J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Ragna Schirmer)

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Ragna Schirmer)

Ragna Schirmer tenta uma gravação  mais poética das Goldberg neste CD duplo. E ela obtém momentos sublimes, totalmente diferentes do habitual. Esquecida de Gould, a pianista devaneia placidamente sobre a obra de variações que PQP Bach mais aprecia. Está longe de ser a melhor versão das Goldberg, mas é um registro profundo, reflexivo, pessoal e bonito. Foi muito bom vir ao trabalho com esta gravação nos ouvidos hoje pela manhã. Impossível caminhar rapidamente, tudo para não perturbar a moça.

As Goldberg consistem de uma belíssima ária, sucedida de trinta variações, seguidas pela repetição da ária. As Variações foram escritas, provavelmente, por volta de 1741 para o Conde Hermann Karl von Keyserling. Sua finalidade era a de curar a insônia do Conde e tal intenção já está clara na encomenda feita a Bach. Elas foram interpretadas para o conde por seu jovem e talentoso cravista Johann Gottlieb Goldberg, a quem elas foram dedicadas.

As Variações Goldberg eram tidas no passado como um exercício técnico árido e aborrecido. Hoje, entretanto, o conteúdo e a abrangência emocional da obra tem sido reconhecido e se tornou a peça favorita de muitos ouvintes de música erudita. As variações são largamente executadas e gravadas e têm sido objeto de muitos artigos, livros e estudos analíticos.

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg

1. Goldberg Vars, BWV988: Aria
2. Goldberg Vars, BWV988: Var 1
3. Goldberg Vars, BWV988: Var 2
4. Goldberg Vars, BWV988: Var 3
5. Goldberg Vars, BWV988: Var 4
6. Goldberg Vars, BWV988: Var 5
7. Goldberg Vars, BWV988: Var 6
8. Goldberg Vars, BWV988: Var 7
9. Goldberg Vars, BWV988: Var 8
10. Goldberg Vars, BWV988: Var 9
11. Goldberg Vars, BWV988: Var 10
12. Goldberg Vars, BWV988: Var 11
13. Goldberg Vars, BWV988: Var 12
14. Goldberg Vars, BWV988: Var 13
15. Goldberg Vars, BWV988: Var 14
16. Goldberg Vars, BWV988: Var 15
Disc: 2
1. Goldberg Vars, BWV988: Var 16
2. Goldberg Vars, BWV988: Var 17
3. Goldberg Vars, BWV988: Var 18
4. Goldberg Vars, BWV988: Var 19
5. Goldberg Vars, BWV988: Var 20
6. Goldberg Vars, BWV988: Var 21
7. Goldberg Vars, BWV988: Var 22
8. Goldberg Vars, BWV988: Var 23
9. Goldberg Vars, BWV988: Var 24
10. Goldberg Vars, BWV988: Var 25
11. Goldberg Vars, BWV988: Var 26
12. Goldberg Vars, BWV988: Var 27
13. Goldberg Vars, BWV988: Var 28
14. Goldberg Vars, BWV988: Var 29
15. Goldberg Vars, BWV988: Var 30
16. Goldberg Vars, BWV988: Aria Da Capo

Ragna Schirmer, piano

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Ragna Schirmer em seus anos jovens, época desta gravação
Ragna Schirmer em seus anos jovens, época desta gravação

PQP

J. S. Bach (1685-1750): The Gustav Leonhardt Edition (CDs 1, 2 e 3 de 21)

J. S. Bach (1685-1750): The Gustav Leonhardt Edition (CDs 1, 2 e 3 de 21)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Toda a série aqui, ó.

Comentar alguma coisa? Mas para quê?

J. S. Bach (1685-1750): The Gustav Leonhardt Edition (CDs 1, 2 e 3 de 21)

CD 1: Johann Sebastian Bach

Concerto For Flute, Violin & Harpsichord In A Minor, BWV 1044
01. I Allegro
02. II Adagio Ma Non Tanto E Dolce
03. III Alla Breve

Concerto For Harpsichord In E Major, BWV 1053
04. I [Allegro]
05. II Ciciliano
06. III Allegro

Concerto For Harpsichord In D Major, BWV 1054
07. I [Allegro]
08. II Adagio E Sempre
09. III Allegro

Concerto For Harpsichord In A Major, BWV 1055
10. I Allegro
11. II Larghetto
12. III Allegro Ma Non Tanto

Frans Brueggen, flute – Marie Leonhardt, violin (BWV 1044)
Leonhardt-Consort / Gustav Leonhardt, harpsichord

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CD 2: Johann Sebastian Bach

Concerto For Harpsichord In F Minor, BWV 1056
01. I [Allegro]
02. II Largo
03. III Presto

Concerto For Harpsichord & Two Recorders In F Major, BWV 1057
04. I [Allegro]
05. II Andante
06. III Allegro Assai

Concerto For Harpsichord In G Minor, BWV 1058
07. I [Allegro]
08. II Andante
09. III Allegro Assai

Concerto For Harpsichord & Oboe In D Minor, BWV 1059
10. I [Allegro]
11. II [Adagio]
12. III [Presto]

Concerto For Two Harpsichords In C Minor, BWV 1060
13. I Allegro
14. II Largo Ovvero Adagio
15. III Allegro

Eduard Mueller, harpsichord (BWV 1060)
Leonhardt-Consort / Gustav Leonhardt, harpsichord

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CD 3: Johann Sebastian Bach

Concerto For Two Harpsichords In C Major, BWV 1061
01. I [Allegro]
02. II Adagio Ovvero Largo (Quartetto Tacet)
03. III Fuga Vivace

Concerto For Two Harpsichords In C Minor, BWV 1062
04. I [Allegro]
05. II Andante E Piano
06. III Allegro Assai

Concerto For Three Harpsichords In D Minor, BWV 1063
07. I [Allegro]
08. II Alla Siciliana
09. III Allegro

Concerto For Three Harpsichords In C Major, BWV 1064
10. I Allegro
11. II Adagio
12. III Allegro

Concerto For Four Harpsichords In A Minor, BWV 1065
13. I [Allegro]
14. II Largo
15. III Allegro

Eduard Mueller, harpsichord (BWV 1060, 1062, 1065)
Anneke Uittenbosch, harpsichord (BWV 1061, 1063, 1064, 1065)
Alan Curtis, harpsichord (BWV 1063, 1064)
Janny Van Wering, harpsichord (BWV 1065)
Leonhardt-Consort / Gustav Leonhardt, harpsichord

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Esse tocava!
Esse tocava!

Apoie os bons artistas, compre sua música!

PQP

J.S. Bach (1685-1750): Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne — Trauerode BWV 198 / Missa BWV 234

J.S. Bach (1685-1750): Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne — Trauerode BWV 198 / Missa BWV 234

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Fiquei muito entusiasmado com este CD cujo spalla e solista é o extraordinário violinista brasileiro Luís Otávio Santos. Para quem não o conhece — e vocês não estão nesse caso, claro — Santos desenvolve intensa carreira na Europa como líder e solista de notáveis grupos de música antiga, tais como La Petite Bande (Bélgica), Ricercar Consort (Bélgica e grupo deste disco) e Le Concert Français (França).

Aqui, com o Ricercar Consort, como já disse, Santos está na Missa BWV 234, algumas peças para órgão que separam as obras maiores e a fantástica Cantata BWV 198, Trauerode. Ah, a Trauerode (ou Trauer-ode)…  A Trauerode foi uma encomenda privada para marcar a morte de Christine Ebehardine, esposa de Augusto, eleitor da Saxônia e rei da Polônia, em um evento secular em Leipzig, dois meses após sua morte, em 17 de outubro de 1727. É uma tremenda música e a interpretação do Ricercar Consort e agregados é esplêndida!

J.S. Bach (1685-1750): Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne — Trauerode BWV 198 / Missa BWV 234

Missa à 4 Voci. 2 Travers. 2 Violini, Viola e Cont BWV 234
1 Missa À 4 Voci. 2 Travers. 2 Violini, Viola e Cont, BWV 234: Kyrie 2:43
2 Missa À 4 Voci. 2 Travers. 2 Violini, Viola e Cont, BWV 234: Christe 1:44
3 Missa À 4 Voci. 2 Travers. 2 Violini, Viola e Cont, BWV 234: Kyrie 1:24
4 Missa À 4 Voci. 2 Travers. 2 Violini, Viola e Cont, BWV 234: Gloria 5:28
5 Missa À 4 Voci. 2 Travers. 2 Violini, Viola e Cont, BWV 234: Domine Deus 5:51
6 Missa À 4 Voci. 2 Travers. 2 Violini, Viola e Cont, BWV 234: Qui Tollis 6:15
7 Missa À 4 Voci. 2 Travers. 2 Violini, Viola e Cont, BWV 234: Quoniam 3:41
8 Missa À 4 Voci. 2 Travers. 2 Violini, Viola e Cont, BWV 234: Cum Sancto Spirito 3:06

9 Praeludium In Organo Pleno, Pedal, BWV 544 6:51

Tombeau de S.M. la Reine de Pologne — Trauerode BWV 198 (1st part)
10 Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne, BWV 198: Chorus : Lass, Fürstin, Lass Noch Einen Strahl 5:28
11 Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne, BWV 198: Recit : Dein Sachsen, Dein Bestürztes Meissen 1:17
12 Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne, BWV 198: Aria : Verstummt, Verstummt, Ihr Holden Saiten! 3:19
13 Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne, BWV 198: Recit : Der Glocken Bebendes Getön 0:58
14 Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne, BWV 198: Aria : Wie Starb Die Heldin So Vergnügt! 6:56
15 Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne, BWV 198: Recit : Ihr Leben Liess Die Kunst Zu Sterben 1:01
16 Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne, BWV 198: Chorus : An Dir, Du Fürbild Grosser Frauen 1:58

17 Herzlich Tut Mich Verlangen À 2 Claviers Et Pédale, BWV 727 2:33

Tombeau de S.M. la Reine de Pologne — Trauerode BWV 198 (2nd part)
18 Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne, BWV 198: Pars 2da Nach Gehaltener TrauerRede: Aria : Der Ewigkeit Saphirnes Haus 3:56
19 Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne, BWV 198: Pars 2da Nach Gehaltener TrauerRede: Recit : Was Wunder Ist’s ? Du Bist Es Wert 2:31
20 Tombeau de Sa Majesté la Reine de Pologne, BWV 198: Pars 2da Nach Gehaltener TrauerRede: Chorus Ultimus Post 2am Partem : Doch Köningin Du Stirbest Nicht! 5:01

21 Fuga In Organo Pleno, Pedal, BWV 544 6:05

Katharine Fuge, soprano & Carlos Mena, alto
Jan Kobow, ténor & Stephan McLeod, basse
Francis Jacob, orgue
Ricercar Consort
Philippe Pierlot

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Bach corre para ver um concerto do Ricercar Consort
Bach corre para ver um concerto do Ricercar Consort

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Grandes Obras para Órgão

J. S. Bach (1685-1750): Grandes Obras para Órgão

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A música para órgão é cada vez menos tocada. É óbvio: considerando-se as grandes proporções do instrumento e o fato de poucas salas de concerto ostentarem um desses monstros, tornam-se cada vez mais raros os concertos. Se a coisa vai melhor na Europa, nosso continente vai de mal a pior.

Por outro lado, uma das partes mais importantes do repertório bachiano foi escrita justamente para o órgão. Bach passava boa parte de suas horas noturnas improvisando (e compondo) ao instrumento. A liberdade que ele tinha nesta área pode ser espreitada ouvindo-se a Passacaglia BWV 582 e o Prelúdio e Fuga BWV 552, presentes nesta coletânea, para não falar na Tocata e Fuga em Ré Menor BWV 565. O homem era um maluco ao órgão. Peter Hurford — que gravou toda a obra de Bach para órgão em 17 CDs — faz uma arrebatadora seleção do melhor nestes dois CDs da Decca.

Se fosse você, não daria as costas para a riquíssima música para órgão. De Bach e de outros compositores
Se fosse você, não daria as costas para a riquíssima música para órgão. De Bach e de outros compositores. Já ouviram a música de Messiaen e Franck para o instrumento? Na foto, Peter Hurford em casa.

J. S. Bach (1685-1750): Great Organ Works

CD1:

1. J.S. Bach: Toccata and Fugue in D minor, BWV 565 9:17
2. J.S. Bach: Herzlich tut mich verlangen, BWV 727 2:19
3. J.S. Bach: Wachet auf, ruft uns die Stimme, BWV 645 (‘Sleepers, awake’) 5:11
4. J.S. Bach: Prelude (Fantasy) and Fugue in G minor, BWV 542 – “Great” 12:00
5. J.S. Bach: Liebster Jesu, wir sind hier, BWV 730 1:54
6. J.S. Bach: Passacaglia in C minor, BWV 582 12:53
7. J.S. Bach: Prelude and Fugue in E flat, BWV 552 15:48
8. J.S. Bach: Nun komm, der Heiden Heiland, BWV 659 5:00
9. J.S. Bach: Prelude (Fantasy) and Fugue in C minor, BWV 537 8:24

CD2:
1. J.S. Bach: Toccata, Adagio and Fugue in C, BWV 564 15:45
2. J.S. Bach: “In dulci jubilo”, BWV 729 2:36
3. J.S. Bach: Prelude and Fugue in A minor, BWV 543 10:30
4. J.S. Bach: Fantasia in G, BWV 572 7:50
5. J.S. Bach: Prelude and Fugue in D major, BWV 532 11:30
6. J.S. Bach: Nun freut euch, liebe Christen g’mein, BWV 734 2:00
7. J.S. Bach: Wo soll ich fliehen hin, BWV 694 3:02
8. J.S. Bach: Fantasia in C minor, BWV 562 5:59
9. J.S. Bach: Toccata and Fugue in D minor, BWV 538 “Dorian” 13:49

Peter Hurford, órgão

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jhjhjh
Peter Hurford num sarauzinho intimista em sua sala

PQP

J.S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Esfahani)

J.S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Esfahani)

IM-PER-DÍVEL !!!

Aqui está a aguardadíssima versão das Goldberg pelo jovem e muito talentoso cravista Mahan Esfahani. Ele faz uma assinatura bem estranha na Aria, mas depois nos mostra uma versão espetacular — que poderíamos chamar de vertiginosa sem pensar no lugar-comum — de uma das mais importantes obras de todos os tempos.

Abaixo, um texto de Milton Ribeiro sobre as Goldberg:

Eu nunca tive insônia. Talvez, em razão de alguma dor ou febre, não tenha dormido repousadamente apenas uns dez dias em minha vida. Não é exagero. Quando me deprimo, durmo mais ainda e acordar é ruim, péssimo. O sono é meu refúgio natural. Mas há pessoas que reclamam (muito) da insônia. Saul Bellow escreveu que ela o teria deixado culto, mas que preferiria ser inculto e ter dormido todas as noites — discordo do grande Bellow, acho que ele deveria ter ficado sempre acordado, escrevendo, vivendo e escrevendo para nós. Também poucos viram Marlene Dietrich na posição horizontal, adormecida. Kafka era outro, qualquer barulho impedia seu descanso, devia pensar no pai e passava suas noites acordado, amanhecendo daquele jeito… Groucho Marx, imaginem, era insone, assim como Alexandre Dumas e Mark Twain. Marilyn Monroe sofria muito e Van Gogh acabou daquele jeito não por ser daltônico.

O Conde Keyserling sofria de insônia e desejava tornar suas noites mais agradáveis. Ele encomendou a Bach, Johann Sebastian Bach, algumas peças que o divertissem durante a noite. Como sempre, Bach fez seu melhor. Pensando que o Conde se apaziguaria com uma obra tranquila e de base harmônica invariável, escreveu uma longa peça formada de uma ária inicial, seguida de trinta variações e finalizada pela repetição da ária. Quod erat demonstrandum. A recuperação do Conde foi espantosa, tanto que ele chamava a obra de “minhas variações” e, depois de pagar o combinado a Bach, deu-lhe um presente adicional: um cálice de ouro contendo mais cem luíses, também de ouro. Era algo que só receberia um príncipe candidato à mão de uma filha encalhada.

O Conde tinha a seu serviço um menino de quinze anos chamado Johann Gottlieb Goldberg. Goldberg era o melhor aluno de Bach. Foi descrito como “um rapaz esquisito, melancólico e obstinado” que, ao tocar, “escolhia de propósito as peças mais difíceis”. Perfeito! Goldberg era enorme e suas mãos tinham grande abertura. O menino era uma lenda como intérprete e o esperto Conde logo o contratou para acompanhá-lo não somente em sua residência em Dresden como em suas viagens a São Petersburgo, Varsóvia e Postdam. (Esqueci de dizer que o Conde Keyserling era diplomata). Bach, sabendo o intérprete que teria, não facilitou em nada. As Variações Goldberg, apesar de nada agitadas, são, para gáudio do homenageado, dificílimas. Nelas, as dificuldades técnicas e a erudição estão curiosamente associadas ao lúdico, mas podemos inverter de várias formas a frase. Dará no mesmo.

O nome da obra — Variações Goldberg, BWV 988 — é estranho, pois pela primeira vez o homenageado não é quem encomendou a obra, mas seu primeiro intérprete.

O princípio de quase toda obra de variações consiste em apresentar um tema e variá-lo. (Lembram que Elgar fez uma obra de variações sem apresentar o tema, chamando-a de Variações Enigma?). Assim, o ouvinte tem a impressão de estar ouvindo sempre algo que lhe é familiar e, ao mesmo tempo, novo. A escolha de Bach por esta forma mostrou-se adequada às pretensões do Conde. E a realização não poderia ser melhor, é uma das maiores obras disponibilizadas pela e para a humanidade pelo mais equipado dos seres humanos que habitou este planeta, J. S. Bach. O jogo criado pelo compositor irradia livre imaginação e enorme tranquilidade. A Teoria Geral das Belas-Artes, espécie de Bíblia artística goethiana de 1794, diz o seguinte sobre as Goldberg: “em cada variação, o elemento conhecido está associado, quase sem exceção, a um canto belo e fluido”. E está correto. Só esqueceu de dizer que tudo isso tinha propósito terapêutico.

É muito provável que o enfermo Conde concordasse com a Theorie para descrever seu prazer de ouvir aquela música, mas diria mais. Seus efeitos fizeram que Goldberg a tocasse centenas de vezes para ele. O cálice repleto de ouro significava gratidão pela diversão emocional e intelectual. Dormimos por estarmos calmos e felizes, talvez.

J.S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Esfahani)

1. Aria
2. Variatio 1 a 1 Clav.
3. Variatio 2 a 1 Clav.
4. Variatio 3 a 1 Clav. Canone All’unisono
5. Variatio 4 a 1 Clav.
6. Variatio 5 a 1 Ovvero 2 Clav.
7. Variatio 6 a 1 Clav. Canone Alla Seconda
8. Variatio 7 a 1 Ovvero 2 Clav. Al Tempo Di Giga
9. Variatio 8 a 2 Clav.
10. Variatio 9 a 1 Clav. Canone Alla Terza
11. Variatio 10 a 1 Clav. Fughetta
12. Variatio 11 a 2 Clav.
13. Variatio 12 a 1 Clav. Canone Alla Quarta
14. Variatio 13 a 2 Clav.
15. Variatio 14 a 2 Clav.
16. Variatio 15 a 1 Clav. Canone Alla Quinta. Andante
17. Variatio 16 a 1 Clav. Ouverture
18. Variatio 17 a 2 Clav.
19. Variatio 18 a 1 Clav. Canone Alla Sesta
20. Variatio 19 a 1 Clav.
21. Variatio 20 a 2 Clav.
22. Variatio 21 a 1 Clav. Canone Alla Settima
23. Variatio 22 a 1 Clav. Alla Breve
24. Variatio 23 a 2 Clav.
25. Variatio 24 a 1 Clav. Canone All’ottava
26. Variatio 25 a 2 Clav. Adagio
27. Variatio 26 a 2 Clav.
28. Variatio 27 a 2 Clav. Canone Alla Nona
29. Variatio 28 a 2 Clav.
30. Variatio 29 a 1 Ovvero 2 Clav.
31. Variatio 30 a 1 Clav. Quodlibet
32. Aria Da Capo

Mahan Esfahani, cravo

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Mas não é música para dormir?
Mas não é música para dormir?

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Concertos para Flauta

J. S. Bach (1685-1750): Concertos para Flauta

Um bom disco. Um daqueles concertos reconstruídos, o quinto de Brandemburgo e a Abertura Nº 2, com sua Badinerie de todos os celulares. O cravista inventa bastante na cadenza do 5º brandenburguês… É um pouco decepcionante para quem ama aquele solo, mas OK, estamos no fim-de-semana, não vamos nos exaltar. É engraçado como ficou bonito e atlético — à exceção de sublime Andante — o concerto reconstruído a partir de três Cantatas. Vale a pena baixar, sim.

J. S. Bach (1685-1750): Concertos para Flauta

1 Flute Concerto in B Minor (reconstructed by F. Zimei): I. [Allegro] (after Non sa che sia dolore, BWV 209: Sinfonia) 5:52
2 Flute Concerto in B Minor (reconstructed by F. Zimei): II. [Andante] (after Durchlauchtster Leopold, BWV 173a: Aria: Guldner Sonnen frohe Stunden) 9:03
3 Flute Concerto in B Minor (reconstructed by F. Zimei): III. [Allegro] (after Vereinigte Zwietracht der wechselnden Saiten, BWV207: Aria: Augustus’ Namenstages Schimmer) 3:34

4 Concerto in D Major, BWV 1050a, “Brandenburg Concerto No. 5, early version”: I. Allegro 7:33
5 Concerto in D Major, BWV 1050a, “Brandenburg Concerto No. 5, early version”: II. Adagio 1:28
6 Concerto in D Major, BWV 1050a, “Brandenburg Concerto No. 5, early version”: III. Allegro 5:07

7 Overture (Suite) No. 2 in B Minor, BWV 1067: I. Ouverture 10:16
8 Overture (Suite) No. 2 in B Minor, BWV 1067: II. Rondeau 1:46
9 Overture (Suite) No. 2 in B Minor, BWV 1067: III. Sarabande 3:00
10 Overture (Suite) No. 2 in B Minor, BWV 1067: IV. Bourree I-II 2:09
11 Overture (Suite) No. 2 in B Minor, BWV 1067: V. Polonaise – Double 3:53
12 Overture (Suite) No. 2 in B Minor, BWV 1067: VI. Menuet 1:18
13 Overture (Suite) No. 2 in B Minor, BWV 1067: VII. Badinerie 1:27

Ensemble Aurora
Enrico Gatti, maestro di concerto

Marcello Gatti, traverso

Enrico Gatti, violin
Rossella Croce, violin
Joanna Huszcza, viola
Judith-Maria Olofsson, cello
Riccardo Coelati, violone
Michele Barchi, harpsichord

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Ô, Marcello, dá uma chamada neste cravista, aê.
Ô, Marcello, dá uma chamada nesse cravista, aê.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Testament: Complete Sonatas and Partitas for Solo Violin – Rachel Barton Pine

coverNestas minhas férias ‘sabáticas’ do PQPBach estou aproveitando para colocar em dia a audição de dezenas de CDs. E um dos que tem me chamado a atenção é este em que a violinista norte americana Rachel Barton Pine encara as Sonatas e Partitas de nosso pai musical, o bom e velho João Sebastião.

Já fazia algum tempo que eu não via tamanha unanimidade entre os clientes da amazon. E creio que por aqui não vai ser diferente. A menina é um assombro, um fenômeno. Encara com tal maturidade estas peças que parece que as toca há décadas.

Quem vai ficar muito feliz com este CD duplo é nosso mentor, PQPBach, fá confesso da moça, inclusive já teve a oportunidade de assistir uma apresentação sua ao vivo.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Testament: Complete Sonatas and Partitas for Solo Violin

1 Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: I. Adagio
2 Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: II. Fuga
3 Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: III. Siciliana
4 Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: IV. Presto
5 Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: I. Allemanda
6 Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: II. Corrente
7 Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: III. Sarabande
8 Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: IV. Tempo di Borea
9 Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: I. Grave
10 Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: II. Fuga
11 Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: III. Andante
12 Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: IV. Allegro
13 Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: I. Allemanda
14 Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: II Corrente
15 Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: III. Sarabanda
16 Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: IV. Giga
17 Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: V. Ciaccona
18 Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: I Adagio
19 Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: II. Fuga
20 Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: III. Largo
21 Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: IV. Allegro assai
22 Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: I. Preludio
23 Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: II. Loure
24 Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: III. Gavotte en rondeau
25 Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: IV. Menuet I & II
26 Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: V. Boureé
27 Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: VI. Gigue

Rachel Barton Pine – Violino

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Essa menina vai longe !!!

J. S. Bach (1685-1750): Toccata BWV 911 / Partita BWV 826 / English Suite No. 2 BWV 807

J. S. Bach (1685-1750): Toccata BWV 911 / Partita BWV 826 / English Suite No. 2 BWV 807

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este ex-vinil é um grande sucesso de vendas da DG. É merecido. Ele nos mostra uma curiosa e nunca mais repetida versão de Martha Argerich, a versão bachiana. Seu Bach é sem sentimentalismos e de absoluta clareza e musicalidade. Ignoramos o motivo pelo qual ela nunca mais gravou Bach, o que torna este registro algo realmente precioso. O que ela faz na Bourée da Suíte Inglesa é algo do outro mundo, o mesmo valendo para a Toccata. A esplêndida pianista argentina nos mostra aqui uma voz distinta e irrepreensível. E a gente fica feliz de ouvir.

J. S. Bach (1685-1750): Toccata BWV 911 / Partita BWV 826 / English Suite No. 2 BWV 807

1 Toccata for keyboard in C minor, BWV 911 (BC L142) 11:02

Partita for keyboard No. 2 in C minor, BWV 826 (BC L2)
Allemande 4:15
3 Courante 4:18
4 Sarabande 2:08
5 Air 3:54
6 Menuet 1:17
7 Gigue 3:10

English Suite, for keyboard No. 2 in A minor, BWV 807 (BC L14)
8 Prélude 4:19
9 Allemande 2:56
10 Courante 1:31
11 Sarabande 4:08
12 Bourée 1/2 3:55
13 Gigue 3:19

Martha Argerich, piano

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Retrato de Martita Quando Jovem, na época da gravação deste disco
Retrato de Martita Quando Jovem, época da gravação deste disco

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J.S. Bach (1685-1750): Cantatas Seculares BWV 210 e 204

J.S. Bach (1685-1750): Cantatas Seculares BWV 210 e 204

Mais um bom CD de Cantatas de Bach. Grande trabalho do soprano Dorothea Röschmann, do excelente Les Violons Du Roy e de Bernard Labadie. A BWV 210 é imensa, dura mais de 30 minutos e a 204 não lhe fica muito atrás em dimensões e qualidade. A Cantata é o gênero mais importante de música de câmara vocal do período barroco, o principal elemento musical do culto luterano. Desde o final do século XVIII, o termo foi aplicado a uma ampla variedade de obras, sacras e seculares, na maioria para coro e orquestra, desde as cantatas de Beethoven por ocasião da morte e sucessão de imperadores, até as cantatas soviéticas patrióticas de Shostakovich.

J.S. Bach (1685-1750): Cantatas Seculares BWV 210 e 204

1 O holder Tag, erwunschte Zeit, BWV 210: Recitative: O holder Tag, erwunschte Zeit 1:02
2 O holder Tag, erwunschte Zeit, BWV 210: Aria: Spielet, ihr beseelten Lieder 7:00
3 O holder Tag, erwunschte Zeit, BWV 210: Recitative: Doch, haltet ein, ihr munter Saiten 1:11
4 O holder Tag, erwunschte Zeit, BWV 210: Aria: Ruhet hie, matte Tone 6:24
5 O holder Tag, erwunschte Zeit, BWV 210: Recitative: So glaubt man denn, dass die Musik verfuhre 2:09
6 O holder Tag, erwunschte Zeit, BWV 210: Aria: Schweigt, ihr Floten, schweigt, ihr Tone 4:11
7 O holder Tag, erwunschte Zeit, BWV 210: Recitative: Was Luft? was Grab? 1:46
8 O holder Tag, erwunschte Zeit, BWV 210: Aria: Grosser Gonner, dein Vergnugen 3:09
9 O holder Tag, erwunschte Zeit, BWV 210: Recitative: Hochteurer Mann, so fahre ferner fort 1:22
10 O holder Tag, erwunschte Zeit, BWV 210: Aria: Seid begluckt, edle beide 5:33

11 Ich bin in mir vergnugt, BWV 204: Recitative: Ich bin in mir vergnugt 1:47
12 Ich bin in mir vergnugt, BWV 204: Aria: Ruhig und in sich zufrieden 7:13
13 Ich bin in mir vergnugt, BWV 204: Recitative: Ihr Seelen, die ihr ausser euch 2:03
14 Ich bin in mir vergnugt, BWV 204: Aria: Die Schatzbarkeit der weiten Erden 4:15
15 Ich bin in mir vergnugt, BWV 204: Recitative: Schwer ist es zwar, viel Eitles zu besitzen 2:22
16 Ich bin in mir vergnugt, BWV 204: Aria: Meine Seele sei vergnugt 6:27
17 Ich bin in mir vergnugt, BWV 204: Recitative – Arioso: Ein edler Mensch ist Perlenmuscheln gleich 2:35
18 Ich bin in mir vergnugt, BWV 204: Aria: Himmlische Vergnugsamkeit 4:16

Dorothea Röschmann, soprano
Les Violons Du Roy
Bernard Labadie

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Felizes e de boas: Le Violons du Roy
Felizes e de boas: Le Violons du Roy

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Restaurado – J. S. Bach (1685-1750): Sonatas and Partitas for Solo Violin, BWV 1001-1006 – Christian Tetzlaff

Restaurado – J. S. Bach (1685-1750): Sonatas and Partitas for Solo Violin, BWV 1001-1006 – Christian Tetzlaff

Nos últimos dias, publicamos duas versões destas mesmas obras: a primeira por Holloway e a segunda uma estranha transposição para o violoncelo feita por Luolajan-Mikkola. Há dois anos atrás publicamos a melhor gravação que conheço, a de Beyer. Faz parte do jogo da música erudita ouvir várias versões. É um longo diálogo que visa abordar cada vez melhor cada obra. Os nomes citados acima são gente de primeira linha, ninguém é perna de pau, longe disso. Beyer dá, na minha opinião, a versão mais convincente, redonda e firme. Também chega com uma sonoridade linda, assim como Holloway. Tetzlaff é meio mão pesada, mas tem qualidades extraordinárias. Sua Chacona é espetacular.

Numa noite fria do século XVIII, Bach escrevia a Chacona da Partita Nº 2 para violino solo. A música partia de sua imaginação (1) para o violino (2), no qual era testada, e daí para o papel (3). Anos depois, foi copiada (4) e publicada (5). Hoje, o violinista lê a Chacona (6) e, de seus olhos, passa o que está escrito ao violino (9) utilizando para isso seu controverso cérebro (7) e sua instável, ou não, técnica (8). Do violino, a música passa a um engenheiro de som (10) que a grava em um equipamento (11), para só então chegar ao ouvinte (12), que se desmilingui àquilo.

Na variação entre todas essas passagens e comunicações, está a infindável diversidade das interpretações. Mas ainda faltam elos, como a qualidade do violino – e se seu som for divino ou de lata, e se ele for um instrumento original ou moderno? E o calibre do violinista? E seu senso de estilo e cultura? E o ouvinte? E… as verdadeiras intenções de Bach? Desejava ele que o pequeno violino tomasse as proporções gigantescas e polifônicas do órgão? Mesmo?

E depois tem gente que acha chata a música erudita…

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas and Partitas for Solo Violin, BWV 1001 – 1006

Sonata I G-Moll / In G Minor, BWV 1001 (15:35)
1-1 Adagio 3:51
1-2 Fuga. Allegro 5:11
1-3 Sicilana 3:16
1-4 Presto 3:17
Partita I H-Moll / B Minor, BWV 1002 (25:59)
1-5 Allemanda 4:29
1-6 Double 2:21
1-7 Corrente 2:46
1-8 Double. Presto 3:02
1-9 Sarabanda 4:05
1-10 Double 3:09
1-11 Tempo Di Bourrée 3:11
1-12 Double 2:56
Sonata II A-Moll / A Minor, BWV 1003 (21:13)
1-13 Grave 3:52
1-14 Fuga 7:24
1-15 Andante 5:01
1-16 Allegro 4:56

 

Partita II D-Moll / D Minor, BWV 1004 (27:43)
2-1 Allemanda 4:15
2-2 Corrente 2:15
2-3 Sarabanda 4:03
2-4 Giga 3:43
2-5 Ciaccona 13:27
Sonata III C-Dur / C Major, BWV 1005 (21:17)
2-6 Adagio 3:48
2-7 Corrente 9:18
2-8 Largo 3:36
2-9 Allegro Assai 4:35
Partita III E-Dur / E Major, BWV 1006 (17:54)
2-10 Preludio 3:18
2-11 Loure 4:40
2-12 Gavotte En Rondeau 2:55
2-13 Menuet I 1:39
2-14 Menuet II 2:26
2-15 Bourrée 1:14
2-16 Giga 1:42

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Christian Tetzlaff, violin

 

Tetzlaff dando uma aulinha
Tetzlaff dando uma aulinha

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[restaurado por Vassily em 6/6/2020]

J.S. Bach (1685-1750): Cantatas Seculares (Cantata do Café, dos Camponeses e Para Leopoldo) (Les Violons Du Roy / Labadie)

J.S. Bach (1685-1750): Cantatas Seculares (Cantata do Café, dos Camponeses e Para Leopoldo) (Les Violons Du Roy / Labadie)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Excelente versão de três Cantatas Seculares de Bach, as famosas “do Café”, “dos Camponeses” e aquela composta para Leopoldo. A versão de Bernard Labadie e seus Les Violons Du Roy valorizam sobremaneira a música e o estilo destas Cantatas não religiosas. A Cantata do Café tem uma curiosa história:

Schlendrian é um pai grosseiro e está preocupadíssimo porque sua filha Lieschen entregou-se à nova mania de tomar café. Todas as promessas e ameaças para desviá-la de tão detestável hábito foram infrutíferas até que, para dissuadi-la, ofereceu-lhe um marido. Lieschen aceita a idéia com entusiasmo e o pai parte apressadamente para conseguir-lhe um. Esta é a idéia principal da Cantata do Café, obra cômica de J. S. Bach, uma mini-ópera, que foi apresentada entre 1732 e 1735 na Kaffeehaus de Zimmermann, em Leipzig. A primeira Kaffeehaus da cidade foi aberta em 1694 — o café chegara à Alemanha em 1670 — e em 1735 a burguesia podia escolher entre oito privilegiadas casas.

A Kaffeekantate, BWV 211, foi encomendada a Bach por Zimmermann e é, em parte, uma ode ao produto (sim, puro merchandising) e, de outra parte, uma punhalada no movimento existente na Alemanha para impedir seu consumo pelas mulheres. Acreditava-se que o “negro veneno” pudesse causar descontrole e esterilidade ao sexo frágil, mas Bach, em troca do pagamento de Zimmermann, ignorou estes terríveis perigos. Senão, talvez não musicasse uma ária que diz: “Ah, como é doce o seu sabor. / Delicioso como milhares de beijos, / mais doce que um moscatel. / Eu preciso de café”; e nem nos brindaria com estas delicadezas…: “Paizinho, não sejas tão mau. / Se eu não beber meu café / as minhas curvas vão secar / as minhas pernas vão murchar / ninguém comigo irá casar”.

Bach aprendera muito bem, em sua vida familiar e em seu trabalho como professor, que influenciar os jovens não era assim tão fácil. Portanto, adicionou um recitativo no qual os planos de Lieschen são revelados: o homem que quiser casar com ela terá de consentir numa cláusula: o contrato matrimonial preverá que ela possa tomar café sempre que lhe apetecer.

No final, há um breve coro de três cantores, onde o café e a evolução são admitidos como coisas inevitáveis. Esta Cantata — ao lado de outras poucas obras vocais profanas — é uma evidente exceção na obra de Bach. O compositor, que possui a injusta fama de sério, aceitou o convite de Zimmermann para compor uma propaganda de seu Café e, como quase sempre fazia, produziu uma obra-prima, uma pequena comédia que funciona tanto no palco quanto nas salas de concertos. O efeito da primeira apresentação deve ter sido consideravelmente ampliado pelo fato de que às mulheres não era permitido cantar em cafés (nem em igrejas) e o papel de Lieschen foi, provavelmente, interpretado por um cantor em falsete. Bach, com o auxílio do poeta Picander, construiu dois personagens muito humanos e verossímeis: um pai resmungão e rústico e uma filha obstinada e cheia de caprichos. O compositor parece estar à vontade ao traçar a caricatura do pai com o baixo pesado, os ritmos acentuados e a prescrição con pompa, enquanto os violinos rosnam para indicar seu temperamento irascível.

Quando ele ameaça privar Lieschen de sua saia-balão de última moda, Bach indica seu tremendo diâmetro de forma escandalosa. A ária de Lieschen em louvor ao café é convencional, tão convencional que parece que o compositor quer insinuar que ela futilmente adotara tal hábito apenas para seguir a moda, o que seria um gol contra para Zimmermann. Entretanto, seu entusiasmo por um possível marido não é simulado… A alegria expressa na melodia em ritmo de dança popular é contagiosa. Para os puristas, o divino e sacro Bach chega a ser grosseiro: afinal, quando Lieschen diz que quer um amante fogoso e robusto, os violinos e as violas silenciam, como para deixar bem clara aos ouvintes a afirmativa sem rodeios. O Café Zimmermann deve ter vindo abaixo…

J.S. Bach (1685-1750): Cantatas Seculares (Cantata do Café, dos Camponeses e Para Leopoldo)

1. Serenata: Durchlauchtster Leopold, BWV 173a: Recit: Durchlauchster Leopold
2. Serenata: Durchlauchtster Leopold, BWV 173a: Aria: Guldner Sonnen frohe Stunden
3. Serenata: Durchlauchtster Leopold, BWV 173a: Aria: Leopolds Vortrefflichkeiten
4. Serenata: Durchlauchtster Leopold, BWV 173a: Aria: Unter seinem Purpursaum
5. Serenata: Durchlauchtster Leopold, BWV 173a: Recit: Durchlauchtigster, den Anhalt Vater nennt
6. Serenata: Durchlauchtster Leopold, BWV 173a: Aria: So schau dies holden Tages Licht
7. Serenata: Durchlauchtster Leopold, BWV 173a: Aria: Dein Name gleich der Sonnen geh
8. Serenata: Durchlauchtster Leopold, BWV 173a: Chorus: Nimm auch, grosser Furst, uns auf

9. Schweigt stille, plaudert nicht, BWV 211 (Coffee Cantata): Recit: Schweigt stille, plaudert nicht
10. Schweigt stille, plaudert nicht, BWV 211 (Coffee Cantata): Aria: Hat man nicht mit seinen Kindern
11. Schweigt stille, plaudert nicht, BWV 211 (Coffee Cantata): Recit: Du boses Kind, du loses Madchen
12. Schweigt stille, plaudert nicht, BWV 211 (Coffee Cantata): Aria: Ei! wie schmeckt der Coffee susse
13. Schweigt stille, plaudert nicht, BWV 211 (Coffee Cantata): Recit: Wenn du mir nicht den Coffee lasst
14. Schweigt stille, plaudert nicht, BWV 211 (Coffee Cantata): Aria: Madchen, die von harten Sinnen
15. Schweigt stille, plaudert nicht, BWV 211 (Coffee Cantata): Recit: Nun folge, was dein Vater spricht!
16. Schweigt stille, plaudert nicht, BWV 211 (Coffee Cantata): Aria: Heute noch, lieber Vater, tut es doch
17. Schweigt stille, plaudert nicht, BWV 211 (Coffee Cantata): Recit: Nun geht und sucht der alte Schlendrian
18. Schweigt stille, plaudert nicht, BWV 211 (Coffee Cantata): Chorus: Die Katze lasst das Mausen nicht

19. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Sinfonia
20. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Aria (duetto): Mer hahn en neue Oberkeet
21. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Recit: Nu, Mieke, gib dein Guschel immer her!
22. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Aria: Ach, es schmeckt doch gar zu gut
23. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Recit: Der Herr ist gut
24. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Aria: Ach, Herr Schosser, geht nicht gar zu schlimm
25. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Recit: Es bleibt dabei
26. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Aria: Unser trefflicher lieber Kammerherr
27. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Recit: Er hilft uns allen, alt und jung
28. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Aria: Das ist galant
29. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Recit: Und unsre gnadge Frau
30. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Aria: Funfzig Taler bares Geld
31. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Recit: Im Ernst ein Wort!
32. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Aria: Klein-Zschocher musse
33. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Recit: Das ist zu klug fur dich
34. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Aria col Corne de Chasse: Es nehme zehntausend Dukaten
35. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Recit: Das klingt zu liederlich
36. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Aria: Gib, Schone
37. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Recit: Du hast wohl recht
38. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Aria: Dein Wachstum sei feste
39. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Recit: Und damit sei es auch genung
40. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Aria: Und dass ihrs alle wisst
41. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Recit: Mein Schatz! erraten!
42. Cantate burlesque: Mer hahn en neue Oberkeet, BWV 212: Chor: Wir gehn nun, wo der Tudelsack

Les Violons Du Roy
Bernard Labadie

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Cantata do Café

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Brahms, Bach, Ravel, Chausson, Waxman: Música para violino e piano

Brahms, Bach, Ravel, Chausson, Waxman: Música para violino e piano

Este disco é bom demais, mas tem limitações, sabem? O Brahms é MESMO NOTÁVEL, o Bach é LINDO DE MORRER, o Ravel é EXTRAORDINÁRIO, mas depois o pequepiano de verdade deverá desligar o computador ou o CD Player porque a coisa fica suspeita. Após uma transição meio estranha a cargo de Chausson — um francês que achei mela-cueca — , o tal Waxman faz um medley de Carmen que é das piores coisas que ouvi ultimamente. OK, o CD tem cara de recital. Daquele gênero de recital que começa com o filé e termina com aquela concessão ao gosto do público mais vulgar. É um estilo do qual não gosto. Mas, como diz Milton Ribeiro, futebol é bola na rede e o resto é secundário. Então ouçam o que e como quiserem. Mas de uma coisa tenham certeza, esses armênios aê são bons pra caralho.

Brahms, Bach, Ravel, Chausson, Waxman: Música para violino e piano

Brahms:
1. Violin Sonata No. 3 in D minor Op. 108: I. Allegro
2. Violin Sonata No. 3 in D minor Op. 108: II. Adagio
3. Violin Sonata No. 3 in D minor Op. 108: III. Un poco presto e con sentimento
4. Violin Sonata No. 3 in D minor Op. 108: IV. Presto agitato
Bach:
5. Ciaccona from Partita No.2 in D minor, BWV 1004 for violin solo
Ravel:
6. Tzigane, Rhapsodie de Concert
Chausson:
7. Poème Op. 25
Waxman:
8. Carmen Fantasie for Violin and Piano base on Themes from the Opera of Georges Bizet

Sergey Khachatryan, Violino
Lusine Khachatryan, Piano
Vladimir Khachatryan, Piano

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Sergey e Lusine Khachatryan, não encontramos Vladímir
Sergey e Lusine Khachatryan, não encontramos Vladímir

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Violin Concertos – Jeanne Lemon, Tafelmusik Baroque Orquestra

frontEis mais um registro excelente do Tafelmusik, sob a direção competente da Jeanne Lemon, que para completar, ainda é uma baita violinista. Adoro estes concertos, sei lá quantas versões já ouvi, ou quantas tenho, só sei que adoro estes concertos.
Um CD ideal para ouvir em uma tarde chuvosa de um final de semana chuvoso. Música ideal para reflexão, para se pensar na vida. Espero que apreciem.

01. Concerto for Violin, Strings & b.c. in A minor, BWV 1041 I. (-)
02. II. Andante
03. III. Allegro assai
04. Concerto for 2 Violins, Strings & b.c. in D minor, BWV 1043 I. Vivace
05. II. Largo ma non tanto
06. III. Allegroo
07. Concerto for Violin, Strings & b.c. in E major, BWV 1042 I. Allegro
08. II. Adagio
09. III. Allegro assai
10. Concerto for 3 Violins, Strings & b.c. in D major, BWV 1064r I. Allegro
11. II. Adagio
12. III. Allegro

Jeanne Lemon – Violin & Music Director
Linda Melsted – solo violin -(4-6, 10-12)
David Greenberg solo violin (10-12)
Tafelmusik Baroque Orchestra

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J. S. Bach (1685-1750): As Sonatas e Partitas para Violino Solo – John Holloway

J. S. Bach (1685-1750): As Sonatas e Partitas para Violino Solo – John Holloway

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Um grande disco! Uma das melhores versão das Sonatas e Partitas de Bach para violino solo. E uma bela e surpreendente gravação da ECM. Em todos os níveis — estético, emocional, técnico — , as interpretações de John Holloway convencem. Sua articulação está limpa, maleável e o timbre de seu violino barroco garante desde o Adagio da abertura do Sonata Nº 1, o brilho que os contrapontos de Bach exigem serem abordados com clareza. Inteligência, intensidade e drama estão presentes em igual medida.

É uma música muito familiar a mim, mas que aqui é ouvida como se fosse nova. O violinista inglês, um astro da música em instrumentos de época, extrai Bach de seu violino como se o estivesse reesculpindo.

J. S. Bach – The Sonatas and Partitas for Violin Solo

CD 1
1. Sonata No.1 in G minor BWV 1001 – I. Adagio
2. Sonata No.1 in G minor BWV 1001 – II. Fuga – Allegro
3. Sonata No.1 in G minor BWV 1001 – III. Siciliana
4. Sonata No.1 in G minor BWV 1001 – IV. Presto

5. Partita No.1 in B minor BWV 1002 – I. Allemanda
6. Partita No.1 in B minor BWV 1002 – II. Double
7. Partita No.1 in B minor BWV 1002 – III. Corrente
8. Partita No.1 in B minor BWV 1002 – IV. Double. Presto
9. Partita No.1 in B minor BWV 1002 – V. Sarabande
10. Partita No.1 in B minor BWV 1002 – VI. Double
11. Partita No.1 in B minor BWV 1002 – VII. Tempo di Borea
12. Partita No.1 in B minor BWV 1002 – VIII. Double

13. Sonata No.2 in A minor BWV 1003 – I. Grave
14. Sonata No.2 in A minor BWV 1003 – II. Fuga
15. Sonata No.2 in A minor BWV 1003 – III. Andante
16. Sonata No.2 in A minor BWV 1003 – IV. Allegro

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CD 2
1. Partita No.2 in D minor BWV 1004 – I. Allemanda
2. Partita No.2 in D minor BWV 1004 – II. Corrente
3. Partita No.2 in D minor BWV 1004 – III. Sarabanda
4. Partita No.2 in D minor BWV 1004 – IV. Giga
5. Partita No.2 in D minor BWV 1004 – V. Ciaccona

6. Sonata No.3 in C major BWV 1005 – I. Adagio
7. Sonata No.3 in C major BWV 1005 – II. Fuga
8. Sonata No.3 in C major BWV 1005 – III. Largo
9. Sonata No.3 in C major BWV 1005 – IV. Allegr assai

10. Partita No.3 in E major BWV 1006 – I. Preludio
11. Partita No.3 in E major BWV 1006 – II. Loure
12. Partita No.3 in E major BWV 1006 – III. Gavotte en rondeau
13. Partita No.3 in E major BWV 1006 – IV. Menuet I
14. Partita No.3 in E major BWV 1006 – V. Menuet II
15. Partita No.3 in E major BWV 1006 – VI. Bourrée
16. Partita No.3 in E major BWV 1006 – VII. Gigue

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John Holloway, violino barroco

ECM New Series 1909/10

 

John Holloway, nada rotineiro
John Holloway, nada rotineiro

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[restaurado por Vassily em 6/6/2020 e em 9/1/2022]

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Brandenburg Concertos – Tafelmusik

frontIM-PER-DÍ-VEL !!!

Um assombro essa gravação dos Concertos de Brandenburgo com o conjunto Tafelmusik. Os caras dão um show de competência e virtuosismo, trazendo novas sonoridades e possibilidades para estes concertos que a gente pensava conhecer tão bem.

Tenho algumas gravações favoritas destas obras, que claro, passam pelos ingleses da Academy of Ancient Music do Christopher Hogwood, pelo English Concert, do Pinnock e dos English Baroque Soloists do Gardiner. Todas gravações de excelente qualidade, mas esta do canadenses do Tafelmusik tem um que a mais, que não sei explicar. Eles não são óbvios em suas escolhas, tanto que certo comentarista fala em ‘refreshing recordings’ ou seja, um sopro de vitalidade e energia na interpretação de obras tão gravadas e tão conhecidas.

Com certeza, este é um CD que eu escolheria para levar para uma ilha deserta.

Baixem e ouçam, e depois me digam se esta não é uma das melhores gravações que os senhores já ouviram destas obras imortais e eternas.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Bradenburg Concertos – Tafelmusik

Disco 1

1 Concerto No. 1 in F Major, BWV 1046: Concerto No. 1 in F Major, BWV 1046: I. [ ]
2 Concerto No. 1 in F Major, BWV 1046: Concerto No. 1 in F Major, BWV 1046: II. Adagio
3 Concerto No. 1 in F Major, BWV 1046: Concerto No. 1 in F Major, BWV 1046: III. Allegro
4 Concerto No. 1 in F Major, BWV 1046: Concerto No. 1 in F Major, BWV 1046: IV. Menuetto – Trio – Polonaise – Trio
5 Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: I. [ ]
6 Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: II. Andante
7 Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: III. Allegro assai
8 Concerto No. 3 in G Major, BWV 1048: Concerto No. 3 in G Major, BWV 1048: I. [ ]
9 Concerto No. 3 in G Major, BWV 1048: Concerto No. 3 in G Major, BWV 1048: II. Allegro

Jeanne Lemon – Violins & Music Director
Ab Koster – Horn
Derek Conrod – Horn
John Abberger – Oboe
Washington McClain – Oboe
Marie-France Richard – Oboe
Michael McCraw – Basson
Crispian Steele-Perkins – Trumpet
Marion Verbruggen – Recorder
Tafelmusik Baroque Orchestra

Disc 2
1 Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: I. Allegro
2 Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: II. Andante
3 Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: III. Presto
4 Concerto No. 5 in D Major, BWV 1050: Concerto No. 5 in D Major, BWV 1050: I. Allegro
5 Concerto No. 5 in D Major, BWV 1050: Concerto No. 5 in D Major, BWV 1050: II. Affettuoso
6 Concerto No. 5 in D Major, BWV 1050: Concerto No. 5 in D Major, BWV 1050: III. Allegro
7 Concerto No. 6 in B-Flat Major, BWV 1051: Concerto No. 6 in B-Flat Major, BWV 1051: I. [ ]
8 Concerto No. 6 in B-Flat Major, BWV 1051: Concerto No. 6 in B-Flat Major, BWV 1051: II. Adagio ma non tanto
9 Concerto No. 6 in B-Flat Major, BWV 1051: Concerto No. 6 in B-Flat Major, BWV 1051: III. Allegro

Jeanne Lemon – Violins & Music Director
Stephen Marvin – Viola
Marion Verbruggen – Recorder
Alison Melville – Recorder
Marten Root – Transverse Flute
Charlotte Nediger – Harpsichord
Tafelmusik Baroque Orchestra

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Orchestra-shot
De que planeta vem estes músicos do Tafelmusik?

J. S. Bach (1685-1750): Obras Completas para Alaúde

J. S. Bach (1685-1750): Obras Completas para Alaúde

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Nada de hipobachemia, pessoal, vamos lá. As melhores pessoas, como todos sabem, nascem no mês D´Agosto. Mesmo que sejam esquisitas e solitárias, como os alaudistas e organistas, somos, ops, são as melhores. O repertório de Bach para o alaúde é pequeno e respeitabilíssimo. São obras de alta qualidade que não deixam morrer o pequeno e cheio de cordas instrumento de caixa em forma de meia pera ou gota, como quiserem. Ou ele é usado na música antiga, ou como baixo contínuo ou em Bach. No último caso, seu uso é mais nobre, como vocês podem ouvir neste belíssimo registro de 2013, por Mario D`Agosto, mês do cachorro louco.

Vocês sabem que as condições climáticas do mês de agosto aumentam a concentração de cadelas no cio? E que quando as cadelas estão no período fértil, os cachorros ficam loucos e brigam para conquistar as fêmeas e perpetuar sua espécie? E que essa luta entre os machos em busca da fêmea faz com que a raiva, doença transmitida pela saliva, se espalhe mais? E que os animais que estão infectados pela raiva babam muito e ficam com aparência de loucos e que daí saiu a expressão “cachorro louco”. Viram como o PQP é cultura?

J. S. Bach (1685-1750): Obras Completas para Alaúde

CD1:
Suite in E minor, BWV996:

01. I. Prelude (03:06)
02. II. Allemande (03:14)
03. III. Courante (02:40)
04. IV. Sarabande (04:02)
05. V. Bourré (01:44)
06. VI. Gigue (03:27)

Prelude, Fugue & Allegro in E flat major, BWV998:

07. I. Prelude (03:04)
08. II. Fugue (06:47)
09. III. Allegro (04:20)

Suite in G minor, BWV995:

10. I. Prelude (05:59)
11. II. Allemande (05:05)
12. III. Courante (02:28)
13. IV. Sarabande (03:31)
14. V. Gavottes I & II ‘en Rondeau’ (04:50)
15. VI. Gigue (02:31)

CD2:
Partita in C minor, BWV997:

01. I. Prelude (03:54)
02. II. Fugue (07:43)
03. III. Sarabande (04:24)
04. IV. Gigue – Double (03:32)

Partita in E major, BWV1006a:

05. I. Prelude (04:50)
06. II. Loure (03:11)
07. III. Gavotte ‘en Rondeau’ (03:43)
08. IV. Menuets I & II (05:24)
09. V. Bourré (02:26)
10. VI. Gigue (02:52)

11. Prelude in C minor, BWV999 (01:40)

12. Fugue in G minor, BWV1000 (05:57)

Mario D’Agosto, alaúde

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Esse troço de alaúde deve ser complicado, mas ele é D`Agosto.
Esse troço de alaúde deve ser complicado, mas ele é D`Agosto.

pqp

J. S. Bach e filhos: 5 Concertos para Piano

J. S. Bach e filhos: 5 Concertos para Piano

bach front KatsarisPostagem de 2010.

Hoje, PQP já deve estar em Londres para assistir à Oitava de Mahler… Talvez esta seja sua última postagem de novembro, mas calma, só ele estará em férias. Enquanto isso, ouçam este divertidíssimo CD onde Bach chega junto com sua filharada legal, mas sem mim, o bastardo. Katsaris é assim mesmo, um pianista divertido e bom.

Baita CD!

J. S. Bach e filhos: 5 Concertos para Piano

Johann Sebastian Bach
1. Concerto No. 4 for Harpsichord (Piano) and Strings in A Major, BWV 1055: I. Allegro
2. Concerto No. 4 for Harpsichord (Piano) and Strings in A Major, BWV 1055: II. Larghetto
3. Concerto No. 4 for Harpsichord (Piano) and Strings in A Major, BWV 1055: III. Allegro ma non tanto

Wilhelm Friedemann Bach
4. Concerto for Harpsichord (Piano), Strings and Basso continuo in E Minor, FK 43: I. Allegretto
5. Concerto for Harpsichord (Piano), Strings and Basso continuo in E Minor, FK 43: II. Adagio (Cadenza: Cyprien Katsaris)
6. Concerto for Harpsichord (Piano), Strings and Basso continuo in E Minor, FK 43: III. Allegro assai

Johann Christian Bach
7. Concerto for Harpsichord or Piano and Strings in C major, Op. 7/1: I. Allegretto
8. Concerto for Harpsichord or Piano and Strings in C major, Op. 7/1: II. Minuetto
9. Concerto for Harpsichord (Piano) and Strings in E Major, Wf.II.1: I. Allegro

Johann Christoph Friedrich Bach
10. Concerto for Harpsichord (Piano) and Strings in E Major, Wf.II.1: II. Adagio
11. Concerto for Harpsichord (Piano) and Strings in E Major, Wf.II.1: III. Allegro moderato
12. Concerto for Harpsichord (Piano) and Orchestra in C Minor, Wq 43/4: I. Allegro assai

Carl Philipp Emanuel Bach
13. Concerto for Harpsichord (Piano) and Orchestra in C Minor, Wq 43/4: II. Poco adagio
14. Concerto for Harpsichord (Piano) and Orchestra in C Minor, Wq 43/4: III. Tempo di minuetto
15. Concerto for Harpsichord (Piano) and Orchestra in C Minor, Wq 43/4: IV. Allegro assai

Cyprien Katsaris
Orchestre de Chambre du Festival d’Echternach
Yoon K. Lee

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Cyprien Katsaris: tesão
Cyprien Katsaris: tesão

PQP

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado, Livro II

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado, Livro II

A fotografia abaixo não faz justiça ao excelente Jenő Jandó. Mas vamos a um pouco de curadoria. O Cravo Bem Temperado (no original alemão: Das wohltemperierte Klavier) é uma coleção de música para teclado solo, composta por Johann Sebastian Bach. Ele inicialmente escreveu 24 prelúdios e fugas tendo por base os 24 tons (12 maiores mais 12 menores) em 1722, “para o proveito e uso dos jovens músicos desejosos de aprender e, especialmente, para o entretenimento daqueles já experientes com esse estudo”. Mais tarde, em 1744, Bach escreveu compilou um segundo livro com mais 24 de prelúdios e fugas (seguindo o mesmo esquema de composição tonal do primeiro). Desta vez, chamou-os de “Vinte e quatro Prelúdios e Fugas”. Atualmente, os dois volumes são conhecidos e citados como Livro I e Livro II do “O Cravo Bem Temperado”.

O primeiro livro foi compilado durante o período de Bach em Köthen; o segundo livro veio 22 anos depois, quando já em Leipzig. Ambos foram amplamente divulgados na forma manuscrita, mas cópias impressas não foram feitas senão em 1801. O estilo barroco de Bach caiu em desuso por parte do grande público e passou de moda por volta da data da sua morte (1750), dando lugar à música do início do período clássico (que não possuía nem a complexidade contrapontística, nem a variedade de tonalidades e harmonias aplicadas por Bach). Contudo, entre os compositores e músicos, nunca deixou de servir como uma obra paradigmática e de estudo obrigatório. No auge do estilo Clássico (cerca de 1770) O Cravo Bem Temperado foi estudado detalhadamente por compositores como Haydn e Mozart, influenciando, assim, as suas formas de composição, e, consequentemente, toda a história da música. Segundo Howard Goodall, “a publicação de O Cravo bem Temperado de Bach, em 1722, é um dos marcos da história da música europeia. Mesmo durante a vida de Bach, a sua influência foi rápida e dramática, mais tarde, tanto Mozart como Beethoven pagaram tributo ao brilhantismo e à importância da coleção”.

O PQP Bach tem outras gravações do Cravo Bem Temperado: a melhor de todas, uma excelente, uma gravada por deus, mas que tem apenas o Livro I e uma consistente. Há outras, claro. Já postamos Gould, etc. Mas as citadas acima são as que têm links ativos atualmente. Sirvam-se.

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado, Livro II

Disc 1
1. No. 1 in C Major, BWV 870 00:04:10
2. No. 2 in C Minor, BWV 871 00:04:13
3. No. 3 in C – Sharp Major, BWV 872 00:03:46
4. No. 4 in C – Sharp Minor, BWV 873 00:06:25
5. No. 5 in D Major, BWV 874 00:07:52
6. No. 6 in D Minor, BWV 875 00:03:36
7. No. 7 in E – Flat Major, BWV 876 00:04:28
8. No. 8 in D – Sharp Minor, BWV 877 00:07:17
9. No. 9 in E Major, BWV 878 00:07:18
10. No. 10 in E Minor, BWV 879 00:07:23
11. No. 11 in F Major, BWV 880 00:04:43
12. No. 12 in F Minor, BWV 881 00:05:47

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Disc 2
1. No. 13 in F – Sharp Major, BWV 882 00:05:01
2. No. 14 in F – Sharp Minor, BWV 883 00:08:34
3. No. 15 in G Major, BWV 884 00:03:47
4. No. 16 in G Minor, BWV 885 00:05:52
5. No. 17 in A – Flat Major, BWV 886 00:05:34
6. No. 18 in G – Sharp Minor, BWV 887 00:08:31
7. No. 19 in A Major, BWV 888 00:02:48
8. No. 20 in A Minor, BWV 889 00:07:37
9. No. 21 in B – Flat Major, BWV 890 00:09:16
10. No. 22 in B – Flat Minor, BWV 891 00:07:48
11. No. 23 in B Major, BWV 892 00:05:44
12. No. 24 in B Minor, BWV 893 00:04:27

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Jenő Jandó, piano

Bach2

PQP

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado, Livro I

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado, Livro I

Nada como caminhar para o trabalho tendo O Cravo Bem Temperado nos fones de ouvidos. O mundo fica mais equilibrado, adquire novo ritmo, as bundas das mulheres ficam com formatos interessantes, os seios balouçantes nos chegam em novos ritmos e fica fácil imaginá-los em câmera lenta, vindo em ondas. O sol brilha mais, o trânsito passa a ser mais um jogo e nossa alma se enche de tranquilidade e beleza. Nada de nervosismo, estresse ou ansiedade, mesmo que se saiba das necessidades do dia. A gravação do húngaro Jenő Jandó é realmente muito clara e boa. Como aquela loira de calça jeans e blusa gloriosamente justa. Adorei.

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado, Livro I

Disc 1
1. No. 1 in C Major, BWV 846 00:04:22
2. No. 2 in C Minor, BWV 847 00:02:57
3. No. 3 in C – Sharp Major, BWV 848 00:03:31
4. No. 4 in C – Sharp Minor, BWV 849 00:07:29
5. No. 5 in D Major, BWV 850 00:02:59
6. No. 6 in D Minor, BWV 851 00:03:14
7. No. 7 in E – Flat Major, BWV 852 00:06:26
8. No. 8 in E – Flat Minor / D – Sharp Minor, BWV 853 00:08:25
9. No. 9 in E Major, BWV 854 00:02:35
10. No. 10 in E Minor, BWV 855 00:03:42
11. No. 11 in F Major, BWV 856 00:02:12
12. No. 12 in F Minor, BWV 857 00:07:07

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Disc 2
1. No. 13 in F – Sharp Major, BWV 858 00:03:49
2. No. 14 in F – Sharp Minor, BWV 859 00:03:31
3. No. 15 in G Major, BWV 860 00:03:38
4. No. 16 in G Minor, BWV 861 00:03:26
5. No. 17 in A – Flat Major, BWV 862 00:03:47
6. No. 18 in G – Sharp Minor, BWV 863 00:04:25
7. No. 19 in A Major, BWV 864 00:03:31
8. No. 20 in A Minor, BWV 865 00:06:10
9. No. 21 in B – Flat Major, BWV 866 00:03:14
10. No. 22 in B – Flat Minor, BWV 857 00:05:13
11. No. 23 in B Major, BWV 868 00:03:14
12. No. 24 in B Minor, BWV 869 00:11:36

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Jenő Jandó, piano

Bach01

PQP

Frescobaldi, Marcello, Bach, Händel, D’Hervelois, Rheinberger, Saint-Saëns: Peças para Violoncelo e Órgão

Frescobaldi, Marcello, Bach, Händel, D’Hervelois, Rheinberger, Saint-Saëns: Peças para Violoncelo e Órgão

Este CD é uma coletânea de peças transcritas para uma inusitada dupla de violoncelo e órgão, Se o violoncelista fosse outro que não Rostropovich, daria para cravar que seria uma porcaria, mas o russo toca tanto que a gente vai engolindo gatinho por gatinho (*). Rostrô não é um especialista em barroco e, por exemplo, sua versão das Suítes de Bach é bem insatisfatória. Creio que o repertório deste CD — cheio de barrocos — não o favorece em nada, mas ele dá conta do recado, mesmo que a gente tenha vontade de rir em alguns momentos de abordagem por demais russorromântica. Recomendo usar com moderação.

(*) Lembram aquelas seleções de clássicos dos anos 70 e 80 que tinham gatinhos na capa? Ali, o Aleluia de Handel podia vir antes de Rhapsody in Blue, a qual era seguida da Abertura 1812, por exemplo. Salada semelhante é a deste CD. Aqui só têm gatinhos, óin… O apelido “Disco de Gatinhos” ou “Concerto de Gatinhos” é de autoria do Júlio e da D. Cristina lá da King`s Discos, esplêndida loja que ficava na Galeria Chaves. Eles não gostavam muito daquelas seleções… Nem eu.

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Frescobaldi, Marcello, Bach, Handel, D’Hervelois, Rheinberger, Saint-Saëns: Peças para Violoncelo e Órgão

1 –Girolamo Frescobaldi Toccata
Arranged By – Gaspar Cassadó
Composed By – Girolamo Frescobaldi
Organ – Herbert Tachezi 4:44
2 –Alessandro Marcello Adagio, BWV 974
Arranged By – Johann Sebastian Bach
Composed By – Alessandro Marcello
Organ – Herbert Tachezi 5:05
–Johann Sebastian Bach 3 Chorale Preludes
Arranged By – Zoltán Kodály
Composed By – Johann Sebastian Bach
Organ – Herbert Tachezi
3 – I. Ach, Was Ist Doch Unser Leben, BWV 743 5:14
4 – II. Vater Unser Im Himmelreich, BWV 762 4:12
5 – III. Christus, Der Uns Selig Macht, BWV 747 5:12

6 –Georg Friedrich Händel Aria
Arranged By – Grigori Pekker
Composed By – Georg Friedrich Händel
Organ – Herbert Tachezi 3:41
7 –Johann Sebastian Bach Toccata, Adagio & Fugue In C Major, BWV 564: Adagio
Arranged By – Alexander Siloti
Composed By – Johann Sebastian Bach
Organ – Herbert Tachezi 4:00
–Louis De Caix D’Hervelois Portraits De Jeunes Filles De La France D’Autrefois / Portraits Of Young Ladies From Old France
Arranged By – Folkmar Längin
Composed By – Louis De Caix D’Hervelois
Harpsichord – Herbert Tachezi
8 – I. La Florentine 4:40
9 – II. La Provençale 2:04
10 – III. La Lionnoise 2:24
11 – IV. La Bavaroise 1:35
12 – V. La Russienne 1:37
13 – VI. La Siciliene 1:55
14 – VII. La Milaneze 2:05
–Joseph Rheinberger* 3 Pieces (arr. From 6 Stucke Für Violine Und Orgel, Op.150)
Composed By – Joseph Rheinberger*
Organ – Herbert Tachezi
15 – I Abendlied 4:13
16 – II Pastorale 3:42
17 – III Elegie 4:07
18 –Camille Saint-Saëns Prière, Op.158
Composed By – Camille Saint-Saëns
Organ – Herbert Tachezi 5:29

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De um disco de gatinhos, saiu um cachorrinho
De um disco de gatinhos, saiu um cachorrinho, au, au.

PQP

J.S.Bach (1685-1750): Cantatas 78 e 106 (Actus Mysticus, ou Tragicus) com Felix Prohaska

J.S.Bach (1685-1750): Cantatas 78 e 106 (Actus Mysticus, ou Tragicus) com Felix Prohaska

Publicado originalmente em 10.06.2010

Sim, claro que o nome atribuído tradicionalmente à Cantata 106 é Actus Tragicus, não Mysticus. Acontece que, não importa quem botou esse apelido, é uma baita traição às intenções de Bach.

Além disso, em junho de 2010 nosso blog já tem 4 outras versões da 106, então pra que postar mais esta? Ainda mais que o único arquivo que encontramos não é em mp3 de alta qualidade? Bem, acontece que um dia meu amigo Nahum – o mesmo da minha primeira postagem de órgão de Pachelbel – me escreveu dizendo que tem um amor especial por esta versão por ser a menos ‘operística’ que conhece; a menos com intenções de concerto e mais de ato propriamente religioso. Coincidiu que esta foi também a primeira 106 que ouvi, décadas atrás, e tendo a concordar.

Prohaska não é Harnoncourt mas foi um passo importante na direção. Já nos anos 50 começou a usar grupos menores e instrumentos mais autênticos do que, digamos, um Richter – embora tantas vezes tenha continuado exagerando nas lentidões e legatos. Mas como negar, por outro lado, que o gênio da musicologia que é Harnoncourt, na hora da realização às vezes exagera irritantemente no sentido oposto, o da saltitância? Enfim: eu acho que Prohaska merece respeito, vamos ver o que vocês vão achar.

No disco a Cantata 78 vinha primeiro, mas inverti. Dela prefiro mesmo outras gravações, esta me soa pesada e convencional… a não ser pelo segundo movimento, um dueto soprano-contralto que deve estar entre as páginas mais risonhas do pai do PQP, quase bandinha de festa popular… e pelo que andei vendo na net há quase uma seita de curtidores dessa peça justo nesta versão do Prohaska!

Mas a 106 é realmente muito especial
entre as cantatas de Bach, a começar por muito da sua grandeza se dever à – digamos – inexperiência: Bach tinha só 22-23 anos quando a compôs, e os jovens costumam ousar mais na invenção de formas pessoais para dizer o que querem. Mais tarde… sabem como é, a exigência de produzir rápido e muito, o leite das crianças… o jeito é recorrer a modelos de estrutura que já deram certo, ainda que preenchendo com conteúdos novos e genais.

E aqui nosso jovem ousou nada menos que… uma representação do momento da morte em primeira pessoa, inserida num rápido porém incisivo ensaio teológico.

Daí ser tão ridículo o apelido ‘tragicus’, pois toda a intenção a obra é afirmar que a morte não é tragédia e sim um encontro amoroso. Logo à frente está o texto completo com tradução interlinear pra vocês mesmo acompanharem e verem se não – mas ‘entrego’ antes alguns detalhes não tão óbvios.

Um, que a música é cheia de figurações do texto, p.ex: a sílaba alongada em ’so laaaaaaaange’ (’por taaaanto tempo’), ou os instrumentos que se calam para deixar soar a palavra stille (silêncio, quietude) – enquanto a instrumentação e tonalidade dita pastoral – fá maior, só flautas doces, violas da gamba e contínuo, sem violinos – visa ambientar esse pequeno estudo da morte num clima de (juro!) música de ninar.

Dois coros de escritura livre emolduram a ‘representação’: o inicial antecedido por uma ’sonatina’ instrumental, o final seguido por uma única cadência dos instrumentos que não é só um eco do amém, mas também uma espécie de conclusão da sonatina inicial, com um tom de brincadeira e ao mesmo tempo afirmação séria da unidade do conjunto.

De entremeio, dois ‘atos’ de solos e coros encadeados que correspondem de certa forma ao Velho e ao Novo Testamento: no primeiro afirma-se a morte como lei inescapável – mas ainda no meio dessa afirmação a alma humana (em forma de voz de soprano) começa a chamar pelo vencedor da morte: ‘vem, Senhor Jesus, vem!’ Tudo vai se calando, ficando só a voz e o pulsar do seu coração. O pulsar para… e a voz conclui a palavra ‘Je-su’ depois, ‘apoiada em nada’: nada menos que a afirmação da sua continuidade independente do corpo, que é precisamente o que a fé espera dessa invocação.

Mas parece que todas as tradições falam de um trajeto entre o momento da morte e o mundo definitivo do além (ver p.ex. no balé ‘300 anos de Zumbi’, de Gilberto Gil, que também já postei aqui): o ‘Novo Testamento’ se abre com a alma (que virou contralto) dizendo ‘estou enviando às tuas mãos o meu espírito, ao que Cristo – agora presente, não só invocado – responde ‘ainda hoje estarás comigo no paraíso’ – e de repente já é todo um grupo de contraltos que vai em frente cantando com uma… serenidade segura: ‘é com paz e alegria que eu viajo para lá’. E aí o coro final é louvor e afirmação de fé – mas sem se aventurar a oferecer nenhuma representação do estado final: afinal, na teologia aceita por Bach, ‘nem um olho viu, nem um ouvido ouviu o que Deus tem preparado para os seus’.

O antropólogo Gilbert Durand fala de três vertentes do imaginário humano; a do meio não importa agora, mas as duas extremas seriam a Heroica, de caráter diurno e derivada do esforço de conquista da posição vertical pela criança, e a Mística, de caráter noturno, derivada da busca da intimidade dos braços e do colo da mãe, anseio de descansar do esforço e riscos da existência separada reintegrando-se com o todo de onde se saiu. Quem sabe assim fique mais claro o porquê da minha traição ao título tradicional!

J.S. Bach: duas cantatas regidas por Felix Prohaska
01-04 Cantata 106, ‘Gottes Zeit ist die allerbeste Zeit’
06-12 Cantata 78, ‘Jesu, der du, meine Seele’

Coro e orquestra “The Bach Guild” (projeto N.York-Viena da Vanguard Records)
Tereza Stich-Randall, soprano – Dagmar Hermann, contralto
Anton Dermota, tenor – Hans Braun, baixo – Anton Heiller, órgão

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FAIXAS E TEXTO DA CANTATA 106

01 “SONATINA” INSTRUMENTAL

02 [MOVIMENTO ARTICULANDO 6 ELEMENTOS SUCESSIVOS OU SIMULTÂNEOS]

CORO
Gottes Zeit ist die allerbeste Zeit.
A hora de Deus é a melhor de todas.
In Ihm leben, weben und sind wir, solange Er will,
N’Ele vivemos, “tecemos” e estamos, enquanto Ele quer,
In Ihm sterben wir zur rechten Zeit, wenn Er will.
N’Ele morremos na hora certa: quando Ele quer.

TENOR SOLO
Mein Herr! (Ach, Herr!)
Meu Senhor! (Oh Senhor!)
Herr, lehre uns bedenken, dass wir sterben müssen,
Senhor, ensina-nos a considerar que temos que morrer,
auf dass wir klug werden.
para ganharmos juízo.

BAIXO SOLO
Bestelle dein Haus!
Encomenda tua morada!
Denn du wirst sterben und nicht lebendig bleiben.
Pois tu irás morrer, e não permanecer em vida.

CORO (FUGATO)
Es ist der alte Bund: Mensch, du musst sterben.
Esse é o antigo pacto: ó humano, tu tens que morrer.

SOPRANO SOLO
Ja, komm, ja komm, Herr Jesu, komm!
Sim, vem, sim vem Senhor Jesus! Vem!

HINO: INSTRUMENTAL (texto implícito para os ouvintes)
Ich hab’ mein’ Sach’ Gott heimgestellt …
Entreguei minha causa a Deus …

IV. [MOVIMENTO ARTICULANDO 3 ELEMENTOS]

CONTRALTO SOLO
In deine Hände befehl ich meinen Geist;
A tuas mãos envio o meu espírito;
Du hast mich erlöset, Herr, Du getreuer Gott!
Tu me libertaste, ó Senhor, Deus fidedigno que és.

BAIXO SOLO
Heute, heute wirst du mit mir im Paradies sein.
Hoje, ainda hoje, comigo no paraíso hás de estar.

HINO: CONTRALTOS EM UNÍSSONO
Mit Fried’ und Freud’ ich fahr dahin
Com paz e alegria eu viajo para lá
in Gottes Willen.
na vontade de Deus.
Getrost ist mir mein Herz und Sinn,
Confortados estão para mim o coração e tino,
sanft und stille.
em brandura e quietude.
Wie Gott mir verheissen hat:
Como Deus me prometeu:
der Tod ist mein Schlaf worden.
a morte se tornou meu sono.

V. CORO
Glorie, Lob, Ehr und Herrlichkeit
Glória, louvor, honra e majestade
Sei dir, Gott Vater und Sohn bereit,
sejam preparados para Ti, ó Deus ‘Pai e Filho
Dem heil’gen Geist mit Namen!
e Espírito Santo’ nomeado.
Die göttlich Kraft
O poder divino
mach uns sieghaft
nos faça vitoriosos
durch Jesum Christum – amen.
através de Jesus Cristo – amém.

Felix Prohaska

Ranulfus

J. S. Bach (1685-1750): Christus, Der Ist Mein Leben — Cantatas BWV 27, 84, 95 & 161

J. S. Bach (1685-1750): Christus, Der Ist Mein Leben — Cantatas BWV 27, 84, 95 & 161

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um CD que tem a Cantata BWV 95 deve ser sempre ouvido! A ária Ach, Schlage Doch Bald é obrigatória conhecer. Igualmente as árias Ich Bin Vergnügt Mit Meinem Glücke e Ich Esse Mit Freuden Mein Weniges Brot da Cantata BWV 84. O trabalho de Herreweghe com seu Collegium Vocale Gent impressiona como sempre. Difícil imaginar uma abordagem melhor para este grupo de Cantatas.

As cantatas constituem o grosso da produção de Bach, mas apenas nas últimas décadas sua importância vem sendo reconhecida. Esquecidas quase por completo no século XIX, até meados do século XX somente um pequeno número delas havia sido estudado em detalhe, situação que vem mudando diante do rápido crescimento dos estudos bachianos. A maior parte delas é sacra, compostas em Weimar e principalmente Leipzig, mas ele cultivou o gênero ao longo de quase toda a sua carreira. Muitas foram perdidas. De acordo com o obituário do mano Carl Philipp, ele compôs cinco ciclos completos para o ano eclesiástico, fora as cantatas profanas, o que representaria mais de 350 obras. Ainda sobrevivem 194 composições neste gênero, somando um total de mais de 1.200 movimentos individuais. As de sua fase inicial são compostas segundo o modelo alemão do século XVII, sem recitativos ou árias da capo, elementos de origem operística italiana que só aparecem em suas obras maduras. Mais tarde se consolidou um formato italianizado, com uma abertura mais elaborada com coro, seguida de uma alternância de cinco ou seis árias da capo e recitativos para voz solo, encerrando com uma harmonização coral simples homofônica a quatro vozes, quando a congregação possivelmente se unia ao coro, mas mesmo aqui são encontradas muitas outras soluções técnicas e formais, incluindo fugas, cânones, variações sobre um ostinato, formas concertantes, influência da abertura francesa e do antigo moteto, além de se valerem de uma ampla gama de forças instrumentais.

J. S. Bach (1685-1750): Christus, Der Ist Mein Leben — Cantatas BWV 27, 84, 95 & 161

Wer Weiß, Wie Nahe Mir Mein Ende; BWV 27
1 1. Choral + Recitiativo Sopran, Alto, Tenor: Wer Weiß, Wie Nahe Mir Mein Ende 4:03
2 2. Recititativo, Tenor: Mein Leben Hat Kein Ander Ziel 0:55
3 3. Aria, Alto: Willkommen! Will Ich Sagen 3:46
4 4. Rezitativo, Sopran: Ach, Wer Doch Schon Im Himmel Wär! 0:42
5 5. Aria, Bass: Gute Nacht, Du Weltgetümmel! 3:03
6 6. Choral: Welt, Ade! Ich Bin Dein Müde 0:57

Ich Bin Vegnügt Mit Meinem Glücke; BWV 84
7 1. Aria, Soprano: Ich Bin Vergnügt Mit Meinem Glücke 5:29
8 2. Rezitativo, Soprano: Gott Ist Mir Ja Nichts Schuldig 1:22
9 3. Aria, Soprano: Ich Esse Mit Freuden Mein Weniges Brot 4:44
10 4. Rezitativo, Soprano: Im Schweisse Meines Angesicht 0:57
11 5. Choral: Ich Leb Indes In Dir Vergnüget 0:49

Christus, Der Ist Mein Leben; BWV 95
12 1. Choral + Recitativo, Tenor: Christus Der Ist Mein Leben 4:58
13 2. Recitativo, Sopran: Nun, Falsche Welt! 3. Chorale, Sopran: Valet Will Ich Dir Geben 2:56
14 4. Recitativo, Tenor: Ach Könnte Mir Doch Bald So Wohl Geschehen 0:36
15 5. Aria, Tenor: Ach, Schlage Doch Bald, Selge Stunde 6:59
16 6. Recitativo, Bass: Denn Ich Weiß Dies 1:21
17 7.Choral: Weil Du Vom Tod Erstanden Bist 1:04

Komm Du Süße Todesstunde; BWV 161
18 1. Aria, Alto: Komm, Du Süße Todessstunde 4:41
19 2. Recitativo, Tenor: Welt! Deine Lust Ist Last! 1:48
20 3. Aria, Tenor: Mein Verlangen 4:40
21 4. Recitativo, Alto: Der Schluß Ist Schon Gemacht 2:01
22 5. Chor: Wenn Es Meines Gottes Wille 2:56
23 6. Choral: Der Leib Zwar In Der Erden 1:19

Collegium Vocale Gent
Philippe Herreweghe

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Collegium Vocale Gent com Philippe Herreweghe: Cantatas neles, maestro!
Collegium Vocale Gent com Philippe Herreweghe: Cantatas neles, maestro!

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Weltliche Kantaten, BWV 30a e 207

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Weltliche Kantaten, BWV 30a e 207

Um CD luxuoso. Regidos todos  pelo lendário Gustav Leonhardt, o extraordinário Café Zimmermann, conjunto francês chefiado pelo argentino Pablo Valetti, e mais solistas e coro dos Chantres du Centre de Musique Baroque de Versailles, tudo para interpretar duas Cantatas Profanas (ou Seculares) de papai Bach. A coisa é fina, mas as Cantatas não estão entre as melhores de Bach. Mas há momentos maravilhosos como, por exemplo, a ária Was die Seele kann ergötzen (faixa 5), o coral de abertura da Cantata 207 e todas as partes desta Cantata retiradas do Concerto de Brandenburgo Nº 1.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Weltliche Kantaten, BWV 30a e 207

01. BWV 30a – 1. Coro_ Angenhmes Wiederau
02. BWV 30a – 2. Recitativo_ So ziehen wir
03. BWV 30a – 3. Aria (B)_ Willkommen im Heil
04. BWV 30a – 4. Recitativo_ Da heute dir
05. BWV 30a – 5. Aria (A)_ Was die Seele kann ergötzen
06. BWV 30a – 6. Recitativo_ Und wie ich jederzeit bedacht
07. BWV 30a – 7. Aria (B)_ Ich will dich halten
08. BWV 30a – 8. Recitativo_ Und obwohl sonst der Unbestand
09. BWV 30a – 9. Aria (S)_ Eilt, ihr Stunden, wie ihr wollt
10. BWV 30a – 10. Recitativo_ So recht! ihr seid mir werte Gäste 11. BWV 30a –
11. Aria (T)_ So, wie ich die Tropfen zolle 12. BWV 30a –
12. Recitativo_ Drum, angenehmes Wiederau
13. BWV 30a – 13. Coro_ Angenehmes Wiederau

14. BWV 207 – 1. Coro_ Vereinigte Zwietracht der wechselnden Saiten
15. BWV 207 – 2. Recitativo_ Wen treibt ein edler Trieb zu dem, was Ehre heißt
16. BWV 207 – 3. Aria (T)_ Zieht euren Fuß nur nicht zurücke
17. BWV 207 – 4. Recitativo_ Dem nur allein
18. BWV 207 – 5. Aria Duetto (B S)_ Den soll mein Lorbeer schützend decken
19. BWV 207 – 6. Ritornello
20. BWV 207 – 7. Recitativo_ Es ist kein leeres Wort
21. BWV 207 – 8. Aria (A)_ Ätzet dieses Angedenken
22. BWV 207 – 9. Recitativo_ Ihr Schläfrigen, herbei!
23. BWV 207 – 10. Coro_ Kortte lebe, Kortte blühe!

Monika Frimmer, soprano
Robin Blaze, contralto
Markus Schäfer, tenor
Stephan MacLeod, baixo

Les Chantres du Centre de Musique Baroque de Versailles:
Sophie Landy, Béatrice Gobin, Sarah Szlakmann, sopranos
Bruno Le Levreur, Julien Freymuth, Arnaud Raffarin, contraltos
Romain Champion, Benoît Porcherot, Dominique Bonnetain, tenores
Arnaud Richard, David Witczak, Louis-Pierre Patron, baixos
Olivier Schneebelt, direção

Café Zimmermann:
Pablo Valetti, violino & Konzertmeister
Nicholas Robinson, Mauro Lopes, Cecile Mille, David Plantier, Pedro Martin Gandia, violinos
Patricia Gagnon, José Manuel Navarro, violas
Petr Skalka, Etienne Mangot, violoncelos
Ludek Brany, contrabaixo
Céline Frisch, clavecin Emmanuel Alemany, René Maze, Guy Ferber, trompetes naturais (só nos lábios!)
Diana Baroni, Sarah Van Cornewal, flauta transversa
Patrick Beaugiraud, Henri Michel, Clémentine Humeau, oboé
Laurent Le Chenadec, fagote
David Vateville, tímpanos

Gustav Leonhardt, regência

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Me dá um café, por favor?
Me dá um café, por favor?

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J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado (completo)

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado (completo)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Alguém reclamou com razão. Fazia tempo que não postávamos um Cravo Bem Temperado tocado por um cravista. Então, trago este bom e consistente registro que Davitt Moroney gravou para a Harmonia Mundi lá em 1996. São dois downloads e quatro CDs para você se divertir no fim-de-semana. E… Bem, ouvi-lo é realmente mais embasbacante do que ouvir as gravações ao piano que grassam por aí. Não adianta, o instrumento original sempre traz suas vantagens.

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado (completo)

Livro 1

1. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 846 (1.1) Praeludium I (1.2) Fuga I – C Major
2. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 847 (2.1) Praeludium II (2.2) Fuga II – C Minor
3. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 848 (3.1) Praeludium III (3.2) Fuga III – C Sharp Major
4. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 849 (4.1) Praeludium IV (4.2) Fuga IV – C Sharp Minor
5. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 850 (5.1) Praeludium V (5.2) Fuga V – D Major
6. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 851 (6.1) Praeludium VI (6.2) Fuga VI – D Minor
7. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 852 (7.1) Praeludium VII (7.2) Fuga VII – E Flat Major
8. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 853 (8.1) Praeludium VIII (8.2) Fuga VIII – E Flat Minor
9. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 854 (9.1) Praeludium IX (9.2) Fuga IX – E Major
10. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 855 (10.1) Praeludium X (10.2) Fuga X – E Minor
11. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 856 (11.1) Praeludium XI (11.2) Fuga XI – F Major
12. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 857 (12.1) Praeludium XII (12.2) Fuga XII – F Minor

1. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XIII BWV 858 F Sharp Major
2. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XIV BWV 859 F Sharp Minor
3. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XV BWV 860 G Major
4. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XVI BWV 861 G Minor
5. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XVII BWV 862 A Flat Major
6. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XVIII BWV 863 G Sharp Minor
7. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XIX BWV 864 A Major
8. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XX BWV 865 A Minor
9. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXI BWV 866 B Flat Major
10. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXII BWV 867 B Flat Minor
11. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXIII BWV 868 B Major
12. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXIV BWV 869 B Minor

Livro 2

1. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – I BWV 870 C Major
2. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – II BWV 871 C Minor
3. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – III BWV 872 C Sharp Major
4. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – IV BWV 873 C Sharp Minor
5. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – V BWV 874 D Major
6. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – VI BWV 875 D Minor
7. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – VII BWV 876 E Flat Major
8. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – VIII BWV 877 D Sharp Minor
9. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – IX BWV 878 E Major
10. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – X BWV 879 E Minor
11. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – XI BWV 880 F Major
12. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – XII BWV 881 F Minor

1. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XIII BWV 882 F Sharp Major
2. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XIV BWV 883 F Sharp Minor
3. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XV BWV 884 G Major
4. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XVI BWV 885 G Minor
5. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XVII BWV 886 A Flat Major
6. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XVIII BWV 887 G Sharp Minor
7. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XIX BWV 888 A Major
8. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XX BWV 889 A Minor
9. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXI BWV 890 B Flat Major
10. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXII BWV 891 B Flat Minor
11. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXIII BWV 892 B Major
12. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXIV BWV 893 B Minor

Davitt Moroney, cravo

BAIXE AQUI O LIVRO 1 — DOWNLOAD BOOK 1 HERE

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Muito bom este Moroney que toca cravo e rege
Muito bom este Moroney. Desconheço outras gravações do gajo.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Well Tempered Klavier Book II – Van Asperen

41oonnVyYRLEis o segundo livro da monumental obra de Johann Sebastian, o ‘Cravo Bem Temperado’, na excepcional leitura do excelente Bob van Asperen, cravista, organista e regente holandês, que tem uma longa história com esse repertório. Foi aluno de Gustav Leonhardt, além de também ter tocado no excelente conjunto de Sugiswald Kujiken, ‘La Petite Bande’.

Mas ainda estou em férias, e quero aproveitá-las, na certeza de que os senhores estarão em boas mãos.

01 – 24 – Well Tempered Klavier Book II

Bob van Asperen – Harpsichord

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