Heinrich Schütz (1585-1672): Musikalische Exequien, Motetos e Concertos (Gardiner)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um cidadão chamou minha atenção para um fato deveras chocante: não havia Heinrich Schütz em nosso blog! Não havia, há agora.

(Este post é de 2008)

Por exemplo, uma das músicas mais belas e fundamentais já postadas várias vezes por nosso blog foi Um Réquiem Alemão de Johannes Brahms. Pois você sabia a quem é dedicado seu último movimento, o coral Chor: “Selig sind die Toten, die in dem Herrn sterben”? Pois é, a Schütz, um compositor absolutamente fantástico e único na história da música.

Vindo lá do começo do barroco alemão, meditando sobre a morte, quase sempre à capela, com pouco baixo contínuo… Tudo para ser chato, não? Nada disso, sua música de sincera religiosidade, cheia de dissonâncias radicais e inesperadas o deixam ao lado dos maiores compositores de seu século: Monteverdi e Purcell. As obras que compõem este disco foram as que me convenceram, algumas décadas atrás, a conferir se havia mais vida inteligente antes de meu pai. São nestas obras — partes de suas Symphoniae sacrae, de 1649, que Schütz revela-se mais moderno e tocado pela teatralidade italiana, mas dentro de um clime de fervor coletivo, facultado pela enorme tradição polifônica alemã.

Gravação impecável de Gardiner. Ouça primeiro a faixa 3 e deixe-se convencer por Schütz.

Heinrich Schütz (1585-1672) – Musikalische Exequien, Motetos e Concertos (Gardiner)

Motetos e Concertos
1. Freue Dich Des Weibes Deiner Jugend
2. Ist Nict Ephraim Mein Teurer Sohr
3. Saul, Saul Was Verfolgst Du Mich?
4. Auf Dem Gebirge Hat Man Ein Geschrei Gehoret

Musikalische Exequien
5. Concerto In Form Einer Teutschen Begrabnis-Missa
6. Motette>>Herr, Wenn Ich Nur Dich Habe<<
7. Canticum Simeonis

Ashley Stafford
Michael Chance
Frieder Lang
Monteverdi Choir
The English Baroque Soloists
His Majesty’s Sagbutts and Cornetts
John Eliot Gardiner

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Esse merece rir, que talento!

PQP

10 comments / Add your comment below

  1. Que tal aproveitar o embalo com este monstro sagrado e esquecido que foi Schultz ,aluno de Giovani Gabrieli em Veneza , e postar o seu Opus Ultimun o seu ”Canto do Cisne” com Herreweghe? As antifonias Bachianas devem muito a Schultz que por sua vez aprendeu com os Gabrieli que colocavam um coro em cada canto da São Marcos para melhor ressonância.

  2. Koopman ,em recente entrevista, dizia que Buxtehulde ficou injustamente esquecido por ter ficado ”espremido” entre dois GIGANTES da música Alemã: SCHULTZ e BACH.

  3. De parabéns pelas preciosidades postadas amigo; ainda que minha opinião não venha a fazer tanta diferença, me agrada a maneira esculachada com que vc aborda o universo engessado e, muitas vezes deslumbrado da música dita “erudita”. O velho Bach, certamente teria cólicas com tudo o que já se fez, disse, escreveu e publicou em seu “sacrossanto” nome. Coitado. Muito dessa música precisa urgentemente ser tirada do pedestal e ser colocada num bom som pra todo mundo poder conhecer e assim gostar. Se quiser visitar meu blog, ficaria muito honrado. Um abraço.

    1. Você me entendeu per-fei-ta-men-te.

      Gostaria de ajudar a dessacralizar a música erudita, a colocá-la mais perto do que é: algo emocional e lúdico.

  4. O Herreweghe é, na minha modesta opinião, muito melhor na execução de Musikalische Exequien. E por falar em Schutz, nesse tempo de Natal, como esquecer a memorável “Christian Vespers”, de 99, gravada pelo Paul McCreesh e seu talentoso grupo?

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