Figurões cantam Carlos Gomes… E outros achados [link atualizado 2017]

Achados ! E que achados !!!

Resgatei do fundo do baú peças de Antonio Carlos Gomes de cujas gravações, algumas delas, eu nem me recordo quem são os intérpretes…

A sensação foi realmente a de encontrar algo muito querido no fundo do baú: depois de acumular tanta música, estava eu faxinando meu HD, pois a gente acumula coisas até no computador… Acabei encontrando ali, jogadinha no canto, uma pastinha que há tempos não ouvia. “Vamos ver se presta, se não prestar, deleto logo esses arquivos” – pensei. “Noooossa! Tem Bidú Sayão, Caruso, Montserrat Caballé e José Carreras aqui!” – exultei, contente como quem encontra fotos antigas de pessoas queridas dentro a um livro esquecido.

Sim, tinha umas porcarias na mesma pasta que eu fiz questão de descartar. Hoje tenho coisa muito melhor, mas dessas daqui foi impossível me despedir. Ouvi tudo, ouvi de novo e fechei este conjunto que estou postando hoje.

Começa com a dulcíssima Ave Maria em duas versões: uma apenas orquestral e uma segunda cantada pela Ruth Staerke, que imprime os mais elevados sentimentos na partitura de Carlos Gomes. Depois tem Nelson Ayres, elegantíssimo, tocando a tão batida Quem Sabe (tão batida porque é belíssima, provavelmente a música mais gravada do Nhô Tonico) em seu piano, acompanhado pelo Sax de Roberto Sion e pela Camerata da OSESP. A essa versão pus na sequência mais duas, dei lugar até para uma audição menos erudita de Francisco Petrônio, acompanhado pelo refinado violão de Dilermando Reis (provavelmente a versão que sua mãe ou sua avó conheceram), e segui com a levíssima voz de Nadja Silva, que canta com harpa: um anjo!

Daí para a frente, foi necessário dar lugar às árias das óperas de Carlos Gomes, cantadas por intérpretes formidáveis: temos Enrico Caruso, por muitos considerado o maior tenor de todos os tempos, cantando Mia Piccirella e Quando Nascesti Tu. Me senti na necessidade de inserir uma intérprete brasileira no meio das árias, e eis que surge Bidú Sayão, cantando a cândida Come Serenamente. Para finalizar de maneira pomposa, Montserrat Caballé e José Carreras cantam, com uma sintonia formidável, Sento una Forza Indomita.

Que delícia! Termino de escrever estas linhas cantarolando a última faixa na frente do computador.

Carlos Gomes, Nhô Tonico, música de primeiríssima categoria para nosso deleite.
Ouça, ouça! E, claro, deleite-se!

Antonio Carlos Gomes (1836-1896)
Figurões cantam Carlos Gomes… E outros achados.

01. Ave Maria
02. Ave Maria
03. Mazurka
04. Tu m’ami
05. Quem Sabe?
06. Quem Sabe?
07. Quem Sabe?
08. Mia piccirella, da ópera Salvator Rosa
09. Quando nascesti tu, da ópera Lo Schiavo (1911)
10. Come serenamente, da ópera Lo Schiavo (1916)
11. Sento una forza indomita, da ópera Il Guarany

Créditos
01. Orquestra não identificada
02. Ruth Staerke (soprano)
03. piano e violino
04. tenor e piano
05. Nelson Ayres (piano), Roberto Sion (sax soprano), Naipe de Cordas da OSESP, Cláudio Cruz (regente)
06. Francisco Petrônio (voz), Dilermando Reis (violão)
07. Nadja Silva (soprano) e harpa
08. Enrico Caruso (tenor), orquestra não identificada
09. Enrico Caruso (tenor), orquestra não identificada
10. Bidú Sayão (soprano), orquestra não identificada
11. Montserrat Caballé (soprano), José Carreras (tenor)

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Belo bigode, heim, Caruso!

Bisnaga

Frederic Chopin – Chopin: The Complete Waltz – Alice Sara Ott

5172St6aWyL (1)Este foi o disco de estréia da gracinha Alice Sara Ott no selo Deutsche Grammophon. Para aqueles que gostam de Chopin e de suas valsas, esta gravação pode ser uma boa introdução para estas lindas peças.
Para os fãs de gigantes do teclado como Rubinstein, um dos maiores intérpretes de Chopin de todos os tempos, soa por vezes até ingênua a leitura de Alice. Mas levemos em consideração a idade e vamos ficar com a música em si. Alice tem um talento imenso, disso não há dúvidas, senão a DG não a teria contratado. Seu cds mais recentes, principalmente o último, em que encara Mussorgsky ao vivo, em Moscou, mostram que ela não tem medo de se arriscar. Para um disco de estréia, as três estrelas e meia da amazon estão muito bem vindas.

Não sei se os senhores gostam tanto destas valsas quanto eu, que cresci ouvindo o velho LP do Rubinstein. Portanto, sou suspeito para falar destas peças, que adoro. E gostei da juventude e impetuosidade de Alice encarando estas obras. Eis o relato dela a respeito desta gravação:

“I’ve always been fascinated by Chopin’s waltzes. He composed them all through his life, from early youth until shortly before his death. His whole life and his personality are reflected in the waltzes…They say that home isn’t a place but a feeling. I can identify with how torn Chopin felt, because I also grew up and live between two cultures. Neither in Germany nor in Japan do I have a proper homeland. In both countries I’m regarded as a foreigner. For me, too, music is the only place where I really feel at home.”–Alice Sara Ott

Bonito isso. Espero que apreciem.

01 Waltz No.1 in E flat, Op.18 – _Gr
02 Waltz No.2 in A flat, Op.34 No.1
03 Waltz No.3 in A minor, Op.34 No.2
04 Waltz No.4 in F, Op.34 No.3
05 Waltz No.5 in A flat, Op.42 – _Gr
06 Waltz No.6 in D flat, Op.64 No.1
07 Waltz No.7 In C Sharp Minor, Op.6
08 Waltz No.8 in A flat, Op.64 No.3
09 Waltz No.9 in A flat, Op.69 No.1
10 Waltz No.10 in B minor, Op.69 No.
11 Waltz No.11 in G flat, Op.70 No.1
12 Waltz No.12 in F minor_A flat, Op
13 Waltz No.13 in D flat, Op.70 No.3
14 Waltz In A Flat Opus Posth. Kk4A
15 Waltz In E Flat Opus Posth. Kk4b
16 Waltz In E Flat Opus Posth. Kk4A
17 Waltz In E Opus Posth. Kk4A No.12
18 Waltz In E Minor Opus Posth. Kk4A
19 Waltz In A Minor Opus Posth. Kk4B

Alice Sara Ott – Piano

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FDPBach

alice-sara-ott

Franz Liszt (1811-1886) – Ungarische Rapsodien – Iván Fischer – Budapest Festival Orchestra

41ZAL5QF7DL._SY300_As rapsódias húngaras de Liszt são talvez as peças mais populares do compositor húngaro. Deliciosas, divertidas, alegres, exigem de todos os músicos da orquestra um grande domínio de seus instrumentos, e consequentemente de seu regente um grande domínio da orquestra. É uma troca, eu diria. Vi certa vez um vídeo de Herbert von Karajan regendo a Segunda Rapsódia, creio que a mais conhecida. O velho Kaiser mal mexia os braços, apenas esboçava movimentos e trocava olhares com seus músicos. Era o suficiente para demonstrar o domínio que tinha da orquestra. Todos sabiam exatamente o que fazer e como.
Nunca iria colocar Iván Fischer no mesmo nível de Karajan, nem a excelente Budapest Festival Orchestra no mesmo nível da Filarmônica de Berlim, mas a cumplicidade entre regente e orquestra é a mesma. Lembrando que Fischer montou esta orquestra a seu gosto, portanto conhece todos os seus músicos muito bem. E estão em seu pleno elemento quando tocam Liszt, talvez por também serem húngaros e conhecerem bem os costumes, tradições e lendas de seu país. E claro, sua música.
Mas chega de falar e vamos ao que importa. Com os senhores, as Rapsódias Hungaras, nas mãos competentes de Iván Fischer regendo a Budapest Festival Orchestra.

1 Ungarische Rhapsodie I f-moll S.359-01
2 Ungarische Rhapsodie II d-moll S.359-02 (12)
3 Ungarische Rhapsodie III D-durl S.359-03 (06)
4 Ungarische Rhapsodie IV d-moll S.359-04 (02)
5 Ungarische Rhapsodie V e-moll S.359-05 (05)
6 Ungarische Rhapsodie VI D-dur S.359-06 (09)

Budapest Festival Orchestra
Iván Fischer – Conductor

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Johann Pachelbel (1653-1706): Hexachordum Apollinis

Pachelbel é conhecido principalmente pelo seu Cânon, que até hoje recebe arranjos e abusos, sempre sobrevivendo aos mesmos. O compositor foi professor do irmão mais velho de meu pai, Johann Sebastian Bach, o qual, por sua vez, ensinou o irmão, que recebeu, assim, sua influência indireta. A música para órgão de Pachelbel é central em sia obra, incluindo 70 corais e 95 fugas.

E este CD é bastante bom, viram?

Johann Pachelbel (1653-1706): Hexachordum Apollinis

1 Chaconne in d
2 Hexachordum Apollinis: Aria Prima, in d
3 Hexachordum Apollinis: Aria Secunda, in e
4 Hexachordum Apollinis: Aria Tertia, in F
5 Hexachordum Apollinis: Aria Quarta, in g
6 Hexachordum Apollinis: Aria Quinta, in a
7 Hexachordum Apollinis: Aria Sexta, in f, ‘Aria Sebaldina’
8 Chaconne in f

John Butt, organ

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Pachelbel
Pachelbel

PQP

Modinhas sem Palavras – Antonio Carlos Gomes (1836-1896) e José Pedro de Sant’Anna Gomes (1834-1908) [Acervo PQPBach] [link atualizado 2017]

Sim, a capa é feia pra dedéu (esse Carlos Gomes desproporcional, mãozudo… tsc, tsc…), mas não se deixe levar pela embalagem: o LP aí em questão é um prazer só! Aqui, quando se retira a letra das músicas e troca-se a voz humana pela flauta, é possível ao ouvinte observar com mais clareza a melodia. E aí então, com certeza, se concluirá após a audição que Antônio Carlos Gomes era um grande melodista: suas árias e suas modinhas são obras de alta beleza.

Modinha, momento musical de emoção. Participar dessa linguagem onde a linha melódica flutua sobre as palavras não poderia ser privilégio exclusivo dos cantores. A voz do instrumento desligada do texto pode nos reconduzir ao sentido oculto da poesia, emoção pura. A alma brasileira lírica tem na modinha uma das suas fontes mais significativas de expressão. A modinha sempre foi uma presença constante nas serenas e nos palcos, anônima ou assinada pelos nomes dos maiores compositores nacionais. Carlos Gomes, ao longo da sua vida, no Brasil e na Itália, confiou à modinha seus sentimentos mais íntimos: amizades, paixões e saudades, numa linguagem melódica original e refinada que apresentamos aqui em versão instrumental.
(Odette Ernest Dias, texto extraído do encarte)

Pra completar o álbum, os músicos ainda executam a cândida “Sonho”, do irmão de Carlos Gomes, José Pedro de Sant’Anna Gomes, compositor de grande qualidade e que hoje conhecemos muito pouco: se a obra do mano Tonico foi bastante olvidada, a música de Juca foi ainda mais negligenciada. É um cara pra se conferir e, ambos, para se apreciar.

Ouça! Ouça! Deleite-se!

Antonio Carlos Gomes (1836-1896)
José Pedro de Sant’Anna Gomes (1834-1908)
Modinhas sem Palavras

Antonio Carlos Gomes (Campinas, SP, 1836 – Belém, PA, 1896)
01. Quem sabe
02. Foi meu amor um sonho (da ópera Joanna de Flandres)
03. Noturno
José Pedro de Sant’Ana Gomes (Campinas, SP, 1834 – 1908)
04. Sonho
Antonio Carlos Gomes (Campinas, SP, 1836 – Belém, PA, 1896)05. Canta ancor
06. Anália ingrata
07. Suspiros d’alma
08. Lontana
09. Rondinella
10. Conselhos
11. Al chiaro di luna
12. C’era una volta un príncipe (da ópera Il Guarany)

Odette Ernest Dias, flauta
Elza Kazuko Gushiken, piano
Jaime Ernest Dias, violão
1987

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FLAC encartes em 3.0Mpixel (137Mb)
MP3 encartes em 3.0Mpixel (69Mb)

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…Mas comente… Não me deixe apenas com o silêncio…

Bisnaga

Franz Liszt (1811-1886) – The 19 Hungarian Rhapsodies – Roberto Szidon

519JJaCjtyL._SL500_AA280_É um grande orgulho para nós brasileiros que faça parte da Liszt Edition, da prestigiosa gravadora de música clássica Deutsche Grammophon, as gravações que o brasileiríssimo Roberto Szidon realizou das 19 Rapsódias Húngaras, em sua versão para piano. De cabeça, lembro apenas do violoncelista pernambucano Antonio Meneses gravando por esta gravadora, em sua gravação ao lado de Anne-Sophie Mutter e do  próprio Karajan, do Concerto Duplo de Brahms.
Não houve unanimidade entre os clientes da amazon ao comentarem estas gravações de Szidon. Alguns a consideram robotizadas, outros virtuosísticas e elegantes… os senhores podem chegar às suas próprias conclusões após ouvirem este belíssimo CD duplo.
Mas não devemos tirar o mérito deste grande músico brasileiro, infelizmente já falecido. São obras de grande dificuldade e que exigem do pianista uma técnica apuradíssima e um elevado grau de virtuosismo, e isso Szidon esbanjava.

Então vamos ao que viemos. Espero que apreciem.

CD 1
1 Ungarische Rhapsodie Nr. 1 cis-moll
2 Ungarische Rhapsodie Nr. 2 in cis-moll
3 Ungarische Rhapsodie Nr. 3 B-Dur
4 Ungarische Rhapsodie Nr. 4 Es-Dur
5 Ungarische Rhapsodie Nr. 5 e-moll Hero.de-El¨¦giaque
6 Ungarische Rhapsodie Nr. 6 Des-Dur
7 Ungarische Rhapsodie Nr. 7 d-moll
8 Ungarische Rhapsodie Nr. 8 fis-moll
9 Ungarische Rhapsodie Nr. 9 Es-Dur ‘Pester Karneval’
10 Ungarische Rhapsodie Nr. 10 E-Dur ‘Preludio’

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CD 2

01 – Ungarische Rhapsodie no. 11
02 – Ungarische Rhapsodie no. 12
03 – Ungarische Rhapsodie no. 13
04 – Ungarische Rhapsodie no. 14
05 – Ungarische Rhapsodie no. 15
06 – Ungarische Rhapsodie no. 16
07 – Ungarische Rhapsodie no. 17
08 – Ungarische Rhapsodie no. 18
09 – Ungarische Rhapsodie no. 19
10 – Rhapsody espagnole

Roberto Szidon – Piano

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szidon images
Roberto Szidon – 1941-2011

Les Grands Duos d’Amour: Antonio Carlos Gomes (1836-1896), Jules Massenet (1842-1912), Georges Bizet (1838-1875), Gaetano Donizetti (1797-1848) e Riccardo Zandonai (1883-1944) [link atualizado 2017]

Baita CD !!!

Escarafunchei lá em meio aos meus arquivos e me indignei: como pude me esquecer de postar esse álbum? Sei lá o que me deu de falha de memória… É, tô ficando velho…

Esse é daqueles álbuns que exprimem pontos extremos do período romântico da música, daqueles exagerados, de rasgar a camisa… E é belíssimo!

Bom, o que esperar de nomes tão tarimbados e poderosos como Montserrat Caballé e Giuseppe di Stefano interpretando duetos de amor de óperas? Um álbum simplesmente poderoso (assim como os solistas), intenso, sensual, orgasmoplástico! Só ouvindo pra entender! Ah, pra alegrar ainda mais o coração dos nacionalistas, eles cantam Sento una Forza Indómita, de Carlos Gomes.

Então, ouça, ouça! E deleite-se mesmo, sem pudor!

Les Grands Duos d’Amour

Jules Massenet (Montaud, França, 1842 – Paris, França, 1912)
1. Et Je Sais Votre Nom (Manon)
Georges Bizet (Paris, França, 183i8 – Bougival, França, 1875)
2. Ton Coeur N’a Pas Compris (Les Pecheurs De Perles)
Riccardo Zandonai (Rovereto, Itália, 1883 – Pesaro, Itália, 1944)
3. E Cosi Vada (Francesca Da Rimini)
Jules Massenet (Montaud, França, 1842 – Paris, França, 1912)
4.  Il Faut Nous Séparer (Werther)
Antonio Carlos Gomes (Campinas, SP, 1836 – Belém, PA, 1896)
5. Sento Una Forza Indomita (Il Guarany)
Gaetano Donizetti (Bérgamo, Itália, 1797 – 1848)
6. Una Parola, O Adina (L’elisir D’amore)

Montserrat Caballé, soprano
Giuseppe di Stefano, tenor
Orquestra Sinfônica de Barcelona
Gianfranco Masini, regente

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O amor é lindo!

Bisnaga

Paul Hindemith (1895-1963): Quinteto, Quarteto, Sonata, todos para Clarinete, e 3 Peças Fáceis

Não pude fazer um bom trabalho de curadoria neste CD. Ouvi-o de longe, durante cerrada conversa com uma amiga no chat do Facebook. Mas, olha, desconheço composições de Hindemith que não sejam contrapontísticas e boas. Na verdade, deveria ouvir melhor o CD, mas como não temos previsão de outra postagem hoje, essa vai assim mesmo. A avaliação da crítica é muito positiva também. As composições são do final dos anos 30, melhor período de Hindemith. Também o Spectrum Concerts Berlin não costuma perder gols. Se fosse você, eu ouviria.

Paul Hindemith (1895-1963): Quinteto, Quarteto, Sonata,
todos para Clarinete, e 3 Peças Fáceis

1. Quartet for Clarinet and Piano Trio*: I. Massig bewegt 7:11
2. Quartet for Clarinet and Piano Trio*: II. Sehr langsam 9:41
3. Quartet for Clarinet and Piano Trio*: III. Massig bewegt 10:46

4. Clarinet Sonata: I. Massig bewegt 5:05
5. Clarinet Sonata: II. Lebhaft 3:01
6. Clarinet Sonata: III. Sehr langsam 7:42
7. Clarinet Sonata: IV. Kleines rondo, gemachlich 2:39

8. 3 Leichte Stucke: No. 1. Massig schnell, munter 1:10
9. 3 Leichte Stucke: No. 2. Langsam 2:48
10. 3 Leichte Stucke: No. 3. Lebhaft 2:07

11. Clarinet Quintet, Op. 30: I. Sehr lebhaft 2:04
12. Clarinet Quintet, Op. 30: II. Ruhig 7:11
13. Clarinet Quintet, Op. 30: III. Schneller Landler 5:48
14. Clarinet Quintet, Op. 30: IV. Arioso, sehr ruhig 3:03
15. Clarinet Quintet, Op. 30: V. Sehr lebhaft 2:14

Spectrum Concerts Berlin

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Hindemith borboleteando nos EUA
Hindemith: borboleteando no exílio norte-americano

PQP

Franz Liszt (1811-1886) – Symphonic Poems – Haitink – LPO

519JJaCjtyL._SL500_AA280_Os cds que estou postando de Liszt fazem parte da “Liszt Collection”, da gravadora Deutsche Grammophon. Ou seja, não são cds normais, como o que causou confusão a um leitor dia destes. A partir de agora, vou colocar apenas a capa da coleção, mas não confundi-los mais.
Existe uma bela coleção da DECCA com 4 cds, que traz todos os poemas sinfônicos de Liszt com a leitura de Bernard Haitink. Lembro aos senhores que o selo DECCA também pertence ao mesmo grupo da DG, por este motivo estes dois que estou postando hoje serão com esse regente. Ou seja, a qualidade das interpretações permanece a mesma. Ah, antes que perguntem, não tenho essa caixa da DECCA, mas se não estou enganado, o Carlinus a possui e acho que já a postou lá em seu blog, “O Ser da Música”.

CD 1
1 – Symphonic Poem No. 8 ‘Heroide funèbre’, S. 102
2 – Symphonic Poem No. 9 ‘Hungaria’, S. 103
3 – Symphonic Poem No. 10 ‘Hamlet’, S. 104
4 – Symphonic Poem No. 11 ‘Hunnenschlacht’, S. 105

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CD 2

1 – Symphonic Poem No. 1 ‘Ce qu’on entend sur la montagne’ (after Victor Hugo), S. 95
2 – Symphonic Poem No. 4 ‘Orpheus’, S. 98
3 – Symphonic Poem No. 12 ‘Die Ideale’ (after Schiller), S. 106

London Philharmonic Orchestra
Bernard Haitink – Conductor

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FDPBach

Robert Schumann (1810-1856), Edvard Grieg (1843-1907) – Piano Concertos – Murray Perahia –

IMG_0037Posso estar enganado, mas acho que faz tempo que estes dois concertos não aparecem por aqui, por isso resolvi trazê-los novamente, mas sem algum motivo especial, talvez apenas por gostar muito deles e também devido ao fato do intérprete ser alguém que estou ouvindo muito nos últimos tempos, Murray Perahia, aqui acompanhado pelo incansável e sempre competente Sir Colin Davis, que dirige a Orquestra da Rádio Bávara.
Lirismo, paixão, emoção elevadas à enésima potência, estes são alguns dos elementos presentes nestas duas obras primas do repertório pianístico romântico. E nas mãos de Murray Perahia, um especialista no repertório romântico, eu diria que o resultado é quase perfeito.
Eu diria que trata-se de um cd para se ouvir em um dia chuvoso e frio, sentado na frente de uma lareira, ao lado da pessoa amada, e apreciando um bom vinho, ou então lendo um bom livro.

P.S. – Novamente trocando de servidor, o rapidshare tem algumas frescuras que me irritam, além de ser o mais caro … o MEGA tem sido bem elogiado pelo pessoal. Rápido, funcional e sem muitas frescuras.
PS 2 – Coloquei uma segunda opção de servidor para download, o UPLOADED.

1 Schumann Piano Concerto in A minor_ I. Allegro affettuoso
2 Schumann Piano Concerto in A minor_ II. Intermezzo. Andantino grazioso
3 Schumann Piano Concerto in A minor_ III. Allegro vivace
4 Grieg Piano Concerto

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in A minor_ I. Allegro molto moderato
5 Grieg Piano Concerto in A minor_ II. Adagio
6 Grieg Piano Concerto in A minor_ III. Allegro moderato molto e marcato

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – MEGA
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – UPLOADED

Murray Perahia – Piano
Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunk
Sir Colin Davis – Conductor

Perahia-Murray-05
Murray Perahia – Retrato do Artista Enquanto Jovem

Franz Liszt (1811-1886) – A Dante Symphony – Staatskapelle Dresden – Sinopolli

519JJaCjtyL._SL500_AA280_O excelente regente italiano Giuseppe Sinopoli continua sua incursão na música de Franz Liszt e nos traz uma sólida versão para a pouquíssima executada e gravada “Sinfonia Dante”, obra baseada em outra obra imortal da literatura universal, a “Divina Comédia”, de Dante Aleghieri, a exemplo de outra sinfonia, recém postada, a Sinfonia Fausto, baseada em Goethe.
Para quem não sabe do que estou falando, eis os famosos primeiros versos:

“Da nossa vida, em meio da jornada,
Achei-me numa selva tenebrosa,
Tendo perdido a verdadeira estrada.

Dizer qual era é cousa tão penosa,
Desta brava espessura a asperidade,
Que a memória ainda a relembra inda cuidadosa.(…)”

E por aí vai o poeta, incursionando no Inferno, Purgatório e Paraíso. Se Franz Liszt conseguiu transmitir suas emoções e impressões diante do gigantismo dessa obra, fica a critério dos senhores analisarem e julgarem.

Espero que apreciem. A Sttatkapelle Dresden é um dos melhores conjuntos orquestrais da Europa, e Sinopoli, como sempre, está impecável em sua leitura.

1. Eine Sym Zu Dantes ‘Divina Commedia’: I. Inferno
2. Eine Sym Zu Dantes ‘Divina Commedia’: II. I Purgatorio
3. Eine Sym Zu Dantes ‘Divina Commedia’: II. Magnificat

Staatsopernchor Dresden
Staatskapelle Dresden
Giuseppe Sinopoli – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

459px-Gustave_Doré_-_Dante_Alighieri_-_Inferno
Outra imortal criação: a magnifíca ilustração de Gustav Doré para a obra de Dante está entre as mais belas criações do espírito humano.

FDPBach

Música Brasileira: Henrique Oswald (1852-1931), Leopoldo Miguez (1850-1902) e Alberto Nepomuceno (1864-1920) [Acervo PQPBach] [link atualizado 2017]

Esplendoroso !!!

Fonogramas esplendorosamente cedidos pelo maestro e compositor Harry Crowl. Não têm preço!

Estamos diante de um senhor álbum, por isso o guardei para um domingo, dia mais nobre, como nobre este o é.

Queridos, temos aqui três grandes compositores brasileiros que buscaram, com suas obras, produzir uma música de concerto mais séria, mais embasada, com mais corpo no Brasil de então, cuja música erudita estava quase que limitada a obras de salão. Os três foram brilhantes em seus estudos aqui e na Itália, Alemanha e França, conhecendo e convivendo com nomes poderosos como Brahms, Wagner, Mahler, Schoenberg, Grieg, Debussy, Massenet, Saint Saëns e Faurè. Leiam o texto do encarte, abaixo, e entenderão:

Leopoldo Miguez (1850-1902), Henrique Oswald (1852-1931) e Alberto Nepomuceno (1864-1920), cujas obras figuram neste CD, foram três dos cha­mados “grandes” da música brasileira, que em fins do século passado outorga­ram um cunho de “maior seriedade” à nossa música. A eles, se pode juntar também os nomes de Alexandre Levy (1864-1892) e Francisco Braga (1868-1945). Miguez, Oswald e Nepomuceno, foram dos mais prestigiosos diretores do então Instituto Nacional de Música remanescente do antigo Conservatório Imperial de Música e que é hoje, nossa veneranda e benemérita Escola de Músi­ca da UFRJ. Os três, aliás, também lecionaram matérias teóricas nesse, que foi e é ainda em nossos dias, o mais tradicional estabelecimento de ensino musical do país. Necessário registrar-se, que cada qual a seu modo, tentou combater o academicismo asfixiante que sempre imperou nos educandários oficiais. Até o surgimento desses três mestres, a música brasileira, a bem dizer, só pro­duzira dois expoentes — Pe. José Mauricio Nunes Garcia (1767-1830), nosso maior compositor sacro, e Carlos Gomes (1836-1896) o mais genial operista das Américas e o único a ter auferido fama e prestígio no exterior.
Miguez, Oswald e Nepomuceno, surgiram justamente num momento importan­te de transformações sociais e políticas no Brasil, quais sejam, a abolição da es­cravatura e o advento da república (Lo Shiavo, 1888, de C. Gomes, Dança de Negros, 1881, de Nepomuceno e Ave Libertas, 1890, de Miguez, são obras alusivas aos dois movimentos).
O legado desses músicos, indubitavelmente, mais artístico, representou um pas­so avante e trouxe, sem dúvida alguma, um arejamento à nossa cultura musi­cal, que andava por demais submissa ao “italianismo” reinante. O que fazia sucesso na época eram, sobretudo, as fantasias, polcas, paráfrases e galopes do estilo “salão” a la Gottschalk, que encontrava fácil respaldo nas páginas ligeiras de Henrique Alves de Mesquita, Delgado de Carvalho, Abdon Milanez, Carlos de Mesquita e tantos outros.
Frize-se a bem da verdade, que Miguez, Oswald, Nepomuceno, Braga e mesmo Levy, falecido aos 28 anos, eram homens de outra erudição. Falavam fluente­mente o francês, o italiano e o alemão e havia estudado nos melhores conserva­tórios europeus. Incontestavelmente possuíam uma cultura humanística, aliada a um metier artesanal, superior aos músicos em moda.

Alberto Nepomuceno — Sinfonia em Sol Menor
Não há como deixar de reconhecer-se que Alberto Nepomuceno foi a mais im­portante figura musical de seu tempo. Seu imenso prestígio pessoal, alicerçado peia vitoriosa e árdua campanha que encetou em prol do canto em vernáculo, sua condição de líder do movimento nativista e sua notória clarividência admi­nistrativa, já que por duas vezes (1902/1903) e (1906/1916) esteve à frente do Instituto Nacional de Música, além de sua grande atividade como regente, de­ram-lhe uma projeção que só Villa-Lobos depois dele, alcançaria. Porém, ape­sar de haver pugnado para criar um patrimônio musical próprio da nação, Ne­pomuceno nunca deixou de escrever música de cunho universalista e sua mag­nífica Sinfonia em Sol Menor, a única de autor nacional que se mantém no repertório, é um exemplo disso. Iniciada em Berlim, em 1893, foi concluí­da um ano após, em Paris. Sua estréia verificar-se-ia num dos Concertos Popu­lares a 19 de agosto de 1897, sob sua direção, tendo no mesmo programa, a Suíte Antiga, a Série Brasileira e As Uyaras. Todavia, enquanto as duas últimas apresentam características nacionais acentuadas, como salientou muito bem Edino Krieger, a Suíte Antiga e a Sinfonia em Sol Menor se fazem valer por seus méritos puramente musicais expressos numa linguagem específica do classicismo e do romantismo centro-europeus. Na Sinfonia, é como se a prepo­tência da forma e seus problemas inerentes afastassem a possibilidade de uma preocupação temática nacionalista, mais fácil de abordar nas formas livres, de caráter rapsódico, que por sinal, predominam sempre na primeira fase de todas as escolas nacionalistas surgidas dentro do romantismo. De qualquer modo, es­sa experiência de Nepomuceno, reflete uma preocupação de conceder à música sinfônica brasileira um caráter de seriedade e profundidade, adotando uma for­ma sólida como meio de expressão, o que é significativo, sobretudo num mo­mento em que predominava universalmente, a tendência à rapsódia, à fantasia, ao poema sinfônico descritivo e às peças de caráter pitoresco…

O Primeiro Movimento “com entusiasmo” literalmente em português na parti­tura, tem muito elan e uma altivez quase ufanista, com o ataque franco do te­ma principal em sol menor. Outros motivos se sucedem e se entrelaçam com rara habilidade. A harmonia é compacta revelando a mão do organista. A coda final é de grande beleza. O Andante quasi Adágio vem a ser, indubitavelmen­te, o ponto alto da obra. Uma frase larga, generosa, profunda, emerge das cor­das e nos envolve como um hino de louvor à própria música. Uma obra-prima sem mácula que poderia ter sido assinada por qualquer grande músico alemão. Já o Scherzo-Presto tem finuras de filigrana. Tudo aqui é álacre e saltitante. Na parte central insere-se um inspirado intermédio cuja melodia entoada pelos violoncelos tem algo de modinheiro. Já no Finale — Con Fuocco — os episó­dios se sucedem ora em evoluções cromáticas, ora diatônicas, sublinhando o caráter marcial do movimento. A Sinfonia termina brilhantemente.

Henrique Oswald — Elegia
Henrique Oswald descendente de pais suíços, transferiu-se muito cedo ainda para a Itália, matriculando-se no Instituto Musical de Florença, onde com ape­nas 19 anos e apesar de ser estrangeiro, chegou a ocupar o cargo de adjunto de piano. Travou contato direto com Liszt e Brahms e após longos anos de per­manência na Europa, retornou ao Brasil a fim de assumir a direção do Instituto Nacional de Música. Em 1902, sua peça para piano II Niege ganhou por unani­midade o Concurso de Composição promovido pelo Jornal “Le Figaro” de Pa­ris, vencendo nada menos que 600 candidatos! Enfrentou um júri que conti­nha entre outros, nome do porte de Saint Saëns, Faurè e Diemer o que não é dizer pouco. Apesar de haver escrito três óperas – Le Fate, II Neo e La Croce D’Oro – , duas sinfonias, uma suíte orquestral, Oswald identificou-se mais com a música de câmara e o piano, que era o seu instrumento. Nesse aspecto, pode-se afirmar ter sido ele o mais refinado de nossos grandes mestres do passado. Sua música, quase toda ela envolta em meias tintas, caracteriza-se por um acaba­mento minucioso e um lirismo muito “fin de siécle”, lembrando em certos mo­mentos Faurè e, em outros Massenet, na sua transparência orquestral. Sua be­la e sentida Elegia foi escrita em 1896 e se fez notar pela fluência da frase me­lódica principal, envolta numa harmonização sutilíssima que era um dos apa­nágios da arte requintada de Oswald. Sublinhe-se, os belos efeitos que o com­positor extrai das duas harpas na parte central, a primeira desenhando arpejos ondulantes ascendentes e a segunda reforçando em acordes verticais a densida­de harmônica dos sopros e das cordas.

Leopoldo Miguez — Prometheus
Leopoldo Miguez, foi o apóstolo mór entre nós, dos princípios estéticos preco­nizados por Liszt e Wagner. Adepto ardoroso da “música do futuro”, fundou em 1884, no Rio de Janeiro, o Centro Artístico que se tornaria uma filial dos postulados de Bayreuth no Brasil. Em toda sua obra, predominantemente or­questral, bem como seus dramas líricos — Pelo Amor e Os Saldunes — a in­fluência do autor de Tristão é tão evidente quanto a que Verdi exercera sobre Carlos Gomes. Mas, Miguez sabia e orgulhava-se disso, por achar convictamen­te que tais influxos eram benéficos à música de nosso país. Excelente regente e ótimo orquestrador, Miguêz foi o primeiro a introduzir aqui a forma do poema sinfônico. Parisina, Ave Libertas e Prometheus são três esplendidos exemplos da arte maior deste músico sério, que sempre escreveu visando o aprimoramento de uma estética, razão pela qual, ao contrário de seu íntimo amigo Alberto Nepomuceno, nunca se sentiu atraído pelo nacionalismo. Em 1889, Miguez obtivera o primeiro lugar no concurso aberto à composição do Hino à Proclamação da República e foi nomeado primeiro diretor do recém criado Instituto Nacional de Música. Prometheus foi composto nessa épo­ca, ou seja, 1890, e baseia-se num dos titãs da mitologia grega, segundo a qual, este teria roubado o fogo do Olympo e o dera aos homens, ensinando-os a uti­lizá-lo, motivo por que Zeus o castigou acorrentando-o a um rochedo no cimo do Cáucaso. A partitura muito bem disposta para orquestra alterna momen­tos de intenso lirismo e outros de pujante dramaticidade.

(texto do encarte, de autoria de Sérgio Alvim Corrêa)

Harry Crowl ainda nos enviou uma faixa-bônus, a vibrante Ave, Libertas!, de Miguez, que possui as mesmas preocupações composísticas de Prometeu.
As peças estão muito bem executadas pela ORSEM, com Roberto Duarte no comando.

Um Baita CD! IM-PER-DÍ-VEL !!!
Ouça! Ouça! Deleite-se!

Música Brasileira
ORSEM e Roberto Duarte

Alberto Nepomuceno (Fortaleza, CE, 1864 – Rio de Janeiro, RJ, 1920)
Sinfonia em Sol Menor
01. I. Allegro. Com enthusiasmo.
02. II. Andante quasi adagio
03. III. Presto
04. IV. Con fuoco
Henrique Oswald (Rio de Janeiro, RJ, 1852 – 1931)
05. Elegia
Leopoldo Miguez (Niterói, RJ, 1850 – Rio de Janeiro, RJ, 1902)
06. Prometeu
07. (Bônus) Ave, Libertas!

Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRJ
Roberto Duarte, Regente
Rio de Janeiro, 1991.

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…Mas comente… Não me deixe apenas com o silêncio…

Bisnaga

Franz Liszt (1811-1886) – Eine Faust-Symphonie – Sttatskapelle Dresden – Sinopoli

410SKBTAN4LApós um período de curtas “férias”, resolvendo assuntos particulares, alguns ainda pendentes, trago mais um Liszt, desta vez sua grandiosa Sinfonia “Fausto”, baseada na imortal obra de Goethe. Esta sinfonia apareceu poucas vezes por aqui.
Obra grandiosa, que necessita de um Coral e de um Solista Tenor, reconheço que não é de fácil audição, talvez mesmo por sua grandiosidade, tem mais de uma hora de duração. E curiosamente é pouco executada.
A gravação que ora vos trago é com o Giuseppe Sinopoli, excelente regente italiano, que foi um especialista no repertório alemão. A orquestra é a maravilhosa Sttatskapelle Dresden acompanhada de seu coral. Com esta mesma orquestra Sinopoli também gravou a outra sinfonia de Liszt, “Dante”, que trago para os senhores logo, logo.

Franz Liszt – I. Faust
Franz Liszt – II. Gretchen
Franz Liszt – III. Mephistopheles
Franz Liszt – .Alles Verg.ngliche ist nur ein Gleichnis

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Vinson Cole – Tenor
Sttatsopernchor Dresden
Sttatskapelle Dresden
Giuseppe Sinopoli – Conductor

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Giusepe Sinopoli -(1946-2001)

G. F. Handel (1685-1759): Concerti Grossi, Op. 6

G. F. Handel (1685-1759): Concerti Grossi, Op. 6

Ouvi estes bem conhecidos concertos com renovado prazer. A lembrança afetiva das gravações de Karl Richter ficou lá longe, um pouco envergonhada da qualidade desta gravação realizada com instrumentos originais. Andrew Manze e a AAM saem-se maravilhosamente bem neste repertório obrigatório da música barroca. Há muita vida neste álbum duplo. Enjoy!

G. F. Handel (1685-1759): Concerti Grossi, op. 6

Disc 1:

1. Concerto Grosso, Op. 6, No. 05 in D Major (HWV 323): [no marking] 1:39
2. Concerto Grosso, Op. 6, No. 05 in D Major (HWV 323): Allegro 1:57
3. Concerto Grosso, Op. 6, No. 05 in D Major (HWV 323): Presto 3:04
4. Concerto Grosso, Op. 6, No. 05 in D Major (HWV 323): Largo 2:03
5. Concerto Grosso, Op. 6, No. 05 in D Major (HWV 323): Allegro 2:19
6. Concerto Grosso, Op. 6, No. 05 in D Major (HWV 323): Menuet 3:07

7. Concerto Grosso, Op. 6, No. 01 in G Major (HWV 319): A tempo giusto 1:42
8. Concerto Grosso, Op. 6, No. 01 in G Major (HWV 319): Allegro 1:37
9. Concerto Grosso, Op. 6, No. 01 in G Major (HWV 319): Adagio 2:34
10. Concerto Grosso, Op. 6, No. 01 in G Major (HWV 319): Allegro 2:26
11. Concerto Grosso, Op. 6, No. 01 in G Major (HWV 319): Allegro 2:50

12. Concerto Grosso, Op. 6, No. 02 in F Major (HWV 320): Andante larghetto 4:01
13. Concerto Grosso, Op. 6, No. 02 in F Major (HWV 320): Allegro 2:27
14. Concerto Grosso, Op. 6, No. 02 in F Major (HWV 320): Largo 2:19
15. Concerto Grosso, Op. 6, No. 02 in F Major (HWV 320): Allegro, ma non troppo 2:23
16. Concerto Grosso, Op. 6, No. 03 in E Minor (HWV 321): Larghetto 1:18
17. Concerto Grosso, Op. 6, No. 03 in E Minor (HWV 321): Andante 2:05
18. Concerto Grosso, Op. 6, No. 03 in E Minor (HWV 321): Allegro 2:24
19. Concerto Grosso, Op. 6, No. 03 in E Minor (HWV 321): Polonaise 4:40
20. Concerto Grosso, Op. 6, No. 03 in E Minor (HWV 321): Allegro, ma non troppo 1:26

21. Concerto Grosso, Op. 6, No. 10 in D Minor (HWV 328): Ouverture 1:52
22. Concerto Grosso, Op. 6, No. 10 in D Minor (HWV 328): Allegro 2:10
23. Concerto Grosso, Op. 6, No. 10 in D Minor (HWV 328): Lento 3:34
24. Concerto Grosso, Op. 6, No. 10 in D Minor (HWV 328): Allegro 2:06
25. Concerto Grosso, Op. 6, No. 10 in D Minor (HWV 328): Allegro 2:52
26. Concerto Grosso, Op. 6, No. 10 in D Minor (HWV 328): Allegro moderato 2:17

27. Concerto Grosso, Op. 6, No. 11 in A Major (HWV 329): Andante larghetto, e staccato 4:13
28. Concerto Grosso, Op. 6, No. 11 in A Major (HWV 329): Allegro 1:34
29. Concerto Grosso, Op. 6, No. 11 in A Major (HWV 329): Largo, et staccato 0:32
30. Concerto Grosso, Op. 6, No. 11 in A Major (HWV 329): Andante 4:11
31. Concerto Grosso, Op. 6, No. 11 in A Major (HWV 329): Allegro 5:30

Disc 2:

1. Concerto Grosso, Op. 6, No. 07 in B-Flat Major (HWV 325): Largo 1:07
2. Concerto Grosso, Op. 6, No. 07 in B-Flat Major (HWV 325): Allegro 2:41
3. Concerto Grosso, Op. 6, No. 07 in B-Flat Major (HWV 325): Largo, e piano 2:50
4. Concerto Grosso, Op. 6, No. 07 in B-Flat Major (HWV 325): Andante 3:57
5. Concerto Grosso, Op. 6, No. 07 in B-Flat Major (HWV 325): Hornpipe 2:59

6. Concerto Grosso, Op. 6, No. 06 in G Minor (HWV 324): Larghetto e affettuoso 3:16
7. Concerto Grosso, Op. 6, No. 06 in G Minor (HWV 324): Allegro, ma non troppo 1:37
8. Concerto Grosso, Op. 6, No. 06 in G Minor (HWV 324): Musette 4:46
9. Concerto Grosso, Op. 6, No. 06 in G Minor (HWV 324): Allegro 2:51
10. Concerto Grosso, Op. 6, No. 06 in G Minor (HWV 324): Allegro 2:38

11. Concerto Grosso, Op. 6, No. 04 in A Minor (HWV 322): Larghetto affettuoso 2:33
12. Concerto Grosso, Op. 6, No. 04 in A Minor (HWV 322): Allegro 2:53
13. Concerto Grosso, Op. 6, No. 04 in A Minor (HWV 322): Largo, e piano 2:13
14. Concerto Grosso, Op. 6, No. 04 in A Minor (HWV 322): Allegro 2:39

15. Concerto Grosso, Op. 6, No. 09 in F Major (HWV 327): Largo 1:20
16. Concerto Grosso, Op. 6, No. 09 in F Major (HWV 327): Allegro 3:19
17. Concerto Grosso, Op. 6, No. 09 in F Major (HWV 327): Larghetto 3:10
18. Concerto Grosso, Op. 6, No. 09 in F Major (HWV 327): Allegro 1:57
19. Concerto Grosso, Op. 6, No. 09 in F Major (HWV 327): Menuet 1:33
20. Concerto Grosso, Op. 6, No. 09 in F Major (HWV 327): Gigue 1:51

21. Concerto Grosso, Op. 6, No. 08 in C Minor (HWV 326): Allemande 5:39
22. Concerto Grosso, Op. 6, No. 08 in C Minor (HWV 326): Grave 1:23
23. Concerto Grosso, Op. 6, No. 08 in C Minor (HWV 326): Andante allegro 2:00
24. Concerto Grosso, Op. 6, No. 08 in C Minor (HWV 326): Adagio 1:02
25. Concerto Grosso, Op. 6, No. 08 in C Minor (HWV 326): Siciliana 2:52
26. Concerto Grosso, Op. 6, No. 08 in C Minor (HWV 326): Allegro 1:19

27. Concerto Grosso, Op. 6, No. 12 in B Minor (HWV 330): Largo 1:46
28. Concerto Grosso, Op. 6, No. 12 in B Minor (HWV 330): Allegro 2:48
29. Concerto Grosso, Op. 6, No. 12 in B Minor (HWV 330): Larghetto, e piano 3:38
30. Concerto Grosso, Op. 6, No. 12 in B Minor (HWV 330): Largo 0:49
31. Concerto Grosso, Op. 6, No. 12 in B Minor (HWV 330): Allegro 2:09

The Academy of Ancient Music
Andrew Manze

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Manze acertou a mão.
Manze acertou a mão.

PQP

Franz Liszt (1811-1886) – Sonata in B minor, Nuages gris, La notte, La lugubre gondola II, Funérailles – Zimerman

51pNX1kHSFLDepois dos insistentes pedidos feitos pelo próprio PQPBach, resolvi trazer aquela obra que é considerada por muitos, inclusive o próprio PQPBach, a melhor obra de Franz Liszt. E como se tratava de um pedido de nosso mentor, não poderia trazer qualquer gravação, então escolhi a dedo esta gravação do Kristian Zimerman, outro Top Ten da gravadora Deutsche Grammophon. Este CD é, com certeza, IM-PER-DÍ-VEL!!

Esta Sonata tem suas peculiaridades, como o fato de que o pianista tem de tocar de um fôlego só, sem oportunidades de parar para descansar. Ela intercala momentos de tensão, de vibração, de paz de espírito, de lirismo.

Com certeza uma das grandes obras compostas para o piano. E volto a repetir, esta gravação do polonês Kristian Zimerman é IM-PER-DÍ-VEL !!!

1 Klaviersonate in h-moll

2 Nuages gris

3 La notte

4 Llugubre gondola II

5 Funerailles

 

Kristian Zimerman – Piano

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FDPBach

Franz Liszt – Symphonic Poems II & Mephisto Waltz No. 1 – Orchestra de Paris – Solti

51U7PR0XJML._SL500_AA280_Ainda com os Poemas Sinfônicos, agora Sir George Solti continua esbanjando seu talento nos deliciando com dois poemas sinfônicos, de n° 2 e 13, e a magnífica Valsa Mefisto n°1. Aqui ele muda de orquestra e dirige a excelente Orchestra de Paris.

Os números dos downloads estão indo muito bem, significando que o pessoal está interessado mesmo em Liszt. O primeiro cd que postei, com os concertos para piano, já tiveram quase duzentos downloads, e não dá para esquecer que esta mesma gravação já foi postada aqui, há algum tempo atrás.

Como diria nosso colega Carlinus, uma boa apreciação.

1 Symphonic Poem No. 2 (after Byron), S. 96 – Tasso_ Lamento e trionfo
2 Scenes from Lenau’s ‘Faust’, S. 101 – II. The Dance in the Village Inn
3 Symphonic Poem No. 13 ‘Von der Wiege bis zum Grabe’, S.107

Orchestra de Paris
Sir George Solti – Conductor

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FDPBach

.: interlúdio :. Pat Metheny – Unity Band (2012)

Excelente CD do guitarrista e band leader Pat Metheny, que andou apresentando este repertório — muito bom — em São Paulo há dois meses. Este disco ganhou o Grammy de Melhor Disco Instrumental de Jazz em 2013, o que não significa nada, mas vai como informação. Unity band marca o retorno de Metheny a um abandonado lirismo, assim como às belas melodias. Nunca se sabe qual será o próximo passo deste grande artista que muda a cada trabalho. Adoro.

Pat Metheny – Unity Band (2012)

01. New Year 7:37
02. Roofdogs 5:33
03. Come And See 8:28
04. This Belongs To You 5:20
05. Leaving Town 6:24
06. Interval Waltz 6:26
07. Signals (Orchestrion Sketch) 11:26
08. Then And Now 5:57
09. Breakdealer 8:34

Pat Metheny – electric and acoustic guitars, guitar synth, orchestrionics
Chris Potter – tenor sax, bass clarinet, soprano sax
Ben Williams – acoustic bass
Antonio Sanchez – drums

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Metheny e o pessoal da Unity Band
Metheny e o pessoal da Unity Band

PQP

Franz Liszt (1811-1886) – Symphonic Poems – Solti, Karajan – LPO, BPO

51U7PR0XJML._SL500_AA280_Vamos deixar de lado a obra pianística de Liszt para encararmos algumas obras orquestrais. Volto ao repertório pianístico logo, logo.
O texto abaixo foi retirado do New Grove Dictionary of Music and Musicians:

Around 1853 Liszt introduced the term ‘Symphonische Dichtung’ (‘Symphonic Poem’) to describe a growing body of one-movement orchestral compositions, programmatically conceived. ‘New wine demands new bottles’, he once declared. The language of music was changing; it seemed pointless to Liszt to contain it in forms that were almost 100 years old. In the symphonic poems there are shifts in structural emphasis: recapitulations are foreshortened while codas assume developmental proportions and themes are reshuffled into new and unexpected chronologies, with contrasting subjects integrated by means of thematic metamorphosis. He wrote 12 such pieces in Weimar (a 13th, Von der Wiege bis zum Grabe, is a product of his old age). The first group of six was published in 1856, the second between 1857 and 1861. All are dedicated to Princess Carolyne, and bear titles which reveal the source of their inspiration: Tasso, Les préludes, Orpheus, Prometheus, Mazeppa, Festklänge (all published 1856); Héroïde funèbre, Hungaria, Ce qu’on entend sur la montagne (all 1857); Die Ideale (1858); Hamlet, Hunnenschlacht (both 1861).

As gravações que ora vos trago destes poemas sinfônicos estão a cargo de dois grandes regentes que dispensam maiores apresentações: Sir George Solti e Herbert von Karajan.

1 Prometheus, S. 99
2 Les Préludes, S. 97
3 Festklänge, S. 101

London Philharmonic Orchestra
Sir George Solti – Conductor

4 Mazeppa, S. 100

Bernliner Philharmoniker
Herbert von Karajan – Condutor

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Franz Liszt

Franz Liszt (1811-1886) – Fantasy on Hungarian Folk melodies S. 123, Concerto for Piano and Strings ‘Malédiction’ S. 121, Concerto pathétique for two Pianos in e minor S. 258 – Cherkassky – Bolet – Ogdon

519JJaCjtyL._SL500_AA280_Continuo com Liszt,  e desta vez trago obras variadas para piano solo, dois pianos, e piano e cordas, creio que ainda nunca postadas aqui no blog. Um repertório interessantíssimo, para aqueles que admiram o compositor e suas incursões no folclore húngaro. Virtuosismo para tocar estas obras é indispensável, e os pianistas que tocam aqui são de primeira linha.
A primeira obra, uma Fantasia baseada em melodias do folclore húngaro, traz variações baseadas em peças que são conhecidas, principalmente para os que gostam das rapsódias hungaras. Enfim, tratam-se de obras não tão gravadas, mas creio que indispensáveis para os que pretendem conhecer melhor este repertório lisztiniano.
Com relação aos solistas, creio que seja uma rara oportunidade dos senhores conhecerem John Ogdon, excelente pianista inglês, que largou precocemente a carreira devido a uma doença que alguns atribuem à esquizofrenia. Após ficar muitos anos internado, voltou aos palcos e aos estúdios, mas veio a falecer com apenas 52 anos de idade, em 1989, de pneumonia. Uma curiosidade: no Concerto Patético para dois pianos ele toca com sua esposa, Brenda Lucas.
Outro excelente pianista que toca neste CD é Jorge Bolet, pianista cubano, porém naturalizado norte americano, e considerado um dos maiores intérpretes de Liszt.
Obras não tão conhecidas, com certeza, mas que despertam a curiosidade exatamente por serem poucos executadas.

Espero que gostem. Mais Liszt vem aí pela frente.

1 Fantasy on Hungarian Folk melodies S. 123 Andante mesto […]

Shura Cherkassy – Piano
Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan – Conductor

2 Concerto for Piano and Strings ‘Mal¨¦diction’ S. 121
Jorge Bolet – Piano
London Symphony Orchestra
Iván Fischer

3 Concerto pathétique for two Pianos in e minor S. 258 _1 – 1. Allegro energico
4 2. Andante sostenuto
5 3. Allegro agitato assai – Andante quasi Marcia funebre – Allegro trionfante

John Ogdon, Brenda Lucas – Pianos

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John Ogdon e sua esposa Brenda Lucas

Franz Liszt (1811-1886) – Piano Concertos & Totentanz – Zimerman, Ozawa, BSO

517rL2lZ4TL._SL500_AA280_Liszt é um compositor um tanto quanto negligenciado e esquecido aqui no PQPBach. Na verdade, nenhum de seus membros é fã confesso do compositor. O consideram muito cheio de firulas, e capaz de escrever obras que saem de lugar algum para nenhum lugar. Muito conteúdo e pouca substância. Sua gigantesca obra pianística serviu apenas para alimentar seu ego gigantesco, compondo obras que apenas ele conseguiria executar. Bem dito, estou apenas repetindo críticas que ouvi e li a seu respeito, e não representam o ponto de vista deste que vos escreve, FDPBach. Posso não ser o maior fã, mas gosto muito de diversas obras suas, como estes concertos que ora vos trago.
Para suprir um pouco a demanda, vou postar alguns cds como obras que considero fundamentais do repertório lisztiniano. E começo com esta gravação especial dos Concertos para Piano. Ela já foi postada aqui mesmo nos pimórdios do PQP, mas os links se foram há muito tempo. Kristian Zimerman é acompanhado pelo incansável Seiji Ozawa e sua Boston Symphony Orchestra. Trata-se de uma gravação de referência destas obras, sempre reeditada pela Deutsche Grammophon.

1 Piano Concerto No.1 In E Flat Major, S.124 – I. Allegro Maestoso – Tempo giusto
2 Piano Concerto No.1 In E Flat Major, S.124 – II. Quasi Adagio- Alegretto Vivace. Allegro animatto
3 Piano Concerto No.1 In E Flat Major, S.124 – III. Allegro Marziale Animato – Presto
4 Piano Concerto No.2 In A Major, S.125 – I. Adagio Sostenuto Assai – Allegro Agitato assai.
5 Piano Concerto No.2 In A Major, S.125 – II. Allegro Moderato – Allegro Deciso
6 Piano Concerto No.2 In A Major, S.125 – III. Marziale Un Poco meno Allegro
7 Piano Concerto No.2 In A Major, S.125 – IV. Allegro Animato -Stretto (Molto Accelerando)
8 Totentanz (Danse Macabre) Paraphrase On ‘Dies Irae’

Kristian Zimerman – Piano
Boston Symphony Orchestra
Seiji Ozawa – Conductor

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The Unknown Piazzolla

The Unknown Piazzolla

Belo disco capitaneado pela pianista Allison Franzetti, The Unknown Piazzolla é uma excelente seleção de músicas nunca gravadas pelo mestre. A bartoquiana Sonata Op. 7 é maravilhosa. As Suites e Milongas, assim como as outras obras, mostram o talento de uma pianista inteiramente à vontade. Se você gosta de Piazzolla, este é um CD a baixar, sem dúvida.

The Unknown Piazzolla

1. Vayamos Al Diablo (piano solo) 1:35
2. Dos Piezas Breves – Tanguango (for viola and piano) 3:33
3. Dos Piezas Breves – Noche (for viola and piano) 4:55
4. Preludio 1953 (piano solo) 3:04
5. Milonga En Re (for violin and piano) 4:24
6. Suite Op. 2 – Preludio (piano solo) 2:03
7. Suite Op. 2 – Siciliana (piano solo) 3:24
8. Suite Op. 2 – Toccata (piano solo) 2:26
9. Milonga Sin Palabras (for treble instrument/voice and piano) 5:52
10. Preludio No. 1 (for violin and piano) 5:47
11. Suite No. 2 – Nocturno (piano solo) 2:16
12. Suite No. 2 – Miniatura (piano solo) 0:37
13. Suite No. 2 – Vals (piano solo) 1:55
14. Suite No. 2 – Danza Criolla (piano solo) 1:29
15. Tres Piezas Breves – Pastoral (for cello and piano) 2:53
16. Tres Piezas Breves – Serenade (for cello and piano) 2:42
17. Tres Piezas Breves – Siciliana (for cello and piano) 2:31
18. Sonata No. 1 Op. 7 – Presto (piano solo) 3:02
19. Sonata No. 1 Op. 7 – Coral con Variaciones (piano solo) 6:02
20. Sonata No. 1 Op. 7 – Rondo (piano solo) 4:41

Allison Brewster Franzetti, piano
Hector Falcon, violino
Nardo Poy, viola
Eugene Moye, violoncelo

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Nossa, como essa Allison toca!
Nossa, como essa Allison toca!

PQP

Sergei Prokofiev (1891-1953) – The Complete Symphonies – Jarvi – CD 2 (Repostagem com novos links)

Este segundo Cd da integral as sinfonias de Prokofiev traz as de n° 2 e n°6.

A Segunda Sinfonia foi escrita entre 1924 e 1925, em Paris, onde estreou, ainda em 1925. Sua recepção não foi muito boa, Prokofiev comenta em carta a um amigo: I have made the music so complex to such an extent that when I listen to it myself I do not fathom its essence, so what can I ask of others?

Esta é a peça menos executada do compositor, inclusive ele previa fazer uma revisão de toda a obra, porém morreu antes. De acordo com a Wikipedia: Prokofiev based the symphony’s overall structure, of a tempestuous minor-key first movement followed by a set of variations, on Beethoven’s last piano sonata (Op. 111). The first movement, in traditional sonata form, is rhythmically unrelenting, harmonically dissonant, and texturally thick. The second movement, twice as long as the first, is a set of variations based on a diatonic theme played by a plaintive oboe, giving a strong contrast to the defiant coda of the 1st movement. The subsequent variations contrast moments of beautiful meditation with cheeky playfulness, while the last variation integrates the theme with the violence of the first movement, reaching an inevitable climax. The symphony ends with a touching reinstatement of the initial oboe theme, eventually dispelled by an eerie chord on the strings.

Após esta peça difícil, temos a Sexta Sinfonia, escrita como uma elegia à tragédia que foi a Segunda Guerra Mundial, que recém tinha acabado. E foi a obra que o indispôs com o regime estalinista, pois ela não se enquadrava nos padrões que o partido determinava naquela época.

01 Sergey Prokofiev – [1925 – Op. 40 – Symphony no.2 in D mi – Allegro ben articolato
02 Sergey Prokofiev – [1925 – Op. 40 – Symphony no.2 in D mi – Theme
03 Sergey Prokofiev – [1925 – Op. 40 – Symphony no.2 in D mi – variation I
04 Sergey Prokofiev – [1925 – Op. 40 – Symphony no.2 in D mi – variation II
05 Sergey Prokofiev – [1925 – Op. 40 – Symphony no.2 in D mi – variation III
06 Sergey Prokofiev – [1925 – Op. 40 – Symphony no.2 in D mi – variation IV
07 Sergey Prokofiev – [1925 – Op. 40 – Symphony no.2 in D mi – variation V
08 Sergey Prokofiev – [1925 – Op. 40 – Symphony no.2 in D mi – variation VI
09 Sergey Prokofiev – [1947 – Op. 111 – Symphony no.6 in Eb mi – Andante moderato
10 Sergey Prokofiev – [1947 – Op. 111 – Symphony no.6 in Eb mi – Largo
11 Sergey Prokofiev – [1947 – Op. 111 – Symphony no.6 in Eb mi – Vivace

Scottish National Orchestra
Neeme Järvi – Conductor

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FDPBach

“Carlinus Files” – Franz-Joseph Haydn – Paris Symphonies – Harnoncourt – Concentus Musicus Wien


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Outra pérola que consegui com o Carlinus, por ocasião de sua visita. As “Sinfonias Paris” de Haydn interpretadas por Nikolaus Harnoncourt e sua excelente orquestra, o Concentus Musicus Wien, grupo criado por ele mesmo para interpretar compositores do barroco e classicismo. Abaixo, um pequeno histórico deste excelente conjunto, texto retirado do site oficial do próprio Harnoncourt:

“As an ensemble which plays early music on period instruments, Concentus Musicus Wien has paved the way for historical performing practice and its story of success. The orchestra was founded in 1953 by Nikolaus Harnoncourt who directed the orchestra until 1987 from the cello and is still the artistic director of the ensemble. „The music of every period can best be brought to life and is most convincingly realized using the resources of the time“, is Harnoncourt’s credo. The musicians of the ensemble spent more than four years rehearsing and perfecting the sound of their ensemble and their authentic interpretation of Baroque and pre-Baroque musical works before they finally gave their first public concert in the Schwarzenberg Palace in Vienna. An event that marked the start of an annual concert series in Vienna, musical tours (starting in 1960) and a wealth of recordings – beginning with the Brandenburg Concerts by Johann Sebastian Bach. Among the many brilliant projects of Concentus Musicus Wien is the complete recording of all the Bach cantatas between 1970 and 1990, for which they were awarded the Gramophone Award. The ensemble is also famous for its opera recordings: for instance, Mozart’s Lucio Silla and Il re pastore, Haydn’s Armida, Purcell’s Dido and Aeneas and The Fairy Queen or Monteverdi’s Orfeo, and also numerous oratorios by Georg Friedrich Handel. The Concentus’ repertoire spans from Renaissance music to Haydn and Mozart and it includes both sacral and secular music. The successor of Alice Harnoncourt as concertmaster is Erich Höbarth, and Herbert Tachezi plays the continuo on the cembalo and the organ. 

Já ouvi diversas versões destas sinfonias, inclusive com o próprio Harnoncourt, e posso afirmar que com estas gravações o velho maestro, que já se encaminha para os seus 86 anos de idade, se não estou enganado, se consolida com um dos principais intérpretes de Haydn.
Para se ouvir com muito atenção, prestando atenção nas sutilezas e detalhes que este excepcional conjunto conseguiu extrair, ajudados pelos engenheiros da Harmonia Mundi e claro, dirigidos por um maestro sempre a frente de seu tempo.

CD 1
1. Symphony No. 82 in C major, H. 1/82 “L’Ours”/Vivace (assai)
2. Symphony No. 82 in C major, H. 1/82 “L’Ours”/Allegretto
3. Symphony No. 82 in C major, H. 1/82 “L’Ours”/Menuet
4. Symphony No. 82 in C major, H. 1/82 “L’Ours”/Finale. Vivace (assai)
5. Symphony No. 83 in G minor, H. 1/83 “La Poule”/Allegro spiritoso
6. Symphony No. 83 in G minor, H. 1/83 “La Poule”/Andante
7. Symphony No. 83 in G minor, H. 1/83 “La Poule”/Menuet. Allegretto
8. Symphony No. 83 in G minor, H. 1/83 “La Poule”/Finale. Vivace

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Disc 2:

1. Symphony No. 84 in E flat major, H. 1/84/Largo. Allegro
2. Symphony No. 84 in E flat major, H. 1/84/Andante
3. Symphony No. 84 in E flat major, H. 1/84/Menuet. Allegro
4. Symphony No. 84 in E flat major, H. 1/84/Finale. Vivace
5. Symphony No. 85 in B flat major, H. 1/85 “La Reine”/Adagio vivace
6. Symphony No. 85 in B flat major, H. 1/85 “La Reine”/Romance. Allegretto
7. Symphony No. 85 in B flat major, H. 1/85 “La Reine”/Menuet. Allegretto
8. Symphony No. 85 in B flat major, H. 1/85 “La Reine”/Finale. Presto

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Disc 3:

1. Symphony No. 86 in D major, H. 1/86/Adagio. Allegro spiritoso
2. Symphony No. 86 in D major, H. 1/86/Capriccio. Largo
3. Symphony No. 86 in D major, H. 1/86/Menuet. Allegretto
4. Symphony No. 86 in D major, H. 1/86/Finale. Allegro con spirito
5. Symphony No. 87 in A major, H. 1/87/Vivace
6. Symphony No. 87 in A major, H. 1/87/Adagio
7. Symphony No. 87 in A major, H. 1/87/Menuet
8. Symphony No. 87 in A major, H. 1/87/Finale. Vivace

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Concentus Musicus Wien
Nikolaus Harnoncourt – Conductor

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Harnoncourt em ação.

 

 

 

“Carlinus Files” Franz-Joseph Haydn (1732-1809) – Piano Sonatas vl. 3 – Bavouzet

FrontCom esta postagem estou concluindo a série de três cds que Bavouzet gravou com as sonatas de Haydn. Está fazendo muito frio aqui na minha cidade, mal consigo digitar, os dedos estão duros. Difícil vai ser tomar banho daqui a pouco para ir trabalhar. Está nevando em várias cidades daqui do estado,  e aqui em minha cidade, zona rural para se mais exato, a sensação térmica deve estar próximo do zero grau. Para quem gosta, uma beleza. Para quem não gosta, é difícil. O ar gelado resseca  a pele, e a roupa quase congela no varal.
Mas Haydn conhecia muito bem o inverno rigoroso, muito mais rigoroso que esse nosso, e há duzentos e poucos anos atrás não existia aquecedor ou ar – condicionado; era na boa e velha lareira. Bavouzet já é nosso contemporâneo, então já está mais adequado ao frio extremo que enfrenta na Europa, quando viaja para recitais. É um excepcional pianista, e a cada nova empreitada, como com a atual, apenas confirma o que já sabemos. Atualmente está gravando Beethoven, já lançou o primeiro volume, com três cds, fortes candidatos a ganhar prêmios da imprensa especializada.
Então, para quem vive aqui no sul do país, nada melhor do que estas belissimas sonatas para piano de Haydn para aquecer a alma, nas mãos deste, volto a repetir, excelente pianista.

01 – Sonata No.29 in E flat major, Hob. XVI 45 – I. Moderato
02 – Sonata No.29 in E flat major, Hob. XVI 45 – II. Andante
03 – Sonata No.29 in E flat major, Hob. XVI 45 – III. Finale. Allegro di molto
04 – Sonata No.33 in C minor, Hob. XVI 20 – I. Moderato – Adagio – Tempo I – Adagio
05 – Sonata No.33 in C minor, Hob. XVI 20 – II. Andante con moto
06 – Sonata No.33 in C minor, Hob. XVI 20 – III. Finale. Allegro
07 – Sonata No.42 in G major, Hob. XVI 27 – I. Allegro con brio
08 – Sonata No.42 in G major, Hob. XVI 27 – II. Menuet – Trio – Menuet da capo
09 – Sonata No.42 in G major, Hob. XVI 27 – III. Finale. Presto
10 – Sonata No.16 in D major, Hob. XVI 14 – I. Allegro moderato
11 – Sonata No.16 in D major, Hob. XVI 14 – II. Menuet – Trio (Minore) – Menuet
12 – Sonata No.16 in D major, Hob. XVI 14 – III. Allegro (Presto)

Jean-Efflam Bavouzet – Piano

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FDPBach

Fryderyk Franciszek Chopin (1810-1849): Baladas, Berceuse, etc. (link revalidado por PQP)


Hoje, Chopin está completando 200 anos de nascimento. Portanto, nesta semana, estarei fazendo uma série de postagens em homenagem ao genial pianista, que revolucionou a arte de tocar piano, e que também ajudou a a desenvolver a linguagem pianística, levando-a a um nível até então desconhecido.

A data de seu aniversário ainda é uma incógnita, alguns defendem o dia 22 de fevereiro, enquanto que outros comemoram no primeiro dia de março. Controvérsias à parte, o que importa é comemorarmos seus duzentos anos, e isso está acontecendo em diversos países, principalmente em sua Polônia natal, que está tendo apresentações diárias de sua obra, com os mais renomados artistas da atualidade. Estarei reproduzindo um texto retirado de uma biografia no site http://www.chopin.plbiography_chopin.en.html.

Fryderyk Franciszek Chopin, the Polish composer and pianist, was born on 1 March 1810, according to the statements of the artist himself and his family, but according to his baptismal certificate, which was written several weeks after his birth, the date was 22 February. His birthplace was the village of Zelazowa Wola near Sochaczew, in the region of Mazovia, which was part of the Duchy of Warsaw. The manor-house in Zelazowa Wola belonged to Count Skarbek, and Chopin’s father, Mikolaj (Nicolas) Chopin, a Polonized Frenchman, was employed there as a tutor. He had been born in 1771 in Marainville in the province of Lorraine in France, but already as a child he had established contacts with the Polish families of Count Michal Pac and the manager of his estate, Jan Adam Weydlich. At the age of 16, Mikolaj accompanied them to Poland where he settled down permanently. He never returned to France and did not retain contacts with his French family but brought up his children as Poles.

In 1806, Mikolaj Chopin married Tekla Justyna Krzyzanowska, who was the housekeeper for the Skarbek family at Zelazowa Wola. They had four children: three daughters: Ludwika, Izabela and Emilia, and a son Fryderyk, the second child. Several months after his birth, the whole family moved to Warsaw, where Mikolaj Chopin was offered the post of French language and literature lecturer in the Warsaw Lyceum. He also ran a boarding school for sons of the gentry.

The musical talent of Fryderyk became apparent extremely early on, and it was compared with the childhood genius of Mozart. Already at the age of 7, Fryderyk was the author of two polonaises (in G minor and B flat major), the first being published in the engraving workshop of Father Cybulski. The prodigy was featured in the Warsaw newspapers, and “little Chopin” became the attraction and ornament of receptions given in the aristocratic salons of the capital. He also began giving public charity concerts. His first professional piano lessons, given to him by Wojciech Zywny (b. 1756 in Bohemia), lasted from 1816 to 1822, when the teacher was no longer able to give any more help to the pupil whose skills surpassed his own. The further development of Fryderyk’s talent was supervised by Wilhelm Würfel (b.1791 in Bohemia), the renowned pianist and professor at the Warsaw Conservatory who was to offer valuable, although irregular, advice as regards playing the piano and organ. (continua)

O PQPBach não poderia ficar longe destas comemorações, apesar de que nosso fundador não ser muito fâ do compositor. Mas somos democráticos aqui no blog. Por isso estou encarando, junto com o colega Marcelo Stravinsky, esta “responsabilidade”, claro que dentro de nossas modestas possibilidades de acervo e de, principalmente, tempo.

A primeira vez em que ouvi Chopin foi em um velho LP , destas coleções vendidas em banca de revistas. O famoso quadro de Delacroix ilustrava a capa do disco, que trazia, dentre outras obras das quais não lembro mais, a Balada nº1, e algumas Polonaises. A pianista era Bella Davidovich. Aquele disco com certeza abriu minha visão com relação à música. Foi paixão à primeira vista (ou audição). Aquela música era de uma profundidade e sensibilidade que calava fundo na alma da gente. A partir dalí comecei a ouvir música com outros ouvidos.

Vou me alternar entre os intérpretes. Vou de Rubinstein, Maria João Pires, Leif Andsnes, Pollini, Idil Biret, entre outros, mas creio que ficarei entre estes, talvez alguma coisa com o Kristian Zimerman, com o qual já postei os Concertos para Piano, e também Horowitz.

Esta primeira postagem traz as quatro Baladas, e mais algumas obras menos conhecidas. A intérprete é a pianista turca Idil Biret, que gravou a toda a obra para piano de Chopin para o selo Naxos. Trata-se de uma intérprete não tão conhecida aqui no Brasil, mas reconhecida como um dos grandes nomes da atualidade do piano romântico. Uma curiosidade: essa sua integral do selo Naxos até hoje é um dos best – sellers da gravadora, já tendo vendido mais de 2 milhões de cópias.

Vamos, portanto, ao que interessa.

Fryderyk Franciszek Chopin (1810-1849)- Complete Piano Music – CD 1 – Idil Biret

1. Ballade in G Minor, Op.23
2. Ballade for piano No. 2 in F major, Op. 38,
3. Ballade for piano No. 3 in A flat major, Op. 47,
4. Ballade for piano No. 4 in F minor, Op. 52,
5. Berceuse for piano in D flat major, Op. 57,
6. Trois nouvelles études, for piano, KK IIb/3,
7. Trois nouvelles études, for piano, KK IIb/3,
8. Trois nouvelles études, for piano, KK IIb/3,
9. Fantasy for piano in F minor/A flat major, Op. 49,
10. Galopp for piano in A flat major, KK IVc/13
11. Largo for piano in E flat major, KK IVb/5, CT. 49 (B. 109)
12. Funeral march for piano in C minor, Op. 72/2, CT. 50
13. Cantabile for piano in B flat major, KK. IVb/6, CT. 9 (B. 84)

Idil Biret – Piano

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FDPBach