A Família das Cordas – Violino Piccolo – Grigoriy Sedukh

gscd– Um álbum só de violino piccolo, Vassily?

Quase.

Desde a primeira vez em que escutei os Concertos de Brandenburg de Bach, chamou-me a atenção aquele violininho serelepe e pungente a buscar espaço com valentia em meio aos tantos sopros do Concerto no. 1:

Nunca mais ouvi falar do tal violino piccolo, de tamanho a um violino 3/4 para jovens, com algumas diferenças de construção e que soa uma terça acima dos violinos convencionais, até encontrar alguns vídeos do ucraniano Grigoriy Sedukh tocando o que chamava de piccolo em peças convencionais do repertório violinístico.

Sem ler muito as letras miúdas, comprei seu CD (lançado pelo pitorescamente batizado selo “The Catgut Acoustic Society Co.”) para só depois descobrir – mais surpreso, talvez, que decepcionado – aquela história do gato comprado por lebre.

Pois aqui Sedukh não toca exatamente o instrumento de que Bach lançara mão, mas sim num chamado “violino sopranino”, que soa uma oitava acima do violino convencional e que tem, guardadas as proporções, as mesmas proporções deste. A gravação inclui somente uma faixa com um instrumento semelhante ao piccolo barroco, o  “Adagio” de Grazioli, executado num violino dito “soprano” (uma quarta acima do convencional, mais ou menos como o piccolo), além de uma peça num “mezzo” (afinado exatamente como o convencional).

O repertório é um balaio de gatos que, obviamente, não tem razão outra de ser que não a de exibir as qualidades dos instrumentos e do intérprete. Eu acho estranho abrir uma gravação com a Polonaise de Bach, que é uma obra que parece já começar no meio, mas depois as coisas melhoram bastante. Sedukh é bom violinista e, neste pequeníssimo nicho musical, mostra-nos um bom cartão de visitas.

GRIGORYI SEDUKH – VIOLIN SOLOIST

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
Suíte Orquestral no. 2 em Si menor, BWV 1067
01 – Polonaise
02 – Badinerie

Giovanni Battista  GRAZIOLI (1756-1820)
03 – Adagio*

Niccoló PAGANINI (1782-1840)
04 – Sonatina no. 1 para violino e violão
05 – Sonatina no. 3 para violino e violão

Joseph Joachim RAFF (1822-1882)
06 – Cavatina, Op. 85 no. 3

Piotr Ilyich TCHAIKOVSKY (1840-1893)
07 – O Lago dos Cisnes, Op. 20 – Entrée et Adagio
08 – Álbum para a Infância, Op. 39 – no. 22: Canção da Cotovia
09 –  O Lago dos Cisnes, Op. 20 – Adagio †
10 –  O Lago dos Cisnes, Op. 20 – Dança Russa

Jules Émile Frédéric MASSENET (1842-1912)
11 – Thaïs – Méditation

Nikolay Andreyevich RIMSKY-KORSAKOV (1844-1908)
12 – A Lenda do Czar Saltan – O Vôo do Zangão (Шмель, Mamangaba)

Riccardo Eugenio DRIGO (1846-1930)
13 – Les Millions d’Arlequin – Adagio

Friedrich (Fritz) KREISLER (1875-1962)
14 – Marcha dos Soldados de Brinquedo

Grigoryi Sedukh, violinos sopranino, *soprano e † mezzo
Inga Dzektser, piano

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Vassily Genrikhovich

Dzektser, Sedukh - e violinos para todos os gostos
Dzektser, Sedukh – e violinos para todos os gostos

 

A Família das Cordas: Per la Viola da Gamba – Hille Perl

51KabaD+lcL._SY355_Se dependesse de mim, cretino gambista subamador, vocês teriam gamba aqui todos os dias.

Como isso acarretaria meu desterro deste pago bloguístico que tanto prezo, eu tento me coordenar. Hoje, entretanto, tenho um bom pretexto: estou a falar dos membros em desuso da Família das Cordas e, ei, a viola da gamba anda, infelizmente, menos em voga do que mereceria.

A situação, claro, já foi pior. É uma lástima, sem dúvidas, que o lindo timbre e som ricamente ressonante da gamba tenham sido preteridos em prol do também belo, mas bem mais robusto violoncelo com cordas de metal, espigão, e outros aditivos mais apropriados a amplas salas de concerto. Por outro lado, é impossível reclamar da qualidade dos gambistas em atividade. Já lhes apresentamos anteriormente o Midas catalão Jordi Savall e o mago italiano Paolo Pandolfo. Hoje, trazemos para vocês Hildegard Perl – Hille, para os íntimos.

Se essas peças todas de Bach serão familiares à maior parte das senhoras e dos senhores, asseguro-lhes que sua roupagem é bastante diferente. A Suíte BWV 1011, transposta para Ré menor, ganha muita riqueza, especialmente nos fugatos do prelúdio. O novo arranjo da Sonata/Suíte BWV 1025, originalmente para violino e cravo e baseada em uma obra para alaúde de Sylvius Leopold Weiss, soa muito mais convincente aqui como trio-sonata, com o alaúde a tocar a parte original de Weiss, e a viola da gamba. Por fim, a Sonata BWV 1029, a única das obras de álbum concebida para a gamba, ganha uma roupagem concertística que a deixa ainda mais parecida com o terceiro Concerto de Brandenburg.

PER LA VIOLA DA GAMBA – HILLE PERL

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Suíte no. 5 para violoncelo solo em Dó menor, BWV 1011
(transcrita para viola da gamba por Hille Perl, transposta para Ré menor)

01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Gavotte I-II
06 – Gigue

Sonata (Suíte) em Lá maior para violino e cravo, BWV 1025
(baseada numa Suíte para alaúde de Sylvius Leopold Weiss e transcrita por Hille Perl para alaúde, viola da gamba e contínuo)

07 – Fantasia
08 – Courante
09 – Rondeau
10 – Sarabande
11 – Menuett
12 – Allegro

Sonata para viola da gamba e cravo no. 3 em Sol menor, BWV 1029
(arranjo de Hille Perl para violino, viola da gamba e contínuo)

13 – Vivace
14 – Adagio
15 – Allegro

Hille Perl, viola da gamba baixo
Lee Santana, alaúde
Andrew Lawrence-King, harpa cruzada*
Veronika Skuplik, violino
Barbara Messmer, viola da gamba baixo

* o termo “harpa cruzada” foi o melhor que encontrei para descrever a harpa sem pedais (em inglês, “double harp”). Se houver tradução melhor, peço a gentileza de me fazerem saber.

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Além de boa, é linda. A gamba, claro.
A gamba de Hille Perl e sua fiel escudeira

Vassily Genrikhovich

Ainda mais Cordas: o Ukulele (Johann Sebastian Bach – Partita em Mi maior, BWV 1006 e outras obras – John King)

51R4BSKPY1LDepois do banjo de ontem, ainda mais tomates?

Pois bem: podem atirá-los, mas não sem antes esquecerem a capa bem tosquinha do CD, desvestirem todas as lembranças que podem ter do ukulele no Feitiço Havaiano a que assistiram nas matinês (para os mais velhos) ou na Sessão da Tarde (para os nem tanto) e deixarem de lado o ranço que possam ter para com seu primo, o cavaquinho: quem assim o fizer, e depuser os tomates, irá se surpreender com a excelência desse disco.

John King (1953-
2009), que teve excelente formação como violonista clássico, dedicou sua vida a granjear reputação para o miúdo ukulele nas salas de concerto. Encomendou instrumentos a excelentes luthiers (um dos quais atende o monstro Julian Bream) e, emprestando ao diminuto braço e às delicadas cordas sua ótima técnica violonística, deixou-nos gravações que deixariam Johann Sebastian totalmente pimpão.

Aqui, King adota a técnica chamada “Campanella” (italiano para “sineta”), que leva cada nota a ser tocada numa corda diferente, resultando num som bastante límpido e ressonante, muito reminiscente daquele de uma harpa. Escutem as transcrições dos excertos de suítes, sonatas e partitas para violino e violoncelo do Demiurgo Bach, não deem muita bola para a transcrição meio perdida do “Jesus, Alegria dos Homens” que encerra o álbum, e deleitem-se!

JOHANN SEBASTIAN BACH – PARTITA NO. 3 AND OTHER WORKS TRANSCRIBED FOR UKULELE – JOHN KING

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
transcrições para ukulele de John King

Suíte para violoncelo em Sol maior, BWV 1007

01 – Prelude
02 – Sarabande
03 – Gigue

Suíte para violoncelo no. 6 em Ré maior, BWV 1012

04 – Gavotte I-II

Suíte para violoncelo no. 5 em Dó menor, BWV 1011

05 – Gavotte I-II

Suíte para violoncelo no. 4 em Mi bemol maior, BWV 1010

06 – Bourrée I-II

Partita para violino no. 3 em Mi maior, BWV 1006

07 – Prelude
08 – Loure
09 – Gavotte en rondeau
10 – Menuet I-II
11 – Bourrée
12 – Gigue

O Cravo bem Temperado, livro I – Prelúdio e Fuga em Dó maior, BWV 846

13 – Prelúdio

Cantata “Herz und Mund und Tat und Leben”, BWV 147

14 – Coral: “Jesus bleibet meine freude”

John King, ukulele

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John King - grandes perfumes dos menores frascos
John King – tirando grandes perfumes dos menores frascos

Vassily Genrikhovich

Ainda mais Cordas: o Banjo (Perpetual Motion – Béla Fleck)

51ZgNDY+BULPassada em revista a parte da família das cordas que é tocada com arcos, enveredamos por um outro ramo da família com quem os arcos não falam muito, pois as salas de concerto costumam torcer-lhes os narizes: aquele das cordas dedilhadas.

Antes que me joguem os tomates, ou me perguntem por que exus eu não apus a palavrinha .:interlúdio:. ao título de uma gravação, vejam só, de banjo, de BANJO, de B A N J O! incongruentemente atirada no meio das sacrossantas interpretações dos Pollinis e Bernsteins que os blogueiros não-vassílycos publicam por aqui, bem, antes que venham os apupos, os “foras!” e que me defenestrem, eu antecipadamente me defendo: Béla Fleck é um TREMENDO músico e merece ser ouvido.

Ok, o repertório do CD é um balaio de gatos cheio de figurinhas fáceis do repertório das coleções “The Best of”, só que ele é feito sob medida para Fleck exibir com sobras seu talento. Asseguro-lhes que dificilmente ouvirão um banjo ser tocado com tanta maestria, ainda mais acompanhado por músicos do naipe de, entre outros, Joshua Bell, John Williams e Edgar Meyer. No final, para relaxar, Fleck colocou uma ótima versão bluegrass do “Moto Perpétuo” de Paganini, mas ela está claramente identificada como tal e os puristas entre vós outros poderão deletá-la antes que ela fira algum ouvido.

E, se vocês acharam interessante o Fleck ter o nome de Béla, saibam que o nome completo do cavalheiro é Béla Anton Leoš Fleck. Sim: uma homenagem ao grande Béla, àquele Anton e a este Leoš.

PERPETUAL MOTION – BÉLA FLECK

Domenico SCARLATTI (1685-1757)
01 – Sonata em Dó maior, K. 159

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
02 – Invenção a duas vozes no. 13 em Lá menor, BWV 784

Claude-Achille DEBUSSY (1862-1918)
03 – Children’s Corner, L. 113 – “Doctor Gradus ad Parnassum”

Fryderyk Franciszek CHOPIN (1810-1849)
04 – Mazurkas, Op. 59 – no. 3 em Fá sustenido menor

Johann Sebastian BACH
05 – Partita no. 3 em Mi maior, BWV 1006 – Prélude

Fryderyk Franciszek CHOPIN
06 – Études, Op. 10 – no. 4 em Dó sustenido menor
07 – Mazurkas, Op. 6 – no. 1 em Fá sustenido menor

Johann Sebastian BACH
08 – Invenção a três vozes (Sinfonia) em Sol maior, BWV 796

Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY (1840-1893)
09 – Souvenir d’un lieu cher, Op. 42 – no. 3: Mélodie

Johannes BRAHMS (1833-1897)
10 – Cinco estudos para piano, Anh. 1a/1 – no. 3 em Sol menor, após Johann Sebastian Bach

Johann Sebastian BACH
11 – Suíte no. 1 em Sol maior, BWV 1007 – Prelude
12 – Invenção a três vozes (Sinfonia) em Si menor, BWV 801

Niccolò PAGANINI (1782-1840)
13 – Moto Perpetuo, Op. 11

Domenico SCARLATTI
14 – Sonata em Ré menor, K. 213

Johann Sebastian BACH
15 – Invenção a duas vozes no. 6 em Mi maior, BWV 777

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)
16 – Sonata no. 14 em Dó sustenido menor, Op. 27 no. 2, “Luar” – Adagio sostenuto

Johann Sebastian BACH
17 – Invenção a duas vozes no. 11 em Sol menor, BWV 782

Ludwig van BEETHOVEN
18 – Sete Variações sobre “God Save the King”, WoO 78

Johann Sebastian BACH
19 – Invenção a três vozes (Sinfonia) em Mi menor, BWV 793

Niccolò PAGANINI
arranjo de James Bryan Sutton
12 – Moto Perpetuo, Op. 11 (versão bluegrass)

Béla Fleck, banjo
Joshua Bell, violino
Gary Hoffmann, violoncelo
Evelyn Glennie, marimba
Edgar Meyer, contrabaixo
Chris Thile, bandolim
James Bryan Sutton, violão folk
John Williams, violão

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Vassily Genrikhovich

 

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Cantatas – Vol. 5 de 22 – Ton Koopman, Amsterdam Baroque Orchestra & Choir, etc.

Este é o único volume desta impressionante coleção que tem quatro CDs. E há um motivo para tanto: estes CDs trazem o restante das cantatas seculares, entre elas a última que Bach teria composto, de BWV 212. A única coisa que se tem certeza sobre este período da vida de Bach, apesar de ser muito bem documentado, é o fato de terem-se perdido dezenas, quiçá, centenas de partituras. Existem boatos, rumores, fofocas sobre o destino destas peças, mas não se tem certeza de nada.

Espero que estejam gostando dessa série. Para os fãs de Bach ela é fundamental e indispensável.

COMPACT DISC 1

“Auf, schmetternde Töne der muntern Trompeten” BWV 207a
For the name day of August III, August 3 1734

1 March (instrumental)
2 Chorus: “Auf, schmetternde Töne der muntern Trompeten”
3 Recitative (Tenor): “Die stille Pleiße spielt mit ihren kleinen Wellen”
5 Recitative (Bass, Soprano): “Augustus’ Wohl ist der treuen Sachsen Wohlergehn”
6 Aria Duetto (e Ritornello) (Bass, Soprano) “Mich kann die süße Ruhe laben”
7 Ritornello (instrumental)
8 Recitative (Alto): “Augustus schützt die frohen Felder”
9 Aria (Alto): “Preiset, späte Folgezeiten”
11 Chorus: “August lebe, lebe, König!”
12 March (instrumental)

Sybilla Rubens (5) e Anne Grimm (10) sopranos
Elisabeth von Magnus alto
Christoph Prégardien tenor
Klaus Mertens bass

“Weichet nur, betrübte Schatten” BWV 202
Wedding cantata

13 Aria (Soprano): “Weichet nur, betrübte Schatten”
14 Recitative (Soprano): “Die Welt wird wieder neu”
15 Aria (Soprano):
16 Recitative (Soprano): “Drum sucht auch Amor sein Vergnügen”
17 Aria (Soprano): “Wenn die Frühlingslüfte streichen”
18 Recitative (Soprano): “Und dieses ist das Glücke”
19 Aria (Soprano): “Sich üben im Lieben”
20 Recitative'(Soprano): “So sei das Bund der keuschen Liebe”
21 Gavotte: “Sehet in Zufriedenheit”

Lisa Larsson soprano

COMPACT DISC 2
“Schleicht, spielende Wellen, und murmelt gelinde ” BWV 206
For the birthday and name day of August III, October 7, 1733

1 Chorus: “Schleicht, spielende Wellen, und murmelt gelinde”
2 Recitative (Bass): “O glückliche Veränderung!”
3 Aria (Bass): “Schleuß des Janustempels Türen”
4 Recitative (Tenor): “So recht! beglückter Weichselstrom!”
5 Aria (Tenor): “Jede Woge meiner Wellen”
6 Recitative (Alto): “Ich nehm zugleich an deiner Freude teil”
7 Aria (Alto): “Reis, von Habsburgs hohem Stamme”
8 Recitative (Soprano): “Verzeiht, bemooste Häupter starker Ströme”
9 Aria (Soprano): “Hört doch! der sanften Flöten Chor”
10 Recitative (Soprano, Alto, Tenor, Bass): “Ich Muß, ich will gehorsam sein”
11 Chorus: “Die himmlische Vorsicht der ewigen Güte”

Sybilla Rubens, Anne Grimm (11) sopranos
Elisabeth von Magnus alto
Christoph Prégardien tenor
Klaus Mertens bass

“O holder Tag, erwünschte Zeit” BWV 210
Wedding Cantata – Cantate du manage – Hochzeitskantate

12 Recitative (Soprano):
13 Ario (Soprano): “Spielet, ihr beseelten Lieder”
14 Recitative (Soprano): “Doch, haltet ein”
15 Aria (Soprano): “Ruhet hie, matte Töne”
16 Recitative (Soprano): “So glaubt man denn, daß die Musik verführe”
17 Aria (Soprano): “Schweigt ihr Flöten, schweigt, ihr Töne”
18 Recitative (Soprano): “Was Luft? was Grab?”
19 Aria (Soprano): “Großer Gönner, dein Vergnügen”
20 Recitative (Soprano): “Hochteurer Mann, so fahre ferner fort”
21 Aria (Soprano): “Seid beglückt, edle beide”

Lisa Larsson soprano

COMPACT DISC 3:

“Mer hahn en neue Oberkeet” BWV 212
Peasant Cantata

1 Sinfonia
2 Aria. Duetto (Soprano, Bass): “Mer hahn en neue Oberkeet”
3 Recitative (Bass, Soprano): “Nu, Mieke, gib dein Guschel immer her”
4 Aria (Soprano): “Ach, es schmekt doch gar zu gut”
5 Recitative (Bass): “Der Herr ist gut: Allein der Schösser”
6 Aria (Bass): “Ach, Herr Schösser, geht nicht gar zu schlimm”
7 Recitative (Soprano): “Es bleibt dabei, daß unser Herr der beste sei”
9 Recitative (Soprano, Bass): “Er hilft uns allen, alt und jung”
10 Aria (Soprano): “Das ist galant”
11 Recitative (Bass): “Und unsre gnäd’ge Frau”
12 Aria (Bass): “Fünfzig Taler bares Geld”
13 Recitative (Soprano): “Im Ernst ein Wort!”
14 Ario (Soprano): “Klein-Zschocher müsse so zart und süße”
15 Recitative (Bass): “Das ist zu klug vor dich”
16 Aria (Bass): “Es nehme zehntausend Dukaten”
17 Recitative (Soprano): “Das klingt zu liederlich”
18 Aria (Soprano): “Gib, Schöne, viel Söhne”
19 Recitative (Bass): “Du hast wohl recht”
20 Aria (Bass): “Dein Wachstum sei feste”
21 Recitative (Soprano, Bass): “Und damit sei es auch genung”
22 Aria (Soprano): “Und daß ihr’s alle wißt”
23 Recitative (Soprano, Bass): “Mein Schatz! erraten”
24 Chorus (Soprano, Bass): “Wir gehn nun, wo der Tudelsack”

Lisa Larsson soprano
Klaus Mertens bass

Zerreißet, zersprenget, zertrümmert die Gruft” BWV 205
Aeolus Satisfied

25 Chorus: “Zerreißet, zersprenget, zertrümmert die Graft”
26 Recitative (Bass): “Ja! Die Stunden sind nunmehro nah”
27 Aria (Bass): “Wie will ich lustig lachen”
28 Recitative (Tenor): “Gefiircht’ter Aeolus”
29 Aria (Tenor): “Frische Schatten, meine Freude”
30 Recitative (Bass): “Beinahe wirst du mich bewegen”
31 Aria (Alto): “Können nicht die roten Wangen”
32 Recitative (Alto, Soprano): “So willst du, grimm’ger Aeolus”
Aria (Soprano): “Angenehmer Zephyrus”
34 Recitative (Soprano, Bass): “Mein Aeolus”
35 Aria (Bass): “Zurücke, zurücke, geflügelten Winde”
36 Recitative (Soprano, Alto, Tenor): “Was Lust!”
37 Duetto (Alto, Tenor): “Zweig und Äste”
38 Recitative (Soprano): “Ja, ja!”
39 Chorus: “Vivat August, August vivat!”

Lisa Larsson soprano
Elisabeth von Magnus alto
Christoph Prégardien tenor
Klaus Mertens bass

COMPACT DISC 4

“Laßt uns sorgen, laßt uns wachen” BWV 213
Hercules at the Crossroads. For the birthday of Prince Friedrich Christian, September 5. 1733

1 Chorus: “Laßt uns sorgen, laßt uns wachen”
2 Recitative (Alto): “Und wo? Wo ist die rechte Bahn”
3 Aria (Soprano): “Schlafe mein Liebster, und pflege der Ruh”
4 Recitative (Soprano, Tenor): “Auf! folge meiner Bahn”
5 Aria (Alto): “Treues Echo dieser Orten”
6 Recitative (Tenor): “Mein hoffnungsvoller Held!”
7 Aria (Tenor): “Auf meinen Flügeln sollst du schweben”
8 Recitative (Tenor): “Die weiche Wollust locket zwar”
9 Aria (Alto): “Ich will dich nicht hören, ich will dich nicht wissen”
10 Recitative (Alto, Tenor): “Geliebte Tugend, du allein”
11 Aria – Duetto (Alto, Tenor): “Ich bin deine, du bist meine”
12 Recitative (Bass): “Schaut, Götter, dieses ist ein Bild”
13 Chorus: “Lust der Völker, Lust der Deinen”

Anne Grimm soprano (Wollust)
Elisabeth von Magnus alto (Herkules)
Christoph Prégardien tenor (Tugend)
Klaus Mertens bass (Merkur)

THE AMSTERDAM BAROQUE ORCHESTRA & CHOIR
TON KOOPMAN harpsichord and conductor

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 4 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Cantatas – Vol. 4 de 22 – Ton Koopman, Amsterdam Baroque Orchestra & Choir, etc.

Problemas alheios à nossa vontade me fizeram trocar de servidor de armazenamento de meus arquivos (sim, mais uma vez o MEGA está fora do ar, aparentemente ação de hackers). E mais uma vez, estou trocando de servidor, desta vez estou migrando para o Zippyshare, que, segundo a propaganda, é gratuito e não tem limite de espaço. Aguardo a opinião dos senhores. Não sei se o MEGA vai voltar, e não, se não voltar, lamento, mas não tenho como subir novamente todo o meu acervo armazenado lá, sei lá quanto é.
O Quarto Volume da integral das Cantatas de Bach nas mãos de Ton Koopman está, como não poderia deixar de ser, impecável. Aqui teremos as magníficas Cantatas Seculares e foram compostas durante o período em Leipzig. Abaixo, um trecho do booklet explica :

“The fourth volume of the complete recordings of Bach’s cantatas is devoted exclusively to secular cantatas of the Leipzig period essentially from the years 1726-1734. Actually the term “secular cantata” is completely foreign to Johann Sebastian Bach and his time. It first became established in the latter half of the 19th century and paved the way for an almost fatal polarisation in the evaluation of Bach’s secular and religious vocal music, of which the effects are evident to this day, in both research and performance. In fact it is quite artificial to oppose sacred cantatas against secular. The first genre to emerge was the secular cantata, for the Italian term “cantata” was first used in the 17th century to designate the musical setting of a secular text, and it was not until 1700 in Protestant Germany that it was used to describe sacred music, when Erdmann Neumeister published his librettos Geistliche Cantatevi statt einer Kirchen-Musik in Weissenfeis, with far-reaching influence.”

Com exceção do Baixo Klaus Mertens e do tenor Paul Agnew, sempre presentes em outros volumes da coleção, Koopman troca aqui todos os outros cantores. A listagem está abaixo. Espero que apreciem esta postagem, sempre feita a toque de caixa, em virtude da total falta de tempo, e deste contratempo relatado acima, relativo ao servidor.

P.S. 1 – Depois de muitas reclamações, resolvi trocar de servidor de armazenamento. Agora estou usando o Google Drive, com o qual não creio que vá ter maiores problemas.

CD 1

“Laß Fürstin, laß noch einen Strahl” BWV 198

1 Chorus: “Laß Fürstin, laß noch einen Strahl”
2 Recitative (Soprano): “Dein Sachsen, dein bestürztes Meissen”
3 Aria (Soprano): “Verstummt, verstummt, ihr holden Saiten!”
4 Recitative (Alto): “Der Glocken bebendes Getön”
5 Aria (Alto): “Wie starb die Heldin so vergnügt!”
6 Recitative (Tenor): “Ihr Leben ließ die Kunst zu sterben”
7 Chorus: “An dir, du Fürbild grosser Frauen”
8 Aria (Tenor): “Der Ewigkeit saphirnes Haus”
9 Recitative (Bass): “Was Wunder ist’s?”
10 Chorus: “Doch, Königin! du stirbest nicht”

Lisa Larsson soprano
Elisabeth von Magnus alto
Paul Agnew tenor
Klaus Mertens bass

“Preise dein Glücke gesegnetes Sachsen” BWV 215

11 Chorus: “Preise dein Glücke, gesegnetes Sachsen”
12 Recitative (Tenor): “Wie können wir, großmächtigster August”
13 Aria (Tenor): “Freilich trotzt August’ Name”
14 Recitative (Bass): “Was hast dich sonst, Sarmatien, bewogen”
15 Aria (Bass): “Rase nur, verwegner Schwärm”
16 Recitative (Soprano): “Ja, ja! Gott ist uns noch mit seiner Hülfe nah”
17 Aria (Soprano): “Durch die von Eifer entflammeten Waffen”
18 Recitative and arioso (Tenor, Bass, Soprano): “Laß doch, o teurer Landesvater, zu”
19 Chorus: “Stifter der Reiche, Beherrscher der Kronen”

Eis Bongers soprano
Paul Agnew tenor
Klaus Mertens bass

CD 2

“Schweigt stille plaudert nicht” BWV 211 “Schweigt stille plaudert nicht” BWV 211

1 Recitative (Tenor): “Schweigt stille, plaudert nicht”
2 Aria (Bass): “Hat man nicht mit seinen Kindern”
3 Recitative (Soprano, Bass): “Du böses Kind, du loses Mädchen”
4 Aria (Soprano): “Ei! wie schmeckt der Coffee süße”
5 Recitative (Soprano, Bass): “Wenn du mir nicht den Coffee läßt”
6 Aria (Bass): “Mädchen, die von harten Sinnen”
7 Recitative (Soprano, Bass): “Nun folge, was dein Vater spricht”
8 Aria (Soprano): “Heute noch, lieber Vater tut es doch”
9 Recitative (Tenor): “Nun geht und sucht der alte Schlendrian”
10 Chorus (Soprano, Tenor, Bass): “Die Katze läßt das Mausen nicht”

Anne Grimm soprano (Liesgen)
Paul Agnew tenor
Klaus Mertens bass (Herr Schlendrian)

“Tönet, ihr Pauken! Erschallet, Trompeten!” BWV 214

11 Chorus: “Tönet, ihr Pauken! Erschallet, Trompeten!”
12 Recitative (Tenor): “Heut ist der Tag, wo jeder sich erfreuen mag”
13 Aria (Soprano): “Blast die wohlgegriffnen Flöten”
14 Recitative (Soprano): “Mein knallendes Metall”
15 Aria (Alto): “Fromme Musen! meine Glieder!”
16 Recitative (Alto): “Unsre Königin im Lande”
17 Aria (Bass): Kron und Preis gekrönter Damen”
18 Recitative (Bass): “So dringe in das weite Erdenrund”
19 Chorus: “Blühet, ihr Linden in Sachsen, wie Zedern!”

Eis Bongers soprano
Elisabeth Von Magnus alto
Paul Agnew tenor
Klaus Mertens bass

“Non sa che sia dolore” BWV 209

20 Sinfonia
21 Recitative: “Non sa che sia dolore”
22 Aria: “Parti pur, e con dolore” 8’31
23 Recitative: “Tuo saver al tempo e l’età contrasta”
24 Aria: “Ricetti gramezza e pavento”

Lisa Larsson, soprano

CD 3

“Ich bin in mir vergnügt” BWV 204

1 Recitative: “Ich bin in mir vergnügt”
2 Aria: “Ruhig und in sich zufrieden”
3 Recitative: “Ihr Seelen, die ihr außer euch”
4 Aria: “Die Schätzbarkeit der weiten Erden”
5 Recitative: “Schwer ist es zwar, viel Eitles zu besitzen”
6 Aria: “Meine Seele sei vergnügt”
7 Recitative and arioso: “Ein edler Mensch ist Perlenmuscheln gleich”
8 Aria: “Himmlische Vergnügsamkeit”

Lisa Larsson, soprano

“Geschwinde, ihr wirbelnden Winde” BWV 201

9 Chorus: “Geschwinde, geschwinde ihr wirbelnden Winde”
10 Recitative (Soprano, Bass I & II): “Und du bist doch so unverschämt und frei”
11 Aria (Soprano): “Patron, das macht der Wind”
12 Recitative (Alto, Bass I & II): “Was braucht ihr euch zu zanken?”
13 Aria (Bass 1): “Mit Verlangen”
14 Recitative (Soprano, Bass II): “Pan, rükke deine Kehle nun”
15 Aria (Bass II): “Zu Tanze, zu Sprunge, so wakkelt das Herz”
17 Aria (Tenor): “Phoebus, deine Melodei”
18 Recitative (Bass II, Tenor II): “Komm, Midas, sage du nun an”
19 Aria (Tenor): “Pan ist Meister, laßt ihn gehn!”
20 Recitative (Soprano, Alto, Tenor I & II, Bass I & II): “Wie, Midas, bist du toll?”
21 Aria (Alto): “Aufgeblasne Hitze, aber wenig Grütze”
22 Recitative (Soprano): “Du guter Midas, geh nun hin”
23 Chorus: “Lobt das Herz, ihr holden Saiten”

Caroline Stani soprano (Momus)
Peter de Groot alto (Mercurius)
Paul Agnew tenori (Tmolus)
Jeremy Ovenden tenor II (Midas)
Klaus Mertens bass I (Phoebus)
Donald Bentvelsen bass II (Pan)

THE AMSTERDAM BAROQUE ORCHESTRA & CHOIR
TON KOOPMAN

CD 1 – DOWNLOAD HERE – BAIXE AQUI

CD 2 – DOWNLOAD HERE – BAIXE AQUI

CD 3 – DOWNLOAD HERE – BAIXE AQUI

 

J. S. Bach (1685-1750): Concerto para Oboé / Cantata BWV 202 & G. F. Händel (1685-1759): Concerto Nº 1 para Harpa / Cantata Tra Le Fiamme, HWV 170

J. S. Bach (1685-1750): Concerto para Oboé / Cantata BWV 202 & G. F. Händel (1685-1759): Concerto Nº 1 para Harpa / Cantata Tra Le Fiamme, HWV 170

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um grande disco, magnificamente interpretado! O Concerto de Bach para Oboé é maravilhoso, mas logo depois temos a Cantata do Casamento, BWV 202. Esta Cantata é linda. A primeira ária me mói o coração. Tudo, a lentidão inicial, os passos, a seção rápida, o retorno. Que ária! E que lindo trabalho fazem todos aqui.

Esta primeira ária, “Weichet nur, betrübte Schatten” (Dissipai, sombras problemáticas), é acompanhada por todos os instrumentos. As cordas reproduzem um motivo repetitivo ilustrando o desaparecimento do inverno, enquanto o oboé conduz com uma linda melodia até a entrada da voz, depois tocando em dueto com ela. A seção de abertura é marcada como Adagio, enquanto a seção intermediária, sobre os prazeres da primavera, é marcada como Andante. É a mudança da sombra para a luz do sol, do frio do inverno para as flores da primavera.

A BWV 202 sobreviveu através de apenas uma cópia da década de 1730. Ela apresenta um estilo usado por Bach apenas até por volta de 1714. O lento-rápido-lento da primeira ária, por exemplo, foi raramente utilizado por Bach depois de 1714. Também o jogo entre a voz e o oboé obbligato do sétimo movimento é da mesma época. Mas os biógrafos pensam que esta Cantata é do tempo de Köthen e a ocasião a um casamento, possivelmente o próprio casamento de Bach com Anna Magdalena em dezembro de 1721. O libretista não é conhecido.

O texto relaciona o início do amor à chegada da primavera após o inverno. O cupido procura por um casal. Ele os encontra. Há o desejo de sorte. O tom é bem humorado e brincalhão, o que sugere um casamento civil.

O restante do CD também é de primeira linha.

J. S. Bach (1685-1750): Concerto para Oboé / Cantata BWV 202 & G. F. Händel (1685-1759): Concerto Nº 1 para Harpa / Cantata Tra Le Fiamme, HWV 170

1 Concerto en la Majeur, BWV 1005A: I. Allegro 4:26
2 Concerto en la Majeur, BWV 1005A: II. Larghetto 5:10
3 Concerto en la Majeur, BWV 1005A: III. Allegro Ma Non Troppo 4:28
Patrick Beaugiraud
Ricercar Consort
Philippe Pierlot

4 “Weichet Nur, Betrübte Schatten”, BWV 202: Aria – Weichet Nur, Betrübte Schatten 6:18
5 “Weichet Nur, Betrübte Schatten”, BWV 202: Récitatif – Die Welt Wird Wieder Neu 0:27
6 “Weichet Nur, Betrübte Schatten”, BWV 202: Aria – Phoebus Eilt 2:55
7 “Weichet Nur, Betrübte Schatten”, BWV 202: Aria – Drum Sucht Auch Amor 0:41
8 “Weichet Nur, Betrübte Schatten”, BWV 202: Récitatif – Wenn Die Frühlingslüfte Streichen 2:29
9 “Weichet Nur, Betrübte Schatten”, BWV 202: Récitatif – Und Dieses Ist Das Glücke 0:49
10 “Weichet Nur, Betrübte Schatten”, BWV 202: Aria – Sich Üben Im Lieben 4:17
11 “Weichet Nur, Betrübte Schatten”, BWV 202: So Sei Das Brand Der Keuschen Liebe 0:22
12 “Weichet Nur, Betrübte Schatten”, BWV 202: Gavotte – Sehet In Zufriedenheit 1:35
Nuria Rial
Patrick Beaugiraud
Philippe Pierlot
Ricercar Consort

13 Concerto Pour Harpe No. 1 en Si Majeur, Op. 4 No. 6: I. Andante Allegro 6:00
14 Concerto Pour Harpe No. 1 en Si Majeur, Op. 4 No. 6: II. Larghetto 3:48
15 Concerto Pour Harpe No. 1 en Si Majeur, Op. 4 No. 6: III. Allegro Moderato 2:34
Giovanna Pessi
Ricercar Consort
Philippe Pierlot

16 Tra Le Fiamme, HWV 170: Aria – Tra Le Fiamme Tu Scherzi Per Gioco 5:28
17 Tra Le Fiamme, HWV 170: Recitativo – Dedalo Già Le Fortunate Penne 0:49
18 Tra Le Fiamme, HWV 170: Aria – Pien Di Nuovo e Bel Diletto 4:39
19 Tra Le Fiamme, HWV 170: Recitativo – Si, Pur Troppo e Vero 0:14
20 Tra Le Fiamme, HWV 170: Aria – Voli Per L’aria Chi Puo Volare 2:56
21 Tra Le Fiamme, HWV 170: Recitativo – L’uomo Che Macque Per Salire Al Cielo 0:21
22 Tra Le Fiamme, HWV 170: Aria – Tra Le Fiamme Tu Scherzi Per Gioco 2:30
Nuria Rial
Philippe Pierlot
Ricercar Consort

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Handel é muito bom, mas Bach…

PQP

Paul is not dead: celebrando a vida de Paul Badura-Skoda (A Man and His Music – Young and Curious [1941-46])

Paul is not dead: celebrando a vida de Paul Badura-Skoda (A Man and His Music – Young and Curious [1941-46])

Há dois dias, algumas postagens em minhas redes sociais deram conta do desaparecimento, aos 91 anos, do grande Paul Badura-Skoda, o subdecano dos pianistas (pois o decano é, sem dúvidas, o incansável Menahem Pressler: noventa e seis anos, oito décadas de carreira, participações em todas as formações do Beaux Arts Trio – de Daniel Guilet a Antonio Meneses – estreia com a Filarmônica de Berlim com noventa primaveras, e que tinha um recital marcado com o jovem Badura-Skoda para o mês passado, e que foi cancelado por indisposição do garoto austríaco). Imediatamente, comecei a escrever uma postagem lamentando o fato e celebrando a longa vida artística e, particularmente, o prolífico legado de Paul, fartamente registrado em gravações ao longo de sete décadas, muitas delas, como notou nosso colega Pleyel, em instrumentos de época, antes que esta prática entrasse em voga.

O sono me chamou, e a postagem jazeu incompleta, o que me poupou-me do vigoroso constrangimento de publicá-la só para depois constatar, com alegre cara de tacho, que, assim como acontecera com Mark Twain  e das muitas teorias a darem conta de que Sir James Paul is no more, os rumores da morte do Paul austríaco foram grandemente exagerados.

Ainda bem.

Com votos de que o notável vienense se recupere prontamente, deixo-lhes o primeiro duma série de discos comemorando seu septuagésimo quinto aniversário – efeméride que, como veem, já fez seu baile de debutantes. Nele, Paul – adolescente e adulto jovem – deixa-nos alguns bombons, tanto em leituras do repertório tradicional para o piano, em peças a que voltaria dezenas de vezes, quanto em gravações para o acordeão, o instrumento favorito na família Skoda – uma delas, o arranjo para a abertura de La Gazza Ladra, que dedica à mãe pelo seu dia.

Gute Besserung, und komm schnell wieder auf die Beine!

PAUL BADURA SKODA – A MUSICAL BIOGRAPHY – 75h BIRTHDAY TRIBUTE – CD1

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
O Cravo bem Temperado, livro 1: Prelúdio e Fuga em Dó sustenido menor, BWV 849
01 – Prelúdio
02 – Fuga

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)
Sonata para piano no. 21 em Dó maior, Op. 53, “Waldstein”
03 – I. Allegro con brio

Fryderyk Franciszek CHOPIN (1810-1849)
04 – Barcarola em Fá sustenido maior, Op. 60
05 – Fantasia em Fá menor, Op. 49

Hans Ulrich STAEPS (1909-1988)
06 – Pan Pan

Louis GRUENBERG (1884-1964)
07-12 Six Jazz Epigrams

Billy GOLWYN (?-?)
13 – Verbena

Leopold MITTMANN (1904-1976)
14-16 Jazz Babies

Gioachino Antonio ROSSINI (1792-1868)
17 – La gazza ladra: Abertura

Pietro FROSINI (1885-1951)
18 – Serenade italienne

Hermann SCHITTENHELM (1893-1979)
19 – Der Eislaufer (The Ice Skater)

Josef SCHNEIDER (1866-1940)
20 – Tarantella

21 – Entrevista com Paul Badura-Skoda (em alemão)

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Vassily Genrikhovich

“O piano não consegue respirar naturalmente – o pianista tem que insuflar vida no piano” – por isso que Paul também toca, como faz nesta gravação, o acordeão.

Joseph Joachim & Pablo de Sarasate – Gravações completas (1903-1904) – Eugène Ysaÿe – Gravações (1912)

Joseph Joachim & Pablo de Sarasate – Gravações completas (1903-1904) – Eugène Ysaÿe – Gravações (1912)

51a7Y69Z7oLNão, você não leu errado: estas são as gravações completas dos legendários violinistas Joachim e Sarasate, feitas no começo do século XX.

Sim, Joachim: aquele que estreou sob a batuta de Felix Mendelssohn e consolidou o Concerto Op. 61 de Beethoven no repertório, que escreveu dezenas de cadenzas para concertos alheios, fundador de uma importante escola pedagógica, amigo de Schumann e de Brahms, e consultor deste último nas obras concertantes para violino.

E sim, ele mesmo: Sarasate, o mais célebre dos violinistas do século XIX depois de Paganini, receptor das dedicatórias da Sinfonia Espanhola de Lalo, do Concerto no. 2 de Wieniawski, do Concerto no. 3 e Introdução e Rondó Caprichoso de Saint-Saëns, entre outros.

De quebra, para fechar o disco, algumas das gravações que Eugène Ysaÿe, o maior violinista de seu tempo, realizou durante uma visita a Nova York em 1912.

Joseph Joachim (1831-1907)
Joseph Joachim (1831-1907)

Joachim tinha 72 anos quando realizou suas gravações – idade avançada para a época – e certamente já não estava no melhor de sua forma, tanto física quanto técnica. As técnicas primitivas de gravações, agravadas pelas dificuldades inerentes à captação do som do violino, ainda mais com as cordas de tripa que eram então a norma, exigem bastante do ouvinte que deseja apreciar a arte deste violinista legendário. As duas peças de Bach para violino solo carregam a distinção de serem as primeiras obras do Pai da Música jamais gravadas. Chamam a atenção também as ornamentações que adicionou, especialmente à bourrée, o uso muito comedido de vibrato (pois a escola fundada por Joachim assim defendia) e o que parece uma entonação distinta, que talvez estivesse em voga na distante década de 1830, quando começou a receber sua educação musical.

Joachim com o jovem Franz von Vecsey, em foto de 1903 - ano em que realizou suas únicas gravações. Aquele dedo indicador artrítico da mão esquerda dói só de olhar, e nos faz conceder um generoso desconto quando ouvimos os erros que ele deixou registrados para a posteridade.
Joachim com o jovem Franz von Vecsey, em foto de 1903 – ano em que realizou suas únicas gravações. Aquele dedo indicador artrítico da mão esquerda dói só de olhar, e nos faz conceder um generoso desconto quando ouvimos os erros que ele deixou registrados para a posteridade.

 

Pablo de Sarasate (1844-1908), com seu Stradivarius que pertenceu a Paganini, o mesmo instrumento usado nestas gravações.
Pablo de Sarasate (1844-1908), com seu Stradivarius que pertenceu a Paganini, o mesmo instrumento usado nestas gravações.

Comedimento era o que não existia no diminuto corpo de Sarasate, virtuose de fama mundial e compositor de diversas obras feitas sob medida para exibir sua técnica. Diferentemente de Joachim, ele abusa do vibrato e, a julgar por suas gravações, apreciava andamentos insanamente rápidos. O Prelúdio da Partita em Mi maior de Bach, por exemplo, é tocada em velocidade lúbrica, mais rápido até do que era capaz o violinista sexagenário: lá pelo segundo terço ele se perde completamente, como um estudante em pânico na prova, e só vem a se recuperar quando a obra se encaminha para o final (ele parece comentar alguma coisa no fim – talvez uma exclamação desbocada – mas não a consegui entender). O arranjo do Noturno de Chopin permite apreciar um pouco de seu afamado “cantabile”, que pelo jeito abusava do portamento.  No entanto, é em suas próprias obras que o basco parece se sair melhor, principalmente no “Zapateado” e nas famosas “Zigeunerweisen” (Árias Ciganas), aparentemente abreviadas para caberem na gravação – o Adagio acaba bruscamente (em meio a instruções sem-cerimoniosamente faladas pelo intérprete) para dar lugar ao velocíssimo Finale.

Eugene Ysaÿe (1858-1931)
Eugene Ysaÿe (1858-1931)

Já o belga Ysaÿe, aluno dos legendários Vieuxtemps e Wieniawski em Bruxelas, viveu até os anos 30. Por isso, deixou um legado maior de gravações, que nos soam mais modernas e muito mais satisfatórias que as de Sarasate e Joachim – mérito, também, da impressionante evolução das técnicas de gravação. O movimento final do Concerto de Mendelssohn, apesar dos cortes necessários para que coubesse num lado de um LP de 78 rpm, é bastante bom, e a famosa elegância do estilo de Ysaÿe fica evidente, apesar de algumas escorregadelas. Lembremo-nos de que as gravações eram feitas em uma só tomada, e o alto custo da mídia não permitia o luxo de repetir tomadas a bel-prazer.

Ysaÿe e o pianista Camille de Creus, realizando as gravações que vocês escutarão em breve, em Nova York (1912)
Ysaÿe e o pianista Camille Decreus, realizando as gravações que vocês escutarão em breve, em Nova York (1912). Reparem no cone que fazia as vezes de microfone

 

Espero que apreciem estas gravações preciosas que permitem, pelo menos àqueles que lhe relevam os ruídos de superfície inerentes às limitações técnicas da época, uma fascinante viagem aural ao passado.

JOSEPH JOACHIM – THE COMPLETE RECORDINGS (1903)
PABLO DE SARASATE – THE COMPLETE RECORDINGS (1904)
EUGÈNE YSAYE – SELECTED RECORDINGS (1912)

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

01 – Partita no. 1 em Si menor para violino solo, BWV 1002 – Bourrée
02 – Sonata no. 1 em Sol menor para violino solo, BWV 1001 – Adagio

Joseph Joachim, violino
(1903)

Joseph JOACHIM (1831-1907)

03 – Romance em Dó maior para violino e piano

Johannes BRAHMS (1833-1897), arranjos para violino e piano de Joseph Joachim

04 – Dança Húngara no. 1 em Sol menor
05 – Dança Húngara no. 2 em Ré menor

Joseph Joachim, violino
Pianista desconhecido
(1903)

Pablo Martín Meliton de SARASATE y Nevascués (1844-1908)

06 – Zigeunerweisen (Árias Ciganas), Op. 20
07 – Capricho Basco, Op. 24
08 – Introdução e Capricho Jota, Op. 41
09 – Introdução e Tarantela, Op. 43
10 – Zortzico Miramar, Op. 42
11 – Danças Espanholas, Op. 21 – no. 2: Habanera
12 – Danças Espanholas, Op. 26 – no. 2: Zapateado

Fryderyk Franciszek CHOPIN (1810-1849)

13 – Noturnos, Op. 9 – no. 2 em Mi bemol maior (transcrição de Sarasate para violino e piano)

Pablo de Sarasate, violino
Pianista desconhecido
(1904)

Johann Sebastian BACH

14 – Partita no. 3 em Mi maior para violino solo, BWV 1006 – Prelúdio

Pablo de Sarasate, violino
(1904)

Emmanuel Alexis CHABRIER (1841-1894)

15 – Pièces pittoresques para piano – no. 10: Scherzo-Valse em Ré maior (transcrito por Ysaÿe para violino e piano)

GABRIEL URBAIN FAURÉ (1845-1924)

16 – Berceuse, Op. 16

Jakob Ludwig Felix MENDELSSOHN Bartholdy (1809-1847)

17 – Concerto em Mi menor para violino e orquestra, Op. 64 – Finale: Allegro molto (redução abreviada para violino e piano)

Henryk WIENIAWSKI (1835-1880)

18 – Duas Mazurkas para violino e piano, Op. 19

Johannes BRAHMS, arranjos para violino e piano de Joseph Joachim

19 – Dança Húngara no. 5 em Sol menor

Eugène Ysaÿe, violino
Camille Decreus, piano
(1912)

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BÔNUS: vocês sabiam que não há só uma, mas DUAS gravações de Johannes Brahms ao piano? Claro que o som é precaríssimo, pois elas são de 2 de dezembro de 1889 (imaginem, menos de um mês após a Proclamação de República no Brasil!). Brahms toca uma de suas Danças Húngaras e um trecho de uma polca de Josef Strauss. Este vídeo do pianista Jack Gibbons, que tem um dos melhores canais de YouTube para amantes do piano, guia-nos nessa experiência aural a um só tempo difícil e privilegiada:

Sarasate, o ligeirinho
Sarasate, o ligeirinho

Vassily Genrikhovich

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Cantatas – Vol. 3 de 22 – Ton Koopman, Schlick, Mertens, Prégardien, Wessel

Em uma série deste tamanho, devemos nos preparar com antecipação, não acham? Deixar tudo prontinho … quem dera, na atual conjuntura de minha vida. Mal consigo sentar no computador … com a idade vem a responsabilildade, dizem, e a falta de tempo, idem. Estou tentando manter uma periodicidade semanal, se não conseguir, só tenho a lamentar. Para os apressados, sugiro procurarem na rede mundial, está tudo lá, bonitinho.

Não pretendo me estender em maiores explicações, a obra de Bach se explica por si só. Divirtam-se.

P.S. Como sempre, Ton Kopman está muito bem de solistas nesta caixa, temos aqui a presença ilustre de Andreas Schöll …

CD 1

01. BWV.063 – 1. Chorus ‘Christen, atzet diesen Tag’
02. BWV.063 – 2. Recitative (Alto)- ‘O selger Tag! o ungemeines Heute’
03. BWV.063 – 3. Duet (Soprano, Bass)- ‘Gott, du hast es wohl gefuget’
04. BWV.063 – 4. Recitative (Tenor)- ‘So kehret sich nun heut das bange Leid’
05. BWV.063 – 5. Duet (Alto, Tenor)- ‘Ruft und fleht den Himmel an’
06. BWV.063 – 6. Recitative (Bass)- ‘Verdoppelt euch demnach’
07. BWV.063 – 7. Chorus- ‘Hochster, schau in Gnaden an’
08. BWV.162 – 1. Aria (Bass)
09. BWV.162 – 2. Recitative (Tenor)- ‘O grosses Hochzeitfest’
10. BWV.162 – 3. Aria (Soprano)- ‘Jesu, Brunquell aller Gnaden’
11. BWV.162 – 4. Recitative (Alto)- ‘Mein Jesu, lass mich nicht’
12. BWV.162 – 5. Aria (Duet- Alto, Tenor)- ‘In meinem Gott bin ich erfreut’
13. BWV.162 – 6. Chorus- ‘Ach, ich habe schon erblicket’
14. BWV.155 – 1. Recitative (Soprano)
15. BWV.155 – 2. Aria (Duet- Alto, Tenor)- ‘Du musst glauben, du musst hoffen’
16. BWV.155 – 3. Recitative (Bass)- ‘So sei, o Seele, sei zufrieden’
17. BWV.155 – 4. Aria (Soprano)- ‘Wirf, mein Herze, wirf dich noch’
18. BWV.155 – 5. Chorale- ‘Ob sichs anlie als wollt er nicht’
19. BWV.063 – Appendix 1. Duet (Soprano, Bass)
20. BWV.162 – Appendix 1. Aria (Bass)
21. BWV.162 – Appendix 2. Chorus- ‘Ach, ich habe schon erblicket’

CD 2

01. BWV.022 – 1. Arioso & Chorus (Tenor, Bass, Chorus)- Jesus nahm zu sich die Zwolfe
02. BWV.022 – 2. Aria (Alto)- Mein Jesu, ziehe mich nach dir
03. BWV.022 – 3. Recitative (Bass)- Mein Jesu, ziehe mich
04. BWV.022 – 4. Aria (Tenor)- Mein Alles in Allem
05. BWV.022 – 5. Chorus- Ertot uns durch dein Gute
06. BWV.023 – 1. Duet (Soprano, Alto)- Du wahrer Gott und Davids Sohn
07. BWV.023 – 2. Recitative (Tenor)- Ach, gehe nicht voruber
08. BWV.023 – 3. Duett & Chor (Tenor, Bass, Chorus)- Aller Augen warten, Herr
09. BWV.023 – 4. Chorus- Christe, du Lamm Gottes
10. BWV.163 – 1. Arie (Tenor)- Nur jedem das Seine
11. BWV.163 – 2. Recitative (Bass)- Du bist, mein Gott
12. BWV.163 – 3. Aria (Bass)- Lass mein Herz die Munze sein
13. BWV.163 – 4. Recitative (Soprano, Alto)- Ich wollte dir, o Gott
14. BWV.163 – 5. Aria (Soprano, Alto)- Nimm mich mir und gib mich dir
15. BWV.163 – 6. Chorus- Fuhr auch mein Herz und Sinn
16. BWV.165 – 1. Aria (Soprano)- O heilges Geist- und Wasserbad
17. BWV.165 – 2. Recitative (Bass)- Die sundige Geburt verdammter Adams Erben
18. BWV.165 – 3. Aria (Alto)- Jesu, der aus grosser Liebe
19. BWV.165 – 4. Recitative (Bass)- Ich habe, ja, mein Seelenbrautigam
20. BWV.165 – 5. Aria (Tenor)- Jesu, meines Todes Tod
21. BWV.165 – 6. Chorus- Sein Wort, sein Tauf, sein Nachtmahl

CD 3

01. BWV.054 – 1. Aria (Alto) ‘Widerstehe doch der Sunde’
02. BWV.054 – 2. Recitative (Alto) ‘Die Art verruchter Sunde’
03. BWV.054 – 3. Aria (Alto) ‘Wer Sunde tut, der ist vom Teufel’
04. BWV.161 – 1. Aria (Alto) ‘Komm, du susse Todesstunde’
05. BWV.161 – 2. Recitative (Tenor) ‘Welt, deine Lust is Last’
06. BWV.161 – 3. Aria (Tenor) ‘Mein Verlangen ist den Heiland zu umfangen’
07. BWV.161 – 4. Recitative (Alto) ‘Der Schluss ist schon gemacht’
08. BWV.161 – 5. Chorus ‘Wenn es meines Gottes Wille’
09. BWV.161 – 6. Chorus ‘Der Leib zwar in der Erden’
10. BWV.208 – 01. Recitative (Soprano) ‘Was mir behagt, ist nur die muntre Jagd’
11. BWV.208 – 02. Aria (Soprano) ‘Jagen ist die Lust der Gotter’
12. BWV.208 – 03. Recitative (Tenor) ‘Wie, schonste Gottin, wie’
13. BWV.208 – 04. Aria (Tenor) ‘Willst du dich nicht mehr ergotzen’
14. BWV.208 – 05. Recitative (Soprano, Tenor) ‘Ich liebe dich zwar noch!’
15. BWV.208 – 06. Recitative (Bass) ‘Ich, der ich sonst ein Gott in diesen Feldern bin’
16. BWV.208 – 07. Aria (Bass) ‘Ein Furst ist seines Landes Pan’
17. BWV.208 – 08. Recitative (Soprano) ‘Soll dann der Pales Opfer hier’
18. BWV.208 – 09. Aria (Soprano) ‘Schafe konnen sicher weiden’
19. BWV.208 – 10. Recitative (Soprano) ‘So stimmt mit ein’
20. BWV.208 – 11. Chorus ‘Lebe, Sonne dieser Erden’
21. BWV.208 – 12. Duet (Soprano, Tenor) ‘Entzucket uns beide’
22. BWV.208 – 13. Aria (Soprano) ‘Weil die wollenreichen Herden’
23. BWV.208 – 14. Aria (Bass) ‘Ihr Felder und Auen’
24. BWV.208 – 15. Chorus ‘Ihr lieblichsten Blicke’

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

BARBARA SCHLICK, CAROLINE STAM, RUTH HOLTON, ELS BONGERS soprano
ELISABETH VON MAGNUS soprano II, alto
ANDREAS SCHOLL alto(BWV54)
PAUL AGNEW tenor
KLAUS MERTENS bass
THE AMSTERDAM BAROQUE ORCHESTRA & CHOIR
TON KOOPMAN – CONDUCTOR

 

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – The Yale Cellos of Aldo Parisot

DE-3041-2Talvez para me redimir do erro crasso que foi ignorar a gravação pioneira do decano dos violoncelistas brasileiros, o potiguar Aldo Parisot, e atribuir erroneamente a Dimos Goudaroulis a primeira gravação brasileira da integral das Suítes para violoncelo solo de J. S. Bach, apresento-lhes um belo álbum em que Parisot rege o conjunto de violoncelos da Universidade de Yale, formado por seus alunos, e que leva seu nome.

O álbum original, como vocês podem perceber pela capa rasurada, não continha somente obras de J. S. Bach, mas também outras tantas do maior dos compositores brasileiros, que se inspirou em Bach para compor um conjunto de nove obras, cujos títulos, mui apropriadamente, remetem a Bach. Duas dessas obras – a primeira e quinta da série – foram compostas para conjunto de violoncelos (acompanhados, na quinta, por uma soprano solista, que nesta gravação é a excelente Arleen Augér).

Lamentavelmente, não temos a autorização dos representantes dos direitos de tal compositor para divulgar suas obras por aqui. Assim, deixamos que as obras de Bach lhes mostrem a beleza do som do coro de violoncelos burilado por Parisot, enquanto vocês ficam imaginando como as obras do compositor-de-quem-não-se-diz-o-nome não soariam com esse conjunto.

Ou, ah sim, também podem comprar o disco. É só clicar a imagem acima.

(ou, então, escutar no YouTube – mas, shhhhhh, não espalhem!)

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)

01 – Suíte para orquestra no. 3 em Ré maior, BWV 1068 – Ária
02 – Partita para violino solo no. 2 em Ré menor, BWV 1004 – Chaconne
03 – O Cravo bem Temperado, livro I – Prelúdio e Fuga em Mi bemol menor, BWV 853
04 – O Cravo bem Temperado, livro I – Prelúdio em Si bemol menor, BWV 867
05 – Suíte para violoncelo solo no. 6 em Ré maior, BWV 1012 – Sarabande

The Yale Cellos of Aldo Parisot
Aldo Parisot, regência
Arranjos para conjunto de violoncelos: Aldo Parisot
(os excertos d’O Cravo bem Temperado foram arranjados, parece, por um grande compositor brasileiro)

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O maior compositor cujas obras vocês não encontrarão aqui no PQP Bach
O maior compositor cujas obras vocês não encontrarão aqui no PQP Bach

Vassily Genrikhovich

Concert of the Century: Celebrating the 85th Anniversary of Carnegie Hall (1976)

61YHCGMSB4L._SX425_“Concerto do Século” é um título bastante presunçoso para esta gravação da celebração dos 85 anos (jubileu esquisito, né?) do Carnegie Hall em Nova York, e que eu comprei no Carrefour nos anos 90.

Os talentos reunidos talvez justifiquem a presunção: afinal, se hoje Leonard Bernstein, Isaac Stern, Yehudi Menuhin, Vladimir Horowitz, Slava Rostropovich e Dietrich Fischer-Dieskau provavelmente estão, entre uma piada e outra de Slava, a fazer música no Olimpo, no tempo em que eles repartiam conosco o ar pestilento do Hades era bem difícil vê-los repartindo um palco.

O repertório é um saco de gatos difícil de entender, cujo único critério de eleição, parece, era o da Roda da Fortuna. Talvez quisessem apenas achar pretextos para reunir o notável panteão musical e ganhar dinheiro com isso – a edição de luxo da gravação, por exemplo, limitada a mil exemplares e autografada pelos artistas, ainda pode trocar de mãos pela ninharia de duas mil e trezentas doletas.

Essa, no entanto, é uma questão que empalidece quando imaginamos o espetáculo sui generis que não deve ter sido assistir aos célebres instrumentistas cantando (!) o Hallelujah de Händel que encerra o festim musical. Não conseguimos, em momento algum, discernir suas vozes em meio ao coro e, por isso, provavelmente devamos à Oratorio Society e à Filarmônica de New York nossos efusivos agradecimentos.

Ver Horowitz soltando um dó de peito certamente foi uma das trombetas do Apocalipse, mas o fechamento meio bizarro do concerto não condiz com algumas das belezas nele contidas. Ok, o Concerto Duplo de Bach com Stern e Menuhin é decepcionante, meio cru e cheio de arestas, e também fica difícil entender por que o “Pater Noster” à capela de Tchaikovsky está ali, perdido entre Bach e Händel. No entanto, o “Pezzo Elegiaco” que abre o belo Trio em Lá menor de Tchaikovsky (com Stern, Horowitz e Rostropovich) e o Andante da Sonata para violoncelo e piano de Rachmaninov (com Rostropovich e Horowitz) são tão bons que a gente fica cá com os botões a se perguntar por que diachos deles foram tocados só excertos.

O ouro maciço, entretanto, está no MA-RA-VI-LHO-SO “Dichterliebe” de Schumann, na voz de seu maior intérprete, Dietrich Fischer-Dieskau, e com Horowitz ao piano. Não conseguiríamos tecer loas bastantes à maior voz do século XX, então concentramos nossos confetes sobre Horowitz, que não só acompanha impecavelmente como também acrescenta tensão e lirismo a momentos cruciais. Para mim, esta é disparadamente a melhor gravação que existe desta obra-prima do gênero, e tenho certeza de que, se fosse lançada separadamente e não escondida neste saco de gatos de pedigree, seria um sempiterno sucesso.

CONCERT OF THE CENTURY – CELEBRATING THE 85th ANNIVERSARY OF CARNEGIE HALL

Gravado ao vivo em 18 de maio de 1976

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

01 – Abertura “Leonore”, Op. 72a

New York Philarmonic
Leonard Bernstein, regência

Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY (1840-1893)

02 – Trio em Lá menor para violino, piano e violoncelo, Op. 50 – Pezzo elegiaco

Isaac Stern, violino
Vladimir Horowitz, piano
Mstislav Rostropovich, violoncelo

Sergey Vasilyevich RACHMANINOV (1873-1943)

03 – Sonata em Sol menor para violoncelo e piano, Op. 19 – Andante

Mstislav Rostropovich, violoncelo
Vladimir Horowitz, piano

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CD2

Robert Alexander SCHUMANN (1810-1856)

01 – Dichterliebe, Op. 48, ciclo de canções sobre poemas de Heinrich Heine

Dietrich Fischer-Dieskau, barítono
Vladimir Horowitz, piano

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Concerto em Ré menor para dois violinos, orquestra de cordas e baixo contínuo, BWV 1043

02 – Vivace
03 – Largo ma non tanto
04 – Allegro

Isaac Stern e Yehudi Menuhin, violinos
New York Philarmonic
Leonard Bernstein, cravo e regência

Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY (1840-1893)

05 – Nove Peças Sacras – Pater Noster

The Oratorio Society
Lyndon Woodside, regência

Georg Friedrich HÄNDEL (1685-1759)

06 – Messiah, Oratório HWV 56 – no. 42, coro: “Hallelujah”

Isaac Stern, Yehudi Menuhin, Vladimir Horowitz, Mstislav Rostropovich, Leonard Bernstein, Dietrich Fischer-Dieskau, vozes
The Oratorio Society
New York Philarmonic
Leonard Bernstein, regência

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Menuhin, Slava, Volodya, Bernstein e Stern cantam, e Fischer-Dieskau pergunta-se como veio parar no meio do pior coro do mundo.

Vassily

 

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Bach – Amandine Beyer, Gli Incogniti

Nesta overdose de Bach que lhes estou proporcionando trazendo as Cantatas, trago hoje outra overdose, desta vez com uma das principais intérpretes da atualidade do velho mestre,  a violinista, professora e musicóloga francesa Amandine Beyer. Essa moça respira música barroca vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, trezentos e sessenta e cinco dias por ano. Todos os cds dela a que já tive acesso são de excepcional qualidade.
Serão quatro CDs dedicados ao violino, acompanhado por orquestra, por cravo, ou solo. Ou seja, para se fartar, no bom sentido é claro. E acompanhando-a, como sempre, temos o excelente conjunto Gli Incogniti, dirigido pela própria Amandine.
Coisa fina, para se ouvir à exaustão, sem temer excessos. Sempre que possível, ouçam com um bom fone de ouvido, relaxados, sentados em uma confortável poltrona e apreciando um bom vinho.
Vamos ao que viemos? Uma overdose de Bach nas mãos de uma de suas melhores intérpretes da atualidade.

CD 1

01. Concerto pour violon No. 1 in D Minor, BWV 1052 I. Allegro
02. Concerto pour violon No. 1 in D Minor, BWV 1052 II. Adagio
03. Concerto pour violon No. 1 in D Minor, BWV 1052 III. Allegro
04. Concerto pour violon No. 5 in G Minor, BWV 1056 I. Allegro
05. Concerto pour violon No. 5 in G Minor, BWV 1056 II. Largo
06. Concerto pour violon No. 5 in G Minor, BWV 1056 III. Presto
07. Concerto pour violon No. 2 in E Major, BWV 1042 I. Allegro
08. Concerto pour violon No. 2 in E Major, BWV 1042 II. Adagio
09. Concerto pour violon No. 2 in E Major, BWV 1042 III. Allegro assai
10. Concerto pour violon No. 1 in A Minor, BWV 1041 I. (Allegro moderato)
11. Concerto pour violon No. 1 in A Minor, BWV 1041 II. Andante
12. Concerto pour violon No. 1 in A Minor, BWV 1041 III. Allegro assai

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CD 2

1. Partita pour violon No. 1 in B Minor, BWV 1002 I. Allemanda
2. Partita pour violon No. 1 in B Minor, BWV 1002 II. Double
3. Partita pour violon No. 1 in B Minor, BWV 1002 III. Corrente
4. Partita pour violon No. 1 in B Minor, BWV 1002 IV. Double, presto
5. Partita pour violon No. 1 in B Minor, BWV 1002 V. Sarabande
6. Partita pour violon No. 1 in B Minor, BWV 1002 VI. Double
7. Partita pour violon No. 1 in B Minor, BWV 1002 VII. Tempo di borea
8. Partita pour violon No. 1 in B Minor, BWV 1002 VIII. Double
9. Sonata pour violon No. 2 in A Minor, BWV 1003 I. Grave
10. Sonata pour violon No. 2 in A Minor, BWV 1003 II. Fuga
11. Sonata pour violon No. 2 in A Minor, BWV 1003 III. Andante
12. Sonata pour violon No. 2 in A Minor, BWV 1003 IV. Allegro
13. Partita pour violon No. 2 in D Minor, BWV 1004 I. Allemanda
14. Partita pour violon No. 2 in D Minor, BWV 1004 II. Corrente
15. Partita pour violon No. 2 in D Minor, BWV 1004 III. Sarabanda
16. Partita pour violon No. 2 in D Minor, BWV 1004 IV. Giga
17. Partita pour violon No. 2 in D Minor, BWV 1004 V. Ciaccona

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CD 3

1. Sonata pour violon No. 3 in C Major, BWV 1005 I. Adagio
2. Sonata pour violon No. 3 in C Major, BWV 1005 II. Fuga
3. Sonata pour violon No. 3 in C Major, BWV 1005 III. Largo
4. Sonata pour violon No. 3 in C Major, BWV 1005 IV. Allegro assai
5. Sonata pour violon No. 1 in G Minor, BWV 1001 I. Adagio
6. Sonata pour violon No. 1 in G Minor, BWV 1001 II. Fuga, allegro
7. Sonata pour violon No. 1 in G Minor, BWV 1001 III. Siciliana
8. Sonata pour violon No. 1 in G Minor, BWV 1001 IV. Presto
9. Partita pour violon No. 3 in E Major, BWV 1006 I. Preludio
10. Partita pour violon No. 3 in E Major, BWV 1006 II. Loure
11. Partita pour violon No. 3 in E Major, BWV 1006 III. Gavotte en rondeaux
12. Partita pour violon No. 3 in E Major, BWV 1006 IV. Menuet I – Menuet II
13. Partita pour violon No. 3 in E Major, BWV 1006 V. Bourée
14. Partita pour violon No. 3 in E Major, BWV 1006 VI. Gigue
15. Sonata a violino solo senza basso I. —
16. Sonata a violino solo senza basso II. Allegro
17. Sonata a violino solo senza basso III. Giga
18. Sonata a violino solo senza basso IV. Variatione

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CD 4

1. Sonate in B-Flat Major, Wq. 77 I. Allegro di molto
2. Sonate in B-Flat Major, Wq. 77 II. Largo
3. Sonate in B-Flat Major, Wq. 77 III. Presto
4. Sonate in C Minor, Wq. 78 I. Allegro moderato
5. Sonate in C Minor, Wq. 78 II. Adagio ma non troppo
6. Sonate in C Minor, Wq. 78 III. Presto54. Sonate in G Minor, H 545 I. Allegro
7. Sonate in G Minor, H 545 II. Adagio56. Sonate in G Minor, H 545 III. Allegro
8. Sonate in B Minor, Wq. 76 I. Allegro moderato
9. Sonate in B Minor, Wq. 76 II. Poco andante
10. Sonate in B Minor, Wq. 76 III. Allegretto siciliano

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Amandine Beyer – Violin
Gli Incogniti

Amandine Beyer posando no Hall do Salão Principal da sede do PQPBach.

J. S. Bach (1685-1750): As Toccatas (completo)

J. S. Bach (1685-1750): As Toccatas (completo)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este é certamente um dos principais CDs lançados em 2019. Muito se falará dele, ainda mais se considerarmos que são versões EXTREMAMENTE LIVRES E ESPONTÂNEAS das Toccatas para Cravo de Bach. Elas são, ao lado das Goldberg, das Partitas e das Trio Sonatas para Órgão, minhas peças preferidas para teclado solo de papai.

Esfahani está correto. As Toccatas serviam para que os cravistas demonstrassem, além da música, suas habilidades. Nós jamais saberemos exatamente quão livres eram as versões dos cravistas da época, mas podemos ver que Esfahani se esbalda em liberdade. Sua versão é decididamente improvisada, se considerarmos o que temos ouvido. Mas também é alta e decididamente convincente.

As sete Toccatas de Bach são obras da juventude de Bach. O jovem compositor desejava liberdade expressiva, obviamente. Seria necessário um duro trabalho de detetive para tratar de questões de ornamentação e fraseado, cor e clareza, que papai esperaria que variassem de acordo com o gosto do executante. Esfahani, que explica a complexa história das peças em um ensaio detalhado no CD, fez sua própria versão e revela para nós que nessas músicas há mistérios que talvez nunca suspeitássemos. 

Você tem duas opções. Ouvir ou ouvir.

J. S. Bach (1685-1750): As Toccatas (completo)

1 Toccata in F sharp minor BWV910 [11’14]
2 Toccata in C minor BWV911 [12’05]
3 Toccata in D major BWV912 [12’33]
4 Toccata in D minor BWV913 [14’22]
5 Toccata in E minor BWV914 [8’04]
6 Toccata in G minor BWV915 [10’08]
7 Toccata in G major BWV916 [8’28]

Mahan Esfahani (cravo)

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Esfahani dando um rolê bachiano (?) por aí.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Cantatas – Vol. 2 de 22 – Ton Koopman, Schlick, Mertens, Prégardien, Wessel

“Muitas das cantatas escritas por Bach antes de ele se tornar Thomaskantor em Leipzig agora estão perdidas. À Igreja de Nossa Senhora de Thomaskirche cabe apenas em 3 conjuntos de 3 CDs cada. Este volume é o segundo conjunto de cantatas pré-Leipzig e, portanto, contém duas das três cantatas seculares existentes desse mesmo período. Estes são ‘Amore traditore’ e o que resta de uma cantata humorística, agora chamada’ Quodlibet ‘. Alguns estudiosos são da opinião de que a autoria de Bach de ‘Amore Traditore’ é questionável, mas quem mais poderia ter escrito essa cantata de três movimentos incrivelmente bela e cativante para o texto em italiano?”

O texto acima abre o Booklet deste segundo volume da integral que Ton Koopman gravou. O texto integral, além das letras das cantatas, estão no booklet, com link abaixo.

CD 1
“Weinen, Klagen, Sorgen, Zagen” BWV12
Dominica Jubilate For the 3rd Sunday after Easter [Jubilate]
1 Sinfonia
Oboe, Violins, Violas, Violone, Bassoon, Organ
2 Chorale: “Weinen, Klagen, Sorgen, Zagen”
Violins, Violas, Violone, Bassoon, Organ
3 Recitative (Alto): “Wir müssen durch viel Trübsal”
Violins, Violas, Violone, Bassoon, Organ
4 Aria (Alto): “Kreuz und Krone sind verbunden”
Oboe, Bassoon, Organ
5 Aria (Bass): “Ich folge Christo nach”
Violins, Violone, Bassoon, Organ
6 Aria (Tenor): “Sei getreu, alle Pein”
Oboe, Bassoon, Organ
7 Chorale (Chorus): “Was Gott tut, das ist wohlgetan”
Oboe, Violins, Violas, Violone, Bassoon, Organ

“Gleichwie der Regen und Schnee vom Himmel fallt” BWV 18
Dominica Sexagesimae For the Sexagesima Sunday
8 Sinfonia
Recorders, Violas, Cello, Violone, Bassoon, Organ
9 Recitative (Bass): “Gleichwie der Regen und Schnee”
Bassoon, Organ
10 Recitative (Tenor, Bass, Chorus): “Mein Gott, hier wird mein Herze sein”
Recorders, Violas, Cello, Bassoon, Organ
11 Aria (Soprano): “Mein Seelenschatz ist Gottes Wort”
Recorders, Violas, Cello, Violone, Organ
12 Chorale (Chorus): “Ich bitt, o Herr, aus Herzensgrund”
Recorders, Violas, Cello, Violone, Bassoon, Organ
“Nun komm, der Heiden Heiland” BWV 61
Dominica 1 Adventus Christi For the 1st Sunday of Advent
13 Overture (Chorus): “Nun komm, der Heiden Heiland”
Violins, Violas, Celli, Violone, Bassoon, Organ
14 Recitative (Tenor): “Der Heiland ist gekommen
Cello, Organ
15 Aria (Tenor): “Komm, Jesu, komm zu deiner Kirche”
Violins, Violas, Celli, Violone, Organ
16 Recitative (Bass): “Siehe, ich stehe vor der Tür”
Violins, Violas, Celli, Violone, Organ
17 Aria (Soprano): “Öffne dich, mein ganzes Herze”
Celli, Organ
18 Chorale (Chorus): “Amen, Amen! komm du schöne Freudenkrone”
Violin, Violas, Celli, Violone, Bassoon, Organ

“Gleichwie der Regen und Schnee vom Himmel fällt” BWV 18 (Appendix)
19 Sinfonia
Violas, Cello, Violone, Bassoon, Organ
20 Choral (Chorus): “Ich bitt, o Herr, aus Herzensgrund”
Violas, Cello, Violone, Bassoon, Organ

CD 2

“Erschallet, ihr Lieder” BWV 172

Feria 1 Pentecostes For the Feast of Whitsunday
1 Chorus: “Erschallet, ihr Lieder, erklinget, ihr Saiten!”
Violins, Violas, Cello, Violone, Trumpets, Timpani, Bassoon, Organ
2 Recitative (Bass): “Wer mich liebet”
Cello, Organ
3 Aria (Bass): “Heiligste Dreieinigkeit”
Cello, Violone, Trumpets, Timpani, Bassoon, Organ
4 Aria (Tenor): “O Seelenparadies”
Recorder, Violins, Violas, Cello, Violone, Organ
5 Aria (Duet: soprano, alto) : “Komm, laß mich nicht länger warten”
Cello, solo Organ
6 Chorale (Chorus): “Von Gott kommt mir ein Freudenschein”
Violins, Violas, Cello, Violone, Recorder, Bassoon, Organo
7 Chorus: “Erschallet, ihr Lieder, erklinget, ihr Saiten!”
Violins, Violas, Cello, Violone, Trumpets, Timpani, Bassoon, Organ

“Bereitet die Wege, bereitet die Bahn” (Concerto) BWV 132

8 Aria (Soprano): “Bereitet die Wege, bereitet die Bahn”
Violins, Violas, Cello, Violone, Oboe, Organ

9 Recitative (Tenor): “Willst du dich Gottes Kind und Christi Bruder nennen”
Cello, Organ 10 Aria (Bass): “Wer bist du? frage dein Gewissen”
Cello, Organ
11 Recitative (Alto): “Ich will, mein Gott, dir frei heraus bekennen”
Violins, Violas, Violone, Organ
12 Aria (Alto): “Christi Glieder, ach bedenket”
Violin, Cello, Organ
13 Chorale (Chorus): “Ertöt uns durch dein Güte”
Violins, Violas, Celli, Violone, Oboe, Bassoon, Organ

“Himmelskönig, sei willkommen” (concerto) BWV182
Dominica Palmarum For Palm Sunday

14 Sonata (Concerto: Grave, Adagio)
Recorder, Violin, Violas, Cello, Violone, Recorder, Organ
15 Chorus: “Himmelskönig, sei willkommen”
Violin, Violas, Cello, Violone, Recorder, Organ
16 Recitative (Bass): “Siehe, siehe, ich komme”
Cello, Organ
17 Aria (Bass): “Starkes Lieben, das dich, großer Gottessohn”
Violin, Violas, Cello, Organ
18 Aria (Alto): “Leget euch dem Heiland unter”
Recorder, Cello, Organ
19 Aria (Tenor): “Jesu, laß durch Wohl und Weh”
Cello, Organ 20 Chorale (Chorus): “Jesu, deine Passion”
Violin, Violas. Cello, Violone, Recorder, Organ
21 Chorus: “So lasset uns gehen in Salem der Freunden”
Violin, Violas, Cello, Violone, Recorder, Organ

“Himmelskönig, sei willkommen” (Concerto) BWV 182 (Appendix)
22 Sonata (Concert: Grave, Adagio)
Oboe, Recorder, Violin, Violas, Cello, Double-Bass, Organ
23 Chorale (Chorus): “Jesu, deine Passion”
Oboe, Violin, Violas, Cello, Double-Bass, Organ

Barbara Schlick Soprano
Kai Wessel Alto
Christoph Prégardien Tenor
Klaus Mertens Bass

THE AMSTERDAM BAROQUE ORCHESTRA & CHOIR
TON KOOPMAN

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

BOOKLET – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

 

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Cantatas – Vol 1 de 22 – Ton Koopman, Amsterdam Baroque Orchestra & Choir

Para realizar esta mega postagem, a maior que já fiz, e provavelmente jamais farei algo parecido, preciso da compreensão e da paciência dos senhores.  Paciência por se tratarem de 67 cds ao todo, distribuidos em 22 volumes, e claro que não postarei tudo de uma só vez, mas por volumes. Já há algum tempo cogito em trazer alguma integral das Cantatas de Bach, mas a falta de tempo sempre me atrapalhava no projeto. Em alguns casos, na maior parte deles, provavelmente, o texto que ilustrará a postagem será do próprio booklet dessa coleção, uma jóia preciosa que faz parte de meu acervo já há quase vinte anos. A trato como o bem inestimável que é.

Ton Koopman é um dos maiores especialistas em Bach que já pisaram sobre a face da Terra. Já gravou muita coisa do velho mestre, e este com certeza foi o seu projeto mais ambicioso. Ele mesmo escolheu os músicos que fazem parte da orquestra e do Coro. Nomes conhecidos como o das sopranos Sabrine Piau e Barbara Schlick, ou do baixo Klaus Mertens serão constante, já que acompanharam Koopman durante todo o processo de gravação.

Então vamos ao que viemos. espero que apreciem o esforço, e por favor, comentem.

“Johann Sebastian Bach deixou uma magnífica coleção de música vocal para a posteridade. Entre os melhores exemplos estão as grandes obras musicais como as Paixões, Oratórios e Missas, sem precedente nem paralelo em seu próprio tempo. No entanto, de acordo com uma análise de suas obras, elaboradas em 1750, ano de sua morte, a maior parte do legado musical de Bach consistia em “cinco ciclos anuais de peças da igreja”, ou seja, cantatas para os domingos e dias santos. por um total de cinco anos eclesiásticos. Como há cerca de 65 comemorações por ano, cinco ciclos sugeririam um repertório total de mais de trezentas peças. Porém, ao todo menos de duzentas cantatas permanecem.
No entanto, apesar da perda irrecuperável de cerca de um quinto desta coleção, o repertório sobrevivente constituiu um tesouro muito variado e esteticamente superior de obras vocais e instrumentais, inigualável na história da música sacra. Na íntegra, as cantatas de Bach, abrangendo virtualmente toda a vida criativa do compositor, exibem uma excepcional qualidade artística, riqueza, variedade e originalidade. (…)”

CD 1

“Ich hatte viel Bekümmernis” BWV 21
For the 3rd Sunday after Trinity • For all times

PRIMA PARTE

1 Sinfonia
2 Coro: “Ich hatte viel Bekümmernis”
3 Aria (Soprano): “Seufzer, Tränen, Kummer, Not”
4 Recitativo (Soprano): “Wie hast du dich, mein Gott”
5 Aria (Soprano): “Bäche von gesalznen Zähren”
6 Coro: “Was betrübst du dich, meine Seele”

SECONDA PARTE

7 Recitativo (Soprano, Basso): “Ach Jesu, meine Ruh”
8 Duetto (Soprano, Basso): “Komm, mein Jesu”
9 Coro: “Sei nun wieder zufrieden”
10 Aria (Soprano): “Erfreue dich, Seele”
11 Coro: “Das Lamm, das erwürget ist”

“Aus der Tiefe rufe ich, Herr, zu dir” BWV 131
Penitential Service?

12 Sinfonia-Choral: “Aus der Tiefe rufe ich, Herr, zu dir”
13 Aria (Basso, Choral): “So du willst, Herr, Sünde zurechnen”
14 Coro: “Ich harre des Herrn”
15 Aria (Tenore, Choral): “Meine Seele wartet auf den Herrn”
16 Coro: “Israel, hoffe auf den Herrn”

“Ich hatte viel Bekümmernis” BWV 21 (Appendix):
17 Coro: “Sei nun wieder zufrieden'”

CD 2

“Gottes Zeit ist die allerbeste Zeit” (Actus tragicus) BWV 106
Unspecified occasion

1 Sonatina
2 a [Coro]: “Gottes Zeit ist die allerbeste Zeit”
b [Arioso] (Tenore): “Ach Herr, lehre uns bedenken”
c [Arioso] (Basso): “Bestelle dein Haus; denn du wirst sterben”
3 a [Aria] (Alto): “In deine Hände befehl ich meinen Geist”
b [Arioso – Choral] (Alto, Basso): “Heute wirst du mit mir im Paradies sein”
4 Coro: “Glorie, Lob, Ehr und Herrlichkeit”

“Der Herr denket an uns” BWV 196
Wedding cantata

5 Sinfonia
6 Coro: “Der Herr denket an uns”
7 Aria (Soprano): “Er segnet, die den Herrn fürchten”
8 Duetto (Tenore, Basso): “Der Herr segne euch” 8 Duetto (Tenore, Basso): “Der Herr segne euch”
9 Coro: “Ihr seid die Gesegneten des Herrn”

“Gott ist mein König” BWV 71
Ratswechsel – For the Town Council Inauguration

10 Coro: “Gott ist mein König”
11 Aria – Choral (T, S): “Ich bin nun achtzig Jahr” • “Soll ich auf dieser Welt”
12 Coro [a 4 voci]: “Dein Alter sei wie deine Jugend”
13 Arioso (Basso): “Tag und Nacht ist dein”
14 Aria (Alto): “Durch mächtige Kraft”
15 Coro: “Du wollest dem Feinde nicht geben”
16 Coro [Soli, Coro]: “Das neue Regiment

“Nach dir, Herr, verlanget mich” BWV 150
Occasion unspecified

17 Sinfonia
18 Coro: “Nach dir, Herr, verlanget mich”
19 Aria (Soprano): “Doch bin und bleibe ich vergnügt”
20 Coro: “Leite mich in deiner Wahrheit”
21 Aria (Terzetto: Alto, Tenore, Basso): “Zedern müssen von den Winden”
22 Coro: “Meine Augen sehen stets zu dem Herrn”
23 Coro: “Meine Tage in dem Leide”

CD 3

“Der Himmel lacht! die Erde jubilieret” BWV 31
On the 1st day of Easter

1 Sonata
2 Coro (Coro, Soprano, Alto): “Der Himmel lacht! die Erde jubilieret”
3 Recitativo (Basso): “Erwünschter Tag! Sei, Seele, wieder froh”
4 Aria (Basso): “Fürst des Lebens, starker Streiter”
5 Recitativo (Tenore): “So stehe dann, du gottergebne Seele”
6 Aria (Tenore): “Adam muß in uns verwesen”
7 Recitativo (Soprano): “Weil dann das Haupt sein Glied”
8 Aria (Soprano): “Letzte Stunde, brich herein”

“Barmherziges Herze der ewigen Liebe” BWV185
For the 4th Sunday after Trinity

10 Aria (Duetto: Soprano, Tenore): “Barmherziges Herze der ewigen Liebe”
11 Recitativo (Alto): “Ihr Herzen, die ihr euch”
12 Aria(Alto): “Sei bemüht in dieser Zeit”
13 Recitativo (Basso): “Die Eigenliebe schmeichelt sich”
14 Aria (Basso): “Das ist der Christen Kunst”
15 Choral (Coro): “Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ”

«Christ lag in Todesbanden” BWV 4
For the 1st day of Easter

16 Sinfonia
17 [Coro] Versus I: “Christ lag in Todesbanden”
18 [Duetto] (Soprano, Alto) Versus II: “Den Tod niemand zwingen kunnt”
19 [Aria] (Tenore) Versus III: “Jesus Christus, Gottes Sohn”
20 [Coro] Versus IV: “Es war ein wunderlicher Krieg”
21 [Aria] (Basso) Versus V: “Hier ist das rechte Osterlamm”
22 [Duetto] (Soprano, Tenore) Versus VI: “So feiern wir das hohe Fest”
23 Choral (Coro) Versus VII: “Wir essen und leben wohl”

“Christ lag in Todesbanden” BWV 4 (Appendix):

24 Sinfonia
25 [Coro] Versus I: “Christ lag in Todesbanden”
26 [Duetto] (Soprano, Alto) Versus II: “Den Tod niemand zwingen kunnt”
27 Choral (Coro): Versus VII: “Wir essen und leben Wohl”

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

 

Barbara Schlick Soprano
Kai Wessel Alto
Guy de Mey Tenor
Klaus Mertens Bass

THE AMSTERDAM BAROQUE ORCHESTRA & CHOIR
TON KOOPMAN

Ton Koopman está feliz pois o PQPBach vai postar sua integral

Os Índios Tabajaras – Casually Classic

Os Índios Tabajaras – Casually Classic

Casually Classic - frHá ficção e realidade – e contos, e novelas.

Há mitos, há lendas – e causos, e trovas.

Há histórias tão improváveis que são indeglutíveis.

E há a história de Muçaperê e Erundi, ou de Natalício e Antenor Lima, ou – como o mundo todo viria a conhecê-los – dos Índios Tabajaras.

ooOoo

Eles eram, de fato, indígenas, nascidos da nação Tabajara, na serra de Ibiapaba, perto da divisa entre o Ceará e o Piauí. Receberam seus nomes nativos porque eram o terceiro (“muçaperê”) e quarto (“erundi”) filhos de seu pai. Sua trajetória do sertão até o sucesso mundial é tão inacreditável que minha prosa não tem asas para contá-la: deixo o próprio Natalício fazê-lo, neste longo, fascinante depoimento.

Resumo da epopeia: um primeiro contato com militares (e com o violão) no sertão; um tenente os apadrinha, e adotam “nomes de branco”; a fome move a família para o Rio de Janeiro, a pé e em pau-de-arara, ao longo de três anos, durante os quais se familiarizam com a viola brasileira e o violão; primeiras aparições no rádio e em teatros da Capital Federal e em São Paulo, anunciados como “bugres que sabem tocar”; sem serem levados muito a sério, fazem suas primeiras gravações; saem em turnê pela América Latina; chegam ao México, onde são apresentados por Ricardo Montalbán como “analfabetos musicais”; o constrangimento leva-os a terem aulas de música em Caracas e Buenos Aires; excursão pelos Estados Unidos, onde gravam várias músicas do repertório easy listening, incluindo o fox “Maria Elena”; retorno desiludido ao Brasil e busca de uma nova carreira; no meio-tempo, o compacto de “Maria Elena” transforma-se num imenso sucesso retardado, com mais de um milhão de vendas; os irmãos são catapultados de volta aos Estados Unidos, onde, entre idas e vindas, se radicam e vivem até suas mortes.

A acreditar em tudo o que se conta deles, temos a mais fantástica trajetória artística que ainda não virou livro ou filme. Mas não é ela, claro, que nos interessa, pois isso aqui, afinal de contas, é o PQP Bach e quem me lê não quer saber de histórias fabulosas: quer música, e muita, e da muito boa.

Surge, pois, a minha deixa para apresentar-lhes esta gravação.

Se a maior parte do repertório da dupla consistiu em músicas melosas, feitas para pagar as contas e destinadas invariavelmente aos almoços de família e às salas de espera de consultórios de dentista, os largamente autodidatas Muçaperê e Erundi eram entusiastas da música clássica europeia e, sempre que podiam, incluíam suas peças em seus recitais. Em muitos deles, tocavam música de elevador vestidos em trajes, ahn, “indígenas” (daqueles para inglês ver) para, depois do intervalo e de smoking, tocarem as transcrições de obras de concerto habilmente feitas por Muçaperê.

Este álbum, Casually Classic, inclui algumas delas, com solos de Muçaperê, e acompanhamentos de Erundi.

Talvez alguns torçam o nariz para a transcrição de Recuerdos de la Alhambra para dois violões, em vez da difícil superposição entre melodia em tremolo e acompanhamento em arpejos com o polegar da versão solo. Eu a acho esplêndida e muito mais evocativa que o original. Os excertos orquestrais são cheios de verve, e a fuga de Bach – uma estranha no ninho entre as seleções – é deliciosamente trigueira. O ponto alto, para mim, é a Fantasia-Improviso de Chopin, transcrita e interpretada de uma maneira tão linda que me é até mais convincente que o original pianístico.

Se a muitos será uma surpresa a revelação de que houve um grande duo de violonistas brasileiros antes dos irmãos Assad conquistarem o planeta, espero que ela, ao escutarem esta gravação, seja muito grata.

OS ÍNDIOS TABAJARAS – CASUALLY CLASSIC (1966)

Fryderyk Franciszek CHOPIN (1810-1849)

01  – Valsa em Dó sustenido menor, Op. 64 no. 2

Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY (1840-1893)

02 – O Quebra-Nozes, Op. 71: Valsa das Flores

Francisco de Asis TÁRREGA y Eixea (1852-1909)

03 – Recuerdos de la Alhambra

Nikolay Andreyevich RIMSKY-KORSAKOV (1844-1908)

04 – A Lenda do Czar Saltan – Ato III, Interlúdio: O Voo do Zangão

Fryderyk Franciszek CHOPIN

05  – Valsa em Ré bemol maior, Op. 64 no. 1

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

06 – O Cravo bem Temperado, livro I – Prelúdio e Fuga em Dó sustenido maior, BWV 848: Fuga

Manuel de FALLA y Matheu (1876-1946)

07 – El Amor Brujo: Dança Ritual do Fogo

Fryderyk Franciszek CHOPIN

08 – Fantasia-Improviso em Dó sustenido menor, Op. 66

Muçaperê (Natalício Moreira Lima) e Erundi (Antenor Moreira Lima), violões
Transcrições de Muçaperê

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Mussaperê e Herundi, vestidos para inglês ver
Erundi e Muçaperê, vestidos para inglês ver

Vassily

J. S. Bach (1685-1750): As Suítes para Violoncelo Solo

J. S. Bach (1685-1750): As Suítes para Violoncelo Solo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Hoje é o dia do aniversário daquele que se autodenomina PQP Bach. Então, ele postará três trabalhos excepcionais. Este é o terceiro do dia.

Que som, que gravação! Como muitos violoncelistas, Alban Gerhardt esperou “amadurecer” para gravar sua versão das Suítes de Bach para Violoncelo Solo. Aguardou até completar 50 anos de vida. Valeu a pena. Sua performance é pessoal, íntima e espontânea. Gerhardt soa perfeitamente à vontade nesta música e seu som é esplêndido — um registro de tenor rico e convincente. Há uma leveza na interpretação de Gerhardt que é influenciada por performances historicamente informadas, mas sem deixar de ter o calor do instrumento moderno. O resultado geral é uma leitura que se encaixaria na classificação romântica, mas sem o peso de bigorna de alguns. Os movimentos rápidos de Gerhardt são gentis e fluidos, e ele está no seu melhor nas Sarabandas (experimente ouvir a da terceira e a da quinta suíte — a bergmaniana –, por exemplo). Gerhardt diz que qualquer leitura que ele pudesse gravar seria apenas um instantâneo e é fácil acreditar neste caráter de improviso.

J. S. Bach (1685-1750): As Suítes para Violoncelo

Bach, J S: Cello Suite No. 1 in G major, BWV 1007 16:44

I. Prelude 2:55
II. Allemande 3:44
III. Courante 2:39
IV. Sarabande 2:28
V. Menuet I – Menuet II 3:09
VI. Gigue 1:49

Bach, J S: Cello Suite No. 2 in D minor, BWV 1008 18:13

I. Prelude 3:34
II. Allemande 2:42
III. Courante 2:09
IV. Sarabande 4:18
V. Menuet I – Menuet II 2:43
VI. Gigue 2:47

Bach, J S: Cello Suite No. 3 in C major, BWV 1009 21:39

I. Prelude 3:55
II. Allemande 3:41
III. Courante 3:12
IV. Sarabande 3:57
V. Bourrée I – Bourrée II 3:40
VI. Gigue 3:14

Bach, J S: Cello Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010 22:55

I. Prelude 4:16
II. Allemande 3:17
III. Courante 3:24
IV. Sarabande 4:02
V. Bourrée I – Bourrée II 5:12
VI. Gigue 2:44

Bach, J S: Cello Suite No. 5 in C minor, BWV 1011 21:23

I. Prelude 5:20
II. Allemande 4:08
III. Courante 1:57
IV. Sarabande 3:21
V. Gavotte I – Gavotte II 4:30
VI. Gigue 2:07

Bach, J S: Cello Suite No. 6 in D major, BWV 1012 28:12

I. Prelude 5:23
II. Allemande 5:58
III. Courante 3:41
IV. Sarabande 4:52
V. Gavotte I – Gavotte II 4:03
VI. Gigue 4:15

Alban Gerhardt (cello)

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Vermeer: A Lição de Música

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Teclado – Víkingur Ólafsson

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Teclado – Víkingur Ólafsson

Bach

 

Música para Teclado

 

É possível tocar assim? É possível, humanamente, tocar assim? Não será alguma tecnologia, uma dessas modernas bruxarias? O que é isso? Um pianista ou um pássaro?

Senhores, com vocês, um pianista que veio do frio, da Islândia: Víkingur Ólafsson!

E ele nos brinda com um recital de peças de Bach, maravilhosas!

Em 2007, Norman Lebrecht escreveu um livro que já citei aqui – Maestros, Obras-Primas & Loucura; A Vida Secreta e a Morte da Indústria da Música Clássica. Lebrecht é crítico de música e sabe muito bem do que fala. Mas isso foi em 2007. Agora vem Ólafsson e diz: Nós estamos em uma Época de Ouro para a Música Clássica!

Contradições? Bem, Lebrecht fala da Indústria da Música Clássica e a afirmação de Ólafsson é mais geral. Pois é, este pianista de 35 anos é um arauto dos novos tempos e nos ensina uma nova maneira de gostar de música, que reflete os costumes atuais, mas que também remete ao passado.

Como tem sido usado pelas gravadoras e distribuidoras de música, seu álbum de Bach tem capa com dizeres mínimos: Johann Sebastian Bach – Víkingur Ólafsson.

Ele explica (numa entrevista que pode ser lida na íntegra aqui) que passou anos na elaboração do álbum, que tem 35 faixas. A mais longa tem pouco mais do que cinco minutos. Diversas delas são transcrições de peças de Bach feitas por August Stradl, Wilhelm Kempff, Ferruccio Busoni, Serge Rachmaninov e por ele mesmo.

Ólafsson conta que após seis anos estudando na Juilliard, em Nova Iorque, mudou-se para Oxford, por três anos, enquanto sua mulher estudava. Em suas próprias palavras:

Estes três anos foram um tempo para encontrar a minha própria voz e vir a ser o meu próprio professor. Foi então que eu realmente comecei a tocar e a ouvir e a pensar sobre Bach. Bach tornou-se meu professor.

Eu queria fugir da tendência de pensar em Bach em termos colossais, cujas obras épicas são essas imensas catedrais sonoras. Esta abordagem globalista – apresentar os 48 Prelúdios e Fugas ou todas as Invenções e Sinfonias juntas como uma única peça – é um fetiche do século 20. Eu não creio que Bach tenha composto estas obras para serem interpretadas como um conjunto. Hoje, é ridículo, quase como se você tivesse que tocá-las como um conjunto, caso contrário você não seria um músico ‘sério’.

Eu não gosto de ouvir música desta forma. Quando você ouve as Sinfonias, digamos, por elas mesmas, elas se tornam peças diferentes. Contos em vez de partes de um romance épico.

Neste período ele mergulhou nos grandes intérpretes de Bach do passado e do presente – entre muitos nomes cujas diferentes abordagens lhe serviram de inspiração e esclarecimento temos Edwin Fischer, Glenn Gould, Dinu Lipatti, Martha Argerich, Jacques Loussier e Murray Perahia. E ele encontrou a poesia, as provocações e a espontaneidade da música de Bach.

Assim, temos uma proposta um pouco diferente para ouvirmos a música de Bach. Talvez isso nos ajude a chegar mais próximos de Bach ou apenas nos proporcione prazer com a música de um dos maiores gênios musicais de que se tem notícia.

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

1. Prelúdio e Fughetta em sol maior, BWV 902 – Prelúdio
2. Prelúdio Coral Nun freut euch, lieben Christen g’mein, BWV 734 (Transcrição de Wilhelm Kempff)
3 – 4. Prelúdio e Fuga em mi menor (Cravo Bem Temperado, Livro I, No. 10) BWV 855
5. Andante da Sonata para Órgão No. 4 BWV 528 (Transcrição de August Stradal)
6 – 7. Prelúdio e Fuga em ré maior (Cravo Bem Temperado, Livro I, No. 5) BWV 850
8. Prelúdio Coral Nun komm der Heiden Heiland, BWV 659 (Transcrição de Ferruccio Busoni)
9 – 10. Prelúdio e Fuga em dó menor (Cravo Bem Temperado, Livro I, No. 2) BWV 847
11. Widerstehe doch der Sünde, BWV 54 (Transcrição de Víkingur Ólafsson)
12-23. Aria variata (alla maniera italiana) em lá menor, BWV 989
24. Invenção No. 12 em lá maior, BWV 783
25. Sinfonia No. 12 em lá maior, BWV 798
26. Gavotte da Partita No. 3 em mi maior para violino solo, BWV 1006 (Transcrição de Serge Rachmaninov)
27. Prelúdio em mi menor, BWV 855 (Arranjo para Piano em si menor por Alexander Siloti)
28. Sinfonia No. 15 em si menor, BWV 801
29. Invenção No. 15 em si menor, BWV 786
30-32. Concerto em ré menor, BWV 974
33. Prelúdio Coral Ich ruf zu dir Herr Jesu Christ, BWV 639 (Transcrição de Ferruccio Busoni)
34-35. Fantasia e Fuga em lá menor, BWV 904

Víkingur Ólafsson, piano

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Nas palavras de Ólafsson: Todo mundo sabe ouvir música, assim como sabemos beber água. Você apenas ouve e você gosta ou não gosta.

Eu sei que já ouvi o álbum muitas vezes e de diferentes maneiras. Agora, você poderá experimentar por si próprio!

René Denon

PS: Esta postagem não teria sido possível sem a colaboração do amigo HMarcelo. Valeu, HM!

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas 64, 151, 57 & 133

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas 64, 151, 57 & 133

Este é o Vol. 15 da coleção de Gardiner e celebra o Terceiro Dia de Natal. Gardiner e sua trupe regularmente fazem descobertas que ressoam com veracidade — especialmente porque seus instrumentistas e cantores estão encharcados do idioma bachiano. Isso é maravilhosamente aparente no coro de abertura do BWV 133, onde a música otimista é tocada com a confiança extrema de músicos que falam Bach diariamente. Este volume revela exemplos de momento mágicos das performances ao vivo, como o delicioso “Süsser Trost”, de Gillian Keith, no BWV 151, e a ária esplendidamente visceral “Ja, ja, ich kann die Feinde schlagen”, da BWV 57, com de Peter Harvey. A essência de Bach parece ser efetivamente transmitida aqui.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas 64, 151, 57 & 133

For The Third Day Of Christmas
Sehet, Welch Eine Liebe Hat Uns Der Vater Erzeiget BWV 64 (17:39)
1 1. Coro Sehet, Welch Eine Liebe 2:29
2 2. Choral Das Hat Er Alles Uns Getan 0:43
3 3. Recitativo: Alt Geh, Welt! Behalte Nur Das Deine 0:37
4 4. Choral Was Frag Ich Nach Der Welt 0:49
5 5. Aria: Sopran Was Die Welt 5:31
6 6. Recitativo: Bass Der Himmel Bleibet Mir Gewiss 1:11
7 7. Aria: Alto Von Der Welt Verlang Ich Nichts 5:11
8 8. Choral Gute Nacht, O Wesen 1:07

Süßer Trost, Mein Jesus Kömmt BWV 151 (17:07)
9 1. Aria: Soprano Süßer Trost, Mein Jesus Kömmt 9:49
10 2. Recitativo: Bass Erfreue Dich, Mein Herz 1:04
11 3. Aria: Alt In Jesu Demut Kann Ich Trost 4:46
12 4. Recitativo: Tenor Du Teurer Gottessohn 0:51
13 5. Choral Heut Schleußt Er Wieder Auf Die Tür 0:37

For The Second Day Of Christmas
Selig Ist Der Mann BWV 57 (22:56)
14 1. Aria: Bass Selig Ist Der Mann 3:39
15 2. Recitativo: Sopran Ach! Dieser Süsse Trost 2:21
16 3. Aria: Sopran Ich Wünschte Mir Den Tod 6:16
17 4. Recitativo (Dialogo): Bass, Sopran Ich Reiche Dir Die Hand 0:26
18 5. Aria: Bass Ja, Ja, Ich Kann Die Feinde Schlagen 4:54
19 6. Recitativo (Dialogo): Bass, Sopran In Meiner Schoß Liegt Ruh Und Leben 1:30
20 7. Aria: Sopran Ich Ende Behende Mein Irdisches Leben 4:08
21 8. Choral Richte Dich, Liebste, Nach Meinem Gefallen 0:41

Ich Freue Mich In Dir BWV 133 (18:15)
22 1. Coro (Choral) Ich Freue Mich In Dir 3:54
23 2. Aria: Alt Getrost! Es Fasst Ein Heil’ger Leib 3:49
24 3. Recitativo: Tenor Ein Adam Mag Sich Voller Schrecken 1:03
25 4. Aria: Soprano Wie Lieblich Klingt Es In Den Ohren 7:17
26 5. Recitativo: Bass Wohlan, Des Todes Furcht Und Schmerz 1:02
27 6. Choral Wohlan, So Will Ich Mich 1:09

Alto Vocals – Robin Tyson (tracks: 1 to 8, 22 to 27), William Towers (tracks: 9 to 13)
Bass Vocals – Peter Harvey
Choir – The Monteverdi Choir
Conductor – Gardiner*
Orchestra – The English Baroque Soloists
Soprano Vocals – Gillian Keith (tracks: 1 to 13), Joanne Lunn (tracks: 14 to 21), Katharine Fuge (tracks: 22 to 27)
Tenor Vocals – James Gilchrist

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Fuga de Bach.

PQP

J.S.Bach (1685-1750): Concertos para Violino – Freiburger Barockorchester // PQP – Originals – Julia Fischer & ASMF

J.S.Bach (1685-1750): Concertos para Violino – Freiburger Barockorchester // PQP – Originals – Julia Fischer & ASMF

J. S. Bach

Concertos para Violino

Freiburger Barockorchester

No fundo de minha memória literária havia uma lembrança de que Carlos Drummond de Andrade gostava demais dos Concertos para Violino de Bach. Lembro-me também que minha gravação preferida era a do Grumiaux, que era esnobada solenemente pelo meu amigo PM, fã incondicional do Eduard Melkus.

Eram dias em que tínhamos apenas duas ou três versões entre as quais escolher. Pois é, havia também Bach com o sotaque russo de Oistrakh.

Mas, voltando ao Carlos Drummond de Andrade, quanto mais eu imaginava o poeta gostando dos Concertos de Bach, mais eu gostava dos Concertos e mais eu gostava do poeta.

Só faltava encontrar a prova de que o poeta, ao chegar em casa, cansado de mais um dia exaustivo na repartição, ia logo tirando os sapatos e ligando a vitrola. Qual gravação ele ouviria?

Bom, após uma busca cuidadosa, se não cheguei a uma prova do fato mencionado, cheguei a uma forte evidência na figura da deliciosa crônica que não resisto e transcrevo a seguir. Se você chegou até aqui, leia a crônica. Vale a pena!

No aeroporto, uma crônica de Carlos Drummond de Andrade

Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.

Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.

Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores.

Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou importuno. Suas horas de sono – e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia – eram respeitadas como ritos sagrados, a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém nós mesmos é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos.

Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da tevê. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.

Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis — porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.

Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte? Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade — e, até, que a nossa amizade lhe conferia caráter necessário de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.

Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

Gostaria muito de saber como o poeta reagiria a esta gravação dos Concertos para Violino de Bach que vos trago aqui. Bach com sotaque alemão! Ach so!

A Freiburger Orchester adota a prática de performance historicamente informada. Assim, temos um som translúcido, com cordas um pouco adstringentes, mas ainda lindamente agradáveis. Isso sem contar que a produção do disco é excelente, muito bem gravado. Para completar o programa, um Concerto para três Violinos, transcrição do Concerto para três Cravos. Tudo indica, o Concerto para três Cravos é uma transcrição de um Concerto para três Violinos, agora perdido. Um pouco confuso, mas acho que você entendeu. Caso contrário, apenas escute o álbum.

Você poderá ler uma crítica equilibrada aqui.

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Concerto para dois violinos em ré menor, BWV 1043

  1. Vivace
  2. Largo ma non tanto
  3. Allegro

Concerto para violino em mi maior, BWV 1042

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro assai

Concerto para violino em lá menor, BWV 1041

  1. Sem indicação de tempo
  2. Andante
  3. Allegro assai

Concerto para três violinos em ré maior, BWV 1064R

  1. Sem indicação de tempo
  2. Adagio
  3. Allegro
Gottfried Von Der Goltz, violino (BWV 1043, 1042, 1064R)
Petra Müllejans, Violino (1042, 1041, 1064R)
Anne Katharina Schreiber, violino (1064R)

Freiburger Barockorchester

Gravação: Paulussaal, Freiburg

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MP3 | 320 KBPS | 142 MB

Esta postagem foi possível graças à colaboração do amigo HM! Valeu, Marcelo!


Para dar uma oportunidade aos nossos seguidores de comparar a grandiosidade da música de Bach, que admite diferentes abordagens com igual efeito apaixonante, reapresento um post da autoria de CARLINUS . Como o post teve seus arquivos (rapidamente) mandados para o espaço cibernético, entra em ação nosso selo PQP-Originals para restaurá-los. O post foi feito em 5 de agosto de 2010 e recebeu 8 comentários que você poderá ler aqui.

J. S. Bach

Concertos para Violino

Academy of St. Martin-in-the-Fields

Julia Fischer

Não faz mal que eu e PQP esbarremos na mesma intenção: postar Bach.  O grande diferencial é que ele é filho do homem; e, eu, um reles mortal apócrifo. Ele se muniu de uma japonesa com ares lascivos; e, eu, de uma alemã com os ares frescos da mocidade, Julia Fischer. Eu não tencionava postar este CD no dia de hoje. Tinha outros planos. Mas resolvi disponibilizar este registro, que já estava comigo há algum tempo.  Julinha Fischer com suas habilidades de violinista jovem, conseguiu me cativar. Estes concertos para violino me deixaram com uma impressão que somente a arte é capaz de remir o mundo de suas feiúras. Ontem à noite eu vi mais uma vez ao filme Dias de Nietzsche em Turim, do brasileiro Júlio Bressane. O diretor conseguiu fazer um extraordinário trabalho sobre a estadia de Nietzsche naquela cidade, antes do colapso que o paralisaria até o ano de sua morte, 1900. O filósofo passeia pela cidade e encanta-se com o clima, com a arquitetura sóbria e despretenciosa, com a lascividade das esculturas clássicas, que em tudo o convida à contemplação. A certa altura ele diz: “Se não fosse a arte, a vida seria um erro”. Que frase fantástica! Somente a arte nos torna mais humanos. Afasta-nos da mediocridade e nos faz sonhar com um mundo cheio de razões reais. A arte de Bach é habitada por verdades delicadas. E isso me faz muito bem nesta noite de brisa suave aqui no Planalto Central. Não deixe ouvir este ótimo registro de Johann Sebastian Bach. Agora é só comparar o Bach de minha alemã (Julia Fischer) com o Bach da japonesa (Akiko Suwanai) de PQP. Boa apreciação!

Julia Fischer

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Concerto para dois violinos em ré menor, BWV 1043

  1. Vivace
  2. Largo ma non tanto
  3. Allegro

Concerto para violino em lá menor, BWV 1041

  1. Sem indicação de tempo
  2. Andante
  3. Allegro assai

Concerto para violino em mi maior, BWV 1042

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro assai

Concerto para violino e oboé em ré menor, BWV 1060

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Alegro

Julia Fischer, violino

Alexander Sitkovetsky, violino

Andrey Rubtsov, oboé

Academy of St Martin in the Fields

Produção: Sebastian Stein

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FLAC | 303 MB

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Aproveite!

René Denon

PS: PQP-Originals tentará restaurar a postagem do PQP mencionada por Carlinus.

Ainda mais Cordas: a Viola Brasileira (Bach na Viola Brasileira (1971): cinco transcrições por A. Theodoro Nogueira) [link atualizado 2017]

capa-medPOSTAGEM ORIGINAL DE RANULFUS EM JULHO DE 2010, REPUBLICADA EM MARÇO DE 2015 POR CONTA DOS 330 ANOS DE J. S. BACH, E RE-REPUBLICADA NESTA SÉRIE SOBRE AS CORDAS PORQUE É BOA DEMAIS!

Arquivos digitalizados a partir de um vinil original em mono, cujo estado de conservação deixa a desejar: valerá a pena postar?

Se os senhores têm sensibilidade, estou certo que dirão que sim. E que não economizarão qualificativos como “preciosidade” para esta raridade!

Ascendino Theodoro Nogueira nasceu em 1913 em Santa Rita do Passa Quatro, mas viveu boa parte da vida em Araraquara, ambas no interior de São Paulo. Aluno de Camargo Guarnieri, deixou composições para as mais diversas combinações instrumentais e vocais, porém a obra maior de sua vida parece ter sido sua vasta pesquisa sobre a viola brasileira – origens, técnicas de execução etc. – tendo em vista o reconhecimento de sua nobreza e potencial para todos os tipos de música.

Foi nesse sentido que incluiu uma viola brasileira na instrumentação da sua Missa, que escreveu o Concertino para Viola Brasileira e Orquestra de Câmara (1963?) e os 7 Prelúdios nos Modos da Viola Brasileira, e que realizou as presentes cinco transcrições de peças de Bach para violino solo (Theodoro era também violinista de formação), havendo preparado para executá-las um aluno seu, também compositor, Geraldo Ribeiro.

O disco foi lançado em 1971, com um artigo de Theodoro na contracapa “Anotações para um estudo sobre a viola: origem do instrumento e sua difusão no Brasil” – cuja imagem escaneada está incluída na postagem.

Que possa valer como um tributo especial ao velho João Sebastião Ribeiro por ocasião dos seus 330 anos (cumpridos ontem, em 31.03.2015), da parte de um país cuja música, por mil caminhos, lhe deve tanto!

BACH NA VIOLA BRASILEIRA

Transcrições de A. Theodoro Nogueira
Execução: Geraldo Ribeiro
Gravação: Fermata, 1971

A1  Prelúdio (da Partita 3 para violino solo) 4:00
A2  Loure (da Partita 3 para violino solo) 3:46
A3  Gavota (da Partita 3 para violino solo) 3:25
A4  Fuga (da Sonata 1 para violino solo) 4:27
B    Chacona (da Partita 2 para violino solo) 12:14

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Ranulfus

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Violin Sonatas e Partitas – Viktoria Mullova

Fiz esta postagem há pouco mais de dez anos, nossa, como o tempo passa. E fiquei de cara quando vi que ele nunca mais tinha sido oferecido aos senhores. Que pecado. Tanta coisa aconteceu nestes dez anos … perdi um grande amigo, Pedro Henrique, grande apreciador da obra de Bach, e que considerava a Missa em Si Menor a maior realização da cultura humana. Além dele, meu irmão mais velho, Mauricio também faleceu, e foi ele quem me apresentou a este incrível mundo da música clássica quando deixou uma caixa de LPs em minha casa antes de embarcar para os Estados Unidos em busca de novas aventuras (e assim se passaram quarenta anos), Enfim, a vida seguiu seu rumo. E surpreendentemente, o PQPBach continua firme e forte.

Nao sei quanto aos senhores, mas quando ouço estas obras de Bach fecho os olhos e me concentro. São obras de dificílima execução, e podemos sentir o quanto o solista é exigido, tecnica e emocionalmente falando. E quando falamos de Viktoria Mullova, bem, aí estamos falando de uma das maiores violinistas da atualidade…

Enfim, o texto abaixo tem dez anos.

“Como diz o outro, eis uma novidade nova, ou então, aí está um lançamento recente. Este cd foi lançado semana passada, e, graças à internet, já o temos disponível. Podem babar, senhores… Sintam-se à vontade.

Viktoria Mullova… ai, se ela me desse bola. Talento, dedicação e uma paixão absoluta pela música, e quanto mais velha, melhor. Ja falamos à exaustão sobre ela, já declarei minha paixão platônica por ela, enfim, vamos deixar estes detalhes de lado, e vamos ver com que tamanha paixão ela se dedicou a este projeto de tocar as sonatas e partitas de papai. Ah, aguardem que virá outra postagem dela, logo, logo.

Como consegui estes cds há pouco menos de uma semana, ainda não os consegui ouvir direito, mas já estão no meu mp3 player para serem devidamente apreciados no caminho para o trabalho, e de volta para casa. Mas lhes garanto que o pouco que ouvi já deu para perceber que o negócio é sério.

Abaixo reproduzo o texto da própria Mullova sobre o processo de gravação deste CD, retirado de seu site :

This recording of the Sonatas and Partitas marks a significant milestone on a never-ending journey. I have always felt a very close bond with Bach’s music, and from an early age I sensed it would play a central role in my life. Despite this, getting close to Bach’s world and really understanding it has not been easy nor without long periods of discouragement. For many years, even though I was playing and studying these works on a fairly regular basis, I never managed to find any principle or pathway that would allow me to express my feelings for this music.

When I was at the conservatory in Moscow, my teachers gave me a set of very strict rules for playing Bach’s music: they were based on a widely-held approach of the time that combined a standardized beautiful sound, broad, uniform articulation, long phrasing, if possible, and continuous and regular vibrato on every single note, in imitation, they used to say, of an imaginary organ. I realise that mention of these criteria today might raise a smile, but they give a good idea of the musical aesthetic that I was grounded in. During those years, my Sonatas and Partitas became stiff, monotonous and even more difficult to perform, because I had not been provided with the basic principles for understanding the Baroque text. I used to play them with very little articulation, and without the distinction between strong and weak beats that is so naturally linked to bow-strokes. But most of all, I didn’t understand the harmonic relationships, which are fundamental to a feeling of freedom and involvement in the musical argument. I tried to make up for all these problems by studying hard, but the whole thing seemed to me very difficult and physically impossible to sustain.

Then I left my own country, and a period began when I was travelling constantly and playing a vast number of concerts. This meant endless repetition of the same pieces, a great deal of time spent alone studying, and little time to prepare new repertoire and deepen my understanding of the music I knew, or thought I knew.

It was when I was in Paris rehearsing once that I had the great and unexpected good luck to encounter Marco Postinghel, a young bassoonist and continuo player. He first overturned the few certainties I had about Baroque music, and then, thanks to a friendship which I have come to treasure, took me on a wonderful but demanding journey that has finally led to this recording. I remember that on the very first evening, he told me more about early music in the space of a few hours than I had ever heard or imagined. No one before had used such a body of evidence to explain to me the way the musical discourse, particularly in Bach, is sustained by multiple elements that are all interconnected: harmonic impulse, articulation, polyphony, counterpoint, form, and so on. He explained it all with an enthusiasm that I found completely contagious. I suddenly realised that I had not had the same preparation as an artist as I had as an instrumentalist, and that I needed a period of reflection and study to fill this gap. I immediately cancelled a scheduled recording of Bach’s sonatas for violin and harpsichord, and started feverishly studying and exploring everything to do with early music. I read through a great deal of music by composers such as Biber, Leclair, Tartini, Corelli, Vivaldi and many others, feeling that it would help me to understand the music of Bach better.

I listened to countless concerts and recordings by artists such as Harnoncourt, Gardiner, Giovanni Antonini and his wonderful ensemble ‘Il Giardino Armonico’, and Ottavio Dantone, one of the greatest interpreters of Bach I know, and I was utterly captivated and drawn toward what I heard. With this inspiration in my ears and in my heart, still with the assistance of my friend Marco, I began to study the Baroque repertoire afresh, this time in a completely new, and now systematic way.

I carried on at first on a modern instrument, then as my understanding of the 18th-century aesthetic increased I came, quite naturally, to feel the need to change to gut strings and Baroque bows. Bit by bit, the musicians I admired so much and who had unknowingly given me such help in my investigation, started to invite me to play some concerts with them, and that was a great thrill for me. This injection of trust from them led me to study even more intensely and to make the Baroque repertoire central to my artistic life. So much so that now playing Bach has become part of my spiritual and emotional well-being (an experience that I find almost like meditation).

Now when I happen to hear my old Bach recordings, I’m still amazed by the enormous transformation that has occurred. I recognise the violinist, but not the musician. I am aware that continuing to play and study the works of Bach’s genius is an endless process of exploration and that one day I might find this recording surprising and distant too! But I hope that it bears witness to the seriousness, respect and love with which I have tried to approach this timeless music.

Viktoria Mullova, 2009

Johann Sebastian Bach  – Violin Sonatas e Partitas – Viktoria Mullova

01. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – I. Adagio
02. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – II. Fuga – Allegro
03. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – III. Siciliana
04. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – IV. Presto
05. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – I. Allemanda
06. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – II. Double
07. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – III. Corrente
08. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – IV. Double – Presto
09. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – V. Sarabande
10. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – VI. Double
11. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – VII. Tempo di Borea
12. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – VIII. Double
13. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – I. Grave
14. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – II. Fuga
15. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – III. Andante
16. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – IV. Allegro

CD 2

01. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – I. Allemanda
02. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – II. Corrente
03. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – III. Sarabanda
04. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – IV. Giga
05. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – V. Ciaconna
06. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – I. Adagio
07. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – II. Fuga
08. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – III. Largo
09. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – IV. Allegro assai
10. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – I. Preludio
11. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – II. Loure
12. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – III. Gavotte En Rondeau
13. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – IV. Menuet I
14. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – V. Menuet II
15. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – VI. Bourrée
16. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – VII. Gigue

Viktoria Mullova – Violin

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE(MP3)
CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (FLAC)

CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MP3)
CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (FLAC)

FDP Bach

Viktoria Mullova manda um abraço e um belo sorriso para a galera do PQPBach

J. S. Bach (1685-1750): As Quatro Suítes Orquestrais

J. S. Bach (1685-1750): As Quatro Suítes Orquestrais

IM-PER-Dí-VEL !!!

Esta gravação das Suítes Orquestrais de Bach é a melhor que já ouvi, ao lado desta outra aqui. O trabalho realizado por Brüggen junto à Orchestra of the Age of Enlightenment foi esplêndido, imbatível. Bem, não se sabe quando exatamente Johann Sebastian Bach escreveu suas Suítes para Orquestra. É um grupo de 4 peças vibrantes, inclinando-se mais para o lado da diversão e do entretenimento. Estas suítes são as únicas obras do gênero que o compositor escreveu em sua vida. Apesar dos empregos, Bach nunca foi muito de trocar peças musicais por dinheiro. Todas as obras mais leves que escreveu nunca foram publicadas, incluindo estas aberturas. (Telemann, o mais famoso compositor na Alemanha na época, escreveu mais de 130 suítes sobreviventes para orquestra e, provavelmente, escreveu mais de 1000 em sua vida). Bach se sentia mais confortável ao escrever música de igreja ou obras que continham maiores desafios técnicos. Mas essas quatro obras são bons exemplos de um estilo mais leve e serviram para mostrar algumas das formas que Bach usaria para abordar o lado festivo de fazer música.

J. S. Bach (1685-1750): As Quatro Suítes Orquestrais

Orchestral Suite No. 1 in C Major, BWV 1066 22:03
1 I. Ouverture 6:23
2 II. Courante 1:57
3 III. Gavotte I-II 3:19
4 IV. Forlane 1:23
5 V. Menuet I-II 3:29
6 VI. Bourrée I-II 2:24
7 VII. Passepied I-II 3:08

Orchestral Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067 20:29
8 I. Ouverture 7:06
9 II. Rondeau 1:49
10 III. Sarabande 3:21
11 IV. Bourrée I-II 1:45
12 V. Polonaise 3:32
13 VI. Menuet 1:24
14 VII. Badinerie 1:32

Orchestral Suite No. 3 in D Major, BWV 1068 19:16
15 I. Ouverture 6:59
16 II. Air 4:59
17 III. Gavotte I-II 3:14
18 IV. Bourrée 1:11
19 V. Gigue 2:53

Orchestral Suite No. 4 in D Major, BWV 1069 19:36
20 I. Ouverture 8:01
21 II. Bourrée I-II 2:39
22 III. Gavotte 2:12
23 IV. Menuet I-II 4:12
24 V. Réjouissance 2:32

Orchestra Of The Age Of Enlightenment
Frans Brüggen

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Johannes Vermeer (1632-1675): A Arte da Pintura

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 61, 36, 62 & 132

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 61, 36, 62 & 132

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esta extraordinária e iluminadorina mini-série de Cantatas gravadas por Sigiswald Kuijken e sua La Petite Bande chega a seu Vol. 9. A série apresenta uma cantata para cada domingo e dia santo do ano. Nesta coleção, dedicada aos domingos do Advento, surgem alguns problemas. Todas as obras do Advento de Bach são de Weimar (juventude) e Leipzig (maturidade), exceto que em Leipzig a Cantata do Advento foi montada somente no primeiro domingo do mês, sendo os outros domingos normais. Só que sua estada anterior em Weimar era diferente; lá, todos os domingos deviam ter uma Cantata. Mas qual é o problema? É que apenas as Cantatas do segundo e quarto domingos foram preservadas, e as do primeiro e terceiro domingo são conhecidas apenas por seus textos — nenhuma música chegou até nós. Bem, os padrões permanecem altos nesta série muito bem gravada. Apesar de algum dogmatismo, tudo aqui é musicalmente muito bom, boníssimo!

J.S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 61, 36, 62, 132

1. Cantata No. 61, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 61 (BC A1): Ouvertüre (Chorus). Nun komm, der Heiden Heiland
2. Cantata No. 61, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 61 (BC A1): Recitative. Der Heiland ist gekommen
3. Cantata No. 61, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 61 (BC A1): Aria. Komm, Jesu. Komm zu deiner Kirche
4. Cantata No. 61, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 61 (BC A1): Recitative. Siehe ich stehe vor der Tür
5. Cantata No. 61, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 61 (BC A1): Aria. Öffne dich, mein ganzes Herze
6. Cantata No. 61, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 61 (BC A1): Choral. Amen, Amen! Komm du schöne

7. Cantata No. 36, ‘Schwingt freudig euch empor,’ BWV 36 (BC A3): Prima Pars. Chorus. Schwingt freudig euch empor
8. Cantata No. 36, ‘Schwingt freudig euch empor,’ BWV 36 (BC A3): Prima Pars. Chorale. Nun komm, der Heiden
9. Cantata No. 36, ‘Schwingt freudig euch empor,’ BWV 36 (BC A3): Prima Pars. Aria. Die Liebe zieht mit sanften Schritten
10. Cantata No. 36, ‘Schwingt freudig euch empor,’ BWV 36 (BC A3): Prima Pars. Choral. Zwingt die Saiten in Cythara
11. Cantata No. 36, ‘Schwingt freudig euch empor,’ BWV 36 (BC A3): Secunda Pars. Aria. Wilkommen serter Schatz
12. Cantata No. 36, ‘Schwingt freudig euch empor,’ BWV 36 (BC A3): Secunda Pars. Choral. Der du bist dem Vater gleich
13. Cantata No. 36, ‘Schwingt freudig euch empor,’ BWV 36 (BC A3): Secunda Pars. Aria. Auch mit gedämpften, schwachen
14. Cantata No. 36, ‘Schwingt freudig euch empor,’ BWV 36 (BC A3): Secunda Pars. Choral. Lob sei Gott dem Vater, ton

15. Cantata No. 62, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 62 (BC A2): Chorus. Nun komm, der Heiden Heiland
16. Cantata No. 62, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 62 (BC A2): Aria. Bewundert, o Menschen, dies große
17. Cantata No. 62, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 62 (BC A2): Recitative. So geht aus Gottes Herrlichkeit
18. Cantata No. 62, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 62 (BC A2): Aria. Streite, siege, starker Held!
19. Cantata No. 62, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 62 (BC A2): Recitative. Wir ehren diese Herrlichkeit
20. Cantata No. 62, ‘Nun komm, der Heiden Heiland,’ BWV 62 (BC A2): Choral. Lob sei Gott, dem Vater, ton

21. Cantata No. 132, ‘Bereitet die Wege, bereitet die Bahn,’ BWV 132 (BC A6): Aria. Bereitet die Wege, bereitet die Bahn
22. Cantata No. 132, ‘Bereitet die Wege, bereitet die Bahn,’ BWV 132 (BC A6): Recitative. Willst du dich Gottes Kind
23. Cantata No. 132, ‘Bereitet die Wege, bereitet die Bahn,’ BWV 132 (BC A6): Aria. Wer bist du? Frage dein Gewissen
24. Cantata No. 132, ‘Bereitet die Wege, bereitet die Bahn,’ BWV 132 (BC A6): Recitative. Ich will, mein Gott, dir frei heraus
25. Cantata No. 132, ‘Bereitet die Wege, bereitet die Bahn,’ BWV 132 (BC A6): Aria. Christi Glieder, ach bedenket
26. Cantata No. 132, ‘Bereitet die Wege, bereitet die Bahn,’ BWV 132 (BC A6): Choral. Ertöt uns durch deine Güte

Soprano: Gerlinde Sämann;
Alto: Petra Noskaiova;
Tenor: Christoph Genz;
Bass: Jan Van der Crabben

La Petite Bande
Sigiswald Kuijken

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Kuijken: quantas fotos dele já temos aqui no PQP?

PQP