Um excelente e raro CD que é um caso incomum de obras escritas para viola pomposa (um instrumento talvez mais desconhecido que o violoncelo tenor de Dimos Goudaroulis) e mais raro ainda porque é de obras inéditas e nacionais quase todas compostas em nosso século – fruto de uma parceria entre os mineiros Paulinyi e Crowl. Maiores detalhes aqui.
Harry Crowl (1958) e Zoltan Paulinyi (1977): Imagens
Harry Crowl
[ 1 ] Canto (4:43) Violino: Zoltan Paulinyi
Harry Crowl
[ 8 ] As impuras imagens do dia se desvanecem (13:25) viola pomposa: Zoltan Paulinyi
Zoltan Paulinyi
[ 9 ] Acalanto n. 2 (3:43) Clarinete: Felix Alonso / Violino: Zoltan Paulinyi
[10] Pluma (1:28)
Fagote: Iracema Simon / Violino: Zoltan Paulinyi
[11] Biduo d’ouro (2:51)
• Moderato e allegro
Fagote: Iracema Simon / Violino: Zoltan Paulinyi
[12] Brincadeira de Roda (3:10)
Clarinete: Félix Alonso / Fagote: Flávio Figueiredo
[13] Jesus é pregado na cruz (4:29)
• Cena XI da Via Sacra
Clarinete: Félix Alonso / Violinos: Karla Oliveto e Zoltan Paulinyi
Um dos melhores CDs de repertório moderno e contemporâneo para violoncelo e piano já lançados: formidável de cabo a rabo.
O problema é que depois que ouço o inusitadamente romântico Poema III de Marlos Nobre, acho as outras peças sem encanto, mas admito que é uma preferência pessoal: o Poema é daquelas músicas para você fazer um powerpoint com as fotos de sua namorada e mandar pra ela no próximo 12 de junho (fica a dica).
Rapsodia Latina
01 Marlos Nobre (Brasil, 1939): Poema III – op.94 n.º 3 (2001)
Andante con motto
Gabriela Frank (EUA/Peru, 1972): Manhattan Serenades (1995) *
02 I Uptown
03 II Midtown
04 III Downtown
Quando este CD foi lançado, poucas semanas atrás, FDP Bach chegou em nosso grupo de discussões — por e-mail — gritando Mullova`s back, Mullova`s back! (Aliás, informo-lhes que FDP tirou umas pequenas férias a fim de reorganizar suas coisas. Nada grave. Já está voltando. E ele ama Mullova como ninguém. Talvez queira me matar por estar postando isso durante sua folga!). E toda a alegria de FDP é plenamente justificada. Este é um CD extraordinário, algo para desafiar a morte. Dedicado inteiramente a Prokofiev, demonstra uma violinista em seu auge fazendo o que mais sabe.
São só 50 minutos, mas são 50 minutos definitivos. O Concerto Nº 2 para Violino recebeu aqui, modernamente, sua melhor interpretação. Este concerto revela mais do estado de espírito de Prokofiev do que qualquer carta que tenha escrito — e ele as escrevia! Ele estava voltando para casa por necessidade criativa e a ansiedade se infiltra na música como mofo através em local úmido. É o trabalho de um homem na encruzilhada. Viktoria Mullova capta essas esperanças e dúvidas com grande intuição. Deixando de lado suas últimas bobagens, ela está de volta aqui no mais alto nível de desempenho. A solidão da música é intensificada por uma excelente orquestra. A Frankfurt Radio Symphony Orchestra, bem controlada por Paavo Järvi, permite que o solista conte a história direitinho, a seu modo.
Mas há mais: como Janine Jansen, Mullova faz com que o concerto seja acompanhado pela Sonata para Dois Violinos, contemporânea do mesmo, e a Sonata para Violino Solo, de 1947. O céu escurece sobre a URSS de Stalin e do compositor fica diante da desgraça que vive seu país. Mas Mullova está lá para nos salvar do desespero. Sua interpretação dança à beira do um abismo que, de alguma forma, acaba em seus pés. 50 minutos inacreditáveis de música.
* Com o auxílio de Norman Lebrecht
Serguei Prokofiev (1891-1953): Violin Concerto No.2, Solo Violin Sonata, Duo Violin Sonata
Concerto For Violin And Orchestra No. 2 In G Minor, Op. 63 (1953) Mullova (25:39)
1 I. Allegro Moderato 10:15
2 II. Andante Assai 9:15
3 III. Allegro, Ben Marcato 6:09
Sonata For Two Violins In C Major, Op. 56 (1932) Mullova e Papavrami (13:50)
4 I. Andante Cantabile 2:27
5 II. Allegro 2:45
6 III. Comodo (Quasi Allegretto) 3:30
7 IV. Allegro Con Brio 5:08
Sonata for Solo Violin In D Major, Op. 115 (1947) Mullova (10:58)
8 I. Moderato 4:33
9 II. Andante Dolce. Tema Con Variazioni 2:37
10 Con Brio 3:48
Viktoria Mullova e Tedi Papavrami, violinos
Radio-Sinfonie-Orchester Frankfurt (tracks: 1-3)
Paavo Järvi
Tudo ao vivo, como a gente gosta: Alte Oper, Frankfurt, 17-18 May 2012 (Concerto); Hessischer Sendesaal, Frankfurt, 7 December (Sonatas)
Pessoa de movimentos contidos e verdadeira indústria de concertos, amigo de Putin e influente personalidade russa, Valery Gergiev está consolidado como um dos bons regentes de nosso tempo. Sua 3ª de Mahler é algo que merece ser bem ouvido. Talvez por ser uma sinfonia imensa, muitas vezes minha atenção foge nos três movimentos finais. Aqui, garanto-vos, não há como. Acho que não preciso escrever muito sobre esta obra ultra conhecida, certo?
Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 3
1. Kräftig entschieden (forte e decisivo)
2. Tempo di Menuetto (Tempo de minueto)
3. Comodo (Scherzando) (confortável, como um scherzo)
4. Sehr langsam–Misterioso (muito lento, misteriosamente)
5. Lustig im Tempo und keck im Ausdruck (Alegre em tempo e atrevido em expressão)
6. Langsam–Ruhevoll–Empfunden (lento, tranquilo, profundo)
Anna Larsson, alto
Tiffin Boys’s Choir
Ladies of the London Symphony Chorus
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev
Isabelle Faust e Alexander Melnikov já nos deram uma sensacional versão da primeira Sonata para Violino de Brahms em 2007. Agora, eles completam o ciclo com as outras duas sonatas de 1886 e 1888, e adicionam uma raridade fascinante que data de duas décadas antes: a Sonata FAE, um esforço colaborativo de três compositores em honra do grande violinista Joachim, que teve que adivinhar quem tinha escrito cada movimento. Foi fácil. O segundo Allegro é hiper brahmsiano, assim como o Intermezzo e Finale são “schumannesque”. O som do piano de Melnikov — um Bösendorfer de 1875 — pode soar magro para alguns ouvintes acostumados com aos super pianos atuais, mas, após a audição é impossível não sentir que talvez os dois estejam muito, mas muito certos em sua abordagem.
J. Brahms (1833-1897): Violin Sonatas op.100 & 108 — Dietrich / Schumann / Brahms: F.A.E. Sonata
Johannes Brahms [1833-1897]
Violin Sonata no.3 in D minor op.108 / ré mineur / d-Moll
1 I. Allegro 8’07
2 II. Adagio 4’27
3 III. Un poco presto e con sentimento 2’54
4 IV. Presto agitato 5’39
Robert Schumann [1810-1856]
Three Romances op.94
5 I. Nicht schnell 3’13
6 II. Einfach, innig 3’56
7 III. Nicht schnell 4’09
Johannes Brahms [1833-1897]
Violin Sonata no.2 in A major op.100 / La majeur / A-Dur
8 I. Allegro amabile 7’43
9 II. Andante tranquillo – Vivace 5’49
10 III. Allegretto grazioso (quasi Andante) 5’28
Brahms / Schumann / Dietrich
F.A.E. Sonata [“Frei aber einsam” – Joseph Joachim gewidmet]
11 I. Allegro 11’51
12 II. Intermezzo. Bewegt, doch nicht zu schnell 2’24
13 III. Allegro 4’43
14 IV. Finale. Markiertes, ziemlich lebhaftes Tempo 7’19
Isabelle Faust – Violin
Alexander Melnikov – Piano
Um puta CD! Esta é, na minha opinião, a melhor gravação do Concerto para Viola de Schnittke. A energia da solista e da orquestra dão alma a uma composição de grande emoção. Emoção humana em música moderna e melódica. A obra de Kancheli, um grande compositor georgiano de música para o cinema, é igualmente extraordinária e cheia de paz. Era esperado e aconteceu, a violista norte-americana, filha de armênios, Kim Kashkashian superou Bashmet e Van Keulen.
Giya Kancheli (1935): Vom Winde beweint /
Alfred Schnittke (1932-1998): Concerto For Viola And Orchestra
1. Kancheli: Vom Winde beweint (1990) – 1. Largo molto 9:45
2. Kancheli: Vom Winde beweint (1990) – 2. Allegro moderato 7:59
3. Kancheli: Vom Winde beweint (1990) – 3. Larghetto 8:08
4. Kancheli: Vom Winde beweint (1990) – 4. Andante maestoso 12:02
5. Schnittke: Concerto For Viola And Orchestra (1985) – 1. Largo 3:51
6. Schnittke: Concerto For Viola And Orchestra (1985) – 2. Allegro molto 11:19
7. Schnittke: Concerto For Viola And Orchestra (1985) – 3. Largo 13:55
Kim Kashkashian
Dennis Russell Davies and Kim Kashkashian and Orchester Der Beethovenhalle Bonn (Kancheli)
Rundfunk-Sinfonieorchester Saarbrücken (Scnittke)
Dennis Russell Davies
Um belo CD. É um prazer sempre renovado ouvir o Concerto Campestre de Poulenc. A Sinfonietta, idem. E a dupla Rogé-Dutoit sai-se maravilhosamente. A música de Poulenc é eclética, pessoal e melodiosa, ornamentada por dissonâncias do século XX. Tem talento, elegância, profundidade de sentimento e um doce-amargo que são derivados da uma personalidade entre o alegre e o melancólico. Poulenc é ainda um compositor bastante desconhecido, que aguarda o reconhecimento público. Ele não abriu uma nova escola de composição, causou poucos escândalos — apesar de sua declarada homossexualidade –, mas sua alegria, qualidade e ousadia mereciam um público maior.
Francis Poulenc (1899-1963): Concerto Campestre / Suíte Francesa / Sinfonietta, etc.
Sinfonietta, FP 141
1 I Allegro Con Fuoco 8:37
2 II Molto Vivace 5:54
3 III Andante Cantabile 7:23
4 IV Finale 6:25
Concert Champêtre, FP 49
5 I Allegro Molto 10:36
6 II Andante 6:04
7 III Finale 8:07
8 Pièce Brève Sur Le Nom D’Albert Roussel, FP 50 2:07
9 Bucolique, FP 160 (From “Variations Sur Le Nom De Marguerite Long”) 2:26
10 Fanfare, FP 25 2:51
Deux Marches Et Un Intermède, FP 88
11 I Marche 189 1:35
12 II Intermède Champêtre 1:50
13 III Marche 1937 1:51
Suite Française, FP 80
14 I Bransle De Bourgogne 1:22
15 II Pavane 2:25
16 III Petite Marche Militaire 1:07
17 IV Complainte 1:29
18 V Bransle De Champagne 1:42
19 VI Sicilienne 1:53
20 VII Carillon 1:37
Pascal Rogé, cravo
Orchestre National De France
Charles Dutoit
A Quarta Sinfonia em sol maior de 1899-1900 pode ser considerada um epílogo para as três primeiras sinfonias. É a sinfonia mais intimista e em menor escala de Mahler, com orquestra reduzida e virtualmente nenhum efeito grandioso. É também a mais curta da série. Não se pode falar em ingenuidade em relação a uma composição tão sutil, mas a atmosfera é certamente infantil, de modo sumamente apropriado. Não admira que seja a mais popular e acessível sinfonia de Mahler, e é a primeira em que ele se conservou fiel aos quatro movimentos do modelo clássico. Pensou em chamá-la de Humoresque. Os movimentos estão tematicamente inteligados à maneira usual de Mahler. “Eu queria realmente escrever um humoresque sinfônico que acabou se convertendo numa sinfonia completa, enquanto que antes, quando quis escrever a Segunda e Terceira sinfonias, acabei escrevendo cada uma delas com o tamenho de três.”
Sua composição demorou muito tempo para os padrões de Mahler: o quarto movimento Das Leben Himmlische (Vida Celestial) foi tomado do Des Knaben Wunderhorn, ciclo de lieder escrito em 1892. Este movimento deveria ser parte, inicialmente, da Terceira Sinfonia. Como esta já estava imensa, Mahler então decidiu colocá-lo no final da sua Quarta Sinfonia e escreveu seus três primeiros movimentos.
Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 4
1. Bedächtig, nicht eilen
2. In gemächlicher Bewegung, ohne Hast
3. Ruhevoll, poco adagio
4. Sehr behaglich
Sylvia McNair
Berlin Philharmonic Orchestra
Bernard Haitink
Digam o que quiserem, mas não abro mão de determinados compositores. E um deles é Brahms. Há pessoas que tentam transformar opiniões pessoais em dogmas. Esse é o primeiro passo para a tirania. Mas há realidades que, digamos, é resultado de algo consensual. Por mais que não gostemos, temos que admitir que ali está algo de valor – mesmo que não simpatizemos ou não esteja consoante com as nossas preferências estéticas. Acredito que isso diga respeito aos dois concertos para piano e orquestra de Brahms. Juntamente com os cinco concertos para piano e orquestra de Beethoven e alguns de Mozart, julgo que se trata das peças mais belas e profundas que já escritas para o piano. O concerto no. 1 foi escrito quando Brahms era um jovem de 25 anos de idade. Como muitas das obras de Brahms, o compositor levou bastante tempo para concluir. Os acordes iniciais do concerto nos faz pensar numa sinfonia grandiosa. A tensão provocante, tonitruante, chega a nos assustar. Quando o piano aparece um mar de lirismo e uma amenidade trágica toma-nos pelas mãos e nos guia por mares de beleza. É preciso ouvir este CD. Traz um time poderoso: Karl Bohm e Maurizio Pollini. Boa apreciação!
P.S. Infelizmente não achei o CD exato na Amazon. (PQP)
Johannes Brahms (1833-1897) –
Concerto para piano e orquestra No.1 em Ré menor, Op. 15
Concerto para piano e orquestra No. 1 em Ré menor, Op. 15
01. Maestoso
02. Adagio
03. Rondo – Allegro non troppo
Wiener Philharmoniker
Karl Böhm, regente
Maurizio Pollini, piano
Simon Rattle faz uma esplêndida excursão através da 5ª Sinfonia de Prokofiev, sua segunda mais popular sinfonia. No meio da Segunda Guerra Mundial, Prokofiev escreveu esta sinfonia que é surpreendentemente otimista. Ela tem momentos de tensão, mas, em sua maior parte, é leve e luminosa, com os instrumentos de sopro e cordas fazendo a maior parte do trabalho. Há uma linda serenata no primeiro movimento. O segundo movimento é para assobiar na rua. O terceiro movimento, o adagio, é bonito, suave e sensual, com os contrabaixos e violoncelos proporcionando um cenário sombrio. O movimento final, um allegro, é igualmente impressionante. Não é de admirar sua popularidade. A Suíte Cita (povo nômade da Eurásia ocidental, que remonta ao século 8 A.C.) era para ser um balé, mas foi rejeitado como tal. Prokofiev reformulou a peça como uma suíte. É muito boa. O Emerson, Lake & Palmer tratou de deixar famoso o terceiro movimento.
Serguei Prokofiev (1891-1953):
Symphony No. 5 in B flat / Ala and Lolly (Scythian Suite)
1. Symphony No. 5 in B Flat, Op.100: I. Andante 13:05
2. Symphony No. 5 in B Flat, Op.100: II. Allegro marcato 8:32
3. Symphony No. 5 in B Flat, Op.100: III. Adagio 12:24
4. Symphony No. 5 in B Flat, Op.100: IV. Allegro giocoso 9:45
5. Scythian Suite, Op.20: I. L’adoration de Vélè et de Ala 6:22
6. Scythian Suite, Op.20: II. Le dieu ennemi et la danse des esprits noirs 2:57
7. Scythian Suite, Op.20: III. La nuit 5:43
8. Scythian Suite, Op.20: IV. Le départ glorieux de Lolly et la cortèege de Soleil 5:11
City Of Birmingham Symphony Orchestra
Sir Simon Rattle
Está na hora de conhecer Michael Daugherty, gente!
Mount Rushmore é um oratório dramático inspirado na escultura de quatro presidentes norte-americanos esculpida nas Black Hills de Dakota do Sul. Radio City é uma fantasia sinfônica sobre o lendário Arturo Toscanini, que conduziu a Orquestra Sinfônica da NBC em transmissões de rádio ao vivo ouvidas por milhões de pessoas nos EUA. O Evangelho Segundo a Irmã Aimee é um concerto para órgão inspirado na ascensão, queda e redenção de celebridade religiosa Aimee McPherson.
É um CD coerente e notável. O extraordinário compositor norte-americano Michael Daugherty explora três símbolos da “The Greatest Generation”, período turbulento da história dos Estados Unidos da América que vai da Grande Depressão da década de 1930 até a Segunda Guerra Mundial. Sob a esplêndida regência Carl St Clair, a Pacific Symphony dá um show, acompanhado pelo Pacific Chorale, um dos melhores coros do país e pelo Paul Jacobs.
Michael Daugherty (1954):
Mount Rushmore / Radio City / The Gospel According to Sister Aimee
Mount Rushmore
1. I. George Washington 00:04:04
2. II. Thomas Jefferson 00:06:17
3. III. Theodore Roosevelt 00:07:51
4. IV. Abraham Lincoln 00:13:36
Radio City: Symphonic Fantasy on Arturo Toscanini and the NBC Symphony Orchestra
5. I. O Brave New World 00:07:28
6. II. Ode to the Old World 00:12:18
7. III. On the Air 00:05:50
The Gospel According to Sister Aimee
8. I. Knock Out the Devil 00:07:30
9. II. An Evangelist Drowns – Desert Dance 00:04:57
10. III. To the Promised Land 00:08:02
Paul Jacobs, orgão
Pacific Chorale
Pacific Symphony Orchestra
Carl St Clair
A música de cena, ou música incidental, é a música usada para uma produção dramática. A música incidental foi muito usada nas peças teatrais na Inglaterra, nas semi-óperas ou masques. Também eram usadas na França para as comédies-ballets de Molére e Lully. Essa prática musical perpassou toda história da música, chegando até os dias de hoje, encontrando um novo campo no cinema. Na ópera, o papel da música é preponderante. Há a fusão da música, drama e espetáculo. Em comum, esses gêneros foram feitos com a função de entreter, com cenas e música esplendorosas, conquistando um público ávido por divertimento, feitos para recém-criados teatros construídos especialmente para acomodar público, músicos e todo o aparato cênico que despontava naquela época. A música de cena para teatro, de tão extensa, recebia o nome de ópera na Inglaterra. Tinha abertura, entreatos e longos ballets ou cenas musicais.
Matthew Locke (1621-1677)
1 Introduction 1:07
2 The Fantastick / Corant 2:45
3 Where The Bee Sucks – Composed By Pelham Humfrey 1:04
4 The Pleasures That I Now Possess – Composed By Giovanni Battista Draghi 2:31
5 Saraband 2:25
6 Symphony 0:54
7 Curtain Tune 2:00
8 Where Are Thou, God Of Dreams Composed By Giovanni Battista Draghi 2:52
9 Act Tune 1:08
10 Full Fathom Five – Composed By John Banister 1:31
11 Fantazie 3:39
12 Saraband 1:17
13 Adieu To The Pleasures – Composed By James Hart 5:12
14 Fantazie 3:01
Henry Purcell (1659-1695)
15 Overture 2:33
16 Rondeau Minuet (Act Tune) 1:27
17 What Hope For Us Remains (On The Death Of His Worthy Friend Mr. Matthew Locke) 3:16
18 Chacone 2:05
19 Hornpipe (Act Tune) 0:48
20 Seek Not To Know 3:26
21 So When The Glit’ring Queen Of Night 4:14
22 Butterfly Dance 1:53
23 How Vile Are The Sordid Intrigues Of The Town 2:11
24 From Rosie Bow’rs (The Last Song The Author Sett, It Being In His Sickness) 6:12
25 Hornpipe On A Ground 1:24
La Rêveuse:
Harp [Triple] – Angélique Mauillon
Harpsichord, Organ, Virginal [Double] – Bertrand Cuiller
Painting – Wenceslaus Hollar
Recorded By – Manuel Mohino
Soprano Vocals – Julie Hassler
Theorbo, Classical Guitar, Directed By – Benjamin Perrot
Viol [Classical Viol] – Florence Bolton
Viola – Alain Pégeot
Violin – Stéphan Dudermel, Yannis Roger
Este post só foi possível graças a uma rede de colaborações. Primeiro, nosso leitor Eduardo Maia Bandeira de Melo enviou a gravação do concerto com Klemperer. Eu só conhecia a outra, e fiquei pasmo de ouvir como a mesma pianista pôde produzir duas versões tão diferentes da mesma obra – e as duas antológicas.
Aí veio a vontade irresistível de ouvi-las lado a lado – e obviamente de compartilhar essa audição com vocês – mas trombei com que a versão com Swarowsky anda inincontrável em CD e internet. E aí entrou nosso companheiro de equipe Avicenna, grande mestre em ripagem de LPs de vinil e pós-processamento dos arquivos. E de repente…
… eis que ouço saindo pela primeira vez do micro aqueles sons que me atingiam vindos da vitrola de meu pai quando eu ainda nem havia saído da barriga da minha mãe. (Parece que eram esse concerto e a Pastoral com Walter Goehr. Pouco depois esta era o único jeito de acalmar um certo sujeito um tanto indignado por ter nascido…)
Aí, uma decisão delicada: o CD oferecido pelo Eduardo contém mais 7 peças de recital, desacompanhadas, de Bach-Silotti, Brahms, Gluck-Sgambatti, Saint-Saëns sobre Gluck… em interpretações espantosas por diferentes motivos. Imperdível, mas inseridos artificialmente no mesmo disco. Totalmente fora do campo desse Beethoven. E decidi transferi-las para outro post, a ser feito em breve.
Por outro lado, o disco de Swarowsky contém ainda a Sonata ao Luar – provavelmente a leitura mais clássica, desapaixonada, cool, que já ouvi dessa obra. Ela ficaria totalmente desenturmada entre aquelas outras peças (quando vocês ouvirem vão entender…) e definitivamente não destoa do clima geral deste post. E então ficou aqui, de bis – ou tris, pois aparece depois que o concerto inteiro é bisado!
Antes de deixar com vocês, só quero dizer que não vejo o objetivo de “eleger a melhor” nessa audição lado a lado; acho mesmo que seria uma atitude mesquinha demais para matérias desta ordem. São diferentes, e ponto. Mas confesso que tendo a achar Klemperer mais interessante nos movimentos rápidos, enquanto o Andante com Swarowsky… ouçam em silêncio e atenção até a ÚLTIMA nota e depois me digam.
E ainda: Klemperer perderá um pouco na qualidade de som, e não por culpa do Eduardo: a gravação é de 1951 (informação do leitor Flavio Dutra), e a de Swarowsky foi lançada em 1962 já em stereo.
Finalmente: não parece notável que as duas versões tenham sido gravadas em Viena – a cidade que Beethoven adotou, e onde compôs e apresentou ao mundo esta música toda?
Beethoven, Concerto para piano e orquestra n.º 4, em Sol, op.58
Orquestra Sinfônica de Viena – Regente: Otto Klemperer
Solista: Guiomar Novaes
Ano de lançamento: 1951
01 I Allegro moderato
02 II Andante con moto
03 III Rondo, Vivace
As outras peças contidas no mesmo CD (Bach, Brahms, Gluck etc.) serão postadas separadamente.
Beethoven, Concerto para piano e orquestra n.º 4, em Sol, op.58
Orquestra Pro-Musica de Viena – Regente: Hans Swarowsky
Solista: Guiomar Novaes
Ano de lançamento: 1962
01 I Allegro moderato
02 II Andante con moto
03 III Rondo, Vivace
Beethoven, Sonata para piano n.º 14, em Do sustenido menor, op.27 nº 2
“Ao Luar”, “Moonlight”, “Mondschein”
Pianista: Guiomar Novaes
Incluído no LP (vinil) do 4.º Concerto com Swarowsky (1962)
04 (faixa única)
. . . 0:00 I Adagio Sostenuto
. . . 5:20 II Allegreto
. . . 7:42 III Presto Agitato
Pois é. Eu não sou exatamente um amante do instrumento flauta e nem de seu repertório. Na minha opinião inútil, há as Sonatas de Bach, a Triosonata da Oferenda, o Concerto para Flauta e Harpa de Mozart, o de Nielsen e pouca coisa além. É um tremendo instrumento de orquestra, isso sim. Os Concertos de Abel são bons mais pela qualidade do solista e da orquestra deste CD do que pela música. Abel era um obediente às regras de seu tempo. Os concertos são convencionais, sem chegarem a ser inventivos. Mas é agradável de se ouvir numa manhã fria e nublada como a de hoje — vocês está no dia 23 de setembro, eu em 11 de setembro. Ah, as principais obras de Abel foram escritas para seu instrumento, a viola da gamba. E ela está na ilustração de Gainsborough abaixo, ao lado daquele lindo cachorro que eu gostaria de ter como amigo.
Carl Friedrich Abel (1723-1787): Concertos para Flauta
1. Fl Con in C, Op.6 No.1: Allegro Moderato
2. Fl Con in C, Op.6 No.1: Adagio
3. Fl Con in C, Op.6 No.1: Allegro
4. Fl Con in e, Op.6 No.2: Allegro
5. Fl Con in e, Op.6 No.2: Adagio Ma Non Troppo
6. Fl Con in e, Op.6 No.2: Allegro
7. Fl Con in D, Op.6 No.3: Moderato
8. Fl Con in D, Op.6 No.3: Adagio Ma Non Troppo
9. Fl Con in D, Op.6 No.3: Allegro Assai
10. Fl Con in G, Op.6 No.5: Allegro
11. Fl Con in G, Op.6 No.5: Adagio
12. Fl Con in G, Op.6 No.5: Presto
Karl Kaiser, flauta
La Stagione Orchestra
Michael Schneider
Fala a Sociedade dos Amantes de Mahler, patrocinadora desta série de posts:
Caro PQP,
aí temos o texto relativo à Quarta Sinofnia.
Abraços,
SAM.
A Quarta Sinfonia em sol maior de 1899-1900 pode ser considerada um epílogo para as três primeiras sinfonias. É a sinfonia mais intimista e em menor escala de Mahler, com orquestra reduzida e virtualmente nenhum efeito grandioso. Não se pode falar de simplismo ingênuo em ligação com uma composição tão sutil e disciplinada, mas a atmosfera é certamente infantil, de modo sumamente apropriado. Não admira que seja a mais popular e acessível sinfonia de Mahler, e é a primeira em que ele se conservou fiel aos quatro movimentos do modelo clássico. Pensou em subintitulá-la Humoresque – uma pista (se alguma fosse necessária) para suas ligacoes com as canções Wunderhorn e, em especial, com Wir geniessen die himmlischen Freuden, composta em março de 1892. Um dos primeiros planos para a sinfonia mostra que sua concepção precedeu a Segunda e a Terceira – mais uma prova de que as sinfonias de Mahler são uma cadeia contínua e interligada ou, para usar um paralelo literário, uma vasta novela autobiográfica, da qual cada sinfonia é um capítulo. A teoria de Paul Bekker, depreciada por Neville Cardus, de que toda a sinfonia foi germinada por essa canção, parece-me convincente. Cada movimento está tematicamente inteligado à maneira usual e alusivamente sutil de Mahler. Em todo caso, eis as próprias palavras de Mahler a Natalie Bauer-Lechner em 1901 : “Eu queria realmente escrever uma humoresque sinfônica que acabou se convertendo numa sinfonia completa, enquanto que antes, quando queria que se tornasse uma sinfonia, ganhou o tamanho de três (dois pontos) as minhas Segunda e Terceira”.
O primeiro movimento é melodicamente profuso, sua tessitura e estrutura constituindo um avanço sobre tudo o que Mahler compusera até então. Nunca um contraponto foi mais inventivo. A lucidez e o frescor do material recordam, com freqüência, mais Haydn do que Schubert. O estado de espírito de Mahler é aqui dominado pela descontração, o mundo dos conflitos e agressões é ignorado, quando não esquecido. É inesquecível a sua vibrante abertura – ele qualificou-a de “melodia divinamente alegre e profundamente melancólica” (…).
Dessa obra tão conhecida e amada dificilmente será necessário fazer mais do que lembrar suas belezas : a delicada coda do primeiro movimento, por exemplo – sancta simplicitas, se alguém jamais a ouviu; e o levemente fantasmagórico scherzo, associado de forma tão maravilhosa por Cardus às sombras projetadas pela luz de vela na parede de um quarto de criança. Nessa fantasia-Ländler, Mahler faz muito uso de um violino solo, com uma scordatura que permite tocar um tom inteiro mais alto do que o resto e faz o instrumento soar como “ein Fiedel”, o precursor medieval do violino e a origem da palavra inglesa fiddle. Num dos primeiros esboços, Mahler escreveu dessa passagem : “Freund Hain spielt auf”. O amigo Hain que toca era um violino espectral que guiava o caminho para a eternidade ou a perdição. Os demônios de Mahler estão de folga nessa sinfonia e o amigo Hain é mais pitoresco do que macabro. Entretanto, cumpre recordar a descrição que Mahler fez da composição dessa sinfonia:
Por causa da lógica irresistível de uma peça que tive de alterar, todo o trabalho subseqüente tornou-se confuso para mim e, para minha estupefação, eu tinha penetrado num domínio totalmente diferente, tal como num sonho nos imaginamos vagueando pelos jardins do Eliseu, entre flores de suaves aromas, e subitamente o sonho converte-se num pesadelo em que nos vemos lançados num Hades cheio de terrores. As pistas e emanações desses mundos, para mim horrendos e misteriosos, são freqüentemente encontradas em minhas composições. Desta vez, é uma floresta com todos os seus mistérios e horrores que força minha mão e se entretece em minha obra. Está ficando cada vez mais claro para mim que um indivíduo não compõe, mas esta sendo composto.
Daí o calafrio que, com freqüência, se apodera dessa obra luminosa, mesmo no adágio.
O final do scherzo, após uma sutil alusão ao tema do finale, tem um toque de severidade que se dissipa no adágio, o mais sereno movimento de Mahler, embora seu fluir tranqüilo seja interrompido, primeiro por dança e, depois, por uma “desintegração” apaixonada, tão poderosa quanto qualquer outra passagem da Quinta e da Sexta Sinfonias e, obviamente, o “Hades cheio de horrores” acima mencionado. Numa soberba passagem perto do final, a música explode sobre o ouvinte como um religioso afresco do Paraíso. Mahler usou a forma variação nesse movimento e pode assim, com extraordinária habilidade, manter lado a lado e interligadas as atmosferas de contentamento infantil do céu, um “céu azul sem nuvens” com Marta cozendo o pão e vozes angélicas entoando hinos a Santa Cecília.
A Sinfonia em sol maior foi publicada em 1902, mas Mahler reviu-a diversas vezes. É difícil acreditar que uma obra tão encantadora pudesse ter tido um acolhimento inicial tão frio – até mesmo a Alma ela desagradou – e que Mahler a descrevesse como uma “enteada perseguida”. Sua revisão final, para suas duas récitas de Nova York, foi feita em 11 de outubro de 1910, mas Erwin Stein, na década de 1920, descobriu uma coleção de provas com revisões ainda mais extensas visando, como de costume, uma clareza cada vez maior. Incluíam mudanças de dinâmica e de sinais de expressão, e alterações tais na partitura como o reforço da melodia do oboé em quatro compassos no movimento lento pelo trompete com surdina, corne inglês e trompa, e uma redução do acompanhamento no finale. Também foram mudadas varias direções de ritmo. É como se Mahler, toda vez que regia suas próprias obras, voltasse a compô -las.
(KENNEDY, Michael. Mahler. Tradução Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988 P. 109-112).
Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 4
01. Bedächtig. Nicht eilen – Recht gemächlich
02. In gemächlicher Bewegung. Ohne Hast
03. Ruhevoll
04. Sehr behaglich `Wir geniessen die himmlischen Freuden` (soprano solo)
Amanda Roocroft: soprano
City of Birmingham Symphony Orchestra
Simon Rattle
No início dos anos 80, era impossível a sobrevivência intelectual sem conhecer a gravadora ECM. A música disco e o mau gosto grassavam e todos os que tinham ouvidos de boa qualidade corriam para o refúgio de Manfred Eicher. E quase todos os que se interessavam por música tinham o vinil de Dolmen Music, de Meredith Monk, da ECM, claro. Ouvindo-o novamente no dia de hoje, curti muito, muito mais do que imaginava minha memória. Meredith Jane Monk (nascida em 20 de novembro de 1942 em Nova Iorque) é uma compositora, performer, diretora, vocalista, cineasta e coreógrafa norte-americana. Desde os anos sessenta, Monk tem criado trabalhos multidisciplinares que combinam música, teatro e dança, gravando sempre para a ECM Records.
Meredith Monk é principalmente conhecida por suas inovações vocais, incluindo uma vasta gama de técnicas estendidas, as quais ela desenvolveu pela primeira vez em suas performances solo antes de formar seu próprio grupo. Em dezembro de 1961, ela apareceu na “Actor’s Playhouse” no Greenwich Village (Nova Iorque) como dançarina solo em uma adatação de teatro musical para crianças de “A Christmas Carol”, de Charles Dickens na Off Broadway intitulada “Scrooge” (música e letra de Norman Curtis; dirigido e coreografado por Patricia Taylor Curtis). Em 1964, Monk formou-se no Sarah Lawrence College depois de estudar com Beverly Schmidt Blossom, e em 1968 ela fundou The House, uma companhia dedicada a uma abordagem multidisciplinar da performance.
Meredith Monk na Casa Branca
As performances de Monk têm influenciado muitos artistas, incluindo Bruce Nauman, o qual ela conheceu em San Francisco em 1968. Em 1978 Monk formou o Meredith Monk and Vocal Ensemble (modelado segundo grupos similares de seus colegas de música como Steve Reich and Philip Glass), para explorar novas e mais amplas formas e texturas vocais, as quais eram frequentemente contrastadas com texturas instrumentais minimalistas. Monk iniciou um relacionamento duradouro com o Walker Art Center de Minneapolis, o qual continua a divulgar seu trabalho até hoje. Peças dessa época incluem Dolmen Music (1979), que foi também gravada em seu primeiro álbum, lançado pelo selo ECM de Manfred Eicher em 1981.
Nos anos oitenta, Monk roteirizou e dirigiu dois filmes, Ellis Island (1981) e Book of Days (1988), os quais se desenvolveram de uma única ideia: “Um dia, durante o verão de 1984, quando eu estava varrendo o chão de minha casa no campo, a imagem de uma jovem (em preto e branco) e uma rua medieval em uma comunidade judaica (também em preto e branco) veio à minha mente.” Monk conta essa história nas notas de encarte da gravação da ECM. Duas versões musicais existem desta peça, uma para salas de concerto e a outra um álbum, produzido por Meredith Monk e Manfred Eicher, que é “um filme para os ouvidos”.
No início dos anos 1990 Monk compôs a ópera Atlas, que estreou em Houston, Texas em 1991. Ela também escreveu peças para grupos instrumentais e orquestras sinfônicas. Seu primeiro trabalho sinfônico foi Possible Sky (2003). A ele se seguiu Stringsongs (2004) para quarteto de cordas, que foi encomendado pelo Kronos Quartet. Em 2005, realizaram-se eventos em todo o mundo para celebrar o quadragésimo aniversário de sua carreira, incluindo um concerto no Carnegie Hall com participação de Björk, Terry Riley, DJ Spooky (que sampleou Monk em seu álbum Drums of Death), Ursula Oppens, Bruce Brubaker, John Zorn, e os novos grupos musicais Alarm Will Sound e Bang on a Can All-Stars, em conjunto com o Pacific Mozart Ensemble.
Meredith Monk (1942): Dolmen Music
1. Fear And Loathing In Gotham – Gotham Lullaby 4:17
2. Education Of The Girlchild – Travelling 6:19
3. Education Of The Girlchild – The Tale 2:49
4. Education Of The Girlchild – Biography 9:28
5. Dolmen Music 23:47
Meredith Monk
Colin Walcott
Steve Lockwood
Andrea Goodman
Julius Eastman
Monica Solem
Paul Langland
Robert Een
Oh, yeah, aqui está a continuidade de nossa saga mahleriana levado pelas mãos firmes (ui!) de Bernard Haitink. Espero que gostem. Na minha opinião, os pontos altos são a 5ª e a 10ª, registros verdadeiramente difíceis de superar. Logo logo, posto os último CDs, que trazem a 7ª e a 8ª. Por pura falta de tempo, paro de escrever agora. Beijos na bunda de todos.
Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonias Nros. 5, 6, 9 e 10, com Bernard Haitink
CD5 Symphony No. 5 in C sharp minor
1. I. Trauermarsch 12:19
2. II. Sturmisch bewegt 14:02
3. III. Scherzo 18:00
4. IV. Adagietto (Sehr langsam) 10:35
5. V. Rondo – Finale (Allegro) 15:49
Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink
CD6 Symphony No. 10 in F sharp minor
1. I. Andante – Adagio 24:32 Symphony No. 6 in A minor
2. I. Allegro energico, ma non troppo 22:07
3. II. Scherzo. Wuchtig 13:16
4. III. Andante moderato 15:47
Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink
CD7 Symphony No. 6 in A minor
1. IV. Finale. Allegro moderato-Allegro energico 29:38 Symphony No. 9 in D
2. I. Andante comodo 27:01
3. II. Im Tempo eines gemachlichen Landlers 15:56
Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink
Na minha opinião, é difícil encontrar obra mais perfeita do que o adágio da décima sinfonia de Mahler. Aqui, Bernstein dá um banho na interpretação desta música que amo talvez mais do que toda a oitava sinfonia. Abaixo, o texto que publiquei quando da minha primeira postagem da oitava de Mahler:
Mahler não gostava que chamassem sua oitava sinfonia de “Sinfonia dos Mil”, mas não é nenhum absurdo. Para ser executada, ela precisa de um contingente apenas 4 vezes menor do que o número de soldados americanos mortos no Iraque e é bom que o palco esteja mais firme que o governo Bush.
É uma obra mais impressionante do que bela e nem é bem uma sinfonia, mas uma gigantesca cantata. Sua execução exige, entre orquestra e coro, mais de mil figuras. Servem como textos o hino Veni creator spiritus e o coro final da segunda parte do Fausto de Goethe. Nem todos acham que o resultado justifica os colossais recursos exigidos. Dentre estes estou eu, P.Q.P. Bach.
O que me interessa nesta sinfonia é a rica polifonia empregada, um tributo a meu pai e às estruturas criadas por ele. Abaixo, em itálico, copiado daqui, está o detalhamento do exército empregado.
SINFONIA No.8
(para 8 solistas – 3 sopranos, 2 contraltos, tenor, barítono e baixo – 2 coros mistos, coro infantil, órgão e orquestra)
Apelido: ‘Dos Mil’
Tonalidade principal: Mi bemol Maior
Composição: 1906-1907
Revisão: não houve
Estréia: Munique, 12 de setembro de 1910 (solistas: Gertrud Förstel, Marta Winternitz-Dorda, Irma Koboth, Otillie Meyzger, Tilly Koenen, Felix Senius, Nicolo Geisse-Winkel, Richard Mayr. Leipzig Riedelverein, Viena Singverein, Coro Infantil da Escola Central de Munique, Orquestra do festival, regência de Mahler)
1a.Publicação: 1911 (Viena, Universal Editions)
Instrumentação:
2 piccolos
4 flautas
4 oboés
Corne-Inglês
Clarinete em Mib
3 clarinetes em Sib e La
Clarone
4 fagotes
Contrafagote
8 trompas
8 trompetes (4 fora do palco)
7 trombones (3 fora do palco)
Tuba
Tímpanos
Triângulo
3 pares de pratos
Bombo
Tam-Tam
Sinos grandes
Glockenspiel
Celesta
Piano
Harmônica
Órgão
2 harpas
Mandolim
Quinteto de cordas (violinos I, II, violas, cellos e baixos com corda C grave)
Soprano I (Magna Peccatrix)
Soprano II (Una poenitentium)
Soprano III (Mater Gloriosa)
Contralto I (Mulier samaritana)
Contralto II (Maria Aegyptiaca)
Tenor (Doctor Marianus)
Barítono (Pater ecstaticus)
Baixo (Pater profundus)
Coro infantil
Coro Misto SCTB I
Coro Misto SCTB II
Duração: aprox. 85-90 minutos
Movimentos:
I- Hymnus: Veni, Creator Spiritus
II- Final scene from Goethe’s ‘Faust’ part II
Texto:
1) ‘Veni, creator spiritus’, atribuído ao monge medieval Hrabanus Maurus
2) Cena final do Segundo Fausto de Goethe
Programa:
É um dos mais interessantes de Mahler, uma sinfonia muito significativa em termos filosóficos e espirituais para o compositor. O primeiro movimento é um hino medieval que evoca o espírito criador, e o segundo movimento é a redenção humana através do Amor cristão, que Mahler achou, muito propriamente, nas palavras de Goethe.
Comentários:
O subtítulo ‘Dos Mil’ foi colocado contra a vontade de Mahler, por razões comerciais, já que sua estréia realmente contava com um contingente instrumental de 1023 músicos. É a única sinfonia de Mahler inteiramente cantada, como uma grande cantata sinfônica, e que transparece um grande otimismo espiritual em seus únicos 2 movimentos. No último, entretanto, há subdivisões que indicam certa ordenação próxima à forma-sonata, ainda que bastante diluída. Somente o primeiro movimento e o final do segundo (o maior de Mahler, de aprox. 50 minutos) contém grandes efeitos de massa dignos da enorme instrumentação exigida, o que lhe valeram severas críticas e também raras execuções, apesar de poder ser executada com metade deste número (na estréia a orquestra e o coro estavam duplicados).
E FDP Bach escreveu:
Meu irmão PQP já andou postando esta sinfonia aqui, com um belo texto explicativo, por este motivo não irei perder muito tempo com detalhes. A única coisa que tenho a falar é que esta versão de Bernstein é no mínimo exuberante, com o coral inicial “Veni Creator spiritus” capaz de levantar defuntos de seus túmulos. Absolutamente magnífico.
Meu sonho de consumo é assistir a uma apresentação desta sinfonia em um ambiente com uma acústica impecável, e claro, com uma orquestra de grande porte, como a Wiener Philharmoniker. Não há como não se impactar com a grandiosidade de seu início. É de arrepiar os cabelos.
Mahler – Sinfonias Nº 10 e Nº 8
Disc: 1
Sinfonia Nº 10: Adagio
1. Andante – Adagio
Sinfonia Nº 8
2. Part 1. Hymnus “Veni, creator spiritus”. Allegro impetuoso “Veni, creator spiritus”
3. Part 1. Hymnus “Veni, creator spiritus”. A tempo. Etwas (aber unmerklich) gemäßigter; immer sehr fl
4. Part 1. Hymnus “Veni, creator spiritus”. Tempo 1. (Allegro impetuoso) “Infirma nostri corporis”
5. Part 1. Hymnus “Veni, creator spiritus”. Tempo 1. (Allegro, etwas hastig)
6. Part 1. Hymnus “Veni, creator spiritus”. Part 1. Hymnus “Veni, creator spiritus”. Sehr fließend – N
7. Part 1. Hymnus “Veni, creator spiritus”. Plötzlich sehr breit und leidenschaftlichen Ausdrucks – Mi
8. Part 1. Hymnus “Veni, creator spiritus”. “Veni, creator spiritus”
9. Part 1. Hymnus “Veni, creator spiritus”. a tempo. “Gloria sit Patri Domino”
Disc: 2
1. Part 2. Finale Scene from Goethe’s “Faust”, Part 2. Poco adagio
2. Part 2. Finale Scene from Goethe’s “Faust”, Part 2. Poco adagio
3. Part 2. Finale Scene from Goethe’s “Faust”, Part 2. Più mosso. (Allegro moderato)
4. Part 2. Finale Scene from Goethe’s “Faust”, Part 2. Moderato. Pater ecstaticus: “Ewiger Wonnebrand”
5. Part 2. Finale Scene from Goethe’s “Faust”, Part 2. Allegro – (Allegro appassionato) Pater profundu
6. Part 2. Finale Scene from Goethe’s “Faust”, Part 2. Allegro deciso. (Im Anfang noch nicht eilen). C
7. Part 2. Finale Scene from Goethe’s “Faust”, Part 2. Molto leggiero. Chor der jüngeren Engel: “Jene
8. Part 2. Finale Scene from Goethe’s “Faust”, Part 2. Schon etwas langsamer und immer noch mäßiger. D
9. Part 2. Finale Scene from Goethe’s “Faust”, Part 2. Im Anfang (die ersten vier Takte) noch etwas ge
10. Part 2. Finale Scene from Goethe’s “Faust”, Part 2. Sempre l’istesso tempo. Doctor Marianus: “Höchs
11. Part 2. Finale Scene from Goethe’s “Faust”, Part 2. Äußerst langsam. Adagissimo. “Dir, der Unberühr
12. Part 2. Finale Scene from Goethe’s “Faust”, Part 2. Fließend. Magna Peccatrix: “Bei der Liebe, die
13. Part 2. Finale Scene from Goethe’s “Faust”, Part 2. Una poenitentium: “Neige, neige, du Ohnegleiche
14. Part 2. Finale Scene from Goethe’s “Faust”, Part 2. Unmerklich frischer. Selige Knaben: “Er überwäc
15. Part 2. Finale Scene from Goethe’s “Faust”, Part 2. Sehr langsam. Mater gloriosa: “Komm! hebe dich
16. Part 2. Finale Scene from Goethe’s “Faust”, Part 2. Hymnenartig (Ungefähr im selben Zeitmaß weiter)
17. Part 2. Finale Scene from Goethe’s “Faust”, Part 2. Sehr langsam beginnend. Chorus mysticus
Gossec pode ser justamente considerado o “pai da sinfonia em França”. Este CD com as Sinfonias Op. 8, gritam a modernidade de Gossec através da utilização de clarinetes e de minuetos e trios, raridades em Paris naquele tempo. Gossec, nascido na Bélgica, também brinca com os estilos de sua terra adotada — os ballets em sua tragédia lírica Sabinus podem ser colocados diretamente da tradição orquestral de um Jean-Philippe Rameau. Algumas de suas loucuras e exageros anteciparam as inovações da era romântica: ele escreveu seu Te Deum para 1200 cantores e 300 instrumentos de sopro… Vários de seus oratórios exigiam a separação física dos vários coros, incluindo alguns invisíveis atrás do palco. Puro pioneirismo. Chegou antes de quase todo mundo à época mais boba da história da música. Guy van Waas conduz com segurança a excelente Les Agremens.
1. Grande Symphonie in E flat major, Op. 8/3: Allegro
2. Grande Symphonie in E flat major, Op. 8/3: Larghetto tempo di romanza
3. Grande Symphonie in E flat major, Op. 8/3: Minuetto 1- Minuetto 2
4. Grande Symphonie in E flat major, Op. 8/3: Allegro ma non presto
5. Grande Symphonie in F major, Op. 8/2, Br. 44: Largo
6. Grande Symphonie in F major, Op. 8/2, Br. 44: Allegro non troppo
7. Grande Symphonie in F major, Op. 8/2, Br. 44: Adagio poco andante
8. Grande Symphonie in F major, Op. 8/2, Br. 44: Moderato
9. Grande Symphonie in E flat major, Op. 8/1: Allegro
10. Grande Symphonie in E flat major, Op. 8/1: Adagio
11. Grande Symphonie in E flat major, Op. 8/1: Minuetto 1 – Minuetto 2
12. Grande Symphonie in E flat major, Op. 8/1: Allegro non presto
13. Sabinus, ballet suite: Pantomime
14. Sabinus, ballet suite: Air en passacaille
15. Sabinus, ballet suite: Gigue pour les enfants
16. Sabinus, ballet suite: Air des vieillards
17. Sabinus, ballet suite: Tambourin 1/2
18. Sabinus, ballet suite: Chaconne – Pas espagnol – Un peu lent – tempo 1
Excelente disco! Franz Benda nasceu na Boêmia na povoação de Altbenatky. Tornou-se o fundador da escola alemã de tocar violino. Na sua juventude, ao mesmo tempo que começou a estudar o violino, juntou-se a um grupo de músicos que tocavam em festas e feiras. Aos dezoito anos de idade, Benda abandonou a vida errante e foi para Praga e depois para Viena, onde estudou com Heinrich Graun, um aluno de Tartini. Dois anos depois foi nomeado mestre de capela em Varsóvia.
Benda foi um mestre na arte de tocar violino. Tinha muitos alunos e escreveu uma série de obras, principalmente exercícios e estudos para violino. Um de seus descendentes, Jean Sebastian Benda, aclamado pianista suíço, viveu no Brasil e casou-se com a pianista Luzia Benda.
Gosto muito dos concertos para cravo de Benda, e ouvi com expectativa esta gravação de seis (6 ) sonatas para violino de Benda com acompanhamento de cravo. E fiquei feliz. São quase 70 minutos de prazer. As sonatas são bem interpretadas por Anton Steck e Christian Rieger no cravo. As obras seguem as “formas do dia” habituais: dois movimentos rápidos e um lento, tudo muito melódico e rítmico.
Franz Benda (1709–1786): Violin Sonatas
1. Sonata for violin & continuo in C major, L. III-2: Largo
2. Sonata for violin & continuo in C major, L. III-2: Allegro non molto
3. Sonata for violin & continuo in C major, L. III-2: Presto e scherzando
4. Sonata for flute (or violin) & continuo in A minor, L. III-121 (Op. 1/4): Larghetto
5. Sonata for flute (or violin) & continuo in A minor, L. III-121 (Op. 1/4): Vivace
6. Sonata for flute (or violin) & continuo in A minor, L. III-121 (Op. 1/4): Tempo di menuet
7. Sonata for violin & continuo in F major, L. III-63: Un poco allegro
8. Sonata for violin & continuo in F major, L. III-63: Adagio
9. Sonata for violin & continuo in F major, L. III-63: Allegretto
10. Sonata for violin & continuo in E major, L. III-47 (Op. 1/1): Adagio
11. Sonata for violin & continuo in E major, L. III-47 (Op. 1/1): Allegro ma non molto
12. Sonata for violin & continuo in E major, L. III-47 (Op. 1/1): Allegro
13. Sonata for violin & continuo in C major, L. III-1 (Op. 1/3): Adagio
14. Sonata for violin & continuo in C major, L. III-1 (Op. 1/3): Allegro
15. Sonata for violin & continuo in C major, L. III-1 (Op. 1/3): Presto
16. Sonata for violin & continuo in E flat major, L. III-40: Allegro
17. Sonata for violin & continuo in E flat major, L. III-40: Adagio
18. Sonata for violin & continuo in E flat major, L. III-40: Andante con variazioni
Estreante no PQP Bach, Fortunato Chelleri talvez devesse ter ficado silencioso em sua tumba, mas a excelente orquestra Atalanta Fugiens resolveu mostrar seu trabalho. O trabalho de Chelleri ou da orquestra? Boa pergunta. O trabalho da orquestra foi mostrado e é magnífico, fiquei entusiasmado com o som e o tesão dos caras. Já o trabalho de Chelleri… Papai Keller saiu da Alemanha e foi morar na ensolada Itália. Seu filho Fortunato ganhou um sobrenome esquisito e tornou-se compositor de óperas. Por favor, espero nunca ouvir uma ópera de Chelleri!
Fortunato Chelleri (1690-1757): Six Simphonies Nouvelles
1. Sinfonia Nº1 en Ré Majeur : Allegro
2. Sinfonia Nº1 en Ré Majeur : Andante
3. Sinfonia Nº1 en Ré Majeur : Presto
4. Sinfonia Nº2 en Ut Majeur : Allegro
5. Sinfonia Nº2 en Ut Majeur : Andante
6. Sinfonia Nº2 en Ut Majeur : Allegro
7. Sinfonia Nº3 en Si Bémol Majeur : Allegro
8. Sinfonia Nº3 en Si Bémol Majeur : Affettuoso
9. Sinfonia Nº3 en Si Bémol Majeur : Allegro
10. Sinfonia Nº4 en la Majeur : Allegro
11. Sinfonia Nº4 en la Majeur : Andante
12. Sinfonia Nº4 en la Majeur : Allegro
13. Sinfonia Nº5 en Ré Majeur : Allegro
14. Sinfonia Nº5 en Ré Majeur : Affettuoso
15. Sinfonia Nº5 en Ré Majeur : Allegro
16. Sinfonia Nº6 en Si Bémol Majeur : Allegro
17. Sinfonia Nº6 en Si Bémol Majeur : Andante
18. Sinfonia Nº6 en Si Bémol Majeur : Allegro
19. Sinfonia Nº6 en Si Bémol Majeur : Non Tanto Allegro
20. Sinfonia en Si Bémol Majeur : Allegro
21. Sinfonia en Si Bémol Majeur : Adagio Con Amore
22. Sinfonia en Si Bémol Majeur : Presto
23. The Brussels Symphony en la Majeur : Polonaise
A gente pensa que não tem mais como se surpreender, né? Mas tem, sempre tem. Acho que esta gravação vai para o pódio ao lado da de Tilson Thomas, Abbado e Bernstein. Sim, meu pódio é diferente, tem quatro vagas. É melhor ouvir. A gravação é ao vivo e Jansons, junto com a orquestra do Concertgebouw, estavam em estado de graça, inexplicável. Ouvi-lo é satisfação garantida. Experimente.
Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 1
1. Symphony No. 1 in D Major: Langsam, schleppend – wie ein Naturlaut – Im Anfang sehr gemächlich 16:00
2. Symphony No. 1 in D Major: Kräftig bewegt, doch nicht zu schnell – Trio: Recht gemächlich 8:04
3. Symphony No. 1 in D Major: Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen 10:40
4. Symphony No. 1 in D Major: Stürmisch bewegt 19:59
Este CD é uma excelente introdução ao mundo de Marais. Na verdade, não sou assim tão tarado pelo compositor francês, porém há uma importante variável: Savall tem tanto talento que consegue deixar tudo o que toca interessante. Ou seja, é um encontro do compositor com seu maior intérprete. Sei lá, eu acho que se Savall se dedicasse a dar aulas de química ou a nos convencer de que a Veja é uma revista equilibrada… talvez fosse bem sucedido. Grande Savall!
Marin Marais (1656-1728): Alcione – Suite Des Airs À Joüer (1706)
1. Alcione – 1Ère Suite – Airs Pour Les Driades Et Les Bergers – Ouverture 3:43
2. Alcione – 1Ère Suite – Airs Pour Les Driades Et Les Bergers – Marche Pour Les Bergers Et Les Bergères 1:33
3. Alcione – 1Ère Suite – Airs Pour Les Driades Et Les Bergers – Air Pour Les Faunes Et Les Driades 1:03
4. Alcione – 1Ère Suite – Airs Pour Les Driades Et Les Bergers – Menuet Pour Les Bergers Et Les Bergères 1:52
5. Alcione – 1Ère Suite – Airs Pour Les Driades Et Les Bergers – 2Ème Menuet Pour Les Mêmes 1:29
6. Alcione – 1Ère Suite – Airs Pour Les Driades Et Les Bergers – Bourée Pour Les Bergers Et Les Bergères 1:37
7. Alcione – 1Ère Suite – Airs Pour Les Driades Et Les Bergers – Passepied I & Ii Pour Les Mêmes 1:53
8. Alcione – 2Ème Suite – Airs Pour Les Eoliens Et Les Eoliennes – Air 2:40
9. Alcione – 2Ème Suite – Airs Pour Les Eoliens Et Les Eoliennes – Menuet 2:06
10. Alcione – 2Ème Suite – Airs Pour Les Eoliens Et Les Eoliennes – 2Ème Air 1:09
11. Alcione – 2Ème Suite – Airs Pour Les Eoliens Et Les Eoliennes – Menuet Da Capo 1:07
12. Alcione – 2Ème Suite – Airs Pour Les Eoliens Et Les Eoliennes – Sarabandes 4:07
13. Alcione – 2Ème Suite – Airs Pour Les Eoliens Et Les Eoliennes – Gigue 1:24
14. Alcione – 3Ème Suite – Airs Pour Les Prêtresse Et Les Magiciens – Prélude De L’Acte Second 1:15
15. Alcione – 3Ème Suite – Airs Pour Les Prêtresse Et Les Magiciens – Sarabande Pour Les Prêtresses De Junon 2:11
16. Alcione – 3Ème Suite – Airs Pour Les Prêtresse Et Les Magiciens – Prélude Pour La Prêtresse De Junon 1:34
17. Alcione – 3Ème Suite – Airs Pour Les Prêtresse Et Les Magiciens – Gigues Pour Les Mêmes 0:53
18. Alcione – 3Ème Suite – Airs Pour Les Prêtresse Et Les Magiciens – Airs I & Ii Pour Les Magiciens 2:28
19. Alcione – 4Ème Suite – Airs Pour Les Matelots Et Les Tritons – Prélude De L’Acte Troisième 2:00
20. Alcione – 4Ème Suite – Airs Pour Les Matelots Et Les Tritons – Marche Pour Les Matelots 1:21
21. Alcione – 4Ème Suite – Airs Pour Les Matelots Et Les Tritons – 2Ème Air Pour Les Mêmes 1:16
22. Alcione – 4Ème Suite – Airs Pour Les Matelots Et Les Tritons – 3Ème Air “Tambourin” Pour Les Mêmes 1:08
23. Alcione – 4Ème Suite – Airs Pour Les Matelots Et Les Tritons – Symphonie Pour Le Sommeil 1:48
24. Alcione – 4Ème Suite – Airs Pour Les Matelots Et Les Tritons – Tempête 1:33
25. Alcione – 4Ème Suite – Airs Pour Les Matelots Et Les Tritons – Ritournelle 1:32
26. Alcione – 4Ème Suite – Airs Pour Les Matelots Et Les Tritons – Entract’ Menuet 1:02
27. Alcione – 4Ème Suite – Airs Pour Les Matelots Et Les Tritons – Chaconne Pour Les Tritons 6:42
Mais um disco extraordinário que reúne Mahler, o Concertgebouw de Amsterdam e Mariss Jansons, agora com a companhia de Hans Werner Henze, um grande e pouco ouvido compositor. E novamente a química funciona em outra gravação ao vivo. O Traum de Henze é mais um pesadelo que um sonho, mas é grande música, vale a pena conhecer. Para quem não conhece Henze: Hans Werner Henze foi um compositor alemão residente na Itália, conhecido por suas opiniões políticas marxistas que influenciaram sua obra. Trocou a Alemanha pela Itália em 1953, em razão da intolerância as suas posições políticas e a sua homossexualidade. Membro do antigo Partido Comunista Italiano, Henze produziu composições em homenagem a Ho Chi Min e a Che Guevara — o requiem intitulado Das Floss der Medusa (A balsa da Medusa), cuja estreia foi vetada em Hamburgo, em 1968. Henze compõe em vários estilos, tendo sido influenciado pela música atonal, Stravinsky, pela técnica dodecafônica, pelo estruturalismo e por alguns elementos da música popular, do rock e do jazz.
Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 6 /
Hans Werner Henze (1926-2012): Sebastian im Traum
1. Symphony No. 6 In A Minor: Allegro energico, ma non troppo 23:50
2. Symphony No. 6 In A Minor: Andante moderato 15:41
3. Symphony No. 6 In A Minor: Scherzo: Wuchtig 13:15
4. Symphony No. 6: Finale: Allegretto moderato 31:28
5. Sebastian Im Traum: I. BPM = Circa 80 4:45
6. Sebastian Im Traum: II. Ruhig fliessend 6:19
7. Sebastian Im Traum: III. BPM = 66 3:18
Mais um lindo disco arrancado do barroco sem fim. Alessandro Scarlatti, cujo nome de batismo era Pietro Alessandro Gaspari Scarlata, foi um compositor italiano de grande importância para a música lírica do período barroco. Seu trabalho foi fundamental para o desenvolvimento da ópera séria e da ópera bufa de seu tempo. O pessoal do Modo Antiquo e o soprano Elisabeth Scholl realizam um convincente trabalho neste CD há anos fora de catálogo que foca 4 das 500 Cantatas de Câmara compostas pelo pai de Domenico. Como diz o título nada enganador do CD são Cantate Drammatiche, mas estão longe do também prometido Inferno. É música de alto nível. Se eu fosse você, conferiria.
Già lusingato appieno, chamber cantata for soprano, 2 violins & continuo
1. Sinfonia
2. Recitativo: Gia Lusingato Appieno
3. Aria: Cara Sposa
4. Recitativo: Cada Su L’empire Schiere
5. Aria: Sento L’aura
6. Recitativo: Al Trono
7. Aria: Se V’ E Mai
8. Recitativo/Arioso: Disse E Bacio La Sposa
Notte ch’in carro d’ombre, chamber cantata for soprano, 2 violins & continuo
9. Sinfonia: Grave – Allegro
10. Recitativo Accompagnato: Notte, Ch’in Carro D’ombre
11. Aria (Largo E Piano): Vieni, O Notte, In Questo Petto
12. Recitativo: E Tu Ch’ Ognor Ti Vanti
13. Aria (Allegro): Veloce E Labile Fugge E Dileguasi
14. Recitativo: Ma Parmi Ch’esaudite
15. Aria (Largo): Con L’idea D’ Un Bel Gioire
16. Recitativo: Ma Voi Non Vi Chiudete
17. Aria (Allegrissimo): Si, Che Priva Di Contento
Io son Nerone l’imperator del mondo, chamber cantata for soprano & continuo (“Il Nerone”)
18. Recitativo: Lo Son Neron, L’imperator Del Mondo
19. Aria (Andante): Vuo, Che Trema Giove Ancora
20. Recitativo: Il Tirannico Cor Io NOn Ascondo
21. Aria (Allegro): Non Stabilisce, No
22. Recitativo: Or Coll’abisso Istesso
23. Aria: Veder Chi Pena
24. Recitativo: Coi Furibondi Sguardi
Dall’oscura magion dell’arsa Dite, chamber cantata for soprano, 2 violins & continuo (“L’Orfeo”)
25. Introduzione (Allegro-Grave)
26. Recitativo: Dall’oscura Magion
27. Aria (Adagio): Chi M’invola La Cara Euridice
28. Recitativo: Ma Di Che Mi Querelo
29. Aria (Allegro): Se Mirando, Occchi Perversi
30. Recitativo: Hor, Poiche Mi Tradir
31. Aria (Adagio): Sordo Il Tronco
32. Recitativo: Ah, Voi M’abbandonate
33. Aria (Adagio): Il Vanto Del Canto
34. Recitativo: Cosi Dicendo
35. Aria (Streeta): Si, Pieta De Miei Martiri
Elisabeth Scholl
Modo Antiquo
Federico Maria Sardelli