Arrigo Boito (1842-1918): Mefistofele

Arrigo Boito (1842-1918): Mefistofele

Mefistofele CapaNeste post compartilho com vocês a ópera Mefistofele de Arrigo Boito (24 de fevereiro de 1842 – 10 de junho de 1918) e um pouquinho da história resumida e inspirada do encarte dos Cd’s feito pelo Sr. Barrymore Scherer. Arrigo Boito começou a conceber uma obra inspirada em Goethe (1749 – 1832) durante uma viagem pela França e Alemanha nos idos de 1862, viagem essa concedida por uma bolsa de estudos governamental após conquistar o diploma do conservatório de Milão. Boito era dotado de uma forte inclinação literária, exemplo são seus libretos feitos para Verdi (Otello e Falstaff) ou para Ponchielli (La Gioconda). Ao longo da história ele foi considerado por muitos um compositor mais por vontade do que por inspiração (será?). Mefistofele teve sua estréia no Scala em 5 de março de 1868 e se revelou um dos maiores insucessos da história do teatro. Várias foram as razões para o êxito negativo, naquela época Boito fazia parte de um grupo de artistas que tencionava revolucionar as artes italianas do marasmo em que haviam caído, e em nome de uma afinidade com a cultura alemã, prometiam a tal revolução cultural. Foi feita uma propaganda antecipada de que a obra iria sacudir a Itália, foi fácil então predispor divisões entre os italianos, salientando o racha entre o público, e no dia da estréia muitos já esperavam por brigas e torcendo pelo fracasso. O prólogo, o quarteto no jardim e o Sabá clássico fizeram boa impressão; mas o resto foi vaiado. Boito retirou a partitura profundamente humilhado e desiludido. Por muitos anos ele ganhou a vida escrevendo e traduzindo libretos para publicações italianas de óperas estrangeiras. Entrementes, aplicava-se com toda calma à revisão de Mefistofele. Então o sucesso dessa nova versão estreada em Bolonha em 1875 contribuiu muito para devolver a confiança em si mesmo, assim como a edição sucessiva em Veneza em 1876, para a qual ele preparou posteriores modificações. Daí em diante só alegrias, Mefistofele passou a cumprir o giro nos teatros italianos e no circuito internacional começado no início dos idos de 1881, todavia foi o triunfal retorno da obra ao Scala em 25 de maio de 1881, com direção cênica de Boito e regência de Faccio, que assinalou o resgate definitivo. Por ser um compositor italiano do último terço do século dezenove, ele foi um anticonformista, ligado a linguagem musical de Berlioz. A influência deste é particularmente pronunciada na eletrizante majestosidade do prólogo e do epílogo, com seu acurado cromatismo orquestral, as fortes e agudas fanfarras e a absoluta predominância dos sons. A inspiração melódica de Boito é de um nível surpreendentemente alto nesta ópera não raro considerada de gélida grandeza. Motivos famosos como “Dai campi, dai prati”(CD1 faixa 13) e “Lontano Lontano, lontano”(CD2 faixa 11) são igualados à área invocação de Fausto e Margarida “Calma il tuo cor” (CD1 faixa 19), com a sua deliciosa cadência de sextas paralelas; tembém admirável o estupendo Sabá clássico, “Firma ideal puríssima” (CD2 faixa 19) que conduz ao apaixonado dueto de Fausto e Helena.

A lenda de Fausto tem sido um tema que se repete desde o século dezesseis no folclore e na literatura, naqueles tempos acreditava-se sinceramente na magia negra e no interminável choque entre o Poder dos Céus e as Potências das trevas, seres repugnantes dotados de botas e chifres…. Em 1509 a Universidade de Neidelberg, conferiu a láurera de doutor em teologia a um certo Johannes Faust, nascido em Knittlingen, no antigo território do reino de Württemberg, pelo ano de 1480. Conta-se que também estudara magia na universidade de Cracóvia (interessante dizer que na época esta disciplina era tão comum como Administração de Empresas nos dias de hoje). Conta a lenda oral que Faust poderia predizer o futuro, evocava heróis mitológicos em suas aulas, era tido como um pérfido dado a travessuras de extraordinária malignidade. Acabando por ir a prisão. Depois da misteriosa morte de Faust, por volta de 1540, quando ensinava a arte de voar, tornou-se comum a opinião que ele tivesse recebido seus ímpios poderes do próprio Demônio em troca de sua alma. Embora nebulosas historietas já houvessem aparecido durante a agradável vida do doutor, a oralidade logo se transformou em uma tradição escrita que do ponto de vista comercial demonstrou ser uma mina de ouro. O primeiro Faustbuch foi publicado na Alemanha em 1587 e pretendia ser uma assustadora advertência aos que se sentiam superiores às convenções religiosas. O Fausto de Goethe (1749 – 1832), é considerado uma das obras-primas da literatura universal e Boito escreveu seu libreto final dividindo da seguinte maneira: um prólogo, quatro atos e epílogo. Boito baseou o seu libreto em ambas as partes da obra de Goethe e esforçou-se por lhe dar o substrato da filosofia sobre o qual o mestre alemão criou a sua estrutura dramática, uma das mais belas partituras de ópera italiana, apesar de ser tão raramente ouvida e interpretada. Desta vez a sinopse foi copiada 100% do encarte:

Lugar: Alemanha e Grécia Antiga
Época: Idade Média e Antiguidade
Primeira apresentação: Teatro La Scala , Milão, 5 de março de 1868
Idioma original: italiano

Prólogo: Em algum lugar sem tempo definido, na nebulosa infinidade do espaço o som das trombetas e os raios rompem a névoa, seguidos de um grande hino de louvor entoado pelas invisíveis Falanges celestes. Quando cessam, aparece Mefistófeles, ironiza quanto a bondade do Céu, o poder de Deus e a debilidade do gênero humano. Perguntam-lhe se conhece o filósofo Fausto; responde saber bem quem seja e dele se ri porque dedica toda sua vida a indagar qual o sentido da fé. Neste ponto Mefistófeles desafia Deus a apostar se não conseguirá empurrar Fausto para o pecado. As vozes celestes aceitam o desafio, querendo oferecer um divertimento ao Demônio, mas quando um enxame de querubins levanta vôo, Mefistófeles sai inquieto. Os penitentes sobre a terra unem então suas vozes às das Falanges celestes em um cântico final de louvor.

Ato 1: Um domingo de Páscoa em Frankfurt no século 16; estudantes e camponeses comem e bebem numa atmosfera alegre. Fausto, entediado e cansado de sua vida de filósofo, passeia com seu discípulo Wagner. Ao crepúsculo observam um franciscano de ar sinistro que os seguiu durante todo o dia. Fausto acredita tratar-se do demônio mas Wagner repele a idéia. Todavia, procuram desorientar o frade, voltando ao estúdio de Fausto, onde o velho entoa uma apóstrofe à beleza da natureza. Sem ser visto, o franciscano seguiu Fausto e com um grito amedrontador salta para o interior da sala. Jogando fora o hábito cinzento, o frade revela ser Mefistófeles, nas vestes elegantes de um cavalheiro. Depois de se ter apresentado com um canto de zombaria, o Demônio oferece um pacto a Fausto: em troca da sua alma ele garantirá a juventude ao ancião e o servirá na terra. Fausto aceita com a condição de experimentar uma hora de completa satisfação espiritual. Firmado o pacto, Mefistófeles estende seu manto e voa para fora, juntamente com Fausto.

Ato 2, cena 1: Em um jardim, Fausto – sob o nome de Enrico – corteja ardentemente Margarida, uma jovem ingênua, da qual está enamorado. Entrementes, Mefistófeles entretém Marta, servindo-se para distraí-la de uma grande quantidade de tolices e brincadeiras. Fausto quer fazer amor com Margarida. Mas isso é impossível, desde que ela divide o quarto de dormir com a mãe, que tem sono leve. Fausto lhe dá uma poção sonífera, assegurando-lhe que apenas três gotas bastarão para assegurar-lhes toda a tranquilidade de que precisam sem molestar a mãe. Depois de uma viva sequência no jardim, os quatro se dispersam.

Ato2, cena 2: Mefistófeles leva fausto ao passo de Brocken, onde o folósofo é feito testemunhade todos os depravados festejos do inferno durante uma celebração da Noite de Valpurgis, o Sabá romântico. Enquanto as chamas iluminam o ar sulfuroso, bruxas e Samuel Rameybruxos dançam furiosamente em selvagem abandono. As criaturas infernais proclamam Mefistófeles seu mestre e o homenageiam numa esfera de cristal que simboliza a Terra. Depois de ter jogado com ela, pondo em relevo a fragilidade dos seus habitantes, ele estilhaça a esfera por entre a zombaria geral. A orgia continua, mas quando ela atinge sua culminância Fausto é aterrorizado por uma visão de Margarida acorrentada. Não obstante a repugnância de Mefistófeles, ele insiste para ser levado a ela.

Ato 3: Na cela de uma prisão, Margarida jaz sobre um leito de palha murmurando aflita de si para si. Abandonada por Fausto, foi julgada culpada do assassinato do seu próprio filho (fruto de seu amor por Fausto) e do envenenamento da mãe (o sonífero era muito forte). A prova áspera a tornou demente, mas na expectativa da execução roga pelo perdão divino. Fausto chega em companhia de Mefistófeles, que lhe dá as chaves da prisão e recomenda que se apresse para fugir com a jovem. Fausto consegue acalmá-la, descrevendo-lhe a ilha distante na qual poderiam viver felizes se ela fugisse com ele. Mefistófeles interrompe esse sonho para lhe avisar quer o dia está chegando. Mas quando reconhece Fausto, Margarida começa a delirar. Margarida fica aterrorizada com a presença do maligno e, com uma última expressão de desgosto ante o outrora amante, morre entre os braços de Fausto, no momento mesmo em que o carrasco entra na cela. Mefistófeles pronuncia sua condenação, mas um coro angélico anula a sentença; o Demônio voa para fora com o seu protegido.

Ato 4: Grécia Antiga. Mefistofele leva Fausto às margens do Vale do Templo. Fausto é arrebatado com a beleza da cena enquanto Mefistofele descobre que as orgias do Brocken eram mais do seu gosto. “É a noite do clássico Sabá”. Um bando de jovens donzelas aparece, cantando e dançando. Mefistofele, irritado e confuso, se retira. Helena entra em coro e, absorvida por uma visão terrível, ensaia a história da destruição de Tróia. Fausto entra, ricamente vestido com o traje de um cavaleiro do século XV, seguido por Mefistofele, Nereno, Pantalis e outros, com pequenos faunos e sirenes. Ajoelhando-se diante de Helena, ele se dirige a ela como seu ideal de beleza e pureza. Assim, prometendo um ao outro seu amor e devoção, eles vagam pelos castelos e se perdem de vista. A ode de Helena, “La luna imóvel inonda l’etere” (Flutuando imóvel, a lua inunda a cúpula da noite); seu sonho da destruição de Tróia; o dueto de amor por Helena e Fausto, “Ah! Amore! misterio celeste” (“Tis amor, um mistério celestial”); e a o hábil fundo musical na orquestra e coro, são as principais características da partitura deste ato.

Epílogo: encontramos Fausto em seu laboratório mais uma vez – um homem idoso, com a morte se aproximando rapidamente, lamentando sua vida passada, com o volume sagrado da Bíblia aberto diante dele. Temendo que Fausto ainda possa escapar dele, Mefistofele espalha seu manto, e instiga Fausto a voar com ele pelo ar. Apelando ao Céu, Fausto é fortalecido pelo som das canções angélicas e resiste. Enfraquecido em seus esforços, Mefistofele evoca uma visão de belas sereias. Fausto hesita um momento, volta para o volume sagrado e grita: “Aqui, finalmente, encontro a salvação”; depois cair de joelhos em oração, supera eficazmente as tentações do maligno. Ele então morre em meio a uma chuva de pétalas rosadas e à música triunfante de um coro celestial. Mefistofele perdeu sua aposta e as influências sagradas prevaleceram.

Eu tenho este ábum há 28 anos, e essa gravação com o Placidão (1941), Samuel Ramey (1942) e com a Eva Marton (1943) é difícil de bater, foi a primeira gravação que ouvi da obra, tornou-se referência. Samuel Ramey é um dos maiores Barítonos e na época ele simplesmente fez Mefistofele reviver nos palcos, impressionante, é um papel feito sob medida para ele. E a dupla com Placido Domingo ai vira um bálsamo para os sentidos. Ouvimos um canto envelhecido e vacilante de Sergio Tedesco (1921 – 2012) como Wagner. Ele pode ter tido no passado uma voz de Tarzan, mas aqui com sessenta anos de idade, fica a desejar. Eva Marton convence como Margarida e canta lindamente como Helena, apesar dos seus conhecidos vibratos. Mas os verdadeiros superstars desta gravação são A Orquestra Estadual Húngara e o Coro da Ópera Húngara. Sob a direção de Guiseppe Patane (1932 – 1989), a orquestra e o coro tornam esta gravação excepcional (uma curiosidade é que o Maestro não chegou a ver a obra produzida, faleceu pouco tempo após o final das gravações). Então vamos ao que viemos (licença poética PQP) esta onda de esplendor musical se eleva nesta grandiosa gravação com Samuel Ramey, Placido Domingo, Eva Marton sob a batuta de Giuseppe Patané, compraz esperar que o espírito de Boito possa ouví-la e ter enfim a confirmação de que suas intermináveis fadigas não foram vãs.

A história “passo a passo” com fotos do encarte original do CD estão junto no arquivo de download com as faixas, o resumo da ópera foi extraído do livro “As mais Famosas Óperas”, Milton Cross (Mestre de Cerimônias do Metropolitan Opera). Editora Tecnoprint Ltda., 1983. Desta vez fiquei com preguiça e digitalizei as páginas do livro.

Pessoal, abrem-se as cortinas e deliciem-se com a magnífica obra de Arrigo Boito !

CD1: 1
1. Mefistofele: Prologue In Heaven – Preludio
2. Mefistofele: Prologue In Heaven – ‘Ave Signor’ (Coro)
3. Mefistofele: Prologue In Heaven – Scherzo instrumentale
4. Mefistofele: Prologue In Heaven – ‘Ave Signor’ (Mefistofele)
5. Mefistofele: Prologue In Heaven – ‘T’e noto Faust?’ (Coro, Mefistofele)
6. Mefistofele: Prologue In Heaven – ‘Siam nimbi volanti’ (Coro, Mefistofele)
7. Mefistofele: Prologue In Heaven – ‘Salve Regina!’ (Coro)
8. Mefistofele: Act One – ‘Perche di la?’ (Coro)
9. Mefistofele: Act One – ‘Qua il bicchier!’ (Coro)
10. Mefistofele: Act One – ‘Al soave raggiar’ (Faust)
11. Mefistofele: Act One – ‘ Movere a diporto’ (Wagner, Coro)
12. Mefistofele: Act One – ‘Sediam sovra quel sasso’ (Faust, Wagner, Coro)
13. Mefistofele: Act One – ‘Dai campi, dai prati’ (Faust)
14. Mefistofele: Act One – ‘Ola! Chi urla?’ (Faust, Mefistofele)
15. Mefistofele: Act One – ‘Son lo Spirito’ (Mefistofele)
16. Mefistofele: Act One – ‘Strano figlio del Caos’ (Faust, Mefistofele)
17. Mefistofele: Act One – ‘Se tu mi doni un’ora’ (Faust, Mefistofele)
18. Mefistofele: Act Two ‘Cavaliero illustre e saggio’ (Margherita, Faust, Mefistofele, Marta)
19. Mefistofele: Act Two – ‘Colma il tuo cor’ (Faust, Margherita, Mefistofele, Marta)

Disc: 2
1. Mefistofele: Act Two – ‘Su, cammina’ (Mefistofele, Coro)
2. Mefistofele: Act Two – ‘Folletto!’ (Faust, Mefistofele)
3. Mefistofele: Act Two – ‘Ascolta. Si’agita il bosco’ (Mefistofele, Coro)
4. Mefistofele: Act Two – ‘Largo, largo a Mefistofele’ (Mefistofele, Coro)
5. Mefistofele: Act Two – Danza di streghe – ‘Popoli!’ (Mefistofele, Coro)
6. Mefistofele: Act Two – ‘Ecco il mondo
7. Mefistofele: Act Two – ‘Riddiamo!’ (Coro, Faust, Mefistofele)
8. Mefistofele: Act Two – ‘Ah! Su! Riddiamo’ (Coro)
9. Mefistofele: Act Three – ‘L’altra notte in fondo’ (Margherita, Faust, Mefistofele)
10. Mefistofele: Act Three – ‘Dio di pieta!’ (Margherita, Faust)
11. Mefistofele: Act Three – ‘Lontano, lontano, lontano’ (Margherita, Faust)
12. Mefistofele: Act Three – ‘Sorge il di!’ (Mefistofele, Margherita, Faust)
13. Mefistofele: Act Three – ‘Spunta l’aurora pallida’ (Margherita, Faust, Mefistofele)
14. Mefistofele: Act Four – ‘La luna immobile’ (Elena, Pantalis, Faust)
15. Mefistofele: Act Four – ‘Ecco la notte del classico Sabba’ (Mefistofele, Faust)
16. Mefistofele: Act Four – Andantino danzante
17. Mefistofele: Act Four – ‘Ah! Trionfi ad Elena’ (Coro, Elena)
18. Mefistofele: Act Four – ‘Chi Vien? O strana’ (Coro)
19. Mefistofele: Act Four – ‘Forma ideal’ (Faust, Elena, Mefistofele, Pantalis, Nereo, Coro)
20. Mefistofele: Epilogue – ‘Cammino, cammina’ (Mefistofele, Faust)
21. Mefistofele: Epilogue – ‘Giunto sul passo estremo’ (Faust, Mefistofele)
22. Mefistofele: Epilogue – ‘Ecco la nuova turba’ (Faust, Mefistofele)
23. Mefistofele: Epilogue – ‘Vien! Io distendo questo mantel

Gravação em estúdio, lançado em 1990 pelo selo Sony Music
Mefistofele: Samuel Ramay, baixo
Fausto: Placido Domingo, tenor
Margarida / Helena: Eva Marton, soprano
Wagner: Sergio Tedesco, tenor
Marta: Tamara Tacáks, contralto
Pantalis: Éva Farkas
Nereo: Antal Pataki

Hungaroton Opera Chorus – Piergiorgio Morandi
Orquestra do Estado Húngaro – Giuseppe Pantané

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Samuel Ramey: Que voz !
Samuel Ramey: Que voz !

Ammiratore

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Six Partitas, BWV 825-830 – Scott Ross

41AleYs2-zLO cravista norte americano Scott Ross apareceu muito pouco aqui no PQPBach, umas duas ocasiões, talvez, no máximo. E em nenhuma delas ela tocava Bach. Talvez seja a hora de suprir esta falta.
Gosto do som que emana do instrumento, talvez em alguns momentos prefira Gustav Leonhardt, por exemplo, ou até mesmo Glenn Gould, mas Ross me satisfaz plenamente na maior parte do tempo.
Scott Ross morreu muito jovem, meros trinta e seis anos de idade, vítima de complicações causadas pelo vírus do HIV. Mas produziu bastante, e se tornou um grande nome do instrumento, principalmente no repertório dos franceses, como Couperin e Rameau.
Estas Partitas abrem uma série de postagens que pretendo trazer com alguns CDs dedicados a Bach. Espero que apreciem.

01. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – I.Praeludium
02. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – II.Allemande
03. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – III.Corrente
04. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – IV.Sarabande
05. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – V.Menuet I
06. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – VI.Menuet II
07. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – VII.Giga
08. Partita No.2 c-moll BWV 826 – I.Sinfonia
09. Partita No.2 c-moll BWV 826 – II.Allemande
10. Partita No.2 c-moll BWV 826 – III.Courante
11. Partita No.2 c-moll BWV 826 – IV.Sarabande
12. Partita No.2 c-moll BWV 826 – V.Rondeaux
13. Partita No.2 c-moll BWV 826 – VI.Capriccio
14. Partita No.3 a-moll BWV 827 – I.Fantasia
15. Partita No.3 a-moll BWV 827 – II.Allemande
16. Partita No.3 a-moll BWV 827 – III.Corrente
17. Partita No.3 a-moll BWV 827 – IV.Sarabande
18. Partita No.3 a-moll BWV 827 – V.Burlesca
19. Partita No.3 a-moll BWV 827 – VI.Scherzo
20. Partita No.3 a-moll BWV 827 – VII.Gigue
21. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – I.Ouverture
22. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – II.Allemande

CD 2

01. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – III.Courante
02. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – IV.Aria
03. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – V.Sarabande
04. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – VI.Menuet
05. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – VII.Gigue
06. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – I.Praeambulum
07. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – II.Allemande
08. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – III.Corrente
09. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – IV.Sarabande
10. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – V.Tempo di Minuetto
11. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – VI.Passepied
12. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – VII.Gigue
13. Partita No.6 e-moll BWV 830 – I.Toccata
14. Partita No.6 e-moll BWV 830 – II.Allemande
15. Partita No.6 e-moll BWV 830 – III.Corrente
16. Partita No.6 e-moll BWV 830 – IV.Air
17. Partita No.6 e-moll BWV 830 – V.Sarabande
18. Partita No.6 e-moll BWV 830 – VI.Tempo di Gavotta
19. Partita No.6 e-moll BWV 830 – VII.Gigue

Scott Ross – Harpsichord

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Karlheinz Stockhausen (1928-2007): Prozession

Karlheinz Stockhausen (1928-2007): Prozession

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IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu adorei este disco da música eletrônica do Stock. Posso não ter entendido nada, mas ouvi tudinho com rara atenção. Ouvi deitado num confortável sofá, ligadíssimo, gostando. Acho que não faz sentido fruí-lo sem um bom som estereofônico — fujam do som de um micro ou de um note sem boas caixas –, pois as massas sonoras andam da esquerda para a direita e vice-versa. O disco é de 1975 e a gravação de 1971, então podem imaginar o trabalho que deu botar no chinelo aquele tal rock progressivo. Prozession (procissão), foi escrita para tantam, viola, electronium, piano, microfones, filtros e potenciômetros em 1967. É o número 23 no catálogo das obras do compositor. A obra separa “forma” e “conteúdo”, apresentando aos artistas uma série de sinais de transformação que devem ser aplicados a materiais que podem ser alterados consideravelmente de uma performance para outra. Em Prozession, os artistas escolhem materiais de composições anteriores de Stockhausen, jogando e brincando com elas.

Karlheinz Stockhausen (1928-2007): Prozession

Piano – Aloys Kontarsky
Recorded By – WDR, Cologne*
Synthesizer [Electrochord With Synthesizer] – Peter Eötvös
Synthesizer [Electronium] – Harald Bojé
Tam-tam – Christoph Caskel

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Deu trabalho, né Stock?
Deu trabalho, né Stock?

PQP

Nielsen (1865-1931), Gade (1817-1890), Syberg (1904-1955), Nørgård (1932): Commotio e outras obras dinamarquesas para órgão

Nielsen (1865-1931), Gade (1817-1890), Syberg (1904-1955), Nørgård (1932): Commotio e outras obras dinamarquesas para órgão

CommotioEste é um belo disco, mas tenho discordâncias com os produtores. OK, Commotio é uma obra do maior compositor dinamarquês, Carl Nielsen, porém para meu gosto, a composição mais satisfatória do CD é a Partita Concertante de Nørgård, cujo segundo movimento é absolutamente sublime e o restante não fica abaixo. Os donos do disco — cliquem na imagem ao lado —  eliminaram da capa (de mau gosto) qualquer referência que não fosse a Nielsen. Tudo bem, Commotio é ótima, mas pobres dos outros. Eu acho que vale a pena baixar o CD, viram?

Nielsen (1865-1931), Gade (1817-1890), Syberg (1904-1955), Nørgård (1932): Commotio e outras obras dinamarquesas para órgão

Niels W. Gade
1. Tre Tonestykker, Op. 22: I Moderato 5:27
2. Tre Tonestykker, Op. 22: II Allegretto 2:32
3. Tre Tonestykker, Op. 22: III Allegro con fucco 4:11

Franz Syberg
4. Präludium, Intermezzo og Fugato: I Präludium – Allegro Moderato 5:58
5. Präludium, Intermezzo og Fugato: II Intermezzo – Adagio 5:03
6. Präludium, Intermezzo og Fugato: III Fugato 6:10

Per Nørgård
7. Partita Concertante, Op. 23: I Fantasia – Allegro vigoroso 7:06
8. Partita Concertante, Op. 23: II Canto variato 5:56
9. Partita Concertante, Op. 23: III Toccata – Allegro 6:42

Carl Nielsen
10. Commotio, Op. 58: Commotio 21:09

Kevin Bowyer, órgão

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Per Nørgård
Per Nørgård

PQP

Serguei Prokofiev (1891-1953) e Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Concertante para Violoncelo e Orquestra, Op. 125, e Concerto Nº 1 para Violoncelo e Orquestra, Op. 107 (Rostropovich / Ozawa)

Serguei Prokofiev (1891-1953) e Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Concertante para Violoncelo e Orquestra, Op. 125, e Concerto Nº 1 para Violoncelo e Orquestra, Op. 107 (Rostropovich / Ozawa)

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IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um dos discos que eu certamente levaria para a Ilha Deserta. Este CD da Erato, há anos fora do catálogo, é uma das melhores gravações de Rostropovich (1927-2007). Ele já tinha um longo histórico de colaborações com o maestro Seiji Ozawa e, aqui, eles decidiram interpretar dois concertos para violoncelo que foram dedicados ao russo. Na verdade, ambos os compositores contaram com sugestões de Rostrô durante o processo de composição. Foram obras-primas criadas quase a quatro mãos, entre amigos, por assim dizer. E que obras-primas! Você simplesmente não pode seguir vivendo sem conhecê-las. Não pode e não pode!

Serguei Prokofiev (1891-1953) e Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concertos para Violoncelo

Sergei Prokofiev (1891-1953)
Sinfonia Concertante para Violoncelo e Orquestra, Op. 125
1. Andante
2. Allegro giusto
3. Andante con moto

Dmitri Shostakovich (1906-1975)
Concerto Nº 1 para Violoncelo e Orquestra, Op. 107
4. Allegretto
5. Moderato
6. Cadenza
7. Allegro con moto

Mstislav Rostropovich, violoncelo
London Symphony Orchestra
Seiji Ozawa

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Seiji Ozawa com Rostropovich: daria tudo para falar com esses dois!
Ozawa com Rostropovich: daria tudo para falar com esses dois!

PQP

Franz Schubert (1787-1828) – The Complete Impromptus, D. 899 & 935 – Alfred Brendel

FrontSempre associei os Impromptus de Schubert com Alfred Brendel, seu maior intérprete, me perdoem os fãs ardorosos do Jurássico Wilhelm Kempff ou mais recentemente da divina Maria João Pires. Talvez seja influência de uma de nossas primeiras colaboradoras, que se denominava Clara Schumann e que tinha verdadeira veneração por seu “Brendelzinho”. Reconheço que a partir daquele momento comecei a ouvir este pianista com maior atenção.
Mais de quarenta anos se passaram desde que Brendel sentou-se em frente ao piano  Stenway & Sons da gravadora Philips e realizou esta gravação impecável, e digo mais: poucos atingiram seu nível de excelência na interpretação destas pequenas jóias entre as diversas obras primas que Schubert compôs para piano.
Lembro de que meu primeiro contato com estas obras foi com Murray Perahia, nos bons tempos deste outro grande instrumentista. Se tratava de uma fita cassete que dei de presente para a minha mãe, que adorava estas obras.

01. Impromptus D.899 – 1 in C minor
02. Impromptus D.899 – 2 in E flat
03. Impromptus D.899 – 3 in G flat
04. Impromptus D.899  – 4 in A flat
05. Impromptus D.935 – 1 in F minor
06. Impromptus D.935 – 2 in A flat
07. Impromptus D.935 – 3 in B flat
08. Impromptus D.935 – 4 in F minor
09. 16 German Dances, D.783

CD 2

01. Impromptus D. 946 – 1 in E flat minor
02. Impromptus D. 946 – 2 in E flat major
03. Impromptus D. 946 – 3 in C major
04. Moments musicaux D. 780 – 1 in C major
05. Moments musicaux D. 780 – 2 in A flat major
06. Moments musicaux D. 780 – 3 – in F minor
07. Moments musicaux D. 780 – 4 in C sharp minor
08. Moments musicaux D. 780 – 5 in F minor
09. Moments musicaux D. 780 – 6 in A flat major
10. 12 German Dances D. 790

Alfred Brendel – Piano

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
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Edvard Grieg (1843-1907): Sonatas para Violino

Edvard Grieg (1843-1907): Sonatas para Violino

61qh4kvOeKLOlha, você pode até não gostar de Grieg — não é o meu caso –, mas garanto que dificilmente encontrará interpretação melhor deste repertório do que esta, a cargo de Augustin Dumay e Maria João Pires. O tom delicado e colorido de Dumay é ideal para essas peças deliciosas. É curioso que as ousadias estruturais impediam que as Sonatas para Violino de Grieg fossem consideradas obras-primas. Por exemplo, como temas contrastantes saltavam de um para outro sem transição suave, alguns comentaristas ciosos das regras ficavam nervosos. Mas, gente, garanto-lhes que estas Sonatas estão entre os pratos mais saborosos da música romântica para violino.

Só não entendo porque o engenheiro de som insistiu tanto em gravar a respiração de Dumay!

Edvard Grieg (1843-1907): Violin Sonatas

Grieg: Sonata For Violin And Piano In F Major, Op.8 (1865)
1. Allegro con brio 9:33
2. Allegretto quasi Andantino – Più vivo – Tempo I 4:45
3. Allegro molto vivace 9:59

Grieg: Sonata For Violin And Piano In G Major, Op.13 (1867)
4. Lento doloroso – Poco allegro – Allegro vivace 9:46
5. Allegretto tranquillo 6:29
6. Allegro animato 5:33

Grieg: Sonata For Violin And Piano No.3 In C Minor, Op.45
7. Allegro molto ed appassionato 9:35
8. Allegretto espressivo alla Romanza 6:28
9. Allegro animato 7:55

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Dumay e Pires formam uma dupla frequente e matadora
Dumay e Pires formam uma dupla frequente e matadora

PQP

Carl Phillipp Emanuel Bach – Flute Concertos, Oboe Concertos, etc. – Nicolet, Holliger, Zinman, Leppard, English Chamber Orchestra

51NmF+IErzL._SS500Belo CD duplo este da Philips, que traz os Concertos para Flauta e para Oboé do filho de Johann Sebastian, o Carl Phillip. A interpretação está em ótimas mãos, com Aurèle Nicolet no auge de sua carreira e de seu talento, entre os anos 60 e 70.  A orquestra que o acompanha é a Netherlands Chamber Orchestra, dirigida pelo então jovem David Zinman. O maior dos oboístas, Heinz Holliger, é o responsável pelos concertos para o seu instrumento, também acompanhado pela tradicional English Chamber Orchestra, que aqui é dirigida por Raymond Leppard, um especialista na música do período barroco e clássico.

Espero que apreciem. Eu particularmente não canso de ouvir estas obras.

CD 1

01. Flute Concerto in A minor, Wq 166 1. Allegro assai
02. Flute Concerto in A minor, Wq 166 2. Andante
03. Flute Concerto in A minor, Wq 166 3. Allegro assai
04. Flute Concerto in B flat, Wq 167 1. Allegretto
05. Flute Concerto in B flat, Wq 167 2. Adagio
06. Flute Concerto in B flat, Wq 167 3. Allegro assai

Aurèle Nicolet – Flute
Netherlands Chamber Orchestra
David Zinman – Conductor

07. Oboe Concerto in E flat, Wq 165 1. Allegro
08. Oboe Concerto in E flat, Wq 165 2. Adagio ma non troppo
09. Oboe Concerto in E flat, Wq 165 3. Allegro ma non troppo

Heinz Holliger
English Chamber Orchestra
Raymond Leppard – Conductor

10. Solo in G minor, Wq 135 for oboe and continuo 1. Adagio
11. Solo in G minor, Wq 135 for oboe and continuo 2. Allegro
12. Solo in G minor, Wq 135 for oboe and continuo 3. Vivace

Heinz Holliger
Ursula Holliger – Harp

CD 2

01. Flute Concerto in A, Wq 168 1. Allegro
02. Flute Concerto in A, Wq 168 2. Largo con sordini, mesto
03. Flute Concerto in A, Wq 168 3. Allegro assai
04. Flute Concerto in G, Wq 169 1. Allegro di molto
05. Flute Concerto in G, Wq 169 2. Largo
06. Flute Concerto in G, Wq 169 3. Presto

Aurèle Nicolet – Flute
Netherlands Chamber Orchestra
David Zinman – Conductor

07. Oboe Concerto in B flat, Wq 164 1. Allegretto
08. Oboe Concerto in B flat, Wq 164 2. Largo e mesto
09. Oboe Concerto in B flat, Wq 164 3. Allegro moderato

Heinz Holliger – Oboe
English Chamber Orchestra
Raymond Leppard – Conductor

10. Solo in G, Wq 139 for harp 1. Adagio un poco
11. Solo in G, Wq 139 for harp 2. Allegro
12. Solo in G, Wq 139 for harp 3. Allegro

Ursula Leppard – Harp

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John Dowland (1563-1626): Lachrimæ, Or Seven Teares

61eOgdDt5rL._SS500

IM-PER-DÍ-VEL !!!

John Dowland foi um compositor e alaudista inglês do período renascentista, contemporâneo de William Shakespeare. Dizem que morreu uma grave crise de diarreia, coitado. Os discos que trazem música de Dowland costumam ser incrivelmente monótonos. NÃO É O CASO DESTE. Na verdade, suas canções são bastante repetitivas para meu ouvido, porém aqui temos música instrumental. Ignoro de quem é o mérito: se do repertório escolhido, se da extraordinária Capella de ministrers, se da notável qualidade de som do CD, se da minha idade — o fato é que me apaixonei por este disco e, sem a menor dúvida, pespego-lhe o selo de

IM-PER-DÍ-VEL !!!

(Estranhamente, não o encontrei para venda na Amazon).

John Dowland (1563-1626): Lachrimæ, Or Seven Teares (1604)

01. Lachrimae Antiquae
02. The King of Denmark’s Galiard
03. Lachrimae Antiquae Novae
04. The Earle of Essex Galiard
05. Lachrimae Gementes
06. Sir John Souch his Galiard
07. Lachrimae Tristes
08. M. Henry Noel his Galiard
09. Lachrimae Coactae
10. M. Giles Hobies his Gailard
11. Lachrimae Amantis
12. M. Nichols Gryffith his Gailard
13. Lachrimae Verae
14. M. Thomas Collier his Galiard
15. Semper Dowland semper dolen
16. Captaine Digiorie Piper his Galiard
17. Sir Henry Umpton’s Funerall
18. M. Buctons Galiard
19. Mistresse Nichols Almand
20. M. John Langston’s Pavan
21. M. George Whitehead his Almand

Capella de Ministrers

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A Capella de Ministrers em ação
A Capella de Ministrers em ação

PQP

J S Bach – Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Le Consort de violes des Voix humaines

Bach, J S - The Art of Fugue, BWV1080Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue)

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Le Consort de violes des Voix humaines

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A presente postagem, áudio e texto, é uma colaboração do nosso ouvinte Aristarco. 

 

A Arte de Fuga (Die Kunst der Fuge), de Johann Sebastian Bach, um dos picos do estilo contrapontístico barroco, também é uma das obras mais enigmáticas da história da música. Embora composta como uma série de fugas sobre o mesmo tema, JS Bach não especificou os instrumentos que deveriam tocá-los. Les Voix humaines viol consort registrou sua própria versão do trabalho final inacabado de JS Bach.

Desde 2001, algumas das melhores gambistas de Montreal juntam-se regularmente ao dueto de violas Les Voix humaines para formar o Voix Humaines Consort, especializado no vasto repertório do século XVII para consorte de violas. O quarteto regular é composto por Margaret Little, Mélisande Corriveau, Felix Deak e Susie Napper.

Les Voix humaines gravou cerca de quarenta discos, principalmente na etiqueta ATMA, que recebeu aclamação da crítica e prêmios de prestígio (Diapason D’or, Choc du Monde de la Musique, Repertório-Classica 10, Goldberg 5, Classics Today 10/10, Prix Opus, etc). Eles incluem vários discos com o soprano Suzie LeBlanc e o contratenor Daniel Taylor, um disco de Telemann com o renomado flautista belga Barthold Kuijken, um disco de Marin Marais com o mundialmente famoso Wieland Kuijken e as Fantasias completas de Purcell para violas. A sua gravação dos concertos completos a deux violes esgales de Sainte-Colombe (4 CDs duplos) foi a estreia mundial, e o quarto volume foi premiado com um Diapason D’or. (Aristarco)

Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
01. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus I

02. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus II
03. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus III
04. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus IV
05. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus V
06. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus VI a 4 in Stylo Francese
07. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus VII a 4 per Augmentationem et Diminutionem
08. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus VIII a 3
09. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus IX a 4 alla Duodecima
10. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus X a 4 alla Decima
11. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus XI a 4
12. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus XII a 4
13. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus inversus XII a 3
14. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus XIII a 4
15. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus inversus XIII a 4
16. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Canon per Augmentationem in contrario motu
17. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Canon alla Ottava
18. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Canon alla Decima in Contrapunto alla Terza
19. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Canon alla Duodecima in Contrapunto alla Quinta
20. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Fuga a 3 Soggetti (Contrapunctus XIV) .
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Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – 2012
Le Consort de violes des Voix humaines
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Boa audição.

Avicenna

Bizet, de Falla, Granados, Rodrigo, Romero, Torroba, Vivaldi: Los Romeros — Celebração do Jubileu de Ouro

Bizet, de Falla, Granados, Rodrigo, Romero, Torroba, Vivaldi: Los Romeros — Celebração do Jubileu de Ouro

frontAndrés Segovia, Narciso Yepes, etc. Os espanhóis e o violão. Há que igualmente colocar no Olimpo Los Romeros, também chamada de A Família Real do Violão. O quarteto foi fundado em 1960 por Celedonio Romero. Três de seus filhos, Angel, Celin e Pepe tocavam com o pai desde os sete anos, formando o Quarteto. Então, eles desenvolveram certa experiência… Em 1957, já tinham ido para os EUA. Não gostavam muito de Franco. Moram lá até hoje. Em 1990, Angel deixou o quarteto, sendo substituído pelo filho de Celin, Celino. Celedonio Romero morreu em 1996. Entrou em seu lugar o filho de Angel, Lito.

Vamos à música. O Quarteto é requintado. São donos de uma habilidade e de uma competência extraordinária. Neste post temos a formação original, ainda com Celedonio. O fato é que é um CD muito bom. O repertório é maravilhoso — Vivaldi, Torroba, Scarlatti, Rodrigo (Concerto de Aranjuez e etc), Bizet (Carmen) entre outros, com obras originais para violão (ou violões) e transcrições. Boa apreciação!

Los Romeros – Celebração do Jubileu de Ouro

DISCO 01

Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741)
Concerto para 4 violões in B menor, RV 580
*
01. Allegro
02. Largho Larghetto
03. Allegro

Celedonio Romero (1913-1996)
Noche en Málaga

04. Noche en Málaga
Romantic Prelude
05. Romantic Prelude

Francisco Moreno Torroba (1891-1982)
Sonatina trianera

06. Torroba – Sonatina trianera

Domenico Scarlatti (1685-1757)
Sonata in G major, Kk 391

07. Sonata in G major, Kk 391

Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741)
Concerto em C maior para violão, RV 425*
08. Allegro
09. Largo
10. Allegro

Enrique Granados (1867-1916)
Intermezzo (Goyescas)

11. Intermezzo (Goyescas)

Joaquín Rodrigo (1901-1999)
Concerto Madrigal
**
12. Fanfarre (Allegro marziale)
13. Madrigal (Andante nostálgico)
14. Entrada (allegro vivace)
15. Pastorcito (Allegro vivace)
16. Girardilla (Presto)
17. Pastoral (Allegro)
18. Fandango
19. Arieta (andante nostálgico)
20. Zapateado (Allegro vivace)
21. Caccia a la española ( Allegro…)

DISCO 02

Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741)
Concerto para 2 violões em G maior, RV 532*
01. Allegro
02. Andante
03. Allegro

Manuel de Falla (1876-1946) El Sombrero de tres picos
04. Danza del corregidor
05. Danza del molinero

Joaquín Rodrigo (1901-1999)
Concerto de Aranjuez*
06. Allegro con spirito
07. Adagio
08. Allegro gentile

Georges Bizet (1838-1875)
Suíte da Ópera Carmen

09. Prélude
12. Séguedille
13. Chanson bohème
14. Entr’acte
15. Chanson du toreador

Joaquín Rodrigo (1901-1999)
Concerto Andaluz**
16. Tiempo de Bolero
17. Adagio
18. Allegretto

* San Antonio Symphony Orchestra
Victor Alessandro, regente
** Academy of St Martin in the Fields
Sir Neville Marriner, regente

Angel Romero, violão
Caledonio Romero, violão
Celin Romero, violão
Pepe Romero, vilão
Angelita Romero castanhetas in
Sonatine trianera, El sombrero de tres picos and Carmen Suite

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Uma das várias formações da Família Romero
Uma das várias formações da Família Romero

Carlinus / PQP

.: interlúdio :. Stratégie de la Rupture – Wim Mertens

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Stratégie de la Rupture

Wim Mertens

Em um laureado CD, produzido em 1991 e aplaudido pela crítica internacional, Wim Mertens apresenta suas composições nas quais procura encontrar o insondável sentido da alma.

Estas músicas constituem a trilha sonora do consagrado filme “Nós que aquí estamos, por vós esperamos”, de Marcelo Mazagão, de 1999.

Mertens, seu piano e sua voz, entregam uma mensagem de inquietação e expectativa sobre um futuro incerto …

Palhinha: ouça 01. Darpa

Stratégie de la Rupture
01. Darpa
02. Wia
03. Jaat
04. Houfnice
05. Hufhuf
06. Iris
07. Humvee
08. Kanaries
09. Awol

Stratégie de la Rupture
Wim Mertens (1953, Bélgica)
 
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MP3 | 320 kbps | 111 MB
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Boa audição.

Avicenna

Gavin Bryars (1943) : Jesus’ Blood Never Failed Me Yet

Gavin Bryars (1943) : Jesus’ Blood Never Failed Me Yet

MI0000981591IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esse é um CDs mais incríveis que ouvi nos últimos tempos. Gavin Bryars o explica e depois dou meus palpites furados:

In 1971, when I lived in London, I was working with a friend, Alan Power, on a film about people living rough in the area around Elephant and Castle and Waterloo Station. In the course of being filmed, some people broke into drunken song – sometimes bits of opera, sometimes sentimental ballads – and one, who in fact did not drink, sang a religious song “Jesus’ Blood Never Failed Me Yet”. This was not ultimately used in the film and I was given all the unused sections of tape, including this one.

When I played it at home, I found that his singing was in tune with my piano, and I improvised a simple accompaniment. I noticed, too, that the first section of the song – 13 bars in length – formed an effective loop which repeated in a slightly unpredictable way. I took the tape loop to Leicester, where I was working in the Fine Art Department, and copied the loop onto a continuous reel of tape, thinking about perhaps adding an orchestrated accompaniment to this. The door of the recording room opened on to one of the large painting studios and I left the tape copying, with the door open, while I went to have a cup of coffee. When I came back I found the normally lively room unnaturally subdued. People were moving about much more slowly than usual and a few were sitting alone, quietly weeping.

I was puzzled until I realised that the tape was still playing and that they had been overcome by the old man’s singing. This convinced me of the emotional power of the music and of the possibilities offered by adding a simple, though gradually evolving, orchestral accompaniment that respected the tramp’s nobility and simple faith. Although he died before he could hear what I had done with his singing, the piece remains as an eloquent, but understated testimony to his spirit and optimism.

The piece was originally recorded on Brian Eno’s Obscure label in 1975 and a substantially revised and extended version for Point Records in 1993. The version which is played by my ensemble was specially created in 1993 to coincided with this last recording.

Gavin Bryars

Este site faz sua descrição:

Como pode estar feliz um homem que nada tem, a não ser a roupa esfarrapada que veste, e uma garrafa de vinho na mão? O compositor britânico Gavin Bryars andava a gravar sons no centro de Londres, em 1971. Ás tantas deu de caras com um sem-abrigo a cantarolar uma quadra popular intitulada “Jesus Blood Never Failed Me”, Nunca me Faltou o Sangue de Cristo. Bryars voltou ao estúdio e quando pôs a gravação a tocar os colegas ficaram profundamente comovidos. Foi então que lhe ocorreu musicar a cantiga do feliz embriagado. No início soa a voz do homem isolada e trémola.

O quadro musical começa a compor-se com a envolvência dum quarteto de cordas.

O tema repete-se vezes sem conta, mas cada vez mais denso, até se escutar uma orquestra completa.

Gavin Bryars pensou, depois, num modo de explorar o tema por partes, criando nuances emocionais, por exemplo, fazendo sobressair as cordas graves da orquestra.

Mais adiante soa a voz do vagabundo rodeada só de sopros.

O ciclo repete-se até entrar o naipe de cordas completo com o chamado glockenspiel, uma espécie de xilofone.

Finalmente, para adensar a interpretação, Gavin Bryars contratou o vocalista Tom Waits, cuja voz se sobrepõe à do vagabundo, sublinhando o imaginário dramático da melodia, com a ajuda dum orgão.

A melodia original, ao fim de 1 hora e 14, vai-se desvanecendo, como se o homem ébrio, às tantas, se afastasse da cena.

Simples e comovente. Parece ter sido esse o intuito de Gavin Bryars ao reproduzir ciclicamente a cantiga dum ébrio. “Jesus Blood Never Failed Me” é a demonstração de que uma repetição não é necessariamente redundante. Porque o repisar duma ideia pode transformá-la. Ao ponto de lhe conferir uma nova carga emocional. Ao fim e ao cabo, a fórmula certa para gerar o máximo efeito com nuances mínimas.

Se o CD tem 75 minutos e o tema cantado pelo mendigo dura 20 segundos, ele é repetido 225 vezes… Porém, esse disco tem o curioso e notável poder de criar emoção através da acumulação. Ela vem em ondas e várias vezes tive alguma vontade de fazer despencar uma lágrima furtiva de meus olhos normalmente secos. A participação de Tom Waits não chega a ser o esperado, mas era absolutamente necessário um dueto com o mendigo.

Gavin Bryars – Jesus’ Blood Never Failed Me Yet (1993)

1. Tramp with Orchestra (string quartet) The Hampton String Quartet 27:09
2. Tramp with Orchestra (low strings) Orchestra 15:17
3. Tramp with Orchestra (no strings) Orchestra 4:48
4. Tramp with Orchestra (full strings) Orchestra 6:06
5. Tramp and Tom Waits with full Orchestra Tom Waits 19:39
6. Tom Waits with High Strings Tom Waits 1:48

Gavin Bryars Ensemble
Michael Riesman, regência

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Gavin Bryars: o mesmo tema, sempre comovente
Gavin Bryars: o mesmo tema, sempre comovente

PQP

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Os Concertos para Violoncelo (Mørk / Jansons / London Philharmonic)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Os Concertos para Violoncelo (Mørk / Jansons / London Philharmonic)

51NSBOR-poLPois é. Esta gravação é de 1995 e o mesmo Truls Mørk a refez em 2014 com resultados ainda melhores, acompanhado do maestro Vasily Petrenko e a Filarmônica de Oslo. O registro que apresentamos neste post está longe de ser insatisfatório, apenas é inferior ao do link acima. Sobre a qualidade de ambos os concertos, vocês sabem — são obras primas. Shostakovich dedicou os dois concertos que escreveu para violoncelo ao seu ex-aluno do Conservatório de Moscou, o promissor Mstislav Rostropovich. Quando Shostakovich enviou a partitura do primeiro, dedicada ao amigo, este compareceu quatro dias depois na casa do compositor com a partitura decorada… Bem diferente foi o caso do segundo concerto, que foi composto praticamente a quatro mãos. Shostakovich escrevia uma parte, e ia testá-la na casa de Rostropovich; lá, mostrava-lhe as alternativas, os rascunhos ao violoncelista, que sugeria alterações e melhorias. Amizade.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Os Concertos para Violoncelo

Cello Concerto No. 1 Op. 107 In E Flat Major
1 I Allegretto 6:04
2 II Moderato 12:323
3 III Cadenza 6:47
4 IV Finale: Allegro Con Moto 4:47

Cello Concerto No. 2 Op. 126
5 I Largo 14:37
6 II Scherzo: Allegretto 4:21
7 III Finale (Allegretto) 16:46

Cello – Truls Mørk
Conductor – Mariss Jansons
Orchestra – The London Philharmonic

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Truls Mørk: explicação é pra porteiro
Truls Mørk: explicação é pra porteiro

PQP

Nicolo Paganini – Works for Violin & Guitar – Luigi Alberto Bianchi e Maurizio Preda

coverAdoro estas peças para Violão e Violino de Paganini. Já postei algumas com solistas do nível de Itzak Perlman e John Williams. Curiosamente, não sei onde está este CD. Perdeu-se no meio de meu acervo.

Aqui temos dois ilustres desconhecidos, mas talentosos, o violinista Luigi Alberto Bianchi e Maurizio Preda.

Como não poderia deixar de ser, o violino é o instrumento líder aqui, o violão serve como acompanhamento. Bianchi é um instrumentista de muito talento, sabe explorar todas as nuances do instrumento, e não se deixa cair em tentações com excessos de virtuosismo e malabarismos pirotécnicos, comuns em se tratando de Paganini.  esta coleção é muito grande, 9 cds ao todo, não sei se irei postar todos, talvez uns dois ou três para mostrar do se que trata.

CD 1

1 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 1 in A minor: I. Introduzione – Allegro maestoso – Tempo di marcia
2 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 1 in A minor: II. Rondoncino: Allegro
3 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 2 in D major: I. Adagio cantabile
4 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 2 in D major: II. Rondoncino andantino – Tempo di polacca
5 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 3 in C major: Centone di sonate, Op. 64: Sonata No. 3 in C major
6 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 4 in A major: I. Adagio cantabile
7 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 4 in A major: II. Rondo: Andantino allegretto
8 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 5 in E major: I. Allegro assai
9 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 5 in E major: II. Andantino vivace, 3 variazioni
10 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 6 in A major: I. Larghetto cantabile
11 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 6 in A major: II. Rondo: Allegro assai
12 Cantabile in D major, Op. 17, MS 109 (arr. for violin and guitar)

Disc 2

1 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 7 in F major: I. Allegro giusto
2 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 7 in F major: II. Polacca: Andantino allegretto
3 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 8 in G major: I. Andante cantabile
4 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 8 in G major: II. Rondo: Allegretto
5 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 9 in A major: I. Allegro maestoso – Tempo di marcia
6 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 9 in A major: II. Tema: Andante placido
7 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 9 in A major: II. Variazione 1
8 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 9 in A major: II. Variazione 2
9 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 9 in A major: II. Variazione 3, piu mosso
10 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 10 in C major: I. Allegro risoluto
11 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 10 in C major: II. Rondo: Andantino vivace, tempo di pastorale
12 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 11 in A minor: I. Cantabile, andante appassionato, con flessibilita
13 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 11 in A minor: II. Tema: Allegro moderato
14 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 11 in A minor: II. Variazione 1
15 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 11 in A minor: II. Variazione 2, minore
16 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 11 in A minor: II. Finale: Tempo di valtz
17 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 12 in D major: I. Andante cantabile
18 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 12 in D major: II. Rondo: Allegretto

Disc 3

1 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 13 in E major: I. Introduzione: Maestoso
2 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 13 in E major: II. Larghetto – Cantabile
3 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 13 in E major: III. Rondo Allegretto: Con brio
4 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 14 in G major: I. Andante Adagetto
5 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 14 in G major: II. Rondo: Allegro molto vivace
6 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 15 in A major: I. Introduzione: Maestoso
7 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 15 in A major: II. Tema: Andante moderato
8 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 15 in A major: Variation 1
9 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 15 in A major: Variation 2: Minore
10 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 15 in A major: Variation 3: Maggiore
11 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 15 in A major: IV. Rondo: Allegretto
12 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 16 in E major: I. Allegro vivace
13 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 16 in E major: II. Minuetto a valtz: Allegro vivo
14 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 17 in A major: I. Introduzione: Andante – Corrente
15 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 17 in A major: II. Andante – Cantabile
16 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 17 in A major: III. Rondo: Allegro vivo
17 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 18 in C major: I. Allegro – Presto
18 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 18 in C major: II. Rondo – Balletto: Allegro vivissimo

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José Antônio Rezende de Almeida Prado (1943-2010): Rios

José Antônio Rezende de Almeida Prado (1943-2010): Rios

24xo2vrAqui está a minha obra favorita do Almeida Prado, Rios, para piano, escrita em 1976 e dedicada ao pianista que a grava aqui, Antonio Guedes Barbosa, nome pelo qual tenho um carinho enorme. Existe uma outra gravação da peça, com o Sérgio Monteiro, muito mais rápida e visivelmente virtuosística. Gostaria de postá-la também para comparações, mas notei anteontem que a perdi (encontrei a gravação no MBC. Quem quiser, pode baixar o cd de lá). De qualquer forma, ela me anima bem menos. A peça é muito inquieta, densa, mas não faz uso com frequência de recursos que indicam isso. Ao contrário, parece guardar uma adorável placidez. Abaixo segue o texto do vinil, escrito pelo próprio Almeida Prado (foi lançado em 1981, junto com a Bachianas 4 do Villa):

Ao Antonio Guedes Barbosa – obra encomendada pela Divisão de Difusão Cultural do Ministério das Relações exteriores- Itamaraty. Campinas, 1976.

Pequena nota:

Quando li o livro sobre os mitos dos índios do Xingu, dos irmãos Villas Boas, fiquei fascinado sobretudo pela magia telúrica contida no texto.

O mito de “Iamulumulu: a formação dos rios” me deu sobretudo inúmeras idéias e emoções que resolvi então transformar em música.

Assim nasceu a idéia da obra “Rios” – para piano, dedicada ao grande artista que é Antonio Guedes
Barbosa.

A obra se divide em três partes:

I. As águas de Canutsipém
II. Jakui Katu, Mearatsim, Ivat, Jakuiaep, os espíritos que habitam o fundo das águas.
III. A descida das águas, e a formação dos Rios Ronuro, Maratsauá e Paranajuva.

Não procurei o caminho da música descritiva, nem da impressionista. Longe disso.

A magia telúrica desse texto me motivou emocionalmente a entrar no mundo do mistério e da encantação, e me deixar envolver impressionado e totalmente, realizando a minha expressão sonora, dentro do mundo mítico do Xingu.”

Almeida Prado (1943-2010)

Rios (1976), para piano
I. As águas de Canutsipém
II. Jakui Katu, Mearatsim, Ivat, Jakuiaep, os espíritos que habitam o fundo das águas.
III. A descida das águas, e a formação dos Rios Ronuro, Maratsauá e Paranajuva.

Antonio Guedes Barbosa, piano

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itadakimasu

History of the Sacred Music vol 05/06: The Polyphonic Mass from the Middle Ages to the Renaissance- (c.1300-c.1600)

cd5Harmonia Mundi: História da Música Sacra
vol 05/06: A missa polifônica, da Idade Média à Renascença (c.1300-c.1600)

Repostagem para incluir a versão em  FLAC do CD # 5, gentilmente cedida pelo nosso estimado ouvinte Wagner Matos Ribeiro. Não tem preço !!!

A Missa era a forma musical mais importante para os compositores da Ars Nova e Renascença.

Durante a Idade Média, a música tinha evoluído da monodia gregoriana para a polifonia vocal e instrumental. Em termos modernos, diríamos que a missa era o contexto onde os compositores aplicavam mais significativamente os seus esforços criativos. Algumas missas caracterizavam-se por usarem um tema base – o cantus firmus – geralmente tomado de empréstimo, e que funcionava como uma espécie de viga melódica sobre a qual se construía o edifício polifônico.

A fonte podia ser sagrada ou profana; depois era isorritmicamente tornada irreconhecível e colocada, com o texto litúrgico, nas vozes interiores (tenor e alto) ao longo da missa, unificando assim as várias partes: Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus & Agnus Dei.

Guillaume Dufay, um dos primeiros grandes mestres franco-flamengos, foi pioneiro no uso decanções populares em missas de cantus firmus, como a missa L’Homme Armé, obra que sobreviveu através de livros iluminados. Mas cinqüenta anos de pois, já na era da música impressa, Josquin Desprez – “o príncipe dos compositores” – inovou a tradição, alargando o cantus firmus às outras vozes, em missas como L’Homme Armé, publicada em 1502 pelo editor Petrucci de Veneza.

O Renascimento trouxe uma expressiva evolução tanto para a música sacra quanto para a secular. Na música sacra os compositores concentravam seus esforços em missas e motetos. As melodias do Canto Gregoriano tinham-se constituído no material básico das primeiras composições polifônicas das missas, porém Guillaume Dufay (c. 1400-1474) e outros usaram canções seculares com a mesma finalidade.

Músicos dos Países Baixos dominaram o cenário musical europeu durante a segunda metade do séc. XV. O estilo polifônico estabelecido por Johannes Ockeghem (1425-1495) e Josquin des Près (1440-1521) ampliou a dimensão sonora e persistiu até o início do séc. XVI; gradualmente, porém, diversos estilos e formas nacionais começaram a surgir. Na Alemanha, o coral luterano estabeleceu suas raízes, enquanto na Inglaterra o hino (o equivalente protestante do moteto latino) assumiu seu lugar na liturgia da Igreja Anglicana.

CD06_FRONTA missa polifônica alcançou seu apogeu através da obra de três grandes compositores: o italiano Giovanni Palestrina (1525-1584), o espanhol Luis de Victoria (1548-1611) e o flamengo Orlando de Lassus (1532-1594). Em Veneza, um estilo multicoral mais rebuscado foi desenvolvido por Andrea Gabrieli (1510-1586) e seu sobrinho e aluno Giovanni Gabrieli (1557-1612).

Giovani Pierluigi da Palestrinha indica os rumos da música na Igreja Católica, organizando e simplificando o contraponto. No ambiente da Contra Reforma, Palestrina foi incumbido de escrever uma música que buscasse uma maior compreensão do texto litúrgico
(http://www.dellisola.com.br/musica/MISSA.pdf)

Palhinha: ouça a integral de Messe “La Bataille”

History of the Sacred Music vol. 05: The Polyphonic Mass from the Middle Ages to the Renaissance (c.1300-c.1600)-1
Guillaume de Machaut (sometimes spelled Machault) (France, c.1300-April 1377)
Estonian Philharmonic Chamber Choir, Maestro Paul Hillier
01. Messe de Notre Dame – 1. Kyrie
02. Messe de Notre Dame – 2. Gloria
03. Messe de Notre Dame – 3. Credo
04. Messe de Notre Dame – 4. Sanctus
05. Messe de Notre Dame – 5. Agnus Dei
06. Messe de Notre Dame – 6. Ite, missa est
Josquin Desprez (Franco-Flemish, c.1450 to 1455 – 1521)
Ensemble Clément Janequin & Dominique Visse (countertenor)
07. Missa Pange lingua – 1. Kyrie
08. Missa Pange lingua – 2. Gloria
09. Missa Pange lingua – 3. Credo
10. Missa Pange lingua – 4. O Salutaris
11. Missa Pange lingua – 5. Agnus
Clément Janequin (France, c.1485 – 1558)
Ensemble Clément Janequin & Dominique Visse (countertenor)
12. Messe “La Bataille” – 1. Kyrie
13. Messe “La Bataille” – 2. Gloria
14. Messe “La Bataille” – 3. Credo
15. Messe “La Bataille” – 4. Sanctus
16. Messe “La Bataille” – 5. Agnus Dei

History of the Sacred Music vol. 05: The Polyphonic Mass from the Middle Ages to the Renaissance-1 – 2009

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History of the Sacred Music vol. 06: The Polyphonic Mass from the Middle Ages to the Renaissance (c.1300-c.1600) – 2
Orlande de Lassus (also Orlandus Lassus, Orlando di Lasso, Roland de Lassus, or Roland Delattre) (Franco-Flemish, 1532/1530-1594)
Huelgas-Ensemble. Maestro Paul Van Nevel
01. Missa ‘Tous les regretz’ – 1. Kyrie
02. Missa ‘Tous les regretz’ – 2. Gloria
03. Missa ‘Tous les regretz’ – 3. Credo
04. Missa ‘Tous les regretz’ – 4. Sanctus
Giovanni Pierluigi da Palestrina (Italy,1525-1594)
La Chapelle Royale & Ensemble Organum. Maestro Philippe Herreweghe
06. Missa ‘Viri Galilaei’ – 1. Kyrie
07. Missa ‘Viri Galilaei’ – 2. Gloria
08. Missa ‘Viri Galilaei’ – 3. Credo
09. Missa ‘Viri Galilaei’ – 4. Sanctus
10. Missa ‘Viri Galilaei’ – 5. Benedictus
11. Missa ‘Viri Galilaei’ – 6. Agnus Dei – I
12. Missa ‘Viri Galilaei’ – 7. Agnus Dei – II
William Byrd (England, 1540 – 1623)
Pro Arte Singers. Maestro Paul Hillier
13. Mass for 4 Voices – 1. Kyrie
14. Mass for 4 Voices – 2. Gloria
15. Mass for 4 Voices – 3. Credo
16. Mass for 4 Voices – 4. Sanctus
17. Mass for 4 Voices – 5. Benedictus
18. Mass for 4 Voices – 6. Agnus Dei

History of the Sacred Music vol. 06: The Polyphonic Mass from the Middle Ages to the Renaissance (c.1300-c.1600) – 2

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Encarte e letras dos 30 CDs – AQUI – HERE

Boa audição.

 

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Avicenna, com um empurrão do FDP!

Carl Philipp Emanuel Bach / Johann Christian Bach / Wilhelm Friedemann Bach: Concertos Duplos de filhos de Johann Sebastian Bach

Carl Philipp Emanuel Bach / Johann Christian Bach / Wilhelm Friedemann Bach: Concertos Duplos de filhos de Johann Sebastian Bach

Clipboard01Um bom disco com a música composta por meus irmãos gravada pelo Leonhardt-Consort, isto é, por um dos grupos fundadores em tocar tudo com instrumentos originais, os que são chamamos modernamente de historicamente informados. O CD tem a criatividade e o ímpeto de C.P.E., o convencionalismo chato de J.C. e a estranheza das obras do provavelmente alcoolista W.F. Alguns dizem que W.F. Bach é o único dos filhos de J.S. a escrever trabalhos que se aproximam da densidade estrutural do pai. O que este CD mostra é que todos os três eram fortemente influenciados com o estilo mais simples e posterior do rococó / classicismo e que W.F. só se aproxima da densidade do pai em sonhos. Mas há que considerar que C.P.E. foi um tremendo compositor — incisivo e muito inspirado — e que Beethoven deve alguns centavos a ele.

Carl Philipp Emanuel Bach / Johann Christian Bach / Wilhelm Friedemann Bach: Concertos Duplos de filhos de Johann Sebastian Bach

Composed By – Carl Philipp Emanuel Bach
1 Allegro Di Molto 6:58
2 Larghetto 5:09
3 Presto 4:28

Sinfonia Concertante In F Major, T.VIII/6
Composed By – Johann Christian Bach
4 Allegro Moderato 7:33
5 Tempo Di Minuetto 3:17

Double Concerto In E Flat Major, F46
Composed By – Wilhelm Friedemann Bach
6 Un Poco Allegro 11:20
7 Cantabile 2:54
8 Vivace 7:35

Conductor – Gustav Leonhardt
Ensemble – Concentus Musicus Wien, Leonhardt-Consort
Violoncello – Nikolaus Harnoncourt

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O Leonhardt-Consort sem Gustav Leonhardt: sim, esta gravação é bem mais nova, mas o conjunto já existia em 1959.
O Leonhardt-Consort sem Gustav Leonhardt: sim, esta gravação é bem mais nova, mas o conjunto já existia em 1959.

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto Nº 5 para piano e orquestra, Op. 73, “Imperador” & 32, 12 e 6 Variações para Piano Solo

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto Nº 5 para piano e orquestra, Op. 73, “Imperador” & 32, 12 e 6 Variações para Piano Solo

image1

Vamos ao último concerto para piano e orquestra de Beethoven com o Gilels. Uma beleza! O concerto número 5 de Beethoven é conhecido também como “Imperador”. Essa designação não foi dada pelo próprio Beethoven. O compositor Johann Baptist Cramer teria sido o responsável por assim denominá-lo. Ficou primeiramente conhecido com esse epíteto nos países de língua inglesa e logo em seguida tornou-se comum chamar o concerto de “Imperador”. Certo mesmo é que a obra foi escrita entre os anos de 1809 e 1811 em homenagem ao arquiduque Rodolfo, mecenas e aluno de Beethoven. O concerto número 5 é uma peça possuidora daquela beleza idealista de Beethoven. Nele percebemos os sonhos, esperanças e reflexões do grande mestre. Aparecem ainda três variações impelidas pelas mãos geniais de Emil Gilels.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Concerto No. 5 para piano e orquestra in E flat, Op. 73 – “Imperador”, 32 Variations in C minor on an Original Theme, Wo080, 12 Variations in A on Russian Theme from Wranitzky’s ‘Das Waldmädchen’, Wo071 e 6 Variations in D on a Turkish March from “The Ruins of Athens”, Op. 76

Concerto No. 5 para piano e orquestra in E flat, Op. 73 – “Imperador”
01. I – Allegro
02. II – Adagio un poco mosso
03. III – Rondo, Allegro

Cleveland Orchestra
Geroge Szell, regente
Emil Gilels, piano

32 Variations in C minor on an Original Theme, Wo080
04. 32 Variations in C minor on an Original Theme, Wo080

12 Variations in A on Russian Theme from Wranitzky’s ‘Das Waldmädchen’, Wo071
05. 12 Variations in A on Russian Theme from Wranitzky’s ‘Das Waldmädchen’, Wo071

6 Variations in D on a Turkish March from “The Ruins of Athens”, Op. 76
06. 6 Variations in D on a Turkish March from “The Ruins of Athens”, Op. 76

Emil Gilels, piano

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Gilels: uma autoridade em Beethoven
Gilels: uma autoridade em Beethoven

Carlinus

Gustav Mahler (1860-1911): Das Lied von der Erde – Fritz Wunderlich, Christa Ludwig, Philharmonia Orchestra, Otto Klemperer

FrontEstive atrás desta gravação nas últimas duas semanas como um doido. Finalmente a encontrei, e não posso deixar de traze-la novamente para os senhores. Lá em 2010 nosso colaborador Carlinus a trouxe, e claro que depois de tanto tempo o link já expirou. Então trago novamente esta que considero uma das melhores gravações já realizadas desta obra prima mahleriana, gravada no apogeu da carreira dos solistas, e com Otto Klemperer já em seus últimos de vida, com toda a maestria de sua regência.

Mas volto a destacar os solistas, o tenor Fritz Wunderlich e a magnífica mezzo soprano Christa Ludwig.  Esta foi uma das últimas gravações que Wunderlich realizou, pois veio a falecer precocemente, aos 36 anos de idade, após cair de uma escada. Funciona tudo perfeitamente aqui. A precisão de Klemperer, a voz angustiante de Wunderlich, como se prenunciando sua morte próxima, a dor na voz de Christa Ludwig, que vinha se consolidando com uma das maiores mezzo – sopranos de todos os tempos. Aliás, ela viria a gravar esta obra novamente, alguns anos mais tarde, com Herbert von Karajan e René Kollo, mas isso é assunto para outra postagem.

Ouçam, ouçam novamente, e não se preocupem em ouvir de novo. Podem ouvir sem moderação. Não se esqueçam do lenço, pois tenho certeza que em certos momentos uma lágrima vai brotar em seus olhos. Esta obra é o ápice da vida de Gustav Mahler.
Maiores informações sobre a obra os senhores encontram aqui mesmo no PQPBach

P.S. Contribuição de nosso querido Mario Oliveiro:

“Parabéns pela postagem. Eu tenho uma queda por esta peça e tenho inúmeras gravações, esta entre elas. Realmente, a contribuição dos solistas, combinada com a regência (como foi propriamente observado no texto) do Herr Klemperer torna o disco muito especial. No entanto, gostaria de mencionar que a gravação ocorreu em um momento turbulento da vida dos artistas envolvidos. Há dois nomes para a orquestra: Philharmonia e New Philharmonia, nos créditos do disco. Isso porque a gravação foi feita assim: primeiro um dos solistas (confesso não saber qual foi primeiro) gravou sua parte. Então, Walter Legge, que era o general da banda, o produtor kaiser (apesar de inglês) da EMI, desmantelou a orquestra. A orquestra se tornou então uma instituição auto-gerenciada, Klemperer assumiu o papel de diretor geral. Só então, com o novo nome, foram ao estúdio com o outro solista e gravaram o resto do disco. E o disco se apresenta com uma unidade perfeita, não revelando a turbulência que se passava nos bastidores. Eita profissionalismo…”

01. Das Trinklied vom Jammer der Erde
02. Der Einsame im Herbst
03. Von der Jugend
04. Von der Schnheit
05. Der Trunkene im Frühling
06. Der Abschied

Christa Ludwig – Mezzo Soprano
Fritz Wunderlich – Tenor
Philharmonia Orchestra
New Philharmonia Orchestra
Otto Klemperer – Conductor

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Otto Klemperer regendo com cachimbo…

FDP Bach

György Kurtág (1926): Grabstein für Stephan op.15c & Stele op.33 / Karlheinz Stockhausen (1928 – 2007): Gruppen für drei Orchester – Werk Nr.6

György Kurtág (1926): Grabstein für Stephan op.15c & Stele op.33 /  Karlheinz Stockhausen (1928 – 2007): Gruppen für drei Orchester – Werk Nr.6

51Htqti-DNLAssistir Gruppen, de Stockhausen, numa sala de concertos — ou na televisão, como no filme do Channel 4 da performance de 1996 da CBSO — sublinha a separação espacial dos três grupos orquestrais e seus três maestros. No disco, com o maravilhoso som da DG, é a interdependência desses corpos instrumentais o que fica mais aparente. O que ouvimos é menos uma questão de três camadas musicais distintas e superpostas como um discurso de três vias em torno de material compartilhado. É uma emocionante viagem de descobertas, durante a qual a separação conta menos do que o propósito comum de explorar as mesmas premissas essenciais sob diferentes ângulos. A maior virtude dessa performance é que ela consegue preservar a excitação de exploração que a música possui, ao lado de uma preocupação adequada com precisão e clareza. Gruppen não é um mero exercício técnico, é uma peça de exibição maravilhosa. São os metais, as madeiras e a percussão da Filarmônica de Berlim que têm a maior parte dos holofotes, sob a orientação e boa preparação de Abbado, Goldmann e Creed.

Este disco tem outro bom par de ases na manga, com as primeiras gravações de duas obras de György Kurtág. Ambas são muito diferentes. Grabstein für Stephan é como um eco fantasmagórico de uma marcha fúnebre de Mahler quase inaudível, com um par de explosões no centro para intensificar o desespero e o arrependimento.

Stele é mais monumental. Sua abertura beethoveniana tem uma grandeza e determinação que transcende a dor e reafirma valores humanos duradouros. Stele pode não ter um final feliz, mas sua força de caráter e poder de expressão permitem que ela funcione como uma celebração da humanidade, bem como uma profunda meditação sobre a mortalidade.

György Kurtág (1926): Grabstein für Stephan op.15c & Stele op.33 /  Karlheinz Stockhausen (1928 – 2007): Gruppen für drei Orchester – Werk Nr.6

György Kurtág (1926 – )
Grabstein für Stephan op.15/c

1) Fassung für grosses Orchester und Solo-Gitarre [9:19]
Jurgen Ruck
Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado

Karlheinz Stockhausen (1928 – 2007)
2) Gruppen für drei Orchester – Werk Nr.6 [22:34]
Berliner Philharmoniker
Friedrich Goldmann
Claudio Abbado
Marcus Creed

György Kurtág (1926 – )
Stele op.33
3) 1. Adagio [2:45]
4) 2. Lamentoso – disperato, con moto [4:07]
5) 3. Molto sostenuto [5:55]

Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado

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Ah, vocês pensavam que Stockhausen era simples?
Ah, vocês pensavam que Stockhausen era simples?

PQP

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809 – 1847) – Symphonies 1 – 5 – Yannick Nézet-Séguin, Chamber Orchestra of Europe

4797337Tenho uma verdeira admiração por Mendelssohn, já declarei inúmeras vezes por aqui, principalmente por suas sinfonias.
O que temos aqui hoje é a nova geração dos maestros mostrando a que vieram, e trazendo um novo frescor a estas obras, já tão gravadas e tocadas em salas de concerto de todo o mundo
Yannick Nézet-Séguin é canadense, nascido em 1975 em Quebéc, e vem encantando os palcos de todas as principais salas de concerto, e recentemente lançou este pacotaço com todas as sinfonias de nosso querido Mendelssohn pelo famoso selo Deutsche Gramophon, dirigindo a excelente Chamber Orchestra of Europe. Creio que seja uma das barbadas do ano com relação aos prêmios de melhor gravação.

CD 1

01. Symphony No.1 in C minor, Op.11 – I. Allegro di molto
02. Symphony No.1 in C minor, Op.11 – II. Andante
03. Symphony No.1 in C minor, Op.11 – III. Menuetto. Allegro molto- Trio
04. Symphony No.1 in C minor, Op.11 – IV. Allegro con fuoco
05. Symphony No.3 in A minor ‘Scottish’, Op.56 – I. Andante con moto – Allegro un poco agitato – Assai animato –
06. Symphony No.3 in A minor ‘Scottish’, Op.56 – II. Vivace non troppo
07. Symphony No.3 in A minor ‘Scottish’, Op.56 – III. Adagio
08. Symphony No.3 in A minor ‘Scottish’, Op.56 – IV. Allegro vivacissimo – Allegro maestoso assai

CD 2

01. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – I. Sinfonia – Maestoso con moto – Allegro
02. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – I. Sinfonia – Allegretto un poco agitato
03. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – I. Sinfonia – Adagio religioso
04. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – II. Chorus Alles, was Odem hat, lobe den Herrn
05. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – II. Chorus Lobe den Herrn, meine Seele
06. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – III. Recitative Saget es, die ihr erlöst seid durch den Herrn
07. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – III. Aria Er zählet unsre Tränen
08. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – IV. Chorus Sagt es, die ihr erlöst seid
09. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – V. Duet & Chorus Ich harrete des Herrn – Wohl dem, der seine Hoffnung setzt
10. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – VI. Stricke des Todes hatten uns umfangen
11. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – VII. Chorus Die Nacht ist vergangen
12. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – VIII. Chorale Nun danket alle Gott
13. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – IX. [Duet] Drum sing’ ich mit meinem Liede ewig dein Lob
14. Symphony No.2 in B flat major, Op.52 – X. Chorus Ihr Völker, bringet her dem Herrn Ehre und Macht!

CD 3

01. Symphony No.4 in A major ‘Italian’, Op.90 – I. Allegro vivace
02. Symphony No.4 in A major ‘Italian’, Op.90 – II. Andante con moto
03. Symphony No.4 in A major ‘Italian’, Op.90 – III. Menuetto. Con moto moderato
04. Symphony No.4 in A major ‘Italian’, Op.90 – IV. Saltarello. Presto
05. Symphony No.5 in D minor ‘Reformation’, Op.107 – I. Andante – Allegro con fuoco
06. Symphony No.5 in D minor ‘Reformation’, Op.107 – II. Allegro vivace
07. Symphony No.5 in D minor ‘Reformation’, Op.107 – III. Andante
08. Symphony No.5 in D minor ‘Reformation’, Op.107 – III. Recitative
09. Symphony No.5 in D minor ‘Reformation’, Op.107 – IV. Chorale Ein feste Burg ist unser Gott

Karina Gauvin – Soprano
Regula Mühlemann – Soprano
Daniel Behle – Tenor
RIAS Kammerchor
Chamber Orchestra of Europe
Yannick Nézet-Séguin – Conductor

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Guillaume Dufay (1397? – 1474): Music for St James the Greater – The Binchois Consort

dufay

Mass for St James the Greater

Guillaume Dufay (1397? – 1474)

The Binchois Consort
Maestro Andrew Kirkman

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 Guillaume Dufay, também Du Fay ou Du Fayt (Beersel 5 de agosto de 1397? — Cambrai, 27 de novembro de 1474) foi um compositor do início do Renascimento, da escola franco-flamenga. Figura central da Escola da Borgonha, considerado o mais famoso e influente compositor da primeira metade do século XV e um dos nomes mais importantes do período de transição da música medieval para a renascentista. Guillaume Dufay representou a primeira geração da Escola Borgonhesa. Seu modelo de missa polifônica, baseada no cantus firmus, teve grande aceitação entre os músicos até o final do século XVI.

Homem de grande cultura, soubera, ao longo das suas numerosas viagens, assimilar as técnicas francesa, inglesa e italiana, para delas fazer uma síntese surpreendente. Criou o modelo perfeito da missa polifônica construída sobre um cantus firmus (tema litúrgico ou profano que serve de base e fio condutor a toda composição), modelo cuja fecundidade se manifestou até o final do século XVI.

Guillaume Dufay aprendeu música como menino do coro da catedral de sua cidade natal. Depois, foi chantre da capela pontifícia em Roma, Florença e Bolonha (1435-1437), além de músico do duque de Saboia (1434-1535 e 1437-1444). Há indícios de que, a partir de 1445, teria fixado em Cambrai a sua residência principal, fazendo, no entanto, numerosas, embora breves, viagens, principalmente às cortes de Borgonha e Saboia, a Turim e a Besançon, no Bourbonnais.

A sua celebridade foi então considerável, e a sua autoridade musical exerceu uma influência benéfica sobre uma grande parte da Europa. Como testemunho de admiração, as personagens mais ilustres deram-lhe a sua amizade (Carlos, o Temerário conta-se entre os seus legatários), bem como pensões, prebendas e títulos lucrativos: foi cantor do duque de Borgonha, cônego em Tournai, Bruges, Lausanne, Mons e, sobretudo, a partir de 1435, em Cambrai (França) (Wikipedia)

Guillaume Dufay (Du Fay, Du Fayt) (Franco-Flemish, 1397? – 1474)
01. Mass for Saint James the Greater – 01. Introit
02. Mass for Saint James the Greater – 02. Kyrie
03. Mass for Saint James the Greater – 03. Alleluia
04. Mass for Saint James the Greater – 04. Gloria
05. Mass for Saint James the Greater – 05. Credo
06. Mass for Saint James the Greater – 06. Offertory
07. Mass for Saint James the Greater – 07. Sanctus
08. Mass for Saint James the Greater – 08. Agnus Dei
09. Mass for Saint James the Greater – 09. Communio
10. Mass for Saint James the Greater – 10. Rite majorem Jacobum canamus / Arcibus summis miseri reclusi
11. Mass for Saint James the Greater – 11. Balsamus et munda cera
12. Mass for Saint James the Greater – 12. Gloria
13. Mass for Saint James the Greater – 13. Credo
14. Mass for Saint James the Greater – 14. Apostolo glorioso
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Music for St James the Greater – 1997
The Binchois Consort
Maestro Andrew Kirkman
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MP3 | 320 kbps | 155 MB
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powered by iTunes 12.8.0 | 1 h 06 min
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Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.
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When you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.

Guillaume Dufay
Guillaume Dufay

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Boa audição.

Avicenna

Benjamin Britten (1913-1976): Orchestral Works (Turovsky)

Benjamin Britten (1913-1976): Orchestral Works (Turovsky)

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“Britten foi o maior compositor inglês depois de Purcell”, essa frase ouvida inúmeras vezes, é bastante justa. Não quero dizer com isso que estou desmerecendo os inúmeros compositores ingleses do século XX, mas a audição de Elgar, Vaugham Williams, Tippet, Bax… considerados gênios pelos ingleses, requer uma boa vontade por parte do ouvinte, e em certos momentos, é bem verdade que somos recompensados por isso (por exemplo: pedaços da sinfonia n.1 e o concerto para violino de Elgar, a sinfonia n.4 de Willians,…). Com Britten, não precisamos ser complacentes. Talentosíssimo compositor de óperas, entre as melhores produzidas na segunda metade do século XX, Britten não fez parte do “progresso” na música, aliás, detestava Schoenberg e Cia. Adorava Shostakovich, com quem nutriu uma amizade duradoura. Fez inúmeras visitas ao amigo na Rússia. E assim como o russo, resolveu explorar as possibilidades no mundo tonal. Mas tolice dizer, que por esse motivo, a originalidade lhe faltava. Bastam duas notas e já sabemos que foi escrito por Britten. Não canso de recomendar o compositor inglês para aqueles ouvintes pouco adaptáveis as manobras do modernismo. E o primeiro disco que recomendo é este que agora vos trago. Apesar de não ser perfeito nas interpretações, ele traz um pequeno retrato do mundo de Britten.

No primeiro disco encontramos Four Sea Interludes, que são as principais passagens orquestrais da sua mais importante ópera Peter Grimes (para quem deseja ouvir toda peça, recomendo o registro com Vickers e Colin Davis da Philips). Música tão envolvente que sentimos o cheiro da maresia. A suíte de sua ópera Death in Veneza (a última ópera do compositor) é uma peça difícil para o iniciante em Britten. No segundo disco só encontramos pérolas inestimáveis desse grande compositor. Variations on a Theme by Frank Bridge é um dos orgulhos da Inglaterra, assim como a Simple Symphony, que é um clássico inquestionável (a versão para quarteto de cordas é minha preferida).

Benjamin Britten (1913 – 1976): Orchestral Works

Disco 1:
1 – 4. Sea Interludes (4) from Peter Grimes, for orchestra, Op. 33a
5. Passacaglia, for orchestra, Op. 33b (from “Peter Grimes”)
6. Young Apollo, for piano, string quartet & strings, Op. 16 (withdrawn by composer)
7. Death in Venice, opera, Op. 88 Suite

Disco 2:
1 – 11.Variations on a Theme by Frank Bridge, for strings, Op. 10
12 – 22. Lachrymae, reflections on a song of Dowland, for viola & string orchestra, Op. 48a
23 – 26. Simple Symphony, for string orchestra, Op. 4

Performed by I Musici de Montreal
Conducted by Yuli Turovsky

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Briiten (esq.) e seu companheiro de toda a vida Peter Pears. A união era tão reconhecida que a Rainha mandou telegrama de condolências a Pears quando da morte de Benjamin.
Britten (esq.) e seu companheiro de toda a vida Peter Pears. A união era tão reconhecida que a Rainha mandou telegrama de condolências a Pears quando da morte de Benjamin.

CDF

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas para Baixo, BWV 82, 56, 158

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas para Baixo, BWV 82, 56, 158

1Gente, são Cantatas para voz de baixo — a voz mais grave e escura, com mais peso, o final da linha soprano, mezzo-soprano, contralto, tenor, barítono e baixo, indo do mais agudo para o mais grave — não são canções “para baixo” em contraposição à Cantatas mais alegres, “para cima”. Tá bom?

Este CD apresenta três Cantatas J.S. Bach, interpretadas pelo baixo Peter Kooy e a Orchestre De La Chapelle Royale sob a direção de Philippe Herreweghe. A lindíssima Ich habe genug, BWV 82, é de 1727. Ich will den Kreutztab gerne tragen, BWV 56, de 1726. Elas estão entre as mais famosas Cantatas de Bach. A primeiro não tem coral final; ele é substituído por uma terceira ária. Nas árias, o contraponto melódico da voz grave sobre o baixo contínuo e o instrumento solo (oboé ou violino) é surpreendentemente belo e estão entre os melhores que Bach fez no gênero. A ornamentação é talvez mais bonita na 82 do que na 56. A Cantata 158 tem uma estrutura particular: Recitativo / ária com coral / Recitativo / coral. Este último não é outro senão o famoso “Christ lag in Todesbanden”.

Herreweghe nos dá uma versão extraordinária dessas três obras.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas para Baixo, BWV 82, 56, 158

Cantate BWV 82 “Ich Habe Genung”
1 Aria “Ich Habe Genung” 7:25
2 Recitativo “Ich Habe Genung” 1:01
3 Aria “Schlummert Ein” 9:38
4 Recitativo “Mein Gott” 0:43
5 Aria “Ich Freue Mich” 3:37

Cantate BWV 56 “Ich Will Den Kreuzstab Gerne Tragen”
6 Aria “Ich Will Den Kreuzstab Gerne Tragen” 6:55
7 Recitativo “Mein Wandel Auf Der Welt” 1:52
8 Aria “Endlich, Endlich Wird Mein Joch” 6:44
9 Recitativo “Ich Stehe Fertig” 1:26
10 Choral “Komm, O Tod” 1:24

Cantate BWV 158 “Der Friede Sei Mit Dir”
11 Recitativo “Der Friede Sei Mit Dir” 1:43
12 Aria Con Corale “Welt, Ade” 6:51
13 Recitativo “Nun Herr” 1:25
14 Choral “Hier Ist Das Rechte Osterlamm” 1:19

Alto Vocals [Choir] – Betty Van Den Berghe, Martin Van Der Zeijst
Bass Vocals [Choir] – Frits Vanhulle, Renaud Machart, Stephan Maciejewski
Bass Vocals [Soloist] – Peter Kooy*
Bassoon – Marc Minkowski
Cello – Ageet Zweistra, Harm Jan Schwitters*
Cello [Continuo] – Ageet Zweistra
Choir, Orchestra – Chœur Et Orchestre De La Chapelle Royale*
Conductor – Philippe Herreweghe
Double Bass, Double Bass [Continuo] – Jonathan Cable
Oboe – Ann Vanlancker, Marcel Ponseele, Taka Kitazato
Organ, Organ [Continuo], Organ [Orgue Positif Bernard Aubertin] – Jan Willem Jansen
Soprano Vocals [Choir] – Annelies Coene, Delphine Collot, Dominique Verkinderen
Tenor Vocals [Choir] – Joël Suhubiette, Raphaël Boulay
Viola – Benoît Weeger, Martha Moore (2)
Violin [1st] – Adrian Chamorro, Ghislaine Wauters, Monica Huggett, Paulien Kostense
Violin [2nd] – Frédéric Martin (2), Nicolette Moonen, Peter Van Boxelaere, Sophie Demoures
Violin [Soloist] – Monica Huggett

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Peter Kooy
Peter Kooy

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