J. S. Bach (1685-1750): Trio Sonatas

J. S. Bach (1685-1750): Trio Sonatas

Este é um disco meio amalucado. Uma versão bastante selvagem deste repertório maravilhoso. Quando entra uma nova voz, não pensem que os outros abrem espaço. Parece que todos os integrantes do The Rare Fruits Council estavam brigados quando da gravação. Os violinos são rasgados com verdadeiro ódio. Olha, que gente nervosa! Eu gostei moderadamente. Talvez, se ouvisse mais duas vezes, me apaixonasse. Esse disco é do ano 2000. Depois, Pablo Valetti fundaria o impecável e adorável Café Zimmermann. Mas vale conferir isso aqui, como não?

J. S. Bach (1685-1750): Trio Sonatas

Sonata, BWV 527, En Ré Mineur / In D Minor / In d-Moll
1 Andante 4:00
2 Adagio E Dolce 5:07
3 Vivace 3:06

Sonata, BWV 1030, En Sol Mineur / In G Minor / In g-Moll
4 Andante 6:16
5 Largo E Dolce 2:49
6 Presto 1:40
7 Allegro 3:25

Sonata, BWV 1037, En Do Majeur / In C Major / In C-Dur
8 Adagio 3:49
9 Alla Breve 2:54
10 Largo 1:51
11 Gigue – Presto 4:18

Sonata, BWV 1029, En La Mineur / In A Minor / In a-Moll
12 Vivace 5:00
13 Adagio 4:50
14 Allegro 3:28

Sonata, BWV 530, En Sol Majeur / In G Major / In G-Dur
15 Vivace 3:21
16 Lento 6:59
17 Allegro 3:17

Cello – Balázs Máté
Harpsichord – Dirk Boerner*
Organ – Alessandro De Marchi
Viola – Pablo Valetti
Violin – Manfredo Kraemer
Ensemble – The Rare Fruits Council

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Vanitas com violino e bola de vidro (1628), de Pieter Claesz

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 98, 180, 56, 55

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 98, 180, 56, 55

Aqui, boa parte desta coleção.

As maravilhas escondidas nas Cantatas de Bach são (muito) numerosas. A gente olha para cada canto e encontra uma ária ou coral encantador, perfeito. Nem me apaixonei tanto pela Cantata BWV 98, mas aí vem a 180 e a gente fica pasmo com sua beleza. E então tudo fica lindo. A interpretação de La Petite Bande, de seu mentor Sigiswald Kuijken e dos cantores merece todos os elogios. Um belo CD.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 98, 180, 56, 55

21st Sunday After Trinity
“Was Gott tut das ist Wohlgetan” BWV 98
1 Chorale: Was Gott tut das ist wohlgetan 3:34
2 Recitative: Ach Gott! Wenn wirst Du mich 1:05
3 Aria: Hört, ihr Augen auf zu weinen 3:40
4 Recitative: Gott hat ein Herz 1:02
5 Aria: Menen Jesum lass ich nicht 3:57

20th Sunday After Trinity
“Schmücke Dich o liebe Seele” BWV 180
6 Chorale: Schmücke Dich o liebe Seele 6:11
7 Aria: Ermuntre dich dein Heiland klopft 6:16
8 Recitative and Chorale: Wie teuer sind des heilgen Mahles 2:32
9 Recitative: Mein Herz fühlt sich in Furcht und Freuden 1:32
10 Aria: Lebens Sonne, Licht der Sinnen 4:04
11 Recitative: Herr, lass an mir dein treues Lieben 1:03
12 Chorale: Jesu, wahres Brot des Lebens 1:35

19th Sunday After Trinity
“Ich will den Kreuzstab gerne tragen” BWV 56
13 Aria: Ich will den Kreuzstab gerne tragen 7:06
14 Recitative: Mein Wandel auf der Welt 2:13
15 Aria: Endlich, endlich wird mein Joch 7:09
16 Recitative: Ich stehe fertig und bereit 1:33
17 Chorale: Komm o Tod du Schlafes Bruder 1:43

22th Sunday After Trinity
“Ich armer Mensch ich Sündenknecht” BWV 55
18 Aria: Ich armer Mensch ich Sündenknecht 5:44
19 Recitative: Ich habe wider Gott gehandelt 1:31
20 Aria: Erbarme dich! 4:44
21 Recitative: Erbarme dich, jedoch nun töst ich mich 1:17
22 Chorale: Bin ich gleich von dir gewichen 1:06

Alto Vocals – Petra Noskaiová
Bass Vocals, Baritone Vocals – Dominik Wörner
Soprano Vocals – Sophie Karthäuser
Tenor Vocals – Christoph Genz
Ensemble – La Petite Bande
Conductor – Sigiswald Kuijken

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Ai, jisuis, lá vem ele repetir os mesmos conselhos de sempre…

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Flauta e Cravo, Partita para Flauta, BWV 1013 (Marc e Pierre Hantaï)

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Flauta e Cravo, Partita para Flauta, BWV 1013 (Marc e Pierre Hantaï)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Perdoem minha ignorância. Eu não sabia que o grande cravista e regente Pierre Hantaï tinha um irmão e muito menos se ele se chamava Marc, Henri, Antoine ou Argemiro (ou Argemirrô). Mas o caso é que Pierre (1964) tem um irmão flautista que se chama Marc (1960) e ambos são virtuoses em seus instrumentos. E eles fazem misérias neste maravilhoso disquinho que cura temporariamente minha hipobachemia. Aqui, a Partita para flauta solo tem sentido em cada frase musical, além de ritmo preciso e articulação muito refinada. O mesmíssimo acontece nas Sonatas. Como seu irmão Pierre Hantaï — que gravou a MELHOR VERSÃO DAS GOLDBERG — Marc parece ter dado uma outra dimensão à música de Bach — talvez a dimensão real que meu pai tenha pensado. Tenho certeza de que este é o melhor álbum para este repertório. E isso inclui todas as versões de Barthold Kuijken, tá?

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Flauta e Cravo, Partita para Flauta, BWV 1013

01. Flute Sonata in E Major, BWV 1035: I. Adagio
02. Flute Sonata in E Major, BWV 1035: II. Allegro
03. Flute Sonata in E Major, BWV 1035:III. Siciliana
04. Flute Sonata in E Major, BWV 1035: IV. Allegro assai

05. Flute Sonata in B Minor, BWV 1030: I. Andante
06. Flute Sonata in B Minor, BWV 1030: II. Largo e dolce
07. Flute Sonata in B Minor, BWV 1030: III. Presto

08. Flute Sonata in E Minor, BWV 1034: I. Adagio ma non tanto
09. Flute Sonata in E Minor, BWV 1034: II. Allegro
10. Flute Sonata in E Minor, BWV 1034: III. Andante
11. Flute Sonata in E Minor, BWV 1034: IV. Allegro assai

12. Partita in A Minor, BWV 1013: I. Allemande
13. Partita in A Minor, BWV 1013: II. Corrente
14. Partita in A Minor, BWV 1013: III. Sarabande
15. Partita in A Minor, BWV 1013: IV. Bourée anglaise

16. Flute Sonata in A Major, BWV 1032: I. Allegro
17. Flute Sonata in A Major, BWV 1032: II. Largo e dolce
18. Flute Sonata in A Major, BWV 1032: III. Vivace

Marc Hantaï, flauta
Pierre Hantaï, cravo

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Abraham Bloemaert (1564–1651): O Flautista

PQP

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Fui umas dez vezes assistir a recitais no Wigmore Hall. É uma sala pequena, principalmente se  compararmos com a enorme fama que ostenta. Está sempre lotada, às vezes com mais de um recital por dia e os nomes que lá se apresentam sempre são de primeira linha. Sua fama é justa. A acústica é perfeita, miraculosa. Trata-se de um dos melhores lugares do universo. Quem lê os livros de Ian McEwan sabe o quanto ele ama a sala. Uma vez, ele ficou atrás de mim na fila de retirada de ingressos… Ou seja, o local tem grande mística e não é incomum os recitais que lá ocorrem transformarem-se em CDs. (PQP)

Um presentinho para os senhores, um CD absolutamente maravilhoso, para ser ouvido sem se cansar diversas vezes seguidas, principalmente pela “Arpeggione”, e claro, pela Sonata de Brahms, outra das mais belas páginas da história da música. Um brasileiro e uma portuguesa, grandes nomes em seus respectivos instrumentos, dão um verdadeiro show…

Lembro do Menezes novinho, junto com a Anne-Sophie Mutter, tocando o Concerto Duplo de Brahms, sob a supervisão de Herr Karajan, e ali já senti que a coisa era séria, que ele seria um músico completo, e não me enganei. Karajan não era bobo, e logo identificou o talento do nosso pernambucano. O tempo pode ter levado seus cabelos, mas criou um intérprete maduro, completo. (FDP)

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

01. Schubert – Arpeggione Sonata – I. Allegro moderato
02. Schubert – Arpeggione Sonata – II. Adagio – attacca
03. Schubert – Arpeggione Sonata – III. Allegretto

04. Brahms – 3 Intermezzi – No.1 Andante moderato
05. Brahms – 3 Intermezzi – No.2 Andante non troppo e con molto espressione
06. Brahms – 3 Intermezzi – No.3 Andante con moto

07. Mendelssohn – Song without Words, Op.109

08. Brahms – Cello Sonata No.1 – I. Allegro non troppo
09. Brahms – Cello Sonata No.1 – II. Allegretto quasi Menuetto – Trio
10. Brahms – Cello Sonata No.1 – III. Allegro – Piu Presto

11. Bach – Pastorale BWV 590 (arr. Roemaet-Rosanoff)

Antonio Menezes – Cello
Maria João Pires – Piano

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Pires y Meneses
Que dupla…. !!!

FDP / PQP

Hilary Hahn plays Bach + Volodos Plays Brahms + Philippe Jaroussky – Green – Melodies Françaises on Verlaine’s poems

Hilary Hahn plays Bach + Volodos Plays Brahms + Philippe Jaroussky – Green –  Melodies Françaises on Verlaine’s poems

PQP Bach
12 anos de Prazer

12 anos falando sobre música desse nível num país desse nível?! É como jogar comida ao mar, esperando absolutamente nada. Até que pequenas vozes de lugares distantes se fazem ouvir: “Obrigado, irmão. Bach te abençoe”. Quando começamos, conseguíamos ouvir apenas o mastigar de nossa comida diária, hoje caravelas de refugiados atracam no nosso porto, sedentos e famintos. Somos colossos do céu, mas caridosos com os pequenos ouvintes. Lembro que o primeiro a descer foi meu irmão mais velho PQP Bach que, meio entediado do paraíso que vivia, resolveu abrir essa parada dos milagres. Até que um dia ele me convidou para participar também dessa celebração no meio dos gentios. E assim aconteceu com meus outros irmãos, seduzidos pelo bem maior de propagar a palavra d´Ele e de outros deuses ciumentos.

Para celebrar esse aniversário, achei um momento na minha agenda celeste para descer aqui na paragem há muito tempo não visitada por mim. Trago comida da melhor qualidade. Vamos ver aqui no meu saquinho…

Hilary Hahn plays Bach

Quando Deus, o maior de todos os voyeurs, colocou o homem no mundo, rapidamente percebeu como seria aborrecido de espiar. Porém resolveu o problema caprichando numa espécie que não é necessariamente humana, pois há algo de divino na mulher. Ouça esse disco da Hilary Hahn interpretando as famosas peças para violino solo do nosso pai e confesse, essa senhora não é deste planeta. Eu conheço essas obras há mais de 200 anos, mas esta gravação aqui prova o contrário… AGORA sim que essas peças encontraram sua intérprete perfeita. Quando essa criatura morrer, estarei no lugar de São Pedro para recebê-la de braços abertos.

Hilary Hahn plays Bach
1. Preludio
2. Loure
3. Gavotte En Rondeau
4. Menuet I
5. Menuet II
6. Bourrée
7. Gigue
8. Allemande
9. Courante
10. Sarabande
11. Gigue
12. Giaconna
13. Adagio
14. Fuga
15. Largo
16. Allegro Assai

Hilary Hahn plays Bach – 1997
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Vamos para o segundo presente:

Volodos Plays Brahms

Brahms deve ser o compositor mais melancólico que conheço. Nunca estive com ele por essas bandas. Esse deus alemão detesta bajulação. Ele continua sempre isolado, apesar do seu apreço por cabarés e moçoilas. É capaz dele ficar do meu lado esperando a Hilary chegar. Essa gravação que vos trago contém o que há de mais sofrido no mundo da música. Acho que foi Carpeaux que disse que é necessário ter idade para sentir o peso dessa música. Volodos entrega a dose correta dessa melancolia.

Volodos Plays Brahms
1 – Capriccio in F-Sharp Minor, Op. 76, No. 1
2 – Capriccio in B Minor, Op. 76, No. 2
3 – Intermezzo in A-Flat Major, Op. 76, No. 3
4 – Intermezzo in B-Flat Major, Op. 76 No. 4
5 – Drei Intermezzi, Op. 117: Drei Intermezzi, Op. 117: I. Andante moderato
6 – Drei Intermezzi, Op. 117: Drei Intermezzi, Op. 117: II. Andante non troppo e con molto espressione
7 – Drei Intermezzi, Op. 117: Drei Intermezzi, Op. 117: III. Andante con moto
8 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: Sechs Klavierstücke, Op. 118: I. Intermezzo in A Minor
9 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: II. Intermezzo in A Major
10 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: Sechs Klavierstücke, Op. 118: III. Ballade in G Minor
11 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: Sechs Klavierstücke, Op. 118: IV. Intermezzo in F Minor
12 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: V. Romanze in F Major
13 – Sechs Klavierstücke, Op. 118: Sechs Klavierstücke, Op. 118: VI. Intermezzo in E-Flat Minor

Volodos Plays Brahms – 2017
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Por fim deixo o melhor disco de todos os tempos:

Philippe Jaroussky – Green – Melodies Françaises on Verlaine’s poems

Phillippe Jaroussky é o verdadeiro Orfeu. Sua voz quebra o tempo, até os demônios aqui param para ouvi-lo. Seu som meio masculino, meio feminino, eleva todas as canções desse disco a um patamar que deixariam o nosso miserável poeta Verlaine feliz… Esse é um disco para se ouvir com pouca luz, cigarro (pena que eu não fumo), uma taça de vinho, imaginando uma Paris que nunca mais existirá.

Green – Melodies francaises de Verlaine (respectivos compositores entre parêntesis, de acordo com a nobre contribuição do Monge Ranulfus. Valeu, Monge!)
Disc: 1
1. Colloque sentimental (Ferré)
2. 5 Melodies, Op 58 dites ‘Venise’: I Mandoline (Fauré)
3. Prison (Severac)
4. 10 Melodies, Op 83: I Clair de lune (Szulk)
5. Fetes galantes, FL 86, Book I: I En sourdine (Debussy)
6. Fetes galantes, FL 86, Book I: II Fantoches (Debussy)
7. Fetes galantes, FL 86, Book I: III Clair de lune (Debussy)
8. 5 Melodies dites “Venise”, Op 58: V C’est l’extase (Fauré)
9. Ecoutez la chanson bien douce (Chausson)
10. 5 Melodies dites ‘Venise’, Op 58: III Green (Fauré)
11. O triste, triste etait mon ame (Bordes)
12. Le vent dans la plaine (Saint-Saëns)
13. 5 Melodies dites “Venise”, Op 58: II En sourdine (Fauré)
14. Fisch-Ton-Kan, D. 23: “Qui je suis, qui je suis” [Fisch-Ton-Kan] ( Chabrier)
15. 7 Chansons grises: IV. En sourdine (Hahn)
16. 2 Melodies, Op 83: I Prison (Fauré)
17. Mandoline, L. 43b (Published Version) (Debussy)
18. Apaisement (Chausson)
19. Un grand sommeil noir (Honegger)
20. 4 Melodies, Op 51: III Spleen (Fauré)
21. Revons, c’est l’heure (Massanet)
22. Un grand sommeil noir (Varèse)
23. Ecoutez la chanson bien douce (Ferré)

Disc: 2
1. 2 Melodies, Op 46: II Clair de lune (Fauré)
2. 7 Chansons grises: I. Chanson d’automne (Hahn)
3. Green (Caplet)
4. Ariettes oubliees, FL 63: II Il pleure dans mon coeur (Debussy)
5. L’heure exquise (Poldowski)
6. Colombine (Poldowski)
7. Chanson d’automne (Trenet)
8. Mandoline (Poldowski)
9. 3 Melodies, Op 4: II Il pleure dans mon coeur (Schmitt)
10. 20 Melodies, Book I: XVI D’une prison (Hahn)
11. Fisch-Ton-Kan, D. 23: “J’engraisse” [Poussah] (Chabrier)
12. 4 Melodies, Op 22: IV Il pleure dans mon coeur (Koechlin)
13. La Bonne Chanson, Op. 61: III. La lune blanche luit dans les bois (Fauré)
14. Promenade sentimentale (Bordes)
15. Ariettes oubliees, FL 63: V Aquarelles, 1: Green (Debussy)
16. Colloque sentimental (Canteloube)
17. Fetes galantes, FL 114, Book II: I Les Ingenus (Debussy)
18. Fetes galantes, FL 114, Book II: II Le Faune (Debussy
19. Fetes galantes, FL 114, Book II: III Colloque Sentimental (Debussy
20. Colombine (Brassens)

Green – Melodies francaises de Verlaine – 2015
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Felicitações a todos. E longa vida ao site.

CDF

J.S. Bach (1685-1750), F. Gulda (1930-2000): GULDA PLAYS BACH (ao vivo)

Não encontrei a data nem o local desta gravação – só sei que, depois de ouvi-la, reouvi-la e reouvi-la, não tenho como não compartilhar!

Sei, Friedrich Gulda é daqueles pianistas que (à parte seu envolvimento com jazz e sabe-se lá mais o que) não está muito preocupado se seu toque está de acordo com esta ou aquela concepção teórica de como a música deve ser: está interessado em fazer música de acordo com o que seu corpo & coração sentem que seja música – não por isso descuidando da capacitação técnica para realizá-lo. Nem todos gostam disso, eu sei… mas da minha parte, o resultado aqui, é, confesso, o Bach que eu gostaria de tocar (caso não tivesse fugido do trabalhoso caminho que é o da formação pianística).

Os primeiros minutos do recital me surpreenderam soando bastante como Glenn Gould (o que não é necessariamente uma crítica!), mas basta chegar à primeira Sarabande para perceber que estamos ouvindo um pianista que, longe de se ater a uma mesma abordagem programada para toda a vida, se reserva a liberdade de usar uma abordagem diferente para cada peça a que dirige seu coração. Não que essas abordagens sejam arbitrárias: aqui pela primeira vez ouvi algo de inglês nas Suítes Inglesas (especialmente nas Bourrés da 2ª Suíte [faixa 6] e as Gavottes da 3ª [faixa 17]).

Enfim: digo sempre que não gosto de instrumentistas que tocam, e sim dos que dizem a música com seus instrumentos. Pois no Bach de Gulda não encontro nem uma única frase meramente tocada: até a frase aparentemente mais secundária de uma voz de apoio, tudo é dito; cada frase se sustenta como um discurso em si.

Então vamos a esse discursos – depois desta última observação: o Prelúdio e Fuga do próprio Gulda, apresentado como bis, já foi postado aqui há algum tempo em versão de estúdio.

GULDA PLAYS BACH
01 Apresentação

J. S. BACH (1685-1750)
SUÍTE INGLESA nº 2 em la menor – BWV 807
02 I Prelude
03 II Allemande
04 III Courante
05 IV Sarabande
06 V Bourrée I e II
07 VI Gigue

CONCERTO ITALIANO em fa maior – BWV 971
08 I [Allegro]
09 II Andante
10 III Presto

TOCCATA em do menor – BWV 911
11 I Toccata
12 II Fuga

SUÍTE INGLESA nº 3 em sol menor – BWV 808
13 I Prelude
14 II Allemande
15 III Courante
16 IV Sarabande
17 V Gavotte I e II
18 VI Gigue

CAPRICCIO em si bemol maior
“SOPRA LA LONTANANZA DEL SUO FRATELLO DILETTISSIMO” – BWV 992
19 I Arioso (adagio)
20 II —
21 III Adagiosissimo
21 IV —
22 V Aria de Postiglione (allegro poco)
23 VI Fuga all’imitazione di posta

F. GULDA (1930-2000)
PRELÚDIO E FUGA
24 I Preludio
25 II Fuga

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Ranulfus
– com agradecimentos a Carlinus pelo arquivo,
renormalizado para esta postagem.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 20, 93, 3, 10, 116 e 124

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 20, 93, 3, 10, 116 e 124

Seis cantatas de porte médio do mestre. Nenhuma chega a ser impressionante, mas lá sempre está Bach e a interpretação da Nova Orquestra de Colônia é realmente muito boa. As Cantatas constituem o grosso da produção de Bach, mas apenas nas últimas décadas sua importância vem sendo reconhecida. Esquecidas quase por completo no século XIX, até meados do século XX somente um pequeno número delas havia sido estudado em detalhe, situação que vem mudando diante do rápido crescimento dos estudos bachianos. A maior parte delas é sacra, compostas em Weimar e principalmente Leipzig, mas ele cultivou o gênero ao longo de quase toda a sua carreira. Muitas foram perdidas por descuido de seu filho mais velho, Wilhelm. De acordo com o obituário de Carl Philipp ele compôs cinco ciclos completos para o ano eclesiástico, fora as cantatas profanas, o que representaria mais de 350 obras, mas ainda sobrevivem 194 composições neste gênero, somando um total de mais de 1.200 movimentos individuais. As de sua fase inicial são compostas segundo o modelo alemão do século XVII, sem recitativos ou árias da capo, elementos de origem operística italiana que só aparecem em suas obras maduras. Mais tarde se consolidou um formato italianizado, com uma abertura mais elaborada com coro, seguida de uma alternância de cinco ou seis árias da capo e recitativos para voz solo, encerrando com uma harmonização coral simples homofônica a quatro vozes, quando a congregação possivelmente se unia ao coro, mas mesmo aqui são encontradas muitas outras soluções técnicas e formais, incluindo fugas, cânones, variações sobre um ostinato, formas concertantes, influência da abertura francesa e do antigo moteto, além de se valerem de uma ampla gama de forças instrumentais.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 20, 93, 3, 10, 116 e 124

O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20 23:53

1
I. O Ewigkeit, du Donnerwort (Chor)
3:58

2
II. Kein Unglück ist in aller Welt zu finden (Rezitativ)
0:49

3
III. Ewigkeit, du machst mir bange (Arie)
2:37

4
IV. Gesetzt, es dau’rte der Verdammten Qual (Rezitativ)

1:28

5
V. Gott ist gerecht in seinen Werken (Arie)

3:54

6
VI. O Mensch, errette deine Seele (Arie)
1:42

7
VII. Solang ein Gott im Himmel lebt (Choral)
1:26

8
VIII. Wacht auf, wacht auf, verlornen Schafe (Arie)
2:42

9
IX. Verlass, o Mensch, die Wollust dieser Welt (Rezitativ)
1:08

10
X. O Menschenkind (Duett)
2:32

11
XI. O Ewigkeit, du Donnerwort (Choral)
1:37

Wer nur den lieben Gott lässt walten, BWV 93 20:18

12
I. Wer nur den lieben Gott läßt walten (Chor)
5:35

13
II. Was helfen uns die schweren Sorgen? (Rezitativ)
2:02

14
III. Man halte nur ein wenig stille (Arie)

2:18

15
IV. Er kennt die rechten Freudesstunden (Duett)
3:16

16
V. Denk nicht in deiner Drangsalhitze (Rezitativ)
2:38

17
VI. Ich will auf den Herren schaun (Arie)
3:02

18
VII. Sing, bet und geh auf Gottes Wegen (Choral)
1:27

Ach Gott, wie manches Herzeleid, BWV 3 20:52

19
I. Ach Gott, wie manches Herzeleid (Chor)
4:06

20
II. Wie schwerlich lässt sich Fleisch und Blut (Rezitativ)
2:26

21
III. Empfind ich Höllenangst und Pein (Arie)
5:08

22
IV. Es mag mir Leib und Geist verschmachten (Rezitativ)
1:07

23
V. Wenn Sorgen auf mich dringen (Duett)
7:18

24
VI. Erhalt mein Herz im Glauben rein (Choral)
0:47

Meine Seel erhebt den Herren, BWV 10 17:58

1
I. Meine Seel erhebt den Herren (Chor)
3:13

2
II. Herr, der du stark und mächtig bist (Arie)
5:35

3
III. Des Höchsten Güt und Treu (Rezitativ)
1:13

4
IV. Gewaltige stößt Gott vom Stuhl (Arie)
2:34

5
V. Er denket der Barmherzigkeit (Duett & Choral)
2:12

6
VI. Was Gott den Vätern alter Zeiten (Rezitativ)
1:47

7
VII. Lob und Preis sei Gott dem Vater (Choral)
1:24

Du Friedefürst, Herr Jesu Christ, BWV 116 14:15

8
I. Du Friedefürst, Herr Jesu Christ (Chor)
3:51

9
II. Ach, unaussprechlich ist die Not (Arie)
2:44

10
III. Gedenke doch, o Jesu (Rezitativ)
Christoph Spering, Das Neue Orchester & Benedikt Kristjánsson
0:53

11
IV. Ach, wir bekennen unsre Schuld (Terzett)
4:34

12
V. Ach, lass uns durch die scharfen Ruten (Rezitativ)
0:55

13
VI. Erleucht auch unser Sinn und Herz (Choral)
1:18

Meinen Jesum lass ich nicht, BWV 124 12:38

14
I. Meinen Jesum lass ich nicht (Chor)
3:34

15
II. Solange sich ein Tropfen Blut (Rezitativ)
0:38

16
III. Und wenn der harte Todesschlag (Arie)
2:18

17
IV. Doch ach welch schweres Ungemach (Rezitativ)
1:04

18
V. Entziehe dich eilends, mein Herze, der Welt (Duett)
3:50

19
VI. Jesum lass ich nicht von mir (Choral)
1:14

Das Neue Orchester & Chorus Musicus Köln
Christoph Spering

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Rogier van der Weyden, A Descida de Cruz (1435)

PQP

Mozart / Haydn / Beethoven / Schubert / Bach: The Farewell Concerts (Alfred Brendel)

Mozart / Haydn / Beethoven / Schubert / Bach: The Farewell Concerts (Alfred Brendel)

O austríaco Alfred Brendel (1931) foi um dos melhores pianistas do século XX. Mas também foi ensaísta — escrevia sobre música — e poeta. Era especialista principalmente em Mozart, Schubert, Haydn, Beethoven e Schoenberg. Em 2008, em razão da artrite, decidiu retirar-se dos palcos. Então fez uma grande excursão pela Europa. Seu último concerto público foi em 18 de dezembro, em Viena, na Grande Sala do Musikverein. São justamente partes desta excursão que temos aqui. O velho mestre dá um show num repertório onde é craque absoluto, o da música germânica clássica e romântica. Brendel se aposentou no auge e esta gravação é uma bela recordação e uma bem-vinda coda de seu importante legado.

Brendel no túmulo de Schubert

Mozart / Haydn / Beethoven / Schubert / Bach: The Farewell Concerts (Alfred Brendel)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)
Piano Concerto No. 9 in E Flat Major, K.271 – “Jeunehomme”
1. 1. Allegro 10:43
2. 2. Andantino 13:17
3. 3. Rondeau (Presto) 10:45
Alfred Brendel
Wiener Philharmoniker
Charles Mackerras

Franz Joseph Haydn (1732 – 1809)
4. Variations in F Minor, Hob. XVII:6 11:38

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)
Piano Sonata No. 15 in F Major, K. 533/494
5. 1. Allegro, K.533 7:55
6. 2. Andante, K.533 9:38
7. 3. Rondo (Allegretto), K.494 7:23

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)
Piano Sonata No. 13 In E Flat Major, Op. 27, No. 1
1. 1. Andante – Allegro – Tempo I 4:47
2. 2. Allegro molto e vivace 2:00
3. 3. Adagio con espressione 3:05
4. 4. Allegro vivace – Tempo I – Presto 6:31

Franz Schubert (1797 – 1828)
Piano Sonata No. 21 in B-Flat Major, D. 960
5. 1. Molto moderato 15:17
6. 2. Andante sostenuto 9:10
7. 3. Scherzo (Allegro vivace con delicatezza) 4:05
8. 4. Allegro ma non troppo 9:19

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)
7 Bagatelles, Op. 33
9. 4. Andante 3:33

Franz Schubert (1797 – 1828)
4 Impromptus, Op. 90, D. 899
10. No. 3 in G-Flat Major (Andante) 6:16

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
11. Nun komm, der Heiden Heiland, BWV 659 (Nun komm, der Heiden Heiland, BWV 659) 5:45

Alfred Brendel, piano

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Brendel com um amigo

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Nem lembro onde encontrei esse CD que é quase uma espécie de ‘Bach’s greatest hits for organ’ realizado pelo músico de peso que é o holandês Tom Koopman. Não estou postando esta realização destas obras porque seja “a definitiva”, sei que jamais existirá realização definitiva de nenhuma música. Mas as realizações de Koopman me pareceram bonitas e instigantes demais para não serem conhecidas ao lado de outras realizações destas mesmas obras – ainda mais que até então nosso blog só tinha Bach por Koopman como regente, e não como organista.

Umas poucas palavras sobre as obras: a Toccata e Fuga em ré menor é possivelmente a obra mais conhecida de Bach Pai – mas lamentavelmente sobretudo através do clichê caricato do cientista maluco tocando no porão do castelo enquanto comemora alguma vitória que não tardará a ser revertida pelo super-herói. Talvez por tão desgastada é que Koopman tenha se sentido provocado a dar uma interpretação diferente já do ornamento do primeiro acorde – o que com certeza irritou muitos amantes de certezas mundo afora.

A Toccata, Adagio e Fuga em Dó maior não é de modo nenhum uma obra menor que a em ré menor – talvez até pelo contrário -, então fico feliz que Koopman a haja ‘contrabandeado’ entre os ‘hits’ mais conhecidos que são a em re menor e a Passacaglia ou Passacalhe em do menor – obra que não consigo deixar de comparar com a não menos famosa Chaconne em re menor: duas séries de variações interligadas sobre um tema pra lá de enxuto, com a diferença de que a Passacalhe é complementada por uma monumental Fuga sobre o mesmo tema, enquanto a Chaconne aparece inserida em uma suíte de danças (para lá de) estilizadas. Mas o que me parece mais instigante na comparação é que essas obras tão análogas sejam destinadas a meios instrumentais tão radicalmente diversos: uma, para o único instrumento que pretende ser toda uma orquestra na mão de um só executante; a outra para um supostamente débil violino desacompanhado.

Da Pastorale não direi nada senão que está entre aquelas poucas obras para órgão que dá pra ouvir na calada da noite sem incomodar os vizinhos – e que (para quem não conhece a tradição) está composta na tonalidade de fá como todas as peças que usam o nome “pastoral”.

E quanto aos corais… bom, relembro mais uma vez que “coral” é a palavra para “hino” na tradição luterana, e que todos os “corais” instrumentais são arranjos de tais hinos, com menor ou maior quantidade de material temático complementar.

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão

Toccata & Fugue In D Minor, BWV 565
1 Toccata 2:31
2 Fuga 5:29

Toccata, Adagio & Fugue In C Major, BWV 564
3 Toccata 5:07
4 Adagio 4:05
5 Fuga 4:26

6 Passacaglia In C Minor, BWV 582 12:50

7 Pastorale In F Major, BWV 590 12:00

6 Chorales Of Diverse Kinds (“Schübler” Chorales)
8 Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme BWV 645 4:09
9 Wo Soll Ich Fliehen Hin BWV 646 1:36
10 Wer Nur Den Lieben Gott Läßt Walten BWV 647 4:09
11 Meine Seele Erhebet Den Herrn BWV 648 3:24
12 Ach Bleib’ Bei Uns, Herr Jesu Christ BWV 649 2:19
13 Kommst Du Nun, Jesu, Vom Himmel Herunter BWV 650 3:23

Ton Koopman, órgão

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LINK ALTERNATIVO

Libera uma dessas crianças para o Bach, vai.

Ranulfus

J.S. Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino Solo (von der Goltz)

J.S. Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino Solo (von der Goltz)

GoltzIM-PER-DÍVEL !!!

Na minha opinião, a Freiburger Barockorchester é melhor orquestra de câmara atualmente em atividade. E seu Konzertmeister é Gottfried von der Goltz. Ele se divide entre ser maestro e violinista principal — nem sempre atua como spalla — da orquestra. E agora nos chega com a obra máxima do repertório para violino solo: as Sonatas e Partitas, de Johann Sebastian Bach. Quando vi a capa do CD, me entusiasmei imediatamente. E agora, após duas audições completas, minha felicidade não se arrefeceu. A interpretação é poderosa. Assim como Beyer, Podger (Artista do Ano de 2018 da revista Gramophone) e Holloway, trata-se de um violinista especialista em repertório barroco. Cada passagem parece ter sido amadurecida por muito tempo, servindo à música. Vai para o topo, juntamente com os violinistas citados e mais Busch. É uma nova e esplêndida versão inédita deste monumento musical, cheio de humanidade e vida.

J.S. Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino Solo

1. Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: I. Adagio
2. Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: II. Fuga. Allegro
3. Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: III. Siciliana
4. Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: IV. Presto

5. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: I. Allemanda
6. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: II. Double
7. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: III. Corrente
8. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: IV. Double. Presto
9. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: V. Sarabande
10. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: VI. Double
11. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: VII. Tempo di Borea
12. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: VIII. Double

13. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: I. Grave
14. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: II. Fuga
15. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: III. Andante
16. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: IV. Allegro

17. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: I. Allemanda
18. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: II. Corrente
19. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: III. Sarabanda
20. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: IV. Giga
21. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: V. Ciaccona

22. Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: I. Adagio
23. Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: II. Fuga
24. Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: III. Largo
25. Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: IV. Allegro assai

26. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: I. Preludio
27. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: II. Loure
28. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: III. Gavotte en rondeau
29. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: IV. Menuets I & II
30. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: V. Bourée
31. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: VI. Gigue

Gottfried von der Goltz, violino

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O violinista e maestro Gottfried von der Goltz
O violinista e maestro Gottfried von der Goltz

PQP

Vivaldi, Leo, J. S. Bach, Locatelli, Fasch e Handel: Concerti Virtuosi

Vivaldi, Leo, J. S. Bach, Locatelli, Fasch e Handel: Concerti Virtuosi

717pUeRpI6L._SY355_Um bom CD da canadense Tafelmusik. É a típica coletânea barroca que a quase todos agrada. Apenas me parece que aqui temos uma obra bem superior às outras: o concerto grosso de Handel. Tal fato não condena os outros autores e obras, é apenas uma constatação curiosa. Quando entra o Handel, a sala se ilumina mais. Boa música para um domingo de tempo horroroso em Porto Alegre.

Vivaldi, Leo, J. S. Bach, Locatelli, Fasch e Handel: Concerti Virtuosi

Vivaldi – Concerto for 2 oboes in la minore RV.536

1. Concerto in A Minor for 2 oboes & strings, RV 536 : I. Allegro
2. Concerto in A Minor for 2 oboes & strings, RV 536 : II. Largo
3. Concerto in A Minor for 2 oboes & strings, RV 536 : III. Allegro

Leo – Concerto for violoncello in re minore
4. Concerto in D Minor for violoncello : I. Andante grazioso
5. Concerto in D Minor for violoncello : II. Col spirito
6. Concerto in D Minor for violoncello : III. Amoroso
7. Concerto in D Minor for violoncello : IV. Allegro

J.S.Bach – Concerto for oboe d’amore in G Major, after BWV100,170,30
8. Concerto for oboe d’amore in G Major, after BWV 100, 170 & 30 : I. Allegro
9. Concerto for oboe d’amore in G Major, after BWV 100, 170 & 30 : II. Adagio
10. Concerto for oboe d’amore in G Major, after BWV 100, 170 & 30 : III. Allegro

Locatelli – Concerto grosso in D Major, op.1, no.5
11. Concerto grosso in D Major Op.1 No.5 : I. Largo
12. Concerto grosso in D Major Op.1 No.5 : II. Allegro
13. Concerto grosso in D Major Op.1 No.5 : III. Largo
14. Concerto grosso in D Major Op.1 No.5 : IV. Allegro

Fasch – Concerto in C Minor for bassoon, 2 oboes & strings
15. Concerto in C Minor for bassoon, 2 oboes & strings : I. Allegro
16. Concerto in C Minor for bassoon, 2 oboes & strings : II. Largo
17. Concerto in C Minor for bassoon, 2 oboes & strings : III. Allegro

Handel – Concerto grosso in A Minor, Op.6. no.4
18. Concerto grosso in A Minor, Op.6 No.4 : I. Larghetto affettuoso
19. Concerto grosso in A Minor, Op.6 No.4 : II. Allegro
20. Concerto grosso in A Minor, Op.6 No.4 : III. Largo e piano
21. Concerto grosso in A Minor, Op.6 No.4 : IV. Allegro

Vivaldi – Concerto in E Minor for 4 violins, op.3, no.4
22. Concerto in E Minor for 4 violins, Op.3 No.4 : I. Andante
23. Concerto in E Minor for 4 violins, Op.3 No.4 : II. Allegro assai
24. Concerto in E Minor for 4 violins, Op.3 No.4 : III. Adagio
25. Concerto in E Minor for 4 violins, Op.3 No.4 : IV. Allegro

Tafelmusik Baroque Orchestra
Jeanne Lamon

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Jeanne Lamon em dois tempos.
Jeanne Lamon em dois tempos.

PQP

Camerata Brasil: BACH IN BRAZIL (2000)

cover

Não, amigos, não pensem num desses projetos de “clássicos popularizados”: o que temos aqui é a exploração de como uma tradição instrumental contrapontística soa quando lida através de outra tradição instrumental contrapontística (sim!) de origem predominantemente europeia (sem, ao dizê-lo, considerar inferiores os seus traços musicais exoeuropeus!). E como essas duas tradições podem, sim, conversar lindamente!

O principal responsável por esta aventura é Henrique Cazes, mestre do cavaquinho que, entre outras coisas, atuou sob a orientação de Radamés Gnattali na Camerata Carioca. Para verem a seriedade, passo a palavra ao próprio Henrique, com a retradução de um texto que já não está disponível no seu próprio site, mais foi preservado na página internacional http://www.bach-cantatas.com/Bio/Brasil-Camerata.htm (original + resenha de Tárik de Souza [2000] incluídos no arquivo).

O choro, música instrumental típica do Rio de Janeiro, é uma forma popular com algumas características incomuns. Apareceu cerca de 150 anos atrás e continuou evoluindo e atraindo novos músicos a cada nova geração, escapando todo o tempo da rígida formalização tão comum aos estilos dessa época.

O choro se desenvolveu a partir da adaptação de danças europeias como a polca e o schottisch, à medida em que iam sendo transformadas com os acentos sentimentais típicos de Portugal e com os espirituosos ritmos da África. Ainda assim, o Choro reteve em suas melodias algumas características de suas origens barrocas.

O parentesco entre esses estilos tem interessado músicos e musicólogos há muito tempo, mas o primeiro a olhar para essas conexões em profundidade foi Heitor Villa-Lobos, o qual compôs a série Bachianas Brasileiras, que estreitou os laços entre o choro e o barroco. Mais tarde, o compositor e pianista Radamés Gnattali estabeleceria uma trilha paralela entre Vivaldi e o compositor de choro brasileiro Pixinguinha.

Tentativas de ampliar a formação dos grupos do Choro começaram na década de 1970, quando músicos populares com pouco treinamento formal começaram a experimentar. As sonoridades se encaixaram tão bem nos estilos do Choro que isso desencadeou uma evolução rápida e continuada, que seguiu se refinando cada vez mais. Desses esforços que provieram grupos como a Camerata Carioca, a Orquestra de Cordas [parágrafo aparentemente truncado]

Em Bach in Brazil, a riqueza polifônica e os timbres de instrumentos como o bandolim e a viola caipira (servindo aqui como um tipo de cravo, só que com os acordes dedilhados), ajudam a estreitar ainda mais essa relação musical através tanta distância temporal e geográfica. O espírito resultante, a ressonância, é como se o sol quente do Rio de Janeiro começasse a brilhar nos céus sóbrios de Leipzig.

O octeto que forma a Camerata Brasil faz uso de violões (tanto de seis quanto sete cordas), do cavaquinho (similar ao ukelele havaiano) e da viola caipira (a viola braguesa, em Portugal) que são comuns a todas as antigas colônias portuguesas em todo o mundo. No Brasil, a forte presença da imigração italiana acrescentou os dois bandolins, enquanto a percussão, traço tão comum na música brasileira, incorpora elementos dos povos africanos e árabes do Brasil – tudo isso ancorado com um contrabaixo. Artistas convidados tocam piano, violino, clarinete e sax soprano.

Camerata Brasil : BACH IN BRAZIL
Diretor musical: Henrique Cazes

FAIXAS
01 Allegro – Concerto Italiano em Fa Maior BWV 971
Johann Sebastian Bach, arranged by Leandro Braga – 4:40

02 Remexendo
Radamés Gnattali, arranged by Henrique Cazes – 2:54

03 Invenção a duas vozes n°13
Johann Sebastian Bach, arranged byMarcílio Lopes – 2:06

04 Vivace – Concerto em Re Menor para 2 Violinos e Orquestra, BWV 1041
Johann Sebastian Bach, arranged by Henrique Cazes – 3:23

05 Chorando Baixinho
Abel Ferreira, arranged by Henrique Cazes – 4:15

06 Prelúdio – Suite em Do Menor para cravo, BWV 997
Johann Sebastian Bach, arranged by Henrique Cazes – 3:06

07 Vou Vivendo
Pixinguinha, arranged by Radamés Gnattali – 2:49

08 Variações Sobre O Samba Do Urubú
Radamés Gnattali, arranged by Henrique Cazes – 2:36

09 Ária – Bachianas Brasileiras N°5
Heitor Villa-Lobos, arranged by Henrique Cazes – 5:55

10 Allegro – Concerto De Brandenburgo n°6, BWV 1051
Johann Sebastian Bach, arranged by Henrique Cazes – 4:14

11 Um A Zero
Pixinguinha, arranged by Leandro Braga – 3:11

12 Ele E Eu / Badinerie da Suite n° 2 para flauta e cordas, BWV 1067
Pixinguinha / Johann Sebastian Bach, arr. by Henrique Cazes – 3:00

13 Giga – Partita n°4 em Re Maior para teclado
Johann Sebastian Bach, arranged by Marcílio Lopes – 4:41

14 Invenção a duas vozes n°8
Johann Sebastian Bach, arranged by Leandro Braga – 2:12

Label: EMI Records Ltd. ‎– 7243 5 56967 2 4
Format: CD, Album
Country: Europe
Released: 2000

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Ranulfus

J. S. Bach (1685-1750): Integral das Sonatas para Flauta (Larrieu, Puyana, Kuijken, 1967)

cover LP 1967Parece piada: ausente há anos por força das circunstâncias, o monge Ranulfus vinha acalentando o plano de reaparecer neste feriadão postando uma de suas joias mais queridas: esta integral das Sonatas para Flauta de Bach Pai. E aí… eis que na véspera nos aparece o Grão Mestre PQP com outra integral (esta aqui). Que fazer?

Ora, quod abundat non nocet – sobretudo contra a hipobachemia tão bem definida ontem pelo Grão Mestre. Em vez de um ribeirão (Bach) os senhores ganham dois num feriado só: muito mais material, seja para meramente desfrutar, seja para comparar: afinal, vive la diférence!

A propósito, já no repertório há uma diferença curiosa entre a integral postada ontem e esta aqui: aquela contém a Sonata BWV 1039; esta contém no lugar a Sonata BWV 1013 para flauta solo – com o quê resta a pergunta: serão as duas realmente integrais?

Mas vamos à substância:

J.S. Bach: INTEGRAL DAS SONATAS PARA FLAUTA
Flauta – Maxence Larrieu
Cravo – Rafael Puyana
Viola da Gamba – Wieland Kuijken

SONATA EM SOL MENOR PARA FLAUTA E CRAVO, BWV 1020
01 (Allegro)
02 Adagio
03 Allegro

SONATA EM SI MENOR PARA FLAUTA E CRAVO, BWV 1030
04 Andante
05 Largo e dolce
06 Presto – Allegro

SONATA EM MI BEMOL MAIOR PARA FLAUTA E CRAVO, BWV 1031
07 Allegro moderato
08 Siciliano
09 Allegro

SONATA EM LA MAIOR PARA FLAUTA E CRAVO, BWV 1032
10 Vivace
11 Largo e dolce
12 Allegro

SONATA EM LA MENOR PARA FLAUTA SOLO, BWV 1013
13 Allemande
14 Corrente
15 Sarabande
16 Bourré anglaise

SONATA EM DO MAIOR PARA FLAUTA E BAIXO CONTÍNUO, BWV 1033
17 Andante – Presto
18 Allegro
19 Adagio
20 Menuetto I-II

SONATA EM MI MENOR PARA FLAUTA E BAIXO CONTÍNUO, BWV 1034
21 Adagio ma non tanto
22 Allegro
23 Andante
24 Allegro

SONATA EM MI MAIOR PARA FLAUTA E BAIXO CONTÍNUO, BWV 1035
25 Adagio ma non tanto
26 Allegro
27 Siciliano
28 Allegro assai

Gravação: 1967 – Philips [438809]
Arquivos presentes extraídos da edição em CD de 1993

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Ranulfus

J. S. Bach (1685-1750): Integral das Sonatas para Flauta

J. S. Bach (1685-1750): Integral das Sonatas para Flauta

frontA hipobachemia é uma doença grave, que pode matar. Fiz exames hoje e foi apontado baixo nível musical em meu sangue. O médico me receitou uma Cantata pela manhã, uma Partita à tarde e um Concerto à noite, podendo alternar com Sonatas, Prelúdios, Suítes e Paixões. Fugas e Fantasias só depois de 15 dias, pois são gêneros mais ousados, que requerem um corpo mais saudável. É, não tá fácil pra ninguém.

Estas Sonatas para Flauta, de Bach, são muito queridas deste que vos escreve. Ouvi-as demais durante a juventude. Elas não têm sido muito gravadas, o que é uma injustiça, tal seu frescor e alegria. E curam a hipobachemia.

J. S. Bach (1685-1750): Integral das Sonatas para Flauta

Flute Sonata In E Minor BWV 1034
1-1 Adagio Ma Non Tanto
1-2 Allegro
1-3 Andante
1-4 Allegro

Flute Sonata In E BWV 1035
1-5 Adagio Ma Non Tanto
1-6 Allegro
1-7 Siciliano
1-8 Allegro Assai

Flute Sonata In B Minor BWV 1030
1-9 Andante
1-10 Largo E Dole
1-11 Presto

Flute Sonata In A Major BWV 1032
1-12 Vivace
1-13 Largo E Dolce
1-14 Allegro

Flute Sonata In C Major BWV 1033
2-1 Andante
2-2 Allegro
2-3 Adagio
2-4 Menuet

Sonata For Flute & Harpsichord In E Flat BWV 1031
2-5 Allegro Moderato
2-6 Siciliano
2-7 Allegro

Flute Sonata In G Minor BWV 1020
2-8 Allegro
2-9 Adagio
2-10 Allegro

Flute Sonata In G Major BWV 1039
2-11 Adagio
2-12 Allegro Ma Non Presto
2-13 Adagio E Piano
2-14 Presto

Cello – Jonathan Manson (tracks: 1-1 to 1-4, 1-5 to 1-8, 2-1 to 2-4, 2-11 to 2-14)
Flute – Emmanuel Pahud, Silvia Careddu (tracks: 2-11 to 2-14)
Harpsichord – Trevor Pinnock

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Hendrick ter Brugghen (1588-1629) -- Menino tocando flauta
Hendrick ter Brugghen (1588-1629) — Menino tocando flauta

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Double & Triple Concertos – Podger, Brecon Baroque

Scans 000

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Falar que Rachel Podger é uma das melhores intérpretes de Bach da atualidade é chover no molhado, por isso não farei nenhum comentário desses.

Apenas direi que poucas vezes ouvi um Bach mais coeso, coerente, compacto, e extremamente bem interpretado quanto nesse CD. Rachel Podger e o pequeno, porém eficientíssimo Brecon Baroque dão um show. Pra variar, mais um CD com o selo pequepiano de IM-PER-DÍ-VEL !!!

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Double & Triple Concertos – Podger, Brecon Baroque

01 – Concerto for Two Violins in D minor BWV1043 1. Vivace
02 – Concerto for Two Violins in D minor BWV1043 2. Largo ma non tanto
03 – Concerto for Two Violins in D minor BWV1043 3. Allegro
04 – Concerto for Harpsicord, Flute and Violin in A minor BWV1044 1. Allegro
05 – Concerto for Harpsicord, Flute and Violin in A minor BWV1044 2. Adagio, ma no
06 – Concerto for Harpsicord, Flute and Violin in A minor BWV1044 3. Alla Breve
07 – Concerto for Violin and Oboe in C minor BWV1060R 1. Allegro
08 – Concerto for Violin and Oboe in C minor BWV1060R 2. Adagio
09 – Concerto for Violin and Oboe in C minor BWV1060R 3. Allegro
10 – Concerto for Three Violins in D major BWV1064R 1. Allegro
11 – Concerto for Three Violins in D major BWV1064R 2. Adagio
12 – Concerto for Three Violins in D major BWV1064R 3. Allegro

Rachel Podger – Violin & Director
Brecon Baroque

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OUTRO LINK

FDP

Ingmar Bergman: Music from the Films (2018): J. S. Bach / Chopin / Mozart / D. Scarlatti / Schubert / Schumann

Ingmar Bergman: Music from the Films (2018): J. S. Bach / Chopin / Mozart / D. Scarlatti / Schubert / Schumann

7318599923772IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu não deixo por menos: Ingmar Bergman foi o maior artista do século XX. E este é um disco para se ouvir imaginando as cenas dos filmes ou meramente como uma seleção de trechos aleatórios, mas de extremo bom gosto. Claro que é um choque sair da lindíssima Sarabanda da Suíte Nº 5 (violoncelo solo), de Bach, para a quase histeria do Op. 12, Nº 2 de Schumann, mas enfim, fazer o quê? As outras “passagens” me pareceram menos contundentes.

Bergman amava a música. Ela sempre foi fundamental em seus filmes. Sempre houve referências a ela na obra deste artista total. Ele filmou A Flauta Mágica de Mozart, Sonata de Outono — sobre uma pianista — e Sarabanda. A música, a literatura, o teatro e o cinema sempre se confundiram na obra deste gênio. E é muito legal que o pianista Roland Pöntinen e turma tenham assumido este projeto no ano dos 100 anos de nascimento de Ingmar Bergman. As interpretações são absolutamente de primeira linha, fantásticas.

Ingmar Bergman: Music from the Films (2018)

1. Bach: Cello Suite No. 5 in C minor, BWV 1011 : IV. Sarabande (Cries and Whispers, Saraband) 03:54
2. Schumann: Fantasiestücke, op. 12 : No. 2. Aufschwung (Music in Darkness, Smiles of a Summer Night) 03:23
3. Chopin: Nocturne No. 7 in C-Sharp Minor, Op. 27 No. 1 : Nocturne No. 7 in C-Sharp Minor, Op. 27, No. 1 (Fanny and Alexander) 05:09
4. Chopin: 24 Preludes, Op. 28 : 24 Preludes, Op. 28: No. 24 in D Minor (Music in Darkness) 02:41
5. Bach: Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010 : IV. Sarabande (Autumn Sonata) 05:07
6. Mozart: Fantasia in C minor, K. 475 : (Face to Face) 12:33
7. Chopin: Mazurkas, Op. 17 : Mazurka No. 13 in A Minor, Op. 17, No. 4 (Cries and Whispers) 03:50
8. Schubert: Piano Sonata No. 21 in B-Flat Major, D. 960 : II. Andante sostenuto (In the Presence of a Clown) 09:43
9. Scarlatti: Keyboard Sonata in D Major, K.535/L.262/P.531 : (The Devil’s Eye) 03:18
10. Chopin: 24 Preludes, Op. 28 : No. 2 in A Minor (Autumn Sonata) 02:24
11. Scarlatti: Keyboard Sonata in E Major, K. 380/L.23/F.326 : (The Devil’s Eye) 04:25
12. Bach: Goldberg Variations, BWV 988 : Variatio 25. a 2 Clav. (The Silence) 06:47
13. Bach: Cello Suite No. 2 in D minor, BWV 1008 : IV. Sarabande (Through a Glass Darkly) 05:53
14. Schumann: Piano Quintet in E-Flat Major, Op. 44 : II. In modo d’una Marcia (Fanny and Alexander) 09:15

Personnel:
Roland Pöntinen, piano
Torleif Thedéen, cello
Stenhammar Quartet

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Ele
Ele

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Suítes para violoncelo solo, tocadas na viola da gamba – Paolo Pandolfo

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Suítes para violoncelo solo, tocadas na viola da gamba – Paolo Pandolfo

71ml9YsgedL._SL1071_IM-PER-DÍ-VEL !!!

Querido Vassily Genrikhovich, autor original deste post:

Estamos com muitas saudades de você. Muitas mesmo. Bem, se você não quiser voltar, ficaremos tristes, claro, mas ao menos você poderia nos enviar os arquivos de suas esplêndidas postagens, não? Como esta, por exemplo. Que coisa fantástica este CD! O que Pandolfo faz é inacreditável. Ouçam a Sarabanda da Suíte Nº 4 só para começar, apenas como exemplo. 

Ah, aviso aos visitantes que o arquivo com o livro do Pandolfo — link furadaço abaixo… –, só com nosso pranteado Vassily

Mas passemos a palavra ao fujão.

ATUALIZAÇÃO DE VASSILY EM 21/8/2018: estimado patrão, prometo voltar em muito breve. Por ora, deixo aqui o link que estava furadaço, mas agora está bem funcionante, para o livreto do Pandolfo.

.oOo.

Os cellomaníacos que nos acompanham certamente já empunharam seus tomates podres, indignados que estão com o fato de, nas quatro últimas semanas, a série dedicada às maravilhosas Suítes para violoncelo solo de J. S. Bach ter postado versões para contrabaixo, violoncello da spalla e violão, ao passo que seu queridinho espigonado permanece sumido desde a postagem da lancinante Sonata de Kodály.

Enquanto preparo a armadura para minha Tomatina particular, anuncio-lhes com prazer que o Sr. Cello voltará na semana que vem, pois cedeu com muito gosto seu lugar de toda sexta-feira para uma das mais lindas gravações jamais feitas dessas obras-primas: a do mago Paolo Pandolfo em sua viola da gamba.

Ei-los
Ei-los

Há uma longa discussão não só acerca da propriedade de tocar essas suítes na viola da gamba, como também sobre se o violoncelo foi um substituto à altura de sua antepassada menos robusta e ressonante. O próprio Pandolfo escreveu um delicioso diálogo fictício entre a gamba e o violoncelo sobre o assunto, cuja versão em inglês, no que não me é muito típico, eu também disponibilizei para baixar.

"Defesa da viola baixo contra as empreitadas do violino e as pretensões do violoncelo". Sim, a parada é séria, mesmo.
“Defesa da viola baixo contra as empreitadas do violino e as pretensões do violoncelo, pelo Sr. Hubert le Blanc – Doutor em Direito”.
Sim, a parada é séria, mesmo.

Deixemos o próprio Pandolfo contar-lhes os paranauês em minha macarrônica tradução do italiano:

“Parte-se do pressuposto de que a prática de transcrever música de um instrumento para outro tenha sido difundidíssima ao longo dos séculos, e que Bach foi frequentemente transcritor de si mesmo, transferindo composições próprias de um conjunto instrumental ao outro. Exemplo iluminante, para não irmos longe, é a própria Suíte no. 5, que existe integralmente em uma versão autógrafa para o alaúde.

Ainda que haja fatores de afinidade entre os instrumentos, para o complexo tema das diferenças e afinidades entre a viola da gamba e o violoncelo não bastaria certamente o pouco espaço concedido ao se prefaciar um CD, por ser longamente exaustivo: qualquer aceno neste sentido seria superficial e insuficiente. Basta dizer que eles são tão aparentemente afins quanto substancialmente diferentes, seja no plano organológico, seja naquele mais amplo e complexo do vocabulário musical que lhes é próprio.

É precisamente sobre este último campo que se desenvolve a justificativa mais forte acerca da elaboração das Seis Suítes para a viola. Tanto a própria forma da suíte quanto o tipo de escrita utilizado por Bach (com a contínua alternância entre monódia e polifonia) são indiscutivelmente elementos profundamente arraigados à viola da gamba e à sua história: mais ainda, pode-se afirmar que esses são elementos mais inerentes à primeira que ao segundo, cujo repertório tem nas Suítes de Bach talvez seu único exemplo num gênero do contrário intimamente entralaçado à história da viola da gamba da metade do século XVII às primeiras décadas do século XVIII.

No processo de elaboração, permiti que o instrumento sugerisse as soluções adequadas a cada momento. Busquei, pois, segui-lo e escutá-lo mais que conduzi-lo a rumos preestabelecidos. Isso determinou variações nada insignificantes, a primeira entre as quais aquela da tonalidade (das seis suítes, duas conservam a original), não obstante outras talvez menos óbvias, ainda que significativas. Assim, novas vozes parecem ornamentadas, ainda que não existissem, ou fossem tão só sugeridas; menos frequentemente, alguma voz desapareceu, para dar espaço à sugestão, à imaginação; em um caso, além de alterar a sonoridade da suíte, lancei mão do artifício da scordatura [alteração da afinação padrão]; para conservar o efeito de bordão, fui obrigado a fazer algumas vezes a transposição de uma oitava.

Em geral, deixei que ressonassem silenciosamente as inumeráveis suítes às quais a viola deu voz no longo curso de sua vida, ainda, e cada vez mais, capaz de falar uma língua antiga que se faz atual.

Paolo Pandolfo
Roma, 2001″

Pandolfo fala de sua viola como se fosse um ser vivo, e quem escutar essa extraordinária gravação não duvidará de que ela o é.

J. S. BACH – THE SIX SUITES
PAOLO PANDOLFO – VIOLA DA GAMBA

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Seis Suítes para violoncelo solo, transcritas para viola da gamba

DISCO 1

Suíte no. 1 em Sol maior, BWV 1007 (transposta para Dó maior)
01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuets I & II
06 – Gigue

Suíte no. 3 em Dó maior, BWV 1009 (transposta para Fá maior)
07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Bourrées I & II
12 – Gigue

Suíte no.5 em Dó menor, BWV 1011 (transposta para Ré menor)
13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavottes I & II
18 – Gigue

DISCO 2

Suíte no. 2 em Ré menor, BWV 1008
01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuets I & II
06 – Gigue

Suíte no. 4 em Mi bemol maior, BWV 1010 (transposta para Sol maior)
07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Bourrées I & II
12 – Gigue

Suíte no. 6 em Ré maior, BWV 1012
13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavottes I & II
18 – Gigue

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Paolo Pandolfo, viola da gamba e transcrições

BÔNUS: “Um Livro Antigo – Um Diálogo Imaginário entre um Cello e uma Viola”, por Paolo Pandolfo (em inglês)

Chovam, chovam, tomates!!!
Vassily in Paradisum

Vassily Genrikhovich

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Six Partitas, BWV 825-830 – Scott Ross

41AleYs2-zLO cravista norte americano Scott Ross apareceu muito pouco aqui no PQPBach, umas duas ocasiões, talvez, no máximo. E em nenhuma delas ela tocava Bach. Talvez seja a hora de suprir esta falta.
Gosto do som que emana do instrumento, talvez em alguns momentos prefira Gustav Leonhardt, por exemplo, ou até mesmo Glenn Gould, mas Ross me satisfaz plenamente na maior parte do tempo.
Scott Ross morreu muito jovem, meros trinta e seis anos de idade, vítima de complicações causadas pelo vírus do HIV. Mas produziu bastante, e se tornou um grande nome do instrumento, principalmente no repertório dos franceses, como Couperin e Rameau.
Estas Partitas abrem uma série de postagens que pretendo trazer com alguns CDs dedicados a Bach. Espero que apreciem.

01. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – I.Praeludium
02. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – II.Allemande
03. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – III.Corrente
04. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – IV.Sarabande
05. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – V.Menuet I
06. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – VI.Menuet II
07. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – VII.Giga
08. Partita No.2 c-moll BWV 826 – I.Sinfonia
09. Partita No.2 c-moll BWV 826 – II.Allemande
10. Partita No.2 c-moll BWV 826 – III.Courante
11. Partita No.2 c-moll BWV 826 – IV.Sarabande
12. Partita No.2 c-moll BWV 826 – V.Rondeaux
13. Partita No.2 c-moll BWV 826 – VI.Capriccio
14. Partita No.3 a-moll BWV 827 – I.Fantasia
15. Partita No.3 a-moll BWV 827 – II.Allemande
16. Partita No.3 a-moll BWV 827 – III.Corrente
17. Partita No.3 a-moll BWV 827 – IV.Sarabande
18. Partita No.3 a-moll BWV 827 – V.Burlesca
19. Partita No.3 a-moll BWV 827 – VI.Scherzo
20. Partita No.3 a-moll BWV 827 – VII.Gigue
21. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – I.Ouverture
22. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – II.Allemande

CD 2

01. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – III.Courante
02. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – IV.Aria
03. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – V.Sarabande
04. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – VI.Menuet
05. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – VII.Gigue
06. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – I.Praeambulum
07. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – II.Allemande
08. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – III.Corrente
09. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – IV.Sarabande
10. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – V.Tempo di Minuetto
11. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – VI.Passepied
12. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – VII.Gigue
13. Partita No.6 e-moll BWV 830 – I.Toccata
14. Partita No.6 e-moll BWV 830 – II.Allemande
15. Partita No.6 e-moll BWV 830 – III.Corrente
16. Partita No.6 e-moll BWV 830 – IV.Air
17. Partita No.6 e-moll BWV 830 – V.Sarabande
18. Partita No.6 e-moll BWV 830 – VI.Tempo di Gavotta
19. Partita No.6 e-moll BWV 830 – VII.Gigue

Scott Ross – Harpsichord

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J S Bach – Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Le Consort de violes des Voix humaines

Bach, J S - The Art of Fugue, BWV1080Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue)

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Le Consort de violes des Voix humaines

.

A presente postagem, áudio e texto, é uma colaboração do nosso ouvinte Aristarco. 

 

A Arte de Fuga (Die Kunst der Fuge), de Johann Sebastian Bach, um dos picos do estilo contrapontístico barroco, também é uma das obras mais enigmáticas da história da música. Embora composta como uma série de fugas sobre o mesmo tema, JS Bach não especificou os instrumentos que deveriam tocá-los. Les Voix humaines viol consort registrou sua própria versão do trabalho final inacabado de JS Bach.

Desde 2001, algumas das melhores gambistas de Montreal juntam-se regularmente ao dueto de violas Les Voix humaines para formar o Voix Humaines Consort, especializado no vasto repertório do século XVII para consorte de violas. O quarteto regular é composto por Margaret Little, Mélisande Corriveau, Felix Deak e Susie Napper.

Les Voix humaines gravou cerca de quarenta discos, principalmente na etiqueta ATMA, que recebeu aclamação da crítica e prêmios de prestígio (Diapason D’or, Choc du Monde de la Musique, Repertório-Classica 10, Goldberg 5, Classics Today 10/10, Prix Opus, etc). Eles incluem vários discos com o soprano Suzie LeBlanc e o contratenor Daniel Taylor, um disco de Telemann com o renomado flautista belga Barthold Kuijken, um disco de Marin Marais com o mundialmente famoso Wieland Kuijken e as Fantasias completas de Purcell para violas. A sua gravação dos concertos completos a deux violes esgales de Sainte-Colombe (4 CDs duplos) foi a estreia mundial, e o quarto volume foi premiado com um Diapason D’or. (Aristarco)

Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
01. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus I

02. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus II
03. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus III
04. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus IV
05. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus V
06. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus VI a 4 in Stylo Francese
07. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus VII a 4 per Augmentationem et Diminutionem
08. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus VIII a 3
09. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus IX a 4 alla Duodecima
10. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus X a 4 alla Decima
11. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus XI a 4
12. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus XII a 4
13. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus inversus XII a 3
14. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus XIII a 4
15. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus inversus XIII a 4
16. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Canon per Augmentationem in contrario motu
17. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Canon alla Ottava
18. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Canon alla Decima in Contrapunto alla Terza
19. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Canon alla Duodecima in Contrapunto alla Quinta
20. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Fuga a 3 Soggetti (Contrapunctus XIV) .
 .
Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – 2012
Le Consort de violes des Voix humaines
.
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Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.
.
When you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.

Boa audição.

Avicenna

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas para Baixo, BWV 82, 56, 158

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas para Baixo, BWV 82, 56, 158

1Gente, são Cantatas para voz de baixo — a voz mais grave e escura, com mais peso, o final da linha soprano, mezzo-soprano, contralto, tenor, barítono e baixo, indo do mais agudo para o mais grave — não são canções “para baixo” em contraposição à Cantatas mais alegres, “para cima”. Tá bom?

Este CD apresenta três Cantatas J.S. Bach, interpretadas pelo baixo Peter Kooy e a Orchestre De La Chapelle Royale sob a direção de Philippe Herreweghe. A lindíssima Ich habe genug, BWV 82, é de 1727. Ich will den Kreutztab gerne tragen, BWV 56, de 1726. Elas estão entre as mais famosas Cantatas de Bach. A primeiro não tem coral final; ele é substituído por uma terceira ária. Nas árias, o contraponto melódico da voz grave sobre o baixo contínuo e o instrumento solo (oboé ou violino) é surpreendentemente belo e estão entre os melhores que Bach fez no gênero. A ornamentação é talvez mais bonita na 82 do que na 56. A Cantata 158 tem uma estrutura particular: Recitativo / ária com coral / Recitativo / coral. Este último não é outro senão o famoso “Christ lag in Todesbanden”.

Herreweghe nos dá uma versão extraordinária dessas três obras.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas para Baixo, BWV 82, 56, 158

Cantate BWV 82 “Ich Habe Genung”
1 Aria “Ich Habe Genung” 7:25
2 Recitativo “Ich Habe Genung” 1:01
3 Aria “Schlummert Ein” 9:38
4 Recitativo “Mein Gott” 0:43
5 Aria “Ich Freue Mich” 3:37

Cantate BWV 56 “Ich Will Den Kreuzstab Gerne Tragen”
6 Aria “Ich Will Den Kreuzstab Gerne Tragen” 6:55
7 Recitativo “Mein Wandel Auf Der Welt” 1:52
8 Aria “Endlich, Endlich Wird Mein Joch” 6:44
9 Recitativo “Ich Stehe Fertig” 1:26
10 Choral “Komm, O Tod” 1:24

Cantate BWV 158 “Der Friede Sei Mit Dir”
11 Recitativo “Der Friede Sei Mit Dir” 1:43
12 Aria Con Corale “Welt, Ade” 6:51
13 Recitativo “Nun Herr” 1:25
14 Choral “Hier Ist Das Rechte Osterlamm” 1:19

Alto Vocals [Choir] – Betty Van Den Berghe, Martin Van Der Zeijst
Bass Vocals [Choir] – Frits Vanhulle, Renaud Machart, Stephan Maciejewski
Bass Vocals [Soloist] – Peter Kooy*
Bassoon – Marc Minkowski
Cello – Ageet Zweistra, Harm Jan Schwitters*
Cello [Continuo] – Ageet Zweistra
Choir, Orchestra – Chœur Et Orchestre De La Chapelle Royale*
Conductor – Philippe Herreweghe
Double Bass, Double Bass [Continuo] – Jonathan Cable
Oboe – Ann Vanlancker, Marcel Ponseele, Taka Kitazato
Organ, Organ [Continuo], Organ [Orgue Positif Bernard Aubertin] – Jan Willem Jansen
Soprano Vocals [Choir] – Annelies Coene, Delphine Collot, Dominique Verkinderen
Tenor Vocals [Choir] – Joël Suhubiette, Raphaël Boulay
Viola – Benoît Weeger, Martha Moore (2)
Violin [1st] – Adrian Chamorro, Ghislaine Wauters, Monica Huggett, Paulien Kostense
Violin [2nd] – Frédéric Martin (2), Nicolette Moonen, Peter Van Boxelaere, Sophie Demoures
Violin [Soloist] – Monica Huggett

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Peter Kooy
Peter Kooy

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Fantasia and Fugue BWV 904, Aria Variata BWV 989, Suite BWV 823, Adagio BWV 968, etc.

J. S. Bach (1685-1750): Fantasia and Fugue BWV 904, Aria Variata BWV 989, Suite BWV 823, Adagio BWV 968, etc.

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IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um belo, belíssimo CD de Angela Hewitt. Um Bach diferente, uma seleção interessantíssima e rara de diferentes períodos da vida de Bach. Um luxo a interpretação do avulso Adagio BWV 968. Verdadeiramente arrepiante. A elegância e clareza de Hewitt me deixou novamente impressionado. É uma refinada pianista. A qualidade da gravação da Hyperion é a de sempre: impecável.

Bach: Fantasia and Fugue in A minor; Aria Variata; Sonata in D major; Suite in F minor

1. Fantasia & Fugue in a, BWV 904: Fantasia
2. Fantasia & Fugue in a, BWV 904: Fugue

3. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Aria
4. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Variation I
5. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Variation II
6. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Variation III
7. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Variation IV
8. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Variation V
9. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Variation VI
10. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Variation VII
11. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Variation VIII
12. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Variation IX
13. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Variation X

14. Sonata in D, BWV 963: I.
15. Sonata in D, BWV 963: II.
16. Sonata in D, BWV 963: III. Fugue
17. Sonata in D, BWV 963: IV. Adagio
18. Sonata in D, BWV 963: V. Thema all’ imitatio Gallina Cuccu

19. Partie in A, BWV 832: I. Allemande
20. Partie in A, BWV 832: II. Air pour les trompettes
21. Partie in A, BWV 832: III. Sarabande
22. Partie in A, BWV 832: IV. Bourrée
23. Partie in A, BWV 832: V. Gigue

24. Suite in f, BWV 823: I. Prelude
25. Suite in f, BWV 823: II. Sarabande en Rondeau
26. Suite in f, BWV 823: III. Gigue

27. Adagio in G, BWV 968

28. Fugue in C, BWV 953

29. Jesu, meine Zuversicht, BWV 728

30. Wer nur den lieben Gott lässt walten, BWV 691

31. Fantasia & Fugue in a, BWV 944: Fantasia
32. Fantasia & Fugue in a, BWV 944: Fugue

Angela Hewitt, piano

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Retrato da Pianista Quando Jovem
Retrato da Pianista Quando Jovem

PQP

J. S. Bach e C. P. E. Bach: Sonatas para Viola da Gamba transcritas para Violoncelo

J. S. Bach e C. P. E. Bach: Sonatas para Viola da Gamba transcritas para Violoncelo

00181f3dElegância poderia ser o outro nome deste CD. É incrível notar como se adapta a música diversa e variada que J. S. Bach escreveu. Originalmente escritas para a gamba e o cravo, essas composições aparecem muito bem no violoncelo e no piano modernos. Os sons são agradáveis e ensolarados, a música, linda. A última sonata do filho mais musicalmente inovador de Bach, CPE Bach, é um bônus do CD. O tratamento recebido pelo mano CPE é igualmente luxuoso. Bem, tendo gravado todas as principais obras para teclado de Bach, Angela Hewitt agora ataca essas peças com o violoncelista Daniel Muller-Schott. As composições não são necessariamente “virtuosísticas”, mas são as primeiras a dar uma tratamento mais igualitário ao teclado além de ser apenas o continuo. As sonatas transbordam de melodias e os belos desenvolvimentos vêm sem o menor esforço.

J. S. Bach e C. P. E. Bach: Sonatas para Viola da Gamba transcritas para Violoncelo

1. Sonate No.1 G-dur BWV 1027 – I. Adagio (3:55)
2. Sonate No.1 G-dur BWV 1027 – II. Allegro ma non tanto (3:33)
3. Sonate No.1 G-dur BWV 1027 – III. Andante (2:57)
4. Sonate No.1 G-dur BWV 1027 – IV. Allegro moderato (3:11)

5. Sonate No.2 D-dur BWV 1028 – I. Adagio (2:04)
6. Sonate No.2 D-dur BWV 1028 – II. Allegro (3:34)
7. Sonate No.2 D-dur BWV 1028 – III. Andante (4:14)
8. Sonate No.2 D-dur BWV 1028 – IV. Allegro (4:02)

9. Sonate No.3 g-moll BWV 1029 – I. Vivace (5:07)
10. Sonate No.3 g-moll BWV 1029 – II. Adagio (5:43)
11. Sonate No.3 g-moll BWV 1029 – III. Allegro (3:56)

12. Sonate fur Viola da gamba und Basso continuo D-dur H 559 – I. Adagio m… (3:13)
13. Sonate fur Viola da gamba und Basso continuo D-dur H 559 – II. Allegro… (4:20)
14. Sonate fur Viola da gamba und Basso continuo D-dur H 559 – III. Arioso (4:53)

Daniel Muller-Schott, violoncelo
Angela Hewitt, piano

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Daniel Müller-Schott procurando Angela
Daniel Müller-Schott: onde está Angela?

PQP

Telemann (1681-1767). J.S. Bach (1685-1750), Koppel (1944), Krähmer (1795-1837), Vivaldi (1678-1741), Ibert (1890-1962), Kupkovič (1928), Jacob (1895-1984): Souvenir – Musica para Flauta Doce e Alaúde / Violão

Telemann (1681-1767). J.S. Bach (1685-1750), Koppel (1944), Krähmer (1795-1837), Vivaldi (1678-1741), Ibert (1890-1962), Kupkovič (1928), Jacob (1895-1984): Souvenir – Musica para Flauta Doce e Alaúde / Violão

Um disco leve e divertido. Aqui, a super virtuose Petri dá um banho de competência ao lado de seu parceiro habitual Lars Hannibal — que não é Lecter. O que Petri faz é impressionante. Jamais imaginei que fossem possíveis tantos efeitos quanto os obtidos na obra de Kupkovič, por exemplo. Mas Petri não é só hábil. Ela sabe fazer música para lá de sua demoníaca forma de tocar. Um belo CD para você esquecer seu (sua) chefe e se alegrar após um dia de trabalho daqueles.

Telemann (1681-1767). J.S. Bach (1685-1750), Koppel (1944), Krähmer (1795-1837), Vivaldi (1678-1741), Ibert (1890-1962), Kupkovič (1928), Jacob (1895-1984): Souvenir – Musica para Flauta Doce e Alaúde / Violão

Georg Philipp Telemann (1681 – 1767): Sonata in D Minor / d-moll / ré mineur for Alto Recorder and Continuo
1 Affetuoso 1:52
2 Presto 3:34
3 Grave 0:54
4 Allegro 3:09

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750): Partita in C Minor / c-moll / ut mineur, BWV 1013, or Alto Recorder (Flute)
5 Allemande 2:31
6 Corrente 2:25
7 Sarabande 4:13
8 Bourrée anglaise 2:34

Thomas Koppel (b.1944): Nele’s Dances for Recorder and Lute
9 I Know You Are Crossing the Borders Somewhere 2:09
10 And I Know You Are Remembering, You Distant Boy 2:51
11 And I’m Still Feeling You in My Arms 1:47
12 In Front of the Castle With No Doors 1:45
13 Where the Living Dead Are Dancing 1:54
14 There I Dance My Dance on Black Feet 3:38
15 And Later On, In the Place That No One Knows 2:09
16 I Give Birth to the Warm Fruit of Our Love 0:58
17 And the Wild Foals Leave the Folds 0:35
18 In a Symphony of Galloping Hooves 0:54

19 Ernest Krähmer (1795 – 1837): Introduction, Theme, and Variations, Op, 32, for Soprano Recorder and Guitar 10:46

Antonio Vivaldi (1678 – 1741): Sonata in G Major / G-dur / sol majeur, RV 59, for Soprano Recorder and Continuo
20 Preludio – Largo 1:44
21 Allegro ma non presto 2:53
22 Pastorale 3:22
23 Allegro 1:45

24 Jacques Ibert (1890 – 1962): Entr’acte for Sopranino Recorder (Flute) and Guitar 3:00

25 Ladislav Kupkovič (b.1928) / arr. Petri: Souvenir for Sopranino Recorder (Violin) and Guitar (Piano) 4:06

26 Gordon Jacob (1895 – 1984): An Encore for Michala for Alto Recorder and Guitar 2:19

Michala Petri, flauta doce
Lars Hannibal, alaúde / violão

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Petri & Hannibal: ele ainda não a mordeu
Petri & Hannibal: ele ainda não a mordeu

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J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão

81rmAOuymYL._SX355_Karl Richter conduz-nos pela sacralidade de Bach. É como se estivéssemos naquelas catedrais góticas medievais, com suas cristas a alcançarem o céu. O alemão Richter faz evocar de forma “atordoadora”, “avassaladora”, o conjunto de peças aqui contido nos 3 CDs. Acredito que muito da genialidade de Bach esteja aqui contida — são fugas, tocatas, fantasias, a passacaglia — e isso provoca em nós uma sensação de música que se espirala e vai alcançando o infinito. Mas faltam algumas peças fundamentais do compositor nesta, mesmo assim, boa coleção.

J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão

CD1

01 Toccata und Fuge in D minor BWV 565 – Toccata
02 Toccata und Fuge in D minor BWV 565 – Fuge
03 Triosonate No.2 in C minor BWV 526 – Vivace
04 Triosonate No.2 in C minor BWV 526 – Largo
05 Triosonate No.2 in C minor BWV 526 – Allegro
06 Präludium und Fuge in D major (BWV 532), Präludium
07 Präludium und Fuge in D major (BWV 532), Fuge
08 Präludium und Fuge in A minor BWV 543 – Präludium
09 Präludium und Fuge in A minor BWV 543 – Fuge
10 Fantasie und Fuge in G minor – Fantasie
11 Fantasie und Fuge in G minor – Fuge
12 Präludium und Fuge in E flat major BWV 552 – Präludium
13 Präludium und Fuge in E flat major BWV 552 – Fuge
14 Präludium Und Fuge in E minor (BWV 548), Präludium
15 Präludium Und Fuge in E minor (BWV 548), Fuge

CD2

01 Triosonate No.1 in E flat major BWV 525 – (Allegro moderato)
02 Triosonate No.1 in E flat major BWV 525 – Adagio
03 Triosonate No.1 in E flat major BWV 525 – Allegro
04 Trio Sonata No.5 in C major, BWV 529_ Allegro
05 Triosonata No.5 in C major BWV 529 – Adagio
06 Trio Sonata No.5 in C major, BWV 529_ Allegro
07 Wachet auf, ruft uns die Stimme, BWV 645
08 Kommst du nun, Jesus, vom Himmel Herunter BWV 650
09 Schmucke dich, o liebe Seele, BWV 654
10 Präludium Und Fuge in B minor (BWV 544), Präludium
11 Präludium Und Fuge in B minor (BWV 544), Fuge
12 Präludium Und Fuge In C Minor (BWV 546), Präludium
13 Präludium Und Fuge In C Minor (BWV 546), Fuge
14 Canzona in D minor, BWV 588

CD3

1 Toccata und Fuge in F major BWV 540 – Toccata
2 Toccata und Fuge in F major BWV 540 – Fuga
3 O Gott, du frommer Gott BWV 767
4 Toccata und Fuge ‘Dorian’ BWV 538 – Toccata
5 Toccata und Fuge ‘Dorian’ BWV 538 – Fuga
6 Sei gegrüßet, Jesu gütig – BWV 768
7 Passacaglia und Fuge in C minor BWV 582 – Passacaglia
8 Passacaglia und Fuge in C minor BWV 582 – Thema fugatum

Karl Richter, órgão

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Karl Richter mandando bala.
Karl Richter mandando bala.

Carlinus

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantates Pour Alto BWV 35, 54, 170

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantates Pour Alto BWV 35, 54, 170

61Va-6VnL2L._SX355_FDP resolveu postar outro álbum da Harmonia Mundi, e outra gravação de cantatas de nosso pai à cargo do Collegium Vocale de Philippe Herreweghe. Desta vez, ele tem uma presença ilustríssima, Andreas Scholl, o maior contra-tenor da atualidade. E são exatamente cantatas para esse raríssimo registro vocal. Alguns regentes, entre eles Helmuth Rilling e Tom Koopman, deixaram a interpretação destas cantatas à cargo de uma contralto, enquanto outros, como é o caso de Harnoncourt e de Herreweghe, se utilizam desse registro masculino.

Eis o texto da própria Harmonia Mundi que apresenta essa gravação em seu site: “The voice of the Holy Ghost? According to German theological tradition, which Bach knew very well, the alto voice was the very symbol of that of the Holy Ghost. These three solo cantatas do not contradict the rule, although we do not always know for whom Bach wrote them: it was neither a woman nor a castrato, so it could only be a falsetto or an extremely accomplished boy. These works demand enormous vocal virtuosity. Their extraordinary musical variety embraces sublime consolatory lullabies, a faithful echo of an organ concerto (BWV 170), and the dramatic qualities of an oratorio.”

A voz de Andreas Scholl é de uma beleza única, diria até um dom divino. Creio que seja uma bela postagem para inaugurar nosso novo endereço.

P.S. – Sempre gosto de recomendar o site http://www.bach-cantatas-com como referência para as cantatas. Lá se encontra o texto da cantata, traduzido para diversas línguas, em alguns casos o próprio português, além de diversos textos que as analisam em profundidade.

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Cantates Pour Alto BWV 35, 54, 170

01 – BWV 170.1 Aria; Vergnügte Ruh! beliebte Seelenlust!
02 – BWV 170.2 Rec; Die Welt, das Sündenhaus
03 – BWV 170.3 Aria; Wie jammern mich doch die verkehrten Herzen
04 – BWV 170.4 Rec; Wer sollte sich demnach
05 – BWV 170.5 Aria; Mir ekelt mehr zu leben

06 – BWV 54.1 Aria Wilderstehe doch der Sünde
07 – BWV 54.2 Rec; Die Art verruchter Sünden
08 – BWV 54.3 Aria; Wer Sünde tut, der ist vom Teufel

09 – BWV 35.1 Concerto
10 – BWV 35.2 Aria; Geist und Seele wird verwirret
11 – BWV 35.3 Rec; Ich wundre mich
12 – BWV 35.4 Aria;  Gott hat alles wohlgemacht!
13 – BWV 35.5 Sinfonia
14 – BWV 35.6 Rec; Ach, starker Gott, lass mich
15 – BWV 35.7 Aria; Ich wünsche nur bei Gott zu leben

Collegium Vocale
Phillipe Herreweghe – Director
Andreas Scholl – Alto

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Scholl: espetacular!
Scholl: espetacular!

PQP