J.S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 9, 94 & 187

J.S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 9, 94 & 187

Aqui, boa parte desta coleção.

Este é um CD com belas interpretações de Cantatas menores de J. S. Bach. Kuijken e sua turma — onde está a notável e bela mezzo-soprano Magdalena Kožená — Lady Simon Rattle desde 2008 — saem-se conforme o esperado, mas, pô, podiam ter colocado ao menos uma cantatinha de primeira linha, né? Ao menos esta é a opinião de PQP Bach, a qual vale pouco. Eu baixaria o CD. Sua sonoridade é majestosa e deixa a gente feliz só pelos timbres e competência dos envolvidos. Sigiswald Kuijken é um mestre absoluto.

J.S. Bach (1685-1750): Bach: Cantatas BWV 9, 94 & 187

(1-7) Kantate / Cantata Bwv 9: Es Ist Das Heil Uns Kommen Her
(8-15) Kantate / Cantata Bwv 94: Was Frag Ich Nach Der Welt
(16-22) Kantate / Cantata Bwv 187: Es Wartet Alles Auf Dich

Midori Suzuki (soprano)
Magdalena Kožená (mezzo-soprano)
Knut Schoch (tenor)
Jan Van der Crabben (baritone)
La Petite Bande
Sigiswald Kuijken

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Kozena
Não é só imagem, Magdalena Kožená canta demais

PQP

Drama Litúrgico do Século XII: Le Jeu Des Pèlerins D’Emmaüs

Drama Litúrgico do Século XII: Le Jeu Des Pèlerins D’Emmaüs

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Depois da complexa polifonia de Palestrina e dos maravilhosos madrigais de Monteverdi, voltamos novamente nossos olhos (ou ouvidos) para a música antiga, neste caso antiquíssima. Le Jeu Des Pèlerins D’Emmaüs é um exemplo típico de drama litúrgico da Alta Idade Média. Dentro da espetacular sonoridade obtida pelo Ensemble Organum este CD impressiona tanto por sua qualidade musical como por sua riqueza dramática e espiritual. A peça nos traz de volta à mente este período muito pouco conhecido quando o homem medieval queria ver, ouvir e tocar as realidades místicas. E era melhor ficar com elas porque senão o pau comia solto. Este lindíssimo trabalho foi lançado pela primeira vez em 1990. Raridade. Aproveitem.

Le Jeu Des Pèlerins D’Emmaüs

Procession D’Entrée Des Vêpres De Pâques
Kyrie 4:55
Procession Aux Fonts Baptismaux
Psaume: Laudate Pueri 2:55
Repons: Haec Dies 4:36
Hymne: Jesu Nostra Redemptio 2:30
Officium Peregrinorum
Dialogue Des Deux Pèlerins 9:06
Antienne: Ego Sum Alpha Et Omega 1:51
Antienne: Sedit Angelus 4:03
Dialogue De L’Ange Avec Marie-Madeleine 2:08
Prose: Victimae Paschali Laudes 1:52
Alleluia: Surrexit Dominus 4:34
Apparition Du Christ À Thomas 3:23
Antienne: Ego Sum Alpha Et Omega 2:01
Retour Au Choeur
Psaume: In Exitu Israel 5:10
Oraison. Antienne: Lux Perpetua 1:44
Benedicamus Domino 2:30
Antienne De Procession: Christus Ressurgens 5:04

Ensemble Organum
Marcel Pérès

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Arcabas-Emmaus

PQP

Luigi Nono (1924–1990): Un volto, e del mare / Non consumiamo Marx

Luigi Nono (1924–1990): Un volto, e del mare / Non consumiamo Marx

É notável como Luigi Nono envelheceu rapidamente. Antes, gostava de todas as suas obras, mas hoje muitas delas me parecem para lá de datadas. Não sei o que vocês dirão, porém, para mim, sua música tornou-se ruim e chata. O disco que posto em mp3 tem como origem um LP que nunca foi editado em CD. Ouça a raridade e depois briguem comigo à vontade. A possível simpatia ideológica não bastou para que eu gostasse da coisa.

Nono
Luigi Nono – 1969 – Un volto, e del mare & non consumiamo marx – para voz e gravação eletrônica

Lado A — Un Volto, Del Mare 16:46
Lyrics By – Cesare Pavese
Voice – Kadigia Bove, Liliana Poli

Lado B — Non Consumiamo Marx 17:36
Voice – Edmonda Aldini

Both tracks for voice and magnetic tape.
Lyrics for track A from the Cesare Pavese poem “Il Mattino”.
Lyrics for track B from writings on Paris walls (May 1968), documents on fights against Biennale di Venezia (June 1968) and found voices recorded live during street demonstrations.

Composed By – Luigi Nono
Technician [Magnetic Tapes] – Marino Zuccheri

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Luigi Nono e sua orquestra de botões
Luigi Nono e sua orquestra de botões

PQP

Vivaldi: 12 Concertos op.9 “La Cetra” – I Musici PHILIPS 1965

Hoje, 4 de março, é (tradicionalmente) o dia de nascimento de Vivaldi. Eu não ponho minha mão no fogo sobre a precisão dos registros de 1678, mas parece certo que foi este dia mesmo.

Bem, ele é um dos meus compositores favoritos, por duas razões: primeiro, ele trabalha com uma paleta de tons extremamente simples e consegue arrancar delas as possibilidades mais incríveis, e, segundo, é uma máquina de invenção temática. Eu me lembro de quando garoto, cada vez que ouvia um novo concerto de Vivaldi (e normalmente eles vinham em vários de uma vez), ficava prestando atenção em como cada um conseguia ser diferente através do material temático, como seria a “personalidade” de cada concerto quanto ao seu tema. Por isso nunca fui a favor daquela tese que ele escreveu o mesmo concerto 400 vezes. Albinoni talvez, mas Vivaldi não. Cada um concerto, por mais que tenham estruturas e desenvolvimentos extremamente simples e similares, tinham temas, os mais diversos. Cada concerto era uma nova aventura.

Vivaldi teve seu momento de redescoberta no século XX e o infeliz estigma de ter escrito As Quatro Estações. Como esta é preferida do público (diria que só a Primavera, na verdade, porque os outros são concertos bem mais avançadinhos e só são ouvidos porque estão no pacote), as suas demais obras acabam por ficar relegadas a ouvintes eventuais.

Bem, então apresento uma série pouco conhecida, e que eu gosto muito, o seu Opus 9, chamado La Cetra. O título que faz referência a um instrumento antigo parecido com a Lira, muito provavelmente por conta da grande quantidade de arpejos que a série contém. Mas é uma das séries de concerto mais convincentes de Vivaldi. Ouvi-as pela primeira vez meio sem atenção, através de um disco emprestado de uma amiga. Me arrebatou completamente. Na época, acabei gravando em Fita K7 (sim, sou meio velho, era o que tinha), e ouvi exaustivamente, mas nunca consegui achar o CD aqui no Brasil. Quando achei era na caixa com sua obra completa, a um preço proibitivo que me fez esperar para comprar quando ficasse fora de moda e mais barato. Isso demorou muito para acontecer, e mantive um tape-deck no meu equipamento de som só para poder ouvir essa obra, que eu não tinha outra gravação. Em 2014, achei na Amazon, comprei e nunca chegou. Procurei com todos os colegas que tinham sites similares ao PQP e nada… Achei uma versão com Marriner e a Academy of St.Martin, mas não fui muito com a cara, e eu queria mesmo essa do I Musici, porque a primeira impressão é a que fica. Só agora, em 2016, consegui achar, no site Presto Classical, que vende por download o arquivo original em FLAC. O preço era módico e finalmente consegui a gravação, 20 anos depois.

Deu tanto trabalho que este post é também um desabafo sobre as dificuldades de ouvir música boa e, portanto, a extrema necessidade de compartilhar.

O Concerto 1 em Dó maior é uma pérola, uma delícia de concerto. Os demais são bacanas, mas a partir do 7, em Si bemol, a coisa fica séria. É um dos meus Top 5 de Vivaldi, e toda a sequencia posterior: o 8 em ré menor, sombrio e profundo, de arcaica beleza, o 9 em si bemol, de alegria abundante, e o 10 em Sol maior, de uma pureza tocante, quase infantil, e os sóbrios últimos concertos 11 e 12 , são absolutamente maravilhosos. E o I Musici em sua melhor forma, liderados pelo Obi-wan Kenobi do violino barroco, Félix Ayo. Não tem coisa melhor. Puro deleite.

Antonio Vivaldi (1678-1741)
La Cetra, op.9
CD 1
Violin Concerto No. 1 in C Major, RV 181a
Violin Concerto No. 2 in A Major, RV 345
Violin Concerto No. 3 in G Minor, RV 334
Violin Concerto No. 4 in E Major, RV 263a
Violin Concerto No. 5 in A Minor, RV 358
Violin Concerto No. 6 in A Major, RV 348
CD 2
Violin Concerto No. 7 in B-Flat Major, RV 359
Violin Concerto No. 8 in D Minor, RV 238
Violin Concerto No. 9 (for 2 Violins) in B-Flat Major, RV 530
Violin Concerto No. 10 in G Major, RV 300
Violin Concerto No. 11 in C Minor, RV 198a
Violin Concerto No. 12 in B Minor, RV 391

I Musici
Félix Ayo, violino I
Anna Maria Cotogni, violino II (no.9)
Enzo Altobelli, Cello
Maria Teresa Garatti, organ
PHILIPS, 1965

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Arquivo FLAC (sem perda de qualdiade), 699Mb

Chucruten

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas Completas para Violino e Cravo

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas Completas para Violino e Cravo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Excelente este registro realizado por dois pioneiros da interpretação de barrocos por instrumentos originais. O som delicado dos instrumentos é bastante amplificado por um engenheiro indignado e sem noção, que desejava ouvir tudo bem alto. Mas não é nada que seja suficiente para destruir a bela concepção destas obras pelos dois monstros Kuijken e Leonhardt. Destaco a Sonata BWV 1016 para que nossos leitores-ouvintes se apaixonem de vez por esta coleção de obras. Uma gravação legendária que vale a pena conhecer.

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas Completas para Violino e Cravo

Sonata h-Moll BWV 1014
01. I. Adagio
02. II. Allegro
03. III. Andante
04. IV. Allegro

Sonata E-Dur BWV 1016
05. I. Adagio
06. II. Allegro
07. III. Adagio ma non tanto
08. IV. Allegro

Sonata G-Dur BWV 1019
09. I. Allegro
10. II. Largo
11. III. Allegro
12. IV. Adagio
13. V. Allegro

Sonata f-Moll BWV 1018
01. I. Largo
02. II. Allegro
03. III. Adagio
04. IV. Vivace

Sonata A-Dur BWV 1015
05. I. (Andante)
06. II. Allegro assai
07. III. Andante un poco
08. IV. Presto

Sonata c-Moll BWV 1017
09. I. Siciliano_ Largo
10. II. Allegro
11. III. Adagio 12.
IV. Allegro

Sigiswald Kuijken, violino
Gustav Leonhardt, cravo

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O ronco de Kuijken
O ronco de Kuijken

PQP

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 9 (Mravinsky)

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 9 (Mravinsky)

Tenho imensa relação afetiva com esta sinfonia de Bruckner. Quando meus filhos eram pequenos, eles enlouqueciam com o Scherzo da mesma, pulando pela sala ao ritmo frenético de um dos temas. Este ano, vi Andris Nelsons reger esta obra em Londres. E ele, tão contido e competente, pulava naquele trecho como minhas crianças. A versão de Mravinsky e de sua extraordinária orquestra — atual Orquestra Filarmônica de São Petersburgo, sob a direção de Yuri Temirkanov — é muito boa, mas perde para Nelsons, que conhece muito mais música alemã do que o russo. Deixemos Mravinsky para os russos e eslavos em geral. Este Bruckner tem certo sabor de Tchaikovsky… Mas não pensem que é uma versão a ser descartada. É que Wand, Celibidache e outros fizeram melhor.

A gravação é gloriosa, isto é, ao vivo.

Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonia No. 9 em Ré menor
01. 1. Feierlich, misterioso
02. 2. Scherzo. Bewegt, lebhaft – Trio. Schnell
03. 3. Adagio – Langsam, feierlich

Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky, regente

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Mravinsky: melhor com os russos
Mravinsky: melhor nos russos

PQP

Claudio Monteverdi (1567-1643): Madrigali Guerrieri Et Amorosi – Libro Ottavo

Claudio Monteverdi (1567-1643): Madrigali Guerrieri Et Amorosi – Libro Ottavo

Claudio Giovanni Antonio Monteverdi (Cremona, 9 de maio de 1567 — Veneza, 29 de novembro de 1643) foi um compositor, maestro, cantor e gambista italiano. Desenvolveu sua carreira trabalhando como músico da corte do duque Vincenzo I Gonzaga em Mântua, e depois assumindo a direção musical da Basílica de São Marcos em Veneza, destacando-se como compositor de madrigais e óperas. Foi um dos responsáveis pela passagem da tradição polifônica do Renascimento — ver postagem anterior, de Palestrina — para um estilo mais livre, dramático e dissonante, baseado na monodia e nas convenções do baixo contínuo e da harmonia vertical, que se tornaram as características centrais da música dos períodos seguintes, o Maneirismo e o Barroco. Monteverdi é considerado o último grande madrigalista, certamente o maior compositor italiano de sua geração, um dos grandes operistas de todos os tempos e uma das personalidades mais influentes de toda a história da música do ocidente. Sua elevada estatura musical deriva de ter empregado recursos existentes com uma força e eficiência sem paralelos em sua geração, e integrado diferentes práticas e estilos em uma obra pessoal rica, variada e muito expressiva, que continua a ter um apelo direto para o mundo contemporâneo ainda que ele não seja exatamente um compositor popular nos dias de hoje.

Claudio Monteverdi (1567-1643): Madrigali Guerrieri Et Amorosi – Libro Ottavo

I. Altri Canti D’Amor (Canto Guerriero)
Sinfonia 0:30
Altri Canti D’Amor 4:42
Tu Cui Tessuta Han Die Cesare Alloro 2:18
Che Mentre Guerre Canta E Guerre Sona 1:51
II. Gira Il Nemico (Canto Guerriero)
Gira Il Nemico 1:08
Noi Lasciamo Accostar 0:32
Armi False Non Son 0:52
Vuol Degl’occhi 1:08
Non È Più Tempo 0:43
Cor Mio Non Val Fugir 1:41
III. Ballo: Volgendo Il Ciel Movete Al Mio Bel Suon (Canto Guerriero)
Introduzione Al Ballo: Volgendo Il Ciel 5:56
Ballo: Movete Al Mio Bel Suon 1:59
Ciaccona 1:45
Seconda Parte Del Ballo: Ei L’Armi Cinse E Su Destrier Alato 2:01
IV. Sinfonia A Cinque 2:54
V. Altri Canti Di Marte (Canto Amoroso)
Altri Canti Di Marte 4:02
Due Belli Occhi 4:11
VI. Lamento Della Ninfa (Canto Amoroso)
Non Havea Febo Ancora 1:46
Lamento Della Ninfa 4:21
Si Tra Sdegnosi Pianti 0:51
VII. Sinfonia A Sei (after Cantate Domino) 1:48
VIII. Hor Che’l Ciel E La Terra (Canto Guerriero)
Hor Che’l Ciel, E La Terra 4:39
Così Sol D’una Chiara Fonte Viva 4:23

La Capella Reial De Catalunya
Jordi Savall

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Nunca esqueçam que fui eu quem inventou a ópera!
Nunca esqueçam que fui eu quem inventou a ópera!

PQP

Giovanni Pierluigi da Palestrina (1525-1594) : Stabat Mater, Litaniae De Beata Virgine Maria, Veni Sponsa Christi (Antiphona, Mottetto E Missa), Magnificat

Giovanni Pierluigi da Palestrina (1525-1594) : Stabat Mater, Litaniae De Beata Virgine Maria, Veni Sponsa Christi (Antiphona, Mottetto E Missa), Magnificat

R-6166572-1412718506-6259.jpegNão houve compositor anterior a Bach tão prestigiado como Palestrina, nem outro cuja técnica de composição tivesse sido estruturada com maior minúcia. Palestrina foi denominado o “O Príncipe da Música”, e suas obras foram classificadas como a “perfeição absoluta” do estilo eclesiástico. Reconheceu-se que Palestrina captou, melhor que nenhum outro compositor, a essência do aspecto sóbrio e conservador da Contra-Reforma numa polifonia de extrema pureza, apartada de qualquer sugestão profana. O estilo de Palestrina pode-se verificar, com clareza nas suas Missas: a sua índole objetiva, friamente impessoal, resulta extremamente apropriada aos textos formais e rituais. Desde logo a base do seu estilo é o contraponto imitativo franco-flamengo; as partes vocais fluem num ritmo continuo, com um motivo melódico novo para cada frase do texto. Palestrina sempre foi plenamente consciente das suas capacidades, nunca foi forçado a aceitar encomendas desagradáveis para sobreviver. Pelo contrário, soube fazer-se recompensar generosamente por todos os seus protetores, de modo que o Vaticano se viu constrangido a aumentar continuamente o seu salário anual, para mantê-lo em Roma, por causa de tantas propostas que recebia. Foi um homem de fortes impulsos e surpreendentes escolhas, tais como um segundo casamento, celebrado após receber ordenações religiosas menores. Compositor prolífico, publicou muito em vida.

Giovanni Pierluigi da Palestrina (1525-1594) : Stabat Mater, Litaniae De Beata Virgine Maria, Veni Sponsa Christi (Antiphona, Mottetto E Missa), Magnificat

1 Stabat Mater 12:49

2 Litaniae De Beata Virgine Maria 15:42

3 Antiphona “Veni Sponsa Christi” 0:29
4 Mottetto “Veni Sponsa Christi” 3:08

Missa “Veni Sponsa Christi” (23:58)
5 Kyrie 3:28
6 Gloria 3:53
7Credo 5:54
8 Sanctus 3:20
9Benedictus 2:40
10 Agnus Dei I 2:08
11Agnus Dei II 2:35

12 Magnificat VI Toni 12:25

Choir Of King’s College
Choir Of St. John’s College
David Willcocks
George Guest

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Giovanni Pierluigi da Palestrina: eu não sou apenas nome de escola, existi mesmo
Giovanni Pierluigi da Palestrina: eu não sou apenas nome de escola, existi mesmo

PQP

Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonia No. 2 em Ré maior, Op. 43 / Luonnotar / Pohjola’s Daughter, Op. 49

Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonia No. 2 em Ré maior, Op. 43 / Luonnotar / 	 Pohjola’s Daughter, Op. 49

Infelizmente, nesta velha gravação, ouvimos mais Bernstein do que Sibelius. Depois, na Europa, Lenny fez muito melhor. Eu amo Sibelius e Bernstein, mas aqui… Olha, melhor ouvir esta brilhante gravação da 2ª Sinfonia do finlandês.

Devido ao seu lugar na linha do tempo na história da música, Sibelius foi um compositor a repensar a Sinfonia, não como Mahler que a queria englobando todas as outras formas (o Concerto, o Oratório ou a Ópera), mas genuinamente como sinfonista, como aquele que quer combinar os sons, e precisa de um formato para isso. Esta Segunda de Sibelius é, na forma, aparentemente tradicional (4 movimentos), mas espelha-se na Quinta de Beethoven ao juntar os dois movimentos finais; fora isso, ele surpreende pelas combinações inusitadas de instrumentação, pela fragmentação da melodia, um pouco como Bruckner, mas ao contrário do colega austríaco, Sibelius não quer o acúmulo vertical de idéias para chegar ao céu: seu campo de trabalho é horizontal, plano, longas frases com suas repetições insistentes contrastando com mais longas ainda as frases ininterruptas, líricas e espaçosas. É como se suas partituras tivessem as dimensões da vastidão gelada de sua Finlândia.

(Segundo parágrafo de Rafael Fonseca).

Jean Sibelius (1865-1857) – Sinfonia No. 2 em Ré maior, Op. 43 e Luonnotar (The Spirit of Nature), tone poem for voice & orchestra, Op. 70

Sinfonia No. 2 em Ré maior, Op. 43
01. Allegretto
02. Tempo andante, ma rubato
03. Vivacissimo – (attacca:)
04. Finale. Allegro moderato

05. Luonnotar (The Spirit of Nature), tone poem for voice & orchestra, Op. 70

06. Pohjola’s Daughter, Op. 49

New York Philharmonic
Leonard Bernstein

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Lenny07

PQP

Rossini: String Sonatas 1-6; Donizetti, Cherubini, Bellini Marriner ASMF DECCA 1991

Este ano Rossini não faz aniversário, porque o sortudo nasceu num dia 29 de fevereiro. Por isso, temos que contornar este pequeno ajuste do calendário Gregoriano, postando uma homenagem no dia seguinte ao dia que não houve (?). Ah, meu Santo Agostinho, que coisa louca é o Tempo!

Bem, mas este post é coisa fina: as Seis Sonatas para cordas de Rossini, escritas em sua juventude, e descobertas somente depois da 2a.Guerra, mostrando que o cara era realmente bom até na música de câmara. E mais incrível: há indícios de que elas foram escritas quando Rossini tinha 12 anos, segundo o autógrafo dos manuscritos. Mas há controvérsias, e elas podem ser datadas de quando ele tinha 14 e revisadas aos 17. De qualquer forma, é música muito boa, e o cara não era mais que um adolescente. Estas Sonatas também se destacam por conter partes significativas escritas para solo de Contrabaixo, e são referências no repertório dos contrabaixistas do mundo todo. Ao que consta, esta gravação de Marriner feita na década de 60, foi o primeiro sucesso de vendas da Academy of St.Martin-in-the-Fields, e o disco que consolidou os nomes do conjunto e de seu maestro mais famoso. Marriner, uma “máquina de gravação”, segundo Norman Lebrecht, também foi uma das personalidades que 2016 levou.

O disco duplo ainda inclui, nos tempos que faltam, um quarteto de Donizetti, arranjado para orquestra de cordas, um estudo de Cherubini para trompa e cordas e um concerto para oboe e cordas de Bellini. Vou te falar, eu achava que estes italianos da ópera eram todos uns chatos, mas estas peças mudaram minha impressão, são bem bacanas! O concerto de Bellini é quase uma ária de ópera, mas quem canta é o oboé. Mordi a língua e hoje acho eles menos chatos.

Boa audição!

CD1
Gioacchino Rossini (1792-1868)
String Sonata No.1 in G major
String Sonata No.2 in A minor
String Sonata No.3 in C major
String Sonata No.4 in B-flat major

CD2
String Sonata No.5 in E-flat major
String Sonata No.6 in D major

Gaetano Donizetti (1797-1848)
String Quartet in D (arr. for String Orchestra)

Luigi Cherubini (1760-1842)
Etude no.2 for French Horn & Strings

Vincenzo Bellini (1801-1835)
Concerto for Oboe & Strings in E-flat major

Academy of St.Martin-in-the-Fields
Sir Neville Marriner
compilação DECCA, 1991

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Arquivo FLAC (sem perda de qualidade), 548Mb

Chucruten