100 anos de Leonard Bernstein – Piotr Ilich Tchaikovsky (1840-1893) – Symphony nº 4, Francesca da Rimini – Bernstein, NYPO

Box 2

Leonard Bernstein (Lawrence, 25 de agosto de 1918 – Nova Iorque, 14 de outubro de 1990). Aqui, todas as postagens desta série.

LINKS NOVOS !!!

Um pouco antes de sua morte, já a partir de 1986, Leonard Bernstein fez uma série de apresentações com sua querida Filarmônica de New York, regendo as últimas sinfonias de Tchaikovsky, além de algumas outras obras do russo.

O primeiro CD com essas obras está aqui, com a Quarta Sinfonia e uma obra que apareceu pouco aqui no PQPBach, a Fantasia Sinfônica Francesca da Rimini, baseada em Dante Alighieri. Gosto muito de Bernstein regendo Tchaikovsky. Mesmo já doente, a alegria dele no tablado contagia a todos os músicos.  E a música do compositor russo pede um maestro alegre, forte, que possa expor toda a força que essas obras pedem.

Então vamos ao que viemos.

Piotr Illich Tchaikovsky – Symphony nº 4 in F Minor, op. 36

01. Symphonynº 4 Andante sostenuto – Moderato con anima
02. Symphony nº 4 Andantino in modo di canzone
03. Symphony nº 4 Scherzo. Pizzicato ostinato – Allegro
04. Symphony nº 4 Finale. Allegro con fuoco
05. Francesca da Rimini, op.32

New York Philharmonic
Leonard Bernstein – Conductor

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100 anos de Leonard Bernstein – Piotr Ilich Tchaikovsky (1840-1893) – Symphony nº 5 in E Minor, op. 64, Romeo & Juliet – Bernstein, NYPO

Box 2

Leonard Bernstein (Lawrence, 25 de agosto de 1918 – Nova Iorque, 14 de outubro de 1990). Aqui, todas as postagens desta série.

Poucas sinfonias são tão impactantes quanto a Sinfonia nº 5 de Tchaikovsky. É impossível ficarmos indiferentes a ela. É uma montanha russa de emoções explícitas, que nos levam da alegria à tristeza, da euforia à depressão, e para completar uma obra quase perfeita, tem o mais belo segundo movimento já composto, um Andante cantabile que me arrepia os pelos da nuca só de lembrar-me dele.

Aliás, diga-se de passagem, esse CD é tão escancaradamente emotivo que conclui com a versão de Tchaikovsky para o Romeu & Julieta shakespeareano. De arrepiar. Talvez devido à avançada idade, e possivelmente também devido à doença que o levaria a morte, Bernstein está muito mais comedido nestas gravações, podemos sentir que tira do coração e da alma a força necessária para reger obras tão complexas.

Lembro de ter assistido ao vídeo desta gravação da Quinta Sinfonia, lá nos idos do começo da década de 90, pouco depois da divulgação de sua morte, e lá estava presente a paixão, a emoção. Lenny definitivamente foi único. Faz falta neste novo século.

Piotr Ilich Tchaikovsky – Symphony nº 5 in E Minor, op. 64, Romeo & Juliet

01. Symphont nº 5 Andante – Allegro con anima
02. Symphont nº 5 Andante cantabile, con alcuna licenza
03. Symphont nº 5 Valse. Allegro moderato
04. Symphont nº 6 Finale. Andante maestoso – Allegro vivace
05. Romeo and Juliet, Fantasy-Overture

New York Philharmonic
Leonard Bernstein – Conductor

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100 anos de Leonard Bernstein — Leonard Bernstein (1918-1990): West Side Story (Bernstein)

100 anos de Leonard Bernstein — Leonard Bernstein (1918-1990): West Side Story (Bernstein)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Leonard Bernstein (Lawrence, 25 de agosto de 1918 – Nova Iorque, 14 de outubro de 1990). Aqui, todas as postagens desta série.

Já haviam me pedido pra postar West Side Story há mais de um ano (vi sem querer nos comentários de um post perdido). Como “a justiça tarda mas não falha” (frase original minha, que bolei agora), aí vai. Não é a versão original, mas o revival de 1984 com Carreras, Te Kanawa e Lenny regendo (procurem no YouTube um vídeo em que rola um estresse entre o tenor e o compositor nos ensaios de Maria). Prefiro a versão 1959, com os cantores pop do filme e tudo o mais (meu back up com ela está guardado não sei onde), porém nesta os cantores de ópera merecem um crédito por terem minimizado o quanto puderam as impostações chatas do bel canto.

***

Leonard Bernstein Conducts West Side Story [Soundtrack]

West Side Story
1-1 No. 1: Prologue 4:07
1-2 No. 2: Jet Song 3:14
1-3 No. 3: Something’s Coming 2:35
1-4 No. 4: The Dance At The Gym: Blues 1:45
1-5 No. 4: The Dance At The Gym: Promenade 0:27
1-6 No. 4: The Dance At The Gym: Mambo 2:23
1-7 No. 4: The Dance At The Gym: Cha-Cha 0:53
1-8 No. 4: The Dance At The Gym: Meeting Scene 1:27
1-9 No. 4: The Dance At The Gym: Jump 0:52
1-10 No. 5: Maria 2:57
1-11 No. 6: Balcony Scene (Tonight) 7:34
1-12 No. 7: America 4:49
1-13 No. 8: Cool 4:40
1-14 No. 9: One Hand, One Heart 5:40
1-15 No. 10: Tonight (Ensemble) 3:42
1-16 No. 11: The Rumble 3:04
2-1 No. 12: I Feel Pretty 3:27
2-2 No. 13: Ballet Sequence 1:05
2-3 Transition To Scherzo 0:38
2-4 Scherzo 1:31
2-5 Somewhere 2:37
2-6 Procession And Nightmare 3:15
2-7 No. 14: Gee, Officer Krupke! 4:20
2-8 No. 15: A Boy Like That 2:05
2-9 I Have A Love 3:30
2-10 No. 16: Taunting Scene 1:27
2-11 No. 17: Finale 2:36

Baritone Vocals [Riff] – Kurt Ollmann (tracks: 1-1 to 2-11)
Composed By, Conductor [Orchestra and Chorus Conducted By], Orchestrated By – Leonard Bernstein
Contractor [Chorus Contractor] – Adrienne Albert
Contractor [Orchestra’s Contracting Personnel Manager] – Samuel Levitan
Lyrics By – Stephen Sondheim (tracks: 1-1 to 2-11)
Mezzo-soprano Vocals [A Girl] – Marilyn Horne (tracks: 2-5)
Mezzo-soprano Vocals [Anita] – Tatiana Troyanos (tracks: 1-1 to 2-11)
Other [Dialect Coaching] – Nico Castel
Photography By – Christian Steiner (6), Susesch Bayat
Piano [Rehearsal Pianist And Coach] – Jim Stenborg
Producer – John McClure (tracks: 1-1 to 2-11)
Recording Supervisor – Hans Weber (tracks: 2-12 to 2-17)
Soprano Vocals [Maria] – Kiri Te Kanawa (tracks: 1-1 to 2-11)
Tenor Vocals [Tony] – José Carreras (tracks: 1-1 to 2-11)

Leonard Bernstein (Artist), Kiri Te Kanawa (Artist), José Carreras (Artist), Tatiana Troyanos (Artist), Kurt Ollmann (Artist), Marilyn Horne (Artist), Stephen Sondheim (Artist), Israel Philharmonic Orchestra (Artist)

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Lenny em foto de Paul De Hueck
Lenny em foto de Paul De Hueck

CVL

100 anos de Leonard Bernstein — Gustav Mahler (1860-1911): As Sinfonias Completas (Bernstein)

100 anos de Leonard Bernstein — Gustav Mahler (1860-1911): As Sinfonias Completas (Bernstein)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Leonard Bernstein (Lawrence, 25 de agosto de 1918 – Nova Iorque, 14 de outubro de 1990). Aqui, todas as postagens desta série.

Em todos os níveis, creio que esta seja uma das maiores postagens de nosso blog desde seu início. Tenho muito a dizer e aí que não sai nada. Talvez o razoável seja dizer que é uma caixa de 13 CDs que guarda todo um mundo em si.

Como já escrevi dezenas de apresentações às sinfonias de Mahler, desta vez passarei a palavra ao pessoal da Revista Digital, em artigo de Arthur Torelly Franco:

Foi no campo sinfônico que Mahler atingiu seu apogeu como compositor, fato que nos leva a comentar obra sinfônica.

Esta se encontra dividida em três períodos.

As sinfonias do primeiro período (2ª, 3ª e 4ª) são conhecidas como Sinfonias Wunderhorn. A maior parte delas está impregnada pela música que Mahler utilizou em Das Knaben Wunderhorn, ciclo de 24 canções com temática nos poemas compilados por Achim von Arnim e Clemens Brentano.

As sinfonias do segundo período (5ª, 6º e 7ª) costumam ser chamadas Sinfonias Rückert. Elas recebem este nome porque a composição das mesmas foi influenciada pelas composições usadas por Mahler para musicar os poemas de Friedrich Rückert. Elas são puramente instrumentais e as mais trágicas do ciclo de sinfonias de Mahler.

O último período não tem nome e abrange as últimas obras do compositor: sinfonias nº 8, 9 e a inacabada 10ª Sinfonia.

Quanto à 1ª Sinfonia ela usa elementos do Lied Eines Fahrendes Gesellen (Canções de um Viajante Errante) e Das Klagende Lied (A canção da Lamentação). A obra é puramente instrumental.

Sinfonia nº 1 em Ré Maior – Titan (1883-88)

O título foi inspirado na novela escrita por Jean Paul Richter, em 1803. Sua estréia mundial foi no dia 20/11/1889 com a Orquestra Filarmônica de Budapest sob a regência de Mahler.

Sinfonia nº 2 em Dó Menor – Ressurreição (1887-94)

O título da obra está relacionado ao personagem da primeira sinfonia. O primeiro movimento foi denominado de Todtenfeier(Rito Fúnebre). Retrata o dia do Juízo Final. Muito longo e tematicamente complexo. O segundo movimento é uma Pastoral. O quarto movimento é uma introdução ao finale. Neste movimento é interpretada a canção Urlicht do Ciclo Des KnabenWunderhorn.

O quinto movimento nos leva a um colossal finale onde ocorre a ressurreição do herói. O hino Ressurreição é executado por um imenso coral e é de autoria de Friedrich Gottlieb Klopstock (1724-1803).

Na primeira estréia, no dia 4 de março de 1895, em Berlim, foram apresentados os três primeiros movimentos. Richard Strauss foi o regente, conduzindo a Orquestra Filarmônica de Berlim. A sinfonia completa foi apresentada na mesma cidade no dia 13 de dezembro de 1895 com a regência de Mahler. Presentes os maestros Arthur Nikish, Bruno Walter e Félix Weingartner.

Sinfonia nº 3 em Ré Menor (1895-96)

Mahler costumava dizer: Esta sinfonia é meu monstro. Dura cerca de duas horas, é tão longa quanto à 9ª Sinfonia de Schubert e mais longa que a 9ª de Beethoven. Equivale em duração à 8ª sinfonia de Bruckner. Foi dedicada à soprano Anna von Mildenburg à época companheira do autor.

Sinfonia nº4 em Sol Maior (1899-1901)

Uma das mais líricas sinfonias de Mahler. Dura cerca de 50 minutos. Ao final do Adágio do 3º movimento uma solista interpreta um dos textos de Des Knaben Wunderhorn. A estréia mundial ocorreu em Munich no dia 28/11/1901, sob a regência de Mahler. O compositor deixou este relato sobre a obra: Esta sinfonia representa uma fase muito difícil de minha vida, Por isso a sinfonia é difícil de ser aceita. No futuro pouquíssimas pessoas a compreenderão.

Sinfonia nº 5 em Dó Menor (1901-2)

A estréia mundial foi em Colônia, no dia 18 de outubro de1904, sob a regência de Mahler. O primeiro movimento, assim como na segunda sinfonia representa um funeral. O ponto alto desta obra é o Adagietto para harpa e cordas, mundialmente consagrado como trilha sonora do filme Morte em Veneza de Luchino Visconti. Strauss comentou para Mahler: Sua 5º sinfonia me encheu de prazer, apenas atenuado pelo Adagietto, mas sei que ele foi o que mais agradou ao público. Enquanto Mahler compunha a 5ª Sinfonia Debussy proclamava que a forma sinfônica não tinha mais valor. Ela havia morrido junto com Beethoven.

Sinfonia nº 6 em Lá Menor –  Trágica (1903-5)

Estreou em Essen no dia 27/5/1906. Mahler escreveu: minha sexta sinfonia só será entendida pela geração que houver digerido minhas primeiras cinco sinfonias.

Sinfonia nº 7 em Mi Menor (1904-6)

Estreou em Praga em 19 de setembro de1908 e teve uma boa acolhida. Uma das mais longas sinfonias de Mahler hoje é uma das menos interpretadas. Para Schönberg esta sinfonia representa o colapso do Romantismo.

Sinfonia nº 8 em Mi Maior (1906-7) Sinfonia dos Mil

Esta obra conta com a presença de três sopranos, dois contraltos, tenor, barítono e baixo. Dois corais juvenis e dois corais de adultos e uma orquestra de dimensões wagnerianas fizeram com que a sinfonia fosse reconhecida como a Sinfonia dos Mil. Ela está dividida em duas seções. A primeira apresenta o hino Veni, creator spiritus e a segunda apresenta o final do Fausto de Goethe. Esta sinfonia foi dedicada à Alma Mahler e estreou em Munich no dia 12 de setembro de 1910. Obteve um grande triunfo junto ao público e foi reapresentada no dia seguinte.

Sinfonia nº 9 em Ré Menor (1909-10)

Já muito doente Mahler temia ter a mesma sina de Beethoven, Schubert e Bruckner que morreram após a composição de sua última sinfonia. Parte dela foi composta em Nova Iorque e ele conseguiu completa-la em 1º de abril de1910, treze meses antes de sua morte. Schönberg e Alban Berg a consideram um de seus melhores trabalhos. Em seu Adagio Molto o compositor despede-se da vida. Assim como aconteceu com Das Lied von der Erde Mahler nunca escutou sua sinfonia. Coube a Bruno Walter conduzi-la pela primeira vez em Viena, em junho de 1912.

No verão de 1910 Mahler deu início ao rascunho de sua 10ª Sinfonia. Ele apenas completou o 1º movimento, um Adagio que costuma ser executado como uma peça individual. Deryck Cooke, com a permissão de Alma Mahler recriou dos esboços deixados pelo autor os quatro movimentos adicionais, mas esta versão raramente consta dos repertórios atuais. Poucos maestros tiveram a ousadia de gravar esta versão completa da 10ª sinfonia de Mahler.

Para os ouvintes que desejam iniciar-se nas sinfonias de Mahler, recomendamos iniciar pela 2ª Sinfonia e posteriormente pela 5ª.

Gustav Mahler (1860-1911): As Sinfonias Completas com Leonard Bernstein

CD 1: Symphonie No. 1
1 Symphonie No. 1 D-dur: I. Langsam. Schleppend. Wie ein Naturlaut – Im anfang sehr gemächlich 16:28
2 Symphonie No. 1 D-dur: II. Kräftig bewegt 9:03
3 Symphonie No. 1 D-dur: III. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen 10:25
4 Symphonie No. 1 D-dur: IV. Stürmisch bewegt 20:09
Total time 56:05

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CD 2: Symphonie No. 2 c-moll “Auferstehungs-Symphonie”
1 Symphonie No. 2 c-moll: Ia. Allegro maestoso. Mit durchaus ernstem und feierlichem Ausdruck 7:01
2 Symphonie No. 2 c-moll: Ib. Sehr mäßig und zurückhaltend 5:50
3 Symphonie No. 2 c-moll: Ic. Schnell 3:51
4 Symphonie No. 2 c-moll: Id. Tempo I 4:38
5 Symphonie No. 2 c-moll: Ie. Tempo sostenuto 3:43
6 Symphonie No. 2 c-moll: IIa. Andante moderato. Sehr gemächlich 1:45
7 Symphonie No. 2 c-moll: IIb. Nicht eilen. Sehr gemächlich 1:48
8 Symphonie No. 2 c-moll: IIc. In Tempo I zurückkehren 2:04
9 Symphonie No. 2 c-moll: IId. Energisch bewegt 2:26
10 Symphonie No. 2 c-moll: IIe: Wieder ins Tempo zurückgehen. Tempo I 4:03
Total time 37:10

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CD 3: Symphonie No. 2 c-moll “Auferstehungs-Symphonie”
1 Symphonie No. 2 c-moll: IIIa. In ruhig fließender Bewegung 5:01
2 Symphonie No. 2 c-moll: IIIb. Sehr getragen und gesangvoll 1:28
3 Symphonie No. 2 c-moll: IIIc. Zum Tempo I zurückkehren 4:56
4 Symphonie No. 2 c-moll: IV. “Urlicht” Sehr leicht, aber schlicht “O Röschen rot” 6:19
5 Symphonie No. 2 c-moll: Va. Im Tempo des Scherzos. Wild herausfahrend 1:45
6 Symphonie No. 2 c-moll: Vb: Langsam 3:60
7 Symphonie No. 2 c-moll: Vc. Im Anfang sehr zuückhaltend 1:19
8 Symphonie No. 2 c-moll: Vd. Wieder sher breit 3:42
9 Symphonie No. 2 c-moll: Ve. Molto ritenuto. Maestoso 4:16
10 Symphonie No. 2 c-moll: Vf. Wieder zurückhaltend 3:59
11 Symphonie No. 2 c-moll: Vg. Sehr langsam und gedehnt 2:48
12 Symphonie No. 2 c-moll: Vh. Langsam. Misterioso “Auferstehn, ja auferstehn wirst du” 4:10
13 Symphonie No. 2 c-moll: Vi. Langsam ppp. Nicht schleppen “Wieder aufzublühn wirst du gesät” 3:57
14 Symphonie No. 2 c-moll: Vj. Etwas bewegter “O glaube, mein Herz o glaube” 3:34
15 Symphonie No. 2 c-moll: Vk. Mit Aufschwung, aber nicht eilen “O Schmerz, du Alldurchdringer” 5:10
Total time 56:22

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CD 4: Symphonie No. 10 / Symphonie No. 3
1 Symphonie No. 10: Ia. Andante 3:47
2 Symphonie No. 10: Ib. Andante come prima 6:11
3 Symphonie No. 10: Ic. 6:06
4 Symphonie No. 10: Id. 3:20
5 Symphonie No. 10: Ie. A tempo 6:32
6 Symphonie No. 3 d-moll: Ia. Kräftig. Entschieden 5:41
7 Symphonie No. 3 d-moll: Ib. Immer das gleiche Tempo 4:12
8 Symphonie No. 3 d-moll: Ic. Tempo I 4:46
9 Symphonie No. 3 d-moll: Id. Zeit lassen 2:16
10 Symphonie No. 3 d-moll: Ie. Zeit lassen 4:09
11 Symphonie No. 3 d-moll: If. Immer dasselbe Tempo. Marsch. Nicht eilen 3:11
12 Symphonie No. 3 d-moll: Ig. Im alten Marschtempo. Allegro moderato 5:36
13 Symphonie No. 3 d-moll: Ih. Tempo I 5:05
Total time 60:51

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CD 5: Symphonie No. 3
1 Symphonie No. 3 d-moll: IIa. Tempo di Menuetto. Sehr mässig 2:13
2 Symphonie No. 3 d-moll: IIb. L’istesso tempo 1:04
3 Symphonie No. 3 d-moll: IIc. A tempo. Wie im Angang 3:43
4 Symphonie No. 3 d-moll: IId. Ganzg plötzlich gemächlich. Tempo di Menuetto 3:43
5 Symphonie No. 3 d-moll: IIIa. Comodo. Scherzando. Ohne Hast 2:42
6 Symphonie No. 3 d-moll: IIIb. Wieder sehr gemächlich, wie zu Anfang 2:57
7 Symphonie No. 3 d-moll: IIIc. Etwas zurückhaltend 5:34
8 Symphonie No. 3 d-moll: IIId. Schnell und schmetternd wie eine Fanfane – Tempo I. Mit geheimnisvoller Hast 2:47
9 Symphonie No. 3 d-moll: IIIe. Wieder sehr gemächlich, beinahe langsam 4:33
10 Symphonie No. 3 d-moll: IVa. Sehr langsam. Misterioso. Durchaus ppp “O Mensch! Gib acht!” 4:49
11 Symphonie No. 3 d-moll: IVb. Più mosso subito 4:45
12 Symphonie No. 3 d-moll: V. Lustig im Tempo und keck im Ausdruck “Bimm bamm / Es sungen drei Engel” 4:06
13 Symphonie No. 3 d-moll: VIa. Langsam. Ruhevoll. Empfunden 5:04
14 Symphonie No. 3 d-moll: VIb. Nicht mehr so breit 3:37
15 Symphonie No. 3 d-moll: VIc. Tempo I. Ruhevoll 3:45
16 Symphonie No. 3 d-moll: VId. Nicht mehr so breit 4:36
17 Symphonie No. 3 d-moll: VIe. Tempo I 3:18
18 Symphonie No. 3 d-moll: VIf. Langsam. Tempo I 7:41
Total time 70:57

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CD 6: Symphonie No. 4
01. I. Bedächtig. Nicht eilen
02. II. In gemächlicher Bewegung. Ohne Hast
03. III. Ruhevoll
04. IV. Das himmlische Leben. Sehr behaglich

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CD 7: Symphonie No. 5
01. 1. Trauermarsch
02. 2. Stürmisch bewegt. Mit grösster Vehemenz
03. 3. Scherzo – Kraftig, nicht zu schnell
04. 4. Adagietto – Sehr langsam
05. 5. Rondo – Finale – Allegro

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CD 8: Symphonie No. 6
1 Symphonie No. 6 a-moll: I. Allegro energico, ma non troppo. Heftig, aber markig 23:00
2 Symphonie No. 6 a-moll: II. Scherzo. Wuchtig 14:15
3 Symphonie No. 6 a-moll: III. Andante moderato 17:20
Total time 54:35

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CD 9: Symphonie No. 6 / Symphonie No. 7
1 Symphonie No. 6 a-moll: IV. Finale. Allegro moderato – Allegro energico 33:05
2 Symphonie No. 7 e-moll: Ia. Langsam (Adagio) 2:16
3 Symphonie No. 7 e-moll: Ib. Nicht schleppen 1:23
4 Symphonie No. 7 e-moll: Ic. Allegro risoluto, ma non troppo 1:24
5 Symphonie No. 7 e-moll: Id. A tempo (sempre l’isstesso) 2:23
6 Symphonie No. 7 e-moll: Ie. Moderato 1:39
7 Symphonie No. 7 e-moll: If. 4:29
8 Symphonie No. 7 e-moll: Ig. Adagio (Tempo der Einleitung) 2:26
9 Symphonie No. 7 e-moll: Ih. Allegro come prima 1:51
10 Symphonie No. 7 e-moll: Ij. Poco ritenuto … a tempo 1:39
11 Symphonie No. 7 e-moll: Ik. Nicht eilen! 2:09
Total time 54:44

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CD 10: Symphonie No. 7
1 Symphonie No. 7 e-moll: IIa. Nachtmusik: Allegro moderato 4:02
2 Symphonie No. 7 e-moll: IIb. Nachtmusik: Sempre l’istesso Tempo 3:52
3 Symphonie No. 7 e-moll: IIc. Nachtmusik: Poco meno mosso 3:13
4 Symphonie No. 7 e-moll: IId. Nachtmusik: Tempo 1:53
5 Symphonie No. 7 e-moll: IIe. Nachtmusik 1:29
6 Symphonie No. 7 e-moll: IIf. Nachtmusik: Sehr gemessen 2:36
7 Symphonie No. 7 e-moll: IIIa. Scherzo: Schattenhaft 3:19
8 Symphonie No. 7 e-moll: IIIb. Scherzo: Trio 2:39
9 Symphonie No. 7 e-moll: IIIc. Scherzo: Wiedee wie zu Anfang 4:33
10 Symphonie No. 7 e-moll: IVa. Nachtmusik: Andante amoroso 6:34
11 Symphonie No. 7 e-moll: IVb. Nachtmusik 3:00
12 Symphonie No. 7 e-moll: IVc. Nachtmusik: Tempo I poco rit. 5:08
13 Symphonie No. 7 e-moll: Va. Rondo-Finale: Tempo I (Allegro ordinario) 1:45
14 Symphonie No. 7 e-moll: Vb. Rondo-Finale: Sempre l’istesso Tempo 1:13
15 Symphonie No. 7 e-moll: Vc. Rondo-Finale: Tempo II (Allegro moderato ma energico) 2:56
16 Symphonie No. 7 e-moll: Vd. Rondo-Finale: Tempo I 2:45
17 Symphonie No. 7 e-moll: Ve. Rondo-Finale 2:40
18 Symphonie No. 7 e-moll: Vf. Rondo-Finale: Tempo I subito 1:12
19 Symphonie No. 7 e-moll: Vg. Rondo-Finale: Meno mosso (Tempo II) 3:51
20 Symphonie No. 7 e-moll: Vh. Rondo-Finale: Accelerando 2:03
Total time 60:43

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CD 11: Symphonie No. 9
1 Symphonie No. 9 D-dur: Ia. Andante comodo 15:02
2 Symphonie No. 9 D-dur: Ib. (Horneinsatz) 3:03
3 Symphonie No. 9 D-dur: Ic. Bewegter 1:32
4 Symphonie No. 9 D-dur: Id. 1:45
5 Symphonie No. 9 D-dur: Ie. Wie von Anfang 2:01
6 Symphonie No. 9 D-dur: If. Plötzlich bedeutend langsamer (Lento) und leise 6:29
7 Symphonie No. 9 D-dur: IIa. Im Tempo eines gemächlichen Ländlers. Etwas täppisch und sehr derb 2:37
8 Symphonie No. 9 D-dur: IIb. Poco più mosso subito (Tempo II.) 2:51
9 Symphonie No. 9 D-dur: IIc. Tempo III. 1:58
10 Symphonie No. 9 D-dur: IId. Tempo II. 3:32
11 Symphonie No. 9 D-dur: IIe. Tempo I. 1:22
12 Symphonie No. 9 D-dur: IIf. Tempo II. 1:44
13 Symphonie No. 9 D-dur: IIg. Tempo I. subito 3:21
14 Symphonie No. 9 D-dur: IIIa. Rondo-Burleske: Allegro assai. Sehr trotzig 1:44
15 Symphonie No. 9 D-dur: IIIb. Rondo-Burleske: L’istesso tempo 1:06
16 Symphonie No. 9 D-dur: IIIc. Rondo-Burleske: Sempre l’istesso tempo 1:17
17 Symphonie No. 9 D-dur: IIId. Rondo-Burleske: L’istesso tempo 1:21
18 Symphonie No. 9 D-dur: IIIe. Rondo-Burleske 2:26
19 Symphonie No. 9 D-dur: IIIf. Rondo-Burleske: (Klarinetteneinsatz) 1:37
20 Symphonie No. 9 D-dur: IIIg. Rondo-Burleske: Tempo I. subito 1:29
21 Symphonie No. 9 D-dur: IIIh. Rondo-Burleske: Più stretto 0:49
Total time 59:06

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CD 12: Symphonie No. 9 / Symphonie No. 8, Erster teil
1 Symphonie No. 9 D-dur: IVa. Sehr langsam und noch zurückhaltend 5:04
2 Symphonie No. 9 D-dur: IVb. Plötzlich wieder sehr langsam (wie zu Anfang) 2:34
3 Symphonie No. 9 D-dur: IVc. Molto adagio subito 2:33
4 Symphonie No. 9 D-dur: IVd. A tempo (Molto adagio) 4:09
5 Symphonie No. 9 D-dur: IVe. Stets sehr gehalten 1:46
6 Symphonie No. 9 D-dur: IVf. Fließender, doch durchaus nicht eilend 2:08
7 Symphonie No. 9 D-dur: IVg. Tempo I. Molto adagio 5:57
8 Symphonie No. 9 D-dur: IVh. Adagissimo 5:35
9 Symphonie No. 8 eis-moll: Erster teil: Hymus “Veni, creator spiritus”: Ia. Allegro impetuoso “Veni, creator spiritus” 1:27
10 Symphonie No. 8 eis-moll: Erster teil: Hymus “Veni, creator spiritus”: Ib. A tempo. Etwas (abet unmerklich) gemäßigter; immer sehr fließend “Imple superna gratia” 3:16
11 Symphonie No. 8 eis-moll: Erster teil: Hymus “Veni, creator spiritus”: Ic. Tempo I. (Allegro impetuoso) “Infirma nostri corporis” 2:45
12 Symphonie No. 8 eis-moll: Erster teil: Hymus “Veni, creator spiritus”: Id. Tempo I. (Allegro, etwas hastig) 1:08
13 Symphonie No. 8 eis-moll: Erster teil: Hymus “Veni, creator spiritus”: Ie. Sehr fließend – Noch einmal so langsam als vorher. Nicht schleppend “Infirma nostra corporis” 3:21
14 Symphonie No. 8 eis-moll: Erster teil: Hymus “Veni, creator spiritus”: If. Plötzlich sehr breit und leidenschaftlichen Ausdrucks – Mit plötzlichem Aufschwung “Accende lumen sensibus” 4:23
15 Symphonie No. 8 eis-moll: Erster teil: Hymus “Veni, creator spiritus”: Ig. “Veni creator spiritus” 4:28
16 Symphonie No. 8 eis-moll: Erster teil: Hymus “Veni, creator spiritus”: Ih. A tempo “Gloria sit Patri Domino” 3:18
Total time 53:52

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CD 13: Symphonie No. 8, Zweiter teil
1 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIa. Poco adagio 6:23
2 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIb. Più mosso. (Allegro moderato) 3:05
3 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIc. Wieder langsam. Chor und Echo: “Waldung, sie schwankt heran” 4:32
4 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IId. Moderato. “Ewiger Wonnebrand” 1:36
5 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIe. Allegro – (Allegro appassionato) “Wie Felsenabgrund mir zu Füßen” 4:30
6 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIf. Allegro deciso. (Im Anfang noch nicht eilen) – “Gerettet ist das edle Glied” – “Hände verschlinget euch” 1:06
7 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIg. Molto leggiero “Jene Rosen aus den Händen” 1:50
8 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIh. Schon etwas langsamer und immer noch mäßiger “Uns bleibt ein Erdenrest” 2:23
9 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIi. Im Anfang (die ersten vier Takte) noch etwas gehalten: “Ich spür’ soeben, nebelnd um Felsenhöh'” “Freudig empfangen wir” 1:22
10 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIj. Sempre l’istesso tempo. “Höchste Herrscherin der Welt” 4:24
11 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIk. Äußerst langsam. Adagissimo. “Dir, der Unberührbaren” “Du schwebst zu Höhen er ewigen Reiche” 3:56
12 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIl. Fließend “Bei der Liebe, die den Füßen” “Bei dem Bronn, zu dem schon weiland” ” Bei dem hochgeweihten Orte” 4:51
13 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIm. Una poenitentium: “Neige, du Ohnegleichte” 1:18
14 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIn. Unmerklich frischer: “Er überwächst uns schon” “Vom edlen Geisterchor umgebren” 3:52
15 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIo. Mater gloriosa: “Komm! hebe dich zu hähern Sphären” “Blicket auf zum Retterblick alle reuig Zarten” 7:24
16 Symphonie No. 8 eis-moll: Zweiter teil: Schlußszene aus Goethes “Faust II”: IIp. Sehr langsam beginnend “Alles Vergängliche ist nur ein Gleichnis” 6:24
Total time 58:56

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Em chamas -- Leonard Bernstein dirigiendo 'Resurrección', de Mahler, interpretada por la Boston Symphony en Tanglewood (Massachusetts) en 1970. / FOTO: BETTMANN / CORBIS
Em chamas — Leonard Bernstein dirigiendo ‘Resurrección’, de Mahler, interpretada por la Boston Symphony en Tanglewood (Massachusetts) en 1970. / FOTO: BETTMANN / CORBIS

PQP

100 anos de Leonard Bernstein — Leonard Bernstein (1918-1990): Missa (Uma peça de teatro para cantores, músicos e dançarinos)

100 anos de Leonard Bernstein — Leonard Bernstein (1918-1990): Missa (Uma peça de teatro para cantores, músicos e dançarinos)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Leonard Bernstein (Lawrence, 25 de agosto de 1918 – Nova Iorque, 14 de outubro de 1990). Aqui, todas as postagens desta série.

Eu poderia escrever 10 páginas sobre a deslumbrante Missa de Bernstein, mas vou tratar de resumir, até porque tempo é tudo o que não há em minha vida atualmente. A Missa foi uma encomenda da família Kennedy para ser apresentada na inauguração do John F. Kennedy Center de Washington, em 1971. Encomendaram qualquer peça; não estava previsto se seria uma Sonata para Piano ou uma peça gigantesca que envolvesse orquestra, cantores e dançarinos… O tema também era livre. E Bernstein utilizou a liberdade que lhe foi dada… Quando soube-se que o compositor estava escrevendo uma Missa sobre textos da Missa católica, houve grande alegria por parte dos organizadores do evento, pois John Kennedy foi o primeiro presidente católico dos EUA e Bernstein fora sensível ao fato.

Mal sabiam eles que no que estavam se metendo. Bernstein fez ressucitar um certo trope, que seriam inserções ou comentários à missa que entravam a qualquer momento. Isto existe desde a Idade Média e são peças vocais que servem para explicar o latinório da Missa. Só que estávamos em 1971, eram tempos muito controversos e Lenny mostrou-se um perfeito ateu ao tecer comentários demolidores em seus tropes que misturam blues, rock e marchas militares. Alguns versos:

I believe in God,
But does God believe in me?
I’ll believe in any god
If any god there be.

I believe in one God,
But then I believe in three.
I’ll believe in twenty gods
If they`ll believe in me.

What I need I don’t have
What I have I don’t own
What I own I don’t want
What I want, Lord, I don’t know.

What I say I don’t feel
What I feel I don’t show
What I show isn’t real
What is real, Lord-I don’t know,
No, no, no-I don’t know.

O texto da Missa é do próprio Bernstein e de Stephen Schwarz. O trope Half of the People foi escrito por Paul Simon. Ao final da primeira apresentação, a plateia permaneceu três minutos em silêncio — uma eternidade certamente causada pelo pasmo frente a notável provocação de Lenny –, mas depois prorrompeu em aplausos de quase trinta minutos.

Ah, como não faz sentido ouvir sem saber o que está sendo cantado, coloco abaixo a letra completa da Missa.

Mais: esta versão de Alsop com a Orquestra de Baltimore dá de dez a zero na concorrência. Esqueçam Nagano e outros.

Leonard Bernstein – Mass (Missa — Uma peça de teatro para cantores, músicos e dançarinos)

Disc 1

1. Mass: Devotions before Mass: Antiphon: Kyrie eleison (High Soprano, Bass, Soprano 2, Alto, Tenor, Baritone)
2. Mass: Devotions before Mass: Hymn and Psalm, “A Simple Song” (Celebrant)
3. Mass: Devotions before Mass: Responsory, “Alleluia” (Soprano 1, Soprano 2, Alto, Tenor, Baritone, Bass)
4. Mass: First Introit: Prefatory Prayers (Street Chorus, Soprano 1, Soprano 2, Soprano, Celebrant, Boy Soprano, Boys’ Choir)
5. Mass: First Introit: Thrice-Triple Canon: Dominus vobiscum (Celebrant, Boys’ Choir, Street Chorus)
6. Mass: Second Introit: In nomine Patris (Boys’ Choir, Chorus, Celebrant)
7. Mass: Second Introit: Prayer for the Congregation, “Almighty Father” (Chorus)
8. Mass: Second Introit: Epiphany (Celebrant)
9. Mass: Confession: Confiteor (Chorus)
10. Mass: Confession: Trope, “I Don’t Know” (First Rock Singer and Descant, Second Rock Singer, Male Street Chorus)
11. Mass: Confession: Trope, “Easy” (First Blues Singer, Second Rock Singer, Second Blues Singer, Third Rock Singer, Third Blues Singer, First Rock Singer and Descant, Celebrant, Chorus)
12. Mass: Meditation No. 1
13. Mass: Gloria: Gloria tibi (Celebrant, Boys’ Choir)
14. Mass: Gloria: Gloria in Excelsis (Chorus)
15. Mass: Gloria: Trope, “Half of the People” (Street Chorus, Chorus)
16. Mass: Gloria: Trope, “Thank You” (Soprano, Street Chorus)
17. Mass: Meditation No. 2
18. Mass: Epistle: “The Word of the Lord” (Celebrant, A Young Man, Another Young Man, Street Chorus, An Older Man, A Young Woman)
19. Mass: Gospel-Sermon: “God Said” (Preacher, Street Chorus, 5 Solo Voices)
20. Mass: Credo: Credo in unum Deum (Celebrant, Chorus)
21. Mass: Credo: Trope: “Non Credo” (Street Chorus Male Group, Baritone) – “Crucifixus” (Chorus)
22. Mass: Credo: Trope, “Hurry” (Mezzo-soprano) – Sedet ad dexteram Patris (Chorus)
23. Mass: Credo: Trope, “World without End” (Street Chorus, Mezzo-soprano) – Et in Spiritum Sanctum (Chorus, 3 Solo Voices)
24. Mass: Credo: Trope, “I Believe in God” (3 Solo Voices, Street Chorus, Rock Singer, Chorus)
25. Mass: Meditation No. 3 (De profundis, Part 1) (Chorus, Celebrant)
26. Mass: Offertory (De profundis, Part 2) (Boys’ Choir, Chorus)

Disc 2

1. Mass: The Lord’s Prayer: Our Father ? (Celebrant)
2. Mass: The Lord’s Prayer: Trope, “I Go On” (Celebrant)
3. Mass: Sanctus (Celebrant, Boys’ Choir, Chorus, Counter-tenors, Street Chorus)
4. Mass: Agnus Dei (Soloists of Street Chorus, Street Chorus, Celebrant, Chorus)
5. Mass: Fraction: “Things Get Broken” (Celebrant)
6. Mass: Pax: Communion, “Secret Songs” (Boy Soprano, Bass, Soprano 1, Soprano 2, Tenor 1, Tenor 2, Street Chorus, Celebrant, Chorus)

Sykes
Wulfman
Morgan State University Choir
Peabody Children’s Chorus
Baltimore Symphony
Marin Alsop

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Letra completa:

 

Text from the Liturgy of the Roman Mass
Additional Texts by
Stephen Schwartz and Leonard Bernstein

I. DEVOTIONS BEFORE THE MASS

1. Antiphon: Kyrie eleison

Soprano
Kyrie eleison!
Lord, have mercy!

Bass
Kyrie eleison!
Lord, have mercy!

Soprano and Alto
Christe eleison!
Christ, have mercy!

Tenor and Baritone
Christe eleison!
Christ, have mercy!

2. Hymn and Psalm: “A Simple Song”

Celebrant
Sing God a simple song
Lauda, Laude…
Make it up as you go along
Laude, Laude…
Sing like you like to sing
God loves all simple things
For God is the simplest of all.

I will sing the Lord a new song
To praise Him, to bless Him, to bless the Lord.
I will sing His praises while I live
All of days.

Blessed is the man who loves the Lord,
Blessed is the man who praises Him.
Lauda, Lauda, Laude…
And walks in His ways.

I will life up my eyes
To the hills from whence comes my help.
I will lift up my voice to the Lord
Singing Lauda, Laude.

For the Lord is my shade,
Is the shade upon my right hand
And the sun shall not smite me by day
Nor the moon by night…
Blessed is the man who loves the Lord –

Lauda, Lauda, Laude –
And walks in His ways.

Lauda, Lauda, Laude
Lauda, Lauda di da di day…
All of my days.

3. Responsory: Alleluia

Six Solo Voices
Du bing, du bang, du bong, etc.

Alleluia!
Alleluia! etc.

II. FIRST INTROIT (Rondo)

1. Prefatory Prayers

Street Chorus
Kyrie eleison!
Christe eleison!
Lord have mercy!
Christ have mercy!

Gloria Patri et Filio,
Et Spiritui Sancto!
Glory be to the Father, and to
the Son, and to the Holy Spirit!

Sicut erat in principio
Et nunc et semper,
Et in saecula saeculorum. Amen
As it was in the beginning,
Is now and ever shall be,
World without end. Amen.

Basses
Introibo ad altare Dei.
I will go up to the alter of God.

Tutti
Ad Deum qui laetificat
juventutem meam.
To God, who gives joy to my youth.

Women
Asperges me, Domine,
Hyssopo, et mundabor.
Thou shalt sprinkle me with hyssop,
O Lord, and I shall be cleansed.

Two Sopranos
Emitte lucem tuam,
Et veritatem tuam.
Send forth Thy light,
and Thy truth.

Altos
Ostende nobis, Domine
Show us, Lord

Basses
Domine!
Lord!

Altos
Ostende nobis
Misericordiam tuam.
Show us
Thy mercy.

Soprano
Vidi aquam egredientem
De templo latere dextro
Et omnes ad quos pervenit
Aqua ista salvi facti sunt,
Et dicent:
I saw the water issuing from
the right side of the temple
And all those to whom it comes
Are saved by that very water
And say:

Tutti
Alleluia, alleleluiaia! etc.
Alleluia, alleleluiaia! etc.

Boys’ Choir
Kyrie eleison!
Lord, have mercy!

Chorus
Christe eleison!
Christ, have mercy!

Boy (solo)
Here I go up to the altar of God.
In I go, up I go
To God who made me young
To God who made me happy
To God who makes me happy to be young.

Street Chorus and Boys’ Choir
Alleluia!

2. Thrice-Triple Canon: Dominus vobiscum

Celebrant
Dominus vobiscum.
The Lord be with you.

Boys’ Choir
Et cum spiritu tuo.
And with thy spirit.

All
Dominus vobiscum.
Et cum spiritu tuo.
The Lord be with you.
And with thy spirit.

III. SECOND INTROIT

1. In nomine Patris

Celebrant
In the name of the Father, and of
the Son, and of the Holy Spirit

Tape
In nomine Patris, et Filii, et
Spiritus Sancti, Amen.

Celebrant
Let us rise and pray.

Celebrant
Let us rise and pray.

Celebrant
Almighty Father, bless this house. And bless and protect all who are assembled in it.

2. Prayer for the Congregation (Chorale: “Almighty Father”)

Choir
Almighty Father, incline Thine ear:
Bless us and all those who have gathered here
Thine angel send us
Who shall defend us all
And fill with grace
All who dwell in this place.
Amen.

3. Epiphany

IV. CONFESSION

Celebrant
I confess to Almighty God, to blessed Mary ever Virgin,
to blessed Michael the archangel, to blessed
John the Baptist, to the holy apostles, Peter and Paul…

1. Confiteor

Confiteor Deo omnipotenti,
Beatae Mariae, semper Virgini,
Beato Michaeli archangelo,
Beato Joanni Baptistae,
Sanctis Apostolis Petro
et Paulo,
Omnibus sanctis,
Et vobis, fratres:
Quia peccavi nimis cogitatione,
verbo et opere:
Mea culpa, mea culpa,
mea maxima culpa.
Ideo precor beatam Mariam
semper Virginem,
Beatum Michaelem Archangelum,
beatum Joannem Baptistam,
Sanctos Apostolos Petrum
et Paulum,
Omnes sanctos, et vos, fratres,
Orare pro me
Ad Dominum Deum nostrum.
I confess Almighty God,
To blessed Mary ever Virgin,
To blessed Michael the archangel,
To blessed John the Baptist,
To the holy apostles Peter
and Paul,
To all the saints,
And to you, brothers:
That I have sinned exceedingly in
Thought, word and deed:
Through my fault, through
my own most grievous fault.
Therefore I beseech the Blessed
Mary ever Virgin,
Blessed Michael the archangel,
Blessed John the Baptist,
The holy apostles Peter
and Paul,
All the saints, and you, brothers,
To pray for me
To the Lord our God.

2. Trope: “I Don’t Know”

Male Street Chorus
Confiteor, Confiteor…

First Rock Singer
Lord, I could go confess
Good and loud, nice and slow
Get this load off my chest
Yes, but why, Lord-I don’t know.

I don’t know why every time
I find a new love I wound up destroying it.
I don’t know why I’m
So crazy-minded, I keep on kind of enjoying it-
Why I drift off to sleep
With pledges of deep resolve again,
Then along comes the day
And suddenly they dissolve again-
I don’t know…

(with Descant)

What I say I don’t feel
What I feel I don’t show
What I show isn’t real
What is real, Lord-I don’t know,
No, no, no-I don’t know.

3. Trope: “Easy”

First Blues Singer
Well, I went to the holy man and I confessed…
Look, I can beat my breast
With the best.
And I’ll say almost anything that gets me blessed
Upon request…

It’s easy to shake the blame for any crime
By trotting out that ‘mea culpa’ pantomime:
‘Yes, yes, I’m sad, I sinned, I’m bad.’
Then go out and do it one more time.

Second Rock Singer
I don’t know where to start
There’s so much I could show
If I opened my heart
But how far, Lord, but how far can I go?
I don’t know.

Second Blues Singer
If you asked me to join you in some real good vice
Now that might be nice
Once or twice
But don’t look for sacraments or sacrifice
They’re not worth the price

It’s easy to have yourself a fine affair
Your body’s always ready, but your soul’s not there
Don’t count on trust
Come love, come lust,
It’s so easy when you just don’t care.

Third Rock Singer
What I need I don’t have
What I have I don’t own
What I own I don’t want
What I want Lord, I don’t know.

Third Blues Singer
If you ask me to sing you verse that’s versatile
I’ll be glad to beguile you
For a while
But don’t look for content beneath the style
Sit back and smile

It’s easy for you to dig my jim-jam jive,
And, baby, please observe how neatly I survive.
And what could give
More positive
Plain proof that living is easy when you’re half alive.

All Three Rock Singers
Lord, I could go confess…

All Three Blues Singers
Easy…

All Three Rock Singers
Good and loud, nice and slow…

All Three Blues Singers
Easy…

Choir
Beatam Mariam semper Virginem (Ideo precor)
Beatum Michaelem Archangleum, beatum Joannem Baptistam,
Sanctos Apostolos Petrum et Paulum,
Omnes sanctos, et vos, fratres,
Orate pro me
Ad Dominum Deum nostrum.

All Six Soloists
What I say I don’t feel
What I feel I don’t show
What I show isn’t real
What is real, Lord-I don’t know,
No, no, no-I don’t know.

First Rock Singer
Come on, Lord, if you’re so great
Show me how, where to go
Show me now-I can’t wait
Maybe it’s too late,
Lord,
I don’t know…

First Blues Singer
Confiteor….

Celebrant (speaking)
God forgive you.

All (speaking)
God forgive us all.

Celebrant
The Lord be with you.

All
And with your spirit.

Celebrant
Let us pray.

V. MEDITATION NO. 1

VI. GLORIA

1. Gloria tibi

Celebrant
Gloria tibi, Gloria tibi,
Gloria!
Glory to You, Glory to You
Glory!

Boys’ Choir
Gloria tibi, Gloria tibi,
Gloria!
Glory to You, Glory to You
Glory!

Celebrant and Boys’ Choir
Gloria Patri,
Gloria Filio,
Et Spiritui Sancto.
Laudamus te,
Adoramus te,
Glorificamus te,
Benedicimus te.
Glory to the Father,
Glory to the Son,
And the Holy Spirit.
We praise You,
We adore You,
We glorify You,
We bless You.

Gloria Patri
Gloria Filio
Et Spiritui Sancto.
Gloria!
Glory to the Father,
Glory to the Son,
And the Holy Spirit.
Glory

Celebrant
Glory to God in the Highest and Peace on Earth to Men of Good Will!

2. Gloria in excelsis

Choir
Gloria in excelsis Deo,
et in terra pax hominibus
bonae voluntatis.
Laudamus te,
Adoramus te,
Benedicimus te.
Glorificamus te.
Gratias agimus tibi propter
magnam gloriam tuam:
Domine Deus, Rex caelestis.
Deus Pater omnipotens.
Domine Fili unigenite,
Jesu Christe;
Domine Deus, Agnus Dei,
Filius Patris;
Qui tollis peccata
mundi,
miserere nobis;
suscipe deprecationem nostram;
Qui sedes ad dexteram Patris,
miserere nobis.
Quoniam tu solis Sanctus,
Tu solus Dominus,
Tu solus Altissimus:
Jesu Christe,
Cum Sancto Spiritu: in gloria
Dei Patris, Amen.
Glory to God in the highest
And on earth peace to men of
good will.
We praise Thee,
We adore Thee,
We bless Thee,
We glorify Thee.
We give Thee thanks for Thy
great Glory:
Lord God, heavenly King,
God the Almighty Father.
Lord Jesus Christ, only-begotten
Son;
Lord God, Lamb of God, Son of
the Father:
Who takest away the sins of the
world,
have mercy upon us;
Receive our prayer;
Thou who sittest at the right hand
of the Father, have mercy upon us.
For Thou alone art the Holy One,
Thou alone art Lord,
Thou, Jesus Christ, alone art the
Most High,
With the Holy Spirit, in the glory
of God the Father. Amen.

3. Trope: “Half of the People”

Street Chorus and Band
Amen!
*Half of the people are stoned
And the other half are waiting for the next election.
Half the people are drowned
and the other half are swimming in the wrong direction.

* this quatrain was a Christmas present from Paul Simon. Gratias, L.B.

They call it Glorious Living
They call it Glorious Living
And baby where does that leave you,
You and your kind-

Choir
…miserere nobis, suscipe
deprecationem nostram…

Street Chorus and Band
—you and your youth and your mind?
Nowhere, Nowhere, Nowhere.

Half of the people are stoned
And the other half are waiting for the next election-

4. Trope: “Thank You.”

Soprano Solo
There once were days so bright
And nights when every cricket call seemed right
And I sang Gloria
Then I sang Gratias Deo
I knew a glorious feeling
of thank you and…
Thank you…

The bend of a willow
A friend and a pillow
A lover whose eyes
Could mirror my cries of Gloria…

And now, it’s strange
Somehow, though nothing much has really changed
I miss the Gloria
I don’t sing Gratias Deo
I can’t say quite when it happened
But gone is the…
…thank you…

Street Chorus
Half the people are drowned, and the other half
Are swimming in the wrong direction.

Celebrant
Let us pray.

VII. MEDITATION NO. 2 (orchestra)

VIII. EPISTLE: “The Word of the Lord”

Celebrant
Brothers: This is the gospel I preach; and in its service I have suffered hardships like a criminal; yea, even unto imprisonment; but there is no imprisoning the Word of God…

A Young Man
Dearly Beloved: Do not be surprised if the world hates you. We who love our brothers have crossed over to life, but they who do not love, abide in death. Everyone who hates his brother is a murderer.

Another Young Man
Dear Mom and Dad… Do not feel badly or worry about me. Nothing will make me change. Try to understand: I am now a man.

Celebrant
You can lock up the bold men
Go and lock up your bold men
And hold men in tow,
You can stifle all adventure
For a century or so.
Smother hope before it’s risen
Watch it wizen like a gourd,
But you cannot imprison
The Word of the Lord.

Celebrant and Chorus
No, you cannot imprison
The Word of the Lord.

Celebrant
For the Word
For the Word was at the birth of the beginning
It made the heavens and the earth and set them spinning,
And for several million years
It’s withstood all our forums and fine ideas.
It’s been rough
It’s been rough but it appears to be winning!

There are people who doubt it
There are people who doubt it and shout it out loud,
Oh, they bellow and they bluster ‘til they muster up a crowd.
They can fashion a rebuttal that’s as subtle as a sword,
But they’re never gonna scuttle the Word of the Lord.

Celebrant and Chorus
No, they’re never gonna scuttle the Word of the Lord!

An Older Man
Dear Brothers: …I think that God has made us apostles the most abject of mankind. We hunger and thirst, we are naked, we are roughly handled, and we have no fixed abode…They curse us and we bless. They persecute us and we suffer it…They treat us as the scum of the earth, the dregs of humanity, to this very day.

A Young Girl
Dear Folks: Jim looked very well on my first visit. With his head clean-shaven, he looked about 19 years old. He says the prison food is very good. For the first few days he’s not allowed any books except his Bible. When I hugged him he smelled so good, a smell of clean plain soap; like a child when you put him to bed.

Celebrant
All you big men of merit,
all you big men of merit
who ferret out flaws,
you rely on our compliance
with your science and your laws.

Find a freedom to demolish
while you polish some award,
but you cannot abolish the Word of the Lord.

Celebrant and Chorus
No, you cannot abolish
the Word of the Lord.

Celebrant
For the Word,
for the Word created mud and got it going
It filled our empty brains with blood and set it flowing
And for thousands of regimes
It’s endured all our follies and fancy schemes.
It’s been tough,
It’s been tough, and yet it seems to be growing!

O you people of power,
O you people of power, your hour is now.
You may plan to rule forever, but you never do somehow.

So we wait in silent treason until reason is restored
and we wait for the season of the Word of the Lord.
We await the season of the Word of the Lord.
We wait…we wait for the Word of the Lord…

IX. GOSPEL-SERMON: “God Said”

Preacher
God said: Let there be light.
And there was light.

Chorus
God said: Let there be night.
And there was night.

Preacher
God said: Let there be day.
And there was day…

Chorus
…day to follow the night.

Preacher
And it was good, brother

All
And it was good, brother

Preacher
And it was good, brother

All
And it was goddam good.

Preacher
God said: Let there be storms
Storms to bring life…

Chorus
…life in all of its forms,
Forms such as herds…

Preacher
…herds and gaggles and swarms
Swarms that have names…

Chorus
…names and numbers and norms.

Preacher
And it was good, brother

All
And it was good, brother

Preacher
And it was good, brother

All
And it was goddam good!

Preacher
God said: Let there be gnats
Let there be sprats…

Chorus
…sprats to gobble the gnats
So that the sprats…

Preacher
…sprats may nourish the rats,
Making them fat…

Chorus
…fat, fine food for the cats.

Preacher
And they grew fat, brother

All
And the grew fat, brother

Preacher
All but the gnats, brother

All
They all grew fearful fat.

Preacher
And God saw it was good

Chorus
God made it be good

Preacher
Created it good

Chorus
Created the gnats…

Preacher
…gnats to nourish the sprats…

Chorus
…sprats to nurture the rats

Preacher
And all for us big fat cats.

All
Us cats!

Chorus
And it was good, and it was good,
And it was good, and it was good.

First Solo
God said it’s good to be poor,
Good men must not be secure;
So if we steal from you,
It’s just to help you stay pure.

All
And it was good!

Chorus
And it was good! (etc.)

Second Solo (antiphonally with Chorus)
God said take charge of my zoo
I made these creatures for you;
So he won’t mind if we
Wipe out a species or two.

All
And it was good!

Chorus
And it was good! (etc.)

Third Solo
God said to spread His commands
To folks in faraway lands;
They may not want us there,
But man it’s out of our hands.

All
And it was good!

Chorus
And it was good! (etc.)

Fourth Solo
God said that sex should repulse
Unless it leads to results;
And so we crowd the world
Full of consenting adults.

All
And it was good!

Chorus
And it was good! (etc.)

Fifth Solo
God said it’s good to be meek
And so we are once a week;
It may not mean a lot
But oh, it’s terribly chic.

All
And it was good!

Chorus
And it was good! (etc.)

Preacher
God made us the boss
God gave us the cross
We turned it into a sword
To spread the Word of the Lord
We use His holy decrees
To do whatever we please

Chorus
Yeah!

Preacher
And it was good!

Chorus
Yeah!

All
And it was good, Yeah!
And it was goddam good!

Preacher
God said: Let there be light.
And there was light.

Chorus
God said: Let there be night.
And there was night.

Preacher
God said: Let there be day.
And there was day…

Chorus
…day to follow the night.

Preacher
And it was good, brother!

Chorus
And it was good, brother!

Preacher
And it was good brother!

All
And it was…

X. CREDO

Celebrant
I believe in one God, the Father Almighty, maker of heaven and earth, and of all things visible and invisible. And in one Lord…(etc.)

1. Credo in unum Deum

Chorus and percussion on Quadraphonic tape
Credo in unum Deum,
Patrem omnipotentem,
Factorem caeli et terrae,
Visibilium omnium et
invisibilum.
Et in unum Dominum Jesum
Christum, Filium Dei unigenitum.
Et ex Patre natum ante omnia saecula.
Deum de Deo, lumen de lumine,
Deum verum de Deo vero.
Genitum, non factum,
consubstantialem Patri:
Per quem omnia
facta sunt.
Qui propter nos homines et
propter nostram salutem
descendit de caelis.
Et incarnatus est de Spiritu
Sancto
Ex Maria Virgine: et homo
factus est.
I believe in one God,
the Father Almighty,
Maker of heaven and earth,
And of all things visible
and invisible.
And in one Lord Jesus Christ, the
only-begotten Son of God.
Born of the Father before all
ages.
God of God, light of light,
true God of true God;
Begotten, not made, of one
essence with the Father:
Through whom all things were made.
Who for us men, and for our
salvation, came down from
heaven.
And was incarnate by the Holy
Spirit
Of the Virgin Mary: and was
made man.

2. Trope: Non Credo

First Solo
Et homo factus est
And was made man…

And you became a man
You, God, chose to become a man
To pay the earth a small social call
I tell you, sir, you never were
A man at all
Why?
You had the choice
when to live
When
To die
And then
Become a god again

Group
And was made man…

Solo
And then a plaster god like you
Has the gall to tell me what to do
To become a man
To show my respect on my knees
Go genuflect, but don’t expect guarantees
Oh
Just play it dumb
Play it blind
But when
I go
Then
Will I become a god again?

Group
Possibly yes, probably no…

Solo
Yes, probably no

Give me a choice
I never had a choice
Or I would have been a simple tree
A barnacle in a silent sea
Anything but what I must be
A man
A man
A man!

Group
Possibly yes, probably no…

Solo
You knew what you had to do
You knew why you had to die
You chose to die, and then revive again
You chose, you rose
Alive again
But I
I don’t know why
I should live
If only to die
Well, I’m not gonna buy it!

Group
Possibly yes, probably no…

Solo
I’ll never say credo.
How can anybody say credo?
I want to say cr…

Tape
Crucifixus etiam pro nobis
sub Pontio Pilato,
Passus, et sepultus est.
Et resurrexit tertia die,
secundum Scripturas.
Et ascendit in caelum:
Sedet ad dexteram Patris.
Et iterum venturus est
cum gloria
judicare vivos et mortuos.
He was also crucified for our sake
under Pontius Pilate,
suffered, and was buried.
And the third day He rose again
according to the Scriptures.
And He ascended into heaven:
And is seated at the right hand of
the Father. And He will come again
with glory
to judge the living and the dead.

3. Trope: “Hurry”

Second Solo
You said you’d come again
When?
When things got really rough
So you made us all suffer
While they got a bit rougher
Tougher and tougher
Well, things are tough enough.

So when’s your next appearance on the scene?
I’m ready
Hurry
Went to church for clearance and I’m clean
And steady
Hurry
While I’m waiting I can get my bags packed
Flags flown
Shoes blacked
Wings sewn
On…

Oh don’t you worry –
I could even learn to play the harp
You know it
Show it
Hurry
Hurry and come again.

Tape
Sedet ad dexteram
Patris.
Et iterum venturus est cum gloria
judicare vivos et mortuos:
Cujus regni non erit finis-
He is seated at the right hand of
the Father.
He will come again with glory
to judge the living and the dead:
Whose reign will be without end-

4. Trope: “World Without End”

Street Chorus
Non erit finis…
World without end…

Third Solo
Whispers of living, echoes of warning
Phantoms of laughter on the edges of morning
World without end spins endlessly on
Only the men who lived here are gone
Gone on a permanent vacation
Gone to await the next creation

World without end at the end of the world
Lord, don’t you know it’s the end of the world?
Lord, don’t you care if it all ends today?
Sometimes I’d swear that you planned it this way…

Dark are the cities, dead is the ocean
Silent and sickly are the remnants of motion
World without end turns mindlessly round
Never a sentry, never a sound
No one to prophesy disaster
No one to help it happen faster
No one to expedite the fall
On one to soil the breeze
No one to oil the seas
No one to anything
No one to anything
No one to anything at all…

Tape
Et in spiritum Sanctum, Dominum
et vivificantem:
Qui ex Patre Filio que
procedit.
Qui cum Patre, et Filio simul
adoratur, et conglorificatur:
Qui locutus est per Prophetas.
Et unam sanctam catholicam et
apostolicam Ecclesiam.
Confiteor unum baptisma in
remissionem peccatorum.
Et exspecto resurrectionem
mortuorum,
Et vitam venturi saeculi.
Amen.
I believe also in the Holy Spirit,
Lord and life-giver:
Who proceeds from the Father
and the Son.
Who together with the Father,
and the Son is adored, and glorified:
Who spoke through the prophets.
And I believe in one holy, catholic
and apostolic Church.
I acknowledge one baptism for
the remission of sins.
And I await the resurrection of
the dead,
And the life in the world to come.
Amen.

First Solo
You chose…You rose…
A man!…A man!…You chose!…You rose!

Second Solo
Hurry and come again…
Bags packed, wings sewn, Hurry!…Hurry!…

Third Solo
World without end, end of the world!
End of the world! Lord, don’t you care?
Lord, don’t you care?

5. Trope: “I Believe in God”

Fourth Solo
Amen! Amen! Amen!

Solo
I believe in God,
But does God believe in me?
I’ll believe in any god
If any god there be.
That’s a pact. Shake on that. No taking back.

I believe in one God,
But then I believe in three.
I’ll believe in twenty gods
If they’ll believe in me.
That’s a pact. Shake on that. No taking back.

Who created my life?
Made it come to be?
Who accepts this awful
Responsibility?

Is there someone out there?
If there is, then who?

Are you listening to this song
I’m singing just for you?

I believe my singing.
Do you believe it too?
I believe each note I sing
But is it getting through?

I believe in F sharp.
I believe in G.
But does it mean a thing to you
Or should I change my key?

How do you like A-flat?
Do you believe in C? –

Choir
Crucifixus etiam pro nobis –

Solo
Do you believe in anything
That has to do with me?

Street Chorus
I believe in God,
But does God believe in me?
I’ll believe in thirty gods
If they’ll believe in me.
That’s a pact. Shake on that. No taking back.

Solo
I’ll believe in sugar and spice,
I’ll believe in everything nice;
I’ll believe in you and you and you
And who…
Who’ll believe in me?

Celebrant
Let us pray.
LET US PRAY!

XI. MEDITATION NO. 3 (De Profundis, part 1)

Choir
De profundis clamavi ad te,
Domine;
Domine, audi vocem meam!
Fiant aures tuae intentae
Ad vocem obsecrationis meae.
Si delictorum memoriam
servaveris,
Domine, Domine, quis sustinebit?
Sed penes te est peccatorum
venia,
Ut cum reverentia serviatur
tibi.
Spero in Dominum;
Sperat anima mea in verbum eius.
Spero! Sperat!
From the depths I cried to you,
O Lord;
Lord, hear my voice!
Let your ears attend
The voice of my supplication.
If you, O Lord, remember only
our iniquities,
Lord, Lord, who can survive it?
But in your hands is the forgiveness
of sins,
That you may be served in
reverence.
I trust in the Lord;
My soul trusts in His word.

Celebrant
Memento, Domine – Remember, O Lord, Thy servants and handmaids…[ad lib. names of cast members]…and all here present, whose faith is known to Thee, and for whom we offer up this sacrifice. We beseech Thee in the fellowship of communion, graciously to accept it and to grant peace to our days.

XII. OFFERTORY (De Profundis, part 2)

Boys’ Choir
Exspectat anima mea Dominum
Magis quam custodes
auroram
Exspectet Israel Dominum,
Quia penes Dominum
Misericordia et copiosa penes
eum redemptio:
Et ipse redimet Israel ex
omnibus iniquitatibus eius.
Gloria Patri.
My soul waits for the Lord
More than they who wait for the
morning-
Let Israel wait for the Lord,
For with the Lord is compassion
And with Him is plentiful
redemption:
And He will redeem Israel from all
its iniquities.
Glory to the Father.

XIII. THE LORD’S PRAYER

1. Our Father…

Celebrant
Our Father, who art in heaven
Hallowed by Thy name.
Thy kingdom come
Thy will be done, on earth as it is in heaven.
Give us this day our daily bread
And forgive us our trespasses
As we forgive those who trespass against us. And lead us not into temptation
But deliver us from evil. Amen.

2. Trope: “I Go On”

When the thunder rumbles
Now the Age of Gold is dead
And the dreams we’ve clung to dying to stay young
Have left us parched and old instead…
When my courage crumbles
When I feel confused and frail
When my spirit falters on decaying altars
And my illusions fail,

I go on right then.
I go on again.
I go on to say
I will celebrate another day…
I go on…

If tomorrow tumbles
And everything I love is gone
I will face regret
All my days, and yet
I will still go on… on…
Lauda, Lauda, Laude
Lauda, Laude di da di day…

XIV. SANCTUS

Celebrant
Holy!
Holy!
Holy is the Lord God of Hosts! Heaven and earth are full of Thy glory!

Boys’ Choir (calling from side to side)
Sanctus, Sanctus, Sanctus
Dominus Deus Sabaoth.
Holy, Holy, Holy
Lord God of Hosts.

Pleni sunt coeli et terra
Gloria tua.
Heaven and earth are full of
Thy glory.

Osanna, Osanna, Osanna!
Hosanna, Hosanna, Hosanna!

Boys’ Choir
Benedictus qui venit in
nomine Domini.
Blessed is he who comes in the
name of the Lord.

Osanna, Osanna, Osanna in
excelsis!
Osanna in excelsis!
Hosanna, Hosanna, Hosanna in
the highest!
Hosanna in the Highest!

Celebrant
Mi… Mi…
Mi alone is only mi.
But mi with sol
Me with soul
Mi sol
Means a song is beginning
Is beginning to grow
Take wing, and rise up singing
From me and my soul.
Kadosh! Kadosh! Kadosh!
Holy! Holy! Holy!

Choir
Kadosh, Kadosh, Kadosh
Adonai ts’va-ot
M’Lo chol ha-aretz k’vodo
Holy! Holy! Holy!
Lord God of Hosts.
All the heavens and earth are full
of His glory.

(With Street Chorus)
Singing: Holy, Holy, Holy
Lord God of Hosts.
All the heavens and earth
Are full of His glory.

Choir
Kadosh, Kadosh, Kadosh
Adonai ts’va-ot
M’Lo chol ha-aretz k’vodo
Baruch ha’ba
B’shem Adonai
B’shem Adonai!
Holy, Holy, Holy
Lord God of Hosts.
All the heavens and earth are full
of His glory.
Blessed is he who comes
In the name of the Lord
In the name of the Lord!

All Voices
Sanctus!
Sanctus!
Holy!
Holy!

XV. AGNUS DEI

Male Soloists
Agnus Dei,
Agnus Dei, qui tollis peccata
mundi,
Agnus Dei;
Agnus Dei, qui tollis peccata
mundi
Miserere, miserere nobis!
Miserere, miserere nobis!
Lamb of God,
Lamb of God, who takest
away the sins of the world
Lamb of God;
Lamb of God, who takest
away the sins of the world
Have mercy, have mercy on us!
Have mercy, have mercy on us!

Male and Female Soloists
Agnus Dei,
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi,
Agnus Dei;
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi
Miserere, Miserere nobis!
Miserere, Miserere nobis!

All Soloists and Street Chorus
Agnus Dei,
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi;
Dona nobis pacem!
Dona nobis pacem!
Pacem! Pacem!
Give us peace!
Give us peace!
Peace! Peace!

Celebrant (speaking)
Hoc est enim corpus meum!
This is my Body!

Chorus (Men)
Dona…nobis…pacem…

Celebrant (grasping the Chalice)
Hic est enim Calix Sanguinis Mei!
This is the Chalice of My Blood!

Chorus
Dona… nobis… pacem…

Celebrant
Hostiam puram
Pure offering!

Chorus (Women)
Dona nobis pacem-

Celebrant
Hostiam sanctam…
Holy offering…

Chorus (Women)
Dona nobis pacem –

Celebrant
Hostiam immaculatam…
Immaculate offering…

Chorus (Men)
Dona nobis pacem –

Chorus (Women)
Pacem –

Full Chorus
Pacem! Pacem!

Street Chorus plus Choir
Agnus Dei,
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi
Dona nobis pacem!
Dona nobis pacem!
Pacem! Pacem!

Celebrant
LET US PRAY!

Choir (Women)
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi

Choir (Men)
Miserere nobis.

Celebrant
Non sum dignus, Domine.
I am not worthy, Lord.

Choir (Women)
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi

Choir (Men)
Miserere nobis!

Celebrant
I am not worthy, Lord.

Choir (Women)
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi!

Choir (Men)
Dona nobis pacem!

Celebrant
Corpus!
Body!

Choir
Pacem!

Celebrant
Calix!
Chalice!

Choir
Pacem! Pacem!
Dona nobis pacem!

Celebrant
PANEM!
BREAD!

Choir
Dona pacem! Pacem!
Dona nobis pacem!

Choir (the music turning imperceptibly into Blues-stanzas)
Dona nobis, nobis pacem,
Pacem dona, dona nobis,
Nobis pacem, pacem dona
Dona nobis, nobis pacem,
Pacem dona, dona nobis…

Nobis pacem, pacem dona,
Dona nobis, nobis pacem,
Pacem dona, dona nobis,
Nobis pacem, pacem dona,
Dona nobis, nobis pacem.

Tenor Solo (gradually joined by five other male soloists)
We’re not down on our knees,
We’re not praying,
We’re not asking you please,
We’re just saying:
Give us peace now and peace to hold on to
And God give us some reason to want to
Dona nobis, Dona nobis,

Men (and a few Women)
You worked six days and rested on Sunday.
We can tear the whole mess down in one day.
Give us peace now and we don’t mean later.
Don’t forget you were once our creator!
Dona nobis, Dona nobis.

Men
We’ve got quarrels and qualms and such questions,
Give us answers, not psalms and suggestions.
Give us peace that we don’t keep on breaking,
Give us something or we’ll just start taking!
Dona nobis, Dona nobis.

All
We’re fed up with your heavenly silence,
And we only get action with violence,
So if we can’t have the world we desire,
Lord, we’ll have to set this one on fire!
Dona nobis, Dona nobis.

XVI. FRACTION: “Things Get Broken”

Celebrant
PA…CEM!
PA…CEM!!
PA…CEM!!!

Celebrant
Look…Isn’t that – odd…
Red wine – isn’t red – at all…
It’s sort of – brown…brown and blue…
I never noticed that.
What are you staring at?
Haven’t you ever seen an accident before?

Look…Isn’t that – odd…
Glass shines – brighter –
When it’s – broken…
I never noticed that.

How easily things get broken.
How easily things get broken.
Glass – and brown wine –
Thick – like blood…
Rich – like honey and blood…

Hey – don’t you find that funny?
I mean, it’s supposed to be blood…
I mean, it is blood…His…
It was…
How easily things get broken…

What are you staring at?
Haven’t you ever seen an accident before?

Come on, come on, admit it,
Confess it was fun –
Wasn’t it?
You know it was exciting
To see what I’ve done.

Come on, you know you loved it.
You’re dying for more.
Wasn’t it smashing
To see it all come crashing
Right down to the floor!

Right!
You were right, little brothers,
You were right all along.
Little brothers and sisters,
It was I who was wrong –
So earnest, so solemn,
As stiff as a column,

“Lauda, Lauda, Laude.”
Little brothers and sisters,
You were right all along!
It’s got to be exciting,
It’s got to be strong.

Come on! Come on and join me,
Come join in the fun:

Shatter and splatter
Pitcher and platter
What do we care?
We won’t be there!
What does it matter?
What does it…
…matter…

Our Father, who art in Heaven,
Haven’t you ever seen an accident before?

Listen…Isn’t that – odd…
We can – be – so still…
so still and – numb…
How easily things get quiet.

Quiet… God is very ill…
We must… all be very still…
His voice… has grown so small,
Almost… not there at all…
Don’t you cry…
Lullaby…
Sleep…
Sleep…

Shh…
Shh…
Pray, pray… you sons of men
Don’t let… him die again

Stay, oh stay…
Domine…
Stay…

Why are you waiting?
Just go on without me
Stop waiting
What is there about me
That you’ve been respecting
And what have you all been
Expecting to see?

Take a look, there is nothing
But me under this,
There is nothing you’ll miss!
Put it on, and you’ll see
Any one of you can be
Any one of me!

What?
Are you still waiting?
Still waiting for me,
Me alone,
To sing you into heaven?
Well, you’re on your own.

Come on, say it,
What has happened to
All of your vocal powers?
Sing it, pray it.
Where’s that mumbo and jumbo
I’ve heard for hours?

Praying and pouting,
Braying and shouting litanies,
Chanting epistles,
Bouncing your missals
On your knees…

Go on whining,
Pining, moaning, intoning,
Groaning obscenities!
Why have you stopped praying?
Stopped your Kyrieing?
Where is your crying and complaining?
Where is your lying and profaning?
Where is your agony?
Where is your malady?
Where is your parody
Of God – said –
Let there be and there was
God said:
Let there Beatam Mariam semper Virginem,
Beatam miss the Gloria,

I don’t sing Gratias
Agimus tibi propter magnam
Gloriam tu – am – en…
Amen. Amen.

I’m in a hurry –
And come again.
When?
You said you’d come…

Come love, come lust,
It’s so easy if you just
Don’t care-

Lord, don’t you care…

…if it all ends today…

…profundis clamavi
Clamavi ad te,
Domine, ad Dominum,
Ad Dom…

…A-donai – don’t know –
I don’t no – bis…
Miserere nobis…

Mi-se…mi…
Mi alone is only me…
But mi with so…
Me with s…mi…

Oh, I suddenly feel every step I’ve ever taken,
And my legs are lead
And I suddenly see every hand I’ve ever shaken,
And my arms are dead
I feel every psalm that I’ve ever sung
Turn to wormwood on my tongue.
And I wonder,
Oh, I wonder,
Was I ever really young?

It’s odd how all my body trembles,
Like all this mass
Of glass on the floor.
How fine it would be to rest my head,
And lay me down,
Down in the wine,
Which never was really red.
But sort of – brown…
And let not – another word –
Be spoken…

…Oh…

…How easily things get broken.

XVII. PAX: COMMUNION (“Secret Songs”)

Boy Soprano
Sing God a secret song
Lauda, Laude…
Lauda, Lauda, Laude.
Lauda, Lauda, Laudate.
Laude Deum,
Laudate Eum.
Praise, praise …
Praise God,
Praise Him.

Bass Solo
Lauda, Laude,
Lauda, Laude,
Laude Deum,
Laude Eum…

Bass Solo and Boy Soprano
Lauda, Lauda, Laudate…

First Couple
Lauda, Laude…

Lauda, Lauda, Lauda, Laude.
Lauda, Lauda, Laudate Deum.
Lauda, Lauda, Laudate Eum.
Laude Deum, Laudate Eum.

All
Pax tecum!
Peace be with you!

Boy Soprano and Celebrant
Lauda, etc.

All Voices, Including Stage Instrumentalists
Almighty Father, incline thine ear:
Bless us and all those who have gathered here –
thine angel send us –
Who shall defend us all;
And fill with grace
All who dwell in this place. Amen.

Voice On Tape
The Mass is ended; go in Peace.

Estreia da Missa de Leonard Bernstein no Carnegie Hall
Foto tirada quando da estreia da Missa de Leonard Bernstein no Carnegie Hall

CVL fez a postagem original
PQP é responsável pelo texto, colocação da letra da obra e pela repostagem

Johann David Heinichen (1683-1729): Dresden Concerti

Johann David Heinichen (1683-1729): Dresden Concerti

003c2457_mediumIM-PER-DÍ-VEL !!!

Johann David Heinichen foi um compositor barroco simplesmente espetacular. Ele trouxe a cara de Veneza para Dresden, mas antes temperou-o com cerveja alemã. Ficou ainda melhor do que o original. Claro que vocês sabem que, na virada do século XVII para o XVIII, Dresden era o lugar para um artista alemão estar. O mecenato, o dinheiro e o interesse pela cultura era tamanho que a cidade era chamada de Florença do Elba. É a melhor forma de fazer exibição de grana e poder, né?

Bem, mas, injustiça das injustiças, a música de Heinichen permaneceu na obscuridade por séculos. O compositor era advogado, mas largou tudo a acabou Kapellmeister… Ah, vocês duvidam que seja tão bom? Então ouçam este FANTÁSTICO álbum duplo da infelizmente extinta Musica Antiqua Köln sob a direção de seu fundador. Não é música rotineira, é algo de altíssimo nível. É inacreditável a forma como Heinichen varia a sonoridade de um grupo pequeno de instrumentistas. E a música é do caralho.

Johann David Heinichen (1683-1729): Dresden Concerti

CD1:

1 Concerto in F major Seibel 234; I. Vivace 2:32
2 II. Adagio 0:44
3 III. Un poco Allegro 2:23
4 IV. Allegro 2:58

5 Concerto in F major Seibel 235; I. Vivace 4:16
6 II. Andante 2:25
7 III. Presto 3:34
8 IV. Alla breve 3:31
9 V. Allegro 2:58

10 Concerto in G major Seibel 215; I. Andante e staccato 3:16
11 II. Vivace 3:07
12 III. Largo 2:12
13 IV. Allegro 3:34

14 Concerto in G major Seibel 214; I. Vivace 2:35
15 II. Largo 2:40
16 III. Allegro 3:29

17 Concerto in D major Seibel 226; I. Allegro molto 3:18
18 II. Adagio 2:48
19 III. Allegro 2:56

20 Concerto in G major Seibel 213; I. Allegro 2:39
21 II. Larghetto 3:05
22 III. Allegro 3:17
23 IV. Entree 1:35
24 V. Loure. Cantabile 1:43
25 VI. Tempo di Menuet – Air italienne 3:12

CD2:

1 Concerto in F major Seibel 233; I. Allegro 3:11
2 II. Andante piu tosto un poco Allegro 2:11
3 III. Presto 3:21

4 Concerto in C major Seibel 211; I. Allegro 2:16
5 II. Pastorell 2:33
6 III. Adagio 1:09
7 IV. Allegro assai 2:10

8 Concerto in F major Seibel 231; I. Vivace 2:20
9 II. Arioso 2:50
10 III. Allegro 1:51

11 Concerto in F major Seibel 232; I. Allegro 2:26
12 II. Andante 3:08
13 III. (Allegro) 2:25

14 Concerto in G major Seibel 217; I. Allegro 3:35
15 II. Largo e staccato 2:40
16 III. Grave 1:56
17 IV. Allegro 6:47

18 Concerto in G major Seibel 214 (Venezia 1715); I. Vivace 2:58
19 II. Andante e staccato 3:03
20 III. Vivace 3:35

21 Serenata di Moritzburg (F major) Seibel 204; – Allegr
o – Adagio – Allegro 3:08

22 Sonata in A major Seibel 208; I. Allegro 1:39
23 II. Adagio e staccato 0:46
24 III. Allegro 0:58

25 Concert Movement in C minor Seibel 240; – Vivace 3:04

Musica Antiqua Köln
Reinhard Goebel

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Natureza-morta com Violino e Bola de Vidro -- Pieter Claesz (1628)
Natureza-morta com Violino e Bola de Vidro — Pieter Claesz (1628)

PQP

Richard Strauss – Don Juan, Op.20, Death And Transfiguration Op.24 ,Salome, op. 54 Salome’s Dance of the Seven Veils, Concert Suite from Der Rosenkavalier – Maazel, NYPO

coverEm um programa dedicado a Richard Strauss, Lorin Maazel nos traz frente a New York Philharmonic uma interpretação segura, sem grandes arroubos, discreta mas honesta. Sempre gostei da presença deste ótimo maestro norte americano frente a orquestra. Tinha uma pose clássica, econômica de gestos, porém muito era expressivo. Procurem vídeos dele no Youtube para entenderem o que falo. Um simples sorriso para o instrumentista bastava para este entender que era o seu momento, ou com um arquejar de sobrancelhas ele indicava o momento exato dos tímpanos rufarem.
Gosto muito de Richard Strauss, já ouvi muito seus poemas sinfônicos, com diversos regentes e orquestras. Meu maestro favorito para estas obras sempre será Herbert von Karajan, o considero imbatível neste repertório. Mas claro que é questão de gosto, de escolhas, e temos os nossos motivos próprios para estas escolhas.

Espero que apreciem este CD, gravado ao vivo no próprio palco da New York Philharmonic.

01 Don Juan, Op.20
02 Death And Transfiguration Op.24 (Tod Und Verklarung)
03 Salome, op. 54 Salome’s Dance of the Seven Veils
04 Concert Suite from Der Rosenkavalier – Con moto agitato
05 Concert Suite from Der Rosenkavalier – Tempo di Valse, assai comodo da primo
06 Concert Suite from Der Rosenkavalier – Sempre più lento – Moderato molto sostenuto
07 Concert Suite from Der Rosenkavalier – Quick Waltz. Molto con moto

New York Philharmonic
Lorin Maazel – Conductor

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Double & Triple Concertos – Podger, Brecon Baroque

Scans 000

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Falar que Rachel Podger é uma das melhores intérpretes de Bach da atualidade é chover no molhado, por isso não farei nenhum comentário desses.

Apenas direi que poucas vezes ouvi um Bach mais coeso, coerente, compacto, e extremamente bem interpretado quanto nesse CD. Rachel Podger e o pequeno, porém eficientíssimo Brecon Baroque dão um show. Pra variar, mais um CD com o selo pequepiano de IM-PER-DÍ-VEL !!!

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Double & Triple Concertos – Podger, Brecon Baroque

01 – Concerto for Two Violins in D minor BWV1043 1. Vivace
02 – Concerto for Two Violins in D minor BWV1043 2. Largo ma non tanto
03 – Concerto for Two Violins in D minor BWV1043 3. Allegro
04 – Concerto for Harpsicord, Flute and Violin in A minor BWV1044 1. Allegro
05 – Concerto for Harpsicord, Flute and Violin in A minor BWV1044 2. Adagio, ma no
06 – Concerto for Harpsicord, Flute and Violin in A minor BWV1044 3. Alla Breve
07 – Concerto for Violin and Oboe in C minor BWV1060R 1. Allegro
08 – Concerto for Violin and Oboe in C minor BWV1060R 2. Adagio
09 – Concerto for Violin and Oboe in C minor BWV1060R 3. Allegro
10 – Concerto for Three Violins in D major BWV1064R 1. Allegro
11 – Concerto for Three Violins in D major BWV1064R 2. Adagio
12 – Concerto for Three Violins in D major BWV1064R 3. Allegro

Rachel Podger – Violin & Director
Brecon Baroque

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OUTRO LINK

FDP

.: interlúdio :. Keith Jarrett: Rio

71sYRxxxeYL._SX355_Recado de PQP Bach: o CD2 deste trabalho é das melhores coisas que Jarrett fez até hoje.

Keith Jarrett já esteve algumas vezes no Brasil. Mas foi em sua última apresentação no Rio de Janeiro, no Municipal, em 2011, que sua performance foi gravada. O texto abaixo foi retirado do site da própria gravadora, ECM, e simplifica a apresentação desse CD aqui no PQPBach:

A fascinating document of Keith Jarrett’s solo concert in Rio de Janeiro on April 9, 2011. The pianist pulls a broad range of material from the ether: thoughtful/reflective pieces, abstract sound-structures, pieces that fairly vibrate with energy. The double album climaxes with a marvellous sequence of encores. 40 years ago Keith Jarrett recorded his first ECM disc, the solo piano “Facing You”. He has refined his approach to solo music many times since then, always finding new things to play. So it is here, in this engaging solo recording from Brazil.”

Enfim, Keith Jarrett é um artista no sentido extremo e completo do termo, sempre irrequieto, mesmo aos setenta anos de idade. Ao assistirmos uma performance sua ao vivo a impressão que temos que ele está sempre desconfortável, tentando encontrar um melhor posicionamento na banqueta. Suas caretas e gemidos fazem parte da música. Qualquer barulho da platéia o incomoda, é necessário o silêncio completo. Só falta colocarem uma faixa dizendo: “Silêncio, gênio trabalhando”, pois o que estamos tendo a oportunidade de ouvir e presenciar naquele momento é único, nunca mais se repetirá.

Keith Jarrett: Rio

CD 1

01. Part I
02. Part II
03. Part III
04. Part IV
05. Part V
06. Part VI

CD 2

01. Part VII
02. Part VIII
03. Part IX
04. Part X
05. Part XI
06. Part XII
07. Part XIII
08. Part XIV

Keith Jarrett, piano

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Não podemos dizer que Jarrett tenha uma postura convencional quando toca.
Não podemos dizer que Jarrett tenha uma postura convencional quando toca.

FDP

Ingmar Bergman: Music from the Films (2018): J. S. Bach / Chopin / Mozart / D. Scarlatti / Schubert / Schumann

Ingmar Bergman: Music from the Films (2018): J. S. Bach / Chopin / Mozart / D. Scarlatti / Schubert / Schumann

7318599923772IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu não deixo por menos: Ingmar Bergman foi o maior artista do século XX. E este é um disco para se ouvir imaginando as cenas dos filmes ou meramente como uma seleção de trechos aleatórios, mas de extremo bom gosto. Claro que é um choque sair da lindíssima Sarabanda da Suíte Nº 5 (violoncelo solo), de Bach, para a quase histeria do Op. 12, Nº 2 de Schumann, mas enfim, fazer o quê? As outras “passagens” me pareceram menos contundentes.

Bergman amava a música. Ela sempre foi fundamental em seus filmes. Sempre houve referências a ela na obra deste artista total. Ele filmou A Flauta Mágica de Mozart, Sonata de Outono — sobre uma pianista — e Sarabanda. A música, a literatura, o teatro e o cinema sempre se confundiram na obra deste gênio. E é muito legal que o pianista Roland Pöntinen e turma tenham assumido este projeto no ano dos 100 anos de nascimento de Ingmar Bergman. As interpretações são absolutamente de primeira linha, fantásticas.

Ingmar Bergman: Music from the Films (2018)

1. Bach: Cello Suite No. 5 in C minor, BWV 1011 : IV. Sarabande (Cries and Whispers, Saraband) 03:54
2. Schumann: Fantasiestücke, op. 12 : No. 2. Aufschwung (Music in Darkness, Smiles of a Summer Night) 03:23
3. Chopin: Nocturne No. 7 in C-Sharp Minor, Op. 27 No. 1 : Nocturne No. 7 in C-Sharp Minor, Op. 27, No. 1 (Fanny and Alexander) 05:09
4. Chopin: 24 Preludes, Op. 28 : 24 Preludes, Op. 28: No. 24 in D Minor (Music in Darkness) 02:41
5. Bach: Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010 : IV. Sarabande (Autumn Sonata) 05:07
6. Mozart: Fantasia in C minor, K. 475 : (Face to Face) 12:33
7. Chopin: Mazurkas, Op. 17 : Mazurka No. 13 in A Minor, Op. 17, No. 4 (Cries and Whispers) 03:50
8. Schubert: Piano Sonata No. 21 in B-Flat Major, D. 960 : II. Andante sostenuto (In the Presence of a Clown) 09:43
9. Scarlatti: Keyboard Sonata in D Major, K.535/L.262/P.531 : (The Devil’s Eye) 03:18
10. Chopin: 24 Preludes, Op. 28 : No. 2 in A Minor (Autumn Sonata) 02:24
11. Scarlatti: Keyboard Sonata in E Major, K. 380/L.23/F.326 : (The Devil’s Eye) 04:25
12. Bach: Goldberg Variations, BWV 988 : Variatio 25. a 2 Clav. (The Silence) 06:47
13. Bach: Cello Suite No. 2 in D minor, BWV 1008 : IV. Sarabande (Through a Glass Darkly) 05:53
14. Schumann: Piano Quintet in E-Flat Major, Op. 44 : II. In modo d’una Marcia (Fanny and Alexander) 09:15

Personnel:
Roland Pöntinen, piano
Torleif Thedéen, cello
Stenhammar Quartet

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Ele
Ele

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Suítes para violoncelo solo, tocadas na viola da gamba – Paolo Pandolfo

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Suítes para violoncelo solo, tocadas na viola da gamba – Paolo Pandolfo

71ml9YsgedL._SL1071_IM-PER-DÍ-VEL !!!

Querido Vassily Genrikhovich, autor original deste post:

Estamos com muitas saudades de você. Muitas mesmo. Bem, se você não quiser voltar, ficaremos tristes, claro, mas ao menos você poderia nos enviar os arquivos de suas esplêndidas postagens, não? Como esta, por exemplo. Que coisa fantástica este CD! O que Pandolfo faz é inacreditável. Ouçam a Sarabanda da Suíte Nº 4 só para começar, apenas como exemplo. 

Ah, aviso aos visitantes que o arquivo com o livro do Pandolfo — link furadaço abaixo… –, só com nosso pranteado Vassily

Mas passemos a palavra ao fujão.

ATUALIZAÇÃO DE VASSILY EM 21/8/2018: estimado patrão, prometo voltar em muito breve. Por ora, deixo aqui o link que estava furadaço, mas agora está bem funcionante, para o livreto do Pandolfo.

.oOo.

Os cellomaníacos que nos acompanham certamente já empunharam seus tomates podres, indignados que estão com o fato de, nas quatro últimas semanas, a série dedicada às maravilhosas Suítes para violoncelo solo de J. S. Bach ter postado versões para contrabaixo, violoncello da spalla e violão, ao passo que seu queridinho espigonado permanece sumido desde a postagem da lancinante Sonata de Kodály.

Enquanto preparo a armadura para minha Tomatina particular, anuncio-lhes com prazer que o Sr. Cello voltará na semana que vem, pois cedeu com muito gosto seu lugar de toda sexta-feira para uma das mais lindas gravações jamais feitas dessas obras-primas: a do mago Paolo Pandolfo em sua viola da gamba.

Ei-los
Ei-los

Há uma longa discussão não só acerca da propriedade de tocar essas suítes na viola da gamba, como também sobre se o violoncelo foi um substituto à altura de sua antepassada menos robusta e ressonante. O próprio Pandolfo escreveu um delicioso diálogo fictício entre a gamba e o violoncelo sobre o assunto, cuja versão em inglês, no que não me é muito típico, eu também disponibilizei para baixar.

"Defesa da viola baixo contra as empreitadas do violino e as pretensões do violoncelo". Sim, a parada é séria, mesmo.
“Defesa da viola baixo contra as empreitadas do violino e as pretensões do violoncelo, pelo Sr. Hubert le Blanc – Doutor em Direito”.
Sim, a parada é séria, mesmo.

Deixemos o próprio Pandolfo contar-lhes os paranauês em minha macarrônica tradução do italiano:

“Parte-se do pressuposto de que a prática de transcrever música de um instrumento para outro tenha sido difundidíssima ao longo dos séculos, e que Bach foi frequentemente transcritor de si mesmo, transferindo composições próprias de um conjunto instrumental ao outro. Exemplo iluminante, para não irmos longe, é a própria Suíte no. 5, que existe integralmente em uma versão autógrafa para o alaúde.

Ainda que haja fatores de afinidade entre os instrumentos, para o complexo tema das diferenças e afinidades entre a viola da gamba e o violoncelo não bastaria certamente o pouco espaço concedido ao se prefaciar um CD, por ser longamente exaustivo: qualquer aceno neste sentido seria superficial e insuficiente. Basta dizer que eles são tão aparentemente afins quanto substancialmente diferentes, seja no plano organológico, seja naquele mais amplo e complexo do vocabulário musical que lhes é próprio.

É precisamente sobre este último campo que se desenvolve a justificativa mais forte acerca da elaboração das Seis Suítes para a viola. Tanto a própria forma da suíte quanto o tipo de escrita utilizado por Bach (com a contínua alternância entre monódia e polifonia) são indiscutivelmente elementos profundamente arraigados à viola da gamba e à sua história: mais ainda, pode-se afirmar que esses são elementos mais inerentes à primeira que ao segundo, cujo repertório tem nas Suítes de Bach talvez seu único exemplo num gênero do contrário intimamente entralaçado à história da viola da gamba da metade do século XVII às primeiras décadas do século XVIII.

No processo de elaboração, permiti que o instrumento sugerisse as soluções adequadas a cada momento. Busquei, pois, segui-lo e escutá-lo mais que conduzi-lo a rumos preestabelecidos. Isso determinou variações nada insignificantes, a primeira entre as quais aquela da tonalidade (das seis suítes, duas conservam a original), não obstante outras talvez menos óbvias, ainda que significativas. Assim, novas vozes parecem ornamentadas, ainda que não existissem, ou fossem tão só sugeridas; menos frequentemente, alguma voz desapareceu, para dar espaço à sugestão, à imaginação; em um caso, além de alterar a sonoridade da suíte, lancei mão do artifício da scordatura [alteração da afinação padrão]; para conservar o efeito de bordão, fui obrigado a fazer algumas vezes a transposição de uma oitava.

Em geral, deixei que ressonassem silenciosamente as inumeráveis suítes às quais a viola deu voz no longo curso de sua vida, ainda, e cada vez mais, capaz de falar uma língua antiga que se faz atual.

Paolo Pandolfo
Roma, 2001″

Pandolfo fala de sua viola como se fosse um ser vivo, e quem escutar essa extraordinária gravação não duvidará de que ela o é.

J. S. BACH – THE SIX SUITES
PAOLO PANDOLFO – VIOLA DA GAMBA

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Seis Suítes para violoncelo solo, transcritas para viola da gamba

DISCO 1

Suíte no. 1 em Sol maior, BWV 1007 (transposta para Dó maior)
01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuets I & II
06 – Gigue

Suíte no. 3 em Dó maior, BWV 1009 (transposta para Fá maior)
07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Bourrées I & II
12 – Gigue

Suíte no.5 em Dó menor, BWV 1011 (transposta para Ré menor)
13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavottes I & II
18 – Gigue

DISCO 2

Suíte no. 2 em Ré menor, BWV 1008
01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuets I & II
06 – Gigue

Suíte no. 4 em Mi bemol maior, BWV 1010 (transposta para Sol maior)
07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Bourrées I & II
12 – Gigue

Suíte no. 6 em Ré maior, BWV 1012
13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavottes I & II
18 – Gigue

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Paolo Pandolfo, viola da gamba e transcrições

BÔNUS: “Um Livro Antigo – Um Diálogo Imaginário entre um Cello e uma Viola”, por Paolo Pandolfo (em inglês)

Chovam, chovam, tomates!!!
Vassily in Paradisum

Vassily Genrikhovich

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Violin Sonatas – CD 3 de 4 – Anne-Sophie Mutter, Lambert Orkis

61op2-xWG-LPOSTAGEM ORIGINAL DE 2012. NOVOS LINKS !!! IMPERDÍVEL !!!

Faz muito calor, mas muito calor mesmo na minha cidade. A temperatura média tem sido de 30 graus, então não dá para imagina sair para fora do ar condicionado.
E nada melhor para aguentar esse calor do que Mozart. Duvido que algum de nossos leitores-ouvintes que tenham baixado esta coleção não estejam extremamente satisfeitos com a beleza das obras e com a impecável interpetração da dupla Mutter-Orkis. é de se ouvir de joelhos, como bem descreveu nosso querido PQPBach, que por sinal, pediu férias sabáticas do blog por um período para refletir sobre o que fazer com seu problema com o rapidshare. Por sinal, eu mesmo também pensei em pedir um tempo, mas enfim, quem tem postado basicamente somos eu, PQPBach, Avicenna e Bisnaga e ocasionalmente Monge Ranulfus. Os restantes membros do blog, devido a compromissos profissionais, ou quaisquer que sejam seus motivos, também precisaram se afastar.
Mas vamos em frente que atrás vem gente, como dizia a saudosa filósofa dos “baixinhos”, Xuxa. Talvez a obra mais conhecida de todas estas sonatas mozartianas seja de a de K. 306. Tenho esta mesma obra com outros intérpretes, como Szering/Haebler e Podger/Cooper, e todos eles nos dão uma leitura absolutamente vibrante da peça. O lírico adagio cantabile é deveras inspirador, e recomendado para os corações apaixonados. E nossa querida musa alemã extrai de um de seus inúmeros Stradivarius um lirismo apaixonante, e dialogando com o piano de Orkis, nos traz um dos mais belos momentos do CD.

CD 3

01 – Mozart Sonata in C major, K.296 – I. Allegro vivace
02 – Mozart Sonata in C major, K.296 – II. Andante sostenuto
03 – Mozart Sonata in C major, K.296 – III. Rondeau. Allegro
04 – Mozart Sonata in E-flat major, K.380 (374f) – I. Allegro
05 – Mozart Sonata in E flat major, K.380 (374f) – II. Andante con moto
06 – Mozart Sonata in E flat major, K.380 (374f) – 3. Rondeau. Allegro
07 – Mozart Sonata in F major, K.547 – I. Andantino cantabile
08 – Mozart Sonata in F major, K.547 – II. Allegro
09 – Mozart Sonata in F major, K.547 – III. Thema. Andante – Var. I-VI
10 – Mozart Sonata in D major, K.306 (300l) – I. Allegro con spirito
11 – Mozart Sonata in D major, K.306 (300l) – II. Andantino cantabile
12 – Mozart Sonata in D major, K.306 (300l) – III. Allegretto

CD 4

1 Sonata For Piano And Violin In C, K.296 – 1. Allegro vivace (Live)
2 Sonata For Piano And Violin In C, K.296 – 2. Andante sostenuto (Live)
3 Sonata For Piano And Violin In C, K.296 – 3. Rondo (Allegro) (Live)
4 Sonata For Piano And Violin In E Flat, K.380 – 1. Allegro (Live)
5 Sonata For Piano And Violin In E Flat, K.380 – 2. Andante con moto (Live)
6 Sonata For Piano And Violin In E Flat, K.380 – 3. Rondeau (Allegro) (Live)
7 Sonata For Piano And Violin In F, “für Anfänger”, K.547 – 1. Andantino cantabile (Live)
8 Sonata For Piano And Violin In F, “für Anfänger”, K.547 – 2. Allegro (Live)
9 Sonata For Piano And Violin In F, “für Anfänger”, K.547 – 3. Tema (Andante) con variazioniLive @ Philharmonie, Munich / 2006 (Live)
10 Sonata For Piano And Violin In D, K.306 – 1. Allegro con spirito (Live)
11 Sonata For Piano And Violin In D, K.306 – 2. Andantino cantabile (Live)
12 Sonata For Piano And Violin In D, K.306 – 3. Allegretto (Live)

Anne-Sophie Mutter – Violin
Lambert Orkis – Piano

CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 4 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
FDPBach

José Antonio Rezende de Almeida Prado (1943-2010): Sinfonia dos Orixás

José Antonio Rezende de Almeida Prado (1943-2010): Sinfonia dos Orixás

Dado o interesse que a Sinfonia dos Orixás na interpretação do Benito Juarez teve aqui, resolvi postar uma gravação não-comercial feita ao vivo na Sala São Paulo, em 2005. A interpretação do Cláudio Cruz é bem mais lenta, melodiosa e delicada e ressalta bem mais os aspectos aleatórios da partitura.

Sendo franco, prefiro bem mais a interpretação do Benito Juarez: a delicadeza do Cláudio Cruz me soa excessiva, e a aleatoriedade, muito didática. Além do mais, no chamado de Exu, no início da música, o músico parece gritar Essu. Mas, claro, a Osesp é uma orquestra muito melhor que a Sinfônica de Campinas.

De qualquer forma, esta é provavelmente a obra orquestral do Almeida Prado que mais me agrada. É quando ele já se afastava de um música extremamente áspera e pesada (às vezes muito interessante, como na Abertura Cidade de Campinas, em Exoflora e na Sinfonia Campinas), produzindo uma música muito lírica. Por outro lado, esse lirismo, costumeiramente aliado a uma preocupação com a acessibilidade para um público mais amplo, não me parece diluir a peça, ao contrário do penso que ocorre em várias outras, como a Sinfonia Apocalipse, as Cartas Celestes 8 “Oré-Jacytatá” e as Variações Sinfônicas (que, no entanto, são obras interessantes, principalmente as duas primeiras). A Sinfonia dos Orixás é como uma obra de transição, na qual a acessibilidade não era trava na busca intensidade, mas a intensidade também não se confundia com aspereza. Por isso, temos o melhor dos mundos.

Boa audição!

José Antonio Rezende de Almeida Prado (1943-2010): Sinfonia dos Orixás (1985)

01 Saudação a Exu
02 I Chamado aos Orixás – Ritual Inicial
03 II Manifestação dos Orixás
04 II.1 Obatalá, o Canto do Universo
05 II.2 Ifá, o Canto de Adoração
06 Interlúdio I: As Águas do Rio Níger
07 II.3 Oxalá I: o Canto da Luz
08 II.4 Xangô I: o Canto das Alturas e dos Abismos
09 II.5 Oxalá II: o Jogo dos Búzios
10 II.6 Oxum: o Canto dos Lagos e dos Rios
11 Interlúdio II: As Águas do Rio Níger
12 II.7 Ogun-Obá: a Dança da Espada de Fogo
13 II.8 Ibeji: Cantiga para Cosme e Damião
14 II.9 Omulu: o Canto da Noite e do Mistério
15 II.10 Oxalá III: o Canto do Amor e da Alegria
16 II.11 Oxóssi-Ossaim: o Canto das Matas
17 II.12 Iemanjá: o Canto dos Sete Mares
18 II.13 Iansã: o Canto da Paixão
19 II.14 Xangô II: o Canto das Tempestades
20 II.15 Oxumaré: o Canto do Arco-Íris
21 III Ritual Final

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Cláudio Cruz, regente

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itadakimasu

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Violin Sonatas – CD 1 e 2 de 4 – Anne-Sophie Mutter, Lambert Orkis

61op2-xWG-LPOSTAGEM ORIGINAL DE 2012. LINKS NOVOS !!! IMPERDÍVEL !!

Sei lá, entende, por algum motivo inexplicável nunca haviamos postado as sonatas para Violino e Piano de Mozart. Falha nossa, reconheço. Na verdade, não são obras muito conhecidas, apesar de serem inúmeras, nunca parei para contar.
A escolhida para tal empreitada foi nossa eterna musa, Anne-Sophie Mutter, quase perfeita na interpretação, ao lado de seu fiel escudeiro, Lambert Orkis. Porém, entretanto, todavia, ela não gravou todas as elas, mas apenas aquelas que satisfizeram a musa e claro, a Deutsche Grammophon. Mas a escolha foi perfeita, tenho certeza de que os senhores irão gostar. E se não gostarem, bem, existem outros blogs por aí. Fiquem à vontade para procurar outras opções.
São quatro cds, e tentarei botar um por semana no ar, dependendo, é claro, das condições normais de tempo e temperatura, pressão aerodinâmica… e da boa vontade da minha operadora de telefonia principalmente.
Agora falando sério, Anne-Sophie está muito à vontade tocando estas obras. Claro está que a maturidade técnica e artística que alcançou após tantos anos de estrada e de estúdio a ajudaram a nos oferecer um Mozart fresco, leve, não diria sem compromisso, ao contrário, muito compromissado em deixarmos de bem com a vida, e conosco mesmos. Diria até que, parodiando Joyce, seria uma espécie de Retrato do Artista quando Maduro.
Um fator importante a destacar é sua cumplicidade com o pianista Lambert Orkis, parceiros de não tão longa data, mas parece que tocam juntos há décadas, e que fornece o apoio e a segurança necessárias para sua interpretação.
Eis o que comenta Robert Levine, editor da amazon:

There are many excellent recordings of Mozart’s Violin Sonatas on disc to choose from, but Anne-Sophie Mutter’s interpretations rise quickly to the top. Her approach is certainly closer to “old fashioned” than “authentic instrument.” She sings the lines as if they were arias and uses vibrato liberally to emphasize the unwritten texts. Her use of dynamics can be extreme, from a soft murmur to a full-blooded cry. There is a sense of warmth and even rapture in some of the slow movements that is absent from most of the “authentic” recordings. Mutter’s vigorous approach to the allegros captures attention. Her great technique is most welcome in the formality of the menuettos. Lambert Orkis’s piano accompaniments are handsome and supportive throughout, and his work as a fortepianist pays off well. He has an ingratiating touch and really shines in K. 454 and K. 481, where the piano is given equal footing with the violin. There are almost four-and-a-half hours of music here, and all of it is beautifully performed. – Robert Levine

Cd 1
01 – Mozart Sonata in F major, K.376 (374d) – I. Allegro
02 – Mozart Sonata in F major, K.376 (374d) – II. Andante
03 – Mozart Sonata in F major, K.376 (374d) – III. Rondeau. Allegretto grazioso
04 – Mozart Sonata in E flat major, K.302 (293b) – I. Allegro
05 – Mozart Sonata in E flat major, K.302 (293b) – II. Rondeau. Andante grazioso
06 – Mozart Sonata in G major, K.379 (373a) – I. Adagio – Allegro
07 – Mozart Sonata in G major, K.379 (373a) – II. Thema. Andantino cantabile – Var. I-V. Allegretto
08 – Mozart Sonata in B flat major, K.454 – I. Largo – Allegro
09 – Mozart Sonata in B flat major, K.454 – II. Andante
10 – Mozart Sonata in B flat major, K.454 – III. Allegretto

cd 2

1 Sonata For Piano And Violin In A, K.305 – 1. Allegro di molto
2 Sonata For Piano And Violin In A, K.305 – 2. Tema con variazioni: Tema – Var. I/VI
3 Sonata For Piano And Violin In B Flat, K.378 – 1. Allegro moderato
4 Sonata For Piano And Violin In B Flat, K.378 – 2. Andantino sostenuto e cantabile
5 Sonata For Piano And Violin In B Flat, K.378 – 3. Rondo (Allegro)
6 Sonata For Piano And Violin In G, K.301 – 1. Allegro con spirito
7 Sonata For Piano And Violin In G, K.301 – 2. Allegro
8 Sonata For Piano And Violin In E Flat, K.481 – 1. Molto allegro
9 Sonata For Piano And Violin In E Flat, K.481 – 2. Adagio
10 Sonata For Piano And Violin In E Flat, K.481 – 3. Allegretto (con variazioni)

Anne-Sophie Mutter – Violin
Lambet Orkis – Piano

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
FDPBach

A bela Anne-Sophie pensando com seus botões: “como sou linda e talentosa…”

O Mestre Esquecido, capítulo VIII (Chopin – Mazurcas (1987) – Antonio Guedes Barbosa)

Publicado originalmente por Vassily em 11/12/2015, links restaurados por Pleyel em 8/8/2018 e, novamente, por Vassily em 17/1/2021.

Atendendo a pedidos, trazemos de volta uma das grandes gravações do pianista paraibano que completaria 75 anos este ano [Pleyel, 2018]

Mais uma gravação PROVERBIAL de nosso “muso” Barbosa: as 51 Mazurcas de Chopin, acompanhadas do “Rondó à la Mazur”, Op. 5. O domínio sobrenatural do Mestre Esquecido sobre o teclado, os sensacionais lampejos de virtuosismo entremeando a placidez habitual dessas obras, e sua assimilação das sutilezas do ritmo da mazurca e do rubato tão essencial a Chopin tornam sua leitura – para mim e para muitos – a definitiva.

Poucos pianistas gravaram as mazurkas completas: Rubinstein, Kapell, François e Barbosa, além daqueles que gravaram as obras completas: Biret, Ashkenazy, Magaloff… De todas essas mazurkas, Barbosa certamente está no top 5. E vou além: com as gravações incompletas de Novaes e de Freire, as mazurkas são para mim as obras em que os pianistas brasileiros mais brilham, com um ritmo, um cantabile exemplares. É claro que é subjetivo o que vou falar: por sua sonoridade, ritmo e cantabile, Barbosa não foi o maior, mas foi o mais brasileiro dos pianistas. (Pleyel se metendo na postagem original)

CHOPIN – AS 51 MAZURCAS – RONDO À LA MAZUR – ANTÔNIO GUEDES BARBOSA

Fryderyk Francyszek CHOPIN (1810-1849)

CD 1

01 – Quatro Mazurcas, Op. 6 – No. 1 em Fá sustenido menor
02 – Quatro Mazurcas, Op. 6 – No. 2 em Dó sustenido menor
03 – Quatro Mazurcas, Op. 6 – No. 3 em Mi maior
04 – Quatro Mazurcas, Op. 6 – No. 4 em Mi bemol menor
05 – Cinco Mazurcas, Op. 7 – No. 1 em Si maior
06 – Cinco Mazurcas, Op. 7 – No. 2 em Lá menor
07 – Cinco Mazurcas, Op. 7 – No. 3 em Fá menor
08 – Cinco Mazurcas, Op. 7 – No. 4 em Lá bemol maior
09 – Cinco Mazurcas, Op. 7 – No. 5 em Dó Maior
10 – Quatro Mazurcas, Op. 17 – No. 1 em Si maior
11 – Quatro Mazurcas, Op. 17 – No. 2 em Mi menor
12 – Quatro Mazurcas, Op. 17 – No. 3 em Lá bemol maior
13 – Quatro Mazurcas, Op. 17 – No. 4 em Lá menor
14 – Quatro Mazurcas, Op. 24 – No. 1 em Sol menor
15 – Quatro Mazurcas, Op. 24 – No. 2 em Dó maior
16 – Quatro Mazurcas, Op. 24 – No. 3 em Lá bemol maior
17 – Quatro Mazurcas, Op. 24 – No. 4 em Si bemol menor
18 – Quatro Mazurcas, Op. 30 – No. 1 em Dó menor
19 – Quatro Mazurcas, Op. 30 – No. 2 em Si menor
20 – Quatro Mazurcas, Op. 30 – No. 3 em Ré bemol maior
21 – Quatro Mazurcas, Op. 30 – No. 4 em Dó sustenido menor
22 – Quatro Mazurcas, Op. 33 – No. 1 em Sol sustenido menor
23 – Quatro Mazurcas, Op. 33 – No. 2 em Dó maior
24 – Quatro Mazurcas, Op. 33 – No. 3 em Ré maior
25 – Quatro Mazurcas, Op. 33 – No. 4 em Si menor
26 – Quatro Mazurcas, Op. 41 – No. 1 em Mi menor
27 – Quatro Mazurcas, Op. 41 – No. 2 em Si maior
28 – Quatro Mazurcas, Op. 41 – No. 3 em Lá bemol maior
29 – Quatro Mazurcas, Op. 41 – No. 4 em Dó sustenido menor

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CD 2

01 – Três Mazurcas, Op. 50 – No. 1 em Sol maior
02 – Três Mazurcas, Op. 50 – No. 2 em Lá bemol maior
03 – Três Mazurcas, Op. 50 – No. 3 em Sol sustenido menor
04 – Três Mazurcas, Op. 56 – No. 1 em Si maior
05 – Três Mazurcas, Op. 56 – No. 2 em Dó maior
06 – Três Mazurcas, Op. 56 – No. 3 em Dó menor
07 – Três Mazurcas, Op. 59 – No. 1 em Lá menor
08 – Três Mazurcas, Op. 59 – No. 2 em Lá bemol maior
09 – Três Mazurcas, Op. 59 – No. 3 em Fá sustenido menor
10 – Três Mazurcas, Op. 63 – No. 1 em Si maior
11 – Três Mazurcas, Op. 63 – No. 2 em Fá menor
12 – Três Mazurcas, Op. 63 – No. 3 em Dó sustenido menor
13 – Quatro Mazurcas, Op. 67 – No. 1 em Sol maior
14 – Quatro Mazurcas, Op. 67 – No. 2 em Sol menor
15 – Quatro Mazurcas, Op. 67 – No. 3 em Dó maior
16 – Quatro Mazurcas, Op. 67 – No. 4 em Lá menor
17 – Quatro Mazurcas, Op. 68 – No. 1 em Dó maior
18 – Quatro Mazurcas, Op. 68 – No. 2 em Lá menor
19 – Quatro Mazurcas, Op. 68 – No. 3 em Fá maior
20 – Quatro Mazurcas, Op. 68 – No. 4 em Fá maior
21 – Mazurca em Lá menor, ‘Notre Temps’
22 – Mazurca em Lá
23 – Rondó à la Mazur em Fá maior, Op. 5

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Antônio Guedes Barbosa, piano
Gravado em 1987

As duas capas com as quais a mesma gravação foi lançada nos Estados Unidos, sob o selo Centaur. Das mazurcas há ainda outro registro completo, gravado e lançado no Brasil em 1983, e que concluirá nossa série sobre o Mestre Esquecido.

Vassily Genrikhovich (2015)
Repostagem por Pleyel (2018)
Re-repostagem por Vassily (2021)

Maurice Ravel (1875-1937) – The Complete Edition – CDs 6, 7 e 8 de 14 – Songs

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NOVOS LINKS !!!

Nosso leitor Breno agradeceu nos comentários a possibilidade de conhecer outras obras de Ravel que não sejam o famigerado Bolero, o Daphné et Chloe ou a Rapsódia Espanhola. Pois ele capturou o espírito da coisa. Esse é o objetivo desta coleção, e desta postagem: mostrar que Ravel compôs muito mais que as obras mais gravadas e conhecidas.

E para dar continudade a esta “descoberta” trago mais três cds desta belíssima coleção da DECCA, dedicadas a voz. São várias peças, uma mais curiosa, interessante e bela que outra. Começa com poemas de Mallarmé, na voz de Felicity Palmer, passando por alguns outros poetas menos conhecidos, e até mesmo Cecilia Bartoli aparece por aqui. São pequenas peças, algumas muito delicadas. Vale cada minuto gasto em sua audição.

CD 6

1-3 Trois Poèmes de Stéphane Mallarmé
4-6 Chansons madécasses
7-11 07. Histoires natruelles

Felicity Palmer – Soprano
John Constable – Piano
The Nash Essemble
Simon Rattle

CD 7

01. Ballade de la reine morte d’aimer
02. Ronsard à son ame
03. Un grand sommeil noir
04. Chanson du rouet
05. Noel des Jouets
06. Deux Épigrammes de Clément Marot 1
07. Deux Épigrammes de Clément Marot 2
08. Sainte
09. Don Quichotte à Dulcinée 1
10. Don Quichotte à Dulcinée 2
11. Don Quichotte à Dulcinée 3
12. Manteau de fleurs
13. Si morne
14. Reves
15. Les grand vents venus d’outremer
16. Sur l’herbe

Inva Mula – Soprano 1
David Abramovitz – Piano 1-5, 12-14
Laurent Naouri – Baritone 2,3
Claire Brua – Mezzo Soprano 4,5 14
Dalton Baldwin – Piano 6-11, 15-16
Gérard Souzay – Baritone 8-11, 15-16
Válérie Millot – Soprano 12, 13

CD 8

01. 01. Shéhérazade – ouverture féerie

Orchestre Symphonique du Montréal

02. Shéhérazade – Trois Poèmes de Klingsor – I. Asie
03. Shéhérazade – Trois Poèmes de Klingsor – II. La Flûte enchantée
04. Shéhérazade – Trois Poèmes de Klingsor – III. L’Indiférent

Régine Créspin – Soprano
L´Orchestre de la Suisse Romande
Ernest Ansermet – Conductor

05. Deux Mélodie hébraïques – I. Kaddisch
06. Deux Mélodie hébraïques – II. L’Énigme éternelle
07. Trois Poèmes de Stéphane Mallarmé – I. Soupir
08. Trois Poèmes de Stéphane Mallarmé – II. Placet futile
09. Trois Poèmes de Stéphane Mallarmé – III. Surgi de la croupe et du bond

Suzanne Danco – Soprano
L´Orchestre de la Suisse Romande
Ernest Ansermet – Conductor

10. Trois Chansons – I. Nicolette
11. Trois Chansons – II. Trois Beaux oiseaux du Paradis
12. Trois Chansons – III. Ronde

Monteverdi Choir
Nicola Jenkin, Susan Gritton – Soprano
Nicolas Robertson – Tenor
Julian Clarkson – Baritone
John Elliot Gardiner

13. Tzigane
Joshua Bell – Violin
Royal Philharmonic Orchestra
Andrew Litton – Conductor

CD 6 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 7 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 8 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Alban Berg (1885-1935): Lulu

Alban Berg (1885-1935): Lulu

luluLulu é uma ópera em três atos. O libreto foi adaptado das peças Erdgeist (1895), de Frank Wedekind e de A Caixa de Pandora (1903), do próprio Berg. O compositor só começou a trabalhar na obra que seria intitulada Lulu em 1929, depois de ter terminado sua outra ópera, Wozzeck. Berg trabalhou em Lulu até 1935, quando a morte de Manon Gropius, filha de Walter Gropius e Alma Mahler, induziu-o a interromper o trabalho para escrever seu Concerto para Violino, sua peça mais conhecida.

Berg concluiu o  concerto rapidamente, mas o tempo gasto com ele significou a impossibilidade de terminar Lulu antes de sua morte, ocorrida na véspera do Natal de 1935 — ele tinha completado a obra até o compasso 268 do Terceiro Ato, Cena 1, deixando o resto da peça em notação resumida, com indicações de instrumentação para a maior parte.

A ópera foi encenada de forma incompleta em 1937. Erwin Stein fez a parte vocal de todo o Terceiro Ato, em seguida à morte de Berg. Com relação à orquestração, Helène Berg, viúva de Alban, pediu para Arnold Schoenberg completar. Apesar de ter aceito inicialmente, Schoenberg – depois de ter visto cópias dos rascunhos de Berg – mudou de idéia, dizendo que seria tarefa muito mais demorada do que imaginava.

Após a desistência de Schoenberg, Helène Berg não deu permissão a mais ninguém para completar a ópera e, assim, por mais de 40 anos, somente os primeiros 2 atos puderam ser encenados, algumas vezes com trechos da “Suite Lulu” tocados no lugar do Terceiro Ato. A ópera Lulu estreou nos Estados Unidos na Ópera de Santa Fe (Novo México), na temporada 1961-62, com a soprano Joan Carroll no papel-título.

A morte de Helène Berg em 1976 pavimentou o caminho para que uma versão completa pudesse ser feita por Friedrich Cerha. Publicada em 1979, essa versão teve estreia em 24 de fevereiro do mesmo ano na Ópera Garnier, em Paris, e foi dirigida por Pierre Boulez. O resultado obtido por Boulez é esta gravação que ora apresentamos.

Alban Berg (1885-1935): Lulu

Prolog
1. Hereinspaziert in die Menagerie [4:32]

Act 1
2. “Darf ich eintreten?” – “Mein Sohn!” … “Wie ist dir?” [5:09]
3. “Machen Sie auf!” … [Interlude] “Wollen Sie mir zuhaken” [9:06]
4. “Eva!” – “Befehlen?” – “Ich finde, du siehst heute reizend aus” [3:35]
5. “Den hab’ ich mir auch ganz anders vorgestellt” [4:27]
6. “Was tut denn Ihr Vater da?” Sonate “Wenn ich ihr Mann wäre” [7:03]
7. Monoritmica “Nun?” / “Du hast eine halbe Million geheiratet” [5:03]
8. “Ich darf mich jetzt hier nicht sehen lassen” [3:54]
9. Verwandlungsmusik [3:07]
10. “Seit ich für die Bühne arbeite” – “Noch etwas, bitte” [3:53]
11. “Über die liesse sich freilich ..” … ” Das hättest du dir besser erspart” [4:29]
12. “Wie kannst du die Szene gegen ..” … “Sehr geehrtes Fräulein ..” [7:13]

Act 2
1. “Sie glauben nicht” – “Könntest du dich für heute nachmittag” [5:29]
2. “Gott sei dank, dass wir endlich” … “Hast oben abgeschlossen?” [5:40]
3. “Die Matinée wird, wie ich mir denke” [6:15]
4. “Sein Vater!” … “Du Kreatur, die mich durch den Strassenkot” [3:46]
5. “Wenn sich die Menschen” … “Du kannst mich nicht dem Gericht” [6:13]
6. Filmmusik [2:49]
7. “Er lässt auf sich warten” [5:42]
8. “Sie wollten der verrückten Rakete” – “Mit wem habe ich … Sie?” [5:34]
9. “Hü, kleine Lulu” – “O Freiheit! Herr Gott im Himmel!” [7:26]
10. “Wenn deine beiden grossen Kinderaugen” – “Durch dieses Kleid” [4:58]

Act 3
1. “Meine Herrn und Damen!” … “Der Staatsanwalt bezahlt demjenigen” [9:22]
2. “Brilliant! Es geht brilliant” [2:06]
3. “Einen Moment! Hast du meinen Brief gelesen?” [3:12]
4. “Ich brauche nämlich notwendig Geld” [3:33]
5. “Behandeln sie mich doch wenigstens anständig” [2:41]
6. “Martha! Mein liebes Herz, du kannst mich heute vor ” [2:31]
7. “Wollen sie wohl diese Aktie akzeptieren” [2:45]
8. Verwandlungsmusik / Interlude [2:52]
9. “Der Regen trommelt zur Parade” [4:39]
10. “Wenn ich dir ungelegen komme” – “Ihr Körper stand auf dem Höhepunkt” [6:08]
11. “Komm nur herein, mein Schatz” [4:16]
12. “Der Herr Doktor haben sich schon zur Ruhe begeben” [2:42]
13. “Wer ist das?” [5:17]
14. “Das ist der letzte Abend” – “Lulu! Mein Engel!” [3:56]

Teresa Stratas (sop/ Lulu)
Franz Mazura (bar/ Dr Schön/ Jack)
Yvonne Minton (mez/ Countess Geschwitz)
Kenneth Riegel (ten/ Alwa)
Gerd Nienstedt (bass/ An Animal-tamer/ Rodrigo)
Toni Blankenheim (bar/ Schigolch/ Professor of Medicine / The Police Officer)
Robert Tear (ten/ The Painter/ A Negro)
Helmut Pampuch (ten/ The Prince/ The Manservant / The Marquis)
Jules Bastin (bass/ The Theatre Manager/ The Banker)
Ursula Boese (mez/ Her Mother)
Claude Meloni (bar/ A Journalist)
Pierre-Yves Le Maigat (bass/ A Manservant)
Hanna Schwarz (mez/ A Dresser in the theatre, High School Boy / A Groom)
Jane Manning (sop/ A fifteen-year-old girl)
Anna Ringart (mez/ A Lady Artist)
Paris Opéra Orchestra
Pierre Boulez

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Alban Berg
Alban Berg

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Bruckner : Sinfonia Nº 9 / Sibelius: Sinfonia Nº 2 / Nielsen: Sinfonias Nº 5 e Nº 4

Bruckner : Sinfonia Nº 9 / Sibelius: Sinfonia Nº 2 / Nielsen: Sinfonias Nº 5 e Nº 4

Clipboard01Ouvi apenas uma vez este CD. Nele, temos uma versão convincente da 9ª de Bruckner, uma versão opaca da 2ª de Sibelius e excelentes versões da 4ª e 5ª de Nielsen. É claro que esta é uma avaliação ultra superficial e discutível, mas sou assim mesmo, fazer o quê? Muito mais importante é garantir pra 6 tudo que é um álbum triplo com belíssimo repertório sinfônico interpretado por um grande regente com uma excelente orquestra à frente. Mas há um problema: o Vivacissimo – Attacca da Sinfonia de Sibelius está com defeito. É pouco se considerarmos o restante, mas se alguém aê conseguir nos mandar o mp3 do movimento faltante ficaríamos encantados. Beijo na bunda.

Bruckner : Sinfonia Nº 9 / Sibelius: Sinfonia Nº 2 / Nielsen: Sinfonias Nº 5 e Nº 4

CD1
Symphony No. 9 In D Minor (Edition: Leopold Nowak)
Composed By – Anton Bruckner
(65:18)
1-1 I Feierlich. Misterioso 25:29
1-2 II Scherzo. Bewegt, Lebhaft – Trio. Schnell 10:42
1-3 III Adagio. Langsam, Feierlich 29:05

CD2
Symphony No. 2 In D Major Op. 43
Composed By – Jean Sibelius
(44:48)
2-1 I Allegretto 10:19
2-2 II Tempo Andante, Ma Rubato 14:18
2-3 III Vivacissimo – Attacca: 6:05
2-4 IV Finale. Allegro Moderato 14:02

CD3
Symphony No. 5 Op. 50 (FS 97)
Composed By – Carl Nielsen
3-1 I Tempo Giusto – 8:50
3-2 Adagio Non Troppo 8:56
3-3 II Allegro – 5:52
3-4 Presto – Andante Un Poco Tranquillo – Allegro 10:11

Symphony No. 4 Op. 29 (FS 76) “The Inextinguishable”
Composed By – Carl Nielsen
(35:28)
3-5 I Allegro – Attacca: 11:16
3-6 II Poco Allegretto – Attacca: 4:56
3-7 III Poco Adagio Quasi Andante – Attacca: 9:57
3-8 IV Allegro 9:19

Orquestra Sinfônica de Gotemburgo
Gustavo Dudamel

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Dudamel com a orquestra de Gotemburgo -- sangue latino.
Dudamel com a orquestra de Gotemburgo — sangue latino.

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Maurice Ravel (1875-1937) – The Complete Edition – CDs 4 e 5 de 14 – Chamber Music – Rogé, Juillet, Truls Mork, etc .

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Continuando a saga !!! Novos Links !!

Estes dois cds com a produção de música de câmara de Ravel são belíssimos, não apenas pela qualidade da música, mas principalmente pelos músicos e opções escolhidas.
Começando pela famosa “Tzigane”, onde a violinista Chantal Juillet, desconhecida por mim até agora, dá um show, acompanhada por Pascal Rogé, que toca uma espécie de piano chamado Lutheal. Detalhe: a Tzigane foi originalmente composta por Ravel para o violino ser acompanhado exatamente por um Luthéal Piano. Maiores detalhes sobre esse instrumento os senhores podem encontrar na Wikipedia. A participação da violinista Chantal Juillet é um detalhe a parte. Sua técnica é impecável, que nos mostra uma instrumentista madura, segura de sua capacidade e virtuosismo.
A “Sonata Posthume pour Violin et Piano” também é lindíssima, Novamente a parceria Juillet / Rogé funciona perfeitamente, assim como na pouquíssimo gravada “Sonate pour Violin et Violoncello”, onde Chantal junta-se ao violoncelista Truls Mork, um dos grandes nomes do instrumento de sua geração.

O segundo CD também é belíssimo, mas ali a coisa engrossa mesmo, com a presença do Melos Quartet e do Beaux Ars Trio. Gente grande tocando música de gente grande.

CD 4

01 – Tzigane
02 – Pièce en forme de habanera
03 – Sonate posthume pour violin et piano  [1897]
04 – Berceuse sur le nom de Gabriel Fauré
05 – Sonate pour violon et violoncelle – I. Allegro
06 – Sonate pour violon et violoncelle – II. Très vif
07 – Sonate pour violon et violoncelle – III. Lent
08 – Sonate pour violon et violoncelle – IV. Vif, avec entrain
09 – Kaddish  (transcr. Lucien Garban)
10 – Sonate pour violin et piano – I. Allegretto  [1927]
11 – Sonate pour violin et piano – II. Blues; Moderato
12 – Sonate pour violin et piano – III. Perpetuum mobile; Allegro

Chantal Juillet – Violin
Pascal Rogé – Piano, Piano Luthéal
Truls Mork – Cello

CD 4 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 5

01. Ravel String Quartet In F Major (1903) 1. Allegro Moderato. Très Doux
02. Ravel String Quartet In F Major (1903) 2. Assez Vif. Très Rythmé
03. Ravel String Quartet In F Major (1903) 3. Très Lent
04. Ravel String Quartet In F Major (1903) 4. Vif Et Agité

Melos Quartet

05. Ravel Introduction And Allegro
Osian Ellis – Harp
Melos Quartet

06. Ravel Piano Trio In A Minor 1. Modéré
07. Ravel Piano Trio In A Minor 2. Pantoum (Assez Vif)
08. Ravel Piano Trio In A Minor 3. Passacaille (Très Large)
09. Ravel Piano Trio In A Minor 4. Final (Animé)

Beaux Arts Trio

CD 5 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

.: interlúdio :. Bjørnstad, Darling, Rypdal & Christensen: The Sea II

.: interlúdio :. Bjørnstad, Darling, Rypdal & Christensen: The Sea II

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O quarteto do pianista e escritor Ketil Bjørnstad com o violoncelista David Darling, o guitarrista Terje Rypdal e o baterista Jon Christensen é quase um estereótipo dos discos médios da ECM. Os dez temas originais deste CD têm um humor introspectivo e sombrio. Na verdade, os temas são menos importantes do que a atmosfera que eles criam, assim como os solos individuais dos músicos são menos significativos do que o som do conjunto. A coisa toda é um pouco sonolenta e o desenvolvimento das músicas é bem lento, embora haja alguns solos de fogo e rock do guitarrista Rypdal.

Bjørnstad, Darling, Rypdal & Christensen: The Sea II

1 Laila
2 Outward Bound
3 Brand
4 The Mother
5 Song for a Planet
6 Consequences
7 Agnes
8 Mime
9 December
10 South

Ketil Bjørnstad, piano
David Darling, cello
Jon Christensen, drums
Terje Rypdal, guitars

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Bjornstad, Darling, Rypdal & Christensen
Bjornstad, Darling, Rypdal & Christensen

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Johannes Brahms (1833-1897): Trios Op. 8 (Nro, 1) e Op. 87 (Nro. 2) (Storioni Trio)

Johannes Brahms (1833-1897): Trios Op. 8 (Nro, 1) e Op. 87 (Nro. 2) (Storioni Trio)

folder (1)O Trio Op. 8 é algo tão impressionante que vale ser ouvido em todas as versões possíveis, apesar de que a a concorrência é muito grandeParece que Brahms encontrava sempre uma forma acertar tudo de primeira. Independentemente do gênero —  sinfonias, concertos, serenatas, sonatas para violino ou sextetos de cordas — Brahms consegue ser melhor e mais expressivo em suas primeiras tentativas. Tal é certamente o caso do seu primeiro trio de piano, que embora tenha sido substancialmente revisto décadas após a sua composição original, ainda se apresenta como uma obra-prima de contorno melódico, complexidade harmônica e forma. Compara aí com o segundo e veja se eu não tenho razão!

O Op. 87 é ótimo, é Brahms, mas o 8…

Johannes Brahms (1833-1897): Trios Op. 8 (Nro, 1) e Op. 87 (Nro. 2)

01. Piano Trio No. 1 in B, Op. 8 – Allegro con brio
02. Piano Trio No. 1 in B, Op. 8 – Scherzo (Allegro molto)
03. Piano Trio No. 1 in B, Op. 8 – Adagio
04. Piano Trio No. 1 in B, Op. 8 – Allegro

05. Piano Trio No. 2 in C, Op. 87 – Allegro
06. Piano Trio No. 2 in C, Op. 87 – Andante con moto
07. Piano Trio No. 2 in C, Op. 87 – Scherzo (Presto)
08. Piano Trio No. 2 in C, Op. 87 – Finale (Allegro giocoso)

Storioni Trio

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O Storioni Trio
O Storioni Trio em azul, preto e branco, como o indigno e nojento time do Grêmio

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.: interlúdio :. Tigran Hamasyan: For Gyumri

.: interlúdio :. Tigran Hamasyan: For Gyumri

R-11641506-1519903149-9815.jpegUma pequena joia. Este CD — cujo lançamento foi preferencialmente em vinil — traz poucos e deliciosos minutos com Tigran Hamassyan. Gyumri foi onde o nasceu este pianista armênio. Embora focado principalmente no universo do jazz, suas composições integram melodias e tradições armênias com ruídos ambientes e até mesmo heavy metal. Tudo com uma abordagem composicional de mente aberta e cheia de nuances. As melodias são bem concebidas, orientadas para o vocal e para as sofisticadas variações. Fica evidente que o pianista tem grande sutileza e escreve temas cheios de belos ganchos melódicos.

Tigran Hamasyan: For Gyumri

A1 Aragatz
A2 Rays Of Light
A3 The American
B1 Self-Portrait 1
B2 Revolving – Prayer

Tigran Hamasyan: piano, voz, pós-produção

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Hamasayan coçando o próprio ouvido.
Hamasyan apura o ouvido para os sons de sua Armênia.

Maurice Ravel (1875-1937) – The Complete Edition – Vols 1 a 3 de 17 – Thibaudet, Argerich, Rogé, et. all

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Novos Links !!! RECOMPACTEI O CD 3  E SUBI NOVAMENTE PARA O MEGA. ESPERO QUE AGORA ESTEJA OK !

Já ensaiei postar essa coleção há um tempo atrás, mas desisti. Vamos ver se agora vai.
A proposta da gravadora  DECCA é interessante, e traz todas as gravações realizadas por esse selo das obras do genial compositor francês. Entre os intérpretes, figurinhas carimbadas desse repertório, como os maestros Charles Dutoit e Ernest Ansermet, e pianistas do nível de Martha Argerich, Jean-Ives Thibaudet e Pascal Rogé.
Começamos então com uma postagem tripla, trazendo os três cds com as obras para piano. Destaques? Thibaudet arrasando na “Pavane pour une infante defunte” e na “Sonatine”, e claro, Martha Argerich inspiradíssima nas “Valses nobles et sentimentales”.

CD 1

01 – Serenade grotesque
02 – Menuet antique
03 – Pavane pour une infante defunte
04 – Jeux d’eau
05 – Sonatine – I. Modere
06 – Sonatine – II. Mouvement de menuet
07 – Sonatine – III. Anime
08 – Menuet sur le nom de Haydn
09 – Prelude
10 – A la maniere de Borodine
11 – A la maniere de Chabrier
12 – Le Tombeau de Couperin- I. Prelude
13 – Le Tombeau de Couperin- II. Fugue
14 – Le Tombeau de Couperin- III. Forlane
15 – Le Tombeau de Couperin- IV. Rigaudon
16 – Le Tombeau de Couperin- V. Menuet
17 – Le Tombeau de Couperin- VI. Toccata

Jean-Yves Thibaudet – Piano

18 – La Parade

François-Joël Thiollier – Piano

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2
01 – Valses Nobles Et Sentimentales _ 1. Modéré – Très Franc
02 – Valses Nobles Et Sentimentales _ 2. Assez Lent – Avec Une Expression
03 – Valses Nobles Et Sentimentales _ 3. Modéré
04 – Valses Nobles Et Sentimentales _ 4. Assez Animé
05 – Valses Nobles Et Sentimentales _ 5. Presque Lent – Dans Un Sentiment
06 – Valses Nobles Et Sentimentales _ 6. Assez Vif
07 – Valses Nobles Et Sentimentales _ 7. Moins Vif
08 – Valses Nobles Et Sentimentales _ 8. Epilogue (Lent)

Martha Argerich – Piano

09 – Miroirs _ 1. Noctuelles
10 – Miroirs _ 2. Oiseaux Tristes
11 – Miroirs _ 3. Une Barque Sur L’océan
12 – Miroirs _ 4. Alborada Del Gracioso
13 – Miroirs _ 5. La Vallée Des Cloches

Pierre-Laurent Aimard

14 – Gaspard De La Nuit _ Ondine
15 – Gaspard De La Nuit _ Le Gibet
16 – Gaspard De La Nuit _ Scarbo

Ivo Pogorelich

CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 3

01 – Ma Mère L’oye – For Piano Duet _ 1. Pavane De La Belle Au Bois Dormant
02 – Ma Mère L’oye – For Piano Duet _ 2. Petit Poucet
03 – Ma Mère L’oye – For Piano Duet _ 3. Laideronnette, Impératrice Des Pa
04 – Ma Mère L’oye – For Piano Duet _ 4. Les Entretiens De La Belle Et De
05 – Ma Mère L’oye – For Piano Duet _ 5. Le Jardin Féerique

Pascal & Denise-Françoise Rogé – Pianos

06 – Frontispice For Two Pianos
Alfons & Aloys Kontarsky – Piano

07 – Sites Auriculaires _ Habanera
08 – Sites Auriculaires _ Entre Cloches

Jacques Février – Piano

09 – Rapsodie Espagnole – Arr. 2 Pianos By Ravel _ 1. Prélude À La Nuit
10 – Rapsodie Espagnole – Arr. 2 Pianos By Ravel _ 2. Malagueña
11 – Rapsodie Espagnole – Arr. 2 Pianos By Ravel _ 3. Habanera
12 – Rapsodie Espagnole – Arr. 2 Pianos By Ravel _ 4. Feria
13 – La Valse

Vladimir & Vovka Ashkenazy

14 – Debussy – Nocturnes – Transcription For Piano Duet By Maurice Ravel
15 – Debussy – Nocturnes – Transcription For Piano Duet By Maurice Ravel
16 – Debussy – Nocturnes – Transcription For Piano Duet By Maurice Ravel

Anne Shasby & Richard McMahon – Pianos

CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Arrigo Boito (1842-1918): Mefistofele

Arrigo Boito (1842-1918): Mefistofele

Mefistofele CapaNeste post compartilho com vocês a ópera Mefistofele de Arrigo Boito (24 de fevereiro de 1842 – 10 de junho de 1918) e um pouquinho da história resumida e inspirada do encarte dos Cd’s feito pelo Sr. Barrymore Scherer. Arrigo Boito começou a conceber uma obra inspirada em Goethe (1749 – 1832) durante uma viagem pela França e Alemanha nos idos de 1862, viagem essa concedida por uma bolsa de estudos governamental após conquistar o diploma do conservatório de Milão. Boito era dotado de uma forte inclinação literária, exemplo são seus libretos feitos para Verdi (Otello e Falstaff) ou para Ponchielli (La Gioconda). Ao longo da história ele foi considerado por muitos um compositor mais por vontade do que por inspiração (será?). Mefistofele teve sua estréia no Scala em 5 de março de 1868 e se revelou um dos maiores insucessos da história do teatro. Várias foram as razões para o êxito negativo, naquela época Boito fazia parte de um grupo de artistas que tencionava revolucionar as artes italianas do marasmo em que haviam caído, e em nome de uma afinidade com a cultura alemã, prometiam a tal revolução cultural. Foi feita uma propaganda antecipada de que a obra iria sacudir a Itália, foi fácil então predispor divisões entre os italianos, salientando o racha entre o público, e no dia da estréia muitos já esperavam por brigas e torcendo pelo fracasso. O prólogo, o quarteto no jardim e o Sabá clássico fizeram boa impressão; mas o resto foi vaiado. Boito retirou a partitura profundamente humilhado e desiludido. Por muitos anos ele ganhou a vida escrevendo e traduzindo libretos para publicações italianas de óperas estrangeiras. Entrementes, aplicava-se com toda calma à revisão de Mefistofele. Então o sucesso dessa nova versão estreada em Bolonha em 1875 contribuiu muito para devolver a confiança em si mesmo, assim como a edição sucessiva em Veneza em 1876, para a qual ele preparou posteriores modificações. Daí em diante só alegrias, Mefistofele passou a cumprir o giro nos teatros italianos e no circuito internacional começado no início dos idos de 1881, todavia foi o triunfal retorno da obra ao Scala em 25 de maio de 1881, com direção cênica de Boito e regência de Faccio, que assinalou o resgate definitivo. Por ser um compositor italiano do último terço do século dezenove, ele foi um anticonformista, ligado a linguagem musical de Berlioz. A influência deste é particularmente pronunciada na eletrizante majestosidade do prólogo e do epílogo, com seu acurado cromatismo orquestral, as fortes e agudas fanfarras e a absoluta predominância dos sons. A inspiração melódica de Boito é de um nível surpreendentemente alto nesta ópera não raro considerada de gélida grandeza. Motivos famosos como “Dai campi, dai prati”(CD1 faixa 13) e “Lontano Lontano, lontano”(CD2 faixa 11) são igualados à área invocação de Fausto e Margarida “Calma il tuo cor” (CD1 faixa 19), com a sua deliciosa cadência de sextas paralelas; tembém admirável o estupendo Sabá clássico, “Firma ideal puríssima” (CD2 faixa 19) que conduz ao apaixonado dueto de Fausto e Helena.

A lenda de Fausto tem sido um tema que se repete desde o século dezesseis no folclore e na literatura, naqueles tempos acreditava-se sinceramente na magia negra e no interminável choque entre o Poder dos Céus e as Potências das trevas, seres repugnantes dotados de botas e chifres…. Em 1509 a Universidade de Neidelberg, conferiu a láurera de doutor em teologia a um certo Johannes Faust, nascido em Knittlingen, no antigo território do reino de Württemberg, pelo ano de 1480. Conta-se que também estudara magia na universidade de Cracóvia (interessante dizer que na época esta disciplina era tão comum como Administração de Empresas nos dias de hoje). Conta a lenda oral que Faust poderia predizer o futuro, evocava heróis mitológicos em suas aulas, era tido como um pérfido dado a travessuras de extraordinária malignidade. Acabando por ir a prisão. Depois da misteriosa morte de Faust, por volta de 1540, quando ensinava a arte de voar, tornou-se comum a opinião que ele tivesse recebido seus ímpios poderes do próprio Demônio em troca de sua alma. Embora nebulosas historietas já houvessem aparecido durante a agradável vida do doutor, a oralidade logo se transformou em uma tradição escrita que do ponto de vista comercial demonstrou ser uma mina de ouro. O primeiro Faustbuch foi publicado na Alemanha em 1587 e pretendia ser uma assustadora advertência aos que se sentiam superiores às convenções religiosas. O Fausto de Goethe (1749 – 1832), é considerado uma das obras-primas da literatura universal e Boito escreveu seu libreto final dividindo da seguinte maneira: um prólogo, quatro atos e epílogo. Boito baseou o seu libreto em ambas as partes da obra de Goethe e esforçou-se por lhe dar o substrato da filosofia sobre o qual o mestre alemão criou a sua estrutura dramática, uma das mais belas partituras de ópera italiana, apesar de ser tão raramente ouvida e interpretada. Desta vez a sinopse foi copiada 100% do encarte:

Lugar: Alemanha e Grécia Antiga
Época: Idade Média e Antiguidade
Primeira apresentação: Teatro La Scala , Milão, 5 de março de 1868
Idioma original: italiano

Prólogo: Em algum lugar sem tempo definido, na nebulosa infinidade do espaço o som das trombetas e os raios rompem a névoa, seguidos de um grande hino de louvor entoado pelas invisíveis Falanges celestes. Quando cessam, aparece Mefistófeles, ironiza quanto a bondade do Céu, o poder de Deus e a debilidade do gênero humano. Perguntam-lhe se conhece o filósofo Fausto; responde saber bem quem seja e dele se ri porque dedica toda sua vida a indagar qual o sentido da fé. Neste ponto Mefistófeles desafia Deus a apostar se não conseguirá empurrar Fausto para o pecado. As vozes celestes aceitam o desafio, querendo oferecer um divertimento ao Demônio, mas quando um enxame de querubins levanta vôo, Mefistófeles sai inquieto. Os penitentes sobre a terra unem então suas vozes às das Falanges celestes em um cântico final de louvor.

Ato 1: Um domingo de Páscoa em Frankfurt no século 16; estudantes e camponeses comem e bebem numa atmosfera alegre. Fausto, entediado e cansado de sua vida de filósofo, passeia com seu discípulo Wagner. Ao crepúsculo observam um franciscano de ar sinistro que os seguiu durante todo o dia. Fausto acredita tratar-se do demônio mas Wagner repele a idéia. Todavia, procuram desorientar o frade, voltando ao estúdio de Fausto, onde o velho entoa uma apóstrofe à beleza da natureza. Sem ser visto, o franciscano seguiu Fausto e com um grito amedrontador salta para o interior da sala. Jogando fora o hábito cinzento, o frade revela ser Mefistófeles, nas vestes elegantes de um cavalheiro. Depois de se ter apresentado com um canto de zombaria, o Demônio oferece um pacto a Fausto: em troca da sua alma ele garantirá a juventude ao ancião e o servirá na terra. Fausto aceita com a condição de experimentar uma hora de completa satisfação espiritual. Firmado o pacto, Mefistófeles estende seu manto e voa para fora, juntamente com Fausto.

Ato 2, cena 1: Em um jardim, Fausto – sob o nome de Enrico – corteja ardentemente Margarida, uma jovem ingênua, da qual está enamorado. Entrementes, Mefistófeles entretém Marta, servindo-se para distraí-la de uma grande quantidade de tolices e brincadeiras. Fausto quer fazer amor com Margarida. Mas isso é impossível, desde que ela divide o quarto de dormir com a mãe, que tem sono leve. Fausto lhe dá uma poção sonífera, assegurando-lhe que apenas três gotas bastarão para assegurar-lhes toda a tranquilidade de que precisam sem molestar a mãe. Depois de uma viva sequência no jardim, os quatro se dispersam.

Ato2, cena 2: Mefistófeles leva fausto ao passo de Brocken, onde o folósofo é feito testemunhade todos os depravados festejos do inferno durante uma celebração da Noite de Valpurgis, o Sabá romântico. Enquanto as chamas iluminam o ar sulfuroso, bruxas e Samuel Rameybruxos dançam furiosamente em selvagem abandono. As criaturas infernais proclamam Mefistófeles seu mestre e o homenageiam numa esfera de cristal que simboliza a Terra. Depois de ter jogado com ela, pondo em relevo a fragilidade dos seus habitantes, ele estilhaça a esfera por entre a zombaria geral. A orgia continua, mas quando ela atinge sua culminância Fausto é aterrorizado por uma visão de Margarida acorrentada. Não obstante a repugnância de Mefistófeles, ele insiste para ser levado a ela.

Ato 3: Na cela de uma prisão, Margarida jaz sobre um leito de palha murmurando aflita de si para si. Abandonada por Fausto, foi julgada culpada do assassinato do seu próprio filho (fruto de seu amor por Fausto) e do envenenamento da mãe (o sonífero era muito forte). A prova áspera a tornou demente, mas na expectativa da execução roga pelo perdão divino. Fausto chega em companhia de Mefistófeles, que lhe dá as chaves da prisão e recomenda que se apresse para fugir com a jovem. Fausto consegue acalmá-la, descrevendo-lhe a ilha distante na qual poderiam viver felizes se ela fugisse com ele. Mefistófeles interrompe esse sonho para lhe avisar quer o dia está chegando. Mas quando reconhece Fausto, Margarida começa a delirar. Margarida fica aterrorizada com a presença do maligno e, com uma última expressão de desgosto ante o outrora amante, morre entre os braços de Fausto, no momento mesmo em que o carrasco entra na cela. Mefistófeles pronuncia sua condenação, mas um coro angélico anula a sentença; o Demônio voa para fora com o seu protegido.

Ato 4: Grécia Antiga. Mefistofele leva Fausto às margens do Vale do Templo. Fausto é arrebatado com a beleza da cena enquanto Mefistofele descobre que as orgias do Brocken eram mais do seu gosto. “É a noite do clássico Sabá”. Um bando de jovens donzelas aparece, cantando e dançando. Mefistofele, irritado e confuso, se retira. Helena entra em coro e, absorvida por uma visão terrível, ensaia a história da destruição de Tróia. Fausto entra, ricamente vestido com o traje de um cavaleiro do século XV, seguido por Mefistofele, Nereno, Pantalis e outros, com pequenos faunos e sirenes. Ajoelhando-se diante de Helena, ele se dirige a ela como seu ideal de beleza e pureza. Assim, prometendo um ao outro seu amor e devoção, eles vagam pelos castelos e se perdem de vista. A ode de Helena, “La luna imóvel inonda l’etere” (Flutuando imóvel, a lua inunda a cúpula da noite); seu sonho da destruição de Tróia; o dueto de amor por Helena e Fausto, “Ah! Amore! misterio celeste” (“Tis amor, um mistério celestial”); e a o hábil fundo musical na orquestra e coro, são as principais características da partitura deste ato.

Epílogo: encontramos Fausto em seu laboratório mais uma vez – um homem idoso, com a morte se aproximando rapidamente, lamentando sua vida passada, com o volume sagrado da Bíblia aberto diante dele. Temendo que Fausto ainda possa escapar dele, Mefistofele espalha seu manto, e instiga Fausto a voar com ele pelo ar. Apelando ao Céu, Fausto é fortalecido pelo som das canções angélicas e resiste. Enfraquecido em seus esforços, Mefistofele evoca uma visão de belas sereias. Fausto hesita um momento, volta para o volume sagrado e grita: “Aqui, finalmente, encontro a salvação”; depois cair de joelhos em oração, supera eficazmente as tentações do maligno. Ele então morre em meio a uma chuva de pétalas rosadas e à música triunfante de um coro celestial. Mefistofele perdeu sua aposta e as influências sagradas prevaleceram.

Eu tenho este ábum há 28 anos, e essa gravação com o Placidão (1941), Samuel Ramey (1942) e com a Eva Marton (1943) é difícil de bater, foi a primeira gravação que ouvi da obra, tornou-se referência. Samuel Ramey é um dos maiores Barítonos e na época ele simplesmente fez Mefistofele reviver nos palcos, impressionante, é um papel feito sob medida para ele. E a dupla com Placido Domingo ai vira um bálsamo para os sentidos. Ouvimos um canto envelhecido e vacilante de Sergio Tedesco (1921 – 2012) como Wagner. Ele pode ter tido no passado uma voz de Tarzan, mas aqui com sessenta anos de idade, fica a desejar. Eva Marton convence como Margarida e canta lindamente como Helena, apesar dos seus conhecidos vibratos. Mas os verdadeiros superstars desta gravação são A Orquestra Estadual Húngara e o Coro da Ópera Húngara. Sob a direção de Guiseppe Patane (1932 – 1989), a orquestra e o coro tornam esta gravação excepcional (uma curiosidade é que o Maestro não chegou a ver a obra produzida, faleceu pouco tempo após o final das gravações). Então vamos ao que viemos (licença poética PQP) esta onda de esplendor musical se eleva nesta grandiosa gravação com Samuel Ramey, Placido Domingo, Eva Marton sob a batuta de Giuseppe Patané, compraz esperar que o espírito de Boito possa ouví-la e ter enfim a confirmação de que suas intermináveis fadigas não foram vãs.

A história “passo a passo” com fotos do encarte original do CD estão junto no arquivo de download com as faixas, o resumo da ópera foi extraído do livro “As mais Famosas Óperas”, Milton Cross (Mestre de Cerimônias do Metropolitan Opera). Editora Tecnoprint Ltda., 1983. Desta vez fiquei com preguiça e digitalizei as páginas do livro.

Pessoal, abrem-se as cortinas e deliciem-se com a magnífica obra de Arrigo Boito !

CD1: 1
1. Mefistofele: Prologue In Heaven – Preludio
2. Mefistofele: Prologue In Heaven – ‘Ave Signor’ (Coro)
3. Mefistofele: Prologue In Heaven – Scherzo instrumentale
4. Mefistofele: Prologue In Heaven – ‘Ave Signor’ (Mefistofele)
5. Mefistofele: Prologue In Heaven – ‘T’e noto Faust?’ (Coro, Mefistofele)
6. Mefistofele: Prologue In Heaven – ‘Siam nimbi volanti’ (Coro, Mefistofele)
7. Mefistofele: Prologue In Heaven – ‘Salve Regina!’ (Coro)
8. Mefistofele: Act One – ‘Perche di la?’ (Coro)
9. Mefistofele: Act One – ‘Qua il bicchier!’ (Coro)
10. Mefistofele: Act One – ‘Al soave raggiar’ (Faust)
11. Mefistofele: Act One – ‘ Movere a diporto’ (Wagner, Coro)
12. Mefistofele: Act One – ‘Sediam sovra quel sasso’ (Faust, Wagner, Coro)
13. Mefistofele: Act One – ‘Dai campi, dai prati’ (Faust)
14. Mefistofele: Act One – ‘Ola! Chi urla?’ (Faust, Mefistofele)
15. Mefistofele: Act One – ‘Son lo Spirito’ (Mefistofele)
16. Mefistofele: Act One – ‘Strano figlio del Caos’ (Faust, Mefistofele)
17. Mefistofele: Act One – ‘Se tu mi doni un’ora’ (Faust, Mefistofele)
18. Mefistofele: Act Two ‘Cavaliero illustre e saggio’ (Margherita, Faust, Mefistofele, Marta)
19. Mefistofele: Act Two – ‘Colma il tuo cor’ (Faust, Margherita, Mefistofele, Marta)

Disc: 2
1. Mefistofele: Act Two – ‘Su, cammina’ (Mefistofele, Coro)
2. Mefistofele: Act Two – ‘Folletto!’ (Faust, Mefistofele)
3. Mefistofele: Act Two – ‘Ascolta. Si’agita il bosco’ (Mefistofele, Coro)
4. Mefistofele: Act Two – ‘Largo, largo a Mefistofele’ (Mefistofele, Coro)
5. Mefistofele: Act Two – Danza di streghe – ‘Popoli!’ (Mefistofele, Coro)
6. Mefistofele: Act Two – ‘Ecco il mondo
7. Mefistofele: Act Two – ‘Riddiamo!’ (Coro, Faust, Mefistofele)
8. Mefistofele: Act Two – ‘Ah! Su! Riddiamo’ (Coro)
9. Mefistofele: Act Three – ‘L’altra notte in fondo’ (Margherita, Faust, Mefistofele)
10. Mefistofele: Act Three – ‘Dio di pieta!’ (Margherita, Faust)
11. Mefistofele: Act Three – ‘Lontano, lontano, lontano’ (Margherita, Faust)
12. Mefistofele: Act Three – ‘Sorge il di!’ (Mefistofele, Margherita, Faust)
13. Mefistofele: Act Three – ‘Spunta l’aurora pallida’ (Margherita, Faust, Mefistofele)
14. Mefistofele: Act Four – ‘La luna immobile’ (Elena, Pantalis, Faust)
15. Mefistofele: Act Four – ‘Ecco la notte del classico Sabba’ (Mefistofele, Faust)
16. Mefistofele: Act Four – Andantino danzante
17. Mefistofele: Act Four – ‘Ah! Trionfi ad Elena’ (Coro, Elena)
18. Mefistofele: Act Four – ‘Chi Vien? O strana’ (Coro)
19. Mefistofele: Act Four – ‘Forma ideal’ (Faust, Elena, Mefistofele, Pantalis, Nereo, Coro)
20. Mefistofele: Epilogue – ‘Cammino, cammina’ (Mefistofele, Faust)
21. Mefistofele: Epilogue – ‘Giunto sul passo estremo’ (Faust, Mefistofele)
22. Mefistofele: Epilogue – ‘Ecco la nuova turba’ (Faust, Mefistofele)
23. Mefistofele: Epilogue – ‘Vien! Io distendo questo mantel

Gravação em estúdio, lançado em 1990 pelo selo Sony Music
Mefistofele: Samuel Ramay, baixo
Fausto: Placido Domingo, tenor
Margarida / Helena: Eva Marton, soprano
Wagner: Sergio Tedesco, tenor
Marta: Tamara Tacáks, contralto
Pantalis: Éva Farkas
Nereo: Antal Pataki

Hungaroton Opera Chorus – Piergiorgio Morandi
Orquestra do Estado Húngaro – Giuseppe Pantané

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Samuel Ramey: Que voz !
Samuel Ramey: Que voz !

Ammiratore

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Six Partitas, BWV 825-830 – Scott Ross

41AleYs2-zLO cravista norte americano Scott Ross apareceu muito pouco aqui no PQPBach, umas duas ocasiões, talvez, no máximo. E em nenhuma delas ela tocava Bach. Talvez seja a hora de suprir esta falta.
Gosto do som que emana do instrumento, talvez em alguns momentos prefira Gustav Leonhardt, por exemplo, ou até mesmo Glenn Gould, mas Ross me satisfaz plenamente na maior parte do tempo.
Scott Ross morreu muito jovem, meros trinta e seis anos de idade, vítima de complicações causadas pelo vírus do HIV. Mas produziu bastante, e se tornou um grande nome do instrumento, principalmente no repertório dos franceses, como Couperin e Rameau.
Estas Partitas abrem uma série de postagens que pretendo trazer com alguns CDs dedicados a Bach. Espero que apreciem.

01. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – I.Praeludium
02. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – II.Allemande
03. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – III.Corrente
04. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – IV.Sarabande
05. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – V.Menuet I
06. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – VI.Menuet II
07. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – VII.Giga
08. Partita No.2 c-moll BWV 826 – I.Sinfonia
09. Partita No.2 c-moll BWV 826 – II.Allemande
10. Partita No.2 c-moll BWV 826 – III.Courante
11. Partita No.2 c-moll BWV 826 – IV.Sarabande
12. Partita No.2 c-moll BWV 826 – V.Rondeaux
13. Partita No.2 c-moll BWV 826 – VI.Capriccio
14. Partita No.3 a-moll BWV 827 – I.Fantasia
15. Partita No.3 a-moll BWV 827 – II.Allemande
16. Partita No.3 a-moll BWV 827 – III.Corrente
17. Partita No.3 a-moll BWV 827 – IV.Sarabande
18. Partita No.3 a-moll BWV 827 – V.Burlesca
19. Partita No.3 a-moll BWV 827 – VI.Scherzo
20. Partita No.3 a-moll BWV 827 – VII.Gigue
21. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – I.Ouverture
22. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – II.Allemande

CD 2

01. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – III.Courante
02. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – IV.Aria
03. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – V.Sarabande
04. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – VI.Menuet
05. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – VII.Gigue
06. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – I.Praeambulum
07. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – II.Allemande
08. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – III.Corrente
09. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – IV.Sarabande
10. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – V.Tempo di Minuetto
11. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – VI.Passepied
12. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – VII.Gigue
13. Partita No.6 e-moll BWV 830 – I.Toccata
14. Partita No.6 e-moll BWV 830 – II.Allemande
15. Partita No.6 e-moll BWV 830 – III.Corrente
16. Partita No.6 e-moll BWV 830 – IV.Air
17. Partita No.6 e-moll BWV 830 – V.Sarabande
18. Partita No.6 e-moll BWV 830 – VI.Tempo di Gavotta
19. Partita No.6 e-moll BWV 830 – VII.Gigue

Scott Ross – Harpsichord

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