Por várias vezes já declarei aqui no PQPBach minha admiração por esta excepcional violinista chamada Amandine Beyer. Até pouco tempo só ouvira discos seus tocando mais especificamente o repertório barroco, mas aqui neste disco que ora vos trago ela mergulha fundo no século XX e XXI, desde nosso adorado Bártok, com suas “Danças Populares Romenas”, o até então por mim desconhecidos Jeron D´Hoe e Ion Scarlatescu, e também mergulha com corpo e alma na magnífica “Sonata em Lá Maior”, de César Franck e Tchaikovsky com sua Valse Scherzo. Um repertório bem eclético, com certeza, que serve antes de tudo para mostrar toda a versatilidade e talento de Amandine Beyer.
Sobre Jeroen D´Hoe encontrei as seguintes informações em um site:
“Jeroen D’hoe (1968) is a prolific composer, pianist and musicologist, who engages in various dialogues with other musical styles and other art disciplines, usually commissioned by orchestras, ensembles, festivals and museums. He received a DMA (Doctor of Musical Arts) and Master of Music in composition with John Corigliano from The Juilliard School (New York), in addition to Masters in composition (Piet Swerts) and piano (Johan Lybeert and Alan Weiss) at LUCA School of Arts, Campus Lemmens (Leuven) and a Master in Musicology (KU Leuven). Jeroen D’hoe won the National Composition Competition of Queen Elisabeth (2003), the SABAM Prize for Composition (2003) with Toccata-Scherzo, and the Composition Competition of the Province of Flemish Brabant (2002) with Festival Anthem. He received the “Golden Poppy” Award (SABAM) for his oeuvre in the classical composition category (2008).
Sobre Ion Scarlatescu encontrei informações em romeno na Wikipedia, que diz que ele foi um pedagogo e professor no Conservatório de Música de Bucareste, e viveu entre 1872 e 1922. Sua “Bagatelle em Si Bemol Menor”, obra que Beyer gravou neste disco, é sua obra mais conhecida.
Enfim, um belíssimo CD, creio que os senhores irão gostar muito. A incursão de Beyer no repertório contemporâneo e romântico foi uma grande surpresa para mim. E apenas demonstrou o que já sabia: que grande violinista que ela é !!!
Béla Bartók (1881-1945)
01. Rumanische Volkstanze, Sz.56_ I. Bot tánc _ Jocul cu bâtă
02. Rumanische Volkstanze, Sz.56_ II. Brâul
03. Rumanische Volkstanze, Sz.56_ III. Topogó _ Pe loc
04. Rumanische Volkstanze, Sz.56_ IV. Bucsumí tánc _ Buciumeana
05. Rumanische Volkstanze, Sz.56_ V. Román polka _ Poarga Românească – Aprózó _ Mărunțel
Jeroen D’hoe (1968)
06. Dances for Violin and Piano_ I. Commencement dance
07. Dances for Violin and Piano_ II. Round
08. Dances for Violin and Piano_ III. Tango
09. Dances for Violin and Piano_ IV. Jig
10. Dances for Violin and Piano_ V. Chaconne
11. Dances for Violin and Piano_ VI. Ballet mécanique with spagnoletta
César Franck (1822-1890)
12. Sonate pour violon et piano in A Major, FWV 8_ I. Allegretto ben moderato
13. Sonate pour violon et piano in A Major, FWV 8_ II. Allegro
14. Sonate pour violon et piano in A Major, FWV 8_ III. Recitativo Fantasia (ben moderato)
15. Sonate pour violon et piano in A Major, FWV 8_ IV. Allegretto poco mosso
Piotr Iliich Tchaikovsky (1840-1893)
16. Valse Scherzo in C Major, Op. 34, TH 58
Ion Scărlătescu (1872-1922)
17. Bagatelle in B-Flat Minor
Amandine Beyer – Violino
Laurence Beyer – Piano
FDP
Um baita CD, que venho ouvindo já há alguns anos e que me agrada muito. Dois excelentes conjuntos de Câmara tchecos unem forças para encararem o genial Octeto para cordas de Mendelssohn. Coerência, eu diria, é a palavra chave para esta gravação do Octeto. Oito pessoas tocando juntas requer muito domínio, e principalmente, confiança e companheirismo. Uma derrapada de um pode atrapalhar o outro.

Rampal e Mozart, que dupla…! Já me emocionei muito com estas gravações, que apenas consolidaram minha opinião a respeito de Rampal… gênio, mestre absoluto da flauta. Confesso que minha gravação favorita do concerto para flauta e harpa é com o Aurele Nicolet, acompanhado pelo Karl Richter… mas sejamos fiéis à coleção… tenho certeza de que ninguém vai se arrepender. E estou preparando outra postagem com esta dupla Nicolet / Richter… Para quem não conhece a obra, preste atenção no andantino do Concerto para flauta, harpa e orquestra. É um dos mais belos momentos da história da música. A delicadeza do dedilhar da harpa, acompanhada pelo sopro divino que emana dos pulmões de Rampal é de ressuscitar até defunto, de tão emocionante…






Quando comprei este disco, e lá se vão mais de 20 anos, me interessava principalmente a dupla Wayne Shorter / Michel Petrucciani. O pequeno notável Petrucciani chamava a atenção pelo seu talento, apesar da sua doença degenerativa.





Após alguns pedidos insistentes, e também consultar o mano PQP Bach, resolvi trazer a versão da banda de rock progressivo inglesa, Emerson, Lake & Palmer para a “Pictures at an Exhibition”, de Mussorgsky. Trata-se de uma visão muito pessoal da obra, e como aqui no PQP estamos abertos a todas as possibilidades, resolvi sair um pouco do meu repertório básico, a saber, barroco, clássico romântico.

Aproveitando a deixa do mano PQPBach trago mais um compositor norueguês desconhecido, ao menos por mim. E que bela descoberta. Em minha santa ignorância, a música norueguesa se resumia a Grieg. E Halvorsen, por sinal, era seu amigo.


















Sempre é bom voltar a Debussy, não acham? É um compositor que sempre me tranquiliza, ajuda a controlar minha ansiedade e a encarar o estresse diário. Lembro que quando comprei o meu primeiro disco com suas obras, exatamente ‘La Mer’, na já histórica versão de Pierre Boulez com a Philharmonia Orchestra, ouvi várias vezes seguidas sozinho em casa, imaginando sempre uma praia com suas ondas e arrebentações. Foi muito intenso, confesso. Morava sozinho na cidade grande, quase não tinha amigos se não aqueles do trabalho, então essa música me ajudou a combater a solidão, e a aquietar minha mente.