Franz Schubert (1797-1828) – Complete Symphonies – CD 1 de 4 – Minkowski, Les Musiciens du Louvre Grenoble

box1Até então, para mim, o nome de Marc Minkowski sempre esteve associado à música barroca, com sua excelente orquestra ‘Les Musicien du Louvre Grenoble’. Tenho diversos cds seus interpretando óperas de Haendel, e nesta repertório sempre o considerei um especialista.
Eis que de repente, em pleno 2012 ele lança esta integral das sinfonias de Schubert, com a mesma orquestra que até então eu só tinha ouvido tocando repertório barroco. E que grata surpresa me causou. Já a tenho há mais de ano, e sempre pensei em postá-la, mas acabava deixando de lado. Eis que agora chegou a vez. E também faz tempo que algumas destas sinfonias não aparecem por aqui.
Neste primeiro cd temos então as três primeiras sinfonias.
Espero que apreciem. Gostei muito da leitura de Minkowski, ele trouxe um sopro de modernidade a estas peças tão executadas e gravadas com esta sua excelente orquestra que se utiliza de instrumentos de época.

01. – Symphony No.3 in D major, D200 – I. Adagio maestoso – Allegro con brio
02. – Symphony No.3 in D major, D200 – II. Allegretto
03. – Symphony No.3 in D major, D200 – III. Menuetto. Vivace
04. – Symphony No.3 in D major, D200 – IV. Presto vivace
05. – Symphony No.1 in D major, D82 – I. Adagio – Allegro vivace
06. – Symphony No.1 in D major, D82 – II. Andante
07. – Symphony No.1 in D major, D82 – III. Menuetto. Allegro
08. – Symphony No.1 in D major, D82 – IV. Allegro vivace
09. – Symphony No.2 in B flat major, D125 – I. Largo – Allegro vivace
10. – Symphony No.2 in B flat major, D125 – II. Andante
11. – Symphony No.2 in B flat major, D125 – III. Menuetto. Allegro vivace
12. – Symphony No.2 in B flat major, D125 – IV. Presto vivace

Les Musiciens du Louvre Grenoble
Mark Minkowski – Conductor

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Marc Minkowski com Les Musiciens du Louvre Grenoble

Kubelik faz 100 Anos – Bedrich Smetana (1824-1884) – Ma Vlast, 6 Poemas Sinfônicos – Kubelik, Wiener Philharmoniker

51LF-+4rdiL._SX300_Se ainda fosse vivo Rafael Kubelik teria completado 100 anos ontem. O grande regente tcheco nasceu em pleno início da 1ª Guerra Mundial, na antiga Bohemia, então pertencente ao Império Austro-Húngaro e hoje pertencente à República Tcheca.

Dirigiu as mais importantes orquestras, tanto da Europa quanto da América, e foi um dos principais regentes do século XX. Em minha modesta opinião, foi o principal intérprete de Dvorák e Smetana, e sua integral das sinfonias de seu conterrâneo é um dos tesouros de minha cdteca. Assim como esta belíssima versão da “Ma Vlast” de Smetana, gravado com a Filarmônica de Viena.

Kubelik mereceria uma homenagem mais apropriada, mas o tempo urge, e já estou atrasado para começar o meu dia.

Bedrich Smetana (1824-1884) – Ma Vlast, 6 Poemas Sinfônicos – Kubelik, Wiener Philharmoniker

01. Vysehrad
02. Vltava (Die Moldau)
03. Sarka
04. Aus Böhmens Hain und Flur
05. Tabor
06. Blanik

Wiener Philharmoniker
Rafael Kubelik – Conductor

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Rafael Kubelik (1914-1996) foi um dos principais regentes do século XX

FDP

F.J. Haydn (1732-1809): Cello Concertos / Symphony No. 13 / Sinfonia concertante

F.J. Haydn (1732-1809): Cello Concertos / Symphony No. 13 / Sinfonia concertante

Haydn é o clássico clássico, se me entendem. As performances de Steven Isserlis nos célebres Concertos para Violoncelo de Haydn — e aqui temos os dois concertos solo para violoncelo e mais uns bons extras — são magníficas. Seu modo de tocar é cheio de lirismo, técnica e elegância. A orquestra, delegada a Sir Roger Norrington, é perfeita. Diferentemente da maioria das outras gravações deste repertório, Isserlis manda bala com uma pequena orquestra e usa andamentos mais rápidos que o habitual. Como sempre, dribla facilmente as passagens traiçoeiras, mantendo-se cantando lindamente. Cada nota é ouvida claramente. A versão camarística das peças tornou-as sedutoramente sofisticadas. Ouvido atento na Sinfonia Concertante, tá? Vale a pena.

F.J. Haydn (1732-1809): Cello Concertos / Symphony No. 13 / Sinfonia concertante

1. Cello Concerto No. 1 in C major, H. 7b/1: 1. Moderato
2. Cello Concerto No. 1 in C major, H. 7b/1: 2. Adagio
3. Cello Concerto No. 1 in C major, H. 7b/1: 3. Allegro molto

4. Symphony No. 13 in D major, H. 1/13: 2. Adagio cantabile

5. Cello Concerto No. 2 in D major, H. 7b/2 (Op. 101): 1. Allegro moderato
6. Cello Concerto No. 2 in D major, H. 7b/2 (Op. 101): 2. Adagio
7. Cello Concerto No. 2 in D major, H. 7b/2 (Op. 101): 3. Rondo. Allegro

8. Sinfonia Concertante for violin, cello, oboe, bassoon & orchestra, H. 1/105: 1. Allegro
9. Sinfonia Concertante for violin, cello, oboe, bassoon & orchestra, H. 1/105: 2. Andante
10. Sinfonia Concertante for violin, cello, oboe, bassoon & orchestra, H. 1/105: 3. Allegro con spirito

Steven Isserlis, violoncelo
Chamber Orchestra of Europe
Roger Norrington

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Isserlis: sem tempo para o cabelo
Isserlis: sem tempo para o cabelo

PQP

Robert Schumann (1810-1856) – Piano Concerto in A Minor, op. 54, Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concerto nº 21, K. 467 – Lipatti, Karajan, Philharmonia Orchestra

51GIOYsO7jL._SL500_AA280_Temos aqui mais uma gravação histórica, com o então jovem Karajan (com meros quarenta anos) acompanhando o lendário pianista romeno Dinu Lipatti, tocando o Concerto para piano de Schumann, para muitos uma das melhores gravações desse concerto na história da indústria fonográfica. Lipatti tinha apenas 31 anos de idade quando realizou essa gravação, e já sofria da doença que o levaria a morte precocemente, poucos anos mais tarde.
Eu já ouvi muitas versões desse concerto, e com certeza essa versão de Lipatti / Karajan figura entre as melhores. Mesmo com a baixa qualidade da gravação, realizada em 1948, podemos sentir toda a emotividade envolvida na interpretação. Obra densa, com melodias muito inspiradas e intensas, ela pede muita sensibilidade tanto do solista quando da orquestra. Aliás, não apenas Lipatti está inspiradíssimo, Karajan consegue extrair da orquestra um equilíbrio quase perfeito entre orquestra e o piano que permite um diálogo apaixonado, sem jamais ser afetado.
Enfim, um baita disco, como se diz aqui no sul.

01 – Schumann Concerto Am Op.54 1 Allegro affettuoso
02 – Schumann Concerto Am Op.54 2 Intermezzo
03 – Schumann Concerto Am Op.54 3 Allegro vivace

Dinu Lipatti – Piano
Philharmonia Orchestra
Herbert von Karajan – Conductor

04 – Mozart Piano Concerto 21 C K467 1 Allegro maestoso
05 – Mozart Piano Concerto 21 C K467 2 Andante
06 – Mozart Piano Concerto 21 C K467 3 Allegro vivace assai

Dinu Lipatti – Piano
Lucerne Festival Orchestra
Herbert von Karajan – Conductor

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FDPBach

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Dinu Lipatti e sua amiga e conterrânea Clara Haskill – Dois grandes pianistas romenos

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Flute Sonatas – Hewitt, Oliva

folderQue Angela Hewitt é uma das maiores intérpretes de Bach da atualidade ninguém mais discute. Nosso mentor, PQPBach, a referencia com todo o louvor. E com razão. A moça tem um talento que impressiona e que só se confirma a cada cd lançado. Artista exclusiva do selo Hyperion, gravou a obra completa de papai Bach para teclado, e agora junta forças com o excelente flautista Andrea Oliva para gravarem as maravilhosas sonatas para Flauta do gênio de Leipzig. Em outras palavras, um cd absolutamente IM-PER-DÍ-VEL. Lembro de ter trazido ainda nos primórdios do PQPBach uma gravação histórica destas mesmas sonatas com o grande Auréle Nicolet acompanhado por Karl Richter, e esta foi uma das postagens de maior sucesso até hoje. Ainda nos tempos em que usávamos o Rapidshare, o número de downloads passou dos 3000, na última vez que olhei, antes que aqueles links fossem apagados.

Então, toda a genialidade na Bach nas mãos de sua principal intérprete da atualidade, Angela Hewitt acompanhando o talento de Andrea Oliva na flauta. Deleitem-se, mortais…

01 Sonata In E Flat, BWV 1031 – 1. Allegro Moderato
02 Sonata In E Flat, BWV 1031 – 2. Siciliano
03 Sonata In E Flat, BWV 1031 – 3. Allegro
04 Sonata In G Minor, BWV 1020 – 1. Allegro
05 Sonata In G Minor, BWV 1020 – 2. Adagio
06 Sonata In G Minor, BWV 1020 – 3. Allegro
07 Sonata In C, BWV 1033 – 1. Andante
08 Sonata In C, BWV 1033 – 2. Allegro
09 Sonata In C, BWV 1033 – 3. Adagio
10 Sonata In C, BWV 1033 – 4. Menuetto I & II
11 Sonata In E Minor, BWV 1034 – 1. Adagio Ma Non Tanto
12 Sonata In E Minor, BWV 1034 – 2. Allegro
13 Sonata In E Minor, BWV 1034 – 3. Andante
14 Sonata In E Minor, BWV 1034 – 4. Allegro
15 Sonata In E, BWV 1035 – 1. Adagio Ma Non Tanto
16 Sonata In E, BWV 1035 – 2. Allegro
17 Sonata In E, BWV 1035 – 3. Siciliano
18 Sonata In E, BWV 1035 – 4. Allegro Assai
19 Sonata In B Minor, BWV 1030 – 1. Andante
20 Sonata In B Minor, BWV 1030 – 2. Largo & Dolce
21 Sonata In B Minor, BWV 1030 – 3. Presto; Allegro

Angela Hewitt – Piano
Andrea Oliva – Flauta

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FDPBach

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Angela Hewitt e Andrea Oliva – Uma dupla e tanto

 

.:interlúdio:. Keith Jarrett – Sun Bear Concertos – Piano Solo

Cardboard box frontPara quem não conhece Keith Jarrett, eis uma boa oportunidade para conhecer seu talento, versatilidade e genialidade.
São seis cds, absolutamente IM-PER-DÍ-VEIS, gravados ao vivo no Japão, entre os dias 5 e 18 de novembro de 1976. Eu era um reles pirralho lá na minha cidade, no interior do Paraná, quando esses primorosos discos foram gravados. Nem imaginava que isso existia. Música para mim, até aquele momento ,eram alguns LPs e compactos espalhados pela minha casa, e claro, a rádio da cidade, que com certeza não era a melhor opção que tinhamos para conhecermos boa música.
Vai de dois em dois cds, para melhor serem degustados.

Enjoy it.

P.S. Não sei de onde tirei essa citação, mas tá aí:

Recorded at five concerts given in a two-week tour of Japan [in 1976], all presented here unedited,Sun Bear is Jarrett’s major statement in the wholly improvised solo-piano concert form, which he invented and which almost no one else has even attempted. The inevitable longueurs are few — mostly, one can only marvel at Jarrett’s bottomless flow of invention, his astonishing technical facility and grace, his fully felt inhabiting of every note, and his refusal to honor the usual borders between classical, pop, jazz, blues, gospel, folk, and modal music. Instead, he discovers the human heart at the core of every music. Listening to all of Sun Bear is like listening to Wagner’s Ring: one emerges a different person from whoever it was who cued up disc 1, track 1.
Stereophile

 

CD 1

Kyoto, november 5, 1976

1- Kyoto, Part I
2 – Kyoto, Part II

CD 2

Osaka, november 8, 1976

1 – Osaka, Part I
2 – Osaka, Part II

Keith Jarrett – Piano

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FDPBach

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Keith Jarrett – Um dos maiores pianistas da história do jazz .

Richard Strauss (1864-1949) – Tod und Verklärung, Metamorphosen, study for 23 solo strings, Vier letzte Lieder – Janowitz, Karajan, BPO

41WMR8ZXZJLDando prosseguimento à homenagem aos 150 de nascimento de Richard Strauss, trago um disco com duas obras que talvez nunca tenham sido postadas aqui no PQPBach, ´Tod und Verklärung´ e ´Metamorphosen´. As outras peças são as famosíssimas ´Vier letzte Lieder´, quatro belíssimos lieder compostos por Strauss um pouco antes de morrer.
Richard Strauss era uma especialidade de Karajan. Existem diversas gravações no catálogo, tanto da EMI quanto da DG. Resolvi trazer esta gravação da DG por me se a mais acessível no momento. Muitos consideram a versão definitiva a que George Szell realizou com a Elizabeth Schwarzkopff, e esse cd já foi postado aqui no PQPBach há alguns anos atrás. Desde então esta obra andava meio sumida por aqui.

01 Tod und Verklärung (Death and Transfiguration), tone poem for orchestra, Op. 24
02 Metamorphosen, study for 23 solo strings, AV 142
03 Frühling (‘In dämmrigen Grüften träumte ich lang’), song for voice & orchestra, AV 150-1- Fruhling
04 September (‘Der Garten trauert, kühl sinkt in die Blumen der Regen’), song for voice & orchestra, AV150-2- September
05 Beim Schlafengehen (‘Nun der Tag mich müd’ gemacht’), song for voice & orchestra, AV 150-3- Beim Schlagengehen
06 Im Abendrot (‘Wir sind durch Not und Freude gegangen Hand in Hand’), song for voice & orchestra, AV 150-4- Im Abendrot

Gundula Janowitz – Soprano
Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan – Conductor

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concertos nº20, in D Minor, K. 466, Piano Concerto nº24, in C Minor, K. 491. Piano Concertos nº13, in C, K. 415, Rondo for Piano and Orchestra, nº23, in A, KV 488, Piano Concerto nº27, in B Flat, KV 595 – Clara Haskil, Markevitch, et. all.

41N08MHH8DLResolvi trazer este cd duplo para os senhores para lhes apresentar a grande pianista romena Clara Haskil, uma das maiores intérpretes de Mozart do século XX. Para os que admiram o compositor e seus concertos para piano garanto que irão ficar maravilhados com sua técnica, sensibilidade, apuro estético. Pudera, ainda criança se mudou para estudar no começo do século com grandes nomes do Conservatório de Paris, e teve como colaboradores praticamente todos os grandes nomes do século, como Anda, Lipatti,  Szigatti, Szeryng, entre outros.  Maiores detalhes biográficos podem ser encontrados na Wikipedia.  Aos que puderem, sugiro a leitura do belo texto do booklet em anexo.

Então, para o deleite dos senhores, Mozart com uma de suas principais intérpretes, Clara Haskil. Entre os diversos maestros que a acompanham neste o destaque fica com Igor Markevitch, que a acompanha nos Concertos de nº 20 e nº 24 e Ferenc Fricsay, que a acompanha no Concerto nº 27. Não por acaso os clientes da amazon.com  unanimamente deram cinco estrelas para esse CD.

CD1

01. Mozart. Piano Concerto No. 20, Allegro
02. Mozart. Piano Concerto No. 20, Romanze
03. Mozart. Piano Concerto No. 20, Rondo. Allegro assai
04. Mozart. Piano Concerto No. 24, Allegro
05. Mozart. Piano Concerto No. 24, Larghetto
06.Mozart. Piano Concerto No. 24, Allegretto
07. Mozart. Piano Concerto No. 13, Allegro
08. Mozart. Piano Concerto No. 13, Andante

Clara Haskil – Piano
Orchestre des Concerts Lamoureux
Igor Markevitch – Conductor

CD 2

01. Piano concerto no13 in C, KV 415 (conclusion)-  III rondeau, alegro

Clara Haskil – Piano
Orchestre des Concerts Lamoureux
Igor Markevitch – Conductor

02. Rondo for piano and orchestra in A,KV386

Festival Strings Lucerne
Rudolf Baumgartner – Conductor

03. Piano concerto no 23 in A,kv488, I allegro
04. II adagio
05. III allegro assai

Wiener Symphoniker
Paul Sacher – Conductor

06, Piano concerto no27 in B flat, kv595 I allegro
07. II larhetto
08. III allegro

Bayerisches Staatorchester
Ferenc Fricsay – Conductor

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CD 2 – DOWNLOAD HERE – BAIXE AQUI

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Clara Haskil – Uma grande pianista

Serguei Rachmaninov – Piano Concertos – Ashkenazy, Haitink, Concertgebow Orchestra

81QjUIKrMGL._SL1400_Para muitos, uma das principais gravações já realizadas destes concertos. E preciso concordar, mesmo não sendo tão fã assim de Vladimir Ashkenazy. O russo realizou outra gravação integral destes concertos, mas com o Andre Previn, que postei aqui em priscas eras do PQPBach, mas esta versão com a fabulosa orquestra holandesa é superior.
Já reconheci em outras ocasiões que demorei a gostar destes concertos. Mas depois de um tempo relutante, cedi, graças a músicos como o próprio Ashkenazy e principalmente à nossa querida Martha Argerich, que realizou uma gravação absolutamente incendiária do dificílimo Concerto nº 3 com o Chailly e esta mesma orquestra holandesa e não podemos esquecer de Van Cliburn, que venceu o Concurso Tchaikosvsky para pianistas em Moscou, em plena Guerra Fria, encarando este mesmo Concerto nº3. Virei fã deste e dos outros três concertos.
Apesar de ser de um romantismo descarado, os quatro concertos apresentam dificuldades absurdas para seus intérpretes. Quando realizou estas gravações Ashkenazy já era mais maduro, mais experiente, e um pianista mais completo. Creio que suas experiências como regente também ajudaram neste processo de amadurecimento.

CD 1

1 Piano Concerto nº1, op. 1 – 1 Vivace
2 2 Andante
3 3 Allegro vivace
4 Piano Concerto nº4, in G Minor, op. 40 – 1 Allegro vivace
5 2 Largo
6 3 Allegro vivacce
7 – 31 – Rhapsody on a Theme of Paganini, op. 43

CD 2

1 Piano Concerto No.2 in C minor, Op.18 – 1.Moderato
2 2. Adagio sostenuto
3 3 Allegro scherzando
4 Piano Concerto No.3 in D minor, Op.30 – 1. Allegro ma non tanto
5 2. Intermezzo (Adagio)
6 3. Finale (Alla breve)

Vladimir Ashkenazy – Piano
Concertgebow Orchestra, Amsterdan
Bernard Haitink – Conductor

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CD 2 – DOWNLOAD HERE – BAIXE AQUI

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Richard Strauss (1864-1949) – Don Quixote Fantastische Variationen über ein Thema ritterlichen Charakters, op. 35, Till Eulenspiegels lustige Streiche, op. 28 – Kempe, Tortelier, Berlin Philharmoniker

51VPl9OzcNLSe vivo fosse, Richard Strauss estaria completando 150 anos neste dia 11 de junho. Uma data para se comemorar, com certeza. Nós do PQPBach vamos homenagear esse compositor com uma série de postagens de cds com obras suas em gravações que consideramos fundamentais em quaisquer cdtecas.
Começo com uma gravação histórica do selo Testament, realizada em 1958, com o grande violoncelista Paul Tortelier dando asas à nossa imaginação no sensacional Don Quixote. Através de variações sobre um tema, Strauss genialmente descreve a loucura do cavaleiro da triste figura, deixando o violoncelo ser a voz de Quixote e a viola sendo a voz de Sancho Pança. Momentos líricos, dramáticos e de total insanidade são belamente “ilustrados” pelo violoncelo de Tortelier. Quem acompanha o solista é a Filarmônica de Berlim sob a regência de um especialista em Richard Strauss, Rudolf Kempe.
Sempre à frente da mesma Filarmônica de Berlim, Rudolf Kempe em seguida nos traz o alegre “Till Eulenspiegel”, outro poema sinfônico de Strauss, baseado nas aventuras e estripulias de um personagem saído dos contos medievais. Maiores informações sobre esse personagem podes ser encontradas na Wikipedia.
Duas obras primas de Strauss, com certeza, e nas mãos de um time de feras. Com certeza, uma gravação IM-PER-DÍ-VEL !!!

1 Introduction. Don Quixote sinks into madness
2 Maggiore (Sancho Panza)
3 Variation I. Adventures with the windmills
4 variation II. The battle with the sheep
5 Variation III. Discourse between knight and squire
6 Variation IV. The adventure with the pilgrims
7 Variation V. The quest knight’s vigil
8 Variation VI. The meeting with Dulcinea
9 Variation VII. The ride through the air
10 Variation VIII. The voyage in the enchanted boat
11 Variation IX. The combat with the two magicians
12 Variation X. The defeat of Don Quixote
13 Finale (Sehr ruhig)
14 Till Eulenspiegels lustige Streiche (Till Eulenspiegel’s Merry Pranks), tone poem for orchestra, Op. 28

Paul Tortelier – Cello
Giusto Cappone – Viola
Berliner Philharmoniker
Rudolf Kempe

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Richard Strauss (1864-1949)

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Christus am Olberge – Domingo, Orgonasova, Schmidt, Rundfunkchoir Berlin, DSOB, Nagano

51uGbRakQOLPosso estar enganado, mas creio que é a primeira vez que postamos esta obra, o único Oratório que Beethoven compôs.
“Christus am Olberge”, ou traduzindo, “Cristo no Monte das Oliveiras”, foi composto em 1803, um pouco antes da Terceira Sinfonia e de sua única ópera, “Fidélio”.
Maynard Solomon, em sua excelente biografia de Beethoven, nos esclarece alguns pontos importantes sobre essa obra:

“O oratório de Beethoven, ´Cristo no Monte das Oliveiras´, op. 85, do início de 1803, foi a sua primeira obra importante sobre um tema religioso. A escolha desse tema (…) dá uma impressão de que pode ter ocorrido um surto de impulsos religiosos em Beethoven nessa época. Talvez a profunda crise pessoal, musical e ideológica por que ele estava passando durante esses anos tivesse trazido à tona, momentaneamente, seus sentimentos religiosos. Mas, com o abrandamento da crise e a consolidação do seu ´novo caminho´, esses sentimentos, aparentemente, declinaram de novo e a música religiosa desapareceu da oficina de Beethoven por meia década. Entretanto, o estilo secular e até operístico do oratório sugere que ele pode ter sido concebido menos como uma expressão de fé do que como a exploração da presença psicológica do Cristo por um não-adepto. Com efeito, poderíamos concluir que Beethoven – não sem razão – considerou a crucificação um caso especial da morte do herói, e foi atraído pelo tema, nessa época, quase como um estudo preparatório para as suas mais profundas explorações instrumentais do heroísmo”. (SOLOMON, 257-258)

Consegui essa gravação há pouco tempo atrás, e particularmente não a ouvi com muita atenção. O nome de Plácido Domingo se destaca entre os intérpretes e não ele faz feio. Li há alguns anos atrás uma crítica a respeito de sua pronúncia da lingua alemã quando gravou o “Tanhauser” de Wagner, e essa crítica considerava sua pronúncia trôpega, imprecisa e incorreta por vezes. Lembro que a gravação desse CD é de 2003. Considero a soprano Luba Orgonasova o nome a se destacar entre esses solistas. O coro está impecável e a segura regência de Kent Nagano frente à excelente Deutches Symphonie-Orchester Berlin nos brinda com momentos muita dramaticidade e emoção.
P.S. Para quem lê inglês, o booklet do cd traz uma excelente análise da obra, além de seu libreto.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Christus am Olberge

01 – Introduzione
02 – No.1. Jesus _ Jehovah, du mein Vater!
03 – Jesus _ Meine Seele ist erschuttert
04 – No.2. Seraph _ Erzittre Erde!
05 – Seraph _ Preist des Erlosers Gute
06 – No.3. Jesus, Seraph _ Verkundet, Seraph
07 – Jesus, Seraph _ So ruhe denn mit ganzer Schwere
08 – No.4. Jesus _ Willkommen, Tod!
09 – Chor der Krieger _ Wir haben ihn gesehen
10 – No.5. Jesus _ Die mich zu fangen ausgezogen sind
11 – Chor der Krieger, Chor der Junger _ Hier ist er
12 – No.6. Petrus, Jesus _ Nicht ungestraft
13 – Petrus, Jesus, Seraph _ In meinen Adern
14 – Chor der Krieger, Chor der Junger, Jesus _ Auf, auf!
15 – Chor der Engel _ Welten singen Dank und Ehre

Luba Orgonasova – Soprano
Placido Domingo – Tenor
Andreas Schmidt – Bass

Rundfunkchor Berlin
Deutsches Symphonie-Orchester Berlin
Kent Nagano – Conductor

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FDP

Liszt e suas transcrições

Uma das coisas mais inspiradoras e motivadoras para nós do PQPBach é um “comentário” como esse abaixo do nosso leitor que assina beto toda música. Coloquei a palavra comentário entre aspas pois na verdade o que o Beto fez foi nos dar uma aula sobre Liszt. Pedi-lhe autorização então para copiar esse “comentário”, com alguns pequenos ajustes, adequando-o melhor ao texto. Espero que gostem:

“Inicialmente, é importante ter em mente que a arte da transcrição é uma recriação: uma adaptação a determinada forma de expressão musical de obras originalmente concebidas para outra.
Deve-se atentar para o fato de que os arranjos de Liszt para piano de obras de Bach para órgão são os que mais se aproximam de uma transcrição nota a nota. Na adaptação de obras orquestrais para piano, esse procedimento literal é impossível, para que a música surta o desejado efeito no novo meio de expressão. Embora se mantivesse fiel a melodias, ritmos e harmonias das sinfonias de Beethoven, por exemplo, Liszt tomava as necessárias liberdades na transposição das texturas orquestrais para o teclado.
O total do catálogo de transcrições de Liszt abrange 368 peças; mas como há vários itens subdivididos (12 canções, 9 sinfonias, etc) o total real chega a mais do dobro.
Um extraordinário empenho criativo, sem dúvida, que no entanto não raro lhe valeu mais censuras que cumprimentos. Uma lista tão grande poderia dar idéia de uma série infindável de obras sem interesse, produzidas com rapidez e mecânica facilidade. Mas não: as adaptações de obras de outros compositores são sempre cuidadosas e, vale frisar, altamente criativas em sim mesmas.
Liszt integra uma das correntes mais ilustres no terreno da transcrição. Os precedentes mais conhecidos são Mozart e Bach, com suas recriações de obras de Vivaldi. Não devemos esquecer que o próprio Beethoven, transformou seu Concerto para Violino num Concerto para Piano.
No século XV e início do XVI, eram comuns os arranjos de música vocal para alaúde, violas ou teclados. Na antologia da história da música de Arnold Schering, o madrigal para solista Amarilli, mia bella, de Caccini, publicado em Florença em 1602, é seguido de uma transcrição para virginais publicada por Peter Philips em Londres em 1603. É uma transcrição tão livre quanto qualquer uma das que saíram da pena de Liszt, e serve igualmente para ilustrar a idéia de um continuum entre a música antiga e a nova, do qual o próprio Liszt é apenas parte. Essa continuidade pode ser constatada de várias maneiras. Por exemplo: 1 – no século XIX, a Chacona para solo de violino em ré menor de Bach, transcrita para a mão esquerda no piano por Brahms; os arranjos de Bach e Paganini feitos por Schumann; o arranjo para orquestra de cordas de Mahler do Quarteto op. 95 de Beethoven; 2 – no século XX, as transcrições orquestrais de Ravel e Schoenberg.
A grande maioria das adaptações do século XIX pertencia ao gênero do pot-pourri, mas Liszt nunca desceria a este nível.
Busoni chamou atenção para a sutil utilização de seções contrastantes nas fantasias operísticas de Liszt, o gosto evidenciado na escolha de passagens e dos motivos usados na caracterização dramática, o emprego de ornamentação filigranada como elemento intrínseco das ‘fantasias’, e reconheceu a superioridade de Liszt em relação aos outros arranjadores contemporâneos.
O monumento a Beethoven em Bonn deve muito ao empenho de Liszt; e ele por sua vez criou seu próprio monumento a Beethoven com as transcrições das nove sinfonias. Em 1851 foi publicado seu arranjo da Nona para dois pianos – adaptação admirada entre outros por Brahms e Clara Schumann, que a tocaram juntos. No ano de 1864, Liszt publica a segunda versão da Nona para um piano apenas.
Como no caso da Symphonie fantastique, Liszt assinala minuciosamente a instrumentação de Beethoven, reproduzindo com exatidão ligaduras e fraseados. Sua grande habilidade está na criação de sonoridade apropriadas para as seções orquestrais que pareceriam fracas se fossem meramente transcrições nota por nota. Dentre muitos exemplos, temos a sutil redistribuição das texturas de acompanhamento no movimento lento da No. 4; os acordes arpejados no baixo profundo, evocando brilhantemente o terrível troar dos instrumentos graves na tempestade da Pastoral; e a freqüente combinação simultânea de diferentes texturas – tremolo, melodia em prolongado legato e acompanhamento em staccato, como no Adagio da Nona. A clareza de cada uma das vozes é mantida graças à cuidadosa notação das hastes das notas, para cima ou para baixo. Liszt estabelece frequentemente passagens com a indicação ossia, para soluções alternativas; e eventualmente inclui em pautas separadas certas vozes que não pôde incorporar aos dez dedos.
Como no caso de Beethoven, também com Berlioz a preservação do ‘espírito do original’ é invariavelmente o objetivo de Liszt. A audácia do arranjo da Symphonie fantastique fica evidente não só na bem-sucedida transformação da orquestração em termos pianísticos como em sua qualidade pura e simplesmente como documento pianístico, como Schumann não deixou de observar:

‘Liszt empreendeu seu arranjo com tal talento e entusiasmo que ele pode ser considerado uma obra original, um résumé de seus estudos aprofundados, uma verdadeira escola prática de execução de partes orquestrais no piano. Essa arte da reprodução, tão diferente do empenho detalhista do virtuose, os diferentes tipos de toque que exige, o uso inteligente do pedal, a clara interpenetração das diferentes vozes, a compreensão global das massas orquestrais – em suma, a captação de recursos e possibilidades até agora ocultas no piano só pode ser obra de um Mestre.’
Os parágrafos acima são citações do livro do professor Derek Watson sobre a obra lisztiana.
Finalizando: Liszt GÊNIO ABSOLUTO da música ocidental!
PS:
São imperdíveis as gravações de Glenn Gould das transcrições da Quinta Sinfonia e do primeiro movimento da Pastoral, bem como, o registro da transcrição da Symphonie fantastique pela EXTRAORDINÁRIA pianista Idil Biret, que na minha modesta opinião é um dos monstros sagrados do piano da segunda metade do século XX.”

 Beto Toda Música

Postagem restaurada – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Symphonies Nos. 1 & 2 – Bruno Walter – Leslie Howard #BTHVN250

61+AufDLfcLPUBLICADA ORIGINALMENTE POR FDP BACH EM 19/5/2014, RESTAURADO POR VASSILY EM 29/3/2020

Sempre tive vontade de postar essas transcrições de Liszt das sinfonias de Beethoven. Porém seria um projeto longo, pois a idéia seria intercalá-las com as sinfonias originais interpretadas por uma grande orquestra, e demorei pois não me decidia entre as diversas opções que tenho. Até que lembrei da gravação que Bruno Walter fez da integral das sinfonias, já no final de sua vida, quando a Columbia lhe pediu para gravar estas mesmas sinfonias, que tantas vezes havia tocado, em som estéreo. O velho maestro, já adentrado em seus oitenta anos, mostrou a todos que continuava em forma, e realizou uma das melhores gravações já realizadas destas sinfonias.
frontCom relação às transcrições que Franz Liszt fez destas sinfonias não me cabe julgar se são boas ou ruins. Aos que ainda não conhecem, eis a oportunidade. Obviamente sentirão falta da massa orquestral, mas num ponto não podemos deixar de elogiar a loucura que Liszt fez ao encarar tal desafio: a fidelidade ao gênio de Bonn, dentro do limite do possível, é claro.
O pianista Leslie Howard é conhecido por ter gravado trocentos cds com a imensa obra pianística de Liszt. E o excelente selo Hyperion bancou o projeto. Não sei quantos volumes foram lançados, perto de cinquenta, creio, e demorou bastante tempo para ser realizado. Também não sei se já foi concluído.
Mas vamos começar pelo começo, sinfonias de nº1 e de nº2. Bruno Walter dirige a Columbia Symphony Orchestra. e Leslie Howard encara o desafio ao piano.
P.S. Nem a Sony nem a Hyperion seguem a sequência das sinfonias nos cds que estou disponibilizando. Por esse motivo, estou editando as faixas para obedecer a sequência. Assim os senhores podem mais podem entender a evolução de Beethoven enquanto compositor.

Sinfonia nº 1
01 – Symphony No.1 in C major, Op. 21 – I. Adagio molto – Allegro con brio
02 – II. Andante cantabile con moto
03 – III. Menuetto. Allegro molto e vivace
04 – IV. Finale. Adagio – Allegro molto e vivace

Piano – Leslie Howard
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Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor
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Sinfonia nº2

05 – Symphony No.2 in C major, Op. 36 – I. Adagio molto – Allegro con brio
06 – II. Larghetto
07 – III. Scherzo. Allegro
08 – IV. Allegro molto

Piano – Leslie Howard
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Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor
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FDPBach

bem_Bruno_Walter
Bruno Walter (1876-1962) – Um maestro lendário
Leslie Howard - Um excelente pianista
Leslie Howard – Um excelente pianista

 

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Bach Concertos – Janine Jansen – Janine Jansen & Friends

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Bach Concertos – Janine Jansen – Janine Jansen & Friends

Janine Jansen-CoverboxEstou aproveitando as minhas férias para colocar em dia as minhas audições, que estavam bem atrasadas, assim como encarar a pilha de livros que estão aguardando sua vez, e essa pilha também está grande. Então, fazendo um backup no meu computador, reencontrei esse cd delicioso com os concertos para violino  de Bach, que todos adoramos, com certeza, em uma versão bem intimista de Janine Jansen, uma das melhores violinistas da atualidade. Além dos concertos para violino Jansen também toca as belíssimas Sonatas para Violino e Cravo, de nº 3 e 4.
Jansen juntou amigos e formou um conjunto que chamou carinhosamente de Janine Jansen & Friends e gravou essas obras primas de Bach. Parece que a moça tem força entre os produtores da DECCA, sua gravadora. Sua interpretação é clara, límpida, graças ao seu Stradivarius “Barrere”, um daqueles perfeitos instrumentos que não tem preço, sua sonoridade beira a perfeição, com o perdão da redundância.
E não é só isso: os senhores levarão também um cd bônus, com a mesma Janine Jansen tocando O Trio Sonata in G maior, BWV 1039.
Me apropriando das palavras de nosso ausente colega Carlinus, espero que tenham uma boa audição. Eu vou continuar o meu hercúleo trabalho de colocar em dia minhas audições atrasadas e encarar a pilha dos livros que aguardam sua vez de serem lidos.

01 – J.S.Bach-Violin Concerto No.2 In E,BWV 1042.1.Allegro
02 – J.S.Bach-Violin Concerto No.2 In E,BWV 1042.2.Adagio
03 – J.S.Bach-Violin Concerto No.2 In E,BWV 1042.3.Allegro Assai
04 – J.S.Bach-Violin Concerto No.1 In A Minor,BWV 1041.1.(Allegro Moderato)
05 – J.S.Bach-Violin Concerto No.1 In A Minor,BWV 1041.2.Andante
06 – J.S.Bach-Violin Concerto No.1 In A Minor,BWV 1041.3.Allegro Assai
07 – J.S.Bach-Concerto In C Minor For Violin And Oboe BWV1060.1.Allegro
08 – J.S.Bach-Concerto In C Minor For Violin And Oboe BWV1060.2.Adagio
09 – J.S.Bach-Concerto In C Minor For Violin And Oboe BWV1060.3.Allegro
10 – J.S.Bach-Sonata For Violin And Harpsichord No.3 In E,BWV 1016.1.Adagio
11 – J.S.Bach-Sonata For Violin And Harpsichord No.3 In E,BWV 1016.2.Allegro
12 – J.S.Bach-Sonata For Violin And Harpsichord No.3 In E,BWV 1016.3.Adagio Ma Non Tanto
13 – J.S.Bach-Sonata For Violin And Harpsichord No.3 In E,BWV 1016.4.Allegro
14 – J.S.Bach-Sonata For Violin And Harpsichord No.4 In C Minor,BWV 1017.1.Siciliano (Largo)
15 – J.S.Bach-Sonata For Violin And Harpsichord No.4 In C Minor,BWV 1017.2.Allegro
16 – J.S.Bach-Sonata For Violin And Harpsichord No.4 In C Minor,BWV 1017.3.Adagio
17 – J.S.Bach-Sonata For Violin And Harpsichord No.4 In C Minor,BWV 1017.4.Allegro

CD Bônus

01 – J.S.Bach-Trio Sonata In G Major BWV 1039.1.Adagio
02 – J.S.Bach-Trio Sonata In G Major BWV 1039.2.Allegro Ma Non Presto
03 – J.S.Bach-Trio Sonata In G Major BWV 1039.3.Adagio E Piano
04 – J.S.Bach-Trio Sonata In G Major BWV 1039.4.Presto

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FDPBach

Janine-Jansen
Janine Jansen – talento e beleza a serviço da música

Antonin Dvorak (1841-1941) – Concerto for Cello and Orchestra in B Minor, op. 104 – Du Pré, Celibidache, SRSO

FrontQuando dois músicos do porte da violoncelista Jacqueline Du Pré e do mítico regente romeno Sergiu Celibidade se reúnem, o resultado só poderia ser um: Um cd IM-PER-DÍ-VEL !!!  Emocionante, para não me alongar muito em adjetivos.
Só um porém: o cd que estou postando é o da DG, não o da ERATO. A diferença entre ambos é que o da ERATO trazia também o concerto de Saint-Saens, no qual a inglesa era acompanhada pelo ex-marido, Daniel Baremboim, mas como essa coleção é em homenagem especificamente a Celibidache,  deixaram apenas o concerto de Dvorak. Tudo bem,sem problemas. A interpretação é a mesma e não deixa de ser uma das melhores que já foram realizadas desse concerto. Du Pré era uma musicista completa, extravasava emoção por todos os poros, e dominava seu Stradivarius com maestria. Uma gigante do instrumento, que infelizmente nos deixou precocemente. Celi, bem nem há necessidade de falar de Celibidache. Ele está em seu elemento.

1 Concerto for cello and orchestra in B minor, op. 54 – Allegro
2 Adagio, ma non troppo
3 Finale – allegro moderato

Jacqueline Du Pré  – Cello
Swedish Radio Symphony Orchestra
Sergiu Celibidache – Conductor

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Anton Bruckner 1824-1896) – Symphony nº3 in D minor – Celibidache, Münchner Philharmoniker

FrontMuito se discutiu sobre Celibidache nos últimos dias. Curioso que, mesmo passados tantos anos de sua morte, assim como a de Karajan, ambos regentes ainda causam discussões tão acaloradas e apaixonadas. Isso  só mostra a importância de ambos no cenário da música clássica.
Eu particularmente não nutro nenhuma paixão especial nem por um nem por outro maestro. Claro que como todos os que acompanham esse estilo musical desde a infância ou adolescência, obviamente fomos bombardeados pelo marketing poderoso da Deutsche Grammophon, que nos trazia Herbert von Karajan como a quintessência da função de maestro. Amo suas gravações de Brahms e de Beethoven realizadas na década de 60, como já declarei aqui algumas vezes. E com certeza elas irão me acompanhar até o final de minha vida, falem o que quiserem falar do maestro.
Com Bruckner minha relação é bem mais recente. E essa série com Celibidache me era totalmente desconhecida até há alguns anos atrás. Creio que devo tê-la conhecido já no PQPBach, em algum momento desses nossos oito anos nosso mentor, e bruckneriano convicto, PQPBach, deve tê-la postado, assim como nosso querido Carlinus. Mas os links já deixaram de existir há algum tempo.
Resolvi então trazer à vida novamente essa série. São apenas 7 as sinfonias que ele gravou para a EMI, da terceira até a nona.
Vamos então começar com a terceira sinfonia.

01 – I. Mehr langsam. Misterioso
02 – II. Adagio, bewegt, quasi Andante
03 – III. Ziemlich schnell
04 – IV. Allegro
05 – Applaudissements

Münchner Philharmoniker
Sergiu Celibidache – Conductor

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Concerto nº1 para Violão – Dilermando Reis – obras de Radamés Gnattali (1906-1988), Oscar Lorenzo Fernandez (1897-1948), César Guerra Peixe (1914-1993), Leopoldo Hakel Tavares da Costa (1896-1969) e Agustín Barrios Mangoré (1885-1944); [Acervo PQPBach] [link atualizado 2017]

SHOW DE BOLA !!!

Queridos, queridos!

Hoje vou voltar à música brasileira (tá, tem uma paraguaia no fim, mas de ótima qualidade) com este instrumento que se adaptou tão bem em terras ibero-americanas, ganhando inúmeras formas de execução e se adaptando tão perfeitamente aos ritmos locais.

O mais provável é que o instrumento tenha se desenvolvido da viola portuguesa, parente não muito distante da alaúde, esta última trazida ao continente europeu pelos árabes. Os árabes, sempre os árabes… Viva os árabes! Tem tanto rastro da cultura deles na nossa até os dias de hoje…

Mas não vamos nos delongar muito sobre a história (que não deixa de ser fascinante) do violão e falemos do violonista. Eis que temos aqui, hoje, nada mais, nada menos que Dilermando Reis, que muito ouvinte castiço de clássicos torce o nariz quando se fala dele, mas que divulgou este instrumento como poucos e para quem Radamés Gnattali escreveu e dedicou o presente Concerto nº1 – belíssimo, por sinal – sinal do reconhecimento e da admiração do compositor pelo violonista.

Como o concerto só preenchera um lado do LP,  Dilermando não deixou por menos: fez uma seleção (e que seleção!) de obras brasileiras para violão erudito de Hekel Tavares, Lorenzo Fernandez e Guerra-Peixe, mais uma do paraguaio Augustín Barrios Mangoré, um dos papas do instrumento. Disso resultou um álbum de grande expressividade e de uma qualidade fenomenal.

Eu, se fosse você, não perdia a oportunidade de ouví-lo!

Ouça! Ouça! Deleite-se!

Dilermando Reis
Concerto nº1 e outras peças

Radamés Gnattali (Porto Alegre, RS, 1906 – Rio de Janeiro, RJ, 1988)
01. Concerto para Violão nº1, I. primeiro movimento
02. Concerto para Violão nº1, II. segundo movimento
03. Concerto para Violão nº1, III. terceiro movimento
Oscar Lorenzo Fernandez (Rio de Janeiro, RJ, 1897 – 1948)
04. Pequena Modinha
César Guerra Peixe (Petrópolis, RJ, 1914 – Rio de Janeiro, RJ, 1993)
05. Ponteado
Leopoldo Hakel Tavares da Costa (Satuba, AL, 1896 – Rio de Janeiro, RJ, 1969)
06. Ponteio
Agustín Barrios Mangoré (San Jua Bautista de las Misiones, Paraguai, 1885 – 1944)
07. La Catedral

Dilermando Reis, violão

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3  (81Mb)
FLAC  (148Mb)

Partituras e outros que tais? Clique aqui

Sabe aquela coisa de fazer um comentário? Eu ainda gosto. Pode comentar, pessoal!

Bisnaga

Mediação digital e pedagógica do Museu da Música de Mariana

Mediação digital e pedagógica do Museu da Música de Mariana

(email que recebemos do musicólogo Prof. Paulo Castagna)

O Museu da Música de Mariana é uma entidade cultural de interesse público e sem fins lucrativos, fundada em 1973 e mantida pela Arquidiocese de Mariana.

Desde a Páscoa de 2014, o Museu da Música iniciou um serviço de Mediação Digital e Pedagógica (MDP) para os usuários do Facebook, na forma de postagens diárias (sete dias por semana!) de notícias, informações, imagens, filmes e música, com a função de tornar o patrimônio histórico-musical brasileiro e o próprio conhecimento musicológico interessantes, contemporâneos e atrativos para o público em geral, além dos especialistas e do meio acadêmico.

Utilizando o Facebook como Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), estamos divulgando diariamente, em nossa página (https://www.facebook.com/MuseuDaMusicaDeMariana/), aspectos interessantes do passado musical brasileiro, da atividade musical nas cidades históricas brasileiras, da relação entre a música, a sociedade, os costumes, as festas e a religião, além de aspectos marcantes da história, do acervo e dos projetos do Museu da Música. Esta ação visa promover o desenvolvimento de uma função social mais ampla do conhecimento histórico-musicológico e das instituições semelhantes ao Museu da Música, estimulando a multiplicação desse tipo de mediação no meio acadêmico-musical.

O serviço de MDP não deixa em segundo plano a pesquisa e nem a publicação acadêmica, que são preocupações do Museu da Música desde 1984, quando realizou (portanto há exatos 30 anos) o I Encontro Nacional de Pesquisa em Música e deu início aos encontros periódicos brasileiros na sub-área de musicologia histórica. A iniciativa visa apenas criar interesse pelos assuntos musicológicos no público em geral, bem como ampliar esse conhecimento e sua função no ambiente externo aos meios técnico e acadêmico, com o objetivo de aumentar as interrelações entre a instituição, o campo específico de conhecimento e a sociedade por eles beneficiada.

De um modo geral, as abordagens acadêmicas na área de música utilizam conceitos e terminologia muito específicas deste campo de estudo, sendo difícil sua compreensão por grande parte do público interessado pelas práticas musicais do presente ou do passado, caso não sejam profissionais da área de música.

Ao propor a mediação do seu conhecimento musicológico, o Museu da Música assume o desafio de estabelecer essa ponte, no espaço virtual ou presencial. Constatamos que a grande maioria dos visitantes do Museu da Música são portadores de gadgets (celulares, smartphones, leitores de MP3, etc.), geralmente percorrendo todo o trajeto do módulo expositivo, mesmo durante a visita guiada, com seus aparelhos em mãos, atitude que demonstra uma certa necessidade, por parte dos mesmos, de buscar maior interação entre sua familiaridade com o meio virtual e o conteúdo apresentado no Museu.

Para Maurice Halbwachs (A memória coletiva; trad. Beatriz Sidou. São Paulo: Centauro, 2006), a memória coletiva se refere a uma identidade propriamente coletiva, que explica uma experiência e um passado vividos por participantes de um mesmo grupo, o que envolve as memórias individuais, mas não se confunde com elas. Ao adequar à linguagem da web o conteúdo musicológico, fruto do cotidiano da pesquisa e da gestão do acervo, o Museu da Música veicula tais conteúdos de maneira a se tornarem subjetivamente reconhecíveis pelos usuários da web, o que possibilita sua ressignificação por parte dos nossos consulentes, sejam eles virtuais ou presenciais.

A proposta está fundamentada no conceito pedagógico de “mediação” e suas múltiplas vertentes e possibilidades, tais como apresentadas, entre outros, por Ana Mae Barbosa e Rejane Galvão Coutinho no livro Arte educação como mediação cultural e social (São Paulo: UNESP, 2008), por Carlos Alberto Sobrinho no artigo “Mediação digital e pedagógica” (Teias, Rio de Janeiro, ano 4, n.7-8, p.1-13, jan/dez 2003) e por Solimar Patriota Silva na comunicação “O facebook na formação continuada de mediadores de leitura” (Anais do 18º Congresso Internacional de Educação à Distância, São Luís, 23-26 set. 2012). Nossa ação está em consonância com a “Lei de Acesso à Informação” (Lei Federal nº 12.527, de 18/11/2011) e com os “Princípios de Acesso aos Arquivos”, adotados pela Assembléia Geral do Conselho Internacional de Arquivos (Brisbane, 2012), cujo terceiro item possui esta recomendação: “Os arquivistas têm a responsabilidade profissional de promover o acesso aos arquivos. Eles divulgam informação sobre os arquivos utilizando vários meios, como a internet e publicações na web, documentos impressos, programas públicos, meios comerciais e outras atividades de alcance. Eles devem estar continuamente atentos a mudanças nas tecnologias de comunicação e usam aquelas que são disponíveis e práticas para promover a divulgação dos arquivos.” Finalmente, como apoio a este tipo de ação, vale a pena transcrever a epígrafe utilizada no artigo de Carlos Alberto Sobrinho: “Não foram os educadores que criaram as novas tecnologias do final do século XX, nem são eles que as controlam, mas têm agora a oportunidade e a responsabilidade de as usar criativamente e de um modo eficiente, no sentido de fortalecer e enriquecer a educação de todos.” Malcolm Skilbeck (Educador e ex-Diretor da OCDE).

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“Curtindo” a página https://www.facebook.com/MuseuDaMusicaDeMariana/, as postagens diárias do Museu da Música aparecerão em seu feed de notícias, juntamente com as postagens de seus(suas) amigos(as) e das demais páginas que você já curtiu. Gostando da página e das postagens, sugerimos clicar em “convide seus amigos para curtirem esta página” e agradecemos indicá-la aos seus(suas) amigos(as) e familiares, pois assim este trabalho chegará a um número cada vez maior de pessoas e cumprirá com maior eficiência sua missão de difusão e desenvolvimento da função social do conhecimento musicológico e dos projetos científicos, pedagógicos e sociais do Museu da Música de Mariana. E estando na região, venha visitar gratuitamente nossa exposição permanente ou pesquisar em nosso acervo, de terça-feira a domingo, nos horários indicados em nossa página.

Obrigado, colega!

A Equipe do Museu da Música de Mariana

Pe. Enzo dos Santos
José Eduardo Liboreiro
Vítor Sérgio Gomes
Sidiône Eduardo Viana
Gislaine Padula de Morais
Paulo Castagna

Museu da Música de Mariana
Rua Cônego Amando, 161
Bairro Chácara
CEP 35420-000 – Mariana – MG
Telefone: (31) 3557-2778
Website: http://mmmariana.com.br
E-mail: [email protected]

-oOo-

O Museu da Música de Mariana já produziu 9 CDs que apresentam músicas inéditas. Foram produzidos e distribuidos somente 1.000 exemplares de cada. Hoje é considerada uma coleção rara e está esgotada!. Os 9 CDs já foram postados pelo PQPBach, em arquivos FLAC e MP3 320 kbps, exclusividade essa que somente os ouvintes do PQPBach desfrutam !!!

Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 1/9 – Pentecostes (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 2/9 – Missa (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 3/9 – Sábado Santo (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 4/9 – Conceição e Assunção de Nossa Senhora (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 5/9 – Natal (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 6/9 – Quinta-Feira Santa (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 7/9 – Devocionário Popular aos Santos (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 8/9 – Ladainha de Nossa Senhora (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 9/9 – Música Fúnebre (Acervo PQPBach)
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As partituras e o aparato crítico das obras acima estão disponíveis aqui, em arquivos Adobe Acrobat (.pdf). As partituras estão divididas em partes para facilitar sua transferência pela internet.

Conheça a história dos 40 anos (e vários séculos) do Museu da Música de Mariana, aqui.

Aproveitem todos estes tesouros !!

Avicenna

Robert Schumann (1810-1856): Piano Concerto, op. 54 / Pyotr Illych Tchaikosky (1840-1893): Piano Concerto nº1, op.23 – Baremboim, Celibidache, Münchner Philharmoniker

51cOcYdBQNL._SL500_AA280_Dois dos principais concertos do romantismo nas mãos de Baremboim e de Celibidache. Uma grande gravação, realizada ao vivo, para apresentar para aqueles que não conhecem o maestro Sergiu Celibidache e mostrar o quão grande ele foi. Daniel Baremboim já é figura carimbada aqui no blog, tanto enquanto pianista quanto regente. A essência do romantismo é aqui extraída com tremendo talento, tanto pela orquestra de Celi quanto pelo piano de Baremboim. Postagem realizada a toque de caixa, aproveitando o feriadão do primeiro de maio.

01 – Schumann Piano Concerto, Op.54, A minor – I. Allegro affettuoso
02 – Schumann Piano Concerto, Op.54, A minor – II. Intermezzo: andantino grazioso
03 – Schumann Piano Concerto, Op.54, A minor – III. Allegro vivace
04 – Tchaikovsky Piano Concerto No.1, Op.23, B flat – I. Allegro non troppo e molto maestoso
05 – Tchaikovsky Piano Concerto No.1, Op.23, B flat – II. Andante semplice – Prestissimo – Tempo I
06 – Tchaikovsky Piano Concerto No.1, Op.23, B flat – III. Allegro con fuoco

Daniel Baremboim – Piano
Münchner Philharmoniker
Sergiu Celibidache – Conductor

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Sergiu Celibidache defeca sobre Herbert von Karajan

Uma entrevista de 1979 com Sergiu Celibidache, o mítico regente de Munique que, perguntado sobre alguns de seus colegas, disparou contra Karajan.

“Herbert von Karajan”, disse, “é o caso mais trágico de decadência dentre todos os maestros. Quando jovem, tinha potencial, mas depois sucumbiu a uma vaidade sem limites e chegou a uma completa incompreensão da música. Tornou-se um péssimo músico, na verdade tornou-se um não-musical”.

Perguntado por que o público adorava Karajan, Celi respondeu: eles adoram Coca-cola também.

Eu acho que as gravações falam por si. A maioria é mesmo uma merda.

Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847) – Concerto for violin and Orchestra in E minor, op. 64, Antonin Dvorák (1841-1904) – Concerto for Violin and Orchestra in A minor, op. 53 – Stern, Ormandy, PO

JFrontá comentei em postagem anterior deste mesmo concerto de Mendelssohn que este foi o primeiro concerto para violino ao vivo que ouvi na minha vida . Teatro Guaira de Curitiba, segunda metade da década de 1970. Eu estava no início de minha adolescência, e fiquei encantado com tudo: música, os trejeitos do solista, o movimento dos braços do maestro, enfim, não foi a primeira vez em que fui a uma apresentação de uma orquestra, mas com certeza foi a primeira vez que me encantei com todo aquele espetáculo.
O Concerto de Mendelssohn com certeza é uma dos melhores já compostos para o instrumento, e com certeza um dos mais gravados e interpretados nas salas de espetáculo do mundo inteiro. Então porque trazer outra gravação, se aqui mesmo no PQPBach devem existir ainda umas três ou quatro de excelente qualidade ainda disponíveis? A resposta é bem simples: exatamente por se tratar do concerto para violino de Mendelssohn, aquele mesmo que todos conhecem, que sabem assobiar a alegre melodia do allegretto final, aquele que nos emociona como poucas outras obras são capazes de nos emocionar. E o solista aqui é Isaac Stern, um dos grandes nomes do instrumento do século XX. E a Orquestra é a de Philadelphia no seu apogeu, nas mãos de Eugene Ormandy. Tudo aqui funciona às maravilhas, solista, orquestra, todos juntos num dos grandes momentos da carreira destes excepcionais músicos.
Para completar o cd, Stern, Ormandy e a Orchestra of Philadelphia encaram outro petardo, o Concerto para Violino de Dvorák. É para não sobrar pedra sobre pedra.

01 – Violin Concerto in E minor, Op. 64- Allegro molto appassionato
02 – Violin Concerto in E minor, Op. 64- Andante
03 – Violin Concerto in E minor, Op. 64- Allegro non troppo – Allegro molto vivace
04 – Violin Concerto in A minor, B. 96-B. 108 (Op. 53)- Allegro ma non troppo
05 – Violin Concerto in A minor, B. 96-B. 108 (Op. 53)- Adagio ma non troppo
06 – Violin Concerto in A minor, B. 96-B. 108 (Op. 53)- Finale, Allegro giocoso, ma non troppo
07 – Romance for violin & orchestra in F minor (arr. from Andante of Str Qrt No. 5)

Isaac Stern – Violin
Philadelphia Orchestra
Eugene Ormandy – Conductor

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stern1
Isaac Stern – Um grande violinista com certeza

Museu da Música de Mariana no Facebook

Mensagem do Prof. Paulo Castagna:

O Museu da Música de Mariana inaugurou, na última Páscoa, um serviço informativo diário em sua página do Facebook: veja aqui.

Nesse serviço apresentaremos áudios, vídeos, imagens e informações musicológicas interessantes relacionadas ao acervo e à história do Museu da Música. Para visualizar os posts diários basta entrar na página e curtir.

Com esse serviço pretendemos estimular o interesse pela musicologia histórica e pelo Museu da Música. Seria possível dar uma nota a respeito no PQP? Quanto mais curtidas maior o número de pessoas que será alcançada pelos posts. Pretendemos chegar à marca de 10 mil curtidas até julho.

Abraço!

Paulo Castagna
[email protected]
http://paulocastagna.com/

Avicenna

Teodorico Pedrini (1671-1746), Joseph-Marie Amiot (1718-1793) – Concerto barroco na Cidade Proibida [link atualizado 2017]

Mais um que é IM-PER-DÍ-VEL !!!

Tem na Amazon: aqui.

Continuando na minha saga e meu afã de conhecer mais e divulgar a música ocidental feita no oriente, apresento-vos este belíssimo Concerto Barroco na Cidade Proibida, uma obra que o próprio encarte afirma ser de (entre aspas, mesmo) “barroco chinês”. na verdade, o termo é bastante apropriado para classificar o que seria a música composta por religiosos ocidentais, com um sistema musical e ritos europeus, realizada na distante China no período que, para a Europa e Latino-América, consideramos como barroco. Falar de um barroco na China (sem as aspas) seria forçação de barra, pois toda a arte deles não se alinha com a nossa e seus padrões estéticos são bem diversos dos que estamos acostumados.

Este CD mostra muito bem a  diferença e a beleza da junção entre as culturas de cá e de acolá, alternando os Divertimentos Chineses, do padre jesuíta francês Joseph-Marie Amiot (1718-1793), e as Sonatas para Instrumento, do frei vicentino italiano Teodorico Pedrini (1671-1746), missionários contemporâneos que provavelmente se conheceram.

Essa alternância é proposital, para mostrar a diferença entre as peças de Pedrini, compositor que nunca conseguiu se desvencilhar dos padrões e sonoridades de sua terra nas obras executadas na China; e as de Amiot que, ao contrário de seu colega, mergulhou de cabeça na cultura chinesa (chegando a ser membro da Academia de Ciências Chinesa, tradutor do imperador e escrevendo dicionários e uma obra de 15 volumes sobre a história, ciência e arte chinesas), compondo peças que apresentam uma mescla da música que aprendeu com a que incorporou no oriente.

O jesuíta francês soube muito bem criar algo novo e rico aos nossos ouvidos. De forma contrária a ele, a música sem grande novidade formal do colega italiano surpreende, não pela novidade (pois quase não há), mas pela beleza, mesmo. Pedrini é um baita melodista! Como suas sonatas são lindas! Por isso mesmo seu nome deva aparecer sozinho na capa do álbum. Ainda mais: as obras são executadas pelos preciosistas do XVIII-021 Musique des Lumières, grupo que não erra nas execuções, mestres do bem-executado, de um capricho inestimável.

Um verdadeira pérola do oriente! Ouça! Ouça! Deleite-se!

Amostra: A primeira sonata de Pedrini:
http://youtu.be/JmJd2mYw-Mg

Concert Baroque à la Citè Interdite
Concerto barroco na Cidade Proibida

Joseph-Marie Amiot (1718-1793)
01. Primeiro Divertimento chinês
Teodorico Pedrini (1671-1746)
Sonata No. 1 para violino e baixo continuo em Lá maior
02. I. Adagio
03. II. Allegro
04. III. Largo
05. IV. Adagio
06. V. Allegro
Joseph-Marie Amiot (1718-1793)
07. Primeiro Divertimento chinês
Teodorico Pedrini (1671-1746)
Sonata No. 7 para flauta e baixo continuo em Si bemol maior
08. I. Grave
09. II. Vivace
10. III. Adagio
11. IV. Baleto allegro
12. V. Allegro
Joseph-Marie Amiot (1718-1793)
13. Terceiro Divertimento chinês
Teodorico Pedrini (1671-1746)
Sonata No. 4 para violoncelo e baixo continuo em Sol menor
14. I. Grave
15. II. Cantabile
16. II. Allegro
17. IV. Grave e arcate lunghe
18. V. Allegro
Joseph-Marie Amiot (1718-1793)
19. 19. Segundo Divertimento chinês.
Teodorico Pedrini (1671-1746)
Sonata No. 10 para violino e baixo continuo em Dó menor
20. I. Prelúdio
21. II. Corrente Andante
22. III. Grave
23. IV. Sarabanda Vivace
24. V. Minuetto Allegro
25. VI. Adagio
26. VII. Giga Allegro
Joseph-Marie Amiot (1718-1793)
27. 27. Terceiro divertimento chinês.
Teodorico Pedrini (1671-1746)
Sonata No. 5 para flauta e baixo continuo em Sol maior
28. I. Largo
29. II. Allegro
30. III. Vivace
31. IV. Allegro
32. V. Adagio
33. VI. Allegro

Martine Chappuis, cravo
Claire Antonini, teorba
Patrik Bismuth, violino
Hagger Hanana, violoncelo
Jean-Christophe Frisch, flauta transversa e regência
XVIII-21 Musique des Lumières

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE 113Mb

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Teodorico Pedrini e Jean-Marie Amiot, já adaptados e aculturados à China.

Bisnaga