.: interlúdio :. Larry Coryell with Paul Wertico & Marc Egan – Tricycles

FrontCerta vez tive a raríssima oportunidade de assistir a um show de Larry Coryell. Raríssima oportunidade pelo simples fato de ele ter ido tocar em Florianópolis, isso ainda no meio dos anos 90. Foi uma experiência única ter tido a oportunidade de ver ao vivo um de meus guitarristas de jazz favoritos. Desfilou um repertório eclético, indo do fusion ao clássico sem maiores preocupações ou dificuldades. Na época tocava direto em uma determinada rádio FM da cidade sua leitura para o “Bolero” de Ravel. E claro que alguém na platéia solicitou e ele, educadíssimo, acatou a sugestão, nos proporcionando a possibilidade de ouvir uma versão única em violão acústico, sem acompanhamento. E claro que a sua leitura naquele momento era totalmente diferente da versão da rádio, pois era tudo improviso. Foi aplaudido exaustivamente, e lembro de estar em uma das primeiras filas, e ver seu olhar fascinado e intrigado e muito satisfeito, como quem diz, de onde diabos esses caras me conhecem e sabem que gravei o “Bolero” ? Era acompanhado por um trio de jazz baiano, sim, sim, baiano, músicos altamente tarimbados e competentes, mas cientes de que estavam acompanhando uma lenda viva do jazz. Outro momento emocionante foi sua versão, também sem acompanhamento, do clássico “Round´ Midnight” de Thelonius Monk, em sua indefectível guitarra Ibanez semi-acústica.

Esse cd que ora vos trago é bem interessante e curioso pela formação. Paul Wertico e Marc Egan tocaram muito tempo com Pat Metheny, ou seja, são músicos muito experientes.  Ele desfile releituras de obras próprias, como “Dragon Gate” e “Space Revisited”, de sua época eletrificada, e novamente nos brinda com uma leitura absolutamente estonteante e surpreendente de “Round´Midnight”, desta vez contando com a cumplicidade de Egan e Wertico. Ah, e concluem o cd com Beatles. Versátil o rapaz, não acham?

Em outras palavras, um CD “IM-PER-DÍ-VEL !!!” para os fãs do guitarrista e da boa música. Papa finíssima, diria um amigo meu.

01 – Immer Geradeaus
02 – Dragon Gate
03 – Good Citizen Swallow
04 – Tricycles
05 – Stable Fantasy
06 – Spaces Revisited
07 – Round Midnight
08 – Three Way Split
09 – Well You Needn’t
10 – She’s Leaving Home


Larry Coryell – Guitar
Marc Egan – Bass
Paul Wertico – Drums

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Larry Coryell

 

 

.: interlúdio :. Hiromi Uehara – Alive, The Stanley Clarke Trio – Jazz in the Garden – Clarke, Uehara, White

folderFiquei tão impressionado com os cds da Hiromi Uehara que foram postados por aqui recentemente que fui atrás de maiores informações sobre a mocinha, e claro, atrás de outros cds. E encontrei essas outras duas pérolas.  Achei outros, mas vamos ver como será a recepção dos senhores para estes dois, aí quem sabe, trago outros.
Graças ao seu talento, Hiromi Uehara consegue reunir os melhores músicos para tocarem em seus discos, e foi meio que “apadrinhada” por Chick Corea, com quem gravou um cd de duos. E aqui nestes dois cds que ora vos trago ela toca com outras lendas do jazz, como Stanley Clarke e Lenny White, sem esquecer, é claro, de Simon Phillips e de Anthony Jackson. E os dois cds tem a mesma formação de Piano Jazz Trio.

Alive – The Trio Project Featuring Anthony Jackson & Simon Phillips

01 – Alive
02 – Wanderer
03 – Dreamer
04 – Seeker
05 – Player
06 – Warrior
07 – Firefly
08 – Spirit
09 – Life Goes On

Hiromi Uehara – Piano
Anthony Jackson – Bass
Simon Phillips – Drums

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Jazz In The GardenJazz in the Garden – The Stanley Clarke Trio with Hiromi Uehara & Lenny White

01. Paradigm Shift (Election Day 2008)
02. Sakura Sakura
03. Sicilian Blue
04. Take The Coltrane
05. 3 Wrong Notes
06. Someday My Prince Will Come
07. Isotope
08. Bass Folk Song No 5 & 6
09. Global Tweak
10. Solar
11. Brain Training
12. Under The Bridge

Stanley Clarke – Bass
Hiromi Uehara – Piano
Lenny White – Drums

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.:interlúdio:. Bill Bruford’s Earthworks – Footloose & Fancy Free

415MPTYT9VLPara os fãs do rock progressivo e principalmente do “Yes”, e que conhecem a carreira de Bill Bruford esse cd não chega a ser uma surpresa, ao contrário, só reforça a admiração por este fantástico baterista, que circula do rock progressivo para o jazz sem muito trabalho.
Já tenho esse cd duplo gravado ao vivo há alguns anos e não canso de ouvi-lo. É de um bom gosto indiscutível, com músicos de altíssimo nível, e Bruford sempre impecável no comando das baquetas.

Disc One

1. Footloose and Fancy Free
2. If Summer Had its Ghosts
3. A Part, and Yet Apart
4. Triplicity
5. Come to Dust
6. No Truce with the Furies
7. The Wooden Man Sings, and the Stone Woman Dances
Disc Two
1. Revel Without a Pause
2. Never the Same Way Once
3. Original Sin
4. Cloud Cuckoo Land
5. Dewey-Eyed, then Dancing
6. The Emperor’s New Clothes
7. Bridge of Inhibition

Patrick Clahar – Tenor and soprano saxophones
Steve Hamilton – Piano
Mark Hodgson – Bass
Bill Bruford – Drums

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.: interlúdio :. Mariano Otero: Desarreglos

.: interlúdio :. Mariano Otero: Desarreglos

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Excelente disco do jovem baixista, compositor, arranjador e bandleader argentino Mariano Otero e seu noneto. Neste disco, presta homenagem a seu professor Walter Malosetti, com composições originais do aluno Otero e de seu professor. O resultado é brilhante, o noneto mostra-se talentosíssimo ao fazer coexistir o moderno e o tradicional. Normalmente, os tributos são lugares confortáveis o suficiente para não se dizer nada de novo. Abundam homenagens inúteis a todos. Mas um tributo pode ser também uma operação de releitura, de compromisso com o homenageado e, acima de tudo, uma forma de dar primeiro plano a algumas músicas raras. Um achado!

Mariano Otero: Desarreglos

1 El maestro 04:42
2 Ale Blues 06:24
3 Mini 07:52
4 Grama 05:27
5 Walter´s Rithm 05:22
6 Avellaneda 02:45
7 Madrid 04:41
8 Pappo´s blues 05:15
9 Espíritu 05:53
10 Blues for Pepi 05:25
11 Adiós Lala 05:58
12 Clifford 05:18

Músicos:
Mariano Otero Noneto:
Mariano Otero contrabajo
Juan Cruz De Urquiza trompeta, flugelhorn
Rodrigo Dominguez saxo tenor
Ramiro Flores saxos alto y tenor
Carlos Michelini saxos alto y tenor
Martín Pantyrer saxo barítono
Juan Canosa trombón
Francisco Lovuolo piano
Pepi Taveira batería

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Mariano Otero
Mariano Otero

PQP

.: interlúdio :. Oregon – Winter Light (1974)

.: interlúdio :. Oregon – Winter Light (1974)


Winter Light é um belíssimo disco da fase inicial deste velho e duradouro grupo de jazz, formado por músicos que se tornaram estrelas também individualmente. O Oregon é um grupo que oscila entre o vanguardismo e as melodias acessíveis, como faz um de seus membros em seus discos “singles”: Ralph Towner. Mas é jazz, sem nenhuma dúvida, e do bom. E, como o quarteto é formado de muitiinstrumentistas,a coisa fica sempre colorida e interessante.

Há inesperados solos de piano de Ralph Towner… Há um pulso delicado e pré-minimalista em algumas músicas e muita, mas muita improvisação. Ah, como na época ainda não tínhamos nos livrado da infuência indiana, Colin Walcott nos tortura moderadamente com algumas tablas.

Importante: este trabalho recebeu avaliação máxima de nove ouvintes na Amazon. Prova de que não só eu gosto dele.

Oregon – Winter Light

1. Tide Pool
2. Witchi-Tai-To
3. Ghost Beads
4. Deer Path
5. Fond Libre
6. Street Dance
7. Rainmaker
8. Poesia
9. Margueritte

Paul McCandless Clarinet (Bass), Horn (English), Oboe
Ralph Towner Guitar, Percussion, Clay Drums, Hands, Guitar (Classical), Piano, Guitar (12 String), French Horn, Flugelhorn
Collin Walcott Dulcimer, Clarinet, Percussion, Cover Photo, Pakawaj, Tabla, Sitar, Conga
Glen Moore Bass, Piano, Violin, Guitar (Bass), Bass (Electric), Flute

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É o que sempre digo: todos nós já fomos jovens
É o que sempre digo: todos nós já fomos jovens

PQP

.: interlúdio :. Charles Mingus & Eric Dolphy: The Complete Bremen Concert

.: interlúdio :. Charles Mingus & Eric Dolphy: The Complete Bremen Concert

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Há pouco mais de 50 anos, Charles Mingus, Eric Dolphy e o sexteto de Mingus davam esta inacreditável comprovação de musicalidade e talento para uma plateia de Bremen. Dois meses depois, Dolphy morreria da forma mais estúpida possível: na tarde de 18 de Junho de 1964, ele caiu nas ruas de Berlim e foi levado a um hospital. Os enfermeiros não sabiam que ele era diabético e pensaram que ele (como acontecia com muitos jazzistas) estava sob overdose. Deixaram-no, então, num leito até que passasse o efeito das “drogas”. E Dolphy morreu após o coma diabético. Aos 36 anos. Bastava-lhe uma injeção. São coisas que acontecem muito com negros.

O som do CD não é uma maravilha, mas é muito mais do que o suficiente para se notar que estamos entre gênios. Mingus era um sujeito duríssimo com sua banda. Certa vez acertou um direto no queixo de seu fiel trombonista Jimmy Knepper porque ele não acertava uma nota. Com Dolphy, a comunicação parecia ser telepática. Mingus dizia que não precisava conversar muito com Dolphy, que eles se entendiam silenciosamente antes de partir para outras dimensões. Verdade, partiam mesmo.

Charles Mingus & Eric Dolphy: The Complete Bremen Concert

CD1
01 – A.T.F.W. [Art Tatum-Fats Waller]
02 – Sophisticated Lady
03 – So long Eric
04 – Parkeriana

CD2
01 – Meditations On Integration
02 – Fables Of Faubus

Charles Mingus, bass
Eric Dolphy, alto sax / flute / bass clarinet
Johnny Coles, trumpet
Clifford Jordan, tenor sax
Jacki Byard, piano
Dannie Richmond, drums

in April 16, 1964

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Charles Mingus e Eric Dolphy: muita genialidade em pouco espaço
Charles Mingus e Eric Dolphy: muita genialidade em pouco espaço físico

PQP

.:interlúdio:. Eliane Elias – Cross Currents

MI0002544750Outro excelente disco localizado na imensa discografia do Randy Brecker, não por acaso, ex-marido desta talentosíssima pianista brasileira, Eliane Elias. Aqui, Brecker cuida mais da produção e tem uma pequena participação vocal.O “resto” da galera com quem ela toca tem apenas Jack DeJohnete, Eddie Gomez e Peter Erskine, entre outras feras.
A discografia de Eliane Elias é bem grande, e diversificada e já ganhou diversos prêmios por ela. Gravou de tudo um pouco. E ainda se arrisca nos vocais. Seu último trabalho é dedicado a Chet Baker.
Se os senhores gostarem, trago outro dia seu CD dedicado a Tom Jobim.

1 – Hallucinations
2 – Cross Currents
3 – Beautiful Love
4 – Campari & Soda
5 – One Side of You
6 – Another Side of You
7 – Peggy´s Blue Skylight
8 – Impulsive
9 – When You Wish Upon a Star
10 – East Costin´
11 – Coming and Going

Eliane Elias – Vocais, Piano
Eddie Gomez – Bass
Jack DeJohnette – Drums
Peter Erskine – Drums
Café – Percussion
Barry Finnerty – Guitar

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Bela foto de Eliane Elias com o maridão, o baixista Marc Johnson.

.: interlúdio :. Anna Maria Jopek & Pat Metheny – Upojenie

MI0000825804Não sei bem como classificar esse CD, mas sei de uma coisa: a voz de Anna Maria Jopek casa perfeitamente bem com a guitarra de Pat Metheny. Ou sei lá que tipo de instrumento ele está tocando em alguns momentos, só sei que é de cordas.
Algumas das canções são conhecidas dos fãs de Metheny, mas como não tenho o booklet desse cd não saberia dizer quem adaptou ou escreveu as letras. Ajuda é bem vinda. As poucas informações que obtive deste cd é que Anna Maria Jopek é polonesa, e uma das grandes cantoras de seu país na atualidade, lembrando que esse cd é de 2002.
O lirismo e beleza das melodias, aliados à voz suave e delicada de Jopek tornam este um cd único. A atmosfera é a mesma de alguns cds de Metheny, mas tem forte a personalidade de Jopek. Está lá o dedilhado impecável, o fraseado perfeito da guitarra de Metheny, mas como todo grande músico, ele não tenta impor sua marca, deixando a linda voz de Jopek se destacar.
Encontrei esse release no site allmusic:
Originally released in 2002 in Europe and Japan, Upojenie (Ecstasy) is a collaboration between Pat Metheny and superstar Polish vocalist Anna Maria Jopek. It came into being after Jopek approached the guitarist at a jazz festival in Warsaw in 2001. Her original idea was to perform some of her own work, some of Metheny’s, and some Polish folk songs (exactly what happened). The collaboration was recorded over four months in Poland; it is something wholly other than the sum of its parts might suggest. Co-produced by composer Marcin Kydrynski (Jopek’s husband) and Metheny, with Jopek and Pawel Bzim Zarecki, this set marries together the guitarist’s signature meld of jazz, pop, and American forms with electronics, early folk melodies, classical melodies, and arrangements with exotic instrumentation and Jopek’s otherworldly but gentle voice. For Metheny fans, this is a unique opportunity on two fronts: to hear new versions of his own tunes with different arrangements, titles, and lyrics, as well as the opportunity to be introduced to an immense talent. Now that the set has been released stateside, it becomes an opportunity for fans of contemporary jazz and sophisticated adult pop as well. The set commences with the duet “Cicy Zapada Zmrok” (Here Comes the Silent Dusk), a traditional evening prayer sung by Jopek with Metheny on the 42-string Pikasso guitar. It’s skeletal, ethereal, and haunting, yet in Metheny’s hands, the melody transcends its origin and becomes a song that could have been sung on the North American plains as well as in Eastern Europe. Another duet, “Biel” (Whiteness), written by Kydrynski, features the singer buoyed by Metheny’s classical and baritone guitars. It feels spacious enough to have been recorded in a church, but its roots are in samba.
These tracks are the anomalies on the album, however. More often Metheny and Jopek are accompanied by a full band mainly comprised of crack Polish session players, including the great pianist Leszek Mozdzer. Check the version of Metheny’s “High Tide, Love Tide, the Breath of Time…,” titled “Przyplyw, Odplyw, Oddech Czasu…” (Tell Her You Saw Me) here, with lyrics by Magda Czapinska. The nearly whispered, restrained multi-tracked vocals, a soprano guitar, and lithe basslines, acoustic piano, loops, timpani, and percussion create a web of gossamer and ether before the tempo changes and all sounds seem to bleed into one warm blanket of sound with the considerable emotions in this music all on display. “Are You Going with Me,” the original single from this set, is an instrumental with wordless vocals that evolves from the arrangement found on Offramp into something far more folkish and mysterious. Jopek’s own “Czarne Slowa” (Black Words) is a deeply sad, piano-driven love song, a ballad with somber overtones hinting at an intricate folk-jazz hymn. The nostalgic “By On Byl Tu” (“Let It Stay” from the Pat Metheny Group’s Travels) becomes a hymn of longing and homecoming with the guitarist’s classical guitar kissed by Mozdzer’s piano, upright bass, and drums. But in Jopek’s round, warm, seemingly ageless vocal, this song is almost a lullaby, with gorgeous interplay between the instruments. The domestic issue of this set contains two bonus cuts including a live number. Metheny fans who couldn’t afford the import should jump on this, and those who have an interest in sophisticated pop singers from Stacey Kent to Inara George should consider this as well. Upojenie is international jazz as poetry in motion.

Enfim, um belíssimo CD, ótimo para trilha sonora de um encontro de bons amigos …

01 – Cichy Zapada zmrok
02 – Przyplyw, Odplyw, Oddech Czasu
03 – Tam Gdzie Nie Siega Wzrok
04 – Biel
05 – Czarne Slowa
06 – Letter From Home
07 – Are You Going With Me
08 – Zupelnie Inna Ja
09 – Mania Mienia
10 – By on Byl Tu
11 – Upojenie
12 – Piosenka Dla Stasia
13 – Nie Jedyne Niebo
14 – Polskie drogi

Anna Maria Jopek – Vocals
Pat Metheny – Guitars

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PatMetheny276
Esse “violão” aí do Pat Metheny tem 42 cordas…

.: interlúdio :. Michiel Borstlap – Solo 2010

.: interlúdio :. Michiel Borstlap – Solo 2010

Eu não me apaixonei pelo famoso pianista de jazz holandês Michiel Borstlap, mas o cara é considerado um gênio. OK. Borstlap construiu uma reputação invejável. A contra-capa diz que ele abraça a rica herança pianística de seus heróis Glenn Gould, Sviatoslav Richter, Art Tatum, Bud Powell, Herbie Hancock e Keith Jarrett. Ele já trabalhou com alguns dos maiores músicos do jazz, como Herbie Hancock, Wayne Shorter, Pat Metheny e Les Paul. Em seu CD Solo 2010, Borstlap mistura jazz com a música clássica. Eu curti. Com reservas.

Michiel Borstlap – Solo 2010

1. Moscow
2. Crazy Love
3. BlueSyl
4. My Dear
5. Bengt
6. You’re Wanted
7. Destin Fabuleux
8. Haiku
9. Yokohama
10. Cherish Your Sunshine
11. Fughetta
12. Four in One
13. Clear Water
14. This Can’t Be You
15. Adieu!

Michiel Borstlap, piano

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Michiel Borstlap baixando músicas do PQP Bach.
Michiel Borstlap baixando músicas do PQP Bach.

PQP

.: interlúdio :. Hiromi Uehara – Discografia de 2003 a 2009 – 6 CDs

.: interlúdio :. Hiromi Uehara – Discografia de 2003 a 2009 – 6 CDs
Hiromi Uehara
Hiromi Uehara

Hiromi Uehara é uma das melhores novidades que o jazz moderno oferece. Pianista de extraordinária qualidade, faz o papel de virtuose para que lhe deem crédito — afinal, mais parece uma menina recém entrada na universidade — , mas quando a bola está no chão, dá um banho de sensibilidade. É jazz e é fusion da melhor qualidade. Seu parentesco maior é com Chick Corea, com quem já gravou dividiu um CD.

Diversão garantida para o povo pequepiano, pus todos os 6 CDs num só arquivo de 320 kbps. Há duas ou três faixas com pequenas falhas, mas como elas também estavam no original… Fazer o quê?

Hiromi Uehara (26 de Março de 1979) é uma pianista e compositora. Sua técnica impressionante, estilo único e energia contagiante a distinguem. As suas composições englobam um variado grupo de estilos musicais como jazz, rock progressivo, jazz fusion e até música clássica. Ela é famosa também por sua contribuição na composição no tema de Tom e Jerry Show. Ela começou a tocar piano clássico com seis anos de idade, e aos 15 anos ela já havia tocado com a Orquestra Filarmônica da República Tcheca. Com oito anos, Hiromi conheceu o jazz e se apaixonou pelo estilo musical. Quando tinha 17 anos, Chick Corea conheceu o som dessa jovem japonesa em Tóquio, e chegou a convidá-la para tocar com ele no mesmo dia. Hiromi foi estudar música nos Estados Unidos com Ahmad Jamal, o pianista favorito de Miles Davis. Antes mesmo de se formar, ela já tinha assinado contrato com o selo independente norte-americano, Telarc.

O primeiro disco em 2003, Another Mind, contava com um trio afinadíssimo, Hiromi no piano, Mitch Cohn no baixo e Dave DiCenso na bateria. Já no segundo trabalho em 2004, Brain, Tony Grey assumiu o baixo e Martin Valihora a bateria. Com essa mesma formação, Hiromi lançou o terceiro disco em 2005, Spiral. Em 2006 o trio adicionou o guitarrista David Fiuczynski e transformou-se em Hiromi’s Sonicbloom. Com esta nova formação, o quarteto lançou o disco Time Control em 2007.

Muita atenção aos dois últimos discos. São extraordinários.

Fontes: PQP Bach, Wikipedia e Apenas Jazz.

2003 – Another Mind

01. XYZ [5:37]
02. Double Personality [11:57]
03. Summer Rain [6:07]
04. Joy [8:29]
05. 010101 (binary system) [8:23]
06. Truth and Lies [7:19]
07. Dancando No Paraiso [7:37]
08. Another Mind [8:43]
09. The Tom and Jerry Show [6:06] bonus track

Total time = 01:10:21

2004 – Brain

01. Kung-Fu World Champion [6:49]
02. If… [7:09]
03. Wind Song [5:40]
04. Brain [8:59]
05. Desert On The Moon [7:04]
06. Green Tea Farm (solo) [4:34]
07. Keytalk [10:02]
08. Legend of the Purple Valley [10:47]
09. Another Mind [11:03] bonus track

Total time = 01:14:41

2006 – Spiral

01. Spiral [9:57]
Music for Three-Piece Orchestra:
02. Open Door – Tuning – Prologue [10:13]
03. Deja vu [7:45]
04. Reverse [5:09]
05. Edge [5:14]
06. Old Castle, by the river, in the middle of the forest [8:16]
07. Love and Laughter [8:57]
08. Return of Kung-Fu World Champion [9:39] bonus track

Total time = 01:05:39

2007 – Time Control

01. Time Difference
02. Time Out
03. Time Travel
04. Deep into the Night
05. Real Clock vs. Body Clock = Jet Lag
06. Time and Space
07. Time Control, or Controlled by Time
08. Time Flies
09. Time’s Up
10. Note from the Past

Total time = 01:13:49

2008 – Beyond Standard

01. Intro – Softly As In A Morning Sunrise
02. Softly As In A Morning Sunrise
03. Clair De Lune
04. Caravan
05. Ue Wo Muite Aruko
06. My Favorite Things
07. Led Boots
08. XYG
09. I’ve Got Rhythm

Total time = 59:36

2009 – Place to Be

01. BQE
02. Choux a la creme
03. Sicilian Blue
04. Bern Baby Bern
05. Somewhere
06. Capecod Chips
07. Islands Azores
08. Pachelbel’s Canon
09. Viva! Vegas: Show City, Show Girl
10. Viva! Vegas: Daytime in Las Vegas
11. Viva! Vegas: The Gambler
12. Place To Be
13. Green Tea Farm bonus track

Total time = 01:09:09

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Bunitinha
Bunitinha

PQP

.: interlúdio :. Oregon – Beyond Words (1995)

.: interlúdio :. Oregon – Beyond Words (1995)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu acompanho o Oregon há mais de 30 anos e, mesmo que sinta a falta de Colin Walcott (morto em 1984), parece que o grupo chegou a seu auge em 1995, com este notável Beyond Words. Eles ainda estão em atividade e continuam evoluindo como um dos mais importantes agrupamentos de jazz contemporâneos. As composições deste disco são originalíssimas — apesar de algumas não serem inéditas — e fundem elementos do jazz, folk, música clássica e world music em uma voz completamente original. Gravado em estúdio, mas sem nenhum remendo posterior, o CD é um show de esplendor sonoro.

Beyond Words traz o grupo de volta a um território familiar, cultural e musicalmente. Outra vez há a sofisticação na interpretação da música — já toda preparada e finalmente estabelecida para a ausência da percussão de Walcott. “Pepe Linque”, “The Silence of a Candle”, “Les Douzilles”, “Green and Golden” e a zombeteira e insone “Leather Cats”, só elas já valem a audução e a compra do CD. A maioria dos temas, como sempre, é de Towner, mas o que fazem também seus dois companheiros é inacreditável. Glen Moore chega a sobrar, tal o virtuosismo que demonstra em muitos momentos.

Oregon – Beyond Words (1995)

01.- Rewind
02.- Ecotopia
03.- Green and Golden
04.- Pepe Linque
05.- Les Douzilles
06.- The Silence of a Candle
07.- Sicilian Walk
08.- Leather Cats
09.- Witchi-Tai-To
10.- Silver Suite I
11.- Silver Suite II
12.- Silver Suite III

Personnel:

* Paul McCandless : sopranino & soprano saxophones, bass clarinet, oboe, English horn, penny whistle
* Ralph Towner: piano, synthesizer, classical guitar, 12-string guitar
* Glen Moore: bass

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Towner com Paolo Fresu em outra circunstância
Towner com Paolo Fresu em outra circunstância

PQP

Art Blakey & Jazz Messengers – Moanin´

MI0001706164This is truly one of the great classics of hard bop, with drummer Art Blakey leading arguably his greatest Jazz Messengers lineup through a driving program that never lets up. Tenor saxophonist Benny Golson (whose composition “Along Came Betty” is heard here, subsequently becoming a jazz classic), brilliant trumpeter Lee Morgan, and funky pianist Bobby Timmons (who wrote the hit title cut) each take some of the best solos of their great careers, and Blakey was never greater. No jazz record collection should be without this disc. It remains one of the premier items in Blue Note’s catalog, and rightfully so. As part of Blue Note’s 1999 60th anniversary celebration, original session producer Rudy Van Gelder’s done a smash job remixing Moanin’, adding warmth in the low end and far greater color across the spectrum (…). –Skip Heller

Este texto acima foi escrito pelo editorialista da amazon, e concordo com ele em gênero, número e grau, usando uma expressão que eu ouvia quando era criança. Já ouço esse disco clássico da Blue Note há mais de vinte e cinco anos e não consigo encontrar um ponto negativo sequer nele. É tudo perfeito. O sensacional riff que abre o clássico, “Moanin” (gemendo, traduzindo para o português) já mostra a que veio o disco. Foi lançado em 1958 e nunca mais deixou de ser um dos discos mais vendidos do selo Blue Note. A marcação da bateria de Blakey é precisa, nervosa quando necessária, delicada nos momentos em que precisa ser delicada, enfim, coisas de gênio.
Ouçam e depois em digam que não tenho razão.

01 – Moanin’
02 – Are You Real
03 – Along Came Betty
04 – The Drum Thunder Suite
05 – Blues March
06 – Come Rain Or Come Shine
07 – Moanin’ (alt. take) (bonus track)
08 – Blues March (alt. take) (bonus track)

Benny Golson – Tenor Saxophone
Lee Morgan – Trumpet
Bobby Timmons – Piano
Jymie Merritt – Bass
Art Blakey – Drums

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FDPBach

.:interlúdio:. Bill Evans – The Interplay Sessions

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LINK CORRIGIDO !!!

Sei que os senhores de vez em quando devem se encher o saco desta nossa classificação IM-PER-DÍ-VEL, mas fala sério, o que mais eu poderia dizer dessa pérola do Bill Evans,  que reuniu um timaço para realizar algumas gravações lendárias, lá no longínquo ano de 1962? Esse que vos escreve ainda não era nem um projeto de gente.
Apenas a presença de Bill Evans já seria garantia de qualidade, mas o cara ainda chama o então jovem trompetista Freddie Hubbard, o saxofonista Zoot Sims, os baixistas Ron Carter e Percy Heath, o guitarrista Jim Hall, e para fechar o grupo, o baterista Philly Joe Jones! Só tem lenda nessa banda. 
Desde os primeiros acordes de “You And The Night And The Music” a gente já tem uma idéia do que vem pela frente. Para os fãs do gênero, e que admiram o talento de Bill Evans, trata-se de um prato para ser apreciado aos poucos, sentados em suas melhores poltronas, tranquilos, para melhor poderem usufruir do talento destas verdadeiras lendas do jazz do século XX.

01 – You And The Night And The Music
02 – When You Wish Upon A Star
03 – I’ll Never Smile Again
04 – Interplay
05 – You Go To My Head
06 – Wrap Your Troubles In Dreams
07 – Loose Bloose
08 – Time Remebered
09 – Funkallero
10 – My Bells
11 – There Came You
12 – Fudgesickle Built For Four
13 – Fun Ride

Bill Evans – Piano
Ron Carter – Bass
Jim Hall – Guitar
Percy Heath – Bass
Freddie Hubbard – Trumpet
Philly Joe Jones – Drums
Zoot Sims – Sax

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FDP

.: interlúdio :. Vince Benedetti Meets Diana Krall – Heartdrops

Heartdrops-V Benedetti-D Krall-frenteMuito bom CD, creio que seja o primeiro registro de Diana Krall. A jovem canadense desfila seu talento em belíssimas canções, onde mostra toda a sua versatilidade enquanto cantora e pianista. Álbum agradabilíssimo de seu ouvir, com boas canções, com aquela levada meio bossa nova característica da artista.
Neste CD ela é acompanhada por excelente grupo de músicos liderados pelo trombonista Vince Benedetti. Música de primeira qualidade, em um momento de desabrochar desta que nos dias atuais é uma das grandes cantoras e pianistas do jazz. E temos de concordar que ela faz muito bem as duas coisas.

Boa audição.

01-The news
02-Sunshine express
03-Detroit blues
04-Your destiny
05-Who are you
06-My love
07-Evidence
08-Detroit blues  (radio short version)
09-My love (radio short version)

Diana Krall – Piano, vocal
Vince Benedetti – Composer, arranger, lyrics, trombone
Martien Oster – Vocal, Guitar
Christoph Sprenger – Bass
Alberto Canonico – Drums

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.: interlúdio :. Joshua Redman: Beyond

.: interlúdio :. Joshua Redman: Beyond

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Grande CD de Redman, apenas com temas originais. Reclamam que Redman é muito delicado e tradicional, mas que diabos, ele é muito bom! O disco foi gravado no ano de 2000, quando ele recém completara 30 anos. São 73 minutos de grande música com um grupo pra lá de competente onde se destacam o pianista Goldberg e o segundo sax de Turner. Destaques para Belonging e Neverend.

Joshua Redman: Beyond

1. Courage (Asymmetric Aria) 7:34
2. Belonging (Lopsided Lullaby) 5:50
3. Neverend 4:27
4. Leap Of Faith 9:06
5. Balance 9:05
6. Twilight…And Beyond 11:00
7. Stoic Revolutions 6:13
8. Suspended Emanations 6:22
9. Last Rites Of Rock ‘n’ Roll 7:05
10. A Life? 6:51

Joshua Redman – Tenor Saxophone
Mark Turner – Tenor Saxophone
Aaron Goldberg – Piano
Reuben Rogers – Bass
Gregory Hutchinson – Drums

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Joshua Redman
Joshua Redman

PQP

.: interlúdio :. Stradivarius in Rio – Viktoria Mullova

.: interlúdio :. Stradivarius in Rio – Viktoria Mullova


A garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, gosta de música brasileira. E não é proibido que ela dê sua interpretação para aquilo que gosta. Só que a garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, não consegue alcançar nosso sotaque, nem nossas formas de improviso e acaba dando um pequeno vexame, mas um vexame que talvez apenas os brasileiros possam identificar. É uma lição cultural ouvi-la em dificuldades, pensando que está no Brasil, sob o sol, com as favelas em torno. Só que a grande e genial violinista Viktoria Mullova, mesmo sob o sol e com as favelas em torno, quando toca MPB, é apenas uma garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, que gosta de música brasileira, não uma menina do Rio.

Stradivarius in Rio – Viktoria Mullova

1. Toada 2:32
2. Linda Flor 5:14
3. Segue teu destino 4:21
4. Vilarejo 4:25
5. Luz do sol 3:09
6. Brasileirinho 2:20
7. Dindi 5:33
8. Chovendo na roseira 4:14
9. Balada de um Louco 4:29
10. Tico-Tico-no-Fubá 4:03
11. Falando de amor 3:05
12. Rosa 2:40
13. Por toda minha vida 2:14

Viktoria Mullova
Matthew Barley
Paul Clarvis
Luis Guello
Carioca Freitas

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Retrato da violinista quando jovem: uma garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, gosta de música brasileira.
Retrato da violinista quando jovem: uma garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, gosta de música brasileira.

PQP

.: interlúdio :. Keep Me In Your Heart For A While: The Best Of Madeleine Peyroux

.: interlúdio :. Keep Me In Your Heart For A While: The Best Of Madeleine Peyroux

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Conheci Madeleine Peyroux há mais de dez anos. Ela  se achegou com uma bela voz de Billie Holiday, perfeita afinação e os enlouquecedores pés descalços da foto abaixo, que era a capa do CD que eu comprara. Não sou exatamente um podólatra, mas achei-a linda. A coisa ainda melhorava quando colocávamos o CD para rodar. Pois agora o álbum duplo ao lado vem passar uma régua na carreira da cantora. São sete discos desde 1996. Então, como este álbum é duplo, ele contém quase 30% do que ela gravou. Vale a pena ouvir, como não? Eu gosto muito e tenho certeza de que ela fará sucesso entre os pequepianos.

Keep Me In Your Heart For A While: The Best Of Madeleine Peyroux

01. Don’t Wait Too Long (3:11)
02. You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go (3:27)
03. (Getting Some) Fun Out Of Life (3:14)
04. Between The Bars (3:46)
05. I’m All Right (3:30)
06. La Vie En Rose (3:22)
07. Half The Perfect World (4:23)
08. Dance Me To The End Of Love (3:58)
09. Smile (4:01)
10. Once In A While (4:02)
11. The Summer Wind (3:58)
12. Careless Love (3:53)
13. Guilty (3:55)
14. Desperadoes Under The Eaves (Extended Version) (5:21)
15. Changing All Those Changes (3:11)
16. J’Ai Deux Amours (2:57)
17. River Of Tears (5:22)
18. The Things I’ve Seen Today (3:44)
19. Damn The Circumstances (4:39)
20. La Javanaise (4:12)
21. The Kind You Can’t Afford (4:00)
22. Bye Bye Love (3:29)
23. Walkin’ After Midnight (4:50)
24. Standing On The Rooftop (5:47)
25. Instead (5:14)
26. Keep Me In Your Heart (3:35)
27. This Is Heaven To Me (3:11)

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Madeleine Peyroux: bela mulher, belos pés, belíssima cantora
Madeleine Peyroux: bela mulher, belos pés, belíssima cantora

PQP

.: interlúdio: Charlie Parker & Stars of Modern Jazz at Carnegie Hall (Christmas 1949) :.

.: interlúdio: Charlie Parker & Stars of Modern Jazz at Carnegie Hall (Christmas 1949) :.

Link revalidado por PQP

Na Amazon —-> Carnegie Hall: X-Mas ’49 <—-

Este seria um disco obrigatório na coleção de qualquer jazzófilo, não estivesse esgotado há tanto tempo e se perdido no catálogo da Jass Records. Há 60 anos, numa noite de natal, Charlie Parker reuniu os maiores nomes do bebop no Carnegie Hall para um grande concerto. Adequadamente chamado de Charlie Parker & Stars of Modern Jazz, o evento tornou-se uma bela fotografia do estado do jazz no final da década de 40: Parker, Powell e Getz estabelecidos, Davis chegando, Sarah Vaughan com sua classe espontânea, e mais alguns nomes que a história ainda não louvou como deveria — como Lennie Tristano, brilhante pianista de Chicago, cego desde criança e um dos maiores tutores da época, incluindo Mingus; e Kai Winding, trombonista dinamarquês de toque bastante refinado, que fez seu nome na era do swing e, depois de passar pelo antológico Miles Davis Nonet (assim como Lee Konitz), montou um grupo com quatro trombones.

Apesar do clima descontraído, que inclui duas jam sessions, quem inflama a apresentação é mesmo o quinteto de Bird, esbanjando técnica. O trumpetista Red Rodney parece ameaçar Parker constantemente em seus solos; seja em números velozes como “Koko”, ou cadenciados como “Bird of Paradise”, seus improvisos rivalizam com a técnica do band leader e promovem equilíbrio — o que é um feito pra quem toca ao lado de Charlie Parker.

Coberto pela baixa fidelidade e camada de chiados que uma gravação ao vivo de 1949 deve trazer, esse disco é um grande e raro registro histórico. Não deixem passar!

Charlie Parker & Stars of Modern Jazz at Carnegie Hall (Christmas 1949) (256)

01 Bud Powell Trio – All God’s Chillun Got Rhythm (Jurman, Kahn, Kaper)
02 Miles Davis – Move (Best)
03 Jam Session – Hot House (Dameron)
04 Jam Session – Ornithology (Harris, Parker)
05 Stan Getz/Kai Winding – Always (Berlin)
06 Stan Getz/Kai Winding – Sweet Miss (Garren, Winding)
07 Stan Getz Quartet – Long Island Sound (Getz)
08 Sarah Vaughan – Once in a While (Edwards, Green)
09 Sarah Vaughan – Mean to Me (Ahlert, Turk)
10 Lee Konitz Sextet/Lennie Tristano – You Go to My Head (Coots, Gillespie)
11 Lee Konitz Sextet/Lennie Tristano – Sax of a Kind (Tristano)
12 Charlie Parker Quintet – Ornithology (Harris, Parker)
13 Charlie Parker Quintet – Cheryl (Parker)
14 Charlie Parker Quintet – Koko (Parker)
15 Charlie Parker Quintet – Bird of Paradise (Parker)
15 Charlie Parker Quintet – Now’s the Time (Parker)

Charlie Parker Quintet (Charlie Parker, alto sax; Red Rodney, trumpet; Al Haig, piano; Tommy Potter, bass; Roy Haynes, drums). Bud Powell Trio (Bud Powell, piano; Max Roach, drums; Curly Russell, bass). Miles Davis, trumpet; Stan Getz, tenor sax; Kai Winding, trombone; Serge Chaloff, baritone sax; Bennie Green, trombone; Jimmy Jones, piano; Lee Konitz, alto sax; Wayne Marsh, tenor sax; Jeff Morton, drums; Joe Shulman, bass; Sonny Stitt, alto sax; Lennie Tristano, piano; Sarah Vaughan, vocals

download parte1/88MB + parte2/45MB

Boa audição!

Charlie Parker
Charlie Parker

Blue Dog

Erkki-Sven Tüür (1959): Symphony Nº 4 (Magma)

Erkki-Sven Tüür (1959): Symphony Nº 4 (Magma)

Sobre a polêmica, erudito e popular, que também lembra um pouco a relação ateu e teísta, não há muito que dizer, é mesmo um assunto interminável e muito controverso. Mas é inegável a coexistência entre aquele que afirma e o que nega. Por isso, nos assuntos musicais, só conheço Música e musiquinha; e nos assuntos religiosos, sou pós-teísta, aquele que não vê relevância no assunto. Mas é óbvio que certas “categorias” de músicos vivem na sombra dos grandes mestres, transformando belezas e inovações em clichês, e raramente fogem do meu padrão de musiquinha.

Sou extremamente crítico com relação às “misturas”. Não pela tentativa de encontrar uma linguagem inusitada, mas utilizar esse fato, o de misturar rock e clássico ou rock e jazz, como o principal elemento da obra musical; o que é um absurdo. No recife, o fator mais importante é misturar, mesmo que o resultado, na maioria das vezes, seja de uma mediocridade só. Temos um pianista famoso por aqui, que usa como logotipo – “quem disse que o erudito e o popular não podem se casar?” Claro que pode. Quem é um apaixonado por Villa, sabe que essa mistura funciona muito bem. Mas no caso particular do referido pianista, vejo apenas uma sombra distante de “erudito” (aliás, termo pedante que só existe no Brasil. Certo é música clássica ou Música, como costumo chamar).

Trago para vocês uma interessante tentativa. A sinfonia n.4, Magma, de 2002 escrita pelo compositor nascido na Estônia – Erkki-Sven Tüür (quem se habilita a pronunciá-lo?) . O cara tinha uma banda de rock, no fim dos anos de 1970, chamada “In Spe”, que já misturava elementos da música barroca. Na sinfonia ou sinfonia concertante para percussão é visível a forte influência do Rock e Jazz. Eu acho que ele foi bem sucedido, a peça é envolvente; apesar de certas passagens pouco inspiradas, levando minha concentração a se perder. Mas dessa nossa geração de “misturas”, poucos tem a competência de Tüür.

P.S.:A percussionista Evelyn Glennie é absolutamente incrível, e acreditem, a moça é surda.

Erkki-Sven Tüür (1959): Symphony Nº 4 (Magma)

Faixas:

1. – Igavik (Eternity) for male choir & orchestra (in memoriam Lennart Meri, 2006)
2. – Inquiétude du fini for chamber choir & orchestra (dedicated to Arvo Pärt, 1992)
3. – Symphony No.4 Magma for solo percussion & symphony orchestra (dedicated to Evelyn Glennie, 2002)
4. – The Path and the Traces for strings (2005)

Estonian National Symphony Orchestra
Conducted by Paavo Järvi

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Tüür
Tüür

CDF

.: interlúdio :. Gerry Mulligan Quartet with Chet Baker: Portrait

.: interlúdio :. Gerry Mulligan Quartet with Chet Baker: Portrait

Link revalidado por PQP.

Este cão, que já não andava lá muito inspirado nem com muito tempo pra participar, ficou até injuriado depois de ler os comentários sobre o post de Cage, feito por CDF Bach.

Intolerância, inclusive musical, é algo que me deixa espumando. E daí, e eu com isso?, o leitor pode dizer. E daí que nada; na internet, todo mundo fala o que quer, do jeito que quer (embora isso possa mudar, cuidado). Só que a postura, se replicada e exacerbada, coloca em xeque toda tentativa de disseminação da música, cultura, arte. Elimina a possibilidade da arte existir e ser criada entre nós. Evoca Adorno e seu ódio ao jazz; cheira a castração e limpeza étnica. Ou tudo o que não deveria permear a comunidade de um blog dedicado a disseminar uma parcela riquíssima da história mundial da música.

Arre! Aos que separaram 4’33 de sua vida para refletir, e tentaram criar um debate nos comentários daquele post, muito obrigado. E aos radicais, obrigado por continuar tentando fazer do mundo um lugar onde tudo precisa ter sentido lógico, função e rótulo para não ser defenestrado. É mais divertido quando se enxerga o inimigo a ser combatido.

Latidos à parte, trago aqui uma coletânea de gravações do quarteto sem piano de Gerry Mulligan com Chet Baker no trompete. As faixas datam de 1952 e 1953. Leitores obtusos não devem preocupar-se – nenhuma delas tem silêncio, desafia a compreensão ou ofende a – oh! – ARTE. Já os amigos melhor intencionados poderão notar o auge da técnica de Mulligan, como suas composições mais brilhantes tomando forma, e a maneira como seus arranjos dispensam o uso tradicional do piano. Obrigado.

Grunf.

Gerry Mulligan Quartet with Chet Baker: Portrait (WMA 128)

Gerry Mulligan: baritone sax, arranger
Chet Baker: trumpet
Carson Smith: bass (1-15)
Bobby Whitlock: bass (16-24)
Chico Hamilton: drums (1-5; 16-24)
Larry Bunker: drums (6 to 15)

01 My Funny Valentine – 2’55
02 Bark for Barksdale – 3’163
03 Moonlight in Vermont – 4’06
04 The lady is a Tramp – 3’11
05 Turnstile – 2’57
06 Makin’ Whoopee – 3’27
07 Cherry – 2’57
08 Love Me or Leave Me – 2’41
09 Swing House – 2’56
10 Jeru – 2’29
11 The Nearness of You – 2’50
12 I May Be Wrong – 2’57
13 I’m Beginning to See the Light – 3’06
14 Tea for Two – 2’49
15 Five Brothers – 3’01
16 Bernie’s Tune – 2’54
17 Lullaby of the Leaves – 3’12
18 Walking Shoes – 3’12
19 Freeway – 2’45
20 Frenesi – 3’09
21 Nights at the Turntable – 2’53
22 Aren’t You Glad You’re You – 2’52
23 Line for Lyons – 2’31
24 Carioca – 2’23

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Taí uma foto dos caras. Grande encontro, não?
Taí uma foto dos caras. Grande encontro, não?

Blue Dog

.: interlúdio:. Keith Jarrett – Sun Bear Concertos – Cds 5 e 6 de 6 – Keith Jarrett

folder

Vamos então fechar essa coleção maravilhosa do genial Keith Jarrett em sua excursão japonesa em 1976. O sexto cd é mais curtinho, são os “encores” ou seja, os “BIS”.
Fiquei muito contente com a recepção que esses cds tiveram. Em alguns momentos não são de fácil compreensão para ouvidos não treinados, mas temos de lembrar que são improvisos, e nesse campo, Keith Jarrett é o mestre supremo. São experimentações sonoras, testando todas as possibilidades do instrumento.
Mais frente, trarei outras pérolas desse gigante do piano.

CD 5

1. Sapporo, November 18, 1976 (Part 1)
2. Sapporo, November 18, 1976 (Part 2)

CD 6

01 – Encore From Sapporo
02 – Encore From Tokyo
03 – Encore From Nagoya

Keith Jarrett – Piano

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FDPBach

.:interlúdio:. Keith Jarrett – Sun Bear Concertos – CDs 3 e 4 de 6

folderMais dois cds dessa série belíssima de Keith Jarrett. Não sei o que dizer mais sobre esse material além do que já disse na primeira postagem além do fato de ela ser IM-PER-DÍ-VEL !!!

Divirtam-se !!

CD 3

01. Nagoya, November 12, 1976 (Part 1)
02. Nagoya, November 12, 1976 (Part 2)

CD 4

01. Tokyo, November 14, 1976 (Part 1)
02. Tokyo, November 14, 1976 (Part 2)

Keith Jarrett – Piano

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FDPBach

.:interlúdio:. Keith Jarrett – Sun Bear Concertos – Piano Solo

Cardboard box frontPara quem não conhece Keith Jarrett, eis uma boa oportunidade para conhecer seu talento, versatilidade e genialidade.
São seis cds, absolutamente IM-PER-DÍ-VEIS, gravados ao vivo no Japão, entre os dias 5 e 18 de novembro de 1976. Eu era um reles pirralho lá na minha cidade, no interior do Paraná, quando esses primorosos discos foram gravados. Nem imaginava que isso existia. Música para mim, até aquele momento ,eram alguns LPs e compactos espalhados pela minha casa, e claro, a rádio da cidade, que com certeza não era a melhor opção que tinhamos para conhecermos boa música.
Vai de dois em dois cds, para melhor serem degustados.

Enjoy it.

P.S. Não sei de onde tirei essa citação, mas tá aí:

Recorded at five concerts given in a two-week tour of Japan [in 1976], all presented here unedited,Sun Bear is Jarrett’s major statement in the wholly improvised solo-piano concert form, which he invented and which almost no one else has even attempted. The inevitable longueurs are few — mostly, one can only marvel at Jarrett’s bottomless flow of invention, his astonishing technical facility and grace, his fully felt inhabiting of every note, and his refusal to honor the usual borders between classical, pop, jazz, blues, gospel, folk, and modal music. Instead, he discovers the human heart at the core of every music. Listening to all of Sun Bear is like listening to Wagner’s Ring: one emerges a different person from whoever it was who cued up disc 1, track 1.
Stereophile

 

CD 1

Kyoto, november 5, 1976

1- Kyoto, Part I
2 – Kyoto, Part II

CD 2

Osaka, november 8, 1976

1 – Osaka, Part I
2 – Osaka, Part II

Keith Jarrett – Piano

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FDPBach

11-HdK-ECM-Keith-Jarrett-Masotti
Keith Jarrett – Um dos maiores pianistas da história do jazz .

.: interlúdio :. Pat Metheny Unit Group: Kin


Sem dúvida este é o melhor CD de Pat Metheny da última década. Essa nova banda é excepcional, e não consigo parar de ouvi-la. Incrível como esse cara é versátil, e mesmo depois de alguns CDs de menor qualidade lançados nos últimos anos, ele conseguiu produzir um material de grande qualidade. Coisa de gente grande mesmo.

Algumas características de seu estilo, que acompanham sua carreira desde os anos 70, estão presentes. Por exemplo, ele sempre tem um músico curinga, função que o grande multi-intrumentista camaronês Richard Bona cumpriu com louvor no excelente Speaking of Now, lançado no início dos anos 2000. Neste CD, a função cabe ao também multi-instrumentista Giulio Carmassi. Outra característica de Metheny são os solos de seus músicos, sempre extremamente bem elaborados, que não ficam delirando interminavelmente sobre os temas, mas criam ambientações bem típicas da sonoridade das bandas de Metheny. Capacidade de liderança e respeito de seus pares, eu diria. Alguns podem reclamar que Metheny já há alguns anos apenas faz variações sobre um mesmo tema. e concordo em parte, mas  a questão é que ele faz tão bem isso que não temos porque reclamar. Ele é antiquado, dando preferência à melodia em detrimento da técnica? Isso não seria uma falha, no meu ponto de vista, e sim uma virtude, e estariam loucos os que negam sua técnica: Metheny é um gênio da guitarra, e sempre está inovando e aperfeiçoando-se. Prestem atenção á qualidade do fraseado de sua guitarra, à riqueza harmônica de suas combinações melódicas, seja utilizando sua guitarra sintetizada, até que pouco utilizada neste CD, seja usando suas velhas e tradicionais Ibanez semi-acústicas.

E para concluir, e sujeito a levar pedradas, eu diria que só agora ele conseguiu provar para si mesmo, e por que não para nós, fãs, que é capaz de ser tão criativo e capaz sem o seu fiel parceiro e escudeiro por décadas, Lyle Mays.

Enfim, eu poderia me alongar interminavelmente nestes comentários, fã que sou de Metheny desde minha adolescência, quando ouvi pela primeira vez o já clássico American Garage. Mas deixo ao critério dos senhores a avaliação. Talvez devido à minha qualidade de fã não esteja tão isento assim para tecer comentários tão elogiosos. Ou não. Quem sabe, talvez essa minha não isenção me qualifique ainda mais.

Mas vamos ao que interessa. Um grande CD, em minha opinião, o melhor que Metheny lançou nos últimos anos.

01 – On Day One

02 – Rise Up

03 – Adagiav

04 – Sign of the Season

05 – Kin (_–_)

06 – Born

07 – Genealogy

08 – We Go On

09 – Kqu

Pat Metheny – Guitars
Chris Potter – Tenor sax, bass clarinet, soprano sax, clarinet, alto flute, bass flute
Antonio Sanchez – Drums and cajon
Ben Williams – Acoustic and electric basses
Giulio Carmassi – Piano, trumpet, trombone, french horn, cello, vibes, clarinet, flute, recorder, alto sax, wurlitzer, whistling and vocals

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FDPBach

William Russo (1928-2003): 3 Pieces for Blues Band and Orchestra – Street Music – Gershwin (1898-1937): An American in Paris / Ozawa, Siegel-Schwall

Seiji Ozawa San Francisco Symphony Bill Russo Street Music + Three Pieces Gershwin An American in ParisO vigor e atualidade do blues não cessam de me fascinar. Faz 45 anos que Seiji Ozawa e a banda Siegel-Schwall estrearam as Três Peças para Blues Band e Orquestra Sinfônica de Bill Russo – e 40 que a Deutsche Grammophon as lançou num vinil com capa como à esquerda, embora sem o “blues concerto” Street Music do próprio Russo, e com as Danças Sinfônicas de West Side Story, de Bernstein, no lugar do “Americano em Paris” de Gershwin.

Foi naquele vinil que o Monge Ranulfus, então adolescente, entrou pela primeira vez em contato com esse gênero de som, com impacto só comparável a, na mesma época, o das Vésperas de Monteverdi: embora separadas por uns 360 anos, as duas obras representaram a descoberta de inteiros universos sonoros “novos”, luxuriantes, viciantes, hallucinantes.

Outra coisa que me impressiona até hoje é a consistência da síntese de tradições alcançada por esse Russo estadunidense: não se trata de blues edulcorados, melecados, por violininhos de salão – nem naufragados naquelas massas sinfônicas que mais parecem tropas de ocupação anglogermânicas: temos é uma orquestra sinfônica autêntica, e isso para os padrões do ousado século XX, dialogando com um som de blues também autêntico, numa alegria de compadres chegados e brincalhões mas que acalentam um baita respeito mútuo.

Bom, não sei se é todo mundo que acompanha essa viagem: meu pai, grande ouvinte de Bach e Beethoven, para quem Ravel parecia o limite do moderno suportável, me pegou ouvindo os gemidos da “blues harp” com lágrimas nos olhos e perguntou: “que Katzenjammer é essa?” (choradeira de gatos) – e ainda agora, ao preparar esta postagem, um amigo confessou que ao chegar à minha porta esteve a ponto de perguntar, a sério: “você agora tem gato?”… (Blues harp é apelido para gaita de boca, ou harmônica – estranhamente, pois não é de cordas, mas com força poética – não duvido que relacionado às harpas que os hebreus penduravam nos salgueiros junto aos rios de Babilônia para lamentar seu exílio, segundo o famoso salmo que acabou emprestando também ao salgueiro o apelido de “chorão”).

Já o American in Paris, de 1928, é um registro de sensações de Gershwin dos tempos que passou por lá bicando aulas de Nadia Boulanger e Ravel, entre outros – sua terceira obra sinfônica, depois do Concerto em Fá (1925) e da Rhapsody in Blue (1924) – ou talvez primeira ou segunda, já que pelo menos a rapsódia foi orquestrada por Ferde Grofé. Legalzinha – mas é a mesma sonoridade orquestral que ainda predominava no rádio nos primeiros anos de vida do Monge Ranulfus, de modo que nunca lhe chegou a soar como descoberta de universo novo. Gershwin inovou, renovou, mas não transgrediu. Russo, eu acho que sim. Como Monteverdi.

Vai aí pra vocês uma palhinha da terceira das “Três Peças para Blues Band…”, com Corky Siegel na gaita mas com outro regente. Aliás, eu se fosse vocês ouviria primeiro essa obra (faixas 5-6-7): a outra, Street Music (faixas 1 a 4) tem sua força, mas não me parece ter a mesma unidade das Três Peças. (Paradoxo? Uai, se a religião pode, porque nós não podemos descobrir unidade no três?!)

William Russo: Street Music – a blues concerto
. . Corky Siegel: gaita (harmonica) e piano
. . faixas 1-2-3-4
William Russo: Three Pieces for Blues Band and Symphony Orchestra
. . Corky Siegel: gaita (harmonica) e piano
. . Jim Schwall, violão eletrificado (blues guitar)
. . faixas 5-6-7
George Gershwin: An American in Paris
. . faixa 8
San Francisco Symphony Orchestra
Seiji Ozawa, regente

Tá, mas vocês querem BAIXAR, fazer DOWNLOAD, né?
Desta vez tem opção entre  MP3  –  FLAC

Ranulfus