Herbert Blomstedt (1927-2026)

Faleceu hoje o maestro mais longevo dos nossos tempos. Nascido nos EUA e tendo vivido desde os dois anos na Suécia de seus pais (onde se formou, antes de estudar também no famoso seminário de música contemporânea de Darmstadt e na Suíça), Herbert Blomstedt foi lentamente ganhando mais e mais respeito, sem pressa nem estrelismos.

Andrew Clements, comentando um programa com a Philharmonia de Londres em 2019, comentava que em sua longa carreira ele já deve ter perdido a conta de quantas vezes havia regido aquelas sinfonias (6ª Beethoven e Fantastique de Berlioz), “mas não havia qualquer traço de rotina nas performances”, pelo contrário, a atenção aos detalhes era a mesma de um iniciante. Blomstedt regeu orquestras até os 98 anos – para comparação, B. Haitink regeu até os 90 anos, P. Boulez até os 86 anos, N. Harnoncourt até os 85 anos e o novinho C. Abbado só até os 79 anos.

Aqui no blog, você pode conferir as gravações de sinfonias de Mozart (aqui), de Nielsen (aqui), de Schubert (aqui), de Bruckner (aqui e aqui), ópera de Beethoven (aqui) e oratório de Mendelssohn (aqui). Ainda falta postar os álbuns com Brahms, Grieg, outros de seus excelentes registros de Bruckner… Arte longa, vida breve: mesmo os 99 anos de Blomstedt foram breves no final das contas.

Herbert Blomstedt chegando no Gewandhaus Leipzig em uma manhã de 2015

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