Robert Schumann (1810-1856), Edvard Grieg (1843-1907) – Piano Concertos – Murray Perahia –

IMG_0037Posso estar enganado, mas acho que faz tempo que estes dois concertos não aparecem por aqui, por isso resolvi trazê-los novamente, mas sem algum motivo especial, talvez apenas por gostar muito deles e também devido ao fato do intérprete ser alguém que estou ouvindo muito nos últimos tempos, Murray Perahia, aqui acompanhado pelo incansável e sempre competente Sir Colin Davis, que dirige a Orquestra da Rádio Bávara.
Lirismo, paixão, emoção elevadas à enésima potência, estes são alguns dos elementos presentes nestas duas obras primas do repertório pianístico romântico. E nas mãos de Murray Perahia, um especialista no repertório romântico, eu diria que o resultado é quase perfeito.
Eu diria que trata-se de um cd para se ouvir em um dia chuvoso e frio, sentado na frente de uma lareira, ao lado da pessoa amada, e apreciando um bom vinho, ou então lendo um bom livro.

P.S. – Novamente trocando de servidor, o rapidshare tem algumas frescuras que me irritam, além de ser o mais caro … o MEGA tem sido bem elogiado pelo pessoal. Rápido, funcional e sem muitas frescuras.
PS 2 – Coloquei uma segunda opção de servidor para download, o UPLOADED.

1 Schumann Piano Concerto in A minor_ I. Allegro affettuoso
2 Schumann Piano Concerto in A minor_ II. Intermezzo. Andantino grazioso
3 Schumann Piano Concerto in A minor_ III. Allegro vivace
4 Grieg Piano Concerto

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in A minor_ I. Allegro molto moderato
5 Grieg Piano Concerto in A minor_ II. Adagio
6 Grieg Piano Concerto in A minor_ III. Allegro moderato molto e marcato

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BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – UPLOADED

Murray Perahia – Piano
Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunk
Sir Colin Davis – Conductor

Perahia-Murray-05
Murray Perahia – Retrato do Artista Enquanto Jovem

Franz Liszt (1811-1886) – A Dante Symphony – Staatskapelle Dresden – Sinopolli

519JJaCjtyL._SL500_AA280_O excelente regente italiano Giuseppe Sinopoli continua sua incursão na música de Franz Liszt e nos traz uma sólida versão para a pouquíssima executada e gravada “Sinfonia Dante”, obra baseada em outra obra imortal da literatura universal, a “Divina Comédia”, de Dante Aleghieri, a exemplo de outra sinfonia, recém postada, a Sinfonia Fausto, baseada em Goethe.
Para quem não sabe do que estou falando, eis os famosos primeiros versos:

“Da nossa vida, em meio da jornada,
Achei-me numa selva tenebrosa,
Tendo perdido a verdadeira estrada.

Dizer qual era é cousa tão penosa,
Desta brava espessura a asperidade,
Que a memória ainda a relembra inda cuidadosa.(…)”

E por aí vai o poeta, incursionando no Inferno, Purgatório e Paraíso. Se Franz Liszt conseguiu transmitir suas emoções e impressões diante do gigantismo dessa obra, fica a critério dos senhores analisarem e julgarem.

Espero que apreciem. A Sttatkapelle Dresden é um dos melhores conjuntos orquestrais da Europa, e Sinopoli, como sempre, está impecável em sua leitura.

1. Eine Sym Zu Dantes ‘Divina Commedia’: I. Inferno
2. Eine Sym Zu Dantes ‘Divina Commedia’: II. I Purgatorio
3. Eine Sym Zu Dantes ‘Divina Commedia’: II. Magnificat

Staatsopernchor Dresden
Staatskapelle Dresden
Giuseppe Sinopoli – Conductor

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459px-Gustave_Doré_-_Dante_Alighieri_-_Inferno
Outra imortal criação: a magnifíca ilustração de Gustav Doré para a obra de Dante está entre as mais belas criações do espírito humano.

FDPBach

Música Brasileira: Henrique Oswald (1852-1931), Leopoldo Miguez (1850-1902) e Alberto Nepomuceno (1864-1920) [Acervo PQPBach] [link atualizado 2017]

Esplendoroso !!!

Fonogramas esplendorosamente cedidos pelo maestro e compositor Harry Crowl. Não têm preço!

Estamos diante de um senhor álbum, por isso o guardei para um domingo, dia mais nobre, como nobre este o é.

Queridos, temos aqui três grandes compositores brasileiros que buscaram, com suas obras, produzir uma música de concerto mais séria, mais embasada, com mais corpo no Brasil de então, cuja música erudita estava quase que limitada a obras de salão. Os três foram brilhantes em seus estudos aqui e na Itália, Alemanha e França, conhecendo e convivendo com nomes poderosos como Brahms, Wagner, Mahler, Schoenberg, Grieg, Debussy, Massenet, Saint Saëns e Faurè. Leiam o texto do encarte, abaixo, e entenderão:

Leopoldo Miguez (1850-1902), Henrique Oswald (1852-1931) e Alberto Nepomuceno (1864-1920), cujas obras figuram neste CD, foram três dos cha­mados “grandes” da música brasileira, que em fins do século passado outorga­ram um cunho de “maior seriedade” à nossa música. A eles, se pode juntar também os nomes de Alexandre Levy (1864-1892) e Francisco Braga (1868-1945). Miguez, Oswald e Nepomuceno, foram dos mais prestigiosos diretores do então Instituto Nacional de Música remanescente do antigo Conservatório Imperial de Música e que é hoje, nossa veneranda e benemérita Escola de Músi­ca da UFRJ. Os três, aliás, também lecionaram matérias teóricas nesse, que foi e é ainda em nossos dias, o mais tradicional estabelecimento de ensino musical do país. Necessário registrar-se, que cada qual a seu modo, tentou combater o academicismo asfixiante que sempre imperou nos educandários oficiais. Até o surgimento desses três mestres, a música brasileira, a bem dizer, só pro­duzira dois expoentes — Pe. José Mauricio Nunes Garcia (1767-1830), nosso maior compositor sacro, e Carlos Gomes (1836-1896) o mais genial operista das Américas e o único a ter auferido fama e prestígio no exterior.
Miguez, Oswald e Nepomuceno, surgiram justamente num momento importan­te de transformações sociais e políticas no Brasil, quais sejam, a abolição da es­cravatura e o advento da república (Lo Shiavo, 1888, de C. Gomes, Dança de Negros, 1881, de Nepomuceno e Ave Libertas, 1890, de Miguez, são obras alusivas aos dois movimentos).
O legado desses músicos, indubitavelmente, mais artístico, representou um pas­so avante e trouxe, sem dúvida alguma, um arejamento à nossa cultura musi­cal, que andava por demais submissa ao “italianismo” reinante. O que fazia sucesso na época eram, sobretudo, as fantasias, polcas, paráfrases e galopes do estilo “salão” a la Gottschalk, que encontrava fácil respaldo nas páginas ligeiras de Henrique Alves de Mesquita, Delgado de Carvalho, Abdon Milanez, Carlos de Mesquita e tantos outros.
Frize-se a bem da verdade, que Miguez, Oswald, Nepomuceno, Braga e mesmo Levy, falecido aos 28 anos, eram homens de outra erudição. Falavam fluente­mente o francês, o italiano e o alemão e havia estudado nos melhores conserva­tórios europeus. Incontestavelmente possuíam uma cultura humanística, aliada a um metier artesanal, superior aos músicos em moda.

Alberto Nepomuceno — Sinfonia em Sol Menor
Não há como deixar de reconhecer-se que Alberto Nepomuceno foi a mais im­portante figura musical de seu tempo. Seu imenso prestígio pessoal, alicerçado peia vitoriosa e árdua campanha que encetou em prol do canto em vernáculo, sua condição de líder do movimento nativista e sua notória clarividência admi­nistrativa, já que por duas vezes (1902/1903) e (1906/1916) esteve à frente do Instituto Nacional de Música, além de sua grande atividade como regente, de­ram-lhe uma projeção que só Villa-Lobos depois dele, alcançaria. Porém, ape­sar de haver pugnado para criar um patrimônio musical próprio da nação, Ne­pomuceno nunca deixou de escrever música de cunho universalista e sua mag­nífica Sinfonia em Sol Menor, a única de autor nacional que se mantém no repertório, é um exemplo disso. Iniciada em Berlim, em 1893, foi concluí­da um ano após, em Paris. Sua estréia verificar-se-ia num dos Concertos Popu­lares a 19 de agosto de 1897, sob sua direção, tendo no mesmo programa, a Suíte Antiga, a Série Brasileira e As Uyaras. Todavia, enquanto as duas últimas apresentam características nacionais acentuadas, como salientou muito bem Edino Krieger, a Suíte Antiga e a Sinfonia em Sol Menor se fazem valer por seus méritos puramente musicais expressos numa linguagem específica do classicismo e do romantismo centro-europeus. Na Sinfonia, é como se a prepo­tência da forma e seus problemas inerentes afastassem a possibilidade de uma preocupação temática nacionalista, mais fácil de abordar nas formas livres, de caráter rapsódico, que por sinal, predominam sempre na primeira fase de todas as escolas nacionalistas surgidas dentro do romantismo. De qualquer modo, es­sa experiência de Nepomuceno, reflete uma preocupação de conceder à música sinfônica brasileira um caráter de seriedade e profundidade, adotando uma for­ma sólida como meio de expressão, o que é significativo, sobretudo num mo­mento em que predominava universalmente, a tendência à rapsódia, à fantasia, ao poema sinfônico descritivo e às peças de caráter pitoresco…

O Primeiro Movimento “com entusiasmo” literalmente em português na parti­tura, tem muito elan e uma altivez quase ufanista, com o ataque franco do te­ma principal em sol menor. Outros motivos se sucedem e se entrelaçam com rara habilidade. A harmonia é compacta revelando a mão do organista. A coda final é de grande beleza. O Andante quasi Adágio vem a ser, indubitavelmen­te, o ponto alto da obra. Uma frase larga, generosa, profunda, emerge das cor­das e nos envolve como um hino de louvor à própria música. Uma obra-prima sem mácula que poderia ter sido assinada por qualquer grande músico alemão. Já o Scherzo-Presto tem finuras de filigrana. Tudo aqui é álacre e saltitante. Na parte central insere-se um inspirado intermédio cuja melodia entoada pelos violoncelos tem algo de modinheiro. Já no Finale — Con Fuocco — os episó­dios se sucedem ora em evoluções cromáticas, ora diatônicas, sublinhando o caráter marcial do movimento. A Sinfonia termina brilhantemente.

Henrique Oswald — Elegia
Henrique Oswald descendente de pais suíços, transferiu-se muito cedo ainda para a Itália, matriculando-se no Instituto Musical de Florença, onde com ape­nas 19 anos e apesar de ser estrangeiro, chegou a ocupar o cargo de adjunto de piano. Travou contato direto com Liszt e Brahms e após longos anos de per­manência na Europa, retornou ao Brasil a fim de assumir a direção do Instituto Nacional de Música. Em 1902, sua peça para piano II Niege ganhou por unani­midade o Concurso de Composição promovido pelo Jornal “Le Figaro” de Pa­ris, vencendo nada menos que 600 candidatos! Enfrentou um júri que conti­nha entre outros, nome do porte de Saint Saëns, Faurè e Diemer o que não é dizer pouco. Apesar de haver escrito três óperas – Le Fate, II Neo e La Croce D’Oro – , duas sinfonias, uma suíte orquestral, Oswald identificou-se mais com a música de câmara e o piano, que era o seu instrumento. Nesse aspecto, pode-se afirmar ter sido ele o mais refinado de nossos grandes mestres do passado. Sua música, quase toda ela envolta em meias tintas, caracteriza-se por um acaba­mento minucioso e um lirismo muito “fin de siécle”, lembrando em certos mo­mentos Faurè e, em outros Massenet, na sua transparência orquestral. Sua be­la e sentida Elegia foi escrita em 1896 e se fez notar pela fluência da frase me­lódica principal, envolta numa harmonização sutilíssima que era um dos apa­nágios da arte requintada de Oswald. Sublinhe-se, os belos efeitos que o com­positor extrai das duas harpas na parte central, a primeira desenhando arpejos ondulantes ascendentes e a segunda reforçando em acordes verticais a densida­de harmônica dos sopros e das cordas.

Leopoldo Miguez — Prometheus
Leopoldo Miguez, foi o apóstolo mór entre nós, dos princípios estéticos preco­nizados por Liszt e Wagner. Adepto ardoroso da “música do futuro”, fundou em 1884, no Rio de Janeiro, o Centro Artístico que se tornaria uma filial dos postulados de Bayreuth no Brasil. Em toda sua obra, predominantemente or­questral, bem como seus dramas líricos — Pelo Amor e Os Saldunes — a in­fluência do autor de Tristão é tão evidente quanto a que Verdi exercera sobre Carlos Gomes. Mas, Miguez sabia e orgulhava-se disso, por achar convictamen­te que tais influxos eram benéficos à música de nosso país. Excelente regente e ótimo orquestrador, Miguêz foi o primeiro a introduzir aqui a forma do poema sinfônico. Parisina, Ave Libertas e Prometheus são três esplendidos exemplos da arte maior deste músico sério, que sempre escreveu visando o aprimoramento de uma estética, razão pela qual, ao contrário de seu íntimo amigo Alberto Nepomuceno, nunca se sentiu atraído pelo nacionalismo. Em 1889, Miguez obtivera o primeiro lugar no concurso aberto à composição do Hino à Proclamação da República e foi nomeado primeiro diretor do recém criado Instituto Nacional de Música. Prometheus foi composto nessa épo­ca, ou seja, 1890, e baseia-se num dos titãs da mitologia grega, segundo a qual, este teria roubado o fogo do Olympo e o dera aos homens, ensinando-os a uti­lizá-lo, motivo por que Zeus o castigou acorrentando-o a um rochedo no cimo do Cáucaso. A partitura muito bem disposta para orquestra alterna momen­tos de intenso lirismo e outros de pujante dramaticidade.

(texto do encarte, de autoria de Sérgio Alvim Corrêa)

Harry Crowl ainda nos enviou uma faixa-bônus, a vibrante Ave, Libertas!, de Miguez, que possui as mesmas preocupações composísticas de Prometeu.
As peças estão muito bem executadas pela ORSEM, com Roberto Duarte no comando.

Um Baita CD! IM-PER-DÍ-VEL !!!
Ouça! Ouça! Deleite-se!

Música Brasileira
ORSEM e Roberto Duarte

Alberto Nepomuceno (Fortaleza, CE, 1864 – Rio de Janeiro, RJ, 1920)
Sinfonia em Sol Menor
01. I. Allegro. Com enthusiasmo.
02. II. Andante quasi adagio
03. III. Presto
04. IV. Con fuoco
Henrique Oswald (Rio de Janeiro, RJ, 1852 – 1931)
05. Elegia
Leopoldo Miguez (Niterói, RJ, 1850 – Rio de Janeiro, RJ, 1902)
06. Prometeu
07. (Bônus) Ave, Libertas!

Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRJ
Roberto Duarte, Regente
Rio de Janeiro, 1991.

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MP3 encartes em 3.0Mpixel (182Mb)

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…Mas comente… Não me deixe apenas com o silêncio…

Bisnaga

Franz Liszt (1811-1886) – Eine Faust-Symphonie – Sttatskapelle Dresden – Sinopoli

410SKBTAN4LApós um período de curtas “férias”, resolvendo assuntos particulares, alguns ainda pendentes, trago mais um Liszt, desta vez sua grandiosa Sinfonia “Fausto”, baseada na imortal obra de Goethe. Esta sinfonia apareceu poucas vezes por aqui.
Obra grandiosa, que necessita de um Coral e de um Solista Tenor, reconheço que não é de fácil audição, talvez mesmo por sua grandiosidade, tem mais de uma hora de duração. E curiosamente é pouco executada.
A gravação que ora vos trago é com o Giuseppe Sinopoli, excelente regente italiano, que foi um especialista no repertório alemão. A orquestra é a maravilhosa Sttatskapelle Dresden acompanhada de seu coral. Com esta mesma orquestra Sinopoli também gravou a outra sinfonia de Liszt, “Dante”, que trago para os senhores logo, logo.

Franz Liszt – I. Faust
Franz Liszt – II. Gretchen
Franz Liszt – III. Mephistopheles
Franz Liszt – .Alles Verg.ngliche ist nur ein Gleichnis

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Vinson Cole – Tenor
Sttatsopernchor Dresden
Sttatskapelle Dresden
Giuseppe Sinopoli – Conductor

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Giusepe Sinopoli -(1946-2001)

G. F. Handel (1685-1759): Concerti Grossi, Op. 6

G. F. Handel (1685-1759): Concerti Grossi, Op. 6

Ouvi estes bem conhecidos concertos com renovado prazer. A lembrança afetiva das gravações de Karl Richter ficou lá longe, um pouco envergonhada da qualidade desta gravação realizada com instrumentos originais. Andrew Manze e a AAM saem-se maravilhosamente bem neste repertório obrigatório da música barroca. Há muita vida neste álbum duplo. Enjoy!

G. F. Handel (1685-1759): Concerti Grossi, op. 6

Disc 1:

1. Concerto Grosso, Op. 6, No. 05 in D Major (HWV 323): [no marking] 1:39
2. Concerto Grosso, Op. 6, No. 05 in D Major (HWV 323): Allegro 1:57
3. Concerto Grosso, Op. 6, No. 05 in D Major (HWV 323): Presto 3:04
4. Concerto Grosso, Op. 6, No. 05 in D Major (HWV 323): Largo 2:03
5. Concerto Grosso, Op. 6, No. 05 in D Major (HWV 323): Allegro 2:19
6. Concerto Grosso, Op. 6, No. 05 in D Major (HWV 323): Menuet 3:07

7. Concerto Grosso, Op. 6, No. 01 in G Major (HWV 319): A tempo giusto 1:42
8. Concerto Grosso, Op. 6, No. 01 in G Major (HWV 319): Allegro 1:37
9. Concerto Grosso, Op. 6, No. 01 in G Major (HWV 319): Adagio 2:34
10. Concerto Grosso, Op. 6, No. 01 in G Major (HWV 319): Allegro 2:26
11. Concerto Grosso, Op. 6, No. 01 in G Major (HWV 319): Allegro 2:50

12. Concerto Grosso, Op. 6, No. 02 in F Major (HWV 320): Andante larghetto 4:01
13. Concerto Grosso, Op. 6, No. 02 in F Major (HWV 320): Allegro 2:27
14. Concerto Grosso, Op. 6, No. 02 in F Major (HWV 320): Largo 2:19
15. Concerto Grosso, Op. 6, No. 02 in F Major (HWV 320): Allegro, ma non troppo 2:23
16. Concerto Grosso, Op. 6, No. 03 in E Minor (HWV 321): Larghetto 1:18
17. Concerto Grosso, Op. 6, No. 03 in E Minor (HWV 321): Andante 2:05
18. Concerto Grosso, Op. 6, No. 03 in E Minor (HWV 321): Allegro 2:24
19. Concerto Grosso, Op. 6, No. 03 in E Minor (HWV 321): Polonaise 4:40
20. Concerto Grosso, Op. 6, No. 03 in E Minor (HWV 321): Allegro, ma non troppo 1:26

21. Concerto Grosso, Op. 6, No. 10 in D Minor (HWV 328): Ouverture 1:52
22. Concerto Grosso, Op. 6, No. 10 in D Minor (HWV 328): Allegro 2:10
23. Concerto Grosso, Op. 6, No. 10 in D Minor (HWV 328): Lento 3:34
24. Concerto Grosso, Op. 6, No. 10 in D Minor (HWV 328): Allegro 2:06
25. Concerto Grosso, Op. 6, No. 10 in D Minor (HWV 328): Allegro 2:52
26. Concerto Grosso, Op. 6, No. 10 in D Minor (HWV 328): Allegro moderato 2:17

27. Concerto Grosso, Op. 6, No. 11 in A Major (HWV 329): Andante larghetto, e staccato 4:13
28. Concerto Grosso, Op. 6, No. 11 in A Major (HWV 329): Allegro 1:34
29. Concerto Grosso, Op. 6, No. 11 in A Major (HWV 329): Largo, et staccato 0:32
30. Concerto Grosso, Op. 6, No. 11 in A Major (HWV 329): Andante 4:11
31. Concerto Grosso, Op. 6, No. 11 in A Major (HWV 329): Allegro 5:30

Disc 2:

1. Concerto Grosso, Op. 6, No. 07 in B-Flat Major (HWV 325): Largo 1:07
2. Concerto Grosso, Op. 6, No. 07 in B-Flat Major (HWV 325): Allegro 2:41
3. Concerto Grosso, Op. 6, No. 07 in B-Flat Major (HWV 325): Largo, e piano 2:50
4. Concerto Grosso, Op. 6, No. 07 in B-Flat Major (HWV 325): Andante 3:57
5. Concerto Grosso, Op. 6, No. 07 in B-Flat Major (HWV 325): Hornpipe 2:59

6. Concerto Grosso, Op. 6, No. 06 in G Minor (HWV 324): Larghetto e affettuoso 3:16
7. Concerto Grosso, Op. 6, No. 06 in G Minor (HWV 324): Allegro, ma non troppo 1:37
8. Concerto Grosso, Op. 6, No. 06 in G Minor (HWV 324): Musette 4:46
9. Concerto Grosso, Op. 6, No. 06 in G Minor (HWV 324): Allegro 2:51
10. Concerto Grosso, Op. 6, No. 06 in G Minor (HWV 324): Allegro 2:38

11. Concerto Grosso, Op. 6, No. 04 in A Minor (HWV 322): Larghetto affettuoso 2:33
12. Concerto Grosso, Op. 6, No. 04 in A Minor (HWV 322): Allegro 2:53
13. Concerto Grosso, Op. 6, No. 04 in A Minor (HWV 322): Largo, e piano 2:13
14. Concerto Grosso, Op. 6, No. 04 in A Minor (HWV 322): Allegro 2:39

15. Concerto Grosso, Op. 6, No. 09 in F Major (HWV 327): Largo 1:20
16. Concerto Grosso, Op. 6, No. 09 in F Major (HWV 327): Allegro 3:19
17. Concerto Grosso, Op. 6, No. 09 in F Major (HWV 327): Larghetto 3:10
18. Concerto Grosso, Op. 6, No. 09 in F Major (HWV 327): Allegro 1:57
19. Concerto Grosso, Op. 6, No. 09 in F Major (HWV 327): Menuet 1:33
20. Concerto Grosso, Op. 6, No. 09 in F Major (HWV 327): Gigue 1:51

21. Concerto Grosso, Op. 6, No. 08 in C Minor (HWV 326): Allemande 5:39
22. Concerto Grosso, Op. 6, No. 08 in C Minor (HWV 326): Grave 1:23
23. Concerto Grosso, Op. 6, No. 08 in C Minor (HWV 326): Andante allegro 2:00
24. Concerto Grosso, Op. 6, No. 08 in C Minor (HWV 326): Adagio 1:02
25. Concerto Grosso, Op. 6, No. 08 in C Minor (HWV 326): Siciliana 2:52
26. Concerto Grosso, Op. 6, No. 08 in C Minor (HWV 326): Allegro 1:19

27. Concerto Grosso, Op. 6, No. 12 in B Minor (HWV 330): Largo 1:46
28. Concerto Grosso, Op. 6, No. 12 in B Minor (HWV 330): Allegro 2:48
29. Concerto Grosso, Op. 6, No. 12 in B Minor (HWV 330): Larghetto, e piano 3:38
30. Concerto Grosso, Op. 6, No. 12 in B Minor (HWV 330): Largo 0:49
31. Concerto Grosso, Op. 6, No. 12 in B Minor (HWV 330): Allegro 2:09

The Academy of Ancient Music
Andrew Manze

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Manze acertou a mão.
Manze acertou a mão.

PQP

Franz Liszt (1811-1886) – Sonata in B minor, Nuages gris, La notte, La lugubre gondola II, Funérailles – Zimerman

51pNX1kHSFLDepois dos insistentes pedidos feitos pelo próprio PQPBach, resolvi trazer aquela obra que é considerada por muitos, inclusive o próprio PQPBach, a melhor obra de Franz Liszt. E como se tratava de um pedido de nosso mentor, não poderia trazer qualquer gravação, então escolhi a dedo esta gravação do Kristian Zimerman, outro Top Ten da gravadora Deutsche Grammophon. Este CD é, com certeza, IM-PER-DÍ-VEL!!

Esta Sonata tem suas peculiaridades, como o fato de que o pianista tem de tocar de um fôlego só, sem oportunidades de parar para descansar. Ela intercala momentos de tensão, de vibração, de paz de espírito, de lirismo.

Com certeza uma das grandes obras compostas para o piano. E volto a repetir, esta gravação do polonês Kristian Zimerman é IM-PER-DÍ-VEL !!!

1 Klaviersonate in h-moll

2 Nuages gris

3 La notte

4 Llugubre gondola II

5 Funerailles

 

Kristian Zimerman – Piano

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FDPBach

Franz Liszt – Symphonic Poems II & Mephisto Waltz No. 1 – Orchestra de Paris – Solti

51U7PR0XJML._SL500_AA280_Ainda com os Poemas Sinfônicos, agora Sir George Solti continua esbanjando seu talento nos deliciando com dois poemas sinfônicos, de n° 2 e 13, e a magnífica Valsa Mefisto n°1. Aqui ele muda de orquestra e dirige a excelente Orchestra de Paris.

Os números dos downloads estão indo muito bem, significando que o pessoal está interessado mesmo em Liszt. O primeiro cd que postei, com os concertos para piano, já tiveram quase duzentos downloads, e não dá para esquecer que esta mesma gravação já foi postada aqui, há algum tempo atrás.

Como diria nosso colega Carlinus, uma boa apreciação.

1 Symphonic Poem No. 2 (after Byron), S. 96 – Tasso_ Lamento e trionfo
2 Scenes from Lenau’s ‘Faust’, S. 101 – II. The Dance in the Village Inn
3 Symphonic Poem No. 13 ‘Von der Wiege bis zum Grabe’, S.107

Orchestra de Paris
Sir George Solti – Conductor

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FDPBach

.: interlúdio :. Pat Metheny – Unity Band (2012)

Excelente CD do guitarrista e band leader Pat Metheny, que andou apresentando este repertório — muito bom — em São Paulo há dois meses. Este disco ganhou o Grammy de Melhor Disco Instrumental de Jazz em 2013, o que não significa nada, mas vai como informação. Unity band marca o retorno de Metheny a um abandonado lirismo, assim como às belas melodias. Nunca se sabe qual será o próximo passo deste grande artista que muda a cada trabalho. Adoro.

Pat Metheny – Unity Band (2012)

01. New Year 7:37
02. Roofdogs 5:33
03. Come And See 8:28
04. This Belongs To You 5:20
05. Leaving Town 6:24
06. Interval Waltz 6:26
07. Signals (Orchestrion Sketch) 11:26
08. Then And Now 5:57
09. Breakdealer 8:34

Pat Metheny – electric and acoustic guitars, guitar synth, orchestrionics
Chris Potter – tenor sax, bass clarinet, soprano sax
Ben Williams – acoustic bass
Antonio Sanchez – drums

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Metheny e o pessoal da Unity Band
Metheny e o pessoal da Unity Band

PQP

Franz Liszt (1811-1886) – Symphonic Poems – Solti, Karajan – LPO, BPO

51U7PR0XJML._SL500_AA280_Vamos deixar de lado a obra pianística de Liszt para encararmos algumas obras orquestrais. Volto ao repertório pianístico logo, logo.
O texto abaixo foi retirado do New Grove Dictionary of Music and Musicians:

Around 1853 Liszt introduced the term ‘Symphonische Dichtung’ (‘Symphonic Poem’) to describe a growing body of one-movement orchestral compositions, programmatically conceived. ‘New wine demands new bottles’, he once declared. The language of music was changing; it seemed pointless to Liszt to contain it in forms that were almost 100 years old. In the symphonic poems there are shifts in structural emphasis: recapitulations are foreshortened while codas assume developmental proportions and themes are reshuffled into new and unexpected chronologies, with contrasting subjects integrated by means of thematic metamorphosis. He wrote 12 such pieces in Weimar (a 13th, Von der Wiege bis zum Grabe, is a product of his old age). The first group of six was published in 1856, the second between 1857 and 1861. All are dedicated to Princess Carolyne, and bear titles which reveal the source of their inspiration: Tasso, Les préludes, Orpheus, Prometheus, Mazeppa, Festklänge (all published 1856); Héroïde funèbre, Hungaria, Ce qu’on entend sur la montagne (all 1857); Die Ideale (1858); Hamlet, Hunnenschlacht (both 1861).

As gravações que ora vos trago destes poemas sinfônicos estão a cargo de dois grandes regentes que dispensam maiores apresentações: Sir George Solti e Herbert von Karajan.

1 Prometheus, S. 99
2 Les Préludes, S. 97
3 Festklänge, S. 101

London Philharmonic Orchestra
Sir George Solti – Conductor

4 Mazeppa, S. 100

Bernliner Philharmoniker
Herbert von Karajan – Condutor

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Franz Liszt

Franz Liszt (1811-1886) – Fantasy on Hungarian Folk melodies S. 123, Concerto for Piano and Strings ‘Malédiction’ S. 121, Concerto pathétique for two Pianos in e minor S. 258 – Cherkassky – Bolet – Ogdon

519JJaCjtyL._SL500_AA280_Continuo com Liszt,  e desta vez trago obras variadas para piano solo, dois pianos, e piano e cordas, creio que ainda nunca postadas aqui no blog. Um repertório interessantíssimo, para aqueles que admiram o compositor e suas incursões no folclore húngaro. Virtuosismo para tocar estas obras é indispensável, e os pianistas que tocam aqui são de primeira linha.
A primeira obra, uma Fantasia baseada em melodias do folclore húngaro, traz variações baseadas em peças que são conhecidas, principalmente para os que gostam das rapsódias hungaras. Enfim, tratam-se de obras não tão gravadas, mas creio que indispensáveis para os que pretendem conhecer melhor este repertório lisztiniano.
Com relação aos solistas, creio que seja uma rara oportunidade dos senhores conhecerem John Ogdon, excelente pianista inglês, que largou precocemente a carreira devido a uma doença que alguns atribuem à esquizofrenia. Após ficar muitos anos internado, voltou aos palcos e aos estúdios, mas veio a falecer com apenas 52 anos de idade, em 1989, de pneumonia. Uma curiosidade: no Concerto Patético para dois pianos ele toca com sua esposa, Brenda Lucas.
Outro excelente pianista que toca neste CD é Jorge Bolet, pianista cubano, porém naturalizado norte americano, e considerado um dos maiores intérpretes de Liszt.
Obras não tão conhecidas, com certeza, mas que despertam a curiosidade exatamente por serem poucos executadas.

Espero que gostem. Mais Liszt vem aí pela frente.

1 Fantasy on Hungarian Folk melodies S. 123 Andante mesto […]

Shura Cherkassy – Piano
Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan – Conductor

2 Concerto for Piano and Strings ‘Mal¨¦diction’ S. 121
Jorge Bolet – Piano
London Symphony Orchestra
Iván Fischer

3 Concerto pathétique for two Pianos in e minor S. 258 _1 – 1. Allegro energico
4 2. Andante sostenuto
5 3. Allegro agitato assai – Andante quasi Marcia funebre – Allegro trionfante

John Ogdon, Brenda Lucas – Pianos

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John Ogdon e sua esposa Brenda Lucas

Franz Liszt (1811-1886) – Piano Concertos & Totentanz – Zimerman, Ozawa, BSO

517rL2lZ4TL._SL500_AA280_Liszt é um compositor um tanto quanto negligenciado e esquecido aqui no PQPBach. Na verdade, nenhum de seus membros é fã confesso do compositor. O consideram muito cheio de firulas, e capaz de escrever obras que saem de lugar algum para nenhum lugar. Muito conteúdo e pouca substância. Sua gigantesca obra pianística serviu apenas para alimentar seu ego gigantesco, compondo obras que apenas ele conseguiria executar. Bem dito, estou apenas repetindo críticas que ouvi e li a seu respeito, e não representam o ponto de vista deste que vos escreve, FDPBach. Posso não ser o maior fã, mas gosto muito de diversas obras suas, como estes concertos que ora vos trago.
Para suprir um pouco a demanda, vou postar alguns cds como obras que considero fundamentais do repertório lisztiniano. E começo com esta gravação especial dos Concertos para Piano. Ela já foi postada aqui mesmo nos pimórdios do PQP, mas os links se foram há muito tempo. Kristian Zimerman é acompanhado pelo incansável Seiji Ozawa e sua Boston Symphony Orchestra. Trata-se de uma gravação de referência destas obras, sempre reeditada pela Deutsche Grammophon.

1 Piano Concerto No.1 In E Flat Major, S.124 – I. Allegro Maestoso – Tempo giusto
2 Piano Concerto No.1 In E Flat Major, S.124 – II. Quasi Adagio- Alegretto Vivace. Allegro animatto
3 Piano Concerto No.1 In E Flat Major, S.124 – III. Allegro Marziale Animato – Presto
4 Piano Concerto No.2 In A Major, S.125 – I. Adagio Sostenuto Assai – Allegro Agitato assai.
5 Piano Concerto No.2 In A Major, S.125 – II. Allegro Moderato – Allegro Deciso
6 Piano Concerto No.2 In A Major, S.125 – III. Marziale Un Poco meno Allegro
7 Piano Concerto No.2 In A Major, S.125 – IV. Allegro Animato -Stretto (Molto Accelerando)
8 Totentanz (Danse Macabre) Paraphrase On ‘Dies Irae’

Kristian Zimerman – Piano
Boston Symphony Orchestra
Seiji Ozawa – Conductor

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The Unknown Piazzolla

The Unknown Piazzolla

Belo disco capitaneado pela pianista Allison Franzetti, The Unknown Piazzolla é uma excelente seleção de músicas nunca gravadas pelo mestre. A bartoquiana Sonata Op. 7 é maravilhosa. As Suites e Milongas, assim como as outras obras, mostram o talento de uma pianista inteiramente à vontade. Se você gosta de Piazzolla, este é um CD a baixar, sem dúvida.

The Unknown Piazzolla

1. Vayamos Al Diablo (piano solo) 1:35
2. Dos Piezas Breves – Tanguango (for viola and piano) 3:33
3. Dos Piezas Breves – Noche (for viola and piano) 4:55
4. Preludio 1953 (piano solo) 3:04
5. Milonga En Re (for violin and piano) 4:24
6. Suite Op. 2 – Preludio (piano solo) 2:03
7. Suite Op. 2 – Siciliana (piano solo) 3:24
8. Suite Op. 2 – Toccata (piano solo) 2:26
9. Milonga Sin Palabras (for treble instrument/voice and piano) 5:52
10. Preludio No. 1 (for violin and piano) 5:47
11. Suite No. 2 – Nocturno (piano solo) 2:16
12. Suite No. 2 – Miniatura (piano solo) 0:37
13. Suite No. 2 – Vals (piano solo) 1:55
14. Suite No. 2 – Danza Criolla (piano solo) 1:29
15. Tres Piezas Breves – Pastoral (for cello and piano) 2:53
16. Tres Piezas Breves – Serenade (for cello and piano) 2:42
17. Tres Piezas Breves – Siciliana (for cello and piano) 2:31
18. Sonata No. 1 Op. 7 – Presto (piano solo) 3:02
19. Sonata No. 1 Op. 7 – Coral con Variaciones (piano solo) 6:02
20. Sonata No. 1 Op. 7 – Rondo (piano solo) 4:41

Allison Brewster Franzetti, piano
Hector Falcon, violino
Nardo Poy, viola
Eugene Moye, violoncelo

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Nossa, como essa Allison toca!
Nossa, como essa Allison toca!

PQP

Sergei Prokofiev (1891-1953) – The Complete Symphonies – Jarvi – CD 2 (Repostagem com novos links)

Este segundo Cd da integral as sinfonias de Prokofiev traz as de n° 2 e n°6.

A Segunda Sinfonia foi escrita entre 1924 e 1925, em Paris, onde estreou, ainda em 1925. Sua recepção não foi muito boa, Prokofiev comenta em carta a um amigo: I have made the music so complex to such an extent that when I listen to it myself I do not fathom its essence, so what can I ask of others?

Esta é a peça menos executada do compositor, inclusive ele previa fazer uma revisão de toda a obra, porém morreu antes. De acordo com a Wikipedia: Prokofiev based the symphony’s overall structure, of a tempestuous minor-key first movement followed by a set of variations, on Beethoven’s last piano sonata (Op. 111). The first movement, in traditional sonata form, is rhythmically unrelenting, harmonically dissonant, and texturally thick. The second movement, twice as long as the first, is a set of variations based on a diatonic theme played by a plaintive oboe, giving a strong contrast to the defiant coda of the 1st movement. The subsequent variations contrast moments of beautiful meditation with cheeky playfulness, while the last variation integrates the theme with the violence of the first movement, reaching an inevitable climax. The symphony ends with a touching reinstatement of the initial oboe theme, eventually dispelled by an eerie chord on the strings.

Após esta peça difícil, temos a Sexta Sinfonia, escrita como uma elegia à tragédia que foi a Segunda Guerra Mundial, que recém tinha acabado. E foi a obra que o indispôs com o regime estalinista, pois ela não se enquadrava nos padrões que o partido determinava naquela época.

01 Sergey Prokofiev – [1925 – Op. 40 – Symphony no.2 in D mi – Allegro ben articolato
02 Sergey Prokofiev – [1925 – Op. 40 – Symphony no.2 in D mi – Theme
03 Sergey Prokofiev – [1925 – Op. 40 – Symphony no.2 in D mi – variation I
04 Sergey Prokofiev – [1925 – Op. 40 – Symphony no.2 in D mi – variation II
05 Sergey Prokofiev – [1925 – Op. 40 – Symphony no.2 in D mi – variation III
06 Sergey Prokofiev – [1925 – Op. 40 – Symphony no.2 in D mi – variation IV
07 Sergey Prokofiev – [1925 – Op. 40 – Symphony no.2 in D mi – variation V
08 Sergey Prokofiev – [1925 – Op. 40 – Symphony no.2 in D mi – variation VI
09 Sergey Prokofiev – [1947 – Op. 111 – Symphony no.6 in Eb mi – Andante moderato
10 Sergey Prokofiev – [1947 – Op. 111 – Symphony no.6 in Eb mi – Largo
11 Sergey Prokofiev – [1947 – Op. 111 – Symphony no.6 in Eb mi – Vivace

Scottish National Orchestra
Neeme Järvi – Conductor

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FDPBach

“Carlinus Files” – Franz-Joseph Haydn – Paris Symphonies – Harnoncourt – Concentus Musicus Wien


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Outra pérola que consegui com o Carlinus, por ocasião de sua visita. As “Sinfonias Paris” de Haydn interpretadas por Nikolaus Harnoncourt e sua excelente orquestra, o Concentus Musicus Wien, grupo criado por ele mesmo para interpretar compositores do barroco e classicismo. Abaixo, um pequeno histórico deste excelente conjunto, texto retirado do site oficial do próprio Harnoncourt:

“As an ensemble which plays early music on period instruments, Concentus Musicus Wien has paved the way for historical performing practice and its story of success. The orchestra was founded in 1953 by Nikolaus Harnoncourt who directed the orchestra until 1987 from the cello and is still the artistic director of the ensemble. „The music of every period can best be brought to life and is most convincingly realized using the resources of the time“, is Harnoncourt’s credo. The musicians of the ensemble spent more than four years rehearsing and perfecting the sound of their ensemble and their authentic interpretation of Baroque and pre-Baroque musical works before they finally gave their first public concert in the Schwarzenberg Palace in Vienna. An event that marked the start of an annual concert series in Vienna, musical tours (starting in 1960) and a wealth of recordings – beginning with the Brandenburg Concerts by Johann Sebastian Bach. Among the many brilliant projects of Concentus Musicus Wien is the complete recording of all the Bach cantatas between 1970 and 1990, for which they were awarded the Gramophone Award. The ensemble is also famous for its opera recordings: for instance, Mozart’s Lucio Silla and Il re pastore, Haydn’s Armida, Purcell’s Dido and Aeneas and The Fairy Queen or Monteverdi’s Orfeo, and also numerous oratorios by Georg Friedrich Handel. The Concentus’ repertoire spans from Renaissance music to Haydn and Mozart and it includes both sacral and secular music. The successor of Alice Harnoncourt as concertmaster is Erich Höbarth, and Herbert Tachezi plays the continuo on the cembalo and the organ. 

Já ouvi diversas versões destas sinfonias, inclusive com o próprio Harnoncourt, e posso afirmar que com estas gravações o velho maestro, que já se encaminha para os seus 86 anos de idade, se não estou enganado, se consolida com um dos principais intérpretes de Haydn.
Para se ouvir com muito atenção, prestando atenção nas sutilezas e detalhes que este excepcional conjunto conseguiu extrair, ajudados pelos engenheiros da Harmonia Mundi e claro, dirigidos por um maestro sempre a frente de seu tempo.

CD 1
1. Symphony No. 82 in C major, H. 1/82 “L’Ours”/Vivace (assai)
2. Symphony No. 82 in C major, H. 1/82 “L’Ours”/Allegretto
3. Symphony No. 82 in C major, H. 1/82 “L’Ours”/Menuet
4. Symphony No. 82 in C major, H. 1/82 “L’Ours”/Finale. Vivace (assai)
5. Symphony No. 83 in G minor, H. 1/83 “La Poule”/Allegro spiritoso
6. Symphony No. 83 in G minor, H. 1/83 “La Poule”/Andante
7. Symphony No. 83 in G minor, H. 1/83 “La Poule”/Menuet. Allegretto
8. Symphony No. 83 in G minor, H. 1/83 “La Poule”/Finale. Vivace

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Disc 2:

1. Symphony No. 84 in E flat major, H. 1/84/Largo. Allegro
2. Symphony No. 84 in E flat major, H. 1/84/Andante
3. Symphony No. 84 in E flat major, H. 1/84/Menuet. Allegro
4. Symphony No. 84 in E flat major, H. 1/84/Finale. Vivace
5. Symphony No. 85 in B flat major, H. 1/85 “La Reine”/Adagio vivace
6. Symphony No. 85 in B flat major, H. 1/85 “La Reine”/Romance. Allegretto
7. Symphony No. 85 in B flat major, H. 1/85 “La Reine”/Menuet. Allegretto
8. Symphony No. 85 in B flat major, H. 1/85 “La Reine”/Finale. Presto

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Disc 3:

1. Symphony No. 86 in D major, H. 1/86/Adagio. Allegro spiritoso
2. Symphony No. 86 in D major, H. 1/86/Capriccio. Largo
3. Symphony No. 86 in D major, H. 1/86/Menuet. Allegretto
4. Symphony No. 86 in D major, H. 1/86/Finale. Allegro con spirito
5. Symphony No. 87 in A major, H. 1/87/Vivace
6. Symphony No. 87 in A major, H. 1/87/Adagio
7. Symphony No. 87 in A major, H. 1/87/Menuet
8. Symphony No. 87 in A major, H. 1/87/Finale. Vivace

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Concentus Musicus Wien
Nikolaus Harnoncourt – Conductor

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Harnoncourt em ação.

 

 

 

“Carlinus Files” Franz-Joseph Haydn (1732-1809) – Piano Sonatas vl. 3 – Bavouzet

FrontCom esta postagem estou concluindo a série de três cds que Bavouzet gravou com as sonatas de Haydn. Está fazendo muito frio aqui na minha cidade, mal consigo digitar, os dedos estão duros. Difícil vai ser tomar banho daqui a pouco para ir trabalhar. Está nevando em várias cidades daqui do estado,  e aqui em minha cidade, zona rural para se mais exato, a sensação térmica deve estar próximo do zero grau. Para quem gosta, uma beleza. Para quem não gosta, é difícil. O ar gelado resseca  a pele, e a roupa quase congela no varal.
Mas Haydn conhecia muito bem o inverno rigoroso, muito mais rigoroso que esse nosso, e há duzentos e poucos anos atrás não existia aquecedor ou ar – condicionado; era na boa e velha lareira. Bavouzet já é nosso contemporâneo, então já está mais adequado ao frio extremo que enfrenta na Europa, quando viaja para recitais. É um excepcional pianista, e a cada nova empreitada, como com a atual, apenas confirma o que já sabemos. Atualmente está gravando Beethoven, já lançou o primeiro volume, com três cds, fortes candidatos a ganhar prêmios da imprensa especializada.
Então, para quem vive aqui no sul do país, nada melhor do que estas belissimas sonatas para piano de Haydn para aquecer a alma, nas mãos deste, volto a repetir, excelente pianista.

01 – Sonata No.29 in E flat major, Hob. XVI 45 – I. Moderato
02 – Sonata No.29 in E flat major, Hob. XVI 45 – II. Andante
03 – Sonata No.29 in E flat major, Hob. XVI 45 – III. Finale. Allegro di molto
04 – Sonata No.33 in C minor, Hob. XVI 20 – I. Moderato – Adagio – Tempo I – Adagio
05 – Sonata No.33 in C minor, Hob. XVI 20 – II. Andante con moto
06 – Sonata No.33 in C minor, Hob. XVI 20 – III. Finale. Allegro
07 – Sonata No.42 in G major, Hob. XVI 27 – I. Allegro con brio
08 – Sonata No.42 in G major, Hob. XVI 27 – II. Menuet – Trio – Menuet da capo
09 – Sonata No.42 in G major, Hob. XVI 27 – III. Finale. Presto
10 – Sonata No.16 in D major, Hob. XVI 14 – I. Allegro moderato
11 – Sonata No.16 in D major, Hob. XVI 14 – II. Menuet – Trio (Minore) – Menuet
12 – Sonata No.16 in D major, Hob. XVI 14 – III. Allegro (Presto)

Jean-Efflam Bavouzet – Piano

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FDPBach

Fryderyk Franciszek Chopin (1810-1849): Baladas, Berceuse, etc. (link revalidado por PQP)


Hoje, Chopin está completando 200 anos de nascimento. Portanto, nesta semana, estarei fazendo uma série de postagens em homenagem ao genial pianista, que revolucionou a arte de tocar piano, e que também ajudou a a desenvolver a linguagem pianística, levando-a a um nível até então desconhecido.

A data de seu aniversário ainda é uma incógnita, alguns defendem o dia 22 de fevereiro, enquanto que outros comemoram no primeiro dia de março. Controvérsias à parte, o que importa é comemorarmos seus duzentos anos, e isso está acontecendo em diversos países, principalmente em sua Polônia natal, que está tendo apresentações diárias de sua obra, com os mais renomados artistas da atualidade. Estarei reproduzindo um texto retirado de uma biografia no site http://www.chopin.plbiography_chopin.en.html.

Fryderyk Franciszek Chopin, the Polish composer and pianist, was born on 1 March 1810, according to the statements of the artist himself and his family, but according to his baptismal certificate, which was written several weeks after his birth, the date was 22 February. His birthplace was the village of Zelazowa Wola near Sochaczew, in the region of Mazovia, which was part of the Duchy of Warsaw. The manor-house in Zelazowa Wola belonged to Count Skarbek, and Chopin’s father, Mikolaj (Nicolas) Chopin, a Polonized Frenchman, was employed there as a tutor. He had been born in 1771 in Marainville in the province of Lorraine in France, but already as a child he had established contacts with the Polish families of Count Michal Pac and the manager of his estate, Jan Adam Weydlich. At the age of 16, Mikolaj accompanied them to Poland where he settled down permanently. He never returned to France and did not retain contacts with his French family but brought up his children as Poles.

In 1806, Mikolaj Chopin married Tekla Justyna Krzyzanowska, who was the housekeeper for the Skarbek family at Zelazowa Wola. They had four children: three daughters: Ludwika, Izabela and Emilia, and a son Fryderyk, the second child. Several months after his birth, the whole family moved to Warsaw, where Mikolaj Chopin was offered the post of French language and literature lecturer in the Warsaw Lyceum. He also ran a boarding school for sons of the gentry.

The musical talent of Fryderyk became apparent extremely early on, and it was compared with the childhood genius of Mozart. Already at the age of 7, Fryderyk was the author of two polonaises (in G minor and B flat major), the first being published in the engraving workshop of Father Cybulski. The prodigy was featured in the Warsaw newspapers, and “little Chopin” became the attraction and ornament of receptions given in the aristocratic salons of the capital. He also began giving public charity concerts. His first professional piano lessons, given to him by Wojciech Zywny (b. 1756 in Bohemia), lasted from 1816 to 1822, when the teacher was no longer able to give any more help to the pupil whose skills surpassed his own. The further development of Fryderyk’s talent was supervised by Wilhelm Würfel (b.1791 in Bohemia), the renowned pianist and professor at the Warsaw Conservatory who was to offer valuable, although irregular, advice as regards playing the piano and organ. (continua)

O PQPBach não poderia ficar longe destas comemorações, apesar de que nosso fundador não ser muito fâ do compositor. Mas somos democráticos aqui no blog. Por isso estou encarando, junto com o colega Marcelo Stravinsky, esta “responsabilidade”, claro que dentro de nossas modestas possibilidades de acervo e de, principalmente, tempo.

A primeira vez em que ouvi Chopin foi em um velho LP , destas coleções vendidas em banca de revistas. O famoso quadro de Delacroix ilustrava a capa do disco, que trazia, dentre outras obras das quais não lembro mais, a Balada nº1, e algumas Polonaises. A pianista era Bella Davidovich. Aquele disco com certeza abriu minha visão com relação à música. Foi paixão à primeira vista (ou audição). Aquela música era de uma profundidade e sensibilidade que calava fundo na alma da gente. A partir dalí comecei a ouvir música com outros ouvidos.

Vou me alternar entre os intérpretes. Vou de Rubinstein, Maria João Pires, Leif Andsnes, Pollini, Idil Biret, entre outros, mas creio que ficarei entre estes, talvez alguma coisa com o Kristian Zimerman, com o qual já postei os Concertos para Piano, e também Horowitz.

Esta primeira postagem traz as quatro Baladas, e mais algumas obras menos conhecidas. A intérprete é a pianista turca Idil Biret, que gravou a toda a obra para piano de Chopin para o selo Naxos. Trata-se de uma intérprete não tão conhecida aqui no Brasil, mas reconhecida como um dos grandes nomes da atualidade do piano romântico. Uma curiosidade: essa sua integral do selo Naxos até hoje é um dos best – sellers da gravadora, já tendo vendido mais de 2 milhões de cópias.

Vamos, portanto, ao que interessa.

Fryderyk Franciszek Chopin (1810-1849)- Complete Piano Music – CD 1 – Idil Biret

1. Ballade in G Minor, Op.23
2. Ballade for piano No. 2 in F major, Op. 38,
3. Ballade for piano No. 3 in A flat major, Op. 47,
4. Ballade for piano No. 4 in F minor, Op. 52,
5. Berceuse for piano in D flat major, Op. 57,
6. Trois nouvelles études, for piano, KK IIb/3,
7. Trois nouvelles études, for piano, KK IIb/3,
8. Trois nouvelles études, for piano, KK IIb/3,
9. Fantasy for piano in F minor/A flat major, Op. 49,
10. Galopp for piano in A flat major, KK IVc/13
11. Largo for piano in E flat major, KK IVb/5, CT. 49 (B. 109)
12. Funeral march for piano in C minor, Op. 72/2, CT. 50
13. Cantabile for piano in B flat major, KK. IVb/6, CT. 9 (B. 84)

Idil Biret – Piano

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FDPBach

“Carlinus Files” – Johannes Brahms (1833-1897) – Brahms – The Symphonies – Harnoncourt – Berliner Philharmoniker

91T3lHFTZDL._SL1400_Uma das grandes satisfações que tive com a visita do Carlinus foi a qualidade do material que tive o prazer de trocar com ele. E uma das grandes aquisições, não temo em dizer que seja a principal, foi essa belíssima caixa com as sinfonias de Johannes Brahms nas mãos de Nikolaus Harnoncourt. Um primor, como não poderia deixar de ser, ainda mais considerando o compositor, o regente e a orquestra que ele escolheu para gravar sua integral das sinfonias. Curiosamente, sempre tive dificuldade de conseguir estas gravações. Agora os meus problemas se acabaram-se, como diria o seu Creysson, e graças ao Carlinus.
Brahms nunca é demais, ainda mais quando se trata de suas sinfonias. Até agora, meus regentes favoritos para este repertório era Herr Karajan, e o bom velhinho, Günther Wand, que realizou uma das mais notáveis gravações a que tive acesso. Bernstein corria por fora, principalmente por causa de suas últimas gravações da terceira e quarta sinfonias, com a Filarmônica de Viena. Na verdade, estou ansioso para verificar o que Harnoncourt andou aprontando por aqui. Portanto, estou lhes entregando os cds como o nobre colega Carlinus me passou, inclusive os links são dele. Enjoy it.

CD 1
01. Variations on a Theme by Joseph Haydn in B Flat, Op. 56a – Chorale St. Anthony: Andante
02. Var. I_ Poco piu animato
03. Var. II. Piu vivace
04. Var. III_ Con moto
05. Var. IV_ Andante con moto
06. Var. V_ Vivace
07. Var. VI_ Vivace
08. Var. VII_ Grazioso
09. Var. VIII_ Presto non troppo
10. Finale_ Andante
11. Symphony No.1 in C Minor, Op. 68 – I. Un poco sostenuto. Allegro
12. II. Andante sostenuto
13. III. Un poco Allegretto e grazioso
14. IV. Adagio. Piu Andante. Allegro non troppo, ma con brio

CD 2
01. Symphony No.2 in D, Op. 73 – I. Allegro non troppo
02. II. Adagio non troppo
03. III. Allegretto grazioso (Quasi Andantino) Presto ma non assai
04. IV. Allegro con spirito
05. Tragic Overture in D Minor, Op. 81
06. Academic Festival Overture in C Minor, Op. 80

CD 3

01. Symphony No.3 in F, Op. 90 – I. Allegro con brio
02. II. Andante
03. III. Poco allegretto
04. IV. Allegro
05. Symphony No.4 in E Minor, Op. 98 – I. Allegro non troppo
06. II. Andante moderato
07. III. Allegro giocoso
08. IV. Allegro energico e passionato

Berliner Philharmoniker
Nikolaus Harnoncourt – Conductor

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 – BAIXE AQUI – DONWLOAD HERE

T985_J BrahmsCROPPED©Tully Potter
Retrato do artista enquanto gênio. Ou seria ao contrário?

 

“Carlinus Files” – Franz-Joseph Haydn (1732-1809) – Piano Sonatas, Vol. 2 – Bavouzet

FrontEsfriou bastante na minha cidade, e como moro em um sítio, a sensação de frio é ainda maior, devido à proximidade do mato. Mas como bom paranaense que sou, este frio aqui não me assusta. Imaginem os senhores que por aqui chega a gear no máximo uma ou duas vezes a cada inverno. De onde venho, a água congela na torneira, a roupa congela no varal, e a cerração só começa a levantar próximo ao meio dia, e antes das seis da tarde já é noite…o vento que bate abaixa ainda mais a temperatura, deixando-a negativa. Esse frio aqui é brincadeira de criança.

Jean-Efflam Bavouzet continua sua incursão na música de Haydn, sempre com a mesma técnica apurada e virtuosismo. Desde os primeiros compassos da primeira sonata deste CD ele mostra a que veio. Por vezes, algumas dessas sonatas podem nos soar divertidas, líricas, comoventes, mas o que sempre me chama a atenção na obra de Haydn é sua precisão e concisão, tudo está no lugar, não sobram notas.
Divirtam-se, pois o que Bavouzet faz aqui é antes de tudo, divertir-se.

01 – Sonata No.48 in C major, Hob. XVI 35 – I. Allegro con brio
02 – Sonata No.48 in C major, Hob. XVI 35 – II. Adagio
03 – Sonata No.48 in C major, Hob. XVI 35 – III. Finale. Allegro
04 – Sonata No.32 in G minor, Hob. XVI 44 – I. Moderato
05 – Sonata No.32 in G minor, Hob. XVI 44 – II. Allegretto
06 – Sonata No.50 in D major, Hob. XVI 37 – I. Allegro con brio
07 – Sonata No.50 in D major, Hob. XVI 37 – II. Largo e sostenuto
08 – Sonata No.50 in D major, Hob. XVI 37 – III. Finale. Presto, ma non troppo
09 – Sonata No.19 in E minor, Hob. XVI 47 bis – I. Adagio
10 – Sonata No.19 in E minor, Hob. XVI 47 bis – II. Allegro
11 – Sonata No.19 in E minor, Hob. XVI 47 bis – III. Finale. Tempo di Menuet
12 – Sonata No.20 in B flat major, Hob. XVI 18 – I. Allegro moderato
13 – Sonata No.20 in B flat major, Hob. XVI 18 – II. Moderato

Jean-Efflam Bavouzet – Piano

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Jean-Efflam Bavouzet parece ser um cara alto astral, gente boa, vocês não acham?

 

 

 

 

Max Reger (1873-1916): Variations and Fugue on a Theme of J. S. Bach / Humoresques / Variations and Fugue on a Theme of Telemann

Excelente disco de um compositor muito respeitado e pouco divulgado, Reger. Ele compôs muita música de câmara, sempre de boa qualidade. Acho que a extrema erudição e mais seu apego ao romantismo prejudicaram a divulgação de sua obra. Essas variações sobre temas de Bach e Telemann são ótimas, assim como a obra para órgão do cidadão. Incrivelmente, é o primeiro CD dele que postamos no PQP Bach.

Max Reger (1873-1916): Variations and Fugue on a Theme of J. S. Bach /
Humoresques / Variations and Fugue on a Theme of Telemann

1. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Theme Andante
2. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation I L’istesso tempo
3. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation II (sempre espress. ed assai legato)
4. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation III Grave assai
5. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation IV Vivace
6. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation V Vivace
7. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation Vl Allegro molto
8. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation VII Adagio
9. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation VIII Vivace
10. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation IX Grave e sempre molto espressivo
11. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation X Poco vivace
12. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation XI Allegro agitato
13. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation XII Andante sostenuto
14. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation XIII Vivace
15. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation XIV Con moto
16. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Fugue Sostenuto

17. Five Humoresques, Op 20: No 1 Allegretto grazioso – piu meno mosso – tempo primo
18. Five Humoresques, Op 20: No 2 Presto – Andante – Presto
19. Five Humoresques, Op 20: No 3 Andantino grazioso – Meno mosso -Tempo primo
20. Five Humoresques, Op 20: No 4 Prestissimo assai – Meno mosso – Prestissimo assai
21. Five Humoresques, Op 20: No 5 Vivace assai – Piu tranquillo -Tempo primo

22. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Theme Tempo di Minuetto
23. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation I (L’istesso tempo)
24. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation II (L’istesso tempo)
25. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation III (L’istesso tempo) (Sherzando)
26. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation IV (L’istesso tempo)
27. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation V (Non troppo vivace)
28. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation VI (Non troppo vivace)
29. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation VII (quasi Tempo primo)
30. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation VIII Tempo primo
31. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation IX Non troppo vivace
32. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation X Quasi adagio
33. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XI Quasi adagio
34. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XII Poco vivace
35. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XIII Tempo primo
36. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XIV Meno vivace
37. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XV Andante
38. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XVI Adagio
39. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XVII Poco andante
40. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XVIII Tempo primo
41. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XIX Poco vivace
42. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XX Poco vicace
43. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XXI Poco vivace
44. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XXII Vivace
45. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XXIII Poco Andante – Molto adagio
46. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Fugue Vivace con spirito – Meno mosso

Marc-André Hamelin, piano

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Max_reger_1

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“Carlinus Files” – Johann Sebastian Bach (1685-1750): Keyboards Concertos – Alexandre Tharaud – Les Violons Du Roy – Labadie

FrontNeste final de semana tive a grata satisfação de receber a visita do colega Carlinus aqui em minha cidade. Claro que em um encontro destes seria quase impossível não ocorrer uma espécie de “intercâmbio cultural”, portanto tivemos a oportunidade de trocarmos material, ele teve a gentileza de trazer um HD externo com uma parte do seu acervo, que comentou ser três vezes maior do que o que continha aquele HD. Como não tínhamos muito tempo, escolhi apenas alguns cds (apenas uns “60 Gb” de material) mais específicos, que postarei no devido tempo. Hoje de manhã, escolhi aleatoriamente esta beleza de gravação do Alexander Tharaud. Já conhecia o pianista e o admirava há bastante tempo, quando me caiu em mãos um cd em que toca os Concertos Italianos do mesmo Bach, e fiquei muito admirado com sua personalidade e maturidade musical.

Este cd que ora vos trago, é um primor, e mostra todo o amadurecimento de Tharaud enquanto músico. Muito preciso, encara sem medo as armadilhas que estes concertos trazem, e nos momentos mais líricos se destaca exatamente pelo lirismo, pela capacidade de transformar a mítica música de Bach em momentos únicos. Reparem, por exemplo, no Andante do BWV 1058. É pura emoção.

Como diria o mesmo Carlinus, lhes desejo uma boa apreciação.

01 – Concerto in D minor, BWV 1052 I. Allegro
02 – Concerto in D minor, BWV 1052 II. Adagio
03 – Concerto in D minor, BWV 1052 III. Allegro
04 – Concerto in D major, BWV 1054 I. Allegro
05 – Concerto in D major, BWV 1054 II. Adagio e sempre piano
06 – Concerto in D major, BWV 1054 III. Allegro
07 – Concerto in D minor, BWV 974 II Adagio
08 – Concerto in F minor, BWV 1056 I. Allegro
09 – Concerto in F minor, BWV 1056 II. Largo
10 – Concerto in F minor, BWV 1056 III. Presto
11 – Concerto in G minor, BWV 1058 I Allegro
12 – Concerto in G minor, BWV 1058 II Andante
13 – Concerto in G minor, BWV 1058 III Allegro assai
14 – Concerto in A minor, BWV 1065 I. Allegro
15 – Concerto in A minor, BWV 1065 II. Largo
16 – Concerto in A minor, BWV 1065 III. Allegro

Alexandre Tharaud – Piano
Les Violons du Roy
Bernard Labadie – Conductor

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Alexandre Tharaud em ação: um gigante dos teclados.

Franz Josef Haydn (1732-1809): A Trompa Natural

Para aquelas e aqueles que são vulneráveis aos encantos da trompa, um disco da música de Haydn para o instrumento. O repertório é raro e Ab Koster não é um franco-atirador chinelo, abusado e reles, é um dos maiores trompistas da atualidade. A trompa utilizada nesta gravação é a natural. A trompa natural — ou trompa de caça — é o instrumento antecessor da trompa moderna. Ela se distingue pela falta de válvulas. Consiste em um bocal, um tubo longo e enrolado e uma campana de largura. Foi usada amplamente até a aparição da trompa moderna no século XIX.

Franz Josef Haydn (1732-1809): A Trompa Natural (The Natural Horn)

1. Cassatio In D Major, Hob. deest: I. Allegro moderato
2. Cassatio In D Major, Hob. deest: II. Menuet – Trio
3. Cassatio In D Major, Hob. deest: III. Adagio
4. Cassatio In D Major, Hob. deest: IV. Menuet – Trio
5. Cassatio In D Major, Hob. deest: V. Finale. Allegro

6. Divertimento In E-Flat Major, Hob. II: 21: I. Allegro molto
7. Divertimento In E-Flat Major, Hob. II: 21: II. Menuet – Trio
8. Divertimento In E-Flat Major, Hob. II: 21: III. Adagio
9. Divertimento In E-Flat Major, Hob. II: 21: IV. Menuet. Poco allegro – Trio
10. Divertimento In E-Flat Major, Hob. II: 21: V. Finale. Presto

11. Concerto In D Major, Hob. VIId: 3: I. Allegro
12. Concerto In D Major, Hob. VIId: 3: II. Adagio
13. Concerto In D Major, Hob. VIId: 3: III. Allegro

14. Divertimento A Tre in E-Flat Major, Hob. IV: 5: I. Moderato assai (Thema con variazioni)
15. Divertimento A Tre in E-Flat Major, Hob. IV: 5: II. Finale. Allegro di molto

16. Divertimento In D Major, Hob. II: 22: I. Presto
17. Divertimento In D Major, Hob. II: 22: II. Menuet – Trio
18. Divertimento In D Major, Hob. II: 22: III. Largo
19. Divertimento In D Major, Hob. II: 22: IV. Menuet – Trio
20. Divertimento In D Major, Hob. II: 22: V. Finale. Allegro molto

Ab Koster
L’Archibudelli

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Esse toca de verdade
Esse toca de verdade

PQP

Muito obrigado pelo belíssimo comentário

Muito obrigado pelo belíssimo comentário

mpCaro (a) mantenedor (a) do PQP Bach

Abaixo vai meu agradecimento por manter esse blog. Agradecimento em forma da história da música em minha vida.

Estimulado a ler, me lembro de ir, ainda garotinho, década de 70, ir com minha mãe à livraria comprar um livrinho de “estória”, eu lia tudo que aparecia: mesmo que não entendesse o que significava, ainda assim eu lia; com uns 6 ou 7 anos eu me lembro de ler os cadernos do meu tio que estava no “ginásio”, em particular lembro-me de ter lido um trabalho sobre “fósseis”, a ilustração era feita à mão livre usando canetas BIC nas cores azul, vermelho e verde.

A música tinha reprodução difícil e só havia LP’s com custo alto e eu não tinha acesso livre a eles. Ganhei um toca-discos verde, portátil, da Sonata, com alguns disquinhos coloridos de “estória” infantil, mas eu queria escutar aqueles discos pretos que não me deixavam colocar as mãos; aqueles eram discos de MPB de época, Fado e congêneres, hoje sei que de “clássicos” nada havia. E assim a música ficou meio que latente, suprimida mesmo, em mim.

Não sei onde escutei, imagino que na televisão, uma música “mágica”, que me encantou de um jeito que seus acordes não me saiam da cabeça. Lembro de cantarolar o um pequeno trecho dessa música linda, em uma língua da qual nada entendia, e dela não sabia nem o nome. Essa música era tão intensa, rica em sons que expandiam em minha mente, eu me sentia tão bem quando lembrava dela, e eu tinha sede de escutá-la novamente: recordo-me de ter cantarolado para algumas pessoas o único trechinho que eu sabia, na esperança de alguém me dizer o nome, mas não tive êxito. A única palavra mais clara que “saia” no cantarolar era “Aleluia”, e pelo ritmo, ninguém soube me dizer. Nessa época eu tinha entre 7 e 8 anos pois recordo-me de ter feito a Primeira Comunhão sem dela nada saber. Cheguei a perguntar à professora de Catecismo, mas ela disse não saber do eu falava. Se a palavra central era “Aleluia” imaginei que alguém na Igreja me diria que de se tratava, mas os esforços foram em vão. Na época já havia fitas K7, mas eu não tinha nem toca fitas em casa.

Quando eu tinha 12 anos de idade, era 1985, assisti na TV um filme chamado “O enigma da Pirâmide” e, em uma certa cena do filme, uma música “toucou” e eu fiquei abalado. O que era aquilo? Que música era aquela que jamais houvera escutado, mas que me causava tanta emoção?! Ninguém soube me dizer nada sobre aquele som.

Tudo que eu sabia daquelas duas músicas era que provavelmente aquilo era “música clássica” e nada mais, até que em 1995 a revista Caras lançou uma coletânea de música clássica em CD’s, e eu mesmo sem ter um “toca CD’s” comprava as revistas só pra poder conseguir os CD’s onde poderia estar o que eu tanto procurava. Quando um bom tempo depois comprei um aparelho para escutar os CD’s, finalmente descobri qual era aquela primeira música que me encantou, era o Coro de Aleluia, do Messias, de Handel. Chorei como uma criança ao escutar aquela música que houvera habitado em minha lembrança por tantos anos. Escutei aquilo por dezenas de vezes. Descobri que havia sutis diferenças na mesma peça se tocada por diferentes orquestras; é que “Aleluia” veio gravada nos CD’s 2 e 8 da coletânea Caras: sob a direção de Von Cammus pela Orquestra da Rádio de Berlim e pela orquestra de Praga, por Randell Gork-Choken.

Reconheci algumas outras coisas das quais não sabia o nome como a “Privavera” de Vivaldi, “Danúbio Azul” de Strauss, “chegada dos convidados” e “Cavalgada das Valquírias” de Wagner e a “Dança Germânica op33” de Schubert, entre outras coisas. Só tempos depois fui me dando conta que eu “re”conhecia aqueles sons por eu, em busca das canções da infância, ter passado a prestar atenção em trilhas sonoras de filmes e tudo mais que aparecia na TV, única fonte de informação na época. Em 1999 uma loja de CD’s, do interior de MG onde morava, fez uma “banca de ofertas” daquilo que estava “encalhado” e eu comprei da Deutsche Grammophon um CD do Ravel com seu fabuloso “Bolero”.

Mas, só em 2001 quando tive acesso à internet, eu consegui descobrir a segunda música da infância; aquela do filme “o enigma da pirâmide”, e aquela música mágica era parte de uma obra maior que me inebriou e que tornou-se um “amor”. A música do filme era um trecho de “O fortuna” de Carmina Burana, do Orff. Procurei a história da obra e descobri que a origem dessa obra de Orff eram os manuscritos medievais: e, quando conheci as músicas antigas e medievais eu me apaixonei de modo febril e crônico e, desde então, não parei mais de baixar músicas. E, quando em 2004 consegui entrar pra universidade, o conhecimento de história, sociologia e tudo mais adquirido de modo intuitivo na internet foi tomando forma através de um estudo mais sistematizado me abriu definitivamente os sentidos para uma face do mundo que eu só imaginava existir.

Escrevi esse relato como uma forma de dizer que a pessoa que mantém esse blog presta um grande serviço à humanidade e aos “espíritos” que nela habitam na forma de pessoas que, apesar de não terem tido esse conhecimento posto em seu processo educacional, ainda assim, têm a chance de conhecer obras fabulosas como as aqui postadas.

Att
Renato Scortegagne

Henry Vieuxtemps (1820-1881) – Violin Concerto n°1 in E major, op. 10, Violin Concerto n°2 in F sharp minor op. 19, Greeting to America, op.56 – Chloë Hanslip, Royal Flemish Philharmonic, Martyn Brabbins

Chloë Hanslip - Vieuxtemps - Violin Concertos Nos.2 & 2 - Hanslip (Romantic Violin Concerto - 12)Tudo bem, Chloë Hanslip não é nenhum Jascha Heifetz, nem creio que a garota tenha essa pretensão. Mas que ela toca uma barbaridade, toca, ainda mais sabendo que Heifetz imortalizou esse primeiro concerto. Que é muito bonito, diga-se de passagem. Afora este primeiro concerto, eu desconhecia outras obras de Vieuxtemps. Olha o que diz o booklet:

“Widely considered the finest violinist in Europe after the death of Paganini, the Belgian Henry Vieuxtemps was born in 1820 in Vervier, not far from Liége.” Claro que o texto do libreto é bem maior, mas peguei essa primeira frase para destacar quem foi Vieuxtemps, um dos maiores instrumentistas de seu tempo.

A inglesa Chloë Hanslip toca muito, e claro que estes concertos, por terem sido escritos por um violinista, tem momentos de extrema dificuldade técnica, o que exige do instrumentista muita segurança e habilidade. E apesar de ser jovem, ela nasceu em 1987, Chloë (gosto desse nome) tem muito futuro pela frente. A menina já tocou com as principais orquestras e regentes da atualidade. Eis o site dela: http://www.chloehanslip.com/
Eu gostei bastante do cd, espero que os senhores também apreciem.

1 Violin Concerto No. 1 in E major, Op. 10_ Allegro moderato
2 Violin Concerto No. 1 in E major, Op. 10_ Introduction_ Adagio –
3 Violin Concerto No. 1 in E major, Op. 10_ Rondo_ Allegretto
4 Violin Concerto No. 2 in F sharp minor, Op. 19_ Allegro
5 Violin Concerto No. 2 in F sharp minor, Op. 19_ Andante
6 Violin Concerto No. 2 in F sharp minor, Op. 19_ Rondo_ Allegro
7 Greeting to America, fantasy for violin & piano in E major, Op. 56 (Op. posth)

Chloë Hanslip — Violin
Royal Flemisch Philharmonic
Martyn Brabbins – Conductor

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Chloë Hanslip e seus belos olhos...
Chloë Hanslip e seus belos olhos…

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para Flauta, Op. 10 / Giuseppe Sammartini (1695-1750): Concerto para Flauta

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Mais um esplêndido CD com Concertos para Flauta de Vivaldi. ATENÇÃO: não são as mesmas obras do CD postado sexta-feira passadaA grande atração aqui é a interpretação da solista Michala Petri — na época da gravação bem mais jovem do que bela senhora que apresentamos abaixo. Todo mundo pensa que Michala é italiana, mas não, esta gracinha é dinamarquesa. Ouçam como ela canta no Cantabile do Il cardello e depois me digam o que acharam, tá?

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para Flauta, Op. 10 /
Giuseppe Sammartini (1695-1750): Concerto pata Flauta

1. Concerto No. 1(RV 433) in F: ‘La tempesta di mare’: Allegro
2. Concerto No. 1(RV 433) in F: ‘La tempesta di mare’: Largo
3. Concerto No. 1(RV 433) in F: ‘La tempesta di mare’: Presto

4. Concerto No. 2 (RV 439) in g: ‘La notte’: Largo
5. Concerto No. 2 (RV 439) in g: ‘La notte’: Presto ‘Fantasmi’
6. Concerto No. 2 (RV 439) in g: ‘La notte’: Largo

7. Concerto No. 2 (RV 439) in g: ‘La notte’: Presto
8. Concerto No. 2 (RV 439) in g: ‘La notte’: Largo ‘Il sonno’
9. Concerto No. 2 (RV 439) in g: ‘La notte’: Allegro

10. Concerto No. 3 (RV 428) in D: ‘Il cardello’: Allegro
11. Concerto No. 3 (RV 428) in D: ‘Il cardello’: Cantabile
12. Concerto No. 3 (RV 428) in D: ‘Il cardello’: Allegro

13. Concerto No. 4 (RV 435) in G: Allegro
14. Concerto No. 4 (RV 435) in G: Largo
15. Concerto No. 4 (RV 435) in G: Allegro

16. Concerto No. 5 (RV434) in F: Allegro ma non tanto
17. Concerto No. 5 (RV434) in F: Largo e cantabile
18. Concerto No. 5 (RV434) in F: Allegro

19. Concerto No. 6 (RV 437) in G: Allegro
20. Concerto No. 6 (RV 437) in G: Largo
21. Concerto No. 6 (RV 437) in G: Allegro

22. Concerto in F: Allegro
23. Concerto in F: Andante
24. Concerto in F: Allegro assai

Michala Petri
Moscow Virtuosi
Vladimir Spivakov

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Michala Petri: imenso talento
Michala Petri: imenso talento

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Lalo, Saint-Saëns, Bruch, Bloch: Obras para violoncelo e orquestra com Pierre Fournier

Putz, esqueci do texto… O CD é ÓTIMO !!!

Lalo, Saint-Saëns, Bruch, Bloch:
Obras para violoncelo e orquestra com Pierre Fournier

Eduard Lalo (1823-1892)
1. Cello Concerto in D minor – 1. Prélude: Lento – Allegro maestoso 13:12
2. Cello Concerto in D minor – 2. Intermezzo: Andantino con moto – Allegro presto 6:31
3. Cello Concerto in D minor – 3. Andante – Allegro vivace 7:23

Camille Saint-Saëns (1835-1921)
4. Cello Concerto No.1 in A minor, Op.33 – 1. Allegro non troppo 5:56
5. Cello Concerto No.1 in A minor, Op.33 – 2. Allegretto con moto 5:57
6. Cello Concerto No.1 in A minor, Op.33 – 3. Un peu moins vite 7:32

Max Bruch (1838-1920)
7. Kol Nidrei, Op.47 – Adagio on Hebrew Melodies for Cello and Orchestra 10:38

Ernst Bloch (1880-1959)
8. “Schelomo” · Hebrew Rhapsodie for Cello and Orchestra 22:02

Jean Martinon
Orchestre Lamoureux

Alfred Wallenstein (em Ernst Bloch)
Berlin Philharmonic Orchestra

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Clássico
Clássico

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