IM-PER-DÍ-VEL !!!
É difícil não gostar do ultra produtivo Telemann. Ele é um barroco que já se dirigia ao clássico. Muitas vezes parece à frente do tempo de Bach — falo em tempo, não em qualidade, bem entendido –, outras vezes, parece estar junto do mestre. Ouvi-lo é uma importante lição de história da música, pois ele ocupa uma nesguinha de espaço entre Bach e seus filhos. Esta é uma coletânea. Claro que aqui e ali há gravações melhores — assim como outras bem piores… –, mas o saldo é positivo. Patrick Peire e seu Collegium Instrumentale Brugense são ótimos. Telemann devia ser bem alguém bem sarcástico. A Alster Ouvertüre, por exemplo, é uma gozação de cabo a rabo. Ele foi o compositor mais famoso da Alemanha em seu tempo. Compôs em todas as formas e estilos existentes em sua época. Em qualquer estilo, sua música tem um caráter inconfundível, sendo clara e fluida. Como disse, apesar de ser quatro anos mais velho do que seus contemporâneos Bach e Haendel, utilizou um estilo muito mais avançado e pode ser considerado um precursor do estilo musical clássico.
Georg Philipp Telemann (1681-1767): Aberturas — CDs 1-4 de 8 (Collegium Instrumentale Brugense, Patrick Peire)
Overture In D Major TWV 55: D18 For 2 Trumpets, Timpani, Strings & B.C.
1-1 Ouverture 5:09
1-2 Menuet 1 Alternat. – Menuet 2 3:02
1-3 Gavotte (En Rondeau) 1:35
1-4 Passacaille 3:38
1-5 Air (Lentement) 1:37
1-6 Les Postillons 2:01
1-7 Fanfare (Très Vite) 2:07
Overture In G Major “Burlesque De Quixotte” TWV 55: G10 For Strings & B.C.
1-8 Ouverture 4:20
1-9 Le Reveil De Quixotte 1:43
1-10 Son Attaque Des Moulins à Vent (Très Vite) 1:47
1-11 Ses Soupirs Amoureux Après La Princesse Dulcinée 2:11
1-12 Sanche Panse Berné 1:41
1-13 Le Galope De Rosinante – Celui D’ane De Sanche 2:25
1-14 Le Couché De Quixotte 1:09
Overture In C Minor TWV 55: C2 For 2 Oboes, Strings & B.C.
1-15 Ouverture 3:14
1-16 Air (Vivement) 1:16
1-17 Rondeaux 1:11
1-18 Fugue (Vivement) 2:11
1-19 Gavotte 1 Alternat. – Gavotte 2 1:30
1-20 Menuet 1 Alternat. – Menuet 2 2:15
1-21 Gig 2:06
Overture In D Major TWV 55: D4 For 2 Oboes, Recorder, 2 Violins, Strings & B.C.
1-22 Ouverture 5:37
1-23 Menuet 1 Alternat. – Menuet 2 (Doucement) 4:20
1-24 Furies (Très Viste) 1:33
1-25 Entrée 0:54
1-26 Passepied 1 Alternat. – Passepied 2 1:27
1-27 Loure 1:13
1-28 Canaries 1:41
1-29 Chaconne 2:59
1-30 Air (Doucement) 4:03
Overture In F Major “Alster Ouvertüre” TWV 55: F11 For 4 Horns, 2 Oboes, Bassoon, Strings & B.C.
2-1 Ouverture 5:08
2-2 Die Canonierende Pallas 2:18
2-3 Das Älster Echo 2:01
2-4 Die Hamburgischen Glockenspiele 2:10
2-5 Der Schwanen Gesang 2:47
2-6 Der Älster Schäffer Dorf Music 0:59
2-7 Die Concertierenden Frösche Und Krähen 2:01
2-8 Der Ruhende Pan 3:54
2-9 Der Schäffer Und Nymphen Eilfertiger Abzug 2:31
Overture In B Flat Major “Völker Ouvertüre” TWV 55: B5 For Strings & B.C.
2-10 Ouverture 4:13
2-11 Menuet 1 Alternat. – Menuet 2 (Doucement) 4:14
2-12 Les Turcs 2:25
2-13 Les Suisses (Grave-Viste) 1:37
2-14 Les Moscovites 0:45
2-15 Les Portugais (Grave-Viste) 2:21
2-16 Les Boiteux Alternat. 1:26
2-17 Les Coureurs 2:21
Overture In D Minor TWV 55: D2 For Oboe, Strings & B.C.
2-18 Ouverture 3:59
2-19 Rondeau 1:04
2-20 Irlandoise 1:07
2-21 Réjouissance 1:21
2-22 Sarabande 1:52
2-23 Les Scaramouches 0:47
2-24 Menuet 1 1:33
2-25 Menuet 2 (Doucement) 1:17
2-26 Entrée 1:44
Overture In B Flat Major TWV 55: B7 For 2 Oboes, Bassoon, Strings & B.C.
2-27 Ouverture 3:26
2-28 Réjouissance 1:42
2-29 Loure 1:44
2-30 Rondeau 1:01
2-31 Menuet En Trio 2:51
2-32 Gigue 1:43
Overture In A Minor TWV 55: A4 For 2 Recorders, 2 Oboes, Strings & B.C.
3-1 Ouverture 3:12
3-2 Passepied En Trio 2:37
3-3 Bourrée 1:34
3-4 Menuet En Trio 3:19
3-5 Rondeau 1:22
3-6 Polonoise 1:27
3-7 Gigue 1:57
Overture In A Major TWV 55: A4 For Violin Solo, Strings & B.C.
3-8 Ouverture 4:44
3-9 Divermento 1:53
3-10 Le Lusinghe 3:50
3-11 Minuetta 1 – Min. 2 3:02
3-12 Passa Tempo 4:13
3-13 Tempo Di Giga 2:07
Overture In D Major TWV 55: D23 For 2 Flutes, Bassoon, Horn, Strings & B.C.
3-14 Ouverture 3:37
3-15 Menuet 1 Alternat. – Menuet 2 (Doux) 3:23
3-16 Plainte – Gaillarde, Qui S’alterne Avec La Plainte (Vite) 2:49
3-17 Plainte – Gaillarde, Qui S’alterne Avec La Plainte (Vite) 0:43
3-18 Plainte – Gaillarde, Qui S’alterne Avec La Plainte (Vite) 1:27
3-19 Sarabande 1:22
3-20 Passepeid 1 Alternat. – Passepied 2 1:47
3-21 Passacaille 2:42
3-22 Fanfare 1:22
Ouverture Des Nations Anciens Et Modernes In G Major TWV 55: G4 For Strings & B.C
3-23 Ouverture 3:15
3-24 Menuet 1 – Menuet 2 2:27
3-25 Les Allemands Anciens 1:35
3-26 Les Allemands Modernes (Viste) 1:13
3-27 Les Suédois Anciens 2:01
3-28 Les Suédois Modernes (Viste) 0:48
3-29 Les Danois Anciens 1:39
3-30 Les Danois Modernes (Viste) 0:46
3-31 Les Vieilles Femmes 1:32
Overture In D Major “Ouverture Jointes D’Une Suite Tragi-Comique” TWV 55:D22 For 3 Trumpets, Timpani, Strings & B.C.
4-1 Ouverture 3:20
4-2 Le Podagre (Loure) 2:41
4-3 Remède Expérimenté: La Poste Et La Dance (Menuet En Rondeau) 1:06
4-4 L’Hypocondre (Sarabande – Gigue – Sarab. – Bourré – Sara. – Hornp. – Sarab. – La Suave) 2:41
4-5 Remède: Souffrance Héroique (Marche) 1:07
4-6 Le Petit-Maitre 1:49
4-7 Remède: Petite-Maison (Furies) 0:57
Overture In E Minor TWV 55:e7 For Strings & B.C.
4-8 Ouverture 4:05
4-9 Le Contentement 1:18
4-10 Gavotte 1:06
4-11 Loure 1:21
4-12 Menuet 1:23
4-13 Rondeau 1:02
4-14 Canarie (Tres Viste) 0:58
Overture In B Minor TWV 55:h4 For Violin Solo, Strings & B.C.
4-15 Ouverture 5:11
4-16 Gavotte 2:18
4-17 Loure 1:44
4-18 Rejouissance (Tres Viste) 2:45
4-19 La Bravoure 2:38
4-20 Menuet 1 Menuet 2 2:50
4-21 Rodomontate 2:26
Overture In E Minor TWV 55:e3 For 2 Flutes, 2 Oboes, Bassoon, 2 Violins, Strings & B.C.
4-22 Ouverture 4:37
4-23 Les Cyclopes 2:32
4-24 Menuet Trio 2:31
4-25 Galimatias En Rondeau 2:02
4-26 Homepipe 2:14
Overture In C Minor TWV 55:c4 For 2 Oboes, Violin, Strings & B.C.
4.27 Ouverture 4:10
Overture In D Minor TWV 55:d3 For 3 Oboes, Bassoon, Strings & B.C.
Conductor – Patrick Peire
Orchestra – Collegium Instrumentale Brugense

PQP

Berwald é um injustiçado. Hoje é um compositor um pouquinho conhecido por suas quatro sinfonias, mas não é um nome familiar. Em sua Suécia natal, ele lutou bravamente para fazer um nome para si mesmo — lutando contra uma sociedade musical conservadora, contente em seus próprios caminhos e feliz em continuar a desfrutar de sua música principalmente na forma de peças íntimas para consumo doméstico. O país era um deserto musical principalmente para um compositor sueco cujo objetivo era escrever sinfonias aventureiras. Ele era um habilidoso cirurgião que seguia escrevendo em seu tempo livre. Sem deixar sua marca no país natal, partiu para ter um discreto sucesso em Viena e voltou para a Suécia a fim de dirigir uma fábrica de vidro (!). Percebendo que seus planos de composição precisavam mudar, começou a escrever música de câmara e a maior parte da música neste disco é desse período (1849-59). Berwald era violinista e, seguindo a moda, estava regularmente envolvido em tocar música íntima e em pequena escala com amigos à noite. Os instrumentistas suecos deste CD são excelentes e a gravação é ótima.
A caixa está ao lado. São 3 CDs dos quais o terceiro foi arruinado pelo tempo, conforme foto abaixo. Tudo por causa de uma esponjinha “protetora” que foi se desmanchando e penetrando no plástico do CD. Sem dúvida, a esponjinha foi uma notável invenção da DG/Archiv. Não me apresentem o autor da brilhante ideia. Quem tiver este terceiro CD, faça o favor. Nele há obras para cravo tocadas pelo Trevor Pinnock. Asseguro-lhes, é excelente. Então, ficamos só com os dois CDs do Koopman, o que não é pouco, mas é menos do que foi comprado. Temos uma seleção das melhores obras de Bach para o instrumento. Todas moram no meu coração, mas tenho especial afeto pela Passacaglia e pelo BWV 564. E o BWV 540, que maravilha!

IM-PER-DÍ-VEL !!!

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um bom CD de chorinhos clássicos em versões remasterizadas e o escambal. A origem da designação “choro” para este gênero musical é controversa. Dentre as hipóteses, a primeira propõe que o termo teria surgido de uma fusão entre “choro”, do verbo chorar, e “chorus”, que em latim significa “coro”. Para Lúcio Rangel e José Ramos Tinhorão, a expressão choro derivaria da maneira chorosa, melancólica, com que os violonistas do século XIX acompanhavam as danças de salão europeias. Por extensão, próprio conjunto de choro passou a ser denominado pelo termo. Já Ary Vasconcelos vê a palavra choro como uma corruptela de choromeleiros, corporações de músicos que tiveram atuação importante no período colonial brasileiro. Os choromeleiros executavam, além da charamela, outros instrumentos de sopro. O termo passou a designar, popularmente qualquer conjunto instrumental. Câmara Cascudo arrisca que o termo pode também derivar de “xolo”, um tipo de baile que reunia os escravos das fazendas, expressão que, por confusão com a parônima portuguesa, passou a ser conhecida como “xoro” e finalmente, na cidade, a expressão começou a ser grafada com “ch”. No princípio, a palavra designava o conjunto musical e as festas onde esses conjuntos se apresentavam, mas já na década de 1910 se usava o termo para denominar um gênero musical consolidado. A partir das primeiras décadas do século XX o termo “choro” passou a ser utilizado tanto para essa acepção como para nomear um repertório de músicas que inclui vários ritmos. A despeito de algumas opiniões negativas sobre a palavra “chorinho”, essa também se popularizou como referência ao gênero, designando um tipo de choro em duas partes, ligeiro, brejeiro e comunicativo.

IM-PER-DÍ-VEL !!!
Pollini chamou essas peças de as provavelmente mais importantes para piano do século XX. A proposição é discutível, não é discutível a qualidade das interpretações de Pollini. Aqui e ali, pode-se objetar sobre detalhes, e a primeira peça do Op. 11, que inicia o disco, sempre me pareceu muito estática, mas, no geral, há uma combinação de maestria intelectual e pianística que é indubitavelmente extraordinária. A oportunidade de ouvi-la em som remasterizado digitalmente não deve ser perdida. Se você é novo nesse repertório, não espere ser cortejado ou seduzido — Schoenberg não era um pianista talentoso, e parece ter usado o instrumento mais para aventuras ousadas no desconhecido do que para relaxamento. Aceite o choque ou vá direto para o Op. 11 No. 3 ou a Giga do Op. 25. Para um descanso lírico, experimente o Op. 33 a. Mas não importa para onde você olhe, pode ter certeza de que a percepção musical e o virtuosismo de Pollini, sem mencionar a gravação da DG, apresentam a música da melhor forma possível.
IM-PER-DÍ-VEL !!!
AB-SO-LU-TA-MEN-TE IM-PER-DÍ-VEL !!!

IM-PER-DÍ-VEL !!!
Este disco surpreendente e extraordinário é, pensamos, a melhor coleção de música de John Cage em catálogo. Ele é o mais geral. Demonstra o radicalismo do compositor, bem como o seu humor, tudo isso em várias fases. As obras são também são muito diferentes entre si. É muito bom ouvir a Suite for Toy Piano (1948) , que emprega apenas as teclas brancas em uma única oitava, e a versão belamente orquestrada que se segue (escrita por Lou Harrison, um amigo de Cage, em 1963). Mas três das obras-primas absolutas de Cage também estão aqui: a misteriosa Seventy-Four (1992) , a música para balé The Seasons (1947) e o fascinante Concerto para Piano Preparado e Orquestra de Câmara (1950-51). Muito do que você precisa saber sobre John Cage está aqui. No mais, ouça 4´33, o auge do radicalismo e ironia.

O povo não para de pedir:
Roubado 
IM-PER-DÍ-VEL !!!


IM-PER-DÍ-VEL !!!

IM-PER-DÍ-VEL !!!
Eu gosto muito de Berwald. Aliás, compositores suecos são raros. Escrevi “compositores eruditos suecos” e o Google mudou espertamente para “compositores escandinavos”. Citou Berwald, mas já dentro deste novo escopo. Coisas da AI. Ele escreveu 4 belas Sinfonias, das quais as duas primeiras estão aí. Franz Berwald, descendente de uma família de músicos suecos de remota origem alemã, era violinista por formação e se tornou a figura mais importante da música sueca do século XIX. Em suma, ele teve razoável sucesso em seu próprio país, eventualmente se voltando para os negócios, gerenciando uma fábrica de vidro e abrindo uma serraria. Ser músico na Suécia do século XIX devia dar uma grana… Ele acabou nomeado professor de composição da academia sueca apenas em 1867, um ano antes de morrer.

“Em 50 anos, serei lembrado apenas pelo meu concerto para violino em sol menor… Brahms foi um compositor muito maior do que eu porque assumiu riscos”. OK, então, neste CD, temos Bruch representado por sua melhor música e ela não parece uma obra complementar — é muito bonita. Claro que Brahms é Brahms , mas Bruch não faz feio, de modo algum. Talvez a comparação direta mais conhecida entre os concertos para violino de Brahms e Bruch venha de Hans von Bülow, que comentou que, enquanto Bruch havia escrito um concerto para violino, Brahms havia composto um contra ele. E embora isso seja talvez um pouco duro com Brahms, pode-se entender o ponto de von Bülow: Bruch usa a orquestra para apoiar seu solista, enquanto Brahms tenta tratar tanto o solista quanto a orquestra como iguais. Comparações à parte, ambos são exemplos imponentes do gênero e permanecerão estabelecidos como pedras fundamentais do repertório de concertos. Aqui, os dois concertos são tocados com raro brilho.

O nome de Rafael Kubelik é garantia de qualidade e durabilidade. Ele não deforma, não tem cheiro e não solta as tiras. E quando ele pega um boêmio a coisa se torna realmente linda. É uma gravação de referência para a Nona de Dvořák. A Nona Sinfonia foi escrita em 1892 no período em que o compositor estava nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo que estava encantado com o novo lugar sentia saudades de sua terra. Essa confusão pra lá de fingida aparece neste Op. 95 quando temas norte-americanos dialogam com eslavos e a obra ganha um tom trágico. A obra estreou em 1893 no Carnegie Hall de Nova York em comemoração ao aniversário da conquista do novo mundo, fato que deu nome à obra. Já a transcrição de quarteto de cordas para orquestra do Fugão de Beethoven é desnecessária. Ouça a versão original e estamos conversados.
Meus astutos e ínclitos pequepianos, esta é uma gravação mezzo antiquada, com vibratões e instrumentos modernos, mas há algo de especial nela. Além do repertório LINDO, VERDADEIMENTE EXTRAORDINÁRIO, além do talento de Rilling, há Dietrich Fischer-Dieskau cantando. Só esta versão da Cantata BWV 82 é superior a todas as gravações de Karl Richter somadas, apenas para citar um contemporâneo de Rilling. Pois Rilling não é um romântico de Bach. E acreditem, ele está vivo até hoje. Ele é bem conhecido por suas performances da música de Bach e seus contemporâneos. Foi o primeiro a ter gravado duas vezes (em instrumentos modernos) as obras vocais completas de Bach, uma tarefa monumental envolvendo mais de 1.000 peças musicais — abrangendo 170 CDs. Ele também gravou muitas obras corais e orquestrais românticas e clássicas, incluindo as obras de Johannes Brahms.

Glenn Gould era um original. No auge da carreira, abandonou os concertos pelas gravações, cantava durante as mesmas, era um mago no estúdio e corrigia seu som quando isto era “roubar no jogo”, fazia entrevistas consigo mesmo, produzia notáveis programas radiofônicos. Era um gênio e um gênio do piano, mas… preferiu tocar A Arte da Fuga, ou metade dela, ao órgão. Claro, vocês sabem que Glenn Gould era dado a estranhas opções de andamentos e brigava com muita gente boa, como Lenny Bernstein. Mas eu aprovo este CD, apesar de alguns críticos atacarem a digitação muito pouco “organística” de GG. Se o CD é estranho pela utilização de órgão por parte de Gould, ele é absolutamente sensacional a partir da faixa 10, onde retorna definitivamente o piano. Ele acentua tudo de forma demasiada no órgão — não sei explicar — é também muito bonito.
O grande René Denon postou estes CDs em 2019 com muito mais categoria. Bem 
IM-PER-DÍ-VEL !!!
IM-PER-DÍ-VEL !!!