
NOSTRA MAXIMA CVLPA:
Prometêramos somente postagens inéditas no blog para esta série do jubileu de Beethoven. Ainda assim, incautamente postamos o disco de Christoph Eschenbach com integrantes do quarteto Amadeus, um clássico gravado ainda por conta do bicentenário do mestre, em 1970, sem nos darmos conta de que ele já tinha sido postado, em priscas eras, pelo colega FDP Bach. Assim, para mantermos a promessa e promovermos a justiça, nós tanto restauramos a postagem antiga como, também, substituímos a gravação por outra aqui inédita. Nos próximos poucos dias, corrigiremos outros erros semelhantes antes de prosseguirmos com nosso projeto BTHVN250. Perdoem nossas falhas!
Compostos por um Beethoven adolescente, com quinze anos incompletos, estes três quartetos são, juntamente com seu arranjo para o quinteto Op. 16, suas únicas composições originais para o conjunto de piano, violino, viola e violoncelo.
Essa escassa produção, quase toda concentrada na juventude, talvez se explique pela raridade de quartetos com piano compostos até então. Ademais, os dois modelos mais importantes para o jovem Beethoven pouco escreveram para o gênero: Mozart deu ao mundo dois desses quartetos (K. 478 e K. 493), e Haydn ignorou completamente a formação. Mozart, entretanto, inspirou Beethoven não tanto com seus quartetos quanto através de suas sonatas para violino, e tão literalmente que até mesmo alguns temas do quarteto em Dó maior foram emprestados da sonata K. 296 do mestre de Salzburg. Falando em temas emprestados, nossos leitores-ouvintes mais atentos perceberão que material temático do mesmo quarteto foi reaproveitado nas sonatas Op. 2, dedicadas a Haydn. Tal expediente não surpreende, uma vez que esses quartetos nunca foram à prensa durante a vida do compositor. Somente em 1828, enquanto Viena preparava-se para lembrar o primeiro ano de sua morte, a firma de Artaria, com que Beethoven tanto colaborou em seus anos finais, editou os três quartetos numa ordem diversa da de composição, pela qual o quarteto no. 3 foi o primeiro, seguido pelos nos. 1 e 2. Quem aqui os leva a disco são o pianista Anthony Goldstone e o Cummings String Trio, e eles nos mostram que, embora menos prolífico, o moleque de Bonn não fazia feio ante o Mozart espinhudo.
Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)
Três quartetos para piano, violino, viola e violoncelo, WoO 36
Compostos em 1785
Publicados em 1828
No. 3 em Dó maior
1 – Allegro vivace
2 – Adagio con espressione
3 – Rondo. Allegro
No. 1 em Mi bemol maior
4 – Adagio assai – Attacca: llegro con spirito
5 – Tema. Cantabile – Vars I-VI – Tema. Allegretto
No. 2 em Ré maior
6 – Allegro moderato
7 – Andante con moto
8 – Rondo. Allegro
Anthony Goldstone, piano
Cummings String Trio:
Diana Cummings, violino
Luciano Iorio, viola
Geoffrey Thomas, violoncelo


#BTHVN250, por René Denon
Vassily



Hoje, aniversário de Schumann, nosso bolo de duzentas e dez velinhas vai-lhe na forma duma das mais preciosas gravações de sua obra-prima: os divinos Lieder do Dichterliebe no mais lindo instrumento vocal que a Alemanha já pariu.








CONCERTOS PARA PIANO E ORQUESTRA por
SINFONIAS 1-9 com a WIENER PHILHARMONIKER sob LEONARD BERNSTEIN
SINFONIAS 1-9 com a CHAMBER ORCHESTRA OF EUROPE sob NIKOLAUS HARNONCOURT


Por mais que o amemos hoje, o concerto para violino de Ludwig foi recebido com frieza e logo esquecido. O fracasso da estreia, pelo que se conta, deveu-se a ensaios insuficientes por atrasos na cópia das partes da orquestra – entregues, para variar, na penúltima hora pelo compositor – e pela necessidade do primeiro solista, Franz Clement, de tocar quase todo o solo à primeira vista.
Dois erros seguidos – no link e com a gravação – fizeram-me por esta postagem atrás de tapumes e republicá-la só depois de conferir várias vezes se tudo estava certo. Peço desculpas aos leitores-ouvintes, enquanto agradeço pela gentileza dos que souberam apontar os problemas com a civilidade que tanto apreciamos.
Sim, mais uma gravação do concerto para violino – fazer o quê, se eu o amo tanto quanto aquele quarto concerto? Cresci ouvindo as maravilhosas gravações de Oistrakh, enquanto conhecia outras não menos belas, como as de Ferras, Menuhin e Stern. Quando chegou Heifetz, a concorrência pareceu liquidada, e eu quase perfurei o CD daquela gravação com Munch de tanto que a escutei. Com o tempo, percebi que não havia concorrência, e sim alternativas ao que propôs o maior de todos os violinistas, e me permiti apreciar outras versões: Kremer, Mintz, Mutter. Aí vi que a turma da interpretação historicamente informada tinha feito uma gravação, mas não conhecia o violinista e, por mais que gostasse de Frans Brüggen regendo Bach e tivesse sua “Die Schöpfung” de Haydn sem parar em meu toca-discos laser, tinha dificuldades de imaginá-lo a conduzir aquela peça que aprendera a ouvir nos andamentos frenéticos do ídolo Jascha. Só muito tempo depois, depois de descobrir a maestria de Brüggen como acompanhador e suas estimulantes leituras para as sinfonias de Beethoven, e de escutar os ótimos registros de Thomas Zehetmair nas sonatas e partitas de J. S. Bach, que enfim me permiti experimentar aquele Op. 61 que deixara por tanto tempo de lado, e…



Depois de amar as maravilhosas gravações de Leonidas Kavakos para as sonatas de Lud Van, iniciou-se uma espera que admito ter sido ansiosa em demasia por este seu concerto de Beethoven com os bávaros da Rádio. Fruto de sua atuação como artista-em-residência da Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks, doravante denominada SOBR, ela foi tão boa que rendeu, além do Op. 61, um 









Acho que é a história natural do melômano: começas pelo que te é mais próximo, e depois expandes teus horizontes (ou não). Eu, que comecei torturando a família com um piano velho em casa, derretia em gozo com a literatura pianística que escutava na rádio e reescutava em fitas cassete (googleiem, garotada!) que da rádio gravava, e com o que conseguia nas esporádicas compras na loja de 
