G. P. Telemann (1681-1767): Telemann in Minor (Pratum Integrum Orchestra)

G. P. Telemann (1681-1767): Telemann in Minor (Pratum Integrum Orchestra)

Excelente CD dedicado à música de Telemann, um contemporâneo de Bach que, na época em que viviam, era muito mais popular e considerado maior. Claro que era mesmo um monstro, mas não era Bach, nem de longe. Ele compôs em todas as formas e estilos existentes em sua época. Sua música tem um caráter inconfundível, sendo clara, agradável e fluida. Gosto bastante. Telemann deixou mais de 3.000 obras, incluindo cantatas, oratórios, concertos e música de câmara, na qual era um craque. Ele aprendeu música quase sozinho, contra a vontade da família, que queria que fosse advogado. Família é uma merda, né?

G. P. Telemann (1681-1767): Telemann in Minor (Pratum Integrum Orchestra)

1. Overture, suite for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in A minor, TWV 55:a3: Ouverture
2. Overture, suite for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in A minor, TWV 55:a3: Les Plaisirs
3. Overture, suite for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in A minor, TWV 55:a3: Loure
4. Overture, suite for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in A minor, TWV 55:a3: Furies
5. Overture, suite for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in A minor, TWV 55:a3: Rigaudon en Rondeau 1 / Rigaudon 2 / Rigaudon 3
6. Overture, suite for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in A minor, TWV 55:a3: Menuet
7. Overture, suite for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in A minor, TWV 55:a3: Les Matelots
8. Overture, suite for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in A minor, TWV 55:a3: Gigue angloise
9. Overture, suite for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in A minor, TWV 55:a3: Rondeau
10. Overture, suite for 2 oboes, bassoon, strings & continuo in A minor, TWV 55:a3: Hornpipe

11. Sextet (Sonata), for 2 violins, alto viol, tenor viol, cello & continuo in F minor, TWV 44:32: Adagio
12. Sextet (Sonata), for 2 violins, alto viol, tenor viol, cello & continuo in F minor, TWV 44:32: Allegro
13. Sextet (Sonata), for 2 violins, alto viol, tenor viol, cello & continuo in F minor, TWV 44:32: Largo
14. Sextet (Sonata), for 2 violins, alto viol, tenor viol, cello & continuo in F minor, TWV 44:32: Presto

15. Concerto for flute, violin & strings in E minor ‘Concerto à Sei’, TWV 52:e3: Allegro
16. Concerto for flute, violin & strings in E minor ‘Concerto à Sei’, TWV 52:e3: Adagio
17. Concerto for flute, violin & strings in E minor ‘Concerto à Sei’, TWV 52:e3: Presto
18. Concerto for flute, violin & strings in E minor ‘Concerto à Sei’, TWV 52:e3: Adagio
19. Concerto for flute, violin & strings in E minor ‘Concerto à Sei’, TWV 52:e3: Allegro

20. Sextet (Sonata), for 2 violins, 2 viols, cello & continuo in B flat major, TWV 44:34: Adagio
21. Sextet (Sonata), for 2 violins, 2 viols, cello & continuo in B flat major, TWV 44:34: Allegro
22. Sextet (Sonata), for 2 violins, 2 viols, cello & continuo in B flat major, TWV 44:34: Adagio
23. Sextet (Sonata), for 2 violins, 2 viols, cello & continuo in B flat major, TWV 44:34: Allegro

24. Concerto for 2 flutes, violin, strings & continuo in E minor, TWV 53:e1: Larghetto
25. Concerto for 2 flutes, violin, strings & continuo in E minor, TWV 53:e1: Allegro
26. Concerto for 2 flutes, violin, strings & continuo in E minor, TWV 53:e1: Largo
27. Concerto for 2 flutes, violin, strings & continuo in E minor, TWV 53:e1: Presto

Pratum Integrum Orchestra

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

E esse aí é o pessoal da Pratum Integrum Orchestra
E esse aí é o pessoal da Pratum Integrum Orchestra

PQP

The Peasant Girl, com Viktoria Mullova

The Peasant Girl, com Viktoria Mullova

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O que dizer deste surpreendente álbum duplo de Viktoria Mullova? Que ela é doida? Que ela é uma perfeita cigana? Que ela é uma das melhores violinistas de todos os tempos? Que ela não se importa de correr riscos?

Acho que todas as possibilidades acima estão corretas.

Mullova pegou um repertório belíssimo e pouco divulgado para estabelecer com clareza o estrago que a música cigana causou no século XX. Ou seja, dentro de um programa altamente eclético, ela reflete sobre a profunda influência cigana na música clássica e no jazz (SIM!) no século 20. Sob roupagem erudita ou jazzística, a música dos ciganos está em nossas vidas com seu acelerado e marcado pulso. O CD apresenta obras de Bartók e Kodály ao lado de coisas do mundo do jazz, incluindo John Lewis e Django Reinhardt além de faixas da banda Weather Report. A russa Mullova tem fortes ligações pessoais com o campo e os ciganos. Parte de sua família é ucraniana e, quando criança, ela passava temporadas numa pequena aldeia do interior do país, convivendo com camponeses. A música destes CDs nos permite vislumbrar um outro lado desta artista fascinante e de, pelamor, sangue quentíssimo.

(Maiores detalhes sobre as faixas estão no arquivo que vocês, creio, vão baixar).

The Peasant Girl, com Viktoria Mullova

1. For Nedim (For Nadia) 5:36
2. Django 6:44
3. Dark Eyes 6:53
4. Er Nemo Klantz , Bartók Duos 8:20
5. The Peasant 9:35
6. 7 Duos with Improvisations 10:51
7. Yura 4:44

1. Bi Lovengo 3:06
2. The Pursuit of the Woman with the Feathered Hat 5:58
3. Life 4:42
4. Kodaly: Duo for Violin and Cello, Op. 7: I. Allegro serioso 7:39
5. Kodaly: Duo for Violin and Cello, Op. 7: II. Adagio 8:11
6. Kodaly: Duo for Violin and Cello, Op. 7: III. Maestoso e largamente, ma non troppo 8:07

Viktoria Mullova
The Matthew Barley Ensemble

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Russa sangue quente (e bom).
Mullova: russa sangue quente. E bom.

PQP

Claude Debussy (1862-1918): Obras Orquestrais (Nocturnes, La Mer, Prélude A L’Après-Midi D’Un Faune, etc.) (Cleveland, Boulez)

Claude Debussy (1862-1918): Obras Orquestrais (Nocturnes, La Mer, Prélude A L’Après-Midi D’Un Faune, etc.) (Cleveland, Boulez)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Você quer baixar um CD que ganhou um Grammy e foi indicado para outro? Ou você quer um que recebeu o Gran Prix du Disque? Talvez você queira dois que tenham a grife do Diapason d`Or? Ou você prefere um Gramophone Record of the Year?

No caso dos CDs abaixo, tanto faz se você gosta mais da Diapason ou da Gramophone ou se considera o Grammy muito comercial em relação ao Gran Prix du Disque, pois Pierre Boulez e a Orquestra de Cleveland interpretando Debussy ganhou todos esses prêmios.

Não sou um apaixonado por Debussy, longe disso, mas convenhamos que Boulez deixa tudo lindo, VIVO e palatável. É francês, é moderno, ele sabe como fazer. Fim.

Claude Debussy (1862-1918): Obras Orquestrais (Nocturnes, La Mer, Prélude A L’Après-Midi D’Un Faune, etc.) (Cleveland, Boulez)

Nocturnes
I. Nuages 6:15
II. Fêtes 6:31
III. Sirènes 9:40

Première Rhapsodie (Pour Orchestre Avec Clarinette Principale) 8:33

Jeux (Poème Dansé) 16:03

La Mer (Trois Esquisses Symphoniques)
I. De L’Aube À Midi Sur La Mer 8:45
II. Jeux De Vagues 7:06
III. Dialogue Du Vent Et De La Mer 7:41

Prélude À L’Après-midi D’un Faune
Très Modéré 8:52

Images Pour Orchestre
Images Pour Orchestre: N°1 Gigues
Modéré 7:22
Images Pour Orchestre: N°2 Iberia
I. Par Les Rues Et Par Les Chemins: Assez Animé 6:58
II. Les Parfums De La Nuit: Lent Et Rêveur 7:30
III. Le Matin D’un Jour De Fête: Dans Un Rythme De Marche Lointaine, Alerte Et Joyeuse 4:24
Images Pour Orchestre: N°3 Rondes De Printemps
Modérément Animé 7:44

Printemps (Suite Symphonique)
I. Très Modéré 10:18
II. Modéré 6:25

Performed by Cleveland Orchestra Chorus and Cleveland Orchestra,
Conducted by Pierre Boulez,
Franklin Cohen, Clarinete

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Um alegria contagiante.

PQP

Aram Khachaturian (1903-1978): Concerto para Piano e Orquestra / Johannes Brahms (1833-1897): Quinteto para Clarinete (Katin, Rignold, Fine Arts, Kell)

Aram Khachaturian (1903-1978): Concerto para Piano e Orquestra / Johannes Brahms (1833-1897): Quinteto para Clarinete (Katin, Rignold, Fine Arts, Kell)

Os CDs da gravadora brasileira Imagem eram espécimes muito curiosos. Qual é a relação entre o belíssimo Concerto para Piano de Khachaturian e uma das maiores obras já compostas, o Quinteto para Clarinete de Brahms? (Vocês sabiam que a autobiografia de Erico Verissimo, Solo de Clarineta, tem este nome em homenagem ao quinteto de Brahms? Pois é, vivendo e aprendendo…)

A Imagem talvez comprasse tapes de gravadoras obscuras a fim de distribuí-los no Brasil, mas fazia junções totalmente inusitadas, incluindo em um mesmo CD obras inteiramente diversas com os executantes mais variados. Uma loucura absoluta, não fosse a excelente qualidade das músicas e das interpretações. Grandes interpretações sempre! Sem dúvida, havia alguém lá na Imagem que sabia das coisas. Mas… O som é aquilo, né? São registros jurássicos muito bem escolhidos.

O Concerto para Piano de Aram Khachaturian é maravilhoso e mereceria maior destaque dentro do enorme – e batido – repertório pianístico. Cercado por dois movimentos de grande brilhantismo, temos um melodioso e original Andante con Anima ao qual você deveria dar sua atenção à altura dos 2min30 até 4min15. Aqui temos uma invenção fantasmagórica que leva a Armênia para bem perto da Transilvânia de Drácula — não da de Bartók!

Não vou escrever sobre o Quinteto de Brahms. Há livros a respeito. É uma das poucas músicas das quais podemos dizer que não possui nenhum momento inferior. São 35 minutos no Olimpo, em dia ensolarado, agradável, sem ventos, céu de brigadeiro, com vitória do Internacional e derrota do Grêmio, com vitória do Benfica e derrota do Porto. Um mundo lindo.

Aram Khachaturian (1903-1978): Concerto para Piano e Orquestra / Johannes Brahms (1833-1897): Quinteto para Clarinete (Katin, Rignold, Fine Arts, Kell)

Concerto para Piano e Orquestra de Aram Kachaturian
1. Allegro Maestoso
2. Andante Con Anima
3. Allegro Brilhante

Peter Katin, Piano
The London Symphony Orchestra
Regência: Hugo Rignold

Quinteto em Si Menor, Op. 115, para Clarinete e Cordas de Johannes Brahms
4. Allegro
5. Adagio
6. Andantino
7. Con Moto

Reginald Kell, Clarinete
The Fine Arts Quartet

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

P.Q.P. Bach

Kaija Saariaho (1952-2023): Six Japanese Gardens / Trois Rivières Delta (Miroglio)

Kaija Saariaho (1952-2023): Six Japanese Gardens / Trois Rivières Delta (Miroglio)

saariahoFala Saariaho:

Seis Jardins Japoneses é uma coleção de impressões sobre os jardins que vi em Kyoto durante a minha estadia no Japão, no verão de 1993 e minhas reflexões sobre o ritmo naquela época.

Como o título indica, a peça é dividida em seis partes. Cada uma destas partes tem a aparência de um material específico rítmico, a partir da primeira parte simples, em que a instrumentação principal é introduzida, usando figuras polirrítmicos em ostinato ou complexas, com alternância de material rítmico e colorístico.

A seleção dos instrumentos tocados pelo percussionista é voluntariamente reduzido para dar espaço para a percepção das evoluções rítmicas. Além disso, as cores reduzidas são estendidas com a adição de uma parte eletrônica, em que ouvimos os sons da natureza, canto ritual, e instrumentos de percussão gravados no Colégio Kuntachi de Música. As seções já misturadas são acionados pelo percussionista durante a peça, a partir de um computador Macintosh.

Todo o trabalho para o processamento e mistura do material pré-gravado foi feito com um computador Macintosh no meu home studio. Algumas transformações são feitas com os filtros ressonantes no programa CANTO, e com o SVP Phaser Vocoder. Este trabalho foi feito com Jean-Baptiste Barrière. A mistura final foi feita com o programa Protools com o auxílio de Hanspeter Stubbe Teglbjaerg.

A peça é encomendada pela Academia Kunitachi de Música e dedicada a Shinti Ueno.

Kaija Saariaho (1952): Six Japanese Gardens / Trois Rivières Delta

Six Japanese Gardens (1993) 16m03s
1 Tenju-an Garden of Nanzen-ji Temple 3m12s
2 Kinkaku-ki (Golden Pavillon) 1m20s
3 Tenryu-ji (Dry Mountain Stream) 3m03s
4 Ryoan-ji (Sand Garden) 2m20s
5 Saiho-ji (Moss Garden) 2m48s
6 Daisen-in (Stone Bridges) 3m10s

7 Trois rivières Delta (1993) 14m14s
7 1 3m45s
8 2 6m36s
9 3 3m53s

Thierry Miroglio, percussion

Total duration: 30m17s

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Saariaho: belezas orientais
Saariaho: belezas orientais

PQP

G. P. Telemann (1681-1767): La Bizarre / Suites (Akademie Für Alte Musik Berlin)

G. P. Telemann (1681-1767): La Bizarre / Suites (Akademie Für Alte Musik Berlin)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Todo mundo chama Telemann de “prolífico”, muitas vezes com certo desprezo. Ele realmente escreveu muito, só que aqueles que fazem referência a sua enorme obra esquecem de dizer que há muitíssimas coisas boas nela! Telemann foi um grande cara, possuía uma inteligência extraordinária, uma imaginação aguçada e um senso de humor sem limites – e tudo isso se manifesta em sua obra. Para melhorar, ele viveu muito. Imaginem que viveu 86 anos numa época em que se morria muito jovem — tinha 4 anos quando Bach nasceu e morreu 3 anos antes do primeiro vagido beethoveniano. Neste CD, a Akamus traz-nos obras que não lembro ter ouvido antes.

Enquanto a suíte de abertura em ré maior apresenta muitos momentos animados, Les Nations e La Bizarre têm os temas mais ousados ​​e programaticamente divertidos. Por exemplo, no terceiro movimento (“Les Turcs”) de Les Nations ouvimos uma brincadeira estridente, uma emocionante sucessão de mudanças de tempo, reviravoltas melódicas e contrastes dinâmicos. O quinto movimento (“Les Moscovites”) é igualmente impressionante, uma peça assombrosa construída em uma bela progressão de acordes de baixo. La Bizarre traz surpresas sutilmente entrelaçadas em cada movimento. Especialmente agradáveis ​​aqui são os usos astutos de Telemann de ritardando no Courante, Branle, Sarabande, Minuet II e no final do Rossignole. Ah, têm sapos cantando em uníssono! Bem, não é bem um uníssono…

A peça central do CD é o concerto para violino recentemente descoberto que leva o subtítulo “Les Rainettes”. O tom abrupto do violino da solista Midori Seiler logo intervém. Seu instrumento pretende aludir (de acordo com as notas) a um sapo coaxando, embora, para nós, soe mais como uma sirene de ataque aéreo. Esta entrada auspiciosa inicia uma das exibições programáticas de estilo muito imaginativo — uma vez ouvido, este grande concerto não será esquecido tão cedo.

G. P. Telemann (1681-1767): La Bizarre / Suites (Akademie Für Alte Musik Berlin)

Suite In D Major, TWV 55 D:18
1 Ouverture 7:02
2 Menuet I Alternativement – Menuet II 2:47
3 Gavotte En Rondeau 1:28
4 Passacaille 3:19
5 Air 2:20
6 Les Postillons 1:49
7 Fanfare 2:07

Ouverture “Les Nations”, TWV 55:B5 In B Flat Major
8 Ouverture 6:16
9 Menuet I Alternativement – Menuet II 3:46
10 Les Turcs 2:13
11 Les Suisses 1:46
12 Les Moscoviets 1:34
13 Les Portugais 1:45
14 Les Boiteux (Die Hinkenden) 1:00
15 Les Coureurs (Die Läufer) 1:29

Concerto Pour Violon “Les Raineettes”, TWV 51:A2 In A Major
16 Ohne Satzbezeichung 5:30
17 Adagio 4:41
18 Menuet Alternativement 2:44

Ouverture “La Bizarre”, TWV 55:G2 In G Major
19 Ouverture 4:46
20 Courante 1:35
21 Gavotte En Rondeau 0:47
22 Branle 1:46
23 Sarabande 2:16
24 Fantasie 1:11
25 Menuet I – Menuet II 3:32
26 Rossignol 1:35

Bassoon – Christian Beuse
Cello – Antje Geusen, Jan Freiheit
Composed By – Georg Philipp Telemann
Double Bass – Walter Rumer
Harpsichord – Raphael Altermann*
Lute – Björn Colell
Oboe – Annette Spehr, Ekkehard Hering*, Xenia Löffler (tracks: 1 to 7)
Orchestra – Akademie Für Alte Musik Berlin
Timpani – Friedhelm May (tracks: 1 to 7)
Trumpet – François Petitlaurent* (tracks: 1 to 7), Ute Hartwich
Viola – Anja-Regine Graewel, Annette Geiger, Stephan Sieben (2)
Violin – Dörte Wetzel, Erik Dorset, Georg Kallweit, Kerstin Erben, Midori Seiler, Thomas Graewe, Uta Peters
Violin [1st] – Stephan Mai
Violin [Solo] – Midori Seiler (tracks: 16 to 18)

Akademie Für Alte Musik Berlin

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Certamente — e sem exageros — uma das melhores orquestras do planeta

PQP

Nicola Matteis (c.1670-c.1714): False Consonances of Melancholy – Ayres for the Violin (Amandine Beyer & Gli Incogniti)

Nicola Matteis (c.1670-c.1714): False Consonances of Melancholy – Ayres for the Violin (Amandine Beyer & Gli Incogniti)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Pois é, o barroco é uma coisa interminável. Depois de quase sete anos de blog (faremos 20 anos neste 2026), ainda abro novas categorias e a coisa é de primeira linha. Sim, Nicola Matteis, um aparentemente napolitano que acabou em Londres e do qual pouco se sabe. Teve razoável popularidade em seu tempo, casou-se com uma viúva rica e acabou pobre. Acontece. Mas suas Ayres for the Violin são joias que os pequepianos devem conhecer. Amandine Beyer é uma super craque, uma notável violinista. PQP a ama de todos os modos. Se ele passar por ela na rua, ela nem vai ver de que lado ele veio. (Antes do Gli Incogniti, ela integrou a orquestra barroca francesa Café Zimmermann). Confiram!

Nicola Matteis (c.1670-c.1714): False Consonances of Melancholy – Ayres for the Violin (Amandine Beyer & Gli Incogniti)

1 Sonata (Adagio) 2:03
2 Diverse Bizzarie Sopra La Vecchia Ò Pur Ciaccona 4:04
3 Passaggio Rotto. Andamento Veloce 2:14
4 Fantasia 1:32
5 Preludio In Fantasia 1:16
6 Allegro 2:01
7 Aria Malinconica (Adagio) 2:25
8 Giga (Allegro) 0:40
9 Aria Amorosa 3:16
10 Aria 1:21
11 Preludio 1:25
12 Musia (Grave-Presto) 1:42
13 Sarabanda (Adagio) 2:37
14 Aria 1:10
15 Aria Burlesca (Presto) 1:56
16 Fuga (Prestissimo) 1:07
17 Giga. Al Genio Turchesco 0:46
18 Preludio 0:51
19 Adagio 2:11
20 Allemanda Ad Imitatione D’un Tartaglia 1:36
21 Movimento Incognito 4:05
22 Sarabanda Amorosa (Adagio) 1:33
23 Gavotta (Presto) 1:38
24 Preludio. Presto 1:41
25 Pavana Armoniosa 2:01
26 Il Russignolo 1:09
27 Preludio Allegro (Prestissimo). Malinconico (Adagio) 1:25
28 Aria (Adagio-Presto) 2:19
29 Vivace. Eco 2:07
30 Fuga (Presto) 1:39
31 Preludio (Adagio) 1:30
32 Prestissimo 0:35
33 Un Poco Di Maniera Italiana. Aria Ridicola (Presto) 1:25
34 Aria 1:33
35 Fantasia 1:26
36 Preludio In Ostinatione. Passagio Rotto 1:09
37 Andamento Malinconico. Divisone Ad Libitum 2:43
38 Grave (Adagio) 2:03
39 Aria For The Flute 1:15
40 Giga 1:47

Baroque Guitar, Theorbo – Francesco Romano, Ronaldo Lopes (tracks: 1-2, 10-30)
Ensemble – Gli Incogniti
Harpsichord – Anna Fontana
Viola da Gamba – Baldomero Barciela
Violin, Directed By – Amandine Beyer

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

O nome dela, Amandine, parece coisa de comer e ela é boa mesmo. Ao menos tocando.
O nome dela, Amandine, parece coisa de comer. Mas que violinista, senhores!

PQP

Mendelssohn: As Hébridas, Op. 26 / Sibelius: Concerto para violino, Op. 47 / Tchaikovsky: Sinfonia #6, “Patética” (Khachatryan, Masur)

Mendelssohn: As Hébridas, Op. 26 / Sibelius: Concerto para violino, Op. 47 / Tchaikovsky: Sinfonia #6, “Patética” (Khachatryan, Masur)
Masur
Masur

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Saber de onde saíram estas gravações juntadas a partir de mais de um CD? Tarefa impossível. Mas em verdade vos digo: são registros absolutamente entusiasmantes, sensacionais, estimulantes. O que faz Sergey Khachatryan, uma das preferências mais radicais deste que vos escreve, no Concerto de Sibelius? Putz, onde encontrar uma gravação melhor deste concerto? E para ser melhor ainda, é tudo AO VIVO. Olha, o Mendelssohn inicial e o Sibelius são para se ouvir de joelhos, mas, quando chega o Tchai, eu sento na varanda, pego o meu violão e começo a tocar, e o meu moreno que está sempre bem disposto, senta ao meu lado e começa a cantar. Ou seja, quando chega o Tchai, a gente desliga tudo e foge pra Marambaia.

Mendelssohn: As Hébridas, Op. 26 /
Sibelius: Concerto para violino, Op. 47 /
Tchaikovsky: Sinfonia #6, “Patética”

Felix Mendelssohn (1809-1847) – A Abertura “As Hébridas”, Op. 26
1. A Abertura “As Hébridas” em E menor, Op. 26

Jean Sibelius (1865 – 1957) – Concerto para violino, Op.47
2. Allegro moderato
3. Adagio di molto
4. Allegro, ma non tanto

Piotr Ilytch Tchaikovsky (1840-1893) – Sinfonia No. 6, Op. 74 – “Patética”
5. Adagio – Allegro non troppo
6. Allegro con grazia
7. Allegro molto vivace
8. Finale — Adagio lamentoso

Sergey Khachatryan, violin
New York Philharmonic
Kurt Masur, conductor

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Sergey Khachatryan: esse toca pra caraglio.
Sergey Khachatryan: esse toca pra caraglio.

PQP

.: interlúdio :. Paolo Fresu & Omar Sosa (com Jaques Morelenbaum): Alma

.: interlúdio :. Paolo Fresu & Omar Sosa (com Jaques Morelenbaum): Alma

Tentar acompanhar os projetos musicais do pianista cubano Omar Sosa ou do trompetista italiano Paolo Fresu é algo quase atlético. Chamar qualquer um de prolífico é um eufemismo, mas, mais impressionante do que a quantidade de música que eles lançam é a qualidade de sua produção. Amo ambos. Ambos exploram uma fonte de criatividade que escapa à maioria dos artistas. Grande parte dos temas deste CD é bastante discreta, mas sempre de alto em conteúdo emocional. O uso de percussão e da eletrônica em alguns lugares — juntamente com a presença do violoncelista brasileiro Jaques Morelenbaum, dá ao projeto uma sensação de profundidade e variedade, mas essa união de duas almas musicais espiritualmente conectadas teria sido suficiente para fazer a mágica, se esta fosse simplesmente uma gravação nua de piano + trompete. Morelenbaum, Fresu e Sosa criam uma mistura celestial na pacífica faixa-título, que começa em um lugar sereno e chega a um espaço latino firme, enquanto equilibra humores sombrios e imponentes em “Crepuscolo”.

Paolo Fresu & Omar Sosa com Jaques Morelenbaum: Alma

1 S’Inguldu 5:35
2 Inverno Grigio 5:28
3 No Trance 3:36
4 Alma 5:49
5 Angustia 4:34
6 Crepuscolo 3:15
7 Moon On The Sky 5:59
8 Old D Blues 6:36

Medley
9 Niños 4:00
10 Nenia 5:23

11 Under African Skies 7:28
12 Rimanere Grande! 2:58

Cello – Jaques Morelenbaum
Composed By – Omar Sosa (faixas: 2 to 8, 9), Paolo Fresu (faixas: 1, 3, 9, 10, 12), Paul Simon (faixas: 11)
Piano [Acoustic], Sampler, Electric Piano [Fender Rhodes], Synthesizer [Microkorg], Percussion, Vocals, Effects [Multieffects], Producer – Omar Sosa
Trumpet, Flugelhorn, Percussion, Whistle, Effects [Multieffects], Producer – Paolo Fresu

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Omar Sosa e Paolo Fresu

PQP

Beethoven (1770-1827): Trios para Piano , Op. 70, Nº 1 “Ghost” e 2 (Stuttgart Piano Trio)

Beethoven (1770-1827): Trios para Piano , Op. 70, Nº 1 “Ghost” e 2 (Stuttgart Piano Trio)

Boa gravação. O Ghost foi composto em 1808, no mesmo período da Sinfonia No. 5 e da Sinfonia No. 6 colocando-o firmemente no período médio de Beethoven. Por que “Ghost” (Fantasma)? O apelido não foi dado pelo compositor, mas surgiu devido ao caráter único e sobrenatural do segundo movimento (Largo assai ed espressivo). O apelido está intimamente ligado a um projeto de ópera que Beethoven tinha em mente, baseado em “Macbeth”, de Shakespeare. Ele estava esboçando música para a cena em que as três bruxas aparecem para Macbeth. Essa música era sombria, misteriosa e cheia de um suspense fantasmagórico. Beethoven, insatisfeito e abandonando o projeto da ópera, reaproveitou o material musical e o clima dessa cena para compor o segundo movimento deste trio. O aluno, factótum e amigo Carl Czerny, foi quem confirmou essa conexão. Então, quando você ouve o segundo movimento, está essencialmente ouvindo a música que Beethoven imaginou para uma assembleia de bruxas sobrenaturais – daí a sensação de “fantasma”. Uhhhhh… O segundo Trio também é ótimo viram?

Beethoven (1770-1827): Trios para Piano , Op. 70, Nº 1 “Ghost” e 2 (Stuttgart Piano Trio)

Piano Trio No. 5 in D Major, Op. 70, No. 1, “Ghost”
1 I. Allegro vivace e con brio 10:31
2 II. Largo assai ed espressivo 09:05
3 III. Presto 08:31

Piano Trio No. 6 in E-Flat Major, Op. 70, No. 2
4 I. Poco sostenuto – Allegro ma non troppo 10:18
5 II. Allegretto 05:08
6 III. Allegretto ma non troppo 05:23
7 IV. Finale: Allegro 07:39

Stuttgart Piano Trio

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Sai pra lá, demonho!

PQP

Viaggio Musicale: Italian Music of the 17th Century (com Il Giardino Armonico)

Mais um IM-PER-DÍ-VEL !!!

Maravilhoso, espantoso CD do Il Giardino Armonico. Talvez seja o melhor álbum já lançado desses com a finalidade de dar um apanhado na música de uma região em determinada época. A época é das melhores — o barroco italiano — e o Giardino nem usou as armas principais. Nada de Vivaldis, Corellis, Torellis, a fim de dar aquela incrementada nas vendas.

Toda a música desta gravação é maravilhosamente viva e vibrante. O violino é particularmente bom — é o gordinho careca da manta e do qual não lembro o nome. Ouçam como se não houvesse amanhã. Todo amante da música instrumental barroca deve experimentar este grande disco.

Viaggio Musicale: Italian Music of the 17th Century (com Il Giardino Armonico)

01. Monteverdi: Sinfonia aus Il ritorno d’Ulisse in Patria
02. T. Merula: Ciaccona
03. Improvisation
04. Dario Castello: Sonata IV
05. Giovanni Battista Spadi: “Anchor che co’l partire”
06. Improvisation
07. Dario Castello: Sonata X
08. Giovanni Battista Riccio: Sonata a 4
09. Improvisation
10. Biagio Marini: Sonata sopra “la Monica”
11. Marco Uccellini: Aria sopra “la Bergamasca”
12. Salomone Rossi: Sinfonia a 3
13. Giovanni Battista Fontana: Sonata XV
14. Alessandro Piccinini: Toccata
15. Marco Uccellini: Sonata XVIII
16. Salomone Rossi: Sinfonia in eco a 3
17. Francesco Rognoni: “Vestiva i colli”
18. Salomone Rossi: Gagliarda “Zambalina” a 4
19. Sinfonia grave a 5
20. T. Merula: Canzon “la Cattarina”
21. Marco Uccellini: Aria sopra “La scatola degli aghi”
22. Giovanni Paolo Cima: Sonata
23. T. Merula: “Ruggiero”
24. Salomone Rossi: Gagliarda “Norsina” a 5

Il Giardino Armonico
Giovanni Antonini

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Parte dos membros do Il Giardino Armonico

PQP

.: interlúdio :. Eberhard Weber – The Colours of Chloë

.: interlúdio :. Eberhard Weber – The Colours of Chloë

Talvez o principal segredo de Manfred Eicher tenha sido o de viabilizar gravações àquele pessoal talentoso que fica atrás no palco. Eberhard Weber é um exemplo disso. Nascido em 1940, Weber fez seu disco de estréia em 1974, com este bom The Colours of Chloë. Músico de jazz e erudito, Weber era músico de apoio de Joe Pass, Stephane Grappelli, Baden Powell e outros quando fez sua proposta a Eicher. Sua vida mudou e ele pode até montar um grupo próprio de jazz, além de ter se tornado um contumaz baixista de outras grandes estrelas da gravadora como Pat Metheny, Gary Burton, Jan Garbarek e Ralph Towner, representantes mais importantes do som ECM. The Colours of Chloë não é nenhuma maravilha, mas acho curiosa e agradável de ouvir a tentativa de Weber de fazer um som jazzístico próximo àquele que faziam alguns grupos de rock em 1974, como Yes, Pink Floyd, Gentle Giant, etc. É estranho, mas, por alguma razão, é um CD irresistível para quem completou 17 anos no distante 1974. É uma música feita de climas e ostinatos, é também melancólica e muito mais organizada do que o bom jazz deve ser. Parece de vanguarda, mas é aquela coisa que, apesar de bonita, não possui rumo e pula de estilo em estilo. Bom, aí está.

Eberhard Weber – The Colours of Chloë

1. More Colours 6:41
2. The Colours Of Chloë 7:51
3. An Evening With Vincent Van Ritz 5:50
4. No Motion Picture 19:37

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Para mim, Weber sempre será nome de restaurante em praia gaúcha (Tramandaí feelings)
Para mim, Weber sempre será nome de restaurante em praia gaúcha (Tramandaí anos 60 feelings)

PQP

.: interlúdio :. João Gilberto: Eu sei que vou te amar (ao vivo)

.: interlúdio :. João Gilberto: Eu sei que vou te amar (ao vivo)

João Gilberto: Ao Vivo – Eu Sei Que Vou Te Amar não é apenas um grande álbum ao vivo. É mais uma das provas — todas definitivas —  de que a arte de JG não era um produto de estúdio, mas um estado de ser, reproduzível e vivo diante de testemunhas. As 18 faixas são 18 capítulos de uma oração secular à melodia, ao ritmo interior e à beleza contida. Para o fã, é mais uma relíquia. Para o estudioso de música, é um tratado. Para qualquer ouvinte, é a sensação rara de estar na presença de um gênio, onde o silêncio entre as notas e a voz contam mais do que qualquer acorde. Este registro ganha um peso emocional adicional por ser um dos últimos testemunhos públicos de João antes de seu longo retiro da vida pública. Ouvir este disco é, portanto, ouvir o último grande concerto de uma era. É a bossa nova em sua fonte originária, não como uma moda, mas como uma filosofia musical acabada.

João Gilberto: Eu sei que vou te amar (ao vivo)

Eu Sei Que Vou Te Amar 3:43
Desafinado 4:07
Você Nao Sabe Amar 2:19
Fotografia 2:21
Rosa Morena 3:16
Lá Vem A Baiana 2:21
Pra Que Discutir Com Madame 2:53
Isto Aqui O Que É 3:03
Meditação 3:11
Da Cor Do Pecado 2:32
Guacyra 1:34
Se É Por Falta De Adeus 2:46
Chega De Saudade 3:18
A Valsa De Quem Não Tem Amor 1:49
Corcovado 2:28
Estate 2:12
O Amor Em Paz 2:50
Aos Pés Da Cruz 2:14

João Gilberto, voz e violão

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

PQP

F. Chopin (1810-1849) / F. Liszt (1811-1886) / R. Schumann (1810-1856): Peças para piano (Hélène Grimaud)

F. Chopin (1810-1849) / F. Liszt (1811-1886) / R. Schumann (1810-1856): Peças para piano (Hélène Grimaud)

Há uns quatro meses, o Dr. Cravinhos enviou 2 CDs para o PQP. Enviou para mim… mas deveria ter enviado um para mim e outro para FDP. Um considero espetacular, perfeito, maravilhoso — logo será postado — e o outro lastimável. É este que ora vos posto. Desculpe, mas eu odeio severamente a pianística de Chopin (quase sem exceções) e Liszt (salva-se a Sonata em Si Menor e La lugubre gondola). E suporto com muitas restrições o pianismo cheio de dedos de Bob Schumann. Quando comecei a ouvir este CD, minha mulher e filhos me perguntaram se eu queria expulsá-los de casa. Juro que quase saí junto. Que século estranho o XIX… Como é que o denso e profundo Brahms podia gostar dessas rarefações ornamentais para piano de Schumann? Claro que o negócio dele (de Brahms, bem entendido) era a Clara! E como Schumann conseguiu aquelas obras de câmara, aquele quarteto e quinteto para piano fazendo isso em casa? Ô, Cravinhos, os românticos mais… mais… sei lá, devem ir para outro guichê! Porém, o CD é elogiadíssimo e deve ser bom para quem gosta.

A Balada No. 1, Op. 23 é a primeira que Chopin escreveu. Imaginem que o polaquinho nos torturou com mais quatro! Foi composta entre os anos de 1835 e 1836 durante sua primeira temporada parisiense e é dedicada a um certo Barão de Stockhausen, que ironia… Chopin cita o poeta Adam Mickiewicz — deixem este poetastro longe de mim! — como uma influência para as baladas, mas a “inspiração exata” não é clara. Sorte das outras influências pois teriam de ser ofendidas junto com o MICKEYwicz.

Après une Lecture de Dante: Fantasia quasi Sonata é uma horrenda sonata em um movimento, escrita em 1849. É quase música. Foi publicada em 1856 como parte dos Anos de Peregrinação. Claro que o sogrão lia A Divina Comédia, certamente o Inferno. Se é este mesmo o caso, a sonata poderá ser reavaliada.

A Sonata para Piano, Op. 11 foi descrita por nossa colega Clara Wieck como “um apelo de meu coração ao seu”. Quer dizer: do coração dela para o de Bob. Foi aqui que minha família me ameaçou de deserção. Dizem que Clara participou da composição, mas não a salvou dos lugares-comuns. É música discursiva e vazia de cabo a rabo.

F. Chopin (1810-1849) / F. Liszt (1811-1886) / R. Schumann (1810-1856): Peças para piano (Hélène Grimaud)

FRÉDÉRIC CHOPIN (1810 – 1849)
1) Ballade No. 1 in G minor, Op. 23 (8:19)

FRANZ LISZT (1811 – 1886)
2) Aprés une lecture de Dante (torturantes 15:13)
Fantasia quasi sonata
-Années de Pélerinage, Deuxiéme Année “Italie” S.161

ROBERT SCHUMANN (1810 – 1856)
Sonata for Piano in F-sharp minor, Op. 11
3) I- Introduzione: Un Poco Adagio-Allegro vivace (11:24)
4) II- Aria (2:53)
5) III- Scherzo e Intermezzo: Allegrissimo (4:51)
6) IV- Finale: Allegro un poco maestoso (11:13)

HÉLÈNE GRIMAUD, piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sinfonia Nº 3 “Eroica” (Brüggen, Orchestra of the 18th Century)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sinfonia Nº 3 “Eroica” (Brüggen, Orchestra of the 18th Century)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A excelente Orchestra of the 18th Century é muito particular. Eles permitem que as pessoas conversem durante seus concertos e costumam fazem o intervalo dos mesmos entre um  movimento e outro de uma obra. Vocês devem estar se perguntando se são malucos. Não, são uma orquestra do século XVIII que deseja que as pessoas tenham uma experiência de século XVIII! Vi um concerto deles no Southbank Center onde eles tocavam as três últimas sinfonias de Mozart. Eles tocaram a 39, metade da 40, foram para o intervalo, voltaram, completaram a 40 e depois fizeram a 41. O público foi incentivado a bater papo durante o Concerto, mas quase ninguém ousou. Tudo isto seria folclore se não fosse a EXTRAORDINÁRIA QUALIDADE da orquestra. Frans Brüggen (1934-2014), outro craque da Música Historicamente Informada, faz um belíssimo trabalho neste CD de 1987 e que talvez não tenhamos postado ainda. Sobre a qualidadee do repertório não vou falar. Desnecessário.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sinfonia Nº 3 “Eroica” (Brüggen, Orchestra of the 18th Century)

1 Allegro Con Brio 18:22
2 Marcia Funabre (Adagio Assai) 13:09
3 Scherzo (Allegro Vivace) 5:35
4 Finale (Allegro Molto) 12:06

Conductor – Frans Brüggen
Orchestra – Orchestra of the 18th Century

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Há pessoas que envelhecem com cabelo. Merda!

PQP

Glinka: Grande Sexteto / Rimsky-Korsakov: Quinteto para Piano e Sopros (Capricorn Ensemble)

Glinka: Grande Sexteto / Rimsky-Korsakov: Quinteto para Piano e Sopros (Capricorn Ensemble)

IM-PER-DÍ-VEL PELO QUINTETO !!!

Aqui é outra história. Um excelente disco. Um supremo esforço de Glinka produziu um Sexteto bem aceitável e Rimsky-Korsakov — bem, o Quinteto tem luz própria — retorna gloriosamente a nosso blog. Este Quinteto para Piano e Sopros foi a música inaugural, a obra-prima que abriu este blog. Disco para baixar já! Então a gente usa de indulgência esperando o longo e até bom Glinka acabar e depois degusta o Korsakov, combinado? Esta é uma obra da juventude, escrita em 1876, e é uma peça notável no repertório de música de câmara por combinar um um piano com um quarteto de sopros.  Mas dizendo assim parece uma completa idiotice, o que interessa é a alta qualidade de música, ainda sob a influência do estilo clássico-romântico. Embora menos colorida e nacionalista que suas famosas obras orquestrais (como Sherazade), mostra o domínio de uma escrita clara e equilibrada. É interessante notar que seu aluno Anton Arensky compôs um quinteto muito mais famoso (Op. 51), que por vezes é erroneamente atribuído ou associado ao próprio Rimsky-Korsakov.

Glinka: Grande Sexteto / Rimsky-Korsakov: Quinteto para Piano e Sopros (Capricorn Ensemble)

Glinka:

1. Gran sestetto originale, for piano & string quintet in E flat major, G. iv81: Allegro – Maestoso
2. Gran sestetto originale, for piano & string quintet in E flat major, G. iv81: Andante
3. Gran sestetto originale, for piano & string quintet in E flat major, G. iv81: Allegro con spirito

Rimsky-Korsakov: 

4. Quintet, for flute, clarinet, horn, basson & piano in B flat major: Allegro con brio
5. Quintet, for flute, clarinet, horn, basson & piano in B flat major: Andante
6. Quintet, for flute, clarinet, horn, basson & piano in B flat major: Rondo (Allegretto)

Capricorn Ensemble

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Rimsky-Korsakov: esse é fodão

PQP

Glinka (1804-1857) e Alabiev (1787-1851): Música de Câmara (Chandler, Blume, Lawson, Grazzi, Tverskaya)

Glinka (1804-1857) e Alabiev (1787-1851): Música de Câmara (Chandler, Blume, Lawson, Grazzi, Tverskaya)

Ah, OK, é bom, mas não é apaixonante. Ninguém vai enlouquecer ouvindo este comportado Glinka e seu escudeiro Alabiev. São românticos legaiszinhos, com algum sotaque do oriente, nada mais do que isso. Glinka tem considerável importância histórica: pespegaram-lhe o título de Pai da Música Russa. Há pais melhores; o meu, por exemplo.

Glinka (1804-1857) e Alabiev (1787-1851): Música de Câmara

Mikhail Glinka (1804-1857)
Trio Pathétique in D minor
01-I. Allegro moderato
02-II. Scherzo: Vivacissimo – Trio: Meno mosso
03-Largo
04-Allegro con spirito – Alla breve, ma moderato

The Lark, arranged for piano by Balakirev
05-Andante quasi recitativo – Andantino

Viola Sonata in D minor
06-Allegro moderato
07-Larghetto ma non troppo (Andante)

Waltz-Fantasia
08-Waltz-Fantasia

Variations on a theme by Alabiev (The Nightingale)
09-Variations on a theme by Alabiev (The Nightingale)

Alexander Alabiev (1787-1951)

Violin sonata in E minor
10-Allegro con brio
11-Adagio cantabile
12-Rondo: Allegretto scherzando

Adrian Chandler, violino
Norbert Blume, viola
Colin Lawson, clarinete
Alberto Grazzi, basson
Olga Tverskaya, pianoforte

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Glinka: já tivemos melhores dias em nosso blog

PQP

.: interlúdio :. Teresa Salgueiro & Septeto de João Cristal: Você e Eu

.: interlúdio :. Teresa Salgueiro & Septeto de João Cristal: Você e Eu
A capa japonesa

Bom disco da portuguesa Teresa Salgueiro, que era a cantora do Madredeus, interpretando clássicos da bossa nova e da MPB junto com o Septeto de João Cristal. A coisa é muito classuda — arranjos de bom gosto, um grupo de qualidade realmente muito alta, uma cantora afinada e de bela voz que quase consegue perder o sotaque português. Para mim, que já conhecia Salgueiro, a surpresa foi o excepcional Septeto que a acompanha. A capa portuguesa trata de valorizar os acompanhantes, mas nada como ver a bela Teresa na capa japonesa. É um CD que tem uma luz muito particular. Teresa filtra a bossa nova e a MPB com sua voz transparente, respiração calma e o lirismo que sempre carregou consigo desde o Madredeus. O resultado é uma espécie de bossa diferente, mais lunar que solar, íntima sem ser frágil. Veja bem, adoro as versões originais, mas a verdade é que Teresa deu-lhe feições muito interessantes. O Septeto de João Cristal constrói ao redor dela uma arquitetura sonora de grande elegância: piano que brilha sem estridência, clarinete que serpenteia com doçura, um violão que parece mais conversar do que acompanhar, um sábio baixo. Nada é excessivo, e justamente por isso é intenso. As canções ganham outra temperatura — menos praia e mais penumbra, menos festa e mais revelação. A voz de Teresa traz uma saudade que não é brasileira nem portuguesa, é simplesmente humana.

A capa portuguesa

.: interlúdio :. Teresa Salgueiro & Septeto de João Cristal: Você e Eu

1 Chovendo Na Roseira 2:44
2 Na Baixa Do Sapateiro 3:19
3 Marambaia 1:41
4 Estrada Do Sol 4:21
5 Valsa De Uma Cidade 2:56
6 O Samba Da Minha Terra/Saudade Da Bahia 2:59
7 Maracangalha 2:22
8 A Felicidade 4:15
9 Risque 2:36
10 Lamento 2:41
11 Inútil Paisagem 3:13
12 Triste 3:44
13 Modinha 1:48
14 Pra Machucar Meu Coração 4:10
15 Insensatez 3:18
16 Meditação 2:39
17 Valsinha 2:17
18 Samba Do Orfeu 3:01
19 Só Tinha De Ser Com Você 3:34
20 Se Todos Fossem Iguais A Você 3:08
21 Você E Eu 2:29
22 A Banda 2:48

Teresa Salgueiro
Septeto de João Cristal

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

PQP

J. S. Bach (1685-1750): A Oferenda Musical (Dähler)

Este é um LP de 1968 que foi lançado como CD em 1991. O som é o que dá pra ser, mas a música… Olha, ouvi tantas vezes a Oferenda que até enchi, só que depois de ouvir o CD passei dois dias com aquilo na cabeça. O grupo de Jörg Ewald Dähler é muito bom e dá conta de sobras da obra. A Oferenda Musical (1747) é uma das obras mais enigmáticas e sublimes de Bach — um verdadeiro laboratório de invenção. Tudo nasce de um “tema real” dado por Frederico II da Prússia, um motivo sinuoso e difícil que Bach transforma em ricercares, cânones e peças de câmara como quem revela, passo a passo, a geometria secreta da música. O ciclo é uma demonstração quase sobrenatural de contraponto, mas também um gesto poético: Bach pega um tema alheio, severo, e o faz florescer em infinitas possibilidades. É uma obra para ouvir como quem contempla um enigma ou teorema resolvido diante dos olhos — ou, talvez, um enigma que continua a se desdobrar enquanto a música soa.

J. S. Bach (1685-1750): A Oferenda Musical (Dähler)

A1 Ricercare A 3
A2 Canon Perpetuus Super Thema Regium…
A3 Canon A 2
A4 Canon A2 Violini In Unisono
A5 Canon A 2 Per Motum Contrarium
A6 Canon A 2 Per Augmentationem, Contrario Motu
A7 Canon A 2 Per Tonos
A8 Fuga Canonica In Epidiapente
A9 Ricercare A 6
B1 Canon A 2
B2 Canon A 2
B3 Canon A 4
B4 Trio: Largo – Allegro – Andante – Allegro
B5 Canone Perpetuo

Cello – Rolf Looser
Flute [Flöte] – Peter-Lukas Graf
Harpsichord [Cembalo] – Christine Daxelhofer, Ernst Gerber, Jörg Ewald Dähler
Viola – Walter Kägi
Violin [Violine] – Hansheinz Schneeberger, Ilse Mathieu

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

PQP

Edward Elgar (1857-1934): Enigma Variations / Pomp and Circumstance Marches Nos. 1 and 4 / Salut d’amour / Serenade for Strings (Capella Istropolitana, Slovak Radio Symph Orch, Leaper)

Edward Elgar (1857-1934): Enigma Variations / Pomp and Circumstance Marches Nos. 1 and 4 / Salut d’amour / Serenade for Strings (Capella Istropolitana, Slovak Radio Symph Orch, Leaper)

As Variações Enigma (1899), de Edward Elgar, são uma das obras orquestrais mais engenhosas e emocionalmente interessantes já escritas. Partem de um tema aparentemente simples, jamais mostrado por inteiro, sobre o qual Elgar constrói catorze variações — cada uma dedicada a um amigo, retratado em música com carinho e humor. SEndop mais claro, Elgar afirmou que todo o conjunto seria uma espécie de contraponto a uma melodia nunca revelada. Desde então, músicos e pesquisadores tentam decifrar qual seria esse tema escondido — uma canção popular inglesa? Uma melodia religiosa? Nada é conclusivo. Cada variação é um pequeno retrato. Há a leveza brincalhona de C.A.E. (sua esposa, Alice), o humor de R.B.T. e a energia de W.N. As Variações Enigma não são apenas um jogo intelectual. São, acima de tudo, um gesto de amor: a tentativa de fixar em som as pessoas queridas de Elgar.

Edward Elgar (1857-1934): Enigma Variations / Pomp and Circumstance Marches Nos. 1 and 4 / Salut d’amour / Serenade for Strings (Capella Istropolitana, Slovak Radio Symph Orch, Leaper)

Variations on an Original Theme, Op. 36, “Enigma”
1 Introduction – Variation 1: C. A. E. (The Composer’s Wife) – 03:05
2 Variation 2: H. D. S-P. (Hew David Steuart-Powell) – 00:53
3 Variation 3: R. B. T. (Richard Baxter Townshend) – 01:25
4 Variation 4: W. M. B. (William Meath Baker) – 00:32
5 Variation 5: R. P. A. (Richard Penrose Arnold) 02:03
6 Variation 6: Ysobel (Isabel Fitton) – 01:15
7 Variation 7: Troyte (Troyte Griffith) – 00:55
8 Variation 8: W. N. (Winifred Norbury) – 01:57
9 Variation 9: Nimrod (A. J. Jaeger) – 03:42
10 Variation 10: Intermezzo: Dorabella (Dora Penny) – 02:38
11 Variation 11: G. R. S. (George Robertson Sinclair) – 00:56
12 Variation 12: B. G. N. (Basil G. Nevinson) – 02:38
13 Variation 13: Romanza: *** (Lady Mary Lygon) – 02:41
14 Variation 14: Finale: E. D. U. (The Composer) 04:54

Military Marches, Op. 39, “Pomp and Circumstance”: No. 1 in D Major, “Land of Hope and Glory”
15 Military March No. 1 in D Major, Op. 39, “Pomp and Circumstance” 06:03

Military March No. 4 in G Major, Op. 39, “Pomp and Circumstance”
16 Military March No. 4 in G Major, Op. 39, “Pomp and Circumstance” 04:47

Salut d’amour (Liebesgrüss), Op. 12 (version for orchestra)
17 Salut d’amour (Liebesgrüss), Op. 12 (version for orchestra) 03:30

Serenade, Op. 20
18 I. Allegro piacevole 03:17
19 II. Larghetto 05:49
20 III. Allegretto 02:31

Conductor(s): Leaper, Adrian
Orchestra(s): Capella Istropolitana; Slovak Radio Symphony Orchestra

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Edward Elgar empinando uma pipa.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas para o primeiro domingo do Ano Novo, BWV 16, 171, 153, 58 (Rilling)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas para o primeiro domingo do Ano Novo, BWV 16, 171, 153, 58 (Rilling)

Hoje é o primeiro domingo do Ano Novo. Esta postagem não é uma casualidade, porém aviso que, excepcionalmente, devido ao meu desconhecimento sobre estas Cantatas, apelo para a IA do DeepSeek:

 As cantatas para o Domingo após o Ano Novo (ou para a Circuncisão de Cristo, festa fixada em 1º de janeiro) são um grupo fascinante, pois Bach aborda a transição entre a celebração do novo ano e a reflexão sobre os desafios do tempo vindouro.

Das que você citou, é importante fazer uma distinção litúrgica precisa, pois Bach reutilizou algumas cantatas em diferentes datas. Vamos a elas:

1. BWV 16 “Herr Gott, dich loben wir” (Senhor Deus, nós Te louvamos)

  • Data Original: Composta para o Dia de Ano Novo (1º de janeiro de 1726), festa da Circuncisão de Cristo.

  • Características: É uma cantata coral majestosa. O primeiro movimento é uma adaptação grandiosa do hino alemão “Nun lob, mein Seel, den Herren”, criando um tom de louvor e ação de graças pelo novo ano. O recitativo e ária para baixo alertam para os perigos do novo ano, enquanto a ária de tenor é uma prece por proteção divina.

2. BWV 171 “Gott, wie dein Name, so ist auch dein Ruhm” (Deus, como Teu nome, assim também é Tua fama)

  • Data Original: Também para o Dia de Ano Novo (1º de janeiro de 1729?).

  • Características: É uma cantata de paródia, onde Bach reaproveitou música de obras anteriores (neste caso, partes de sua Missa em Sol menor, BWV 235). O texto, baseado no Salmo 48:10, fala sobre a eternidade e a grandeza do nome de Deus. Tem um caráter mais íntimo e contemplativo, com uma bela ária para soprano.

3. BWV 153 “Schau, lieber Gott, wie meine Feind” (Vê, amado Deus, como meus inimigos)

  • Data Original: Esta é especificamente para o Domingo após o Ano Novo (2 de janeiro de 1724).

  • Características: Aqui o tom muda radicalmente. Após a festa, a liturgia lembra a Fuga para o Egito. A cantata é uma oração por proteção contra inimigos e falsos acusadores. É uma obra séria e comovente, que começa com um coral em forma de choral-partita e contém uma ária de baixo com oboé d’amore de grande profundidade, suplicando por auxílio divino.

4. BWV 58 “Ach Gott, wie manches Herzeleid” (Ah, Deus, quanta angústia)

  • Data Original Complexa: Foi composta para o Domingo após o Ano Novo (5 de janeiro de 1727), mas também reapresentada no Domingo após a Epifania. É um diálogo sagrado entre a Alma (Soprano) e Jesus (Baixo).

  • Características: É uma das cantatas mais íntimas e belas de Bach. A estrutura alterna árias e recitativos em diálogo, onde a Alma expressa medo e tribulação e Jesus responde com consolo e promessa de companhia (“Ich bin bei dir” – “Estou contigo”). A cantata termina com um coral de confiança.

Síntese Teológico-Musical:

  • Ano Novo (1º de janeiro): BWV 16 e 171 focam no louvor a Deus pelo novo início e na confiança em Seu nome eterno.

  • Domingo após o Ano Novo: BWV 153 e 58 abordam a realidade imediata do sofrimento e do perigo no mundo, transformando a celebração em um pedido urgente de proteção e consolo. Elas refletem a rápida transição na liturgia luterana da festa para a vida cotidiana da comunidade.

Portanto, você está correto: essas quatro cantatas formam um conjunto complementar perfeito para os dias em torno do Ano Novo na igreja de Leipzig, mostrando a genialidade de Bach em musicar tanto a alegria solene quanto a vulnerabilidade humana perante o futuro.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas para o primeiro domingo do Ano Novo, BWV 16, 171, 153, 58 (Rilling)

BWV 16 (Herr Gott, Dich Loben Wir / Lord God, We Give Thee Praise)
Alto Vocals – Gabriele Schreckenbach
Bass Vocals – Philippe Huttenlocher
Bassoon – Kurt Etzold
Cello – Helmut Veihelmann, Martin Ostertag
Choir – Gächinger Kantorei Stuttgart
Concertmaster – Walter Forchert
Conductor – Helmuth Rilling
Double Bass – Thomas Lom
Harpsichord – Hans-Joachim Erhard
Horn – Johannes Ritzkowsky
Oboe – Diethelm Jonas, Hedda Rothweiler
Orchestra – Bach-Collegium Stuttgart*
Tenor Vocals – Peter Schreier
Viola – Adelheid Böckheler
(17:30)
1 Coro (Choral)
2 Recitativo
3 Aria E Coro
4 Recitativo
5 Aria
6 Choral

BWV 171 ( Gott, Wie Dein Name, So Ist Auch Den Ruhm / God, As Thy Name Is, Too, Thy Fame)
Alto Vocals – Julia Hamari
Bass Vocals – Walter Heldwein
Bassoon – Günther Pfitzenmaier
Cello – Stefan Trauer
Choir – Gächinger Kantorei Stuttgart
Conductor – Helmuth Rilling
Double Bass – Claus Zimmermann
Harpsichord – Hans-Joachim Erhard
Oboe – Günther Passin, Hedda Rothweiler
Orchestra – Württembergisches Kammerorchester Heilbronn*
Soprano Vocals – Arleen Augér*
Tenor Vocals – Aldo Baldin
Timpani – Norbert Schmitt
Trumpet – Josef Hausberger, Peter Send
Violin – Georg Egger, Radboud Oomens
(15:30)
7 Coro
8 Aria
9 Recitativo
10 Aria
11 Recitativo
12 Choral

BWV 153 (Schau, Lieber Gott, Wie Meine Feind / Behold, Dear God, How All My Foes)
Bass Vocals – Walter Heldwein
Cello – Klaus-Peter Hahn
Choir – Gächinger Kantorei Stuttgart
Conductor – Helmuth Rilling
Double Bass – Thomas Lom
Harpsichord – Hans-Joachim Erhard
Orchestra – Bach-Collegium Stuttgart*
Tenor Vocals – Adalbert Kraus
(15:11)
13 Choral
14 Recitativo
15 Arioso
16 Recitativo
17 Choral
18 Aria
19 Recitativo
20 Aria
21 Choral

BWV 58 (Ach Gott, Wie Manches Herzeleid / Ah God, How Oft A Heartfelt Grief)
Bass Vocals – Wolfgang Schöne
Cello – Hannelore Michel
Choir – Gächinger Kantorei Stuttgart (cantus firmus)*
Conductor – Helmuth Rilling
Double Bass – Manfred Gräser
Harpsichord – Martha Schuster
Orchestra – Bach-Collegium Stuttgart*
Soprano Vocals – Ingeborg Reichelt
Violin – Werner Keltsch
(14:48)
22 Aria Con Choral
23 Recitativo
24 Aria
25 Recitativo
26 Aria Con Choral

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

PQP

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 10 / Modest Mussorgsky (1839-1881): Canções e Danças da Morte (Philadelphia Orch, Jansons)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 10 / Modest Mussorgsky (1839-1881): Canções e Danças da Morte (Philadelphia Orch, Jansons)

IM-PER-DÍVEL !!!

A Sinfonia Nº 10, Op. 93, de Dmitri Shostakovich é uma das obras mais pessoais, enigmáticas e poderosas do compositor. Ela foi concluída após a morte de Stalin (março de 1953), que havia perseguido Shostakovich e outros artistas. É vista como uma reação emocional a esse período de terror e à esperança de liberação artística. Shostakovich declarou que a obra representa — referindo-se ao segundo movimento — “Stalin e os anos stalinistas”, embora seu significado vá muito além. A sinfonia tem quatro movimentos. Inicia por um Moderato, um movimento lento, vasto e sombrio, que constrói uma tensão quase insuportável. Representa a opressão e a solidão do indivíduo sob o regime totalitário. Depois temos o tal Allegro, um scherzo brutal, frenético e violento. É frequentemente interpretado como um retrato musical de Stalin — mecânico, implacável e esmagador. Um dos movimentos mais agressivos já escritos por Shostakovich. Segue-se um Allegretto – Largo que finalmente e pela primeira vez introduz o motivo musical DSCH, as notas correspondentes às iniciais do seu nome em alemão: D. SCHostakovich). É como uma assinatura musical, afirmando sua identidade artística após anos de silêncio forçado. O clima é pesado, melancólico e introspectivo. Finaliza com um Andante – Allegro que começa de forma sombria, mas evolui para uma conclusão triunfante. O motivo DSCH retorna com força, simbolizando, talvez, a vitória pessoal do compositor. Bem, mas por que esta sinfonia é tão importante? Ora, porque captura a essência do terror stalinista e o alívio pós-morte do psicopata. Também, pela primeira vez, Shostakovich “assina” uma obra de forma clara com o motivo DSCH, o qual é repetido inúmeras vezes, insistentemente MESMO. É uma obra magistral e emocionalmente devastadora. A estreia (dezembro de 1953) foi controvertida. Autoridades soviéticas acharam a obra “pessimista”, enquanto que outros a viram como um grito de liberdade. Tornou-se um símbolo da resistência artística. Não é apenas música, mas um ato de coragem política e pessoal, onde Shostakovich transforma sua angústia em arte universal. Uma obra obrigatória para entender o século XX. Só mesmo um tolo como Osvaldo Colarusso, no pasquim curitibano de extrema direita Gazeta do Povo, teve a pachorra de chamar Shosta de “covarde e egoísta”. Ele talvez quisesse que Shosta enfrentasse seus algozes de frente e morresse cedo como um herói olaviano? Não vou colocar o link aqui para não ajudar na audiência do jornal, que é um lixo. Ah, voltando ao CD: a regência de Mariss Jansons e a orquestra de Filadélfia dispensam elogios.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 10 / Modest Mussorgsky (1839-1881): Canções e Danças da Morte (Philadelphia Orch, Jansons)

Symphony No. 10, Op. 93
Composed By – Dmitri Shostakovich
1 I. Moderato 21:49
2 II. Allegro 4:19
3 III. Allegretto 12:03
4 IV. Andante – 4:24
5 __ Allegro 8:35

Songs And Dances Of Death
Composed By – Modest Mussorgsky
Orchestrated By – Dmitri Shostakovich
Text By – Count Arseni Golenishchev-Kutuzov
6 I. Cradle Song 4:40
7 II. Serenade 5:02
8 III. Trepak 4:44
9 IV. The Field-Marshall 5:44

Bass Vocals – Robert Lloyd (4) (tracks: 6-9)
Conductor – Mariss Jansons
Orchestra – The Philadelphia Orchestra

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

PQP

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Quartetos Nº 2 e 5 (Éder Quartet)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Quartetos Nº 2 e 5 (Éder Quartet)

Um baita disco. Dois Quartetos alegres e sarcásticos… O Quarteto Nº 2 foi composto logo após a Segunda Guerra Mundial, no mesmo período da Nona Sinfonia. É uma obra de transição: o otimismo oficial do pós-guerra se choca com a desilusão pessoal de Shostakovich. Ainda não havia a repressão aberta de 1948 (com o Decreto Jdanov), mas o clima já era de cautela. É uma “sinfonia de guerra” em miniatura, mas dizendo muito: é feliz, mas parece focar mais no custo humano do que na vitória. O terceiro movimento é um scherzo grotesco, típico do estilo de Shostakovich. Já o Nº 5 foi escrito durante o auge do Decreto Jdanov, que acusou Shostakovich de “formalismo burguês”. Sua música mais pública (sinfonias, concertos) era censurada, então ele canalizou sua voz mais autêntica para a música de câmara. É uma obra estruturalmente perfeita e, como sempre, carregada de subtexto emocional. Tratou-se de uma válvula de escape artística; nele, Shostakovich fala sem as restrições da música sinfônica oficial. Podemos dizer que o Nº 3 é um documento histórico emocional da experiência traumática do século XX. É Shostakovich como cronista da guerra e da memória. E o Nº 5 seria um testemunho da resistência artística.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Quartetos Nº 2 e 5 (Éder Quartet)

String Quartet No. 3 In F, Op. 73
1 Allegretto 6:52
2 Moderato Con Moto 4:59
3 Allegro Non Troppo 4:08
4 Adagio 5:26
5 Moderato 9:02

String Quartet No. 5 In B Flat, Op. 92
6 Allegro Non Troppo 10:11
7 Andante 9:20
8 Moderato – Allegretto 10:08

Éder Quartet:
Cello – György Éder
Viola – Sándor Papp
Violin – György Selmeczi, Péter Szüts*

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Shostakovich sendo pai.

PQP

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Integral dos Quartetos de Cordas (Emerson String Quartet)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Integral dos Quartetos de Cordas (Emerson String Quartet)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Há muitos anos acredito que os 15 quartetos de Shostakovich rivalizam com suas 15 sinfonias em qualidade. Sinto-me instado a ouvi-los sempre com a mesma ou maior atenção que dou às sinfonias. São certamente obras mais íntimas, mas quem disse que o intimismo deva ser menos considerado que os grandes painéis?

Esta é a quinta série completa que conheço. Tenho as dos quartetos Fitzwilliam, Borodin, Shostakovich e Éder (Naxos) e, olha, somando e pesando as qualidades de todos, acho que ficou com o Emerson, apesar do fundamental 8º Quarteto não ser tão DEVASTADOR quanto eu gostaria. Mas a musicalidade do grupo e seu grande senso de estilo dão-lhe o título provisório de campeões. Abaixo, algumas anotações que fiz ao longo dos anos. Não comento todos os quartetos. Minha escolha não significa que goste mais dos que comentei e menos dos outros, é puramente casual.

Quarteto de Cordas Nº 2, Op. 68 (1944)

Este trabalho em quatro movimentos foi escrito em menos de três semanas. A abertura é uma melodia de inspiração folclórica, tipicamente russa. O grande destaque é o originalíssimo segundo movimento, Recitativo e Romance: Adagio. O primeiro violino canta (ou fala) seu recitativo enquanto o trio restante o acompanha como se estivessem numa ópera ou música sacra barroca. O Romance parece música árabe, mas não suficientemente fundamentalista a ponto que a Al Qaeda comemore. Segue-se uma pequena valsa no mesmo estilo. O quarto movimento é um Tema com variações que fecha brilhantemente o quarteto.

É curioso que neste quarteto, talvez por ter sido composto rapidamente, há uma musicalidade simples, leve e nada forçada. Talvez nem seja uma grande obra como os Quartetos Nros. 8 e 12, mas é dos que mais ouço. Afinal, esta é uma lista pessoal e as excentricidades valem, por que não?

Quarteto de Cordas Nº 6, Op. 101 (1956)

Talvez apenas aficionados possam gostar deste esquisito quarteto. Ele tem quatro movimentos, dos quais três são decepcionantes ou descuidados. O intrigante nesta música é o extraordinário terceiro movimento Lento, uma passacaglia barroca que é anunciada solitariamente pelo violoncelo. É de se pensar na insistência que alguns grandes compositores, em seus anos maduros, adotam formas bachianas. Os últimos quartetos e sonatas para piano de Beethoven incluem fugas, Brahms compôs motetos no final de sua vida e Shostakovich não se livrou desta tendência de voltar ao passado comum de todos. Enfim, este quarteto vale por seu terceiro movimento e, com certa boa vontade, pelo Lento – Allegretto final.

Quarteto de Cordas Nº 7, Op. 108 (1960)

Mais um quarteto de Shostakovich com um lindíssimo movimento lento, desta vez baseado no monólogo de Boris Godunov (ópera de Mussorgski baseada em Puchkin), e mais um finale construído em forma de fuga, utilizando temas do primeiro movimento. Uma pequena e curiosa jóia de onze minutos.

Quarteto de Cordas Nº 8, Op. 110 e Sinfonia de Câmara, Op. 110a – Arranjo de Rudolf Barshai (1960)

Na minha opinião, o melhor quarteto de cordas de Shostakovich. Não surpreende que tenha recebido versões orquestrais. Trata-se de uma obra bastante longa para os padrões shostakovichianos de quarteto; tem cinco movimentos, com a duração total ficando entre os 20 minutos (na versão para quarteto de cordas) e 26 (na versão orquestral). O quarteto abre com um comovente Largo de intenso lirismo, o qual é seguido por um agitado Allegro molto, de inspiração folclórica e que fica muito mais seco na versão para quarteto. O terceiro movimento (Allegretto) é uma surpreendente valsinha sinistra a qual é respondida por outra valsa, muito mais lenta e com um acompanhamento curiosamente desmaiado. O quarteto é finalizado por dois belos temas ; o primeiro sendo pontuado por agressivamente por um motivo curto de três notas e o segundo formado por mais uma fuga a quatro vozes utilizando temas dos movimentos anteriores.

Quarteto Nº 9, Op. 117 (1964),
Quarteto Nº 10, Op. 118 (1964) e
Quarteto Nº 11, Op. 122 (1966)

Os quartetos de números 9, 10 e 11 são semelhantes em estrutura e espírito. São os três muito bons e têm em comum o fato de manterem por todo o tempo a alternância entre movimentos rápidos e lentos, sendo tais contrastes ampliados pelo fato de o nono e o décimo primeiro serem compostos por movimentos executados sem interrupções. O décimo ainda separa os primeiros movimentos, porém o Alegretto final surge de dentro de um Adágio. A postura de fazer com que surjam movimentos antagônicos um de dentro do outro é uma particularidade que torna estes quartetos ainda mais interessantes, sendo que o décimo primeiro é um inusitado quarteto de 17 minutos com sete movimentos; isto é, Shostakovich brinca com a apresentação de temas que fazem surgir de si outros muito diversos em estilo, como se o compositor estivesse sofrendo de uma incontrolável superfetação (*). É, no mínimo, desafiador ao ouvinte. Melodicamente são muito ricos, e exploram com insistência incomum os ostinatos, os quais são sempre no máximo belíssimos e no mínimo curiosos. Merecem inteiramente o lugar que modernamente obtiveram no repertório dos quartetos de cordas. É curioso como é fácil confundi-los. Estou ouvindo-os enquanto escrevo e noto quando o CD passa de um para outro, pois têm personalidades muito próprias, mas nunca sei se o que estou ouvindo é o nono ou o décimo. Certamente é uma limitação minha! Já no décimo primeiro, o paroxismo da criação de melodias chega a tal ponto, seus ostinatos são tão alucinados, que é mais fácil reconhecê-lo.

Aliás, o décimo primeiro apresenta aqueles finais tranquilos que constituíram-se uma das assinaturas do Shostakovich final. Esqueçam o gran finale. Sem fazer grande pesquisa, sei que os finais quietos, nada grandiosos, podem ser encontrados na 13ª, 14ª e 15ª sinfonias, neste quarteto e no sensacional Concerto para Violoncelo.

(*) Palavra pouco utilizada, não? Significa a concepção que ocorre quando, no mesmo útero, já há um feto em desenvolvimento.

Quarteto Nº 13, Op. 138 (1970)

Um pouco menos funéreo que a Sinfonia Nº 14, este quarteto foi escrito nos intervalos do tratamento ortopédico que conseguiu devolver-lhe do parte do movimento das mãos e antes do segundo ataque cardíaco. O décimo-terceiro quarteto é um longo e triste adágio de cerca de vinte minutos. O quarteto foi dedicado ao violista Vadim Borisovsky, do Quarteto Beethoven, e a viola não somente abre o quarteto como é seu instrumento principal. Trata-se de um belo quarteto cuja tranquilidade só é quebrada por um pequeno scherzando estranhamente aparentado do bebop (sim, isso mesmo).

Quarteto de Cordas Nº 14, Op. 142 (1972-73)

Este é quase um quarteto para violoncelo solo e trio de cordas, tal é a proeminência dada àquele instrumento. É um quarteto inspiradíssimo, escrito em três movimentos (Allegretto – Adagio – Allegretto), e que tem seu centro dramático em um dilacerante adagio de 9 minutos. Não consigo imaginar uma audição deste quarteto sem a audição em seqüência do Nº 15. Eles, que costumam aparecer juntos, seja em vinil ou em CD, formam, em minha imaginação, uma só música.

Quarteto de Cordas Nº 15, Op. 144 (1974)

Este trabalho, assim como a Sonata para Viola, são tidas como obras-primas e seriam os dois principais “réquiens privados” de Shostakovich. Concordo.

O que dizer de um obra escrita em seis movimentos, em que quatro deles são adagio e os outros dois são adagio molto, sendo que, destes dois últimos, um é uma marcha funeral e outro um epílogo…? Ora, no mínimo que é lenta. Porém, como estamos falando do Shostakovich final, estamos falando de uma obra que tem como fundo a morte. Há três movimentos realmente notáveis nesta música: a Serenata: Adagio, a Marcha Fúnebre – Adagio Molto e o musicalmente espetacular Epílogo – Adagio Molto. O Epílogo recebeu vários arranjos sinfônicos e costuma aparecer — separadamente ou não do resto do quarteto — em gravações orquestrais.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Integral dos Quartetos de Cordas (Emerson String Quartet)

CD 1:
String Quartet No.1 in C major, Op.49
1. 1. Moderato [3:56]
2. 2. Moderato [3:59]
3. 3. Allegro molto [2:23]
4. 4. Allegro [3:44]
String Quartet No.2 in A major, Op.68
5. 1. Overture (Moderato con moto) [7:58]
6. 2. Recitative & Romance (Adagio) [9:05]
7. 3. Valse (Allegro) [5:29]
8. 4. Theme & Variations [10:44]
String Quartet No.3 in F major, Op.73
9. 1. Allegretto [6:52]
10. 2. Moderato con moto [4:22]
11. 3. Allegro non troppo [3:50]
12. 4. Adagio [4:44]
13. 5. Moderato [8:19]

CD 2:
String Quartet No.4 in D major, Op.83
1. 1. Allegretto [3:51]
2. 2. Andantino [6:23]
3. 3. Allegretto [4:35]
4. 4. Allegretto [9:31]
String Quartet No.5 in B flat major, Op.92
5. 1. Allegro non troppo [11:19]
6. 2. Andante [8:29]
7. 3. Moderato [10:22]
String Quartet No.6 in G major op.101
8. 1. Allegretto [6:44]
9. 2. Moderato con moto [4:59]
10. 3. Lento – attacca: [3:58]
11. 4. Lento – Allegretto – Andante – Lento [6:33]

CD 3:
String Quartet No.7 in F sharp minor, Op.108
1. 1. Allegretto [3:42]
2. 2. Lento [2:49]
3. 3. Allegro [5:06]
String Quartet No.8 in C minor, Op.110
4. 1. Largo [4:34]
5. 2. Allegro molto [2:38]
6. 3. Allegretto [4:05]
7. 4. Largo [4:46]
8. 5. Largo [3:34]
String Quartet No.9 in E flat major, Op.117
9. 1. Moderato con moto [4:24]
10. 2. Adagio [3:47]
11. 3. Allegretto [4:02]
12. 4. Adagio [3:00]
13. 5. Allegro [9:29]
String Quartet No.10 in A flat major, Op.118
14. 1. Andante con moto [4:13]
15. 2. Allegretto furioso [3:58]
16. 3. Adagio [4:49]
17. 4. Allegretto – Andante [8:41]

CD 4:

1. Adagio (Elegy) for String Quartet [4:35]
2. Allegretto (Polka) for String Quartet [2:47]
String Quartet No.11 in F minor, Op.122
3. 1. Introduction: Andantino [2:12]
4. 2. Scherzo: Allegretto [2:42]
5. 3. Recitative: Adagio [1:08]
6. 4. Etude: Allegro [1:15]
7. 5. Humoresque: Allegro [1:02]
8. 6. Elegy: Adagio [4:12]
9. 7. Finale: Moderato [3:39]
String Quartet No.12 in D flat major, Op.133
10. 1. Moderato – Allegretto [6:29]
11. 2. Allegretto – Adagio – Moderato – Allegretto [19:24]
12. String Quartet No.13 in B flat minor, Op.138 [19:09]

CD 5:
String Quartet No.14 in F sharp major Op.142
1. 1. Allegretto [8:14]
2. 2. Adagio [8:52]
3. 3. Allegretto [7:59]
String Quartet No.15 in E flat minor, Op.144
4. 1. Elegy [12:37]
5. 2. Serenade [5:47]
6. 3. Intermezzo [1:38]
7. 4. Nocturne [4:30]
8. 5. Funeral March [4:36]
9. 6. Epilogue [6:18]

Emerson String Quartet

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Shostakovich: no topo dos compositores

PQP

Bohuslav Martinů (1890-1959): Música de Câmara: La Revue de Cuisine + Noneto + um monte de Madrigais e outras peças (The Dartington Ensemble)

Bohuslav Martinů (1890-1959): Música de Câmara: La Revue de Cuisine + Noneto + um monte de Madrigais e outras peças (The Dartington Ensemble)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Repertório raro e interessante. Martinu lembra muito Hindemith com sua música altamente contrapontística e bem humorada. Gostei muito, ainda mais depois de saber que ele foi expulso do Conservatório de Praga por sua “incorrigível negligência”. Ele foi violinista, mas os muitos amantes da viola que nos frequentam podem deliciar-se com seus Três Madrigais para Violino e Viola. Atenção também para as outras duas peças que colocamos aí em cima, no título. Baita disco!

Ah, e La Revue de Cuisine (Jornal de Cozinha, não?) é música felicíssima e GENIAL. Confira!

Bohuslav Martinu (1890-1959): Música de Câmara: La Revue de Cuisine + Noneto + um monte de Madrigais e outras peças (The Dartington Ensemble)

Five Madrigal Stanzas
1-1 Part 1
1-2 Part 2
1-3 Part 3
1-4 Part 4
1-5 Part 5

Four Madrigals
1-6 Part 1
1-7 Part 2
1-8 Part 3
1-9 Part 4

Three Madrigals
1-10 Part 1
1-11 Part 2
1-12 Part 3

Madrigal Sonata
1-13 Madrigal Sonata

Nonet (1959)
2-1 I Poco Allegro
2-2 II Andante
2-3 III Allegretto

Trio In F
2-4 I Poco Allegretto
2-5 II Adagio
2-6 Andante – Allegretto Scherzando

Sonatina For 2 Violins & Piano
2-7 Part 1
2-8 Part 2
2-9 Part 3
2-10 Part 4

La Revue De Cuisine (1927) 14:40
2-11 I Prologue: Allegretto (Marche) 3:57
2-12 II Tango (Lento) 4:10
2-13 III Charleston (Poco A Poco Allegro) 2:52
2-14 IV Finale: Tempo Di Marcia 3:29

Bassoon – Graham Sheen
Cello – Michael Evans*
Clarinet – David Campbell (6)
Double Bass – Nigel Amherst
Ensemble – The Dartington Ensemble
Flute – William Bennett (3)
Horn – Richard Watkins
Oboe – Robin Canter
Piano – John Bryden
Trumpet – Barry Collarbone
Viola – Patrick Ireland
Violin – Oliver Butterworth

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Martinu feliz.
É assim que o talentoso Martinu aparece em várias fotos. De bem com a vida, né?

PQP