.: interlúdio :. Carla Bley / Tropic Appetites

Neste CD de 1973, a magrona Carla Bley demonstra algo do que seria seu estilo anos depois. Os arranjos já são esplêndidos, o espírito ainda não é o da finíssima ironia que iria permear seus trabalhos posteriores, mas aqui há humor. Muito humor. Em minha opinião, o problema do disco é ser “cantado demais”.

Conheci Carla como principal arranjadora da Liberation Music Orchestra, de Charlie Haden, e depois fui trilhando sua evolução musical dos dias atuais em direção ao passado. É uma grande compositora e arranjadora americana, nascida Carla Borg, em Oakland no ano de 1936. Chamar de estranha a música de Bley é o que todos fazem com carradas de razão. Neste Tropic Appetites, ela utiliza sonoridades grotescas (Enormous tots) seguidas de composições cheias de falsa meiguice (Caucasian Bird Riffles). Enfim, é muito feminina… Depois vai para canções quase convencionais, mas sempre com cantores que as interpretam como se fossem atores (Funnybird), às vezes chegando a conversar com o ouvinte. É claro que 1973 está presente na oriental Song Of The Jungle Stream, na qual ela por vezes parece reencarnar George Harrison.

Bley é uma pianista, compositora e arranjadora de enormes recursos e possui CDs de composições eruditas em seu currículo. Gosto muito.

Carla Bley – Tropic Appetites

01 – What Will Be Left Between Us And The Moon Tonight
02 – In India
03 – Enormous Tots
04 – Caucasian Bird Riffles
05 – Funnybird Song
06 – Indonesian Dock Sucking Supreme
07 – Song Of The Jungle Stream
08 – Nothing

Cello, Double Bass, Bass – Dave Holland
Drums, Percussion – Paul Motian
Saxophone [Tenor], Percussion – Gato Barbieri
Trumpet, Trombone [Valve] – Michael Mantler
Violin, Viola – Toni Marcus
Voice – Julie Tippetts
Voice, Clarinet, Clarinet [Bass], Saxophone [Soprano, Baritone, Bass], Tuba – Howard Johnson (3)
Voice, Recorder, Piano, Electric Piano, Clavinet, Organ, Marimba, Celesta, Percussion – Carla Bley

Notes: Recorded September 1973 through February 1974, Blue Rock Studio, New York.
Julie Tippetts recorded November 1973, Island Studios, London.
Mixed February and March 1974, Blue Rock Studios, New York.

Lyrics By – Paul Haines
Music By – Carla Bley

Originally released 1974

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PQP

Caiu na Rede é Peixe

Por que publico isso? Porque alguns de nossos links — poucos, ainda — estão sumindo e eu estou meio deprimido. É uma guerra que eles já perderam. Até os artistas aprovam a difusão de seus trabalhos. Eles querem ser ouvidos da mesma forma que um escritor quer ser lido. Sabem que ganham com a exposição. Um amigo meu, sabendo de meu desânimo, mandou-me este e-mail ontem:

O intrigante é que as gravadoras nunca se importaram tanto com a defesa dos direitos autorais quando a vantagem era pro lado delas. CDs de compilação, em que músicas de artistas eram vendidas e o próprio não via um centavo de royalties é prática comum até hoje.

… E tem coisa muito pior, como relançamentos dos quais o artista nunca é informado, artista sendo engabelado a vender direitos autorais de suas próprias canções, ou acordos por fora entre gravadoras e canais de distribuição, incluindo aí vendas mascaradas, em que a gravadora tira uma graninha que nem os músicos, nem o Ministério da Fazenda, chegam a ver…

Então, direitos dos artistas é o cacete. Aconteceu a mesma coisa quando o K7 foi lançado, ou quando as rádios começaram a executar música. O que as gravadoras querem é manter o arbítrio unilateral e total sobre o comércio de música… A diferença é que dessa vez eles não estão sabendo cooptar o inimigo, como foi feito com as rádios.

Não é contra a pirataria. É sobre pilhar sozinho nos mares.

Felipe de Amorim

Outro e-mail:

No que concerne à pirataria devemos pensar que ela deve operar, claro que por dinâmicas sociais, junto com outros modos de combate às privatizações da criatividade. No fim, e todos sabemos disso, não há nada mais delicioso do que ser privatizado, se tal processo significa segurança financeira e voz, donde surge uma intensa dor, a de estar à venda sem que ninguém queira comprar. Por isso, julgo que a pirataria deve fazer parte, pelo menos devemos pensar no que fazer, de toda uma rede de novos movimentos criativos. No caso da pirataria da música erudita, devemos produzir movimentos de habitação das salas de concerto e exigência de custos mais baixos, novas disponibilidades. No caso da música popular, penso que o ostracismo deve ser desmontado pela re-povoamento do espaço público pela arte. No caso dos livros, as pequenas editoras devem surgir com tiragens menores, mas fomentando leituras não evidentes. Parece que a internet, no fim das contas, serve para que sejamos capazes de encontrar e agremiar as pequenas coisas. Claro, com uma política atenta! Existem muitas capturas. A pirataria, como outras coisas boas ou ruins, funciona meio que como ácido. Devemos saber o que esperamos ver derretido.

Cesar Kiraly

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Por Alexandre Sanches – Publicado em CartaCapital

Na noite do domingo 15, a equipe coordenadora da comunidade Discografias, do site de relacionamentos Orkut, jogou a toalha, decretou o fechamento de suas portas virtuais e apagou por conta própria todo o conteúdo acumulado em quase quatro anos por 920 mil integrantes.

O conteúdo era música, toneladas virtuais de música compartilhadas pelos participantes de modo gratuito. Ou era pirataria, ilegalidade, crime, de acordo com o argumento usado por corporações musicais que pressionavam a população da Discografias a parar de infringir direitos autorais de compositores, músicos, produtores, editoras e gravadoras.

Um aviso ficou no lugar do maior fórum brasileiro de troca de música: “Informamos a todos os membros da comunidade Discografias e relacionadas que encerramos as atividades, devido às ameaças que estamos sofrendo da APCM e outros órgãos de defesa dos direitos autorais”. APCM é a sigla para Associação Antipirataria Cinema e Música, criada há um ano pelas indústrias fonográfica e cinematográfica, e dirigida por um ex-delegado.

Em comunicado oficial, a APCM confirmou que havia meses acompanhava e solicitava a retirada de links. “Já estava claro que a comunidade se dedicava a disponibilizar músicas de forma ilegal, ignorando todos os canais legais de divulgação e uma cadeia produtiva de compositores, autores, cantores, produtores fonográficos, etc.” E acrescentou considerar um “avanço positivo” a exclusão da Discografias.

O episódio é apenas a ponta visível de um fenômeno mundial de enormes proporções, que transformou a internet num admirável mundo novo para usuários, tanto quanto um inferno para os produtores da cultura antes vendida no formato de CDs e DVDs. Por baixo da pequena multidão reunida numa comunidade do Orkut, há proliferação vertiginosa de blogs e outros recursos de internet dedicados majoritariamente a ofertar download instantâneo e gratuito de discos, filmes e livros.

Tudo está disponível ali para ser compartilhado em qualquer lugar do planeta, do recente filme Gomorra a Louco por Você, um disco cuja reedição é vetada há 48 anos por Roberto Carlos. No campo editorial, o Portal Detonando desenvolve o chamado Projeto Democratização da Leitura – Biblioteca Virtual Gratuita, de downloads de livros. “Compartilhar, nesses casos, é o equivalente a disponibilizar, que por sua vez é uma forma de distribuição. Conteúdo protegido por direito autoral só pode ser disponibilizado por seus titulares”, reage o diretor-executivo da APCM, Antonio Borges Filho.

Mas, à diferença do que aconteceu na fase da pirataria física, hoje não é uma máfia ou o crime organizado que desrespeitam os cânones do direito autoral. Os blogueiros, a maioria deles anônima, são em geral colecionadores de discos, DVDs e livros que descobriram nos blogs a chave para participar do processo cultural, compartilhando seus acervos privados com o resto do mundo.

Em grande medida, são cidadãos comuns (médicos, fotógrafos, técnicos de informática, estudantes), desacostumados aos holofotes da mídia e distantes, inclusive geograficamente, dos bastidores do mercado cultural. De cinco blogueiros ouvidos por CartaCapital, todos garantiram não ganhar nenhum centavo (ao contrário, dizem investir dinheiro na atividade). Portanto, não aceitam o termo “pirata” nem se consideram como tal.

Cada blogueiro demonstra construir uma ética própria, e às vezes critica o que considera “errado” no comportamento do vizinho, mas não em seu próprio. “Acho estranho jogar na rede o trabalho de alguém que ficou dez anos sem gravar e agora fez um disco. É sacanagem”, afirma Mauro Caldas, de 44 anos, integrante de banda punk no Rio de Janeiro dos anos 80, que hoje trabalha em informática e é o único dos blogueiros entrevistados a abrir publicamente sua identidade.

Ele usa o codinome Zeca Louro no Loronix, um dos mais atuantes e abrangentes blogs musicais do Brasil. Escrito em inglês, recebe em média 3,2 mil visitas por dia e já foi acessado em 191 países, segundo Caldas. “Loronix só publica o que é antigo, sem nenhuma possibilidade comercial. Essa distinção a indústria sabe fazer muito bem”, diz, para justificar o fato de nunca ter sido incomodado ou ameaçado. Ao contrário: “Gente da indústria vem até mim, pergunta se tenho determinado disco, pede a capa se vai relançar. Eu colaboro”.

Outro blogueiro, autoapelidado Eterno Contestador e especializado em compartilhar CDs que ainda não chegaram às lojas, defende sua atitude. Diz que não distribui nada de maneira ilegal ou pirata, apenas copia links existentes na rede. E insinua que esses são vazados por integrantes da própria indústria, como jogada de marketing.

O produtor musical Pena Schmidt, ex-executivo de gravadoras e atual diretor do Auditório Ibirapuera, tem argumento semelhante: “A indústria sempre deitou e rolou com o vazamento do novo disco do Roberto Carlos ou do Michael Jackson, sempre deu para poder vender. Na época do piano de rolo, Chiquinha Gonzaga e Zequinha de Abreu eram demonstradores de lojas, tocavam para chamar a atenção das pessoas. Gravadora tocava música de graça no rádio por quê? Para vender música”. A diferença é que antes os vazamentos podiam ser controlados e se dirigiam a uns poucos “formadores de opinião”. Hoje, basta uma cópia cair na rede e pronto, a obra é de todo mundo e não é mais de ninguém.

O produtor Marco Mazzola, dono da gravadora MZA, defende a estratégia punitiva: “Medidas radicais devem ser tomadas, punindo, prendendo os que praticam. Você fica três meses dentro de um estúdio criando com o artista um CD, gasta em músicos, estúdios, capa, marketing, e antes de o produto estar no mercado já está na rede”. Schmidt discorda: “A lei não se encontra com a realidade digital. Por causa de 22 pessoas, 50 milhões se transformaram em criminosos? Não é mais fácil refazer a legislação?”

Se as gravadoras se desesperam com a perda de valor do material plástico que as sustentava, nebulosa é a posição dos artistas e criadores. “A indústria alega a defesa do direito dos autores, mas não é verdade, é só discurso. É a defesa de um modelo de negócio. Não sabem fazer de outra maneira e querem que o resto do mundo todo pare”, diz Schmidt. “Autor não fala sobre o assunto, a não ser que seja diretor de sociedade arrecadadora, como Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Walter Franco.”

CartaCapital procurou ouvir os três citados, entre outros, mas não obteve respostas. Uma possível razão para o silêncio é dada indiretamente pelos blogueiros. Diz um deles, identificado como Fulano Sicrano: “Meu blog adquiriu notoriedade entre artistas e produtores e, atualmente, uma parte do que é publicado é fornecida por eles próprios, à busca de divulgação”. Fulano é mantenedor do Um Que Tenha, que põe na rede novidades musicais, e, segundo ele, recebe 14 mil visitas diárias. “Embora deseje que seu trabalho tenha o máximo de divulgação possível, o artista teme a indisposição com a gravadora, por isso o sigilo”, afirma.

O blogueiro diz receber também e-mails de gravadoras, produtores e artistas que solicitam a retirada de conteúdo. Afirma atendê-los prontamente. Seja repressor ou legitimador, o contato direto com músicos e outros fãs parece ser uma das recompensas pelas dez ou doze horas semanais dedicadas a blogar discos. “Pelo seu ângulo, pode até ser generosidade. Pelo meu, não. Eu me sinto tão bem publicando o UQT que isso passou a ser um ato de puro egoísmo.”

Zeca Louro também cita a notoriedade adquirida no meio musical: “O máximo que me aconteceu foi um ou dois casos de alguém comercialmente ligado a um artista dizer ‘poxa, seria legal você não ter mais o disco aí’. Imediatamente tirei, mas num dos casos o próprio artista reclamou, pediu para contornar. Tem artista que reclama de não ter nada no blog, pergunta se tenho alguma coisa contra ele. Muitos são avessos à tecnologia, eu ajudo”.

Nos bastidores, poucos admitem praticar pirataria virtual, mas há quem o propague aos quatro ventos, caso de Carlos Eduardo Miranda, produtor de grupos de rock e jurado dos programas de tevê Ídolos e Astros. “Sou fã dos blogs de música, muito mesmo. Sou usuário.” Em guerra retórica com a indústria, devolve aos acusadores as acusações de pirataria, roubo, crime: “Deveriam tomar vergonha na cara, porque estão vendendo a mesma música várias vezes, em vinil, depois em CD, depois em MP3. Já paguei, preciso pagar quantas vezes? Quando vão parar de me roubar? Se o artista se acha importante para a cultura, não pode fazer nada que impeça a circulação, senão ele é criminoso também”.

E desafia: “Compro 40 CDs por mês, poucos compram tanto como eu. Sou um criminoso? Os caras estão brigando com quem os sustentou a vida inteira. Deviam contratar os blogueiros para serem executivos deles”. Miranda antevê soluções futuras para o conflito: “Ninguém mais vai precisar guardar nada, e você vai ter acesso a todas as músicas do mundo. Vai ligar o botão como se fosse rádio e escolher. Que se pague uma mensalidade, como paga água e luz, e o problema vai acabar”.

A APCM confirma a pressão sobre os piratas, mas nega fazer “ameaças”. “Não estamos no campo da repressão, muito menos na área policial”, diz Borges Filho. “Fazemos a solicitação ao provedor, no caso o Google, para a retirada de conteúdo ou links.”

“Não aceitamos pressão da indústria fonográfica”, diz Felix Ximenes, diretor de comunicação local do Google, dono do Orkut e do gerador de blogs Blogger. “Nosso compromisso é com o usuário, com quem buscamos compartilhar responsabilidades.” O Google baseia-se na política de receber denúncias, verificar e tirar do ar se for o caso. “Antes, só tínhamos apagado links que levavam a produtos de copyright. O fechamento da Discografias foi um ato do próprio coordenador, que a desarticulou sob protesto, pelas ameaças da APCM. O Orkut é mais visível, eles preferem ir onde há volume.”

“Nunca recebi nenhum e-mail de censura, ameaças ou coisa parecida”, atesta Augusto TM, do Toque Musical, outro dos blogs recheados de raridades. “Isso se deve, acredito, à minha postura de não levar para o blog coisas que se encontram em catálogo nem fazer negócio, comércio ou propaganda.” No início do ano, o Toque Musical protagonizou comoção ao publicar a gravação caseira de uma sessão feita por João Gilberto em 1958, imediatamente antes da fama.

A fita fora vendida para japoneses e já não era propriedade brasileira, como acontece com todo o relicário musical pertencente às multinacionais do disco. Caiu na rede mundial, e o Toque Musical, com média diária de mil visitantes, foi fechado por algumas semanas. Mas isso ocorreu, segundo o blogueiro, devido a seu próprio temor de alguma reação negativa do cantor. Até hoje João Gilberto não reclamou.

J. S. Bach (1685-1750): Concerto Italiano, Abertura no Estilo Francês e Fantasia e Fuga Cromática

No aniversário de Bach, vamos a um bom CD de sua música para teclado. Três grandes obras muito bem interpretadas por Pieter-Jan Belder. O Concerto Italiano e a Abertura Francesa moram em meu coração desde a primeira vez que os ouvi. A sonhadora Fantasia Cromática não perde muito para as duas citadas.

IMPERDÍVEL!!!

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Italian Concerto – French Overture – Chromatic Fantasy & Fugue

ITALIAN CONCERTO in F major BWV 971
1. Allegro 4:08
2. Largo 4:49
3. Presto 4:02

OVERTURE IN THE FRENCH STYLE in B minor BWV 831
4. Ouvertüre 7:24
5. Courante 2:05
6. Gavotte I + II, da capo 3:37
7. Passepied I + II, da capo 2:57
8. Sarabande 3:47
9. Bourrée I + II, da capo 3:05
10. Gigue 2:32
11. Echo 3:02

CHROMATIC FANTASY & FUGUE, in D minor BWV 903
12. Fantasie 5:36
13. Fuge 5:12

Total: 52:22

Pieter-Jan Belder, Harpsichord

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – A Paixão Segundo Mateus, BWV 244

Hoje é aniversário de meu pai. 324 anos. Aproveito a data para revalidar os links desta grande postagem.

Johann Sebastian Bach é o começo e fim de toda a música […] Como fenômeno criador, ele representa o fim de uma época da história da música, o barroco, mas também mais do que isso: Bach é a síntese de toda a música que o precedeu e é, sem dúvida alguma, a chave para toda a música que veio depois.

Günther Ramin, 1954

Certamente, Bach deu muita atenção à composição desta Paixão. Isto fica claro na primorosa partitura, uma partitura que é única entre seus muitos e belos manuscritos. Bach trabalhou nela com régua e compasso e usou tinta vermelha para as falas (recitativos) do Evangelista, a fim de distinguir a mensagem divina do resto do texto. O compositor queria que esta Paixão empolgasse a quantos a escutassem e, de fato, existe nessa obra uma precisão sem circunlóquios difícil de encontrar. A frase que Beethoven escreveu no frontispício da Missa Solemnis também se aplica aqui: “Vem do coração… Que possa chegar ao coração”.

Outra indicação da grande importância que Bach atribuiu à obra são as vastas forças necessárias para executá-la. Elas excedem de longe as de qualquer cantata e as da Paixão Segundo São João. Em sua forma definitiva, a paixão utiliza dois coros mistos, duas orquestras e um outro grupo de meninos cantores para o cantus firmus do primeiro coro. Se não existem partes independentes para cada uma das oito vozes dos dois coros, Bach prescreveu que coro deve interpretar cada número ou se devem unir suas forças.

A predileção do compositor por misturar elementos estilísticos está presente aqui. Os recitativos do Evangelista é acompanhados somente por baixos e órgão, mas isso pode mudar como no caso do pranto de Pedro. As árias são freqüentemente duetos entre um cantor e um instrumento de, aproximadamente, mesmo registro.

Um mar de vozes bachiano não pode ser confundido com nenhum outro.

Johannes Brahms, 1877

A variedade da música dedicada às cenas de multidão é impressionante. A calúnia não poderia ser melhor retratada do que naquele cânone em que uma falsa testemunha repete servilmente cada palavra da acusação de uma outra. Também são formidáveis os três acordes usados na palavra “Barabbas”.

Melodias corais são freqüentemente repetidas na Mateus. Uma delas aparece cinco vezes em diferentes lugares, com letra e harmonia soberbamente ajustadas ao espírito do momento.

É uma obra espantosa que mostramos a vocês na versão de John Eliot Gardiner de 1989. Ela satisfará mesmo ao mais exigente dos ouvintes.

John Eliot Gardiner’s reading of the Matthew Passion is conceived and executed on the highest level, an example of period practice that is unlikely to be bettered any time soon. The performance as a whole vibrates with life: soloists are first-rate, and wonderfully well chosen for their respective parts, and the work of chorus and orchestra is exemplary. The recording, made in 1988 in the spacious ambience of Snape Maltings (England), is well balanced and exceptionally vivid. –Ted Libbey

A Paixão Segundo Mateus, BWV 244 de Johann Sebastian Bach

Durante o coro de abertura da Paixão Segundo Mateus formaram-se à minha frente verdadeiras montanhas de dor.

Rainer Maria Rilke, 1920

CD 1:
1. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.1 Chorus I/II: “ Kommt, ihr Töchter, helft mir klagen” English Baroque Soloists 7:01
2. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.2 Evangelist, Jesus: “ Da Jesus diese Rede vollendet hatte” Anthony Rolfe Johnson 0:35
3. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.3 Choral: “ Herzliebster Jesu, was hast du verbrochen” English Baroque Soloists 0:38
4. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.4 Evangelist, Chorus I/II, Jesus: “ Da versammelten sich die Hohenpriester” Anthony Rolfe Johnson 2:51
5. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.5 Recitative (Alto): “ Du lieber Heiland du” Anne Sofie von Otter 0:52
6. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.6 Aria (Alto): “ Buss und Reu” Anne Sofie von Otter 4:13
7. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.7 Evangelist, Judas: “ Da ging hin der Zwölfen einer” Anthony Rolfe Johnson 0:35
8. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.8 Aria (Soprano): “ Blute nur, du liebes Herz” Ann Monoyios 4:42
9. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.9 Evangelist, Chorus I, Jesus: “ Aber am ersten Tage der süssen Brot” Anthony Rolfe Johnson 1:54
10. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.10 Choral: “ Ich bin’s, ich sollte büssen” English Baroque Soloists 0:42
11. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.11 Evangelist, Jesus, Judas: “ Er antwortete und sprach” Anthony Rolfe Johnson 2:33
12. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.12 Recitative (Soprano): “ Wiewohl mein Herz in Tränen schwimmt” Barbara Bonney 1:17
13. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.13 Aria (Soprano): “ Ich will dir mein Herz schenken” Barbara Bonney 2:56
14. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.14 Evangelist, Jesus: “ Und da sie den Lobgesang gesprochen hatten”  Anthony Rolfe Johnson 0:53
15. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.15 Choral: “ Erkenne mich, mein Hüter” English Baroque Soloists 0:50
16. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.16 Evangelist, Jesus, Petrus: “ Petrus aber antwortete” Anthony Rolfe Johnson 0:51
17. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.17 Choral: “ Ich will hier bei dir stehen” English Baroque Soloists 0:51
18. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.18 Evangelist, Jesus: “ Da kam Jesus mit ihnen zu einem Hofe” Anthony Rolfe Johnson 1:27
19. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.19 Recitative (Tenor, Chorus II): “ O Schmerz! hier zittert das gequälte Herz” Howard Crook 1:57
20. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.20 Aria (Tenor, Chorus II): “ Ich will bei meinem Jesu wachen” Howard Crook 4:56
21. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.21 Evangelist, Jesus: “ Und ging hin ein wenig” Anthony Rolfe Johnson 0:37
22. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.22 Recitative (Bass): “ Der Heiland fällt vor seinem Vater nieder” Olaf Bär 0:53
23. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.23 Aria (Bass): “ Gerne will ich mich bequemen” Olaf Bär 4:01
24. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.24 Evangelist, Jesus: “ Und er kam zu seinen Jüngern” Anthony Rolfe Johnson 1:07
25. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.25 Choral: “ Was mein Gott will, das g’scheh allzeit” English Baroque Soloists 0:57
26. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.26 Evangelist, Jesus, Judas: “ Und er kam und fand sie aber schlafend” Anthony Rolfe Johnson 2:25
27. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.27 Aria (Soprano, Alto, Chorus II): “ So ist mein Jesus nun gefangen”  – Chorus I/II: “ Sind Blitze, sind Donner” Barbara Bonney 5:27
28. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.28 Evangelist, Jesus: “ Und siehe, einer aus denen” Anthony Rolfe Johnson 1:48
29. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part One – No.29 Choral: “ O Mensch, bewein dein Sünde groß” English Baroque Soloists 6:01

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CD 2:
1. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.30 Aria (Alto, Chorus II): “ Ach nun ist mein Jesu hin” Anne Sofie von Otter 3:32
2. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.31 Evangelist: “ Die aber Jesum gegriffen hatten” Anthony Rolfe Johnson 0:52
3. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.32 Choral: “ Mir hat die Welt trüglich gericht” English Baroque Soloists 0:39
4. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.33 Evangelist, Pontifex, Testis I/II: “ Und wiewohl viel falsche Zeugen herzutraten” Anthony Rolfe Johnson 1:02
5. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.34 Recitative (Tenor): “ Mein Jesus schweigt zu falschen Lügen stille” Howard Crook 1:15
6. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.35 Aria (Tenor): “ Geduld” Howard Crook 3:34
7. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.36 Evangelist, Pontifex, Jesus, Chorus I/II: “ Und der Hohepriester antwortete” Anthony Rolfe Johnson 1:54
8. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.37 Choral: “ Wer hat dich so geschlagen” English Baroque Soloists 0:42
9. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.38 Evangelist, Ancilla I/II, Petrus, Chorus II: “ Petrus aber sass draussen im Palast” Anthony Rolfe Johnson 2:18
10. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.39 Aria (Alto): “ Erbarme dich” Michael Chance 6:43
11. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.40 Choral: “ Bin ich gleich von dir gewichen” English Baroque Soloists 0:53
12. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.41 Evangelist, Judas, Chorus I/II, Pontifex I/II: “ Des Morgens aber hielten alle Hohepriester” Anthony Rolfe Johnson 1:43
13. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.42 Aria (Bass): “ Gebt mir meinen Jesum wieder” Cornelius Hauptmann 2:52
14. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.43 Evangelist, Pilatus, Jesus: “ Sie hielten aber einen Rat” Anthony Rolfe Johnson 2:01
15. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.44 Choral: “ Befiehl du deine Wege” English Baroque Soloists 0:57
16. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.45 Evangelist, Pilatus, Uxor Pilati, Chorus I/II: “ Auf das Fest aber hatte der Landpfleger Gewohnheit” Anthony Rolfe Johnson 2:09
17. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.46 Choral: “ Wie wunderbarlich ist doch diese Strafe” English Baroque Soloists 0:38
18. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.47 Evangelist, Pilatus: “ Der Landpfleger sagte” Anthony Rolfe Johnson 0:14
19. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.48 Recitative (Soprano): “ Er hat uns allen wohl getan” Ann Monoyios 1:04
20. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.49 Aria (Soprano): “ Aus Liebe will mein Heiland sterben” Ann Monoyios 5:18
21. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.50 Evangelist, Chorus I/II, Pilatus: “ Sie schrieen aber noch mehr” Anthony Rolfe Johnson 1:50
22. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.51 Recitative (Alto): “ Erbarm es Gott” Anne Sofie von Otter 0:56
23. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.52 Aria (Alto): “ Können Tränen meiner Wangen” Anne Sofie von Otter 6:48

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CD 3:
1. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.53 Evangelist, Chorus I/II: “ Da nahmen die Kriegsknechte” Anthony Rolfe Johnson 1:02
2. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.54 Choral: “ O Haupt voll Blut und Wunden” English Baroque Soloists 1:46
3. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.55 Evangelist: “ Und da sie ihn verspottet hatten” Anthony Rolfe Johnson 0:52
4. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.56 Recitative (Bass): “ Ja freilich will in uns das Fleisch und Blut” Olaf Bär 0:31
5. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.57 Aria (Bass): “ Komm, süsses Kreuz” Olaf Bär 6:06
6. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.58 Evangelist, Chorus I/II: “ Und da sie an die Stätte kamen” Anthony Rolfe Johnson 3:25
7. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.59 Recitative (Alto): “ Ach Golgatha” Michael Chance 1:25
8. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.60 Aria (Alto, Chorus II): “ Sehet, Jesus hat die Hand”  – “ Wohin?” Michael Chance 3:17
9. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.61 Evangelist, Jesus, Chorus I/II: “ Und von der sechsten Stunde an”  – “ Der rufet dem Elias”  – “ Und bald lief”  – “ Halt!”  – “ Aber Jesus schriee abermal” Anthony Rolfe Johnson 2:03
10. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.62 Choral: “ Wenn ich einmal soll scheiden” English Baroque Soloists 1:08
11. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.63 Evangelist, Chorus I/II: “ Und siehe da, der Vorhang im Tempel zerriss”  – “ Wahrlich, dieser ist Gottes Sohn”  – “ Und es waren viel Weiber da” Anthony Rolfe Johnson 2:27
12. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.64 Recitative (Bass): “ Am Abend, da es kühle war” Cornelius Hauptmann 1:57
13. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.65 Aria (Bass): “ Mache dich, mein Herze, rein” Cornelius Hauptmann 5:57
14. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.66 Evangelist, Chorus I/II, Pilatus: “ Und Joseph nahm den Leib”  – “ Herr, wir haben gedacht”  – “ Pilatus sprach zu ihnen” Anthony Rolfe Johnson 2:30
15. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.67 Recitative (Soprano,Alto,Tenor,Bass,Chorus II): “ Nun ist der Herr zur Ruh gebracht”  – “ Mein Jesu, gute Nacht” Olaf Bär 1:36
16. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.68 Chorus I/II: “ Wir setzen uns mit Tränen nieder” English Baroque Soloists 5:09

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St. Matthew Passion (Matthäuspassion), BWV 244 (3 CDs)
Composed by Johann Sebastian Bach
Performed by English Baroque Soloists and Monteverdi Choir
with Ann Monoyios, Cornelius Hauptmann, Howard Crook, Michael Chance, Barbara Bonney, Gilian Ross, Andreas Schmidt, Anne Sofie von Otter, Ruth Holton, Anthony Rolfe Johnson, Olaf Bar
Conducted by John Eliot Gardiner

PQP

Jan Dismas Zelenka (1679-1745) – Complete Orchestral Works

Este é um álbum triplo que transformei em um arquivo dividido em duas partes. Zelenka é bom compositor, escrevia notavelmente para sopros. Sua música orquestral é agradável, de uma simplicidade sedutora. Muito melhor na música vocal (sacra), aqui ele apela para as grandes massas sonoras. Nada de comparações com Handel, por favor.

Zelenka: Complete Orchestral Works

Capriccio No.2 in G major for 2 Horns, 2 Oboes, 2 Violins, Viola & BC
1. [Allegro]
2. Canarie
3. Aria
4. Canarie da capo
5. Gavotte
6. Rondeau
7. Menuett – Trio – Menuett da capo

Hipocondrie a 7 concertanti in A major for 2 Oboes, 2 Violins, Viola, Bassoon & BC
8. [Lentement]
9. Fuge. Allegro – Lentement

Concerto a 8 concertanti in G major for Oboe, Violin, 2 Violins in ripieno, Viola, Violoncello, Basson & BC
10. [Allegro]
11. Largo
12. Allegro

Capriccio No.3 in F major for 2 Horns, 2 Oboes, 2 Violins, Viola & BC
13. [Ouverture] Staccato e forte
14. Allegro
15. Allemande
16. Menuett – [Trio 1] – Menuett da capo [Trio 2] – Menuett da capo
17. [Allegro]

Capriccio No.5 in G major for 2 Horns, 2 Oboes, 2 Violins, Viola & BC
1. [Allegro]
2. Menuett 1 – Menuett 2 – Menuett 1 da Capo
3. Il Contento – Trio – Il Contento da capo
4. Il Furibundo
5. Villanella – Trio – Villanella da capo

Simphonie a 8 concertanti in a minor for 2 Oboes, 2 Violins, Viola, Bassoon, Violoncello & BC
6. [Allegro]
7. Andante
8. Capriccio. Tempo di Gavotta
9. Aria da Capriccio (Andante – Allegro – Andante – Allegro)
10. [Menuett 1] – [Menuett 2] – [Menuett 1 ca capo]

Capriccio No.1 in D major for 2 Horns, 2 Oboes, 2 Violins & BC
11. Andante – [Allegro]
12. Paysan
13. Aria
14. Bourrée
15. Menuett 1 – Menuett 2 – Menuett 1 da capo

Overture a 7 Concertanti in F major for 2 Oboes, 2 Violins, Viola, Bassoon, Violoncello & BC
1. Ouverture. Grave – Allegro – Grave
2. Aria
3. Menuett 1 – Menuett 2 – Menuett 1 da capo
4. [Siciliano]
5. Folie

Symphonia from “Melodrama de S.Wenceslao” in D major for 2 Trumpets, Timpani, 2 Oboes, 2 Violins, Viola & BC
6. Symphonia

Capriccio IV in A major for 2 Corno da caccia, 2 Oboes, 2 Violins & BC
7. Allegro assai
8. Adagio
9. Aria 1 – Aria 2 – Aria 1 da capo
10. In tempo di Canarie
11. Menuett 1 – Menuett 2 – Menuett 1 da capo
12. Andante
13. Paysan 1 – Paysan 2 – Paysan 1 da capo

Das Neu-Eroffnete Orchestre
(on period Instruments)
dir. Jurghen Sonnentheil

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BAIXE A PARTE 2 AQUI – DOWNLOAD PART 2 HERE

PQP

S. Prokofiev (1891-1953) – Romeu e Julieta (balé completo)

Esta versão de Ozawa é, disparado, a melhor versão que ouvi de Romeu e Julieta. Esqueça Rostropovich e Maazel, fique com Ozawa. Ele mata a pau. E a música de Prokofiev, em grande parte roubada dele mesmo, é absolutamente irresistível. Ozawa está perfeitamente à vontade dentro do espírito bem humorado e apaixonado da obra, apesar do drama final. Um show.

Tenho dúvidas sobre a relação de faixas abaixo, acho que há 54 em meu CD. Seria o correto. Será que uma alma caridosa poderia fazer a correção nos comentários? Já disse ontem que estou com sérios problemas de tempo para postar [nota de Vassily: a relação de faixas foi corrigida]

ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL!!!

Prokofiev – Romeo & Juliet

CD1
1. Part I, No. 1, “Introduction”
2. Part I, No. 2, “Romeo”
3. Part I, No. 3, “The street awakens”
4. Part I, No. 4, “Morning Dance”
5. Part I, No. 5, “The Quarrel”
6. Part I, No. 6, “The Fight”
7. Part I, No. 7, “The Prince gives his order”
8. Part I, No. 8, “Interlude”
9. Part I, No. 9, “Preparing for the Ball” (Juliet and the Nurse)
10. Part I, No. 10, “Juliet as a young girl”
11. Part I, No. 11, “Arrival of the guests” (Minuet)
12. Part I, No. 12, “Masks”
13. Part I, No. 13, “Dance of the Knights”
14. Part I, No. 14, “Juliet’s Variation”
15. Part I, No. 15, “Mercutio”
16. Part I, No. 16, “Mercutio”
17. Part I, No. 17, “Tybalt recognizes Romeo”
18. Part I, No. 18, “Departure of the guests” (Gavotte)
19. Part I, No. 19, “Balcony scene”
20. Part I, No. 20, “Romeo’s Variation”
21. Part I, No. 21, “Love Dance”
22. Part II, No. 22, “Folk Dance”
23. Part II, No. 23, “Romeo and Mercutio”
24. Part II, No. 24, “Dance of the five couples”
25. Part II, No. 25, “Dance with the five mandolins”

CD2
1. Part II, No. 26, “The Nurse”
2. Part II, No. 27, “The Nurse gives Romeo the note from Juliet”
3. Part II, No. 28, “Romeo with Friar Laurence”
4. Part II, No. 29, “Juliet with Friar Laurence”
5. Part II, No. 30, “The people continue to make merry”
6. Part II, No. 31, “A Folk Dance again”
7. Part II, No. 32, “Tybalt meets Mercutio”
8. Part II, No. 33, “Tybalt and Mercutio fight”
9. Part II, No. 34, “Mercutio dies”
10. Part II, No. 35, “Romeo decides to avenge Mercutio’s death”
11. Part II, No. 36, “Finale”
12. Part III, No. 37, “Introduction”
13. Part III, No. 38, “Romeo and Juliet” (Juliet’s bedroom)
14. Part III, No. 39, “The Last Farewell”
15. Part III, No. 40, “The Nurse”
16. Part III, No. 41, “Juliet refuses to marry Paris”
17. Part III, No. 42, “Juliet alone”
18. Part III, No. 43, “Interlude”
19. Part III, No. 44, “At Friar Laurence’s”
20. Part III, No. 45, “Interlude”
21. Part III, No. 46, “Again in Juliet’s bedroom”
22. Part III, No. 47, “Juliet alone”
23. Part III, No. 48, “Morning Serenade”
24. Part III, No. 49, “Dance Of The Young Girls With The Lilies”
25. Part III, No. 50, “At Juliet’s bedside”
26. Epilogue, No. 51, “Juliet’s funeral”
27. Epilogue, No. 52, “Death of Juliet”

Boston Symphony Orchestra
Seiji Ozawa

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PQP [restaurado por Vassily em 14.5.2022]

Stravinsky Conducts Stravinsky, Vol. 9 e Vol. 10

Quando eu posto com menor frequência, sinto-me na obrigação de fazer uma postagem especial. E eu adoro Stravinsky, aquele danadinho.

Sempre na busca da beleza e da verdade, P.Q.P. Bach abriu e digitalizou a página 69 e as seguintes de seu livro Igor and Vera Stravinsky – a photograph album (presente de um amigo músico que sabe de minha admiração pela MÚSICA de Igor) para revelar o homem, o macho Igor Stravinsky.


Ah, apesar da fraldinha, os CDs postados são ESPETACULARES, resultado do talento de um grande compositor, aqui em sua fase neoclássica.


Mas… vocês viram o tamanho… o tamanho… o tamanho da vaidade do bofe?


Haja vaidade neste minúsculo e — ui! — musculoso russinho.

Stravinsky Conducts Stravinsky, Vol. 9 e Vol. 10

0-01 Fireworks, Op.4 (recorded January.mp3

0-02 Ode.mp3
0-03 Ode.mp3
0-04 Ode.mp3

0-05 Four Norwegian Moods.mp3
0-06 Four Norwegian Moods.mp3
0-07 Four Norwegian Moods.mp3
0-08 Four Norwegian Moods.mp3

0-09 Circus Polka.mp3

0-10 Ebony Concerto.mp3
0-11 Ebony Concerto.mp3
0-12 Ebony Concerto.mp3

0-13 Chanson russe for Violin and Pian.mp3

1-01 Le Baiser de la fee – Scene I -.mp3
1-02 Le Baiser de la fee – Scene II.mp3
1-03 Le Baiser de la fee – Scene III.mp3
1-04 Le Baiser de la fee – Scene III.mp3
1-05 Le Baiser de la fee – Scene III.mp3
1-06 Le Baiser de la fee – Scene III.mp3
1-07 Le Baiser de la fee – Scene III.mp3
1-08 Le Baiser de la fee – Scene III.mp3
1-09 Le Baiser de la fee – Scene IV.mp3

1-10 Symphony in C – Moderato all br.mp3
1-11 Symphony in C – Larghetto.mp3
1-12 Symphony in C – Allegretto.mp3
1-13 Symphony in C – Largo.mp3
1-14 Symphony in C – Rehearsal fragm.mp3

2-01 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-02 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-03 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-04 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-05 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-06 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-07 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-08 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-09 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-10 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-11 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-12 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-13 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-14 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-15 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-16 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-17 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-18 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-19 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-20 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-21 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3
2-22 Pulcinella – Ballet with Song i.mp3

2-23 L’Histoire du Soldat – Suite -.mp3
2-24 L’Histoire du Soldat – Suite -.mp3
2-25 L’Histoire du Soldat – Suite -.mp3
2-26 L’Histoire du Soldat – Suite -.mp3
2-27 L’Histoire du Soldat – Suite -.mp3
2-28 L’Histoire du Soldat – Suite -.mp3
2-29 L’Histoire du Soldat – Suite -.mp3
2-30 L’Histoire du Soldat – Suite -.mp3
2-31 L’Histoire du Soldat – Suite -.mp3
2-32 L’Histoire du Soldat – Suite -.mp3
2-33 L’Histoire du Soldat – Suite -.mp3

2-34 Octet for Wind Instruments – I..mp3
2-35 Octet for Wind Instruments – II.mp3
2-36 Octet for Wind Instruments – Va.mp3
2-37 Octet for Wind Instruments – Va.mp3
2-38 Octet for Wind Instruments – Va.mp3
2-39 Octet for Wind Instruments – Va.mp3
2-40 Octet for Wind Instruments – Va.mp3
2-41 Octet for Wind Instruments – Va.mp3
2-42 Octet for Wind Instruments – Va.mp3
2-43 Octet for Wind Instruments – Fi.mp3

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PQP

Dino Beghetto (1983) – Distância I e Quatro Movimentos para Sexteto

Minha intenção, ao criar o P.Q.P. Bach, era a mesma dos outros blogs: conquistar o mundo. Ainda não deu, mas estamos fazendo um baita trabalho e nos dá enorme alegria proporcionar aos compositores que frequentam o blog a oportunidade de mostrar seu trabalho para um público qualificado e legal como o nosso. Gilberto Agostinho teve seu arquivo baixado 199 vezes até hoje, é mole? Agora chegou a vez de mais um jovem compositor: Dino Beghetto. Claro que nós nos orgulhamos de receber esses arquivos. O comentário a seguir é minha opinião como ouvinte leigo, mas apaixonado.

O “CD” abre com Distância I. Fico muito surpreso quando ele cita em seu texto ter utilizado “grupos seriais”. Claro que a peça não é tonal, mas seu tom algo jazzístico e de agressividade latente parece estar longe do serialismo. A partir desta observação vocês podem ter uma pequena amostra da estupidez musical deste PQP no qual alguns confiam. Gostei muito da peça e por mim ele poderia desenvolvê-la por maior distância ainda.

A obra seguinte, Quatro Movimentos para Sexteto, é muito mais ambiciosa. Como vocês sabem, sou chato mesmo, então já vou dizendo que não gostei do primeiro movimento e que passei a pulá-lo no iPod. O mesmo não se pode dizer do restante. O segundo movimento, o das quatro danças, me entusiasma desde a primeira, que parece nos remeter ao oriente. Destaco a bem marcada terceira dança neste movimento que me satisfez inteiramente. O terceiro é construído por duplas ou trios de instrumentos, lembrando o Giuoco delle coppie (Jogo das duplas) do Concerto para Orquestra de Bartók. Talvez tenha sido complicado de escrever, mas o suor não é nada perceptível, é excelente e fluida música. O quatro movimento é, como não diz mas sugere o Dino em seu comentário, é uma paródia muito bem feita da música romântica. Ele volta a falar em serialismo, o que me faz um autêntico ignóbil, pois nunca me daria conta e ainda brigaria com quem afirmasse tal absurdo…

A seguir, a palavra está com o Autor. Te mete!

Meu nome é Dino Beghetto Junior, atualmente estou com 26 anos. Sou de São José dos Campos-SP, cidade onde moro até hoje. Tive os primeiros “contatos diretos” com a música aproximadamente aos 9 anos de idade, quando ganhei um violão da minha mãe. Após uns 6 ou 7 meses de aula, parti para o teclado. Depois de 1 ano, mais ou menos, parei de estudar qualquer instrumento musical. No entanto, sempre estive em bastante contato com a música, seja brincando com uma gaita que comprei certa vez ou com o piano do meu tio. No entanto, sempre ouvi música com bastante atenção, não tendo “muito preconceito” se era popular ou erudita.

Com uns 14 anos me reencontrei com o violão aqui em casa, e voltei a ter aulas. No mesmo período também comecei a me interessar por guitarra elétrica, acabei comprando uma e estudando por conta própria. Agora sim me dedicando realmente aos estudos musicais, tomei lições de violão com o mesmo professor numa escola livre de música da cidade até meus 17 anos, enquanto fazia um curso técnico de Meteorologia junto com o colegial. Depois de 6 meses de estágio no Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), percebi que aquilo não era pra mim, e entrei para faculdade de música em Pindamonhangaba após me formar no colégio técnico. O curso não me agradou de todo, no entanto alguns professores fizeram o tempo por lá valer a pena. Foi quando realmente comecei a me interessar por Composição Musical.

Fiquei o ano de 2004 dando aulas de guitarra, violão, harmonia e contraponto numa escola livre de música daqui, também atendendo a aulas particulares. Nesse período comecei a ir atrás de muita leitura que envolvesse composição e também filosofia ligada à música. Em 2005 acabei ingressando no curso de pós-graduação de Composição Musical da Faculdade de Música Carlos Gomes em São Paulo, que conclui em 2006 com muito gosto e com nota máxima na monografia. Entre os bons professores, destaco o compositor Doutor Celso Mojola, que foi meu orientador no trabalho final. Aproveito aqui para dizer também que atualmente estou com um grupo com flauta, flauta baixo, piano, violão e guitarra de 7 cordas, onde componho e também executo (no caso, a guitarra).

A música Quatro Movimentos para Sexteto foi feita para a monografia da pós-graduação em especial, entre janeiro e maio de 2006. A formação é flauta, xilofone, prato, piano, violino e contrabaixo. Existe uma característica que aparecerá em todos os movimentos: um enunciado primordial que será desenvolvido e variado de diversas maneiras. O termo “enunciado primordial” usado aqui tem uma conotação relativa ao “tema” clássico. Especifico aqui, também, as características dos materiais utilizados em cada movimento:

I movimento (Prelúdio para uma nova manhã): escalas e séries, tanto individual como simultaneamente. Foi construído com uma divisão A – B – A’ – C, seguindo o seguinte padrão: A e A’ usam escalas, B usa série e C mistura ambos os materiais.

II movimento (Uma única sombra dança): escalas. Aqui existe uma divisão por grupos principais chamados de “danças”, pelo aspecto estético criado. São quatro danças ao longo deste segundo movimento, com transições e variações sobre o enunciado primordial e/ou pedaços das danças entre elas. O nome desse movimento se refere ao tipo de material usado, ou seja, somente escalas. Como este é o único movimento dessa obra que utiliza somente escalas, é como se fosse “uma única sombra” no contexto geral.

III e IV movimentos (Para poder entender os limites e Sonhos sobre um dia precedente): séries. O terceiro movimento é o mais longo dos quatro, com aproximadamente 10 minutos e 49 segundos. O título se refere exatamente a esse fato: aqui procurei “entender os limites” de duração do uso estritamente serial das notas em um mesmo movimento, de acordo com a maneira que eu organizei as séries escolhidas.

Criei uma divisão no uso dos instrumentos (todos os instrumentos seguem tal divisão, a não ser o xilofone e o prato, que são usados livremente por todo este terceiro movimento) pelos compassos, o que gerou os seguintes grupos: Compassos 1 ao 5: piano, Compassos 6 ao 22: piano e flauta, Compassos 23 ao 39: piano e violino, Compassos 40 ao 56: piano, flauta e violino, Compassos 57 ao 73: flauta, violino e contrabaixo, Compassos 74 ao 86: todos os instrumentos, Compassos 87 ao 103: violino e contrabaixo, Compassos 104 ao 120: piano, violino e contrabaixo, Compassos 121 ao 128: piano.

Estes grupos definem aproximadamente onde se situam as nove seções encontradas neste terceiro movimento. Esta divisão foi feita com o intuito de se obter uma grande variedade de conjuntos de timbres, devido ao fato do tamanho do movimento. Entretanto, é facilmente perceptível o uso abundante do piano.

O material utilizado neste quarto movimento é o mesmo do movimento anterior (séries), porém a estética aqui tem uma relação mais próxima do romantismo, contrastando com o terceiro movimento. Daí a justificativa do título: “sonhos sobre um dia precedente” é uma referência ao material já utilizado e também a uma estética “precedente”, romântica, que já é antiga. Contudo, a peça não soa como uma obra do romantismo (é apenas um “sonho” sobre a estética da época), entre outros motivos por ser serial. Temos duas grandes divisões aqui. Mas é bom salientar que, apesar de se tentar separar algumas seções, este movimento tende a soar mais como uma “linha reta”, única, sem separações.

A outra peça é para piano solo, chamada Distância I. Foi escrita também em 2006, inicialmente como exercício proposto pelo professor Celso Mojola também no curso da pós-graduação. É resultado de um estudo feito sobre o material proposto pelo professor: as notas do, mi e sol. Então as utilizei como material pré-composicional gerador de outros materiais. Portanto, essa música usa materiais escalares de maneira a formar “grupos seriais”, não sendo então uma música serial no sentido restrito, tampouco tonal ou modal.

Os timbres dos instrumentos foram retirados do programa Garritan Personal OrchestraSibelius Edition, com o auxílio do Kontakt Player Gold, da empresa Native Instruments, para adicionar ambiência (reverb) ao arquivo sonoro final.

Obviamente, como compositor, tenho a tendência de querer mostrar como foi o processo de composição e os porquês. Entretanto, meu intuito aqui é explicar um pouco sobre as peças, na intenção de auxiliar a audição das mesmas. Espero não ter sido muito longo nas explanações. Se alguém quiser conversar mais sobre o assunto, é só mandar um email para dbeghetto — aquela arrobinha básica — yahoo.com.br. Será um prazer conversar!

Agradeço ao pessoal do blog, principalmente ao PQP, pela abertura desse espaço para compositores novos. Agradeço também ao Gilberto Agostinho, indiretamente, pois foi o pioneiro dessa “safra nova” no site, e foi pelo post sobre ele que obtive espaço para entrar em contato com o PQP para conversar sobre o assunto.

Dino Beghetto – Distância I e Quatro Movimentos para Sexteto

Distância I
1 Distância I (1min46)

Quatro movimentos para sexteto
2 I Prelúdio para uma nova manhã (3min11)
3 II Uma única sombra dança (7min04)
4 III Para poder entender os limites (10min57)
5 IV Sonhos sobre um dia precedente (4min03)

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PQP

Mendelssohn (1809-1847): Sinfonia Nº 4, “Italiana” / Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 5

Estranho repertório para um disco, mas talvez menos estranho se considerarmos que é um registro de um concerto realizado em Viena no ano de 1993 e os concertos, vocês sabem, costumam apresentar repertórios malucos… O grande Solti, morto em 1997, dá um show de competência em ambas as obras. A Italiana está como deve ser, muito agitada e jovial. Solti tenta obedecer Shostakovich ao fazer uma finale menos triunfante do que a versão de Bernstein, mas não chega à lentidão de Mravinsky que, ao que parece, fazia o que Shosta desejava. Na verdade, Solti obedece pela metade, faz uma bagunça Bernstein-like e, na parte lenta, é Mravinsky-like. Mas, afora estas questões, são interpretações altamente satisfatórias de duas obras famosas e sempre presentes no repertório sinfônico. Há também o DVD deste concerto à venda na Amazon.

O estranho é que gosto tanto de gravações ao vivo que, após ouvir o CD, achei a coisa mais natural do mundo ver as sinfonias mais célebres de Felix e Dmitri juntas e together.

Mendelssohn: Symphony No. 4 in A major (“Italian”), Op. 90
1. Allegro vivace
2. Andante con moto
3. Con modo moderato
4. Saltarello, Presto

Shostakovich: Symphony No. 5 in D minor, Op. 47
5. Moderato
6. Allegretto (Scherzo)
7. Largo
8. Allegro non troppo

Vienna Philharmonic Orchestra
Georg Solti

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PQP

Wilhelm Friedemann Bach (1710–1784) – Keyboard Works

E lá fui eu alegremente juntar em um só arquivo os dois volumes editados pela Naxos da música para teclado de meu irmão devasso. Fi-lo e comecei a ouvi-lo, posto que era um CD, se fosse líquido bebê-lo-ia. E o Sr. Hill começou o Vol. 1 em seu pianoforte. Para minha surpresa, quando o Vol. 2 começou, a Sra. Brown fê-lo ao cravo. Então a junção ficou uma bosta, mas vai assim mesmo. Sim, sei: está escrito na capa de um “Pianoforte” e na do outro “Harpsicórdio”, só que eu não prestei atenção. Favor culpar a Naxos. A música de W.F. é estranha pra mais de metro, mas muito boa. Gosto bastante.

A seguir copio uma nota biográfica de meu irmão (fonte).

Wilhelm Friedmann Bach nasceu em Weimar (Alemanha), em 22 de novembro de 1710. Segundo filho de J.S.Bach e de Maria Barbara (o mais velho dos rapazes). Fez os seus estudos gerais em Cöthen e, depois, na Thomasschule de Leipzig e os seus estudos de Direito na universidade de Leipzig. Seu pai, que o considerou sempre como o mais dotado dos seus filhos, encarregou-se da sua formação musical e compôs, para ensinar, os Pequenos prelúdios e fugas (9), o Klavierbüehlein vor Wilhelm Friedmann Bach, 6 sonatas para órgão e os primeiros prelúdios e fugas de O cravo bem temperado.

A natureza das suas composições confirma a opinião dos contemporâneos segundo a qual W.F.Bach era um grande virtuose do teclado. Foi nomeado, sucessivamente, organista de Santa Sofia, de Dresden (1733), depois, chantre de Notre-Dame de Halle (1746), com o título de diretor de música da cidade; aí, tinha à sua disposição excelentes conjuntos.

No entanto, em 1762, aceitou as funções de mestre de capela em Darmstadt, mas ignora se, efetivamente, ocupou o lugar. Só se demitiu das suas funções em Halle em 1764 e, a partir de então, parece ter levado uma vida independente, sem emprego fixo, primeiro em Halle e, depois, em Brunswick e Berlim. Os seus recitais de órgão causaram sensação, arranjou alguns alunos influentes, mas durante os 20 últimos anos da sua vida, a sua situação material tornou-se cada vez mais precária.

Em Brunswick, deixou empenhada uma parte dos manuscritos de seu pai (entre as quais, A arte da fuga: nunca se chegou a saber se tinham sido vendidos) e viveu de expedientes de todo tipo; foi assim que atribuiu a seu pai algumas das suas composições, na esperança de facilitar a sua venda. W.F.Bach morreu na miséria, devido a uma infecção pulmonar. Ignora-se a localização da sua sepultura.

A sua negligência, a sua extravagância, a sua falta de delicadeza, granjearam-lhe muitas inimizades; mas há que atribuir à malevolência a lenda de um músico boêmio, ébrio e devasso.

W.F.Bach demonstrou possuir um talento verdadeiramente profético, que alia a velha ciência do contraponto e uma inspiração romântica e até impressionista (Fantasias) . Contribuiu tanto como o seu irmão C.P.E.Bach, para o aperfeiçoamento das formas modernas da sonata e do concerto. As suas composições, muito pouco conhecidas, revelam a mais forte personalidade entre todos os filhos do grande J.S.Bach.

Deixou uma Missa alemã em ré menor, 21 cantatas, 9 sinfonias, obras para órgão (fugas, prelúdios de coral), música de instrumentos de tecla (12 sonatas, 8 fugas, 42 polonesas, 10 fantasias, uma dezena de concertos).

Wilhelm Friedemann Bach – Keyboard Works

Vol. 1

12 Polonaises, F. 12
1. Polonaise No. 1 in C major 00:02:41
2. Polonaise No. 2 in C minor 00:03:24
3. Polonaise No. 3 in D major 00:03:55
4. Polonaise No. 4 in D minor 00:01:23
5. Polonaise No. 5 in E flat major 00:03:40
6. Polonaise No. 6 in E flat minor 00:05:28
7. Polonaise No. 7 in E major 00:03:30
8. Polonaise No. 8 in E minor 00:03:24
9. Polonaise No. 9 in F major 00:01:51
10. Polonaise No. 10 in F minor 00:04:58
11. Polonaise No. 11 in G major 00:03:37
12. Polonaise No. 12 in G minor 00:03:33

Keyboard Sonata in D major, F. 3
13. I. Un poco Allegro 00:05:08
14. II. Adagio 00:06:02
15. III. Vivace 00:06:48

16. Fantasia in A minor, F. 23 00:03:08

Robert Hill, pianoforte

Total Playing Time: 01:02:30

Vol. 2

1. Fantasia in C minor, F. 15 00:18:58

8 Fugues, F. 31: Fugues Nos. 1 and 2
2. Fugue No. 1 in C major 00:01:48
3. Fugue No. 2 in C minor 00:02:47

4. Fantasia in E minor, F. 21 00:10:03

8 Fugues, F. 31: Fugues Nos. 3 and 4
5. Fugue No. 3 in D major 00:01:14
6. Fugue No. 4 in D minor 00:01:15

7. Fantasia in D minor, F. 19 00:07:04

8 Fugues, F. 31: Fugues Nos. 5 and 6
8. Fugue No. 5 in E flat major 00:03:41
9. Fugue No. 6 in E minor 00:03:19

10. Fantasia in C minor, F. nv2 00:07:39

8 Fugues, F. 31: Fugues Nos. 7 and 8
11. Fugue No. 7 in B flat major 00:01:36
12. Fugue No. 8 in F minor 00:05:46

13. Fantasia in A minor, F. 23 00:04:31

14. Fantasia in D minor, F. 18 00:03:26

Julia Brown, cravo

Total Playing Time: 01:13:07

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PQP

Béla Bartók (1881-1945): Música para Cordas, Percussão e Celesta / Francis Poulenc (1899-1963): 8 Noturnos

Encontrei esses arquivos perdidos no meu micro. São duas gravações interessantes, mas não sei nada a respeito. Uma não tem nada a ver com a outra… Foram presentes de vocês e espero ser auxiliado para saber os detalhes das gravações. Me ajudem. Não me deixem só!

Bartók: Música para Cordas, Percussão e Celesta

1. Andante tranquillo
2. Allegro
3. Adagio
4. Allegro molto

Amsterdam Concertgebouw Orchestra.
(Transmissão de rádio “Stereo” data desconhecida, gravado em cassette da rádio WNCN de Nova York em 17 de Fevereiro de 1982 – POst original em http://statework.blogspot.com/)
Kiril Kondrashin, regência (gravação ao vivo)

Poulenc: 8 Noturnos

05_poulenc – 8 nocturnes no.1 in c major.mp3
06_poulenc – 8 nocturnes no.2 in f major, bal de jeunes filles.mp3
07_poulenc – 8 nocturnes no.3 in f major, les cloches de malines.mp3
08_poulenc – 8 nocturnes no.4 in c minor.mp3
09_poulenc – 8 nocturnes no.5 in d minor.mp3
10_poulenc – 8 nocturnes no.6 in g major.mp3
11_poulenc – 8 nocturnes no.7 in e flat major.mp3
12_poulenc – 8 nocturnes no.8 in g major, pour servir de coda au cycle.mp3

Pianista: Certamente, não é Deus

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PQP

F. Chopin (1810 – 1849): Polonaises, com Ele

A Fundação para a Divulgação e Inevitável Imortalização do Guia Genial dos Pianistas Maurizio Pollini fundada por Lais Vogel e P.Q.P Bach descobriu, no último momento, que nossa querida Clara Schumann já tinha postado este CD em 2007. Aqui está seu curto texto de apresentação:

O sexto concurso internacional Chopin (1960) tornar-se-ia célebre porque nem um polaco, nem um russo ganhariam o prémio, mas um italiano de dezoito anos, de nome Maurizio Pollini. Pollini, nestas Polonaises, caracteriza-se por uma interpretação equilibrada, disciplinada, com um forte sentido de ritmo e de tempo, sem , no entanto, perder a sua beleza estética. Uma outra contribuição de Clara Schumann para o acervo de Chopin no PQP Bach.

Mais uma gravação extraordinária que a DG republica em sua coleção “The Originals”, uma das coisas mais legais e honestas produzidas pela gravadora alemã.

IMPERDÍVEL!

Chopin (1810 – 1849): Polonaises

1. Polonaise in C sharp minor, Op. 26 No. 1
2. Polonaise in E flat minor, Op. 26 No. 2
3. Polonaise in A major, Op. 40 No. 1
4. Polonaise in C minor, Op. 40 No. 2
5. Polonaise for piano No. 5 in F sharp minor, Op. 44, CT. 154
6. Polonaise for piano No. 6 in A flat major (“Héroique”), Op. 53, CT. 155
7. Polonaise-fantasy for piano No. 7 in A flat major, Op. 61, CT. 156

Maurizio Pollini, piano

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.: interlúdio :. Ralph Towner – Open Letter

Pois é, é um paradoxo. Os críticos babam para este CD, eu acho só legalzinho, competente. E olha que eu gosto muito de Towner e do Oregon. Não sei, talvez eu estivesse mal humorado. Perguntei para minha mulher sua opinião logo que o CD chegou e ela me fez um sinal de indiferença. Bom, mas os críticos acham uma obra prima e costumo concordar quando vem uma avalanche de elogios. Deixem minha opinião sub judice, OK?

Ralph Towner – Open Letter – ECM – 1991-92

1 The Sigh
2 Wistful Thinking
3 Adrift
4 Infection
5 Alar
6 Short’n Stout
7 Waltz For Debby
8 I Fall In Love Too Easily
9 Magic Pouch
10 Magniola Island
11 Nightfall

Ralph Towner classical and 12-string guitars, synthesizer
Peter Erskine drums

Recorded July 1991 and February 1992
ECM 1462

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.: interlúdio :. John Surman – Road to Saint Ives

É incrível o sucesso das postagens envolvendo o espetacular saxofonista e compositor John Surman. Eu gosto muito e fico feliz vendo o contador de downloads lá em cima; ou seja, vocês também gostam. Este é um mais um notável trabalho individual de Surman. Ele deve ser a alegria de qualquer produtor. Fecha-se no estúdio sozinho, toca todos os instrumentos e sai de lá com um CD maravilhoso desses. É um excelente disco para um domingo quente como o de hoje. Se Surman tivesse nascido há algumas décadas, hoje seria uma lenda, mas como está vivinho por aí, poucos dão bola pra ele.

Imperdível!

John Surman – Road to Saint Ives (1990)

1 Polperro
2 Tintagel
3 Trethevy Quoit
4 Rame Head
5 Mevagissey
6 Lostwithiel
7 Perranporth
8 Bodmin Moor
9 Kelly Bray
10 Piperspool
11 Marazion
12 Bedruthan Steps

John Surman bass clarinet, soprano and baritone saxophones, keyboards, percussion

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Giuseppe Verdi (1813-1901): Requiem e Quattro Pezzi Sacri

Houve tempo que achava este requiem por demais operístico. Era uma opinião autenticamente estúpida e preconceituosa. Não sou um grande conhecedor de óperas e minha ignorância só aumenta por ser casado com uma especialista na área. Deveria convidá-la para escrever sobre o arrebatador Requiem de Verdi, mas ela considera o PQP uma invenção minha e de alguns amigos para difundir e conhecer música e ela não está acostumada a produzir textos rápidos. Quando disse-lhe que escreveria em cinco minutos uma apresentação da obra, ela me chamou, com toda a razão, de “embusteiro”. Como veem, não preciso sair de casa para receber críticas…

Tenho uma relação de amor e ódio com esta grande obra. Há muitas, mas muitas boas gravações, porém não há nenhuma que me contente inteiramente. Se nesta os sopranos são esplêndidos, o tenor é uma droga; se naquela o tenor é maravilhoso, vem um mezzo (ou contralto) esculhambar tudo. Acho que esta gravação de 1997 da Naxos tem uma qualidade que faz com que eu a considere mais do que as outras: é equilibrada. A outra característica encantadora dela é seu baixo preço. E outra é a interpretação absolutamente perfeita dos duetos, em minha opinião.

Faz anos que este pedido permanece em nosso SAC. O pessoal daquele departamento ouvia os pedidos e dava gargalhadas. Rá, rá, rá, pediram o Réquiem de Verdi novamente! Chegaram a enquadrar e pendurar na porta de entrada o primeiro pedido, como símbolo de nossa total e irrestrita desconsideração. Hoje, talvez queiram me bater pelo atendimento. Melhor me despedir logo.

ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL!!!

Disc 1

Verdi: Requiem

1. I Requiem and Kyrie 00:09:12
2. II Dies irae 00:02:19
3. II Tuba mirum 00:01:52
4. II Mors stupebit 00:01:39
5. II Liber sciptus 00:05:12
6. II Quid sum miser 00:03:58
7. II Rex tremendae 00:03:49
8. II Recordare 00:04:17
9. II Ingemisco 00:03:34
10. II Confutatis 00:05:46
11. II Lacrymosa 00:05:46
12. III Offertorio: Domine Jesu 00:04:37
13. III Offertorio: Hostias et preces tibi 00:06:15
14. IV Sanctus 00:02:37
15. V Agnus Dei 00:05:22

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Disc 2

1. VI Lux aeterna 00:06:28
2. VII Libera me 00:02:16
3. VII Dies irae 00:02:29
4. VII Requiem aeternam 00:02:59
5. VII Libera me 00:05:58

Colombara, Carlo, bass
Filipova, Elena, soprano
Hernandez, Cesar, tenor
Scalchi, Gloria, mezzo-soprano

Hungarian State Opera Chorus
Hungarian State Opera Orchestra
Morandi, Pier Giorgio, Conductor

Verdi: Quattro Pezzi Sacri

6. Ave Maria 00:05:32
7. Stabat mater 00:13:01
8. Laudi alla vergine Maria 00:05:36
9. Te Deum 00:15:44

Filipova, Elena, soprano
Scalchi, Gloria, mezzo-soprano
Hernandez, Cesar, tenor
Colombara, Carlo, bass

Hungarian State Opera Chorus
Hungarian State Opera Orchestra
Morandi, Pier Giorgio, Conductor

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Total Playing Time: 02:06:18

PQP

Girolamo Frescobaldi (1583 – 1643): Toccatas

Estava saudoso destas peças que tenho somente num glorioso vinil de Gustav Leonhardt. Não é Bach e nem sei porque tais Toccatas formam um álbum duplo cujo outro CD é são Variações Goldberg que publiquei ontem… São peças muito mais antigas, é claro. No antigo disco de Leonhardt havia também algumas peças para órgão. Muito boas. Uma pena que Scott Ross não as tenha trazido, mas o que sobra dá um bom panorama de Frescobaldi, um dos maiores compositores para cravo do século XVII. São famosos os seus livros de tocatas publicados entre 1615 e 1627.

Frescobaldi: Toccatas

1 – 4 from Il Primo Libro Di Toccate
5 – 18 Partite Sopra L’Aria Della Romanesca
19-30 from Il Secondo Libro Di Toccate
31 – 38 Aria Di Balletto

Total Time: 70:53

Scott Ross, cravo

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PQP

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg, BWV 988

Nada demais o Sr. Scott Ross. Um bom registro, mas que não chega a tocar nem de leve o de Pierre Hantaï. Ignoro quando foi gravado. Chutaria que a concepção da engenharia sonora — um tanto abrutalhada para captar o cravo — é dos anos 70 ou 80. Impossível ser mais recente.

É?

Fiquem com Hantaï.

Bach: Variações Goldberg, BWV 988

1. Aria
2. Variation 1
3. Variation 2
4. Variation 3
5. Variation 4
6. Variation 5
7. Variation 6
8. Variation 7
9. Variation 8
10. Variation 9
11. Variation 10
12. Variation 11
13. Variation 12
14. Variation 13
15. Variation 14
16. Variation 15
17. Variation 16
18. Variation 17
19. Variation 18
20. Variation 19
21. Variation 20
22. Variation 21
23. Variation 22
24. Variation 23
25. Variation 24
26. Variation 25
27. Variation 26
28. Variation 27
29. Variation 28
30. Variation 29
31. Variation 30
32. Aria da capo

Total Time: 75min44

Scott Ross, cravo

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PQP

Johann Friedrich Fasch (1688 – 1758): Abertura e Concertos

Mais um grande disco deste obscuro Johann Friedrich Fasch. Não sei o que o barroco alemão ainda guarda escondido. Já publiquei Heinichen? Sim? Mas um só? Céus! Quando publicamos Fasch pela primeira vez no PQP, soubemos que um de nossos leitores-ouvintes… Bem, deixemos que ele fale por si:

Fasch é extraordinário. Eu uso o Andante de seu Concerto em Ré bemol na abertura de meu documentário “Dresden, glória, morte e ressurreição”, cujo protagonista, na verdade, é o Crucifixus da Missa em Si menor.

Belo CD da cpo com destaque para os extraordinários solistas e para o material que o acompanha, cheio de informações acerca das obras e do compositor que, pasmem, nunca foi publicado em vida. Destaque também para as fotos da lata de Sergio Azzolini, a mais perfeita tradução do NERD BICHO-GRILO. Sim, ele existe. Tá esperando o que pra baixar?

IMPERDÍVEL!

Johann Friedrich Fasch: Concertos

Overture (Suite) for orchestra in G major
1. Ouverture
2. Air 1
3. Gavotte
4. Air 2
5. Bourrée
6. Menuet alternativement

Bassoon Concerto in C major
7. Allegro
8. Largo e staccato
9. Allegro

Concerto for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in C minor
10. Allegro
11. Largo e sforzato
12. Allegro

Violin Concerto in A Major
13. [without indication]
14. Adagio
15. Alegro

# Concerto in D minor
16. [without indication]
17. Largo
18. Allegro

19. Concerto in E flat major (attrib.): Allegro

Sergio Azzolini, fagote
Veronika Skuplik, violino
La Stravaganza Köln

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PQP

J. S. Bach (1685-1750): Várias obras para teclado com… ahhhh

Sabem de uma coisa? A gente tem exigências sobrehumanas para com os músicos que gravam. Primeiro, porque estamos viciados na edição. Segundo, porque em nossa casa a gente pode ter o melhor. É justo. Porém, se eu ouvisse esta interpretação de Hélène Grimaud ao vivo, sairia muito feliz do concerto, mesmo que ela tenha concepções estranhas acerca de papai. Mas aí a gente põe a bunda na cadeira de nossa casa, liga o som e espera que venha um Pollini ou uma Argerich ou, no caso de Bach ao piano, um Gould ou um Schiff. A gente tem pouco tempo e não quer saber de nada de segunda linha. E aí, ouvindo este CD, cadê a pianista? Eu nada tenho contra mulheres bonitas — MUITO PELO CONTRÁRIO –, aliás, nada tenho contra mulheres em geral, mas o fato da Deutsche Grammophon apostar apenas na beleza é um escândalo inaceitável que tem se repetido. Há um verdadeiro harém na gravadora. Há meninos bonitos também: alguns agradam às mulheres, outros são tão jovens que devem estar mais ao gosto clerical.

Grimaud é ótima pianista, mas não era para ser uma estrela da DG. Este disco é agradável, apesar de Hélène acentuar as vozes sem lei de formação e sem nos dar aquela gloriosa sensação de descoberta que nos dão os enormes pianistas. O cara bisonho que escreve na Dicta & Contradicta sobre música deve gostar, mas para o PQP não serve. Mas eu comia. A pianista, bem entendido, não o crítico.

Não sou amante das transcrições, mas gostei da Chaconne. Ignoro a autoria. A transcrição de Liszt para o BWV 543 é, como sempre, meio descabelada e me diverti com ela por esta razão. Na verdade, dei risadas, mas ouvi muitas vezes, deliciado com a loucura.

Bach: Obras para teclado com… ahhhh

Das Wohltemperierte Klavier: Book 1, BWV 846-869
1. Prelude in C minor BWV 847
2. Fugue in C minor BWV 847

3. Prelude in C sharp minor BWV 849
4. Fugue in C sharp minor BWV 849

Concerto for Harpsichord, Strings, and Continuo No.1 in D minor, BWV 1052
5. I. Allegro
6. II. Adagio
7. III. Allegro

Das Wohltemperierte Klavier: Book 2, BWV 870-893
8. Prelude in D minor BWV 875
9. Fugue in D minor BWV 875

Partita for Violin Solo No.2 in D minor, BWV 1004 – Atualização posterior: Transcrição de FERRUCCIO BUSONI (1866–1924)
10. Chaconne in D minor

Das Wohltemperierte Klavier: Book 2, BWV 870-893
11. Prelude in A minor BWV 889
12. Fugue in A minor BWV 889

Prelude and Fugue in A minor, BWV 543
13. Prelude and Fugue (transcribed for piano by Franz Liszt)

Das Wohltemperierte Klavier: Book 2, BWV 870-893
14. Prelude in E major BWV 878
15. Fugue in E major BWV 878

Partita for Violin Solo No.3 in E, BWV 1006 (arr. for piano by Rachmaninov)
16. I. Preludio

Hélène Grimaud, piano

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Jakob Ludwig Felix MENDELSSOHN Bartholdy (1809 – 1847) – 200 anos – Sinfonia Italiana, Concerto para Violino, Op. 64, Marcha Nupcial

Pois eu tenho trabalhado muito e nem me dei conta. Ainda bem que o Villalobiano nos alertou. Hoje é o dia dos 200 anos de nascimento de Felix Mendelssohn. Eu não tinha nada preparado para postar, mas encontrei esta antiga e simpática gravação em meu micro e ela vai ter que nos salvar do fiasco de deixar passar em branco os 200 anos do grande Mendelssohn. Pena que eu não tenha uma outra gravação da já postada e por mim amada Sinfonia “A Reforma”.

Um brinde ao grande Mendelssohn!

(Cadê o FDP, hein? Este post era para ele!)

Felix Mendelssohn – 200 anos

Sinfonia nº 4 em lá maior, Op. 90, “Italiana”

01 Allegro Vivace
02 Andante con moto
03 Con moto moderato
04 Saltarello (Presto)

London Symphony Orchestra
Alfred Scholz

Concerto para Violino e Orquestra, Op. 64

05 Allegro molto appassionato
06 Andante
07 Allegretto non troppo – Allegro molto vivace

Jela Spitkova
New Philharmonic Orchestra
Milan Pohronec

08 A Midsummer Night’s Dream – Marcha Nupcial

London Symphony Orchestra
Alfred Scholz

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W. A. Mozart (1756-1791): Requiem and Church Sonatas

É claro que tenho em altíssima conta o Réquiem de Mozart. O que não entendo é o motivo que me leva a ter poucas gravações dele. Sempre foi assim. Fiquei feliz ao encontrar esta versão de Malgoire para o grande Réquiem. As outras gravações que possuo de Malgoire e de La Grande Ecurie et la Chambre du Roy — obras de Handel, Lully e Rameau — são entusiasmantes. E meu entusiasmo repetiu-se ao ouvir sua versão para a obra final de Mozart. Não tenho uma lista de melhores registros para o Réquiem, mas timidamente gostaria de inscrever CD como forte candidato a campeão. É antigo e foi reeditado muitas vezes com capas diferentes, uma mais feia que a outra — à exceção talvez da última… –, e o fato de ter tantas reedições (3 ou 4) já depõe a favor de sua qualidade.

Malgoire é um cara meio escandaloso: sua versão para a Música Aquática e Música para Fogos de Artifício incluem grande orquestra, segundo ele a orquestra prevista por Handel. São músicas festivas e o regente faz delas efetivamente uma festa. Porém, aqui, está contido como deve e, apesar de ter ouvido sempre minha pré-antiga gravação de Karl Böhm, sua abordagem me pareceu muito “compreensiva” para com a obra.

Imperdível.

Mozart: Requiem K. 626

1. I. Introitus: Requiem
2. II. Kyrie
3. III. Sequenz: No. 1 Dies irae
4. III. Sequenz: No. 2 Tuba mirum
5. Sequenz: No. 3 Rex tremendae
6. Sequenz: No. 4 Recordare
7. Sequenz: No. 5 Confutatis
8. Sequenz: No. 6 Lacrimosa
9. IV. Offertorium: No. 1 Domine Jesu
10. IV. Offertorium: No. 2 Hostias
11. V. Sanctus
12. VI. Benedictus
13. VII. Agnus Die
14. VIII. Communio: Lux Aeterna

Mozart: Church Sonatas

15. Church Sonata K. 278
16. Church Sonata K. 336
17. Church Sonata K. 329

Colette Alliot-Lugaz
Dominique Visse
Martyn Hill
Gregory Reinhart

Odille Bailleux, órgão

Nord Pas De Calais Regional Choir
La Grande Ecurie et la Chambre du Roy
dir. Jean-Claude Malgoire

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