Bach / Biber / Corelli / Marini: Unwritten — Do Violino para a Harpa

Bach / Biber / Corelli / Marini: Unwritten — Do Violino para a Harpa

81GQ8smjzUL._SX355_Um CD muito original. A harpista Flora Papadopoulos interpreta, com boa dose de liberdade, várias obras escritas originalmente para violino. J. S. Bach, Biber, Marini e Corelli são quatro das principais figuras da música barroca, mas ninguém os associaria à harpa. No entanto, eles trabalharam em ambientes onde há ampla evidência de que os harpistas estavam ativos, e onde certamente existia um repertório solo de harpa, mesmo que nunca fosse escrito. O ambicioso projeto de Papadopoulos parte dessa premissa e é o resultado de uma pesquisa profunda em fontes originais. Sugere que o repertório para violino, um instrumento que compartilha de suas características idiomáticas com a harpa, era uma fonte de inspiração para os harpistas. Assim, aqui algumas das peças mais conhecidas e mais virtuosas para o violino foram arranjadas para harpa, dando a essas composições um novo sopro de vida e lançando luz sobre novas e inesperadas nuances e reflexões. Flora Papadopoulos, após colaborações significativas com conjuntos como a Cappella Mediterranea e o Concerto Italiano agora faz seu primeiro álbum solo. Explorando caminhos pessoais, altamente experimentais e empíricos, ela revive uma fascinante prática musical há muito perdida.

Bach / Biber / Corelli / Marini: Unwritten — Do Violino para a Harpa

01. Mystery Sonata No. 1 in D Minor, “The Annunciation”: I. Praeludium
02. Mystery Sonata No. 1 in D Minor, “The Annunciation”: II. Variatio-Aria allegro-Variatio-Adagio-Finale
03. Arie madrigali et corenti, Op. 3: Romanesca per violino solo e basso se piace
04. Sonate, symphonie, canzoni, passe’mezzi, baletti, corenti, gagliarde e retornelli, Op. 8: Sonata Quarta per il violino per sonar con due corde
05. Sonata in F Major, Op. 5 No. 10: I. Preludio. Adagio
06. Sonata in F Major, Op. 5 No. 10: II. Allemanda. Allegro
07. Sonata in F Major, Op. 5 No. 10: III. Sarabanda. Largo
08. Sonata in F Major, Op. 5 No. 10: IV. Gavotta. Allegro
09. Sonata in F Major, Op. 5 No. 10: V. Giga. Allegro
10. Sonata No. 1 in D Minor (Orig. in G Minor), BWV 1001: I. Adagio
11. Sonata No. 1 in D Minor (Orig. in G Minor), BWV 1001: II. Fuga
12. Sonata No. 1 in D Minor (Orig. in G Minor), BWV 1001: III. Siciliana
13. Sonata No. 1 in D Minor (Orig. in G Minor), BWV 1001: IV. Presto

Composers:
Bach, Johann Sebastian (1685-1750)
Biber, Heinrich Ignaz Franz von (1644-1704)
Corelli, Arcangelo (1653-1713)
Marini, Biagio (c.1597-1665)

Flora Papadopoulos, harpa

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Flora Papadopoulos
Flora Papadopoulos

PQP

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Pièces de Clavecin en Concerts

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Pièces de Clavecin en Concerts

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IM-PER-DÍ-VEL !!!

Rameau é maravilhoso. É sempre interessante, alegre, cheio de musicalidade. E este super trio nos traz performances equilibradas e refrescantes que nos mostram a graça e a mistura caleidoscópica de cores instrumentais do compositor. Pinnock está animado e envolvente, Podger está inspiradora e inspirada, ambos toando com clareza e frases bem feitas. Manson responde da mesma forma. Os ‘Tambourins’ são arrepiantes, o resto também. Mais uma joia que o PQP disponibiliza para os amantes do barroco.

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Pièces de Clavecin en Concerts

Premier Concert
1 La Coulicam 3:25
2 La Livri 3:04
3 Le Vézinet 3:26

Deuxième Concert
4 La Laborde 5:56
5 La Boucon 5:31
6 L’Agaçante 2:46
7 Premier Menuet En Rondeau. Deuxième Menuet En Rondeau 4:51

Troisième Concert
8 La La Ploplinière 3:54
9 La Timide, Premier Rondeau Gracieux. La Timide Deuxième Rondeau Gracieux 7:09
10 Premier Tambourin En Rondeau. Deuxieme Tambourin En Rondeau 2:01

Quatrième Concert
11 La Pantomime 4:31
12 L’Indiscrète 1:38
13 La Rameau 4:14

Cinquième Concert
14 La Forqueray 4:26
15 La Cupis 6:25
16 La Marais 2:29

Trevor Pinnock, cravo
Rachel Podger, violino
Jonathan Manson, viola da gamba

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Jean-Philippe Rameau: talento espetacular, alegria e música luminosa
Jean-Philippe Rameau: talento espetacular, alegria e música luminosa

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W. A. Mozart (1756-1791): Quartetos de Cordas Nº 17 e 15

W. A. Mozart (1756-1791): Quartetos de Cordas Nº 17 e 15

R-5405754-1392562712-9172.jpegVelha gravação do Smetana Quartet, grupo fundado em 1943 e desfeito em 1989. São dois notáveis quartetos de Mozart. São também consistentes e parrudos, mas o Smetana exagerou na paulada. Bem, era o habitual nos anos 60. Há que considerar também que o quarteto era especializado em música romântica e tratava de trazer tudo para esta seara. Hoje, esta gravação tem um sabor de coisa do passado, mas era assim que ouvíamos Mozart. Competência máxima, afinação máxima, delicadeza nenhuma.

Quartet No.17 in B major, K.458 “Hunt”
1. I – Allegro vivace assai
2. II – Menuetto: Moderato
3. III – Adagio
4. IV – Allegro assai

Quartet No.15 in D minor, K.421(417b)
5. I – Allegro assai
6. II – Andante
7. III – Menuetto [Allegretto]
8. IV – Allegro ma non troppo (Allegretto non troppo)

Smetana Quartet

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Não dá pra dizer que eles não tocavam juntos, eles tocavam quase enfiando o arco um no olho do outro, de tão juntos.
Não dá pra dizer que eles não tocavam juntos, eles tocavam quase enfiando o arco um no olho do outro, de tão juntos.

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Johannes Brahms (1833-1897): Integral dos Quartetos para Piano e Trio Op. Póstumo (Final) (Beaux Arts)

Johannes Brahms (1833-1897): Integral dos Quartetos para Piano e Trio Op. Póstumo (Final) (Beaux Arts)

AB-SO-LU-TA-MEN-TE IM-PER-DÍ-VEL !

Quem perder esta postagem é mulher do padre. Isto é óbvio. O quarteto Op. 26 forma uma dupla e tanto com o Op. 25. O Op. 25  é mais extrovertido e virtuoso que seu grande companheiro. Sim, é a música de câmara mais longa de Brahms. São mais de 50 minutos, tempo maior do que qualquer uma de suas sinfonias e concertos, embora a Primeira Sinfonia e o Segundo Concerto para Piano chegarem perto. Entre todos os trabalhos com números de opus, apenas Um Réquiem Alemão leva mais tempo para executar. Todos os quatro movimentos duram mais de 10 minutos e são ricos em conteúdo. É música boa pra mais de metro. O Trio Opus Póstumo não é uma loucura, mas depois que a gente se apaixona pela densidade brahmsiana, quer conhecer tudo o que o hamburguês escreveu.

Johannes Brahms (1833-1897): Integral dos Quartetos para Piano e Trio Op. Póstumo (Final)

Piano Quartet In A, Op. 26
1 Allegro Non Troppo 15:21
2 Poco Adagio 12:36
3 Scherzo. Poco Allegro 11:05
4 Finale. Allegro 9:36

Piano Trio In A, Op. Posth.
5 Moderato 9:12
6 Vivace 5:44
7 Lento 8:47
8 Presto 6:18

Beaux Arts:
Piano – Menahem Pressler
Violin – Isidore Cohen (1-4), Daniel Guilet (5-8)
Cello – Bernard Greenhouse
Mais:
Viola – Walter Trampler

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O Beaux Arts em 1960: ainda com Daniel Guilet ao violino. Depois entraria Isidore Cohen em seu lugar
O Beaux Arts em 1960, ainda com Daniel Guilet ao violino. Depois entraria Isidore Cohen em seu lugar

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Integral dos Quartetos para Piano e Trio Op. Póstumo (I) (Beaux Arts)

Johannes Brahms (1833-1897): Integral dos Quartetos para Piano e Trio Op. Póstumo (I) (Beaux Arts)

AB-SO-LU-TA-MEN-TE IM-PER-DÍ-VEL !

Você talvez fique se perguntando: por que PQP colocou um álbum duplo em duas postagens em vez de entregar logo tudo? Ora, simples. É que é impossível ouvir apenas uma vez cada um destes CDs. (Calma, amanhã virá o segundo). Não é algo comum que passa por nossos ouvidos como uma brisa. Quem conhece estas obras sabe que são monumentos centrais da música de câmara. Além disso, desconheço melhor interpretação para estas obras do que a do Beaux Arts Trio. O que o Pressler, Cohen e Greenhouse fazem aqui merece ser ouvido por todos os dias que desejem ser lindos.

Johannes Brahms (1833-1897): Integral dos Quartetos para Piano e Trio Op. Póstumo (I)

Piano Quartet In G Minor, Op. 25
1-1 Allegro 13:10
1-2 Intermezzo. Allegro Ma Non Troppo 8:34
1-3 Andante Con Moto 9:39
1-4 Rondo Alla Zingarese. Presto 7:58

Piano Quartet In C Minor, Op. 60
1-5 Allegro Ma Non Troppo 9:59
1-6 Scherzo. Allegro 3:55
1-7 Andante 9:54
1-8 Finale. Allegro 9:39

Beaux Arts:
Piano – Menahem Pressler
Violin – Isidore Cohen
Cello – Bernard Greenhouse
Mais:
Viola – Walter Trampler

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Beaux Arts: vistos assim, parece gente normal
Beaux Arts: vistos assim, parece gente normal

PQP

Bartók / Kodály: Concertos para Orquestra

Bartók / Kodály: Concertos para Orquestra

51uhpkaYheLIM-PER-DÍ-VEL !!!

Esta é a melhor gravação que já ouvi do Concerto para Orquestra de Bartók, obra que ouço há de quarenta anos. O checo Jakub Hrůša realiza um notável trabalho em torno dos dois Concertos para Orquestra escritos pelos compositores húngaros Bartók e Kodály, que foram amigos e pesquisadores e fundadores da etnomusicologia.

O Ilha Quadrada nos fez o favor de escrever muito bem a respeito do espetacular Concerto para Orquestra de Bartók:

Eu já disse que homem é homem, menino é menino, sinfonia é sinfonia, concerto é concerto, concerto grosso é concerto grosso, sinfonia concertante é sinfonia concertante… e concerto para orquestra, que raios é isso?

Siga a lógica: se concerto é para solista e concerto grosso é para um grupo principal de instrumentistas, o concerto é para orquestra quando esse grupo principal é a orquestra toda. Entendeu? Há algo de “comunismo” nesse conceito – todos os instrumentos são importantes, todos têm frases virtuosísticas e claramente destacadas, todos são de alguma maneira solistas. (Na sinfonia não há isso: a orquestra sempre soa homogênea, “sinfônica”.)

Esse lance todo surgiu no começo do século 20, com os neoclássicos dos anos 1920. Parece que o primeiro a cunhar o termo foi Paul Hindemith. Desde Hindemith dezenas de concertos para orquestra apareceram no repertório. Desses, alguns se estabeleceram: Kodály, Lutoslawski, Carter e, principalmente, o de Béla Bartók, de 1943.

Bartók foi um dos cabras mais machos da história da música. Passou até fome, mas nunca se curvou a nenhum ditador, nunca puxou o saco de ninguém e manteve-se artística e politicamente íntegro até o fim. Sofreu um bocado. Se pensarmos que sua Hungria foi um barril de pólvora constante desde sempre, com a chegada constante de austríacos, fascistas, nazistas, soviéticos, incas venusianos (não, esses não!)…

Quando um regime nazifascista se estabeleceu na Hungria durante a Segunda Guerra Mundial, Bartók, totalmente discordante dele, emigrou para os Estados Unidos. Lá, passou perrengue. Doente e paupérrimo, foi sobrevivendo graças à ajuda de amigos. Um deles foi fundamental: Serge Koussevitzky, regente russo que dirigiu a Sinfônica de Boston por 25 anos.

Koussevitzky foi um dos mais importantes mecenas da música do século 20, encomendando e estreando dezenas de obras. Ele rapidamente estendeu a mão para o necessitado Bartók e encomendou-lhe uma obra para orquestra, “do jeito que você quiser”. Bartók escreveu o Concerto para orquestra, que se tornaria das peças mais populares do século e certamente a sua mais famosa.

Em termos de estrutura, o Concerto para orquestra tem o formato concêntrico, simétrico, clássico de Bartók: cinco movimentos, allegro-scherzo-andante-scherzo-allegro. Como já comentamos, Bartók era fã de geometria e proporções matemáticas. A forma em cinco partes é provavelmente a mais equilibrada de todas – um fit perfeito!

As marcas do estilo de Bartók não se restringem a isso: o movimento central é uma elegia em tudo devedora da típica “música noturna” bartokiana; os movimentos intermediários destacam características de execução (os pares de solistas bem caracterizados no segundo movimento, e a valsa caricata “invadida” no quarto movimento); e o finale que une a música popular húngara a um contraponto mais cerrado.

O que mais chama a atenção, no entanto, é a transparência da orquestração: o título da obra não é à toa. Cada seção da orquestra é destacada claramente, cada instrumentista tem o seu momento de brilhar e de estabelecer diálogos. Em pouquíssimos momentos a orquestra soa “cheia”. A textura é límpida a todo momento. É quase uma sinfonia, é meio um concerto, é totalmente fascinante.

Chega de falar. O momento agora é de ouvir. Toca Bartók!

Bartók / Kodály: Concertos for Orchestra

Zoltán Kodály
1 Concerto for Orchestra, K. 115 16:26

Béla Bartók
2 Concerto for Orchestra, Sz. 116, BB 123: I. Introduzione. Andante non troppo – Allegro vivace 10:28
3 Concerto for Orchestra, Sz. 116, BB 123: II. Presentando le coppie. Allegretto scherzando 6:44
4 Concerto for Orchestra, Sz. 116, BB 123: III. Elegia. Andante non troppo 7:36
5 Concerto for Orchestra, Sz. 116, BB 123: IV. Intermezzo interrotto. Allegretto 4:20
6 Concerto for Orchestra, Sz. 116, BB 123: V. Finale. Pesante – Presto 9:52

Rundfunk-Sinfonieorchester Berlin
Jakub Hrůša

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Béla Bartók, Ernst von Dohnányi e Zoltan Kodály em momento de alegria
Béla Bartók, Ernst von Dohnányi e Zoltan Kodály em momento de alegria

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Gustav Mahler (1860-1911): Des Knaben Wunderhorn

Gustav Mahler (1860-1911): Des Knaben Wunderhorn

coverIM-PER-DÍ-VEL !!!

Um esplêndido disco. Imaginem uma belíssima obra de Mahler, regida por George Szell tendo nas mãos uma extraordinária orquestra e, como se não bastasse, com Dietrich Fischer-Dieskau e Elisabeth Schwarzkopf! É como diz na capa: uma das Grandes Gravações do Século XX. E é Grande Música!

As canções de Des Knaben Wunderhorn (A Trompa Maravilhosa do Menino) referem-se a um objeto mágico como a cornucópia. Trata-se de uma coleção de textos de canções populares, publicada em três volumes em Heidelberg pelos poetas e escritores alemães Achim von Arnim e Clemens Brentano entre 1805 e 1808. A coleção contém canções da Idade Média até o Século XVIII. As canções foram musicadas por Gustav Mahler entre 1892 a 1901.

Gustav Mahler (1860-1911): Des Knaben Wunderhorn

1 Revelge 7:01
2 Das Irdische Leben 2:37
3 Verlorne Müh 2:29
4 Rheinlegendchen 3:05
5 Der Tambourgesell 5:49
6 Der Schildwache Nachtlied 6:14
7 Wer Hat Dies Liedlein Erdacht? 1:58
8 Lob Des Hohen Verstandes 2:41
9 Des Antonius Von Padua Fischpredigt 3:56
10 Lied Der Verfolgten Im Turm 3:41
11 Trost Im Unglück 2:08
12 Wo Die Schönen Trompeten Blasen 7:36

Dietrich Fischer-Dieskau
Elisabeth Schwarzkopf
The London Symphony Orchestra
George Szell

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George Szell
George Szell

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Heinrich Ignaz Franz Biber (1644-1704): Mysterien Sonaten

Heinrich Ignaz Franz Biber (1644-1704): Mysterien Sonaten

00465261_mediumUma boa gravação das Mystery Sonatas, mas inferior a esta aqui. Mesmo assim, vale muito a audição. Como são lindas estas Sonatas Pré-Bach! Sabe-se pouco acerca de Biber. Ele nasceu na atual República Checa, tinha boa reputação, e suas habilidades no violino eram altamente apreciadas. Suas principais obra são estas pitorescas e virtuosísticas Sonatas, que incluem novas técnicas e tonalidades incomuns. No mais, ele é um compositor que tem subido muito na consideração de muita gente que ouve barrocos, como eu.

Heinrich Ignaz Franz Biber: Mysterien Sonaten

CD 1:
Mystery Sonatas (16), for violin & basso continuo (or solo violin), C. 90-105
1. L’annonciation [05:21]
2. La Visite A Elisabeth [04:30]
3. La Naissance Du Christ [06:35]
4. La Presentation Au Temple [07:31]
5. Jesus Au Temple [06:26]
6. Le Jardin Des Oliviers [07:19]
7. La Flagellation [07:19]
8. La Couronne D’epines [06:29]

CD 2:
Mystery Sonatas (16), for violin & basso continuo (or solo violin), C. 90-105
1. Le Chemin De Croix [08:01]
2. La Crucifixion [10:11]
3. La Resurrection [07:12]
4. L’ascension [06:52]
5. L’esprit Saint [07:13]
6. L’assomption [08:16]
7. Le Couronnement De La Vierge [11:55]
8. L’ange Gardien [08:22]

Musicians:
Heinrich Ignaz Franz von Biber – Composer
Alice Pierot – Conductor, Violin
Les Veilleurs de Nuit – Ensemble

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Alice Pierot, violinista barroca francesa | Foto: YouTube
Alice Pierot, violinista barroca francesa | Foto: YouTube

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Mozart / Berg / Liszt / Bartók: Resonances

Mozart / Berg / Liszt / Bartók: Resonances

815hU4e50XL._SY355_Hélène Grimaud é uma boa pianista. Não é daqueles pianistas da absoluta primeira linha, mas ela tem algo muito peculiar e importante: é uma notável escolhedora de repertório. Ela quase sempre pinça obras importantes de diferentes compositores que acabam por se combinar maravilhosamente. A Sonata de Liszt é grandiosa, sensacional. Por incrível que pareça, a peça do romântico fica ainda mais linda após Berg e precedendo Bartók. Não amei o Mozart de Grimaud, mas o CD para facilmente em pé. Vale a audição, ô, se não vale.

Mozart / Berg / Liszt / Bartók: Resonances

Mozart — Piano Sonata No. 8 In A Minor K. 310 (300d)
1 1. Allegro Maestoso 7:55
2 2. Andante Cantabile Con Espressione 10:22
3 3. Presto 2:55

Berg — Piano Sonata Op. 1
4 Piano Sonata Op. 1 – Mäßig Bewegt 11:37

Liszt — Piano Sonata In B Minor S 178
5 Piano Sonata In B Minor S 178 – Lento Assai – Allegro Energico – Grandioso – Recitativo – Andante Sostenuto – Allegro Energico – Andante Sostenuto – Lento Assai 30:13

Bartók — Román Népi Táncok BB 68
6 1. Joc Cu Bâtă 1:09
7 2. Brâul 0:28
8 3. Pe Loc 1:05
9 4. Buciumeana 1:23
10 5. Poargă Românască 0:29
11 6. Măruntel 0:59

Hélène Grimaud, piano

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Grimaud: ah, as francesas... Impossível não se apaixonar.
Grimaud: ah, as francesas… Impossível não se apaixonar.

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Bach, Falconieri, Geminiani, Handel, Leclair, Marini, Matteis, Ortiz, Pachelbel, Telemann, Valente, Westhoff: A Baroque Journey

R-2583260-1291643997.jpegLembram aquelas seleções de clássicos dos anos 70 e 80 que tinham gatinhos na capa? Ali, o Aleluia de Handel podia vir antes de Rhapsody in Blue, a qual era seguida da Abertura 1812, por exemplo. Mas, óin, as capas tinham gatinhos… Enfim, o apelido “Disco de Gatinhos” é de autoria do Júlio e da D. Cristina lá da King`s Discos, esplêndida loja que ficava na Galeria Chaves. Eles não gostavam muito daquelas seleções. Nem eu. Pois a grande surpresa aqui é o fato de eu ter gostado deste disco de gatinhos barrocos de Daniel Hope. Achei um mui digno caça-níqueis pontuado por obras inesperadas neste tipo de seleções. É o gênero de disco que as gravadoras fazem para popularizar de vez um artista muito bom e ganhar uma bela grana. E Hope é boníssimo e tem bom gosto. Se não tivesse, faria o habitual: uma salada sem gosto.

Bach, Falconieri, Geminiani, Handel, Leclair, Marini, Matteis, Ortiz, Pachelbel, Telemann, Valente, Westhoff: A Baroque Journey

Andrea Falconieri (1585 – 1656)
1. Chaconne in G Major [3:14]

George Frideric Handel (1685 – 1759)
Suite No.15 in D minor for Harpsichord, HWV 447
2. 3. Sarabande [3:07]

Diego Ortiz
3. Ricercata segunda [1:25]

Andrea Falconieri (1585 – 1656)
4. La suave melodia [3:10]

Biagio Marini (1597 – 1665)
5. Passacalio in G minor [3:38]

Nicola Matteis
6. “La Vecchia Sarabanda” [4:17]

Johann Pachelbel (1653 – 1706)
Canon and Gigue in D major
7. 1. Canon [3:41]
8. 2. Gigue [1:25]

Georg Philipp Telemann (1681 – 1767)
Concerto for Violin concertato, Strings and Basso continuo in A minor, TWV 51:A1
9. Adagio [2:59]
10. Allegro [2:22]
11. Presto [1:41]

Johann Paul von Westhoff (1656 – 1705)
Sonata for Violin and Continuo III
12. Imitazione delle Campane [1:55]

Nicola Matteis
13. Ground after the Scotch Humour [1:50]

Francesco Geminiani
Concerto grosso No.5 in G minor
Arr. from Corelli’s Sonata Op.5 No. 5
14. 1. Adagio [3:02]
15. 2. Vivace [1:38]
16. 3. Adagio [2:45]
17. 4. Allegro [1:40]

Antonio Valente
18. Gagliarda Napolitana [1:51]

Andrea Falconieri (1585 – 1656)
19. Passacaglia in G Minor [2:56]

Jean-Marie Leclair (1697 – 1764)
20. Tambourin [1:44]

Anonymous
21. Greensleeves [4:40]

Johann Paul von Westhoff (1656 – 1705)
Sonata “La guerra” in A Major
22. La Guerra cosí nominata di sua maestà [0:46]
Sonata for Violin and Continuo II
Sonata for Violin and Continuo “Consacrate al Grand’ Apolline di questi tempi”
23. Imitazione del Liuto. Presto [2:26]

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Suite No.3 in D, BWV 1068
24. 2. Air [5:01]

Cello – Jonathan Cohen (7), William Conway
Double Bass – Enno Senft
Engineer – Mike Hatch
Executive-Producer – Dr. Alexander Buhr
Harpsichord, Organ – Kristian Bezuidenhout
Lute, Guitar, Theorbo – Stefan Maass, Stephan Rath (2)
Percussion – Hans-Kristian Kjos Sørensen
Photography By [Cover] – Harald Hoffmann
Producer – John West*
Viola – Stewart Eaton
Violin – Lucy Gould
Violin [Solo Violin Ii] – Lorenza Borrani
Violin, Executive Producer, Liner Notes – Daniel Hope

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Hope entre os carros, sonhando com barrocos
Hope entre os carros, sonhando com barrocos

PQP

Philip Glass (1937): The Photographer

just-500x500The Photographer é uma performance em três partes para mídia mista acompanhada de música — a peça é também às vezes referida como uma ópera de câmara. O libreto é baseado na vida e no julgamento do fotógrafo inglês do século XIX Eadweard Muybridge (1830-1904). Em 1874, morando em São Francisco, Muybridge descobriu que sua esposa tinha um amante, o Major Harry Larkyns. Em outubro de 1874, ele procurou Larkyns e disse, “Good evening, Major, my name is Muybridge and here is the answer to the letter you sent my wife” (Boa noite Major, meu nome é Muybridge e aqui está a resposta para a carta que você enviou para minha esposa). Então, matou o Major com um tiro de espingarda. Muybridge foi absolvido por este ser considerado “um homicídio justificável”. Encomendado pelo Festival da Holanda, a ópera foi montada pela primeira vez em 1982 no Palácio Real de Amsterdã.

A música de The Photographer é muito boa.

Um dos trabalhos de Muybridge
Um dos trabalhos de Muybridge

Philip Glass (1937): The Photographer

A1 ACT I: “A Gentleman’s Honor” (Vocal) Lead Vocals – Marlene VerPlanck 3:17
A2 ACT II 16:25
A3 “A Gentleman’s Honor” (Instrumental) 3:15
B ACT III 19:17

Chorus – Adrienne Albert, Betty Baisch, Dora Ohrenstein, Maeretha Stewart, Marlene VerPlanck, Mary Sue Berry, Rose Marie Jun
Flute, Soprano Saxophone, Baritone Saxophone, Alto Saxophone – Jack Kripl
French Horn – Bob Carlisle, Ron Sell
Keyboards, Piano, Synthesizer [Bass], Engineer, Conductor – Michael Riesman
Producer, Engineer – Kurt Munkacsi
Producer, Music By, Organ [Electric] – Philip Glass
Strings – Carol Pool, Jeanne Ingraham*, Jill Jaffe, Judy Geist, Lew Eley*, Maureen Gallagher, Ted Israel*
Strings, Concertmaster – Marin Alsop
Trombone – Alan Raph, Jim Pugh
Trumpet – Ed Carroll*, Lew Soloff
Violin – Paul Zukofsky

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Você quer um autógrafo?
Você quer um autógrafo?

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano Nº 1 e Sinfonia Nº 7

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano Nº 1 e Sinfonia Nº 7

51hwkjWNUyL._SL500_IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um tremendo disco ao vivo de Barenboim com a Filarmônica de Berlim. Uma historinha? Vamos lá!

Da Humana Pretensão

É sempre da mais falsa das suposições que ficamos mais orgulhosos.
SAUL BELLOW

Alexandre chegou apressadamente a seu consultório antes do horário habitual. Sentou-se na confortável cadeira em que ouvia seus pacientes e pegou o telefone. Aguardando que sua respiração se apaziguasse, revisava mentalmente tudo o que desejava dizer a ela – àquela bela mulher que conhecera através de amigos na noite anterior. Limpou a garganta e discou. Tinha planejado uma postura que poderia ser assim descrita: seria gentil, agradável, carinhoso, inteligente, divertido, interessado e, dependendo do andamento da conversa, também picante. Era cedo, ela devia ainda estar em casa. Porém, a voz que tanto ansiava reencontrar chegou-lhe burocrática, pedindo-lhe para deixar um recado logo após o sinal. Tomado de agitação, procurou em seus pensamentos algo espirituoso. Depois de alguma confusão, finalizou a mensagem:

– Dora, se queres me conhecer melhor, ouve o segundo movimento da Sétima Sinfonia de Beethoven. Sou eu, Alexandre. Um beijo.

Desligou o telefone sentindo-se um idiota. Permaneceu primeiramente avaliando aquele “Sou eu, Alexandre”. Dora pensaria que sua intenção seria a de dizer que o segundo movimento da Sétima descrevia a pérola de homem que ele era ou concluiria tratar-se apenas da assinatura final do recado? Ou, de forma mais benigna, será que Dora presumiria que o intento de Alexandre seria o de proporcionar-lhe uma lembrança agradável ou de fazer uma piada? Mas antes, ele dissera “…se queres me conhecer melhor, ouve…”. Como assim? Poderia alguém ser descrito por uma seqüência de notas musicais? E Beethoven retrataria alguém como Alexandre logo por aquelas notas? O que Dora pensaria? Tinham conversado bastante na noite anterior a respeito do concerto a que assistiam com amigos comuns. No intervalo, ela disse ser uma ouvinte contumaz de Beethoven, também declarou que, em sua opinião, faltava aos barrocos do concerto daquela noite o drama e as afirmativas curtas e repetidas de seu compositor predileto.

– Vim a este concerto por insistência da Carla e do João. Há meses fico em casa com meu filho. Sou uma descasada recente.

Alexandre ficara instantaneamente apaixonado, transtornado mesmo. Desejava aquela mulher linda e inteligente, queria ser admirado por ela, mas, sentado em sua sala, começava a desesperar-se com a evidente bobagem da mensagem que gravara. O que significava aquilo de comparar-se ao compositor que ela amava? Ontem, para agradar a Dora, ele tinha derramado todo o conhecimento musical que lembrava sobre o compositor alemão. Ao final do intervalo, trocaram seus telefones a pedido dele. Agora, ainda sentado, pôs a cabeça entre os joelhos e disse em voz baixa que até a megalomania tinha que ter seus pudores.

E Dora? Acreditaria que toda a perfeição daquele segundo movimento pudesse ser uma representação de Alexandre? Iria recusá-lo por pretensioso? Ficaria constrangida e oprimida? Fugiria por não ser-lhe digna? Faria piadas com os amigos? Ou será que pensaria que ele, romanticamente, ambicionava ombrear-se aos semideuses para ser-lhe digno?

– Burro, burro, burro – pensou Alexandre, caminhando pela sala.

Dora ligou dali a três dias. Alexandre procurou marcar um jantar, porém foram-lhe impostas tantas restrições de horário, fosse para um jantar, fosse para um almoço ou café… Enfim, ela parecia ter tantos compromissos – principalmente para cuidar de seu filho -, que ele entendeu tratar-se de uma negativa e despediram-se sem marcar um reencontro específico.

.oOo.

Dali a dias, durante a festa do Dia dos Pais, Alexandre, um pouco alcoolizado, perguntou a seu pai:

– Pai, se tu quisesses conquistar uma mulher e tivesses a idéia de sugerir uma música para ela ouvir, que música poderia te representar?
– Ora, meu filho, sugeriria que minha futura amada ouvisse uma música que a Maria Bethânia canta.
– Que música?
– Gostoso demais.

Sem dúvida, há megalomanias e megalomanias.

.oOo.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano No. 1 e Sinfonia No.7

1. Concerto For Piano And Orchestra, No.1 In C Major, Op.15: Allegro con brio
2. Concerto For Piano And Orchestra, No.1 In C Major, Op.15: Largo
3. Concerto For Piano And Orchestra, No.1 In C Major, Op.15: Rondo: Allegro scherzando

4. Symphony No.7 In A Major, Op.92: Poco sostenuto – Vivace
5. Symphony No.7 In A Major, Op.92: Allegretto
6. Symphony No.7 In A Major, Op.92: Scherzo: Presto
7. Symphony No.7 In A Major, Op.92: Finale: Allegro con brio

The Berlin Philharmonic
Daniel Barenboim, piano e regência

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Barenboim calando os críticos
Barenboim calando os críticos

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Réquiem / Vesperae Solennes de Confessore (Suzuki)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Réquiem / Vesperae Solennes de Confessore (Suzuki)

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A gravação de Masaaki Suzuki do Réquiem incompleto de Mozart é baseada em uma nova edição da partitura feita por seu filho, o cravista e organista Masato Suzuki. Aqueles que estão familiarizados com a versão Süssmayr irão notar algumas mudanças. O assistente de Mozart, Franz Süssmayr, recebeu a tarefa de completar o Réquiem após a morte do compositor. Mas Joseph Eybler — um músico que Mozart aparentemente admirava — já havia feito algumas intervenções que Suzuki preferiu às de Süssmayr. Em vários lugares, Eybler corrigiu alguns dos escritos defeituosos pelos quais Süssmayr foi criticado por muito tempo. Mais notavelmente, ele acrescenta um refrão de Amen para o Lacrimosa, baseado em um esboço genuíno descoberto em Berlim em 1960. Ele também segue a primeira edição da partitura (de 1800) ao repassar a maior parte do trombone do Tuba Mirum para o fagote, embora esta versão seja incluída apenas como um apêndice.

Requiem In D Minor, K 626
1 I. Introitus: Requiem 4:22
2 II. Kyrie 2:20
III. Sequentia
3 1. Dies Irae 1:56
4 2. Tuba Mirum 2:49
5 3. Rex Tremendae 1:57
6 4. Recordare 4:04
7 5. Confutatis 2:18
8 6. Lacrimosa 3:06
9 7. Amen 0:58
IV. Offertorium
10 1. Domine Jesu 3:09
11 2. Hostias 3:15
12 V. Sanctus 1:22
13 VI. Benedictus 5:09
14 VII. Agnus Dei 3:35
15 VIII. Communio: Lux Aeterna 5:09

Vesperae Solennes de Confessore, K 339
16 I. Dixit Dominus (Psalm 109) 4:09
17 II. Confitebor (Psalm 110) 4:10
18 III. Beatus Vir (Psalm 111) 4:45
19 IV. Laudate Pueri (Psalm 112) 3:08
20 V. Laudate Dominum (Psalm 116) 4:08
21 VI. Magnificat 4:14

22 Requiem In D Minor, K 626 – III. Sequentia: 2. Tuba Mirum 2:51

Baritone Vocals – Christian Immler
Mezzo-soprano Vocals – Marianne Beate Kielland
Soprano Vocals – Carolyn Sampson
Tenor Vocals – Makoto Sakurada
Chorus, Orchestra – Bach Collegium Japan
Directed By – Masaaki Suzuki

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Masaaki Suzuki: seguindo as pesquisas do filhote
Masaaki Suzuki: seguindo as pesquisas do filhote

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.: interlúdio :. Herbie Hancock: Jazz Profile

.: interlúdio :. Herbie Hancock: Jazz Profile

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Tomei um susto esta manhã. Procurei este CD que estou postando e não o encontrei. Iniciei uma busca em meio aos meus outros discos. Depois de quase meia hora de investigação, logrei êxito. Quando o vi, respirei aliviado. Coloquei-o rapidamente no som para apreciar Hancock. A primeira faixa Empty Pockets, de início, já nos revela a mestria do jazz-men à frente do seu Fender Rhodes, o piano elétrico que o imortalizou. Herbie nasceu em Chicago em 1940. É considerado como um dos mestres do estilo jazzístico. Tocou com Miles Davis em um dos quintetos mais viscerais e antológicos da história do jazz, formado de 1964-1968: Miles Davis (trompete), Herbie Hancock (piano), Ron Carter (contrabaixo), Tony Williams (bateria) e Wayne Shorter (saxofone tenor). A discografia vasta de Hancock pode surpreender alguns, pois o compositor é um experimentalista. A Wikipédia afirma: “Sua discografia inclui discos voltados para o Jazz assim como algumas incursões pelo Fusion, Funk e Música Clássica. Poucos pianistas têm ou tiveram uma carreira tão fecunda quanto Hancock, que já atravessa algumas décadas como um dos maiores pianistas da história do Jazz”. Hancock nasceu numa família de músicos amadores. Desde muito cedo revelou certa facilidade para tocar piano. Aos 11 anos de idade, Hancock chegou a tocar o primeiro movimento do Concerto para Piano em Ré Menor, de Mozart, em um concerto de músicos jovens com a Orquestra Sinfônica de Chicago. Até essa época seu repertório limitava-se a peças de Chopin, Mendelssohn e outros autores de música clássica. O despertamento definitivo para o jazz veio, quando aos 13 anos ouviu um trio de Jazz. Aquilo abriu a sua percepção para um outro tipo de universo musical completamente novo, cheio de possibilidades. Daí para frente, começa a frequentar os espaços onde se executava o jazz. Em poucos termos, é assim que se dá o despertamento de Herbie para o jazz. O CD que ora posta é uma coletânea com algums composições de som apetecível; ótimos para quem deseja se iniciar em Hancock. Boa degustação!

Herbie Hancock: Jazz Profile

1 Empty Pockets
Bass – Butch Warren
Drums – Billy Higgins
Tenor Saxophone – Dexter Gordon

2 Jack Rabbit
Bass – Paul Chambers (3)
Congas, Bongos – Osvaldo Martinez
Drums – Willie Bobo

3 Yams
Alto Saxophone – Jackie McLean
Bass – Butch Warren
Trumpet – Donald Byrd

4 Eye Of The Hurricane
Tenor Saxophone – George Coleman

5 Cantaloupe Island

6 The Sorcerer
Drums – Mickey Roker

7 I Have A Dream
Bass – Buster Williams
Bass Clarinet – Jerome Richardson
Bass Trombone – Tony Studd
Drums – Albert “Tootie” Heath*
Flute – Hubert Laws
Tenor Saxophone – Joe Henderson
Trombone – Garnett Brown
Trumpet – Johnny Coles

Credits
Bass – Ron Carter (tracks: 4 to 6)
Drums – Tony Williams* (tracks: 3 to 6)
Mastered By – Ron McMaster
Piano, Written-By – Herbie Hancock
Recorded By – Rudy Van Gelder
Trumpet, Cornet – Freddie Hubbard (tracks: 1, 4, 5)

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Herbie Hancock em 1997
Herbie Hancock em 1997

Carlinus

Händel / Bach / Telemann: Sonatas para Flauta e Contínuo

Händel / Bach / Telemann: Sonatas para Flauta e Contínuo

Sharon Bezaly é uma excelente flautista que já demonstrou seus dotes em várias gravações da BIS, seja em concertos escritos para ela por renomados compositores contemporâneos, incluindo Sofia Gubaidulina e Kalevi Aho, seja em clássicos da literatura de flauta, como os concertos para flauta de Mozart. Ao longo do caminho, gravou uma grande variedade de discos que são recitais imaginativamente programados, com foco nas grandes sonatas de flauta, bem como na tradição da flauta francesa. Neste disco, Bezaly visita o período em que a flauta transversa se estabeleceu como instrumento solo por si só. Foi apenas no século XVIII que os músicos começaram a se especializar em flauta transversa, em vez de ficarem só no oboé ou na flauta doce. Este disco reflete este desenvolvimento do gosto musical com um programa de seis sonatas para flauta e cravo, com e sem o apoio de um instrumento de baixo. Uma joia!

Händel / Bach / Telemann: Sonatas para Flauta e Contínuo

1. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: I. Largo (2:06)
2. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: II. Vivace (3:02)
3. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: III. Andante (1:50)
4. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: IV. Presto (1:13)
5. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: V. Adagio (1:41)
6. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: VI. Alla Breve (2:34)
7. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: VII. A Tempo Di Minuet (1:42)

8. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: I. Adagio Ma Non Tanto (2:40)
9. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: II. Allegro (2:39)
10. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: III. Andante (3:17)
11. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: VI. Allegro (4:37)

12. Johann Sebastian Bach – Sonata In A Major for Flute and Harpsichord, BWV 1032: I. Vivace (5:09)
13. Johann Sebastian Bach – Sonata In A Major for Flute and Harpsichord, BWV 1032: II. Largo e Dolce (2:47)
14. Johann Sebastian Bach – Sonata In A Major for Flute and Harpsichord, BWV 1032: III. Allegro (4:26)

15. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: I. Adagio Ma Non Tanto (2:16)
16. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: II. Allegro (2:55)
17. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: III Siciliano (3:08)
18. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: IV. Allegro Assai (3:12)

19. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Flat Major for Flute and Harpsichord, BWV 1031: I. Allegro Moderato (3:35)
20. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Flat Major for Flute and Harpsichord, BWV 1031: II. Siciliano (2:09)
21. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Flat Major for Flute and Harpsichord, BWV 1031: III. Allegro (4:43)

22. Georg Philipp Telemann – Sonata In F Major for Flute and Continuo, TWV 41:F4: I. Vivace (2:10)
23. Georg Philipp Telemann – Sonata In F Major for Flute and Continuo, TWV 41:F4: II. Largo (1:32)
24. Georg Philipp Telemann – Sonata In F Major for Flute and Continuo, TWV 41:F4: III. Allegro (2:12)

Sharon Bezaly – flute
Terence Charlston – harpsichord
Charles Medlam bass – viol

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Sharon Bezaly fazendo um solo especial para os pequepianos
Sharon Bezaly fazendo um solo especial para os pequepianos

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Georg Friedrich Händel (1685-1759): Anthems (Hinos)

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Anthems (Hinos)

Este Händel dá uma boa ideia dos corais (com orquestra) criados pelo compositor. Mas tudo parece um sub-Messias, meio sem graça, na minha opinião. O Oratório foi um gênero que Händel consolidou na Inglaterra a partir da tradição dos anthems (hinos), textos sacros postos em música com solos e coros usados no culto anglicano, como se percebe nos Chandos Anthems e em vários outros. Sua estrutura e escala eram bastante semelhantes aos oratórios que ele desenvolveu mais tarde, introduzindo um dramatismo e pujança que os anthems desconheciam e dando-lhes independência da liturgia. Mas as motivações de Händel para se dedicar ao gênero não são claras. É possível que fosse uma tentativa de contornar a proibição de música operística durante a Quaresma, mas representações de dramas sacros faziam parte também de uma tradição de educação moral e religiosa estabelecida por Racine entre famílias ricas e piedosas na França.

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Anthems (Hinos)

1. Sonata (Largo) (Allegro) (Chandos Anthem No 8 O come, let us sing unto the Lord)
2. O come, let us sing unto the Lord
3. O come, let us worship
4. Glory and worship are before him
5. Tell it out among the heathen that the Lord is King
6. O magnify the Lord
7. The Lord preserveth the souls of the saints
8. For look as high as the heaven is
9. There is sprung up a light for the righteous
10. Sonata (Larghetto)- Allegro (Chandos Anthem No 6a As pants the hart)
11. As pants the hart for cooling streams
12. Tears are my daily food
13. Now when I think thereupon
14. In the voice of praise and thanksgiving
15. Why so full of grief, O my soul?
16. Put thy trust in God
17. Sonata Andante-Allegro (Chandos Anthem No 5a I will magnify thee, O God)
18. I will magnify thee, O God
19. Ev’ry day will I give thanks unto thee
20. One generation shall praise thy works unto another
21. The Lord preserveth all them that love him
22. The Lord is righteous in all his ways
23. Happy are the people that are in such a case
24. My mouth shall speak the praise of the Lord

Susan Gritton, soprano
Iestyn Davies, contratenor
Thomas Hobbs, tenor
The Choir of Trinity College Cambridge
Orchestra of the Age of Enlightenment
Stephen Layton

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Um Handel mais jovem para vocês. Esta pintura a óleo é conhecida como The Chandos Portrait of Georg Friedrich Händel.
Um Handel mais jovem para vocês. Este óleo é conhecido como The Chandos Portrait of Georg Friedrich Händel.

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.: interlúdio :. Cecile McLorin Salvant: Dreams And Daggers (2017)

.: interlúdio :. Cecile McLorin Salvant: Dreams And Daggers (2017)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A ascensão de Cecile McLorin Salvant (1989) é irresistível. WomanChild, o primeiro álbum da cantora foi indicado ao Grammy de 2014 como melhor álbum de jazz vocal. O segundo, For One to Love, levou para casa o Grammy de 2016 na mesma categoria. Após sua vitória no Grammy, McLorin Salvant lançou seu terceiro álbum na Mack Avenue Records, chamado Dreams and Daggers, um disco duplo gravado principalmente ao vivo com sua banda durante várias noites no Village Vanguard — o venerável clube de jazz do Greenwich Village. Outras faixas na coleção de 23 foram posteriormente gravadas em estúdio com um quarteto de cordas

Aqui, ela retrabalha alguns standards com audácia, imaginação e tempo dramático infalível. Alguns dizem que Salvant evita modelos de jazz, mas a grande Betty Carter é uma influência significativa, mesmo que Salvant e seu ótimo pianista Aaron Diehl planejem as músicas muito mais meticulosamente. As canções contemporâneas também são excelentes.

Cecile McLorin Salvant será muito conhecida no mundo inteiro. Anotem aí.

Cecile McLorin Salvant: Dreams And Daggers (2017)

01 – And Yet
02 – Devil May Care
03 – Mad About the Boy
04 – Sam Jones’ Blues
05 – More
06 – Never Will I Marry
07 – Somehow I Never Could Believe
08 – If a Girl Isn’t Pretty
09 – Red Instead
10 – Runnin’ Wild
11 – The Best Thing for You (Would Be Me)
12 – You’re My Thrill
13 – I Didn’t Know What Time It Was
14 – Tell Me What They’re Saying Can’t Be True
15 – Nothing Like You
16 – You’ve Got to Give Me Some
17 – The Worm
18 – My Man’s Gone Now
19 – Let’s Face the Music and Dance
20 – Si j’étais blanche
21 – Fascination
22 – Wild Women Don’t Have the Blues
23 – You’re Getting to Be a Habit with Me

Produced by Al Pryor & Cécile McLorin Salvant.
Recorded live at the Village Vaguard and the DiMenna Centre.

Musicians:
Cécile McLorin Salvant – vocals
Aaron Diehl – piano
Paul Sikivie – double bass
Lawrence Leathers – drums
+ CATALYST QUARTET – strings

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Vocês não imaginam como canta Cécile McLorin Salvant. Ela é um absoluto espanto.
Vocês não imaginam como canta Cécile McLorin Salvant. Ela é um absoluto espanto.

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Gabriel Fauré (1845-1924): Trabalhos Completos para Violoncelo

Gabriel Fauré (1845-1924): Trabalhos Completos para Violoncelo

Um CD de alta temperatura romântica que fui ouvindo sem maior interesse até que chegaram a meus ouvidos uma maravilhosa Siciliana (faixa 8), um irresistível Andante (Sonata Nº 2) e outro belíssimo Andante acompanhado por órgão (faixa 13). Ou seja, o CD não passou em branco, pois seus picos de qualidade são realmente admiráveis. Me agrada muito a forma com Fauré ligou seu romantismo com o modernismo nascente. O cara nasceu com Chopin ainda vivo e morreu ouvindo jazz e atonalismo. Não foi fácil, mas ele permaneceu em pé.

Gabriel Fauré (1845-1924): Trabalhos Completos para Violoncelo

1 Romance, Op. 69 3:26
2 Elégie, Op. 24 6:50

Sonata No. 1, Op. 109 in D Minor (17:48)
3 I. Allegro 5:13
4 II. Andante 6:54
5 III. Final: Allegro commodo 5:35

6 Allegro moderato for two cellos 0:51
Cello [2nd Cello] – David Waterman
7 Sérénade, Op. 98 3:00
8 Sicilienne, Op. 78 3:47
9 Papillon, Op. 77 2:40

Sonata No. 2, Op. 117 in G Minor (18:45)
10 I. Allegro 6:10
11 II. Andante 8:00
12 III. Allegro vivo 4:28

13 Andante (original version of Romance, Op. 69) 4:33
Organ – Francis Grier

Cello – Steven Isserlis
Piano – Pascal Devoyon

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Fauré jovem, com cara de quem tá pensando nas mina.
Fauré jovem, com cara de quem tá pensando nas mina.

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W. A. Mozart (1756-1791): Grande Missa K. 427 / Exsultate, Jubilate

W. A. Mozart (1756-1791): Grande Missa K. 427 / Exsultate, Jubilate

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Mozart foi um dos maiores autores de música para a voz humana, mas seu talento neste quesito manifestou-se mais na ópera do que na música sacra. De qualquer forma, ele deixou duas grandes obras-primas na música sacra: o Réquiem que ficou incompleto e esta Grande Missa K. 427. Infelizmente ambas permaneceram incompletas. A Große Messe K. 427 foi composta em Viena em 1782 e 1783. Há duas solistas sopranos, mais um tenor e um baixo, além de coral e grande orquestra. Permaneceu inacabada, faltando grandes partes do Credo e do Agnus Dei. Fazer o quê? O que nos chegou, assim como no caso do Réquiem, é maravilhoso. Suzuki e sua turma bachiana deitam e rolam com categoria nas águas mozartianas.

W. A. Mozart (1756-1791): Grande Missa K. 427 / Exsultate, Jubilate

Mass In C Minor K 427
1 Kyrie Eleison 7:35
2 Gloria In Excelsis Deo 2:22
3 Laudamus Te 4:35
4 Gratias Agimus Tibi 1:22
5 Domine Deus 2:38
6 Qui Tollis Peccata Mundi 5:32
7 Quoniam Tu Solus Sanctus 3:32
8 Jesu Christe 0:40
9 Cum Sancto Spiritu 3:36
10 Credo In Unum Deum 3:26
11 Et Incarnatus Est 8:13
12 Sanctus – Hosanna 3:34
13 Benedictus – Hosanna 5:00

Exsultate, Jubilate K 165
14 I. Exsultate, Jubilate 4:22
15 II. Fulget Amica Dies 0:45
16 III. Tu Virginum Corona 6:15
17 IV. Alleluja 2:28
18 I. Exsultate, Jubilate (Salzburg Version) 4:24

Baritone Vocals – Christian Immler (tracks: 1 to 13)
Mezzo-soprano Vocals – Olivia Vermeulen (tracks: 1 to 13)
Soprano Vocals – Carolyn Sampson
Tenor Vocals – Makoto Sakurada (tracks: 1 to 13)
Orchestra, Chorus – Bach Collegium Japan
Conductor – Masaaki Suzuki

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Mozart, parece.
Mozart, parece.

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Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suite In A Minor & Double Concertos

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suite In A Minor & Double Concertos

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um grande disco com algumas das melhores obras de Telemann. E Oberlinger é um show absoluto. Aqui, temos a melhor das Suítes e três dos mais famosos e incontornáveis concertos de Telemann. Os concertos têm aquele esquema de 4 movimentos: lento – rápido – lento – rápido. Telemann foi um dos caras que fizeram o “enganche” entre o barroco e o clássico, o que lhe garantiu a fama de moderninho e o tornou mais famoso do que Bach entre seus contemporâneos. Um baita CD que fará a alegria de cada um dos pequepianos amantes do barroco

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suite In A Minor & Double Concertos

Suite in A Minor, For Recorder, Strings & Continuo, TWV 50:A3
1 Ouverture 9:18
2 Les Plaisirs 3:22
3 Air À L’Italien 5:42
4 Menuet I & II 3:28
5 Réjoussance 2:24
6 Passepied I & II 1:44
7 Polonaise 3:24

Concerto In E Minor For Recorder, Traverso, Strings & Continuo, TWV 52:E1
8 Largo 3:49
9 Allegro 3:55
10 Largo 2:59
11 Presto 2:29

Concerto In F Major For Recorder, Bassoon, Stings & Continuo, TWV 52:F1
12 Largo 3:27
13 Vivace 5:35
14 Grave 4:07
15 Allegro 3:27

Concerto In A Minor For Recorder, Viol, Strings & Continuo, TWV 52:A1
16 Grave 3:41
17 Allegro 3:58
18 Dolce 3:13
19 Allegro 4:06

Dorothee Oberlinger, flauta
Ensemble 1700

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Quem seria além de Georg Philipp Telemann?
Quem seria além de Georg Philipp Telemann?

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Johannes Brahms (1833-1897): Serenatas

Johannes Brahms (1833-1897): Serenatas

Serenata é uma sequência livre de movimentos de estilo leve e comunicativo. Porém o início deste disco é absolutamente furioso. Depois acalma. As duas serenatas Op. 11 e 16, representam são duas das primeiras tentativas de Johannes Brahms de escrever música orquestral. Ambas datam da década de 1850, especificamente do período em que ele trabalhou na corte de Detmold. Segundo seus biógrafos, esse período era tranquilo e repousado, e embora ao mesmo tempo compusesse o primeiro concerto para piano — sim, aquele meio diabólico –, compôs algumas peças de coral e o lindo sexteto de cordas, Op. 18. Agora, o Quasi Menuetto da Serenata Nº 2 é irresistível em sua sensibilidade e elegância.

Johannes Brahms (1833-1897): Serenatas

Serenade No. 1 In D Major, Op. 11
1 Allegro Molto 13:01
2 Scherzo. Allegro Non Troppo – Trio. Poco Più Moto 7:21
3 Adagio Non Troppo 13:10
4 Menuetto I – Manuetto II 3:52
5 Scherzo. Allegro – Trio 2:41
6 Rondo. Allegro 4:59

Serenade No. 2 For Small Orchestra In A Major, Op. 16
7 Allegro Moderato 9:20
8 Scherzo. Vivace – Trio 3:07
9 Adagio Non Troppo 9:10
10 Quasi Menuetto – Trio 5:32
11 Rondo. Allegro 6:11

Gewandhausorchester Leipzig
Conductor – Riccardo Chailly

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O jovem Brahms.
O jovem Brahms.

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Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 7 / Richard Wagner (1813-1883): Marcha Funeral de Siegfried (Nelsons, Gewandhausorchester)

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 7 / Richard Wagner (1813-1883): Marcha Funeral de Siegfried (Nelsons, Gewandhausorchester)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco realmente espetacular. É a única gravação que conheço da 7ª de Bruckner que pode ombrear com o registro de Bernard Haitink. Não é pouca coisa. A música é lindíssima, plenamente melodiosa e forte. Casualmente, a estreia desta sinfonia ocorreu em 30 de dezembro de 1884, em Leipzig, com a mesma Gewandhausorchester desta gravação. Durante a vida do compositor, a 7ª foi a mais elogiada de suas sinfonias. Ela ainda é considerada por muitos autores como a grande obra‑prima de Bruckner. O Adagio, escrito quando o compositor recebeu a notícia da morte de Wagner, é normalmente tido como o ponto culminante de toda a sua obra e um dos elogios fúnebres mais belos de todo o repertório orquestral. Diz a lenda que o tema do trompete do Scherzo foi cantado para Bruckner por um galo que o acordava todas as manhãs em Saint-Florian. Porém, na minha opinião, o principal movimento desta sinfonia é o primeiro — alta, elegante e dignamente lírico. A sinfonia termina com uma coda triunfante. Obrigatório ouvir.

Richard Wagner (1813-1883)

Götterdämmerung, WWV 86D / Act 3
1. Siegfried’s Funeral March 09:12

Anton Bruckner (1824-1896)

Symphony No.7 In E Major, WAB 107 – Ed. Haas
2. 1. Allegro moderato 21:41
3. 2. Adagio. Sehr feierlich und sehr langsam 23:07
4. 3. Scherzo. Sehr schnell – Trio. Etwas langsamer 09:43
5. 4. Finale. Bewegt, doch nicht schnell 13:04

Gewandhausorchester
Andris Nelsons, conductor

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Gordão talentoso, querido! Meu carola preferido!
Bruckner: gordão talentoso, querido! Meu carola preferido!

PQP

.: interlúdio :. John Coltrane & Frank Wess: Wheelin’ & Dealin’ (1957)

.: interlúdio :. John Coltrane & Frank Wess: Wheelin’ & Dealin’ (1957)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Certa vez, num bar, após um concerto daqueles gloriosos, estávamos num grupo de umas 15 pessoas, entre os músicos que se apresentaram e outras pessoas, todas bastante qualificadas do ponto de vista de formação, digamos assim. Uma delas, uma escritora chilena, pontificou:

Para identificarmos um mau caráter, basta observar como ele trata as crianças. Se ele as despreza ou humilha, não é incontestável, mas o cara tem boas possibilidades de ser um deles.

Até hoje, pude comprovar a lei. Parece ser verdadeira, ao menos na amostragem disponível a mim. Mas houve uma resposta paralela de um excepcional violoncelista uruguaio, infelizmente já falecido:

Concordo contigo, e adendo outra lei. Um cara pode não gostar de música erudita ou de jazz: OK. Um cara pode não gostar de eruditos, mas gostar de jazz: OK, até porque um dia ele chegará a nós de alguma forma. Um cara pode gostar de ambos: OK. Mas se o cara gostar de eruditos e não gostar de jazz, ele será ou racista ou da direita troglodita. Cuidem bem, não há erro.

Tinha esquecido desta declaração, mas lembrei dela ontem, quando ouvi três pessoas mal disfarçando seu racismo numa loja de CDs eruditos. Se denunciados, mesmo informalmente e de brincadeira, negariam. Mas, nossa, que nojo, que nojo. Será que o uruguaio tinha razão?

John Coltrane & Frank Wess: Wheelin’ & Dealin’ (1957)

01. Things Ain’t What They Used To Be
02. Wheelin’ (Take 2)
03. Wheelin’ (Take 1)
04. Robbins Nest
05. Dealin’ (Take 2)
06. Dealin’ (Take 1)

John Coltrane (tenor saxophone)
Frank Wess (tenor saxophone, flute)
Paul Quinichette (tenor saxophones)
Mal Waldron (piano)
Doug Watkins (bass)
Art Taylor (drums)

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Coltrane gênio!
Coltrane gênio!

PQP

Manuel de Falla (1876-1946): El sombrero de tres picos / Amor brujo

Manuel de Falla (1876-1946): El sombrero de tres picos / Amor brujo

Não sou um apaixonado pelo nacionalismo espanhol, mas a qualidade deste CD me dobrou. Dutoit, ex-aluno de Ansermet, trouxe consigo o amor pelas nuances de seu mestre e realiza aqui um admirável trabalho. A sonoridade geral é encorpada, porém clara. Os solistas vocais de fala francesa mandam bala bem no espanhol. Se você estiver procurando os dois grandes balés de de Falla em um só disco, acaba de encontrar. Grande CD!

Manuel de Falla (1876-1946): O chapéu de três bicos + El amor Brujo

1. The Three Cornered Hat, Intro: Part I: Afternoon/Dance Of The Miller’s Wife/The Grapes – Colette Boky/Richard Hoenich
2. The Three Cornered Hat, Part II: The Neighbours’ Dance/The Miller’s Dance/The Corregidor’s… – Colette Boky/Richard Hoenich
3. Love, The Magician – Huguette Tourangeau

Colette Boky soprano
Richard Hoenich basson
Orchestre Symphonique de Montréal
Charles Dutoit

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Manuel de Falla mostra o esplendor de seu bigode para os pequepianos.
Manuel de Falla mostra o esplendor de seu bigode para os pequepianos.

PQP

Carl Nielsen (1865–1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 4 e Nº 6 (final)

Carl Nielsen (1865–1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 4 e Nº 6 (final)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Ai, os discos de Karajan…! Grandes gravações, grandes fracassos, o cara não se contentava com nada comum! Mediocridade não era com ele. A primeira vez que vi a Inextinguível à venda foi num lançamento da DG sob a batuta do HvK. A capa era tão espetacular, com um sol vermelho no horizonte, mais arco-íris e silhueta de montanhas e aquele enorme Inextinguishable de lado a lado com o nome do regente em letras um pouco menores, que era impossível não comprar. Mas que bosta de disco! Como ele teve a coragem de gravar aquilo? Mas tudo muda nesta gravação da Chandos.

Não é a minha sinfonia preferida de Nielsen. Esta 4ª, escrita em 1916, me parece dotada de um senso de estilo um tanto vacilante, apesar de vários bons momentos. De indiscutível mesmo, há o quarto movimento, absolutamente arrebatador nesta gravação e mesmo com Karajan. É obra desigual, em minha opinião.

Já a 6ª Sinfonia, “Simples”, escrita às portas da morte, é sensacional. Cheia de sarcasmo, antecipa em poucos anos o que faria Dmitri Shostakovich em seus momentos de humor mais dantesco. A intenção de Nielsen, em muitos momentos, parece ser a de chocar. Ele anuncia que fará, a gente fica meio na dúvida, mas ele faz até mais do que se espera. Sempre dou risadas quando volto a ouvi-la após algum tempo. O tema de abertura não pode ser mais Shosta e Nielsen não estava brincando quando chamou o segundo movimento de Humoreske. Mais: Nielsen devia estar dando barrigadas de riso quando criou o Thema med Variationer, que acaba com um fagote meio incerto, sei lá. Há casos assim: o sujeito está doente, sabe que vai morrer e solta a franga. Novamente, o trabalho da orquestra escocesa faz jus tanto a gritos de Bravo! quanto aos melhores uísques.

Baita CD!

Carl Nielsen (1865 – 1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 4 e Nº 6 (final)

Symphony No. 4, ‘Det Uundslukkelige’, ‘The inextinguishable’, Op. 29 (FS 76)
1. I Allegro
2. II Poco allegretto
3. III Poco adagio quasi andante
4. IV Allegro – glorioso – Tempo giusto

Symphony No. 6, ‘Sinfonia semplice’ Op. 116 (FS 116)
5. I Tempo giusto – Allegro passionato – Lento, ma non troppo – Tempo 1 (giusto)
6. II Humoreske. Allegretto
7. III Proposta Seria. Adagio
8. IV Thema med Variationer. Allegro – Tema: Allegretto un poco – Variations I-IX – Fanfare

Royal Scottish National Orchestra
Bryden Thomson

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E daí se eu gosto do meu cabelo pra cima?
E daí se eu gosto do meu cabelo pra cima?

PQP