Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonia No. 2 em Ré maior, Op. 43 / Luonnotar / Pohjola’s Daughter, Op. 49

Infelizmente, nesta velha gravação, ouvimos mais Bernstein do que Sibelius. Depois, na Europa, Lenny fez muito melhor. Eu amo Sibelius e Bernstein, mas aqui… Olha, melhor ouvir esta brilhante gravação da 2ª Sinfonia do finlandês.

Devido ao seu lugar na linha do tempo na história da música, Sibelius foi um compositor a repensar a Sinfonia, não como Mahler que a queria englobando todas as outras formas (o Concerto, o Oratório ou a Ópera), mas genuinamente como sinfonista, como aquele que quer combinar os sons, e precisa de um formato para isso. Esta Segunda de Sibelius é, na forma, aparentemente tradicional (4 movimentos), mas espelha-se na Quinta de Beethoven ao juntar os dois movimentos finais; fora isso, ele surpreende pelas combinações inusitadas de instrumentação, pela fragmentação da melodia, um pouco como Bruckner, mas ao contrário do colega austríaco, Sibelius não quer o acúmulo vertical de idéias para chegar ao céu: seu campo de trabalho é horizontal, plano, longas frases com suas repetições insistentes contrastando com mais longas ainda as frases ininterruptas, líricas e espaçosas. É como se suas partituras tivessem as dimensões da vastidão gelada de sua Finlândia.

(Segundo parágrafo de Rafael Fonseca).

Jean Sibelius (1865-1857) – Sinfonia No. 2 em Ré maior, Op. 43 e Luonnotar (The Spirit of Nature), tone poem for voice & orchestra, Op. 70

Sinfonia No. 2 em Ré maior, Op. 43
01. Allegretto
02. Tempo andante, ma rubato
03. Vivacissimo – (attacca:)
04. Finale. Allegro moderato

05. Luonnotar (The Spirit of Nature), tone poem for voice & orchestra, Op. 70

06. Pohjola’s Daughter, Op. 49

New York Philharmonic
Leonard Bernstein

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Lenny07

PQP

1 comment / Add your comment below

  1. Belíssimo post, mas só para chatear dá uma arrumada aí no título na data do falecimento do grande Sibelius. Foi em 1957.
    Um abraço.

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