.: interlúdio :. Duke Ellington – Duke Ellington and His Orchestra – The Ellington Suites (1959, 1972)

1405697217_002O grande compositor, maestro, pianista, arranjador, etc., etc.etc., apareceu pouco aqui no PQPBach, e isso é lamentável. Por este motivo estou trazendo hoje essa belezura de CD chamado “The Ellington Suites”, e lhes garanto que é a música ideal para se ouvir num final de feriadão, em uma noite agradável, ao lado de quem se ama e degustando um bom vinho.  Mas não precisam esperar outro feriadão para ouvi-lo. Podem transferir para um mp3 player para ouvir no ônibus enquanto estão indo trabalhar, ou caminhar no parque, gravar em um CD para tocar no carro, enfim os senhores mesmos podem fazer a ocasião.

The Queen´s Suite (A Suite Dedicated to Her Majesty Queen Elisabeth II
01 – Sunset And The Mocking Bird
02 – Lightning Bugs And Frogs
03 – Le Sucrier Velours
04 – Northern Lights
05 – The Single Petal Of A Rose
06 – Apes And Peacocks

The Goutelas Suite
07 – Fanfare
08 – Goutelas
09 – Get-With-Itness
10 – Something
11 – Having At It
12 – Fanfare

The Uwis Suite
13 – Uwis
14 – Klop
15 – Loco Madi

16 – The Kiss (bonus track) (previously unreleased)

Duke Ellington and His Orchestra

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Antonio Vivaldi – As Quatro Estações – Larry Coryell, Kazuhito Yamashita

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NOVOS LINKS !!!

E quando vocês achavam que já tinham ouvido de tudo, eis que vos trago este cd incrível, com dois violonistas extremamente virtuoses, tocando simplesmente a obra imortal de Vivaldi em uma versão para dois violões. É no mínimo curioso como os dois conseguem resolver algumas dificuldades técnicas inerentes à obra. Claro que fica a sensação de que fala algo. Mas dois músicos deste nível não se importam em se arriscar. Coryell é um especialista nestas loucuras. Ele já fez transcrições incríveis de Stravinsky, Ravel, entre outros, para o violão. Tive oportunidade de vê-lo tocando ao vivo há alguns anos atrás, e se já era fã do cara na época, aquela apresentação serviu para ver que o cara realmente é um músico excepcional.

01 – ‘Spring’ I Allegro
02 – ‘Spring’ II Largo
03 – ‘Spring’ III Allegro
04 – ‘Summer’ I Allegro non molto – Allegro
05 – ‘Summer’ II Adagio – Presto – Adagio
06 – ‘Summer’ III Presto
07 – ‘Autumn’ I Allegro
08 – ‘Autumn’ II Adagio molto
09 – ‘Autumn’ III Allegro
10 – ‘Winter’ I Allegro non molto
11 – ‘Winter’ II Largo
12 – ‘Winter’ III Allegro – Lento – Allegro

Larry Coryell & Kazuhito Yamashita – Violões

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FDPBach

.: interlúdio :. Larry Coryell – L’Oiseau De Feu, Petrouchka

FolredComo prometido, aqui está o outro CD de Larry Coryell e suas adaptações stravinskyanas.  As peças desta vez são “O Pássaro de Fogo” e “Petrouchka”. .
Essa incursão de Larry Coryell pelo universo da chamada música clássica, adaptando peças extremamente difíceis e complexas, com orquestrações também altamente complexas, mostram toda a versatilidade e virtuosismo de um músico completo.  Como comentei em postagem anterior, tive a grata oportunidade de ver este incrível guitarrista ao vivo e pude comprovar esta versatilidade e virtuosismo. Seja variando em cima do tema do “Bolero” de Ravel, seja elaborando incríveis solos em sua guitarra Ibanez semi acústica, ou nos deixando embasbacados em uma versão “a capella” de “Roun´ Midnight”, a clássica composição de Thelonius Monk, Coryell mostrou o porque é um dos maiores guitarristas de jazz de todos os tempos.

01  L’Oiseau De Feu
02  Petrouchka

Larry Coryell – Acoustic Guitar

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.: intermezzo :. Affinity – Toots Thielemans & Bill Evans

.: intermezzo :. Affinity – Toots Thielemans & Bill Evans

Pense num encontro entre monstros. À escolha: ciclopes e dragões, Godzilla e King Kong… pense em monstros muito maiores. Sim, como o pianista americano Bill Evans e o gaitista (harmônica cromática) belga Toots Thielemans. Eis um dos mais belos e intensos discos desses artistas e de todo o Jazz, gravado em 1979. Evans utiliza em algumas faixas, para além do piano acústico, um teclado Fender Rhodes; seria a última vez que ele utilizaria um teclado elétrico em estúdio. Outra peculiaridade desse registro é que nele, pela primeira vez, Evans grava ao lado de Marc Johnson, baixista que o acompanhava desde o ano anterior, 1978, em trio e outras formações, até a morte do pianista no ano seguinte, em 1980. À bateria temos Eliot Zigmund e o disco também conta com a participação do saxofonista Larry Schneider. O resultado dispensa comentários, todavia destaco dentre as preciosas faixas três momentos de altíssima ‘radioatividade’: Days of wine and roses, tema do grande Henry Mancini para um conhecido filme no qual Jack Lemmon entorna todas – Vício Maldito, de 1962. Também Blue in Green, tema atribuído a Miles Davis, porém na verdade de Evans (assim como Nardis). O outro, e para mim o mais espantoso, é o clássico Body and soul. Posso falar apenas por intuição, jamais asseverar, que Toots toca de tal forma nesta faixa que o pianista teria ficado pasmo e pensando “como toca este homem, no que fui me meter!… rs, mas é apenas uma impressão. O disco é sublime. Verdadeiros gênios do Jazz, dois dos maiores músicos de todos os tempos, na mais intensa ‘afinidade’ musical. Durante muito tempo, antes que o milagre da tecnologia utilizada para o bem me trouxesse a oportunidade de consegui-lo, era um disco raríssimo; um músico daqui do meu contexto era o único na cidade que o possuía e não o copiava pra ninguém, o sacana. Isso não o fez tocar melhor rs. Agora aí está esse maravilhoso registro, para todos nós que amamos música da melhor.

Affinity – Toots Thielemans & Bill Evans

  1. “I Do It for Your Love” (Paul simon) – 7:16
  2. “Sno’ Peas” (Phil Markowitz) – 5:51
  3. “This Is All I Ask” (Gordon Jenkins) – 4:14
  4. “Days of wine and roses” (Henry Mancini, Johnny Mercer) – 6:40
  5. “Jesus’ Last Ballad” (Gianni Bedori) – 5:52
  6. “Tomato Kiss” (Larry Schneider) – 5:17
  7. “The Other Side of Midnight (Noelle’s Theme)” (Michel Legrand) – 3:17
  8. “Blue in green” (Bill Evans) – 4:09
  9. “Body and soul” (Edward Heyman, Roberto Sour, Frank Eyton,Johnny Green) – 6:16

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Toots Thielemans reikt Arena Jazz Award uitWellbach

.: interlúdio :. Thelonius Monk with John Coltrane

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“Monk and Coltrane complemented each other perfectly. The results of this successful music aliance were beneficial to both. In this setting, Monk began to receive the brunt of a long-overdue recognition. On the other hand, Coltrane´s talent, set in such a fertile environment, bloomed like a hibiscus. `Trane´s comments in a Down Beat article (Setember, 29,1969), clearly describe how he reveres Monk: “Working with Monk brought m eclose to a musical architet of the highest order. I felt I learned from him in every way – through the senses, theoretically, technically. I would talk to Monk about musical problems and he would sit at the piano and show me answers by playing them. I could watch him play and find out the things I wanted to know. Also, I sould see a lot of things that I din´t know about at all”. 

Um disco com músicos deste nível dispensa comentários. Gênios sem encontrando e nos dando o melhor de si através de sua música, e que música, meus queridos. A lamentar apenas sua curta duração, meros 37 minutos, mas lhes garanto que são 37 minutos preciosos.

John Coltrane – Tenor Sax
Coleman Hawkins – Tenor Sax
Thelonius Monk – Piano
Wilbur Ware – Bass
Gigi Gryce – Alto Sax
Ray Copeland – Trumpet
Art Blakey – Drums
‘Shadow’ Wilson – Drums

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Silêncio: Gênios em ação !!

 

.: interlúdio :. Larry Coryell – The Rite of Springs

folderDepois do Bolero, aí está a versão que Larry Coryell fez pra obra de Stravinsky. Eu particularmente, achei sensacional, um respeito muito grande com a obra original.
Agora convenhamos, transcrever para violão uma obra de um nível de orquestração tão complexo quanto a Sagração da Primavera não é para qualquer um. E não pensem que Coryell parou por aqui com suas transcrições. Logo trarei a “Petrouschka” e novamente “As Quatro Estações”. Ah, estava esquecendo da “Sherazade” de Korsákov.
Ganhei esta gravação há uns vinte e poucos anos atrás, ainda no tempo das fitas cassetes, e lembro que a fita arrebentou de tanto que a ouvi. Dei um jeitinho, a prendi com durex, e ela continuou a tocar por mais algum tempo, até eu ter acesso ao CD.

01  Part I. The Adoration of The Earth
02  Part II. The Sacrifice

Larry Coryell – Acoustic Guitar

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.: interlúdio :. Miles Davis (1926-1991): Tutu (Deluxe Edition) 2CD (2011)

.: interlúdio :. Miles Davis (1926-1991): Tutu (Deluxe Edition) 2CD (2011)

AB-SO-LU-TA-MEN-TE DES-CAR-TÁ-VEL!!!

Quando coloquei este CD no mp3 do carro, não demorou muito para o Prestes protestar:

— Ó, filho de Bach, esse troço é um lixo.
— Mas é Miles Davis.
— Não interessa, é um LIXO!

Logo depois, o Igor começou a teorizar, dizendo que poucos criadores e artistas sobreviveram ilesos ao mau gosto dos anos 80. Ambos têm razão. O Igor referiu-se à forma como a época imiscuiu-se na obra dos mais diversos criadores musicais com resultados quase sempre muitíssimo danosos e malcheirosos do ponto de vista artístico. Prestes disse que o álbum vermelho do conservador (do ponto de vista musical) Chico Buarque, lançado em 1984, possui coisas estranhas como aqueles sons — schuuupp, fiiiissst… — que acompanham a criançada se alimentando de luz. É verdade, não tinha me dado conta. Eu não sei o que houve naquela época. O disco, com suas baterias eletrônicas e seus tecladinhos com sons de estrelas tomaram conta do panorama de tal maneira que o melhor foi cobrir a cabeça com o travesseiro das músicas de qualquer outra época. Igor citou os Ramones como exemplo de dignidade e resistência ao ridículo. Miles Davis? Sim o grande Miles foi vitimado, soçobrando lamentavelmente.

(Neste momento, já em casa, minha filha revolta-se contra a versão a la Paul Mauriat ou André Rieu para Time after time (sim, de Cyndi Lauper) que está na faixa 7 do segundo CD.

— Pai, por que tu tens que ouvir essa droga?

Ah, se ela tivesse ouvido Human Nature… Eu estaria morto).

Bem, aqui temos dois CDs. O primeiro é o Tutu original. A única coisa que presta no disquinho é Tutu e Full Nelson, cujo nome correto deveria ser Full Prince, pois o anão de Minneapolis faz exatamente aquilo ali, só que muito melhor. O segundo CD é uma tentativa desesperada dos relançadores atuais de salvar a situação. É um álbum remasterizado de um concerto de Miles no Festival de Nice de 1986, nunca lançado antes. O CD é bom, as improvisações estão ali, mas não funciona. Era 1986 e há coisas de brochar qualquer vivente.

Tutu (uma homenagem a Desmond Tutu) foi lançado em dezembro daquele ano e, na verdade, deu nova feição à carreira de Miles. Para variar, a merda ganhou dois prêmios Grammy e recolocou o genial trompetista como uma grande estrela internacional. Nada mais imerecido. Como dizia minha mãe, que não costumava ouvir nunca porcarias, é MÚSICA PERECÍVEL. (Obrigado, Maria Luiza).

Quase todas as composições do disco são do baixista e produtor Marcus Miller. Aliás, como comentaram o Igor e o Prestes, foi uma tremenda sacanagem do cara. Ao lado de todo aquele mau gosto, de toda aquela distorção Bee Gees, há um baixo seguro e digno. Só. É Marcus Miller, que parece ter feito a bosta com a segunda intenção ser o único sobrevivente. Olha só: o trompete de Miles no Tutu original está sempre com surdina, as baterias são eletrônicas, os teclados abrem portais imaginários com fadinhas dentro. O único som humano é o do baixo e de um lá que outro sax. O resto está abaixo no nível do rio Mississipi, sob a água.

Mas foi um tremendo sucesso de público.

Eu acho engraçada a forma como é dividida a carreira do indiscutivelmente genial Miles Davis:

1 Juventude – de 1926 a 1944
2 Bebop e Birth of the Cool – de 1944 a 1955
3 Primeiro Grande Quinteto e Sexteto – de 1955 a 1958
4 Gravações com Gil Evans – de 1957 a 1963
5 Kind of Blue – de 1959 a 1964
6 Segundo Grande Quinteto – de 1964 a 1968
7 Elétrico Miles – de 1968 a 1975
8 Década Final – de 1981 a 1991 <– Ou seja, o grande equívoco, a MERDA que nem recebeu um título distinto da temporalidade que a caracterizasse.
9 Morte – 1991

Miles Davis — Tutu Remastered Album — Deluxe Edition (2011)

1. Tutu
2. Tomaas
3. Portia
4. Splatch
5. Backyard Ritual
6. Perfect Way
7. Don’t Lose Your Mind
8. Full Nelson

CD 2
Live At Nice Fest 1986

1. Opening Medley
2. New Blues
3. Maze
4. Human Nature
5. Portia
6. Splatch
7. Time After Time
8. Carnival

Miles Davis – trumpet
Marcus Miller – bass guitars, guitar, synthesizers, drum machine programming, bass clarinet, soprano sax, other instruments.
Jason Miles – synthesizer programming
Paulinho da Costa – percussion on “Tutu”, “Portia”, “Splatch”, Backyard Ritual”
Adam Holzman – synthesizer solo on “Splatch”
Steve Reid – additional percussion on “Splatch”
George Duke – all except percussion, bass guitar, and trumpet on “Backyard Ritual”
Omar Hakim – drums and percussion on “Tomaas”
Bernard Wright – additional synthesizers on “Tomaas” and “Don’t Lose Your Mind”
Michał Urbaniak – electric violin on “Don’t Lose Your Mind”
Jabali Billy Hart – drums, bongos

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Um dos discos mais superestimados de todos os tempos, uma bosta
Um dos discos mais superestimados de todos os tempos, uma bosta

PQP

.: interlúdio .: Larry Coryell – Bolero

folderUé, o FDPBach tá ficando louco? Postando o mesmo cd duas vezes seguidas …
Não, meus queridos, aqui é outra coisa. Deixe-me explicar: Coryell lançou sua primeira “versão” do “Bolero” de Ravel em LP em 1981, que foi o disco que postei ontem.
Dois anos depois ele voltou a encarar o desafio, mas desta vez, deixou que a improvisação corresse solta, não que ele não tenha improvisado no LP, mas aqui o próprio nome da faixa dá a dica: “Improvisations on ‘Bolero'” . E foi essa a “versão” que tive o privilégio de assistir ao vivo, em 1994.
Aqui a coisa é mais solta. Munido novamente de um violão com cordas de aço, ele descontrói a peça clássica de Ravel, dá um nó, bate no liquidificador, enfim, tudo o que um grande improvisador pode e deve fazer. Em Floripa, ouvi alguns comentários vindos de poltronas atrás de mim que diziam que aquilo que ele estava tocando não era o “Bolero”. Claro que são pessoas que não tinham muita familiaridade com a proposta do músico, nem tinham o costume de ouvir Jazz.

01 – Improvisation on ‘Bolero’
02 – Nothing Is Forever
03 – Something for Wolfgang Amadeus
04 – Prelude from ‘Tombeau de Couperin’
05 – Elegancia del Sol
06 – Fancy Frogs
07 – 6 Watch Hill Road
08 – Blues in Madrid
09 – Motel Time
10 – At the Airport
11 – Brazilia
12 – A Piece for Larry
13 – La Pluie
14 – Waltz No. 6
15 – Patty’s Song

Larry Coryell – Guitar, Guitar (12 String), Guitar (12 String Electric), Guitar (Acoustic), Guitar (Electric), Keyboards, Bass
Diego Cortez – Guitar (Nylon Strings)
Brian Keane – Guitar (12 String Electric), Guitar (Acoustic), Guitar (Electric)

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Larry Coryell na época em que tocava o Bolero de Ravel.

 

.: interlúdio .: Larry Coryell – Boléro

FolderE já que estamos falando de adaptações, variações, músicos tocando fora de sua praia, resolvi trazer essa impressionante leitura do tradicional Bolero de Ravel por um dos maiores mestres da guitarra no jazz, Larry Coryell. De quebra, ele ainda encara “Noches En Los Jardines De Espana”.Um espanto esse cara.
Fazem vinte e um anos, se não estou enganado, quando tive a oportunidade de vê-lo tocando ao vivo em Floripa. Uma tradicional rádio da cidade promoveu sua vinda, e tivemos uma amostra do MÚSICO que Larry Coryell é, assim mesmo escrito, em letras maiúsculas. Tocou com músicos brasileiros, baianos, na época ele andava muito pelo Brasil, mas na maior parte do tempo, esteve sentado em um banquinho, tendo seu violão com cordas de aço como companhia. Também tocou uma das mais belas versões de “Roun´ Midnight” que já tive a oportunidade de ouvir. Quem esteve presente naquela noite jamais esquecerá.
Na verdade, Coryell gravou alguns discos tocando adaptações de peças clássicas, como “Petrouchka”, de Stravinsky e “Sherazade” do Rimsky-Korsákov, e até mesmo “As Quatro Estações”, que já postei por aqui, mas devido a problemas de ordem técnica, o link se perdeu.
O único defeito desse disco que ora vos trago é sua curta duração, pouco mais de meia hora. Mas lhes garanto que serão trinta e poucos minutos de puro virtuosismo e amor ao instrumento.

Deliciem-se.

01 Bolero
02 Noches En Los Jardines De Espana
03 Zapateado, Op.23 No.2

Larry Coryell – Acoustic Guitar

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.: intermezzo :. Jazz Contemporaries ‎– Reasons In Tonality (1972)

.: intermezzo :. Jazz Contemporaries ‎– Reasons In Tonality (1972)

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Esse não é o Jazz Contemporaries que Freddie Hubbard montou em 1957 com James Spaulding e Larry Ridley. É o grupo cujo único rastro é esse raríssimo disco, uma gravação ao vivo no Village Vanguard em 13/02/1972, lançado pela lendária Strata-East. Rip de vinil, fora de catálogo (como a maioria das edições da Strata).

E, por pura falta de informações disponíveis, isso é tudo* que eu tenho a dizer sobre a postagem de hoje.

Ah! Embora os discos da Strata-East tenham forte relação com o soul jazz (spiritual, afro etc), esse é um caso de “aumenta que isso aí é post-bop”. Aproveite a oportunidade de ouvir Watkins e seu french horn — e Coleman tem tanto fôlego que não só derrubaria a casa dos porquinhos como os sopraria a 3km de distância. O lado B é absolutamente fantástico. Não sei porque permitem que esse disco permaneça esquecido.

Jazz Contemporaries – Reasons In Tonality (1972)

Lado A: Reasons In Tonality 24:00
Composed By – Julius Watkins
Lado B: 3-M.B. 22:45
Composed By – Keno Duke

Bass – Larry Ridley
Drums – Keno Duke
French Horn – Julius Watkins
Piano – Harold Mabern
Saxophone [Tenor] – Clifford Jordan, George Coleman

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Blue Dog

.: interlúdio :. Dinah Washington sings the Blues, 1954-61

Publicado originalmente em 12.08.2012

Acho que conheci o nome Dinah Washington lendo James Baldwin, nos anos 70 – a década onde, sinceramente, parece terminar toda cultura estadunidense que agrada & interessa o monge Ranulfus.

Mas em qual livro desse tremendo prosador que foi Baldwin, nem sempre condignamente traduzido em português? Quero crer que foi em Numa Terra Estranha (Another Country), dignissimamente traduzido por Érico Veríssimo, e escrito em 1962, um ano antes da morte de Dinah aos 39. Se a memória não está a fantasiar, em mais de uma ocasião algum personagem sentia que as letras cantadas por Dinah dialogavam com suas situações de vida, o que contribuiu para a sensação de identificação existencial, pois também nós, no Brasil, costumamos (ou costumávamos?) levar nosso cotidiano como que em diálogo com letras do nosso cancioneiro popular.

Porém, apesar de a prosa de Baldwin ser certamente a que mais me arrastou, entre todos os autores dos EUA que eu tenha lido, foi só dois anos atrás que ouvi Dinah Washington pela primeira vez. Afinal, nos anos 70 o acesso a música era bem mais limitado; eu já gastava quase integralmente meus parcos ganhos em LPs (traduzindo para as novas gerações: vinis), mas não conseguia adquirir nem 20% do que queria conhecer. Tristes tempos em que não havia mp3… nem (para mim) o Avicenna, que em março de 2010 me postou aqui uma coleção de suas badaladas baladas.

Na ocasião Ranulfus ainda nem era oficialmente da gang, mas tramou-se num vasto papo sobre como a voz da moça lhe agradava, mas não os arranjos violinosos das baladas, que lhe soavam como vinho adoçado, quando seus ouvidos costumam preferir bebida seca… E através desse papo acabou adquirindo este Dinah Washington sings the Blues, bem mais ao seu gosto.

Dia desses, então, uma amiga andava à procura de Dinah e eu recomendei que baixasse os dois discos do PQP, o das baladas e o dos blues. E aí pra minha surpresa ela me revelou que não havia nenhum disco da Dinah cantando blues no PQP – quer dizer: de onde foi que eu baixei?

Ora, o que menos importa é como a coisa baixou, desde que esteja lá em cima quando se precisar dela – e foi assim que o monge Ranulfus decidiu fazer esta pequena contribuição para o enriquecimento do repertório dinahwashingtoniano do PQP.

Quem foi Dinah Washington? Como viveu? Qual sua importância e diferencial entre as divas do jazz e do blues? Ora, para isso vocês têm o Google, seus preguiçosos! Se eu procurei e achei em minutos, por que não vocês? – hehehe. Mas compartilho – por que não? – algumas expressões que me pareceram especialmente pertinentes: “fantástico senso de fraseado e de ataque”, “voz aguda arenosa, salgada, marcada por uma clareza de dicção absoluta, e por um fraseado em recortes (clipped), tipicamente blues”.

De resto, encontrei também que as dezesseis faixas desta seleção foram gravadas entre 1954 e 1961, com músicos como Charlie Shavers, Clark Terry, Urbie Green, Lucky Thompson, Milt Hinton e Wynton Kelly, sendo muitas delas arranjadas e produzidas pelo onipresente Quincy Jones.

E agora chega de fala e vamos ao canto, né?

DINAH WASHINGTON SINGS THE BLUES

1. Show Time 2:55
2. Time Out For Tears 2:54
3. Trouble In Mind 2:22
4. A Bad Case Of The Blues 2:36
5. Is You Is Or Is You Ain’t My Baby? 2:42
6. Bad Luck 2:50
7. You Don’t Know What Love Is 3:59
8. Trouble In The Lowlands (Back Water Blues) 9:10
9. Blue Gardenia 5:15
10. Soft Winds 3:00
11. Somewhere Along The Line 2:38
12. Salty Papa Blues 2:27
13. Make The Man Love Me 5:30
14. Lingering 2:24
15. Since I Fell For You 3:14
16. No More 3:18

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Ranulfus

.: interlúdio :. Charles Mingus & Eric Dolphy – Immortal Concerts (1960)

.: interlúdio :. Charles Mingus & Eric Dolphy – Immortal Concerts (1960)

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Poucas vezes ouvi um CD original e AO VIVO de Charlie Mingus com tamanha qualidade de som. É espantosa a gravação do som daquele Festival de Antibes de 1960. Não é uma gravação de rádio como tantas. Sua qualidade é notável. Este ESPETACULAR CONCERTO, gravado em Paris na década de 60, apresenta Charlie Mingus e Eric Dolphy junto com o baterista e melhor amigo Dannie Richmond, o saxofonista Booker Ervin e o trompetista Ted Curson. Charles Mingus toca o solo de piano em “Better Git Hit In Your Soul” e há uma aparição — em “I’ll Remember April” — do pai do bebop, na época residente em Paris, Bud Powell.

Enormes composições e interpretações de artistas em seu auge. Ervin é sensacional, mas quando Dolphy entra, ele nos fala com outro sotaque e numa língua familiaríssima à da nossa sempre efêmera felicidade.

Que GRANDE CD!!!

Charles Mingus & Eric Dolphy – Immortal Concerts (1960)

1. Better Git Hit In Your Soul
2. Wednesday Night Prayer Meeting
3. Prayer For Passive Resistance
4. I’ll Remember April
5. What Love?
6. Folk Forms No. 1

Músicos:
Ted Curson (trumpet)
Eric Dolphy (clarinet, sax alto)
Booker Ervin (sax tenor)
Charles Mingus (bass, piano)
Bud Powell (piano)
Dannie Richmond (drums)

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Mingus + Dolphy: sim, aconteceu
Mingus + Dolphy: sim, aconteceu

PQP

.: interlúdio :. Carla Bley Big Band Goes to Church

.: interlúdio :. Carla Bley Big Band Goes to Church

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este é o sensacional registro da participação de Carla Bley no Umbria Jazz Festival de 1996. Levei alguns dias para conseguir chegar à faixa 2 do CD tal é o entusiasmo que me causa a aula de arranjo que Carla nos demonstra nos 24 minutos do esplêndido blues de abertura: Setting Calvin’s Waltz. O título do CD é uma piada. Sabendo que sua apresentação seria na Igreja de San Francesco Al Prato em Perugia, Bley usou e abusou de sonoridades e timbres pouco usuais que soaram espetacularmente. Também pegou emprestado os gospels Exaltation / Religious Experience / Major de Carl Ruggles. O restante são composições — incluindo Setting Calvin’s Waltz — de Bley. Goes to Church está longe de ser um álbum religioso, é apenas um álbum que se utiliza da especial sonoridade de uma igreja, algo que talvez só pudesse ser fruído adequadamente em Perugia, entre os dias 19 e 21 de julho de 1996.

Carla Bley Big Band Goes to Church

1. Setting Calvin’s Waltz 23:52
2. Exaltation / Religious Experience / Major 9:33
3. One Way 8:29
4. Beads 8:27
5. Permanent Wave 10:07
6. Who Will Rescue You? 7:52

Carla Bley Big Band (17 músicos):
Lew Soloff (trumpet); Guy Barker (trumpet); Claude Deppa (trumpet); Steve Waterman (trumpet); Gary Valente (trombone); Pete Beachill (trombone); Chris Dean (trombone); Richard Henry (bass trombone); Roger Jannotta (soprano and alto saxophones, flute); Wolfgang Puschnig (alto saxophone); Andy Sheppard (tenor saxophone); Jerry Underwood (tenor saxophone); Julian Argüelles (baritone saxophone); Karen Mantler (organ, harmonica); Carla Bley (piano); Steve Swallow (bass); Dennis Mackrel (drums)

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80 anos! Eu te acho linda, Carla
80 anos! Ainda trabalhando muito e com enorme criatividade.

PQP

.: interlúdio :. Dizzie´s Big 4 – Dizzy Gillespie, Joe Pass, Ray Brown, Mickey Rocker

51vS7kD8scLComo é bom encontrar aquele cd antigo que há muito tempo você não ouvia e que depois de tanto tempo sem ouvi-lo descobre que continua atual !
Mas convenhamos: só Dizzy Gillespie já vale a audição, e o cara ainda monta um super grupo, com a participação do guitarrista Joe Pass, do baixista Ray Brown e do baterista Mickey Rocker… não poderia nunca dar errado. Já desde os primeiros instantes de Frelimo já sentimos que a coisa é muito sério. Dizzy foi um gênio no trompete, a sonoridade e o timbre único o diferenciavam imediatamente.
Recomendo muita paz e tranquilidade para a audição dessa pintura de disco. Estamos diante de quatro ícones do jazz que merecem toda a reverência. Abram uma garrafa de seu melhor vinho, sente-se em sua poltrona favorita e aprecie sem moderação (o disco, não o vinho).

01 – Frelimo
02 – Hurry Home
03 – Russian Lullaby
04 – Be Bop (Dizzy’s Fingers)
05 – Birk’s Works
06 – September Song
07 – Jitterbug Waltz
08 – Russian Lullaby (take 6, alternate) (bonus track)
09 – Jitterbug Waltz (take 3, alternate) (bonus track)

Dizzy Gilespie – Trumpet
Joe Pass – Guitar
Ray Brown – Bass
Mickey Rocker _ Drums

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.:interlúdio:. Reunion Cumbre – Astor Piazzolla, Gerry Mulligan

1Esta foi uma das mais ricas colaborações que já tive a oportunidade de apreciar em 50 anos de vida: o genial Astor Piazzolla e o mestre do sax barítono, Gerry Mulligan.

Em um primeiro momento podemos até pensar que o negócio não iria dar certo. Afinal de contas tratam-se de duas escolas bem diversas, um tocador de bandoneon argentino e um músico de jazz norte-americano. Mas algo mais forte os une: a música. E tudo o mais pode ir para o inferno.

São apenas oito faixas, meros 37 minutos de duração, mas são 37 minutos de pura magia e sedução. Ambos os músicos estavam no apogeu de suas carreiras, e nada tinham a perder, ao contrário, nós, meros mortais, é que ficamos com o privilégio de apreciar a música que estes dois gênios criaram.

01. Hace Veinte Anos
02. Cierra Tus Ojos y Escucha
03. Anos de Soledad
04. Deus Xango
05. Veinte Anos Despues
06. Aire de Buenos Aires
07. Reminiscencia
08. Reunion Cumbre

Astor Piazzolla – Bandoneón
Gerry Mulligan – Baritone Sax
Angel “Pocho” Gatti – Piano
Tullio de Piscopo – Bateria e Percusión
Giuseppe Prestipino – Bajo Eléctrico
Alberto Baldán y Gianni Zilioli – Guitarras Eléctricas
Umberto Benedeti Michelangeli (primer violin)
Renato Riccio – Primera Viola
Ennio Miori – Primer violoncelo

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George Gershwin (1898-1937): PORGY AND BESS – ópera completa (Simon Rattle)

Postado inicialmente em 16.10.2010

Ouve-se muito Porgy and Bess em mil releituras e adaptações – nem todas tão grandiosas como a de Louis Armstrong & Ella Fitzgerald, postada pelo colega FDP em 2008, e que acabo de revalidar.

Mas já não é com tanta freqüência que se ouve a ópera completa, com todos os seus 3 atos, e da forma como Gershwin a escreveu. Então, pra compensar sua longa ausência, o monge Ranulfus traz logo esse pacotaço para vocês.

Mas, como disse o Mestre PQP há pouco em seu post das sinfonias de Brahms… “Comentar as obras? Mas pra quê, cara pálida?” Tem coisas que são clássicos dos quais todo mundo devia saber, e se não sabe taí a wikipedia e o resto da net pra procurar, sem falar dos livros!

Ainda assim, como sou bonzinho, incluí no pacote de download um “guia de estudo de Porgy and Bess” em PDF, de alguma instituição de ensino dos USA. Divirtam-se!

De resto aproveito pra dar meu “alô” a toda a cambada que freqüenta o blog, de quem estou morrendo de saudades, mas ainda vai demorar um pouco pra eu voltar à plena atividade: em outubro provavelmente será este pacotaço e nada mais. Aliás, passemos a ele:

George Gershwin (1898-1937): PORGY AND BESS, ópera em 3 atos (1935)
Gravação lançada em 1997, com base em produção de palco de 1989

London Philharmonic Orchestra e The Glyndenbourne Chorus
regidos por Sir Simon Rattle

Com Harolyn Blackwell, Ted Maynard, William Johnson, Mervin Wallace, Willard White, Marietta Simpson, Maureen Braithwaite, Cynthia Clarey, Damon Evans, Raemond Martin, Wayne Marshall, Autris Paige, Gregg Baker, Curtis Watson, Colenton Freeman, Bruce Hubbard, Camellia Johnson, Linda Thompson, Paula Ingram, Alan Tilvern, Billy J. Mitchell, Ron Travis, Johnny Worthy, Michael Forest, Cynthia Haymon

ATO I
01 Introduction, Jasbo Brown solo, chorus 04:19
02 Summertime 03:28
03 Oh, nobody knows when the Lawd id goin’ to call 06:20
04 Give him to me / Lissen to yo’ daddy warn you: a woman is a sometime thing 03:28
05 Here’s the ol’ crap shark! No, no, brudder 04:17
06 Here comes Big Boy! 07:09
07 Six to make! 04:06
08 Jesus, he’s killed him! That you, Sportin’ Life? 05:05
09 Where is brudder Robbins? Come on, sister! 04:53
10 Overflow, overflow 00:59
11 A saucer-burying set-up, I see 03:50
12 My man’s gone now 03:59
13 How the saucer stan’ now, my sister? 02:06
14 Oh, the train is at the station 04:04

ATO II
15 Oh, I’m agoin’ out to the Blackfish Banks 03:30
16 Mus’be you mens forgot about de picnic / Oh I got plnety o’ nuttin’ 03:26
17 Lissen there, what I tells you… I hates yo’ struttin’ style 02:28
18 Mornin’, Lawyer, looking for somebody?
19 Boy! Come here, boy! 02:41
20 Buzzerd keep on flyin’ over 03:03
21 ‘Lo Bess, goin’ to picnic? 02:58
22 Honey, we are [sure?] strut our stuff today! Bess, you is my woman now 06:15
23 Oh, I can’t sit down 04:16
24 I ain’t got no shame 02:33
25 It ain’t necessarily so… Shame on all you sinners 05:06
26 Crown! 04:07
27 Oh, what you want wid Bess? 04:11
28 Honey, dat’s all de breakfast I got time for 02:06
29 Take yo’ han’s off me 02:28
30 Oh doctor Jesus 02:14
31 Oh dey’s so fresh an’ fine 04:60
32 Porgy, Porgy, dat you there, ain’t it? 02:44
33 I wants to stay here 03:53
34 Why you been out on that wharf so long, Clara? 02:49
35 Oh, Doctor Jesus 03:47
36 One of dese mornings you goin’ to rise up singin 01:52
37 Oh, dere’s somebody knockin’ at de do’ 01:23
38 You is a nice parcel of Christians 04:06
39 A red-headed woman make a choo-choo jump its track 02:18
40 All right, I’m goin’ out to get Clara / Oh Doctor Jesus 02:20

Ato III
41 Clara, Clara, don’t you be downhearted
/ You low-life skunk, ain’t you got no s… 06:35
42 Summertime 04:20
43 Wait for us at the corner 03:45
44 Come out here, both of you 02:26
45 Oh, Lawd, what I goin’ do?
Oh, Gawd! They goin’ make him look on Crown’s face 03:42
46 Listen: there’s a boat dat’s leavin’ soon for New York 04:28
47 Introduction 02:26
48 Good mornin’, sistuh! It’s Porgy comin’ home 03:30
49 Dem white folks sure ain’t put nuttin’ over on this baby 04:01
50 Here Mingo, what’s de matter wid you all? 01:49
51 Where’s Bess? 03:06
52 Bess is gone 02:02
53 Oh Lawd, I’m on my way 01:22

Arquivo único 420 MB
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Ranulfus

.: interlúdio :. Diana Krall – All For You

.: interlúdio :. Diana Krall – All For You

413845Q2EMLNão há como não se apaixonar pelo estilo de Diana Krall. Ela exala sensualidade por todos os poros, e sua voz quase sussurante, por vezes meio rouca, é para nos deixar loucos. E sua técnica pianística também é impecável, com solos muito bem elaborados, puxando de vez em quando para o blues

Este CD dedicado a Nat King Cole é um primor, onde todos estes ingredientes se somam à dois excelentes acompanhantes, curioso, um trio sem baterista, enfim, ela é acompanhada pelo guitarrista Russel Malone e pelo baixista Paul Keller.

Enfim, um cd sensacional, que os clientes da amazon adoraram, cinco estrelas. E tenho certeza de que os senhores também vão adorar. Como falei antes, não há como não se apaixonar por Diana Krall.

Diana Krall – All For You

01 – I’m an Errand Girl for Rhythm
02 – Gee Baby, Ain’t I Good to You
03 – You Call it Madness
04 – Frim Fram Sauce
05 – Boulevard of Broken Dreams
06 – Baby Baby All the Time
07 – Hit that Jive Jack
08 – You’re Looking at Me
09 – I’m Tthru with Love
10 – Deed i Do
11 – A Blossom Fell
12 – If I Had You

Diana Krall – Piano, voice
Russel Malone – Guitar
Paul Keller – Bass

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FDP

Benny Goodman: 16 Most Requested Songs

Benny Goodman: 16 Most Requested Songs

Primeiro uma ponte entre o erudito e o jazz, depois uma postagem mostrando exclusivamente o lado erudito de Goodman. Agora que tal algo totalmente jazzístico?!?!? O álbum traz 16 canções, com destaque para a melancólica e adorável Goodbye.

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Benjamin David Goodman era filho de um alfaiate e sua família tinha poucos recursos. Começou seus estudos musicais na sinagoga que frequentava e na Hull House. Menino prodígio, fez sua primeira apresentação aos 12 anos, no Teatro Central Park de Chicago, e logo passou a tocar com músicos adultos.

Goodman estudou clarineta desde cedo, tendo formação musical clássica na época em que Chicago entrava na era do jazz, vindo de New Orleans. Em 1926, aos 16 anos, juntou-se à banda do baterista Ben Pollack, fundada dois anos antes, e com ela fez seu primeiro disco.

No início dos anos 1930, passou a participar de gravações com diversos grupos de jazz, entre os quais os de Red Nichols, Joe Venuti-Eddie Lang e Jack Teagarden, até poder formar a sua própria orquestra, em 1934.
Um programa de rádio divulgou a orquestra, que se tornou muito popular, sobretudo depois do sucesso obtido na apresentação no Palomar Ballroom de Los Angeles, em 1935, e no Congress Hotel de Chicago, entre 1935e 1936.

Goodman, com estilo, precisão e inventividade, foi reconhecido como O Rei do Swing e o mais genial clarinetista de todos os tempos. Sua fama não demorou a correr o mundo, iniciando a Era do Swing, que se estenderia por dez anos.

Sua orquestra foi o primeiro grupo de jazz a se apresentar em público integrando músicos brancos e negros (Teddy Wilson, Lionel Hampton, Cootie Williams e Charlie Christian).

No dia 16 de janeiro de 1938, Benny Goodman e sua orquestra foram consagrados no histórico concerto realizado e gravado no Carnegie Hall de Nova York. Nos anos 1930 e 1940, Goodman ajudou a projetar, além dos já citados, solistas como Harry James (trompete), Georgie Auld (sax tenor) e Jess Stacy (piano).

Sua orquestra tornou-se, em 1962, a primeira jazz band norte-americana a visitar a União Soviética. Como não podia deixar de acontecer, sua clarineta e sua orquestra seriam requisitadas pelo cinema, em vários filmes, como “Folia a Bordo” (1937), “Hotel de Hollywood” (1938), “Cavalgada de Melodias” (1941), “Noivas de Tio Sam” (1943), “Música, Maestro” (1946), entre outros, como “Entre a Loura e a Morena” (1943), com Carmem Miranda.

A história de sua vida foi contada no filme “The Benny Goodman Story”, com Steve Allen como Goodman, e o clarinetista atuando na trilha sonora.
Após 1945, Goodman limitou-se a tocar em grupos pequenos, além de ter atuado em orquestras clássicas como solista.

Por motivo de doença, de 1970 a 1985 faz um intervalo em sua atividade artística. Sua volta se deu no Kool Jazz Festival de Nova York, vindo a falecer pouco depois.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u344.jhtm

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Benny Goodman: Most Requested Songs

01. Let’s Dance 2:34
02. Don’t Be That Way 4:26
03. Avalon 4:16
04. Flying Home 3:15
05. Memories Of You 3:13
06. Somebody Stole My Gal 3:04
07. Clarinet a la King 2:55
08. Jersey Bounce 2:56
09. Why Don’t You Do Right? 3:14
10. After You’ve Gone 2:33
11. Stompin’ At The Savoy 5:54
12. Sing, Sing, Sing 12:15
13. Symphony 03:08
14. Liza (All The Clouds’ll Roll Away) 2:55
15. How Am I To Know? 3:09
16. Goodbye 3:21

Benny Goodman e sua orquestra

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Benny Goodman e sua orquestra
Benny Goodman e sua orquestra

Marcelo Stravinsky

.: interlúdio :. Diana Krall – The Look Of Love

The Look Of Love 013A clássica canção de Burt Bacharach dá nome a este impecável CD, da nossa diva canadense Diana Krall. Além de linda, ela toca piano e canta divinamente. Entenderam o porque de “Diva”?  Sua voz parece sempre um sussurro, e ela sabe trabalhar seu timbre com uma sensualidade única, nunca forçada.

Os arranjos deste CD foram feitos pelo lendário maestro e produtor Claus Ogerman, que também conduz a Sinfônica de Londres além da Los Angeles Session Orchestra. E estes arranjos são um detalhe a parte deste CD. A canção de Burt Bacharach, ” The Look of Love” , é um primor de sensibilidade, clareza e objetividade. O grupo de músicos que acompanha Diana é de primeira, com brasileiros entre eles, como o percussionista Paulinho da Costa e Dori Caymmy.

Diana Krall – The Look Of Love

01. S’Wonderful
02. Love Letters
03. I Remember You
04. Cry Me A River
05. Besame Mucho
06. The Night We Called It A Day
07. Dancing In The Dark
08. I Get Along Without You Very Well
09. The Look Of Love
10. Maybe You’ll Be There

Diana Krall – Piano, Vocals
Christian McBride – Bass
Jeff Hamilton – Drums
Peter Erskine – Drums
Paulinho da Costa – Percussion
Dory Caymmy – Guitar
Russel Malone – Guitarra

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The Look Of Love 013
Diana Krall – Beleza e talento a serviço da música

 

.: intermezzo :. Oregon: Family Tree (2012)

.: intermezzo :. Oregon: Family Tree (2012)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Três membros do Oregon — Ralph Towner, Paul McCandless e Glen Moore — estão no grupo há 42 anos. É óbvio que os três têm outros bem sucedidos projetos, mas sempre retornaram ao grupo em todos estes anos e mais de vinte LPs e CDs gravados. E é fantástico ouvi-los. O Oregon vai muito bem, cheio de criatividade. Family Tree traz cinco novas composições de Towner, duas de McCandless, uma de Glen Moore e duas composições coletivas que incluem o percussionista Mark Walker como compositor.

Este Family Tree é um dos melhores CDs do grupo. O Oregon está muito diferente do que era com Walcott ou Gurtu na percussão, tornou-se outro, mas permanece como um grande grupo de jazz. Vale muito a audição.

Oregon – Family Tree (2012)

1 Bibo Babo
2 Tern
3 Hexagram
4 Creeper
5 Jurassic
6 Family Tree
7 Stritch
8 Mirror Pond
9 Moot
10 Julian
11 Max Alert
12 Carnival Express

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A piada teve ter sido boa.
A piada teve ter sido boa.

PQP

.: interlúdio:. Chick Corea & The Origin – A Week At The Blue Note – CD 1 de 6

51boBMHfy7LEncontrei essa coleção por acaso, há algum tempo atrás, quando fuçava na internet. Não conhecia, nem imaginava que existisse algo parecido. Mas pensando bem, quando se trata de um músico do nível de Chick Corea, podemos esperar tudo.
Em um primeiro momento pensei que ele seguia os passos de Keith Jarrett, que também gravou seis cds no mesmo local, mas em formato de trio, ou seja, piano, baixo e bateria. Corea foi além. Montou uma banda, Origin, com seis músicos, para tocar também seis dias seguidos no mesmo local. O resultado está aqui. Tirem suas próprias conclusões, pois eu já tirei as minhas: achei sensacional, o que é meio óbvio de se dizer quando se trata de um cd desse excepcional músico.

P.S. A sequência dos cds é meio esquisita, não entendi o critério. Mas isso não importa. O que importa é a qualidade da música e dos músicos que a interpretam. Divirtam-se.

Show 1
1. Say it again (Part 1)
2. Say it again (Part 2)
3. Double Image
4. Bewitched
5. Bird Feathers

Show 2

6. Say it again (Part 1)
7. Say it Again (Part 2)
8. Tempus Fugit

Chick Corea – Piano
Steve Wilson – Flute, Soprano Sax, Alto Sax and Clarinet
Bob Sheppard – Flute, Soprano Sax, Tenor Sax and Bass Clarinet
Steve Davis – Trombone
Avishai Cohen – Bass
Adam Cruz – Drums

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.: interlúdio :. Nine Immortal Non-Evergreens for Eric Dolphy – Viena Art Orchestra

.: interlúdio :. Nine Immortal Non-Evergreens for Eric Dolphy – Viena Art Orchestra

Nine Immortal Non-Evergreens for Eric DolphyIM-PER-DÍ-VEL !!!

Dedicado ao Blue Dog, que vai adorar

Este CD é uma espetacular anormalidade que meu amigo A.M. — sim, professor universitário, toca em sinfônica e como solista, chupem preconceituosos! — plantou no meu micro. (Quando vem aqui em casa, ele sempre se levanta de repente, pega um pen drive e diz: “Vou botar umas coisinhas pra tu ouvir…”. Como é sempre bom, não o reprimo). É uma obra-prima. Por favor, ouçam com o som bem alto num bom equipamento, nada de caixinhas de micro desta vez, tá? Muito respeito a Eric Dolphy e a esses surpreendentes vienenses.

Eric Dolphy (1928–1964) tocava saxofone alto, flauta, clarinete e clarone (clarinete baixo). Foi também o primeiro claronista importante como solista no jazz. Em todos esses instrumentos era um notável improvisador, muitas vezes selvagem, surpreendente e incontrolável. Nas primeiras gravações, ele tocava ocasionalmente um clarinete soprano tradicional. Seu estilo de improvisação, quase sempre uma tsunami de idéias, utilizando amplos saltos intervalares e abusando das doze notas da escala foi às vezes classificado como free jazz, mas você não precisa ser trouxa, nem sair dizendo por aí uma bobagem dessas, tá? Agora chega de papo.

Nine Immortal Non-Evergreens for Eric Dolphy – 1995

1 Out there
2 Hat and Beard
3 245
4 Miss Ann
5 Gazzelloni
6 Something Sweet – Something Tender
7 Straight Up & Down
8 Jitterbug Waltz

All titles composed by Eric Dolphy & arr. by m.ruegg,
except for the Jitterburg Walz,
composed by Fats Waller & arr. by m.ruegg.

Matthieu Michel, Bumi Fian, Herbert Joos trumpet
Klaus Dickbauer, Florian Brambock, Andy Scherrer sax
Claudio Pontiggia flugelhorn
Christian Muthspiel trombone
Frank Tortiller vibes
Heiri Kanzig bass
Uli Scherer piano
Thomas Alkier drums
mathias rüegg leader
Anna Lauvergnac, Monika Trotz vocals on 8

Vienna Art Orchestra

Recorded live during the VAO European Tour, 28 October 1995, at Migros Hochaus, Zurich, by Jurg Peterhans (Studer 48-track digital).

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A Vienna Art Orchestra
A Vienna Art Orchestra

PQP

.:interlúdio:. Chick Corea & Return To Forever – Light as a Feather

FolderEssa pintura de disco, uma obra prima de Chick Corea, me caiu em mãos há muito tempo atrás, nem lembro quando. Me chamou a atenção por constar o nome de dois músicos brasileiros reverenciadíssimos no mundo inteiro, e pouco conhecidos por aqui, principalmente pela nova geração: Flora Purim e Airto Moreira. Ela cantora, ele percussionista, um dos melhores que já entraram em um estúdio de gravação ou que já pisaram em um palco. Junte-se a eles Stanley Clarke, um dos melhores baixistas de todos os tempos, e Joe Farrell, um gênio da flauta e do saxofone: aí está a receita de uma pintura de disco, de uma legítima obra prima. E sem esquecer que foi essa a primeira formação do “Return to Forever”, grupo que teve diversas formações, sempre brilhantemente conduzido por Corea em boa parte da década de 70 e que foi talvez o que de melhor aconteceu no jazz nos anos 70, a constatação definitiva que o jazz não precisava ser exclusivamente acústico. Claro que Miles Davis já tinha provado isso e continuava provando, mas isso é outra história.

Só pelo fato de ter sido através deste disco que Chick Corea nos apresentou sua monumental obra “Spain” valeria cada centavo gasto em sua aquisição. Mas ele tem mais que “Spain”. Muito mais. Tem um Chick Corea como sempre irrequieto, se utilizando de um piano elétrico, e nos brindando com solos memoráveis, aliás, todos os músicos envolvidos tem o seu momento de brilhantismo. É um disco democrático, com certeza. Todos tiveram sua oportunidade de brilhar.

IM-PER-DÍ-VEL !!! OBRIGATÓRIO !!!

P.S. Dedico essa postagem a Augusto Maurer, um amigo de nosso mentor, PQPBach, que tive o prazer de conhecer dias atrás, e que pacientemente aguarda esta postagem.

01. You’re Everything
02. Light As A Feather
03. Captain Marvel
04. 500 Miles High
05. Children’s Song
06. Spain

Chick Corea – Electric Piano
Joe Farrell – Tenor Saxophone, Flute
Stanley Clarke – Bass
Airto Moreira – Drums, Percussion
Flora Purim – Vocal, percussion

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.: interlúdio :. Chick Corea – Three Quartets

1Que mais eu poderia acrescentar sobre essa obra prima do jazz? Que os quatro músicos envolvidos são geniais ? Isso é desnecessário. São quatro músicos únicos, cada qual dentro de suas peculiaridades, digamos assim, e liderados por  Chick Corea, um dos maiores pianistas da história, um cara que fez parte de uma das muitas revoluções que aconteceram na história do jazz, ou seja, a eletrificação desse estilo musical tão único e ao mesmo tempo tão diversificado.
E talento disponível para alternar entre o piano acústico tradicional e os teclados cheios de recursos eletrônicos. E para de repente, sentar-se a frente de uma orquestra e gravar algum concerto para piano de Mozart. Esse é uma daquelas figuras que eu chamaria facilmente de inquieta.
Enfim, não quero me alongar. Dia destes, o nosso mentor PQPBach me perguntou se eu tinha o “Three Quartets” do Chico Correa, como carinhosamente o apelidou nosso albino genial, Hermeto Pascoal. Pensei com meus botões, tenho sim esse cd. Mas onde ele estaria no meio da minha bagunça? Durante dois dias encarei o desafio de procurar no meio de cases, porta-cds, armários, enfim, até que o achei. E agora o estou ouvindo, depois de muito tempo, não duvido que tenham passado uns dez anos desde a última vez, e como comentou um cliente da amazon, ele continua muito atual, fresquinho e ah, que saudades que me deu do Michael Brecker, e que falta que ele faz no cenário atual do jazz… como foi precoce sua morte …Eddie Gomez, com o seu indefectível bigode, mostra toda a sua versatilidade, a mesma que demonstrou tocando durante muito tempo tocando com Bill Evans, e Steve Gadd é outro cara que admiro muito.

01. Quartet No. 1
02. Quartet No. 3
03. Quartet No. 2 – Part 1 (Dedicated to Duke Ellington)
04. Quartet No. 2 – Part 2 (Dedicated to John Coltrane)
05. Folk Song
06. Hairy Canary
07. Slippery when Wet
08. Confirmation


Chick Corea – Piano
Michael Brecker – Saxophones
Eddie Gomez – Bass
Steve Gadd – Drums

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Chick Corea
Chick Corea – Esse definitivamente é o Cara !!!

 

.:interlúdio:. Hiromi Uehara – Solo Live at Blue Note New York

FrontÉ um assombro o que essa japonesinha faz quando senta na frente de um piano. Vira uma gigante, o piano fica pequeno para ela.
Essas faixas que vos trago foram extraidas de um DVD gravado ao vivo em um templo sagrado do jazz em New York, a Blue Note.  São quase cem minutos de puro virtuosismo, técnica, emoção, feeling, enfim, o que mais os senhores conseguirem captar desta performance. Suas influências estão bem claras, a menina ouviu muito Keith Jarrett, Chick Corea, entre outros tantos gigantes do piano no jazz.  Impossível ficar indiferente.
Novamente gostaria de agradecer ao PQPBach por me ter apresentado essa moça.

01 – BQE
02 – Sicilian Blue
03 – Choux A La Cremea
04 – Green Tea Farm
05 – Capecod Chips
06 – Old Castle, By the River, In the Middle of a Forest
07 – Pachelbel’s Canon
08 – Show City, Show Girl
09 – Daytime in Las Vegas
10 – The Gambler
11 – Place to Be

Hiromi Uehara – Piano

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Não se deixe enganar com este rostinho angelical. Hiromi Uehara se transforma em um leão quando senta no piano.