöpfungsmesse IIIa. Credo
17. Mass No. 13 in B-Flat Major, Hob. XXII13 Schöpfungsmesse IIIb. Credo. Et incarnatus est
18. Mass No. 13 in B-Flat Major, Hob. XXII13 Schöpfungsmesse IIIc. Credo. Et resurrexit
19. Mass No. 13 in B-Flat Major, Hob. XXII13 Schöpfungsmesse IV. Sanctus
20. Mass No. 13 in B-Flat Major, Hob. XXII13 Schöpfungsmesse V. Benedictus
21. Mass No. 13 in B-Flat Major, Hob. XXII13 Schöpfungsmesse VIa. Agnus Dei
22. Mass No. 13 in B-Flat Major, Hob. XXII13 Schöpfungsmesse VIb. Agnus Dei – Dona nobis pacem

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Donna Brown Sopran
Roxana Constantinescu Alto
Lothar Odinius Tenor
Markus Eiche Bass
Oregon Bach Festival
Chorus Oregon Bach Festival Orchestra
Helmuth Rilling

 

Helmuth Rilling
O imenso maestro Helmuth Rilling

Henryk Mikołaj Górecki (1933-2010): Sinfonia Nº 3, Op. 36 "Symphony of Sorrowful Songs" (Upshaw, Zinman)

Henryk Mikołaj Górecki (1933-2010): Sinfonia Nº 3, Op. 36 "Symphony of Sorrowful Songs" (Upshaw, Zinman)

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IM-PER-DÍ-VEL !!!

Porém, como estou com 100% de preguiça, vou copiar dois textos abaixo. O primeiro — metade em português, metade em inglês — fala com muita propriedade desta bela e famosa obra de Górecki, a Sinfonia Nº 3, que vendeu inacreditáveis 5 milhões de cópias desta gravação da Nonesuch que posto hoje. Depois a nota biográfica da Wiki a respeito do compositor.

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Quem imaginaria isso?

Um compositor polonês desconhecido, escrevendo música muito sombria, baseada em textos religiosos, em um estilo que não tem apelo instantâneo, mas exige a atenção do ouvinte por quase uma hora. É dificilmente um material capaz de bater de frente com Madonna ou Beyoncé, certo?

No entanto, a Sinfonia Nº 3 de Henryk Górecki (Symphony of Sorrowful Songs) bateu. Em 1993, uma gravação com Dawn Upshaw e a London Sinfonietta, regida por David Zinman, chegou ao topo dos CDs mais vendidos não apenas de eruditos, mas também de populares, e continua sendo o álbum mais vendido de todos os tempos de música de um compositor contemporâneo — vendeu 1 milhão de cópias, ganhou Discos de Ouro, essas coisas.

É difícil que qualquer CD clássico venda tão bem, mas para uma peça clássica contemporânea, cheia de profundidade e nada feliz, vender tanto assim é inédito.

O mais surpreso de todos, talvez, tenha sido o próprio Henryk Górecki, que nunca se propôs a escrever música popular. Ele fazia parte da escola radical de compositores que incluía Szymanowski e Serocki, que ficaram conhecidos como a escola polonesa, conhecida por seu estilo de composição usando massas sonoras altamente dissonantes. O grupo escreveu música que dispensava ritmo e melodia e focava apenas na cor do tom -– e quanto mais áspera e mais dissonante, melhor, arrisco dizer.

Górecki chegou tarde à composição, antes era um respeitado professor de música na universidade de Katowice. Ele estudou em Paris e foi influenciado por Webern, Stockhausen e especialmente Messiaen, cuja música não estava disponível na Polônia controlada da Guerra Fria.

A maior fonte de inspiração de Górecki, no entanto, sempre foi seu fervoroso catolicismo e seu respeito pela herança cultural polonesa, incluindo textos folclóricos e medievais. Para Górecki, a música deve sempre ter significado e mensagem.

Após o período de vanguarda dos anos 1960, Górecki se afastou da dissonância, foi da aspereza para a harmonia. Nos anos 1970, ele pegou carona no movimento minimalista no ocidente e fundiu tudo numa voz única.

A Sinfonia Nº 3, Symphony of Sorrowful Songs, é uma obra de uma hora de duração que exige nossa atenção. É composta de três movimentos, todos rotulados como Lentos. A música tem deliberadamente uma qualidade ritualística de oração, com a intensidade do canto gregoriano. Os três movimentos têm progressões harmônicas extremamente lentas.

Em 1992, quando a Nonesuch gravou a Sinfonia Nº 3, esta já tinha 15 anos de existência. E foi para o topo da venda de discos no Reino Unido. Em dois anos, a Nonesuch comemorava 700 000 cópias no mundo inteiro, e esse valor é pelo menos quatrocentas vezes mais a expectativa de vendas de uma sinfonia de um compositor relativamente desconhecido no séc XX.

Entretanto, o sucesso da gravação não despertou o interesse em outros trabalhos do compositor. Mas seus Quartetos de Cordas são extraordinários. A Nonesuch bem que tentou repetir o feito com outras composições de Górecki, mas o fenômeno não se repetiu.

Movement 1 – Lento sostenuto tranquillo ma cantabile – (sustained, tranquil, and song-like)
The first movement is a great, complex canon of deep sorrow. It starts almost inaudibly with the basses, then with utmost slowness, progressively rises through the strings until the entire orchestra is involved in its glory.

At its heart, as the strings suddenly fade, lies a 15th century Polish poem known as the Lamentation of the Holy Cross. The Mother of Christ begs her dying son to speak:

My son, chosen and loved,
Let your mother share your wounds
(Full text below)

At the end of this soprano respite, this brief ray of light, the huge string canon returns, more powerful than before. This time it retreats, and eventually fades into oblivion.

Movement 2 – Lento e largo – tranquillissimo
The second movement is based on a message found scrawled on a Gestapo prison cell wall in 1944 by an 18 year old girl Helena Wanda Blazusiakówna:

No, Mother, do not weep,
Most chaste Queen of Heaven
Help me always.
Hail Mary.

It is heralded by a radiant set of chords that has made the whole work famous, but then quickly darkens. Again, the theme is motherhood, but this time, the child calls out to the mother, both actual and spiritual.

Movement 3 – Lento cantabile semplice
The final movement is based on folksong, a mother searching for her son.

Where has he gone,
My dearest son?

Although certainly sorrowful, these diverse texts are linked by the theme of motherhood and motherly love. There is hope and joy, yearning and loss, tenderness and ultimately peace in this music.

To what can we attribute its huge popular success? Certainly it is beautiful music, and beauty is attractive. It is unique music, unlike anything else written recently. Dawn Upshaw’s singing is delicate and radiant. She soars over the orchestra with an other-worldly voice.

But there must be something more. Gorecki seems to have tapped in to a deep need of people in this most secular and uncertain times, a need for meaning, for spiritual comfort, for security. It is no surprise that other best-selling contemporary composers, such as Arvo Pärt and John Taverner share this theme for “holy minimalism”. and lets not forget the monks of the monastery of Santo Domingo de Silos whose original Chant recording has now sold over five million copies.

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A família de Górecki era modesta, e ambos os pais tinham amor à música. O seu pai Roman (1904-1991) era músico amador e a sua mãe Otylia (1909-1935) era pianista. Otylia morreu quando seu filho tinha apenas dois anos de idade, e os primeiros trabalhos de Górecki foram dedicados em memória de sua mãe. Henryk se interessou por música desde cedo, embora fora desanimado por seu pai e por sua madrasta até ao ponto em que não lhe era permitido tocar o velho piano de sua mãe. Entretanto, persistiu, e em 1943, permitiram que ele fizesse aulas de violino com Paweł Hajduga, um músico amador local e fabricante de instrumentos.

É a partir de 1951 que Górecki começa a compor as suas primeiras peças, maioritariamente canções e pequenas peças para piano, quando ingressa na sua primeira escola de música, em Rybnik. Pouco depois, estuda por si mesmo as regras do dodecafonismo e serialismo, e mais tarde evolui para o modernismo de Anton Webern, Iánnis Xenákis e Pierre Boulez. Conclui o curso de composição musical com Bolesław Szabelski em Katowice e, depois de uma pós-graduação em Paris, torna-se professor nessa mesma escola onde estudou.

Durante o seu estudo, Gúrecki apercebe-se da importância de trabalhar para desenvolver uma linguagem própria e as primeiras tentativas surgiram com os Quatro Prelúdios de 1955, evoluindo seriamente durante a década de 1960, considerada o seu período mais dissonante. Em 1969, Górecki parece ter atingido a sua maturidade com Old Polish Music¸ mas é na década de 1970 que atingirá o estilo que mais o caracterizará, com obras como Ad Matrem (1971), a sua Sinfonia n.º 3 (1976) e Beatus Vir (1979). Górecki preocupava-se em conseguir uma ligação perfeita entre o conteúdo espiritual e emocional do texto, frequentemente sagrado ou de origem tradicional com a sua música, e aí residiu o estrondoso sucesso destas composições.

Com a década de 1980, Górecki expande a sua gama de possibilidades e na música dele encontramos radicais contrastes no tempo, nas dinâmicas e na textura harmónica no que toca à oposição entre consonância e dissonância, ao mesmo tempo influenciado pelo folclore da Polónia. Tal expansão artística é visível na sua música de câmara, desde Lerchenmusik (1984) a Little Requiem for a Polka – Kleines Requiem fur eine Polka de 1993.

Ainda na década de oitenta, Górecki torna-se politicamente activo e são-lhe característicos actos em nome de uma causa que defende: depois de ter dedicado muita da sua música ao Papa João Paulo II, demite-se do seu cargo de professor da Escola Superior de Música de Katowice como acto de protesto ao governo por não ter permitido a visita do Papa na cidade; já o seu Miserere foi composto para comemorar a violência decretada contra a [União Comercial Auto-Governativa) Solidariedade.

As suas composições após os anos 1950 e 1960, foram caracterizadas pelo modernismo dissonante com inspiração em Karlheinz Stockhausen, Luigi Nono e seus contemporâneos, Krzysztof Penderecki e Kazimierz Serocki. A meio da década de 1970, Górecki mudou seu estilo em direção do “puro” som minimalista, que foi marcado pela sua Sinfonia n.º 3. Górecki tem progredido com diversos estilos distintos desde a reverência a Beatus Vir (1979), ao meditativo Miserere (1981) e ao espiritualismo de Good Night (1990).

Até 1992, Górecki foi conhecido somente por alguns conhecedores, primeiramente como um dos primeiros compositores responsáveis pelo renascimento da música da Polónia no pós-guerra. Naquele ano a etiqueta Elektra-Nonesuch liberou uma gravação de sua Sinfonia n.º 3, com 15 anos de existência. Esteve no topo da venda de discos no Reino Unido. Em dois anos a sinfonia No.3 tinha vendido mais de 700 000 cópias no mundo inteiro, e esse valor é pelo menos quatrocentas vezes mais a expectativa de vendas de uma sinfonia de um compositor relativamente desconhecido no séc XX. Entretanto o sucesso da gravação não despertou o interesse em outros trabalhos do compositor.

Górecki é casado com Jadwiga Rurańska e tem dois filhos – Anna, uma pianista, e Mikołaj, compositor.

Henryk Górecki (1933-2010): Symphony No. 3, Op. 36 (“Symphony of Sorrowful Songs”)

Movement 1 – Lento sostenuto tranquillo ma cantabile
Movement 2 – Lento e largo – tranquillissimo
Movement 3 – Lento cantabile semplice

Dawn Upshaw
London Sinfonietta
David Zinman

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O notável compositor polonês Henryk Mikołaj Górecki (1933-2010).
O notável compositor polonês Henryk Mikołaj Górecki (1933-2010).

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100 anos de Leonard Bernstein — Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Mass in C, K.427 ‘Grosse Messe’, Ave verum corpus, K.618, Exsultate, jubilate, K.165 Leonard Bernstein, Choir & Symphonieorchester des Bayerishen Rundfunk

61RhDvHapfL._SS500HOMENAGEM AOS 100 ANOS DE NASCIMENTO LEONARD BERNSTEIN !!! Aqui, todas as postagens.

Vou começar a partir de hoje com uma série de postagens que homenageiam Leonard Bernstein, maestro norte americano que completaria 100 anos de idade no próximo dia 25 de agosto. O PQPBach tem planos de fazer diversas homenagens a este grande músico do século XX. Quem viver, verá.
Inicio então esta série de postagens trazendo obras de Mozart, gravado já nos seus últimos anos de vida. Temos então a magnífica “Grande Missa in Dó Maior, K. 427”, a conhecida “Exsultate, jubilate, K.165 , e outra peça menos conhecida, intitulada “Ave Verum Corpus”, K. 618.
Os solistas são bem conhecidos: a soprano Arleen Auger, a mezzo soprano Frederica von Stade, o tenor Frank Lopardo, e o baixo Cornelius Hauptmann.
Uma grande gravação para iniciarmos as comemorações pelo Centenário de Lenny.

01. Ave verum corpus, K.618, Adagio
02. Exsultate, jubilate, K.165, Exsultate, jubilate – Fulget amica dies – Tu virg…
03. Mass in c, K.427 ‘Grosse Messe’, Kyrie
04. Mass in c, K.427 ‘Grosse Messe’, Gloria Gloria in excelsis Deo
05. Mass in c, K.427 ‘Grosse Messe’, Gloria Laudamus te
06. Mass in c, K.427 ‘Grosse Messe’, Gloria Gratias agimus tibi
07. Mass in c, K.427 ‘Grosse Messe’, Gloria Domine Deus
08. Mass in c, K.427 ‘Grosse Messe’, Gloria Qui tollis peccata mundi
09. Mass in c, K.427 ‘Grosse Messe’, Gloria Quoniam to solus
10. Mass in c, K.427 ‘Grosse Messe’, Gloria Jesu Christe
11. Mass in c, K.427 ‘Grosse Messe’, Gloria Cum Sanctu Spiritu
12. Mass in c, K.427 ‘Grosse Messe’, Credo Credo in unum Deum
13. Mass in c, K.427 ‘Grosse Messe’, Credo Et incarnatus est
14. Mass in c, K.427 ‘Grosse Messe’, Sanctus SanctusOsanna
15. Mass in c, K.427 ‘Grosse Messe’, Benedictus

Arleen Auger · Soprano
Frederica von Stade – Mezzo Soprano
Frank Lopardo – Tenor
Cornelius Hauptmann – Bass
Chor und Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks
Leonard Bernstein – Conductor

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Antonio Vivaldi (1678-1741): Seis Concertos para Anna Maria

Antonio Vivaldi (1678-1741): Seis Concertos para Anna Maria

51W2p-dSMSLStravinsky criou uma frase muito famosa: “Vivaldi não escreveu 477 concertos, ele escreveu o mesmo concerto 477 vezes”. Mas é somente uma frase de efeito, não podemos concordar com o russo. A frase de Stravinsky é genial porque contém ofensa e explicação. Isso porque Vivaldi é inconfundível e original apesar de seus concertos terem sempre a mesma estrutura. Então, de um ponto de vista moderno, talvez seja razoável dizer que ele fez sempre o mesmo concerto de forma diferente. 477 vezes. Por exemplo, este discos é sensacional. L’Arte dell’Arco é um conjunto brilhante e seu diretor, Frederico Guglielmo, infunde vigor e amor por Vivaldi nesses concertos. Antonio Vivaldi, sendo um padre falsamente celibatário, tinha um grande amor pela jovem virtuosa Anna Maria, possivelmente sua melhor aluna. A música virtuosística que ele escreveu para ela está entre as melhores que ele produziu, e esta gravação apresenta esses concertos com toda a devoção e refinamento que eles merecem. Anna Maria e Chiara foram duas das melhores alunas de Antonio Vivaldi. Elas eram órfãs no Ospedale della Pietà em Veneza — um orfanato estabelecido pela rica classe dominante com o objetivo de criar garotas que seriam úteis à sociedade do ponto de vista prático ou artístico. Vivaldi atuou como diretor musical de 1703 a 1715 e novamente de 1723 a 1740. Mais aqui.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Seis Concertos para Anna Maria

Antonio Vivaldi: Violin Concerto in B minor, RV 387
1 I. Allegro
2 II. Largo
3 III. Allegro

Antonio Vivaldi: Violin Concerto in A major, RV 343
4 I. Allegro
5 II. [Largo]
6 III. Allegro

Antonio Vivaldi: Violin Concerto in D major, RV 229
7 I. Allegro
8 II. Largo
9 III. Allegro

Antonio Vivaldi: Violin Concerto in A major, RV 349
10 I. Allegro – Adagio – [Allegro]
11 II. Largo
12 III. Allegro ma poco

Antonio Vivaldi: Violin Concerto in D minor, RV 248
13 I. Allegro
14 II. Largo – Presto – Adagio – [Presto] – Largo
15 III. Allegro ma non molto

Antonio Vivaldi: Violin Concerto in B flat major, RV 366, “Il Carbonelli”
16 I. Allegro
17 II. Adagio
18 III. Allegro

Federico Guglielmo, baroque violin
L’Arte dell’Arco

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Federico Guglielmo: sei lá, talvez eu preferisse Anna Maria
Federico Guglielmo: sei lá, talvez eu preferisse Anna Maria

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Sergey Prokofiev (1891-1953) – Visions of Prokofiev – Batiashvili, Nézet-Séguin, Chamber Orchestra of Europe

coverEstou sem palavras depois de ouvir este novo CD de Lisa Batiashvili dedicado a Prokofiev. Não sei realmente como expor uma opinião sem parecer óbvio, pois o CD é espetacular, um primor de execução, com uma solista excepcional, focada, inteligente, sem medo de se expor, e que traz um sopro de novidade na execução destes tão executados concertos. Sou de uma geração que se espelhou em dois ícones do violino, David Oistrakh e Jascha Heifetz. O que eles gravaram, ou executaram, marcou época e os reverenciamos como ídolos.
Lisa Batiashvili tem apenas 37 anos de idade e um longo caminho pela frente. Mas o que já nos mostrou até agora já é suficiente para colocá-la em um patamar acima de outros instrumentistas de sua geração, e com certeza ela irá alcançar aquele patamar em que repousam os dois mestres citados acima. O tempo é o senhor de tudo e de todos. Lembro de ter sentido a mesma sensação depois de ouvir Itzhak Perlman tocando estes mesmos concertos, mas gravados já há bastante tempo. Batiashvili trouxe uma rajada de ar fresco para estas obras tão badaladas, executadas e gravadas. É a nova geração mostrando a que veio. E também faço questão de destacar o o jovem maestro Yannick Nézet- Seguin,  que faz um trabalho memorável frente a Chamber Orchestra of Europe.

IMPERDÍVEL !!! Com certeza.

01 – Dance of the Knights (from Romeo and Juliet)
02 – Violin Concerto No.1 I. Andantino
03 – II. Scherzo Vivacissimo
04 – III. Moderato
05 – Grand Waltz (from Cinderella)
06 – Violin Concerto No.2 I. Allegro moderato
07 – II. Andante assai-Allegreretto
08 – III. Allegro ben marcato
09 – Grand March (from The Love for Three Oranges)

Lisa Batiashvili – Violin
Chamber Orchestra of Europe
Yannick Nézet-Séguin – Conductor

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Lisa Batiashvili
Lisa Batiashvili – Beleza e muito talento a serviço da música !!! Sorte nossa !

Osvaldo Golijov (1960-): Ayre / Luciano Berio (1925-2003): Folk Songs

Osvaldo Golijov (1960-): Ayre / Luciano Berio (1925-2003): Folk Songs

AyreIM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco delicioso que foi indicado para o Grammy de 2006 de “Melhor Composição Contemporânea Clássica”. A música de Golijov é intelectualmente viva e extremamente acessível, é emocionalmente direta e calorosa. Cantora de extraordinária versatilidade, Dawn Upshaw dá à música de Golijov uma performance convincente, enquanto a mistura de instrumentos e a firmeza dos Cães Andaluzes são surpreendentes.

Osvaldo Golijov há muito tempo tem pontos de contato com a música de Berio. Golijov escreveu ciclo de canções, Ayre, para demonstrar o alcance vocal de Dawn Upshaw, assim como Berio fez com Cathy Berberian em seu Folk Songs. Golijov diz que “viu um arco-íris” quando percebeu pela primeira vez a gama de cores na voz de Upshaw. Ela diz: “Ayre me leva vocalmente a lugares onde eu nunca estive antes: em termos estéticos, o ciclo abriu novas portas”. Os solos de clarinete tingidos de klezmer foram inspirados por David Krakauer. Os textos de Golijov são em árabe, hebraico, sardo, espanhol e ladino (a língua perdida dos judeus espanhóis); as melodias são uma mistura de três culturas — cristã, islâmica e judaica — que coexistiram pacificamente na península ibérica.

As canções folclóricas de Luciano Berio para voz e sete instrumentos, compostas há 40 anos para sua esposa Cathy Berberian, abriram caminho para os compositores que queriam destruir a distinção entre música “popular” e “erudita”. Nem todas essas onze peças são canções folclóricas no sentido estrito da palavra: duas são do compositor norte-americano John Jacob Niles e duas são do próprio Berio. Mas as outros vêm da Armênia, França, Sicília e Sardenha, sendo uma delas uma MARAVILHOSA canção de amor do Azerbaijão gravada em um velho 78 rpm por um cantor com uma banda de Baku e transcrita de ouvido por Berio e Berberian. A pontuação de Berio evoca um mundo além da sala de concertos.

Para Osvaldo Golijov, a música de Luciano Berio ocupa um lugar especial: “Sempre me liguei a ele. Foi meu mestre”.

Osvaldo Golijov (1960 – ): Ayre
for Voice and Chamber Ensemble

1. Dawn, St. John’s Day
2. A Mother Roasted Her Child
3. Walls Are Encircling The Land
4. Moon
5. Nani
6. My Love
7. My Eyes Weep
8. Be A String, Water, To My Guitar
9. Untie Your Ribbons
10. O God, Where Shall I Find You?
11. Ariadna In Her Labyrinth

Luciano Berio (1925 – 2003): Folk Songs
for Mezzo Soprano, Flute, Clarinet, Viola, Cello, Harp and Percussion

12. Black Is The Color
13. I Wonder As I Wander
14. Loosin Yelav
15. Rossignolet Du Bois
16. A La Femminisca
17. La Donna Ideale
18. Ballo
19. Motettu De Tristura
20. Malurous Qu’o Uno Fenno
21. Lo Fiolaire
22. Azerbaijan Love Song

Artist : Dawn Upshaw & The Andalucian Dogs
Release date : 2006
Label : ECM Records

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A enorme cantora Dawn Upshaw com o compositor Osvaldo Golijov e um cão andaluz, quem sabe?
A enorme cantora Dawn Upshaw com o compositor Osvaldo Golijov e um cão andaluz, quem sabe?

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Johannes Brahms (1833-1897) – Jean-Guihen Queyras & Alexandre Tharaud – Brahms Cello Sonatas & Hungarian Dances

Jean-Guihen Queyras & Alexandre Tharaud - Brahms Cello Sonatas & Hungarian Dances (2018)As Sonatas para Violoncelo de Brahms estariam certamente entre as obras que eu levaria para uma ilha deserta. Provavelmente a gravação de dois gigantes do século XX, Rudolf Serkin e Mstlsav Rostropovich.

Mas a nova geração está muito bem representada neste CD: o violoncelista é Jean-Guihen Queyras e o pianista é Alexander Tharaud. Jovens franceses que já tem experiência suficiente para nos proporcionar agradáveis momentos na audição destas duas obras primas do repertório.

A música de Brahms é por demais sofisticada, elaborada e profunda para uma simples gravação. Com certeza, essa dupla irá regravar estas peças quando tiverem mais idade e mais maturidade. Não falo no quesito técnico e virtuosístico, isso sobra para os dois, mas sim no quesito maturidade emocional e afetiva. Talvez seja o que falta neste CD.

SONATA FOR CELLO & PIANO No. 1 Op. 38 in E minor · mi mineur · e-moll
1) I. Allegro non troppo (E minor)
2) II. Allegretto quasi Menuetto (A minor)
3) III. Allegro (E minor)
SONATA FOR CELLO & PIANO No. 2 Op. 99 in F Major · fa majeur · F-Dur
4) I. Allegro vivace (F major)
5) II. Adagio affettuoso (F# major)
6) III. Allegro passionato (F minor)7) IV. Allegro molto (F major)
DANSES HONGROISES Ungarische Tänze · Hungarian dances WoO 1 (excerpts)
Transcription for piano and cello by Alexandre Tharaud & Jean Guihen Queyras
Book 1
8) Tanz No. 4 (Poco sostenuto) transposed in G minor
9) Tanz No. 1 in G minor (Allegro molto)
10) Tanz No. 5 in F# minor (Allegro – Vivace)
Book 2
11) Tanz No. 7 (Allegretto – Vivo) transposed in A Major
Book 3
12) Tanz No. 14 in D minor (Un poco andante)
13) No. 11 in D minor (Poco andante)

Jean-Guihen Queyras – Violoncelo
Alexander Tharaud – Piano

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Antoine Beuger (1955): Dialogues (Silences) / John Cage (1912-1992): Music for One — Música para Clarinete Solo

Antoine Beuger (1955): Dialogues (Silences) / John Cage (1912-1992): Music for One — Música para Clarinete Solo

MI0001497323Antoine Beuger usa ideias de Cage para fazer sua ultra provocativa obra Dialogues (Silences), de 1993Em termos de música aleatória, não poderia ser melhor. São poucas notas emitidas pelo clarinete, entremeadas de longos silêncios. Parece haver vários 4`33 dentro de Dialogues. Posso imaginar a reação do público e a calma necessária ao clarinetista. O que pensava Cage? Ora, questionando o paradigma da música ocidental, que explicava a música como uma série ordenada de notas, Cage se voltou para o silêncio de forma eminentemente conceitual. Todos os mínimos ruídos, comuns em salas de espetáculos, criam a aura de um happening, provocando o público e fazendo com que uma execução pública seja diferente da anterior e de contornos inesperados. Depois temos uma obra do próprio Cage, Music for One (1984), que parece até menos radical que a anterior. Na boa, eu curti o disco, mas não é para qualquer um, Tem que gostar de modernismos, estranhamentos e experimentações.

Antoine Beuger
1 Dialogues (Silences) 35:41

John Cage
2 Music For One 29:43

Clarinet – Jürg Frey

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É, né?
É, né?

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Symphony nº 2 D-Dur, op. 36, Klavierkonzert nº 3 c-moll – Sviatoslav Richter, Kurt Sanderling, Leningrad Philharmonic Orchestra, Wiener Symphoniker

CD1 (1)Dando prosseguimento à série ‘Musica – Linguagem Universal’ da Deutsche Grammophon trago mais duas gravações históricas, tendo Kurt Sanderling como destaque, regendo Beethoven. Este maestro alemão viveu mais de vinte anos na antiga União Soviética, e foi diretor assistente do lendário maestro Evgeny Mravinsky na também lendária Filarmônica de Leningrado.

No Concerto para Piano de nº 3 Kurt Sanderling acompanha outra lenda dos palcos, o pianista também soviético Sviatoslav Richter. Ou seja, só tem lenda neste CD. Impossível dar alguma errada aqui.

Então, vamos ao que viemos.

01. Symphonie Nr.2 D-dur op. 36. I. Adagio – Allegro con brio
02. II. Larghetto
03. III. Scherzo. Allegro – Trio
04. IV. Allegro molto
05. Klavierkonzert Nr.3 c-moll op. 37. I. Allegro con brio
06. II. Largo
07. III. Rondo. Allegro

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CD3 (1)

J. S. Bach e C. P. E. Bach: Sonatas para Viola da Gamba transcritas para Violoncelo

J. S. Bach e C. P. E. Bach: Sonatas para Viola da Gamba transcritas para Violoncelo

00181f3dElegância poderia ser o outro nome deste CD. É incrível notar como se adapta a música diversa e variada que J. S. Bach escreveu. Originalmente escritas para a gamba e o cravo, essas composições aparecem muito bem no violoncelo e no piano modernos. Os sons são agradáveis e ensolarados, a música, linda. A última sonata do filho mais musicalmente inovador de Bach, CPE Bach, é um bônus do CD. O tratamento recebido pelo mano CPE é igualmente luxuoso. Bem, tendo gravado todas as principais obras para teclado de Bach, Angela Hewitt agora ataca essas peças com o violoncelista Daniel Muller-Schott. As composições não são necessariamente “virtuosísticas”, mas são as primeiras a dar uma tratamento mais igualitário ao teclado além de ser apenas o continuo. As sonatas transbordam de melodias e os belos desenvolvimentos vêm sem o menor esforço.

J. S. Bach e C. P. E. Bach: Sonatas para Viola da Gamba transcritas para Violoncelo

1. Sonate No.1 G-dur BWV 1027 – I. Adagio (3:55)
2. Sonate No.1 G-dur BWV 1027 – II. Allegro ma non tanto (3:33)
3. Sonate No.1 G-dur BWV 1027 – III. Andante (2:57)
4. Sonate No.1 G-dur BWV 1027 – IV. Allegro moderato (3:11)

5. Sonate No.2 D-dur BWV 1028 – I. Adagio (2:04)
6. Sonate No.2 D-dur BWV 1028 – II. Allegro (3:34)
7. Sonate No.2 D-dur BWV 1028 – III. Andante (4:14)
8. Sonate No.2 D-dur BWV 1028 – IV. Allegro (4:02)

9. Sonate No.3 g-moll BWV 1029 – I. Vivace (5:07)
10. Sonate No.3 g-moll BWV 1029 – II. Adagio (5:43)
11. Sonate No.3 g-moll BWV 1029 – III. Allegro (3:56)

12. Sonate fur Viola da gamba und Basso continuo D-dur H 559 – I. Adagio m… (3:13)
13. Sonate fur Viola da gamba und Basso continuo D-dur H 559 – II. Allegro… (4:20)
14. Sonate fur Viola da gamba und Basso continuo D-dur H 559 – III. Arioso (4:53)

Daniel Muller-Schott, violoncelo
Angela Hewitt, piano

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Daniel Müller-Schott procurando Angela
Daniel Müller-Schott: onde está Angela?

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Sergei Prokofiev (1891-1953): Sonatas para piano, Toccata, etc (Gilels)

Sergei Prokofiev (1891-1953): Sonatas para piano, Toccata, etc (Gilels)

15fNesses tempos de Copa do Mundo, estou fazendo uma série sobre a música russa para piano. Já passei por Rachmaninoff, Scriabin e vou pular Shostakovich: seus Prelúdios e Fugas e os dois Concertos para Piano já apareceram bastante por aqui. As próximas duas postagens são dedicadas a Prokofiev.

A vida de Prokofiev pode ser dividida em três fases e lugares. Na primeira, até 1918, ele viveu e estudou em Petrogrado (São Petersburgo). Dessa época datam a 1ª Sinfonia “Clássica”, a Toccata e as Sonatas para Piano nº 1 a 4, e as miniaturas pianísticas “Visões Fugitivas”, que ele costumava tocar como bis em seus concertos como pianista.

Após a Revolução Russa, apesar de não ser um opositor declarado do novo regime, Prokofiev se exilou, vivendo entre os EUA – estreando com sucesso em Chicago a ópera O Amor das Três Laranjas – e a França – onde compõe balés em parceria com Diaghilev e seu famoso 3º Concerto para Piano. Também passou algum tempo em Londres e nos Alpes alemães.

Finalmente, na década de 1930, volta à União Soviética, recebido como um herói local que conquistou o Ocidente. Dessa fase, destacam-se a 5ª e a 6ª Sinfonias e as Sonatas “de guerra” nº 6, 7 e 8. Morreu em Moscou em 1953, no mesmo dia que Stalin.

A pianista brasileira Magda Tagliaferro conta em seu livro de memórias que conheceu Prokofiev em um jantar, provavelmente em Paris, onde ela morava. Magda, a quem foram dedicados o Momoprecoce, de Villa-Lobos, a 1ª Sonata de Mignone e o Concerto em Mi Maior, de Hahn, conta que Prokofiev lhe disse o seguinte:

“Vou dar a mim mesmo dois anos de exclusividade para tocar meu terceiro concerto, enquanto o editam, e depois gostaria que fosse você a primeira pessoa a tocá-lo. À medida que receber as provas vou-lhe enviando para que possa trabalhá-lo tranquilamente.”

Por isso possuo as provas do concerto nº 3, corrigidas pelo próprio autor.

E foi então que cometi uma das maiores tolices da minha vida (…). Naquela ocasião eu viajava por todo o mundo. Guardei cuidadosamente a música e continuei minhas andanças sem pensar mais nela. Uma tolice perder tal oportunidade e tamanha honra! Logicamente outros pianistas apressaram-se a tocá-lo.

Tagliaferro conta ainda que, anos depois, quando Prokofiev já tinha voltado para a Rússia, ela finalmente resolveu estudar e tocar o dificílimo 3º Concerto. E não foi só ela que esnobou Prokofiev: é comum no Brasil. O russo teve seu Concerto para piano e orquestra nº 4, para a mão esquerda, estreado em terras brasileiras apenas em 2016!

Antigamente, se queria conhecer os concertos de Prokofiev, suas sonatas, balés ou o infantil Pedro e o Lobo, o brasileiro tinha que viajar para países onde a música russa do século XX é comum nas salas de concerto, de ópera e de recitais. Se não podia viajar, ficava restrito aos LP’s e CD’s que chegavam por aqui. Hoje, temos a internet para ouvir dezenas de intérpretes de Prokofiev, dos quais um dos maiores foi o ucraniano Emil Gilels, que estreou a lírica e sonhadora oitava sonata, dedicada a ele. Aqui temos gravações ao vivo que vão de 1951 a 67.

Sergei Prokofiev (1891-1953)
Sonata para piano nº 2 em ré menor, Op. 14 (1912)
1. I. Allegro ma non troppo
2. II. Scherzo. Allegro marcato
3. III. Andante
4. IV. Vivace
5. Sonata para piano nº 3 em lá menor, Op. 28 (1917)
Sonata para piano nº 8 em si bemol maior, Op. 84 (1944)
6. I. Andante dolce – Poco piu animato – Allegro moderato – Tempo I – Andante – Andante dolce, come prima – L`istesso tempo – Allegro
7. II. Andante sognando
8. III. Vivace – Allegro ben marcato – Vivace come prima
9. Visions fugitives, Op. 22: (seleção: 1. Lentamente, 3. Allegretto, 5. Molto giocoso, 7. Pittoresco (Harpa), 8. Commodo, 10. Ridicolosamente, 11. Con vivacità, 17. Poetico) (1917)
10. Toccata em ré menor, Op. 11 (1912)
11. Marcha do ‘Amor das Três Laranjas’ (1922)

Emil Gilels (1916-1985), piano

BAIXE AQUI – Download here (mp3)

Prokofiev jovem
Prokofiev jovem

Pleyel e o piano russo, parte 3

Josquin des Près: Missa ‘Ave maris stella’ & Marian motets – Weser-Renaissance Bremen

front

Missa ‘Ave maris stella’
Marian motets

Josquin des Près

Weser-Renaissance Bremen
Manfred Cordes dir.

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Josquin Lebloitte, ou Josquin des Prez ou Josquin des Près (Beaurevoir ?, Picardia, c. 1440 – Condé-sur-l’Escaut, 27 de agosto de 1521), frequentemente designado simplesmente como Josquin, foi um compositor franco-flamengo da Renascença.

É o compositor europeu mais célebre entre Guillaume Dufay (1397 – 1474) e Palestrina (1525 – 1594). Geralmente considerado como a figura central da Escola franco-flamenga, é o primeiro grande mestre da polifonia vocal dos primórdios do Renascimento.

No século XVI, Josquin chegou a ser considerado o maior compositor da época. Seu domínio da técnica e sua expressividade eram admirados e imitados. Autores tão diversos como Baldassare Castiglione e Martinho Lutero escreveram sobre sua reputação e seu renome. Teóricos como Glareanuse Gioseffo Zarlino julgaram seu estilo perfeito.

Sua música incorpora influências italianas na formação característica da escola flamenga. A combinação de técnica e expressividade marcam uma ruptura com a música medieval. Josquin contribuiu para diversos gêneros, principalmente motetos, missas e chansons francesas e italianas. Mas foi sobretudo nos mais de cem motetos que se mostrou mais original: a suspensão é empregada como recurso de ênfase, e as vozes ganham os registros mais graves nos trechos em que o texto alude à morte. As canções também são importantes na sua obra.

Foi o principal representante do novo estilo de meados do século XV, com formas musicais menos rígidas. Certas canções mostram técnica rebuscada, em ritmos vivos e texturas claras.

A ampla difusão de sua música tornou-se possível graças à invenção da impressão de partituras, no começo do século XVI, e hoje sabemos mais sobre sua música do que sobre sua vida.

Foi o primeiro compositor renascentista considerado genial, superando as formas tradicionais e dando novo tratamento às relações entre texto e música. Mestre da polifonia e do contraponto, estendeu e aplicou sistematicamente o recurso da imitação (repetição de um trecho musical por vozes diferentes).

Compositor e cantor de talento muito apreciado pelos mais ricos mecenas da Europa, incluindo a família Este, de Ferrara, Josquin foi o primeiro compositor a ter impressos volumes inteiramente dedicados à sua obra musical. Vários aspectos de sua biografia são pouco documentados – sobretudo detalhes de sua infância e educação. Um problema tem sido a atribuição a Josquin de peças que não são suas. Seu estilo musical exibe grande invenção melódica e domínio de técnicas como o cânone, bem como uma inclinação pelas canções populares. (Wikipedia)

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Missa ‘Ave maris stella’ & Marian motets
Josquin Desprez (Franco-Flemish, c.1440 – 1521)
01. Ave Maria a 4
02. Kyrie eleison a 4 [missa]
03. Gloria in excelsis a 4 [missa]
04. Virgo prudentissima a 4
05. Virgo salutiferi a 5
06. Credo in unum Deum a 4 [missa]
07. Alma redemptoris mater / Ave regina a 4
08. Illibata Dei virgo nutrix a 5
09. Sanctus a 4 [missa]
10. Benedicta es, coelorum regina
11. Agnus Dei a 4 [missa]
12. Salve regina a 5
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Missa ‘Ave maris stella’, Marian Motets – 2011
Weser-Renaissance Bremen
Manfred Cordes dir.
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Captura de Tela 2018-06-28 às 13.23.09

 

 

 

 

 

 

 

 

Boa audição.

Avicenna

Alexander Scriabin (1871-1915): 24 Prelúdios

Alexander Scriabin (1871-1915): 24 Prelúdios

0100d8fc1a95ce5a25970a816807179783095d34O compositor russo Alexander Scriabin morreu jovem, com 43 anos em 1915. Em 1925, o escritor Boris Schlœzer, russo emigrado para a França após a revolução, escrevia no Ménestrel:

O décimo aniversário da morte de Scriabin será certamente a ocasião de concertos, conferências e cerimônias comemorativas, consagradas à obra do grande músico que reina como líder na Rússia e cuja dominação parece fortemente estabelecida, apesar das tentativas de reação de Medtner e Rachmaninoff e, mais recentemente, Stravinsky e Prokofiev.

Mas essa liderança só vai até as fronteiras do país dos Sovietes. Scriabin tem um papel insignificante na vida musical europeia após a Guerra de 1914-18, particularmente na França (os programas de concerto alemães e ingleses incluem com frequência as últimas sonatas, o Prometeu, o Poema do Êxtase).

A arte de Scriabin “não pega” em Paris, fato extremamente significativo! Essa arte, com efeito, me parece essencialmente revolucionária. Os meios musicais têm uma repugnância instintiva: dizem que Scriabin nada inventou, que ele deve tudo a Chopin e Liszt, que é um wagneriano tardio, um “romântico enfim” – o que é a pior das injúrias hoje, como sabemos. A verdade é que não querem ouvi-lo, porque pressentem um perigo. Sob este ponto de vista, parece que se Paris repele obstinadamente Scriabin, enquanto Berlim e Londres o acolhem, é porque a França após a Guerra é a fortaleza do espírito anti-revolucionáro.

Mas o que significam esses termos, “revolucionário”, “anti-revolucionário”, no domínio musical? Não se trata aqui de fazer de Scriabin um bolchevique. Tendo conhecido pessoalmente o compositor, creio que ele estaria hoje entre os emigrados, como Prokofiev, e que o comunismo russo teria nele um inimigo irredutível. Quando pretendo que Scriabin era um revolucionário, quero dizer que o espírito que anima suas obras, as tendências desta obra, a concepção que o compositor faz da arte, da vida, os meios que utilizava, os objetivos perseguidos, tudo estava em contradição essencial com o espírito e as realizações da arte ocidental.

O autor do Poema do Êxtase não deve nada à escola nacionalista russa, aos “Cinco”; ele aparece à primeira vista, por seu vocabulário sonoro, como um europeu. É a falha percebida por alguns críticos, que buscam exositmo. Ora, exótico ele é, mas em um outro plano: este europeu refinado ataca as próprias bases da cultura estética ocidental. O “extatismo”, a exaltação mística, o entusiasmo heróico dessa alma bêbada são a negação mesma do espírito realista, do espírito de ordem, de medida e de compromisso ao qual se aspira em Europa após a terrível tormenta da Guerra.

Como sabemos, e o artigo acima mostra bem, Scriabin construiu um mundo próprio no começo do século XX, distante dos consenso das vanguardas europeias, e por isso mesmo revolucionário, em obras para piano como a Sonata nº 9 “Missa Negra”, o místico Prometeu para piano e orquestra, sem falar na obra inacabada Mysterium, que deveria incluir música, efeitos visuais, incenso e dança.

Antes, na década de 1890, Scriabin já criava uma música altamente cromática, mística, mas ainda de forma mais convencional, imitando um pouco Chopin em mazurkas e noturnos para piano. Imitou também Chopin e Liszt em Estudos de enormes exigências técnicas, com sustenidos e bemóis pra todos os lados. Mas talvez sua mais sublime imitação de Chopin tenha sido ainda na juventude, com seus Prelúdios Opus 11, que são 24, com tons maiores e menores se alternando da mesma forma que nos prelúdios do polonês.

Enquanto no CD recém postado de Rachmaninoff, a pianista turca Idil Biret usava muita força no piano para fazer aqueles sons de sinos que o compositor pede, aqui, o pianista GIeseking toca Scriabin com todo o mistério, a sutileza e a delicadeza que este compositor merece… mas sem medo de usar a força em alguns prelúdios específicos, como os de nº 19 e 24.

Alexander Scriabin (1871-1915): 24 Prelúdios Opus 11
Walter Gieseking – piano

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Scriabin no piano
Scriabin tocando piano

Pleyel e o piano russo, parte 2

Carl Orff – Carmina Burana – Herbert Blomstedt, San Francisco Symphony Orchestra, Lynne Dawson, John Daniecki, Kevin McMillan

611P2EiH4YLAmada por alguns, odiada por outros, a indefectível obra de Carl Orff intitulada ‘Carmina Burana’ é uma das obras musicais mais emblemáticas do século XX. Suas canções já foram usadas de diversas formas, principalmente sua abertura, ‘Fortuna, Imperatrix Mundi’. Infelizmente, uma imagem que me vem em mente é um determinado momento do filme de Pasolini, ‘Saló, ou os Cem dias de Sodoma’, onde vemos jovens sendo obrigados a comer suas próprias fezes ao som de ‘Primo Vere – Veris Leta Facies’. A cena, como não poderia deixar de ser, é deprimente, depressiva e obviamente revoltante e o ambiente sombrio que a música transmite se encaixa à perfeição na cena, sendo quase um personagem da mesma. Em se tratando de Pasolini, claro que o objetivo era chocar.

Herbert Blomstedt é um regente norte americano, apesar do nome alemão, e que durante muitos anos foi diretor da excelente San Francisco Symphony Orchestra. Completou 91 anos de idade ano passado.

Essa sua gravação foi agraciada com um EMMY quando de seu lançamento, lá no começo da década de 1990.

1 – Fortuna Imperatrix Mundi – O Fortuna
2 – Fortuna Imperatrix Mundi – Fortune Plango Vulnera
3 – I. Primo Vere – Veris Leta Facies
4 – I. Primo Vere – Omnia Sol Temperat
5 – I. Primo Vere – Ecce Gratum
6 – I. Uf Dem Anger – Tanz
7 – I. Uf Dem Anger – Floret Silva Nobilis
8 – I. Uf Dem Anger – Chramer, Gip Die Varwe Mir
9 – I. Uf Dem Anger – Reie
10 – I. Uf Dem Anger – Were Diu Werlt Alle Min
11 – II. In Taberna – Estuans Interius
12 – II. In Taberna – Olim Lacus Colueram
13 – II. In Taberna – Ego Sum Abbas
14 – II. In Taberna – In Taberna Quando Sumus
15 – III. Cours D’Amour – Amor Volat Undique
16 – III. Cours D’Amour – Dies, Nox Et Omnia
17 – III. Cours D’Amour – Stetit Puella
18 – III. Cours D’Amour – Circa Mea Pectora
20 – III. Cours D’Amour – Si Puer Cum Puellula
21 – III. Cours D’Amour – Veni, Veni, Venias
22 – III. Cours D’Amour – In Trutina
23 – III. Cours D’Amour – Tempus Est Jocundum
24 – III. Cours D’Amour – Dulcissime
25 – Blanziflor Et Helena – Ave Formosissima
26 – Fortuna Imperatrix Mundi – O Fortuna (2)

Lynne Dawson – Soprano
John Daniecki – Tenor
Kevin McMillan – Baritnoe
San Francisco Girls Chorus
San Francisco Boys Chorus
San Francisco Symphony Chorus
San Francisco Symphony
Herbert Blomstedt – Conductor

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Pisendel & Compositores de Dresden: Sonatas para Violino

Pisendel & Compositores de Dresden: Sonatas para Violino

51IbWqrq5LLUm bom disco. Som barroco perfeito e música de alta qualidade, onde se destaca… Bem, se destaca um compositor anônimo que nos traz uma sonata com uma passacaglia maravilhosa (faixa 6). Mas, de resto, a coisa também é ótima. Dresden é uma cidade incrivelmente linda. Possui cerca de 600 mil habitantes, é cortada pelo rio Elba e está situada no meio do caminho para aqueles que vão de trem de Berlim para Praga. É uma linda viagem. A parte cultural da cidade é preservada com festivais de música barroca por todo lado. Pisendel (1688-1755) foi o principal violinista alemão de sua época. Foi direta e indiretamente responsável pela criação de música memorável. Em 1712, aceitou um lugar na Orquestra da Corte de Dresden. Permaneceu lá pelo resto da vida. Às vezes, dava um rolê em Veneza para visitar Vivaldi.

Pisendel & Compositores de Dresden: Sonatas para Violino

Johann Georg Pisendel: Sonata for Violin and Basso Continuo in E minor
1. Sonata for Violin & Continuo in E minor: Largo
2. Sonata for Violin & Continuo in E minor: Moderato
3. Sonata for Violin & Continuo in E minor: Scherzando

Anonymous: Sonata for violin & continuo in E flat major
4. Sonata for Violin & Continuo in E Flat Major (Scodatura Tuning BF Ef BF Ef): Prelude: Grave – Presto
5. Sonata for Violin & Continuo in E Flat Major (Scodatura Tuning BF Ef BF Ef): Aria Tarde – Adagio
6. Sonata for Violin & Continuo in E Flat Major (Scodatura Tuning BF Ef BF Ef): Passagalia: Allegro – Presto – Menuett
7. Sonata for Violin & Continuo in E Flat Major (Scodatura Tuning BF Ef BF Ef): Final

Johann Georg Pisendel: Sonata for Violin and Basso Continuo in D major
8. Sonata for Violin & Continuo in D Major: Allegro
9. Sonata for Violin & Continuo in D Major: Larghetto
10. Sonata for Violin & Continuo in D Major: Allegro

Johann David Heinichen: Sonata for violin & continuo in C minor
11. Sonata for Violin & Continuo in C minor: Adagio
12. Sonata for Violin & Continuo in C minor: Andante
13. Sonata for Violin & Continuo in C minor: Affetuoso
14. Sonata for Violin & Continuo in C minor: Allegro

Wilhelm Friedemann Bach: Keyboard Sonata in F major, F. 202 (BR A10)
15. Keyboard Sonata in F Major, F. 202 (BR A10): Allegro Ma Non Troppo
16. Keyboard Sonata in F Major, F. 202 (BR A10): Larghetto
17. Keyboard Sonata in F Major, F. 202 (BR A10): Presto

Johann Georg Pisendel: Sonata for Violin solo in A minor
18. Sonata for Violin Solo in A minor: Largo
19. Sonata for Violin Solo in A minor: Allegro
20. Sonata for Violin Solo in A minor: Giga
21. Sonata for Violin Solo in A minor: Variationen

Johann Adolph Hasse: Sonata for violin & continuo No. 6 in B flat major
22. Sonata for Violin & Continuo No. 6 in B Flat Major: Allegretto
23. Sonata for Violin & Continuo No. 6 in B Flat Major: Adagio
24. Sonata for Violin & Continuo No. 6 in B Flat Major: Allegro
25. Sonata for Violin & Continuo No. 6 in B Flat Major: Gavotte

Johann Georg Pisendel: Sonata for violin & continuo in E flat major (attrib.)
26. Sonata for Violin & Continuo in E Flat Major (Attrib.): Adagio
27. Sonata for Violin & Continuo in E Flat Major (Attrib.): Allegretto
28. Sonata for Violin & Continuo in E Flat Major (Attrib.): Larghetto
29. Sonata for Violin & Continuo in E Flat Major (Attrib.): Allegro

Martina Graulich, baroque violin
Ute Petersilge, baroque cello
Thomas C. Boysen, lute, theorbo, guitar
Stefano Demicheli, harpsichord

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Martina Graulich, sons barrocos e grandes anônimos
Martina Graulich, sons barrocos e grandes anônimos

PQP

17th Century Funeral Music – Schütz-Akademie

front

17th Century Funeral Music

Heinrich Schütz
Michael Praetorius
Johann Hermann Schein
Johannes Demantius

Schütz-Akademie
Howard Arman, dir.

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Os compositores da Reforma não escreveram Missas de Réquiem para os mortos, mas comemoram seu amado falecido em conjuntos vocais menores acompanhados por um grupo de instrumentos com violino, teorba e órgão. As seleções, música de beleza pungente, devoção e consolo, incluem obras de Heinrich Schütz, Michael Praetorius, Johann Hermann Schein e Johannes Demantius. Apresentações da Schütz-Akademie, gravadas em 1992. (Internet)
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17th Century Funeral Music
Heinrich Schütz (Alemanha, 1585-1672)
01. Musicalische Exequien, Op. 7: Nacket bin ich von Mutterleibe kommen, SWV 279
Michael Praetorius (Alemanha, 1571 – 1621)
02. Musae Sioniae: III. Herzlich lieb hab ich dich
Heinrich Schütz (Alemanha, 1585-1672)
03. Musicalische Exequien, Op. 7: Herr, wenn ich nur dich habe, SWV 280
04. Musicalische Exequien, Op. 7: Herr, nun lässest du deinen Diener – Selig sind die Toten, SWV 281
Michael Praetorius (Alemanha, 1571 – 1621)
05. Musae Sioniae: III. Mit Fried und Freud ich fahr dahin
06. Musae Sioniae: III. Hört auf mit Weinen und Klagen
Johann Hermann Schein (Alemanha, 1586 – 1630)
07. Ich will schweigen “Threnus”
Heinrich Schütz (Alemanha, 1585-1672)
08. Geistliche Chor-Musik, Op. 11: X. Die mit Tränen säen, SWV 378
09. Geistliche Chor-Musik, Op. 11: XX. Das ist je gewißlich wahr, SWV 388
Johann Christoph Demantius (Alemanha, 1567 – 1643)
10. Quis dabit oculis (Threnodia)
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17th Century Funeral Music – 1992
Schütz-Akademie
Howard Arman, dir.
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Old Schütz_Musikalische_Exequien

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Boa audição.

Avicenna

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Symphonie Nr. 36 C-dur, KV 425 ‘Linzer’, Symphonie Nr. 33 B-dur, KV 319, Symphonie Nr. 39 Es-dur, KV 543 – Jochum, Symphonie-Orchester des Bayerischen Rundfunk

51rbJHAwNyL._SY355_O segundo CD da coleção “Música – Linguagem Universal” da Deutsche Grammophon traz Eugen Jochum regendo três sinfonias de Mozart. Compositor, regente e orquestra dispensam apresentações. Coisa finíssima, para começarmos bem a semana. Impossível uma combinação destas não dar certo.
Espero que apreciem.

 

01. Symphonie Nr. 36 C-dur, KV 425 ‘Linzer’ – 1.Satz Adagio – Allegro spirituoso
02. Symphonie Nr. 36 C-dur, KV 425 ‘Linzer’ – 2.Satz Andante
03. Symphonie Nr. 36 C-dur, KV 425 ‘Linzer’ – 3.Satz Menuetto
04. Symphonie Nr. 36 C-dur, KV 425 ‘Linzer’ – 4.Satz Presto
05. Symphonie Nr. 33 B-dur, KV 319 – 1.Satz Allegro assai
06. Symphonie Nr. 33 B-dur, KV 319 – 2.Satz Andante moderato
07. Symphonie Nr. 33 B-dur, KV 319 – 3.Satz Menuetto – Trio
08. Symphonie Nr. 33 B-dur, KV 319 – 4.Satz Allegro assai
09. Symphonie Nr. 39 Es-dur, KV 543 – 1.Satz Adagio – Allegro
10. Symphonie Nr. 39 Es-dur, KV 543 – 2.Satz Andante con moto
11. Symphonie Nr. 39 Es-dur, KV 543 – 3.Satz Menuetto Allegretto
12. Symphonie Nr. 39 Es-dur, KV 543 – 4.Satz Finale Allegro

Symphonie-Orchester des Bayerischen Rundfunk
Eugen Jochum – Conductor

CD BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
COVER ART – BAIXE AQUI

FDPBach

.: interlúdio :. Chet Baker: As Times Goes By, 1986

.: interlúdio :. Chet Baker: As Times Goes By, 1986

23kt6wjDizia o saudoso Paulo Francis: “Chet Baker é um escroto, como todo drogado, mas o que importa? Basta ouvi-lo no trompete ou com uma voz curiosamente andrógina e perco a consciência de mim mesmo, como em grande música. Ouço Chet Baker horas. O prazer é puramente sensorial, apesar de o jazz cool ter estruturação fincada em música maior, mas que importa? Chet tem a mesma qualidade de Ella, Sarah ou Billie, rara entre brancos.” Alguns artistas nos capturam, mesmo quando não se é músico. Na verdade, aqueles que conheci que mais amavam música sequer eram músicos, mas doces melômanos, eruditos inatos. Não entrarei aqui no que Francis poderia tomar por ‘grande música’ ou ‘música maior’, para mim toda música é erudita, desde quando tem um Know-how necessário à sua manifestação. Mas Francis era um espírito de porco e este é o único espírito no qual acredito; prestada esta homenagem, sigamos em frente.

2u46mphAssim como certos artistas, certos filmes também nos capturam. Alguns capturam gerações inteiras, a exemplo do septuagenário Casablanca, de Michael Curtiz. O que faria Casablanca (1942) ser o sucesso imorredouro que é? Um filme rodado em meio a muitos outros, numa época na qual as películas eram produzidas às pencas, os atores saltando de um set de filmagem para outro, tropeçando em camelos, gladiadores, damas fatais, detetives sombrios, profetas barbudos, apaches e cowboys… Talvez um roteiro dinâmico, caleidoscópico em aparições de personagens variadíssimos: nazistas, um barman alemão antinazista; um garçom russo; policiais franceses corruptos e colaboracionistas; espiões, ladrões, refugiados, jogadores, músicos que tocam Perfídia (vale conferir) e La Marseillaise – numa das maiores cenas da história do cinema. O que nos fascina tanto em Casablanca e nos faz querer estar ali? Num bar em uma cidadela do Marrocos enquanto o mundo lá fora explode em guerra. No bar do adorável cafajeste Rick (Bogart), confessadamente ‘drunk’. Capaz das melhores e inesperadas ações, mas também capaz de eliminar sem hesitação qualquer antagonista. Num dos melhores momentos do filme Rick salva um casal de fugitivos, autorizando em pessoa uma trapaça na roleta, frustrando assim os planos de sedução do comissário francês colaboracionista para com a bela refugiada e atraindo contra si o desafeto do mesmo. No final, eliminando sem pestanejar o oficial nazista (Conrad Veidt em seu último papel) que impediria a fuga da sua amada Ilsa Lund Laszlo (Ingrid Bergman) com seu marido herói da resistência. Nem é preciso falar de Sam (Dooley Wilson), o formidável pianista, intérprete da celebérrima canção que intitula o presente disco e que é o coração do filme.

b4w9qqConta-se que ninguém previa o sucesso do filme, ao que parece nem os roteiristas Julius Epstein, Phillip G. Epstein e Howard Koch parecem ter vaticinado tal sucesso quando se basearam na peça jamais encenada Everybody Comes to Rick’s (Todo mundo vem ao Café de Rick), de Murray Burnett e Joan Allison. Não conheço a peça, não saberia dizer se as irresistíveis citações do filme seriam virtude dos dramaturgos ou dos roteiristas. Já citei em uma postagem anterior um grande momento, quando Rick rememora seus dias de amor com Ilsa na Paris recém ocupada pelos nazis: “Eu me lembro de todos os detalhes. Os alemães vestiam cinza e você azul”. E na célebre despedida ao final da película: “Nós sempre teremos Paris”. Outro momento ótimo, quando Rick se vê inquirido por uma antiga amante que o persegue. Quando ela lhe indaga onde estava na noite anterior ele se queixa da memória, e respondendo ao que fará à noite: “não costumo fazer planos com tanta antecedência”.

2128kkiPessoalmente falando, o que mais aprecio em Casablanca é a participação do grande ator Peter Lorre como Mister Ugarte. A fugaz aparição de Lorre em Casablanca rouba a cena. O personagem Mr. Ugarte é o pivô de todo o filme, quando confia a Rick os vistos que libertariam Mr. Laszlo (herói da resistência) e sua consorte – razão de todo o drama e manguaça de Rick, que se pergunta por quê, em meio a milhares de bares sobre a terra, ela teria de entrar precisamente no seu. Além disso, a atuação de Lorre cativa pela sua aparente covardia, mas ele acabara de eliminar alguns nazista e roubar-lhes as passagens. É portanto um herói e ao longo de todo o filme, eu, pelo menos, sinto a falta do personagem. É famosa a fala na qual ele indaga a Rick se o despreza e o mesmo responde que o desprezaria se ao menos pensasse nele. Soberbo.

Enfim, sobre o presente disco, é mais uma joia de Baker, que interpreta As Times Goes By com a sua amiúde irresistível verve, nos levando por deliciosos abismos de melancólica beleza. Para os que ainda não conhecem Baker ou Casablanca, acredito que “este é o começo de uma bela amizade”.

Chet Baker: As Times Goes By, 1986

  1. You And The Night And The Music
  2. As Times Goes By
  3. My Melancholy Baby
  4. I Am A Fool To Want You
  5. When She Smiles
  6. Sea Breeze
  7. You Have Been Here All Along
  8. Angel Eyes
  9. You’d Be So Nice To Come Home To
  10. ‘Round Midnight

Chet Baker – Trumpet, Vocals.
Harold Danko – Piano
John Burr – Bass
Ben Riley – Drums

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Chet Baker, As Times Goes By.
Chet Baker, As Times Goes By.

Wellbach

Gustav Mahler – Songs with Orchestra – Michael Tilson Thomas, San Francisco Symphony Orchestra & Chorus

602477Minha intenção aqui é apenas a de completar o ciclo do “The Mahler Project”, dirigido pelo maestro inglês Michael Tilson Thomas, que traz a obra vocal de Mahler. São três belíssimos CDs, que, junto com as gravações das sinfonias, já se consolidaram como uma das grandes gravações mahlerianas deste começo de século XX. Nosso mentor PQPBach já postou as sinfonias, por duas vezes por sinal, agora é a vez da obra vocal.
Como informado acima, Michael Tilson Thomas está aqui, como em todo o projeto, dirigindo a Sinfônica de San Francisco, e tem excelentes solistas a seu dispor:  o barítono Thomas Hampson e a mezzo soprano Susan Graham, o tenor Thomas Moser, o barítono Sergei Leiferkus e a soprano Marina Shaguch, e para completar, a mezzo soprano Michelle DeYoung.

Das Klagende Lied

01 I.  Waldmarchen. Langsam und traumerisch
02 II.  Der Spielmann. Sehr gehalten
03 III.  Hochzeitsstuck. Heftig bewegt

Thomas Moser – Tenor
Sergei Leiferkus – Baritone
Marina Shaguch – Soprano
Michelle DeYoung – Mezzo Soprano
San Francisco Symphony Orchestra
San Francisco Symphony Chorus
Michael Tilson Thomas – Conductor

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Songs with Orchestra

01 Lieder Eines Fahrenden Gesellen- Wenn Mein Schatz Hochzeit Macht
02 Lieder Eines Fahrenden Gesellen- Ging Heut’ Morgen Übers Feld
03 Lieder Eines Fahrenden Gesellen- Ich Hab’ Ein Glühend Messer
04 Lieder Eines Fahrenden Gesellen- Die Zwei Blauen Augen Von Meinem Schatz
05 Rückert-Lieder- Ich Atmet’ Einen Linden Duft
06 Rückert-Lieder- Blicke Mir Nicht In Die Lieder
07 Rückert-Lieder- Liebst Du Um Schönheit
08 Rückert-Lieder- Um Mitternacht
09 Rückert-Lieder- Ich Bin Der Welt Abhanden Gekommen
10 Des Knaben Wunderhorn- Lied Des Verfolgten Im Turm
11 Des Knaben Wunderhorn- Der Tamboursg’sell
12 Des Knaben Wunderhorn- Wo Die Schönen Trompeten Blasen
13 Des Knaben Wunderhorn- Revelge
14 Des Knaben Wunderhorn- Urlicht

Thomas Hampson – Baritone
Susan Graham – Mezzo Soprano
San Francisco Symphony Orchestra
Michael Tilson Thomas – Conductor, Piano

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Das Lied Von Der Erde

01 Das Trinklied vom Jammer der Erde
02 Der Einsame im Herbst
03 Von der Jugend
04 Von der Schönheit
05 Der Trunkene im Frühling
06 Der Abscheid

Thomas Hampson – Baritone
Susan Graham – Mezzo Soprano
San Francisco Symphony Orchestra
Michael Tilson Thomas – Conductor

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Victoria: Tenebrae Responsories – The Tallis Scholars

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Tenebrae Responsories

Tomás Luis de Victoria (Espanha, 1548-1611)

The Tallis Scholars
Peter Phillips, dir.

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Juntamente com o Requiem (também gravado brilhantemente pelos The Tallis Scholars), esta peça define a reputação de Victoria como um compositor notável.

Os Tenebrae Responsories fazem parte do ciclo litúrgico tradicional durante a Semana Santa – na época de Vitória, a Igreja Católica Romana teria as Lamentações, Jeremias e outros meios para trabalhar no sentido de aumentar a tristeza e as trevas à medida que o mundo se aproximasse da Sexta-feira Santa e do Sábado Santo.

Os Tenebrae Responsories aqui não teriam sido cantados como um todo, mas divididos apropriadamente entre vários serviços. Eles são extremos na simplicidade – Victoria não permite que as configurações musicais dominem as palavras, que são muito importantes para definir o humor aqui. Victoria complementa as palavras. A música alterna entre solos e duetos para partes de quatro vozes, raramente expandindo além disso.

Tenebrae Responsories
Tomás Luis de Victoria

Tenebrae Responsories 01. Amicus meus
Tenebrae Responsories 02. Iudas mercator pessimus
Tenebrae Responsories 03. Unus ex discipulis meis
Tenebrae Responsories 04. Eram quasi agnus
Tenebrae Responsories 05. Una hora
Tenebrae Responsories 06. Seniores populi
Tenebrae Responsories 07. Tamquan ad latronem
Tenebrae Responsories 08. Tenebrae factae sunt
Tenebrae Responsories 09. Animam meam dilectam
Tenebrae Responsories 10. Tradiderunt me
Tenebrae Responsories 11. Iesum tradidit impius
Tenebrae Responsories 12. Caligaverunt oculi mei
Tenebrae Responsories 13. Recessit pastor noster
Tenebrae Responsories 14. O vos omnes
Tenebrae Responsories 15. Ecce quomodo moritur
Tenebrae Responsories 16. Astiterunt reges
Tenebrae Responsories 17. Aestimatus sum
Tenebrae Responsories 18. Sepulto Domino

Tenebrae Responsories – 1990
The Tallis Scholars
Maestro Peter Phillips
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MP3 | 320 kbps | 149 MB
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Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.
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When you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.

Boa audição.

Avicenna