Mais Vivaldi para o público PQP Bachiano!
A música do padre veneziano leva alegria e uma pitada de bom humor onde quer que vá e como o PQP Bach Corp. se espalhou por todos os confins do mundo, que então leve por aí essas belezuras.
Esse ótimo disquinho reúne uma coleção de sete (conta de mentiroso) concertos duplos para instrumentos de sopros. A mentirinha vai por conta de que um dos concertos é uma sinfonia, ou será mesmo um concerto? Aposto que você nem liga para isso. Além disso, um dos concertos é para dois pares de instrumentos de sopros, oboés e clarinetes.

Isso nos traz o assunto de quais tipos de instrumentos são usados na gravação. Fossem os intérpretes radicais adeptos do historicamente informado teríamos possivelmente a palavra chalumeaux por aqui. Mas, os intérpretes aqui são músicos da City of London Sinfonia, orquestra fundada pelo grande Richard Hickox e usa instrumentos modernos. Nada que possa lhe trazer preocupações, desde que você goste de música barroca. Na direção o regente Nicholas Kraemer, que também toca instrumentos de teclas no contínuo e sabe das coisas, atua também com grupos HIP. Kraemer é o quarto cravista na pioneira gravação dos concertos para cravo de Bach feita pelo Trevor Pinnock para o selo Archiv Produktion. Ele já deu as caras aqui pelos nossos costados regendo sinfonias de Haydn num disquinho que foi devidamente apreciado pelos frequentadores assíduos ou casuais do blog.
Antonio Vivaldi (1678 – 1741)
Concerto in F major for two horns, RV 539
- Allegro
- Larghetto
- Allegro
Concerto in C major for two flutes, RV 533
- Allegro Molto
- Largo
- Allegro
Concerto (Sinfonia) in D major, RV 122
- Allegro
- Largo
- Presto
Concerto in C major for two trumpets, RV 537
- Allegro
- Largo
- Allegro
Concerto in C major for two oboes and two clarinets, RV 560
- Larghetto – Allegro
- Largo
- Allegro Molto
Concerto in F major for two horns, RV 538
- Allegro
- Largo
- Allegro Non Molto
Concerto in G major for oboe and bassoon, RV 545
- Andante Molto
- Largo
- Allegro Molto
Stephen Stirling & Tim Caister, horn
Crispian Steele-Perkins & Michael Meekes, trumpet
Duke Dobing & Deborah Davis, flute
Christopher Hooker & Helen MacQueen, oboe
Ruth McDowall & David Rix, clarinet
Joanna Graham, basson
City of London Sinfonia
Andrew Watkinson, leader
Nicholas Kraemer, diretor & Harpsichord
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
MP3 | 320 KBPS | 138 MB

Seção ‘The Book is on the Table’: Yes, a wonderful music, as always with Vivaldi. Vivaldi is ENDLESS,different, magnificent, every time new and special, however always recognisable.
In the Wind collection i was greatly impressed with Concerti for two Horns, light, fresh and harmonious. Great Music and brilliant performance.
Aproveite!
René Denon
Quizz PQP Bach: Em qual dos concertos no disco da postagem foi usado o instrumento de sopros da figura a seguir?
Se você gostou dessa postagem, pode querer visitar essa outra aqui:
Vivaldi (1678 – 1741): Concerti con molti istromenti – The King’s Consort & Robert King ֎










Dom Óscar Arnulfo Romero Galdámez (1917-1980) tornou-se arcebispo de San Salvador, capital de El Salvador, em 1977. Nomeado por Roma por seu perfil conservador, Monsenhor Romero, como ficou conhecido, passou a conviver mais de perto com os fiéis e a observar pela ótica deles os abusos do exército salvadorenho, que temia um golpe de estado por parte de guerrilhas esquerdistas.
Dando prosseguimento às gravações de Karl Richter com sua Münchener Bach Orchestra, FDP Bach traz mais uma joia de sua coroa: o concerto para Flauta, Harpa e Orquestra de Mozart.
Uma excelente gravação da esplêndida Sinfonia Nº 7 vem desde um primeiro movimento colossal, passa através de dois movimentos Nachtmusik em ambos os lados de um scherzo. São esses três movimentos centrais que deram origem à obra sendo às vezes conhecida como ‘Canção da Noite’, que não é um apelido de Mahler. Dito isso, não é um apelido injustificado, pois até mesmo o primeiro movimento tem um sentimento noturno em sua abertura e em muitos de seus episódios. É apenas no final que finalmente emergimos para a luz do dia. A primeira Nachtmusik, após os chamamentos de trompas e a evocação de cantos de pássaros, traz novamente a marcha, no que parece a evocação de um caminhar pelo mistério da noite. A ambientação noturna reaparece no Scherzo, mas desta vez através das lembranças algo fantasmagóricas da valsa vienense. Antes de atingir o brilho, no último movimento, a obra atravessa a segunda Nachtmusik: lirismo, transparência, orquestra reduzida – nos metais, apenas as trompas –, mas com a acréscimo do bandolim para essa verdadeira serenata noturna. No Rondo – Finale, a explosão de luz e a energia do tema inicial têm efeito arrebatador. Uma vez mais, o compositor estabelece o diálogo com a tradição – desta vez, com o tema de Os Mestres Cantores, de Wagner. A alternância com seções transparentes, as transformações do tema principal e até a reminiscência do tema que abre o primeiro movimento conduzem a Sinfonia a um final luminoso. Se atentarmos para a diversidade temática da Sétima e mesmo para a expressão particular de cada um de seus movimentos, estaremos diante de uma riqueza de expressões humanas em que não faltam a dor, a nostalgia, a desesperança, mas também a ironia, a raiva, o amor e o encantamento diante da natureza.



IM-PER-DÍ-VEL !!!






Mais um excelente CD trazendo o soprano Miriam Feuersinger, aquela cujo sobrenome diz tudo. Na enorme obra de cantatas de Johann Sebastian Bach, as “cantatas de diálogo” ocupam uma posição muito especial: como se em um diálogo pessoal, a ‘alma cristã’ (soprano) e ‘Cristo’ (baixo) entram em diálogo, quase como em uma ópera. Bach se refere às palavras de Martinho Lutero, segundo as quais “a fé une a alma a Cristo como uma noiva ao seu noivo”, e assim se vincula à ideia medieval do misticismo nupcial. Esse diálogo se torna um “dueto de amor” espiritual, por assim dizer, que Miriam Feuersinger e Klaus Mertens — ambos estão entre os grandes intérpretes de Bach do nosso tempo — interpretam aqui da maneira mais íntima. As duas cantatas “Ich geh und suche mit Verlangen” BWV 49 e “Liebster Jesu, mein Verlangen” BWV 32 são complementadas pelo Concerto para Oboé em Dó maior GWV 302 de Christoph Graupner, interpretado pela oboísta Elisabeth Grümmer.
A cultura não é meramente conhecimento, não é algum tipo de realização artística, mas sim um modo de vida.






Trago uma pequena colaboração à série de posts que o patrão PQP Bach tem feito com o resgate da monumental obra de J. S. Bach pelas mãos de um dos maiores pianistas de todos os tempos, o canadense Glenn Gould (1932-1982). Essa aqui é uma gravação curiosa e pouco conhecida da obra que definiu os rumos de sua carreira, as Variações Goldberg, BWV 988, e que não é nem a pioneira de 1955, que o alçou ao estrelato, nem o seu canto do cisne gravado em 1981.


Post publicado originalmente em 1º de janeiro de 2012
Um absurdo de bom este Hamilton de Holanda. Tudo é bom neste CD ao vivo. As interpretações, as composições — das 8 faixas, 4 são de Hamilton — e, vocês sabem, quando é Milton é bom. Hamilton tem uma longa discografia seja suas próprias composições ou homenagens a alguns de seus ídolos. Ele lançou suas gravações em sua própria gravadora independente, Brasilianos, ou em parceiros mundiais como Universal, ECM, MPS, Adventure Music. Ele entende que a indústria musical precisa de definições de categorias para a música que toca, como por exemplo Jazz, Brazilian Jazz, Brazilian Popular Music; mas para ele a inspiração transcende os rótulos, é algo que cresce livremente sem a necessidade de ser definido. Gosta de se explicar como um explorador musical em busca de beleza e espontaneidade. Dividiu o palco ou gravou com Wynton Marsalis, Chick Corea, The Dave Mathews Band, Paulinho da Costa, Chucho Valdes, Egberto Gismonti, Ivan Lins, Milton Nascimento, Joshua Redman, Hermeto Pascoal, Gilberto Gil, Richard Galliano, John Paul Jones, Bela Fleck, Stefano Bollani entre muitos outros.
Não sei de onde saiu este CD. Não sei de quem ganhei. Não conheço o All your gardening needs, não sei é uma pessoa ou um grupo. É algo super pirata, bastante bom e divertido, que veio num CD vagabundo da MultiLaser. Mas o conteúdo não é nada vagabundo. (Vagabundo é Bolsonaro). São trabalhos bastante ousados sobre canções e falas de Adoniran Barbosa (1910-1982). Um Adoniran elétrico, computadorizado, um pogréssio, enfim. Creio que eu não precise dizer quem foi Adoniran. O brasileiro que veio aqui e desconhece este gênio está convidado a sair deste blog. Imediatamente! O brasileiro que não conhece “Trem das Onze”, “Tiro Ao Álvaro”, “Saudosa Maloca”, “Prova de Carinho” e “Samba do Arnesto” não merece o ar que respira.



Nada como terminar a semana com uma grande obra-prima numa clássica interpretação que já recebeu três capas diferentes da EMI. Quem não se arrepiar no Kyrie inicial ou não gosta de música ou acabou de deixar de gostar. CD obrigatório, com Leppard em perfeita forma e Kiri nem se fala. Esta nasceu para cantar Mozart. A orquestra é enorme, mas Leppard (1927-2019) era um sujeito que sabia dosar as coisas. Ele não economiza nos tutti, mas aqui eles têm função. A 




IM-PER-DÍ-VEL !!!
IM-PER-DÍ-VEL !!!
IM-PER-DÍ-VEL !!!

IM-PER-DÍ-VEL !!!
Sim, um Heifetz, mas não chega a ser uma coisa de louco. Eu não roubaria nem mataria por estas gravações do grande violinista. Gravação jurássica pisando a linha do suportável, não obstante o inigualável talento de Jascha Heifetz. Para quem chegou anteontem de Marte, o lituano Heifetz (1901-1987) foi um dos maiores virtuosos da história do violino, famoso por suas interpretações de Paganini, Beethoven, Brahms, Tchaikovsky, Saint-Saëns, Sibelius e de todos os que passaram por suas mãos. É considerado por muitos o melhor violinista do século XX. Descobri que esta gravação do Concerto de Mozart é dos anos 40 e, bem, era difícil de recuperá-la com um som decente.