Bach (1685-1750): Concertos para Violino – Elfa Rún Kristinsdóttir & Solistenensemble Kaleidoskop ֎

Bach

Concertos para Violino(s)

Elfa Rún Kristinsdóttir

Solistenenesemble Kaleidoskop

 

Concertos para violino, de Bach? Concertos para cravo, de Bach? Sim, concertos para violino, de Johann Sebastian Bach.

O Concerto em ré menor BWV 1052 chegou até nós como um concerto para cravo e é um dos mais impressionantes da coleção de sete, mas é uma adaptação para cravo de um concerto originalmente escrito para violino, cuja partitura se perdeu.

Lisa

Johann Sebastian Bach estava encarregado do Collegium musicum de Leipzig, que se apresentava no Café Zimmermann e entre os músicos que tocavam havia excelentes cravistas, alguns com sobrenome Bach: o próprio Johann Sebastian e seus filhos, Wilhelm Friedemann e Carl Philipp Emanuel. Assim, entre 1735 e 1744, Bach adaptou para o cravo sete concertos assim como mais alguns para dois, três e até quatro cravos. Este último de um original de Vivaldi, para quatro violinos, mas esta é outra história, para alguma outra postagem.

Kaleidoskop

Nos disco desta postagem temos uma reconstrução do concerto para violino, que deu origem ao concerto de cravo em ré menor, BWV 1052, que soa muito bem na interpretação dos jovens músicos.

O segundo concerto do disco, em sol menor, BWV 1056, é uma reconstrução do Concerto em fá menor, para cravo. Este concerto tem de muito especial o movimento lento, que tem uma versão com solo de oboé no lugar do violino ou cravo, como queiram, e foi usado como a Sinfonia da Cantata BWV 156, ‘Ich steh mit einem Fuss im Grabe’ (Estou com um pé na cova, pasmem…).

Elfa

Para completar o programa, um dos concertos para violino(s) que sobreviveu, BWV 1043, em ré menor.

A solista do disco é a islandesa Elfa Rún Kristinsdóttir, que estudou em Freiburg e tem carreira como concertista, atuando com várias orquestras, como a Akademie für Alte Musik, Berlin. Ela também faz parte do Solistenensemble Kaleidoskop, grupo estabelecido em Berlim. Lisa Immer é a concertmaster do grupo e atua como segundo solista no último concerto.

Não se preocupem com o fato de todos os concertos serem em tons menores, há muita beleza assim como animação no disco todo…

 

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Concerto para Violino em ré menor, BWV1052

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro

Concerto para Violino em sol menor, BWV1056

  1. (Allegro)
  2. Largo
  3. Presto

Concerto para dois Violinos em ré menor, BWV1043

  1. Vivace
  2. Largo ma non tanto
  3. Allegro

Elfa Rún Kristinsdóttir, violino

Solistenensemble Kaleidoskop

Lisa Immer, violin (concertmaster e solista no Concerto BWV 1043)

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FLAC | 236 MB

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MP3 | 320 KBPS | 102 MB

Elfa testando a acústica da piscina de hidroginástica da sede do PQP Bach Private Club de Paraty…

“One would be hard-pressed to find a better debut recording than these interpretations of Bach . . . It is much too rare to hear Bach as fresh, lively and present-day as this.” Nordische Musik about Elfa’s Bach CD

“with the charming, wonderfully sensitive, but also thrillingly powerful music-making of the young Icelandic violinist Elfa Rún Kristinsdóttir . . . the brilliant and extremely versatile artist” Kultur Klassik

Aproveite!

René Denon

Um filmezinho do Kaleidoskop

 

2 comments / Add your comment below

  1. ¡Guau! ¡Cómo es que nadie ha reparado en esta interpretación! ¡Qué bestialidad! ¡Esta mujer es un absoluto prodigio! Los contrastes entre los tres movimientos del BWV 1052 son simplemente extraordinarios, y las cadenzas solista del primer y del tercer movimiento me parece descomunal, de un dramatismo extraordinario, es como si se hubiera insertado o metido subrepticiamente alguna de sus partitas para violín en medio del concierto. Me recordó lo que hace Adam Fischer en su ciclo beethoveniano en la Tercera, en el último movimiento, cuando luego de la introducción, presenta el tema del movimiento, el cual anunciua las variaciones con que culminará la sinfonía, y en vez de presentar el tema con toda la orquesta, como se hace usualmente, la reduce a un cuarteto de cuerdas, algo que jamás había oído, y el contraste es exquisito, imaginativo, provocador y sumamente sugerente en cuanto al diálogo inter-opere. El resultado en ambas es ¡para quitar el aliento!

    ¡El ataque de las cuerdas! Especialmente en el tercer movimiento del BWV 1056 es simplemente extraordinario. Y la manera en que “respira” la música, los ligeros cambios de tempo, especialmente en este, es simplemente ¡para volverse loco! Todo el prodigio de la música de Bach en beneficio de la misma música y en beneficio del escucha.

    Y de nuevo, ¡cómo empieza el tercer movimeinto del BWV 1043, probablemente mi favorito por su calidad hipervirtuosística! ¡Qué brutalidad de ataque! La genialidad absoluta de Bach en plenitud, brillando como jamás la había escuchado. ¡Qué brutalidad!

    Y encima de todo, los conciertos elegidos están todos en tonalidad menor, dos en re menor y otro en sol menor, ¡mis tonalidades favoritas en música! Simplemente EXTRAORDINARIO.

    La toma de sonido es, por otro lado, de primerísimo nivel. Creo que sólo la de Rinaldo Alessandrini para Opus 111 se le podría comparar, que es una de las mejores que haya oído, y he oído como quince o veinte versiones. Pero esta es increíbnle, llena de vida y fuerza expresiva.

    1. Olá, José Manuel!
      Muito feliz em saber que finalmente essa postagem encontrou uma pessoa que a observou, ouviu a música tão atentamente, com tanto envolvimento.
      Eu há tempos não ouvia essa gravação e desde a sua mensagem voltei a ela e ouvi alguns trechos, com os ouvidos ampliados pelas suas observações! Obrigado!
      Que você encontre mais tantas outras postagens aqui no blog que lhe deem prazer…
      Abraços desde Niterói
      René

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