Não lembro quem me passou esta gravação ao vivo, mas foi em janeiro de 2010. Ela é de boa qualidade, mas não pode ser mais PIRATA. É um concerto de Gergiev com a Orquestra de Rotterdam. Excelente interpretação e uma plateia — como todas parecem ser — gripada. Muita gente tossindo, até dá para ouvir vozes num momento… Mas vale muito a audição. Como eu AMO gravações ao vivo, quase gostei do Rach e do esforço do Feltsman para chegar vivo ao final do teste. Só que o ponto alto é o Shosta, claro.
Onde tovarich PQP conseguiu esta gravação?
Rachmaninov: Concerto Nº 3 para Piano e Orquestra / Shostakovich: Sinfonia Nº 5
Piano Concerto No.3 in D minor, Op.30
1. Allegro ma non tanto
2. Intermezzo (Adagio)
3. Finale (Alla breve)
Sinfonia Nº 5 em Ré menor, Op. 47
01. Moderato
02. Allegretto
03. Largo
04. Allegro non troppo
Vladimir Feltsman
Rotterdam Philharmonic Orchestra
Valery Gergiev
E porque hoje é domingo e amanheci de bom humor e de boa vontade, estou trazendo de uma só vez mais três cds dessa ótima integral das sonatas para piano de Beethoven com o Ronald Brautigam, interpretadas em um pianoforte. Coisa fina.
PS¹. – Os senhores lembraram de atrasar seus relógios em uma hora? Acabou o horário de verão.
CD 3
01 – Sonata No.4 in E flat major, Op.7 – Allegro molto e con brio
02 – Sonata No.4 in E flat major, Op.7 – Largo, con gran espressione
03 – Sonata No.4 in E flat major, Op.7 – Allegro
04 – Sonata No.4 in E flat major, Op.7 – Rondo. Poco allegretto e grazioso
05 – Sonata No.5 in C minor, Op.10 No.1 – Allegro molto e con brio
06 – Sonata No.5 in C minor, Op.10 No.1 – Adagio molto
07 – Sonata No.5 in C minor, Op.10 No.1 – Finale. Prestissimo
08 – Sonata No.6 in F major, Op.10 No.2 – Allegro
09 – Sonata No.6 in F major, Op.10 No.2 – Allegretto
10 – Sonata No.6 in F major, Op.10 No.2 – Presto
11 – Sonata No.7 in D major, Op.10 No.3 – Presto
12 – Sonata No.7 in D major, Op.10 No.3 – Largo e mesto
13 – Sonata No.7 in D major, Op.10 No.3 – Menuetto. Allegro
14 – Sonata No.7 in D major, Op.10 No.3 – Rondo. Allegro
CD 4
01 – Sonata No 12 in A flat major Op.26 – Andante con variazioni
02 – Sonata No 12 in A flat major Op.26 – Scherzo. Allegro molto
03 – Sonata No 12 in A flat major Op.26 – Marcia funebre
04 – Sonata No 12 in A flat major Op.26 – Allegro
05 – Sonata No 13 in E flat major Op.27 n°1 – Andante – Allegro
06 – Sonata No 13 in E flat major Op.27 n°1 – Allegro molto e vivace
07 – Sonata No 13 in E flat major Op.27 n°1 – Adagio con espressione
08 – Sonata No 13 in E flat major Op.27 n°1 – Allegro vivace – Presto
09 – Sonata No 14 in C sharp minor Op.27 n°2 ‘Moonlight’ – Adagio sostenuto
10 – Sonata No 14 in C sharp minor Op.27 n°2 ‘Moonlight’ – Allegretto
11 – Sonata No 14 in C sharp minor Op.27 n°2 ‘Moonlight’ – Presto Agitato
12 – Sonata No 15 in D major Op.28 ‘Pastorale’ – Allegro
13 – Sonata No 15 in D major Op.28 ‘Pastorale’ – Andante
14 – Sonata No 15 in D major Op.28 ‘Pastorale’ – Scherzo. Allegro vivace
15 – Sonata No 15 in D major Op.28 ‘Pastorale’ – Rondo. Allegro ma non troppo
CD 5
01 – Sonata No. 16 In G Major, Op 31 No. 1 – Allegro Vivace
02 – Sonata No. 16 In G Major, Op 31 No. 1 – Adagio Grazioso
03 – Sonata No. 16 In G Major, Op 31 No. 1 – Rondo. Allegretto
04 – Sonata No. 17 In D Minor, ‘Der Sturm’, Op 31 No. 2 – Largo – Allegro
05 – Sonata No. 17 In D Minor, ‘Der Sturm’, Op 31 No. 2 – Adagio
06 – Sonata No. 17 In D Minor, ‘Der Sturm’, Op 31 No. 2 – Allegretto
07 – Sonata No. 18 In E Flat Major, Op 31 No. 3 – Allegro
08 – Sonata No. 18 In E Flat Major, Op 31 No. 3 – Scherzo. Allegro Vivace
09 – Sonata No. 18 In E Flat Major, Op 31 No. 3 – Menuetto. Moderato e Grazioso
10 – Sonata No. 18 In E Flat Major, Op 31 No. 3 – Presto Con Fuoco
Como queria muito que este CD quadrúplo viesse ao ar ainda hoje, resolvi finalizar o post agora. Estou meio sem tempo para escrever, por isso, peguei um trecho da wikipédia. “O Cravo bem Temperado é uma das obras musicais mais importantes da música ocidental, de grande envergadura, profundidade, diversidade musical, estética e psicológica e de grande complexidade que demonstrou tanto tecnicamente como por meio de sua grandiosidade, o potencial musical dos temperamentos musicais circulares. Tais temperamentos, permitiram infinitas modulações em tonalidades bastante diferentes, estabelecendo a base harmônica da música clássica de Bach em diante. Embora a obra de Bach não fosse a primeira composição pan-tonal (utilizando todas as tonalidades), de longe foi a mais influente. Beethoven, que fazia das modulações remotas o núcleo de sua música, foi tremendamente influenciado por O Cravo Bem Temperado, desde sua juventude quando a interpertação de peças dos dois volumes de Bach, em concertos, foi em parte responsável por sua fama e reputação. A possibilidade de modular até regiões harmônicamente remotas e, portanto, de criar efeitos psicológicos e estéticos que foi amplamente desenvolvida no período romântico e pós romântico, finalmente levou à dissolução do próprio sistema tonal na obra de Schoenberg e outros compositores atonais do início do século XX.Além do uso de todas as tonalidades, O Cravo Bem Temperado também é único quanto à grande variedade de técnicas e modos de expressão utilizados por Bach nas fugas. Nenhum outro compositor produziu obras tão ponderosas e características na forma de fuga que freqüentemetne foram consideradas exercícios teóricos. Muitos compositores posteriores estudaram a obra de Bach para melhorar sua própria escrita da forma fuga. Até mesmo Verdi achou-a útil para seu último trabalho, ao ópera Falstaff. A primeira gravação integral do Cravo bem Temperado foi feita por Edwin Fischer entre 1933 e 1936”.Não deixe de ouvir. Boa apreciação!
Johann Sebastian Bach (1865-1750) – The Well-Tempered Clavier – vols. 1 & 2
DISCO 01
01 Book I, BWV 856-860 – Nr. 1 Prelude in C-Dur
02 Book I, BWV 856-860 – Nr. 1 Fuge in C-Dur
03 Book I, BWV 856-860 – Nr. 2 Prelude in C-Moll
04 Book I, BWV 856-860 – Nr. 2 Fuge in C-Moll
05 Book I, BWV 856-860 – Nr. 3 Prelude in Cis-Dur
06 Book I, BWV 856-860 – Nr. 3 Fuge in Cis-Dur
07 Book I, BWV 856-860 – Nr. 4 Prelude in Cis-Moll
08 Book I, BWV 856-860 – Nr. 4 Fuge in Cis-Moll
09 Book I, BWV 856-860 – Nr. 5 Prelude in D-Dur
10 Book I, BWV 856-860 – Nr. 5 Fuge in D-Dur
11 Book I, BWV 856-860 – Nr. 6 Prelude in D-Moll
12 Book I, BWV 856-860 – Nr. 6 Fuge in D-Moll
13 Book I, BWV 856-860 – Nr. 7 Prelude in Es-Dur
14 Book I, BWV 856-860 – Nr. 7 Fuge in Es-Dur
15 Book I, BWV 856-860 – Nr. 8 Prelude in Es-Moll
16 Book I, BWV 856-860 – Nr. 8 Fuge in Es-Moll
17 Book I, BWV 856-860 – Nr. 9 Prelude in E-Dur
18 Book I, BWV 856-860 – Nr. 9 Fuge in E-dur
19 Book I, BWV 856-860 – Nr. 10 Prelude in E-Moll
20 Book I, BWV 856-860 – Nr. 10 Fuge in E-Moll
21 Book I, BWV 856-860 – Nr. 11 Prelude in F-Dur
22 Book I, BWV 856-860 – Nr. 11 Fuge in F-Dur
23 Book I, BWV 856-860 – Nr. 12 Prelude in F-Moll
24 Book I, BWV 856-860 – Nr. 12 Fuge in F-Moll
25 Book I, BWV 856-860 – Nr. 13 Prelude in Fis-Dur
26 Book I, BWV 856-860 – Nr. 13 Fuge in Fis-Dur
27 Book I, BWV 856-860 – Nr. 14 Prelude in Fis-Moll
28 Book I, BWV 856-860 – Nr. 14 Fuge in Fis-Moll
29 Book I, BWV 856-860 – Nr. 15 Prelude in G-Dur
30 Book I, BWV 856-860 – Nr. 15 Fuge in G-Dur
DISCO 02
01 Book I, BWV 861-869 – Nr. 1 Prelude in C-DurNr. 16 Prelude in G-Moll
02 Book I, BWV 861-869 – Nr. 16 Fuge in G-Moll
03 Book I, BWV 861-869 – Nr. 17 Prelude in As-Dur
04 Book I, BWV 861-869 – Nr. 17 Fuge in As-Dur
05 Book I, BWV 861-869 – Nr. 18 Prelude Gis-Moll
06 Book I, BWV 861-869 – Nr. 18 Fuge in Gis-Moll
07 Book I, BWV 861-869 – Nr. 19 Prelude in A-Dur
08 Book I, BWV 861-869 – Nr. 19 Fuge in A-Dur
09 Book I, BWV 861-869 – Nr. 20 Prelude in A-Moll
10 Book I, BWV 861-869 – Nr. 20 Fuge in A-Moll
11 Book I, BWV 861-869 – Nr. 21 Prelude in B-Dur
12 Book I, BWV 861-869 – Nr. 21 Fuge in B-Dur
13 Book I, BWV 861-869 – Nr. 22 Prelude in B-Moll
14 Book I, BWV 861-869 – Nr. 22 Fuge in B-Moll
15 Book I, BWV 861-869 – Nr. 23 Prelude in H-Dur
16 Book I, BWV 861-869 – Nr. 23 Fuge in H-Dur
17 Book I, BWV 861-869 – Nr. 24 Prelude in H-Mull
18 Book I, BWV 861-869 – Nr. 24 Fuge in H-Moll
19 Book II, BWV 870-872 – Nr. 1 Prelude in C-Dur
20 Book II, BWV 870-872 – Nr. 1 Fuge in C-Dur
21 Book II, BWV 870-872 – Nr. 2 Prelude in C-Moll
22 Book II, BWV 870-872 – Nr. 2 Fuge in C-Moll
23 Book II, BWV 870-872 – Nr. 3 Prelude in Cis-Dur
24 Book II, BWV 870-872 – Nr. 3 Fuge in Cis-Dur
DISCO 03
01 Book II, BWV 873-883 – Nr. 4 Prelude in Cis-Moll
02 Book II, BWV 873-883 – Nr. 4 Fuge in Cis-Moll
03 Book II, BWV 873-883 – Nr. 5 Prelude in D-Dur
04 Book II, BWV 873-883 – Nr. 5 Fuge in D-Dur
05 Book II, BWV 873-883 – Nr. 6 Prelude in D-Moll
06 Book II, BWV 873-883 – Nr. 6 Fuge in D-Moll
07 Book II, BWV 873-883 – Nr. 7 Prelude in Es-Dur
08 Book II, BWV 873-883 – Nr. 7 fuge in Es-Dur
09 Book II, BWV 873-883 – Nr. 8 Prelude in Dis-Moll
10 Book II, BWV 873-883 – Nr. 8 Fuge in Dis-Moll
11 Book II, BWV 873-883 – Nr. 9 Prelude in E-Dur
12 Book II, BWV 873-883 – Nr. 9 Fuge in E-Dur
13 Book II, BWV 873-883 – Nr. 10 Prelude in E-Moll
14 Book II, BWV 873-883 – Nr. 10 Fuge in E-Moll
15 Book II, BWV 873-883 – Nr. 11 Prelude in F-Dur
16 Book II, BWV 873-883 – Nr. 11 Fuge in F-Dur
17 Book II, BWV 873-883 – Nr. 12 Prelude in F-Moll
18 Book II, BWV 873-883 – Nr. 12 Fuge in F-Moll
19 Book II, BWV 873-883 – Nr. 13 Prelude in Fis-Dur
20 Book II, BWV 873-883 – Nr. 13 Fuge in Fis-Dur
21 Book II, BWV 873-883 – Nr. 14 Prelude in Fis-Moll
22 Book II, BWV 873-883 – Nr. 14 Fuge in Fis-Moll
DISCO 04
01 Book II, BWV 884-893 – Nr. 15 Prelude in G-Dur
02 Book II, BWV 884-893 – Nr. 15 Fuge in G-Dur
03 Book II, BWV 884-893 – Nr. 16 Prelude in G-Moll
04 Book II, BWV 884-893 – Nr. 16 Fuge in G-Moll
05 Book II, BWV 884-893 – Nr. 17 Prelude in As-Dur
06 Book II, BWV 884-893 – Nr. 17 Fuge in As-Dur
07 Book II, BWV 884-893 – Nr. 18 Prelude in Gis-Dur
08 Book II, BWV 884-893 – Nr. 18 Fuge in Gis-Dur
09 Book II, BWV 884-893 – Nr. 19 Prelude in A-Dur
10 Book II, BWV 884-893 – Nr. 19 Fuge in A-Dur
11 Book II, BWV 884-893 – Nr. 20 Prelude in A-Moll
12 Book II, BWV 884-893 – Nr. 20 Fuge in A-Moll
13 Book II, BWV 884-893 – Nr. 21 Prelude in B-Dur
14 Book II, BWV 884-893 – Nr. 21 Fuge in B-dur
15 Book II, BWV 884-893 – Nr. 22 Prelude in B-Moll
16 Book II, BWV 884-893 – Nr. 22 Fuge in B-Moll
17 Book II, BWV 884-893 – Nr. 23 Prelude in H-Dur
18 Book II, BWV 884-893 – Nr. 23 Fuge in H-Dur
19 Book II, BWV 884-893 – Nr. 24 Prelude in H-Moll
20 Book II, BWV 884-893 – Nr. 24 Fuge in H-Moll
Continuando a empreitada, eis as primeiras sonatas de Beethoven, sempre na interpretação correta de Ronald Brautigam. Temos então as três sonatas de op. 2, claramente influenciadas por Haydn e Mozart, e em seguida, as de n°19 e 20, o que dá uma mostra da evolução de Beethoven frente ao instrumento. Em outras palavras, um discaço.
PQPBach continua sua viagem pela Europa, e dia destes comentou que ia assistir uma apresentação da Maria João Pires com a Sinfônica de Londres, coisa simples e básica.
Mas vamos ao que viemos, porque o tempo urge, e para variar, tenho de ir trabalhar.
01 – Sonata No.1 in F minor Op. 2 n°1 – Allegro
02 – Sonata No.1 in F minor Op. 2 n°1 – Adagio
03 – Sonata No.1 in F minor Op. 2 n°1 – Menuetto
04 – Sonata No.1 in F minor Op. 2 n°1 – Prestissimo
05 – Sonata No.2 in A major Op.2 n°2 – Allegro vivace
06 – Sonata No.2 in A major Op.2 n°2 – Largo appassionato
07 – Sonata No.2 in A major Op.2 n°2 – Scherzo
08 – Sonata No.2 in A major Op.2 n°2 – Rondo
09 – Sonata No.3 in C major Op.2 n°3 – Allegro con brio
10 – Sonata No.3 in C major Op.2 n°3 – Adagio
11 – Sonata No.3 in C major Op.2 n°3 – Scherzo
12 – Sonata No.3 in C major Op.2 n°3 – Allegro assai
13 – Sonata No.19 in g minor Op.49 n°1 – Andante
14 – Sonata No.19 in g minor Op.49 n°1 – Rondo
15 – Sonata No.20 in G major Op.49 n°2 – Allegro, ma non troppo
16 – Sonata No.20 in G major Op.49 n°2 – Tempo di Menuetto
Outra coleção que estou enrolando para postar há algum tempo é esta integral das sonatas de Beethoven com o excelente Ronald Brautigam, um especialista em pianoforte, e que é obvio, se utliza deles para encarar a maratona se gravar as 32 sonatas. Um senhor pianista.
E a coleção começa “apenas” com a Sonata nº8, a maravilhosa “Patética”. Um primor, uma das maiores obras compostas para piano pelo gênio de Bonn.
Volto a repetir: os senhores vão estranhar em um primeiro momento a sonoridade do piano que Brautigam utiliza, mas depois é só correr para a galera, como dizia um saudoso personagem da televisão.
P.S. Uma curiosidade: quando gravou os concertos para piano de Beethoven pelo mesmo selo BIS Brautigam se utilizou de um Steinway Grand Piano, ou seja, um piano de cauda moderno. Com certeza ele deve ter seus motivos, que não não vem ao caso discutir por aqui. Apenas apreciem este excelente pianista, que com certeza, ao lado de Paul Lewis, é um dos maiores intérpretes da obra de Beethoven deste começo de século XXI.
01 – Sonata Op.13 No.8 in c minor, ‘Pathetique’ – Grave – Allegro di molto e con brio
02 – Sonata Op.13 No.8 in c minor, ‘Pathetique’ – Adagio cantabile
03 – Sonata Op.13 No.8 in c minor, ‘Pathetique’ – Rondo. Allegro
04 – Sonata No.9 in E major, Op.14, No.1 – Allegro
05 – Sonata No.9 in E major, Op.14, No.1 – Allegretto
06 – Sonata No.9 in E major, Op.14, No.1 – Rondo. Allegro commodo
07 – Sonata No.10 in G major, Op.14, No.2 – Allegro
08 – Sonata No.10 in G major, Op.14, No.2 – Andante
09 – Sonata No.10 in G major, Op.14, No.2 – Scherzo. Allegro assai
10 – Sonata No.11 in B flat major, Op.22 – Allegro con brio
11 – Sonata No.11 in B flat major, Op.22 – Adagio con molto espressione
12 – Sonata No.11 in B flat major, Op.22 – Minuetto
13 – Sonata No.11 in B flat major, Op.22 – Rondo. Allegretto
Muito bem, C´est fini, acabou, that´s all, folks. Aqui estão os dois cds que concluem esta caixa magnífica da Phillips com os Quartetos de Corda de Mozart. Material de primeira, que espero que os senhores apreciem tanto quanto eu apreciei. Já é comum dizermos que a música de Mozart eleva nossos espíritos, enaltece nossas almas, e nos faz ficar de bem não apenas com o mundo mas com a gente mesmo. Desconheço alguém que diga que essa música é chata, aborrecida, que não tem nada a ver. Como dizia o velho samba, e nos apropriando da idéia, quem não gosta de Mozart “bom sujeito não é, ou é ruim da cabeça, ou é doente dos pés”…
CD 7
01 – String Quartet No.20 In D Major, KV 499 ‘Hoffmeister’ – 1. Allegretto
02 – String Quartet No.20 In D Major, KV 499 ‘Hoffmeister’ – 2. Menuetto. Allegretto
03 – String Quartet No.20 In D Major, KV 499 ‘Hoffmeister’ – 3. Adagio
04 – String Quartet No.20 In D Major, KV 499 ‘Hoffmeister’ – 4. Allegro
05 – String Quartet No.21 In D Major, KV 575 – 1. Allegretto
06 – String Quartet No.21 In D Major, KV 575 – 2. Andante
07 – String Quartet No.21 In D Major, KV 575 – 3. Menuetto. Allegretto
08 – String Quartet No.21 In D Major, KV 575 – 4. Allegretto
CD 8
01 – String Quartet No.22 In B Flat Major, KV 589 – 1. Allegro
02 – String Quartet No.22 In B Flat Major, KV 589 – 2. Larghetto
03 – String Quartet No.22 In B Flat Major, KV 589 – 3. Menuetto. Moderato
04 – String Quartet No.22 In B Flat Major, KV 589 – 4. Allegro Assai
05 – String Quartet No.23 In F Major, KV 590 – 1. Allegro Moderato
06 – String Quartet No.23 In F Major, KV 590 – 2. Allegretto
07 – String Quartet No.23 In F Major, KV 590 – 3. Menuetto (Allegretto)
08 – String Quartet No.23 In F Major, KV 590 – 4. Allegro
Talvez os senhores não saibam que o nosso mentor, guru espiritual, PQPBach, está ausente do blog por um motivo muito nobre: está viajando pelo Velho Mundo, de onde já mandou notícias de Londres. Estará ausente até depois do Carnaval.
Portanto, a bola está nos pés dos demais membros do PQP, que se limitam a uns dois ou três, ocasionalmente quatro. Entendo que seus compromissos acabem afastando-os do PQP, afinal nem todo mundo tem tempo disponível. Eu mesmo, de vez em quando, preciso fazer algumas manobras para conseguir este tempo. Mestre Avicenna, por já estar aposentado, creio que não tenha esse problema. Biasnaga sofre com os problemas de sua internet de má qualidade, enquanto que Carlinus precisa tocar seu excelente blog, O Ser da Mùsica. Então sobra para o membro fundador, eu, FDPBach, preencher as lacunas. Tentarei na medida do possível. Se der tudo certo, concluo esta coleção dos quartetos de Mozart até o Carnaval, mas possivelmente deixarei postagens agendadas para aquele período, pois também preciso de descanso, e irei viajar para descansar, voltando apenas na quarta feira de cinzas.
Eis então os cds 5 e 6 desta excepcional coleção. Espero que apreciem..
CD 5
01 – String Quartet No.16 In E Flat Major, KV 428-421b – 1. Allegro Ma Non Troppo
02 – String Quartet No.16 In E Flat Major, KV 428-421b – 2. Andante Con Moto
03 – String Quartet No.16 In E Flat Major, KV 428-421b – 3. Allegretto
04 – String Quartet No.16 In E Flat Major, KV 428-421b – 4. Allegro Vivace
05 – String Quartet No.17 In B Flat Major, KV 458 ‘Hunt’ – 1. Allegro Vivace Assai
06 – String Quartet No.17 In B Flat Major, KV 458 ‘Hunt’ – 2. Menuetto. Moderato
07 – String Quartet No.17 In B Flat Major, KV 458 ‘Hunt’ – 3. Adagio
08 – String Quartet No.17 In B Flat Major, KV 458 ‘Hunt’ – 4. Allegro Assai
CD 6
01 – String Quartet No.18 In A Major, KV 464 – 1. Allegro
02 – String Quartet No.18 In A Major, KV 464 – 2. Menuetto
03 – String Quartet No.18 In A Major, KV 464 – 3. Andante
04 – String Quartet No.18 In A Major, KV 464 – 4. Allegro Non Troppo
05 – String Quartet No.19 In C Major, KV 465 ‘Dissonance’ – 1. Adagio – Allegro
06 – String Quartet No.19 In C Major, KV 465 ‘Dissonance’ – 2. Andante Cantabile
07 – String Quartet No.19 In C Major, KV 465 ‘Dissonance’ – 3. Allegretto
08 – String Quartet No.19 In C Major, KV 465 ‘Dissonance’ – 4. Allegro Molto
(Este post é a reunião de três postagens dessa coleção de fevereiro de 2013)
Vanessa Mae? Aquela, toda pop? Com certeza, muito pop (já foi mais). É uma grande violinista que soube como nenhuma ser comercial (alguém tem que ganhar dinheiro nessa vida, né?).
Mas esqueçam aquela Vanessa que se tornou clichê! Aqui está a menina sem aquelas traquitanas eletrônicas, sem parafernália plugada, sem batidas sintéticas, sem arranjos de gosto duvidoso. Só ela, seu violino e orquestras tradicionais. É aqui que vemos realmente a Mae violinista! Uma senhora violinista!
É uma Janine Jansen? Não, com certeza. Mas ainda assim manda muito bem no simplesmente MARAVILHOSO, conhecido e batido Concerto para Violino de Tchaikovsky. O fato de ser conhecidíssimo não tira o mérito, muito menos a beleza deste concerto, um dos mais belos já escritos na face deste geóide azul, senão o mais…
Há ainda, do mesmo Tchaikovsky, a Dança Russa do Lago dos Cisnes, mais uma inspirada peça do autor e, para melhorar, o cativante e vibrante Concerto em Dó de Kabalevsky, que debuta aqui no P.Q.P.Bach já com muita propriedade: que música fez esse russo!
***
No segundo álbum da trilogia The Classical Colection, a singapurense Vanessa-Mae traz um repertório tão interessante ou mais que o anterior.
Começa com três peças: Schön Rosmarin, Liebeslied e Liebesfreud, do até então inédito aqui no P.Q.P.Bach, Fritz Kreisler, um dos maiores violinistas do século XX e também expressivo compositor de peças para o instrumento.
Depois ela ataca com o Concerto para violino em Ré ‘Adelaide’, de Marius Casadesus, outro que coloca hoje, pela primeira vez, seu nome no nosso rol com mais de 1200 autores. Ah, e que concerto belo! Vocês se lembram do grande engodo das descobertas forjadas dos irmãos Casadesus (aqui)? Pois é: esse concerto foi composto pelo francês, mas ele e seu grupo afirmavam tê-lo encontrado e ser o mesmo uma peça de autoria de Mozart. Muitos anos depois, apenas após a morte do irmão Henry Casadesus (que também criou composições e as atribuiu falsamente a C.P.E Bach, J.C. Bach e Händel) e do próprio Marius é que se descobriu a farsa. Convencionou-se chamar o concerto de “no estilo de Mozart” e dar-lhe a verdadeira autoria, de Marius Casadesus.
Por fim, um membro da Santíssima Trindade e totalmente assíduo aqui no blog: Ludwig van Beethoven (trindade completa por Bach e Mozart), em mais um Concerto para violino em Ré, talvez a peça mais conhecida deste álbum, e como não poderia deixar de ser, vindo de quem veio, tensa e vibrante.
Vanessa-Mae mostra que não é só um rostinho bonito e um pedaço de mau caminho: toca muito bem. Às vezes um pouco quadradinha e certinha demais, faltando um tanto de sangue na interpretação, mas muito boa, ainda que com esse senão.
Meu interesse maior, para além da interpretação falha ou estupenda, incorreta ou precisa de Mae, é colocar neste espaço composições que por aqui não deram o ar da graça ainda: e hoje temos seis faixas novinhas em folha (e belíssimas) para vosso deleite auricular.
***
Há ainda o terceiro CD, que encerra a trilogia The Classical Collection. Sim, aqui ela já está com saudades do pop e põe as asinhas de fora com o miolo do álbum…
Mas não é esse lampejo de popismo que vai inutilizar o CD. Há muita coisa boa mesmo! Bom, primeiro ela começa muito bem: ataca de Elgar, Bach e Brahms. Depois não resiste e vai para músicas de filmes, musicas, trilhas sonoras até o hino das Olimpíadas de Seul. Depois ela se lembra que a trilogia se chama The CLASSICAL Collection e volta para compositores eruditos, executando coisas belíssimas e deliciosas como a Fantasia de Carmen de Sarasate, e La Campanella (também super batida, apesar de genial), de Paganini. Dificílimas, para mostrar que, além de tudo (ou apesar de tudo), no violino, ela sabe e ela pode!
Eu não diria que é um CD para se ouvir de cabo a rabo, como são quase todos que postamos aqui, mas tem uma parte considerável de suas músicas que é brilhante e que merece uma audição atenciosa, cuidadosa e, principalmente, prazerosa.
***
Dispa-se do ranço e dos preconceitos contra a mocinha singapurense! O repertório é de primeira linha! Ela toca muito! Ouça! Ouça! Deleite-se!
Vanessa Mae
The Classical Colection
CD1: The Russian Album Dimitry Kabalevsky (1904-1987)
01. Concerto para violino em Dó, I. Allegro
02. Concerto para violino em Dó, II. Andante
03. Concerto para violino em Dó, III. Allegro giocoso Piotr Il’yich Tchaikovsky (1840-1893)
04. Dança Russa, d’O Lago dos Cisnes’
05. Concerto para violino em Ré, I. Allegro moderato
06. Concerto para violino em Ré, II. Canzonetta (Andante)
07. Concerto para violino em Ré, III. Finale (Allegro vivacissimo)
CD2: The Viennense Album Fritz Kreisler (1875-1962)
01. Schön Rosmarin
02. Liebeslied
03. Liebesfreud Marius Casadesus (1887-1945)
04. Concerto para Violino em Ré ‘Adelaide’, no estilo de Mozart, I. Allegro
05. Concerto para Violino em Ré ‘Adelaide’, no estilo de Mozart, II. Adagio
06. Concerto para Violino em Ré ‘Adelaide’, no estilo de Mozart, III. Allegro Ludwig van Beethoven (1770-1827)
07. Concerto para Violino em Ré, I. Allegro ma non troppo
08. Concerto para Violino em Ré, II. Laghettto
09. Concerto para Violino em Ré, III. Rondo (allegro)
CD3: The Virtuoso Album Edward Elgar (Broadheath, Inglaterra, 1857 – Worcester, Inglaterra, 1934)
01. Salut D’Armour Johannes Brahms (Hamburgo, Alemanha, 1833 – Viena, Áustria, 1897)
02. Lullaby Johann Sebastian Bach (Eisenach, Alemanha, 1685 – Leipzig, alemanha, 1750); 03. Ária da Corda Sol (Suíte Orquestral nº 3 em Ré, II. Adagio) Richard Charles Rodgers (Nova York, EUA, 1902 – 1979)
04. My Favorit Things (de ‘A Noviça Rebelde’ – The Sound of Music) Henry Mancini (Cleveland, EUA, 1924 – Beverly Hills, EUA, 1994)
05. The Pink Panter Michel Legrand (Paris, França, 1932)
06. Les Parapluies de Cherbourg (Os Guarda-chuvas do Amor) Albert Hammond e John Bettis
07. One moment in time (Hino do Jogos Olímpicos de Seul) John Lennon (Liverpool, Reino Unido, 1940 – Nova York, EUA, 1980) e Paul McCartney (Liverpool, 1942)
08. Yellow Submarine Tradicional
09. Frere Jacques Niccolò Paganini (Gênova, Itália, 1782 – Nice, França, 1840)
10. La Campanella Sze-Du
11. Chinese Folk Tune Fritz Kreisler (Viena, Áustria, 1875 – New York, EUA, 1962);
12. Tambourin Chinois Mario Castelnuovo-Tedesco (Florença, Itália, 1895 – Berverly Hills, EUA, 1968)
13. Fígaro George Gershwin (Nova York, EUA, 1898 – Hollywood, EUA, 1937)
14. Summertime (da ópera Porgy and Bess) Pablo Martín de Sarasate (Pamplona, Espanha, 1844 – Biarritz, França, 1908);
15. Concerto-fantasia sobre um tema de ‘Carmen’ Henryk Wieniawski (Lublin, Polônia, 1835 – Moscou, Rússia, 1880)
16. Fantasia Brilhante sobre temas de ‘Fausto’, de Gounod
Vanessa Mae, violino
CD1:
London Mozart Players (faixas 01 a 03 e 06 a 07)
Anthony Inglis, regente (faixas 01 a 03 e 06 a 07)
New Belgian Chamber Orchestra (faixa 04)
Nicholas Cleobury, regente (faixa 04)
CD2:
New Belgian Chamber Orchestra (faixas 01 a 03)
Nicholas Cleobury, regente (faixas 01 a 03)
London Mozart Players (faixas 04 a 06)
Anthony Inglis, regente (faixas 04 a 06)
London Symphony Orchestra (faixas 07 a 09)
Kees Bakels (faixas 07 a 09)
CD3:
New Belgian Chamber Orchestra (faixas 01 a 14)
Nicholas Cleobury, regente (faixas 01 a 14)
London Mozart Players (faixas 15, 16)
Anthony Inglis, regente (faixas 15, 16)
1991
A boa receptividade dos dois primeiros cds desta belíssima integral me deixaram bem feliz. A não presença destas peças tão importantes do repertório camerístico aqui no PQP me deixava nervoso já há algum tempo. Mas a falha está sendo corrigida aos poucos e tenho certeza de que os números dos downloads vão aumentar. Está nos meus planos postar outras obras de câmara de Mozart que, ou apareceram pouco por aqui, ou sequer apareceram alguma vez. Tenho certeza de que os senhores irão gostar, afinal, Mozart é Mozart, repetindo um velho clichê.
CD 3
01 – String Quartet No.10 In C Major, KV 170 – 1. Andante
02 – String Quartet No.10 In C Major, KV 170 – 2. Menuetto
03 – String Quartet No.10 In C Major, KV 170 – 3. Un Poco Adagio
04 – String Quartet No.10 In C Major, KV 170 – 4. Rondeaux. Allegro
05 – String Quartet No.11 In E Flat Major, KV 171 – 1. Adagio – Allegro Assai – Adagio
06 – String Quartet No.11 In E Flat Major, KV 171 – 2. Menuetto
07 – String Quartet No.11 In E Flat Major, KV 171 – 3. Andante
08 – String Quartet No.11 In E Flat Major, KV 171 – 4. Allegro Assai
09 – String Quartet No.12 In B Flat Major, KV 172 – 1. Allegro Spiritoso
10 – String Quartet No.12 In B Flat Major, KV 172 – 2. Adagio
11 – String Quartet No.12 In B Flat Major, KV 172 – 3. Menuetto
12 – String Quartet No.12 In B Flat Major, KV 172 – 4. Allegro Assai
13 – String Quartet No.13 In D Minor, KV 173 – 1. Allegro Ma Molto Moderato
14 – String Quartet No.13 In D Minor, KV 173 – 2. Andantino Grazioso
15 – String Quartet No.13 In D Minor, KV 173 – 3. Menuetto
16 – String Quartet No.13 In D Minor, KV 173 – 4. Allegro
CD 4
01 – String Quartet No.14 In G Major, KV 387 – 1. Allegro Vivace Assai
02 – String Quartet No.14 In G Major, KV 387 – 2. Menuetto. Allegro
03 – String Quartet No.14 In G Major, KV 387 – 3. Andante Cantabile
04 – String Quartet No.14 In G Major, KV 387 – 4. Molto Allegro
05 – String Quartet No.15 In D Minor, KV 421-417b – 1. Allegro Vivace Assai
06 – String Quartet No.15 In D Minor, KV 421-417b – 2. Andante
07 – String Quartet No.15 In D Minor, KV 421-417b – 3. Menuetto. Allegretto
08 – String Quartet No.15 In D Minor, KV 421-417b – 4. Allegretto Ma Non Troppo – Più Allegro
Para quem acredita que um mulato brasileiro, nascido e criado nas bandas de Ouro Preto, MG, em 1794, foi capaz de compor uma obra do nível de Bach ou Mozart, sem nunca ter saído fora de sua terra!
Já estou planejando postar estes quartetos de cordas de Mozart há algum tempo. A caixa tem 8 cds, vou tentar botar dois de cada vez, assim vai mais rápido e não embola a fila de futuras postagens.
Esta caixa faz parte da monumental série comemorativa dos 200 anos de morte de Mozart que a Phillips lançou em 1991. São cento e oitenta cds, acho, não lembro e nunca parei para contá-los.
Só sei que é Mozart e é o que importa. E esta integral dos quartetos são uma oportunidade para entendermos a evolução de Mozart enquanto compositor. A interpretação está a cargo do excelente conjunto Quartetto Italiano. É uma série para se baixar, guardar e ouvir aos poucos, sem pressa.
CD 1
01 – String Quartet No.1 In G Major, KV 80-73f – 1. Adagio
02 – String Quartet No.1 In G Major, KV 80-73f – 2. Allegro
03 – String Quartet No.1 In G Major, KV 80-73f – 3. Minuetto
04 – String Quartet No.1 In G Major, KV 80-73f – 4. Rondeau
05 – String Quartet No.2 In D Major, KV 155-134a – 1. Allegro
06 – String Quartet No.2 In D Major, KV 155-134a – 2. Andante
07 – String Quartet No.2 In D Major, KV 155-134a – 3. Molto Allegro
08 – String Quartet No.3 In D Major, KV 156-134b – 1. Presto
09 – String Quartet No.3 In D Major, KV 156-134b – 2. Adagio
10 – String Quartet No.3 In D Major, KV 156-134b – 3. Tempo Di Menuetto
11 – String Quartet No.3 In D Major, KV 156-134b – 2. Adagio (Original Version)
12 – String Quartet No.4 In C Major, KV 157 – 1. Allegro
13 – String Quartet No.4 In C Major, KV 157 – 2. Andante
14 – String Quartet No.4 In C Major, KV 157 – 3. Presto
15 – String Quartet No.5 In C Major, KV 158 – 1. Allegro
16 – String Quartet No.5 In C Major, KV 158 – 2. Andante Un Poco Allegretto
17 – String Quartet No.5 In C Major, KV 158 – 3. Tempo Di Minuetto
CD 2
01 – String Quartet No.6 In B Flat Major, KV 159 – 1. Andante
02 – String Quartet No.6 In B Flat Major, KV 159 – 2. Allegro
03 – String Quartet No.6 In B Flat Major, KV 159 – 3. Rondo. Allegro Grazioso
04 – String Quartet No.7 In E Flat Major, KV 160-159a – 1. Allegro
05 – String Quartet No.7 In E Flat Major, KV 160-159a – 2. Un Poco Adagio
06 – String Quartet No.7 In E Flat Major, KV 160-159a – 3. Presto
07 – String Quartet No.8 In F Major, KV 168 – 1. Allegro
08 – String Quartet No.8 In F Major, KV 168 – 2. Andante
09 – String Quartet No.8 In F Major, KV 168 – 3. Menuetto
10 – String Quartet No.8 In F Major, KV 168 – 4. Allegro
11 – String Quartet No.9 In A Major, KV 169 – 1. Molto Allegro
12 – String Quartet No.9 In A Major, KV 169 – 2. Andante
13 – String Quartet No.9 In A Major, KV 169 – 3. Menuetto
14 – String Quartet No.9 In A Major, KV 169 – 4. Rondeaux. Allegro
Maravilhoso disco, principalmente o concerto de Fasch, cujo Andante é belíssimo. Fasch (1688-1758) foi um contemporâneo de papai Bach e Telemann, mas já exibe sinais do estilo próximo clássico. A interação dos instrumentos no disco inteiro é fascinante e a textura do som criado por este grupo é muito envolvente. Impossível ouvi-lo uma vez só. Chiara Banchini é uma violinista inacreditável, e Hopkinson Smith (frequente parceiro de Savall) exibe excelente técnica e grande sensibilidade como solista.
Fasch / Haydn / Kohaut / Hagen: Concertos para alaúde
Johann Friedrich Fasch*: Concerto in d-minor for lute, 2 violin, alto & b.c.
1. Con in d: Allegro Moderato
2. Con in d: Andante
3. Con in d: Un Poco Allegro
Joseph Haydn: Cassation in C-major for lute oblige, violon & cello
4. Cassation in C: Presto
5. Cassation in C: Minuetto – Trio
6. Cassation in C: Adagio
7. Cassation in C: Finale. Presto
Carl Kohaut: Concerto in F-major for lute, 2 violins & cello
8. Con in F: Allegro
9. Con in F: Adagio
10. Con in F: Tempo Di Minuetto
Bernhard Joachim Hagen: Concerto in A-major for lute, 2 violins & cello
11. Con in A: Allegro Moderato
12. Con in A: Largo
13. Con in A: Allegro
Hopkinson Smith, lute
Chiara Banchini, violin
David Plantier, violin
David Courvoisier, viol
Roel Dieltiens, cello piccolo
Baixem logo porque os 50 GB diários do Rapidshare se esgotam rapidamente… Os 50 Gb de tráfego diário são zerados às 21h, horário do Brasil. Depois do meio dia fica difícil. Ou compre uma conta Rapid Pro, seu avarento. É quase de graça e você poderá baixar os 935 CDs que já subi e mais os do Avicenna, tolinho, a qualquer hora e vários ao mesmo tempo. Se você não pode gastar alguns poucos reais, bem, chegue cedo para não ver a mensagem File owner’s public traffic exhausted.
LINK ATUALIZADO !! POSTAGEM REALIZADA EM 05/05/08 … Por algum motivo desconhecido, esta sinfonia é uma das menos conhecidas do repertório mendelssohniano. Belíssima em sua forma é, na definição do próprio compositor, “uma Sinfonia-Cantata, baseada em textos da Bíblia, para solistas, coro e Orquestra”. Foi composta por ocasião das comemorações dos 400 anos de aniversário da grande invenção de Gutemberg, a imprensa.
Particularmente, essa sinfonia me era desconhecida, até ter acesso à essa gravação de Abbado ha pouco mais de 2 anos atrás. Existem pouquíssimas gravações dela, comparando com três últimas. O motivo? Sei lá. Os executivos das gravadoras é que precisariam explicar. Os corais são belíssimos, assim como as árias solistas. A orquestração é riquíssima, e em muitos momentos pode-se verificar uma forte influência dos corais bachianos. Não esqueçamos que foi Mendelssohn quem “redescobriu” Bach para a Europa das primeiras décadas do século XIX. Diria até que esta sinfonia é um tanto quanto ambiciosa em sua proposta, mas tem vários momentos magníficos.
As sopranos Elizabeth Konnel e Karita Mattila, e o tenor Hanz Peter Blochwitz, desconhecidos até então para mim, têm belíssimas vozes, e o London Symphony Chorus também é excelente. A direção, como sempre, é de Claudio Abbado, num dos melhores registros de sua carreira.
Para quem se interessar, a letra das árias está aqui.
Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847) – Symphony nº 2 in B Flat Major, op. 52 “Hymn of Praise”
01 I. Sinfonia – Maestoso con moto-Allegro-Maestoso con moto come I
02 Allegretto un poco agitato
03 Adagio religioso
04 II. Allergo moderato maestoso – Allegro di molto
05 Molto piu moderato ma con fuoco
06 III. Recitativo
07 Allegro moderato
08 IV. Chor. A tempo moderato
09 V. Andante
10 VI. Allegro un poco agitato – Allegro assai agitato – Tempo I moderato
11 VII. Allegro maestoso e molto vivace
12 VIII. Choral. Andante con moto – Un poco piu animato
13 IX. Andante sostenuto assai
14 X. Allegro non tropo – Piu vivace – Maestoso come I
Elizabeth Konnel, Karita Mattila – Sopranos
Hanz Peter Blochwitz – Tenor
London Symphony Chorus
London Symphony Orchestra
Claudio Abbado
Depois que nos acostumamos com a impressionante performance de Salvatore Accardo tocando os concertos de Paganini, outras gravações nos soam estranhas, com aquela sensação de que falta alguma coisa.
Não posso considerar Hilary Hahn uma novata, ao contrário, desde praticamente sua adolescência ela frequenta os palcos do mundo inteiro e estúdios de gravação. Mas claro, falta-lhe a experiência dos mais velhos. Mas digamos que o que lhe falta desta experiência sobra em ousadia e a impetuosidade da juventude. Paganini é para poucos, eu diria. O cara escreveu seis concertos para violino que são verdadeiras armadilhas para o solista. Pedreira em cima de pedreira. Muitos o acusam de ter deixado o violino muito em destaque e consideram sua orquestração fraca. Um Liszt do violino. Mas convenhamos, o cara era o maior violinista de seu tempo, e alguns até dizem que foi o maior de todos, assim como Liszt também era o grande nome de seu tempo e claro que sua preocupação era o show, as piroctenias e o exibicionismo, característicos de sua personalidade, segundo os biógrafos.
Voltando a Hilary Hahn concordo com as quatro estrelas da amazon, e digo mais: não dou mais porque achei fraco o desempenho da orquestra e de seu regente. Han fez direitinho o dever de casa, mas o tal de Eiji Oue aparentemente faltou à algumas aulas. mas não estraga o geral. Um disco do cacete para aqueles que gostam de violino e de virtuosismo e técnicas elevadas á enésima potência.
Ah, tem o Concerto de Louis Spohr. Conheço pouco sobre ele, sei que foi contemporâneo de Paganini e de Beethoven, e que teria trabalhado por um tempo com o próprio Beethoven quando este compunha seu Trio op. 70, n°1, “Ghost”. Maiores informações sobre esse compositor podem ser encontradas em http://en.wikipedia.org/wiki/Louis_Spohr .
01 Paganini – Violin Concerto No. 1 – I Allegro maestoso
02 II Adagio
03 III Rondo. Allegro spirituoso
04 Spohr L. – Violin Concerto No. 8 – I Allegro molto
05 II Adagio
06 III Allegro moderato
Hilary Hahn – Violin
Swedish Radio Symphony Orchestra
Eiji Oue – Conductor
Meu Deus (sim, não sou ateu)!
Faz quase dois meses que não posto nenhum álbum. Tive que viajar muito, mudei de cidade, deixei São Carlos para trás… Mas agora as coisas estão se organizando de novo e volto a colocar alguma coisa aqui neste espaço. Espero que este retorno seja bem recebido: mais música brasileira compartilhada na blogosfera.
O CD escolhido para este retorno é esta belezinha aqui: o Canções Brasileiras, canções estas muito bem interpretadas pelo piano elegante de Scheilla Glaser e a voz límpida de Sandra Félix. O repertório foi muito bem lapidado, escolhido e trabalhado: é um álbum que tem conjunto, ainda que sejam obras de vários compositores.
Eu destacaria a beleza melódica, em especial, da Canção de Ninar de Francisco Mignone, do Coração Triste de Alberto Nepomuceno (letra de Machado de Assis), da Valsinha Marajó de Waldemar Henrique e da Valsinha de Roda de Edmundo Villani-Côrtes. São as obras com maior candura do conjunto, amáveis. Mas talvez você leitor/ouvinte, goste mais de outras obras deste CD. Por via das dúvidas, escute-o todo, de cabo a rabo: tenho a plena certeza que vais gostar muito!
Ah, creditando: os fonogramas foram esplendorosamente cedidos pelo Raphael Soares, defensor perpétuo de Waldemar Henrique. Valeuzaço, Raphael.
Ouça, ouça! É uma joia! Deleite-se!
Canções Brasileiras
Oscar Lorenzo Fernandez (Rio de Janeiro, RJ, 1897 – 1948)
1. Toada pra você
2. Meu Coração Francisco Mignone (São Paulo, SP, 1897 – Rio de Janeiro, RJ, 1986)
3. Quando uma flor desabrocha
4. Cantiga de Ninar Osvaldo Lacerda (São Paulo, SP, 1927 – 2011)
5. Minha Maria (letra de Castro Alves)
6. Cantiga I
7. Canção do Exílio (letra de Gonçalves Dias) Ronaldo Miranda (Rio de Janeiro, RJ, 1948)
8. noite e dia
9. Cantares Mozart Camargo Guarnieri (Tietê, SP, 1907 – São Paulo, SP, 1993)
10. Vai, Azulão (letra de Manuel Bandeira)
11. Canção Ingênua Antônio Ribeiro (Cataguases, MG, 1971)
12. Trovas
13. Retrato (letra de Cecília Meirelles) Antonio Carlos Gomes (Campinas, SP, 1836 – Belém, PA, 1896)
14. Conselhos
15. Suspiro d’alma Alberto Nepomuceno (Fortaleza, CE, 1864 – Rio de Janeiro, RJ, 1920)
16. Soneto
17. Coração Triste (letra de Machado de Assis) Edmundo Villani-Côrtes (Juiz de Fora, MG, 1930)
18. Valsinha de Roda
19. Modinha da Moça de Antes
20. Baile Imaginário Waldemar Henrique (Belém, PA, 1905-1995)
21. Valsinha do Marajó Leopoldo Hakel Tavares (Satuba, AL, 1896 – Rio de Janeiro, RJ, 1969)
22. Azulão (letra de Manuel Bandeira)
Por algum motivo este excepcional CD duplo do incrível Beaux Arts Trio nunca havia sido postado. Uma falha tremenda, que não consigo entender. Tanto eu quanto PQP trouxemos outras gravações excelentes principalmente do Quinteto op. 44 e do Quarteto op. 47, mas não com este grupo, considerado por muitos o melhor conjunto de câmara que já surgiu, o Beaux Arts Trio, que trazem dois músicos convidados, o Violista Samuel Rhodes e o violinista Dolph Betelheim.
Mas vamos suprir esta falta.
CD 1
1. Piano Quintet in E flat, Op.44 – 1. Allegro brillante
2. Piano Quintet in E flat, Op.44 – 2. In modo d’una marcia (Un poco largamente)
3. Piano Quintet in E flat, Op.44 – 3. Scherzo (Molto vivace)
4. Piano Quintet in E flat, Op.44 – 4. Allegro, ma non troppo
5. Piano Quartet in E flat, Op.47 – 1. Sostenuto assai – Allegro ma non troppo
6. Piano Quartet in E flat, Op.47 – 2. Scherzo (Molto vivace)
7. Piano Quartet in E flat, Op.47 – 3. Andante cantabile
8. Piano Quartet in E flat, Op.47 – 4. Finale (Vivace)
9. Piano Trio No.1 in D minor, Op.63 – 1. Mit Energie und Leidenschaft
10. Piano Trio No.1 in D minor, Op.63 – 2. Lebhaft, doch nicht zu rasch
CD 2
1. Piano Trio No.1 in D minor, Op.63 – 3. Langsam, mit inniger Empfindung
2. Piano Trio No.1 in D minor, Op.63 – 4. Mit Feuer
3. Piano Trio No.2 in F, Op.80 – 1. Sehr lebhaft
4. Piano Trio No.2 in F, Op.80 – 2. Mit innigem Ausdruck
5. Piano Trio No.2 in F, Op.80 – 3. In mässiger Bewegung
6. Piano Trio No.2 in F, Op.80 – 4. Nicht zu rasch
7. Piano Trio No.3 in G minor, Op.110 – 1. Bewegt, doch nicht zu rasch
8. Piano Trio No.3 in G minor, Op.110 – 2. Ziemlich langsam
9. Piano Trio No.3 in G minor, Op.110 – 3. Rasch
10. Piano Trio No.3 in G minor, Op.110 – 4. Kräftig, mit Humor
Samuel Rhodes – Viola
Dolf Betthelhem – Violin
Beaux Arts Trio
Este CD foi um de meus campeôes de download, deve ter ultrapassado a barreira dos 1000 cada um deles. Foi postado nos bons tempos do Rapidshare, tempos em que eu tinha conta premium e tudo o mais. Mas está aí o cd duplo, agora com links renovados.
Já que o mano PQP me deu autorização, trago então as famosas e tão comentadas gravações de Viktoria Mullova e Octavio Dantone para as Sonatas para Violino e Cravo de papai. Tiro este peso das costas, depois de ter sido acusado de agir sorrateiramente e na calada da noite quando postei as Sonatas para Violino Solo na semana passada, com a mesma Mullova.
Mas, como diz o outro, resolvemos os problemas de família entre a própria família, portanto,já nos entendemos.
Sem mais, vamos ao que interessa.
Eis o que o mais tradicional jornal inglês escreveu a respeito destas gravações:
THE TIMES – Geoff Brown 29 June 2007 ****
The Ice Queen was the old journalistic tag for Viktoria Mullova. But it’s better buried: the Russian-born violinist, now in her late forties, inflects her playing, as she inflects her career, with obvious emotional intensity.
She made her recording name in the late 1980s, playing the big concertos for Philips Classics. But then the men in suits got number-crunching. Result: the end of her contract and, in 2005, the start of a new life, with greater freedom, at the new label Onyx Classics, dedicated to giving artists as much control as they desire.
With Mullova, this means playing with gut strings on her precious 1750 Guadagnini. Her passion for period instruments is well known, but this new release of Bach sonatas for violin and harpsichord (BWV 1014-19) takes her deeper into Baroque repertory than before. The recording’s quite close: you can’t escape from the edge in her tone, especially in slow movements. Yet this Onyx two-disc set with the fiery Ottavio Dantone (mostly on harpsichord) equally celebrates Mullova’s gentler side. The fourth sonata’s opening largo purrs with restrained lyricism while the fifth’s largo, gravely beautiful, sounds the depths. There’s not a dull note anywhere.
Bach being Bach, Mullova’s old knack for clinical excellence isn’t wasted. Both players need extreme manual dexterity. Yet the counterpoint in these sonatas crackles with fire, and the relationship between violin and keyboard (are they colleagues or rivals, master or slave?) changes as often as the instrumental colours.
The kaleidoscope dazzles the most in the two additional sonatas for violin and continuo. In the first of them, BWV 529, Mullova sits back happily in a richly textured ensemble sound characterised by the extreme rhythmic thrust of lute and viola da gamba and the bright treble piping of Dantone’s positive organ. No one could listen to this and still harbour the cliche of Bach’s counterpoint being dry, the stitching of a sewing machine.
E sobre Mullova, o jornal americano Chicago Tribune escreveu que “[Viktoria] Mullova may be the most elegant,refined and sweetly expressive violinist on the planet.”
The Chicago Tribune, August 2005
Enfim, divirtam-se:
Johann Sebastian Bach – Violin Sonatas BWV 1014-1021 – Viktoria Mullova – Octavio Dantone
1. Sonata in B minor, BWV 1014 for violin and harpsichord: Adagio
2. Sonata in B minor, BWV 1014 for violin and harpsichord: Allegro
3. Sonata in B minor, BWV 1014 for violin and harpsichord: Andante
4. Sonata in B minor, BWV 1014 for violin and harpsichord: Allegro
5. Sonata in A, BWV 1015 for violin and harpsichord: Dolce
6. Sonata in A, BWV 1015 for violin and harpsichord: Allergo
7. Sonata in A, BWV 1015 for violin and harpsichord: Andante un poco
8. Sonata in A, BWV 1015 for violin and harpsichord: Presto
9. Sonata in E, BWV 1016 for violin and harpsichord: Adagio
10. Sonata in E, BWV 1016 for violin and harpsichord: Allegro
11. Sonata in E, BWV 1016 for violin and harpsichord: Adagio ma non tanto
12. Sonata in E, BWV 1016 for violin and harpsichord: Allegro
13. Trio Sonata No. 5 in C, BWV 529 for violin, organ and continuo: Allegro
14. Trio Sonata No. 5 in C, BWV 529 for violin, organ and continuo: Largo
15. Trio Sonata No. 5 in C, BWV 529 for violin, organ and continuo: Allegro
CD 2
1. Sonata in C minor, BWV 1017 for violin and harpsichord: Largo
2. Sonata in C minor, BWV 1017 for violin and harpsichord: Allegro
3. Sonata in C minor, BWV 1017 for violin and harpsichord: Adagio
4. Sonata in C minor, BWV 1017 for violin and harpsichord: Allegro
5. Sonata in F minor, BWV 1018 for violin and harpsichord: Largo
6. Sonata in F minor, BWV 1018 for violin and harpsichord: Allegro
7. Sonata in F minor, BWV 1018 for violin and harpsichord: Adagio
8. Sonata in F minor, BWV 1018 for violin and harpsichord: Vivace
9. Sonata in G, BWV 1019 for violin and harpsichord: Allegro
10. Sonata in G, BWV 1019 for violin and harpsichord: Largo
11. Sonata in G, BWV 1019 for violin and harpsichord: Allegro
12. Sonata in G, BWV 1019 for violin and harpsichord: Adagio
13. Sonata in G, BWV 1019 for violin and harpsichord: Allegro
14. Sonata in G, BWV 1021 for violin and continuo: Adagio
15. Sonata in G, BWV 1021 for violin and continuo: Vivace
16. Sonata in G, BWV 1021 for violin and continuo: Largo
17. Sonata in G, BWV 1021 for violin and continuo: Presto
(Inserir aqui parágrafo introdutório. Dificuldade/prazer das escavações menos prováveis versus simples acaso do levar um download adiante. Não prolongar demais a baboseira e evitar que a introdução emperre o post. (Interlúdio em tcheco é přestávka, e blue dog, modrá pes; ambos inutilizáveis em qualquer contexto, ô língua alienígena))
Dono de um currículo que contém mais prêmios do que discos, o pequeno Emil aprendeu a tocar piano em casa: diz a lenda (e o site oficial também) que o avô mandou trazer um grand piano Hoffbauer da Áustria como presente de casamento para sua esposa. Se tomou lições da avó, seguimos ignorando, mas é bonitinho de imaginar — e a julgar por suas fotos, sempre sorrindo, não lhe parece ter sido uma infância torturante. Fato que inclusive se confirma na música que desenvolve: nada contém de sombria.
Embora pareça jamais ter sido outra coisa além de músico, Emil Viklicky formou-se em Matemática na então Tchecoslováquia do final dos anos 1960. Em paralelo à faculdade, aprofundou-se no piano para jazz e começou a tocar pela noite, onde chamou atenção até ganhar bolsas para ampliar sua educação musical nos EUA. Inquieto, desde então vem percorrendo o mundo, tocando em formações pouco estáveis, colaborando com uma plétora de outros artistas — principalmente europeus —, arriscando trilhas sonoras e ganhando láureas por suas composições. Ao instrumento, é daqueles players que elevam o estilo, trazendo refinamento e trabalhando com excelência os espaços de seus sons e dos à volta; e é interessante que o faça operando num dos mais enérgicos estilos do jazz, o fusion. No entanto, não se limita; hoje é mais conhecido pelos sofisticados trabalhos em que une jazz e música folk da Morávia.
Tendo sido jovem como (aparentemente) todos nós, Emil começou sua vida musical tocando numa banda de rock de protesto, que foi imediatamente censurada pelo regime comunista. Como não era vocalista nem letrista, mas viu que tinha um bom guitarrista ao lado, propôs que reformassem a banda como um grupo de jazz fusion — onde ele poderia mostrar mais seu trabalho e, de quebra, burlar a censura. Dessa ideia surgiu uma pérola perdida do estilo: o autointitulado, álbum único da banda Energit, primeiro disco deste post. Centrado numa longa composição chamada “Manhã”, cuja parte 1 ocupa todo o lado A da bolacha e é, sem rodeios, uma obra prima, traz o registro de uma longa, embora comedida relação com os pianos elétricos e até alguns sabores mais conservadores de sintetizadores. Como Zawinul (et al.) já havia demonstrado, é fácil perceber a intenção: preencher espaços de maneira sutil, porém eficaz, com as texturas e harmônicas que as variantes eletrificadas do piano oferecem. Essa marca permanece ao seu lado nos seus trabalhos de fusion, como podemos notar no segundo disco do post, The Funky Way of Emil Vicklicky — uma coletânea daquelas bem safadas mas que, pela dificuldade de acesso ao material original, acabam servindo bem ao propósito de dar um panorama artístico. (Mesmo que ele inclua uma versão de Chega de Saudade. Aliás, fato pronto pra mesa de boteco: “sabia que Chega de Saudade foi cantada até em tcheco?”) O terceiro e último álbum trazido aqui cobre o trabalho “high brow” de Emil: o único disco que encontrei do projeto Ad Lib Moravia, que lidera ao lado de outros músicos tchecos e apresenta-se regularmente pela Europa. Bem diferente do seu lado fusion, aqui ele coloca o piano a serviço das melodias folk típicas, agitando levemente seus limites até obter delas uma qualidade moderna e elevada de jazz, às bordas do contemporâneo clássico. Por folk, também vai contar com voz em algumas peças, e até violino; na mesma medida, há raros momentos solo, em que expressa bem as qualidades que o tornam um músico único.
Energit – Energit /1975 link nos comentários
A Ráno (Part I.)
B1 Paprsek Ranního Slunce
B2 Noční Motýl
B3 Apoteóza
B4 Ráno (Part II.)
Emil Viklický – The Funky Way Of Emil Viklický /2009 link nos comentários
01 Viklický/Frisell/Driscoll/Johnson – Trochu Funky
02 SHQ – Týden
03 Emil Viklický Big Band – Ještě Jednou Slunce
04 Viklický/Frisell/Driscoll/Johnson – Květen
05 Eva Svobodová – Kam S Tím Blues (Chega de Saudade)
06 Emil Viklický Big Band – 70 Východní
07 Viklický/Frisell/Driscoll/Johnson – Boston
08 Energit – Zelený Satén
09 Emil Viklický Big Band – Hromovka
10 SHQ featuring Eva Svobodová – Země Plná Lásky
11 Viklický/Frisell/Driscoll/Johnson – Zase Zapomněli Zavřít Okno
12 Emil Viklický Big Band – Siesta
13 Viklický/Frisell/Driscoll/Johnson – Jumbo Jet
14 Energit – Ráno (Part 1; edited version) (01, 04, 07, 11, 13) from album “Okno”, 1980 • (02) from 7″ EP “Mini jazz klub č. 18”, 1977 • (03, 06, 09, 12) Previously unreleased, 1981 (03, 12), 1987 (06), 1979 (09) • (05) from album “Můj ráj”, 1984 • (08) from 7″ EP “Mini jazz klub č. 6”, 1976 • (14) originally from album “Energit”, 1975 • (10) from 7″ single ‘Zrcadlení’/‘Země plná lásky’, 1977
Emil Viklický, Zuzana Lapčíková, Jiří Pavlica – Prší Déšť /1994 link nos comentários
01 Prolog 02 Prší Déšť 03 Grumla 04 Kvítí Milodějné 05 Šibeničky 06 Bazalička 07 Bylo Lásky 08 Koně Moje Vrané 09 Keď Sa Janko Na Vojnu Bral 10 Mal Som 7 Peňazí 11 Na Horách, Na Dolách 12 Dyby Ně Tak Bylo 13 Mašíruju Na Francúza 14 Touha 15 Epilog
É óbvio que eu amo Anne-Sophie Mutter, que a acho linda e que adoraria tê-la comigo em todas as noites após seus concertos e não-concertos. É óbvio que ela é uma extraordinária violinista, mas nada vai me impedir de dizer que este CD é uma porcaria, apesar do excelente repertório. O primeiro problema é o andamento marcial dado à obra de Vivaldi. Há pássaros e borboletas marchando em fila indiana sobre o arvoredo. Parece desenho animado. Em segundo lugar, há um fato pessoal. Eu não consigo mais ouvir música barroca tocada em instrumentos de hoje. Ao vivo, ainda dá para engolir, mas em disco não dá mais, me desculpem. Neste disco, parece que estão serrando Vivaldi em dois. Uma pena. Qualquer um pode discordar sem problemas, mas só depois de ouvir, tá?
Vivaldi (1678-1741): As Quatro Estações / Tartini (1692-1770): O Trilo do Diabo
1. Concerto for Violin and Strings in E, Op.8, No.1, R.269 “La Primavera” – 1. Allegro 3:36
2. Concerto for Violin and Strings in E, Op.8, No.1, R.269 “La Primavera” – 2. Largo 3:14
3. Concerto for Violin and Strings in E, Op.8, No.1, R.269 “La Primavera” – 3. Allegro (Danza pastorale) 4:21
4. Concerto for Violin and Strings in G minor, Op.8, No.2, R.315 “L’estate” – 1. Allegro non molto – Allegro 6:17
5. Concerto for Violin and Strings in G minor, Op.8, No.2, R.315 “L’estate” – 2. Adagio – Presto – Adagio 2:20
6. Concerto for Violin and Strings in G minor, Op.8, No.2, R.315 “L’estate” – 3. Presto (Tempo impetuoso d’estate) 2:33
7. Concerto for Violin and Strings in F, Op.8, No.3, R.293 “L’autunno” – 1. Allegro (Ballo, e canto de’ villanelli) 6:19
8. Concerto for Violin and Strings in F, Op.8, No.3, R.293 “L’autunno” – 2. Adagio molto (Ubriachi dormienti) 2:59
9. Concerto for Violin and Strings in F, Op.8, No.3, R.293 “L’autunno” – 3. Allegro (La caccia) 3:52
10. Concerto for Violin and Strings in F minor, Op.8, No.4, R.297 “L’inverno” – 1. Allegro non molto 3:39
11. Concerto for Violin and Strings in F minor, Op.8, No.4, R.297 “L’inverno” – 2. Largo 2:49
12. Concerto for Violin and Strings in F minor, Op.8, No.4, R.297 “L’inverno” – 3. Allegro 3:50
13. Sonata for Violin and Continuo in G minor, B. g5 – “Il trillo del diavolo” – 1. Larghetto affettuoso 3:56
14. Sonata for Violin and Continuo in G minor, B. g5 – “Il trillo del diavolo” – 2. Allegro 3:25
15. Sonata for Violin and Continuo in G minor, B. g5 – “Il trillo del diavolo” – 3. Andante – Allegro 1:12
16. Sonata for Violin and Continuo in G minor, B. g5 – “Il trillo del diavolo” – 4. Allegro assai 8:26
Anne-Sophie Mutter (violin & conductor)
Trondheim Soloists
“If I belong to any tradition, then it is the tradition which makes the masterpiece telling the performer what he should do and not the performer telling the peace what it should be like or the composer what he ought to have composed.”
Alfred Brendel fez essa declaração em um documentário produzido por ocasião da gravação que ora posto. Creio que sintetiza bem o pensamento do grande pianista, um dos maiores de sua geração.
Para concluir a coleção temos então o Concerto n° 5, também conhecido por “Imperador”, o maior de todos os concertos para piano já compostos, talvez levemente ofuscado pelo Segundo Concerto de Brahms, outro peso pesadíssimo, mas o papo aqui é Beethoven. Tenho certeza que será uma bela trilha sonora para o domingo.
Nossa antiga colaboradora, Clara Schumann, tinha tamanho apreço por Brendel que o chamava de “Brendel, meu brendelzinho”. Não sei por onde anda nossa amiga portuguesa, sumiu sem deixar rastros. Se por acaso ela ainda nos acompanha, mesmo que no anonimato, fica aqui um grande abraço e faço questão de dedicar a postagem desta coleção a ela.
01.Piano Concerto No.5 in Es-dur, Op.73, Emperor – I. Allegro
02.Piano Concerto No.5 in Es-dur, Op.73, Emperor – II. Adagio un poco mosso
03.Piano Concerto No.5 in Es-dur, Op.73, Emperor – III. Rondo- Allegro ma non troppo
Alfred Brendel – Piano
Wiener Philharmoniker
Simon Rattle
Este disco duplo em versão vinil, abriu-me as portas para os Prelúdios de Bach e Chopin. Apesar de gostar muito desse álbum, demorei bastante a procurá-lo pela rede. Nesses últimos dias, lembrei dele por causa do aniversário de Chopin e comecei a “cascaviar” por aí. Encontrei o vinil em vários sites de vendas, mas nada de encontrar pra baixar, porém não desisti e continuei a busca, e pra minha surpresa, mas com uma capa bem diferente da versão em vinil, encontrei-o em cd, num desses famosos sites de vendas de novos e usados, e pra tudo ficar mais perfeito ainda, o vendedor morava na minha cidade. Dei o lance imeditamente, contactei o vendedor no mesmo instante e foi só ir buscar o disco, novíssimo e lacradinho. E para o deleite de todos, estou aqui compartilhando a minha mais nova aquisição.
A sequência lógica e meticulosamente pensada com que estes prelúdios são executados, dá um brilho diferente e mostra através desse gênero musical, a genialidade de dois compositores de estilos e épocas tão diferentes, mas que musicalmente se encaixam de forma espetacular obtendo uma incrível unidade harmônica. Não precisei nem escutar muitas vezes para me acostumar com a ideia, quase inevitável e natural, de uma peça “puxando” a outra, como se elas se completassem numa cadência perfeita.
O fato da gravação ser ao vivo e podermos ouvir tosses e outros ruídos desagradáveis, não tiram o brilhantismo do cd, pois a grande ideia do encontro e o virtuosismo dos dois renomados intérpretes brasileiros, compensam todos os pontos negativos que talvez possamos identificar na gravação desse histórico concerto ocorrido em 19 de setembro de 1981 na cidade de Nova York.
Usando o, já famoso, jargão do nosso maior colaborar e dono do blog, PQP Bach…
…este é um cd IM-PER-DÍ-VEL!
.oOo.
Bach & Chopin: Os Prelúdios
Disco 1
01 Bach: Nº 1 em Dó Maior / Chopin: Nº 1 em Dó Maior (4:14)
02 Chopin: Nº 20 em Dó Menor / Bach: Nº 2 em Dó Menor (3:08)
03 Bach: Nº 9 em Mi Maior / Chopin: Nº 9 em Mi Maior (3:17)
04 Chopin: Nº 8 em Fá Sustenido Menor / Bach: Nº 14 em Fá Sustenido Menor (2:45)
05 Bach: Nº 19 em Lá Maior / Chopin: Nº 7 em Lá Maior (2:13)
06 Chopin: Nº 2 em Lá Menor / Bach: Nº 20 em Lá Menor (2:59)
07 Bach: Nº 21 em Si Bemol Maior / Chopin: Nº 21 em Si Bemol Maior (3:28)
08 Chopin: Nº 4 em Mi Menor / Bach: Nº 10 em Mi Menor (4:50)
09 Bach: Nº 13 em Fá Sustenido Maior / Chopin: Nº 13 em Fá Sustenido Maior (6:04)
10 Chopin: Nº 22 em Sol Menor / Bach: Nº 16 em Sol Menor (3:11)
11 Bach: Nº 17 em Lá Bemol Maior / Chopin: Nº 17 em Lá Bemol Maior (4:36)
12 Bach: Nº 12 em Fá Menor / Chopin: Nº 18 em Fá Menor (3:17)
Disco 2
01 Bach: Nº 7 em Mi Bemol Maior / Chopin: Nº 19 em Mi Bemol Maior (6:44)
02 Chopin: Nº 14 em Mi Bemol Menor / Bach: Nº 8 em Mi Bemol Menor (5:24)
03 Bach: Nº 3 em Dó Sustenido Maior / Chopin: Nº 15 em Ré Bemol Maior (7:29)
04 Chopin: Nº 10 em Dó Sustenido Menor / Bach: Nº 4 em Dó Sustenido Menor (3:34)
05 Bach: Nº 5 em Ré Maior / Chopin: Nº 5 em Ré Maior (1:35)
06 Chopin: Nº 12 em Sol Sustenido Menor / Bach: Nº 18 em Sol Sustenido Menor (2:48)
07 Bach: Nº 15 em Sol Maior / Chopin: Nº 3 em Sol Maior (1:45)
08 Chopin: Nº 16 em Si Bemol Menor / Bach: Nº 22 em Si Bemol Menor (4:03)
09 Bach: Nº 23 em Si Maior / Chopin: Nº 10 em Si Maior (2:00)
10 Chopin: Nº 6 em Si Menor / Bach: Nº 24 em Si Menor (4:54)
11 Bach: Nº 11 em Fá Maior / Chopin: Nº 23 em Fá Maior (2:11)
12 Bach: Nº 6 em Ré Menor / Chopin: Nº 24 em Ré Menor (4:20)
Pianos:
Bach: João Carlos Martins
Chopin: Arthur Moreira Lima
Alfred Brendel, Simon Rattle e a Filarmônica de Viena continuam exibindo sua versatilidade, virtuosismo e excelência tocando os Concertos de n° 2 e de n° 3 de Herr Beethoven. Preciso falar mais alguma coisa? Não, né, então aproveitem bem, pois o tempo urge e preciso sair.
01.Piano Concerto No.2 in B-dur, Op.19 – I. Allegro Con Brio
02.Piano Concerto No.2 in B-dur, Op.19 – II. Adagio
03.Piano Concerto No.2 in B-dur, Op.19 – III. Rondo – Molto Allegro
04.Piano Concerto No.3 in c-moll, Op.37 – I. Allegro Con Brio
05.Piano Concerto No.3 in c-moll, Op.37 – II. Largo
06.Piano Concerto No.3 in c-moll, Op.37 – III. Rondo – Allegro
Alfred Brendel – Piano
Wiener Philharmoniker
Simon Rattle – Conductor
Já faz algum tempo que não postamos nada com o grande Alfred Brendel. Então resolvi trazer esta integral dos concertos de piano de Beethoven, gravado no final dos anos 90. E acompanhado por Simon Rattle, antes deste assumir a Filarmônica de Berlim e antes de se tornar um Cavaleiro da Rainha e ostentar um Sir em frente ao nome.
Esta deve ser a terceira integral que Brendel gravou destes concertos de Beethoven. Lembro da versão com o Levine e com o Haitink, mas posso estar esquecendo alguma outra. Um músico da estatura de Brendel não se intimida diante do desafio de explorar novas sonoridades e possibilidades destas obras imortalizadas por ele mesmo e por outros gigantes do teclado. Como diz o texto do libreto que acompanha a caixa: “Do we really need another series of piano concertos by Beethoven? In this case, the answer is perfectly clear: with such musicianship, one could not have enough of them”. A definição perfeita: nunca não serão suficientes pois tanto nós quanto os intérpretes estaremos procurando sempre algo mais. As novas gerações sucedem as velhas e já temos gente do nível do Paul Lewis, já postado por aqui e esmiuçado pelo Monge Ranulfus, nos mostrando uma leitura mais arejada. Li que Ronald Brautigam também está em processo de gravação destes concertos e que ao contrário das sonatas, está se utilizando de um piano moderno no lugar do pianoforte que utilizou nas gravações das sonatas. E com certeza teremos novidades. É a beleza da capacidade humana de superação.
Os clientes da amazon foram meio tímidos na avaliação: apenas 4 estrelas. Eu particularmente acrescentaria mais uma meia estrela por tudo o que Brendel já realizou.
Claro que esta é minha opinião. E não peço para ninguém compartilhá-la. Tratam-se apenas de palavras e a música de Beethoven está muito além delas.
Então divirtam-se.
01.Piano Concerto No.1 in C-dur, Op.15 – I. Allegro con brio
02.Piano Concerto No.1 in C-dur, Op.15 – II. Largo
03.Piano Concerto No.1 in C-dur, Op.15 – III. Rondo – Allegro scherzando
04.Piano Concerto No.4 in G-dur, Op.58 – I. Allegro moderato
05.Piano Concerto No.4 in G-dur, Op.58 – II. Andante con moto
06.Piano Concerto No.4 in G-dur, Op.58 – III. Rondo – Vivace
Alfred Brendel – Piano
Wiener Philharmoniker
Simon Rattle – Conductor
Eis uma coisa que não costumo fazer: postar a mesma obra interpretada por três intérpretes diferentes na mesma postagem: a incomparável Jacqueline Du Pré, gravação esta realizada no meio dos anos 60, a musa do PQPBach, a excelente Sol Gabetta, e a francesa Anne Gastinel, tendo estas duas últimas gravado estes cds recentemente.
O mesmo concerto interpretado por três mulheres de três gerações diferentes. Já tenho esta gravação da Du Pré há alguns anos, e não canso de ouvi-la. Como que prenunciando a doença que encerraria sua carreira, a inglesa joga-se de corpo e alma em sua interpretação, extraindo da obra de Elgar toda a emotividade que ela contém. Detalhe: Du Pré tinha apenas 20 anos de idade quando gravou o concerto, acompanhada pelo grande regente inglês Sir John Barbirolli e a Sinfônica de Londres. Seu nome logo foi associado ao Concerto, sendo esta gravação considerada lendária e definitiva.Como é sabido, teve de abandonar os palcos devido a ser acometida pela terrível doença conhecida como “Esclerose Múltipla”. Morreu em 1987, com apenas quarenta e dois anos de idade.
A argentina Sol Gabetta é um dos grandes nomes da nova geração de cellistas. Dia destes PQPBach trouxe aos senhores um vídeo dela tocando o dificílimo concerto de Shostakovich, e Sol dá um show. Mas esta sua leitura de Elgar me deixou um pouco decepcionado, talvez por ter na cabeça a visceral interpretação de Du Pré. Ao contrário do que poderiamos esperar de uma argentina, e o nome de Martha Argerich me vem imediatamente à cabeça, falta sangue, suor e lágrimas. Talvez com o tempo eu me acostume com este seu comedimento.
Anne Gastinel não é uma desconhecida para nós, apesar de sua discografia não ser tão extensa, mas seu Bach é muito elogiado e considero esta sua gravação do Concerto de Elgar superior à de Gabetta. Talvez por ser mais velha que a argentina, a francesa assimilou melhor a profundidade e a emotividade necessárias para interpretação da obra.
Pois então vamos ao que viemos.
Elgar – Cello Concerto – Sol Gabetta
CD 1
01. Elgar – Concerto for cello and orchestra in E minor, op. 85 – 1. Adagio – Moderato
02. 2. Lento – Allegro molto
03. 3. Adagio
04. 4. Allegro – Moderato – Allegro ma non troppo
05. 5. Sospiri
06. 6. Salut d’amour
07. 7. La capricieuse
08. Dvorák – Waldesruh’, op. 68 No. 5
09. Dvorák – Rondo for cello and orchestra in G minor, op. 94
10. Respighi – Adagio con variazioni
CD 2
01. Vasks – ‘The Book’ for solo cello – I. Marcatissimo
02. II. Dolcissimo
Sol Gabetta – Cello
Danish National Symphony Orchestra
Mario Vengazo – Conductor
01. Elgar – Concerto for Cello in E minor, Op. 85 – I. Adagio-moderato
02. II. Lento-Alegro molto
03. III. Adagio
04. IV. Allegro
05. Barber – Concerto for Cello in E minor, Op. 85 – I. Allegro moderato
06. II. Andante sostenuto
07. III. Molto allegro e appassionato
Anne Gastinel – Cello
City of Birmingham Symphony Orchestra
Justin Brown – Conductor
Jacqueline du Pre – Elgar – Cello Concerto in E minor, Op. 85, Saint-Saens – Cello Concerto No. 1 in A minor, Op. 33, Delius – Cello Concerto
1 Elgar – Cello Concerto in E minor, Op. 85 – I. Adagio – Moderato
2 II. Lento – Allegro molto
3 IIII. Adagio
4 IV. Allegro, ma non troppo
Jacqueline Du Pré – Cello
London Symphony Orchestra
Sir John Barbirolli – Conductor
5 Saint-Saens – Cello Concerto No. 1 in A minor, Op. 33 – I. Allegro non troppo
6 – I. Adagio – Moderato
7 II. Allegretto con moto
8 III. Allegro non troppo
Jacqueline Du Pré – Cello
New Philharmonia Orchestra
Daniel Barenboim – Conductor
9 Delius – Cello Concerto – Lento – Con moto tranquillo
Jacqueline Du Pré
Royal Philharmonic Orchestra
Sir Malcolm Sargent – Conductor