.: interlúdio :. Roberta Donnay & The Prohibition Mob Band – My Heart Belongs To Satchmo

FrontEste CD é uma deliciosa homenagem a Louis Armstrong, um dos maiores músicos do século XX, um músico que rompeu diversas barreiras, principalmente raciais, e tornou-se um ícone da música norte-americana. O texto abaixo foi retirado do site da própria Roberta Donnay:

“The Prohibition Mob Band, led by Roberta Donnay, is a vintage jazz and swing band that employs 1920-30s swing, blues, and roots music in the jazz tradition. The ensemble’s mission is to explore, celebrate, and promote America’s jazz roots by interpreting vintage material as well as contributing original works reminiscent of the Jazz Age. Roberta Donnay & the Prohibition Mob Band have been touring the U.S. since 2012. The Prohibition Mob Band releases its third CD, “My Heart Belongs To Satchmo” on Blujazz in March 2018. This new record is devoted to the early music of Louis Armstrong, continuing the band’s tradition of resurrecting both well-known and obscure vintage music. “

Sugiro ouvirem bem alto, a banda é excelente e consegue tocar com paixão com um profundo senso histórico. A voz levemente nasalada de Roberta é ideal para estas canções.

Em outras palavras, leva com certeza o selo de ‘IM-PER-DÍ-VEL’ !!!

01 – Sugar (That Sugar Baby O’ Mine)
02 – My Bucket’s Got A Hole In It
03 – I’m In The Market For You
04 – Ol’ Man Mose
05 – That’s My Home
06 – Basin Street Blues
07 – Up A Lazy River
08 – I’m A Ding Dong Daddy (From Dumas)
09 – Do You Know What It Means To Miss New Orleans
10 – On The Sunny Side Of The Street
11 – Music Goes Round And Round
12 – Sweet Georgia Brown
13 – I’m Shootin’ High
14 – A Kiss To Build A Dream On
15 – Pennies From Heaven

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.: interlúdio :. Horace Silver: Blowin’ the Blues Away (1959)

.: interlúdio :. Horace Silver: Blowin’ the Blues Away (1959)

Um excelente disco, infelizmente curto. A banda de Silver tem uma sonoridade tão parruda que chega a ser curioso ouvir e pensar que se trata de um quinteto. Não há faixas ruins neste álbum, todas elas são superlativas, e por isso cometerei uma injustiça se escolher uma delas, deixando de fora outra que o pequepiano eventualmente ame. Eu chamaria este disco de quente. Há faixas lentas, mas Silver parece gostar mais das pauleiras. Mas suas pauleiras não são amargas, são expressão de pura felicidade.

Horace Silver era Horace Ward Martin Tavares Silva (1928-2014), pianista e compositor de jazz norte-americano. Era filho de João Tavares Silva, de Cabo Verde, e Gertrude, uma norte-americana. Destacou-se nos estilos hard bop e soul jazz. Silver começou sua história musical no sax-tenorista e, mais tarde, voltou-se para o piano. Lançou grande parte de seus discos pela gravadora Blue Note, com a qual é bastante identificado.

Horace Silver: Blowin’ the Blues Away (1959)

1 Blowin’ The Blues Away 4:43
2 The St. Vitus Dance 4:09
3 Break City 4:56
4 Peace (Rudy Van Gelder Edition) 6:02
5 Sister Sadie 6:19
6 Baghdad Blues 4:53
7 Melancholy Mood 7:08

Horace Silver – piano
Blue Mitchell – trumpet (tracks 1, 3-6 & 8)
Junior Cook – tenor saxophone (tracks 1, 3-6 & 8)
Gene Taylor – bass
Louis Hayes – drums

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As fotos de Silver são como sua música.
As fotos de Silver são como sua música.

PQP

.: interlúdio :. Jaco Pastorius: Jaco Pastorius (1976)

.: interlúdio :. Jaco Pastorius: Jaco Pastorius (1976)

É consenso. Jaco Pastorius foi o maior virtuose do baixo elétrico em todos os tempos. Este é seu primeiro disco solo. Antes, em 1974, ele tinha gravado o CD Jaco com Pat Metheny. Sua habilidade é algo arrebatador. Esta não é a melhor amostra de Pastorius, muito melhor é esta, mas mesmo assim este álbum é hoje um clássico intocável. Segundo o próprio Pastorius, suas principais influências musicais foram: “James Brown, The Beatles, Miles Davis, e Stravinsky, nessa ordem.”  O baixista morreu de forma estúpida. Após ter provocado uma briga na porta de um bar, Jaco tomou uma surra de um segurança, vindo a falecer após longo período de coma. Tinha 35 anos…

Jaco Pastorius: Jaco Pastorius (1976)

1 Donna Lee 2:28
2 Come On, Come Over
Vocals – David Prater, Sam Moore
3:52
3 Continuum 4:33
4 Kuru/Speak Like A Child 7:42
5 Portrait Of Tracy 2:22
6 Opus Pocus 5:29
7 Okonkole Y Trompa 4:25
8 (Used To Be A) Cha-Cha 8:57
9 Forgotten Love 2:14
10 (Used To Be A) Cha-Cha (Alternate Take – Previously Unreleased) 8:49
11 6/4 Jam (Previously Unreleased) 7:45

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Só rindo mesmo.
Com toda esta categoria, só rindo mesmo.

PQP

.: interlúdio :. Paolo Fresu Devil Quartet – Carpe Diem

.: interlúdio :. Paolo Fresu Devil Quartet – Carpe Diem

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um lindíssimo CD do trompetista italiano Paolo Fresu. Como disse um amigo, talvez o jazz europeu esteja produzindo melhor do que o norte-americano. Fresu é um dos amores de Carla Bley e foi através dos elogios dela que o descobri. Se fosse possível inserir o Miles Davis do período cool na cena do jazz contemporâneo, talvez ele soasse muito parecido com Fresu. Mas enquanto Miles se preocupava com um som urbano, Fresu oferece um cool cheio de romance. Pense no Mediterrâneo ao pôr do sol, um copo de Chianti na mão, olhando profundamente nos olhos de seu parceira(o), sentindo a brisa salgada flutuando na pele. É essa a magia. Carpe Diem, com o Paolo Fresu Devil Quartet, oferece músicas espaçosas, radicais e melódicas, com um ritmo que se desdobra lentamente, envolvendo o ouvinte em felicidade. E a visão romântica de Fresu é habilmente apoiada pro um grupo fantástico de italianos formado por Bebo Ferra no violão, Paolino Dalla Porta no baixo e Stefano Bagnoli na bateria. Grande parte do álbum consiste de baladas lindamente escritas e construídas. Home, In minore, Enero, Ballata per Rimbaud, Ottobre, Giulio libano e a impressionante Human Requiem são exemplos primordiais. Um grande CD!

Paolo Fresu Devil Quartet – Carpe Diem

01. Home
02. Carpe Diem
03. In minore
04. Enero
05. Dum loquimur, fugerit invida aetas
06. Lines
07. Secret Love
08. Ballata per Rimbaud
09. Ottobre
10. Un tema per Roma
11. Human Requiem
12. Quam minimum credula postero
13. Giulio libano
14. Un posto al sole

Personnel:

Paolo Fresu – trumpet and fluglehorn
Bebo Ferra – acoustic guitar
Paolino Dalla Porta – doublebass
Stefano Bagnoli – drums

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Paolo Fresu Devil Quartet: Bando de espetaculares instrumentistas
Paolo Fresu Devil Quartet: um bando de espetaculares instrumentistas

PQP

.: interlúdio:. Invisible Threads: John Surman, Nelson Ayres & Rob Waring

.: interlúdio:. Invisible Threads: John Surman, Nelson Ayres & Rob Waring

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O último CD do extraordinário John Surman tinha sido Saltash Bells, de 2012, um álbum solo que foi considerado um de seus melhores trabalhos. Invisible Threads marca a estreia de um novo trio que inclui o pianista, arranjador e compositor brasileiro Nelson Ayres e o percussionista norte-americano Rob Waring (que mora na Noruega desde 1981). Surman (que também mora lá) conheceu Ayres enquanto eles trabalhavam no disco Fala de Bicho, de Marlui Miranda, no Brasil. Depois, eles tocaram alguns shows juntos. A dupla seguiu caminhos separados com a intenção de voltar. Enquanto compunha ideias para enviar ao pianista, Surman continuava ouvindo o toque de Waring em sua cabeça. Então enviou arquivos de som com suas ideias também para Waring. Estava formado o trio sem bateria. Gravaram rapidamente e, nossa!, o resultado vale a pena ouvir. 

O disco é de uma fineza só. Tranquilo e de belos temas, melodias e timbres.

Invisible Threads: John Surman, Nelson Ayres & Rob Waring

1. At First Sight (02:33)
2. Autumn Nocturne (06:52)
3. Within the Clouds (04:48)
4. Byndweed (05:11)
5. On Still Waters (04:45)
6. Another Reflection (01:33)
7. The Admiral (05:15)
8. Pitanga Pitomba (07:06)
9. Summer Song (05:22)
10. Concentric Circles (06:32)
11. Stoke Damerel (03:37)
12. Invisible Threads (05:39)

Personnel:
John Surman, soprano and baritone saxophones, bass clarinet
Nelson Ayres, piano
Rob Waring, vibraphone, marimba

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Waring, Ayres e Surman: mestres
Waring, Ayres e Surman: mestres

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.: interlúdio :. Keith Jarrett: Nude Ants (Live At The Village Vanguard)

.: interlúdio :. Keith Jarrett: Nude Ants (Live At The Village Vanguard)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Não deixo por menos, estamos tratando de um dos maiores discos de jazz de todos os tempos. Aqui, o quarteto escandinavo de Jarrett dá uma notável demonstração de musicalidade e tesão, atacando diversas vertentes, desde o jazz tradicional até o free. O pianista domina a música, mas as intervenções de Garbarek são sempre preciosas, assim como o acompanhamento de Danielsson e Christensen também são notáveis. O álbum é muito convincente, uma ilustração do trabalho refinado de Jarrett com influências europeias da música clássica e folclórica .

Keith Jarrett: Nude Ants (Live At The Village Vanguard)

1 Chant Of The Soil 17:12
2 Innocence 8:15
3 Processional 20:33
4 Oasis 30:34
5 New Dance 12:57
6 Sunshine Song 12:03

Bass – Palle Danielsson
Drums, Percussion – Jon Christensen
Piano, Timbales, Percussion, Music By – Keith Jarrett
Tenor Saxophone, Soprano Saxophone – Jan Garbarek

Recorded May 1979 at the Village Vanguard, New York.
Originally released as double LP in 1980.

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Jan Garbarek & Keith Jarrett: protagonistas de um dos maiores discos de jazz de todos os tempos
Jan Garbarek & Keith Jarrett: protagonistas de um dos maiores discos de jazz de todos os tempos

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.: interlúdio :. Ralph Towner: Diary

.: interlúdio :. Ralph Towner: Diary

Este é o segundo álbum que Towner fez para a ECM. É de 1973 e eu lhe daria 3 estrelas em 5. Não chega ao nível de outros posteriores, mas é bom. Insere-se naquela tendência de vanguarda de certos trabalhos da gravadora de Manfred Eicher. Ainda é muito free jazz — talvez seja ainda mais ECM style –, com Towner revezando-se nos instrumentos em temas muitas vezes desprogramados. Não é o seu melhor trabalho, mas é o início de uma série de registros fantásticos que Towner continuaria a liberar através da ECM ao longo das décadas e até os dias de hoje. Altamente recomendado para fãs de música instrumental. O cara toca mesmo.

Ralph Towner: Diary

1 “Dark Spirit” – 7:21
2 “Entry in a Diary” – 3:55
3 “Images Unseen” – 4:14
4 “Icarus” – 6:18
5 “Mon Enfant” (Traditional) – 5:42
6 “Odgen Road Towner 8:02
7 “Erg” – 3:21
8 “Silence of a Candle” – 3:53

Ralph Towner — twelve-string guitar, classical guitar, piano, gong

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Towner lá pelos anos 70
Towner lá pelos anos 70

PQP

.: interlúdio :. Oregon – Music of Another Present Era (1973)

.: interlúdio :. Oregon – Music of Another Present Era (1973)

Gente, o Oregon existe até hoje, ainda fazendo grande música. Em 2017, lançou Lantern, seu 30º álbum! Existem desde 1970 e este é seu fenomenal álbum de estreia, de 1973. Numa primeira audição, este trabalho parece um álbum datado, viajante, psicodélico, de jovens jazzistas perturbados pela força daqueles anos. Depois, você ouve novamente e se dá conta que a coisa é mais profunda. Já de cara eles conseguiram um bom equilíbrio entre as tradições musicais do Leste (não esqueçam que a Índia estava ultra na moda) e do Oeste e este transculturalismo podia ficar uma merda, mas aqui funciona bem. O Oregon é inacreditável também por outro motivo: seus membros sempre mantiveram importantes carreiras solo. De certa forma, o Oregon sempre esteva em segundo plano na vida de Towner e Walcott, por exemplo. Mas… Quando se ouve o grupo, parece que não pode dar certo. Oboé, corne inglês? O baixista também toca piano? Só que a coisa sempre rola esplendidamente.

Oregon – Music of Another Present Era (1973)

1. North Star
2. The Rough Places Plain
3. Sail
4. At the Hawk’s Well
5. Children of God
6. Opening
7. Naiads
8. Shard / Spring Is Really Coming
9. Bell Spirit
10. Baku the Dream Eater
11. The Silence of a Candle
12. Land of Heart’s Desire
13. The Swan
14. Touchstone

Oregon:
Ralph Towner – guitar
Collin Walcott – percussion, violin, sitar, tabla
Glen Moore – bass, flute, piano, guitar (bass)
Paul McCandless – horn (English), oboe

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Imaginem que até eu já fui jovem.
Imaginem que até eu já fui jovem.

PQP

.: interlúdio :. Keith Jarrett – Whisper not (live in Paris 1999)

Keith Jarrett - Whisper NotEstou renovando esse link por considerar injusto que este magnífico registro ao vivo deste trio não esteja disponível. Talvez seja o CD deles que mais tenha ouvido naquele momento de minha vida que comentei em postagem anterior. Novamente  peço para os senhores ouvirem com fone de ouvido para melhorem captar os detalhes e nuances. PQPBach detalhou suas faixas favoritas na postagem, lamento mas gosto tanto deste CD que não consigo encontrar melhores momentos. O considero perfeito demais.

FDPBach

Hoje é sexta-feira e troquei a postagem de um vetusto Buxtehude por esse bom álbum duplo de standards do trio de Jarrett. Dentre os CDs de standards feitos pelo trio, este é o que mais gosto. Tem uma atmosfera alegre e despreocupada de artistas divertindo-se no auge de suas possibilidades. Não há drama e nem se nota sombra da doença que Jarrett já havia contraído na época, a Síndrome de Fadiga Crônica. Gosto de várias faixas: Poinciana, Whisper Not, Groovin’ High, What Is This Thing Called Love?, Prelude To A Kiss e até da muitíssimo gravada ‘Round Midnight, que aqui recebe boa versão. Enjoy!

Keith Jarret – Whisper not (live in Paris 1999)

Disc 1

1. Bouncing With Bud 7:31
2. Whisper Not 8:04
3. Groovin’ High 8:29
4. Chelsea Bridge 9:46
5. Wrap Your Troubles In Dreams 5:46
6. ‘Round Midnight 6:43
7. Sandu 7:26

Disc 2

1. What Is This Thing Called Love? 12:22
2. Conception 8:07
3. Prelude To A Kiss 8:14
4. Hallucinations 6:34
5. All My Tomorrows 6:22
6. Poinciana 9:09
7. When I Fall In Love 8:06

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Keith Jarrett, piano
Gary Peacock, baixo acústico
Jack DeJohnette, bateria e percussão

PQP

.: interlúdio :. Louis Armstrong & Ella Fitzgerald: Porgy & Bess

.: interlúdio :. Louis Armstrong & Ella Fitzgerald: Porgy & Bess

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O JAZZ RELÊ A RELEITURA QUE GERSHWIN FEZ DO JAZZ…

Louis Armstrong + Ella Fitzgerald + Porgy & Bess = Clássico Absoluto. Reunir dois mestres em seus respectivos “intrumentos” tocando o maior clássico da música americana do século XX só poderia dar um resultado: absolutamente fantástico.

Louis e Ella, Ella & Louis, Porgy & Bess… este CD nem precisa ser comentado. Na verdade, tem de ser ouvido, e ouvido novamente, e novamente ouvido… garanto que nunca vão se cansar.. desde o arranjo inicial da abertura, a famosa dupla mostra o porquê de serem considerados ícones do Jazz do século XX. Não dá para não se emocionar com Ella & Louis cantando Sumertime, Ou Ella lamentando em “My man´s gone now”, Louis solando em “I Got plenty of Nuttin”… Não esqueçam de apertar o botão de play novamente quando o CD terminar. Garanto que nunca irão se cansar.

louis-and-ella

Louis Armstrong & Ella Fitzgerald – Porgy & Bess

1. Porgy And Bess: Overture
2. Summertime
3. I Wants To Stay Here
4. My Man’s Gone Now
5. I Got Plenty O’ Nuttin’
6. Buzzard Song
7. Bess You Is My Woman Now
8. It Ain’t Necessarily So
9. What You Want Wid Bess?
10. A Woman Is A Sometime Thing
11. Oh, Doctor Jesus
12. Porgy And Bess: Medley: Here Come De Honey Man / Crab Man / Oh, Dey’s So Fresh And Fine
13. There’s A Boat Dat’s Leavin’ Soon For New York
14. Bess, Oh Where’s My Bess?
15. Oh Lawd, I’m On My Way

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A perfeição: Ella Fitzgerald e Louis Armstrong
A perfeição: Ella Fitzgerald e Louis Armstrong

Postado por FDP EM 17.05.2008
Revalidado várias vezes

.: interlúdio :. Egberto Gismonti (1969)

.: interlúdio :. Egberto Gismonti (1969)

Este é um LP digitalizado que mostra os primórdios do grande Egberto Gismonti. É seu disco de estreia. Egberto completará 71 anos em 2018 e este disco chegará aos 49. É claro que é um trabalho que apenas interessa a fãs. É o disco de um menino. Sofre de um extravasamento de sinceridade que o torna muito claro para os aficionados e mais obscuro para o público. Aqui está principalmente o violonista e o cantor, ainda oscilando entre o puramente instrumental e o cantado. Há muita coisa boa e, bem, como Gismonti se desenvolveu! É claro que os arranjos são datados, que Gismonti praticamente deixou de cantar, que depois o piano entrou de vez em sua vida para conviver com o violão, que ele ganhou um raro verniz internacional, que fez – aos montes — CDs estupendos, mas tudo isso já está aqui latente, basta ouvir com carinho. Vale a audição, e como!

Egberto Gismonti (1969)

A1 Salvador 3:40
A2 Tributo A Wes Montgomery 3:20
A3 Pr’um Samba 3:05
A4 Computador 3:10
A5 Atento, Alerta 3:17
A6 Lírica II (Pra Mulher Amada) 1:35
B1 O Gato 3:40
B2 Um Dia 3:15
B3 Clama-Claro 2:00
B4 Pr’um Espaço 2:40
B5 O Sonho 4:20
B6 Estudo N.o 5 2:00

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Egberto Gismonti: surpreendendo desde 1969
Egberto Gismonti: surpreendendo desde 1969

PQP

.: interlúdio :. Keith Jarrett Trio – Standards Live

.: interlúdio :. Keith Jarrett Trio – Standards Live

Keith Jarrett - Standards LiveHouve um tempo em minha vida em que eu só ouvia cds do Keith Jarrett Trio. Não, não estou brincando. Andava com um discman da Sony tocando um cd duplo simplesmente genial intitulado ‘Whisper Not’, que logo aparecerá por aqui. Posteriormente consegui aquela magnífica caixa com as gravações realizadas na Blue Note, seis cds absolutamente perfeitos, com registros ao vivo, em um momento em que considero o melhor momento destes três caras juntos. Na época, até esqueci meu lado metaleiro, e fiquei por meses focado nestes verdadeiros tour de force de virtuosismo e improvisação.

01-Stella By Starlight
02-The Wrong Blues
03-Falling In Love With Love
04-Too Young To Go Steady
05-The Way You Look Tonight
06-The Old Country

Keith Jarrett – Piano
Gary Peacock – bass
Jack DeJohnette – Bateria

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Três lendas do jazz
Três lendas do jazz

FDP /PQP

.: interlúdio :. Keith Jarrett e Charlie Haden: Jasmine

.: interlúdio :. Keith Jarrett e Charlie Haden: Jasmine

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu uso muito este CD. Ou usamos muito. Sempre dá certo. Acaba em sexo. É absolutamente matador. Abrace já nas primeiras notas. Se você não conseguir chegar lá é porque é ruim demais. FAÇA A EXPERIÊNCIA E CONTE-NOS O RESULTADO. Os veteranos Jarrett e Haden… Olha, este Jasmine é uma coisa maravilhosa, cheia de charme e musicalidade. São mais de 60 minutos de interpretações sublimes e maduras. Se não serve para trepar, para alguma coisa a idade serve, né? Mas agora o viagra emparelhou tudo, né? Bem, são grandes canções do repertório norte-americano que recebem tratamento luxuoso. Ouçam e usem porque vale a pena.

Keith Jarrett escreveu na contracapa:

Call your wife or husband or lover in late at night and sit down and listen. These are great love songs played by players who are trying, mostly, to keep the message intact. I hope you can hear it the way we did.

Exatamente! É uma maravilha, música pura tocada entre amigos no bom e velho piano do home studio de Keith Jarrett.

Keith Jarrett e Charlie Haden: Jasmine

1. For All We Know 9:46
2. Where Can I Go Without You 9:20
3. No Moon At All  4:40
4. One Day I’ll Fly Away  4:15
5. I’m Gonna Laugh You Right Out Of My Life  12:09
6. Body And Soul  11:09
7. Goodbye  8:01
8. Don’t Ever Leave Me 3:11

Keith Jarrett, piano
Charlie Haden, baixo

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Essa dupla...
Essa dupla…

PQP

.: interlúdio :. Charlie Haden & Christian Escoude: Gitane

.: interlúdio :. Charlie Haden & Christian Escoude: Gitane

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu tinha 22 anos e meus amigos do jazz diziam que Charlie Haden era genial. Eu logo pensei: outro baixista espetacular chamado Charlie, assim como Mingus! Fui na King`s Discos e comprei Gitane — um disco só de violão e baixo — a peso de ouro, um importado recém lançado. Nossa, ele era totalmente diferente de Mingus, mas o disco quase furou, tanto que até hoje lhe conheço cada nota. Talvez tenha sido uma das maiores lições da importância do baixo no jazz e do quanto ele pode ser sofisticado. Até morrer, Haden fez dupla com vários instrumentistas no mesmo formato deste disco e jamais o resultado foi esquecível ou irrelevante. Já o violonista Christian Escoude é um bom devoto de Django Reinhardt. Os dois músicos se sentem em casa com os temas “ciganos” escolhidos. A faixa-título, um baixo solo de Haden, é uma joia especial. Trata-se de uma sessão de jazz calorosa e sem pressa que confundo com minha própria formação como ouvinte.

Charlie Haden & Christian Escoude: Gitane

1 Django
Written-By – John Lewis (2)
8:56
2 Bolero
Written-By – Django Reinhardt
4:20
3 Manoir De Mes Rêves
Written-By – Django Reinhardt
5:55
4 Gitane
Written-By – Charlie Haden
3:34
5 Nuages
Written-By – Django Reinhardt
8:56
6 Dinette
Written-By – Django Reinhardt
6:04
7 Improvisation
Written-By – Christian Escoude*
2:52

Christian Escoude, violão
Charlie Haden, baixo

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A capa do velho vinil de 1979
A capa do velho vinil de 1978

PQP

.: interlúdio :. Egberto Gismonti & Charlie Haden in Montreal

.: interlúdio :. Egberto Gismonti & Charlie Haden in Montreal

IM-PER-DÍ-VEL !!!

In Montreal é um álbum de Egberto Gismonti e Charlie Haden gravado em 6 de julho de 1989 no Festival Internacional de Jazz de Montreal e lançado pela ECM em 2001. Aqui, temos dois monstros em plena forma em ação. Gismonti é mais dinâmico. Ele é a mola propulsora em peças de como Salvador, Maracatu e Em Família. Essas músicas mais agitadas de Gismonti são contrabalanceadas pelas composições majestosas e reflexivas de Haden. Um belo disco, lindamente interpretado e muito brasileiro. O ouvido de Haden para a música latina funciona perfeitamente, encaixando-se tanto ao violão de 10 cordas quanto ao piano de Gismonti. Este brinca muito, como em Lôro e em Frevo. Uma alegria ouvir esses dois.

Egberto Gismonti & Charlie Haden in Montreal

1 Salvador
Composed By – Egberto Gismonti
7:36
2 Maracatú
Composed By – Egberto Gismonti
9:21
3 First Song
Composed By – Charlie Haden
6:28
4 Palhaço
Composed By – Egberto Gismonti, G.E. Carneiro*
9:19
5 Silence
Composed By – Charlie Haden
9:49
6 Em Família
Composed By – Egberto Gismonti
10:03
7 Lôro
Composed By – Egberto Gismonti
7:32
8 Frevo
Composed By – Egberto Gismonti
6:43
9 Don Quixote
Composed By – Egberto Gismonti, G.E. Carneiro*
12:02

Egberto Gismonti, violão, piano e o que pintar
Charlie Haden, baixo

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Charlie Haden e Egberto Gismonti combinando o que vamos ouvir.
Charlie Haden e Egberto Gismonti combinando o que vamos ouvir.

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.: interlúdio :. Jan Garbarek / The Hilliard Ensemble: Officium Novum

.: interlúdio :. Jan Garbarek / The Hilliard Ensemble: Officium Novum

Terceiro álbum de uma das combinações de som mais curiosas da música atual: a do saxofonista norueguês Jan Garbarek mais o principal grupo vocal da Grã-Bretanha, The Hilliard Ensemble. O primeiro álbum, Officium, vendeu cerca de 1 milhão de cópias, e foi um dos 20 álbuns clássicos / jazz mais vendidos da primeira década deste século. O saxofone de Garbarek faz uma “quinta voz livre”. O Hilliard é especialista em música sacra barroca e pré-barroca. Com Garbarek, o conjunto não perde seu estilo, mas ganha em alcance musical e emocional. Neste CD, eles vão mais a Oriente. O foco central é a música da Armênia com base em adaptações de Komitas Vardapet, baseando-se tanto na música sacra medieval quanto na tradição do Cáucaso. O Hilliard estudou essas peças durante visitas à Armênia e suas características encoraja alguns voos apaixonados de Garbarek. Também estão incluídas Most Holy Mother Of God de Arvo Pärt em uma leitura a cappella, cantos bizantinos, duas peças de Jan Garbarek, incluindo uma nova versão de We are the stars, além do Alleluia, Nativitas de Perotin. Sou indiferente ao disco, mas tem gente que fica louca por ele.

Jan Garbarek / The Hilliard Ensemble: Officium Novum

01 – Ov zarmanali [Komitas] 04:11
02 – Svjete tihij [Byzantine chant] 04:14
03 – Allting finns [Jan Garbarek] 04:18
04 – Litany 13:06
05 – Surb, surb [Komitas] 06:40
06 – Most Holy Mother of God [Arvo Pärt] 04:34
07 – Tres morillas m’enamoran [Spanish anonymous] 03:32
08 – Sirt im sasani [Komitas] 04:06
09 – Hays hark nviranats ukhti [Komitas] 06:25
10 – Alleluia. Nativitas [Pérotin] 05:20
11 – We are the stars [Jan Garbarek] 04:09
12 – Nur ein Weniges noch [Giorgos Seferis] 00:19 Read By – Bruno Ganz 0:19

Jan Garbarek (sax soprano e tenor)
The Hilliard Ensemble (David James, contra-tenor, Rogers Covey-Crump, tenor, Steven Harrold, tenor, Gordon Jones, barítono)

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Não sabemos se deus os salvará.
Não sabemos se deus os salvará.

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.: interlúdio :. Egberto Gismonti, Charlie Haden, Jan Garbarek: Mágico: Carta De Amor

.: interlúdio :. Egberto Gismonti, Charlie Haden, Jan Garbarek: Mágico: Carta De Amor

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Em abril de 1981, o legendário produtor da ECM Manfred Eicher aproveitou uma turnê deste trio — que se autochamava pelo nome de Mágico –, para registrar um de seus concertos, no Amerika Haus, em Munique, na Alemanha. As gravações ficaram excelentes, mas o produtor alemão esperou três décadas para ver lançado o álbum duplo. Tudo porque Haden e Garbarek se desentenderam por motivo que nunca foi noticiado. Gismonti disse que já tinha esquecido do concerto gravado em 1981, quando recebeu, meses atrás, a notícia de que a ECM lançaria o disco. “Por atitudes como essa eu acho o Manfred tão competente e tão reto. Ele tinha uma joia como essa na mão, mas não lançou o disco enquanto o Haden e o Garbarek não voltaram a se entender.” Hoje, existe até a possibilidade do trio voltar a tocar junto.

Olha, o disco é um ABSURDO de bom. É um sublime tesouro que se reencontra. É melhor presente de pós-Natal que se possa imaginar.

Ouçam muito porque vale a pena.

Presente de nosso consultor. Aquele dos Piazzolla, lembram?

Egberto Gismonti, Charlie Haden, Jan Garbarek: Mágico — Carta De Amor

1. Carta de Amor 7:25
2. La Pasionaria 16:26
3. Cego Aderaldo 9:51
4. Folk Song 8:10
5. Don Quixote 8:25
6. Spor 14:01

1. Branquinho 7:37
2. All That Is Beautiful 15:35
3. Palhaço 9:12
4. Two Folk Songs 3:39
5. Carta de Amor, var. 7:35

Egberto Gismonti, violões e piano
Jan Garbarek, sax soprano
Charlie Haden, baixo

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Gismonti, Haden e Garbarek: um CD absurdamente bom, lançado somente após o reentendimento de Haden e Garbarek.

PQP

.:interlúdio:. Oscar Peterson – Merry Christmas

.:interlúdio:. Oscar Peterson – Merry Christmas

Esta é uma postagem relâmpago, esperando que chegue a todos a tempo. Embora haja muito que se dizer sobre música de Natal, sobre Jazz, sobre discos de Natal e sobre o pianista que aqui se faz presente – num verdadeiro presente natalino para todos nós, digo apenas que Oscar Peterson era canadense, como o Zé Colmeia e também da mesma forma que os ursos canadenses, era imenso – não somente em forma, mas também em talento. Vá lá, Zé Colmeia, até onde me lembre, não tocava piano, mas não importa. Um lindo disco de Natal, que nos venha junto com a beleza de suas faixas toda boa sorte, saúde e paz que precisamos. Abraços.

‘Oscar Peterson – Merry Christmas’

God Rest Ye Merry Gentlemen
What Child Is This?
Let It Snow; White Christmas
Jingle Bells
I’ll Be Home For Christmas
Santa Claus Is Coming To Town
O Little Town of Bethlehem
The Christmas Waltz
Have Yourself A Merry Christmas
Silent Night
Winter Wonderland
Away In A Manger
O Christmas Tree

Oscar Peterson – Piano
Dave Samuels – vibrafone
Jack Scantz – flugelhorn
Lorne Lofsky – guitar
David Young – Bass
Jerry Fuller – drums
String orchestra conducted by Rick Wilkins

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O imenso Oscar Peterson. Boas festas e Felicidades a todos nós.
O imenso Oscar Peterson. Boas festas e Felicidades a todos nós.

Wellbach

.: Interlúdio :. Dinah Washington – Ballads

hswfivDinah Washington morreu em 1963 aos 39 anos. Viveu o suficiente para se casar 8 vezes, divorciar 7 vezes, ter um montão de amantes (até Quincy Jones, segundo as más línguas), e deixar um legado musical formidável, inclusive o título de “Queen of the Blues”.

No Brasil foi lançado este álbum com as suas melhores e inesquecíveis baladas que posto agora, culpa do Blue Dog.

Ouça e sonhe! Unforgettable …

01. Unforgettable
02. Harbor Lights
03. Mad About The Boy
04. I Won’t Cry Anymore
05. If I Loved You
06. I’m Lost Without You Tonight
07. Love Walked In
08. It Could Happened To You
09. Cold, Cold Heart
10. Our Love Is Here To Stay
11. Cry Me A River
12. When I Fall In Love
13. The Song Is Ended, But The Melody Lingers On
14. There Goes My Heart
15. Heart
16. Smoke Gets In Your Eyes
17. With A Song In My Heart
18. Love Is A Many Splendored Thing
19. Don’t Explain
20. Love Letters
21. Am I Blue
22. If I Should Lose You
23. September In The Rain

Dinah Washington – Ballads – 2002

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MP3 320 kbps – 144,6 MB – 1 hora
powered by iTunes 9.0

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Avicenna

.: interlúdio :. The Famous 1938 Carnegie Hall Jazz Concert – Benny Goodman

carnegie-hall-concert
“No dia 16 de janeiro de 1938, Benny Goodman e sua orquestra foram consagrados no histórico concerto realizado e gravado no Carnegie Hall de Nova York.” (relato do repórter do PQPBach enviado ao Carnegie Hall, Sr. Wellington Mendes).

Foi também a primeira apresentação de uma banda de Jazz no Carnegie Hall. Este LP, produzido em 1950, foi um dos primeiro LPs nos Estados Unidos a vender mais de 1 milhão de cópias.
Alguns dos músicos presentes nesta gravação:
Harry James, trumpets
Gene Krupa, drums
Count Basie, piano

The Famous 1938 Carnegie Hall Jazz Concert

01. Don’t Be That Way
02. One O’Clock Jump
03. Sensation Rag
04. I’m Coming Virginia
05. When my Baby Smiles at Me
06. Shine
07. Blue Reverie
08. Life Goes to a Party
09. Honeysuckle Rose
10. Body and Soul
11. Avalon
12. The Man I Love
13. I Got Rhytm
14. Blue Sky
15. Sing Sing Sing (With a Swing)

The Famous 1938 Carnegie Hall Jazz Concert – Benny Goodman – 1950

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MP3 320 kbps – 158,8 MB – 1,1hora
powered by iTunes 9.1

Boa audição.

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Avicenna

.: interlúdio :. Michel Portal, Richard Héry, Xavier Tribolet, Quatuor Ébène: Eternal Stories

.: interlúdio :. Michel Portal, Richard Héry, Xavier Tribolet, Quatuor Ébène: Eternal Stories

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Como na capa ao lado, aqui, o jovem e maravilhoso Quarteto Ébène, que já nos brindou este ano com este extraordinário Schubert, encara com seus dezesseis pés e mãos o jazz contemporâneo ao lado de veteranas sumidades como o clarinetista, saxofonista e bandoneonista Michel Portal, o baterista Richard Héry e o pianista, Xavier Tribolet. O resultado é magnífico. Em sua primeira parceria, ocorrida em 2013, Portal e o Ébène tocaram Piazzolla juntos em Paris. O Le Monde falou de “uma lição significativa, um encontro soberbo, uma conversa real”. Recém lançado, Eternal Stories é um dos melhores álbuns que Portal já gravou. Ele poderia muito bem ter pensado em seu amado Charlie Parker, que em 1949 gravou com quarteto de cordas, mas Eternal Stories não é uma tentativa de remake, compreendendo peças totalmente novas e dois arranjos inéditos de trabalhos tardios de Piazzolla, além de contribuições surpreendentes de membros do Ébène.

Michel Portal, Richard Héry, Xavier Tribolet, Quatuor Ebène: Eternal Stories

1 City Birds 7:53
2 L’Abandonite 7:38
3 Judy Garland 4:21
4 Elucubration 4:19
5 Eternal Story 6:21
6 Asleep 4:48
7 Loving 5:23
8 Anxiety 5:22
9 Plus L’Temps 3:12
10 Solitudes 5:15
11 Le Corbillon 5:26
12 It Was Nice Living Here 8:47

Cello – Raphaël Merlin (Ébène)
Clarinet, Sax, Bandoneón – Michel Portal
Drums – Richard Héry
Keyboards – Xavier Tribolet
Viola – Adrien Boisseau  (Ébène)
Violin – Gabriel Le Magadure, Pierre Colombet  (Ébène)

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Quatuor Ebène, Michel Portal, Richard Héry, Xavier Tribolet
Quatuor Ebène, Michel Portal, Richard Héry, Xavier Tribolet

PQP

.: interlúdio :. Gary Peacock Trio: Tangents

.: interlúdio :. Gary Peacock Trio: Tangents

O viajandão Gary Peacock tem 82 anos e está há quase 65 por aí, se apresentando e gravando com seu contrabaixo. Já formou grupos com luminares como Albert Ayler, Paul Bley, Bill Evans e Keith Jarrett, ou seja, está na história do jazz. Quando o Standards Trio, de Jarrett, Peacock e o baterista Jack DeJohnette foi dissolvido em 2014, após mais de vinte gravações, Peacock lançou seu próprio trio de piano com o pianista Marc Copland e o baterista Joey Baron. Tangents vem logo após Now This (ECM, 2015).

Ao invés de ficar numa boa, lambendo sua própria história, Peacock está disposto a experimentar formas mais livres. Ele encontrou parceiros empáticos em Baron e Copland, que “têm a mesma experiência e a vontade de sentir a música juntos”. Tangents deve ser considerado um destaque nas carreiras dos três artistas. Para mim, eles muitas vezes são sérios demais e exploram pouco as tais tangentes. Mas há dias em que se precisa de um CD assim calmo, introspectivo e, paradoxalmente, cintilante.

Gary Peacock Trio: Tangents

1 Contact 6:29
2 December Greenwings 4:50
3 Tempei Tempo 4:10
4 Cauldron 2:29
5 Spartacus 5:10
6 Empty Forest 7:11
7 Blue In Green 4:42
8 Rumblin’ 4:07
9 Talkin’ Blues 4:04
10 In And Out 2:53
11 Tangents 6:50

Double Bass – Gary Peacock
Drums – Joey Baron
Piano – Marc Copland

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O Gary Peacock Trio
O Gary Peacock Trio

PQP

.: interlúdio :. Ahmad Jamal: Marseille

.: interlúdio :. Ahmad Jamal: Marseille

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Lembro de Jamal dando uma entrevista após um daqueles lendários Festivais de Jazz de São Paulo. O repórter perguntou o motivo pelo qual ele não utilizava piano elétrico… E ele respondeu rindo:

— Você quer que eu abra mão de meu Steinway? É isso?

O inexperiente jornalista ficou parado, esperando mais. Bobo. “Atravessei quatro gerações em matéria de música. Eu era criança no tempo das big bands; adolescente quando chegaram as revoluções de Dizzy Gillespie e Charlie Parker; vivi o free jazz e continuo vivo na era da eletrônica”. E, aos 86 anos completados em julho, o estadunidense Ahmad Jamal segue fiel a seu piano Steinway. E faz um belo CD em homenagem à cidade que ama: “Marselha é uma cidade única, com pulsação própria. É um porto aberto ao mundo, onde se sente o vento dessa liberdade, o espírito de aventura”. E o CD Marseille é bom demais. A alegria, o uso do ritmo, do silêncio, da luz e da sombra sempre caracterizaram Jamal e sua bela mão esquerda. E eles estão aqui, provas vivíssimas de que a pirotecnia frenética não é necessária para causar impacto. Este álbum extraordinariamente belo demonstra como a idade sozinha não diminui a capacidade musical e a criatividade de um artista. Eu adorei ouvi-lo. Espero ainda mais do compositor, pianista e artista sem fim Ahmad Jamal, tá?

Ahmad Jamal: Marseille

1 Marseille (Instrumental) 8:34
2 Sometimes I Feel Like A Motherless Child 5:47
3 Pots En Verre 8:27
4 Marseille (Vocals – Abd Al Malik) 7:23
5 Autumn Leaves 8:45
6 I Came To See You / You Were Not There 5:54
7 Baalbeck 6:21
8 Marseille (Vocals – Mina Agossi) 8:14

Double Bass – James Cammack
Drums – Herlin Riley
Percussion – Manolo Badrena
Piano – Ahmad Jamal
Vocals – Abd Al Malik, Mina Agossi

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Jamal rindo gostosamente da idade.
Jamal rindo gostosamente da idade.

PQP

.: interlúdio :. Louis Hayes: Serenade For Horace

.: interlúdio :. Louis Hayes: Serenade For Horace

Horace Silver era na verdade Horace Ward Martin Tavares Silva (1928-2014), um pianista e compositor de jazz. Ele era filho de um imigrante de Cabo Verde e de uma estadunidense. Ele é o homenageado neste CD pelo baterista de seu extinto quinteto e grande amigo Louis Hayes (1937). É um disco excelente. Não chega a ser uma releitura radical, é antes uma “tranquila lembrança” concebida e liderada por Hayes. Aos 80 anos, sua bateria é tão boa e jovem como sempre foi. O CD reúne um grupo de músicos experientes e dedicados a honrar Silver, sem imitá-lo, mas tocando sua música com grande fidelidade. E a música de Silver é daquele gênero que deixa a gente feliz.

Louis Hayes: Serenade For Horace

1 Ecaroh 4:55
2 Señor Blues 5:22
3 Song for My Father 5:52
4 Hastings Street 4:09
5 Strollin’ 5:16
6 Juicy Lucy 5:57
7 Silver’s Serenade 5:05
8 Lonely Woman 6:46
9 Summer in Central Park 5:03
10 St. Vitus Dance 5:51
11 Room 608 4:55

Personnel:
Louis Hayes: drums and leader;
Abraham Burton: tenor saxophone;
Josh Evans: trumpet;
Steve Nelson: vibraphone;
David Bryant: piano;
Dezron Douglas: bass and
Gregory Porter, vocalist, on Song for My Father.

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Ao piano, Horace Silver. Louis Hayes na batera.
Ao piano, Horace Silver. Louis Hayes na batera.

PQP

.: interlúdio :. Al Hirt – Memories – 1999

Screen Shot 2016-06-20 at 3.41.58 PM Al Hirt
Memories 1999

CD lançado logo após a morte do excepcional trompetista Al Hirt.

Dedico esta postagem ao nosso grande colega trompetista Wellbach, cuja pena produz textos tão saborosos quanto o trompete do Al tocando Ciribiribin, e a todos os semi-novos que tiveram a felicidade de dançar ao som do Al Hirt durante os anos dourados.

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Palhinha: ouça 03. Ciribiribin

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Al Hirt – Memories
01. I Can’t Get Started
02. Stardust / The Man With The Horn
03. Ciribiribin
04. Tuxedo Junction
05. Gonna Fly Now
06. Tenderly
07. Java
08. Toy Trumpet
09. Cherry Pink And Apple Blossom Wine
10. And The Angels Sing
11. Feels So Good
12. Boy Meets Horn
13. Rhapsody In Blue

Memories – 1999
Al Hirt

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XLD RIP | FLAC | 253,9 MB

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MP3 | 320 kbps | 88,8 MB

powered by iTunes 12.4.1 | 40,6 min

Boa audição

de inocencia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Avicenna