Christoph Willibald Gluck (1714 – 1787) – Italian Arias com Cecilia Bartoli

Gosto muito de Cecilia Bartoli. Ela está alguns degraus acima da inteligência comum das divas e muitos degraus abaixo de considerar-se uma deusa intocável. É cheia de auto-ironia e revela incomum amor à música num âmbito onde os egos não dão espaço a outros amores que não a si mesmos. Com bom senso, sempre convida as melhores orquestras para acompanhá-la e, neste trabalho, aparece com a esplêndida Akademie für Alte Musik de Berlim. O resultado é indiscutivelmente notável. Outro fato que a distingue é que sempre costuma escolher árias desconhecidas de seus compositores prediletos. As críticas de seus discos costumam vir acompanhadas da expressão “unknown”. Aqui, por exemplo, ela se foca no “unknown ‘Italian’ Gluck”. Usando e abusando da coloratura, Bartoli cacareja como nunca. As árias escolhidas são belíssimas e vale a pena ouvir. Minhas preferidas são as faixas 2, 4, 6 e 8 — a metade par! –, mas as outras não estão muito atrás.

Imperdível.

Gluck – Árias Italianas com Cecilia Bartoli

1. La Clemenza di Tito – Tremo fra dubbi miei 7:34
2. Il Parnaso confuso – Di questa cetra in seno 5:21
3. Ezio – Misera, dove son…Ah! non son io 7:47
4. La Semiramide riconosciuta – Ciascun siegua il suo stile…Maggior follia non v’e 7:54
5. La Corona – Quel chiaro rio 10:18
6. La Clemenza di Tito – Ah! taci barbaro…Come potesti, oh Dio 7:26
7. La Clemenza di Tito – Se mai senti spirarti sul volto 11:27
8. Antigono – Performing Edition based on the manuscript by Claudio Osele – Berenice che fai

Cecilia Bartoli

Bernhard Forck
Akademie für Alte Musik Berlin

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PQP

11 comments / Add your comment below

  1. Hello.
    First of all, thank you for all these uploads. Your blog is wonderful !

    May I post a request here ?
    I’m looking for a complete recording of Albeniz’s Suite Española guitar transcription by John Williams (I already have another one, but I find Williams’ interpretation much more subtile). Any chance you could have one ?

    Thanks in advance, whatever may be the answer.

    Thomas

  2. FDP:

    falávamos, nos comentários do outro post, sobre a obra camerística de Beethoven. Pois esses dias, muito despretensiosamente, fui escutar os concertos para piano de Brahms e fiquei estarrecido. Corri logo para as suas postagens da integral das obras de câmara e baixei tudo, numa voracidade. Saiba que cada um daqueles volumes de Brahms está sendo carinhosa e repetidamente ouvido com a mais alta alegria e a mais profunda comoção. Uma descoberta e uma paixão à primeira audição. Então, como não poderia deixar de dizer, obrigado.
    Agora, meus três Bs estão completos – BBB: Bach, Beethoven e Brahms. Ou melhor, há um M que eu incluo nessa sigla: BMBB – e pertence a Mozart.
    Abraços,
    GS.

  3. Grande Sertão,
    Minha “veneração” pela obra de Brahms vem de longa data, desde meu primeiro contato com seu concerto para piano de nº1, em uma gravação austera, porém impecável, do Alfred Brendel com o Claudio Abbado. Posteriormente, tive contato com a assombrosa versão do Karajan para a Sinfonia nº1, a versão dos anos 80, não a dos 70, mais conceituada. Mas a minha preferência ainda é o Concerto nº 2, também já discutido em outra ocasião. É o meu preferido, indiscutivelmente.
    Sei que ainda devo muitas obras dele, algumas não tão conhecidas, mas elas virão com o tempo.

  4. PQP,
    minha “veneração” pela música de Brahms, embora de recente data, promete ser duradoura. Depois de muito tempo mergulhado em Beethoven, eu procurava, meio sem saber, um outro compositor. E foi justamente Brahms, que costuma, um tanto questionavelmente, ser chamado de sucessor de Beethoven, quem chegou aos meus ouvidos.
    Depois da beleza saliente e colorida dos concertos, fui para a música de câmara. E qual foi a minha surpresa quando descobri que, sim, Beethoven estava ali, mas transformado. Os temas curtos e afirmativos, muito econômicos, lembram os últimos quartetos do mestre. E a mim, a música de Brahms soa austera, tensa. Uma música que repousa sobre uma estrutura tão bem e tão cerebralmente arquitetada, Sobre tudo isso, um incrível ímpeto criativo, que transforma esses motivos curtos, aparentemente simples, em grande, grande música.
    Além dos quartetos e do sextetos de cordas e dos quartetos para piano, há um quinteto para clarinete que me deixa de joelhos.
    Uma outra coisa, que me deixou intrigado. O segundo sexteto tem um terceiro movimento (belíssimo, diga-se), um “poco adagio” que me lembrou muito a divina Dankgesang do op.132. Reflexões lentas entrecortadas de explosões melodiosas, em ambos os casos. E um clima muito parecido. Pode ser bobagem minha.
    Abraços!
    GS.

  5. Há tempos me cobro a obrigação de agradecer a oportunidade de ter acesso ha tantas obras maravilhosas que são disponibilizadas no blog gratuitamente (já que como universitário de universidade privada não teria condições financeiras de adquiri-las) a universidade tem um coro formado por alunos e funcionários e tenho feito várias reuniões em minha casa para juntos batermos papo e ouvirmos as peças disponibilizadas no site, espero que continue a postar por muito tempo pois para nós fez toda diferença conhecer o site. Antes só cantávamos música popular agora ja cantamos até o laudate pueri do Pe José Mauricio com uma orchestra formada por alunos da universidade (rss).Muito obrigado de todos nós da Unisuam RJ Bonsucesso.Temos um longo caminho a percorrer ,mas ouvir música de qualidade com certeza vai abrevia´lo ! Abraço e muito obrigado !!! Jadson Ramos.

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