Rubinstein no Recife (Post – texto e som – feito só por amigos)

O escritor Fernando Monteiro (dois links diferentes sobre o nome) nos envia este e-mail:

PQP,

uma informação — meio perdida no tempo — que é interessante, talvez, trazer para essa verdadeira hommage (justíssima) a RUBINSTEIN, na qual está se constituindo a dupla postagem que você fez (com intervenções de todos os “jovens” — com e sem aspas — que amam a grande Música e acessam o PQP Bach), é a seguinte: numa terça-feira chuvosa de junho, Arthur Rubinstein se apresentou aqui no Recife, no Theatro de Santa Isabel — conservando-se a grafia da época e o “de” que nós, recifenses, sabemos que se deve usar (assim como a própria cidade é “o” Recife e não “a” Recife, como às vezes ouvimos, com os ouvidos ofendidos como por uma nota musical errada…).

Então, no dia 9 de junho de 1931, estava o ainda jovem — porém já mundialmente consagrado — Rubinstein aqui na cidade maurícia, “dando um concerto” que foi assim descrito, em fragmento do comentário do jornalista Mário Melo:

Magnífico, sob todos os aspectos, o concerto de Rubinstein, nome que Pernambuco admira como um dos maiores pianistas da atualidade. Não há necessidade de repetir elogios ao maravilhoso musicista. A mesma técnica formidável, o mesmo sentimento encantador. Arrebatador, por sinal, na interpretação de Petronchka, de Stravinsky, e na “Polonesa” de Chopin. O velho theatro vibrou em aplausos ao formidável artista”…

Abraço.

Fernando.

Ao mesmo tempo, peço a FDP Bach — o Bach mais romântico de toda a família — uma grande gravação de Rubinstein. Uma daquelas imbatíveis. Ele é apaixonado por uma que baixou há anos na rede, mas o CD inexiste. Provavelmente foi montado, por alguém que sabe o que é bom, a partir dos CDs das gravações completas do nobre mestre Rubis.

F D P diz:
não tenho informações sobre o disco. Só sei que é Rubinstein no segundo de Brahms e no 23 de Mozart.
P Q P diz:
OK. eu pergunto no pqp e os caras respondem a orquestra, regente, tudo. Sempre aparece alguém(ns) que conhece
F D P diz:
posso arriscar um palpite?
P Q P diz:
sim
F D P diz:
Barbirolli no concerto de Brahms, e o Krips no de Mozart..
F D P diz:
ou aquela orquestra da RCA que sempre acompanhava ele..
P Q P diz:
Barbirolli é um excelente chute. Krips é de comer?
F D P diz:
nossa, não conhece Joseph Krips?
P Q P diz:
não lembro
P Q P diz:
Mas tem de bacon?
F D P diz:
Um baita dum regente de Mozart…
F D P diz:
acho que tem de bacon sim…
F D P diz:
A versão de rubinstein do 23º e do 21º são as minhas favoritas
F D P diz:
Imbatíveis

Etc.

Brahms – Concerto n° 2
01. Allegro non troppo
02. Allegro Appassionato
03. Andante
04. Allegretto Grazioso

Mozart – Concerto n° 23
05. Allegro
06. Adagio
07. Allegro Assai

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

PQP

7 comments / Add your comment below

  1. Ainda não ouvi o arquivo, mas tenho aqui a gravação dos Concertos 21 e 23 de Mozart com Rubinstein sob a regência de A.Wallenstein, Orquestra Sinfônica RCA Victor(!). Não sei se Rubinstein gravou mais de uma vez esses concertos, é bem provável que seja essa gravação.

    Já o Brahms 2 ele gravou, ao que parece, 4 vezes, com:

    Ormandy
    Munch
    Krips (sabor parmesão, hehehe) e
    Coates

    Daí fica difícil saber. Eu tenho só o registro com o Ormandy, The Philadelphia Orchestra. Depois vou comparar as duas e procurar indícios de que possa ser a mesma…

  2. Ticiano, esta é a gravação que eu também tinha, em fita cassete, e que fazia parte de uma coleção que a Abril lançou, ainda nos anos 80. A Orquestra era a Orquestra da RCA Victor e a regência do mesmo Wallenstein que você citou. Estou procurando uma biografia do Rubinstein, e talvez ali consiga tirar a dúvida. Aliás, alguém recomendaria, ou pelo menos conhece alguma biografia do mestre Rubinstein?

    1. Existe MY YOUNG YEARS (1973), a autobiografia de Rubinstein – nunca traduzida no Brasil — que está em oferta aqui no Recife, com o autógrafo do genial pianista, à caneta:
      “ARTHUR RUBINSTEIN, Paris, 6-10-76”. Em excelente estado, capa dura, com sobrecapa bem conservada, 477 páginas limpas de qualquer anotação, sem manchas de oxidação ou fungo etc.
      Preço: 980,00 (novecentos e oitenta reais – sem o frete para remessa do livro).
      OBSERVAÇÃO: Mesmo SEM o autógrafo, é uma edição hoje bastante escassa. Com mais o autógrafo do Autor, trata-se de algo mais do que raro, no caso de Rubinstein.

  3. Aliás, isso me lembra que tenho em vídeo uma apresentação do Concerto nº 1 de Brahms com ele, com a regência do então jovem Haitink a a Orquestra do Concertgebouw de Amsterdam.

  4. Fdpbach, existe MY YOUNG YEARS (1973), a autobiografia de Rubinstein – nunca traduzida no Brasil — que está em oferta aqui no Recife, com o autógrafo do genial pianista, à caneta:
    “ARTHUR RUBINSTEIN, Paris, 6-10-76″. Em excelente estado, capa dura, com sobrecapa bem conservada, 477 páginas limpas de qualquer anotação, sem manchas de oxidação ou fungo etc.
    Preço: 980,00 (novecentos e oitenta reais – sem o frete para remessa do livro).
    OBS: Mesmo SEM o autógrafo, é uma edição hoje bastante escassa. Com mais o autógrafo do Autor, trata-se de algo mais do que raro, no caso de Rubinstein.

  5. Pois e… Rubinstein esteve em Recife. Outros grandes tambem estiveram por la: Villa lobos, Kempff, Arrau e o Coro dos meninos de Viana. Antigamente tinhamos a Sociedade de Cultura Musical(fundada por meu avo), que trouxe grandes nomes da musica classica para Recife… Que tempo bom!

  6. Como um apaixonado pela cidade maurícia, posso afirmar que é a capital nordestina que mais investe em programas culturais, incluindo música erudita. Fui aluno da Universidade Federal de Pernambuco e sei que o Centro de Artes e Comunicação está sempre engajado em projetos para conservar e divulgar a cultura, ocorrendo diversas amostrar da música erudita (pelo menos um aspecto positivo na atualidade para o Recife). Infelizmente o nordestino (posso afirmar isso também porque sou do nordeste) não da valor a música dos grandes mestres (dentre os quais alguns mesmos brasileiros como Antônio Carlos Gomes, Noel Rosa, Ernesto Nazaré, Heitor Villa-Lobos dentre tantos outros).

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