Na minha opinião, a Freiburger Barockorchester é melhor orquestra de câmara atualmente em atividade. E seu Konzertmeister é Gottfried von der Goltz. Ele se divide entre ser maestro e violinista principal — nem sempre atua como spalla — da orquestra. E agora nos chega com a obra máxima do repertório para violino solo: as Sonatas e Partitas, de Johann Sebastian Bach. Quando vi a capa do CD, me entusiasmei imediatamente. E agora, após duas audições completas, minha felicidade não se arrefeceu. A interpretação é poderosa. Assim como Beyer, Podger(Artista do Ano de 2018 da revista Gramophone) e Holloway, trata-se de um violinista especialista em repertório barroco. Cada passagem parece ter sido amadurecida por muito tempo, servindo à música. Vai para o topo, juntamente com os violinistas citados e mais Busch. É uma nova e esplêndida versão inédita deste monumento musical, cheio de humanidade e vida.
J.S. Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino Solo
1. Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: I. Adagio
2. Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: II. Fuga. Allegro
3. Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: III. Siciliana
4. Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: IV. Presto
5. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: I. Allemanda
6. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: II. Double
7. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: III. Corrente
8. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: IV. Double. Presto
9. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: V. Sarabande
10. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: VI. Double
11. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: VII. Tempo di Borea
12. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: VIII. Double
13. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: I. Grave
14. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: II. Fuga
15. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: III. Andante
16. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: IV. Allegro
17. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: I. Allemanda
18. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: II. Corrente
19. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: III. Sarabanda
20. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: IV. Giga
21. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: V. Ciaccona
22. Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: I. Adagio
23. Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: II. Fuga
24. Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: III. Largo
25. Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: IV. Allegro assai
26. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: I. Preludio
27. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: II. Loure
28. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: III. Gavotte en rondeau
29. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: IV. Menuets I & II
30. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: V. Bourée
31. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: VI. Gigue
Um bom CD da canadense Tafelmusik. É a típica coletânea barroca que a quase todos agrada. Apenas me parece que aqui temos uma obra bem superior às outras: o concerto grosso de Handel. Tal fato não condena os outros autores e obras, é apenas uma constatação curiosa. Quando entra o Handel, a sala se ilumina mais. Boa música para um domingo de tempo horroroso em Porto Alegre.
Vivaldi, Leo, J. S. Bach, Locatelli, Fasch e Handel: Concerti Virtuosi
Vivaldi – Concerto for 2 oboes in la minore RV.536
1. Concerto in A Minor for 2 oboes & strings, RV 536 : I. Allegro
2. Concerto in A Minor for 2 oboes & strings, RV 536 : II. Largo
3. Concerto in A Minor for 2 oboes & strings, RV 536 : III. Allegro
Leo – Concerto for violoncello in re minore 4. Concerto in D Minor for violoncello : I. Andante grazioso
5. Concerto in D Minor for violoncello : II. Col spirito
6. Concerto in D Minor for violoncello : III. Amoroso
7. Concerto in D Minor for violoncello : IV. Allegro
J.S.Bach – Concerto for oboe d’amore in G Major, after BWV100,170,30 8. Concerto for oboe d’amore in G Major, after BWV 100, 170 & 30 : I. Allegro
9. Concerto for oboe d’amore in G Major, after BWV 100, 170 & 30 : II. Adagio
10. Concerto for oboe d’amore in G Major, after BWV 100, 170 & 30 : III. Allegro
Locatelli – Concerto grosso in D Major, op.1, no.5 11. Concerto grosso in D Major Op.1 No.5 : I. Largo
12. Concerto grosso in D Major Op.1 No.5 : II. Allegro
13. Concerto grosso in D Major Op.1 No.5 : III. Largo
14. Concerto grosso in D Major Op.1 No.5 : IV. Allegro
Fasch – Concerto in C Minor for bassoon, 2 oboes & strings 15. Concerto in C Minor for bassoon, 2 oboes & strings : I. Allegro
16. Concerto in C Minor for bassoon, 2 oboes & strings : II. Largo
17. Concerto in C Minor for bassoon, 2 oboes & strings : III. Allegro
Handel – Concerto grosso in A Minor, Op.6. no.4 18. Concerto grosso in A Minor, Op.6 No.4 : I. Larghetto affettuoso
19. Concerto grosso in A Minor, Op.6 No.4 : II. Allegro
20. Concerto grosso in A Minor, Op.6 No.4 : III. Largo e piano
21. Concerto grosso in A Minor, Op.6 No.4 : IV. Allegro
Vivaldi – Concerto in E Minor for 4 violins, op.3, no.4 22. Concerto in E Minor for 4 violins, Op.3 No.4 : I. Andante
23. Concerto in E Minor for 4 violins, Op.3 No.4 : II. Allegro assai
24. Concerto in E Minor for 4 violins, Op.3 No.4 : III. Adagio
25. Concerto in E Minor for 4 violins, Op.3 No.4 : IV. Allegro
Não, amigos, não pensem num desses projetos de “clássicos popularizados”: o que temos aqui é a exploração de como uma tradição instrumental contrapontística soa quando lida através de outra tradição instrumental contrapontística (sim!) de origem predominantemente europeia (sem, ao dizê-lo, considerar inferiores os seus traços musicais exoeuropeus!). E como essas duas tradições podem, sim, conversar lindamente!
O principal responsável por esta aventura é Henrique Cazes, mestre do cavaquinho que, entre outras coisas, atuou sob a orientação de Radamés Gnattali na Camerata Carioca. Para verem a seriedade, passo a palavra ao próprio Henrique, com a retradução de um texto que já não está disponível no seu próprio site, mais foi preservado na página internacional http://www.bach-cantatas.com/Bio/Brasil-Camerata.htm (original + resenha de Tárik de Souza [2000] incluídos no arquivo).
O choro, música instrumental típica do Rio de Janeiro, é uma forma popular com algumas características incomuns. Apareceu cerca de 150 anos atrás e continuou evoluindo e atraindo novos músicos a cada nova geração, escapando todo o tempo da rígida formalização tão comum aos estilos dessa época.
O choro se desenvolveu a partir da adaptação de danças europeias como a polca e o schottisch, à medida em que iam sendo transformadas com os acentos sentimentais típicos de Portugal e com os espirituosos ritmos da África. Ainda assim, o Choro reteve em suas melodias algumas características de suas origens barrocas.
O parentesco entre esses estilos tem interessado músicos e musicólogos há muito tempo, mas o primeiro a olhar para essas conexões em profundidade foi Heitor Villa-Lobos, o qual compôs a série Bachianas Brasileiras, que estreitou os laços entre o choro e o barroco. Mais tarde, o compositor e pianista Radamés Gnattali estabeleceria uma trilha paralela entre Vivaldi e o compositor de choro brasileiro Pixinguinha.
Tentativas de ampliar a formação dos grupos do Choro começaram na década de 1970, quando músicos populares com pouco treinamento formal começaram a experimentar. As sonoridades se encaixaram tão bem nos estilos do Choro que isso desencadeou uma evolução rápida e continuada, que seguiu se refinando cada vez mais. Desses esforços que provieram grupos como a Camerata Carioca, a Orquestra de Cordas [parágrafo aparentemente truncado]
Em Bach in Brazil, a riqueza polifônica e os timbres de instrumentos como o bandolim e a viola caipira (servindo aqui como um tipo de cravo, só que com os acordes dedilhados), ajudam a estreitar ainda mais essa relação musical através tanta distância temporal e geográfica. O espírito resultante, a ressonância, é como se o sol quente do Rio de Janeiro começasse a brilhar nos céus sóbrios de Leipzig.
O octeto que forma a Camerata Brasil faz uso de violões (tanto de seis quanto sete cordas), do cavaquinho (similar ao ukelele havaiano) e da viola caipira (a viola braguesa, em Portugal) que são comuns a todas as antigas colônias portuguesas em todo o mundo. No Brasil, a forte presença da imigração italiana acrescentou os dois bandolins, enquanto a percussão, traço tão comum na música brasileira, incorpora elementos dos povos africanos e árabes do Brasil – tudo isso ancorado com um contrabaixo. Artistas convidados tocam piano, violino, clarinete e sax soprano.
Camerata Brasil : BACH IN BRAZIL
Diretor musical: Henrique Cazes
FAIXAS
01 Allegro – Concerto Italiano em Fa Maior BWV 971
Johann Sebastian Bach, arranged by Leandro Braga – 4:40
02 Remexendo
Radamés Gnattali, arranged by Henrique Cazes – 2:54
03 Invenção a duas vozes n°13
Johann Sebastian Bach, arranged byMarcílio Lopes – 2:06
04 Vivace – Concerto em Re Menor para 2 Violinos e Orquestra, BWV 1041
Johann Sebastian Bach, arranged by Henrique Cazes – 3:23
05 Chorando Baixinho
Abel Ferreira, arranged by Henrique Cazes – 4:15
06 Prelúdio – Suite em Do Menor para cravo, BWV 997
Johann Sebastian Bach, arranged by Henrique Cazes – 3:06
07 Vou Vivendo
Pixinguinha, arranged by Radamés Gnattali – 2:49
08 Variações Sobre O Samba Do Urubú
Radamés Gnattali, arranged by Henrique Cazes – 2:36
Parece piada: ausente há anos por força das circunstâncias, o monge Ranulfus vinha acalentando o plano de reaparecer neste feriadão postando uma de suas joias mais queridas: esta integral das Sonatas para Flauta de Bach Pai. E aí… eis que na véspera nos aparece o Grão Mestre PQP com outra integral (esta aqui). Que fazer?
Ora, quod abundat non nocet – sobretudo contra a hipobachemia tão bem definida ontem pelo Grão Mestre. Em vez de um ribeirão (Bach) os senhores ganham dois num feriado só: muito mais material, seja para meramente desfrutar, seja para comparar: afinal, vive la diférence!
A propósito, já no repertório há uma diferença curiosa entre a integral postada ontem e esta aqui: aquela contém a Sonata BWV 1039; esta contém no lugar a Sonata BWV 1013 para flauta solo – com o quê resta a pergunta: serão as duas realmente integrais?
Mas vamos à substância:
J.S. Bach: INTEGRAL DAS SONATAS PARA FLAUTA
Flauta – Maxence Larrieu
Cravo – Rafael Puyana
Viola da Gamba – Wieland Kuijken
SONATA EM SOL MENOR PARA FLAUTA E CRAVO, BWV 1020
01 (Allegro)
02 Adagio
03 Allegro
SONATA EM SI MENOR PARA FLAUTA E CRAVO, BWV 1030
04 Andante
05 Largo e dolce
06 Presto – Allegro
SONATA EM MI BEMOL MAIOR PARA FLAUTA E CRAVO, BWV 1031
07 Allegro moderato
08 Siciliano
09 Allegro
SONATA EM LA MAIOR PARA FLAUTA E CRAVO, BWV 1032
10 Vivace
11 Largo e dolce
12 Allegro
SONATA EM LA MENOR PARA FLAUTA SOLO, BWV 1013
13 Allemande
14 Corrente
15 Sarabande
16 Bourré anglaise
SONATA EM DO MAIOR PARA FLAUTA E BAIXO CONTÍNUO, BWV 1033
17 Andante – Presto
18 Allegro
19 Adagio
20 Menuetto I-II
SONATA EM MI MENOR PARA FLAUTA E BAIXO CONTÍNUO, BWV 1034
21 Adagio ma non tanto
22 Allegro
23 Andante
24 Allegro
SONATA EM MI MAIOR PARA FLAUTA E BAIXO CONTÍNUO, BWV 1035
25 Adagio ma non tanto
26 Allegro
27 Siciliano
28 Allegro assai
Gravação: 1967 – Philips [438809]
Arquivos presentes extraídos da edição em CD de 1993
A hipobachemia é uma doença grave, que pode matar. Fiz exames hoje e foi apontado baixo nível musical em meu sangue. O médico me receitou uma Cantata pela manhã, uma Partita à tarde e um Concerto à noite, podendo alternar com Sonatas, Prelúdios, Suítes e Paixões. Fugas e Fantasias só depois de 15 dias, pois são gêneros mais ousados, que requerem um corpo mais saudável. É, não tá fácil pra ninguém.
Estas Sonatas para Flauta, de Bach, são muito queridas deste que vos escreve. Ouvi-as demais durante a juventude. Elas não têm sido muito gravadas, o que é uma injustiça, tal seu frescor e alegria. E curam a hipobachemia.
J. S. Bach (1685-1750): Integral das Sonatas para Flauta
Flute Sonata In E Minor BWV 1034
1-1 Adagio Ma Non Tanto
1-2 Allegro
1-3 Andante
1-4 Allegro
Flute Sonata In E BWV 1035
1-5 Adagio Ma Non Tanto
1-6 Allegro
1-7 Siciliano
1-8 Allegro Assai
Flute Sonata In B Minor BWV 1030
1-9 Andante
1-10 Largo E Dole
1-11 Presto
Flute Sonata In A Major BWV 1032
1-12 Vivace
1-13 Largo E Dolce
1-14 Allegro
Flute Sonata In C Major BWV 1033
2-1 Andante
2-2 Allegro
2-3 Adagio
2-4 Menuet
Sonata For Flute & Harpsichord In E Flat BWV 1031
2-5 Allegro Moderato
2-6 Siciliano
2-7 Allegro
Flute Sonata In G Minor BWV 1020
2-8 Allegro
2-9 Adagio
2-10 Allegro
Flute Sonata In G Major BWV 1039
2-11 Adagio
2-12 Allegro Ma Non Presto
2-13 Adagio E Piano
2-14 Presto
Cello – Jonathan Manson (tracks: 1-1 to 1-4, 1-5 to 1-8, 2-1 to 2-4, 2-11 to 2-14)
Flute – Emmanuel Pahud, Silvia Careddu (tracks: 2-11 to 2-14)
Harpsichord – Trevor Pinnock
Falar que Rachel Podger é uma das melhores intérpretes de Bach da atualidade é chover no molhado, por isso não farei nenhum comentário desses.
Apenas direi que poucas vezes ouvi um Bach mais coeso, coerente, compacto, e extremamente bem interpretado quanto nesse CD. Rachel Podger e o pequeno, porém eficientíssimo Brecon Baroque dão um show. Pra variar, mais um CD com o selo pequepiano de IM-PER-DÍ-VEL !!!
Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Double & Triple Concertos – Podger, Brecon Baroque
01 – Concerto for Two Violins in D minor BWV1043 1. Vivace
02 – Concerto for Two Violins in D minor BWV1043 2. Largo ma non tanto
03 – Concerto for Two Violins in D minor BWV1043 3. Allegro
04 – Concerto for Harpsicord, Flute and Violin in A minor BWV1044 1. Allegro
05 – Concerto for Harpsicord, Flute and Violin in A minor BWV1044 2. Adagio, ma no
06 – Concerto for Harpsicord, Flute and Violin in A minor BWV1044 3. Alla Breve
07 – Concerto for Violin and Oboe in C minor BWV1060R 1. Allegro
08 – Concerto for Violin and Oboe in C minor BWV1060R 2. Adagio
09 – Concerto for Violin and Oboe in C minor BWV1060R 3. Allegro
10 – Concerto for Three Violins in D major BWV1064R 1. Allegro
11 – Concerto for Three Violins in D major BWV1064R 2. Adagio
12 – Concerto for Three Violins in D major BWV1064R 3. Allegro
Eu não deixo por menos: Ingmar Bergman foi o maior artista do século XX. E este é um disco para se ouvir imaginando as cenas dos filmes ou meramente como uma seleção de trechos aleatórios, mas de extremo bom gosto. Claro que é um choque sair da lindíssima Sarabanda da Suíte Nº 5 (violoncelo solo), de Bach, para a quase histeria do Op. 12, Nº 2 de Schumann, mas enfim, fazer o quê? As outras “passagens” me pareceram menos contundentes.
Bergman amava a música. Ela sempre foi fundamental em seus filmes. Sempre houve referências a ela na obra deste artista total. Ele filmou A Flauta Mágica de Mozart, Sonata de Outono — sobre uma pianista — e Sarabanda. A música, a literatura, o teatro e o cinema sempre se confundiram na obra deste gênio. E é muito legal que o pianista Roland Pöntinen e turma tenham assumido este projeto no ano dos 100 anos de nascimento de Ingmar Bergman. As interpretações são absolutamente de primeira linha, fantásticas.
Ingmar Bergman: Music from the Films (2018)
1. Bach: Cello Suite No. 5 in C minor, BWV 1011 : IV. Sarabande (Cries and Whispers, Saraband) 03:54
2. Schumann: Fantasiestücke, op. 12 : No. 2. Aufschwung (Music in Darkness, Smiles of a Summer Night) 03:23
3. Chopin: Nocturne No. 7 in C-Sharp Minor, Op. 27 No. 1 : Nocturne No. 7 in C-Sharp Minor, Op. 27, No. 1 (Fanny and Alexander) 05:09
4. Chopin: 24 Preludes, Op. 28 : 24 Preludes, Op. 28: No. 24 in D Minor (Music in Darkness) 02:41
5. Bach: Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010 : IV. Sarabande (Autumn Sonata) 05:07
6. Mozart: Fantasia in C minor, K. 475 : (Face to Face) 12:33
7. Chopin: Mazurkas, Op. 17 : Mazurka No. 13 in A Minor, Op. 17, No. 4 (Cries and Whispers) 03:50
8. Schubert: Piano Sonata No. 21 in B-Flat Major, D. 960 : II. Andante sostenuto (In the Presence of a Clown) 09:43
9. Scarlatti: Keyboard Sonata in D Major, K.535/L.262/P.531 : (The Devil’s Eye) 03:18
10. Chopin: 24 Preludes, Op. 28 : No. 2 in A Minor (Autumn Sonata) 02:24
11. Scarlatti: Keyboard Sonata in E Major, K. 380/L.23/F.326 : (The Devil’s Eye) 04:25
12. Bach: Goldberg Variations, BWV 988 : Variatio 25. a 2 Clav. (The Silence) 06:47
13. Bach: Cello Suite No. 2 in D minor, BWV 1008 : IV. Sarabande (Through a Glass Darkly) 05:53
14. Schumann: Piano Quintet in E-Flat Major, Op. 44 : II. In modo d’una Marcia (Fanny and Alexander) 09:15
Personnel:
Roland Pöntinen, piano
Torleif Thedéen, cello
Stenhammar Quartet
Querido Vassily Genrikhovich, autor original deste post:
Estamos com muitas saudades de você. Muitas mesmo. Bem, se você não quiser voltar, ficaremos tristes, claro, mas ao menos você poderia nos enviar os arquivos de suas esplêndidas postagens, não? Como esta, por exemplo. Que coisa fantástica este CD! O que Pandolfo faz é inacreditável. Ouçam a Sarabanda da Suíte Nº 4 só para começar, apenas como exemplo.
Ah, aviso aos visitantes que o arquivo com o livro do Pandolfo — link furadaço abaixo… –, só com nosso pranteado Vassily
Os cellomaníacos que nos acompanham certamente já empunharam seus tomates podres, indignados que estão com o fato de, nas quatro últimas semanas, a série dedicada às maravilhosas Suítes para violoncelo solo de J. S. Bach ter postado versões para contrabaixo, violoncello da spalla e violão, ao passo que seu queridinho espigonado permanece sumido desde a postagem da lancinante Sonata de Kodály.
Enquanto preparo a armadura para minha Tomatina particular, anuncio-lhes com prazer que o Sr. Cello voltará na semana que vem, pois cedeu com muito gosto seu lugar de toda sexta-feira para uma das mais lindas gravações jamais feitas dessas obras-primas: a do mago Paolo Pandolfo em sua viola da gamba.
Ei-los
Há uma longa discussão não só acerca da propriedade de tocar essas suítes na viola da gamba, como também sobre se o violoncelo foi um substituto à altura de sua antepassada menos robusta e ressonante. O próprio Pandolfo escreveu um delicioso diálogo fictício entre a gamba e o violoncelo sobre o assunto, cuja versão em inglês, no que não me é muito típico, eu também disponibilizei para baixar.
“Defesa da viola baixo contra as empreitadas do violino e as pretensões do violoncelo, pelo Sr. Hubert le Blanc – Doutor em Direito”. Sim, a parada é séria, mesmo.
Deixemos o próprio Pandolfo contar-lhes os paranauês em minha macarrônica tradução do italiano:
“Parte-se do pressuposto de que a prática de transcrever música de um instrumento para outro tenha sido difundidíssima ao longo dos séculos, e que Bach foi frequentemente transcritor de si mesmo, transferindo composições próprias de um conjunto instrumental ao outro. Exemplo iluminante, para não irmos longe, é a própria Suíte no. 5, que existe integralmente em uma versão autógrafa para o alaúde.
Ainda que haja fatores de afinidade entre os instrumentos, para o complexo tema das diferenças e afinidades entre a viola da gamba e o violoncelo não bastaria certamente o pouco espaço concedido ao se prefaciar um CD, por ser longamente exaustivo: qualquer aceno neste sentido seria superficial e insuficiente. Basta dizer que eles são tão aparentemente afins quanto substancialmente diferentes, seja no plano organológico, seja naquele mais amplo e complexo do vocabulário musical que lhes é próprio.
É precisamente sobre este último campo que se desenvolve a justificativa mais forte acerca da elaboração das Seis Suítes para a viola. Tanto a própria forma da suíte quanto o tipo de escrita utilizado por Bach (com a contínua alternância entre monódia e polifonia) são indiscutivelmente elementos profundamente arraigados à viola da gamba e à sua história: mais ainda, pode-se afirmar que esses são elementos mais inerentes à primeira que ao segundo, cujo repertório tem nas Suítes de Bach talvez seu único exemplo num gênero do contrário intimamente entralaçado à história da viola da gamba da metade do século XVII às primeiras décadas do século XVIII.
No processo de elaboração, permiti que o instrumento sugerisse as soluções adequadas a cada momento. Busquei, pois, segui-lo e escutá-lo mais que conduzi-lo a rumos preestabelecidos. Isso determinou variações nada insignificantes, a primeira entre as quais aquela da tonalidade (das seis suítes, duas conservam a original), não obstante outras talvez menos óbvias, ainda que significativas. Assim, novas vozes parecem ornamentadas, ainda que não existissem, ou fossem tão só sugeridas; menos frequentemente, alguma voz desapareceu, para dar espaço à sugestão, à imaginação; em um caso, além de alterar a sonoridade da suíte, lancei mão do artifício da scordatura [alteração da afinação padrão]; para conservar o efeito de bordão, fui obrigado a fazer algumas vezes a transposição de uma oitava.
Em geral, deixei que ressonassem silenciosamente as inumeráveis suítes às quais a viola deu voz no longo curso de sua vida, ainda, e cada vez mais, capaz de falar uma língua antiga que se faz atual.
Paolo Pandolfo
Roma, 2001″
Pandolfo fala de sua viola como se fosse um ser vivo, e quem escutar essa extraordinária gravação não duvidará de que ela o é.
J. S. BACH – THE SIX SUITES PAOLO PANDOLFO – VIOLA DA GAMBA
Johann Sebastian BACH (1685-1750)
Seis Suítes para violoncelo solo, transcritas para viola da gamba
DISCO 1
Suíte no. 1 em Sol maior, BWV 1007 (transposta para Dó maior)
01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuets I & II
06 – Gigue
Suíte no. 3 em Dó maior, BWV 1009 (transposta para Fá maior)
07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Bourrées I & II
12 – Gigue
Suíte no.5 em Dó menor, BWV 1011 (transposta para Ré menor)
13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavottes I & II
18 – Gigue
DISCO 2
Suíte no. 2 em Ré menor, BWV 1008
01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuets I & II
06 – Gigue
Suíte no. 4 em Mi bemol maior, BWV 1010 (transposta para Sol maior)
07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Bourrées I & II
12 – Gigue
Suíte no. 6 em Ré maior, BWV 1012
13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavottes I & II
18 – Gigue
O cravista norte americano Scott Ross apareceu muito pouco aqui no PQPBach, umas duas ocasiões, talvez, no máximo. E em nenhuma delas ela tocava Bach. Talvez seja a hora de suprir esta falta.
Gosto do som que emana do instrumento, talvez em alguns momentos prefira Gustav Leonhardt, por exemplo, ou até mesmo Glenn Gould, mas Ross me satisfaz plenamente na maior parte do tempo.
Scott Ross morreu muito jovem, meros trinta e seis anos de idade, vítima de complicações causadas pelo vírus do HIV. Mas produziu bastante, e se tornou um grande nome do instrumento, principalmente no repertório dos franceses, como Couperin e Rameau.
Estas Partitas abrem uma série de postagens que pretendo trazer com alguns CDs dedicados a Bach. Espero que apreciem.
01. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – I.Praeludium
02. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – II.Allemande
03. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – III.Corrente
04. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – IV.Sarabande
05. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – V.Menuet I
06. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – VI.Menuet II
07. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – VII.Giga
08. Partita No.2 c-moll BWV 826 – I.Sinfonia
09. Partita No.2 c-moll BWV 826 – II.Allemande
10. Partita No.2 c-moll BWV 826 – III.Courante
11. Partita No.2 c-moll BWV 826 – IV.Sarabande
12. Partita No.2 c-moll BWV 826 – V.Rondeaux
13. Partita No.2 c-moll BWV 826 – VI.Capriccio
14. Partita No.3 a-moll BWV 827 – I.Fantasia
15. Partita No.3 a-moll BWV 827 – II.Allemande
16. Partita No.3 a-moll BWV 827 – III.Corrente
17. Partita No.3 a-moll BWV 827 – IV.Sarabande
18. Partita No.3 a-moll BWV 827 – V.Burlesca
19. Partita No.3 a-moll BWV 827 – VI.Scherzo
20. Partita No.3 a-moll BWV 827 – VII.Gigue
21. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – I.Ouverture
22. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – II.Allemande
CD 2
01. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – III.Courante
02. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – IV.Aria
03. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – V.Sarabande
04. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – VI.Menuet
05. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – VII.Gigue
06. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – I.Praeambulum
07. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – II.Allemande
08. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – III.Corrente
09. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – IV.Sarabande
10. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – V.Tempo di Minuetto
11. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – VI.Passepied
12. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – VII.Gigue
13. Partita No.6 e-moll BWV 830 – I.Toccata
14. Partita No.6 e-moll BWV 830 – II.Allemande
15. Partita No.6 e-moll BWV 830 – III.Corrente
16. Partita No.6 e-moll BWV 830 – IV.Air
17. Partita No.6 e-moll BWV 830 – V.Sarabande
18. Partita No.6 e-moll BWV 830 – VI.Tempo di Gavotta
19. Partita No.6 e-moll BWV 830 – VII.Gigue
A presente postagem, áudio e texto, é uma colaboração do nosso ouvinte Aristarco.
A Arte de Fuga (Die Kunst der Fuge), de Johann Sebastian Bach, um dos picos do estilo contrapontístico barroco, também é uma das obras mais enigmáticas da história da música. Embora composta como uma série de fugas sobre o mesmo tema, JS Bach não especificou os instrumentos que deveriam tocá-los. Les Voix humaines viol consort registrou sua própria versão do trabalho final inacabado de JS Bach.
Desde 2001, algumas das melhores gambistas de Montreal juntam-se regularmente ao dueto de violas Les Voix humaines para formar o Voix Humaines Consort, especializado no vasto repertório do século XVII para consorte de violas. O quarteto regular é composto por Margaret Little, Mélisande Corriveau, Felix Deak e Susie Napper.
Les Voix humaines gravou cerca de quarenta discos, principalmente na etiqueta ATMA, que recebeu aclamação da crítica e prêmios de prestígio (Diapason D’or, Choc du Monde de la Musique, Repertório-Classica 10, Goldberg 5, Classics Today 10/10, Prix Opus, etc). Eles incluem vários discos com o soprano Suzie LeBlanc e o contratenor Daniel Taylor, um disco de Telemann com o renomado flautista belga Barthold Kuijken, um disco de Marin Marais com o mundialmente famoso Wieland Kuijken e as Fantasias completas de Purcell para violas. A sua gravação dos concertos completos a deux violes esgales de Sainte-Colombe (4 CDs duplos) foi a estreia mundial, e o quarto volume foi premiado com um Diapason D’or. (Aristarco)
Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 Johann Sebastian Bach (1685-1750) 01. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus I 02. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus II 03. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus III 04. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus IV 05. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus V 06. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus VI a 4 in Stylo Francese 07. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus VII a 4 per Augmentationem et Diminutionem 08. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus VIII a 3 09. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus IX a 4 alla Duodecima 10. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus X a 4 alla Decima 11. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus XI a 4 12. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus XII a 4 13. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus inversus XII a 3 14. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus XIII a 4 15. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus inversus XIII a 4 16. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Canon per Augmentationem in contrario motu 17. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Canon alla Ottava 18. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Canon alla Decima in Contrapunto alla Terza 19. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Canon alla Duodecima in Contrapunto alla Quinta 20. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Fuga a 3 Soggetti (Contrapunctus XIV) .
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Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – 2012
Le Consort de violes des Voix humaines
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Gente, são Cantatas para voz de baixo — a voz mais grave e escura, com mais peso, o final da linha soprano, mezzo-soprano, contralto, tenor, barítono e baixo, indo do mais agudo para o mais grave — não são canções “para baixo” em contraposição à Cantatas mais alegres, “para cima”. Tá bom?
Este CD apresenta três Cantatas J.S. Bach, interpretadas pelo baixo Peter Kooy e a Orchestre De La Chapelle Royale sob a direção de Philippe Herreweghe. A lindíssima Ich habe genug, BWV 82, é de 1727. Ich will den Kreutztab gerne tragen, BWV 56, de 1726. Elas estão entre as mais famosas Cantatas de Bach. A primeiro não tem coral final; ele é substituído por uma terceira ária. Nas árias, o contraponto melódico da voz grave sobre o baixo contínuo e o instrumento solo (oboé ou violino) é surpreendentemente belo e estão entre os melhores que Bach fez no gênero. A ornamentação é talvez mais bonita na 82 do que na 56. A Cantata 158 tem uma estrutura particular: Recitativo / ária com coral / Recitativo / coral. Este último não é outro senão o famoso “Christ lag in Todesbanden”.
Herreweghe nos dá uma versão extraordinária dessas três obras.
J. S. Bach (1685-1750): Cantatas para Baixo, BWV 82, 56, 158
Cantate BWV 56 “Ich Will Den Kreuzstab Gerne Tragen”
6 Aria “Ich Will Den Kreuzstab Gerne Tragen” 6:55
7 Recitativo “Mein Wandel Auf Der Welt” 1:52
8 Aria “Endlich, Endlich Wird Mein Joch” 6:44
9 Recitativo “Ich Stehe Fertig” 1:26
10 Choral “Komm, O Tod” 1:24
Cantate BWV 158 “Der Friede Sei Mit Dir”
11 Recitativo “Der Friede Sei Mit Dir” 1:43
12 Aria Con Corale “Welt, Ade” 6:51
13 Recitativo “Nun Herr” 1:25
14 Choral “Hier Ist Das Rechte Osterlamm” 1:19
Alto Vocals [Choir] – Betty Van Den Berghe, Martin Van Der Zeijst
Bass Vocals [Choir] – Frits Vanhulle, Renaud Machart, Stephan Maciejewski Bass Vocals [Soloist] – Peter Kooy*
Bassoon – Marc Minkowski
Cello – Ageet Zweistra, Harm Jan Schwitters*
Cello [Continuo] – Ageet Zweistra Choir, Orchestra – Chœur Et Orchestre De La Chapelle Royale* Conductor – Philippe Herreweghe
Double Bass, Double Bass [Continuo] – Jonathan Cable
Oboe – Ann Vanlancker, Marcel Ponseele, Taka Kitazato
Organ, Organ [Continuo], Organ [Orgue Positif Bernard Aubertin] – Jan Willem Jansen
Soprano Vocals [Choir] – Annelies Coene, Delphine Collot, Dominique Verkinderen
Tenor Vocals [Choir] – Joël Suhubiette, Raphaël Boulay
Viola – Benoît Weeger, Martha Moore (2)
Violin [1st] – Adrian Chamorro, Ghislaine Wauters, Monica Huggett, Paulien Kostense
Violin [2nd] – Frédéric Martin (2), Nicolette Moonen, Peter Van Boxelaere, Sophie Demoures
Violin [Soloist] – Monica Huggett
Um belo, belíssimo CD de Angela Hewitt. Um Bach diferente, uma seleção interessantíssima e rara de diferentes períodos da vida de Bach. Um luxo a interpretação do avulso Adagio BWV 968. Verdadeiramente arrepiante. A elegância e clareza de Hewitt me deixou novamente impressionado. É uma refinada pianista. A qualidade da gravação da Hyperion é a de sempre: impecável.
Bach: Fantasia and Fugue in A minor; Aria Variata; Sonata in D major; Suite in F minor
1. Fantasia & Fugue in a, BWV 904: Fantasia
2. Fantasia & Fugue in a, BWV 904: Fugue
14. Sonata in D, BWV 963: I.
15. Sonata in D, BWV 963: II.
16. Sonata in D, BWV 963: III. Fugue
17. Sonata in D, BWV 963: IV. Adagio
18. Sonata in D, BWV 963: V. Thema all’ imitatio Gallina Cuccu
19. Partie in A, BWV 832: I. Allemande
20. Partie in A, BWV 832: II. Air pour les trompettes
21. Partie in A, BWV 832: III. Sarabande
22. Partie in A, BWV 832: IV. Bourrée
23. Partie in A, BWV 832: V. Gigue
24. Suite in f, BWV 823: I. Prelude
25. Suite in f, BWV 823: II. Sarabande en Rondeau
26. Suite in f, BWV 823: III. Gigue
27. Adagio in G, BWV 968
28. Fugue in C, BWV 953
29. Jesu, meine Zuversicht, BWV 728
30. Wer nur den lieben Gott lässt walten, BWV 691
31. Fantasia & Fugue in a, BWV 944: Fantasia
32. Fantasia & Fugue in a, BWV 944: Fugue
Elegância poderia ser o outro nome deste CD. É incrível notar como se adapta a música diversa e variada que J. S. Bach escreveu. Originalmente escritas para a gamba e o cravo, essas composições aparecem muito bem no violoncelo e no piano modernos. Os sons são agradáveis e ensolarados, a música, linda. A última sonata do filho mais musicalmente inovador de Bach, CPE Bach, é um bônus do CD. O tratamento recebido pelo mano CPE é igualmente luxuoso. Bem, tendo gravado todas as principais obras para teclado de Bach, Angela Hewitt agora ataca essas peças com o violoncelista Daniel Muller-Schott. As composições não são necessariamente “virtuosísticas”, mas são as primeiras a dar uma tratamento mais igualitário ao teclado além de ser apenas o continuo. As sonatas transbordam de melodias e os belos desenvolvimentos vêm sem o menor esforço.
J. S. Bach e C. P. E. Bach: Sonatas para Viola da Gamba transcritas para Violoncelo
1. Sonate No.1 G-dur BWV 1027 – I. Adagio (3:55)
2. Sonate No.1 G-dur BWV 1027 – II. Allegro ma non tanto (3:33)
3. Sonate No.1 G-dur BWV 1027 – III. Andante (2:57)
4. Sonate No.1 G-dur BWV 1027 – IV. Allegro moderato (3:11)
5. Sonate No.2 D-dur BWV 1028 – I. Adagio (2:04)
6. Sonate No.2 D-dur BWV 1028 – II. Allegro (3:34)
7. Sonate No.2 D-dur BWV 1028 – III. Andante (4:14)
8. Sonate No.2 D-dur BWV 1028 – IV. Allegro (4:02)
9. Sonate No.3 g-moll BWV 1029 – I. Vivace (5:07)
10. Sonate No.3 g-moll BWV 1029 – II. Adagio (5:43)
11. Sonate No.3 g-moll BWV 1029 – III. Allegro (3:56)
12. Sonate fur Viola da gamba und Basso continuo D-dur H 559 – I. Adagio m… (3:13)
13. Sonate fur Viola da gamba und Basso continuo D-dur H 559 – II. Allegro… (4:20)
14. Sonate fur Viola da gamba und Basso continuo D-dur H 559 – III. Arioso (4:53)
Daniel Muller-Schott, violoncelo
Angela Hewitt, piano
Um disco leve e divertido. Aqui, a super virtuose Petri dá um banho de competência ao lado de seu parceiro habitual Lars Hannibal — que não é Lecter. O que Petri faz é impressionante. Jamais imaginei que fossem possíveis tantos efeitos quanto os obtidos na obra de Kupkovič, por exemplo. Mas Petri não é só hábil. Ela sabe fazer música para lá de sua demoníaca forma de tocar. Um belo CD para você esquecer seu (sua) chefe e se alegrar após um dia de trabalho daqueles.
Telemann (1681-1767). J.S. Bach (1685-1750), Koppel (1944), Krähmer (1795-1837), Vivaldi (1678-1741), Ibert (1890-1962), Kupkovič (1928), Jacob (1895-1984): Souvenir – Musica para Flauta Doce e Alaúde / Violão
Georg Philipp Telemann (1681 – 1767): Sonata in D Minor / d-moll / ré mineur for Alto Recorder and Continuo
1 Affetuoso 1:52
2 Presto 3:34
3 Grave 0:54
4 Allegro 3:09
Johann Sebastian Bach (1685 – 1750): Partita in C Minor / c-moll / ut mineur, BWV 1013, or Alto Recorder (Flute)
5 Allemande 2:31
6 Corrente 2:25
7 Sarabande 4:13
8 Bourrée anglaise 2:34
Thomas Koppel (b.1944): Nele’s Dances for Recorder and Lute
9 I Know You Are Crossing the Borders Somewhere 2:09
10 And I Know You Are Remembering, You Distant Boy 2:51
11 And I’m Still Feeling You in My Arms 1:47
12 In Front of the Castle With No Doors 1:45
13 Where the Living Dead Are Dancing 1:54
14 There I Dance My Dance on Black Feet 3:38
15 And Later On, In the Place That No One Knows 2:09
16 I Give Birth to the Warm Fruit of Our Love 0:58
17 And the Wild Foals Leave the Folds 0:35
18 In a Symphony of Galloping Hooves 0:54
19 Ernest Krähmer (1795 – 1837): Introduction, Theme, and Variations, Op, 32, for Soprano Recorder and Guitar 10:46
Antonio Vivaldi (1678 – 1741): Sonata in G Major / G-dur / sol majeur, RV 59, for Soprano Recorder and Continuo
20 Preludio – Largo 1:44
21 Allegro ma non presto 2:53
22 Pastorale 3:22
23 Allegro 1:45
24 Jacques Ibert (1890 – 1962): Entr’acte for Sopranino Recorder (Flute) and Guitar 3:00
25 Ladislav Kupkovič (b.1928) / arr. Petri: Souvenir for Sopranino Recorder (Violin) and Guitar (Piano) 4:06
26 Gordon Jacob (1895 – 1984): An Encore for Michala for Alto Recorder and Guitar 2:19
Michala Petri, flauta doce
Lars Hannibal, alaúde / violão
Karl Richter conduz-nos pela sacralidade de Bach. É como se estivéssemos naquelas catedrais góticas medievais, com suas cristas a alcançarem o céu. O alemão Richter faz evocar de forma “atordoadora”, “avassaladora”, o conjunto de peças aqui contido nos 3 CDs. Acredito que muito da genialidade de Bach esteja aqui contida — são fugas, tocatas, fantasias, a passacaglia — e isso provoca em nós uma sensação de música que se espirala e vai alcançando o infinito. Mas faltam algumas peças fundamentais do compositor nesta, mesmo assim, boa coleção.
J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão
CD1
01 Toccata und Fuge in D minor BWV 565 – Toccata
02 Toccata und Fuge in D minor BWV 565 – Fuge
03 Triosonate No.2 in C minor BWV 526 – Vivace
04 Triosonate No.2 in C minor BWV 526 – Largo
05 Triosonate No.2 in C minor BWV 526 – Allegro
06 Präludium und Fuge in D major (BWV 532), Präludium
07 Präludium und Fuge in D major (BWV 532), Fuge
08 Präludium und Fuge in A minor BWV 543 – Präludium
09 Präludium und Fuge in A minor BWV 543 – Fuge
10 Fantasie und Fuge in G minor – Fantasie
11 Fantasie und Fuge in G minor – Fuge
12 Präludium und Fuge in E flat major BWV 552 – Präludium
13 Präludium und Fuge in E flat major BWV 552 – Fuge
14 Präludium Und Fuge in E minor (BWV 548), Präludium
15 Präludium Und Fuge in E minor (BWV 548), Fuge
CD2
01 Triosonate No.1 in E flat major BWV 525 – (Allegro moderato)
02 Triosonate No.1 in E flat major BWV 525 – Adagio
03 Triosonate No.1 in E flat major BWV 525 – Allegro
04 Trio Sonata No.5 in C major, BWV 529_ Allegro
05 Triosonata No.5 in C major BWV 529 – Adagio
06 Trio Sonata No.5 in C major, BWV 529_ Allegro
07 Wachet auf, ruft uns die Stimme, BWV 645
08 Kommst du nun, Jesus, vom Himmel Herunter BWV 650
09 Schmucke dich, o liebe Seele, BWV 654
10 Präludium Und Fuge in B minor (BWV 544), Präludium
11 Präludium Und Fuge in B minor (BWV 544), Fuge
12 Präludium Und Fuge In C Minor (BWV 546), Präludium
13 Präludium Und Fuge In C Minor (BWV 546), Fuge
14 Canzona in D minor, BWV 588
CD3
1 Toccata und Fuge in F major BWV 540 – Toccata
2 Toccata und Fuge in F major BWV 540 – Fuga
3 O Gott, du frommer Gott BWV 767
4 Toccata und Fuge ‘Dorian’ BWV 538 – Toccata
5 Toccata und Fuge ‘Dorian’ BWV 538 – Fuga
6 Sei gegrüßet, Jesu gütig – BWV 768
7 Passacaglia und Fuge in C minor BWV 582 – Passacaglia
8 Passacaglia und Fuge in C minor BWV 582 – Thema fugatum
FDP resolveu postar outro álbum da Harmonia Mundi, e outra gravação de cantatas de nosso pai à cargo do Collegium Vocale de Philippe Herreweghe. Desta vez, ele tem uma presença ilustríssima, Andreas Scholl, o maior contra-tenor da atualidade. E são exatamente cantatas para esse raríssimo registro vocal. Alguns regentes, entre eles Helmuth Rilling e Tom Koopman, deixaram a interpretação destas cantatas à cargo de uma contralto, enquanto outros, como é o caso de Harnoncourt e de Herreweghe, se utilizam desse registro masculino.
Eis o texto da própria Harmonia Mundi que apresenta essa gravação em seu site: “The voice of the Holy Ghost? According to German theological tradition, which Bach knew very well, the alto voice was the very symbol of that of the Holy Ghost. These three solo cantatas do not contradict the rule, although we do not always know for whom Bach wrote them: it was neither a woman nor a castrato, so it could only be a falsetto or an extremely accomplished boy. These works demand enormous vocal virtuosity. Their extraordinary musical variety embraces sublime consolatory lullabies, a faithful echo of an organ concerto (BWV 170), and the dramatic qualities of an oratorio.”
A voz de Andreas Scholl é de uma beleza única, diria até um dom divino. Creio que seja uma bela postagem para inaugurar nosso novo endereço.
P.S. – Sempre gosto de recomendar o site http://www.bach-cantatas-com como referência para as cantatas. Lá se encontra o texto da cantata, traduzido para diversas línguas, em alguns casos o próprio português, além de diversos textos que as analisam em profundidade.
Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Cantates Pour Alto BWV 35, 54, 170
01 – BWV 170.1 Aria; Vergnügte Ruh! beliebte Seelenlust!
02 – BWV 170.2 Rec; Die Welt, das Sündenhaus
03 – BWV 170.3 Aria; Wie jammern mich doch die verkehrten Herzen
04 – BWV 170.4 Rec; Wer sollte sich demnach
05 – BWV 170.5 Aria; Mir ekelt mehr zu leben
06 – BWV 54.1 Aria Wilderstehe doch der Sünde
07 – BWV 54.2 Rec; Die Art verruchter Sünden
08 – BWV 54.3 Aria; Wer Sünde tut, der ist vom Teufel
09 – BWV 35.1 Concerto
10 – BWV 35.2 Aria; Geist und Seele wird verwirret
11 – BWV 35.3 Rec; Ich wundre mich
12 – BWV 35.4 Aria; Gott hat alles wohlgemacht!
13 – BWV 35.5 Sinfonia
14 – BWV 35.6 Rec; Ach, starker Gott, lass mich
15 – BWV 35.7 Aria; Ich wünsche nur bei Gott zu leben
Collegium Vocale
Phillipe Herreweghe – Director
Andreas Scholl – Alto
Eis a resenha do Jornal inglês “The Guardian” referente a este CD:
“No composer looms over modern jazz quite like Johann Sebastian Bach, whose harmonic rigour seems to have provided the basis for bebop and all that followed. Listen to the endlessly mutating semiquavers tumbling from Charlie Parker’s saxophone and it could be the top line of a Bach fantasia; the jolting cycle of chords in John Coltrane’s Giant Steps could come straight from a Bach fugue and Bach’s contrapuntal techniques crop up in countless jazz pianists, from Bill Evans to Nina Simone.
Bach certainly casts a long shadow over US pianist Brad Mehldau: even when he’s gently mutilating pieces by Radiohead, Nick Drake or the Beatles, he sounds like Glenn Gould ripping into the Goldberg Variations. Which is why it comes as no surprise to see Mehldau recording an entire album inspired by Bach. However, this is not a jazz album. Instead of riffing on Bach themes, as the likes of Jacques Loussier or the Modern Jazz Quartet have done in the past, After Bach sees Mehldau using Bach’s methodology. Mehldau plays five of Bach’s canonic 48 Preludes and Fugues, each followed by his own modern 21st-century response. For instance, after a straight performance of the Prelude No 3 in C-sharp major, Mehldau responds by resetting Bach’s original riff in a jerky 5/4 rhythm and taking it into a harmonically adventurous labyrinth. Similarly, a romantic, rubato-heavy reading of the F minor Prelude and Fugue is followed by a dreamlike meditation on some of the themes hinted at in Bach’s original. The effect is as if someone has taken pages from The Well-Tempered Clavier, turned them upside down and reflected them in a wobbly fairground mirror. Where Bach’s preludes and fugues are like gentle sudoku puzzles, Mehldau’s cryptic harmonies sometimes feel as if you’re grappling with an insoluble 5×5 Rubik’s Cube and the results – as with the opening track, Benediction – can sometimes be headache-inducing. However, by the two closing tracks, Ostinato and Prayer for Healing, Mehldau is wearing his chops lightly and starting to tug at the heartstrings.”
1 Before Bach: Benediction
2 Prelude No. 3 in C# Major from The Well-Tempered Clavier Book I, BWV 848
3 After Bach: Rondo
4 Prelude No. 1 in C Major from The Well-Tempered Clavier Book II, BWV 870
5 After Bach: Pastorale
6 Prelude No. 10 in E Minor from The Well-Tempered Clavier Book I, BWV 855
7 After Bach: Flux
8 Prelude and Fugue No. 12 in F Minor from The Well-Tempered Clavier Book I, BWV 857
9 After Bach: Dream
10 Fugue No. 16 in G Minor from The Well-Tempered Clavier Book II, BWV 885
11 After Bach: Ostinato
12 Prayer for Healing
Um CD muito original. A harpista Flora Papadopoulos interpreta, com boa dose de liberdade, várias obras escritas originalmente para violino. J. S. Bach, Biber, Marini e Corelli são quatro das principais figuras da música barroca, mas ninguém os associaria à harpa. No entanto, eles trabalharam em ambientes onde há ampla evidência de que os harpistas estavam ativos, e onde certamente existia um repertório solo de harpa, mesmo que nunca fosse escrito. O ambicioso projeto de Papadopoulos parte dessa premissa e é o resultado de uma pesquisa profunda em fontes originais. Sugere que o repertório para violino, um instrumento que compartilha de suas características idiomáticas com a harpa, era uma fonte de inspiração para os harpistas. Assim, aqui algumas das peças mais conhecidas e mais virtuosas para o violino foram arranjadas para harpa, dando a essas composições um novo sopro de vida e lançando luz sobre novas e inesperadas nuances e reflexões. Flora Papadopoulos, após colaborações significativas com conjuntos como a Cappella Mediterranea e o Concerto Italiano agora faz seu primeiro álbum solo. Explorando caminhos pessoais, altamente experimentais e empíricos, ela revive uma fascinante prática musical há muito perdida.
Bach / Biber / Corelli / Marini: Unwritten — Do Violino para a Harpa
01. Mystery Sonata No. 1 in D Minor, “The Annunciation”: I. Praeludium
02. Mystery Sonata No. 1 in D Minor, “The Annunciation”: II. Variatio-Aria allegro-Variatio-Adagio-Finale
03. Arie madrigali et corenti, Op. 3: Romanesca per violino solo e basso se piace
04. Sonate, symphonie, canzoni, passe’mezzi, baletti, corenti, gagliarde e retornelli, Op. 8: Sonata Quarta per il violino per sonar con due corde
05. Sonata in F Major, Op. 5 No. 10: I. Preludio. Adagio
06. Sonata in F Major, Op. 5 No. 10: II. Allemanda. Allegro
07. Sonata in F Major, Op. 5 No. 10: III. Sarabanda. Largo
08. Sonata in F Major, Op. 5 No. 10: IV. Gavotta. Allegro
09. Sonata in F Major, Op. 5 No. 10: V. Giga. Allegro
10. Sonata No. 1 in D Minor (Orig. in G Minor), BWV 1001: I. Adagio
11. Sonata No. 1 in D Minor (Orig. in G Minor), BWV 1001: II. Fuga
12. Sonata No. 1 in D Minor (Orig. in G Minor), BWV 1001: III. Siciliana
13. Sonata No. 1 in D Minor (Orig. in G Minor), BWV 1001: IV. Presto
Composers:
Bach, Johann Sebastian (1685-1750)
Biber, Heinrich Ignaz Franz von (1644-1704)
Corelli, Arcangelo (1653-1713)
Marini, Biagio (c.1597-1665)
Um baita CD este que vos trago do Selo Alpha, onde temos a flauta como principal personagem, e Julliete Hurel como solista.
A extraordinária Suite nº 2 in B Minor abre o CD e nos mostra uma solista perfeitamente a vontade, e muito bem acompanhada por um conjunto chamado ‘Ensemble les Surprises’. Não lembro quando foi que ouvi esta obra pela primeira vez, provavelmente com Karl Richter, ou Pinnock, já há muito tempo atrás, e nunca canso de ouvi-la. Ela é extraordinária, magnífica, e curiosamente me surpreende até hoje quando a ouço..
Hurel acompanha a soprano Mailys de Villoutreys em três momentos, em árias tiradas da Paixão Segundo Mateus, do Oratório da Páscoa, da Cantata do Café e de outra Cantata, de BWV 82a.
No melhor momento do CD, Hurel encara sozinha a famosa partita para flauta, BWV 1013, mostrando que grande flautista que ela é.
Enfim, um CD para ser apreciado sem moderação. É Bach, portanto, merece toda a nossa concentração, quem sabe assim possamos assimilar melhor estes difíceis momentos em que vivemos em nosso país.
1 – Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067_ I. Ouverture
2 – Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067_ II. Rondeau
3 – Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067_ III. Sarabande
4 – Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067_ IV. Bourrées I & II
5 – Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067_ V. Polonaise & Double
6 – Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067_ VI. Menuet
7 – Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067_ VII. Badinerie
8 – Matthäus-Passion, BWV 244_ _Aus Liebe will mein Heiland sterben_
9 – Partita in A Minor, BWV 1013_ I. Allemande
10 – Partita in A Minor, BWV 1013_ II. Corrente
11 – Partita in A Minor, BWV 1013_ III. Sarabande
12 – Partita in A Minor, BWV 1013_ IV. Bourrée anglaise
13 – Oster-Oratorium, BWV 249_ IV. Aria _Seele, deine Spezereien_
14 Trio Sonata in G Major, BWV 1038_ I. Largo
15 – Trio Sonata in G Major, BWV 1038_ II. Vivace
16 – Trio Sonata in G Major, BWV 1038_ III. Adagio
18 – Coffee Cantata, BWV 211_ IV. Aria _Ei! Wie schmeckt der Kaffee süsse_
19 – Cantata BWV 82a Ich habe genug_ I. Aria _Ich habe genug_
Julliete Hurel – Flute
Maïlys de Villoutreys – Soprano
Ensemble Les Suprises
Louis Noel Bestion de Camboulas – Organ, Harpsinhord, Director
Lembram aquelas seleções de clássicos dos anos 70 e 80 que tinham gatinhos na capa? Ali, o Aleluia de Handel podia vir antes de Rhapsody in Blue, a qual era seguida da Abertura 1812, por exemplo. Mas, óin, as capas tinham gatinhos… Enfim, o apelido “Disco de Gatinhos” é de autoria do Júlio e da D. Cristina lá da King`s Discos, esplêndida loja que ficava na Galeria Chaves. Eles não gostavam muito daquelas seleções. Nem eu. Pois a grande surpresa aqui é o fato de eu ter gostado deste disco de gatinhos barrocos de Daniel Hope. Achei um mui digno caça-níqueis pontuado por obras inesperadas neste tipo de seleções. É o gênero de disco que as gravadoras fazem para popularizar de vez um artista muito bom e ganhar uma bela grana. E Hope é boníssimo e tem bom gosto. Se não tivesse, faria o habitual: uma salada sem gosto.
Andrea Falconieri (1585 – 1656)
1. Chaconne in G Major [3:14]
George Frideric Handel (1685 – 1759)
Suite No.15 in D minor for Harpsichord, HWV 447
2. 3. Sarabande [3:07]
Diego Ortiz
3. Ricercata segunda [1:25]
Andrea Falconieri (1585 – 1656)
4. La suave melodia [3:10]
Biagio Marini (1597 – 1665)
5. Passacalio in G minor [3:38]
Nicola Matteis
6. “La Vecchia Sarabanda” [4:17]
Johann Pachelbel (1653 – 1706)
Canon and Gigue in D major
7. 1. Canon [3:41]
8. 2. Gigue [1:25]
Georg Philipp Telemann (1681 – 1767)
Concerto for Violin concertato, Strings and Basso continuo in A minor, TWV 51:A1
9. Adagio [2:59]
10. Allegro [2:22]
11. Presto [1:41]
Johann Paul von Westhoff (1656 – 1705)
Sonata for Violin and Continuo III
12. Imitazione delle Campane [1:55]
Nicola Matteis
13. Ground after the Scotch Humour [1:50]
Francesco Geminiani
Concerto grosso No.5 in G minor
Arr. from Corelli’s Sonata Op.5 No. 5
14. 1. Adagio [3:02]
15. 2. Vivace [1:38]
16. 3. Adagio [2:45]
17. 4. Allegro [1:40]
Antonio Valente
18. Gagliarda Napolitana [1:51]
Andrea Falconieri (1585 – 1656)
19. Passacaglia in G Minor [2:56]
Jean-Marie Leclair (1697 – 1764)
20. Tambourin [1:44]
Anonymous
21. Greensleeves [4:40]
Johann Paul von Westhoff (1656 – 1705)
Sonata “La guerra” in A Major
22. La Guerra cosí nominata di sua maestà [0:46]
Sonata for Violin and Continuo II
Sonata for Violin and Continuo “Consacrate al Grand’ Apolline di questi tempi”
23. Imitazione del Liuto. Presto [2:26]
Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Suite No.3 in D, BWV 1068
24. 2. Air [5:01]
Cello – Jonathan Cohen (7), William Conway
Double Bass – Enno Senft
Engineer – Mike Hatch
Executive-Producer – Dr. Alexander Buhr
Harpsichord, Organ – Kristian Bezuidenhout
Lute, Guitar, Theorbo – Stefan Maass, Stephan Rath (2)
Percussion – Hans-Kristian Kjos Sørensen
Photography By [Cover] – Harald Hoffmann
Producer – John West*
Viola – Stewart Eaton
Violin – Lucy Gould
Violin [Solo Violin Ii] – Lorenza Borrani
Violin, Executive Producer, Liner Notes – Daniel Hope
Quadro Cervantes: Música Medieval, Renascentista & Barroca
1979
O Conjunto “Quadro Cervantes” possui um verbete na Wikipedia contando muito brevemente sua história.
Trilha extraída da internet e aqui postada, a pedido do Matheus. (Algumas faixas não estão boas.)
Esta postagem é dedicada a Helder Parente, membro do Quadro Cervantes, que mudou para o céu em 2017. Conheça mais sobre Helder Parente neste artigo da revista Concerto.
Vai Helder, tocar, cantar e dançar com os anjos, enquanto aqui choramos a sua perda. (Rosana Lanzelotte)
Quadro Cervantes Música Medieval, Renascentista & Barroca – 1979
Anônimo séc. XVIII 01. Cuando El Rey Nimrod Alfonso X, El Sabio (1221-1284) 02. Maravillosos Et Piadosos 03. Des Oge Mais John Dowland (Inglaterra, 1563 – 1626) 04. Fine Knacks For Ladies Henry Purcell (Inglaterra, 1659-1695) 05. Music For A While Georg Philipp Telemann (Alemanha, 1681-1767) 06. Triosonata Em Fá Maior a. Vivace 07. Triosonata Em Fá Maior b. Mesto 08. Triosonata Em Fá Maior c. Allegro Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750) 09. Schafe Können Sicher Weiden John Bartlet (Inglaterra, ca. 1580 – ca. 1620) 10. Whither Runneth, My Sweetheart François Couperin (França, 1668 – 1733) 11. Les Barricades Mystérieuses Anônimo 12. Corten Espadas Afiladas 13. Mariam Matrem Jean Hotteterre (França, 1677 – 1720) 14. Les Noces Champétres a. Premiere Marche 15. Les Noces Champétres b. Appel De Rassemblement 16. Les Noces Champétres c. Sarabande 17. Les Noces Champétres d. Air I & II 18. Les Noces Champétres e. Marche Du Retour
Sharon Bezaly é uma excelente flautista que já demonstrou seus dotes em várias gravações da BIS, seja em concertos escritos para ela por renomados compositores contemporâneos, incluindo Sofia Gubaidulina e Kalevi Aho, seja em clássicos da literatura de flauta, como os concertos para flauta de Mozart. Ao longo do caminho, gravou uma grande variedade de discos que são recitais imaginativamente programados, com foco nas grandes sonatas de flauta, bem como na tradição da flauta francesa. Neste disco, Bezaly visita o período em que a flauta transversa se estabeleceu como instrumento solo por si só. Foi apenas no século XVIII que os músicos começaram a se especializar em flauta transversa, em vez de ficarem só no oboé ou na flauta doce. Este disco reflete este desenvolvimento do gosto musical com um programa de seis sonatas para flauta e cravo, com e sem o apoio de um instrumento de baixo. Uma joia!
Händel / Bach / Telemann: Sonatas para Flauta e Contínuo
1. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: I. Largo (2:06)
2. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: II. Vivace (3:02)
3. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: III. Andante (1:50)
4. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: IV. Presto (1:13)
5. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: V. Adagio (1:41)
6. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: VI. Alla Breve (2:34)
7. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: VII. A Tempo Di Minuet (1:42)
8. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: I. Adagio Ma Non Tanto (2:40)
9. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: II. Allegro (2:39)
10. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: III. Andante (3:17)
11. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: VI. Allegro (4:37)
12. Johann Sebastian Bach – Sonata In A Major for Flute and Harpsichord, BWV 1032: I. Vivace (5:09)
13. Johann Sebastian Bach – Sonata In A Major for Flute and Harpsichord, BWV 1032: II. Largo e Dolce (2:47)
14. Johann Sebastian Bach – Sonata In A Major for Flute and Harpsichord, BWV 1032: III. Allegro (4:26)
15. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: I. Adagio Ma Non Tanto (2:16)
16. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: II. Allegro (2:55)
17. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: III Siciliano (3:08)
18. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: IV. Allegro Assai (3:12)
19. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Flat Major for Flute and Harpsichord, BWV 1031: I. Allegro Moderato (3:35)
20. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Flat Major for Flute and Harpsichord, BWV 1031: II. Siciliano (2:09)
21. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Flat Major for Flute and Harpsichord, BWV 1031: III. Allegro (4:43)
22. Georg Philipp Telemann – Sonata In F Major for Flute and Continuo, TWV 41:F4: I. Vivace (2:10)
23. Georg Philipp Telemann – Sonata In F Major for Flute and Continuo, TWV 41:F4: II. Largo (1:32)
24. Georg Philipp Telemann – Sonata In F Major for Flute and Continuo, TWV 41:F4: III. Allegro (2:12)
Hille Perl é uma instrumentista de mão cheia, e cada gravação sua é aguardada com atenção e curiosidade. E aqui nessa sua incursão na música de Bach novamente o que temos é uma musicista completa, que tem total controle sobre o instrumento e conhece a fundo a música que está interpretando.
Acompanham a moça a excelente cravista Christine Schornsheim, que já apareceu aqui pelo PQPBach, outra especialista em barroco, e o alaudista Lee Santana, que mais parece um guitarrista de bandas de Southern Rock tipo Almann Brothers, Lynyrd Skynyrd ou Eagles.
Esta postagem é um presente para nosso mentor, PQPBach, que dia destes postou um cd magnífico com a mesma Hille Perl tocando Teleman e outros compositores menos conhecidos. Sei que ele é um fã da moça, por isso trouxe este CD, acho que ele não vai negar o presente.
Comentei dia destes em uma postagem que o ideal para se ouvir estas obras é com um fone de ouvido de qualidade, pois só assim conseguimos ouvir com atenção a obra executada. Os detalhes, nuances, até mesmo a respiração do instrumentista é captado, e isso se incorpora á própria música. E como aqui temos uma gravação da gravadora alemã ‘Harmonia Mundi’ sabemos de sua qualidade superior. É impressionante, quase que como se estivéssemos ouvindo aquela música pela primeira vez, ou como se estivessemos presentes no estúdio de gravação.
Então, como diria nosso querido e saudoso Carlinus, desejo a todos uma feliz audição.
P.S. Recomendo fortemente a leitura do booklet, assinado pela própria Hille: além de ser uma excepcional instrumentista, a moça escreve tremendamente bem.
Johann Sebastian Bach (1685-1770) – Sechs Sonaten für Viola da Gamba und Obligates Cembalo BWV 525-530 – Hille Perl, Christine Schornshein, Lee Santana
01. Trio Sonata No. 1 in E flat major, BWV 525 – I. Ohne Satzbezeichnung
02. Trio Sonata No. 1 in E flat major, BWV 525 – II. Adagio
03. Trio Sonata No. 1 in E flat major, BWV 525 – III. Allegro
04. Trio Sonata No. 2 in C minor, BWV 526 – I. Vivace
05. Trio Sonata No. 2 in C minor, BWV 526 – II. Largo
06. Trio Sonata No. 2 in C minor, BWV 526 – III. Allegro
07. Trio Sonata No. 3 in D minor, BWV 527 – I. Andante
08. Trio Sonata No. 3 in D minor, BWV 527 – II. Adagio e dolce
09. Trio Sonata No. 3 in D minor, BWV 527 – III. Vivace
10. Trio Sonata No. 4 in E minor, BWV 528 – I. Adagio
11. Trio Sonata No. 4 in E minor, BWV 528 – II. Andante
12. Trio Sonata No. 4 in E minor, BWV 528 – III. Un poco Allegro
13. Trio Sonata No. 5 in C major, BWV 529 – I. Allegro
14. Trio Sonata No. 5 in C major, BWV 529 – II. Largo
15. Trio Sonata No. 5 in C major, BWV 529 – III. Allegro
16. Trio Sonata No. 6 in G major, BWV 530 – I. Vivace
17. Trio Sonata No. 6 in G major, BWV 530 – II. Lento
18. Trio Sonata No. 6 in G major, BWV 530 – III. Allegro
Hille Perl – Viola da Gamba
Christine Schornsheim – Harpsichord
Lee Santana – Lute
Pois é. Dizer o quê? A grande discussão lá em casa era se este CD era melhor ou pior que os de André Rieu ou que as incursões populares de Mullova. Eu acho que Mutter vence seus concorrentes, mas houve opiniões contrárias. No que todos concordaram é no fato de Mutter ter desejado tornar-se popular ou ter decidido ganhar dinheiro. Como não creio que grandes haja rombos em sua conta bancária, talvez a moça tenha apenas desejado ser (ainda mais) reconhecida nas ruas. Este é um mal que atinge muitas carreiras. Chega o momento em que alguns artistas dizem: “não quero mais ser moderno, quero ser eterno”. Este CD de Mutter nem é tão bem interpretado, é um CD de brilhaturas pessoais e de abordagens para atingir o grande público. Apesar de eu achá-lo superior aos de Rieu e àquele de música brasileira de Mullova, dou-lhe a nota 1, com louvor.
The Club Album (Live From Yellow Lounge) com Anne-Sophie Mutter
1 Vivaldi: The Four Seasons – Concerto In G Minor, RV 315, “The Summer” – 3. Presto 2:40
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi
2 Gershwin: Three Preludes – 1. Allegro ben ritmato e deciso 1:43
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
3 Gershwin: Three Preludes – 2. Andante con moto e poco rubato 3:13
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
4 Gershwin: Three Preludes – 3. Allegro ben ritmato e deciso 1:34
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
5 J.S. Bach: Double Concerto For 2 Violins, Strings, And Continuo In D Minor, BWV 1043 – 3. Allegro 4:34
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi and Noa Wildschut
6 Tchaikovsky: Souvenir d’un lieu cher, Op. 42 – Mélodie 4:31
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
7 Vivaldi: The Four Seasons – Concerto In F Minor, RV 297, “The Winter” – 1. Allegro non molto 3:34
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi
8 J.S. Bach: Double Concerto For 2 Violins, Strings, And Continuo In D Minor, BWV 1043 – 1. Vivace 3:30
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi and Nancy Zhou
9 Brahms: Hungarian Dance No.1 In G Minor, WoO 1 3:56
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
10 Debussy: Children’s Corner, L. 113 – 6. Golliwogg’s Cakewalk 3:08
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
11 Saint-Saëns: Introduction et Rondo capriccioso, Op. 28 9:24
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
12 Debussy: Suite bergamasque, L. 75 – 3. Clair de lune 5:00
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
13 Copland: Rodeo – 4. Hoe-Down 3:11
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
14 Gounod / J.S. Bach: Ave Maria 5:08
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
15 Benjamin: Jamaican Rumba 1:49
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
16 Williams: Schindler’s List – Original Motion Picture Soundtrack – Theme 4:43
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
Vamos completar a série então? Eis o segundo volume da série do ‘Cravo Bem Temperado’, pelas experientes mãos de Richard Egarr, um dos maiores especialistas em música barroca da atualidade. O booklet em anexo traz todas as informações que os senhores acharem necessárias.
Boa audição !!!
CD 1
01. Prelude I in C major, BWV 870
02. Fugue I in C major
03. Prelude II in C minor, BWV 871
04. Fugue II in C minor
05. Prelude III in C-sharp major, BWV 872
06. Fugue III in C-sharp major
07. Prelude IV in C-sharp minor, BWV 873
08. Fugue IV in C-sharp minor
09. Prelude V in D major, BWV 874
10. Fugue V in D major
11. Prelude VI in D minor, BWV 875
12. Fugue VI in D minor
13. Prelude VII in E-flat major, BWV 876
14. Fugue VII in E-flat major
15. Prelude VIII in D-sharp minor, BWV 877
16. Fugue VIII In D-sharp minor
17. Prelude IX in E major, BWV 878
18. Fugue IX in E major
19. Prelude X in E minor, BWV 879
20. Fugue X in E minor
21. Prelude XI in F major, BWV 880
22. Fugue XI in F major
23. Prelude XII in F minor, BWV 881
24. Fugue XII in F minor
CD 2
01. Prelude XIII In F-sharp major, BWV 882
02. Fugue XIII In F-sharp major
03. Prelude XIV in F-sharp minor, BWV 883
04. Fugue XIV in F-sharp minor
05. Prelude XV in G major, BWV 884
06. Fugue XV in G major
07. Prelude XVI in G minor, BWV 885
08. Fugue XVI in G minor
09. Prelude XVII In A-flat major, BWV 886
10. Fugue XVII In A-flat major
11. Prelude XVIII In G-sharp minor, BWV 887
12. Fugue XVIII In G-sharp minor
13. Prelude XIX in A major, BWV 888
14. Fugue XIX in A major
15. Prelude XX in A minor, BWV 889
16. Fugue XX in A minor
17. Prelude XXI in B-flat major, BWV 890
18. Fugue XXI in B-flat major
19. Prelude XXII In B-flat minor, BWV 891
20. Fugue XXII In B-flat minor
21. Prelude XXIII In B major, BWV 892
22. Fugue XXIII In B major
23. Prelude XXIV In B minor, BWV 893
24. Fugue XXIV In B minor