Johann Sebastian Bach – Goldberg Variations – Alexander Tharaud

CoverNos próximos dias farei uma série de postagens com obras de Bach. E começo em grande estilo.

Já declarei por aqui que minha versão favoríta das Goldberg é a de Ralph Kirkpatrick, pois ela me acompanha desde que me conheço por gente, e foi através dela que conheci a obra deste gênio chamado Johann Sebastian.

Mas enfim, existem dezenas de outras gravações. E ao contrário de outras obras, me satisfaço com algumas que tenho. Claro que as que chegarem podem ser consideradas como lucro.

Dito isso, apresento aos senhores mais uma versão desta obra prima do gênio bachiano, desta vez com o pianista francês Alexander Tharaud,  que aos poucos vem sem tornando um especialista neste repertório. Sua gravação dos Concertos Italianos do mesmo Johann Sebastian me surpreendeu quando a ouvi pela primeira vez.

Espero que apreciem.

1 -32 – Goldberg Variations. BWV 988

 

Alexander Tharaud – Piano

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Violin Concertos

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Violin Concertos

Para começar, eu adoro Alina Ibragimova. Ela é um brilhante exemplo do jovem solista moderno, tão confortável adotando instrumentos de época, como em estrear novas obras ou descobrir um repertório negligenciado. Sua nova gravação de Concertos para Violino de Bach abre com dois concertos que Bach escreveu realmente para o violino: os BWV 1041 e 1042. Ao lado deles, Ibragimova oferece três concertos que são reconstruções de concertos para teclado, dois dos quais provavelmente tiveram origem em concertos perdidos para violino. Se tudo isso soa um pouco formal e acadêmico, as performances de Ibragimova não são nada disso. Há exuberância, graça e criatividade na forma como ela aponta os ritmos de dança. Nos movimentos lentos, há grande intimidade e calma, como se estivéssemos ouvindo uma conversa entre amigos ou amantes. Seus acompanhantes são os 14 membros da Arcangelo, dirigidos a partir do cravo por Jonathan Cohen.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Violin Concertos

Violin Concerto in A minor BWV1041[12’17]
1 [Allegro moderato][3’43]
2 Andante[5’16]
3 Allegro assai[3’18]

Violin Concerto in E major BWV1042[14’55]
4 Allegro[7’02]
5 Adagio[5’28]
6 Allegro assai[2’25]

Violin Concerto in A major BWV1055[13’11]
7 Allegro[4’05]
8 Larghetto[5’17]
9 Allegro ma non tanto[3’49]

Violin Concerto in G minor BWV1056[9’01]
10 Allegro[3’06]
11 Adagio[2’33]
12 Presto[3’22]

Violin Concerto in D minor BWV1052[19’27]
13 Allegro[6’55]
14 Adagio[5’32]
15 Allegro[7’00]

Alina Ibragimova (violin)
Arcangelo
Jonathan Cohen (conductor)

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Ibragimova, muito melhor do que Ibrahimovic
Ibragimova, muito melhor do que Ibrahimovic

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – English Suites 1,3 e 5 – Piotr Anderszewski

bach_english_suitesThe way he has considered the touch and dynamic of every phrase means that these are readings that constantly impress with fresh details each time you hear them’”

Este é comentário da conceituada revista Gramophone ao premiar este CD de Piotr Anderszewski como o melhor de 2014 na categoria Instrumental, em sua tradicional premiação anual. O  texto integral da resenha está aqui . 

Que mais podemos dizer desse CD além de ter sido escolhido o melhor do ano em sua categoria? Conheci este pianista em uma gravação em que ele acompanha Viktoria Mullova em sua leitura das sonatas de Brahms. E não lhe dei muito mais atenção depois disso. O que foi um erro. Sua carreira é muito sólida e suas gravações são muito recomendadas e bem avaliadas.

01 – 08 English Suite No.3 in G Minor BWV 808

09 – 17 English Suite No.1 in A Major BWV 806

18 – 24 18 – English Suite No.5 in E Minor BWV 810

Piotr Anderszewski – Piano

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Faixa 24 em formato MP3

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Italienisches Konzert BWV 971, Orchestersuite Nr. 2 h-Moll BWV 1067, etc. – Magali Mosnier, SKO

frontEis um baita de um CD para quem adora Bach e flauta, como é o meu caso.
A flautista francesa Magali Mosnier dá um show tocando em sua flauta um repertório dedicado a Bach, em transcrições e adaptações, ou obras efetivamente compostas para o instrumento pelo gênio de Leipzig. A excelente Stuttgarter Kammerorchester também é uma jóia. Infelizmente não consegui maiores informações sobre os autores de algumas transcrições, mas tudo bem.
Definitivamente, um excelente CD, até como introdução à obra de Bach.

1. Italian Concerto, for solo keyboard in F major (Clavier-Übung II/1), BWV 971 (BC L7): 1. Allegro
2. Italian Concerto, for solo keyboard in F major (Clavier-Übung II/1), BWV 971 (BC L7): 2. Andante
3. Italian Concerto, for solo keyboard in F major (Clavier-Übung II/1), BWV 971 (BC L7): 3. Presto
4. Sonata for flute & keyboard in E flat major, BWV 1031: Siciliano g-Moll
5. Orchestral Suite No. 2 in B minor, BWV 1067: Polonaise: Lentement – Double
6. Orchestral Suite No. 2 in B minor, BWV 1067: Badinerie
7. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 5 in F minor, BWV 1056: 1. Moderato
8. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 5 in F minor, BWV 1056: 2, Largo
9. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 5 in F minor, BWV 1056: 3. Presto
10. Cantata No. 209, ‘Non sa che sia dolore,’ BWV 209 (BC G50): Sinfonia h-Moll
11. Sonata for flute & keyboard in A major, BWV 1032: 1. Vivace
12. Sonata for flute & keyboard in A major, BWV 1032: 2. Largo e dolce
13. Sonata for flute & keyboard in A major, BWV 1032: 3. Allegro
14. Bist du bei mir, aria arranged for voice & continuo (after Gottfried Stölzel), BWV 508
15. Willst du dein Herz mir schenken (Aria di Giovannini), aria for voice & continuo (AMN II/37), BWV 518
16. Weihnachtsoratorium (Christmas Oratorio), in six parts, BWV 248 (BC D7): Nur ein Wink von seinen Händen
17. St. Matthew Passion (Matthäuspassion), for soloists, double chorus & double orchestra, BWV 244 (BC D3b): Erbarme dich

Magali Mosnier – Flute
Stuttgarter Kammerorchester
Michael Hoffstetter – Conductor

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Italian Influences on Bach – BWV971 Italian Concerto, BWV973 Concerto in G (after Vivaldi), BWV975 Concerto in g minor (after Vivaldi), etc. Cyprien Katsaris

61gkzG1cVMLDia destes trouxe outro cd deste excelente pianista tocando Chopin.
No CD que estou trazendo hoje Katsaris dedica-se a Bach, mas curiosamente, apenas as peças que Bach transcreveu de compositores italianos, mais especificamente Vivaldi. Li em algum lugar que o objetivo de Bach ao transcrever estas obras era mais didático-educativo.
Qualquer que seja o motivo, é curioso ouvirmos essas peças, compostas originalmente para violino e orquestra de cordas. Podemos admirar ainda mais o velho Johann pela sua incrível capacidade criativa e claro, pela genialidade ao transcrevê-las para o teclado.
Katsaris é um músico completo, que respeita muito o que toca. Tenho certeza de que os senhores irão aprovar a experiência.

01 Bach BWV971 Italian Concerto – I. Allegro
02 II. Andante
03 III. Presto
04 Bach – BWV972 Concerto in D (after Vivaldi) – I
05 II. Larghetto
06 III. Allegro
07 Bach – BWV973 Concerto in G (after Vivaldi) – 1
08 II. Largo
09 III. Allegro
10 Bach – BWV975 Concerto in g minor (after Vivaldi) – 1
11 II. Largo
12 III. Giga. Presto
13 Bach – BWV976 Concerto in C (after Vivaldi) – 1
14 II. Largo
15 III. Allegro
16 Bach – BWV977 Concerto in C (after Vivaldi) – 1
17 II. Adagio
18 III. Giga
19 Bach – BWV978 Concerto in F (after Vivaldi) – 1
20 II. Largo
21 III. Allegro
22 Bach – BWV980 Concerto in G (after Vivaldi) – 1
23 II. Largo
24 III. Allegro
25 Bach – BWV916 Toccata in G – I. Presto
26 II. Adagio
27 III. Allegro

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J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma bela aquisição para sua coleção de obras de Bach. Trata-se de interpretações sensíveis e virtuosísticas para este diálogo entre a viola da gamba e o cravo, uma conversa musical do mais alto conteúdo. O resultado é de elegância ímpar. Uma delícia total ouvir este CD e, de cada vez, descobrir novas sutilezas e revelações sob as estruturas magníficas criadas por Bach. A colocação de duas árias cujos temas são apresentados pela viola da gamba — uma da São Mateus e outra da São João — ,separando as três sonatas, também foi uma grande ideia.

Um feliz 31 de agosto para todos!

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo

1. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Adagio
2. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Allegro, ma non tanto
3. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Andante
4. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Allegro moderato

5. Preludio, improvisation for viola da gamba
6. St. Matthew Passion (Matthäuspassion), for soloists, double chorus & double orchestra, BWV 244 (BC D3b): Komm, süßes Kreuz

7. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Adagio
8. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Allegro
9. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Andante
10. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Allegro

11. St. John Passion (Johannespassion), BWV 245 (BC D2): Es ist vollbracht

12. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Vivace
13. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Adagio
14. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Allegro

Paolo Pandolfo, viola da gamba
Markus Hünninger, cravo

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Pandolfo e Hunninger no Wigmore Hall
Pandolfo e Hünninger no Wigmore Hall

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Goldberg Variations BWV 988 (Karl Richter)

51BSixtI4TLMais uma gravação das Goldberg para a minha coleção, dessa vez com um dos ídolos do blog, o cara que apresentou Bach para muita gente, ainda nos anos cinquenta, sessenta e setenta. Enfim, Karl Richter foi um dos grandes nomes quando se fala em interpretação da obra de Johann Sebastian Bach. Podemos até não concordar com algumas leituras, mas ninguém é doido a ponto de negar a importância dele na divulgação da obra de Papai Bach.
Estas Variações Goldberg que ora vos trago podem parecer pesadas para alguns ouvidos mais acostumados com outras gravações, entre tantas existentes no mercado. Gustav Leonhardt, que foi um dos maiores intérpretes de Bach de todos os tempos, e mais recentemente Pierre Häntai são os meus favoritos, sem esquecer de Ralph Kirpatrick, que me apresentou estas obras, em um belíssimo LP da Arkiv, e que ouvi primeiramente ainda na minha infância. Glenn Gould causou alvoroço quando gravou essas variações lá em 1955, mas no piano. Ao cravo, os três nomes citados acima são os meus favoritos.
Então, mortais, deleitem-se com Karl Richter tocando as Variações Goldberg.

01. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Aria
02. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 1 a 1 Clav.
03. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 2 a 1 Clav.
04. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 3 Canane all’Unisono a 1 Clav.
05. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 4 a 1 Clav.
06. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 5 a 1 ovvero 2 Clav.
07. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 6 Canone alla Seconda a 1 Clav.
08. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 7 a 1 ovvero 2 Clav. Al temp…
09. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 8 a 2 Clav.
10. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 9 Canone alla Terza a 1 Clav.
11. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 10 Fugetta a 1 Clav.
12. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 11 a 2 Clav.
13. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 12 Canone alla Quarta (a 1 C…
14. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 13 a 2 Clav.
15. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 14 a 2 Clav.
16. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 15 Canone alla Quinta in mot…
17. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 16 Ouverture a 1 Clav. Andante
18. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 17 a 2 Clav.
19. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 18 Canone alla Sesta a 1 Clav.
20. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 19 a 1 Clav.
21. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 20 a 2 Clav.
22. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 21 Canone alla Settima (a 1…
23. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 22 a 1 Clav. Alla breve
24. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 23 a 2 Clav.
25. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 24 Canone all’Ottava a 1 Clav.
26. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 25 a 2 Clav. Adagio
27. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 26 a 2 Clav.
28. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 27 Canone alla Nona a 2 Clav.
29. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 28 a 2 Clav.
30. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 29 a 1 ovvero 2 Clav.
31. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 30 Quodlibet a 1 Clav.
32. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Aria da Capo

Karl Richter – Harpsichord

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Karl Richter

 

Prayer: Música para Voz e Órgão com Magdalena Kozena e Christian Schmitt

Prayer: Música para Voz e Órgão com Magdalena Kozena e Christian Schmitt

Um disco de música sacra desta que é uma das maiores estrelas do canto lírico atual. Ela canta maravilhosamente peças que, na verdade, tira de letra. É uma utilidade, pois raramente um duo de voz e órgão é gravado, ainda mais neste nível. Aqui, ela passa por Franz Schubert, Johann Sebastian Bach, Hugo Wolf, Maurice Ravel, Bizet, Verdi, Purcell… e outros compositores dos quais a gente nem sabia de momentos carolas. Sabiam que ela vai gravar todas as canções de Schubert em uma série de recitais no Wigmore Hall? Ah, pois é, as pessoas têm de se informar. Vai gravar, sim..

Prayer: Música para Voz e Órgão com Magdalena Kozena e Christian Schmitt

Franz Schubert (1797-1828)
1. Totengräbers Heimweh, D 842 05:42
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
2. Komm, süßer Tod, komm, sel’ge Ruh!, BWV 478 03:16
Hugo Wolf (1860-1903)
3. Karwoche 03:54
Maurice Ravel (1875-1937)
4. Kaddisch 04:34
Georges Bizet (1838-1875)
5. Agnus Dei 03:08
Franz Schubert (1797-1828)
6. Ellens Gesang III (Hymne an die Jungfrau), D 839 05:44
Hugo Wolf (1860-1903)
7. Mühvoll komm ich und beladen 04:42
Henry Purcell (1659–1695)
8. Tell Me, Some Pitying Angel (The Blessed Virgin’s… 07:15
Antonin Dvorak (1841-1904)
9. Ave Maria, Op.19b 03:01
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
10. So gibst du nun, mein Jesu, gute Nacht!, BWV 501 02:10
Franz Schubert (1797-1828)
11. Himmelsfunken, D 651 02:54
Hugo Wolf (1860-1903)
12. Zum neuen Jahr 01:43
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
13. Die güldne Sonne, BWV 451 01:13
Franz Schubert (1797-1828)
14. Vom Mitleiden Mariä, D 632 03:46
Hugo Wolf (1860-1903)
15. Schlafendes Jesukind 03:11
Franz Schubert (1797-1828)
16. Litanei auf das Fest Allerseelen, D 343 04:41
Giuseppe Verdi (1813–1901)
17. Ave Maria 05:03
Hugo Wolf (1860-1903)
18. Gebet 02:02
Franz Schubert (1797-1828)
19. Der Leidende, D 432 01:52
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
20. Mein Jesu, was für Seelenweh, BWV 487 02:32
Maurice Duruflé
21. Notre Père, Op.14 01:25
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
22. Kommt, Seelen, dieser Tag, BWV 479 01:06
Petr Eben (1929-2007)
23. Die Hochzeit zu Kana 06:54
Leos Janacek (1854-1928)
24. Glagolitic Mass – 7. Varhany Solo 02:53

Magdalena Kozena, mezzo-soprano
Christian Schmitt, órgão

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A Sr.a Rattle sabe o que faz. Canta demais!
A Sra. Rattle sabe o que faz. Canta demais!

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Suítes para Violoncelo Solo – Julius Berger

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Suítes para Violoncelo Solo – Julius Berger

MI0001033551Depois de minha estreia neste eudaimônico blogue, ainda sob os auspícios do patrono PQP Bach, prossigo em minha bicicleta, e já sem rodinhas, a largar música por suas veredas.

Começo com uma gravação que toca em cheio as fibras deste coração ademais durão: nada menos do que o primeiro CD importado que comprei, ainda no século passado.

Para os jovens entre vós outros que não entendem nem o fascínio de um CD importado, nem muito menos como poderia ele amaciar miocárdio tão rijo, eu explico:

Naqueles medonhos tempos em que não só se votava no Collor com esperança, mas também no Afif por causa do jingle, eu comprei meu primeiro CD player, então conhecido como “toca-discos-laser”. A indústria fonográfica brasileira já investia sua sanha caça-níqueis em explorar, como é de sua praxe, os veios do lucro fácil e abundante. Como bem se sabe, aqui ao sul do Equador tais mananciais estão sempre mais próximos do telecoteco e das letras marotas do que de qualquer coisa que envolva arcos, espigões e cordas de tripa. Por conta disso, os lançamentos nacionais em música erudita restringiam-se essencialmente a um punhado de gravações remixadas em compact discs por uma empresa, cujo nome não mencionarei aqui por, assim digamos, responsabilidade jurídica. Pois aquele inominado moedor de som tinha o peculiar talento de fazer até mesmo a Filarmônica de Berlim completa, tocando a “Abertura 1812” de Tchaikovsky com coro, carrilhões e canhão, soar como a charanga do Brasil de Pelotas (nada contra) a tocar do fundo de um tarro de leite – e, cúmulo do ultraje, ainda acondicionar os tristes produtos em caixinhas meio foscas e ganhar dinheiro com isso.

Havia, lógico, alternativas à agonia e ao desespero. Lojas especializadas e ar-condicionadas ofereciam uma cornucópia de gravações importadas para quem – em dólares, de preferência – se dispusesse a pagar por elas. A mim, espinhudo estudante, que não só vivia de mesada, mas ainda por cima mesada em cruzados novos (eu lhes falei que os tempos eram medonhos!), restavam só dois expedientes: o plantão permanente ao pé do dito três-em-um, munido de minhas fitas virgens, pronto para pulsar o “REC” a cada anúncio de obra favorita, ou, como já se disse, os fanhosos lançamentos da gravadora-da-qual-não-se-diz-o-nome.

Entre minhas jornadas no purgatório de melômano de classe média, eu peregrinava aos frescos templos ladrilhados de CDs da Deutsche Grammophon e ficava lá a gastar as horas, que me sobravam mais do que o dinheiro, a sorver o ar gelado, escutar os entreveros dos ubíquos anciãos que pareciam capazes de matar ou morrer por Karajan ou Celibidache – e, ah sim, salivar muito de cobiça.

Antes que encontremos Pollyana Moça e comecemos com ela o jogo do contente, eu pego a contramão, engato a segunda e lhes conto que houve um dia em que me caíram no colo cinquenta dólares, cuja origem não revelo nem sob tortura chinesa, que me eram suficientes para não somente uma, mas sim para DUAS daquelas cobiçadas caixinhas repletas de prazer aural.

Corri, claro, feito um Dodge à minha loja preferida. Quando cheguei, o proprietário – um híbrido do Homer Simpson com o Shylock d’O Mercador de Veneza – acabara de colocar uma gravação no toca-discos-laser, que é a mesma que vocês escutarão na faixa 1 do primeiro CD a seguir.

Que dizer daquilo?

Ainda hoje não saberia responder. Se daquele transe me sobrasse um neurônio sequer para uma palavra, ele me gritaria “SUBLIME”. E, enquanto meus sentidos viravam suco, um violoncelo – instrumento que eu tolamente acreditara ser monódico – tecia, em semicolcheias, engenhosas ilusões de harmonia e movimento.

Nem percebi o dinheiro trocando de mãos. Para Shylock Simpson, aquele foi tão só o tilintar de mais um punhado de dobrões. Para mim, jovem melômano, eram as chaves para um devoto amor que eu nunca mais deixaria.

E mais não lhes digo acerca da música, pois se eu lhe pudesse descrever a beleza em palavras, ela não precisaria, enfim, ser música.

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)

SEIS SUÍTES PARA VIOLONCELO SOLO, BWV 1007-1012

CD 01

SUÍTE NO. 1 EM SOL MAIOR, BWV 1007

01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuet I & II
06 – Gigue

SUÍTE NO. 4 EM MI BEMOL MAIOR, BWV 1010

07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Bourrée I & II
12 – Gigue

SUÍTE NO. 5 EM DÓ MENOR, BWV 1011

13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavotte I & II
18 – Gigue

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CD 02

SUÍTE NO. 2 EM RÉ MENOR, BWV 1008
01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courrante
04 – Sarabande
05 – Menuet I & II
06 – Gigue

SUÍTE NO. 3 EM DÓ MAIOR, BWV 1009

07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Bourrée I & II
12 – Gigue

SUÍTE NO.6 EM RÉ MAIOR, BWV 1012

13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavotte I & II
18 – Gigue

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JULIUS BERGER, violoncelo de cinco cordas (Jan Pieter Rambouts, Amsterdam, 1700)

Julius Berger, todo faceirão
Julius Berger, todo faceirão

Vassily

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – English Suite No.2 in a Minor Bwv 807, English Suite No.3 in G Minor Bwv 808 – Ivo Pogorelich

51A5vqbdwVLConfesso que nunca acompanhei com muita atenção a carreira de Ivo Pogorelich. Tanto que em minha ignorância acreditava que era russo, e não croata. Mas enfim, são detalhes.
O que importa aqui é essa sua excepcional leitura das Suítes Inglesas de Bach. Desde o fenomenal Prelúdio da segunda suíte, que abre o cd, podemos ver que ali está um músico focado, que sabe que tem pela frente um grande desafio, mas o encara com segurança e um tremendo virtuosismo.
Mas vamos ao que interessa.

1 English Suite No.2 in a Minor Bwv 807 – Prelude
2 English Suite No.2 in a Minor Bwv 807 – Allemande
3 English Suite No.2 in a Minor Bwv 807 – Courante
4 English Suite No.2 in a Minor Bwv 807 – Sarabande
5 English Suite No.2 in a Minor Bwv 807 – Bourée I – II
6 English Suite No.2 in a Minor Bwv 807 – Gigue
7 English Suite No.3 in G Minor Bwv 808; Allemande
8 English Suite No.3 in G Minor Bwv 808 – Courante
9 English Suite No.3 in G Minor Bwv 808 – Sarabande
10 English Suite No.3 in G Minor Bwv 808 – Gavotte I – II
11 English Suite No.3 in G Minor Bwv 808 – Gigue

Ivo Pogorelich – Piano

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Sonatas for Violin & Harpsichord – Carmignola, Marcon

FrontNa certeza de que este CD já havia sido postado, deixei-o de lado nos últimos meses. Mas para minha surpresa, na verdade ele nunca apareceu cá pelas bandas do PQPBach. O que é uma boa notícia, afinal trata-se de dois estupendos músicos, especialistas no repertório barroco, encarando a obra de nosso Johann Sebastian.

Estas sonatas já apareceram por aqui em outras ocasiões, com outros intérpretes tão competentes quanto Carmignola / Marcon. Então por que estou as trazendo novamente? Simples, porque nós do PQPBach somos como caçadores do Santo Graal das gravações, gostamos de ouvir todas as possibilidades possíveis dentro da infindável variedade de possibilidades existentes no mercado. Não sei porque adquirimos esse vício, pertencemos àquele restrito mundo de metidos que enche a boca para dizer que prefere Rachel Podger tocando Bach à Viktoria Mullova, que as gravações históricas são superiores àquelas feitas pelas grandes orquestras, que citam nomes complicados como Harnoncourt ou Leonhardt … enquanto isso, 99,9% da população mundial não entende patavina do que estamos falando.
Então talvez seja para mostrar o porque preferimos Podger à Mullova, ou até mesmo ao Carmignola, que trazemos esses cds. Assim os senhores podem entender um pouco mais do que estou falando.
Ah, sim, tratam-se de dois cds absolutamente IM-PER-DÍ-VEIS !!

CD 1

01. Sonata No.1 in B minor for Violin and Harpsichord, BWV 1014  I. Adagio
02. II. Allegro
03. III. Andante
04. IV. Allegro
05. Sonata No.2 in A major for Violin and Harpsichord, BWV 1015  I. (Dolce)
06. II. Allegro
07. III. Andante un poco
08. IV. Presto
09. Sonata No.3 in E major for Violin and Harpsichord, BWV 1016  I. Adagio
10. II. Allegro
11. III. Adagio ma non tanto
12. IV. Allegro

CD 2

01. Sonata No.4 in C minor for Violin and Harpsichord, BWV 1017  I. Largo
02. II. Allegro
03. III. Adagio
04.  IV. Allegro
05. Sonata No.5 in F minor for Violin and Harpsichord, BWV 1018  I. Largo
06. II. Allegro
07. III. Adagio
08. IV. Vivace
09. Sonata No.6 in G major for Violin and Harpsichord, BWV 1019  I. Allegro
10. II. Largo
11. III. Allegro (harpsichord solo)
12. IV. Adagio
13. V. Allegro

Giuliano Carmignola – Violin
Andrea Marcon – Harpsichord

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

BACH PAI (1685-1750): integral dos MOTETOS – Camerata Antiqua de Curitiba / Roberto de Regina (1991)

JSBach Motetos CamerataCuritiba RobertoDeRegina CAPAPublicado originalmente em 13.08.2011

Vai pra quase 10 meses que o Monge Ranulfus reduziu drasticamente suas postagens aqui a quase zero por entrar numa fase de peregrinações que um dia há de arregar… mas por enquanto o máximo que começa a aparecer no horizonte é o fim da fase curitibana dessa peregrinação. E com isso veio a vontade de compartilhar algumas coisas garimpadas nesta fase – acima de tudo esta surpreendente integral dos Motetos do patrono maior do blog, gravada em 1991 e lançada em 1993, como parte das celebrações dos 300 anos da cidade.

Bem, o blog já tem outra integral dos motetos, postada pelo nosso Grão-Mestre-Fio-do-Véio em 07/12/2010, na Caixa 7 da série Bach 2000 – e com ninguém menos que Harnoncourt (gravação de 1980). Tem cabimento postar uma realização brasileira depois da de Harnoncourt?

Confesso que fui ouvir cheio dessa dúvida… e tive uma ótima surpresa. Não, não é Harnoncourt – nem deveria ser. Mas ouçam… e verão.

Eu não diria que todos os 64 minutos de música estão perfeitos – especificamente o início da faixa 2 (“Der Geist hilft”) me pareceu um pouco abaixo do restante, e se eu começasse por ali julgaria mal. Mas talvez seja principalmente pelo contraste com o finalzinho da faixa 1, que saiu tão nos trinques que acaba hipertrofiando nossas expectativas.

Mas não quero deixar uma impressão de condescendência – e pra isso digo apenas: o maior dos motetos, o monumental “Jesu Meine Freude”, está muito superior aqui – muito mais lindo – que nas minhas duas honoráveis gravações alemãs em vinil, dos anos 70.

E ainda, pra não dizer que não falei de texto, o encarte traz 9 páginas de comentários substanciosos às obras e a esta realização em particular – e o monge foi patet… ops, bonzinho o suficiente pra escaneá-lo, processá-lo e incluí-lo no pacote pra vocês.

Antes de passar à música, só mais uma observação – esta triste: este CD foi encontrado num sebo, perdido entre caqueiras. A tradicional livraria da fundação mantenedora foi fechada no início de 2010, e sequer na propagandeada sede própria existe a discografia completa da Camerata em arquivo. O custo de prensagem de CDs hoje é irrisório, qualquer turma de moleques de favela produz o seu; manter sempre em exposição e venda na sede alguns exemplares de cada item da discografia honraria o grupo e a cidade, e teria custo irrisório. Será que os responsáveis administrativos (não falo dos artísticos) não percebem o quanto fica feio esse descompasso entre a importância da realização acumulada desse grupo e o pouco respeito concreto que vem sendo mostrado por essa realização?

J.S. Bach: MOTETOS (integral) – Camerata Antiqua de Curitiba
Direção: Roberto de Regina – Gravado em 1991 – Editado em 1993

01 Singet dem Herrn ein neues Lied – BWV 225
[Cantai ao Senhor um cântico novo] – 12min46 (3 movimentos)
02 Der Geist hilft unser Schwachheit auf – BWV 226
[O Espírito ajuda em nossa fraqueza] – 07min52 (4 movimentos)
03 Jesu meine Freude – BWV 227
[Jesus minha alegria] – 20min07 (12 movimentos)
04 Fürchte dich nicht, ich bin bei dir – BWV 228
[Não temas, estou contigo] – 07min41 (seções encadeadas)
05 Komm, Jesu, komm – BWV 229
[Vem, Jesus, vem] – 09min33 (4 movimentos)
06 Lobet den Herrn, alle Heiden – BWV 230
[Louvai ao Senhor todos os pagãos] – 07min06 (seções encadeadas)

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Ranulfus

Bach, Hindemith, C.Guarnieri, Fauré, Schubert e mais, na flauta & piano: dois recitais memoráveis

Duo Morozowicz 1 http://i30.tinypic.com/2vke3kg.jpgPublicado originalmente em 23.07.2010

Como vocês devem imaginar, escolhi vinis pelos quais tenho muito carinho para começar minha carreira de digitalizador amador – mas por estes dois o carinho é todo especial.

Tadeusz Morozowicz (pronunciado Morozóvitch) nasceu na Polônia em 1900, e em 1925 se instalou em Curitiba, onde dois anos depois fundaria o que se diz ter sido a segunda escola de balé do país.

Duo Morozowicz 2 http://i28.tinypic.com/6e3hv5.jpgNão sei se a escola foi mesmo a segunda, mas acho que Tadeusz realizou proeza maior: todos os três filhos foram leading figures da vida artística paranaense da segunda metade do século XX: Milena como coreógrafa, professora de dança, diretora de balé; Zbigniew Henrique como pianista, organista, compositor, professor formal e não formal com sua presença sempre questionadora e profunda; Norton, como flautista – aluno de ninguém menos que Aurèle Nicolet – e mais recentemente também como regente e diretor de festivais.

Henrique e Norton http://i27.tinypic.com/2w7274j.jpgAtuando em duo desde 1971, em 1975 Norton e Henrique resolveram transformar em disco um recital que haviam dado na Sala Cecília Meireles, no Rio. Gravadoras, como se sabe, sempre deram menos bola para qualidade que para a vendabilidade dos nomes; pouquíssimos músicos clássicos brasileiros eram gravados na época, sobretudo se não morassem no Rio. Sempre inventivo, Henrique lançou uma lista de venda antecipada – que tive o gosto de assinar -, e com isso levantou a verba para o primeiro destes discos. Com o segundo, três anos depois, não lembro os detalhes, mas também foi produção independente.

Quer dizer: a circulação destas gravações foi muito limitada até hoje – o que me parece um despropósito, dada a qualidade do material. Bom, pelo menos eu sinto assim. E é claro que, como frente a qualquer artista, pode-se discordar desta ou daquela opção – mas depois de ouvirem algumas vezes, duvido que vocês me digam que estou superestimando devido ao afeto por um professor marcante!

Ainda umas poucas observações: tenho certa preferência pela sonoridade do volume 2, onde Norton optou por menos vibrato e Henrique por menos staccato, mas isso não me impede de me deliciar com o volume 1, que começa com a singeleza das Pequenas Peças de Koechlin (que os franceses pronunciam Keklã, embora eu também já tenha ouvido Keshlã. Não conhecem? Bem, aluno de Fauré, professor de Poulenc e do português Lopes-Graça), passa pela consistência de Hindemith e pelo lirismo espantosamente ‘brasileiro’ da Fantasia de Fauré (para mim a faixa mais marcante), chegando a um final que, a despeito de minhas resistências a Bach no piano, me parece não menos que arrebatador.

Mas o ponto alto do conjunto me parecem ser as Variações de Schubert que ocupam todo um lado do volume 2 – e olhem que Schubert nem está entre meus compositores prediletos. Mas essa peça está, sim, entre as minhas prediletas, implantada que foi por ação desta dupla.

É preciso apontar ainda que em cada disco há uma seqüência de três pequenas peças de Henrique de Curitiba – ‘nome de compositor’ do pianista, adotado nos anos 50, ainda antes dos anos em Varsóvia, enquanto estudava com Koellreuter e Henry Jolles na Escola Livre de Música de São Paulo – junto com tantos nomes decisivos da nossa música, no geral bem mais velhos.

Renée Devrainne Frank foi a primeira professora de piano de Henrique. Nascida na França, emigrada para Curitiba com 9 anos, depois formada em Paris na escola de Alfred Cortot, Renée era casada com o flautista Jorge Frank e formava o Trio Paranaense com a cunhada cellista Charlotte Frank e a violinista Bianca Bianchi – tendo composto consideravelmente para as formações que esse grupo proporcionava. Pode-se dizer que sua peça gravada é puro Debussy fora de época, mas… sinceramente, dá para ignorar a beleza e a qualidade da escrita? Fico pensando em quantas donas Renée terão deixado obras de qualidade, Brasil e mundo afora, e permanecem desconhecidas – enquanto se lambem os sapatos de tantas nulidades promovidas pela indústria & mídia!

Enfim, achei que vocês gostariam de ter a seqüência dos dois discos fluindo juntos numa pasta só – espero não ter me enganado!

DUO MOROZOWICZ
Norton Morozowicz, flauta
Henrique Morozowicz, piano

VOLUME 1
Gravado ao vivo na Sala Cecília Meireles
Rio de Janeiro, 30.05.1975

Charles Koechlin (1867-1950): SEIS PEQUENAS PEÇAS
101 Beau soir (Noite bonita) 1:23
102 Danse (Dança) 0:51
103 Vieille chanson (Velha canção) 0:42
104 Danse printanière (Dança primaveril) 0:53
105 Andantino 1:23
106 Marche funèbre (Marcha Fúnebre) 2:30

Paul Hindemith (1895-1963): SONATA PARA FLAUTA E PIANO (1936)
107 Heiter bewegt (com movimento alegre) 4:51
108 Sehr langsam (muito lento) 4:30
109 Sehr lebhaft (muito vivo) 3:36
110 Marsch (marcha) 1:22

Gabriel Fauré (1845-1924):
111 FANTASIA op.79 5:45

Henrique de Curitiba (1934-2008):
112 TRÊS EPISÓDIOS 3:54

J.S. Bach (1685-1750): SONATA EM SOL MENOR, BWV 1020
113 Allegro 3:40
114 Adagio 2:42
115 Allegro 3:42

VOLUME 2
Gravado ao vivo no Teatro Guaíra
Curitiba, 22.08.1978

Pietro Locatelli (1693-1764): SONATA EM FA
201 Largo 2:31
202 Vivace 2:14
203 Cantabile 4:16
204 Allegro 1:57

Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993):
205 IMPROVISO n.º 3 para flauta solo (1949) 3:50

Henrique de Curitiba (1934-2008):
206 TRÊS PEÇAS CONSEQÜENTES para piano solo (1977) 6:19

Renée Devrainne Frank (1902-1979):
207 IMPROVISANDO (1970) 4:15

Franz Schubert (1797-1828):
208 Introdução e variações sobre ‘Ihr Blümlein alle’, op.160 18:34

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Ranulfus

Kodály e Bach por Aldo Parisot, uma lenda do cello

Kodaly e Bach por Aldo Parisot http://i27.tinypic.com/9a2x38.jpgPublicado originalmente em 09.07.2010 como “uma lenda viva do cello”. Parisot faleceu em 31.12.2018, com 100 anos de idade.

Como os filhos de Bach em relação ao pai, Zoltán Kodály corre o risco de ser tomado por um compositor menor devido à sombra do outro húngaro maior do século 20, o gigante Béla Bartók – mas ainda que não tivesse as outras obras de valor que tem, já seria um pecado considerá-lo “menor” devido a esta Sonata para Cello Solo.

Meu conhecimento do repertório do cello é limitado, mas ainda assim arrisco a aposta de que essa é a maior obra do século 20 para o instrumento. No mínimo porque acho difícil conceber outra maior, ou em que a ousadia de experimentação nas técnicas tanto de composição quanto de execução – e isso em 1915! – tenham tido um resultado musical tão convincente. Arrisco mais: arrisco que essa é uma das poucas obras do repertório cellístico que podem de fato figurar lado a lado com as 6 suítes de Bach (a quinta das quais também comparece neste disco).

Vi-ouvi essa peça ao vivo apenas uma vez. Foi nos anos 70. Eu era um adolescente começando a descobrir com avidez o repertório do meu próprio século, e fiquei embasbacado não só com o poder musical da obra como também com o seu grau de exigência física. Nunca esqueci do cellista levantando ao final, vitorioso porém inteiramente enxarcado de suor… e só muitos anos mais tarde fiquei sabendo que aquele cellista, só três anos mais novo que o Parisot aqui, também tinha entrado para o campo das lendas: János Starker.

(… nome que é uma boa deixa para uma pequena digressão sobre a pronúncia do húngaro: ‘á’ tem o som do nosso ‘a’ e é sempre longo. Sem acento o ‘a’ tem o som do nosso ‘ó’, porém breve – de modo que o nome do gigante é pronunciado bÊÊló bÓrtook (com a tônica nas maiúsculas; o dobramento das vogais indica apenas que são longas). E o nome do cellista é iÁÁ-nosh.

Acontece que os húngaros juram que todas as suas palavras, sem exceção, têm a primeira sílaba como tônica. Mas aí falei ‘kôdali’ para um húngaro, e ele me corrigiu: ‘kodÁÁi’. E eu falei “mas a tônica não é sempre na primeira sílaba?”, e ele “É sim, não está ouvindo? ‘kodÁÁi'”. Continuei ouvindo a tônica no A que ele me dizia ser apenas longo, não tônico, mas achei prudente não discutir com um descendente dos hunos… E de resto aprendi que, pelo menos nesse caso, o L na frente do Y desaparece, como se fosse em francês).

Bom, sobre as suítes de Bach não há necessidade de que eu escreva uma linha que seja, não é mesmo? Então vamos falar do cellista.

Vocês pensam que o Antonio Meneses, nascido no Recife em 1957, foi o primeiro membro da elite mundial do violoncelo a sair do Nordeste brasileiro? Pois o Aldo Parisot nasceu em 1918 em Natal, onde deu seu primeiro concerto com 12 anos.

Parisot com Villa-Lobos 1953 http://i30.tinypic.com/zlyg6g.jpgParisot e James Kim 2006 http://i27.tinypic.com/2w3ties.jpgSegundo a en.wikipedia, em 1941-42 era primeiro cellista da Sinfônica Brasileira, no Rio, quando um diplomata estadunidense lhe ofereceu bolsa para estudar nos EUA com seu ídolo Emanuel Feuermann – o qual porém cometeu a indelicadeza de morrer antes do início das aulas.

Ainda assim o pessoal insistiu (era época da famosa política de sedução dos EUA para que o Brasil entrasse na guerra), e em 1946 Parisot desembarcou em Yale para cursos em Música de Câmara e Teoria Musical – havendo imposto a condição de que ninguém pretendesse dar-lhe aulas de cello. Ah, detalhe: o professor do curso teórico se chamava Paul Hindemith.

Parisot nunca voltou a viver no Brasil. Solou com as principais orquestras dos EUA, estreeou peças dedicadas a ele por um belo punhado de compositores, passou a ensinar nas escolas Peabody, Mannes, Julliard, e em Yale desde 1958. Deu master classes regularmente no Canadá, Israel, Coréia, Taiwan. Dean Parisot, um de seus três filhos com a pintora Ellen James, é respeitado como diretor de cinema e tevê – e ele mesmo, Aldo, também pinta e faz exposições cujos proventos são direcionados a um fundo de bolsas para estudantes de cello.

Tudo isso podemos ler sobre esse cidadão brasileiro em inglês. A wikipedia em português lhe dedica 3 (três) linhas. (Fotos acima: Parisot com Villa-Lobos em 1953; Parisot com o jovem cellista premiado James Kim na Coréia, 2006?)

A presente gravação foi feita não antes de 1956, pois utiliza o ‘Stradivarius De Munck’ que Aldo adquiriu nesse ano, mas provavelmente antes de 58, pois o artigo da capa menciona seu posto de professor em Peabody, mas não em Yale (assumido em 58). Seu Bach é portanto anterior à restauração estilística iniciada nos anos 60. É possivelmente a realização mais introvertida e escura que conheço da Suíte em do menor – respeitável mas não propriamente sedutora. Aliás, parece que em geral, também no Kodály, Parisot parece mais interessado em viajar fundo na música que em mostrá-la com brilho sedutor, mas esse Kodály… não, não vou dizer nada, deixo com vocês!

Zoltán Kodály (1882-1967)
Sonata para cello solo, op.8
(1915)
A1 Allegro maestoso
A2 Adagio
A3 Allegro molto vivace

J.S. Bach (1685-1750)
Suíte em do menor para cello solo
(n.º 5)
B1 Prelude
B2 Allemande
B3 Courante
B4 Sarabande
B5 Gavotte I
B6 Gigue

Violoncello: Aldo Parisot (* Natal, RN, Brasil, 1918)
Instrumento: Stradivarius ‘De Munck’, de 1730
Gravação original Everest (EUA), prov. entre 1956 e 1958
LP brasileiro Fermata: 1971
Digitalizado por Ranulfus, jul.2010

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Ranulfus

J. S. Bach (1685-1750): Fantasias para Órgão

J. S. Bach (1685-1750): Fantasias para Órgão
Cristina García Banegas
Cristina García Banegas

Este é um CD da organista uruguaia Cristina García Banegas. Apesar de ela ser bastante conhecida na Europa, suas primeiras gravações, realizadas quando jovem — como esta que ora apresento –, eram coisas meio obscuras, não obstante o bom nível artístico. Este disco não está na Amazon e as referências acerca dele foram disponibilizadas por um site russo… Ouvi ontem e gostei bastante. Ela não é um Walcha, nem um Koopman, mas a coisa vai bem. O repertório não é óbvio, como vocês podem conferir abaixo.

J. S. Bach (1685-1750): Fantasias para Órgão

01. Toccata und Fuga d moll BWV 565 9:02

Fantasia Concerto in G BWV 571
02. Allegro 3:36
03. Adagio 1:58
04. Allegro 2:14

05. Fantasia C Dur BWV 570 2:28

06. Fantasia und Fuga a moll BWV 561 8:17

07. Fantasia con imitazione in h BWV 563 3:38

08. Fantasia in c moll BWV 562 6:08

Fantasia und Fuga in c BWV 537
09. Fantasia 5:00
10. Fuga 4:22

11. (Fantasia) Pièce d’orgue BWV 572 9:17

12. Passacaglia und Fuga in c moll BWV 582 13:39

13. Choral ”Liebster Jesu, wir sind hier…” 3:01

Cristina García Banegas, orgel, der grossen Silbermannorgel des Freiberger Doms

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

00110352

PQP

Nils Mönkemeier, viola – Antonio Rosetti (1750-1792), Johann Sebastian Bach (1685-1750), Franz Anton Hoffmeister (1754-1812) [link atualizado 2017]

UM ACHADO ESSE ÁLBUM !!

(postado originalmente em 08 de agosto de 2012)

Estava fuçando na internet, como me é de hábito,  em busca de conhecer mais obras para viola, instrumento esse que tanto aprecio. Sempre em uma nova pesquisa nos deparamos com alguma coisa que antes não tinha chamado a  atenção e que, numa segunda visita, acaba saltando à vista. Foi exatamente assim que encontrei o concerto do Antonio Rosetti, separado de um conjunto, sem informação de intérprete ou qualquer coisa. “Rosetti? Nunca vi menção do nome desse compositor… será que presta?” (isso que já tem obra dele postada aqui no PQPBach). Resolvi conhecer a peça e… Puta que Pariu! Como o concerto desse cara, que eu desconhecia até este ano de 2012, é lindo!
Saí então à caça de CDs que tivessem essa peça executada e encontrei mais uma pérola: este álbum de hoje. Grande seleção de obras e muito boa interpretação! Esse lemãozinho, o Nils Mönkemeyer, é ponta-firme mesmo e executa de maneira tão natural as obras que o CD transcorre, flui…

Inicia-se com o belíssimo concerto classicista de Antonio Rosetti (nascido Anton Rosler e que italianizou seu nome após se mudar para o Lácio): vivo, dinâmico, perfeito para uma manhã ensolarada. Vem então as transcrições das cantatas de Johann Sebastian Bach (olha só, primeira vez que posto algo do maior figurão do PQP…), muito elegantemente adaptadas para o timbre e a tessitura central da viola. Por fim, outra muito grata supresa que meu desconhecimento me proporcionou: o concerto de Franz Anton Hoffmeister (que debuta aqui no P.Q.P.Bach). É mais um concerto de características e vivacidade semelhantes ao de Rosetti, e quase tão bonito quanto, encerrando o CD de maneira muito jovial.

Apesar dessa leveza, há, nos entremeios das peças, uma toada melancólica, mas de grande enlevo, que se alterna com movimentos mais alegres, daí talvez o título do CD, Weich Nur Betrübte Schatten (apenas uma suave sombra triste). Ainda assim, eu o colocaria para tocar logo de manhã, para começar bem o dia!

Bom, é show de bola! Ouça sem a menor moderação! Ao final, coloque no repeat e ouça tudo de novo. Seu dia será muito melhor!

Nils Mönkemeier
Weich Nur Betrübte Schatten

Antonio Rosetti (Anton Rosler, 1750-1792)
1. Concerto em Sol para Viola e Orquestra – I. Allegro
2. Concerto em Sol para Viola e Orquestra – II. Grazioso
3. Concerto em Sol para Viola e Orquestra – III. Rondo

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Cantatas (transcritas para solo de viola)
4. Auf, schmetternde Töne der muntern Trompeten (BWV 207a)
5. Weichet nur, betrübte Schatten (BWV 202)
6. Augustus’ Namenstages Schimmer (BWV 207a)
7. Wir eilen mit schwachen, doch emsigen Schritten (BWV 78)
8. Schleicht, spielende Wellen, und murmelt gelinde (BWV 206)
9. Ich habe gernug (BWV 82)

Franz Anton Hoffmeister (1754-1812)
10. Concerto em Ré para Viola e Orquestra – I. Allegro
11. Concerto em Ré para Viola e Orquestra – II. Adagio
12. Concerto em Ré para Viola e Orquestra – III. Rondo

Nils Mönkemeyer, viola
Andreas Lorenz, oboé (faixa 5), oboé d’amore (faixa 6)
Susanne Branny, violino (faixa 7)
Erik Reike, fagote (faixa 9)
Dresdner Kapellsolisten
Helmut Branny, regente

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (158Mb)

Partituras e outros que tais? Clique aqui

Ouça! Deleite-se! … Mas, antes ou depois disso, deixe um comentário…


… Mas olhem onde foi parar a viola…

Bisnaga

Guia dos Instrumentos antigos 6/8 – Nos tempos de Bach / Os filhos de Bach [link atualizado 2017]

ES-PE-TA-CU-LAR !!!

Os arquivos foram todos renomeados e o livro tem o texto reconhecível graças ao trabalho do Igor Freiberger! Mais uma contribuição impagável!

Livro com oito CDs fenomenalmente cedido pelo internauta Camilo Di Giorgi! Não tem preço!!!

Tem na Amazon: aqui.

Hoje o Guia dos Instrumentos Antigos atinge o cerne do barroco! Aí estão o pai/chefe/inspiração deste blog Johann Sebastian Bach e seu colega Telemann, além de outros menos afamados que os mestres acima. O final do Cd já anuncia o caminho pra o classicismo com os filhotes de Bach Pai.

Aqui, o destaque é para os sopros: clarinetes, chalumeaus, oboés e flautas desfilam seus belos timbres por todo o álbum. Está um primor!

página 98 livro, note que, quando o instrumento é utilizado em alguma faixa dos áudios, ficam assinalados o CD e a faixa em frente ao seu nome.
Fotos e desenhos da família do oboé na página 112.

Já passamos da metade. Desde domingo passado, iremos até o domingo que vem com uma postagem deste conjunto ao dia, e disponibilizaremos o livro escaneado integralmente na última postagem.

IM-PER-DÍ-VEL!!!
Ouça! Leia! Estude! Divulgue e… Deleite-se!

Guide des Instruments Anciens – CD6
Nos tempos de Bach / Os filhos de Bach

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – PQPShare 183Mb

Caso você tenha perdido algum dos CDs anteriores desta coletânea IM-PER-DÍ-VEL, aqui estão as postagens anteriores: CD1CD2, CD3, CD4 e CD5.

Partituras e outros que tais? Clique aquiAproveite!

Coleção supimpa, heim! Então deixe umas palavrinhas pra gente. Comente!

— Meu bem, vira pra cá, por favor, porque não tô escutando o alaúde!

Avicenna & Bisnaga

Jean Pierre Rampal – Le Flûte Enchantée

51oXC-PjV5LJean Pierre Rampal foi um dos maiores flautistas do século XX, quiçá o maior. Creio que a primeira vez que o ouvi foi exatamente com essas obras de Bach aqui presentes. Fiquei muito impressionado, mas como vivemos no Brasil, e ainda estávamos no início da década de 80, era muito difícil encontrar seus discos em minha pequena cidade do interior. Mesmo quando ia para a capital, também era difícil achar alguma coisa.
Mas com o passar do tempo, consegui localizar alguns discos dele, e encantamento foi ainda maior. Essa série de quatro cds que estou trazendo hoje é exatamente para mostrar-lhes a evolução do gênio em seu instrumento. Tem de Bach a Honneger, ou seja, o repertório é bem eclético, abrangendo dos séculos XVIII ao século XX.  Claro que falta muita coisa, mas serve como aperitivo para os senhores melhor conhecerem o talento desse cara.

CD 1

1 – 9 – J.S. Bach (1685-1750) – Sonates pour flûte & clavecin BWV 1030-1032
10-20 – J.S. Bach – Sonates pour flûte & continuo BWV 1033-1035
21-24 – J.S. Bach – Sonate pour flûte seule BWV 1013

Jean Pierre Rampal – Flûte
Robert Veyron-Lacroix – Clavecin

CD 2

1 – G.P.Teleman (1681-1767) – Concerto en sol majeur pour flûte & cordes – 1 Allegro ma non troppo
2 – Adagio
3 – Allegro
4 – Suite en la mineur pour flûte & cordes – 1 Ouverture
5 2 Les Plaisirs
6 3 Air á l’italliane
7 4 Menuets
8 5 Réjouissances
9 6 Passapied
10 7 Polonaise
11-13 Sonates pour flûte & clavecin
14 Concerto pour flûte & clavecin

Jean Pierre Rampal – Flûte
Robert Veyron-Lacroix – Clavecin
Orchestre de chambre de la Sarre
Karl Ristenpart – Conductor

CD 3

1-3 Joseph Haydn (1732-1809) – Sonate pour flûte & Piano
4-9 Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sérenade pour flûte, violin & alto
10 Franz Schubert (1797-1828) – Introduction &a variations sur le theme “Ihr Blümlein alle”
11-13 Robert Schumann (1810-1856) – 3 Romances op. 94

Jean Pierre Rampal – Flûte
Robert Veyron-Lacroix – Piano
Gérrard Jarry – Violin
Serge Collot – Alto

CD 4

1-3 Claude Debussy (1862-1918) – Sonate pour flûte, alto & harpe

Jean Pierre Rampal – Flûte
Odette Le Dentu – Harpe
Pierre Pasquier – alto

4 – Maurice Ravel – Introduction & allegro pour harpe, flûte,  clarinet & quatour à cordes

Jean Pierre Rampal – Flûte
Lily Laskine – Harpe
Ulysse Delécluse – Clarinette
Quatour Pascal

5-7 Albert Roussel (1869-1937) – Sérenade pour flûte, harpe & Trio à cordes
Jean Pierre Rampal – Flûte
Lily Laskine – Harpe
Trio Pasquier

8-10 Arthur Honegger (1892-1955) – Concertino da camara pour flûte, cor anglais & orchestre à cordes

Jean Pierre Rampal – Flûte
Pierre Pierlot – Cor anglais
Association des Concerts de Chambre de Paris
Fernand Oubradous – Conductor

11 Arthur Honneger – Romance
12 Amable Massis (1893-1980) – Pastorale
13 Henri Gagnebin (1886-1977) – Marche des gais lurons

Jean Pierre Rampal – Flûte
Françoise Gobet – Piano

 

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FDPBach

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Bach na Viola Brasileira (1971): cinco transcrições por A. Theodoro Nogueira (1913-2002) [link atualizado 2017]

capa-medAINDA PELOS 330 ANOS DE J.S.B.
Postagem original: julho de 2010
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Arquivos digitalizados a partir de um vinil original em mono, cujo estado de conservação deixa a desejar: valerá a pena postar?

Se os senhores têm sensibilidade, estou certo que dirão que sim. E que não economizarão qualificativos como “preciosidade” para esta raridade!

Ascendino Theodoro Nogueira nasceu em 1913 em Santa Rita do Passa Quatro, mas viveu boa parte da vida em Araraquara, ambas no interior de São Paulo. Aluno de Camargo Guarnieri, deixou composições para as mais diversas combinações instrumentais e vocais, porém a obra maior de sua vida parece ter sido sua vasta pesquisa sobre a viola brasileira – origens, técnicas de execução etc. – tendo em vista o reconhecimento de sua nobreza e potencial para todos os tipos de música.

Foi nesse sentido que incluiu uma viola brasileira na instrumentação da sua Missa, que escreveu o Concertino para Viola Brasileira e Orquestra de Câmara (1963?) e os 7 Prelúdios nos Modos da Viola Brasileira, e que realizou as presentes cinco transcrições de peças de Bach para violino solo (Theodoro era também violinista de formação), havendo preparado para executá-las um aluno seu, também compositor, Geraldo Ribeiro.

O disco foi lançado em 1971, com um artigo de Theodoro na contracapa “Anotações para um estudo sobre a viola: origem do instrumento e sua difusão no Brasil” – cuja imagem escaneada está incluída na postagem.

Que possa valer como um tributo especial ao velho João Sebastião Ribeiro por ocasião dos seus 330 anos (cumpridos ontem, em 31.03.2015), da parte de um país cuja música, por mil caminhos, lhe deve tanto!

BACH NA VIOLA BRASILEIRA

Transcrições de A. Theodoro Nogueira
Execução: Geraldo Ribeiro
Gravação: Fermata, 1971

A1  Prelúdio (da Partita 3 para violino solo) 4:00
A2  Loure (da Partita 3 para violino solo) 3:46
A3  Gavota (da Partita 3 para violino solo) 3:25
A4  Fuga (da Sonata 1 para violino solo) 4:27
B    Chacona (da Partita 2 para violino solo) 12:14

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Ranulfus

330 anos do gênio de Johann Sebastian Bach

330 anos do gênio de Johann Sebastian Bach
A assinatira de Bach quando Kantor da Igraja de São Tomás, em Leipzig
A assinatura de Bach quando Kantor da Igreja de São Tomás, em Leipzig

Talvez, para o nosso tempo, seja difícil entender o homem que foi Johann Sebastian Bach. Ele nasceu há 330 anos, em 31 de março de 1685 (*), no que hoje é a Alemanha, numa família de músicos. Era um tempo em que era comum os filhos adotarem a profissão dos pais. Na região da Saxônia, o nome Bach era de tal forma relacionado à música que alguém com tal sobrenome só poderia ser músico e provavelmente trabalhava em alguma igreja. Seguindo a árvore genealógica da família Bach, dos 33 Bach, 27 foram músicos. Só que o talento explodiu espetacularmente no menino Johann Sebastian. É claro que ele, além de exercer outras funções, também trabalhou como Kapellmeister — termo que designa o diretor musical de uma igreja.

https://youtu.be/aCOKi4nFjpw

Durante um longo período de sua vida, escreveu uma Cantata por semana. Em média, cada uma tem 20 minutos de música. Tal cota, estabelecida por contrato, tornava impossível qualquer “bloqueio criativo”. Pensem que ele tinha que escrever a música e ainda ensaiar. Isso fez com que ele nos deixasse uma imensa obra vocal. Também escreveu muito para um instrumento fora de moda, o órgão. E, se em Weimar as obrigações de Bach estavam prioritariamente vinculadas ao serviço religioso e como organista na corte cristã, na corte calvinista de Köthen, Bach pode dedicar-se à música secular, criando um dos mais imponentes e impressionantes conjuntos de obras solo para teclado, violoncelo, flauta e violino da história da música ocidental. Deixou-nos mais de 1000 obras de todos os gêneros, à exceção da ópera.

Obs. sobre o vídeo acima: na época, era proibido que as mulheres cantassem em igrejas.

Clique aqui para continuar lendo e assistindo.

Musik im Bachhaus: Historische Tasteninstrumente — Eisenach (Christine Schornsheim)

Musik im Bachhaus: Historische Tasteninstrumente — Eisenach (Christine Schornsheim)

bachhausEste raro disco me foi dado por uma aluna que teve o privilégio de adquiri-lo ao visitar a Bachhaus em Eisenach. A peças são interpretadas nos instrumentos que lá estão expostos e que teriam pertencido ao bom Pai João Sebastião e à sua manada musical. Infelizmente me foi dada uma cópia sem a capa original, com apenas o repertório e a relação dos instrumentos utilizados em cada faixa. A impressão que me vem ao ouvi-lo, talvez devido ao afeto por J. S. Bach, é de um musical aconchego, que penso, talvez vocês também venham a senti-lo; especialmente ouvindo a obra tocado no órgão doméstico, a Partita diverse sopra il Corale O Gott du frommer Gott. Viva o Mestre Maior, que Ele nos abençoe a todos.

Compartilho com todos o meu Salmo Bachiano:

J. S. Bach é meu pastor, nada me faltará. Deitar-me faz em sonoros pastos, guia-me mansamente por pautas tranquilas, afina minha alma, guia-me pelos compassos por amor do seu nome.

Ainda que eu tocasse pelas sombras da mídia não temeria mal algum, seu contraponto e sua harmonia me consolam.

Prepara uma tocata perante mim, unge meus ouvidos com cânons, meu espírito transborda.

Certamente que sua maestria e infinitude me seguirão todos os dias de minha vida, e habitarei em seu polifônico reino de sons por longos dias.

Assim Seja.

  1. J. S. Bach – Partita c-Moll BWV 826 *
  2. Johann Christian Bach – Sonate c-Moll opus 17/2 **
  3. J. S. Bach – Invenção F-Dur BWV 779 ***
  4. J. S. Bach – Invenção h-Moll BWV 786 ***
  5. J. S. Bach – Sinfonie G-Dur BWV 796 ***
  6. J. S. Bach – Menuett F-Dur BWV Anh. 113 ****
  7. J. S. Bach – Menuett G-Durr BWV Anh. 116 ****
  8. J. S. Bach – Partita diverse sopra il Corale O Gott du frommer GottBWV 767 *****
  9. Wilhelm Friedmann Bach – Fuge f-Moll ****
  10. Carl Phillipp Emanuel Bach – Fantasie Es-Dur Helm 348 *

Instrumentos:
Cembalo 1765 *
Clavecin royal (Hammerklavier) 1788 **
Cembalo 1715 ***
Spinett 1765 ****
Hausorgel, um 1750 *****

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Wellbach

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Richard Galliano – Bach

51so73WwRvLDefinitivamente, Richard Galliano é um grande instrumentista e não se intimida diante de projetos que o desafiam. Foi assim com Astor Piazzolla. Sua compreensão da obra do músico argentino o levou a ultrapassar as dificuldades não apenas técnicas, mas, principalmente culturais e nos mostrou, assim como Gidon Kremer, que um europeu pode sim tocar Piazzolla como um argentino.

Mas aqui o negócio é outro. Aqui trata-se de Bach. a dificuldade de adaptar a obra de Bach para o acordeon deve ter sido enorme. Nós, filhos de Bach, temos de tirar o chapéu para o desafio que ele encarou.

Fã que sou desse cara, sou até suspeito para classificar esse CD como IM-PER-DÍ-VEL!!!. Mas os clientes da amazon concordam comigo em lhe dar cinco estrelas:

“There’s more to the accordion than “Bella Notte;” Richard Galliano beautifully provides the proof.”
“A Bach Masterpiece”
“Bach de nuevo por las nubes”

Detalhe: foi seu primeiro disco de música clássica, e sua estréia no selo Deutsche Grammophon. Com certeza, uma estréia cinco estrelas.

01 – Badinerie
02 – Violin Concerto BWV1041
03 – Violin Concerto
04 – Violin Concerto
05 – Air
06 – Prelude
07 – Harpsichord Concerto
08 – Harpsichord Concerto
09 – Harpsichord Concerto
10 – Siciliano
11 – Allemande
12 – Concerto for Oboe and violin
13 – Concerto for Oboe and Violin
14 – Concerto for Oboe and Violin
15 – Contrapunctus 1
16 – Aria

Richard Galliano – Acordeon, accordina, bandóneon
Jean-Marc Phillips, Sebastien Surel – Violins
Jean-Marc Apap – viola
Raphael Pidoux – Cello
Stéphane Logerot – Double Bass

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FDP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Brandenburg Concertos – Claudio Abbado, I solisti dell’orchestra del Teatro alla Scala

81RE8Ur14sL._SX425_Para marcar os 330 anos de nascimento de Johann Sebastian Bach, no dia de hoje, 31 de março, estamos postando uma série de gravações do gênio de Leipzig.

Minha contribuição até então estava sendo um tanto quanto modesta, com um CD de Richard Galliano tocando Bach no acordeon. Por este motivo resolvi preparar outra postagem, esta mais “substancial”, nunca jamais desprestigiando o belo CD de Richard Galliano. E também serve de homenagem ao nosso querido maestro Claudio Abbado, falecido há pouco mais de um ano.

Claudio Abbado nasceu em 1933 e morreu em 2014, com 81 anos de idade. Esta gravação dos Concertos de Brandenburgo foram realizadas em 1976, quando o maestro tinha 43 anos de idade e era Diretor Artístico do famoso Teatro Alla Scalla, em Milão, sua terra natal. Se utiliza de um pequeno conjunto de câmara, formado por músicos da própria orquestra do teatro. Trata-se de uma gravação rara, que estava fora de catálogo, até ano passado, quando o selo Sony resolveu tirar a poeira de cima e relançá-lo junto com uma caixa com 39 CDs com todas as gravações que Abbado realizou pelo selo.

CD 1

01-Concerto_No_1_in_F_Major_BWV_1046_Allegro
02-Concerto_No_1_in_F_Major_BWV_1046_Adagio
03-Concerto_No_1_in_F_Major_BWV_1046_Allegro
04-Concerto_No_1_in_F_Major_BWV_1046_Minuet
05-Concerto_No_2_in_F_Major_BWV_1047_Allegro
06-Concerto_No_2_in_F_Major_BWV_1047_Andante
07-Concerto_No_2_in_F_Major_BWV_1047_Allegro
08-Concerto_No_3_in_G_Major_BWV_1048_Allegro
09-Concerto_No_3_in_G_Major_BWV_1048_Allegro

CD 2
01-Concerto_No_4_in_G_Major_BWV_1049_Allegro
02-Concerto_No_4_in_G_Major_BWV_1049_Andante
03-Concerto_No_4_in_G_Major_BWV_1049_Presto
04-Concerto_No_5_in_D_Major_BWV_1050_Allegro
05-Concerto_No_5_in_D_Major_BWV_1050_Affettuoso
06-Concerto_No_5_in_D_Major_BWV_1050_Allegro
07-Concerto_No_6_in_B-Flat_Major_BWV_1051_A
08-Concerto_No_6_in_B-Flat_Major_BWV_1051_Adagio ma non tanto
09-Concerto_No_6_in_B-Flat_Major_BWV_1051_Allegro

I solisti dell’orchestra del Teatro alla Scala
Claudio Abbado – Conductor

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FDP

J. S. Bach (1685-1750): As Sonatas para Viola da Gamba

J. S. Bach (1685-1750): As Sonatas para Viola da Gamba

Este é um repertório pouco percorrido dentro da obra de Johann Sebastian. A Viola da Gamba é um instrumento difícil de manter afinado e inexistente na música moderna. Quem se aventura a este repertório costuma fazê-lo empunhando um violoncelo. Mas isso não significa que estamos num terreno de obras menos importantes de Bach. Elas também são do período de Köthen. A interpretação que mostramos aqui está a cargo de especialistas do assunto. Divirtam-se porque não sempre que se postam essas Sonatas.

J. S. Bach (1685-1750): As Sonatas para Viola da Gamba

1 Sonata No. 1 in G Major, BWV 1027: I. Adagio 4:07
2 Sonata No. 1 in G Major, BWV 1027: II. Allegro ma non tanto 3:42
3 Sonata No. 1 in G Major, BWV 1027: III. Andante 2:22
4 Sonata No. 1 in G Major, BWV 1027: IV. Allegro moderato 3:15

5 Capriccio in B-Flat Major, BWV 992: I. Arioso – Adagio 2:03
6 Capriccio in B-Flat Major, BWV 992: II. [ ] 1:18
7 Capriccio in B-Flat Major, BWV 992: III. Adagiosissimo 3:36
8 Capriccio in B-Flat Major, BWV 992: IV. [ ] 0:39
9 Capriccio in B-Flat Major, BWV 992: V. Adagio poco – Aria de il Postiglione 1:06
10 Capriccio in B-Flat Major, BWV 992: VI. Fuga al Imitatione di Posta 2:45

11 Sonata No. 2 in D Major, BWV 1028: I. Adagio 1:59
12 Sonata No. 2 in D Major, BWV 1028: II. Allegro 4:00
13 Sonata No. 2 in D Major, BWV 1028: III. Andante 4:43
14 Sonata No. 2 in D Major, BWV 1028: IV. Allegro 4:07

15 Capriccio in E Major, BWV 993 6:39

16 Sonata No. 3 in G Minor, BWV 1029: I. Vivace 5:36
17 Sonata No. 3 in G Minor, BWV 1029: II. Adagio 5:16
18 Sonata No. 3 in G Minor, BWV 1029: III. Allegro 3:54

Jaap ter Linden, viola da gamba
Richard Egarr, cravo

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Jaap ter Lindem mandando bala com sua afinada gamba
Jaap ter Lindem mandando bala com sua afinada gamba

PQP