Dia destes trouxe outro cd deste excelente pianista tocando Chopin.
No CD que estou trazendo hoje Katsaris dedica-se a Bach, mas curiosamente, apenas as peças que Bach transcreveu de compositores italianos, mais especificamente Vivaldi. Li em algum lugar que o objetivo de Bach ao transcrever estas obras era mais didático-educativo.
Qualquer que seja o motivo, é curioso ouvirmos essas peças, compostas originalmente para violino e orquestra de cordas. Podemos admirar ainda mais o velho Johann pela sua incrível capacidade criativa e claro, pela genialidade ao transcrevê-las para o teclado.
Katsaris é um músico completo, que respeita muito o que toca. Tenho certeza de que os senhores irão aprovar a experiência.
01 Bach BWV971 Italian Concerto – I. Allegro
02 II. Andante
03 III. Presto
04 Bach – BWV972 Concerto in D (after Vivaldi) – I
05 II. Larghetto
06 III. Allegro
07 Bach – BWV973 Concerto in G (after Vivaldi) – 1
08 II. Largo
09 III. Allegro
10 Bach – BWV975 Concerto in g minor (after Vivaldi) – 1
11 II. Largo
12 III. Giga. Presto
13 Bach – BWV976 Concerto in C (after Vivaldi) – 1
14 II. Largo
15 III. Allegro
16 Bach – BWV977 Concerto in C (after Vivaldi) – 1
17 II. Adagio
18 III. Giga
19 Bach – BWV978 Concerto in F (after Vivaldi) – 1
20 II. Largo
21 III. Allegro
22 Bach – BWV980 Concerto in G (after Vivaldi) – 1
23 II. Largo
24 III. Allegro
25 Bach – BWV916 Toccata in G – I. Presto
26 II. Adagio
27 III. Allegro
Estreante no PQP Bach, Fortunato Chelleri talvez devesse ter ficado silencioso em sua tumba, mas a excelente orquestra Atalanta Fugiens resolveu mostrar seu trabalho. O trabalho de Chelleri ou da orquestra? Boa pergunta. O trabalho da orquestra foi mostrado e é magnífico, fiquei entusiasmado com o som e o tesão dos caras. Já o trabalho de Chelleri… Papai Keller saiu da Alemanha e foi morar na ensolada Itália. Seu filho Fortunato ganhou um sobrenome esquisito e tornou-se compositor de óperas. Por favor, espero nunca ouvir uma ópera de Chelleri!
Fortunato Chelleri (1690-1757): Six Simphonies Nouvelles
1. Sinfonia Nº1 en Ré Majeur : Allegro
2. Sinfonia Nº1 en Ré Majeur : Andante
3. Sinfonia Nº1 en Ré Majeur : Presto
4. Sinfonia Nº2 en Ut Majeur : Allegro
5. Sinfonia Nº2 en Ut Majeur : Andante
6. Sinfonia Nº2 en Ut Majeur : Allegro
7. Sinfonia Nº3 en Si Bémol Majeur : Allegro
8. Sinfonia Nº3 en Si Bémol Majeur : Affettuoso
9. Sinfonia Nº3 en Si Bémol Majeur : Allegro
10. Sinfonia Nº4 en la Majeur : Allegro
11. Sinfonia Nº4 en la Majeur : Andante
12. Sinfonia Nº4 en la Majeur : Allegro
13. Sinfonia Nº5 en Ré Majeur : Allegro
14. Sinfonia Nº5 en Ré Majeur : Affettuoso
15. Sinfonia Nº5 en Ré Majeur : Allegro
16. Sinfonia Nº6 en Si Bémol Majeur : Allegro
17. Sinfonia Nº6 en Si Bémol Majeur : Andante
18. Sinfonia Nº6 en Si Bémol Majeur : Allegro
19. Sinfonia Nº6 en Si Bémol Majeur : Non Tanto Allegro
20. Sinfonia en Si Bémol Majeur : Allegro
21. Sinfonia en Si Bémol Majeur : Adagio Con Amore
22. Sinfonia en Si Bémol Majeur : Presto
23. The Brussels Symphony en la Majeur : Polonaise
O grande compositor, maestro, pianista, arranjador, etc., etc.etc., apareceu pouco aqui no PQPBach, e isso é lamentável. Por este motivo estou trazendo hoje essa belezura de CD chamado “The Ellington Suites”, e lhes garanto que é a música ideal para se ouvir num final de feriadão, em uma noite agradável, ao lado de quem se ama e degustando um bom vinho. Mas não precisam esperar outro feriadão para ouvi-lo. Podem transferir para um mp3 player para ouvir no ônibus enquanto estão indo trabalhar, ou caminhar no parque, gravar em um CD para tocar no carro, enfim os senhores mesmos podem fazer a ocasião.
The Queen´s Suite (A Suite Dedicated to Her Majesty Queen Elisabeth II
01 – Sunset And The Mocking Bird
02 – Lightning Bugs And Frogs
03 – Le Sucrier Velours
04 – Northern Lights
05 – The Single Petal Of A Rose
06 – Apes And Peacocks
The Goutelas Suite
07 – Fanfare
08 – Goutelas
09 – Get-With-Itness
10 – Something
11 – Having At It
12 – Fanfare
The Uwis Suite
13 – Uwis
14 – Klop
15 – Loco Madi
16 – The Kiss (bonus track) (previously unreleased)
Eis um disco letal para quem por desventura for alérgico a beleza (e olhe que há quem seja). Este disco é um gravíssimo atentado à feiura. Sob a direção da teoerbista austríaca Christina Pluhar (também alaudista e harpista), o grupo L’Arpeggiata vem realizando gravações de extrema excelência e beleza, com rica instrumentação, sobre um repertório de princípios do barroco, mais temas e estilos tradicionais. Explorando bastante o gênero chaconne (caracterizado pelas variações sobre a repetição de uma breve sequência harmônica, com um baixo ostinato). Aqui o L’Arpeggiata conta com uma verdadeira constelação de artistas, a exemplo do impressionante grupo vocal Barbara Furtuna da Corsega (liderado pelo expressivo cantor Maxime Merlandi); também a soprano Nuria Rial, o consagradíssimo Philippe Jaroussky, o barítono Fulvio Bettini e o tenorino napoletano Vincenzo Capezzuto (este, se não é um anjo, canta como tal. Ouçam para crer – faixa 18 ‘Stù Criatu). Como evidencia o título, é um disco no qual se reuniram peças com uma finalidade conceitual e sacra: VIA CRUCIS – Rappresentazzione della Gloriosa Passione de Cristo, à maneira de um Intermedi sacro renascentista. Peças do século XVII se mesclam a temas da Corsega e do Sul da Itália. Um dos arrebatadores momentos do disco é a faixa 3 – Maria, canção composta sobre uma canção tradicional dos pastores de Carpino, La Carpinese – destaque para o cornetto do virtuosíssimo Doron David Scherwin. Assim como também são impressionantes as outras faixas de canto corso nas quais atua o grupo Barbara Furtuna: Suda Sangre, Stabat Mater e Lamentu di Ghjesusopra La Follia. O disco se divide em três segmentos: Maria – La Visione (faixas 1 a 5), La Morte de Xsto – O diu, tante suffranze (faixas 6 a 13) e Ci vedrem in paradiso (faixas 14 a 18). Tive a felicidade de encontrar esta beleza na Fnac do Chiado, em Lisboa, numa promoção inacreditável, na qual discos da Harmonia Mundi, por exemplo, variavam entre 2 e 9 euros. Este custou 5! Em nosso desventurado país não custaria menos de 80 contos. Como escreveu Tennessee Williams, “às vezes Deus aparece tão de repente…” rs
L’Annociation – H. I. F. Von Biber
Ninna nanna alla Napoletana – Ann. – P. Jaroussky
Maria (sopra La Carpinese, trad.) – Barbara Furtuna.
Hor ch’è tempo di dormire – Tarquinio Merula – Nuria Rial
L’Aria – H. I. F. Von Biber
Lumi, potete piangere – Giovanni Legrenzi – Nuria Rial, P. Jaroussky
Suda Sangre – Trad. corso – Barbara Furtuna
Queste pungente spine – Benedetto Ferrari – P. Jaroussky
Voglio morire – Luigi Rossi
Stabat Mater – Trad. corso – Barbara Furtuna
Stabat Mater – Giovanni Felice Sances – Nuria Rial
Passacaglia – Maurizio Cazzati
Lamentu di Ghjesu (sopra La Follia) – Roccu Mambrini e L’ensemble Tavagna
Ciaconna – Tarquinio Merula
Laudate Dominum – C. Monteverdi – Nuria Rial
Canario – Lorenzo Allegri
Ciaccona di Paradiso e dell’Inferno – Ann. – P. Jaroussky, Fulvio Bettini
Mais uma sinfonia de menor expressão dentre as sinfonias de Tchaikovsky. Algumas curiosidades sobre esta sinfonia:
– È a única escrita em tom maior entre as sinfonias do russo(Ré Maior);
– Única a ter cinco movimentos;
– è conhecida como “Polonesa” devido a presença de temas de danças folclóricas polonesas inseridas no último movimento.
– O famoso coreógrafo Georges Balanchine a usou na coreografia de seu Balé “Diamonds”.
– Foi estreada em fevereiro de 1875 em Moscou;
Karajan, para variar, dá um banho de regência. Diria que ele consegue tirar leite de pedra desta obra. O momento que eu destacaria é seu terceiro movimento, um andante elegiaco claramente romântico. Boa trilha sonora para corações apaixonados.
A outra obra do CD também é peça manjadíssima do repertório tchaikovskyano, o Capricho Italiano, acho que a primeira obra que ouvi do compositor russo.
Piotr Illich Tchaikovsky (1840-183) – Karajan Conducts Tchaykovsky – CD 3 de 8 – Symphony nº 3 in D Major, op. 29, “Polish”, Capriccio Italien, op. 45
01 – Symphony no. 3 in D major, op. 29 ‘Polish’ – 1 Introduzione e Allegro. Moderato assai
02 – 2. Alla tedesca. Allegro moderato e semplice
03 – 3. Andante elegiaco
04 – 4. Scherzo. Allegro vivo
05 – 5. Finale. Allegro con fuoco (Tempo di Polacca)
06 – Capriccio Italien op. 45 – Andante un poco rubato – Allegro moderato – Andante
A gente pensa que não tem mais como se surpreender, né? Mas tem, sempre tem. Acho que esta gravação vai para o pódio ao lado da de Tilson Thomas, Abbado e Bernstein. Sim, meu pódio é diferente, tem quatro vagas. É melhor ouvir. A gravação é ao vivo e Jansons, junto com a orquestra do Concertgebouw, estavam em estado de graça, inexplicável. Ouvi-lo é satisfação garantida. Experimente.
Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 1
1. Symphony No. 1 in D Major: Langsam, schleppend – wie ein Naturlaut – Im Anfang sehr gemächlich 16:00
2. Symphony No. 1 in D Major: Kräftig bewegt, doch nicht zu schnell – Trio: Recht gemächlich 8:04
3. Symphony No. 1 in D Major: Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen 10:40
4. Symphony No. 1 in D Major: Stürmisch bewegt 19:59
Dando prosseguimento à postagem desta excelente caixa da DG, Karajan Conducts Tchaikovsky, trago o segundo CD, que tem a Segunda Sinfonia, e a manjadíssima Abertura 1812, que todo mundo conhece. A Segunda Sinfonia não é das que mais me atraem entre as sinfonias do compositor russo, mas tem seus bons momentos. Ainda tem aquela temática nacionalista, que tanto empolgou o jovem Tchaikovsky, que a compôs com o auxílio de Glinka, o grande compositor russo de sua época. Essa sinfonia é também conhecida como “Pequena Rússia”. Para não alongar a postagem, sugiro o interessante verbete da Wikipedia para esta sinfonia: http://en.wikipedia.org/wiki/Symphony_No._2_%28Tchaikovsky%29 .
Este CD é uma excelente introdução ao mundo de Marais. Na verdade, não sou assim tão tarado pelo compositor francês, porém há uma importante variável: Savall tem tanto talento que consegue deixar tudo o que toca interessante. Ou seja, é um encontro do compositor com seu maior intérprete. Sei lá, eu acho que se Savall se dedicasse a dar aulas de química ou a nos convencer de que a Veja é uma revista equilibrada… talvez fosse bem sucedido. Grande Savall!
Marin Marais (1656-1728): Alcione – Suite Des Airs À Joüer (1706)
1. Alcione – 1Ère Suite – Airs Pour Les Driades Et Les Bergers – Ouverture 3:43
2. Alcione – 1Ère Suite – Airs Pour Les Driades Et Les Bergers – Marche Pour Les Bergers Et Les Bergères 1:33
3. Alcione – 1Ère Suite – Airs Pour Les Driades Et Les Bergers – Air Pour Les Faunes Et Les Driades 1:03
4. Alcione – 1Ère Suite – Airs Pour Les Driades Et Les Bergers – Menuet Pour Les Bergers Et Les Bergères 1:52
5. Alcione – 1Ère Suite – Airs Pour Les Driades Et Les Bergers – 2Ème Menuet Pour Les Mêmes 1:29
6. Alcione – 1Ère Suite – Airs Pour Les Driades Et Les Bergers – Bourée Pour Les Bergers Et Les Bergères 1:37
7. Alcione – 1Ère Suite – Airs Pour Les Driades Et Les Bergers – Passepied I & Ii Pour Les Mêmes 1:53
8. Alcione – 2Ème Suite – Airs Pour Les Eoliens Et Les Eoliennes – Air 2:40
9. Alcione – 2Ème Suite – Airs Pour Les Eoliens Et Les Eoliennes – Menuet 2:06
10. Alcione – 2Ème Suite – Airs Pour Les Eoliens Et Les Eoliennes – 2Ème Air 1:09
11. Alcione – 2Ème Suite – Airs Pour Les Eoliens Et Les Eoliennes – Menuet Da Capo 1:07
12. Alcione – 2Ème Suite – Airs Pour Les Eoliens Et Les Eoliennes – Sarabandes 4:07
13. Alcione – 2Ème Suite – Airs Pour Les Eoliens Et Les Eoliennes – Gigue 1:24
14. Alcione – 3Ème Suite – Airs Pour Les Prêtresse Et Les Magiciens – Prélude De L’Acte Second 1:15
15. Alcione – 3Ème Suite – Airs Pour Les Prêtresse Et Les Magiciens – Sarabande Pour Les Prêtresses De Junon 2:11
16. Alcione – 3Ème Suite – Airs Pour Les Prêtresse Et Les Magiciens – Prélude Pour La Prêtresse De Junon 1:34
17. Alcione – 3Ème Suite – Airs Pour Les Prêtresse Et Les Magiciens – Gigues Pour Les Mêmes 0:53
18. Alcione – 3Ème Suite – Airs Pour Les Prêtresse Et Les Magiciens – Airs I & Ii Pour Les Magiciens 2:28
19. Alcione – 4Ème Suite – Airs Pour Les Matelots Et Les Tritons – Prélude De L’Acte Troisième 2:00
20. Alcione – 4Ème Suite – Airs Pour Les Matelots Et Les Tritons – Marche Pour Les Matelots 1:21
21. Alcione – 4Ème Suite – Airs Pour Les Matelots Et Les Tritons – 2Ème Air Pour Les Mêmes 1:16
22. Alcione – 4Ème Suite – Airs Pour Les Matelots Et Les Tritons – 3Ème Air “Tambourin” Pour Les Mêmes 1:08
23. Alcione – 4Ème Suite – Airs Pour Les Matelots Et Les Tritons – Symphonie Pour Le Sommeil 1:48
24. Alcione – 4Ème Suite – Airs Pour Les Matelots Et Les Tritons – Tempête 1:33
25. Alcione – 4Ème Suite – Airs Pour Les Matelots Et Les Tritons – Ritournelle 1:32
26. Alcione – 4Ème Suite – Airs Pour Les Matelots Et Les Tritons – Entract’ Menuet 1:02
27. Alcione – 4Ème Suite – Airs Pour Les Matelots Et Les Tritons – Chaconne Pour Les Tritons 6:42
NOVOS LINKS !!! Já foram várias as solicitações para que esta caixa voltasse. Hoje estou realizando o desejo destes fiéis leitores – ouvintes. E Karajan continua reinando soberano neste repertório, claro que ao lado de Mravinsky, Svetlanov, Silvestri, entre alguns outros. Como se trata apenas de subir novamente os arquivos, creio que será mais rápido. Não sei qual a opinião dos senhores a respeito de Tchaikovsky, mas ele ainda é fundamental para mim, depois de mais de quarenta anos ouvindo sua música. Uma curiosidade: há exatos quatro anos, isso mesmo, no dia 4 de setembro de 2011, eu iniciava a postagem desta caixa.
Já foram inúmeras as tentativas de postar essa caixa, mas sempre aparecia alguma coisa para impedir. Ainda não sei quanto tempo vai demorar para postar os oito cds, mas vou no meu ritmo. Um dia acaba, ainda mais que tem outras caixas sendo preparadas.
Esta caixa que irei postar tem grandes momentos. Não vem ao caso elogiar algum cd e criticar outros, apenas fica a opção para os senhores escolherem o que acharem melhor.
Este primeiro CD tem a pouco gravada Primeira Sinfonia, “Winter Dreams”, Sonhos de Inverno. Seu segundo movimento é uma das mais belas páginas escritas por Tchaikovsky. Triste, lânguida, com um tema absurdamente belo e triste. Não há como não imaginarmos aquelas imensas planícies geladas russas, as estepes. O que vemos é apenas desolação, silêncio… Tchaikovsky consegue traduzir em notas toda aquela beleza.
Após duas peças do “Eugen Oneguin” o cd conclui com a conhecida Marcha Eslava, uma das peças mais conhecidas do compositor.
Belo CD, para se apreciar com calma e moderação, de preferência acompanhado de um bom livro e um bom vinho nestes frios dias aqui no Sul.
1- Symphonie no.1 in G minor, Op. 13 Winter Dreams – 1. Dreams of a winter journey – Allegro tranquillo)
2 – 2. Land of Desolation Land of Mists – Andante cantabile ma non tanto)
3 – 3. Scherzo. Allegro scherzando giocoso)
4 – 4. Finale. Andante lugubre – Allegro moderato – Allegro maestoso – Allegro vivo)
5 – Eugen Onegin – Polonaise
6 – Eugen Onegin – Walzer
Marche Slave op.31 – Moderato in modo di marcia funebre
Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan – Conductor
Mais um disco extraordinário que reúne Mahler, o Concertgebouw de Amsterdam e Mariss Jansons, agora com a companhia de Hans Werner Henze, um grande e pouco ouvido compositor. E novamente a química funciona em outra gravação ao vivo. O Traum de Henze é mais um pesadelo que um sonho, mas é grande música, vale a pena conhecer. Para quem não conhece Henze: Hans Werner Henze foi um compositor alemão residente na Itália, conhecido por suas opiniões políticas marxistas que influenciaram sua obra. Trocou a Alemanha pela Itália em 1953, em razão da intolerância as suas posições políticas e a sua homossexualidade. Membro do antigo Partido Comunista Italiano, Henze produziu composições em homenagem a Ho Chi Min e a Che Guevara — o requiem intitulado Das Floss der Medusa (A balsa da Medusa), cuja estreia foi vetada em Hamburgo, em 1968. Henze compõe em vários estilos, tendo sido influenciado pela música atonal, Stravinsky, pela técnica dodecafônica, pelo estruturalismo e por alguns elementos da música popular, do rock e do jazz.
Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 6 /
Hans Werner Henze (1926-2012): Sebastian im Traum
1. Symphony No. 6 In A Minor: Allegro energico, ma non troppo 23:50
2. Symphony No. 6 In A Minor: Andante moderato 15:41
3. Symphony No. 6 In A Minor: Scherzo: Wuchtig 13:15
4. Symphony No. 6: Finale: Allegretto moderato 31:28
5. Sebastian Im Traum: I. BPM = Circa 80 4:45
6. Sebastian Im Traum: II. Ruhig fliessend 6:19
7. Sebastian Im Traum: III. BPM = 66 3:18
E quando vocês achavam que já tinham ouvido de tudo, eis que vos trago este cd incrível, com dois violonistas extremamente virtuoses, tocando simplesmente a obra imortal de Vivaldi em uma versão para dois violões. É no mínimo curioso como os dois conseguem resolver algumas dificuldades técnicas inerentes à obra. Claro que fica a sensação de que fala algo. Mas dois músicos deste nível não se importam em se arriscar. Coryell é um especialista nestas loucuras. Ele já fez transcrições incríveis de Stravinsky, Ravel, entre outros, para o violão. Tive oportunidade de vê-lo tocando ao vivo há alguns anos atrás, e se já era fã do cara na época, aquela apresentação serviu para ver que o cara realmente é um músico excepcional.
01 – ‘Spring’ I Allegro
02 – ‘Spring’ II Largo
03 – ‘Spring’ III Allegro
04 – ‘Summer’ I Allegro non molto – Allegro
05 – ‘Summer’ II Adagio – Presto – Adagio
06 – ‘Summer’ III Presto
07 – ‘Autumn’ I Allegro
08 – ‘Autumn’ II Adagio molto
09 – ‘Autumn’ III Allegro
10 – ‘Winter’ I Allegro non molto
11 – ‘Winter’ II Largo
12 – ‘Winter’ III Allegro – Lento – Allegro
Como prometido, aqui está o outro CD de Larry Coryell e suas adaptações stravinskyanas. As peças desta vez são “O Pássaro de Fogo” e “Petrouchka”. .
Essa incursão de Larry Coryell pelo universo da chamada música clássica, adaptando peças extremamente difíceis e complexas, com orquestrações também altamente complexas, mostram toda a versatilidade e virtuosismo de um músico completo. Como comentei em postagem anterior, tive a grata oportunidade de ver este incrível guitarrista ao vivo e pude comprovar esta versatilidade e virtuosismo. Seja variando em cima do tema do “Bolero” de Ravel, seja elaborando incríveis solos em sua guitarra Ibanez semi acústica, ou nos deixando embasbacados em uma versão “a capella” de “Roun´ Midnight”, a clássica composição de Thelonius Monk, Coryell mostrou o porque é um dos maiores guitarristas de jazz de todos os tempos.
Pense num encontro entre monstros. À escolha: ciclopes e dragões, Godzilla e King Kong… pense em monstros muito maiores. Sim, como o pianista americano Bill Evans e o gaitista (harmônica cromática) belga Toots Thielemans. Eis um dos mais belos e intensos discos desses artistas e de todo o Jazz, gravado em 1979. Evans utiliza em algumas faixas, para além do piano acústico, um teclado Fender Rhodes; seria a última vez que ele utilizaria um teclado elétrico em estúdio. Outra peculiaridade desse registro é que nele, pela primeira vez, Evans grava ao lado de Marc Johnson, baixista que o acompanhava desde o ano anterior, 1978, em trio e outras formações, até a morte do pianista no ano seguinte, em 1980. À bateria temos Eliot Zigmund e o disco também conta com a participação do saxofonista Larry Schneider. O resultado dispensa comentários, todavia destaco dentre as preciosas faixas três momentos de altíssima ‘radioatividade’: Days of wine and roses, tema do grande Henry Mancini para um conhecido filme no qual Jack Lemmon entorna todas – Vício Maldito, de 1962. Também Blue in Green, tema atribuído a Miles Davis, porém na verdade de Evans (assim como Nardis). O outro, e para mim o mais espantoso, é o clássico Body and soul. Posso falar apenas por intuição, jamais asseverar, que Toots toca de tal forma nesta faixa que o pianista teria ficado pasmo e pensando “como toca este homem, no que fui me meter!… rs, mas é apenas uma impressão. O disco é sublime. Verdadeiros gênios do Jazz, dois dos maiores músicos de todos os tempos, na mais intensa ‘afinidade’ musical. Durante muito tempo, antes que o milagre da tecnologia utilizada para o bem me trouxesse a oportunidade de consegui-lo, era um disco raríssimo; um músico daqui do meu contexto era o único na cidade que o possuía e não o copiava pra ninguém, o sacana. Isso não o fez tocar melhor rs. Agora aí está esse maravilhoso registro, para todos nós que amamos música da melhor.
Affinity – Toots Thielemans & Bill Evans
“I Do It for Your Love” (Paul simon) – 7:16
“Sno’ Peas” (Phil Markowitz) – 5:51
“This Is All I Ask” (Gordon Jenkins) – 4:14
“Days of wine and roses” (Henry Mancini, Johnny Mercer) – 6:40
“Jesus’ Last Ballad” (Gianni Bedori) – 5:52
“Tomato Kiss” (Larry Schneider) – 5:17
“The Other Side of Midnight (Noelle’s Theme)” (Michel Legrand) – 3:17
“Blue in green” (Bill Evans) – 4:09
“Body and soul” (Edward Heyman, Roberto Sour, Frank Eyton,Johnny Green) – 6:16
Mais um lindo disco arrancado do barroco sem fim. Alessandro Scarlatti, cujo nome de batismo era Pietro Alessandro Gaspari Scarlata, foi um compositor italiano de grande importância para a música lírica do período barroco. Seu trabalho foi fundamental para o desenvolvimento da ópera séria e da ópera bufa de seu tempo. O pessoal do Modo Antiquo e o soprano Elisabeth Scholl realizam um convincente trabalho neste CD há anos fora de catálogo que foca 4 das 500 Cantatas de Câmara compostas pelo pai de Domenico. Como diz o título nada enganador do CD são Cantate Drammatiche, mas estão longe do também prometido Inferno. É música de alto nível. Se eu fosse você, conferiria.
Già lusingato appieno, chamber cantata for soprano, 2 violins & continuo
1. Sinfonia
2. Recitativo: Gia Lusingato Appieno
3. Aria: Cara Sposa
4. Recitativo: Cada Su L’empire Schiere
5. Aria: Sento L’aura
6. Recitativo: Al Trono
7. Aria: Se V’ E Mai
8. Recitativo/Arioso: Disse E Bacio La Sposa
Notte ch’in carro d’ombre, chamber cantata for soprano, 2 violins & continuo
9. Sinfonia: Grave – Allegro
10. Recitativo Accompagnato: Notte, Ch’in Carro D’ombre
11. Aria (Largo E Piano): Vieni, O Notte, In Questo Petto
12. Recitativo: E Tu Ch’ Ognor Ti Vanti
13. Aria (Allegro): Veloce E Labile Fugge E Dileguasi
14. Recitativo: Ma Parmi Ch’esaudite
15. Aria (Largo): Con L’idea D’ Un Bel Gioire
16. Recitativo: Ma Voi Non Vi Chiudete
17. Aria (Allegrissimo): Si, Che Priva Di Contento
Io son Nerone l’imperator del mondo, chamber cantata for soprano & continuo (“Il Nerone”)
18. Recitativo: Lo Son Neron, L’imperator Del Mondo
19. Aria (Andante): Vuo, Che Trema Giove Ancora
20. Recitativo: Il Tirannico Cor Io NOn Ascondo
21. Aria (Allegro): Non Stabilisce, No
22. Recitativo: Or Coll’abisso Istesso
23. Aria: Veder Chi Pena
24. Recitativo: Coi Furibondi Sguardi
Dall’oscura magion dell’arsa Dite, chamber cantata for soprano, 2 violins & continuo (“L’Orfeo”)
25. Introduzione (Allegro-Grave)
26. Recitativo: Dall’oscura Magion
27. Aria (Adagio): Chi M’invola La Cara Euridice
28. Recitativo: Ma Di Che Mi Querelo
29. Aria (Allegro): Se Mirando, Occchi Perversi
30. Recitativo: Hor, Poiche Mi Tradir
31. Aria (Adagio): Sordo Il Tronco
32. Recitativo: Ah, Voi M’abbandonate
33. Aria (Adagio): Il Vanto Del Canto
34. Recitativo: Cosi Dicendo
35. Aria (Streeta): Si, Pieta De Miei Martiri
Elisabeth Scholl
Modo Antiquo
Federico Maria Sardelli
Uma bela aquisição para sua coleção de obras de Bach. Trata-se de interpretações sensíveis e virtuosísticas para este diálogo entre a viola da gamba e o cravo, uma conversa musical do mais alto conteúdo. O resultado é de elegância ímpar. Uma delícia total ouvir este CD e, de cada vez, descobrir novas sutilezas e revelações sob as estruturas magníficas criadas por Bach. A colocação de duas árias cujos temas são apresentados pela viola da gamba — uma da São Mateus e outra da São João — ,separando as três sonatas, também foi uma grande ideia.
Um feliz 31 de agosto para todos!
J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo
1. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Adagio
2. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Allegro, ma non tanto
3. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Andante
4. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Allegro moderato
5. Preludio, improvisation for viola da gamba
6. St. Matthew Passion (Matthäuspassion), for soloists, double chorus & double orchestra, BWV 244 (BC D3b): Komm, süßes Kreuz
7. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Adagio
8. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Allegro
9. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Andante
10. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Allegro
11. St. John Passion (Johannespassion), BWV 245 (BC D2): Es ist vollbracht
12. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Vivace
13. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Adagio
14. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Allegro
Paolo Pandolfo, viola da gamba
Markus Hünninger, cravo
Khatia Buniatishvili pode ser jovem, mas não teme desafios. Se não estou enganado, esse foi seu primeiro CD, e um grande CD, diga-se de passagem, todo dedicado a Liszt, incluindo a imponente Sonata in B Minor, que, curiosamente, apareceu pouco por aqui, até onde me lembro.
Os grandes artistas não podem temer desafios, ainda mais se você tem meros 23 anos de idade e quer ser reconhecido como um grande artista. E está era a idade que Khatia tinha quando sentou-se ao piano e gravou a gigantesca Sonata em B Minor, um monumento da literatura pianística, uma obra de difícil execução, que exige até a alma do músico. E o resultado é primoroso. Frente ás adversidades, a jovem Khatia encarou como gente grande o desafio. E convenhamos, Liszt é para ouvidos experientes e treinados. Essa sonata assusta no começo. Apenas depois de muitas audições é que conseguimos começar a entendê-la.
Enfim, espero que gostem. Eu gostei muito.
01 – Liebestraum in A flat major Op.62 S 541-3 Notturno
02 – Sonata in B minor S 178 I. Lento assai-Allegro energico
03 – Sonata in B minor S 178 II. Andante sostenuto
04 – Sonata in B minor S 178 III. Allegro energico
05 – Mephisto Waltz No.1 (The Dance in the Village Inn) S 514
06 – La lugubre gondola S 200-2
07 – Prelude in A minor S 462-1
08 – Fugue in A minor S 462-1
O Concerto para Piano de Dvorák não é uma das mais populares obras do compositor tcheco, talvez por ser pouco interpretado, mas tem seus bons momentos. Soa por vezes monótono, burocrático, mesmo quando interpretado por um músico do quilate de Sviatoslav Richter. Curioso, pois no mínimo esperamos uma obra no nível de seu Concerto para Cello, mas infelizmente não é bem assim. Nem Carlos Kleiber consegue desamarrar os nós que atam essa obra. Mas volto a repetir que tem seus bons momentos. Sujeito a levar pedradas, diria que a dupla Kleiber/Richter tira leite de pedra com sua leitura precisa e coesa, bem balanceada.
Para compensar, a outra obra presente no CD é um dos monumentos da literatura pianística, a Fantasia in Dó Maior, também conhecida como “Wanderer”, de Franz Schubert. Aqui Richter está em seus domínios, não por acaso é considerado um dos maiores intérpretes schubertianos do século XX. Papa finíssima …!!
01 – Piano Concerto in G Minor, Op. 33 – I. Allegro agitato
02 – Piano Concerto in G Minor, Op. 33 – II. Andante sostenuto
03 – Piano Concerto in G Minor, Op. 33 – III. Allegro con fuoco
04 – Fantasy in C Major, D.760 ‘Wanderer’ – I. Allegro con fuoco ma non troppo
05 – Fantasy in C Major, D.760 ‘Wanderer’ – II. Adagio
06 – Fantasy in C Major, D.760 ‘Wanderer’ – III. Presto
07 – Fantasy in C Major, D.760 ‘Wanderer’ – IV. Allegro
Sviatoslav Richter – Piano
Bayerisches Staatsorchester München
Carlos Kleiber – Conductor
De 1928, o Concerto para Clarinete de Nielsen foi dedicado ao clarinetista dinamarquês Aage Oxenvad. Dizem que este Oxenvad era um doido varrido, mas não temos nada a ver com isso. O compositor tinha prometido escrever um concerto para cada membro do quinteto de sopros do qual Oxenvad fazia parte. Em 1922, Nielsen compusera seu espetacular Quinteto, Op. 43, para o mesmo grupo. O concerto é uma obra importante na literatura do instrumento do século XX. É a última obra de grande porte da vida de Nieelsen, que morreu em 1931. Ele estava sofrendo uma série de ataques cardíacos que acabaram por vitimá-lo em 1931. O Concerto foi escrito em um movimento sem pausas, mas nem sempre uma coisa é o que parece. Nielsen fez uma divisão em suas cartas. Haveria um primeiro movimento Allegretto un poco, Allegro non tropo, Più Allegro e Tempo I, um segundo movimento Poco Adagio, um terceiro Allegro non tropo, Poco più mosso e um quarto Allegro Vivace, Poco adagio e Allegro. O CD é completado por outras obras orquestrais. Gostei muito da pastoral Pan & Syrinx. Ah, o belga Walter Boeykens é um baita instrumentista e não nega fogo neste CD da Harmonia Mundi.
Nielsen: Clarinet Concerto & Works for Clarinet & Orchestra.
1 Clarinet Concerto, Op. 57 25:15
2 Pan & Syrinx. Pastorale, Op. 49 8:18
3 Amor & Digteren. Love and the Poet, overture, Op. 54 4:47
4 Little Suite for strings, Op. 1: I. Präludium. Andante con moto 3:30
5 Little Suite for strings, Op. 1: II. Intermezzo. Allegro moderato 5:24
6 Little Suite for strings, Op. 1: III. Finale. Andante con moto 6:57
Já faz algum tempo que o ouvinte-leitor Sidney Leal me mandou esses arquivos. São ótimos. Marcello é um problema — a pouca música que conheço de sua autoria é efetivamente bastante boa, mas é raro ouvi-lo. Amanhã, devo publicar mais alguns Concertos e Cantatas do cara. Para variar, o Collegium Musicum 90 e Simon Standage dão um banho neste repertório. Grande disco.
Ah, dia desses, se não me engano, o Rafael Cello desejava enviar algumas versões das Suítes para Violoncelo de Bach. Pode usar o e-mail pqpbachPONTOopsARROBAgmailPONTOcom.
1. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 1 in D major: I. Allegro assai 2:08
2. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 1 in D major: II. Larghetto 2:52
3. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 1 in D major: III. Vivace 2:59
4. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 2 in E major: I. Allegro assai 1:34
5. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 2 in E major: II. Moderato 3:15
6. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 2 in E major: III. Spiritoso, ma non presto 2:11
7. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 3 in B minor: I. Andante larghetto 4:53
8. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 3 in B minor: II. Adagio 1:36
9. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 3 in B minor: III. Presto 3:27
10. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 4 in E minor: I. Moderato 3:05
11. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 4 in E minor: II. Largo appoggiato 3:14
12. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 4 in E minor: III. Allegro 1:55
13. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 5 in B flat major: I. Moderato 3:04
14. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 5 in B flat major: II. Larghetto staccato 1:57
15. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 5 in B flat major: III. Presto, ma non molto 2:00
16. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 6 in G major: I. Allegro 2:30
17. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 6 in G major: II. Larghetto 3:11
18. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 6 in G major: III. Vivace 2:22
19. Violin Concerto in B flat major: I. Andante 3:14
20. Violin Concerto in B flat major: II. Larghetto 2:29
21. Violin Concerto in B flat major: III. Spiritoso 1:42
POSTAGEM ORIGINAL DE CARLINUS EM 8/5/2010, NOVOS LINKS FORNECIDOS POR VASSILY E AVICENNA EM 27/8/2015
Dia desses, nosso SAC recebeu um pedido para revalidar a linda Liturgia de São João Crisóstomo, de Tchaikovsky. Não tinha a gravação postada pelo Carlinus, então tive que recorrer a uma das duas de que dispunha. A de melhor som é aquela moderna da Hyperion, com os Corydon Singers, mas achei que o sotaque russo desta envolvente gravação soviética da Melodiya lhe conceda uma vantagem considerável.
Vassily Genrikhovich
POSTAGEM ORIGINAL DE CARLINUS EM 8/5/2010
O segundo post em homenagem a Tchaikovsky é a – não muito conhecida – Liturgia de São João Crisóstomo. Trata-se de uma obra de beleza incomum. A audição desta liturgia nos remete aos desertos, aos monastérios do início da era cristã. Segundo a História, Crisóstomo (cognominado “o boca de ouro”, pelo poder de sua oratória), um dos pais da igreja cristã do oriente, teria elaborado esta liturgia a partir da Liturgia de São Basílio. Esta liturgia compõe, juntamente com a Liturgia dos Dons Pré-Santificados, as formas de celebração eucarística do rito bizantino. A Liturgia de São João Crisóstomo é usada na maior parte do ano litúrtgico das igrejas orientais. A grande questão é que este CD imprime profundos efeitos na alma do ouvinte. A última vez que senti efeitos tão marcantes em minha interioridade foi quando comecei a ver ao filme São Jerônimo, do diretor brasileiro Júlio Bressane. A película de Bressane é cheia de arrebatamentos místicos, de simbolismos metafísicos. Não é brincadeira ouvir uma peça destas. A alma necessariamente solitária gravita em busca de paisagens idílicas. Não deixe de ouvir este CD e se transformar num eremita, num ermitão, que não se corrompe com o ouro e com a prata oferecida pelo mundo. Mas se volta para os valores etéreos, de possibilidades arrebatoras. Minha nossa! Hoje eu estou impossível. Chega!
POSTAGEM ORIGINAL DE FDP BACH EM 8/9/2007, REVALIDADA POR VASSILY EM 25/8/2015
Alguém solicitou a um tempo atrás mais obras de Liszt. Já havíamos postado os concertos para piano com o Richter, porém, reclamaram que faltavam mais obras.
Pois bem, sensível ao apelo, FDP Bach resolveu cobrir uma das falhas do blog, a saber, mais obras pianísticas do sogro de Wagner. E vai jogar pesado, dessa vez… trata-se de uma coleção de 3 cds, interpretados pelo excelente Nicholas Angelich, da enorme série “Années de pèlerinage
FRANZ LISZT (1811-1886)
ANNEES DE PELERINAGE
Nicholas Angelich, piano
CD 1 – Première année: Suisse
01. Chapelle de Guillaume Tell
02. Au lac de Wallenstadt
03. Pastorale
04. Au bord d’une source
05. Orage
06. Vallée d’Oberman
07. Eglogue
08. Le mal du pays
09. Les cloches de Genève
01. Sposalizio
02. Il penseroso
03. Canzonetta del Salvator Rosa
04. Sonetto 47 del Petrarca
05. Sonetto 104 del Petrarca
06. Sonetto 123 del Petrarca
07. Après une lecture de Dante, Fantasia quasi Sonata
08. Venezia e Napoli – Gondoliera
09. Venezia e Napoli – Canzone
10. Venezia e Napoli – Tarentella
01. Angelus ! Prière aux anges gardiens
02. Aux cyprès de la Villa d’Este, Thrénodie no. 1
03. Aux cyprès de la Villa d’Este, Thrénodie no. 2
04. Les jeux d’eau de la Villa d’Este
05. Sunt lacrymae rerum – en mode hongrois
06. Marche funèbre
07. Sursum corda
“Monk and Coltrane complemented each other perfectly. The results of this successful music aliance were beneficial to both. In this setting, Monk began to receive the brunt of a long-overdue recognition. On the other hand, Coltrane´s talent, set in such a fertile environment, bloomed like a hibiscus. `Trane´s comments in a Down Beat article (Setember, 29,1969), clearly describe how he reveres Monk: “Working with Monk brought m eclose to a musical architet of the highest order. I felt I learned from him in every way – through the senses, theoretically, technically. I would talk to Monk about musical problems and he would sit at the piano and show me answers by playing them. I could watch him play and find out the things I wanted to know. Also, I sould see a lot of things that I din´t know about at all”.
Um disco com músicos deste nível dispensa comentários. Gênios sem encontrando e nos dando o melhor de si através de sua música, e que música, meus queridos. A lamentar apenas sua curta duração, meros 37 minutos, mas lhes garanto que são 37 minutos preciosos.
John Coltrane – Tenor Sax
Coleman Hawkins – Tenor Sax
Thelonius Monk – Piano
Wilbur Ware – Bass
Gigi Gryce – Alto Sax
Ray Copeland – Trumpet
Art Blakey – Drums
‘Shadow’ Wilson – Drums
Finalmente liberada para postagem, temos o prazer e a honra de apresentar um pouco da música de câmara do compositor brasileiro, mineiro, ilustre leitor-ouvinte e colaborador aqui do Blog, Harry Crowl.
Originalidade, impressionismo, acordes dissonantes, tensão e mistério, lirismo e dramaticidade, numa atmosfera por vezes selvagem, são algumas das características marcantes das peças incluídas nesse álbum.
O compositor
Nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais em 06/10/1958, Harry Lamott Crowl Jr, estudou violino, viola e composição na sua cidade natal e nos EUA (Wesport School of Music and Juilliard School). Foi bolsista do Conselho Britânico em Dartington , em 1993, e radicou-se em Curitiba desde 1994. Sua obra abrange todos os gêneros instrumentais e vocais, e vem sendo apresentada e transmitida regularmente em todo o Brasil e em várias partes do mundo, especificamente na Europa por importantes grupos musicais. Atua como compositor e musicólogo e é professor da Escola de Música e Belas Artes do Paraná. É diretor artístico da Orquestra Brasileira de Música Contemporânea (SBMC), Seção Brasileira da ISCM (International Society Of Contemporary Music), através da qual representou o Brasil nos festivais “Dias Mundiais da Música”, da Eslovênia, em 2003 e, da Suiça, em 2004. Atua também como produtor e apresentador de programas dedicados à música erudita na Rádio Educativa do Paraná e, na Rádio MEC, no Rio. Em outubro de 2004, recebeu em Curitiba, a Medalha da Ordem do Mérito Cultural do “Barão do Serro Azul” por serviços prestados à música.
O álbum
Lançado em 2005, o CD “Espaços Imaginários” traz as obras “Espaços Imaginários” (2001), “Imagens Rupestres” (1996) e, O Quarteto de Cordas Nº 1 “Na Perfurada Luz, Em Plano Austero”, (1992/93), gravadas respectivamente no Canadá, Áustria e Eslováquia.
O trio Espaços Imaginários, para violino, violoncelo e piano é de 2001, e teve sua estreia em novembro do mesmo ano, pelo trio canadense Fibonacci, de Montreal. Trata-se de uma obra poderosa e rica em contrastes, tensionando as texturas possibilitadas pela formação sempre em seu limite extremo.
Extremos de virtuosismo são exigidos pelo primeiro trio de Harry Crowl, Imagens Rupestres, de 1996/97, para flautas, violoncelo e piano, encomendado pelo George Crumb Trio, de Linz (Áustria), e estreado por este mesmo grupo no Castelo Zell an der Pram, no norte austríaco, em maio de 1997. O trio traz algumas características-chave da produção de Crowl, tais como a linguagem dramática, a originalidade na abordagem da formação e a rejeição da linearidade.
Na Perfurada Luz, em Plano Austero, título do primeiro quarteto de cordas de Harry Crowl, foi tirado do poema “Montanhas de Ouro Preto”, que Murilo Mendes publicou em 1945. Escrito entre 1992 e 1993, o quarteto reflete a pesquisa de seu autor sobre compositores brasileiros do período colonial, pois se baseia na combinação das notas de uma série derivada do nome do autor mineiro Francisco Gomes da Rocha (1754-1808), dentro da notação alemã, o que nos dá F(fá)ranCIS(dó sustenido)co G(sol)omE(mi)S(mi bemol) da RoC(dó)H(si)A(lá).
Os vários movimentos do quarteto são executados sem interrupção, mantendo nível elevado de tensão, com apenas dois momentos de relaxamento, parte central e no final. Resultado de estudos sobre a sonoridade produzida pelos quatro instrumentos, a peça utiliza todos os recursos possíveis da formação, desde a polifonia ao uníssono, passando por efeitos de harmônicos artificiais associados a golpes de ardo “col legno”, ou “sul ponticelli” e “tremoli”. A estreia mundial da peça aconteceu no Summartónar, nas Ilhas Faroe, em 27 de julho de 1996, com o Moyzes String Quartet, de Bratislava (Eslováquia).
Fonte: Encarte do CD
Uma ótima audição!
Harry Crowl: Espaços Imaginários
01. Espaços Imaginários (2001) para violino, violoncelo e piano (19:45)
Trio Fibonacci
Julie Anne Derome, violino
Gabriel Prynn, violoncelo
André Ristic, piano
02. Imagens Rupestres (1996) para flautas, violoncelo e piano (24:19)
The George Crumb Trio
Norbert Girlinger, flautas (+flautim, flauta baixa, flauta octobaixa)
Andréas Pözlberger, violoncelo
Sven Brich, piano
03. Quarteto de Cordas Nº 1, “Na Perfurada Luz, Em Plano Austero” (1992/93) (25:49)
Moyzes Quartet
Stanislav Mucha, violino I
Ferenc Török, violino II
Alexander Lakatos, viola
Jan Slavík, violoncelo
Postagem irrecusável, realizada a pedido de uma querida amiga que ainda não conheço pessoalmente.
Esta nova gravação de “Thaïs” preenche uma importante lacuna no catálogo da ópera gravada. Thais nunca teve a popularidade de “Manon” ou “Werther”, mas é boa música que apenas recentemente recebeu uma gravação decente. Foi registrada duas vezes ao longo dos últimos trinta anos (a RCA em 1974, com Anna Moffo, José Carreras e Bacquier Gabriel e em 1976 pela EMI com Beverly Sills, Nicolai Gedda, e Sherrill Milnes), mas nenhuma destas gravações era satisfatórias, até porque os sopranos do papel-título (Moffo e Sills, respectivamente) já tinham passado por melhores dias. Isto certamente não ocorre com Renée Fleming, cuja voz linda é ideal para o papel da cortesã que virou freira… Fleming soa maravilhosamente jovem e profundamente envolvida no drama. Fleming é acompanhada pelo imenso Thomas Hampson, cujo Athanael supera facilmente os intérpretes anteriores. “O Seigneur, je remets mon tes mains entre ame” é um dos destaques desta gravação. Claramente, é o trabalho Hampson a espinha dorsal de toda a produção. Giuseppe Sabbatini está excelente como Nicias, um grande avanço em relação a Nicolai Gedda na EMI, mas ainda não completamente no nível de Jose Carreras no set da RCA que não está mais disponível. A realização de Yves Abel é convincente. Para aqueles que esperaram anos para uma gravação realmente boa desta ópera de Massenet, essa gravação é a resposta a suas preces.
Thaïs, Lyric Comedy in 3 Acts
Tracklist Disc 1:
01. Thaïs: Voici le pain
02. Thaïs: Le voici! Le voici!
03. Thaïs: Hélas! enfant encore
04. Thaïs: Nous nous mêlons jamais, mon fils
05. Thaïs: Vision … Honte! Horreur!
06. Thaïs: Toi, qui mis la pitié dans nos âmes
07. Thaïs: Mon fils, nous nous mêlons jamais
08. Thaïs: Prélude (Deuxième Tableau)
09. Thaïs: Va, mendiant chercher ailleirs ta vie!
10. Thaïs: Voilà donc la terrible cité
11. Thaïs: Ah! Ah! Ah!… Athanaël, c’est toi!
12. Thaïs: Ah! Ah! Ah!… Je vais donc te revoir
13. Thaïs: Garde-toi bien! Voici ta terrible ennemie!
14. Thaïs: C’est Thaïs, l’idole fragile
15. Thaïs: Quel est cet étranger
16. Thaïs: Qui te fait si sévère
17. Thaïs: Non! Non! je hais vos fausses ivresses
18. Thaïs: Ah! je suis seule, seule enfin!
19. Thaïs: Dis-moi que je suis belle
20. Thaïs: Etranger, te voilà comme tu l’avais dit
21. Thaïs: Eh bien, fais-moi connaître tou cet amour
22. Thaïs: Je suis Athanaël, moine d’Antinoé
23. Thaïs: Je n’ai pas plus choisi mon sort que ma nature
24. Thaïs: Méditation religieuse – Symphonie
Tracklist Disc 2:
01. Thaïs: Père, Dieu m’a parlé par ta voix
02. Thaïs: Non loin d’ici, vers l’occident
03. Thaïs: Considère, ô mon père
04. Thaïs: Suivez-moi tous, amis!
05. Thaïs: Divertissement: 1. Allegro vivo
06. Thaïs: Divertissement: 2. Mélopée orientale
07. Thaïs: Divertissement: 3. Allegro brillante
08. Thaïs: Divertissement: 4. Allegretto con spirito
09. Thaïs: Divertissement: 5. Mouvement de valse
10. Thaïs: Voilà l’incomparable!… Divertissement: 6 La Charmeuse
11. Thaïs: Divertissement: 7. Finale
12. Thaïs: Eh! C’est lui!… Athanaël
13. Thaïs: Il dit vrai!
14. Thaïs: L’ardent soleil m’écrase
15. Thaïs: Ah! des gouttes de sang coulent de ses pieds
16. Thaïs: O messager de Dieu, si bon dans ta rudesse
17. Thaïs: Baigne d’eau mes mains et mes lèvres
18. Thaïs: La paix du Seigneur soit avec toi
19. Thaïs: Mon oeuvre est accomplie!
20. Thaïs: Que le ciel est pesant!
21. Thaïs: C’est lui qui vient!
22. Thaïs: Qui te fait si sévère
23. Thaïs: Thaïs va mourir!
24. Thaïs: Seigneur, ayez pitié de moi
25. Thaïs: Sois le bienvenu dans nos tabernacles
26. Thaïs: C’est toi, mon père
Composed by Jules Massenet
Performed by Bordeaux Aquitaine National Orchestra
Conducted by Yves Abel
Thomas Hampson
Renée Fleming
Giuseppe Sabbatini
Elisabeth Vidal
Isabelle Cals
Enkelejda Shkosa
Renaud Capuçon
Stefano Palatchi
Johann Sebastian Mastropiero é sem dúvida um dos compositores que motivam maiores polêmicas entre os musicólogos. Por exemplo, diversos autores divergem em sua data de nascimento. Seria um 7 de fevereiro, mas se não concordam nem quanto ao século, o que dirá do ano? Do mesmo modo, há vários países que disputam sua nacionalidade. Tampouco se conhece a data de sua morte. Nem se esta verdadeiramente ocorreu.
Há também controvérsias sobre seu nome, pois ele também foi conhecido por Peter Illich, Wolfgang Amadeus, etc. A grande dispersão de dados biográficos sobre o mestre e as grandes lacunas existentes acerca de determinados períodos de sua vida, fazem com que seja muito difícil escrever uma biografia minimamente completa.
Há 40 anos, o grupo argentino Les Luthiers dedica-se quase que com exclusividade à obra de Mastropiero. P.Q.P. Bach, aproveitando esta fase de lagos adormecidos pelo balé, traz para o blog o esplêndido balé El Lago Encantado, do qual é ouvida a música — FANTÁSTICA — além DA NARRAÇÃO DOS ACONTECIMENTOS DO PALCO. Coisa de louco!
https://youtu.be/ODvjmV8SolM
Este é a segunda postagem de Mastropiero. Muita atenção.
Para quem não conhece o Les Luthiers, vejam aqui como não sabemos nada sobre nossos vizinhos. Os caras são pouco famosos…
Mais detalhes aqui, aqui ou com a Condessa Shortshot.