Curiosamente, FDP Bach postou recentemente esta mesma obra com o mesmo Zubin Mehta. Mas, sabe?, provavelmente a versão que ele postou é melhor: aqui, o link. Porém, este PQP que vos escreve sempre mete seu bedelho e diz que as melhores versões são as de Rattle com a CBSO, a de Tilson Thomas e as de Bernstein.
A Sinfonia no 2, em Dó Menor (termina em Mi Bemol Maior) por Gustav Mahler foi escrita entre 1888 e 1894. Ela foi publicada em 1897 e passou por uma revisão em 1910. Ela também é conhecida como Sinfonia da Ressurreição porque faz referências à citada crença cristã. Mahler compôs o primeiro movimento em 10 de setembro de 1888. Em 1893 completou o Andante e o Scherzo. Em fevereiro de 1894, durante os funerais do pianista e regente Hans von Büllow, Mahler ouviu um coro de meninos cantarem o hino Auferstehen (Ressurreição), da autoria de Friedrich Klopstock. O hino impressionou tanto Mahler que ele resolveu incorporá-lo ao Finale da sinfonia que estava em preparação. Ao mesmo tempo decidiu que a Ressurreição seria o tema principal da obra. A Segunda Sinfonia é a primeira sinfonia em que Mahler usa a voz humana. Ela aparece na última parte da obra, no clímax, tal qual a Sinfonia no 9 de Beethoven. Além da influência de Beethoven, percebe-se traços de Bruckner e Wagner na composição. Apesar da origem judia, Mahler sentia fascínio pela liturgia cristã, principalmente pela crença na Ressurreição e Redenção. A Segunda Sinfonia propõe responder à pergunta: “Por que se vive?”. Simbolicamente ela narra a derrota da morte e a redenção final do ser humano, após este ter passado por uma período de incertezas e agruras.
Um belo disco de um compositor quase desconhecido. John Ward foi importante em sua época. Compôs basicamente música para conjuntos de violinos e violas. Escrevendo quase quarenta anos depois de sua morte em 1676, Thomas Mace cita John Ward como “um desses diversos ingleses famosos” de “grande eminência e valor” que compuseram fantasias “como monumentos adequados a padrões para uma posteridade sóbria e sábia”. Segundo Mace, Ward seria digno de ser imitado… Mas não foi e sua bela música permaneceu fora do repertório por séculos. Mas vale a pena ouvir.
Nascido em Canterbury, John Ward era corista na Catedral de Canterbury. Ele parece ter ficado em Canterbury até pelo menos 1607 e depois foi para Londres, onde serviu Sir Henry Fanshawe (1569-1616) como músico.
Bernstein faz cem anos e quem ganha somos nós … assim é bom, né?
“What remains so remarkable in this day and age is The Creation over-all spirit of joy, to wich a serene religious faith, a love of this world and a sense of drama contribute.
“This sense of dynamic joy was communicated beautifully in the performance by the New York Philharmonic under the direction of Leonard Bernstein. Mr Bernstein´s treatment of the score made it seem as fresh as the day it was created.
“… it delighted in the picturesque instrumental coloration, in the grandeur of the choruses, in the elegant melodies of its famous arias.”
“The orchestral elements were superbly balanced to allow all the smallest elements to shine through, yet the whole performance had a dynamism that gave the work its inherent bigness without falling into theatricalism.”
“All the participants contributed in equal degree to the beauty of the performance.”
Mesmo se tivesse vivido em uma ilha nos últimos 60 anos e nem imaginasse quem poderia ser Leonard Bernstein, após ouvir esta gravação, tenho certeza de que você imediatamente iria identificar o imenso maestro que ele foi. Naquela agora longínqua década de 60 ele reinava soberano, ofuscando o brilho de Karajan, Kubelik, Fricsay, entre outros grandes maestros do século XX e que também estavam em seu apogeu naquele momento.
01. Recitativo, ‘Und Gott sprach Es bringe das Wasser’
02. Recitativo, ‘Gleich öffnet sich der Erde Schoß’
03. Aria, ‘Nun scheint in vollem Glanze der Himmel’
04. Recitativo, ‘Und Gott schuf den Menschen’
05. Aria, Mit Würd’ und Hoheit angetan
06. Recitativo, Und Gott sah jedes Ding
07. Coro, ‘Vollendet ist das große Werk’
08. Terzetto, Terzett ‘Zu dir, o Herr’
09. Coro, ‘Vollendet ist das große Werk’
10. Recitativo, ‘Aus Rosenwolken bricht’
11. Duetto con coro, ‘Von deiner Güt’, ‘o Herr und Gott -‘
12. Recitativo, ‘Nun ist die erste Pflicht erfüllt’
13. Duetto, ‘Holde Gattin, dir zur Seite’
14. Recitativo, ‘O glücklich Paar’
15. Coro Finale, ‘Singt dem Herren alle Stimmen’
Judith Raskin – Soprano
Alexander Young – Tenor
John Reardon – Baritone
Camerata Singers
The New York Philharmonic Orchestra
Leonard Bernstein – Conductor
O suíço Nicolas Masson aparece como líder de um quarteto que apresenta o pianista Colin Vallon — ele próprio líder de banda e artista que grava para a ECM –, o baixista Patrice Moret (membro dos grupos de Vallon) e o baterista Lionel Friedli. Masson compôs todas as nove faixas, mas torna-se óbvio desde a primeira faixa que ele não quer chamar atenção para si mesmo como solista. Seu mote é a interação com o grupo. As estrondosas notas baixas do piano, os címbalos sussurrantes e a linha de baixo contrapontística oferecem um exercício modal tipicamente oriental e um fluxo rítmico misterioso. A música de Masson é conscientemente lenta em seu desenvolvimento. Não há vôos desnecessários. É focada e democrática. Revela seus segredos lentamente, mas oferece ao ouvinte uma experiência fascinante de descobri-los e absorvê-los.
Nicolas Masson, Colin Vallon, Patrice Moret, Lionel Friedli: Travelers
1 Gagarine 3:06
2 Fuchsia 7:04
3 Almost Forty 7:27
4 The Deep 4:07
5 Travelers 3:43
6 Philae 7:20
7 Wood 5:31
8 Blurred 4:59
9 Jura 6:58
Tenor Saxophone, Soprano Saxophone, Clarinet – Nicolas Masson
Piano – Colin Vallon
Double Bass – Patrice Moret
Drums – Lionel Friedli
Um belo, belíssimo CD de Angela Hewitt. Um Bach diferente, uma seleção interessantíssima e rara de diferentes períodos da vida de Bach. Um luxo a interpretação do avulso Adagio BWV 968. Verdadeiramente arrepiante. A elegância e clareza de Hewitt me deixou novamente impressionado. É uma refinada pianista. A qualidade da gravação da Hyperion é a de sempre: impecável.
Bach: Fantasia and Fugue in A minor; Aria Variata; Sonata in D major; Suite in F minor
1. Fantasia & Fugue in a, BWV 904: Fantasia
2. Fantasia & Fugue in a, BWV 904: Fugue
14. Sonata in D, BWV 963: I.
15. Sonata in D, BWV 963: II.
16. Sonata in D, BWV 963: III. Fugue
17. Sonata in D, BWV 963: IV. Adagio
18. Sonata in D, BWV 963: V. Thema all’ imitatio Gallina Cuccu
19. Partie in A, BWV 832: I. Allemande
20. Partie in A, BWV 832: II. Air pour les trompettes
21. Partie in A, BWV 832: III. Sarabande
22. Partie in A, BWV 832: IV. Bourrée
23. Partie in A, BWV 832: V. Gigue
24. Suite in f, BWV 823: I. Prelude
25. Suite in f, BWV 823: II. Sarabande en Rondeau
26. Suite in f, BWV 823: III. Gigue
27. Adagio in G, BWV 968
28. Fugue in C, BWV 953
29. Jesu, meine Zuversicht, BWV 728
30. Wer nur den lieben Gott lässt walten, BWV 691
31. Fantasia & Fugue in a, BWV 944: Fantasia
32. Fantasia & Fugue in a, BWV 944: Fugue
01. Sinfonie Nr. 4 – 1. Bedächtig. Nicht eilen
02. Sinfonie Nr. 4 – 2. In gemächlicher Bewegung. Ohne Hast
03. Sinfonie Nr. 4 – 1. Bedächtig. Nicht eilen
05. Sinfonie Nr. 4 – 4. Sehr behaglich
Kiri te Kenawa – Soprano
Chicago Symphony Orchestra
Sir Georg Solti – Conductor
Missa Pange lingua & Planxit autem David & Vultum tuum deprecabuntur
Josquin des Près
The Choir of Westminster Cathedral
Maestro James O’Donnell
.
A Missa Pange lingua é uma obra musical do Ordinário da Missa do compositor franco-flamengo Josquin des Prez, provavelmente datado de cerca de 1515, perto do fim de sua vida. Muito provavelmente sua última missa, é uma fantasia prolongada do hino Pange Lingua, e é uma das mais famosas missas de Josquin.
O hino em que se baseia a missa é o famoso Pange Lingua Gloriosi, de Tomás de Aquino, que é usado para as Vésperas de Corpus Christi, e que também é cantado durante a veneração do Santíssimo Sacramento. A missa é a última de apenas quatro que Josquin baseou em cantochão (as outras são a Missa Gaudeamus, a Missa Ave maris stella, e a Missa de Beata Virgine; todos elas envolvem, de alguma forma, elogios à Virgem Maria).
Ao invés de ser um somatório de suas técnicas anteriores, como pode ser visto nos últimos trabalhos de Guillaume Dufay, a missa de Josquin sintetiza várias tendências contrapontísticas do final do século 15 e início do 16 em um novo estilo, que se tornaria a predominante forma composicional dos compositores franco-flamengos na primeira metade do século XVI.
Na Alemanha do século XVI, tanto católicos quanto luteranos circulavam e executavam a Missa Pange lingua de Josquin, embora seu modelo, o hino Pange lingua, estivesse associado a práticas eucarísticas exclusivamente católicas. Um estudo baseado em fontes verossímeis revela como os luteranos selecionaram a Missa Pange lingua dentre outras missas disponíveis e a adaptaram para suas necessidades litúrgicas e pedagógicas. (ex-internet)
Josquin Desprez (Franco-Flemish, c.1440 – 1521) 01. Missa Pange lingua – 1. Kyrie 02. Missa Pange lingua – 2. Gloria 03. Missa Pange lingua – 3. Credo 04. Missa Pange lingua – 4. Sanctus 05. Missa Pange lingua – 5. Benedictus 06. Missa Pange lingua – 6. Agnus Dei . 07. Planxit autem David – 1. Planxit autem David 08. Planxit autem David – 2. …Montes Gelboe 09. Planxit Autem David – 3. …sagitta Jonathae 10. Planxit Autem David – 4. …Doleo super te .
11. Vultum tuum deprecabuntur – 1. Vultum tuum deprecabuntur 12. Vultum tuum deprecabuntur – 2. Sancta Dei genitrix 13. Vultum tuum deprecabuntur – 3a. Intemerata virgo 14. Vultum tuum deprecabuntur – 3b. Ave Maria 15. Vultum tuum deprecabuntur – 4a. O Maria 16. Vultum tuum deprecabuntur – 4b. Tu lumen 17. Vultum tuum deprecabuntur – 5. Mente tota 18. Vultum tuum deprecabuntur – 6. Christe, Fili Dei 19. Vultum tuum deprecabuntur – 7. Ora pro nobis
.
Missa Pange lingua & Planxit autem David & Vultum tuum deprecabuntur – 2011
The Choir of Westminster Cathedral
Maestro James O’Donnell
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As gravações do selo Alpha geralmente são de alto nível, e essa que vos trago não foge à regra.
Estes concertos para Flauta Transversal de CPE Bach são de uma beleza ímpar. Dos inúmeros filhos que o velho Johann teve, o Carl Phillip foi o mais famoso e criativos deles. Sua obra não pode mais ser considerada barroca, mas ainda está naquela fase de transição com o classicismo. Não mais movimentos curtos, mas sim mais longos, para melhor explorar os recursos disponíveis da orquestra e do instrumento solista, aqui no caso, uma Flauta Transversal. Gosto muito também de sua obra para Cravo, que pretendo trazer assim que possível.
Não conhecia esse solista, então fui atrás de maiores informações. Nasceu em Nice, França, e com apenas 36 anos de idade, já tem uma carreira consolidada e mais de cinquenta cds gravados. Também é regente e musicólogo. Maiores informações podem ser encontradas em sua página oficial: http://www.alexiskossenko.com .
Bela gravação ao vivo de mais uma ópera redescoberta de Lully. Trata-se de uma estreia mundial, produto da pesquisa musicológica de Christophe Rousset e equipe. Juntamente com um super-elenco e contando com performance realmente esplêndidas, Rousset chama-nos para a revelação de Bellérophon, ópera estreada em 31 de janeiro de 1679. É a história mítica de um herói destemido, cuja arrogância é punida pelos deuses. É claro que, como é uma história de guerra, Lully nos brinda com danças de todos os países e etnias que vão para a luta. É bem mais que uma curiosidade. Vale a pena. Para quem sentia falta e reclama da ausência do barroco francês…
Jean-Baptiste Lully (1632-1687): Bellérophon, tragédie lyrique de sur un livret de Thomas Corneille (1625-1709)
DISQUE 1
1 Ouverture – 00:02:18
2 Prologue : Petit prélude : Apollon ; Apollon et les Muses : Préparons nos concerts ! – 00:01:54
3 Prologue : Marche pour l’entrée de Bacchus et de Pan – 00:00:53
4 Prologue : Bacchus ; Pan : Du fameux bord de l’Inde – 00:01:18
5 Prologue : Chœur d’Apollon et des Muses : Chantons, chantons le plus grand des mortels ! – 00:02:36
6 Prologue : Chanson d’un berger (Menuet I) : Pourquoi n’avoir pas le cœur tendre ? – 00:01:12
7 Prologue : Entrée des Aegipans et des Ménades – 00:00:38
8 Prologue : Menuet pour les bergers – 00:00:20
9 Prologue : Bacchus et Pan : Tout est paisible sur la terre – 00:00:54
10 Prologue: Apollon : Quittez, quittez, de si vaines chansons ! – 00:00:48
11 Prologue : Chœur d’Apollon, des Muses, de Bacchus et de Pan : Pour ce grand roi, redoublons nos effo – 00:01:24
12 Prologue : Ouverture (reprise) – 00:02:13
13 Acte I, sc. 1 : Sténobée, Argie : Non, les soulèvements d’une ville rebelle – 00:05:47
14 Acte I, sc. 2 : Sténobée, Philonoë : Reine, vous savez qu’en ce jour – 00:03:26
15 Acte I, sc. 3 : Sténobée, Argie : Et je croyais qu’une ardeur – 00:02:33
16 Acte I, sc. 4 : Prélude ; Le Roi, Sténobée ; Bruit de trompettes ; Sténobée ; Marche des Amazones et – 00:03:45
17 Acte I, sc. 5 : Le Roi, Bellérophon : Venez, venez goûter les doux fruits de la gloire – 00:02:18
18 Acte I, sc. 5 : Chœur des Amazones et des Solymes : Quand un vainqueur est tout brillant de gloire – 00:01:44
19 Acte I, sc. 5 : Premier air – 00:01:17
20 Acte I, sc. 5 : Second air; Chœur des Amazones et Solymes : Faisons cesser nos alarmes – 00:02:50
21 Acte II, sc. 1 : Ritournelle ; Philonoë, deux Amazones : Amour mes vœux sont satisfaits – 00:04:21
22 Acte II, sc. 2 : Prélude ; Bellérophon, Philonoë : Princesse, tout conspire à couronner ma flamme – 00:04:39
23 Acte II, sc. 3 : Sténobée, Bellérophon : Ma présence ici te fait peine ? – 00:02:03
24 Acte II, sc. 4 : Sténobée, Argie : Tu me quittes, cruel, arrête ! – 00:01:47
25 Acte II, sc. 5 : Ritournelle ; Sténobée, Amisodar : Vous me jurez sans cesse une amour éternelle – 00:03:33
26 Acte II, sc. 6 : Amisodar : Que ce jardin se change en désert affreux – 00:01:56
27 Acte II, sc. 6 : Premier air – 00:01:05
28 Acte II, sc. 7 : Amisodar, Magiciens : Parle, nous voilà prêts, tout nous sera possible – 00:03:37
29 Acte II, sc. 7 : Second air – 00:00:38
30 Acte II, sc. 7 : Chœur des Magiciens, Amisodar : La terre nous ouvre – 00:02:01
DISQUE 2
1 Acte III, sc. 1 : Ritournelle – 00:00:49
2 Acte III, sc. 1 : Sténobée, Argie : Quel spectacle charmant pour mon cœur amoureux ! – 00:02:31
3 Acte III, sc. 2 : Prélude ; Le Roi, Sténobée : Que de malheurs accablent la Lycie ! – 00:01:38
4 Acte III, sc. 3 : Le Roi, Bellérophon : Vous venez consulter l’oracle d’Apollon ? – 00:01:43
5 Acte III, sc. 4 : Le Roi, Philonoë, Bellérophon : Seigneur, à votre voix je viens joindre la mienne – 00:01:48
6 Acte III, sc. 5 : La Marche du Sacrifice ; 1er Chœur de Peuple : Le malheur qui nous accable – 00:02:19
7 Acte III, sc. 5 : Le Sacrificateur ; 2ème Chœur de Peuple ; Le Sacrificateur ; Symphonie ; 3ème Chœu – 00:04:28
8 Acte III, sc. 5 : Ritournelle ; Le Sacrificateur : Tout m’apprend qu’Apollon dans mes vœux s’intéres – 00:00:38
9 Acte III, sc. 5 : 6ème Chœur de Peuple : Assez de pleurs – 00:04:00
10 Acte III, sc. 5 : Le Sacrificateur : Digne fils de Latone et du plus grand des dieux ! – 00:00:23
11 Acte III, sc. 5 : La Pythie : Gardez tous un silence extrême ! – 00:01:49
12 Acte III, sc. 5 : Apollon ; Le Roi – Symphonie : Que votre crainte cesse ! – 00:01:09
13 Acte III, sc. 6 : Ritournelle ; Bellérophon, Philonoë : Dans quel accablement cet oracle me laisse ! – 00:05:09
14 Acte III, sc. 6 : Entracte – 00:01:15
15 Acte IV, sc. 1 : Ritournelle : Amisodar : Quel spectacle charmant pour mon cœur amoureux ! – 00:01:27
16 Acte IV, sc. 2 : Argie, Amisodar : Il faut pour contenter la reine – 00:02:12
17 Acte IV, sc. 2 : Chœur – voix derrière le théâtre, Amisodar : Tout est perdu le monstre avance ! – 00:00:44
18 Acte IV, sc. 3 : Une Napée, une Dryade : Plaignons les maux qui désolent ces lieux ! – 00:03:20
19 Acte IV, sc. 4 : Dieux des bois, une Napée, une Dryade : Les forêts sont en feu, le ravage s’augment – 00:02:28
20 Acte IV, sc. 5 : Le Roi, Bellérophon : Ah, Prince ! Où vous emporte une ardeur trop guerrière ? – 00:02:50
21 Acte IV, sc. 6 : Bellérophon, seul : Heureuse mort, tu vas me secourir – 00:02:18
22 Acte IV, sc. 7 : Prélude – 00:00:29
23 Acte IV, sc. 7 : Pallas, Bellérophon : Espère en ta valeur, Bellérophon, espère ! – 00:00:56
24 Acte IV, sc. 7 : Chœur de Peuple : Quel horreur ! Quel affreux ravage ! – 00:01:55
25 Acte IV, sc. 7 : Entr’acte – 00:00:32
26 Acte V, sc. 1 : Prélude – 00:00:51
27 Acte V, sc. 1 : Le Roi : Préparez vos chants d’allégresse ! – 00:01:26
28 Acte V, sc. 1 : Chœur de Peuple : Viens, digne sang des dieux, jouir de ta victoire ! – 00:01:05
29 Acte V, sc. 1 : Le Roi, Philonoë : Et toi, ma fille, abandonne ton âme – 00:01:29
30 Acte V, sc. 1 : Chœur de Peuple : Ô jour pour la Lycie à jamais glorieuse – 00:01:18
31 Acte V, sc. 2 : Pallas, Le Roi, Bellérophon, Philonoë, Chœur de Peuple – 00:04:05
32 Acte V, sc. 3 : Symphonie – 00:00:52
33 Acte V, sc. 3 : Pallas : Connaissez le fils de Neptune ; Symphonie – 00:00:38
34 Acte V, sc. 3 : Bellérophon, Philonoë : Enfin je vous revois princesse incomparable ; Le Roi : Jouis – 00:01:45
35 Acte V, sc. 3 : Chœur de Peuple : Le plus grand des héros rend le calme à la terre – 00:01:19
36 Acte V, sc. 3 : Premier air – 00:00:42
37 Acte V, sc. 3 : Second air – Fanfare ; Chœur de Peuple : Les plaisirs nous préparent leurs charmes – 00:03:09
Céline Scheen, Ingrid Perruche, Jennifer Borghi, sopranos
Cyril Auvity, Evgueniy Alexiev, Jean Teitgen, Robert Getchell, ténors
Chœur de Chambre de Namur
Les Talens Lyriques
Christophe Rousset
Este primor de gravação é uma das melhores que já ouvi desta obra magnífica que é “Daphnes et Chloé”, de Maurice Ravel. O maestro suiço Charles Dutoit está impecável com sua Sinfônica de Montreal, uma parceria que durou algumas décadas e produziu inúmeras gravações altamente elogiadas.
Charles Munch realizou outra gravação matadora desta obra prima do compositor francês, lá nos anos 50, com a Sinfônica de Boston. Já a postei, não sei se o link ainda está ativo. Se estiver, não perca a oportunidade de baixar. Munch foi um dos maiores especialistas em Ravel do século XX.
Mas o Charles aqui é outro, o Dutoit. Além de “Daphnes et Chloé” temos outras duas pérolas de Ravel, “La Valse” e a sublime “Pavane pour une infante défunte”, uma das mais belas obras já compostas pelo ser humano. De arrepiar de emoção a intensidade que Dutoit extrai da Orquestra.
Espero que apreciem.
01. Introduction et Danse religieuse
02. Danse generale
03. Danse grotesque de Dorcon
04. Danse legere et gracieuse de Daphnis
05. Danse de Lyceion
06. Danse lente et mysterieuse
07. Introduction
08. Danse guerriere
09. Danse suppliante de Chloe
10. Lever du jour
11. Daphne et Chloe miment l’aventure de Pan et de Syrinx
12. Danse generale
13. Pavane pour une infante defunte
14. La Valse
Choeur et Orchestre Symphonique de Montréal
Charles Dutoit – Conductor
Este é um belíssimo disco de vinil que foi digitalizado para nosso gáudio. Leclair foi um grande violinista e compositor, e suas obras não são divulgadas como deveriam. O cara é bom pacas. É considerado o fundador da escola de violino francesa. Leclair estudou dança e violino em Turim. Em 1716, casou com Marie-Rose Casthanie, uma dançarina, que morreu em 1728. Em 1730, Leclair casou pela segunda vez. Sua nova esposa era a gravadora Louise Roussel, que preparou a impressão de todas as suas obras a partir do Opus 2. Leclair foi esfaqueado em 1764. Apesar do homicídio permanecer um mistério, existe a possibilidade de que sua ex-mulher possa ter sido a instigadora… Imaginem só!
Jaap Schröder e sua turma dão um banho de virtuosismo e competência barrocas neste lindo trabalho jamais reeditado em CD.
Jean-Marie Leclair “l’aîné” (1697-1764)
Konzert fur Violin a-moll, op.X, n.6
I. Allegro ma poco
II. Andante, Aria grazioso
III. Allegro
Konzert fur Violin g-moll, op.VII, n.3
I. Allegro ma poco
II. Adagio
III. Allegro assai
Konzert fur Violin a-moll, op.VII, n.5
I. Vivace
II. Largo
III. Allegro assai
Jaap Schröder – Violine und Konzertmeister
Concerto Amsterdam
Após a missa de Desprez, Ave Maris Stella, o Weser-Renaissance Bremen, sob Manfred Cordes, agora se volta para uma seleção de salmos do mesmo compositor. Josquin Desprez, não apenas um dos primeiros, mas também um dos mais influentes dentre muitos, assumiu a tarefa de composição do salmo latino e como muitos depois dele escolheu os salmos com uma perspectiva pessoal.
As performances do conjunto de oito cantores de Cordes são uniformemente boas e todas as vozes se misturam de forma eficaz. (ex-internet)
.
De profundis: Psalm Settings & Motets
Josquin Desprez (Franco-Flemish, c.1440 – 1521) 01. De profundis [Ps.129] 02. In exitu Israel in Egypto [Ps. 113] 03. Domine ne in furore [Ps. 37] 04. Miserere mei Deo [Ps. 50] 05. Memor esto verbis tui [Ps. 118] 06. Qui habitat in adjutorio [Ps. 90] 07. Misericordias Domini
.
De profundis: Psalm Settings & Motet – 2009
Weser-Renaissance Bremen
Manfred Cordes dir.
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Mais um tremendo CD desta estranha fase em que ouço Chopin. Acho que meu pai adoraria ter ouvido mais nossa conterrânea Maria João. O segundo concerto para piano e orquestra de Chopin é igualmente bom e imenso, durando mais de 30 minutos. O disco traz esplêndido complemento: os 24 Prelúdios pelas compreensivas mãos desta notável pianista. Deve ser IM-PER-DÍ-VEL !!!
Concerto para piano e Orquestra no.2 em F menor, Op.21 e
24 Prelúdios, Op.28
Concerto para piano e Orquestra no.2 em F menor, Op.21
01. Maestoso [14:34]
02. Larghetto [9:11]
03. Allegro vivace [8:46]
Maria João Pires, piano
Royal Philharmonic Orchestra
André Previn, regente
24 Prelúdios, Op.28
04. 1. in C major [0:34]
05. 2. in A minor [2:32]
06. 3. in G major [1:01]
07. 4. in E minor [2:18]
08. 5. in D major [0:38]
09. 6. in B minor [2:04]
10. 7. in A major [0:50]
11. 8. in F sharp minor [1:55]
12. 9. in E major [1:18]
13. 10. in C sharp minor [0:40]
14. 11. in B major [0:49]
15. 12. in G sharp minor [1:14]
16. 13. in F sharp major [3:19]
17. 14. in E flat minor [0:26]
18. 15. in D flat major (“Raindrop”) [5:56]
19. 16. in B flat minor [1:13]
20. 17. in A flat major [3:20]
21. 18. in F minor [1:03]
22. 19. in E flat major [1:27]
23. 20. in C minor [1:59]
24. 21. in B flat major [1:58]
25. 22. in G minor [0:53]
26. 23. in F major [1:01]
27. 24. in D minor [2:40]
Não se assustem, hoje vocês terão dose dupla da Segunda Sinfonia de Mahler, conhecida como ‘Ressurreição’. Esta que vos trago, com Solti / CSO, dando continuidade à integral, e na parte da tarde, em seu horário tradicional, PQPBach traz a mesma sinfonia com outra versão que Zubin Mehta fez nos anos 90, frente à Filarmônica de Israel. Dois maestros bem experientes, dirigindo excepcionais conjuntos orquestrais, com visões diferentes da mesma obra. Excelente oportunidade para as devidas comparações e análises.
01. Sinfonie Nr.2 ‘Auferstehung’ – 1. Allegro maestoso
02. Sinfonie Nr.2 ‘Auferstehung’ – 2. Andante moderato
03. Sinfonie Nr.2 ‘Auferstehung’ – 3. In ruhig fliessender Bewegung
04. Sinfonie Nr.2 ‘Auferstehung’ – 4. Urlicht. Sehr feierlich, aber schlicht
05. Sinfonie Nr.2 ‘Auferstehung’ – 5. Im Tempo des Scherzo
Isobel Buchanan – Soprano
Mira Zakai – Contralto
Chicago Symphony Orchestra
Sir Georg Solti – Conductor
Tenho 60 anos, quase 61. Então, já ouvi várias dezenas de gravações do Concerto Imperador. Nunca gostei muito dele e até enchi o saco, entende? Mas então, chega esta gravação e lança uma bela luz de pureza sobre o tão conhecido concerto e o entusiasmo retorna. Parece que tudo o que a gente desejava a respeito dele foi cumprido. Já a Sonata Op. 111 permanece sob o domínio de Pollini e deverá ficar assim por anos ainda. O entendimento do italiano sobre a peça foi de tal magnitude que — penso –, quem grava depois, teria que partir do deus do piano, criando sua concepção a partir daquele ponto. Mas a tentativa de Freire foi boa.
Um CD que vale pela EXTRAORDINÁRIA gravação do Concerto Nº 5, Imperador.
Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano nº 5, Imperador, e Sonata Op. 111
Concerto para Piano nº 5, Imperador
1. Allegro
2. Adagio un poco mosso
3. Rondo (Allegro)
Sonata Op. 111
4. Maestoso – Allegro con brio ed appassionato
5. Arietta (Adagio molto semplice e cantabile)
Nelson Freire, piano
Gewandhausorchester
Riccardo Chailly
Vamos cobrir uma falta gravíssima aqui do PQPBach: até hoje nenhum dos colegas havia trazido a integral das sinfonias de Mahler com Georges Solti em seus tempos de Chicago. Dia destes até trouxe a Quinta Sinfonia com esta mesma formação, mas a integral é material inédito por aqui.
Uma de cada vez, tá bom? Nada de ir com muita sede ao pote. Vamos aos poucos, começando pelo começo, trazendo a Primeira Sinfonia.
01. Sinfonie Nr.1 D-dur – 1. Langsam. Schleppend. Wie ein Naturlaut
02. Sinfonie Nr.1 D-dur – 2. Kräftig bewegt, doch nicht zu schnell
03. Sinfonie Nr.1 D-dur – 3. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen
04. Sinfonie Nr.1 D-dur – 4. Stürmisch bewegt
Não há pinturas retratando John Danyel. Ele foi um alaudista e compositor inglês. Nasceu em Wellow, Somerset. Um dia, em post semelhante a este, eu falava na habilidade dos ingleses para criarem canções com melodias simples e grudentas. Tal talento parece que só ganhou reconhecimento mundial na música popular da segunda metade do século XX. Mas sujeitos como este Danyel-sem-rosto já escreviam coisas legais e grudentas há 400 anos. As canções cantadas são entremeadas com peças para alaúde solo. Não chega a ser um grande CD da nossa querida Hyperion, mas é muito agradável.
John Danyel (1564-1626): Songs
1. Like As the Lute Delights
2. Time, Cruel Time
3. Pavan for lute in C major
4. What Delight Can They Enjoy
5. Mrs M E her funeral tears for the death of her husband: Part 1: Grief keep within
6. Mrs M E her funeral tears for the death of her husband: Part 2: Drop not, mine eyes
7. Mrs M E her funeral tears for the death of her husband: Part 3: Have all our passions?
8. Why Canst Thou Not?
9. Stay, Cruel, Stay!
10. Passymeasures Galliard, for 2 lutes
11. Coy Daphne Fled
12. Let Not Cloris Think
13. Eyes Look No More
14. Rosamund, for lute
15. Thou Pretty Bird How Do I See
16. A Fancy, for 2 lutes (incomplete)
17. Dost Thou Withdraw Thy Grace?
18. He Whose Desires
19. If I Could Shut the Gate
20. I die whenas I do no see her
21. Monsieur’s Almain
22. Can Doleful Notes?: Part 1: Can doleful notes?
23. Can Doleful Notes?: Part 2: No, let chromatic tunes
24. Can Doleful Notes?: Part 3: Uncertain turns of thought
25. Now the Earth, the Skies, the Air
26. Mistress Anne Grene Her Leaves Be Greene
Nigel Short (countertenor)
Libby Crabtree (soprano),
Charles Daniels (tenor)
Matthew Vine (tenor)
Adrian Peacock (baixo)
David Miller (lute)
Jacob Heringman (lute)
Mark Caudle (viol)
Gostaram dos concertos para cravo? Pois bem, então vamos apresentar algumas sinfonias do mano Johann Christian.
Johann Christian viveu em um período interessante da história da música. Filho de um gênio, não diria que ele herdou a genialidade de seu pai, mas era um período de transição e muita gente nem sabia quem era seu pai. Conheciam bem seu irmão, Carl Philip Emanuel, mais talentoso em minha modesta opinião.
Mas vamos ao que viemos.
CD 1
01 – Symphonie G-Dur op. 6 Nr. 1, 1. Satz Allegro con brio
02 – Symphonie G-Dur op. 6 Nr. 1, 2. Satz Andante
03 – Symphonie G-Dur op. 6 Nr. 1, 3. Satz Allegro assai
04 – Symphonie D-Dur op. 6 Nr. 2, 1. Satz Allegro spirito
05 – Symphonie D-Dur op. 6 Nr. 2, 2. Satz Andante
06 – Symphonie D-Dur op. 6 Nr. 2, 3. Satz Allegro spirito
07 – Symphonie Es-Dur op. 6 Nr. 3, 1. Satz Allegro con brio
08 – Symphonie Es-Dur op. 6 Nr. 3, 2. Satz Andante
09 – Symphonie Es-Dur op. 6 Nr. 3, 3. Satz Allegro assai
10 – Symphonie B-Dur op. 6 Nr. 4, 1. Satz Allegro di molto
11 – Symphonie B-Dur op. 6 Nr. 4, 2. Satz Andante
12 – Symphonie B-Dur op. 6 Nr. 4, 3. Satz Presto
13 – Symphonie Es-Dur op. 6 Nr. 5, 1. Satz Allegro con brio
14 – Symphonie Es-Dur op. 6 Nr. 5, 2. Satz Andante
15 – Symphonie Es-Dur op. 6 Nr. 5, 3. Satz Allegro assai
16 – Symphonie g-moll op. 6 Nr. 6, 1. Satz Allegro
17 – Symphonie g-moll op. 6 Nr. 6, 2. Satz Andante piu tosto adagio
18 – Symphonie g-moll op. 6 Nr. 6, 3. Satz Allegro molto
CD 2
01. Symphony Op. 8, No. 2 in G major Allegro
02. Symphony Op. 8, No. 2 in G major Andante
03. Symphony Op. 8, No. 2 in G major Presto assai
04. Symphony Op. 8, No. 3 in D major Allegro assai
05. Symphony Op. 8, No. 3 in D major Andante
06. Symphony Op. 8, No. 3 in D major Presto
07. Symphony Op. 8, No. 4 in F major Allegro molto
08. Symphony Op. 8, No. 4 in F major Andante
09. Symphony Op. 8, No. 4 in F major Temp di Menuetto
10. Symphony in C major, Vernier No. 46 Allegro assai
11. Symphony in C major, Vernier No. 46 Andantino
12. Symphony in C major, Vernier No. 46 Allegro assai
13. Symphony in F major Allegro assai
14. Symphony in F major Andante
15. Symphony in F major Presto
16. Symphony in C major, Vernier No. 46 Allegro
17. Symphony in C major, Vernier No. 46 Andante con espressione
18. Symphony in C major, Vernier No. 46 Allegro
19. Symphony in G major, Huberty Op. 6, No. 1 Allegro con brio
20. Symphony in G major, Huberty Op. 6, No. 1 Andantino
21. Symphony in G major, Huberty Op. 6, No. 1 Tempo di Menuetto
22. Symphony in G major, Huberty Op. 6, No. 1 Allegro assai
CD 3
01. Symphony No. 1 in B-flat – Allegro con spirito
02. Symphony No. 1 in B-flat – Andante
03. Symphony No. 1 in B-flat – Presto
04. Symphony No. 2 in E-flat – Allegro
05. Symphony No. 2 in E-flat – Andante
06. Symphony No. 2 in E-flat – Tempo di minuetto
07. Symphony No. 3 in B-flat – Allegro assai
08. Symphony No. 3 in B-flat – Andante
09. Symphony No. 3 in B-flat – Allegro di molto
10. Symphony Sieber 1773 Collection, No. 2 – Allegro
11. Symphony Sieber 1773 Collection, No. 2 – Andante
12. Symphony Sieber 1773 Collection, No. 2 – Tempo di Gavotta Allegro
13. Symphony Sieber 1773 Collection, No. 1 – Allegro con spirito
14. Symphony Sieber 1773 Collection, No. 1 – Andante
15. Symphony Sieber 1773 Collection, No. 1 – Presto
16. Symphony in E-flat with clarinets – Allegro
17. Symphony in E-flat with clarinets – Andante
18. Symphony in E-flat with clarinets – Tempo di minuetto
Vamos conhecer melhor a obra de nosso irmão Johann Christian? Ok, então vamos começar com alguns concertos para Cravo e orquestra.
O cravista e regente Anthony Halstead se dedicou bastante tempo ao nosso irmão, e creio que gravou toda sua obra. Nem sei quantos cds ao todo ele gravou pelo selo CPO, nem sei se tenho todos, sei que é bastante coisa. Mas vou trazer apenas alguns, para que os senhores possam melhor conhecer sua obra.
Começamos então com alguns Concertos para Cravo. Reparem que a linguagem barroca já ficou para trás, e reconhecemos o Classicismo em seu princípio. Maiores informações podem ser encontradas no booklet.
CD 1
01 – Concerto in D minor – Allegro assai
02 – Concerto in D minor – Adagio affettuoso
03 – Concerto in D minor – Allegro
04 – Concerto in B flat major – Allegretto
05 – Concerto in B flat major – Andante
06 – Concerto in B flat major – Presto
07 – Concerto in F minor – Allegretto
08 – Concerto in F minor – Andante e grazioso
09 – Concerto in F minor – Allegro
CD 2
01 – Concerto in E major – 1. Allegro assai
02 – Concerto in E major – 2. Adagio
03 – Concerto in E major – 3. Presto
04 – Concerto in F minor – 1. Allegro di molto
05 – Concerto in F minor – 2. Andante
06 – Concerto in F minor – 3. Prestissimo
07 – Concerto in G major – 1. Allegro
08 – Concerto in G major – 2. Poco adagio
09 – Concerto in G major – 3. Allegro
CD 3
01. Concerto No. 1 in B flat major Allegretto
02. Concerto No. 1 in B flat major Minuetto
03. Concerto No. 2 in A major Andante
04. Concerto No. 2 in A major Minuetto
05. Concerto No. 3 in F major Allegro
06. Concerto No. 3 in F major Minuetto
07. Concerto No. 4 in G major Allegro assai
08. Concerto No. 4 in G major Andante
09. Concerto No. 4 in G major Presto
10. Concerto No. 5 in C major Non tanto allegro
11. Concerto No. 5 in C major Allegretto
12. Concerto No. 6 in D major Allegro assai
13. Concerto No. 6 in D major Andante
14. Concerto No. 6 in D major Allegro moderato
Anthony Halstead – Hapsichord & Conductor
The Hanover Band
Nós, do PQPBach, estamos fazendo uma série de postagens em homenagem a este grande maestro, que completaria 100 anos em 2018. Estas postagens seguirão até a data de seu nascimento, dia 25 de agosto. Aqui, todas as postagens.
Leonard Bernstein ficou famoso como maestro e como compositor, por motivos que não vou nem precisar listar. Lenny também foi um grande educador. No campo da educação tradicional, entre seus alunos famosos, podemos citar a maestrina Marin Alsop e o maestro Michael Tilson Thomas. E talvez seja ainda mais importante a forma como ele inovou na utilização da TV: entre 1958 e 72, nos Young People’s Concerts, ele falava sobre Beethoven, sobre romantismo, sobre Mahler e sobre atonalismo em linguagem de televisão, de forma simples e ao mesmo tempo sem estupidificar o público. Tá tudo, ou quase, no Youtube, é claro…
O disco que trago nesta sexta-feira 13 contém a famosa Sinfonia Fantástica de Berlioz e em seguida uma faixa bônus, com Bernstein comentando a sinfonia e dando exemplos musicais. Após ouvir Bernstein comentar sobre o tema principal (idée fixe – ideia fixa), sobre como a sinfonia é descrita por Berlioz como uma alucinação de um amante embriagado de ópio, sobre os dois últimos movimentos que incluem uma marcha até a guilhotina e uma orgia diabólica com bruxos e bruxas, duvido que vocês ouçam essa sinfonia da mesma forma.
‘Pretty spooky stuff. And it’s spooky because those sounds you’re hearing come from the first psychedelic symphony in history, the first musical description ever made of a trip, written one hundred thirty odd years before the Beatles, way back in 1830 by the brilliant French composer Hector Berlioz.’ Lenny Bernstein, 1968
Hector Berlioz: Symphonie Fantastique
1. Rêveries, passions
2. Un bal
3. Scène aux champs
4. Marche au supplice
5. Songe d’une nuit du Sabbat
New York Philharmonic, Leonard Bernstein, 1963
6. Bonus track: Berlioz takes a trip (Leonard Bernstein, 1968)
Sandrine Piau nos convida para uma viagem pelo território íntimo e infinito dos sonhos. Quimera: uma busca ilusória e insatisfeita, o cemitério de nossas ilusões …
Sandrine e sua parceira de longa data, a pianista Susan Manoff, criaram um programa que combina a canção alemã (Hugo Wolf, uma das canções de Mignon de Schumann, uma cena de Fausto de Goethe de Carl Loewe), Mélodies de Debussy e Poulenc (com Banalités), e Art Songs de Barber junto com descobertas de compositores mais raramente ouvidos como Ivor Gurney e as Dickinson Songs de André Previn, o célebre maestro americano menos conhecido por suas composições, que incluem este magnífico ciclo escrito por Renée Fleming.
Com naturalidade, em francês, alemão e inglês, Sandrine Piau está no auge de sua arte. Fantoches, Clair de Lune, Solitary Hotel, Haverá realmente uma manhã ?: Saída para o mundo dos sonhos seguindo este itinerário poético único.
A terra das quimeras é a única neste mundo em que vale a pena viver (Jean-Jacques Rousseau). (Wikipedia)
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Chimère
Loewe, Johann Carl Gottfried (Alemanha, 1796 – 1869) 01. Lieder und Balladen – Ach neige, du Schmerzenreiche Schumann, Robert (Alemanha, 1810-1856) 02. Lieder und Gesänge aus “Wilhelm Meister”, Op. 98a – Mignon “Kennst du das Land?” 03. Lieder und Gesänge, Op. 127 – Dein Angesicht 04. Myrthen, Op. 25 – Die Lotosblume Debussy, Achille-Claude (França, 1862 – 1918) 05. Fêtes Galantes I, CD 86 – I. En sourdine 06. Fêtes Galantes I, CD 86 – II. Fantoches 07. Fêtes Galantes I, CD 86 – III. Clair de lune Wolf, Hugo Philipp Jacob (Áustria, 1860 – 1903) 08. Verschwiegene Liebe 09. Nixe Binsefuss 10. Das verlassene Mägdlein 11. Lied vom Winde Gurney, Ivor Bertie (Inglaterra, 1890 – 1937) 12. Five Elizabethan Songs – IV. Sleep Baksa, Robert (Estados Unidos, 1938) 13. Heart! We Will Forget Him Poulenc, Francis Jean Marcel (França, 1899 – 1963) 14. Banalités, FP 107 – I. Chanson d’Orkenise 15. Banalités, FP 107 – II. Hôtel 16. Banalités, FP 107 – III. Fagnes de Wallonie 17. Banalités, FP 107 – IV. Voyage à Paris 18. Banalités, FP 107 – V. Sanglots Barber, Samuel Osborne (Estados Unidos, 1910 – 1981) 19. Despite and Still, Op. 41 – IV. Solitary Hotel Poulenc, Francis Jean Marcel (França, 1899 – 1963) 20. Métamorphoses, FP 121 – C’est ainsi que tu es Previn, André (Andreas Ludwig Priwin), Alemanha, 1929) 21. Three Dickinson Songs – As Imperceptibly as Grief 22. Three Dickinson Songs – Will There Really Be a Morning? 23. Three Dickinson Songs – Good Morning Midnight
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Chimère – 2018
Sandrine Piau, soprano
Susan Manoff, piano
Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos. . When you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.
A ópera que ora compartilho com vocês é a minha preferida. Giuseppe Verdi (10 de outubro de 1813, Reconle Verdi, Itália – 27 de janeiro de 1901, Milão) estava no auge de seu poder dramático e criativo. Otello, ópera em quatro atos e libreto italiano de Arrigo Boito (1842 – 1918) que estreou na casa de ópera La Scala, em Milão, em 5 de fevereiro de 1887. Baseado na peça de William Shakespeare (1564 – 1616) – Otelo. Esta ópera foi o penúltimo trabalho de Verdi. O compositor tinha uma particular afeição pelas obras de Shakespeare. Ele o descreveu como “o grande pesquisador do coração humano” e escreveu: “Ele é um dos meus poetas muito especiais, e eu o tenho suas obras em minhas mãos desde a mais tenra juventude, e leio e releio continuamente”. Verdi já havia se aposentado após terminar Aida em 1871. Seu amigo e editor, Giulio Ricordi, tinha outras idéias. No verão de 1879, Ricordi (seu sobrenome ainda hoje encima diversas partituras onde muitos jovens artistas aprendem música), sua esposa, o maestro Franco Faccio (considerado o maior regente italiano na época) estavam jantando com Verdi e sua esposa Giuseppina. “Quase que por acaso – Ricordi recordaria mais tarde – conduzi a conversa para Shakespeare e Boito. Ao mencioniar Otelo, vi Verdi olhar para mim desconfiado mas interessado. Ele seguramente entendeu e seguramente reagiu. Eu acreditava que o momento estava maduro.” Foram estes nomes que Ricordi lançou cuidadosamente à mesa de conversa naquela noite – Otelo, uma peça que Verdi nunca havia considerado seriamente musicar, Arrigo Boito, conhecido por sua ópera Mefistofele e por vários libretos escritos para terceiros. Faccio levou Boito para visitar o compositor no dia seguinte; três dias mais tarde quando Boito voltou sozinho com um esboço do libreto de Otelo já pronto, Verdi disse simplesmente: “Agora escreve os versos. Eles serão úteis para mim, para você, ou para qualquer outro”.
Boito trabalhou incessantemente sobre o libreto, até que em novembro enviou parte dele ao compositor. Verdi reconhecia Boito como um homem de genuíno talento, e como a possibilidade de uma grande promessa. Giuseppina confidenciou que Verdi havia gostado do que encontrara no esboço de Boito, que seguiu as linhas-mestras de Verdi: “concisão, clareza, verdade, fidelidade ao original” para adaptar a peça à uma ópera. Mas ela também percebeu que ele colocara o libreto na cabeceira da cama, e por lá ficou adormecido por quatro anos. Antes de dar início ao trabalho propriamente dito, Verdi e Boito colaboraram na revisão de uma ópera antiga de Verdi, “Simon Boccanegra” – um teste para o trabalho conjunto. O resultado foi positivo. Em julho de 1881, oito meses após a estréia do novo Boccanegra, Boito fez sua primeira visita para encontrar-se pessoalmente com Verdi a fim de discutirem seu “Otello” (ou Iago, como era então chamado). Porém em 1882 Verdi voltou-se para uma revisão em grande escala do seu “Don Carlos” uma engenhosa maneira de desenferrujar azeitar as engrenagens antes de escrever a primeira nota de Otello. Corria o mês de março de 1884 quando Verdi finalmente começou. Fazia quinze anos que não escrevia uma ópera nova. Santa Agata, por tantos anos mergulhada na quietação do parque onde trinavam rouxinóis e o vento agitava as folhas do arvoredo, foi subitamente inundada pelas ondas sonoras, irrompendo do gabinete de estudo, arrancadas do antigo piano pelo ilustre ancião que perseguia a visão do seu sonho e revivia nas notas ardentes sensações de amor e tortura. Porém houveram alguns problemas que deixaram a conclusão da obra por um fio: um rumor de que Boito teria dito que ele mesmo gostaria de compor a música interrompeu a composição por oito meses até que a situação fosse contornada e Verdi voltasse a trabalhar em plena força. Em 5 de outubro de 1885 Verdi escreveu: “Acabei o quarto ato e volto a respirar novamente”. Mas ainda foram necessários alguns ajustes no texto e na música. Ai então Verdi gastaria mais um ano para concluir a orquestração. Ao longo de 1886 Verdi teve a idéia da entrada dramática de Otello, a famosa “Esultate” (CD 1 faixa 2) e em novembro concluiu a partitura, sendo a obra enviada para ser impressa no mês seguinte. Em 21 de dezembro de 1886, Boito escreveu: “O sonho tornou-se realidade”. A estréia no La Scala, em 5 de fevereiro de 1887, foi um triunfo. Estiveram presentes críticos de toda a Europa, que enviaram a suas redações matérias onde afirmavam que Verdi havia-se superado. Otello foi a primeira das obras de Verdi a atrair a atenção dos “wagnerianos” convictos (Verdi admirava Wagner, mas com reservas; conta-se que quando Verdi ouviu a apresentação de Tannhäuser em Viena em 1875, comentou: “Eu cochilei, mas os alemães também.”).
Sobre a história, Otello, é uma das mais comoventes tragédias shakespearianas. Por tratar de temas universais – como ciúme, traição, amor, inveja e racismo – na trama, Otelo é um general mouro a serviço do reino de Veneza, casado com Desdêmona, moça de pele clara e filha de um rico senador. Eles se uniram às escondidas e o genro só é aceito pelo sogro porque o casamento já está consumado. A obra de Shakespeare pode render ótimas discussões sobre aparência e realidade. A começar por Iago, um dos maiores vilões da literatura. Na peça, ele é chamado de honesto diversas vezes por diferentes personagens. Mas em sua essência é pérfido, maquiavélico e sem limites. Finge lealdade a Otello, apesar de odiá-lo. Isso porque o general promoveu o soldado Cássio ao cargo de tenente, preterindo-o. O fato despertou em Iago uma inveja devastadora e seu grande objetivo passa a ser a destruição de Otello. Movido por esse sentimento sombrio, ele tece intrigas que fazem o protagonista acreditar que sua esposa o trai com Cássio. Não há provas, apenas insinuações, que vão envolvendo o general, enlouquecendo-o aos poucos. Cego de ciúme, Otello mata Desdêmona e só depois descobre que ela era inocente. Então, cheio de culpa, ele se suicida.
No trabalho de Verdi e Boito a divisão ficou assim:
O primeiro ato de Otello evolui, de maneira ininterrupta, da vasta e aterrorizante tempestade que dá início à primeira página da partitura, à calma da noite, quando as estrelas começam a surgir no céu. A entrada de Otello, uma das mais famosas em todo o gênero lírico lança um breve raio de luz em meio a tempestade; ele canta apenas duas linhas, e recolhe-se em seguida para passar a noite em casa; mas sua presença permanece. Dois grandes conjuntos estão aqui perfeitamente integrados à ação: o coro do fogo da alegria, “Fuoco di gioia” (CD 1 faixa 4), e a canção de beber, quase inebriante em sua própria embriaguez. Cássio, após dois versos, gagueja, perde sua linha, e quase leva a música a uma interrupção. É mais uma vez a entrada de Otello, despertado de seu sono pela balbúrdia, que acalma a cena, deixando que ela progrida suavemente rumo ao dueto de amor que fecha o ato. Esta música primorosamente orquestrada para as cordas baixas, com encantadores toques dos sopros e profundos arpejos da harpa (CD 1 faixa 9). Por fim quando Dosdêmona e Otello se beijam, é a orquestra sozinha quem canta, com efeito indescritível .
Quando abre o segundo ato, surpreendemos Iago e Cássio em meio a uma conversa, e a sensação de estarmos espreitando só faz crescer quando Iago, deixado sozinho, profere seu “Credo”. Sabe-se que o texto de Boito para este número foi enviado a Verdi sem que este o houvesse solicitado, no período do único desentendimento realmente sério entre os dois, persuadiu o compositor a retomar sua pena. Uma música brutal e explosiva Verdi confere uma força aterrorizante do texto conseguindo uma dramaticidade verdadeiramente shakespeariana, uma das árias aonde Verdi mostra que é ainda um grande mestre da ópera aos 73 anos de idade (CD 1 faixa 12) considero uma das árias mais autênticas da ópera feitas para caracterizar o caráter do personagem. Desdêmona, em contraste, é caracterizada por um coro angelical das mulheres e crianças. Segue-se dois conjuntos de formas antigas que recebem um tratamento novo, são integrados à textura contínua das conversas de Otelo / Desdêmona e Iago / Emília, o quarteto integra brilhantemente ação e contemplação. No dueto que encerra o ato, Verdi lança mão de seus recursos mais dramáticos. Um primor. Diria um ato musicalmente e poeticamente perfeito.
O terceiro ato desnuda impiedosamente o relacionamento entre Otello e Desdêmona, tanto na intimidade quanto contra o amplo pano-de-fundo de uma última grande cena de massa. Verdi havia-se transformado em um formidável “pesquisador do coração humano”. O dueto que abre o terceiro ato explora meticulosamente regiões desse território emocional, com a precisão de uma lâmina, raramente atingida pela música. Otello, enunciado na mais aterradora calma, expõe a alma de um homem dilacerado. Depois disso, nada poderia cair de maneira mais cruel nos ouvidos do que o alegre”coup de théatre” de Iago com o lenço. Conduzido por sete vozes independentes sobre coro e orquestra enquanto a ação fica congelada eleva-se a novas alturas quando Otello, permanecendo mudo no epicentro da tempestade, explode subitamente a ira que vinha remoendo dentro dele, e lança a música em rumos audaciosos e inesperados. No final vemos Iago com o pé em cima de Otello (cena essa sugerida por Boito à Verdi para encerrar o ato)..
O último ato começa com a “Canção do Salgueiro” de Desdêmona cantada suavemente (CD 2 faixa 16), em um clima de calma glacial, perturbada uma vez pelo vento e depois por seu súbito desespero – um momento de marcante realismo emocional. A passagem súbita das cordas em surdina para a prece de Desdêmona, parece deixar o ambiente completamente sem ar (CD 2 faixa 18) (considero esta Ave Maria a mais comovente já composta para óperas, Verdi nos brinda com uma música magnífica, muito f…, e a Kiri nesta gravação arrebenta na interpretação). Otello entra sobre uma linha única nos contrabaixos – a própria voz do terror. Tão logo ele se inclina para beijar sua adormecida esposa, e a força plena da melodia de Verdi, desaba sobre ele, a tragédia desenrola-se rapidamente.
A difícil tarefa de trabalharem juntos em Otello aprofundou e solidificou o relacionamento entre Verdi e Boito. Quando deram início a “Falstaff, dois anos mais tarde, as tensões, os pequenos amuos e as disputas mais ferrenhas já eram coisa superada. No final eles tornaram-se íntimos como pai e filho. Boito permaneceu sentado em um silêncio respeitoso ao lado da cama de Verdi nos últimos dias do compositor. Ele estava lá no derradeiro momento: ”Ele morreu magnificamente, como um lutador, formidável e mudo”. O legado de Otello é um edifício perto do coração de Milão; a “Casa di Riposo per Musicisti” – uma casa de repouso para músicos onde, como Verdi conheceu muito bem, os embates da velhice são melhor enfrentados com música e companheirismo de mãos dadas. A “Casa di Reposo” foi construída em um terreno comprado por Verdi com a renda de Otello, e foi desenhada por Camilo Boito, irmão de Arrigo. Em seus últimos anos, Verdi viria a declarar-se que a “Casa di Riposo” era a sua obra favorita.
Escolhi para postar a gravação do selo LONDON gravado ao vivo em duas apresentações em 1991. Pavarotti é um Otello maravilhoso, apesar que na época muitos críticos terem dito que ele estava velho, aos 53 anos, para interpretar e gravar Otello. Ele é um tenor de primeira linha e sempre foi (são os famosos críticos de “pêlo em ovo”, como dizer que Pav está “velho” depois de ouvir a faixa 23 no fechamento do segundo ato disco 1 e a emoção da última cena faixa 22 do disco 2). Desdêmona foi um dos papéis de assinatura de Te Kanawa (1944), e esta gravação demonstra o porquê. Ela tem uma voz muito pura, inocente, para não mencionar incrivelmente rica … absolutamente perfeita para este papel. Te Kanawa sempre cantou lindamente para Solti e oferece um desempenho terno e comovente, transformando seu famoso tom puro em um efeito comovente e subindo maravilhosamente como por exemplo no poderoso conjunto final do Ato 3 (CD2 faixas 12 até 14) ou perto do sublime no início do quarto ato nas faixas 3 e 4 do CD 2. Leo Nucci (1942) retrata Iago como ele é: um homem corrupto e coração sem sentimentos. A voz de Nucci tem um som muito rico, cremoso e lembrando um chocolate amargo. Anthony Rolfe-Johnson (1940 – 2010), especialista em Bach e Handel, faz um trabalho maravilhoso como Cassio. O coro da faixa 14 no disco 1, quando eles estão passeando com Desdêmona, é para mim uma das mais belas músicas de coro de ópera. Solti e a orquestra de Chicago são ótimas. Sob o ritmo estável de Solti, eles tocam maravilhosamente e os momentos culminantes acabam se tornando realidade, pois Solti, em seus últimos anos, tornou-se melhor em evitar a abordagem da emoção barata e foi mais para a construção lenta. Mas como devoto de Pavarotti e Te Kanawa, estou feliz de ter nas minhas prateleiras essa performance e sobretudo compartilhar aqui no blog. Acho que a qualidade do som é soberba (não consigo imaginar o que os críticos estavam pensando quando meteram o pau na performance).
A história “passo a passo” com fotos do encarte original do CD estão junto no arquivo de download com as faixas, o resumo da ópera foi extraído do livro “As mais Famosas Óperas”, Milton Cross (Mestre de Cerimônias do Metropolitan Opera). Editora Tecnoprint Ltda., 1983.
Pessoal, abrem-se as cortinas e divirtam-se com a soberba música de Verdi !
Giuseppe Verdi (1813 – 1901): Otello
1-01 Otello, Act I_ 1. Una vela! Una vela!
1-02 Otello, Act I_ 2. Esultate!
1-03 Otello, Act I_ 3. Roderigo, ebben che pensi?
1-04 Otello, Act I_ 4. Fuoco di gioia
1-05 Otello, Act I_ 5. Roderigo, beviam!
1-06 Otello, Act I_ 6. Inaffia l’ugola!
1-07 Otello, Act I_ 7. Capitano, v’attende la fazione ai baluardi
1-08 Otello, Act I_ 8. Abbaso le spade!
1-09 Otello, Act I_ 9. Già nelle notte densa!
1-10 Otello, Act II_ 1. Non ti crucciar
1-11 Otello, Act II_ 2. Vanne! La tua meta gia vedo
1-12 Otello, Act II_ 3. Credo in un Dio crudel
1-13 Otello, Act II_ 4. Cio m’accora
1-14 Otello, Act II_ 5. Dove guardi
1-15 Otello, Act II_ 6. D’un uom che geme sotto
1-16 Otello, Act II_ 7. Se inconscia contra te
1-17 Otello, Act II_ 8. Desdemona rea!
1-18 Otello, Act II_ 9. Tu_! Indietro! Fuggi !!
1-19 Otello, Act II_ 10. Ora e per sempre adio
1-20 Otello, Act II_ 11. Pace, signor
1-21 Otello, Act II_ 12. Era la note Casio dormia
1-22 Otello, Act II_ 13. Oh! Mostruosa culpa
1-23 Otello, Act II_ 14. Si, pel ciel mormoreo giuro
2-01 Otello, Act III_ 1. La vedetta
2-02 Otello, Act III_ 2. Continua
2-03 Otello, Act III_ 3. Dio ti giocondi
2-04 Otello, Act III_ 4. Esterrefatta fisso
2-05 Otello, Act III_ 5. Dio! Mi potevi scagliar
2-06 Otello, Act III_ 6. Cassio è là
2-07 Otello, Act III_ 7. Vieni_ l’aula è deserta
2-08 Otello, Act III_ 8. …e intantanto
2-09 Otello, Act III_ 9. Quest’è il segnale
2-10 Otello, Act III_ 10. Il Doge ed il Senato salutano
2-11 Otello, Act III_ 11. Messeri! Il Dodge
2-12 Otello, Act III_ 12. A terra!.. Si.. nel livido fango
2-13 Otello, Act III_ 13. Quell’ innocente
2-14 Otello, Act III_ 14. Fuggite!
2-15 Otello, Act IV_ 1. Era più calmo ?
2-16 Otello, Act IV_ 2. Mia madre aveva una povera ancella
2-17 Otello, Act IV_ 3. _Piangea cantando
2-18 Otello, Act IV_ 4. Ave Maria, piena di grazia
2-19 Otello, Act IV_ 5. (Otello aparece)
2-20 Otello, Act IV_ 6. Diceste questa sera le vostre preci
2-21 Otello, Act IV_ 7. Aprite! Aprite!
2-22 Otello, Act IV_ 8. Niun mi tema
Otello – Luciano Pavarotti
Desdemona – Kiri Te Kanawa
Iago – Leo Nucci
Cassio – Anthony Rolfe Johnson
Emília – Elzbieta Ardam
Lodovico – Dimitri Kavrakos
Montano – Alan Opie
Roderigo – John Keyes
Coro da sinfônica de Chicago
Orquestra Sinfônica de Chicago
Regente: Sir Georg Solti
Gravação: Orchestra Hall de Chicago – 8 e 12 de abril 1991
Carnegie Hall de Nova Iorque – 16 e 19 de abril de 1991
Talvez esta gravação fique um pouco abaixo daquela clássica de Simon Preston, com The English Concert regido por Trevor Pinnock para a Archiv, mas é um belo registro que não precisa se curvar diante do ícone. Egarr prova ser um excelente solista que dá à música toda a emoção que merece, sem sobrecarregá-la com um virtuosismos superficiais. Melhor ainda, ele entende o significado da música e da face majestática das obras, bem como de sua melancolia e jovialidade, presentes nas proporções corretas. A delicadeza do Concerto Nº 6 é inédita. Eu achei, pelo menos. A qualidade da gravação da HM é, como sempre, sensacional.
G. F. Handel (1685-1759): Organ Concertos Op. 4
Organ Concerto In G Minor Op. 4 No. 1
1 Larghetto, E Staccato 5:02
2 Allegro 5:01
3 Adagio 1:13
4 Andante 4:13
Organ Concerto In B-Flat Major Op. 4 No. 2
5 A Tempo Ordinario, E Staccato 0:50
6 Allegro 4:21
7 Adagio, E Staccato 0:38
8 Allegro, Ma Non Presto 3:29
Organ Concerto In G Minor Op. 4 No. 3
9 Adagio 3:24
10 Allegro 3:41
11 Adagio 0:56
12 Allegro 2:03
Organ Concerto In F Major Op. 4 No. 4
13 Allegro 3:57
14 Andante 4:17
15 Adagio 1:05
16 Allegro 5:04
Organ Concerto In F Major Op. 4 No. 5
17 Larghetto 1:51
18 Allegro 2:25
19 Alla Siciliana 1:28
20 Presto 2:30
Organ Concerto In B-Flat Major Op. 4 No. 6
21 Andante Allegro 6:17
22 Larghetto 4:05
23 Allegro Moderato 2:41
Organ – Richard Egarr
Bass – Tim Amherst*
Bassoon – Alexandre Salles
Cello – Catherine Jones, Imogen Seth Smith*
Lute, Guitar – William Carter
Oboe – Frank de Bruine, Lars Henriksson
Viola – Martin Kelly, Trevor Jones
Violin – Iwona Muszynska, Joanna Lawrence, Marianna Szücs, Pavlo Beznosiuk, Pierre Joubert, Rebecca Livermore, Rodolfo Richter, William Thorp
Academy Of Ancient Music