Comprando CDs na Amazon

Sim, eu nunca paguei impostos porque compro aos poucos.

Funciona assim: eles cobram o CD e o frete no cartão de crédito, nada mais. Depois, passado mais de um mês – há que ter calma pois peço o frete mais barato – chega um daqueles bilhetinhos do correio avisando que chegou alguma coisa. Então, eu vou à agência de retiro o CD sem custo, só desejando uma boa tarde à atendente.

Aconteceu ontem. Recebi 4 CDs. Não paguei nada de imposto.

Update: Uma leitora-ouvinte do PQP me mandou a lei menos de 5 minutos depois de eu responder ao Rafael que não sabia porque não pagava nenhum imposto. Aqui está:

Isenções

a) Remessas no valor total de até US$ 50.00 (cinqüenta dólares americanos) estão isentas dos impostos, desde que sejam transportadas pelo serviço postal, e que o remetente e o destinatário sejam pessoas físicas;

b) Medicamentos, destinados à pessoa física, sendo que no momento da liberação do medicamento, o Ministério da Saúde exige a apresentação da receita médica;

c) livros, jornais e periódicos impressos em papel não pagam impostos (art. 150, VI, “d”, da Constituição Federal).

A regra completa está neste endereço.

(Então, Rafael, para adquirir a caixa de 12 CDs do Walcha, terias que pagar algum imposto, pois o valor mais barato que a Amazon encontrou foi US$ 60,00… Será que eles não poderiam declarar como livro??? Certamente passaria!)

J. S. Bach (1685-1750) – Obras Completas para Órgão (CD 1 de 12)

Eu cada vez mais torço o nariz para os pedidos, mas há alguns feitos com tamanho bom humor, criatividade e necessidade que sou obrigado a atender. O Organista Doido comentou que esperava as postagens “como um amante espera a amada numa noite fria…”. Ora, a analogia foi-me tão atraente e vívida que dobrei-me imediatamente à sua vontade. Começo a postar agora, imaginando às inúmeras vezes que dormi sozinho no frio inverno portoalegrense à espera de uma amante… que muitas vezes não veio ou chegou depois do sono.

A história destas gravações de Helmut Walcha (1907-1991) foi complicadíssima. Cito-a de memória: tudo começou quando a Archiv quis lançar a obra completa de Bach em 1950, ano dos 200 anos de morte de meu pai. Começaram a gravar em 1947, mas Walcha estava insatisfeito com os resultados. Grande organista e cravista alemão, Walcha era cego – mas enxergava muito mais que eu – e perfeccionista – para nossa sorte. Ele reclamava dos órgãos alemães do pós-guerra. Ele e os técnicos da Archiv viajaram por toda a Alemanha à procura de um instrumento que fosse aceito pelo organista. Tudo em vão. Os melhores estavam em igrejas destruídas ou quase. O projeto simplesmente abortou, em grande parte por culpa da insistência de Walcha quanto à qualidade dos instrumentos. Finalmente, em 1956, Walcha encontrou na Holanda “o órgão dos sonhos” (sem duplo sentido, por favor). Gravaram alguns discos sem a intenção de completar toda a obra escrita por Bach para o instrumento. De 1962 à 1965, gravaram mais uma série de discos para a Archiv na mesma igreja de Alkmaar, na Holanda e, para finalmente realizar as gravações das Obras Completas, Walcha escolheu um instrumento ainda melhor, o órgão da Catedral de Estrasburgo.

Repito que contei a história de memória. Pode haver erros. Só não erro ao dizer que foi um trabalho monumental, gravado com espetacular qualidade de som e que começo a postar hoje.

Obs: Notaram o preço da caixa de 12 CDs da Archiv? 5 dólares por CD! É dado e, como é mercadoria usada, chega aqui sem imposto. Basta pagar a caixa e o frete.

Obras Completas para Órgão (CD 1 de 12)

1-2. Toccata and Fugue in D minor, BWV 565 (9:30)
Composer Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Performer Helmut Walcha (Organ – Frans Caspar Schnitger – 1723)
Date Written by 1708
Venue St. Lauren’s Church, Alkmaar, Holland
Recording Date 09/1956

3-4. Toccata and Fugue in F major, BWV 540 (15:12)
Composer Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Performer Helmut Walcha (Organ – Frans Caspar Schnitger – 1723)
Date Written 1708-1717
Venue St. Lauren’s Church, Alkmaar, Holland
Recording Date 09/1962

5-6. Toccata and Fugue in D minor, BWV 538 “Dorian” (13:12)
Composer Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Performer Helmut Walcha (Organ – Frans Caspar Schnitger – 1723)
Date Written 1708-1717
Venue St. Lauren’s Church, Alkmaar, Holland
Recording Date 09/1962

7-9. Toccata, Adagio and Fugue in C major, BWV 564 (15:11)
Composer Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Performer Helmut Walcha (Organ – Frans Caspar Schnitger – 1723)
Date Written 1708-1717
Venue St. Lauren’s Church, Alkmaar, Holland
Recording Date 09/1956

10-11. Fantasia and Fugue in G minor, BWV 542 “Great G minor” (12:59)
Composer Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Performer Helmut Walcha (Organ – Frans Caspar Schnitger – 1723)
Date Written 1708-1717
Venue St. Lauren’s Church, Alkmaar, Holland
Recording Date 09/1962

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Links para o povo

1. Um curiosa leitura para quem se preocupa com o preço da cultura está aqui. É verdade. Heitor Villa-Lobos custa menos que Ivete S@ngalo. Muito menos.

2. O melhor site/blog sobre música brasileira é o Sovaco de Cobra, do não menos que genial Zé Carlos Cipriano. As músicas você busca no Um que tenha.

3. Indicação de CDs, biografias de compositores e críticas de música erudita fora do mainstream xaroposo de sempre é aqui, ó.

4. Um P.Q.P. Bach pra lá de alternativo? Que mistura música étnica com eruditos contemporâneos? Olha só.

5. O maluco faz ficção com Mozart e com um de seus mais patéticos intérpretes. O problema é que é em capítulos, mas tem as músicas para se ver e ouvir no YouTube. Aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

6. Quer se achar em meio à enorme obra de Shostakovich? Clique aqui.

Edvard Grieg (1843 1907) – Canções

Vocês não têm culpa de nada, claro. O fato é que eu tenho um walkman antigo que toca só CDs de áudio e ontem fui dormir com a Anne Sofie von Otter cantando só para mim. Dormi de costas com o aparelho sobre a barriga e acordei de bruços sobre o aparelho mas sem nenhuma Anne Sofie. Ela, aos 52 anos, ainda é uma coroa enxuta, mas de qualquer maneira acordei sem ela e sem sua voz. Mas chega de besteira. Este CD da DG foi lançado em 1993 dentro das comemorações dos 150 anos de nascimento de Grieg. A sueca Anne Sofie está impecável em sua homenagem ao maior compositor do país fronteiriço. Muita atenção para o extraordinário pianista Bengt Forsberg. Creio que não precise escrever muito sobre von Otter. Trata-se de uma das maiores cantoras de sua – nossa, minha – geração, porém o principal é que, além dos excepcionais dotes de cantora, a mulher com que dormi esta noite é de perfeito bom gosto. Em vez de berrar PucciVerdis por aí, prefere ganhar seus prêmios Grammy, Diapason, Gramophone e outros cantando Mahler, Bach, Schubert, Ravel, Brahms, Mozart, Bartók, Berg, Gluck, Purcell, Stravinsky, Handel, Debussy e Bizet, raramente caindo na tentação italiana. Chegou bem perto dos PucciVerdi ao gravar – e ser novamente premiadíassima – a ópera Werther de Massenet. É óbvio que ela deve ter feito algum papel que não gosto, mas certamente foram poucos e prefiro permanecer na ignorância. Afinal, nunca sabemos tudo sobre nossas mulheres.

É fato notável como sempre atribuímos bom gosto àqueles que têm nosso gosto.

Grande disco, viram? Para ouvir com atenção e minúcia. Na décima audição ainda estaremos descobrindo sutilezas…

Anne Sofie von Otter – Grieg Songs

1. Haugtussa Op. 67: 1. Det syng
2. Haugtussa Op. 67: 2. Veslemøy
3. Haugtussa Op. 67: 3. Blåbær-Li
4. Haugtussa Op. 67: 4. Møte
5. Haugtussa Op. 67: 5. Elsk
6. Haugtussa Op. 67: 6. Killingdans
7. Haugtussa Op. 67: 7. Vond Dag
8. Haugtussa Op. 67: 8. Ved Gjætle-Bekken
9. Seks Sange op. 48: 1. Gruss
10. Seks Sange op. 48: 2. Dereinst, Gedanke mein
11. Seks Sange op. 48: 3. Lauf der Welt
12. Seks Sange op. 48: 4. Die verschwiegene Nachtigall
13. Seks Sange op. 48: 5. Zur Rosenzeit
14. Seks Sange op. 48: 6. Ein Traum
15. Seks Digte af henrik Ibsen op. 25: 2. En svane
16. Seks Digte af henrik Ibsen op. 25: 4. Med en vandlilje
17. Fem Digte af John Paulsen op 26: 1. Et håb
18. Tolv Melodier til Digte af Aasmund Olavsson Vinje op. 33: 2. Våren
19. Digte af Vilhelm Krag op. 60: 3. Mens jeg venter
20. Barnlige sange op. 61: 3. Lok
21. Tolv Melodier til Digte af Aasmund Olavsson Vinje op. 33: 5 Langs ei Å
22. Romancer op. 39: 1. Fra Monte Pincio
23. Hjertets Melodier af H. C.Andersen op. 5: 1. To brune Øjne
24. Hjertets Melodier af H. C.Andersen op. 5: 3. Jeg elsker Dig
25. Seks Digte af Holger Drachmann op. 49: 6. Forårsregn

Anne Sofie von Otter (Mezzosoprano),
Bengt Forsberg (Piano)

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P.Q.P. Bach ganha comunidade no Orkut

Um maluco do bem – que não conheço, mas que certamente costuma nos visitar – criou uma “Comunidade para todos os fãs da magnífica obra promovida por Clara Schumann (as damas primeiro, claro), P.Q.P. Bach, F.D.P. Bach e Blue Dog, ilustres polinizadores da Beleza e da Arte”.

Não sei bem o que dizer, sabe? Fico honrado. Já tem 61 membros, o que é uma popularidade tonitruante para um bastardo como eu.

A Comunidade P.Q.P. Bach está bem aqui.

God Bach21Há outra de 750 (!) membros chamada Eu acredito em Bach. Na imagem que caracteriza esta comunidade, meu pai pisa na cabeça de Wagner, lá chamado de “fagner”. Provocadores, não? Tsc, tsc, tsc.

Os mesmos provocadores me alertam de um blog bem mais austero onde estão sendo traduzidas todas as cantatas de meu pai. Clique aqui para chegar ao paraíso.

Jan Dismas Zelenka (1679-1745) – The Lamentations of Jeremiah

Ontem, o Pedro fez justos elogios ao Bach da Boêmia e resolvi ouvir e postar este grande CD sempre reeditado pelo Helios. Anos atrás, sei lá por quê, eu achava que Zelenka fosse holandês, mas claro que Zelenka era boêmio. Com seu nome típico de mau meio-campista da República Tcheca, viveu em Dresden, na Saxônia, fazendo lá carreira com sua música exuberante, onde ecoava tanto a Praga da juventude quanto uma luminosidade italiana, onde também estudou. Aqui, mostramos a face religiosa da música de Zelenka. Compositor tardio, ele curiosamente substituiu Heinichen – outro notável compositor que falta a este blog e que desejo postar logo – na posição de Kapellmeister da catedral de Dresden. Meu pai o admirava muito, mas as bombas que caíram sobre Dresden em 1945 não tiveram nenhuma consideração pelos manuscritos de Zelenka. Muita coisa foi perdida e o que temos são os fragmentos de uma grande obra.

The lamentations of Jeremiah

Lamentations for Maudy Thursday
Lamentation I
01 Incipit lamentatio (Lamentatio 1) (Lamentationes pro die mercurii sancto) 4:48
02 Omnes amici eius spreverunt 4:47
03 Facti sunt hostes eius in capite 2:04
04 Jerusalem, Jerusalem 3:36

Lamentation II
05 Et egressus est (Lamentatio 2) 1:13
06 Recordata est Jerusalem 2:49
07 Ipsa autem 2:14
08 Jerusalem, Jerusalem 2:58

Lamentations for Good Friday
Lamentation I
09 Cogitavit Dominus (Lamentationes pro die Jovis sancto) (Lamentatio 1) 1:32
10 Defixae sunt in terra portae eius 1:47
11 Yod 1:26
12 Sederunt in terra 1:48
13 Jerusalem, Jerusalem 3:43

Lamentation II
14 Lamed (Lamentatio 2) 1:20
15 Matribus suis dixerunt 4:11
16 Plauserunt super te manibus omnes 3:37
17 Jerusalem, Jerusalem 3:24

Lamentations for Easter Eve
Lamentation I
18 Heth (Lamentationes pro die Veneris sancto) (Lamentatio 1) 1:57
19 Misericordiae Domini 2:16
20 Bonus est Dominus 3:17
21 Sedebit solitarius 4:07
22 Dabit percutienti se maxillam 2:43

Lamentation II
23 Quomodo obscuratum est aurum (Lamentatio 2) 2:05
24 Quomodo reputati sunt 1:59
25 Daleth 1:22
26 Adhaesit lingua lactentis 2:00
27 Jerusalem, Jerusalem 3:46

Michael Chance (Countertenor)
John Mark Ainsley (Tenor)
Michael George (Bass)
CHANDOS BAROQUE PLAYERS

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – Parte 1

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonias Nº 2 e Nº 15 (Slovák)

Já postei a Sinfonia Nº 15 em versão muito superior a esta, mas a segunda é inédita em nosso blog. A Sinfonia Nº 2 (1927) foi terminada quando o compositor tinha 21 anos e começava a abraçar a estética da música moderna. Se a primeira sinfonia leva o DNA do Shostakovich maduro, a segunda é a sinfonia de um jovem revolucionário nos anos iniciais de outra revolução. O stalinismo ainda não o tinha rotulado de “formalista” e Shosta flanava nas novidades. Foram os anos da espetacular (e irreverente)ópera “O Nariz” e da não menos (e mais irreverente ainda) “Lady Macbeth de Mzenski”. Erra quem diz que o estilo de Shostakovich foi forjado por Stalin e Jdanov, pois a Quarta Sinfonia, obra já madura, é anterior às primeiras proibições. Mas, voltando ao assunto, é boa a Segunda Sinfonia “Outubro”, Op. 14.

Ontem, lendo o livro “Alucinações Musicais”, tradução impecável de Musicophilia – Tales of music and brain, de Oliver Sacks, deparei-me (e abismei-me) com o seguinte:

Em um artigo no New York Times em 1983, Donal Henahan escreveu sobre a lesão cerebral de Shostakovich. Não existem provas, mas, ressaltou Henahan, conta-se que o compositor foi atingido por uma granada alemã durante o cerco de Leningrado, e quealguns anos depois um raio X revelou um fragmento de metal encravado na área auditiva direira de seu cérebro. Henahan relata:

“Shostakovich, porém, relutava em permitir a remoção do metal, e não era para menos: afirmou que desde que o fragmento estava lá, cada vez que ele inclinava a cabeça podia ouvir música. Sua cabeça estava povoada de melodias, diferentes a cada vez, das quais ele se servia ao compor. Quando ele endireitava a cabeça, a música parava imediatamente”.

????? Ah, aquele negrito é meu.

Dmitri Shostakovich 1
Acima, flagrante de Shosta ouvindo música…

SHOSTAKOVICH: Symphonies Nos. 2 and 15

1. Symphony No. 2 in B major, Op. 14, “October” 00:19:35

Symphony No. 15 in A major, Op. 141
2. Allegretto 00:08:23
3. Adagio 00:15:42
4. Allegretto 00:04:02
5. Adagio 00:16:03

Slovak Philharmonic Chorus
Slovak Radio Symphony Orchestra
Ladislav Slovak, Conductor

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PQP

C.P.E. Bach (1714-1788) – Hamburgische Festmusiken

Digamos que a música vocal não é bem a praia de C.P.E. Este é um CD médio, bem interpretadinho, agradável, mas nada demais. Há boas árias, corais nem tanto. É o pior dos discos de C.P.E. recém postados por mim. Vale como curiosidade.

C.P.E. Bach – Hamburgische Festmusiken

01 Leite Mich Nach Deinem Willen H 835 (Chorus)
02 Choral- Herr Gott Du Bist Unsere Zuflucht
03 Recitativo- Unwandelbarer
04 Aria- Unwandelbar Welch Ein Gedanke
05 Recitativo And Choro- Um Dich Ist Ewings Licht
06 Aria- Wenn Einst Vor Deinem Schelten
07 Choral- Du Bleibest Ewiglich
08 Recitativo- Ja Zage Nicht Dem Nahen Grab Entgegen
09 Aria- Schon Hor Ich Die Posaune Schallen
10 Choral- Springt Ihr Grabesfesseln Springt
11 Recitativo- Erhohter Menschensohn
12 Aria- Seht Gottes Klarheit Fullt Sein Haus
13 Accompagnato- Einst Traurtet Ihr
14 Aria- Zeige Dich Der Herde Blicke
15 Choral- Gott Der Du Deines Volks Gedenkest
16 Mein Heiland Meine Zuversicht H 830 (Chorus)
17 Choro- Der Herr Lebet Und Gelobet Sei Mein Hort
18 Recitativo- Von Deinen Wundern Rings Umgeben
19 Aria- Erhebe Dich In Lauter Jubelchoren
20 Recitativo- Allein – Was Warst Du
21 Aria- Umsonst Empore N Sich Die Spotter
22 Recitativo- Gesegnet Sei Uns Denn Der Mann
23 Aria- Ruhe Sanft Verklarter Lehrer
24 Recitativo And Choral- Dann Wollen Wir
25 Recitativo- Die Frohe Hoffnung Hemme Deine Klage
26 Choral- Es Danke Gott Und Lobe Dich
27 Aria- Dein Wort O Herr
28 Recitativo- Wer Dieses Helle Licht
29 Aria- Das Wort Des Hochsten Starkt
30 Choral- Herr Unser Hort
31 Recitativo And Accompagnato- Lab Uns Dies Wort
32 Aria- Nun So Tritt Mit Heiterm Sinn
33 Choral- Lob Ehr Und Presis Sei Gott
34 Amen Lob Und Preis Und Starke H 834 (Chorus)

Himlische Cantorey
Les Amis de Philippe
Ludger Rémy

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – Parte 1

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – Parte 2

C.P.E. Bach (1714-1788) e W.F. Bach (1710-1784) – Concertos para Dois Cravos e Orquestra

Este CD é daqueles que moram no meu ventrículo esquerdo desde a primeira audição. Uma lição de originalidade e música bem escrita de meus irmãos. Você faz o seguinte: baixa o CD e vai direto na faixa 2 – ouvirá um movimento de melodia moderna sucedido de outro cheio de afirmações como Beethoven faria alguns anos depois -, e logo após ouça a faixa 7, onde Wilhelm Friedmann dá uma aula de ousadia e – por que não? – de anarquia musical. A participação do tímpano e do trompete fazem todo a diferença no movimento de abertura do estranho concerto de meu irmão mais velho. Hoje, ao reouvir o CD em volume bem alto, fiz com que duas pessoas batessem em minha porta perguntando o que era aquela maravilha. Na porta, minha mulher explicava que, com um pai como J.S., seus filhos talvez se sentissem seguros para experimentar novidades. Invejem! Tenho bons vizinhos!

W.F. Bach foi figura extremamente controvertida. Carpeaux o acusa de ter perdido cem Cantatas do pai… Mas nunca tive confirmação. É quase certo que era alcoolista. Copio abaixo uma notícia biográfica deste meu irmão talentosíssimo e pouco conhecido (retirado daqui):

Wilhelm Friedmann Bach nasceu em Weimar (Alemanha), em 22 de novembro de 1710. Segundo filho de J.S.Bach e de Maria Barbara (o mais velho dos rapazes). Fez os seus estudos gerais em Cöthen e, depois, na Thomasschule de Leipzig e os seus estudos de Direito na universidade de Leipzig. Seu pai, que o considerou sempre como o mais dotado dos seus filhos, encarregou-se da sua formação musical e compôs, para ensinar, os Pequenos prelúdios e fugas (9), o Klavierbüehlein vor Wilhelm Friedmann Bach, 6 sonatas para órgão e os primeiros prelúdios e fugas de O cravo bem temperado.

A natureza das suas composições confirma a opinião dos contemporâneos segundo a qual W.F.Bach era um grande virtuose do teclado. Foi nomeado, sucessivamente, organista de Santa Sofia, de Dresden (1733), depois, chantre de Notre-Dame de Halle (1746), com o título de diretor de música da cidade; aí, tinha à sua disposição excelentes conjuntos.

No entanto, em 1762, aceitou as funções de mestre de capela em Darmstadt, mas ignora se, efetivamente, ocupou o lugar. Só se demitiu das suas funções em Halle em 1764 e, a partir de então, parece ter levado uma vida independente, sem emprego fixo, primeiro em Halle e, depois, em Brunswick e Berlim. Os seus recitais de órgão causaram sensação, arranjou alguns alunos influentes, mas durante os 20 últimos anos da sua vida, a sua situação material tornou-se cada vez mais precária.

Em Brunswick, deixou empenhada uma parte dos manuscritos de seu pai (entre as quais, A arte da fuga: nunca se chegou a saber se tinham sido vendidos) e viveu de expedientes de todo tipo; foi assim que atribuiu a seu pai algumas das suas composições, na esperança de facilitar a sua venda. W.F.Bach morreu na miséria, devido a uma infecção pulmonar. Ignora-se a localização da sua sepultura.

A sua negligência, a sua extravagância, a sua falta de delicadeza, granjearam-lhe muitas inimizades; mas há que atribuir à malevolência a lenda de um músico boêmio, ébrio e devasso.

W.F.Bach demonstrou possuir um talento verdadeiramente profético, que alia a velha ciência do contraponto e uma inspiração romântica e até impressionista (Fantasias) . Contribuiu tanto como o seu irmão C.P.E.Bach, para o aperfeiçoamento das formas modernas da sonata e do concerto. As suas composições, muito pouco conhecidas, revelam a mais forte personalidade entre todos os filhos do grande J.S.Bach.

Deixou uma Missa alemã em ré menor, 21 cantatas, 9 sinfonias, obras para órgão (fugas, prelúdios de coral), música de instrumentos de tecla (12 sonatas, 8 fugas, 42 polonesas, 10 fantasias, uma dezena de concertos).

(Estou precisando liberar área de meu HD, então o jeito é acelerar as postagens. Desculpem.)

Carl Philipp Emanuel Bach, Wilhelm Friedmann Bach: Concertos for two Harpsichords

Musica Antiqua Köln – Reinhard Goebel

Contents:
Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788):
– Concerto for 2 harpsichords and orchestra in F major Wq. 46
1 Allegro
2 Largo e con sordino
3 Allegro Assai

Wilhelm Friedmann Bach (1710-1784):
– Sonata for 2 harpsichords in F major Falck 10
4 Allegro Moderato
5 Andante
6 Presto

– Concerto for 2 harpsichords and orchestra in E flat major Falck 46
7 Un Poco Allegro
8 Cantabile Senza Accompagnamento
9 Vivace

Playing time: 60’09

Músicos: Andreas Staier, Robert Hill (harpsichord); Reinhard Goebel, Hajo Bäß, Werner Ehrhardt, Gustavo Zarba, B. Hudson (violin I); Mary Utiger, Andrea Keller, Almut Bergmeier, Paula Kibildis (violin II); Karlheinz Steeb, Christian Goosses, Karin Baasch (viola); Phoebe Carrai, Christina Kyprianides (cello); Jonathan Cable, Jean-Michel Forest (violone); Andrew Joy, S. Blonck (horn); Friedmann Immer, Susan Williams (trumpet); Eckhard Leue (timpani).

Recording date: 12/1985.

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Actus Tragicus – Cantatas BWV 4, 106, 196 e 12

Duas cantatas espetaculares e duas nem tanto. A primeira costumava ser traduzida como “Cristo esteve em ânsias de morte” e este momento depressivo de Cristo é pontuado por uma Cantata em “estilo antigo”, mesmo para a época de meu pai. É um hino de Lutero que sobre variações de movimento para movimento. São 8 e a Nro. 4 uma das principais Cantatas de Bach. Maior ainda é a Actus Tragicus (BWV 106) que não utiliza violinos ou violas e é baseada no Réquiem Alemão sobre a maldição e a punição da morte. O primeiro coro é arrebatador, tendo sido adaptado de uma canção popular. A 196 é uma Cantata Nupcial meio sem graça, mas você pode discordar. A 12ª é bem mais interessante, mas fica abaixo dos torpedos representados pela 4 e a 106.

Nada a reclamar da gravação da Harmonia Mundi. O Cantus Cölln, sob a regência de Konrad Junghänel arrebenta como o Guaratinguetá no Campeonato Paulista.

1. Christ Lag In Todes Banden, BWV 4: 1. Sinf – Andrea Keller/Werner Ehrhardt/Imke David/Loenz Duftschmid/Lorenzo Alpert/Carsten Lohff
2. Christ Lag In Todes Banden, BWV 4: 2. Versus I: Christ Lag In Todes Banden – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Andrea Keller/Werner Ehrhardt/Imke David/Loenz Duftschmid…
3. Christ Lag In Todes Banden, BWV 4: 3. Versus II: Den Tod Niemand Zwingen Kunnt – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Andrea Keller/Werner Ehrhardt/Imke David/Loenz Duftschmid…
4. Christ Lag In Todes Banden, BWV 4: 4. Versus III: Jesus Christus, Gottes Sohn – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Andrea Keller/Werner Ehrhardt/Imke David/Loenz Duftschmid…
5. Christ Lag In Todes Banden, BWV 4: 5. Versus IV: Es War Ein Wunderlicher Krieg – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Andrea Keller/Werner Ehrhardt/Imke David/Loenz Duftschmid…
6. Christ Lag In Todes Banden, BWV 4: 6. Versus V: Hier Ist Das Rechte Osterlamm – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Andrea Keller/Werner Ehrhardt/Imke David/Loenz Duftschmid…
7. Christ Lag In Todes Banden, BWV 4: 7. Versus VI: So Feiern Wir Das Hohe Fest – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Andrea Keller/Werner Ehrhardt/Imke David/Loenz Duftschmid…
8. Christ Lag In Todes Banden, BWV 4: 8. Versus VII: Wir Essen Und Leben Wohl – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Andrea Keller/Werner Ehrhardt/Imke David/Loenz Duftschmid…

9. Gottes Zeit Ist Die Allerbeste Zeit (Actus Tragicus), BWV 106: 1. Sonatina – Karin Van Heerden/Beate Knobloch/Imke David/Lorenz Duftschmid/Lorenzo Alpert/Carsten Lohff
10. Gottes Zeit Ist Die Allerbeste Zeit (Actus Tragicus), BWV 106: 2a. Gottes Zeit Ist Die Allerbeste… – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Karin Van Heerden/Beate Knobloch/Imke David/Lorenz Duftschmid…
11. Gottes Zeit Ist Die Allerbeste Zeit (Actus Tragicus), BWV 106: 2b. Ach, Herr, Lehre Uns Bedenken – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Karin Van Heerden/Beate Knobloch/Imke David/Lorenz Duftschmid…
12. Gottes Zeit Ist Die Allerbeste Zeit (Actus Tragicus), BWV 106: 2c. Bestelle Dein Haus! – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Karin Van Heerden/Beate Knobloch/Imke David/Lorenz Duftschmid…
13. Gottes Zeit Ist Die Allerbeste Zeit (Actus Tragicus), BWV 106: 2d. Es Ist Der Alte Bund – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Karin Van Heerden/Beate Knobloch/Imke David/Lorenz Duftschmid…
14. Gottes Zeit Ist Die Allerbeste Zeit (Actus Tragicus), BWV 106: 3a. In Deine Hande Befehl Ich… – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Karin Van Heerden/Beate Knobloch/Imke David/Lorenz Duftschmid…
15. Gottes Zeit Ist Die Allerbeste Zeit (Actus Tragicus), BWV 106: 3b. Heute Wirst Du Mit Mir Im… – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Karin Van Heerden/Beate Knobloch/Imke David/Lorenz Duftschmid…
16. Gottes Zeit Ist Die Allerbeste Zeit (Actus Tragicus), BWV 106: 4. Glorie, Loh, Ehr Und Herrlichkeit – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Karin Van Heerden/Beate Knobloch/Imke David/Lorenz Duftschmid…

17. Der Herr Denket An Uns, BWV 196: 1. Sinf – Andrea Keller/Werner Ehrhardt/Antje Sabinski/Claudia Steeb/Lorenzo Alpert/Carsten Lohff
18. Der Herr Denket An Uns, BWV 196: 2. Coro: Der Herr Denket An Uns – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Andrea Keller/Werner Ehrhardt/Antje Sabinski/Claudia Steeb…
19. Der Herr Denket An Uns, BWV 196: 3. Aria: Er Segnet, Die Den Herrn Furchten – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Andrea Keller/Werner Ehrhardt/Antje Sabinski/Claudia Steeb…
20. Der Herr Denket An Uns, BWV 196: 4. Duetto: Der Herr Segne Euch Je Mehr Und Mehr – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Andrea Keller/Werner Ehrhardt/Antje Sabinski/Claudia Steeb…
21. Der Herr Denket An Uns, BWV 196: 5. Coro: Ihr Seid Die Gesegneten Des Herrn – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Andrea Keller/Werner Ehrhardt/Antje Sabinski/Claudia Steeb…

22. Weinen, Klagen, Sorgen, Zagen, BWV 12: 1. Sinf – Katharina Arfken/Ute Hartwich/Lorenzo Alpert/Andrea Keller/Werner Ehrhardt/Imke David…
23. Weinen, Klagen, Sorgen, Zagen, BWV 12: 2. Coro: Weinen, Klagen, Sorgen, Zagen – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Katharina Arfken/Ute Hartwich/Lorenzo Alpert/Andrea Keller…
24. Weinen, Klagen, Sorgen, Zagen, BWV 12: 3. Recitativo: Wir Mussen Durch Viel Trubsal – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Katharina Arfken/Ute Hartwich/Lorenzo Alpert/Andrea Keller…
25. Weinen, Klagen, Sorgen, Zagen, BWV 12: 4. Aria: Kreuz Und Kronen Sind Verbunden – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Katharina Arfken/Ute Hartwich/Lorenzo Alpert/Andrea Keller…
26. Weinen, Klagen, Sorgen, Zagen, BWV 12: 5. Aria: Ich Folge Christo Nach – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Katharina Arfken/Ute Hartwich/Lorenzo Alpert/Andrea Keller…
27. Weinen, Klagen, Sorgen, Zagen, BWV 12: 6. Aria: Sei Getreu, Alle Pein – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Katharina Arfken/Ute Hartwich/Lorenzo Alpert/Andrea Keller…
28. Weinen, Klagen, Sorgen, Zagen, BWV 12: 7. Choral: Was Gott Tut, Das Ist Wohlgetan – Cantus Colln/Konrad Junghanel/Katharina Arfken/Ute Hartwich/Lorenzo Alpert/Andrea Keller…

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Schopenhauer

A inexprimível profundidade da música, tão fácil de entender e no entanto tão inexplicável, deve-se ao fato de que ela reproduz todas as emoções do mais íntimo do nosso ser, mas sem a realidade e distante da dor. […] A música expressa apenas a quintessência da vida e dos eventos, nunca a vida e os eventos em si.

Felix Mendelssohn (1809 – 1847) – Sinfonias Nº 1 e 5, A Reforma

Na minha opinião, a obra-prima de Mendelssonhn é a Sinfonia Nº 5, “A Reforma”. Mais: trata-se de uma das maiores peças de todo o repertório orquestral. Verdadeiro elo entre o barroco perdido e o classicismo, a obra foi composta para comemorar os 300 anos da Reforma Religiosa em 1830. É a sinfonia mais austera de Mendessohn, que tratou de olhar para o passado da música alemã e nele viu Bach. Não apenas o movimento final é baseado no hino luterano Ein’ feste Burg ist unser Gott – também utilizado por Bach na célebre Cantata BWV 80 e aqui anunciado por uma flauta -, como o primeiro movimento leva o assim chamado “Amém de Dresden”, depois utilizado por Wagner no Parsifal. “A Reforma” foi publicada em 1868, depois da morte do autor, e estreou em Berlim somente em 15 de novembro de 1832. A intenção de estreá-la em 1830, nas comemorações do tricentenário da Confissão de Augsburgo (1530), fracassou por motivos políticos. Ficou uma belíssima sinfonia, séria e cheia de elementos retirados da liturgia protestante. Curiosamente, Mendelssohn dizia-se insatisfeito com a obra, mas ainda bem que sofria da Síndrome de Bruckner, deixando-a chegar até nós sem revisões. Nos movimentos rápidos, há claros ecos de beethovenianos; compreensível, afinal, o mestre tinha falecido 3 anos antes. Na minha opinião, é uma sinfonia que beira a perfeição.

Ah, a Sinfonia Nº 1. É bonitinha, mas não chega aos pés da grande Quinta de Mendelssohn.

Felix MENDELSSOHN: Symphonies Nos. 1 and 5

Symphony No. 1 in C minor, Op. 11
I. Allegro di molto 00:10:26
II. Andante 00:06:18
III. Menuetto: Allegro molto 00:06:55
IV. Allegro con fuoco 00:08:56

Symphony No. 5 in D major, Op. 107, “Reformation”
I. Andante – Allegro con fuoco 00:12:47
II. Allegro vivace 00:06:55
III. Andante 00:04:53
IV. Chorale: Ein’ feste burg: Andante con moto – Allegro vivace 00:08:48

Ireland National Symphony Orchestra
Seifried, Reinhard, Conductor

Total Playing Time: 01:05:58

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Antonio Vivaldi (1678 – 1741) – Motetos

Preparem-se para um fim-de-semana cheio. Indócil no partidor, FDP Bach está quase postando um pedido de nossos amados leitores-ouvintes e um post que contempla versões do mesmo concerto com instrumentos diferentes. E eu tenho que liberar área de meu HD e pretendo postar um CD por dia até o abençoado 1º de fevereiro, quando tirarei uns 7 ou 8 dias de folga de tudo, até de vocês, meus queridos! Motetos de Vivaldi? Sim, motetos, pero no mucho. Na verdade, o meu New Grove Dictionary of Music – presente de FDP – diz que motetos não são apenas aquelas músicas para coral que papai fazia. No single set of characteristics serves to define it generally, except in particular historical or regional contexts. Então, os motetos de Vivaldi são música sacra para voz e orquestra, aqui regidas pelo grande Fabio Biondi e sua Europa Galante. É CD imperdível. É mais um Vivaldi perfeito, inesperado e desconhecido; o segundo dos três que postarei esta semana por aqui.

On this CD:

Laudate Pueri Dominum (Psalm 113), for voice, strings & continuo in C minor, RV 600
Composed by Antonio Vivaldi
with Patrizia Ciofi, Fabio Biondi, Europa Galante
1. Laudate, pueri Dominum, psalm 112 for soprano, 2 violins, viola & bass RV 600: Laudate, pueri Dominum [Allegro] Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi
2. Laudate, pueri Dominum, psalm 112 for soprano, 2 violins, viola & bass RV 600: Sit nomen Domini [largo] Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi
3. Laudate, pueri Dominum, psalm 112 for soprano, 2 violins, viola & bass RV 600: A solis ortu usque ad occasum [Allegro] Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi
4. Laudate, pueri Dominum, psalm 112 for soprano, 2 violins, viola & bass RV 600: Excelsus super omnes [Andante] Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi
5. Laudate, pueri Dominum, psalm 112 for soprano, 2 violins, viola & bass RV 600: Qui sicut Dominus Deus [largo] Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi
6. Laudate, pueri Dominum, psalm 112 for soprano, 2 violins, viola & bass RV 600: Suscitans a terra inopem [Presto] Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi
7. Laudate, pueri Dominum, psalm 112 for soprano, 2 violins, viola & bass RV 600: Ut collocet eum [Allegro] Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi
8. Laudate, pueri Dominum, psalm 112 for soprano, 2 violins, viola & bass RV 600: Gloria Patri et Filio [Largo] Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi
9. Laudate, pueri Dominum, psalm 112 for soprano, 2 violins, viola & bass RV 600: Laudate, pueri Dominum [Allegro] Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi
10. Laudate, pueri Dominum, psalm 112 for soprano, 2 violins, viola & bass RV 600: Amen [Allegro] Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi

In furore giustissimae irae, solo motet for voice, strings & continuo in C minor, RV 626
Composed by Antonio Vivaldi
with Patrizia Ciofi, Fabio Biondi, Europa Galante
11. In furore, motet for soprano, 2 violins, viola & bass RV626: I Aria: In furore [Allegro] Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi
12. In furore, motet for soprano, 2 violins, viola & bass RV626: II Recitativo Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi
13. In furore, motet for soprano, 2 violins, viola & bass RV626: III Aria: Tunc mesu fletus [Largo] Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi
14. In furore, motet for soprano, 2 violins, viola & bass RV626: IV Alleluia [Allegro] Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi

In turbato mare irato, solo motet for voice, strings & continuo in G major, RV 627
Composed by Antonio Vivaldi
with Patrizia Ciofi, Fabio Biondi, Europa Galante
15. In turbato mare irato, motet for soprano, 2 violins, viola & bass RV627: I Aria: In turbato mare irato [Allegro] Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi
16. In turbato mare irato, motet for soprano, 2 violins, viola & bass RV627: II Recitativo: Splmende serena, o lux amata Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi
17. In turbato mare irato, motet for soprano, 2 violins, viola & bass RV627: III Aria: Respende, bella, divina stella [Larghetto] Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi
18. In turbato mare irato, motet for soprano, 2 violins, viola & bass RV627: IV Alleluia [Allegro] Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi

O qui coeli terraeque serenitas, solo motet for voice, strings & continuo in E flat major, RV 631
Composed by Antonio Vivaldi
with Patrizia Ciofi, Fabio Biondi, Europa Galante
19. O qui coeli terraeque serenitas, motet for soprano, 2 violins, viola & bass RV631: I Aria: O qui coeli terraeque serenitas [Allegro] Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi
20. O qui coeli terraeque serenitas, motet for soprano, 2 violins, viola & bass RV631: II Recitativo: Fac ut sordescat tellus Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi
21. O qui coeli terraeque serenitas, motet for soprano, 2 violins, viola & bass RV631: III Aria: Rosa quae moritur [Largo] Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi
22. O qui coeli terraeque serenitas, motet for soprano, 2 violins, viola & bass RV631: IV Alleluia [Allegro] Fabio Biondi/Europa Galante/Patrizia Ciofi

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Antonio Vivaldi (1678 – 1741) – Concertos para Bandolim e Diversos (mesmo!) Instrumentos

Faz um lindo dia em Porto Alegre, não está quente demais e Vivaldi é uma opção natural. Este é o primeiro de dois extraordinários CDs dedicados à música do veneziano que postarei aqui. O outro virá amanhã. Ambos têm o excelente conjunto Eutropa Galante com regência do violinista Fabio Biondi. Pode-se criticar alguns andamentos rapidíssimos adotados por Biondi, assim como algumas intervenções escandalosas da orquestra, porém nunca a qualidade da mesma e a criteriosa escolha do repertório. Passei anos procurando o Concerto in tromba marina, for 2 violins, 2 recorders, 2 mandolins, 2 chalumeaux, 2 theorbos, cello, strings & continuo in C, RV 558 e apenas vim encontrá-lo aqui. A gravação anterior que possuo é um antigo vinil de Claudio Scimone. É realmente raro encontrar um CD com obras instrumentais de Vivaldi que sejam de primeiríssima linha e desconhecidas, mas o de hoje e de amanhã serão assim e depois ainda virá a integral das sonatas para violoncelo e contínuo. Então, vocês poderão comprovar que Vivaldi é mesmo um compositor de rara riqueza, mas que há que procurar em meio às gravações redundantes das Quatro Estações e das Stravaganzi de sempre.

Double Mandolin Concerto, for 2 mandolins, strings & continuo in G major, RV 532
Composed by Antonio Vivaldi
with Fabio Biondi, Europa Galante
1. I. Allegro
2. II. Andante
3. III. Allegro

Concerto in tromba marina, for 2 violins, 2 recorders, 2 mandolins, 2 chalumeaux, 2 theorbos, cello, strings & continuo in C, RV 558
Composed by Antonio Vivaldi
with Fabio Biondi, Europa Galante
4. I. Allegro Molto
5. II. Andante Molto
6. III. Allegro

Concerto for violin, oboe, 2 recorders, 2 oboes, bassoon, strings & continuo in G minor, RV 576
Composed by Antonio Vivaldi
with Fabio Biondi, Europa Galante
7. I. [Allegro]
8. II. Larghetto
9. III. Allegro

Concerto for 2 violins, 2 cellos, strings & continuo in D major, RV 564
Composed by Antonio Vivaldi
with Fabio Biondi, Europa Galante
10. I. Allegro
11. II. Largo
12. III. Allegro

Violin Concerto, for violin, strings & continuo in G minor, RV 319
Composed by Antonio Vivaldi
with Fabio Biondi, Europa Galante
13. I. Allegro
14. II. [Lento]
15. III. Allegro

Mandolin Concerto, for mandolin, strings & continuo in C major, RV 425
Composed by Antonio Vivaldi
with Fabio Biondi, Europa Galante
16. I. [Allegro]
17. II. Largo
18. III. [Allegro]

Concerto for 3 violins, oboe, viola all’inglese, chalmeleau, 2 cellos, harpsichord, strings & continuo in C, RV 555
Composed by Antonio Vivaldi
with Fabio Biondi, Europa Galante
19. I. Allegro
20. II. Largo A Piacimento
21. III. Allegro

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Suítes Inglesas Completas

Com a finalidade de me recuperar aos olhos de nossos navegadores-ouvintes, apresso-me a postar música! As Suítes Inglesas contêm grande variedade estilística. Elas fazem referências diretas à música de outros compositores, do gênero que se encontra nos dois primeiros períodos criativos de meu pai. À parte a relação com Dieupart, existe uma semelhança entre o tema inicial do Prelúdio da Suíte Nº 2 e o sujeito da Fuga do Op. 3, Nº 4, de Corelli, ao passo que a Giga de Suíte Nº 6 parece ter sido adaptada de uma obra para órgão do grande tio Bux. Além disso, o espírito de suas obras mais antigas foi revivido em algumas das turbulentas Gigas da coleção e, ocasionalmente, uma certa alegria juvenil é perceptível nas Allemandes. Por outro lado, a minúcia didática com que papai se detém nos detalhes da execução dos ornamentos das Sarabandas das Suítes Nº 2 e 3 reflete o Bach pedagógico que meus irmãos tiveram em Cöethen, not me. A ordem descendente de tons maior-menor usada aqui tem paralelo com as Invenções, enquanto que a Sarabanda da Suíte Nº 3 com suas extensas modulações poderia ser do Cravo bem Temperado.

As Suítes Inglesas são música de primeira linha, mas exibem uma combinação algo confusa de características mais antigas e mais recentes e a conclusão lógica é que papi ocupou-se delas por largo tempo.

Escrito com o providencial auxílio de Johann Sebastian Bach, de Karl Geiringer.

Ah, meu CD das Suítes não é mais vendido. Agora transformou-se de álbum duplo em quádruplo. Foram-lhe acrescentadas as Partitas, sempre com o imbatível Leonhardt (suspiros viris e platônicos [claro] pelo artista Gustav Leonhardt…). É este CD – o quádruplo – que está no quadradinho da Amazon para venda. E meus movimentos preferidos nas inglesas são um bem simples, juvenis e alegres. São a Bourée da Suíte Nº 2, faixa 11 do CD1, e a Gavota da Suíte Nº 6, faixa 17 do CD2.

Chega por hoje!

J.S. Bach – The English Suites

Disc: 1

Suite Nº 1 – BWV 806 em lá maior
1. 1. Prelude
2. 2. Allemande
3. 3. Courante 1/Courante 2 Avec Deux Doubles
4. 4. Sarabande
5. 5. Bourree 1/Bourree 2/Bourree 1
6. 6. Gigue

Suite Nº 2 – BWV 807 em lá menor
7. 1. Prelude
8. 2. Allemande
9. 3. Courante
10. 4. Sarabande/Les Agrements De La Meme Sarabande
11. 5. Bourree 1 Alternativement/Bourree 2/Bourree 1
12. 6. Gigue

Suite Nº 3 – BWV 808 em sol menor
13. 1. Prelude
14. 2. Allemande
15. 3. Courante
16. 4. Sarabande/Les Agrements De La Meme Sarabande
17. 5. Gavotte 1 Alternativement/Gavotte 2 Et la Musette/ Gavotte 1
18. 6. Gigue

BAIXE AQUI O CD1 – DOWNLOAD CD1 HERE

Disc: 2

Suite Nº 4 – BWV 809 em fá maior
1. 1. Prelude (Vitement)
2. 2. Allemande
3. 3. Courante
4. 4. Sarabande
5. 5. Menuet 1/Menuet 2/Menuet 1
6. 6. Gigue

Suite Nº 5 – BWV 810 em mi menor
7. 1. Prelude
8. 2. Allemande
9. 3. Courante
10. 4. Sarabande
11. 5. Passepied 1 En Rondeau/Passepied 2/Passepied 1
12. 6. Gigue

Suite Nº 6 – BWV 811 em ré menor
13. 1. Prelude
14. 2. Allemande
15. 3. Courante
16. 4. Sarabande/Double
17. 5. Gavotte 1/Gavotte 2/Gavotte 1
18. 6. Gigue

BAIXE AQUI O CD2 – DOWNLOAD CD2 HERE

Cravo: apenas Gustav Leonhardt

Radamés Gnattali (1906 — 1988) e outros – Acervo Funarte

Radames GnattaliO Itaú Cultural lançou este CD, originalmente um vinil , em 1999. As informações a respeito são mais do que insuficientes e o incrível é que ele conta com ilustres desconhecidos, como Tom Jobim, Paulinho da Viola e outros… Sabe-se o grupo que interpreta as primeiras músicas e nem se imagina quem toca o bom quarteto de cordas final. Não vou criticar o Itaú Cultural; afinal, se o CD existe e chegou a mim é por mérito da instituição, mas bem que ele poderia ser mais informativo.

Radamés Gnattali (Porto Alegre, 27 de janeiro de 1906 — Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 1988) foi um grande músico e compositor brasileiro. Foi também pianista, maestro e arranjador especializado em choro. Teve trajetória única, não tendo abandonado nunca o erudito, nem o popular. Era notável o carinho que muitos músicos tinham pelo maestro. Desde Raphael Rabello até Tom Jobim, do qual foi parceiro, passando por Cartola, Villa-Lobos, Pixinguinha, Donga, João da Baiana, Francisco Mignone, Paulinho da Viola, Lorenzo Fernandez e Camargo Guarnieri.

É popular, é erudito? Olha, só pensei nisso agora e não me interessa a resposta.

Radamés Gnattali – CD do Acervo da Funarte editado pelo Itaú Cultural

Instrumentistas:

– Tom Jobim piano e flauta
– Paulinho da Viola cavaquinho
– José Menezes guitarra
– Chiquinho do Acordeão acordeão
– Um quarteto de cordas não informado….

Faixas:

1. Meu amigo Radamés (Tom Jobim)
2. Meu amigo Tom Jobim (Radamés Gnatalli)
3. Sarau para Radamés (Paulinho da Viola)
4. Obrigado, Paulinho (Radamés Gnatalli)
5. Capibaribe (Radamés Gnatalli)
6. Um choro para Radamés (Capiba)
7. Quarteto Popular (Radamés Gnattali)
– 1º Mvto: Movido
– 2º Mvto: Lento-Vivo-Lento
– 3º Mvto: Allegro Moderato

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O Novo Banner

Banner é este desenho que você vê aí em cima, no topo da página. Alguns notaram que ele foi alterado nos últimos dias. O que ninguém notou é que a gravura é de nossa família. Sim, de um sarau realizado na casa de nossos pais. F.D.P. Bach ficou na porta, chorando porque não o deixaram entrar. Eu sou aquele menino de cabelos escuros que é levado delicadamente de volta para a rua, observado por papai, o que hoje muito me comove.

– O lugar dos bastardinhos é lá fora – dizia minha tia enquanto me empurrava…

Igor Stravinski (1882 – 1971) e Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Agon e Sinfonia Nº 15

Extraordinária gravação em que Evgeni Mravinski conduz a Orquestra Filarmônica de Leningrado no balé Agon, de Stravinski (gravação de 1965), e na 15ª Sinfonia de Dmitri Shostakovich (gravação de 1976).

Agon é de 1957, quando Stravinski tinha 75 anos. A música, aqui, prescinde do balé – que alívio, não? -, mas não me causa nenhum entusiasmo. Já o Shostakovich… A Sinfonia Nº 15 é a última do compositor e, em 1976, Mravinski iniciou a temporada de sua orquestra dedicando nada menos do que quatro concertos a seu amigo. A gravação postada traz um registro deste extraordinário evento.

Sem dúvida, a Sinfonia Nº 15 é uma de minhas preferidas no gênero. É difícil estabelecer-se um conteúdo programático para ela. Trata-se de uma música muito viva, com colorido orquestral atraente, temas facilmente assimiláveis e nada triviais, clímax e pausas meditativas que empolgam e mantém o ouvinte permanentemente atento. E com os contrastes inesperados característicos de Shostakovich. Parece um roteiro de Shakespeare passado à música, trazendo o trágico ao festivo, empurrando a reflexão para junto da zombaria. Bom, já viram que sou um apaixonado desta sinfonia.

O primeiro movimento (Allegretto) é uma curiosidade por manter sempre ativo o motivo da cavalgada da abertura Guilherme Tell, de Rossini, e pela participação incessante da percussão. O segundo movimento (Adagio) é circunspecto. Os metais trazem uma melodia sombria, para depois o violoncelo completá-la com um solo dilacerante, a cujas cores será acrescida, mais adiante, a ressonância do contrabaixo. Um novo Alegretto surge repentinamente do Adagio, retomando o clima do primeiro movimento, mas desta vez somos levados pelos solos do fagote, violino, clarinete e flautim. O movimento final, outro adagio, é enigmático. A simbologia está presente com a apresentação de imediato do Prenúncio da Morte, composto por Wagner para a Tetralogia do Anel. O ouvinte wagneriano fica desconcertado ao escutar de imediato esta música conhecida, parece tratar-se de um equívoco, de um erro de partitura. Ao pesado motivo de Wagner são contrapostos temas executados pelo setor leve da orquestra, porém, a todo instante, o sinistro aviso retorna e, mais adiante, os metais refletirão uma angustiada exasperação… A sinfonia esvai-se em delicados sons de percussão, deixando um desconcertante ponto de interrogação no ar. O significado do Prenúncio da Morte é óbvio, porém, o que significam a percussão, a orquestração e as melodias jocosas que o cercam? Uma simples experiência sinfônica? Impossível. O desejo de felicidade de alguém cuja vida se encerra? Ou, voltando a Shakespeare, que a vida é uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, que nada significa (*)? Porém, a significação, a intenção exata de uma obra instrumental é tão importante? Ou seria mais inteligente fazer como fez Shostakovich, levando-nos bem próximo ao irrespondível para nos abandonar por lá?

(*) Macbeth, William Shakespeare.

STRAVINSKY Agon (40mb)
1. Pas de quatre 1:48
2. Double Pas de quatre 1:36
3. Triple Pas de quatre 1:09
4. Prelude 0:57
5. First Pas de trios Saraband Step 1:18
6. Gaillarde 1:19
7. Coda 1:28
8. Interlude 0:55
9. Second Pas de trios Bransle simple 0:59
10. Bransle gay 0:53
11. Bransle double 1:27
12. Interlude 0:56
13. Pas de deux Adagio – variation – refrain 4:16
14. Coda 1:35
15. Four Duos 0:32
16. Four Trios 0:39
17. Coda 1:53

SHOSTAKOVICH Symphony No.15 (70mb)
18. Allegretto 7:42
19. Adagio, Largo 14:28
20. Allegretto 3:38
21. Adagio,Allegretto 13:50

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – Parte I

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – Parte II

Dois Avisos

1. Andei relendo uns textos que escrevi (eu, P.Q.P. Bach) e fiz a correção de várias atrocidades ao idioma. A maior parte dos erros era de digitação. Não conheço blog que tenha revisão; então, se vocês encontrarem erros, podem denunciar. Não me ofendo, até gosto, pois gosto ainda mais das coisas corretinhas. Porém, como disse, blogs não têm revisão e a gente erra mesmo!

2. O hospedeiro deste blog está passando por instabilidades e será trocado. Muitos de vocês devem ter notado que o PQP some às vezes. Acho que ele deverá sumir por um período talvez mais longo nos próximos dias, coisa de um a dois dias. Quando voltar, voltará de forma mais estável. Em termos de acesso, nada mudará.

Josquin des Prés (1440-1521) – Missa Hercules dux Ferrariae

Confesso ter me apaixonado por este disco mais devido ao trabalho impecável do time de músicos que participam da gravação do que pelas obras interpretadas. Des Prés é um precursor da música francesa e, como tal, acerta de forma espetacular assim como erra bisonhamente, mas sempre mantendo um ar blasé. Talvez eu esteja sendo injusto com Desprez, porém aqui há falta de unidade. Há movimentos belíssimos ao lado de coisas para cumprir carnê. A missa é um carnê, não? Bom, vou parar por aqui. Tenho receio de que Clara Schumann fique muito indignada comigo.

Ah, CD de som espetacular. Aumente o volume!

Josquin des Prés – Missa Hercules Dux Ferrariae

A Sei Voci – Maitrise Notre-Dame de Paris – Les Saqueboutiers de Toulouse –
Ensemble Labyrinthes

Year: 1996
Style: Sacred music
Country: France

TrackList:

01 – Josquin Desprez – Deus, In Nomine tuo salvum me fac
02 – Johannes Martini – Perfunde coeli rore

Josquin Desprez: Missa Hercules Dux Ferrariae:
03 – Josquin Desprez – Introit
04 – Josquin Desprez – Kyrie, Christe, Kyrie
05 – Josquin Desprez – Gloria
06 – Josquin Desprez – Credo
07 – Josquin Desprez – Sanctus, Benedictus
08 – Josquin Desprez – Agnus Dei

09 – Josquin Desprez – Inviolata, integra, et casta es, Maria
10 – Josquin Desprez – Miserere mei, Deus
11 – Eneas Dupre – Chi a martello dio gl’il toglia

A Sei Voci:
Raoul Le Chenadec – countertenor
Thierry Brehu – tenor
Eric Gruchet – tenor
James Gowings – baritone
Didier Bolay – bass

Maitrise Notre-Dame de Paris:
William Anger, Ambroise Audoin-Rouseau, Raphael Audoin-Rouseau,
Benjamin Limonet, Raphael Mas, Francois-Xavier Casadavant – treble
Aino Lund, Marie-Pierre Wattiez, Valerie Rio, Cyprile Meier,
Mathilde Ambrois – soprano
Andres Rojas Urrego, Cecile Pilorger, Helene Bordes – alto
Pascal Lefebvre, Christophe Poncet, Marc Manodritta, Nicolas Maire – tenor
Eric Lavoipierre, Robert Labrosse, Emmanuel Bouquey, Emmanuel Vistorky,
Serge Schoonbroodt – bass

Les Saqueboutiers de Toulouse:
Jean-Pierre Canihac – cornett
Daniel Lassalle, Stefan Legee – sackbut
Thierry Durant – bass sackbut
Gisele David – percussions

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – PARTE 1

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – PARTE 2

Anton Bruckner (1824-1896) – Final da Integral das Sinfonias – Sinfonias Nros. 8 e 9

Fechamos as sinfonias de Bruckner com gravações clássicas de Eugen Jochum e com o excelente artigo escrito por Luís Antônio Giron quando do centenário de morte do compositor, ocorrido há 11 anos. Vale a pena ler:

Anton Bruckner ganha celebração incógnita

Um ancião de aparência insignificante passa a manhã de domingo de 11 de outubro de 1896 às voltas com papéis. Venta muito em Viena. Ele se sente mal e se deita. Sua governanta, Kathi, lhe traz uma xícara de chá. Sorve o líquido com satisfação e pede mais um pouco. Kathi vai buscar o chá na cozinha. Quando volta, encontra o velho com a cabeça pendida para o lado. Assim morreu Anton Bruckner, aos 72 anos de idade, de pneumonia. Aquela manhã ele havia consumido ao piano a fim de retocar o “Finale” de sua “Nona Sinfonia, em Ré Menor”. Não completou o trabalho. As comemorações do centenário do acontecimento calham à banalidade que caracterizou sua vida. Talvez a monumentalidade de sua escritura nada tenha a ver com um mero século.

O centenário passa quase incógnito para um dos grandes mestres da sinfonia. Foi lembrado somente em Linz, onde trabalhou boa parte de sua vida como mestre-de-capela e organista da catedral da cidade. Realizou-se há um mês o Festival Bruckner, com execuções das dez sinfonias (há uma sinfonia “0”, desprezada pelo compositor) e algumas de suas sete missas, além do”Quarteto de Cordas em Fá Maior”, uma das raras peças de câmara que criou. O regente francês Pierre Boulez fez pela primeira vez uma obra do compositor. Regeu a “Sétima”, à frente da Orquestra Filarmônica de Viena. “Nós, franceses, nos acostumamos a desprezar Bruckner”, diz Boulez. “É uma obra que integra o patrimônio orquestral germânico”. As flutuações agógicas de Bruckner pouco têm a ver com a síntese bouleziana, herdada de outro Anton, Webern. O ritmo e os andamentos nas sinfonias brucknerianas se movem por ondas de indeterminação, prolongando-se ao infinito. A “Oitava, em Dó Menor”, por exemplo, dura quase 90 minutos. O dobro deste tempo é o que leva para ser executada a obra completa de Webern.

Bruckner se presta a esse tipo de paradoxo. Começou a compor aos 41 anos, idade em que Mozart, Schubert ou Pergolesi não alcançaram nem de longe. Ignorante e carola, pouco evoluiu em relação à mentalidade de sua aldeia natal, Ansfelden, na Alta-Áustria. Quase sem sair dela, amplificou a orquestra e alongou a forma sinfônica a escalas sobre-humanas, preparando o terreno para as alucinações apocalípticas de Gustav Mahler. Introduziu a técnica do leitmotiv e a instrumentação de Richard Wagner na sinfonia. Um dos traços de suas sinfonias é a utilização enfática da tuba wagneriana, maior e mais potente do que a normal. Assinou as passagens mais longas e vagarosas da história da música. Pretendeu, desse modo, inserir a melodia infinita wagneriana nas grandes formas do discurso sinfônico. Sua música envereda pela dízima periódica dos andamentos. Há adágios, como o da “Sinfonia número 7, em Mi Maior”, que parecem fermatas instaladas na música para indicar a eternidade.

O católico praticante forjou harmonias tão ousadas para a época, que alunos e editores trataram de revisar as partituras. Bruckner aceitou as alterações e se encarregam de algumas delas no fim da vida. Daí até hoje existirem controvérsias quanto à execução. Elas se expressam nas duas grandes edições de obras completas de Bruckner existentes: a “Gesamtausgabe” (Edição Completa), organizada por L. Nowak, contém versões “corrigidas” e com cortes; a “Sämtliche Werke” (Obras Completas), organizada por R. Haas, afirma seguir fielmente os manuscritos. Quem quiser apreciar a produção de Bruckner em sua inteireza deve prestar atenção a tais detalhes. Há gravações no mercado baseadas nas duas versões. Hoje em dia, porém, os maestros pesquisam nos originais para executar as obras, mencionando sempre o fato nos programas de concerto e livretos de CDs. Bruckner demorou muito para ser executado. Ganhou estima de público depois da Primeira Guerra, por iniciativa dos maestros wagnerianos Bruno Walter (1876-1962) e Hans Knappertsbusch (1888-1965) e Wilhelm Furtwängler (1886-1954). Este, aliás, quis seguir a carreira de compositor como herdeiro direto do mestre de Linz.

Literalmente Bruckner beijou os pés de Wagner, mas guardou para si o pior dos orgulhos, o dos que se vêem como gênios e agem com obstinação imbatível. Num dos acessos de megalomania que lhe nasciam da vida medíocre, Bruckner escreveu a um amigo: “Aconteceu comigo o que aconteceu a Beethoven; ele também não foi entendido pelos imbecis”.

Sua formação como compositor foi autodidata. Aprendeu órgão com o pai, músico amador e mestre-escola. No início da vida adulta, Bruckner ensinou em escolas de vilarejos, até ser admitido como aluno e mais tarde organista da abadia de St. Florian. Ali tomou contato com a música de Palestrina, Antonio Caldara, Johann Sebastian Bach, Haydn e Mozart. Nos dois últimos baseou-se para escrever suas primeiras obras, “Requiem em em Ré Bemol” e a. “Missa Solemnins em Si Bemol”. Até então escrevia como um atrasado da província. Em 1863, porém, fez-se a luz. O organista assistiu à première da ópera “Tannhäuser”, de Wagner, em Linz, em fevereiro de 1863. Dois anos depois assistiu à estréia de “Tristão e Isolda” em Munique. Conheceu Wagner pessoalmente e se assumiu como wagnerista.

Em 1868 mudou-se para Viena para trabalhar como professer de harmonia, contraponto e órgão no Conservatório. De 1871 até a morte, dedicou-se a escrever sinfonias. Teve poucos amores, não se casou. Para conquistar uma mulher, oferecia-lhe missais. Não teve sucesso com nenhuma. Em 1873 visitou Bayreuth, ainda em construção. Os cronistas da época o retratam em caricatura como um bajulador, sempre pronto a se auto-humilhar. Ao fim dos concertos, entregava moedas de ouro ao maestro que se saía bem em suas sinfonias. Em Bayreuth, sobraçava uma casaca, para vesti-la toda vez que topasse com Wagner. Então se inclinava e fazia rapapés. Havia enviado ao guru a partitura de sua “Terceira Sinfonia, em Ré Menor”, a ele dedicada, e queria ouvir-lhe a opinião. A mulher de Wagner, Cosima, queria impedir o encontro. Mas Wagner finalmente o recebeu na mansão de Wahnfried. “Sua sinfonia é uma obra-prima”, disse, segundo contou depois Bruckner. “Estou muito honrado de aceitar a dedicatória”. Bruckner, segundo ele próprio, não pôde conter as lágrimas.

Wagner passou a lutar pela execução das obras de Bruckner. Seu papado, entretanto, não compreendia Viena. Ali ditava as normas do gosto o inimigo número um do pontífice de Bayreuth, o crítico Eduard Hanslick (1825-1904). Formalista, Hanslick refutava a música do futuro wagneriana por considerá-la excessivamente expressiva. Defendia a música de Brahms e considerava Bruckner o representante de Wagner em Viena. “A expressão dos sentimentos não constitui o conteúdo da música”, escreveu oi crítico. Ora, era tudo o que não pensava Wagner e, por extensão natural, Bruckner. Por influência de Hanslick, a Filarmônica de Viena recusou-se a executar uma a uma sinfonia que Bruckner lhe apresentava. A primeira chamaram de “desvairada” e assim por diante. As apresentações dessas partituras colecionaram desastres.

Wagner morreu em 1883 e Bruckner parecia despontar para o anonimato aos 60 anos de idade. Envolvido pelo luto, escreveu a “Sétima Sinfonia”. O maestro Arthur Nikish (1855-1922), antigo violinista da Filarmônica de Viena, decidiu executá-la no Teatro Municipal de Leipzig, do qual era diretor artístico. A estréia, em 30 de dezembro de 1884, colocou Bruckner no mapa musical. Aos 60 anos, foi comparado a Beethoven e Liszt. A “Sétima” sintetizava as linguagens de Beethoven e Wagner e é a obra mais conhecida do compositor.. Até então, a forma-sonata em sinfonia compreendia duas áreas tonais. Bruckner adotou uma terceira. Os desenvolvimento dos temas da obra são tempestuosos e erram por modulações estranhas. As melodias cromáticas dão saltos de sétima, quinta e sexta. Nascem do silêncio para aos poucos se elevarem em “tutti” desenhados monumentalmente por cordas, oito trompas, três trompetes, três trombones e cinco tubas. A “Sétima” foi a única fatia de glória que recebeu em vida.

As obras orquestrais de Bruckner formam estruturas achatadas, interrompidas vez por outro por terremotos de semicolcheias, tocados por metais e hachurados por cordas agitadas. À maneira de Mahler, Bruckner compôs os mundos excêntricos onde quis viver. Habitou sinfonias que lembram planícies pedregosas e vincadas de precipícios. Dedicou a úiltima sinfonia “ad majorem Dei gloriam” (para a maior glória de Deus) e autografou o tema final do Adagio (“muito lento e solene”) com a expressão “Abschied vom Leben” (Adeus à Vida). As tubas realizam um coral cromático sustentada pelos violinos. Tudo soa coerente.

A obra do mestre-escola de Linz deve ser compreendida pela grandiloqüência dos saltos abruptos de intervalos, harmonias e dinâmicas. É um planeta único, para muitos irrespirável, mas sem o qual não é possível entende a tradição sinfônica vienense que começa em Haydn, progride por Beethoven e Schubert e se encerra nas hipérboles de Mahler. O humilde Bruckner produz a culminância do gênero. Com ele, a sinfonia refuta a voz humana e o programa extramusical, como a virar pelo avesso a “obra de arte total” (Gesamtkunstwerk”) de Wagner. Torna-se conceito indefinido. Tinha razão. Os imbecis vão continuar sem entendê-lo.

Luís Antônio Giron

Symphony No. 9 em Ré Menor de Anton Bruckner (Ed. Nowak)
com a Orquestra Sinfônica da Rádio da Baviera
Direção de Eugen Jochum

Symphony No. 8 em Dó Menor de Anton Bruckner (Ed. Haas)
com Orquestra Filarmônica de Hamburgo
Direção de Eugen Jochum

Disc: 1
1. Symphonie Nr. 9 d-moll: 1. Feuerlich, misterioso
2. Symphonie Nr. 9 d-moll: 2. Scherzo. Bewegr, lebhaft – Trio, Schnell
3. Symphonie Nr. 9 d-moll: 3. Adagio. Langsam, feierlich
4. Symphonie Nr. 8 In C Minor: 1. Allegro moderato

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Disc: 2
1. Symphonie Nr. 8 In C Minor: 2. Scherzo. Allegro moderato
2. Symphonie Nr. 8 In C Minor: 3. Adagio. Feierlich langsam, doch nicht schleppend
3. Symphonie Nr. 8 In C Minor: 4. Finale. Feierlich nicht schnell

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Missa em Si Menor (Gustav Leonhardt)

Fragmento retirado do blog de Milton Ribeiro:

Tenho ouvido a Missa desde minha adolescência e parece-me que sempre descubro nela um detalhe a mais, um novo encanto. Voltei a ouvi-la ontem. Coloquei o CD duplo da gravação de Gustav Leonhardt e, por quase duas horas, acreditei em Deus. A noção de divindade sempre evitou este cético que vos escreve, mas, como afirmou o também descrente Ingmar Bergman, é impossível ignorar que Bach (1685-1750) nos convence do contrário através de sua arte perfeita.

A grandeza da Missa não é casual. Bach escreveu-a em 1733 (revisou-a em 1749) com a intenção de que ela fosse uma obra ecumênica. Seria a coroação de sua carreira de compositor sacro. Suas outras obras sacras (Missas, Oratórios, Paixões, Cantatas, etc.) foram sempre compostas em alemão e apresentadas em igrejas luteranas, porém na Missa Bach usa o latim que, em sua opinião, seria mais cosmopolita e poderia trafegar entre outras religiões, principalmente a católica. O texto utilizado não foi o das missas de sua época, é mais antigo e inclui alguns versos retirados após a Reforma, como o significativo Unam sanctam Catholicam et apostolicam Ecclesiam, que é cantado no Credo. É como se Bach pretendesse demonstrar a possibilidade de entendimento entre católicos e protestantes. Curiosamente, esta obra tão profundamente erudita e religiosa, é hoje mais apresentada em salas de concertos do que em igrejas, pois suas necessidades de tempo (105 a 120 minutos) e de grupo de executantes são maiores do que as igrejas normalmente dispõem. Não obstante este problema, Bach consegue transformar tanto as salas de concerto quanto nossas casas em locais de devoção – musical ou religiosa.

Desde os anos 70, comprei algumas gravações da Missa. Comecei por uma que não recomendo a ninguém, a de Karl Richter (3 LPs) com a Orquestra e Coro Bach de Munique. Sem dúvida é o registro mais pesado que possuo da Missa e também o mais remendado, patchy. A orquestra utilizada por Richter é maior que a dos padrões barrocos e, para fazer frente a isto, o coral teve de ser multiplicado. Há enorme intensidade dramática nos tutti, porém, nos trechos mais camarísticos, apesar de sublimes, ficamos nos perguntando para onde foi toda aquela gente. É uma gravação maníaco-depressiva, é capaz de passar da mais louca alegria à expressão mais triste e íntima em segundos. Não gosto.

Minha segunda experiência foi com Andrew Parrott (Solisten des Tölzer Knabenchors e Taverner Consort & Players). Depois da multidão, fui para uma gravação que envolve um contingente mínimo de cantores e instrumentistas. Parrot é um dos precursores da execução de músicas com instrumentos originais. Em minha opinião, esta tese é correta; devemos ouvir preferencialmente o que o compositor ouvia, mas talvez Parrott exagere. Como Bach dava liberdade a que se executassem suas músicas com grupos maiores ou menores, Parrott não o contraria, mas torna seu registro indigente. Não fosse a extraordinária qualidade dos cantores, teria fracassado. Durante este período, sonhava com o meio termo entre Richter e Parrott, entre o faraônico e o indigente. A solução apareceu com Helen Osório e os holandeses. Quem é Helen Osório? Ora, é uma amiga que, um belo dia, emprestou-me sua gravação da Missa sob a regência de Gustav Leonhardt. Quando a ouvi, pensei: aí está. Esta deve ser a melhor de todas as gravações da Missa. Fui ler as principais publicações e minha impressão foi confirmada. Leonhardt, que é holandês, convidou outros da orquestra de câmara La Petite Bande e do Collegium Musicum e conseguiu nos enviar sem escalas ao coração de Bach. Deve ser mais fácil fazer uma gravação melhor depois de ouvir as mancadas dos antecessores; diria até que há ecos do melhor de Richter, Parrott e Harnoncourt em seu registro, mas há muito de mérito próprio. Leonhardt é difícil de superar.

E um comentário aparecido no mesmo blog, escrito por alguém apaixonado e que sabe muito bem do que fala:

Milton. Tens razão (ou quase) do que dizes sobre a Missa do Deus Homem ou do Homem Deus. Ai, Bach, Bach, nestes dias conturbados que passo tenho-te a ti. Olho para o quadro dele que tenho na minha sala de estar e respiro melhor. És o apogeu da Humanidade agora e sempre, hoje e daqui a bilhões de anos se este planeta existir. Jamais haverá outro. Dois Bachs são demais para o Mundo, para a decadente raça humana. Eu tenho pena de morrer (lembra-te do tema) e não poder ouvir a tua musica. Se eu pudesse me levantar da campa de dez em dez anos por duas horas e meia (o tempo da Paixão de S.Mateus) não me importava de morrer já. E já que falo na Paixão de S.Mateus, a do Leonhardt (o pai dos outros todos) é a melhor, ou a de que eu gosto mais. Voltando à Missa… A do Leonhardt, como a ti, também é um disco que me tem acompanhado ao longo da minha vida, também era um dos discos que levava para a ilha deserta. A do Gardiner não, dispenso (É aqui que está o quase). Grande interpretação e uma das referências, sem duvida, a de Phillippe Herreweghe (e uma qualidade de som soberba). A de Masaaki Suzuki da Bis é outra a ouvir e a comprar. Com coro de crianças aconselho também uma boa interpretação de Robert King com a Tolzer Knabenchor da Hyperion.

E é melhor parar por aqui que se eu começo a escrever sobre Ele nunca mais paro. Prefiro ouvi-lo, o que faço religiosamente todos os dias. TODOS OS DIAS. No bom sentido ela é viciante, inebriante, comovente e arrasadora. Ao ouvir as suas grandes obras, deitado de olhos fechados, tenho a sensação que pela primeira vez e única alguém atingiu a perfeição. A sua obra desfaz-me em pedaços, arrasa-me, emagreço, tira-me a dor de dentes e da alma. Sinto-me um anão e ao mesmo tempo um gigante (por o ouvir).

Ai, Bach, Bach… E eu vou morrer um dia!
Cumprimentos

Missa em Si Menor, BWV 232, de Johann Sebastian Bach

Gustav Leonhardt (Conductor),
La Petite Bande (Orchestra),
Collegium Musicum Van de Nederlandse Bachvereniging,
Harry van der Kamp,
Max van Egmond,
Guillemette Laurens,
Isabelle Poulenard,
John Elwes.

CD1

1-01 Missa: Kyrie: Kyrie eleison
1-02 Missa: Kyrie: Christe eleison
1-03 Missa: Kyrie: Kyrie eleison
1-04 Missa: Gloria: Gloria in excelsis Deo
1-05 Et in terra pax
1-06 Missa: Gloria: Laudamus te
1-07 Missa: Gloria: Gratias agimus tibi
1-08 Missa: Gloria: Domine Deus
1-09 Missa: Gloria: Qui tollis
1-10 Missa: Gloria: Qui Sedes
1-11 Missa: Gloria: Quoniam tu solus
1-12 Missa: Gloria: Cum Sancto Spiritu

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CD2

2-01 Symbolum Nicenum: Credo: Credo in unum Deum
2-02 Symbolum Nicenum: Credo: Patrem omnipotentem
2-03 Symbolum Nicenum: Credo: Et in unum Dominum
2-04 Symbolum Nicenum: Credo: Et incarnatus est
2-05 Symbolum Nicenum: Credo: Crucifixus
2-06 Symbolum Nicenum: Credo: Et resurrexit
2-07 Symbolum Nicenum: Credo: Et in Spiritum
2-08 Symbolum Nicenum: Credo: Confiteor
2-09 Symbolum Nicenum: Credo: Ex expecto
2-10 Sanctus: Sanctus
2-11 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem: Osanna
2-12 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem Benedictus
2-13 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem: Osanna
2-14 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem: Agnus Dei
2-15 Osanna, Benedictus, Agnus Dei et Dona nobis pacem: Dona nobis pacem

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