Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Suítes para Violoncelo Solo – Casals

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Suítes para Violoncelo Solo – Casals

662603_1_fEstreei aqui no PQP Bach com um relato bastante palavroso do meu primeiro contato com estas obras que amei imediatamente – muito embora, como bem apontaram os leitores-ouvintes, a gravação que o acompanhou não fosse lá grande coisa.

Pretendo, aos poucos, redimir-me e postar por aqui todas as gravações que tenho dessas preciosas suítes. Sim: todas, todinhas, com todos os intérpretes e em todos os arranjos que colecionei ao longo dos anos – o que, na justa medida desse amor incomensurável, é um senhor montão de coisas.

Se hoje dispomos de uma carta tão variada de gravações, e se todo violoncelista que se preza inclui as Suítes de Bach em seu repertório, nós o devemos a um cidadão chamado Pau Carles Salvador Casals i Defilló, catalão de nascimento, que ficou conhecido mundo afora como Pablo Casals.

Casals teve uma longa (96 anos!) e prolífica vida. Depois de estudar piano, violino e flauta, seu primeiro contato com o que deveria ser um violoncelo foi ao assistir um músico itinerante tocando um cabo de vassoura com cordas (!!). Depois de muito insistir com o pai, este lhe construiu um instrumento que tinha uma cabaça como caixa de ressonância (!!!). Foi só aos onze anos que viu um violoncelo de verdade, adquiriu um instrumento de criança e começou a estudá-lo a sério.

Aos treze anos, num sebo próximo ao porto de Barcelona, fez a descoberta mais importante de sua vida: uma surrada partitura das Suítes para violoncelo de Johann Sebastian Bach, até então largamente esquecidas e, se tanto, relegadas a meras peças de estudo. Casals passou os treze anos seguintes a estudá-las meticulosamente antes de criar a coragem de tocá-las em público pela primeira vez. Contrariamente ao costume da época, que era o de incluir em recitais apenas movimentos isolados das obras instrumentais de Bach, Casals fez questão de executar as Suítes integralmente, com todas as repetições indicadas pelo compositor. Ciente de que uma execução inteiramente satisfatória de tais obras geniais escapava à capacidade humana, o grande músico catalão relutou em gravá-las, e só o fez, finalmente, em 1936, quando já tinha sessenta anos.

Além da exigente carreira de solista e pedagogo, Casals ainda teve tempo de ser um ativo camerista (especialmente com o Trio Thibaud-Cortot-Casals), um ardente republicano, ferrenho opositor à ditadura de Francisco Franco, e compositor do Hino das Nações Unidas (com letra – vejam só – de W. H. Auden).

Do exílio voluntário, que prometera encerrar somente após a destituição de Franco, organizou um festival anual de música na cidade catalã de Prades/Prada de Conflent, cujos proventos destinou a um hospital para refugiados catalães espanhóis do regime fascista de Franco [moltes gràcies, David!]. Morreu em 1973, dois anos antes de Franco, e foi sepultado em Porto Rico, terra natal de sua mãe, onde vivera seus últimos anos.

Durante sua vida, Casals foi incensado como um músico de estirpe incomparável, acima de qualquer crítica. De fato, parece difícil criticar um cidadão tão talentoso e engajado, de vida tão longa e rica. No entanto, caem de tacape em cima destas gravações, acusando-as de mal articuladas, apressadas e, mesmo, bizarras. Com os ouvidos repletos de versões modernas, ainda mais aquelas em violoncelo barroco que costumam ser as minhas preferidas, meu primeiro veredito também não foi muito favorável. Durante um bom tempo pensei que a gravação de Casals fosse respeitada tão só pela reverência que bem cabia ao grande homem, como nome fundamental não só do instrumento como também da história de performance dessas obras que são o pináculo de seu repertório.

Pretendia, pois, postar esta versão também por reverência, interesse histórico e, dado seu pioneirismo, por achá-la adequada à abertura desta série. Ao escutá-la novamente, enquanto preparo esta postagem, eu me surpreendi ao apreciá-la. Por mais que o som de Casals não seja opulento, e em que pese a tecnologia de quase oitenta anos atrás, achei que a “abordagem rapsódica” alegada pelos críticos carrega também, entre evidentes deslizes, os frutos de muita musicalidade.

Infelizmente, o som deste álbum da EMI não tem a qualidade daquele lançado pela Naxos anos depois e que ouvi na FM Cultura de Dogville (nos tempos, claro, em que a emissora se prestava a radiodifundir algo de Bach). Se algum dia eu conseguir o álbum da Naxos, substituirei os links.

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)

SEIS SUÍTES PARA VIOLONCELO SOLO, BWV 1007-1012

CD 01

SUÍTE NO. 1 EM SOL MAIOR, BWV 1007

01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuet I & II
06 – Gigue

SUÍTE NO. 2 EM RÉ MENOR, BWV 1008

07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Menuet I & II
12 – Gigue

SUÍTE NO. 3 EM DÓ MAIOR, BWV 1009

13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Bourrée I & II
18 – Gigue

 

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CD 02

SUÍTE NO. 4 EM MI BEMOL MAIOR, BWV 1010

01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Bourrée I & II
06 – Gigue

SUÍTE NO. 5 EM DÓ MENOR, BWV 1011

07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Gavotte I & II
12 – Gigue

SUÍTE NO.6 EM RÉ MAIOR, BWV 1012

13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavotte I & II
18 – Gigue

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Pau CASALS, violoncelo
Gravado em 1936

Gràcies per tot!
Gràcies per tot!

Vassily Genrikhovich

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Cantatas – Vol. 10 – Koopman, Mertens, ABO, etc.

COMPACT DISC 1
“Preise, Jerusalem, den Herrn” BWV 119

1 Chorus: “Preise, Jerusalem, den Herrn”
2 Recitative (Tenor): “Gesegnet Land!”
3 Aria (Tenor): “Wohl dir, du Volk der Linden”
4 Recitative (Bass): “So herrlich stehst du, liebe Stadt!”
5 Aria (Alto): “Die Obrigkeit ist Gottes Gabe”
6 Recitative (Soprano): “Nun! wir erkennen es und bringen dir”
7 Chorus: “Der Herr hat Guts an uns getan”
8 Recitative (Alto): “Zuletzt!”
9 Chorale: “Hilf deinem Volk, Herr Jesu Christ”

“Ein Herz, das seinen Jesum lebend weiß” BWV 134
Easter Tuesday

10 Recitative (Tenor, Alto): “Ein Herz, das seinen Jesum lebend weiß”
11 Aria (Tenor): “Auf, Gläubige, singet die lieblichen Lieder”
12 Recitative (Dialogue: Tenor, Alto): “Wohl dir, Gott hat an dich gedacht”
13 Aria (Duet: Alto, Tenor): “Wir danken und preisen dein brünstiges Lieben”
14 Recitative (Tenor, Alto): “Doch wirke selbst den Dank in unserm Munde”
15 Chorus: “Erschallet, ihr Himmel”

“Sie werden euch in den Bann tun” BWV 44
Sunday after Ascension

16 Duet (Tenor, Bass): “Sie werden euch in den Bann tun”
17 Chorus: “Es kömmt aber die Zeit”
18 Aria (Alto): “Christen müssen auf der Erden”
19 Chorale: “Ach Gott, wie manches Herzeleid”
20 Recitative (Bass): “Es sucht der Antichrist”
21 Aria (Soprano): “Es ist und bleibt der Christen Trost”
22 Chorale: “So sei nun, Seele”

“Herr, wie du willt, so schicks mit mir” BWV 73
3rd Sunday after Epiphany

23 Chorus and recitative (T, B, S): “Herr, wie du willt, so schicks mit mir”
24 Aria (Tenor): “Ach, senke doch den Geist der Freuden”
25 Recitative (Bass): “Ach, unser Wille bleibt verkehrt”
26 Aria (Bass): “Herr so du willt”
27 Chorale: “Das ist des Vaters Wille”

COMPACT DISC 2

“O Ewigkeit, du Donnerwort” BWV 20
1st Sunday after Trinity

01 Chorale: “O Ewigkeit, du Donnerwort”
02 Recitative (Tenor): “Kein Unglück ist in aller Welt zu finden”
03 Aria (Tenor): “Ewigkeit, du machst mir bange”
04 Recitative (Bass): “Gesetzt, es daurte der Verdammten Qual”
05 Aria (Bass): “Gott ist gerecht in seinen Werken”
06 Aria (Alto): “O Mensch, errette deine Seele”
07 Chorale: “Solang ein Gott im Himmel lebt”
08 Aria (Bass): “Wacht auf, wacht auf, verloren Schafe”
09 Recitative (Alto): “Verlaß, o Mensch! die Wollust dieser Welt”
10 Aria (Duet: Alto,Tenor): “O Menschenkind”
11 Chorale: “O Ewigkeit, du Donnerwort”

“Ach Gott, vom Himmel sieh darein” BWV 2
2nd Sunday after Trinity

12 Chorus: “Ach Gott, vom Himmel sieh darein”
13 Recitative (Tenor): “Sie lehren eitel falsche List”
15 Recitative (Bass): “Die Armen sind verstört”
16 Aria (Tenor): “Durchs Feuer wird das Silber rein”
17 Chorale: “Das wollst du, Gott, bewahren rein”

“Nimm von uns, Herr, du treuer Gott” BWV 101
10th Sunday after Trinity

18 Chorus: “Nimm von uns, Herr du treuer Gott”
19 Aria (Tenor): “Handle nicht nach deinen Rechten”
20 Recitative and chorale (Soprano): “Ach! Herr Gott, durch die Treuedein”
21 Aria (Bass): “Warum willst du so zornig sein?”
22 Recitative and chorale (Tenor): “Die Sünd hat uns verderbet sehr”
23 Aria (Duet: Soprano, Alto): “Gedenk an Jesu bittern Tod”
24 Chorale: “Leit uns mit deiner rechten Hand”

COMPACT DISC 3

“Schmücke dich, o liebe Seele” BWV 180
20th Sunday after Trinity

01 Chorus: “Schmücke dich, o liebe Seele”
02 Aria (Tenor): “Ermuntre dich: dein Heiland klopft”
03 Recitative (Soprano) and chorale: “Wie teuer sind des heilgen Mahles Gaben!”
04 Recitative (Alto): “Wein Herz fühlt in sich Furcht und Freude”
05 Aria (Soprano): “Lebens Sonne, Licht der Sinnen”
06 Recitative (Bass): “Herr, laß an mir dein treues Lieben”
07 Chorale: “Jesu, wahres Brot des Lebens”

“Herr Gott, dich loben alle wir” BWV 130
Michaelmas

08 Chorus: “Herr Gott, dich loben alle wir”
09 Recitative (Alto): “Ihr heller Glanz und hohe Weisheit zeigt”
10 Aria (Bass): “Der alte Drache brennt vor Neid”
11 Recitative (Duet: Soprano, Tenor): “Wohl aber uns”
12 Aria (Tenor): “Laß, o Fürst der Cherubinen”
13 Chorale: “Darum wir billig loben dich”

“Die Zeit, die Tag und Jahre macht” BWV 134a
Tribute to the princely house of Anhalt-Cöthen, New Year 1719

14 Recitative (Tenor, Alto): “Die Zeit, die Tag und Jahre macht”
15 Aria (Tenor): “Auf, Sterbliche, lasset ein Jauchzen ertönen”
16 Recitative (Tenor, Alto): “So bald, als dir die Sternen hold”
17 Aria (Duet: Tenor, Alto): “Es streiten, es prangen”
18 Recitative (Tenor, Alto): “Bedenke nur, beglücktes Land”
19 Aria (Alto): “Der Zeiten Herr hat viel vergnügte Stunden”
20 Recitative (Tenor, Alto): “Hilf, Höchster, hilf”
21 Aria (Tenor, Alto) and chorus: “Ergötzet auf Erden”

CAROLINE STAM soprano
MICHAEL CHANCE alto
PAUL AGNEW tenor
KLAUS MERTENS bass
THE AMSTERDAM BAROQUE ORCHESTRA & CHOIR
TON KOOPMAN

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Cantatas – Vol. 9 – Koopman, Mertens, ABO, etc.

“The ninth volume of this complete recording of Bach’s cantatas continues the series of cantatas from the first Leipzig cycle. Cantata 173a is the sole exception: a secular cantata composed by Bach at Cöthen, it was reworked as a church cantata (BWV 173) for the first Leipzig cycle and is included in Volume 7 (CD 3). BWV 66 is also based on an original work from Bach’s Cöthen period.”

 

COMPACT DISC 1
19th Sunday after Trinity

01 Chorus: “Ich elender Mensch”
02 Recitative (Alte): “O Schmerz, o Elend”
03 Chorale: “Solls ja so sein”
04 Aria (Alto): “Ach lege das Sodom der sündlichen Glieder”
05 Recitative (Tenor): “Hier aber tut des Heilands Hand”
06 Aria (Tenor): “Vergibt mir Jesus meine Sünden”
07 Chorale: “Herr Jesu Christ, einiger Trost”

“Mein liebster Jesus ist verloren” BWV 154
1st Sunday after Epiphany

08 Aria (Tenor): “Mein liebster Jesus ist verloren”
09 Recitative (Tenor): “Wo treff ich meinen Jesum an”
10 Chorale: “Jesu, mein Hort und Erretter”
11 Aria (Alto): “Jesu, laß dich finden”
12 Arioso (Bass): “Wisset ihr nicht”
13 Recitative (Tenor): “Dies ist die Stimme meines Freundes”
14 Aria (Duet: Alto, Tenor): “Wohl mir, Jesus ist gefunden”
15 Chorale: “Meinen Jesum laß ich nicht”

“Warum betrübst du dich, mein Herz?” BWV 138
15th Sunday after Trinity

16 Chorus and Recitative (Alto): “Warum betrübst du dich, mein Herz?”
17 Recitative (Bass, Soprano, Alto) and Chorale: “Ich bin veracht”
18 Recitative (Tenor): “Ach süßer Trost!”
19 Aria (Bass): “Auf Gott steht meine Zuversicht”
20 Recitative (Alto): “Ei nun!”
21 Chorale: “Weil du mein Gott und Vater bist”

“Durchlauchtster Leopold” BWV 173a
For the birthday of Leopold of Anhalt-Köthen

22 Recitative (Soprano): “Durchlauchtster Leopold”
23 Aria (Soprano): “Güldner Sonnen frohe Stunden”
24 Aria (Bass): “Leopolds Vortrefflichkeiten”
25 Aria (Soprano, Bass): “Unter seinem Purpursaum”
26 Recitative (Soprano, Bass): “Durchlauchtigster, den Anhalt Vater nennt”
27 Aria (Soprano): “So schau dies holden Tages Licht”
28 Aria (Bass): “Dein Name gleich der Sonnen geh”
29 Chorus (duet: Soprano, Bass): “Nimm auch, großer Fürst”

COMPACT DISC 2

Wer da gläubet und getauft wird” BWV 37
Ascension – Himmelfahrt

01 Chorus: “Wer da gläubet und getauft wird”
02 Aria (Tenor): “Der Glaube ist das Pfand der Liebe”
03 Chorale (Soprano, Alto): “Herr Gott Vater, mein starker Held”
04 Recitative (Bass): “Ihr Sterblichen”
05 Aria (Bass): “Der Glaube schafft der Seele Flügel”
06 Chorale: “Den Glauben mir verleihe” 1’01

“Schau, lieber Gott wie meine Feind” BWV 153 13’03
Sunday after New Year

07 Chorale: “Schau, lieber Gott, wie meine Feind”
08 Recitative (Alto): “Mein liebster Gott”
09 Arioso (Bass): “Fürchte dich nicht, ich bin mit dir”
10 Recitative (Tenor): “Du sprichst zwar, lieber Gott”
11 Chorale: “Und ob gleich alle Teufel”
12 Aria (Tenor): “Stürmt nur, stürmt, ihr Trübsalswetter”
13 Recitative (Bass): “Getrost! mein Herz”
14 Aria (Alto): “Soll ich meinen Lebenslauf”
15 Chorale: “Drum will ich, weil ich lebe noch” l’20

“Wo gehest du hin?” BWV 166
4th Sunday after Easter

16 Aria (Bass): “Wo gehest du hin?”
17 Aria (Tenor): “Ich will an den Himmel denken”
18 Chorale (Soprano): “Ich bitte dich, Herr Jesu Christ”
19 Recitative (Bass): “Gleichwie die Regenwasser bald verfließen”
20 Aria (Alto): “Man nehme sich in acht”
21 Chorale: “Wer weiß, wie nahe mir mein Ende” 1’00

“Wahrlich, wahrlich, ich sage euch” BWV 86
Rogation Sunday

22 Arioso (Bass). “Wahrlich, wahrlich, ich sage euch”
23 Aria (Alto): “Ich will doch wohl Rosen brechen”
24 Chorale (Soprano): “Und was der ewig gütig Gott”
25 Recitative (Tenor): “Gott macht es nicht gleichwie die Welt”
26 Aria (Tenor): “Gott hilft gewiß”
27 Chorale: “Die Hoffnung wart der rechten Zeit” 0’56

“Wachet! betet! betet! wachet!” BWV 70
26th Sunday after Trinity

28 Chorus: “Wachet! betet! betet! wachet!”
29 Recitative (Bass): “Erschrecket, ihr verstockten Sünder!”
30 Aria (Alto): “Wenn kommt der Tag, an dem wir ziehen”
31 Recitative (Tenor): “Auch bei dem himmlischen Verlangen”
32 Aria (Soprano): “Laßt der Spötter Zungen schmähen”
33 Recitative (Tenor): “Jedoch bei dem unartigen Geschlechte”
34 Chorale: “Freu dich sehr, o meine Seele”
35 Aria (Tenor): “Hebt euer Haupt empor”
36 Recitative (Bass) and Chorale: “Ach, soll nicht dieser große Tag”
37 Aria (Bass): “Seligster Erquickungstag”
38 Chorale: “Nicht nach Welt, nach Himmel nicht” 0’45

COMPACT DISC 3 

“Erfreut euch, ihr Herzen” BWV 66
Easter Day 2

01 Chorus: “Erfreut euch, ihr Herzen”
02 Recitative (Bass): “Es bricht das Grab”
03 Aria (Bass): “Lasset dem Höchsten ein Danklied erschallen”
04 Recitative and Arioso (Alto, Tenor): “Bei Jesu Leben freudig sein”
05 Duetto (Alto, Tenor): “Ich furchte zwar des Grabes Finsternissen”
06 Chorale: “Alleluja!”

“Höchsterwünschtes Freudenfest” BWV 194
Dedication of the organ at Störmthal near Leipzig

07 Chorus: “Höchsterwünschtes Freudenfest”
08 Recitative (Bass): “Unendlich großer Gott”
09 Aria (Bass): “Was des Höchsten Glanz erfüllt”
10 Recitative (Soprano): “Wie könnte dir, du höchstes Angesicht”
11 Aria (Soprano): “Hilf Gott, daß es uns gelingt”
12 Chorale: “Heilger Geist ins Himmels Throne”
13 Recitative (Tenor): “Ihr Heiligen, erfreuet euch”
14 Aria (Tenor): “Des Höchsten Gegenwart allein”
15 Recitative (Bass, Soprano): “Kann wohl ein Mensch zu Gott im Himmel steigen?”
16 Aria (Soprano, Bass): “O wie wohl ist uns geschehn”
17 Recitative (Bass): ‘Wohlan demnach, du heilige Ge meine” 0’45
18 Chorale: “Sprich Ja zu meinen Taten”

SIBYLLA RUBENS CAROLINE STAM (BWV 138) LISA LARSSON (BWV 173a) soprano
BERNHARD LANDAUER alto
CHRISTOPH PRÉGARDIEN tenor
KLAUS MERTENS bass

THE AMSTERDAM BAROQUE ORCHESTRA & CHOIR
TON KOOPMAN

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J.S. Bach (1685-1750): Orchestral Transcriptions by Leopold Stokowski (1882-1977)

J.S. Bach (1685-1750): Orchestral Transcriptions by Leopold Stokowski (1882-1977)

Olá pessoal voltei com mais este texto, que é o quinto, em que estamos homenageando a vida e obra do grande maestro Leopold Stokowski. Vamos voltar aos idos e turbulentos anos que compreendem 1912 até 1920. Leopold e sua esposa Olga passaram os verões de 1912, 1913 e 1914 em uma casa nos subúrbios de Munique, onde ele iniciou suas primeiras transcrições orquestrais de Bach. Músicos estavam por toda parte na Baviera durante os meses de verão naqueles anos. Em 28 de junho de 1914, o arquiduque Ferdinand, herdeiro do trono austro-húngaro, foi assassinado, provocando a grande guerra duas semanas depois. Olga e Leopold tiveram uma fuga angustiante, levando apenas algum dinheiro e a partitura da Sinfonia nº 8 de Mahler na mala. Em 1914, Stokowski solicitou cidadania americana recebendo-a em 1915.

Stokowski com a Mary Louise Bok e Edward Bok antes de 1920

Um importante trunfo para o maestro durante a maior parte de seus anos na américa e em particular na Filadélfia não foi apenas os inúmeros admiradores fervorosos que ele atraiu por seu estilo, carisma e boa musicalidade, mas também por seus principais apoiadores. O maior mecenas foi Edward Bok fundamental no apoio financeiro para expandir a orquestra, dar tranquilidade ao maestro para ensaiar além da importante autonomia para escolher o repertório, realizar seus ensaios e seus programas.
Então, em 1917, ocorreria um evento que marcaria a carreira de Leopold Stokowski. Na quarta-feira, 24 de outubro de 1917, Stokowski e a Orquestra da Filadélfia fizeram suas primeiras gravações fonográficas. Eram as Danças Húngaras Brahms número 5 e 6, orquestradas por Albert Parlow. Estes foram os primeiros de mais de 450 lados de gravações acústicas em 78 RPM que Stokowski e a Orquestra fizeram para Victor. As gravações de Stokowski e da Orquestra da Filadélfia foram as primeiras gravações de Victor de uma orquestra sinfônica completa. To be continued…..A capa deste disco é o retrato mais estranho de Stokowski que eu já vi. Foi feito em 1934 por Dorothy Brett. Ela chamou de “Invocação”. Stokowski parece em êxtase como se estivesse participando de um encontro de terceiro grau ou algo parecido (mais apropriado para a capa da revista UFO), porém, contudo, no entanto, se você necessita de algum tipo de prova mostrando que Stokowski atingiu seu ápice sonoro através de algum tipo de poder oculto, este é o retrato certo. Confesso que gostei um “cadinho”, é estranho, mas charmoso.

Leopold Stokowski era um organista antes de ser um maestro e Bach era seu compositor favorito. Portanto, não é de surpreender que, ao longo de sua carreira como regente, Stokowski tenha escolhido transcrever muitas das composições de Bach para orquestra. Criando uma tendência que ficou muito popular: a de maestros transcreverem obras para grande orquestra, na maioria das vezes o pessoal do barroco soa como Tchaikovsky, desvirtuando totalmente do original. Virou modismo na época. Inicialmente, alguns críticos sentiram que Stokowski estava profanando a música de Bach. Mas, ao longo dos anos, as notáveis transcrições de Bach de Stokowski ganharam considerável respeito e vários outros maestros agora as executam. Mas ninguém fez essas transcrições com tanto conhecimento como Stokowski, as gravações deste ábum ilustram brilhantemente. Ouvindo essas peças, você reconhece que o maestro manjava muito das obras para órgão e com criatividade as reescreveu. Este foi o instrumento original de Stokowski quando ele migrou para os Estados Unidos. Naqueles primeiros anos ele frequentemente transcrevia música orquestral para o órgão. Quando veio fazer o contrário, Stokowski criou um som parecido com um órgão só que para orquestra.

Stokowski e a moçada da AAYO em 1941

O que é realmente surpreendente sobre este disco é que, em pouco tempo, Stokowski transformou este jovem conjunto em uma orquestra profissional a “All-American Youth Orchestra” (“Lado A” e Faixa 17 do “Lado B”). Ao longo dos anos, esse período na carreira de Stokowski foi lamentavelmente negligenciado. Stoki gravou a maioria dessas peças no início dos anos 1930, a Orquestra Juvenil oferece uma ou duas cargas adicionais de adrenalina … bem … o brio da juventude, obviamente respondendo com entusiasmo as indicações do maestro. Apesar de algumas sobrecargas nas passagens do fortíssimo e tutti, as gravações soam notavelmente boas. A conhecida “Toccata e Fuga em Re menor” pode ser ouvida com grau de comprometimento mefistofélico dos músicos. “Ein Feste Burg” soa realmente grandioso. A “Passacaglia e a Fuga”, que conclui o programa, também alcançam uma estatura colossal. Era uma cultura musical mais animada naqueles dias inebriantes da primeira metade do século XX. Assim como no post anterior das transcrições de Wagner o pessoal que curte mais a fidelidade das execuções com instrumentos de época podem não gostar, mas não podemos negar a propriedade e autenticidade das transcrições de Stokowski. As gravações estão divididas em “Lado A” com a sonoridade melhor e “Lado B” com o ruído da matriz as vezes atrapalhando muito. De quebra podemos comparar algumas transcrições de Bach que se tornaram febre entre os maestros e compositores na época. Nas faixas de 18 a 23 são gravações mais modernas e sem ruído, são as transcrições de John Barbirolli (1899-1970) faixas18 e 19, Lucien Caillet (1891-1985) faixa 20, Frederick Stock (1872-1942) faixa 21 e Ottorino Respighi (1879-1936) faixa 22.

Vamos colocar as cartas na mesa, sendo sincerão: este disco é principalmente para os aficionados na arte de Stokowski. Quem gosta do Bach “raiz” pode atirar várias pedras. Mas eu acredito que a música clássica teve relativa popularidade na primeira metade do século XX nos EUA por iniciativas como as que Stokowski fez, alterando o original para agradar as massas.

Lado A
J. S. BACH – Orchestral Transcriptions
All-American Youth Orchestra
Por Leopold Stokowski, gravações feitas entre 1931 – 1950

1 – Toccata and Fugue in D Minor
2 – Ein’ feste Burg
3 – Schmelli Song Book BWV 487: Mein Jesu
4 – Little Fugue in G Minor BWV 578
5 – Schmelli Song Book BWV 478: Komm susser Tod
6 – Orchestral Suite No. 3 BWV 1068: Air on the G String
7 – Violin Partita No. 3 BWV 1006: Preludio in E
8 – Cantata No. 156: Arioso
9 – The Well-Tempered Clavier: Prelude in E-Flat Minor
10 – Violin Sonata No. 3 BWV 1003: Andante Sostenuto
11 – Passacaglia and Fugue in C Minor BWV 582

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Lado B
J. S. BACH – Orchestral Transcriptions

Por Leopold Stokowski, gravações Victor 78rpm (faixas 1 a 17)
1 – Chaconne
The Philadelphia Orchestra
Recorded November 30, 1934

2 – Chorale Prelude, “Nun komm der Heiden Heilend”
The Philadelphia Orchestra
Recorded April 7, 1934

3 – Adagio from Toccata in C Minor
The Philadelphia Orchestra
Recorded October 28, 1933

4 – Siciliano (From C Minor Sonata for Violin and Cembalom)
The Philadelphia Orchestra
Recorded October 28, 1933

5 – Komm Süsser Tod (Come Sweet Death) (From “Geistliche Lieder”)
The Philadelphia Orchestra
Recorded October 28, 1933

6 – Sarabande (From Third English Suite for Piano)
The Philadelphia Orchestra
Recorded April 7, 1934

7 – Passacaglia and Fugue in C Minor
The Philadelphia Orchestra
Recorded November 16, 1936

8 – My Soul is Athirst (From Passion according to St. Matthew)
The Philadelphia Orchestra
Recorded November 28, 1936

9 – My Jesus in Gethsemane
The Philadelphia Orchestra
Recorded November 28, 1936

10 – Chorale from Easter Cantata (No. 4 “Christ lag im Todesbanden”)
The Philadelphia Orchestra
Recorded April 4, 1931

11 – Sarabande (from Partita No. 1, in B Minor)
The Philadelphia Orchestra
Recorded November 16, 1936

12 – Sonata in E-flat Major for Pedal Clavier; First Movement
(No. 1 of Six Sonatas composed for Wilhelm Friedemann Bach)
The Philadelphia Orchestra
Recorded in 1936

13 – PALESTRINA: Adoramus Te
The Philadelphia Orchestra
Recorded November 12, 1934

14 – Ich ruf’ zu Dir, Herr Jesu Christ (Chorale Prelude)
The Philadelphia Orchestra
Recorded in November 27, 1939

15 – Prelude and Fugue in E Minor (No. 3 of Acht kleine Praeludium und Fugen, for Organ)
The Philadelphia Orchestra
Recorded in December 12, 1937

16 – St. John Passion: No. 58, Es ist Vollbracht (All is Fullfilled)
The Philadelphia Orchestra
Recorded in October 22, 1934

17 – Passacaglia and Fugue in C Minor
The All-American Orchestra
Recorded July 4, 1941

Por JOHN BARBIROLLI, gravações Columbia 78rpm (faixas 18 e 19)
18 – Sheep May Safely Graze (From “The Birthday Cantata”)
New York Philhamonic
John Barbirolli, conductor
Recorded November 16, 1940

Por DIMITRI MITROPOULOS, gravações Columbia 78rpm (faixa 19)
19 – Fantasia and Fugue in G Minor (Peters Vol. II, No. 4)
Minneapolis Symphony Orchestra
Dimitri Mitropoulos, conductor
Recorded in 1942

Por LUCIEN CAILLET gravações Columbia 78rpm (faixa 20)
20 – Fugue in G Minor
Pittsburgh Symphony Orchestra
Fritz Reiner, conductor
Recorded in 1946

Por FREDERICK STOCK gravações Victor 78rpm (faixa 21)
21 – Prelude and Fugue in E-flat Major (St. Anne)
Chicago Symphony Orchestra
Frederick Stock, conductor
Recorded Dec. 22, 1941

Por HERMAN BOESSENROTH gravações Columbia 78rpm (faixa 22)
22 – Chorale-Prelude, “Wir glauben all’ an einen Gott” (Peters Vol. VII, No. 60)
Minneapolis Symphony Orchestra
Dimitri Mitropoulos, conductor

Por OTTORINO RESPIGHI gravações Victor 78rpm (faixa 23):
23 – Passacaglia and Fugue in C Minor
San Francisco Symphony Orchestra
Pierre Monteux, conductor
Recorded in 1949

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A cara das transcrições

Ainda mais Cordas: o Chitarrone (Johann Sebastian Bach – Três Suítes para violoncelo solo tocadas no chitarrone – Juan Carlos Rivera)

61g4CAY4J2LMantendo firme nossa tradição de publicar a cada sexta-feira uma nova gravação das inestimáveis Suítes para violoncelo solo de Johann Sebastian Bach, e enquanto prometemos material para pelo menos mais oitenta sextas-feiras, trazemos ao PQP Bach um instrumento que, provavelmente, seja desconhecido para a maior parte de vocês: o chitarrone.

Ok, talvez seja desconhecido só pelo nome: o chitarrone é essencialmente o mesmo que uma tiorba/teorba. A principal diferença é que, assim como a tiorba é o alaúde baixo, o chitarrone é o baixo de uma guitarra italiana – aquela com a caixa de ressonância convexa, diferentemente da espanhola, que tem o fundo chato. Depois de um longo período como sinônimos (o frontispício de algumas obras indicava-as para “Chitarone, ò Tiorba che si dica”), com alguns estultos piorando ainda mais a confusão ao chamarem o chitarrone de “teorbo italiano”, o termo tiorba/teorba foi ganhando preferência e chitarrone/guitarrón/guitarrão acabou denominando instrumentos completamente diferentes.

O espanhol Juan Carlos Rivera toca o que, definitivamente, é um chitarrone, pois foi assim assinado por seu luthier, de timbre delicado como o do alaúde. Talvez lhe faltasse intensidade para uma suíte clamorosa como, por exemplo, a sexta em Ré maior, mas nestas três primeiras o resultado é muito bonito. Silenciem o recinto, ponham as crianças e o gato (a não ser que se aquietem!) para fora da sala, e caprichem no volume.

Johann Sebastian Bach – Suites BWV 1007, 1008, 1009 
Juan Carlos Rivera, Chitarrone

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Suíte no. 2 em Ré menor, BWV 1008

01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuet I-II
06 – Gigue

Suíte no. 1 em Sol maior, BWV 1007

07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Menuet I-II
12 – Gigue

Suíte no. 3 em Dó menor, BWV 1009

13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Bourrée I-II
18 – Gigue

Juan Carlos Rivera, chitarrone

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Este no, ¡gracias!
Este no, ¡gracias!

 

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Trio Sonatas para Órgão a 2 Clav. & Pedal – BWV 525-530

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Trio Sonatas para Órgão a 2 Clav. & Pedal – BWV 525-530

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Sabem que, no início do século XX, estas obras eram consideradas como, talvez, as melhores de todos os tempos? Pois é, depois, assim como o órgão (falo daquele instrumento das igrejas), estas obras foram sumindo do repertório e até dentre as maiores obras de Bach. Uma injustiça completa, porque são música de primeiríssima linha, melhores do que muitas peças mais consideradas.

E que estão aqui interpretadas fantasticamente pelo genial e compreensivo Benjamin Alard, que dá uma banho nas velhas gravações. Coitados dos meus vinis de Helmut Walcha, melhor jogá-los logo no lixo. (Alguém tem que trabalhar pela música e não por uma secundária História das Gravações, né?)

Originária da Itália, a trio sonata se impôs como uma das principais formas musicais do século XVIII. Formalizado por movimentos nitidamente contrastantes por Corelli, seduziu compositores que encontravam nele meios para desenvolver suas idéias temáticas e se libertar da estrutura do conjunto de danças em um novo espírito estético, o da música de câmara. Normalmente, a trio sonata era composta e executada por pelo menos três músicos — duas vozes e contínuo. Bach, no entanto, nunca fazia as coisas como os outros, e compôs uma série de seis sonatas para o órgão, — dois teclados e pedais — adaptando o estilo da música de câmara a este instrumento de igreja por excelência.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Trio Sonatas para Órgão a 2 Clav. & Pedal – BWV 525-530

Sonata 1, Mi Bémol Majeur, BWV 525 (11:57)
1 – 3:16
2 Adagio 4:42
3 Allegro 3:59

Sonata 2, Do Mineur, BWV 526 (13:09)
4 Vivace 4:18
5 Largo 3:54
6 Allegro 4:56

Sonata 3, Ré Mineur, BWV 527 (13:43)
7 Andante 5:32
8 Adagio E Dolce 3:41
9 Vivace 4:30

Sonata 4, Mi Mineur, BWV 528 (12:20)
10 Adagio – Vivace 3:18
11 Andante 6:06
12 Un Poco Allegro 2:56

Sonata 5, Do Majeur, BWV 529 (15:34)
13 Allegro 5:40
14 Largo 5:50
15 Allegro 4:04

Sonata 6, Sol Majeur, BWV 530 (12:50)
16 Vivace 4:28
17 Lento 4:19
18 Allegro

Organ – Benjamin Alard

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Benjamin Alard: deixa o homem trabalhar porque ele sabe o que faz

PQP

Ainda mais Cordas: o Cimbalom (Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Variações Goldberg em dulcimers – Szakály – Farkas)

151Achar um nome inambíguo em português para este instrumento é um pouquinho complicado. Seu nome húngaro (cimbalom) remete tanto ao italiano cembalo (“cravo”, coisa que ele não é) quanto ao grego “kymbalon” (“pratos” de percussão – não, tampouco). Há quem o chame de “cítara”, com a qual guarda semelhança superficial, mas esta se toca com plectros. Em inglês, ele é chamado de “Hungarian hammered dulcimer”, porque é um dulcimer (que, por sua vez, deriva do saltério através do santur persa) cujas cordas são percutidas com baquetas. Um cimbalom, pois, vem a ser um dulcimer de concerto, do tamanho de um piano pequeno, apoiado em quatro pés, com extensão maior e um pedal de abafamento. Independentemente do nome que lhe escolhamos, ele é essencial à música de várias regiões da Europa Central e fundamental à música folclórica húngara, de tal maneira que há uma cátedra de cimbalom na conceituada Academia de Música Ferenc Liszt em Budapest, onde se formaram e lecionam as duas musicistas que ouvirão nesta gravação.

Sim, o cabeludo sentado é Liszt
Sim, o cabeludo sentado é Liszt

Se tocar as Goldberg em qualquer instrumento é uma temeridade considerável, abrir mão do conforto das teclas e tocar esta obra-prima com baquetas parece-me insano. Claro que a gente não pode esperar um produto semelhante ao de uma gravação feita ao teclado, e que as variações mais rápidas escancaram as grandes dificuldades de articulação que o cimbalom traz ao executante. Ainda assim, nem que pelo inusitado, é um CD muito interessante.

Recomendo fortemente aos que forem a Budapest que garimpem o acervo da Hungaroton local, repleto de pérolas que, uma a uma, deixarei por aqui – e que esqueçam o sítio internacional, a não ser que dominem o diabólico magiar!

JOHANN SEBASTIAN BACH – GOLDBERG-VARIATIONEN ON TWO CIMBALOMS
ÁGNES SZÁKALY – RÓZSA FARKAS

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Ária com diversas Variações para cravo com dois manuais, BWV 988, “Variações Goldberg”

01 – Aria
02 – Variação no. 1 a 1 Clav.
03 – Variação no. 2 a 1 Clav.
04 – Variação no. 3 a 1 Clav. – Canone All’Unisuono
05 – Variação no. 4 a 1 Clav.
06 – Variação no. 5 a 1 ovvero 2 Clav.
07 – Variação no. 6 a 1 Clav. – Canone alla Seconda
08 – Variação no. 7 a 1 ovvero 2 Clav.
09 – Variação no. 8 a 2 Clav.
10 – Variação no. 9 a 1 Clav. – Canone alla Terza
11 – Variação no. 10 a 1 Clav. – Fughetta
12 – Variação no. 11 a 2 Clav.
13 – Variação no. 12 – Canone alla Quarta
14 – Variação no. 13 a 2 Clav.
15 – Variação no. 14 a 2 Clav.
16 – Variação no. 15 a 1 Clav. – Canone alla Quinta – Andante
17 – Variação no. 16 – Ouverture a 1 Clav.
18 – Variação no. 17 a 2 Clav.
19 – Variação no. 18 a 1 Clav. – Canone alla Sesta
20 – Variação no. 19 a 1 Clav.
21 – Variação no. 20 a 2 Clav.
22 – Variação no. 21 – Canone alla Settima
23 – Variação no. 22 a 1 Clav. – Alla Breve
24 – Variação no. 23 a 2 Clav.
25 – Variação no. 24 a 1 Clav. – Canone all’Ottava
26 – Variação no. 25 a 2 Clav.
27 – Variação no. 26 a 2 Clav.
28 – Variação no. 27 a  Clav. – Canone alla Nona
29 – Variação no. 28 a 2 Clav.
30 – Variação no. 29 a 1 ovvero 2 Clav.
31 – Variação no. 30 a 1 Clav. – Quodlibet
32 – Aria da capo

Ágnes Szákaly e Rózsa Farkas, cimbaloms

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Uma graciosa dulcimerista (ou cimbalomista) em ação
Uma graciosa dulcimerista (ou cimbalista) em ação

 

Vassily Genrikhovich

J. S. Bach (1685-1750): Concertos de Brandenburgo – Concerto Italiano & Rinaldo Alessandrini

J. S. Bach (1685-1750): Concertos de Brandenburgo – Concerto Italiano & Rinaldo Alessandrini

J. S. Bach

“Six Concerts avec plusieurs instruments”

 

Como todas as atividades humanas, a vida de blogueiro, especialmente de blogueiro de música clássica, gera ansiedade e envolve riscos. Ah, mas se assim não fosse, que graça teria? Vocês não imaginam o que é escolher uma peça para a postagem, depois a gravação, o que dizer, o que não dizer na redação do texto? Cada uma destas etapas levanta enormes considerações, intranquilidades muitas. Será que a gravação já foi postada antes? Alguém já escreveu aquela frase que você só conseguiu alinhavar depois de muitas folhas de rascunho rabiscadas e várias xícaras de café? O que dirão da sua escolha, os venerandos pares, que ajudam a fazer singrar esta nossa nau musical? Provavelmente estarão tão atarefados com as suas próprias considerações e obrigações que não terão tempo de verificar as patuscadas dos outros. Mas vai que…

E vocês podem imaginar meus sobressaltos ao escolher obra tão icônica como este conjunto de concertos do nosso compositor mor. Mas, creiam, assim que ouvi o álbum pela primeira vez, decidi: vou postar! Este aqui é preciso dividir com nossos seguidores.

Bach, quando jovem…

Todos já devem saber da história, mas aqui vai a minha versão. Bach compilou este conjunto de seis (número mágico para as coleções de obras musicais) concertos e na primavera de 1721 os dedicou ao Margrave de Brandenburgo, com a clara intensão de conseguir uma posição na corte. Portanto, o conjunto foi compilado para exibir os seus talentos e sua inventividade. É incrível a variedade de instrumentos usados, a energia que cada uma destas peças demanda de seus intérpretes e contagia as plateias que tiverem a sorte de ouvi-los. A forte presença de instrumentos de sopros é uma clara preferência germânica. Como nos explica Karl Geiringer, nos concertos Nos 1, 3 e 6, a orquestra é composta de coros instrumentais uniformemente equilibrados que lançam os temas de uns para os outros em encantadora conversação, só ocasionalmente destacando um único instrumento saído do meio de todos eles. Estes concertos evocam as canzonas venezianas, com seus coros instrumentais contrastantes. Os outros três concertos, Nos. 2, 4 e 5, têm as cordas acompanhantes, os ripieni, defrontando-se com o concertino, consistindo de três ou quatro instrumentos solistas. São do tipo concerti grossi. Além disso, neste concertino há um instrumento protagonista e condutor, cuja parte é mais brilhante e tecnicamente mais exigente.

O cravo saiu do anonimato do baixo contínuo para revelar-se um maravilhoso instrumento solista no Concerto No. 5. No Concerto No. 2, uma flauta e um trompete roçam ombros ao lado do oboé e um violino como solistas. Fechando o cortejo, o Concerto No. 6 é só para cordas e um cravo. E cordas graves, duas violas, duas violas da gamba, acompanhadas de violoncelo, cravo e um ‘violone’.

Pois se o Margrave não contratou Bach, pior para ele. As partituras dos concertos acabaram tomando poeira nas prateleiras da biblioteca, foram vendidas por uma ninharia, mas chegaram até nós e perfazem uma das coleções de obras mais gravadas de que se tem notícia. Nem as ‘Quatro Estações’ são páreo para os ‘Brandenburgos’.

Rinaldo Alessandrini

Esta gravação, de que eu gostei tanto, não é unanimidade, mas foi bastante bem recebida pela crítica. Na minha opinião, conta a seu favor o fato de que cada ‘parte’ é tocada por apenas um instrumento, dando mais agilidade e transparência ao discurso musical. O tal andamento mais rápido, que é uma característica dos conjuntos italianos que adotam instrumentos e prática de época, é uma característica positiva para mim, mas pode causar franzir de testas e levantamento de sobrancelhas em outras fisionomias. Mas como diria o sábio e poeta, toda unanimidade é unânime.

Enfim, tenho certeza que esta gravação não o deixará indiferente e poderá ganhar espaço junto daquelas outras que você já considera como as suas preferidas. Pode até ser que ela já esteja lá…

De brinde, no primeiro disco há uma faixa com uma Sinfonia da Cantata 174, que é uma outra versão do Concerto No. 3, acrescentado de três oboés e duas trompas. No segundo disco, há uma faixa intitulada ‘Cadenza’ que é a versão original da cadência do Concerto No. 5.

Ao fazer a compilação dos concertos, Bach escreveu uma versão estendida da cadência, passando de 17 para 65 barras, que deu muito mais drama e virtuosismo ao concerto.

Concerto Italiano

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Concertos de Brandenburgo

CD1

Concerto No. 1 em fá maior, BWV 1046

  1. […]
  2. Adagio
  3. Allegro
  4. Menuet

Concerto No. 2 em fá maior, BWV 1047

  1. […]
  2. Andante
  3. Allegro assai

Concerto No. 3 em sol maior, BWV 1048

  1. […]
  2. Adagio – Allegro

Cantata ‘Ich liebe den Höchsten von ganzen Gemüte’, BWV 174

  1. Sinfonia

CD2

Concerto No. 4 em sol maior, BWV 1049

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Presto

Concerto No. 5 em ré maior, BWV 1050

  1. Allegro
  2. Affettuoso
  3. Allegro
  4. Cadenza

Concerto No. 6 em si bemol maior, BWV 1051

  1. […]
  2. Adagio ma non tanto
  3. Allegro

Concerto Italiano

Rinaldo Alessandrino

Observação: os nomes dos específicos solistas em cada concerto podem ser encontrados em documentos tipo pdf anexados aos downloads.

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FLAC | 543 MB

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MP3 | 320 KBPS | 253 MB

Mais uma frase do erudito Karl Geiringer: ‘Até mesmo o estudioso de Bach, que espera a máxima variedade da obra do mestre, deve ficar surpreendido com a abundância de cenas cambiantes nessas joias musicais’.

Baixe a versão que mais seja adequada ao seu uso, flac ou mp3, e aproveite esta maravilha de música!

René Denon

PS: Se você entendeu a ideia da capa do disco, por favor, divida conosco…

 

J. S. Bach, Balbastre, F. Couperin, Daquin, Fischer, Händel, Rameau, D. Scarlatti: The Harmonious Blacksmith – Trevor Pinnock, cravo

J. S. Bach, Balbastre, F. Couperin, Daquin, Fischer, Händel, Rameau, D. Scarlatti: The Harmonious Blacksmith – Trevor Pinnock, cravo

Favourite Harpsichord Pieces

PERIGO!

Música altamente contagiante

Lidar com muito cuidado!

 

Este álbum deveria ser distribuído na saída das escolas, nas salas de espera de consultórios, nas filas para elevadores, nas travessias de barcas e ferryboats. Isto é pura propaganda!

Por favor, faça uma corrente, distribua esta postagem para mais dez pessoas e você alcançará a graça de ouvir música por muito, muito tempo!

Havia o cassette do álbum!

The Harmonious Blacksmith – Favourite Harpsichord Pieces são título e subtítulo do álbum. O Ferreiro Harmonioso é o nome da peça que inicia o disco e consiste de tema e cinco variações, o último movimento da Suite No. 5, em mi maior, HWV 430, que de tão bonito ganhou carreira solo. Outra peça favorita de quem quer que a ouça é Les baricades mistérieuses, de François Couperin. Com um nome assim misterioso e uma melodia que gruda na gente para toda a vida, é um hit das paradas de sucesso de música barroca desde que foi composta.

E o Concerto Italiano? Bach gostava tanto dos concertos de Vivaldi que fez um só para tocar para as pessoas que o iam visitar. Ele dizia: Ah, o roter Priester, ele é assim…. E aí, tocava o Concerto Italiano.

Foca na Música!

O som do disco? Bem, como eu diria? Ressonante! Um amigo me disse que este disco foi gravado em algum banheiro. Mas, quem liga para isto? Foca na música! A música é tão boa de se ouvir.

Tem as duas contrastantes sonatinhas de Scarlatti, com seu ares de Espanha. Tem a Le coucou (cuco!), do Daquin, e também La Suzanne, do Balbastre. E mais umas outras peças marcantes do repertório para cravo.

Trevor Pinnock estudou cravo no London’s Royal College of Music e lhe disseram que ele nunca ganharia a vida tocando instrumento tão arcano. Ele queimou a predição quase de saída, tornando-se o cravista da veneranda Academy of St. Martin-in-the-Fields. Em 1972 criou The English Concert, e começaram a se apresentar em festivais onde encontraram um big shot da Archiv Produktion. Tiveram que ralar com o cara por uns quatro anos antes do primeiro contrato de gravação. Depois, só sucesso. Pinnock continuou como regente do grupo por uns trinta anos.

Pelas entrevistas que andei lendo e pelas gravações que continuam a aparecer, podemos deduzir que Pinnock é um excelente músico e parece ótimo sujeito. Dividindo seu tempo como regente e solista, Pinnock continua bastante ativo. Sua segunda gravação das Partitas para Cravo de Bach é excelente, assim como um disco intitulado Journey, que reúne música para cravo cobrindo um longo período. Ele está a caminho de realizar um de seus grandes desejos, gravando os dois livros do Cravo Bem Temperado, antes de chegar aos 80 anos. Como ele diz, é uma questão de força de vontade: acordar cedo, praticar os Prelúdios e Fugas e depois brincar com o neto.

Georg Frideric Handel (1685 – 1759)

  1. Aria e variações “The Harmonious Blacksmith”

Johann Caspar Fischer (1656 – 1746)

  1. Passacaglia da Suíte “Urania”, para cravo, em ré menor

François Couperin (1668 – 1733)

  1. Les baricades mistérieuses

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

  1. Concerto Italiano, BWV 971

Jean-Philippe Rameau (1683 – 1764)

  1. Gavotte (com 6 Doubles), em lá menor

Domenico Scarlatti (1685 – 1757)

  1. Sonata para cravo em mi maior, K. 380
  2. Sonata para cravo em mi maior, K. 381

Joseph-Hector Fiocco (1703 – 1741)

  1. Adagio em sol maior, Da Suíte No. 1, Op. 1

Louis-Claude Daquin (1694 – 1772)

  1. Le coucou

Claude-Béninge Balbastre (1724 – 1799)

  1. La Suzanne

Trevor Pinnock, cravo

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FLAC | 357 MB

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MP3 | 320 KBPS | 120 MB

Trevor, de bem com a vida!

Aproveite, baixe, desfrute e divulgue!

René Denon

A Quatro Mãos: Reimagine – Anderson & Roe Piano Duo

71nqPbHmeIL._SX355_Fred Astaire e Ginger Rogers transpostos da pista de dança para o teclado“.

Só este veredito acerca do trabalho do duo pianístico de Greg Anderson e Elizabeth Joy Roe já bastaria, cauteloso que sou acerca das sensibilidades da ala ultrarradical de nossos leitores-ouvintes, para colocar um sinal de .:interlúdio:. na frente do título. O duo Anderson & Roe, afinal, é jovem, bem-apessoado, bastante performático nos palcos, faz sucesso entre públicos que jamais sonhariam em escutar música para dois pianistas e, sacrilégio talvez maior ainda, usam amplamente a internet para granjearem sua fama.

Não coloquei qualquer ressalva .:interlúdica:., incluí os jovens em meio a gravações de Argerich, Barenboim e Lupu, e já ouço, por isso, os tomates zunindo em minha direção. Apresso-me em alcançar-lhes o contraponto: estes dois egressos da Juilliard School são excelentes pianistas, ótimos arranjadores e, de quebra, ainda têm um sensacional trabalho de duo. Vê-los tocando (e convido os leitores-ouvintes a explorarem a cybersfera para tanto) é se embasbacar com a precisão com que esses jovens dividem um teclado, entrecruzando as mãos de maneiras que não parecem fisiologicamente plausíveis, e a clareza que mantêm linhas melódicas que mesmo grandes pianistas deixam nubladas. Talvez falte um tanto de “peso” a este CD, que, à exceção da boa interpretação para a “Sagração da Primavera” de Stravinsky, é um bonito balaio de gatos composto tão só de transcrições e paráfrases de curtas obras alheias. O duo lançou posteriormente álbuns mais coesos, entre os quais um primoroso “The Art of Bach” que, depois que eu sair da base da pilha de pedras, eu postarei para vocês se os bramidos nas caixas de comentários não forem tão ferozes.

ANDERSON & ROE – REIMAGINE

01 – “Danse Macabre (remix)”, sobre “Dança Macabra, Poema Sinfônico Op. 40 de Charles-Camille SAINT-SAËNS (1835-1921)

02 – “The Swan”, sobre “O Cisne” de “O Carnaval dos Animais”de Charles-Camille SAINT-SAËNS (1835-1921)

03 – “A New Account of the Blue Danube Waltzes”, baseado em “An die schönen blauen Donau”, Op. 314 de Johann STRAUSS, filho (1825-1899)

04 – “The Cat’s Fugue”, sobre o tema da Sonata em Sol menor, K. 40, “A Fuga do Gato”, de Giuseppe Domenico SCARLATTI (1685-1757)

05 – Libertango, sobre obra de Astor Pantaleón PIAZZOLLA (1921-1992)

06 – “The Cuckoo in Sussex”, sobre “Le Coucou” de Louis-Claude DAQUIN (1694-1772)

07 – “Erbarme dich”, sobre ária da “Paixão segundo Mateus” de Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Igor Fyodorovich STRAVINSKY (1882-1971)

A Sagração da Primavera, para dois pianos
08 – Introduction to Part I
09 – The Augurs of Spring
10 – Ritual of Abduction
11 – Spring Rounds
12 – Ritual of the Two Rival Tribes
13 – Procession of the Oldest
14 – The Kiss of the Earth
15 – The Dancing Out of the Earth
16 – Introduction to Part II
17 – Mystic Circle of the Young Girls
18 – Glorification of the Chosen One
19 – Evocation of the Ancestors
20 – Ritual Actions of the Ancestors
21 – Sacrificial Dance

Charles-Camille SAINT-SAËNS (1835-1921)
22 – Danse Macabre, Op. 40 (arranjo de Anderson & Roe)

Greg Anderson e Elizabeth Joy Roe, pianos e arranjos

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Eu disse que eles eram performáticos!
Eu disse que eles eram performáticos!

 

Vassily Genrikhovich

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Switched-on Bach – 2000 – Wendy Carlos (1992)

frontConsiderando o grande número de downloads (ou deveria chamá-los “descargas”, “baixadas” ou “descarregamentos”?) da série “Switched-on Boxed Set” que divulgamos na semana passada, para desespero ainda maior dos que detestam sintetizadores, e também para o de alguns fãs do Moog primitivo, trazemos este álbum lançado por Wendy Carlos em comemoração ao Jubileu de Prata de seu estrondoso sucesso “Switched-on Bach”, dando uma nova roupagem ao repertório do clássico álbum de 1968: sintetizadores modernos, som digital e, mais ainda, temperamento desigual.

Aprecio muito o efeito que as sutis diferenças de afinação trazem para as engenhosas “orquestrações” de Carlos – que, aliás, continuam basicamente as mesmas, incluindo a bonita escolha dos timbres de madeiras para a célebre Ária da Suíte no. 3.

A crítica execrou o álbum, e os fãs do “Switched-on Bach” original também chiaram. Claro que estes têm o direito de estranhar, pois as paletas acessíveis a Carlos, que eram de escolha bem limitada em 1968, tinham expandido consideravelmente, e os timbres peculiares à gravação original estavam radicalmente modificados. Como artista e pesquisadora incansável que ela é, e sempre demonstrou ser, vejo méritos, coragem e desprendimento em sua empreitada de reler seu álbum clássico e abordar Bach sem as limitações técnicas do passado, para, assim, tentar atingir algo mais próximo do seu ideal artístico.

Este álbum foi-nos gentilmente cedido por um fiel leitor-ouvinte que escolheu identificar-se como Papai Noel e, assim, deixar seu retumbante ho-ho-ho a nós outros. Salve, Noel!

SWITCHED-ON BACH 2000 – WENDY CARLOS

Wendy CARLOS (1939)

01 – Happy 25th, S-OB

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

02 – “Wir danken dir, Gott, wir danken dir”, Cantata BWV 29 – Sinfonia

03 – Suíte no. 3 em Ré maior para orquestra, BWV 1068 – Aria

04 – Invenção a duas vozes no. 8 em Fá maior, BWV 779

05 – Invenção a duas vozes no. 14 em Si bemol maior, BWV 784

06 – Invenção a duas vozes no. 4 em Ré menor, BWV 775

07 – “Herz und Mund und Tat und Leben”, Cantata BWV 147 – Coral: “Jesus bleibet meine Freunde”

O Cravo bem Temperado, livro I – Prelúdio e Fuga em Mi bemol maior, BWV 852
08 – Prelúdio
09 – Fuga

O Cravo bem Temperado, livro I – Prelúdio e Fuga em Dó menor, BWV 847
10 – Prelúdio
11 – Fuga

12 – “Wachet auf, ruft uns die Stimme”, Prelúdio-Coral BWV 645

Concerto de Brandenburg no. 3 em Sol maior, BWV 1048

13 – Allegro
14 – Cadenza: Andante
15 – Allegro

FAIXA-BÔNUS:
16 – Toccata e Fuga em Ré menor, BWV 565

Wendy Carlos, sintetizadores e arranjos

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A incansável e inesgotável Wendy Carlos, em foto de 2014.
A incansável, inesgotável Wendy, em foto de 2014.

Vassily Genrikhovich

Switched-on Boxed Set (4 de 4): Switched-on Brandenburgs (1979) – Wendy Carlos

51ZRMWXNYBLCinco anos depois de “Switched-on Bach II”, Wendy Carlos concluiu sua tetralogia bachiana e completou a série dos Concertos de Brandenburg, gravando os de números 1, 2 e 6. Somados àqueles já lançados nos álbuns anteriores (e incluindo uma nova cadenza, mais sóbria, para o Concerto no. 3), o resultado foi o duplo “Switched-on Brandenburgs” em que, mais uma vez, impressionam a realização impecável e a clareza com que soam as partes na “orquestração” de Carlos. No entanto, aos ouvintes contemporâneos, e em especial aos fãs do “Switched-on Bach” original, os timbres do Moog já não soam tão invulgares. O veredito da filha de um leitor-ouvinte foi “música de videogame, papai” – o que só atesta as doses suprafisiológicas de música sintetizada, tanto boa quanto terrível, a que o cidadão médio é exposto desde cedo, e cotidianamente.

SWITCHED-ON  BOXED SET – SWITCHED-ON BRANDENBURGS (1979)

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Concerto de Brandenburg no. 1 em Fá maior, BWV 1046
01 – Allegro
02 – Adagio
03 – Allegro
04 – Menuetto – Trio I – Polacca – Trio II

Concerto de Brandenburg no. 2 em Fá maior, BWV 1047
05 – Allegro
06 – Andante
07 – Allegro assai

Concerto de Brandenburg no. 6 em Si bemol maior, BWV 1051
08 – Allegro
09 – Adagio ma non tanto
10 – Allegro

Wendy Carlos, sintetizador

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Carlos, Carlos & Carlos

Vassily Genrikhovich

Johann Sebastian Bach (1685-1750): A Paixão Segundo São Mateus, BWV 244 – Herreweghe

Nossa, já se passaram onze anos desde que fiz essa postagem … como o tempo passa rápido … estou repostando com novos links a pedidos de nosso mentor, PQP Bach, e quando ele pede, temos de nos apressar. Agradeço ao querido Vassily Genrikhovich por ainda ter estes arquivos em seu acervo em boa qualidade de conversão. 

Talvez por hoje ser domingo, talvez por ser véspera de mais um feriadão santo, talvez pelo fato de que o mano PQP esteja desesperado atrás desta gravação, além de outros comentaristas, enfim, não sei, talvez mesmo pelo fato de eu estar me sentido bem hoje, e a partir de amanhã começa uma nova fase em minha vida (pela primeira vez na vida encararei a sala de aula enquanto professor), ou seja, acabaram-se os finais de semana sem nada para se fazer a não ser descansar, sei lá, só sei que preciso terminar este enorme parágrafo dizendo que aí está a Paixão Segundo Mateus, na versão de Phillipe Herreweghe, Andreas Schöll, do Ian Bostridge entre outros.

Seguindo meio que os moldes que o mano PQP utilizou para postar a Missa, estarei postando algumas versões dessa obra absolutamente impactante, é impossível ficar indiferente à ela. Desde o coral inicial, “Kommt, ihr Töchter, helft mir klagen”, passando pela mais bela ária já composta para contralto, “Erbarme dich”, neste caso interpretada pelo contra-tenor Andreas Schöll, em minha opinião, esta é a obra mais importante de meu pai.

Herreweghe tem uma interpretação mais intimista, com coral e orquestra reduzidos, ao contrário das versões arrasa-quarteirão de Jochum (minha favorita), Klemperer, ou Karajan, que se utilizam de uma grande massa orquestral e vocal.

Neste site vocês irão encontrar comentários, críticas, a letra da obra, sua tradução para vários idiomas, inclusive para o português.

Enfim, não consigo imaginar uma forma melhor de se passar um domingo.

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Matthäeus-passion BWV 244 – Herreweghe

CD 1
01 – Kommt, ihr Töchter, helft mir klagen
02 – Da Jesus diese Rede vollendet hatte
03 – Herzliebster Jesu, was hast du verbrochen
04 – Da versammleten sich die Hohenpriester
05 – Du lieber Heiland du
06 – Buss und Reu
07 – Da ging hin der Zwölfen einer
08 – Blute nur, du liebes Herz
09 – Aber am ersten Tage der süssen Brot
10 – Ich bin’s, ich sollte büssen
11 – Er antwortete und sprach;
12 – Wiewohl mein Herz in Tränen schwimmt
13 – Ich will dir mein Herze schenken
14 – Und da sie den Lobgesang gesprochen hatten
15 – Erkenne mich, mein Hüter
16 – Petrus aber antwortete
17 – Ich will hier bei dir stehen
18 – Da kam Jesus mit ihnen zu einem Hofe
19 – O Schmerz! hier zittert das gequälte Herz
20 – Ich will bei meinem Jesu wachen
21 – Und ging hin ein wenig
22 – Der Heiland fällt vor seinem Vater nieder
23 – Gerne will ich mich bequemen
24 – Und er kam zu seinen Jüngern
25 – Was mein Gott will, das g’scheh’ allzeit
26 – Und er kam und fand sie aber schlafend
27 – So ist mein Jesus nun gefangen
28 – Und siehe, einer aus denen
29 – O Mensch, bewein’ dein Sünde groß

CD 2

01 – Ach! nun ist mein Jesus hin
02 – Die aber Jesum gegriffen hatten
03 – Mir hat die Welt trüglich gericht’t
04 – Und wiewold viel falsche Zeugen herzutraten
05 – Mein Jesus schweigt zu falschen Lügen stille
06 – Geduld, Geduld!
07 – Und der Hohepriester antwortete
08 – Wer hat dich so geschlagen
09 – Petrus aber saß draußen im Palast
10 – Erbarme dich
11 – Bin ich gleich von dir gewichen
12 – Des Morgens aber hielten alle Hohenpriester
13 – Gebt mir meinen Jesum wieder
14 – Sie hielten aber einen Rat
15 – Befiehl du deine Wege
16 – Auf das Fest aber hatte der Landpfleger
17 – Wie wunderbarlich ist doch diese Strafe
18 – Der Landpfleger sagte
19 – Er hat uns allen wohlgetan
20 – Aus Liebe will mein Heiland sterben
21 – Sie schrieen aber noch mehr
22 – Erbarm es Gott
23 – Können Tränen meiner Wangen

CD 3

01 – Da nahmen Kriegsknechte
02 – O Haupt voll Blut und Wunden
03 – Und da sie ihn verspottet hatten
04 – Ja! freilich will in uns das Fleisch und Blut
05 – Komm, süßes Kreuz
06 – Und da sie an die Stätte kamen
07 – Ach, Golgatha, unsel’ges Golgatha
08 – Sehet Jesus hat die Hand
09 – Und von der sechsten Stunde
10 – Wenn ich einmal soll scheiden
11 – Und siehe da, der Vorhang im Tempel zerriß
12 – Am Abend da es kühle war
13 – Mache dich, mein Herze, rein
14 – Und Joseph nahm den Leib
15 – Nun ist der Herr zu Ruh gebracht
16 – Wir setzen uns mit Tränen nieder

Tenor[Evangelist]: Ian Bostridge
Bass [Jesus]: Franz-Josef Selig
Soprano [arias, Pilatus’ wife]: Sibylla Rubens
Alto: Andreas Scholl
Tenor: Werner Güra
Bass: Dietrich Henschel
Bass [Pilatus]: Dietrich Henschel
Baritone [Judas & Priest 1]: Frits Vanhulle
Bass [Petrus & Priest 2]: Dominik Wörner
Alto [Witness]: Andreas Scholl
Tenor [Witness]: Werner Güra
Sopranos [Maids]: Elisabeth Hermans & Susan Hamilton

Chœur et Orchestre de Collegium Vocale Gent / Schola Cantorum Cantate Domino
Phillipe Herreweghe – Director

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Switched-on Boxed Set (3 de 4): Switched-on Bach II (1974) – Wendy Carlos

R-216552-1308173871.jpegCinco anos depois de “The Well-Tempered Synthesizer”, Wendy Carlos voltou à carga com um álbum que pretendeu batizar com outros nomes, mas que os capi da Columbia decidiram chamar de “Switched-on Bach II”, para tentar surfar nas ondas ainda fortes do  fenômeno “Switched-On Bach”, lançado seis anos antes. A fórmula é bastante semelhante à do original: excertos célebres e obras curtas de J. S. Bach, e um dos Concertos de Brandenburg para arrematar o disco. O desenvolvimento tecnológico do sintetizador Moog é muito evidente na gravação, que soa claramente mais “moderna” que “Switched-on Bach”, e de tal maneira que Carlos tentou, com bastante sucesso, emular os sons dos instrumentos originais no Concerto de Brandenburg no. 5. Apesar da interpretação ser muito transparente e bonita, tirando de letra inclusive a difícil cadenza para cravo do primeiro movimento, ainda prefiro os timbres frescos e bizarros das gravações anteriores, que aqui aparecem mais proeminentemente nas duas Invenções a duas vozes, nas miniaturas do Pequeno Livro de Anna Magdalena e na Fuga em Sol menor.

SWITCHED-ON BOXED SET: SWITCHED-ON BACH II

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

01 – Suíte no. 2 em Si menor para orquestra, BWV 1067 – Badinerie
02 – Suíte no. 2 em Si menor para orquestra, BWV 1067 – Menuet
03 – Suíte no. 2 em Si menor para orquestra, BWV 1067 – Bourrée
04 – Invenção a duas vozes no. 13 em Lá menor, BWV 784
05 – Invenção a duas vozes no. 12 em Si bemol maior, BWV 783
06 – “Was mir behagt, ist nur die muntre Jagd”, Cantata BWV 208 – Ária: “Schafe können sicher weiden” (“Sheep may safely graze”)
07 – O Pequeno Livro de Anna Magdalena Bach – Musette em Ré maior, BWV Anh. 126
08 – O Pequeno Livro de Anna Magdalena Bach – Minueto em Sol maior
09 – O Pequeno Livro de Anna Magdalena Bach – Bist du bei mir, BWV 508
10 – O Pequeno Livro de Anna Magdalena Bach – Marcha em Ré maior, BWV Anh. 122
11 – Pequena Fuga para órgão em Sol menor, BWV 578
12 – Concerto de Brandenburg no. 5 em Ré maior, BWV 1050 – Allegro
13 – Concerto de Brandenburg no. 5 em Ré maior, BWV 1050 – Affettuoso
14 – Concerto de Brandenburg no. 5 em Ré maior, BWV 1050 – Allegro

Wendy Carlos, sintetizador Moog

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“Moça, pra que serve aquele fiozinho?”

Vassily Genrikhovich

 

Switched-on Boxed Set (2 de 4): The Well-Tempered Synthesizer (1969) – Wendy Carlos

bach-portada 2O sucesso mastodôntico de “Switched-on Bach” trouxe não só os holofotes para a ademais mui discreta Wendy Carlos, como também a pressão dos executivos da Columbia para que produzisse (“cuspisse”, segundo ela própria) um novo álbum arrasa-quarteirões. A ideia dos tubarões fonográficos era, claro, um outro disco dedicado a Bach, mas a laboriosa e criativa Wendy tinha outros planos, que incorporavam os novos módulos desenvolvidos em colaboração com Robert Moog para o sintetizador – incluindo o recurso spectrum follower, que permitia incluir vocalizações, ouvidas na segunda seleção de Monteverdi e, posteriormente, nos trechos da Nona Sinfonia de Beethoven incluídos na trilha sonora de Carlos para “A Laranja Mecânica” de Stanley Kubrick.

O resultado do trabalho de Moog, Wendy, e de sua produtora e co-intérprete Rachel Elkind foi “The Well-Tempered Synthesizer” (“O Sintetizador bem Temperado”), lançado em 1969, um ano depois de “Switched-on Bach”. Apesar de bem aceito por parte da crítica (pois os puristas, naturalmente, detestaram), as vendas não foram nem de longe semelhantes às do predecessor. Glenn Gould, que, como dissemos, virara tiete de Wendy, escreveu as notas que acompanharam o disco, em que taxativamente afirmava que “a realização de Carlos do Quarto Concerto de Brandenburgo, é, para colocá-lo com franqueza, a melhor interpretação de qualquer dos Brandenburgos – ao vivo, enlatada, ou intuída – que eu jamais ouvi”. Os pastiches também não paravam de brotar, lançando mão de todos os trocadilhos possíveis com “Switched-on”. Um deles foi lançado pela própria Columbia: “Switched-off Bach”, que incluía as mesmas seleções do célebre disco de 1968, executada com instrumentos convencionais.

Carlos levaria cinco anos para voltar a Bach, dedicando o ínterim a trabalhos autorais (“Sonic Seasonings”, somente com composições originais) e à realização da trilha sonora para “A Laranja Mecânica” de Kubrick, realizador cricri e perfeccionista de quem Wendy ainda musicaria “O Iluminado”, em 1980.

SWITCHED-ON  BOXED SET – THE WELL-TEMPERED SYNTHESIZER

Claudio Giovanni Antonio MONTEVERDI (1567-1643)
01 – Suíte da ópera “Orfeo”: toccata – ritornello I – coro I – ritornello II – coro II – ritornello II

Giuseppe Domenico SCARLATTI (1685-1757)
02 – Sonata em Sol maior, L. 209/K. 455
03 – Sonata em Ré maior, L. 164/K. 491

Georg Friedrich HÄNDEL (1685-1759)
Música Aquática, Suíte em Fá maior, HWV 348
04 – Bourrée
05 – Aria
06 – Allegro deciso

Giuseppe Domenico SCARLATTI
07 – Sonata em Mi maior, L. 430/K. 531
08 – Sonata em Ré maior, L. 465/K. 96

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
Concerto de Brandenburg no. 4 em Sol maior, BWV 1049
09 – Allegro
10 – Andante
11 – Presto

Claudio Giovanni Antonio MONTEVERDI
12 – Vésperas (1610) – Domine ad adjuvandum

13 – Teste de alinhamento de estéreo

14 – Experimentos (em inglês, narração de Wendy Carlos)

Wendy Carlos, sintetizador Moog (em colaboração com Rachel Elkind)

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A produtora Rachel Elkind e Wendy Carlos (na época, ainda, legalmente chamada Walter Carlos)
A produtora Rachel Elkind e Wendy Carlos (na época, ainda, legalmente chamada Walter)

Vassily Genrikhovich

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Brandenburg Concertos – Amsterdam Guitar Trio

Nem me lembro quando e como este curioso e belíssimo CD me chegou em mãos. Não faz muito tempo. Já o ouvi algumas vezes, e lhes garanto que vale a pena. É um tour de force, poderia dizer. O que estes dois rapazes e a moça fazem aqui beira a loucura. Pode ser que alguém não goste, tudo bem, não pretendo agradar a todos, apenas mostrar a universalidade da música de Bach, e claro, suas possibilidades. Talvez eu esteja passando por uma fase de simplificações na minha vida, para que complicar se podemos facilitar?
Já comentei em outras ocasiões que tive a pretensão de ser um violonista na minha juventude. Mas logo após casar, passei o violão adiante. Nem sei onde está. Já pensei em comprar outro, e me dedicar com maior carinho à causa. E quando ouço estes três elementos tocar imagino que posso, um dia, quem sabe, tocar um pequeno trecho de um Concerto de Brandenburgo no violão. Eles conseguiram, por que não eu?

P.S. Antes que perguntem, não sei dizer se eles gravaram os dois concertos que faltam aqui.

01. Concerto No 6 B-flat BWV 1051 1. Allegro moderato
02. Concerto No 6 B-flat BWV 1051 2. Adagio ma non tanto
03. Concerto No 6 B-flat BWV 1051 3. Allegro
04. Concerto No 3 in G BWV 1048 1. Allegro
05. Concerto No 3 in G BWV 1048 2. Adagio
06. Concerto No 3 in G BWV 1048 3. Allegro
07. Concerto No 5 in D BWV 1050 1. Allegro
08. Concerto No 5 in D BWV 1050 2. Affetuoso
09. Concerto No 5 in D BWV 1050 3. Allegro
10. Concerto No 2 in F BWV 1047 1. Allegro moderato
11. Concerto No 2 in F BWV 1047 2. Andante

12. Concerto No 2 in F BWV 1047 3. Allegro.

Amsterdam Guitar Trio:

Helenus de Rijke
Johann Dorrenstein
Olga Fransen
Tini Mathat – Harpsichord (Concerto nº5 )

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Switched-on Boxed Set (1 de 4): Switched-on Bach (1968) – Wendy Carlos

imagesSe não levei pedrada com todo Glenn Gould que postei mês passado, será agora que minha carcaça receberá, em uma só prestação, todo o monolito que merece sobre si: música de Bach, o Demiurgo da Música, tocada num sintetizador.

Não é qualquer sintetizador, claro, nem um intérprete qualquer: é o pioneiro Moog de Wendy Carlos, que tanto colaborou para seu desenvolvimento ao lado de seu inventor, Robert Moog, como deu-lhe um senhor cavalo de batalha na forma do estrondoso sucesso dessa gravação.

Ninguém na Columbia levava muito a sério o obstinado trabalho de Carlos, dotada de formação privilegiada para a empreitada: pianista e compositora, com diplomas em Música e Física e estudos sob Vladimir Ussachevsky, um dos pioneiros da música eletrônica. A natureza monofônica do sintetizador Moog tornava qualquer acorde frugal um exaustivo trabalho de overdubbing, e todos os crescendos e decrescendos eram frutos de meticulosa filtragem e ajustes. Ainda assim, Carlos e seus colaboradores fizeram questão de gravar Bach nota por nota, sem outros aditivos. A honrosa exceção foi o segundo movimento do Concerto de Brandenburg no. 3, para o qual Bach forneceu somente uma sucinta cadência de dois acordes, por talvez esperar que o cravista do contínuo improvisasse a sua própria, e na qual Carlos insere efeitos de “virtuosidade eletrônica” que não considerou apropriados às outras faixas do disco. Em 1979, ao relançar este Concerto como parte de “Switched-on Brandenburgs”, ela, arrependida do que considerou um excesso, incluiu uma outra cadenza, mais sóbria.

O sucesso do álbum, lançado com pouquíssimo alarde, foi tremendo, e “Switched-on Bach” tornou-se a primeira gravação de música clássica a chegar ao topo das paradas desde a triunfal estreia de Glenn Gould com as “Variações Goldberg” em 1955. Gould, aliás, virou tiete de Carlos, talvez porque o trabalho dela trouxesse não só a clareza e transparência na realização das partes polifônicas, que eram parte importante do ideal artístico do canadense, e também porque era o produto de exasperante atividade de estúdio, que Gould tinha como cenário ideal para fazer música, já que abandonara os palcos ainda nos anos 60.

Talvez os leitores-ouvintes tenham impressão diferente da minha, mas eu sou um eterno fascinado por esta gravação que não envelhece. Desde a cintilância da abertura com a Sinfonia da Cantata no. 29, passando por Invenções a Duas Vozes transparentes e pela célebre Ária da Suíte no. 3 com timbres de madeiras, e concluindo com um Concerto de Brandenburgo tão sui generis que se pode até suspeitar da fidelidade estrita ao original bachiano, este “Switched-on Bach” – relançado numa caprichada edição remasterizada e meticulosamente comentada por Carlos em áudio e no encarte – ainda soa sanguíneo e fresco como um dos mais importantes álbuns da história fonográfica.

SWITCHED-ON BOXED SET: SWITCHED-ON BACH

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

01 – “Wir danken dir, Gott, wir danken dir”, Cantata BWV 29 – Sinfonia

02 – Suíte no. 3 em Ré maior para orquestra, BWV 1068 – Aria

03 – Invenção a duas vozes no. 8 em Fá maior, BWV 779

04 – Invenção a duas vozes no. 14 em Si bemol maior, BWV 784

05 – Invenção a duas vozes no. 4 em Ré menor, BWV 775

06 – “Herz und Mund und Tat und Leben”, Cantata BWV 147 – Coral: “Jesus bleibet meine Freunde”

07 – O Cravo bem Temperado, livro I – Prelúdio e Fuga em Mi bemol maior, BWV 852

08 – O Cravo bem Temperado, livro I – Prelúdio e Fuga em Dó menor, BWV 847

09 – “Wachet auf, ruft uns die Stimme”, Prelúdio-Coral BWV 645

10 – Concerto de Brandenburg no. 3 em Sol maior, BWV 1048 – Allegro

11 – Concerto de Brandenburg no. 3 em Sol maior, BWV 1048 – Adagio [cadenza de 1968]

12 – Concerto de Brandenburg no. 3 em Sol maior, BWV 1048 – Allegro

13 –  Concerto de Brandenburg no. 3 em Sol maior, BWV 1048 – Adagio [cadenza de 1979]

14 – Experimentos iniciais (em inglês, narração de Wendy Carlos)

Wendy Carlos, sintetizador Moog (em colaboração com Rachel Elkind e Benjamin Folkman)

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A expectativa sobre "Switched-on Bach" era tão pequena que a Columbia aprovou uma capa que deixou Carlos indignada: um Bach rubicundo e caricato a ouvir, com expressão chocada ou indignada, algo com fones de ouvidos conectados à ENTRADA, e não à saída, de um sintetizador Moog. Com o LP rapidamente esgotado, Carlos conseguiu colocar nas novas tiragens uma capa diferente, com Bach em pé e olhar menos esdrúxulo.
A expectativa sobre “Switched-on Bach” era tão pequena que a Columbia aprovou uma capa que deixou Carlos possessa: um Bach rubicundo e caricato a ouvir, com expressão chocada ou indignada, algo com fones de ouvidos conectados à ENTRADA, e não à saída, de um sintetizador Moog. Com o LP rapidamente esgotado, Carlos conseguiu colocar nas novas tiragens uma capa diferente, com Bach em pé e olhar menos esdrúxulo.

Vassily Genrikhovich

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Cantatas – Vol. 8 – Koopman, Mertens, ABO, etc.

Sim, eu sei, estou em falta com os senhores. Prometi esta integral até o final do ano, mas ainda nem cheguei na metade. Enfim, c´est la vie. O tempo, ou a falta dele, sempre será a minha desculpa. Colaborar com o PQPBach e ainda trabalhar dá um trabalho danado. Tem dias que quando chego em casa a última coisa que quero fazer é ligar o computador. Imagina a vontade, então, de preparar texto, subir arquivos … enfim, dá trabalho.

Mas vamos ao que viemos. Vejamos o que o nosso booklet tem a nos dizer sobre esse oitavo volume:

“Like its two predecessors, the eighth volume of our complete recording of Bach’s cantatas is devoted to the first annual cyle of Leipzig cantatas of 1723/24. In planning and implementing this cycle, Bach took upon himself a burden of work far in excess of anything he had earlier assumed to say nothing of the creative and artistic challenges involved. Whereas his Weimar cantatas of 1714-16 had been written at regular monthly intervals, he now had four times as much work on his hands. In the circumstances, it is entirely understandable that, whenever possible, he fell back on existing works, especially those written in Weimar, although pieces composed at Cöthen were no less liable to be pillaged. These self-borrowings notwithstanding, the main emphasis none the less lay on the composition of new works, and the first cycle of cantatas that Bach wrote for Leipzig is notable for the number of new pieces that it contains. Particularly revealing in this context is the period around Christmas 1723, Bach’s first major festival in the city, which placed especially great demands on both him and his musicians. Fortunately, the fact that no cantatas were performed between Second and Fourth Sundays in Advent meant that he had ample time to prepare for the task in hand. Indeed, he even managed to extend this period by falling back on an earlier work for the First Sunday in Advent, Cantata 61, which he had written in Weimar in 1714/15. The following table gives some idea of the degree of planning that went into preparations for the twelve days between Christmas and Epiphany (including three works included in the present release, Cantatas 40, 64 and 65):

25 December 1723 (main service) Cantata 63 Christen, ätzet diesen Tag (written 1714/15) Sanctus in D major BWV 238 (new)
25 December 1723 (Vespers) Cantata 63 Christen, ätzet diesen Tag (repeat performance) Magnificat in E flat major BWV 243a (new)
26 December 1723 Cantata 40 Darzu ist erschienen der Sohn Gottes (new)
27 December 1723 Cantata 64 Sehet, welch eine Liebe (new)
1 January 1724 (New Year’s Day) Cantata 190 Singet dem Herrn ein neues Lied (new)
2 January 1724 Cantata 153 Schau, lieber Gott, wie meine Feind (new)
6 January 1724 (Epiphany) Cantata 65 Sie werden aus Saba alle kommen (new)”

COMPACT DISC 1

“Sie werden aus Saba alle kommen” BWV 65
For Epiphany

1 Chorus: “Sie werden aus Saba alle kommen”2 Chorale: “Die Kön’ge aus Saba kamen dar”
3 Recitative (Bass): “Was dort Jesaias verhergesehn” Aria (Bass): “Gold aus Ophir ist zu schlecht”
5 Recitative (Tenor): “Verschmähe nicht, du, meiner Seelen Licht, mein Herz”
6 Aria (Tenor): “Nimm mich dir zu eigen hin”
7 Chorale: “Ei nun, mein Gott, so fall ich dir getrost in deine Hände”

“Was soll ich aus dir machen, Ephraim?” BWV 89
For the 22nd Sunday after Trinity

8 Aria (Bass): “Was soll ich aus dir machen, Ephraim”
Recitative (Alto): “Ja, freilich sollte Gott”
10 Aria (Alto): “Ein unbarmherziges Gerichte”
11 Recitative (Soprano): “Wohlan! mein Herze legt Zorn”
12 Aria (Soprano): “Gerechter Gott, ach rechnest du?”
13 Chorale: “Wir mangelt zwar sehr viel”

“O Ewigkeit, du Donnerwort” BWV 60
For the 24th Sunday after Trinity

14 Duet (Alto, Tenor): “O Ewigkeit, du Donnerwort”
15 Recitative (Alto, Tenor): “O schwerer Gang zum letzten Kampf und Streite”
16 Duet (Alto, Tenor): “Mein letztes Lager will mich schrecken”
17 Recitative, Arioso (Alto, Bass): “Der Tod bleibt doch – Selig sind die Toten”
18 Chorale: “Es ist genug: Herr, wenn es dir gefällt”

“Erfreute Zeit im neuen Bunde” BWV 83
For the purification of the Blessed Virgin Mary

19 Aria (Alto): “Erfreute Zeit im neuen Bunde”
20 Aria (Bass): “Herr, nun lassest du deinen Diener”
21 Aria (Tenor): “Eile, Herz, voll Freudigkeit”
22 Rectitave (Alto): “Ja, merkt dein Glaube noch viel Finsternis”
23 Chorale: “Er ist das Heil und selig Licht”

Appendix: 24 Aria (Bass): “Was soll ich aus dir machen, Ephraim?” BWV 89a

COMPACT DISC 2

“Darzu ist erschienen der Sohn Gottes” BWV 40
For the 2nd day of Christmas

1 Chorus: “Darzu ist erschienen der Sohn Gottes”
2 Recitative (Tenor): “Das Wort ward Fleisch und wohnet in der Welt”
3 Chorale: “Die Sund macht Leid”
4 Aria (Bass): “Höllische Schlange, wird dir nicht bange?”
5 Recitative (Alto): “Die Schlange, so im Paradies”
6 Chorale: “Schüttle deinen Kopf und sprich: Fleuch, du alte Schlange”
7 Aria (Tenor): “Christenkinder, freuet euch”
8 Chorale: “Jesu, nimm dich deiner Glieder ferner in Genaden an”

“Schauet doch und sehet, ob irgend ein Schmerz sei” BWV 46
For the 10th Sunday after Trinity

9 Chorus: “Schauet doch und sehet”
10 Recitative (Tenor): “So klage du, zerstörte Gottesstadt”
11 Aria (Bass): “Dein Wetter zog sich auf von weiten”
12 Recitative (Alto): “Doch bildet euch, o Sünder, ja nicht ein”
13 Aria (Alto): “Doch Jesus will auch bei der Strafe”
14 Chorale: “O großer Gott von Treu”

“Sehet, welch eine Liebe hat uns der Vater erzeiget” BWV 64
For the 3rd day of Christmas

15 Chorus: “Sehet, welch eine Liebe hat uns der Vater erzeiget”
16 Chorale: “Das hat er alles uns getan”
17 Recitative (Alto): “Geh, Welt, behalte nur das Deine”
18 Chorale: “Was frag ich nach der Welt und allen ihren Schätzen”
19 Aria (Soprano): “Was die Welt in sich hält, muß als wie ein Rauch vergehen”
20 Recitative (Bass): “Der Himmel bleibet mir gewiß”
21 Aria (Alto): “Von der Welt verlang ich nichts”
22 Chorale: “Gute Nacht, o Wesen, das die Welt erlesen”

“Ihr Menschen, rühmet Gottes Liebe” BWV 167
For the feast of St. John the Baptist

23 Aria (Tenor): “Ihr Menschen, rühmet Gottes Liebe”
24 Recitative (Alto): “Gelobet sei der Herr Gott Israel”
25 Duet (Soprano, Alto): “Gottes Wort, das trüget nicht”
26 Recitative (Bass): “Des Weibes Samen kam”
7 Chorale: “Sei Lob und Preis mit Ehren

COMPACT DISC 3

“Ich glaube, lieber Herr, hilf meinem Unglauben” BWV 109
For the 21st Sunday after Trinity

1 Chorus: “Ich glaube, lieber Herr”
2 Recitative (Tenor): “Des Herren Hand ist ja noch nicht verkürzt”
3 Aria (Tenor): “Wie zweifelhaftig ist mein Hoffen”
4 Recitative (Alto): “O fasse dich, du zweifelhafter Mut”
5 Aria (Alto): “Der Heiland kennet ja die Seinen”
6 Chorale: “Wer hofft in Gott, und dem vertraut”

“Jesus schläft, was soll ich hoffen” BWV 81
For the 4th Sunday after the Epiphany

7 Aria (Alto): “Jesus schläft, was soll ich hoffen?”
8 Recitative (Tenor): “Herr! Warum trittest du so ferne?”
9 Aria (Tenor): “Die schäumenden Wellen von Belials Bächen”
10 Arioso (Bass): “Ihr Kleingläubigen, warum seid ihr so furchtsam?”
11 Aria (Bass): “Schweig, aufgetürmtes Meer!”
12 Recitative (Alto): “Wohl mir! Mein Jesus spricht ein Wort”
13 Chorale: “Unter deinen Schirmen bin ich vor den Stürmen”

“Du sollt Gott, deinen Herren, lieben” BWV 77
For the 13th Sunday after Trinity

14 Chorus: “Du sollt Gott, deinen Herren, lieben”
15 Recitative (Bass): “So muß es sein!”
16 Aria (Soprano): “Mein Gott, ich liebe dich von Herzen”
17 Recitative (Tenor): “Gib mir dabei, mein Gott”
18 Aria (Alto): “Ach, es bleibt in meiner Liebe”
19 Chorale: “Herr Jesu, der du angezündt”

“Es reißet euch ein schrecklich Ende” BWV 90
For the 25th Sunday after Trinity

20 Aria (Tenor): “Es reißet euch ein schrecklich Ende”
21 Recitative (Alto): “Des Höchsten Güte wird von Tag zu Tage neu”
22 Aria (Bass): “So löschet im Eifer der rächende Richter”
23 Recitative (Tenor): “Doch Gottes Auge sieht auf uns als Auserwählte”
24 Chorale: “Leit uns mit deiner rechten Hand”

DOROTHEA RÖSCHMANN soprano
ELISABETH VON MAGNUS alto
BOGNA BARTOSZ alto
JÖRG DURMULLER tenor
KLAUS MERTENS bass

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A Quieta Arte das Tangentes – Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Invenções, Sinfonias e Duetos – Jaroslav Tůma

f10076O tecladista tcheco Jaroslav Tůma (que já escutamos ao órgão acompanhando uma violinista de aspecto um tanto feroz) possui uma interessante coleção de instrumentos que, aos poucos, vai apresentando ao mundo em gravações. Este clavicórdio feito por J. Schiedmaier em 1789 e afinado em temperamento desigual (Kirnberger III) foi resgatado de um museu decadente do interior da Boêmia. Muito danificado por negligência e pelo uso insensato por parte de amadores (imagino quantas crianças alopradas não lhe deram manotaços, e quantas mãos pesadas não tocaram “Bife” nele!), acabou restaurado meticulosamente, mas ainda manteve alguns sons de “marcenaria”. Esta coleção de Invenções a duas, três (Sinfonias) e quatro (Duetos) vozes, demonstrações em dificuldade crescente da fluência de Bach no uso de recursos imitativos do contraponto, soa muito clara no clavicórdio de Tůma, e sua interpretação é tão convincente que parece querer dar razão a quem defende que este não só era o instrumento de teclado preferido de Bach, como também aquele que ele tinha em mente ao escrever estas miniaturas.

J. S. BACH – INVENTIONS, SINFONIAS AND DUETS

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Invenções a duas vozes

01 – Em Dó maior, BWV 772
02 – Em Dó menor, BWV 773
03 – Em Ré maior, BWV 774
04 – Em Ré menor, BWV 775
05 – Em Mi bemol maior, BWV 776
06 – Em Mi maior, BWV 777
07 – Em Mi menor, BWV 778
08 – Em Fá maior, BWV 779
09 – Em Fá menor, BWV 780
10 – Em Sol maior, BWV 781
11 – Em Sol menor, BWV 782
12 – Em Lá maior, BWV 783
13 – Em Lá menor, BWV 784
14 – Em Si bemol maior, BWV 785
15 – Em Si menor, BWV 786

Sinfonias (Invenções a três vozes):

16 – Em Dó maior, BWV 787
17 – Em Dó menor, BWV 788
18 – Em Ré maior, BWV 789
19 – Em Ré menor, BWV 790
20 – Em Mi bemol maior, BWV 791
21 – Em Mi maior, BWV 792
22 – Em Mi menor, BWV 793
23 – Em Fá maior, BWV 794
24 – Em Fá menor, BWV 795
25 – Em Sol maior, BWV 796
26 – Em Sol menor, BWV 797
27 – Em Lá maior, BWV 798
28 – Em Lá menor, BWV 799
29 – Em Si bemol maior, BWV 800
30 – Em Si menor, BWV 801

Duetos (a quatro vozes):

31 – No. 1 em Mi menor, BWV 802
32 – No. 2 em Fá maior, BWV 803
33 – No. 3 em Sol maior, BWV 804
34 – No. 4 em Lá menor, BWV 805

Jaroslav Tůma, clavicórdio

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A propósito: aquele "ů" no sobrenome de Tůma pronuncia-se como um "u" bem longo - aprendam bem a lição para quando eu postar Martinů
A propósito: aquele “ů” no sobrenome de Tůma pronuncia-se como um “u” bem longo – aprendam bem a lição para quando eu postar Martinů

Vassily Genrikhovich

A Quieta Arte das Tangentes – Johann Sebastian Bach (1685-1750) – The Secret Bach – Christopher Hogwood

51dMqS6BIkL._SS280Nossa microssérie da semana será dedicada ao clavicórdio, instrumento de teclado cujas cordas são percutidas por tangentes (daí o título), produzindo um som tão delicado quanto quase inaudível (sim, o título).

Essa delicadeza e, talvez, tibiez do timbre do clavicórdio inviabilizam sua integração a qualquer conjunto instrumental. Por outro lado, a percussão por tangentes diretamente ligadas às teclas e, por extensão, aos dedos do executante permite que este tenha controle sobre a dinâmica (algo impensável num teclado de cravo, por exemplo) e, mais ainda, lhe permite imprimir um discreto vibrato às notas. Essas peculiaridades tornam seu som muito atraente, ainda que tenhamos que nos resignar a escutá-lo em recitais e álbuns solo e, frequentemente, colocar no máximo o volume dos alto-falantes.

Instrumento de custo relativamente baixo, de fácil manutenção e muito portátil, o clavicórdio gozou de imensa popularidade nos séculos XVII e XVII, em especial para a prática privada de música, entre músicos itinerantes (como era o caso de Händel, que encontrarão amanhã) e onde quer que houvesse pouco espaço disponível.

Nossa série começa com o álbum “The Secret Bach”, em que o versátil Christopher Hogwood interpreta obras do Demiurgo no mais quieto dos instrumentos do teclado. Para nós outros, acostumados com o timbre brilhante do cravo ou mesmo com o som volumoso de um piano de tensas cordas de aço, escutá-las tocadas com tangentes pode requerer alguma “aclimatação” – além, é claro, do já referido ajuste do volume dos alto-falantes. Os pontos altos, para mim, são as peças de abertura (uma versão preliminar da Fantasia Cromática e Fuga em Ré menor) e de encerramento (um arranjo para teclado da Partita no. 2 para violino solo – sim, aquela encerrada pela monumental Chacona). O que vem entre elas são peças curtas que, se comparadas àquelas que mencionamos, empalidecem bastante.

THE SECRET BACH – CHRISTOPHER HOGWOOD

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Fantasia Cromática e Fuga em Ré menor, BWV 903a (versão preliminar, do manuscrito Rust)
01 – Fantasia
02 – Fuga

03 – Adágio em Sol maior, BWV 968
04 – Fuga em Sol menor, BWV 1000
05 – Allemande em Sol menor
06 – Minueto no. 1, BWV 841
07 – Minueto no. 3, BWV 843
08-16 – Partite diverse sopra il Corale ‘O Gott, du frommer Gott”, BWV 767

Partita em Lá menor, baseada na Partita no. 2 em Ré menor para violino solo, BWV 1004
17 – Allemanda
18 – Corrente
19 – Sarabanda
20 – Giga
21 – Ciacoona

Christopher Hogwood, clavicórdio

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Maestro, compositor, musicólogo, cravista, pianista, organista, clavicordista: o multiúso Christopher Hogwood (1941-2014)
Maestro, compositor, musicólogo, cravista, pianista, organista, clavicordista: o multiúso Christopher Hogwood (1941-2014)

Vassily Genrikhovich

Beethoven / Schnittke / Bach: Prism II

Beethoven / Schnittke / Bach: Prism II

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco maravilhoso! É magnificamente interpretado pelo Quarteto de Cordas Dinamarquês e tem repertório coerentemente interligado. O primeiro disco do projeto Prism foi indicado ao Grammy de melhor disco erudito. Ele ligava fugas de Bach, quartetos de Beethoven e obras de mestres modernos. Neste volume dois da série, temos uma linda versão da Fuga de Bach em Si bemol menor do Cravo Bem Temperado (no arranjo do compositor Emanuel Aloys Förster), o extrordionário Quarteto Nº 3 de Alfred Schnittke (1983), e — tchan! — mais o INCONTORNÁVEL Quarteto de Cordas Op. 130 de Beethoven e a Grande Fuga. Como o quarteto explica: “Um feixe de música é dividido através do prisma de Beethoven. O importante para nós é que essas conexões sejam amplamente experimentadas. Esperamos que o ouvinte se junte a nós na maravilha de ver os feixes de música que viajam de Bach e Beethoven até nossos dias. Gravado na histórica Reitstadel Neumarkt e produzido por Manfred Eicher, o álbum é de 2019, lançado enquanto o Quarteto de Cordas Dinamarquês embarca em uma turnê com recitais em ambos os lados do Atlântico, mas não no Brasil, claro…

Beethoven / Schnittke / Bach: Prism II

1 FUGUE IN Bb MINOR BWV 869
(Johann Sebastian Bach)
06:48

ALFRED SCHNITTKE – STRING QUARTET NO.3
2 Andante 06:11
3 Agitato 07:49
4 Pesante 08:36

LUDWIG VAN BEETHOVEN – STRING QUARTET OP.130 / OP.133
5 Adagio ma non troppo 09:52
6 Presto 02:00
7 Poco scherzoso. Andante con moto ma non troppo 07:05
8 Alla danza tedesca. Allegro assai 03:22
9 Cavatina. Adagio molo espressivo 07:49
10 Ouverture. Allegro – Fuga (Große Fuge) 16:44

Danish String Quartet:
Rune Tonsgaard Sørensen, Violin
Frederik Øland, Violin
Asbjørn Nørgaard, Viola
Fredrik Schøyen Sjölin, Violoncello

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Hum… A luz do lado esquerdo é Bach, Beethoven ou ambos?

PQP

Vários: Dances – Peças para Piano – Benjamin Grosvenor

Vários: Dances – Peças para Piano – Benjamin Grosvenor

 

Danças?

 

Após muitos (muitos!) anos de experiência com música e discos, alguma coisa acaba-se aprendendo. Eu consigo farejar um bom disco a milhas de distância. E este álbum, eu sabia, é excelente. Se bem que gosto, não se deve discutir.

A rabugice e o conservadorismo são traços que afloram a medida em que a idade avança, é inexorável. Rabugento ainda não sou, mas tenho tido episódios. Conservador é claro que não sou, mas essas novidades de discos conceituais dão-me rugas na testa e um ligeiro movimento de pé atrás. Cheira-me a marketing. Mas neste caso, rendo-me absolutamente! Disco maravilhoso, de primeira à última faixa.

Dança é o tema do álbum cuja concepção foi inspirada em uma carta de Ferruccio Busoni para um de seus alunos, Egon Petri, propondo um programa dançante para um recital. Que ideia mais simples, mas maravilhosa…

Pois dança é o assunto do álbum que vai das antigas danças, como a sarabande da Partita do Bach até o Boogie Woogie, no estudo do Morton Gould. Entre elas, valsas, muitas maravilhosas valsas. Ah, polonaises também, pois há Chopin, e algumas mazurkinhas do Scriabin.

Não poderia faltar o Azul Danúbio e tango também.

E como não falar umas palavras sobre o Benjamin Grosvenor, este excelente pianista? Ele despontou para o mundo da música em 2004 ganhando o BBC Young Music Competition com 11 anos (bota Young nisso). Foi convidado a se apresentar na Primeira Noite do 2011 BBC Proms, com apenas 19 anos.

Em 2012, quando ganhou um importante prêmio – o Critics Choice, do Classic Brits, deixou a todos comovidos por dedicar o prêmio a seu irmão dois anos mais velho, portador de síndrome de Down. Benjamin explicou (candidamente):  Eu dedico este prêmio ao meu irmão Jonathan. Isto é por ter me aturado praticando horas seguidas por anos e anos e por ter ido a tantos dos meus concertos contra sua própria vontade. Afinal, para que servem irmãos?

Benjamin Grosvenor

Johann Sebastian Bach
Partita No. 4, BWV828
1 I. Overture
2 II. Allemande
3 III. Courante
4 IV. Aria
5 V. Sarabande
6 VI. Menuet
7 VII. Gigue

Frédéric Chopin
Andante spianato et grande polonaise brillante in E-flat major, Op. 22
8 I. Andante spianato in G major
9 II. Grande polonaise brillante in E-flat major
10 Polonaise no.5 in F sharp Minor Op. 44

Alexander Scriabin
Ten Mazurkas Op. 3
11 No. 6
12 No.4
13 No.9
14 Valse in Ab major Op. 38

Enrique Granados
Valses Poeticos
15 Preludio: Vivace molto
16 I. Melodioso
17 II.Tempo de Vals noble
18 III. Tempo de Vals lento
19 IV. Allegro humoristico
20 V. Allegretto (elegante)
21 VI. Quasi ad libitum (sentimental)
22 VII. Vivo
23 VIII. Presto

Adolf Schulz-Evler
24 Concert Arabesques on themes by Johann Strauss, “By The Beautiful Blue Danube”

Isaac Albeniz (arr. Leopold Godowsky)
25 Tango, Op.165, No.2

Morton Gould
26 Boogie Woogie Etude

Franz Liszt
27 2 Etudes de Concert S. 145, 2 – Gnomenreigen

Johann Sebastian Bach (arr. Wilhelm Kempff)
28. Sonata for Flute and Harpsichord, BWV 1031 – Siciliano

Benjamin Grosvenor, piano

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FLAC | 1,15 GB

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MP3 | 320 KBPS | 210 MB

Vejam as opiniões de alguns críticos:

“performance after performance of surpassing brilliance and character”

– Gramophone

“‘Jeu perlé’ to die for, ever changing colours and an innate sense of articulation and rubato”

– Diapason

“A revelation”

– American Record Guide

The CD is on the table!

Uma observação técnica: as duas últimas faixas desta postagem não fazem parte do disco oficial. Realmente, o disco deveria acabar no estudo do Morton Gould, um tremendo tour de force! Mas, as duas peças que seguem, o Gnomenreigen e o Siciliano de Liszt e Bach (Kempff) são tão bonitinhas que estão aí, como dois encores… Aproveitem!!

René Denon

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – The Complete Cantatas – Vol 7 de 22 – Ton Koopman, Amsterdan Baroque Orchestra, etc.

Hoje trago mais um volume da série do Ton Koopman das integrais das Cantatas de Bach. Aos pouquinhos, estamos conseguindo postar, mesmo que aos trancos e barrancos. Não vou alegar a falta de tempo, pois até isso já cansou. Então vamos ao que viemos, OK?

Como sempre, o booklet é super explicativo, tem todas as informações lá, com a letra das cantatas, contexto histórico das mesmas, etc.. Divirtam-se,

COMPACT DISC 1

“Es ist nichts Gesundes an meinem Leibe” BWV 25
For the 14th Sunday after Trinity

1 Chorus: “Es ist nichts Gesundes an meinem Leibe”
2 Recitative (Tenor): “Die ganze Welt ist nur ein Hospital”
3 Aria (Bass): “Ach, wo hol ich Armer Rat?”
4 Recitative (Soprano): “Jesu, lieber Meister”
5 Aria (Soprano): “Öffne meinen schlechten Liedern”
6 Chorale: “Ich, will alle meine Tage”

“Christus, der ist mein Leben” BWV 95
For the 16th Sunday after Trinity

07 Chorus and recitative (Tenor): “Christus, der ist mein Leben”
08 Recitative (Soprano): “Nun, falsche Welt!”
09 Chorale: “Valet will ich dir geben”
10 Recitative (Tenor): “Ach, könnte mir doch bald so wohl gescheh’n”
11 Aria (Tenor): “Ach, schlage doch bald, selge Stunde”
12 Recitative (Bass): “Denn ich weiß dies”
13 Chorale: “Weil du vom Tod erstanden bist”

“Nimm, was dein ist, und gehe hin” BWV 144
For Septuagesima Sunday

14 Chorus: “Nimm, was dein ist, und gehe hin”
15 Aria (Alto): “Murre nicht lieber Christ”
16 Chorale: “Was Gott tut, das ist wohlgetan”
17 Recitative (Tenor): “Wo die Genügsamkeit regiert”
18 Aria (Soprano): “Genügsamkeit”
19 Chorale: “Was mein Gott will, das g’scheh’ allzeit”

“Halt im Gedächtnis Jesum Christ” BWV 67
For Low Sunday

20 Chorus: “Halt im Gedächtnis Jesum Christ”
21 Aria (Tenor): “Mein Jesus ist erstanden”
22 Recitative (Alto): “Mein Jesu, heißest du des Todes Gift”
23 Chorale: “Erschienen ist der herrlich’ Tag”
24 Recitotive (Alto): “Doch scheinet fast”
25 Aria (Bass): “Friede sei mit euch!”
26 Chorale: “Du Friedefürst, Herr Jesu Christ”

Compact Disc 2

“Erforsche mich, Gott, und erfahre mein Herz” BWV 136
For the 8th Sunday after Trinity

1 Chorus: “Erforsche mich, Gott, und erfahre mein Herz”
2 Recitative (Tenor): “Ach, daß der Fluch”
3 Aria (Alto): “Es kommt ein Tag”
4 Recitative (Bass): “Die Himmel selber sind nicht rein”
5 (Tenor, Bass): “Uns treffen zwar der Sünden Flecken”
6 Chorale: “Dein Blut, der edle Saft”

Erwünschtes Freudenlicht” BWV 184
For Whit Tuesday

07 Recitative (Tenor): “Erwünschtes Freudenlicht”
08 Ario (Soprano, Alto): “Gesegnete Christen”
09 Recitative (Tenor): “So freuet euch”
10 Aria (Tenor): “Glück und Segen sind bereit”
11 Chorale: “Herr, ich hoff’ je”
12 horus: “Guter Hirte, Trost der Deinen”

“Herr, gehe nicht ins Gericht” BWV 105
For the 9th Sunday after Trinity

13 Chorus: “Herr, gehe nicht ins Gericht mit deinem Knecht”
14 Recitative (Alto): “Mein Gott, verwirf mich nicht”
15 Aria (Soprano): “Wie zittern und wanken”
16 Recitative (Bass): “Wohl aber dem, der seinen Bürgen weiß”
17 Aria (Tenor): “Kann ich nur Jesum mir zum Freunde machen”
18 Chorale: “Nun, ich weiß, du wirst mir stillen”

“Bringet dem Herrn Ehre seines Namens” BWV 148
For the 17th Sunday after Trinity

19 Chorus: “Bringet dem Herrn Ehre seines Namens”
20 Aria (Tenor): Ich eile, die Lehren”
21 Recitative (Alto): “So wie der Hirsch nach frischem Wasser schreit”
22 Aria (Alto): “Mund und Herze steht dir offen”
23 Recitative (Tenor): “Bleib auch, mein Gott, in mir”
24 Chorale: “Amen zu aller Stund”

Compact Disc 3

“Herz und Mund und Tat und Leben” BWV 147
For the Feast of the Visitation of the Blessed Virgin Mary

Erster Teil

01 Chorus: “Herz und Mund und Tat und Leben”
02 Recitative (Tenor): “Gebenedeiter Mund!”
03 Aria (Alto): “Schäme dich, o Seele, nicht”
04 Recitative (Bass): “Verstockung kann Gewaltige verblenden”
05 Aria (Soprano): “Bereite dir, Jesu, noch itzo die Bahn”
06 Chorale: “Wohl mir, daß ich Jesum habe” 3’13

Zweiter Teil

07 Aria (Tenor): “Hilf, Jesu, hilf, daß ich auch dich bekenne”
08 Recitative (Alto): “Der höchsten Allmacht Wunderhand”
09 Aria (Boss): “Ich woll von Jesu Wundern singen”
10 Chorale: “Jesus bleibet meine Freude”

“Leichtgesinnte Flattergeister” BWV 181
Sexagesima Sunday

11 Aria (Bass): “Leichtgesinnte Flattergeister”
12 Recitative (Alto): “O unglückselger Stand verkehrter Seelen”
13 Aria (Tenor): “Der schädlichen Dornen unendliche Zahl”
14 Recitative (Soprano): “Von diesen wird die Kraft erstickt”
15 Chorus: “Laß, Höchster, uns zu allen Zeiten”

Alternative versions of tracks 11 and 15 at tracks 22 and 23

“Erhöhtes Fleisch und Blut” BWV 173
For Whit Monday

16 Recitative (Tenor): “Erhöhtes Fleisch und Blut”
17 Aria (Tenor): “Ein geheiligtes Gemüte”
18 Aria (Alto): “Gott will, o ihr Menschenkinder”
19 Aria (Soprano, Bass): “So hat Gott die Welt geliebt”
20 Recitative (Soprano, Tenor): “Unendlichster, den man doch Vater nennt”
21 Chorus: “Rühre, Höchster, unsern Geist” 2’39

“Leichtgesinnte Flattergeister” BWV 181
For Sexagesima Sunday

22 Aria (Bass): “Leichtgesinnte Flattergeister”
23 Chorus: “Laß, Höchster, uns zu allen Zeiten”

LISA LARSSON soprano
BOGNA BARTOSZ (BWV 24, 136, 144, 147, 148)
ELISABETH VON MAGNUS (BWV 67, 105, 173, 181, 184) alto
GERD TÜRK tenor
KLAUS MERTENS bass
THE AMSTERDAM BAROQUE ORCHESTRA & CHOIR TON KOOPMAN

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 3 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

BOOKLET

Ainda mais Cordas: o Alaúde (Johann Sebastian Bach – Obra completa para alaúde – Konrad Junghänel)

51ZJVGAJMTLCalma, calma: prometo que esta série não passa dessa semana! Teria dezenas de outros instrumentos para apresentar (o sarod, o bouzouki e o erhu, por exemplo!), mas já há clamores e protestos por uma série sobre a família dos sopros, ou pela volta de pianos e das orquestras tonitruantes.

Antes disso, o alaúde – talvez meu instrumento favorito entre os de cordas dedilhadas. Tenho várias gravações com Julian Bream, que não só é meu violonista preferido como também um dos melhores alaudistas que existem. No entanto, poucos álbuns de alaúde agradam-me tanto quanto este duplo de Konrad Junghänel, que já apareceu aqui no PQP tocando obras de Sylvius Leopold Weiss, o contemporâneo de Johann Sebastian que tanto o inspirou na sua própria lavra para o instrumento. E, se há inúmeras outras transcrições de obras bachianas para o alaúde – a integral das quais está na admirável série que Hopkinson Smith gravou, e que publicarei oportunamente -, o que vocês ouvem aqui é aquilo que o próprio gênio escreveu ou transcreveu, pouco a pouco, entre uma cantata e outra, enquanto fazia crescer sua prole.

JOHANN SEBASTIAN BACH – COMPLETE LUTE WORKS
KONRAD JUNGHÄNEL

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Disco 1

Suíte em Sol menor, BWV 995
01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Gavotte I & II en rondeau
06 – Gigue

Suíte em Dó menor, BWV 999
07 – Prélude
08 – Fuga
09 – Sarabande
10 – Gigue – Double

11 – Prelúdio em Dó menor, BWV 999

12 – Fuga em Sol menor, BWV 1000

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Disco 2

01 – Prelúdio, Fuga e Allegro em Mi bemol maior, BWV 998

Suíte em Mi menor, BWV 996
02 – Praeludium (Passaggio – Presto)
03 – Allemande
04 – Courante
05 – Sarabande
06 – Bourrée
07 – Gigue

Suíte em Mi maior, BWV 1006a
08 – Prelúdio
09 – Loure
10 – Gavotte en rondeau
11 – Sarabande
12 – Bourrée I & II
13 – Gigue

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Konrad Junghänel, alaúde

Konrad Junghänel: além do talento, um bigodinho maroto - e um magnífico Chanel!
Konrad Junghänel: além do talento, um bigodinho maroto – e um magnífico Chanel!

Vassily Genrikhovich

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Suítes para Violoncelo Solo – Dimos Goudaroulis

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Suítes para Violoncelo Solo – Dimos Goudaroulis

05483Nossa cornucópia dessas maravilhosas Suítes traz agora sua primeira gravação brasileira em violoncelo barroco, feita por Dimos Goudaroulis.

O incansável artista grego, que já deu o ar de sua graça por aqui com um bonito álbum duplo de violoncello piccolo, devota recitais inteiros a essas obras seminais.

Tive o privilégio de assistir a dois deles. O primeiro, num teatro pequenino, com iluminação muito econômica e ambiente intimista, em meio a só um punhado de pessoas, deu-me a nítida sensação de estar com os ouvidos encostados na caixa de ressonância, tamanha a proximidade com o instrumentista.  No segundo, as Suítes – por definição, sequências de danças estilizadas – serviram de base para seis coreógrafos suarem suas malhas em torno de um impávido Goudaroulis.

Ismael Ivo e Goudaroulis numa "Pietà" coreográfico-violoncelística
Ismael Ivo e Goudaroulis numa “Pietà” coreográfico-violoncelística

Esta gravação reproduz com bastante fidelidade o que escutei nos recitais: prelúdios tocados com liberdade quase improvisatória, danças pulsantes, e uma proximidade que nos traz aos ouvidos a respiração do músico e, eventualmente, aquilo que o PQP Bach chama de “ruídos de marcenaria”. Goudaroulis executa a Suíte no. 6 num instrumento de cinco cordas, conforme instruções da partitura – o mesmo violoncello piccolo que, num lance de serendipidade, encontrou esquecido no ateliê de um luthier. No primeiro disco há uma faixa-bônus, com a transcrição da allemande da Partita BWV 1004, originalmente para violino solo.

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

SEIS SUÍTES PARA VIOLONCELO SOLO, BWV 1007-1012

CD 01

SUÍTE NO. 1 EM SOL MAIOR, BWV 1007

01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuet I & II
06 – Gigue

SUÍTE NO. 2 EM RÉ MENOR, BWV 1008

07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courrante
10 – Sarabande
11 – Menuet I & II
12 – Gigue

SUÍTE NO. 3 EM DÓ MAIOR, BWV 1009

13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Bourrée I & II
18 – Gigue

PARTITA NO. 2 EM RÉ MENOR, BWV 1004 (transcrita para violoncelo solo)

19 – Allemande

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CD 02

SUÍTE NO. 4 EM MI BEMOL MAIOR, BWV 1010

01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Bourrée I & II
06 – Gigue

SUÍTE NO. 5 EM DÓ MENOR, BWV 1011

07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Gavotte I & II
12 – Gigue

SUÍTE NO.6 EM RÉ MAIOR, BWV 1012*

13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavotte I & II
18 – Gigue

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DIMOS GOUDAROULIS, violoncelo e *violoncello piccolo

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Vassily Genrikhovich