“Carlinus Files” – Johannes Brahms (1833-1897) – Brahms – The Symphonies – Harnoncourt – Berliner Philharmoniker

91T3lHFTZDL._SL1400_Uma das grandes satisfações que tive com a visita do Carlinus foi a qualidade do material que tive o prazer de trocar com ele. E uma das grandes aquisições, não temo em dizer que seja a principal, foi essa belíssima caixa com as sinfonias de Johannes Brahms nas mãos de Nikolaus Harnoncourt. Um primor, como não poderia deixar de ser, ainda mais considerando o compositor, o regente e a orquestra que ele escolheu para gravar sua integral das sinfonias. Curiosamente, sempre tive dificuldade de conseguir estas gravações. Agora os meus problemas se acabaram-se, como diria o seu Creysson, e graças ao Carlinus.
Brahms nunca é demais, ainda mais quando se trata de suas sinfonias. Até agora, meus regentes favoritos para este repertório era Herr Karajan, e o bom velhinho, Günther Wand, que realizou uma das mais notáveis gravações a que tive acesso. Bernstein corria por fora, principalmente por causa de suas últimas gravações da terceira e quarta sinfonias, com a Filarmônica de Viena. Na verdade, estou ansioso para verificar o que Harnoncourt andou aprontando por aqui. Portanto, estou lhes entregando os cds como o nobre colega Carlinus me passou, inclusive os links são dele. Enjoy it.

CD 1
01. Variations on a Theme by Joseph Haydn in B Flat, Op. 56a – Chorale St. Anthony: Andante
02. Var. I_ Poco piu animato
03. Var. II. Piu vivace
04. Var. III_ Con moto
05. Var. IV_ Andante con moto
06. Var. V_ Vivace
07. Var. VI_ Vivace
08. Var. VII_ Grazioso
09. Var. VIII_ Presto non troppo
10. Finale_ Andante
11. Symphony No.1 in C Minor, Op. 68 – I. Un poco sostenuto. Allegro
12. II. Andante sostenuto
13. III. Un poco Allegretto e grazioso
14. IV. Adagio. Piu Andante. Allegro non troppo, ma con brio

CD 2
01. Symphony No.2 in D, Op. 73 – I. Allegro non troppo
02. II. Adagio non troppo
03. III. Allegretto grazioso (Quasi Andantino) Presto ma non assai
04. IV. Allegro con spirito
05. Tragic Overture in D Minor, Op. 81
06. Academic Festival Overture in C Minor, Op. 80

CD 3

01. Symphony No.3 in F, Op. 90 – I. Allegro con brio
02. II. Andante
03. III. Poco allegretto
04. IV. Allegro
05. Symphony No.4 in E Minor, Op. 98 – I. Allegro non troppo
06. II. Andante moderato
07. III. Allegro giocoso
08. IV. Allegro energico e passionato

Berliner Philharmoniker
Nikolaus Harnoncourt – Conductor

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CD 3 – BAIXE AQUI – DONWLOAD HERE

T985_J BrahmsCROPPED©Tully Potter
Retrato do artista enquanto gênio. Ou seria ao contrário?

 

“Carlinus Files” – Franz-Joseph Haydn (1732-1809) – Piano Sonatas, Vol. 2 – Bavouzet

FrontEsfriou bastante na minha cidade, e como moro em um sítio, a sensação de frio é ainda maior, devido à proximidade do mato. Mas como bom paranaense que sou, este frio aqui não me assusta. Imaginem os senhores que por aqui chega a gear no máximo uma ou duas vezes a cada inverno. De onde venho, a água congela na torneira, a roupa congela no varal, e a cerração só começa a levantar próximo ao meio dia, e antes das seis da tarde já é noite…o vento que bate abaixa ainda mais a temperatura, deixando-a negativa. Esse frio aqui é brincadeira de criança.

Jean-Efflam Bavouzet continua sua incursão na música de Haydn, sempre com a mesma técnica apurada e virtuosismo. Desde os primeiros compassos da primeira sonata deste CD ele mostra a que veio. Por vezes, algumas dessas sonatas podem nos soar divertidas, líricas, comoventes, mas o que sempre me chama a atenção na obra de Haydn é sua precisão e concisão, tudo está no lugar, não sobram notas.
Divirtam-se, pois o que Bavouzet faz aqui é antes de tudo, divertir-se.

01 – Sonata No.48 in C major, Hob. XVI 35 – I. Allegro con brio
02 – Sonata No.48 in C major, Hob. XVI 35 – II. Adagio
03 – Sonata No.48 in C major, Hob. XVI 35 – III. Finale. Allegro
04 – Sonata No.32 in G minor, Hob. XVI 44 – I. Moderato
05 – Sonata No.32 in G minor, Hob. XVI 44 – II. Allegretto
06 – Sonata No.50 in D major, Hob. XVI 37 – I. Allegro con brio
07 – Sonata No.50 in D major, Hob. XVI 37 – II. Largo e sostenuto
08 – Sonata No.50 in D major, Hob. XVI 37 – III. Finale. Presto, ma non troppo
09 – Sonata No.19 in E minor, Hob. XVI 47 bis – I. Adagio
10 – Sonata No.19 in E minor, Hob. XVI 47 bis – II. Allegro
11 – Sonata No.19 in E minor, Hob. XVI 47 bis – III. Finale. Tempo di Menuet
12 – Sonata No.20 in B flat major, Hob. XVI 18 – I. Allegro moderato
13 – Sonata No.20 in B flat major, Hob. XVI 18 – II. Moderato

Jean-Efflam Bavouzet – Piano

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Jean-Efflam Bavouzet parece ser um cara alto astral, gente boa, vocês não acham?

 

 

 

 

Max Reger (1873-1916): Variations and Fugue on a Theme of J. S. Bach / Humoresques / Variations and Fugue on a Theme of Telemann

Excelente disco de um compositor muito respeitado e pouco divulgado, Reger. Ele compôs muita música de câmara, sempre de boa qualidade. Acho que a extrema erudição e mais seu apego ao romantismo prejudicaram a divulgação de sua obra. Essas variações sobre temas de Bach e Telemann são ótimas, assim como a obra para órgão do cidadão. Incrivelmente, é o primeiro CD dele que postamos no PQP Bach.

Max Reger (1873-1916): Variations and Fugue on a Theme of J. S. Bach /
Humoresques / Variations and Fugue on a Theme of Telemann

1. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Theme Andante
2. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation I L’istesso tempo
3. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation II (sempre espress. ed assai legato)
4. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation III Grave assai
5. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation IV Vivace
6. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation V Vivace
7. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation Vl Allegro molto
8. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation VII Adagio
9. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation VIII Vivace
10. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation IX Grave e sempre molto espressivo
11. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation X Poco vivace
12. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation XI Allegro agitato
13. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation XII Andante sostenuto
14. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation XIII Vivace
15. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Variation XIV Con moto
16. Variations And fugue On A Theme Of Johann Sebastian Bach, Op 81: Fugue Sostenuto

17. Five Humoresques, Op 20: No 1 Allegretto grazioso – piu meno mosso – tempo primo
18. Five Humoresques, Op 20: No 2 Presto – Andante – Presto
19. Five Humoresques, Op 20: No 3 Andantino grazioso – Meno mosso -Tempo primo
20. Five Humoresques, Op 20: No 4 Prestissimo assai – Meno mosso – Prestissimo assai
21. Five Humoresques, Op 20: No 5 Vivace assai – Piu tranquillo -Tempo primo

22. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Theme Tempo di Minuetto
23. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation I (L’istesso tempo)
24. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation II (L’istesso tempo)
25. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation III (L’istesso tempo) (Sherzando)
26. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation IV (L’istesso tempo)
27. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation V (Non troppo vivace)
28. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation VI (Non troppo vivace)
29. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation VII (quasi Tempo primo)
30. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation VIII Tempo primo
31. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation IX Non troppo vivace
32. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation X Quasi adagio
33. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XI Quasi adagio
34. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XII Poco vivace
35. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XIII Tempo primo
36. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XIV Meno vivace
37. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XV Andante
38. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XVI Adagio
39. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XVII Poco andante
40. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XVIII Tempo primo
41. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XIX Poco vivace
42. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XX Poco vicace
43. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XXI Poco vivace
44. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XXII Vivace
45. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Variation XXIII Poco Andante – Molto adagio
46. Variations And Fugue On A Theme Of Georg Philipp Telemann, Op. 134: Fugue Vivace con spirito – Meno mosso

Marc-André Hamelin, piano

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Max_reger_1

PQP

“Carlinus Files” – Johann Sebastian Bach (1685-1750): Keyboards Concertos – Alexandre Tharaud – Les Violons Du Roy – Labadie

FrontNeste final de semana tive a grata satisfação de receber a visita do colega Carlinus aqui em minha cidade. Claro que em um encontro destes seria quase impossível não ocorrer uma espécie de “intercâmbio cultural”, portanto tivemos a oportunidade de trocarmos material, ele teve a gentileza de trazer um HD externo com uma parte do seu acervo, que comentou ser três vezes maior do que o que continha aquele HD. Como não tínhamos muito tempo, escolhi apenas alguns cds (apenas uns “60 Gb” de material) mais específicos, que postarei no devido tempo. Hoje de manhã, escolhi aleatoriamente esta beleza de gravação do Alexander Tharaud. Já conhecia o pianista e o admirava há bastante tempo, quando me caiu em mãos um cd em que toca os Concertos Italianos do mesmo Bach, e fiquei muito admirado com sua personalidade e maturidade musical.

Este cd que ora vos trago, é um primor, e mostra todo o amadurecimento de Tharaud enquanto músico. Muito preciso, encara sem medo as armadilhas que estes concertos trazem, e nos momentos mais líricos se destaca exatamente pelo lirismo, pela capacidade de transformar a mítica música de Bach em momentos únicos. Reparem, por exemplo, no Andante do BWV 1058. É pura emoção.

Como diria o mesmo Carlinus, lhes desejo uma boa apreciação.

01 – Concerto in D minor, BWV 1052 I. Allegro
02 – Concerto in D minor, BWV 1052 II. Adagio
03 – Concerto in D minor, BWV 1052 III. Allegro
04 – Concerto in D major, BWV 1054 I. Allegro
05 – Concerto in D major, BWV 1054 II. Adagio e sempre piano
06 – Concerto in D major, BWV 1054 III. Allegro
07 – Concerto in D minor, BWV 974 II Adagio
08 – Concerto in F minor, BWV 1056 I. Allegro
09 – Concerto in F minor, BWV 1056 II. Largo
10 – Concerto in F minor, BWV 1056 III. Presto
11 – Concerto in G minor, BWV 1058 I Allegro
12 – Concerto in G minor, BWV 1058 II Andante
13 – Concerto in G minor, BWV 1058 III Allegro assai
14 – Concerto in A minor, BWV 1065 I. Allegro
15 – Concerto in A minor, BWV 1065 II. Largo
16 – Concerto in A minor, BWV 1065 III. Allegro

Alexandre Tharaud – Piano
Les Violons du Roy
Bernard Labadie – Conductor

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Alexandre Tharaud em ação: um gigante dos teclados.

Franz Josef Haydn (1732-1809): A Trompa Natural

Para aquelas e aqueles que são vulneráveis aos encantos da trompa, um disco da música de Haydn para o instrumento. O repertório é raro e Ab Koster não é um franco-atirador chinelo, abusado e reles, é um dos maiores trompistas da atualidade. A trompa utilizada nesta gravação é a natural. A trompa natural — ou trompa de caça — é o instrumento antecessor da trompa moderna. Ela se distingue pela falta de válvulas. Consiste em um bocal, um tubo longo e enrolado e uma campana de largura. Foi usada amplamente até a aparição da trompa moderna no século XIX.

Franz Josef Haydn (1732-1809): A Trompa Natural (The Natural Horn)

1. Cassatio In D Major, Hob. deest: I. Allegro moderato
2. Cassatio In D Major, Hob. deest: II. Menuet – Trio
3. Cassatio In D Major, Hob. deest: III. Adagio
4. Cassatio In D Major, Hob. deest: IV. Menuet – Trio
5. Cassatio In D Major, Hob. deest: V. Finale. Allegro

6. Divertimento In E-Flat Major, Hob. II: 21: I. Allegro molto
7. Divertimento In E-Flat Major, Hob. II: 21: II. Menuet – Trio
8. Divertimento In E-Flat Major, Hob. II: 21: III. Adagio
9. Divertimento In E-Flat Major, Hob. II: 21: IV. Menuet. Poco allegro – Trio
10. Divertimento In E-Flat Major, Hob. II: 21: V. Finale. Presto

11. Concerto In D Major, Hob. VIId: 3: I. Allegro
12. Concerto In D Major, Hob. VIId: 3: II. Adagio
13. Concerto In D Major, Hob. VIId: 3: III. Allegro

14. Divertimento A Tre in E-Flat Major, Hob. IV: 5: I. Moderato assai (Thema con variazioni)
15. Divertimento A Tre in E-Flat Major, Hob. IV: 5: II. Finale. Allegro di molto

16. Divertimento In D Major, Hob. II: 22: I. Presto
17. Divertimento In D Major, Hob. II: 22: II. Menuet – Trio
18. Divertimento In D Major, Hob. II: 22: III. Largo
19. Divertimento In D Major, Hob. II: 22: IV. Menuet – Trio
20. Divertimento In D Major, Hob. II: 22: V. Finale. Allegro molto

Ab Koster
L’Archibudelli

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Esse toca de verdade
Esse toca de verdade

PQP

Muito obrigado pelo belíssimo comentário

Muito obrigado pelo belíssimo comentário

mpCaro (a) mantenedor (a) do PQP Bach

Abaixo vai meu agradecimento por manter esse blog. Agradecimento em forma da história da música em minha vida.

Estimulado a ler, me lembro de ir, ainda garotinho, década de 70, ir com minha mãe à livraria comprar um livrinho de “estória”, eu lia tudo que aparecia: mesmo que não entendesse o que significava, ainda assim eu lia; com uns 6 ou 7 anos eu me lembro de ler os cadernos do meu tio que estava no “ginásio”, em particular lembro-me de ter lido um trabalho sobre “fósseis”, a ilustração era feita à mão livre usando canetas BIC nas cores azul, vermelho e verde.

A música tinha reprodução difícil e só havia LP’s com custo alto e eu não tinha acesso livre a eles. Ganhei um toca-discos verde, portátil, da Sonata, com alguns disquinhos coloridos de “estória” infantil, mas eu queria escutar aqueles discos pretos que não me deixavam colocar as mãos; aqueles eram discos de MPB de época, Fado e congêneres, hoje sei que de “clássicos” nada havia. E assim a música ficou meio que latente, suprimida mesmo, em mim.

Não sei onde escutei, imagino que na televisão, uma música “mágica”, que me encantou de um jeito que seus acordes não me saiam da cabeça. Lembro de cantarolar o um pequeno trecho dessa música linda, em uma língua da qual nada entendia, e dela não sabia nem o nome. Essa música era tão intensa, rica em sons que expandiam em minha mente, eu me sentia tão bem quando lembrava dela, e eu tinha sede de escutá-la novamente: recordo-me de ter cantarolado para algumas pessoas o único trechinho que eu sabia, na esperança de alguém me dizer o nome, mas não tive êxito. A única palavra mais clara que “saia” no cantarolar era “Aleluia”, e pelo ritmo, ninguém soube me dizer. Nessa época eu tinha entre 7 e 8 anos pois recordo-me de ter feito a Primeira Comunhão sem dela nada saber. Cheguei a perguntar à professora de Catecismo, mas ela disse não saber do eu falava. Se a palavra central era “Aleluia” imaginei que alguém na Igreja me diria que de se tratava, mas os esforços foram em vão. Na época já havia fitas K7, mas eu não tinha nem toca fitas em casa.

Quando eu tinha 12 anos de idade, era 1985, assisti na TV um filme chamado “O enigma da Pirâmide” e, em uma certa cena do filme, uma música “toucou” e eu fiquei abalado. O que era aquilo? Que música era aquela que jamais houvera escutado, mas que me causava tanta emoção?! Ninguém soube me dizer nada sobre aquele som.

Tudo que eu sabia daquelas duas músicas era que provavelmente aquilo era “música clássica” e nada mais, até que em 1995 a revista Caras lançou uma coletânea de música clássica em CD’s, e eu mesmo sem ter um “toca CD’s” comprava as revistas só pra poder conseguir os CD’s onde poderia estar o que eu tanto procurava. Quando um bom tempo depois comprei um aparelho para escutar os CD’s, finalmente descobri qual era aquela primeira música que me encantou, era o Coro de Aleluia, do Messias, de Handel. Chorei como uma criança ao escutar aquela música que houvera habitado em minha lembrança por tantos anos. Escutei aquilo por dezenas de vezes. Descobri que havia sutis diferenças na mesma peça se tocada por diferentes orquestras; é que “Aleluia” veio gravada nos CD’s 2 e 8 da coletânea Caras: sob a direção de Von Cammus pela Orquestra da Rádio de Berlim e pela orquestra de Praga, por Randell Gork-Choken.

Reconheci algumas outras coisas das quais não sabia o nome como a “Privavera” de Vivaldi, “Danúbio Azul” de Strauss, “chegada dos convidados” e “Cavalgada das Valquírias” de Wagner e a “Dança Germânica op33” de Schubert, entre outras coisas. Só tempos depois fui me dando conta que eu “re”conhecia aqueles sons por eu, em busca das canções da infância, ter passado a prestar atenção em trilhas sonoras de filmes e tudo mais que aparecia na TV, única fonte de informação na época. Em 1999 uma loja de CD’s, do interior de MG onde morava, fez uma “banca de ofertas” daquilo que estava “encalhado” e eu comprei da Deutsche Grammophon um CD do Ravel com seu fabuloso “Bolero”.

Mas, só em 2001 quando tive acesso à internet, eu consegui descobrir a segunda música da infância; aquela do filme “o enigma da pirâmide”, e aquela música mágica era parte de uma obra maior que me inebriou e que tornou-se um “amor”. A música do filme era um trecho de “O fortuna” de Carmina Burana, do Orff. Procurei a história da obra e descobri que a origem dessa obra de Orff eram os manuscritos medievais: e, quando conheci as músicas antigas e medievais eu me apaixonei de modo febril e crônico e, desde então, não parei mais de baixar músicas. E, quando em 2004 consegui entrar pra universidade, o conhecimento de história, sociologia e tudo mais adquirido de modo intuitivo na internet foi tomando forma através de um estudo mais sistematizado me abriu definitivamente os sentidos para uma face do mundo que eu só imaginava existir.

Escrevi esse relato como uma forma de dizer que a pessoa que mantém esse blog presta um grande serviço à humanidade e aos “espíritos” que nela habitam na forma de pessoas que, apesar de não terem tido esse conhecimento posto em seu processo educacional, ainda assim, têm a chance de conhecer obras fabulosas como as aqui postadas.

Att
Renato Scortegagne

Henry Vieuxtemps (1820-1881) – Violin Concerto n°1 in E major, op. 10, Violin Concerto n°2 in F sharp minor op. 19, Greeting to America, op.56 – Chloë Hanslip, Royal Flemish Philharmonic, Martyn Brabbins

Chloë Hanslip - Vieuxtemps - Violin Concertos Nos.2 & 2 - Hanslip (Romantic Violin Concerto - 12)Tudo bem, Chloë Hanslip não é nenhum Jascha Heifetz, nem creio que a garota tenha essa pretensão. Mas que ela toca uma barbaridade, toca, ainda mais sabendo que Heifetz imortalizou esse primeiro concerto. Que é muito bonito, diga-se de passagem. Afora este primeiro concerto, eu desconhecia outras obras de Vieuxtemps. Olha o que diz o booklet:

“Widely considered the finest violinist in Europe after the death of Paganini, the Belgian Henry Vieuxtemps was born in 1820 in Vervier, not far from Liége.” Claro que o texto do libreto é bem maior, mas peguei essa primeira frase para destacar quem foi Vieuxtemps, um dos maiores instrumentistas de seu tempo.

A inglesa Chloë Hanslip toca muito, e claro que estes concertos, por terem sido escritos por um violinista, tem momentos de extrema dificuldade técnica, o que exige do instrumentista muita segurança e habilidade. E apesar de ser jovem, ela nasceu em 1987, Chloë (gosto desse nome) tem muito futuro pela frente. A menina já tocou com as principais orquestras e regentes da atualidade. Eis o site dela: http://www.chloehanslip.com/
Eu gostei bastante do cd, espero que os senhores também apreciem.

1 Violin Concerto No. 1 in E major, Op. 10_ Allegro moderato
2 Violin Concerto No. 1 in E major, Op. 10_ Introduction_ Adagio –
3 Violin Concerto No. 1 in E major, Op. 10_ Rondo_ Allegretto
4 Violin Concerto No. 2 in F sharp minor, Op. 19_ Allegro
5 Violin Concerto No. 2 in F sharp minor, Op. 19_ Andante
6 Violin Concerto No. 2 in F sharp minor, Op. 19_ Rondo_ Allegro
7 Greeting to America, fantasy for violin & piano in E major, Op. 56 (Op. posth)

Chloë Hanslip — Violin
Royal Flemisch Philharmonic
Martyn Brabbins – Conductor

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Chloë Hanslip e seus belos olhos...
Chloë Hanslip e seus belos olhos…

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para Flauta, Op. 10 / Giuseppe Sammartini (1695-1750): Concerto para Flauta

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Mais um esplêndido CD com Concertos para Flauta de Vivaldi. ATENÇÃO: não são as mesmas obras do CD postado sexta-feira passadaA grande atração aqui é a interpretação da solista Michala Petri — na época da gravação bem mais jovem do que bela senhora que apresentamos abaixo. Todo mundo pensa que Michala é italiana, mas não, esta gracinha é dinamarquesa. Ouçam como ela canta no Cantabile do Il cardello e depois me digam o que acharam, tá?

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para Flauta, Op. 10 /
Giuseppe Sammartini (1695-1750): Concerto pata Flauta

1. Concerto No. 1(RV 433) in F: ‘La tempesta di mare’: Allegro
2. Concerto No. 1(RV 433) in F: ‘La tempesta di mare’: Largo
3. Concerto No. 1(RV 433) in F: ‘La tempesta di mare’: Presto

4. Concerto No. 2 (RV 439) in g: ‘La notte’: Largo
5. Concerto No. 2 (RV 439) in g: ‘La notte’: Presto ‘Fantasmi’
6. Concerto No. 2 (RV 439) in g: ‘La notte’: Largo

7. Concerto No. 2 (RV 439) in g: ‘La notte’: Presto
8. Concerto No. 2 (RV 439) in g: ‘La notte’: Largo ‘Il sonno’
9. Concerto No. 2 (RV 439) in g: ‘La notte’: Allegro

10. Concerto No. 3 (RV 428) in D: ‘Il cardello’: Allegro
11. Concerto No. 3 (RV 428) in D: ‘Il cardello’: Cantabile
12. Concerto No. 3 (RV 428) in D: ‘Il cardello’: Allegro

13. Concerto No. 4 (RV 435) in G: Allegro
14. Concerto No. 4 (RV 435) in G: Largo
15. Concerto No. 4 (RV 435) in G: Allegro

16. Concerto No. 5 (RV434) in F: Allegro ma non tanto
17. Concerto No. 5 (RV434) in F: Largo e cantabile
18. Concerto No. 5 (RV434) in F: Allegro

19. Concerto No. 6 (RV 437) in G: Allegro
20. Concerto No. 6 (RV 437) in G: Largo
21. Concerto No. 6 (RV 437) in G: Allegro

22. Concerto in F: Allegro
23. Concerto in F: Andante
24. Concerto in F: Allegro assai

Michala Petri
Moscow Virtuosi
Vladimir Spivakov

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Michala Petri: imenso talento
Michala Petri: imenso talento

PQP

Lalo, Saint-Saëns, Bruch, Bloch: Obras para violoncelo e orquestra com Pierre Fournier

Putz, esqueci do texto… O CD é ÓTIMO !!!

Lalo, Saint-Saëns, Bruch, Bloch:
Obras para violoncelo e orquestra com Pierre Fournier

Eduard Lalo (1823-1892)
1. Cello Concerto in D minor – 1. Prélude: Lento – Allegro maestoso 13:12
2. Cello Concerto in D minor – 2. Intermezzo: Andantino con moto – Allegro presto 6:31
3. Cello Concerto in D minor – 3. Andante – Allegro vivace 7:23

Camille Saint-Saëns (1835-1921)
4. Cello Concerto No.1 in A minor, Op.33 – 1. Allegro non troppo 5:56
5. Cello Concerto No.1 in A minor, Op.33 – 2. Allegretto con moto 5:57
6. Cello Concerto No.1 in A minor, Op.33 – 3. Un peu moins vite 7:32

Max Bruch (1838-1920)
7. Kol Nidrei, Op.47 – Adagio on Hebrew Melodies for Cello and Orchestra 10:38

Ernst Bloch (1880-1959)
8. “Schelomo” · Hebrew Rhapsodie for Cello and Orchestra 22:02

Jean Martinon
Orchestre Lamoureux

Alfred Wallenstein (em Ernst Bloch)
Berlin Philharmonic Orchestra

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Clássico
Clássico

PQP

Antonio Caldara (1670-1736): Trio Sonatas, Cello Sonatas

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Tremendo CD da Cpo. Realmente uma coisa de louco. Como sempre digo, o barroco não tem fim. É muita gente boa. E eu, que pensava que Caldara era um compositor eminentemente vocal? Não, ele era bom em tudo. Prestem bem atenção às sublimes sonatas para violoncelo. O Parnassi Musici mostra-se à altura das obras. Grande achado!

Antonio Caldara (1670-1736): Trio Sonatas, Cello Sonatas

1. Sonata a 3 da chiesa, for 2 violins, cello & organ No. 1 in F major, Op. 1/1: Grave
2. Sonata a 3 da chiesa, for 2 violins, cello & organ No. 1 in F major, Op. 1/1: Allegro
3. Sonata a 3 da chiesa, for 2 violins, cello & organ No. 1 in F major, Op. 1/1: Adagio
4. Sonata a 3 da chiesa, for 2 violins, cello & organ No. 1 in F major, Op. 1/1: Presto

5. Chiaccona, for 2 violins & continuo, Op. 2/12

6. Sonata for cello & continuo No. 14 in A minor: Largo
7. Sonata for cello & continuo No. 14 in A minor: Allegro
8. Sonata for cello & continuo No. 14 in A minor: Aria (Larghetto)
9. Sonata for cello & continuo No. 14 in A minor: Allegro e spirituoso

10. Sonata a 3 da chiesa, for 2 violins, cello & organ No. 10 in F minor, Op. 1/10: Adagio
11. Sonata a 3 da chiesa, for 2 violins, cello & organ No. 10 in F minor, Op. 1/10: Allegro
12. Sonata a 3 da chiesa, for 2 violins, cello & organ No. 10 in F minor, Op. 1/10: Adagio
13. Sonata a 3 da chiesa, for 2 violins, cello & organ No. 10 in F minor, Op. 1/10: Allegro

14. Sonata a 3 da chiesa, for 2 violins, cello & organ No. 2 in G major, Op. 1/2: Grave
15. Sonata a 3 da chiesa, for 2 violins, cello & organ No. 2 in G major, Op. 1/2: Allegro
16. Sonata a 3 da chiesa, for 2 violins, cello & organ No. 2 in G major, Op. 1/2: Grave
17. Sonata a 3 da chiesa, for 2 violins, cello & organ No. 2 in G major, Op. 1/2: Allegro

18. Sonata for cello & continuo No. 5 in F major: Adagio
19. Sonata for cello & continuo No. 5 in F major: Allegro
20. Sonata for cello & continuo No. 5 in F major: Aria largo
21. Sonata for cello & continuo No. 5 in F major: Allegro stil di minuet

22. Sonata a tre in E minor, Op.1/5: Grave
23. Sonata a tre in E minor, Op.1/5: Vivace
24. Sonata a tre in E minor, Op.1/5: Adagio
25. Sonata a tre in E minor, Op.1/5: Vivace

26. Sonata a 3 da chiesa, for 2 violins, cello & organ No. 7 in A major, Op. 1/7: Grave
27. Sonata a 3 da chiesa, for 2 violins, cello & organ No. 7 in A major, Op. 1/7: Allegro
28. Sonata a 3 da chiesa, for 2 violins, cello & organ No. 7 in A major, Op. 1/7: Adagio
29. Sonata a 3 da chiesa, for 2 violins, cello & organ No. 7 in A major, Op. 1/7: Allegro

Parnassi Musici

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Caldara em espetacular CD
Caldara em espetacular CD

PQP

Eventos comemorativos dos 40 anos (e vários séculos) do Museu da Música de Mariana, MG

Convido-os para os eventos comemorativos dos 40 anos do Museu da Música de Mariana (MG), que serão realizados nessa cidade nos dias 6 e 7 de julho próximos, em alusão à fundação oficial do Museu da Música no dia 7 de julho de 1973. A seguir, o folder dos eventos e, abaixo, o link para baixar o texto publicado na revista portuguesa de música Glosas, sobre a história e as atividades atuais do Museu da Música (3 Mb):

http://rapidshare.com/files/2883510424/2013-MuseuDaMsica.pdf

Divulguem à vontade!

Abraço,

Paulo Castagna
[email protected]
http://paulocastagna.com/





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.Museu da Música de Mariana
Projeto Acervo da Música Brasileira – Restauração e Difusão de Partituras

O Projeto Acervo da Música Brasileira – Restauração e Difusão de Partituras é uma das mais completas e arrojadas iniciativas de recuperação, preservação e divulgação do patrimônio musical do país, idealizado pela Fundação Cultural e Educacional da Arquidiocese de Mariana e patrocinado pela Petrobras, sob a coordenação do Santa Rosa Bureau Cultural.

Obras preciosas da música religiosa brasileira dos séculos XVII a XX, antes restritas ao espaço do Museu da Música de Mariana (MG), são reorganizadas, catalogadas, editadas e oferecidas ao grande público na forma de concertos, CDs e livros de partituras, também acessíveis pela Internet.

Pela profundidade, abrangência, volume de ações e recursos envolvidos, o projeto alcança proporções inéditas no país. O Museu de Mariana é um dos mais importantes acervos latino-americanos de música religiosa manuscrita, com mais de 2 mil partituras. Muitas delas foram salvas pelo trabalho de restauração, já que estavam em estado precário de preservação. Foi recuperada a estrutura original das partituras tal como concebidas por seus autores.

Compositores respeitados como Emerico Lobo de Mesquita, José Maurício Nunes da Silva e João de Deus de Castro Lobo têm novas peças reveladas. Outros, como Miguel Teodoro Ferreira, Frutuoso de Matos Couto e Manuel Dias de Oliveira começam a ter sua memória resgatada, com a identificação de criações importantes, anteriormente desconhecidas. O trabalho inclui também várias peças de autoria desconhecida.

Iniciado em janeiro de 2001 e com término previsto para 2003, o projeto envolve 150 profissionais, com destaque para a equipe de musicologia, coordenada pelo professor e pesquisador Paulo Castagna, da Unesp, e constituída por Aluízio José Viegas (São João del Rei), André Guerra Cotta (Belo Horizonte), Carlos Alberto Figueiredo (Rio de Janeiro), Clóvis de André (São Paulo), Francisco de Assis Gonzaga da Silva (Ouro Preto), Marcelo Campos Hazan (Rio de Janeiro), Maria José Ferro de Sousa (Ouro Preto), Maria Teresa Gonçalves Pereira (Mariana), Vitor Gabriel de Araújo (São Paulo) e Vladmir Agostini Cerqueira (Belo Horizonte).

A reorganização e catalogação está sendo realizada com uma metodologia desenvolvida no final da década de 90 e pela primeira vez aplicada, em sua total potencialidade, em um acervo brasileiro do gênero. O modelo de inventário adotado já se qualifica como referência latino-americana na área de acervos de manuscritos musicais.

(texto extraído de: http://www.mmmariana.com.br/)

Todos os 9 CDs apresentam músicas inéditas. Foram produzidos e distribuidos somente 1.000 exemplares de cada. Hoje é considerada uma coleção rara e está esgotada!. Os 9 CDs já foram postados pelo PQPBach, em arquivos FLAC e MP3 320 kbps, exclusividade essa que somente os ouvintes do PQPBach desfrutam !!!

Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 1/9 – Pentecostes (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 2/9 – Missa (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 3/9 – Sábado Santo (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 4/9 – Conceição e Assunção de Nossa Senhora (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 5/9 – Natal (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 6/9 – Quinta-Feira Santa (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 7/9 – Devocionário Popular aos Santos (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 8/9 – Ladainha de Nossa Senhora (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 9/9 – Música Fúnebre (Acervo PQPBach)
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As partituras e o aparato crítico das obras acima estão disponíveis aqui, em arquivos Adobe Acrobat (.pdf). As partituras estão divididas em partes para facilitar sua transferência pela internet.

Aproveitem este tesouro!!


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Avicenna

Zemlinsky: Die Seejungfrau, Psalm XIII, XXIII – Chailly [link atualizado 2017]

Mais um compositor para os arquivos do PQP: Alexander von Zemlinsky (1842-1942), nascido em Viena e emigrado para os EUA, onde morreu durante a 2a. Guerra

Tenho sido aqui defensor dos compositores oprimidos e esquecidos, e este não foge à regra: na mesma linha de Hans Rott (embora mais velho), Zemlinsky também foi um compositor extremamente representativo no pós-romantismo alemão que antecedeu imediatamente a Segunda Escola de Viena, sendo também um professor destacado, que teve entre seus discípulos Schoenberg (de quem era cunhado) e Korngold.

Teve uma amizade de amor e ódio com o casal Gustav e Alma Mahler: Alma, em seu diário, conta que, antes de se casar com Mahler, foi cortejada por Zemlinsky, e, apesar de admirá-lo musicalmente, repudiou-o por ser feio como um gnomo (ela dizia: “ele não tem queixo!”). Manteve, por conta disso, certa inveja psicológica em relação a Mahler, chegando mesmo a escrever obras para concorrer com as de seu rival: sua Sinfonia Lírica, por exemplo, é a resposta ao Das Lied von der Erde. Enquanto esta é musicada sobre textos chineses e escrita para Contralto e Tenor, aquela é sobre textos hindus (do poeta Rabinadrath Tagore), e escrita para Soprano e Barítono.

Mesmo assim, frequentava a casa dos Mahler e chegou a ser contratado por Gustav para reger a ópera de Viena em 1907. Teve uma vida tumultuada e nunca conseguiu impor-se na mesma medida de sucesso que seus rivais, o que lhe rendeu muitas inimizades. Uma das obras que escolheu para musicar foi justamente o Salmo XXIII, que fala “Meu Deus, em vós confio: não seja eu decepcionado! Não escarneçam de mim meus inimigos!” e “Aliviai as angústias do meu coração, e livrai-me das aflições. Vede minha miséria e meu sofrimento, e perdoai-me todas as faltas. Vede meus inimigos, são muitos, e com ódio implacável me perseguem.”

Emigrou para a América por conta da perseguição nazista, mas suas tentativas de se estabelecer como compositor foram fracassadas, e acabou morrendo na miséria. Sua música foi banida da Alemanha nazista e só foi redescoberta recentemente. Para ajudar na correção deste sacrilégio musical, eis-me postando sobre ele.

Este CD tinha sido lançado originalmente pela DECCA numa edição normal, e logo em seguida saiu na coleção “Entartete Musik”, que reunia obras de compositores alemães suprimidas pelo Terceiro Reich.

E o disco é uma pérola, que mostra o imenso talento da escrita de Zemlinsky: um poema sinfônico em três movimentos baseados no conto de Hans Christian Anderssen, “A Pequena Sereia”. Obra empolgante e cativante, de riqueza temática, lírica e ao mesmo tempo bastante vigorosa. Meu amigo, o maestro Mateus Araujo, que me apresentou esta obra, costumava compará-la a Sheherazade, com alguns créditos a mais para ela. As demais obras são os Salmos XIII (maravilhoso) e o XXIII, já descrito anteriormente.

ZEMLINSKY: Die Seejungfrau (The little Mermaid), Psalms XIII & XXIII 
1. Die Seejungfrau – 1. Sehr Mässig Bewegt
2. Die Seejungfrau – 2. Sehr Bewegt, Rauchend
3. Die Seejungfrau – 3. Sehr Gedehnt, Mit Schmerzvollem Ausdruck
4. Psalm 13, Op.24
5. Psalm 23, Op.14
Riccardo Chailly – RSO Berlin, Ernst Senff Kammerchor

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Chucruten
Repostado por Bisnaga

Bedřich Smetana (1824–1884): Abertura e Danças de ‘A Noiva Vendida’ e versão orquestral do quarteto ‘Da Minha Vida’

Esta é uma fantástica gravação de Smetana. Tudo registrado pela Chandos e pelo excelente maestro australiano Geoffrey Simon. Um espanto! A Suíte de A Noiva Vendida está perfeita e o quarteto do tcheco orquestrado por George Szell é absolutamente convincente e soa como uma sinfonia. Se você tem uma boa gravação do Ma Vlast por Kubelik e ainda este CD, você tem o Smetana básico.

Bedřich Smetana (1824–1884)

Overture and Dances from ‘The Bartered Bride’ 24:23
I Overture 6:32
II Dance of the Villagers 4:26
III Polka 4:57
IV Furiant 1:58
V Fanfare 0:41
VI Dance of the Comedians 5:32

String Quartet in E minor ‘From My Life’ 30:30
in e-Moll • en mi mineur
Orchestral version by George Szell
I Allegro vivo appassionato 8:27
‘Romantic longing and foreboding of misfortune’
II Alla polka 5:47
‘The merriment of youth; my love of dancing and dance
music’
III Largo sostenuto 9:28
‘Memories of the happiness of my first love’
IV Vivace – Meno mosso 6:25
‘Joy in discovering how to treat Bohemian national
elements in music; the catastrophe of deafness;
reminiscences of happier days; and resignation’

TT 55:01

London Symphony Orchestra
Geoffrey Simon

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Gente, a beleza exterior não é essencial.
Gente, a beleza exterior não é essencial.

PQP

Waldemar Henrique (1905-1995) – Waldemar Inédito e Raro Henrique [link atualizado 2017]

Discão !!

Voltamos a postar mais um disco de Waldemar Henrique, um dos grandes nomes do (se é que podemos dizer assim) lied brasileiro, que muito bem unia o folclórico com o erudito.

Já bem disse sobre a sua obra a reportagem do Diário do Pará, quando do lançamento deste CD em 2005, comemorativo ao centenário de Waldemar Henrique:

Há 100 anos nascia em Belém Waldemar Henrique, o compositor que mais contribuiu com a música paraense, com temas regionais que enriqueceram ainda mais nossa cultura. Não há paraense que não conheça, por exemplo, Foi Boto Sinhá, cantada por sete em 10 músicos populares paraenses.

Sua obra percorreu as lendas amazônicas (Foi Botó Sinhá, Tambá-Tajá, Uirapuru, Curupira, Manha-Nungara etc.), canções amazônicas (A Lenda da Vitória Régia, Cabocla Malvada, Noite de São João) e canções regionais (Boi-Bumbá, Meu Boi Vai-Se Embora, Pastorinhas de Belém). Sua música se estendeu por outros temas, indo de canções infantis ao folclore de Portugal, trazendo a lembrança de quando mudou para lá aos cinco anos de idade.

(…) O CD tem 57 músicas resgatadas do acervo pessoal do maestro, nunca ou poucas vezes executadas antes. As composições foram descobertas entre os objetos que integram a Coleção Waldemar Henrique, que passa por um tratamento técnico no Museu do Estado do Pará (MEP). “De todos os trabalhos discográficos referentes de Waldemar, promovidos pela Secult (ou não), este nos parece o mais ambicioso, como também o mais necessário”, define o diretor do Theatro da Paz, Gilberto Chaves, um dos responsáveis pela pesquisa que resultou no CD. Para o resgate da obra, Chaves teve a ajuda dos professores Maria Sylvia Nunes, Felipe Andrade e Guilhermina Nasser, além do músico Luiz Pardal.

O espetáculo de lançamento reunirá a soprano Dione Colares, a cantora Lucinnha Bastos, os tenores Augusto Ó de Almeida e Wilson Azevedo e o músico Luiz Pardal. Também participarão do concerto – no qual serão apresentadas 30 das 57 músicas do CD, em cerca de 75 minutos – os músicos Emílio Meninéia e Babu. Ana Maria Adade fará o acompanhamento ao piano. Os bailarinos da Companhia de Danças Ana Unger completam o elenco do espetáculo, reunindo as duas facetas musicais de Waldemar Henrique: o erudito e o popular.

(Extraído do Jornal Diário do Pará)

Fonogramas espetaculosamente cedidos pelo inveterado paraense Raphael Soares! Não tem preço!

Um disco precioso! Ouça, ouça! Deleite-se!

Waldemar Henrique (1905-1995)
Waldemar Inédito e Raro Henrique

Disco 1
01. Confissão
02. Caprichosa
03. Num barracão à tardinha
04. Jongo-jongo-longo
05. Lundu da negrinha
06. Festa primitiva
07. Louco de amor
08. Suave spleen
09. Canto de Obá
10. Cantiga
11. Boi Tungão
12. Vamos embora pro engenho
13. Joana da Barca
14. Romance
15. Folia
16. Felicidade
17. Se fores ao Rio-Roxo
18. Oração ao Negrinho Do Pastoreio
19. Rede
20. Nayá
21. Por que partiste
22. Anuncia
23. Romance
24. Hindo dos 350 anos de Belém
25. Meu irmão que vai passando
26. Remadores seringueiros
27. Tirana
28. Hino do SAR
29. Casa da viúva Costa

Disco 2
01. Um diamante e cinco balas – Tema da flor
02. Um diamante e cinco balas – Tema da nega
03. Um diamante e cinco balas – Capangueiro
04. Um diamante e cinco balas – Tema do João
05. Um diamante e cinco balas – Tema da morte da mulher e fuga de João
06. Um diamante e cinco balas – João e Tinhoso perseguem corcunda
07. Um diamante e cinco balas – Noturno
08. Yo le dije a Buenos Aires
09. A negra da Tapioca
10. Carimbó
11. Há de acabar um dia nosso amor
12. Por tua causa
13. Ai compadre, não faça barulho
14. Banho de cheiro
15. Coronel de Macambira – Guriatã, curió
16. Coronel de Macambira – Canto da Transição
17. Coronel de Macambira – Vem o doutor
18. Coronel de Macambira – Minha flor, minha ternura
19. Coronel de Macambira – O meu boi morreu
20. Coronel de Macambira – Cuidado com o engenheiro
21. Coronel de Macambira – Fui, fui, fui
22. Coronel de Macambira – Canto, canto, canto
23. Coronel de Macambira – Campeiros vizinhos
24. Coronel de Macambira – O avião caiu
25. Relax over my shoulder
26. Japiym
27. Tema da Peça ‘Morte e vida Severina’
28. Quiriru

Patrícia Oliveira, soprano (cd1, 1-6 e 29)
João Augusto Ó de Almeida – 7-15 e 29)
Dione Colares, soprano (cd1, 16-21 e 29)
Antônio Wilson Azevedo, tenor (cd1, 22-29)
Lucinha Bastos, mezzo-soprano (cd2, 11-14)
João Augusto Ó de Almeida, tenor (cd2, 15-24)
Ana Maria Adade, piano
Emílio Meninéa, Percursão
Augusto Castro, Violão de 6 e 7 cordas
Luiz Pardal, arranjos (cd2, 1-14 e 24)
Belém, 2004

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Waldemar Henrique deu um velhinho bonachão, né?

Bisnaga

John Hebden (1712–1765): Six Concertos for Strings

Pois é, né, gente? O cara é inglês e é barroco e sempre dizem que a Inglaterra, depois de Purcell, passou por séculos sem um compositor decente até o surgimento de Elgar ou Britten. Pois eu achei este Hebden bastante bom. Claro que ele não está nos níveis daqueles autores que magicam (quieto, Vanderson!), ele é um cara de segundo escalão, mas é muito digno, tanto que o trabalho está com 4,5 estrelas na avaliação do pessoal que opinou na Amazon. Quem baixar, não vai brigar comigo.

John Hebden (1712–1765): Six Concertos for Strings

1. Concerto In A Major, Op. 2, No. 1: Adagio – Allegro. Fugga – Largo – Allegro
2. Concerto In C Major, Op. 2, No. 2: Allegro – Largo E Siciliana – Allegro Ma Non Troppo
3. Concerto In E Minor, Op. 2, No. 3: Allegro – Largo – Gigga. Allegro
4. Concerto In E-Flat Major, Op. 2, No. 4: Adagio – Allegro – Adagio – Minuet Amoroso
5. Concerto In C Minor, Op. 2, No. 5: Adagio – Allegro – Adagio – Allegro
6. Concerto In D Minor, Op. 2, No. 6: Adagio – Allegro – Grave – Allegro

Cantilena
Adrian Shepherd, regente

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Nada mal, hein?
Nada mal, hein?

PQP

.: interlúdio: Joe Zawinul – 75th :.

.: interlúdio: Joe Zawinul – 75th :.


Descobri hoje que este disco de Zawinul, gravado ao vivo em Viena (sua cidade natal) poucos meses antes de sua morte, ganhou o Grammy 2010 na categoria jazz contemporâneo. Eu não dou a mínima para premiações da indústria desse tipo — ao contrário, acho-as predatórias — , mas sou fã de Zawinul e, claro, fui conferir o prêmio póstumo.

Infelizmente fica aquém do que eu esperava, ou quem sabe sou eu quem estou num momento pouco fusion? É verdade que há um trabalho de percussão fantástico, mas não adiciona mais do que um disco recente, Viena Nights (2005), já havia trazido. Só não vou chamar 75th (foi um show comemorativo ao seu aniversário, com parabéns a você e tudo) de caça-níqueis porque, gravadora à parte, são músicos excepcionais tocando com o vigor de sempre. A faixa “Fast City”, em especial, comprova. Além do fusion há um forte acento de world music (músicos brasileiros e africanos, um samba meio João Bosco no repertório) e momentos de puro rock. Vibrante é, sem dúvida. Mas avaliem melhor vocês, que esse cão vai seguir sua fase viciada em Wes Montgomery. (Aliás, porque Denzel Washington não filma uma biografia de Wes? São iguais!)

zawinul75th

Joe Zawinul & The Zawinul Syndicate – 75th [V0]
Joe Zawinul (keyboards, vocoder); Sabine Kabongo (vocals, percussion); Alegre Corrêa (vocals, berimbau, electric guitar, acoustic guitar); Linley Marthe (bass); Paco Sery (drums, kalimba, vocals); Jorge Bezerra (percussion, vocals); Aziz Sahmaoui (percussion, vocals); Wayne Shorter (soprano sax in In a Silent Way).

CD1
01 Introduction to Orient Express
02 Orient Express
03 Madagascar
04 Scarlet Woman
05 Zanza II
06 Cafe Andalusia
CD2
01 Fast City/Two Lines
02 Clario
03 Badia/Boogie Woogie Waltz
04 Happy Birthday
05 In a Silent Way
06 Hymn

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Boa audição!
Blue Dog

W.F. Bach (1710-1784): Obras para cravo

W.F. Bach (1710-1784): Obras para cravo

Sinceramente, eu gostaria de ter assassinado meu irmão mais velho. Wilhelm Friedemann foi o filho predileto de papai. Para mim, nada; para ele, tudo. WF ganhou até um Clavierbüchlein para aprender a tocar cravo. Depois, já grandinho, demonstrou enorme talento. Compunha bem pra caralho. Inventava estranhas e belas melodias, muito originais. Mas era indisciplinado e logo agregou o alcoolismo a seus predicados. Largava — ou era largado — de emprego atrás de emprego e muitas vezes acabava em grandes dificuldades financeiras, que o fizeram vender seus bens e os manuscritos paternos recebidos em herança. Naquela época, o filho mais velho levava tudo, lembram? Mas era um puta improvisador e, como vemos neste CD de Christophe Rousset, deixou boa quantidade de música para teclado de excelente qualidade. Mas, nunca esqueçam, ele perdeu 100 Cantatas de papai, aproximadamente.

W.F. Bach (1710-1784): Obras para cravo

Keyboard Sonata in A major, F. 8 (BR A15)
1 Poco allegro 5:34
2 Largo 1:58
3 Presto 5:35

4 Fantasia for keyboard in C minor, F. 15 (BR A18) 5:47

5 Prelude for keyboard in C minor, F. 29 (BR A54) 1:28

6 March for harpsichord in E flat major, F. 30 (BR A56) 3:19

Suite for keyboard in G minor, F. 24 (BR A39)
7 Allemande 3:41
8 Courante 3:18
9 Sarabande 3:31
10 Presto 2:32
11 Bourrée. Trio 1 & 2 5:41

Fugues (8) for keyboard, F. 31 (BR A81-88)
12 No. 1 en Do majeur 1:23
13 No. 2 en ut mineur 2:22
14 No. 3 en Ré majeur 0:51
15 No. 4 en ré mineur 1:00
16 No. 5 en Mi bémol majeur 2:53
17 No. 6 en mi mineur 2:48
18 No. 7 en Si bémol majeur 0:50
19 No. 8 en fa mineur 5:06

Keyboard Sonata in G major, F. 7 (BR A14)
20 Andantino. Allegro di molto 3:14
21 Lamento 4:29
22 Presto 3:10

Christophe Rousset, clavecin

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O filho predileto

PQP

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Piano Concertos N° 14, 20, 26 e 27

Uma postagem dupla com concertos para piano de Mozart com Maria João Pires e Claudio Abbado é tudo de bom. São dois cds gravados em momentos diferentes, e que só mostram a beleza da música de Mozart, nas mãos de dois especialistas neste repertório.

O primeiro CD é de 1993, e traz Maria João tocando os Concertos de n° 14 e o de n° 26, também conhecido como “Coroação”. Abbado está à frente da Filarmônica de Viena, orquestra que dispensa apresentações, e que conhece este repertório muito bem. O segundo cd é bem recente, de 2012, e Abbado desta vez está à frente da excelente Orchestra Mozart, conjunto que ele mesmo montou e dirige há alguns anos.

Enfim, dois músicos em diferentes momentos de suas carreiras, e que mostram toda a sua versatilidade, em um repertório que eles conhecem muito bem.

CD10

Piano Concertos n°14 e 26

01 – Concerto for Piano and Orchestra no. 14 in E flat major, K. 449 – Allegro Vivace
02 – K. 449 – Andantino
03 – K. 449 – Allegro ma non troppo

04 – Concerto for Piano and Orchestra no. 26 in D major, K. 537 ”Coronation” – Allegro
05 – K. 537 – [Larghetto]
06 – K. 537 – [Allegretto]

Maria João Pires – Piano
Wiener Philharmoniker
Claudio Abbado

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capaPiano Concertos n°s 20 e 27

1 Piano Concerto No.27 in B flat major, K 595 – I. Allegro
2 Piano Concerto No.27 in B flat major, K 595 – II. Larghetto
3 Piano Concerto No.27 in B flat major, K 595 – III. Allegro

4 Piano Concerto No.20 in D minor, K 466 – I. Allegro
5 Piano Concerto No.20 in D minor, K 466 – II. Romanze
6 Piano Concerto No.20 in D minor, K 466 – III. Rondo. Allegro assai

Maria João Pires – Piano
Orchestra Mozart
Claudio Abbado

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A portuguesa Maria João Pires é uma das maiores pianistas de todos os tempos e Mozart é uma de suas áreas preferenciais.
A portuguesa Maria João Pires é uma das maiores pianistas de todos os tempos e Mozart é uma de seus compositores preferenciais.

FDP Bach

Kabalevsky: Cello Concerto No. 2; Khachaturian: Cello Concerto; Rachmaninov: Vocalise

Infelizmente, Rostropovich não gravou este excelente concerto de Kabalevsky. Kaba prova que é um sub-Shostakovich de respeito. E o que faz este menino Lidström também é sensacional! E no Khachaturian então? O Concerto de Khacha não é tão bom quanto o de Kaba, mas faz-lhe belo par. Anotem este nome: Mats Lidström é um grande celista. Tanto que quase consegue salvar Rachmaninov!

Ah, deixa eu contar pra vocês. O CD que ora posto tem quase o mesmo repertório que este aqui. Devia tê-los postado juntos, mas esqueci completamente…

Kabalevsky: Cello Concerto No. 2; Khachaturian: Cello Concerto; Rachmaninov: Vocalise 

Cello Concerto No. 2 in C major, Op. 77 — Dmitry Kabalevsky
1. Molto sostenuto – Allegro molto e energico – Tempo 1 – attacca 10:08
2. Cadenza 1 (Tempo I Rubato – Allegro molto agitato) – attacca 1:44
3. Poco marcato – attacca 5:33
4. Cadenza 2 (L’istesso tempo – Molto sostenuto) – attacca 2:36
5. Andante con moto – Allegro agitato – Molto tranquillo 7:30

Cello Concerto in E minor — Aram Khachaturian
6. Allegro moderato 14:24
7. Andante sostenuto – attacca 7:52
8. Allegro 9:08

9. Vocalise, song for voice & piano, Op. 34/14 — Sergey Rachmaninov 6:30

Mats Lidstrom, cello
Gothenburg Symphony Orchestra
Vladimir Ashkenazy

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Mats Lidström: fodão, ao menos no violoncelo
Mats Lidström: fodão, ao menos no violoncelo

PQP

.:interlúdio:. Brad Mehldau Trio – The Art of Trio 4 – Back at the Vanguard

Folder

LINK CORRIGIDO !!!

Nos últimos dias tenho ouvido muito esse cara, Brad Mehldau. Como comentei em postagem anterior, seu estilo é muito semelhante ao de Keith Jarrett, ídolo deste que vos escreve e também de meu mano, PQPBach. Carreguei meu mp3 player com praticamente toda sua discografia e tenho ouvido com atenção tanto quando vou trabalhar quando estou voltando para casa. Como li dia destes em uma postagem do facebook, o ônibus é um dos melhores lugares para a gente meditar e pensar nos problemas da vida, e tenho uma vantagem, pois meu horário de serviço é diferenciado, começo a trabalhar ao meio dia e saio às 7 da noite, então nesta hora do dia o trânsito, assim como o transporte coletivo, estão bem mais tranquilos, sem aquele tumulto dos horários de pico.

Mas enfim, devido ao sucesso conseguido com o segundo volume desta série, “The Art of Trio”, trago o quarto volume, quando este trio incrível volta ao famoso Village Vanguard, famosa casa de jazz em Nova York. E novamente temos um show de virtuosismo e sensibilidade artística. Mehldau literalmente viaja longe em seus solos, então uma canção como “All the things you are” tem a duração de 13 minutos. Mehldau literalmente descontrói a melodia, e a reconstrói, no melhor estilo dos grandes improvisadores do jazz. E claro que não tem como não lembrar de Keith Jarrett, Chick Corea, Bill Evans, etc., etc., etc. Divirtam-se.

P.S. Antes que me esqueça, ainda estou atrás do servidor ideal, e estarei testando pelos próximos meses  o “1fichier”, excelente servidor francês, que diversos outros blogs tem usado quase que com frequência e do qual tenho gostado muito. Ah, quando vocês clicarem no link, vai abrir outra página, que basta fechar. Vai aparecer então uma frase em francês tipo “telechargé fichier”, ou algo do gênero. Basta clicar ali, escolher onde guardar o arquivo e mandar baixar.. .

(01) [Brad Mehldau] All the Things You Are
(02) [Brad Mehldau] Sehnsucht
(03) [Brad Mehldau] Nice Pass
(04) [Brad Mehldau] Solar
(05) [Brad Mehldau] London Blues
(06) [Brad Mehldau] I’ll Be Seeing You
(07) [Brad Mehldau] Exit Music (For a Film)

Brad Mehldau – Piano
Larry Grenadier – Bass
Jorge Rossy – Drums

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

bad mehldau trio
Estes três caras continuam mandando ver….

:.interlúdio:. Brad Mehldau Trio – The Art of Trio – Vol 2 – Live at Village Vanguard

folderNosso amigo Milton Ribeiro confidenciou-me dia destes que desconhecia Brad Mehldau. Eu fiquei espantando, ainda mais sabendo que o Milton é uma verdadeira enciclopédia da música, e conhece muita coisa e muita gente. Surpreendeu-me realmente, afinal de contas, o jovem pianista já está há um bom tempo na área, e já gravou com um monte de gente conhecida, como Pat Metheny, Anne Sophie von Otter, entre diversos outros.
Meu caro Milton, imagine um Keith Jarrett sem ter passado por todas as fases que passou até chegar à sua versão de trio acústico. Sei que estou exagerando, mas vejo Brad Mehldau como a evolução daquilo que Keith Jarrett acrescentou e ainda acrescenta à técnica do piano. O rapaz é um fenômeno e não teme se arriscar. Claro que não podemos esquecer de Bill Evans, Herbie Hancock, Thelonius Monk, Chick Corea, para citar apenas algumas das influências visíveis do rapaz;  Então, una estas técnicas apuradíssimas,  conseguidas através de anos sentados atrás do instrumento, aliadas a um virtuosismo espantoso, desconte a idade e a quantidade de heroína que Bill Evans consumiu… então podes ter uma idéia de quem é Brad Mehldau. Aí comece a ouvir este cd pela sua terceira faixa, uma homenagem a Thelonius Monk… e depois me diga o que achas. Se o conheço mais ou menos bem, sei que sua expressão será: onde diabos eu estava que não conheci esse cara antes?
Num primeiro momento, o espanto… depois a certeza de que estamos diante de um novo fenômeno do piano, e o que é mais importante, ainda jovem, e ainda podendo evoluir, e muito. Quando comecei a ouvir este rapaz, há pelo menos uns dez anos atrás, achei muita presunção da parte dele lançar uma série de cinco cds com o título de “Art of Trio”. Pensei comigo mesmo, quem esse cara está pensando que é? Ainda mais com toda a lista de excepcionais músicos que vieram antes dele e deram forma à este estilo tão caracteristico do jazz, o Piano Trio. Depois entendi que na verdade se tratava de uma homenagem à todos aqueles gigantes que vieram antes dele, me apropriando de uma frase meio clichê, ele se apoiava sobre os ombros dos gigantes para mostrar a evolução da técnica, e do próprio jazz.
Enfim, caro Milton, eis a nova face do piano no jazz, apesar de não ser tão nova assim, afinal, esse cd que estou postando ainda é de 1998.

P.S. – Ainda estou procurando um servidor que não me dê problemas. A bola da vez é o 4shared.

Brad Mehldau – It’s Alright With Me
Brad Mehldau – Young And Foolish
Brad Mehldau – Monk’s Dream
Brad Mehldau – The Way You Look Tonight
Brad Mehldau – Moon River
Brad Mehldau – Countdown

BAIXE AQUI  – DOWNLOAD HERE

bad mehldau trio
Brad Mehldau e seus fiés escudeiros.

 

Liszt: Complete Tone Poems Vol.1 – Haitink [link atualizado 2017]


Aproveitando a onda das integrais, vou postar uma rara: integral dos poemas sinfônicos de Franz Liszt.

Como a maioria sabe, Liszt foi um cara bem louco que sintetizou como poucos a cultura romântica européia do século XIX. Erudito, foi educado na língua alemã e francesa, pouco falava o húngaro de sua terra natal, mas conhecia profundamente a literatura e a filosofia do ocidente, possibilitando polarizar a vanguarda musical que fez a ponte entre a cultura clássica pós-beethoviana e a cultura romântica que iria encontrar seu arauto em Wagner. Além disso, foi uma personalidade heterogênea, que passou de playboy bon-vivant a abade, além de, musicalmente, dominar o cenário pianístico e orquestral ao mesmo tempo, o que por si só já é um feito notável.

Entusiasmado com o ideal sinfônico de Berlioz e sua sinfonia descritiva, Liszt arrojou traduzir ideias literários, que antes só tinham espaço na abertura sinfônica, num gênero inventado por ele mesmo: o poema sinfônico. Forma livre, porém narrativa e prosódica, que acaba sempre emprestando da forma-sonata alguma arquitetura, mas que tem por mérito a tradução musical da dramaticidade literária (ou de algum outro assunto extra-musical, como a pintura ou a natureza).

Mas muita água rolou até que o estilo se consolidasse, e desde sua época as polêmicas deram pano pra manga: Hanslick escreveu um tratado (“Do Belo Musical”) que simplesmente relega ao poema sinfônico a qualidade de música inferior, ao passo que quase todos os compositores experimentaram de alguma forma o gênero – até mesmo Brahms, se considerarmos a Abertura Trágica com uma narrativa extra-musical – e aprovaram a receita.

Da integral de 4 CDs, posto aqui o primeiro volume (2 cds) que mostra bem a que veio. Dá pra ver bem onde Liszt acertou e onde a bola foi parar na arquibancada. Tem horas que a música é bem convincente, tem outras que é apenas verborrágica. Mesmo alguns sendo um pé no saco, a gente fica admirado, o cara consegue sustentar quase 1/2 hora de música sem assunto nenhum. De qualquer modo, é o pioneiro no gênero que veio a fornecer obras-primas do repertório sinfônico, e vale a curiosidade.

Liszt: Complete Tone Poems, Vol.1

CD1
1. Ce qu’on entend sur la montagne
2. Tasso, lamento e trionfo
3. Les Préludes

CD2
4. Festklänge (Bruits de fête)
5. Orpheus
6. Prometheus
7. Mazeppa

Bernard Haitink – London Philharmonic Orchestra

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (Vol.1 CD1)
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (Vol.1 CD2)

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Chucruten
Repostado por Bisnaga

Hans Rott: Symphony in E major, etc. – Weigle [link atualizado 2017]


Hoje vou presentear o PQP com a introdução de um novo nome: Hans Rott (1858-1884).
Muitos dirão: “quem?”

Para apresentá-lo, vou utilizar as palavras de seu contemporâneo direto, colega de turma no Conservatório de Viena, Gustav Mahler: “a musician of genius … who died unrecognized and in want on the very threshold of his career. … What music has lost in him cannot be estimated. Such is the height to which his genius soars in … [his] Symphony [in E major], which he wrote as 20-year-old youth and makes him … the Founder of the New Symphony as I see it.”. (Wikipédia)

E assim como Mahler, foi também aluno de Bruckner, que o elogiou como um excelente improvisador ao órgão, coisa que devia ser mesmo, já que era a especialidade de Bruckner. Um verdadeiro talento promissor, vindo da mesma geração vienense de Mahler e Zemlinsky, mas que passou boa parte do século XX em total esquecimento. A pergunta que não quer calar: por quê?

Consta que quando escreveu sua sinfonia, submeteu-a a Brahms e Richter para que ela fosse apresentada, mas como rapadura é doce mas não é mole, a primeira impressão dos seus mestres foi negativa e muito crítica. Brahms inclusive disse que ele não tinha nenhum talento, mas na verdade estava era de saco cheio das influências que Bruckner exercia sobre os alunos do Conservatório, e por isso desdenhou-o.

O problema é que ele não soube lidar com as adversidades comuns da vida, e entrou em profunda depressão, sendo inclusive diagnosticado com neurose maniaco depressiva e vindo a morrer de tuberculose aos 25 anos. Mahler depois lamentou o quanto de música se perdeu com sua morte. Sua sinfonia em mi maior ficou esquecida e só foi feita uma première em 1989! Obra grandiosa, reúne todas as virtudes típicas da era pós-wagneriana: clima épico, grande orquestração, narrativa estendida, com direito a fuga dupla e finale apoteótico. Em muitos momentos o ouvinte desavisado pode estranhar: “ei, mas isso não é Mahler?”. Acho que as primeiras duas sinfonias do mestre Gustav devem muito a essa.

As demais obras do CD só reforçam o sentimento de perda para a música por ter morrido tão jovem. Já são realmente o apontamento para um pós-wagner sem sequelas.

Eis, portanto, uma pequena amostra deste enorme talento.

HANS ROTT: Symphony in E major, etc.

01 Symphony in E major – 1.Alla breve 09:28
02 Symphony in E major – 2.Sehr langsam 11:19
03 Symphony in E major – 3.Scherzo_ Frisch und lebhaft 12:20
04 Symphony in E major – 4.Sehr langsam 22:38
05 Orchestervorspiel in E major 03:37
06 Ein Vorspiel zu Julius Caesar 07:45

Sebastian Weigle – Münchner Rundfunkorchester

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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Repostado por Bisnaga

Joaquin Rodrigo (1901-1999) – Concierto de Aranjuez – Manuel de Falla (1876-1946) – Spanish Dance, from opera “La Vida Breve”, Francisco Tárrega (1852-1909) – Recuerdos de Alhambra – Enrique Granados (1867-1916) – Valses Poetiques – Alberto Ginastera (1916-1983) – Harp Concerto, Milonga

frontUm cd no mínimo peculiar. Xavier de Maistre é o primeiro harpista da Filarmônica de Viena, e só isso já é excelente carta de apresentação. Mas o rapaz vai mais longe, e muito mais longe, nos brindando com um belo e delicado cd, fazendo transcrições das mais conhecidas peças da música espanhola. Eu particularmente gostei muito, apesar de estar sempre com a sensação de que está faltando alguma coisa. Pode ser que os mais puristas torçam o nariz ao ouvirem o Concierto de Aranjuez tocado numa harpa, mas o timbre super delicado do instrumento torna a peça ainda mais romântica. Até onde sei, a única peça realmente composta para o instrumento é o Concerto para Harpa, de Ginastera.
O regente da Viena Radio Symphony Orchestra, Bertrand de Billy, e claro, os engenheiros de som da Sony, conseguiram um belo equilíbrio entre a orquestra e a harpa,não deixando ela desaparecer atrás da massa sonora orquestral.
Enfim, um cd para aqueles que, em primeiro lugar, apreciam o instrumento, e em segundo lugar, gostam de novas experiências, e por que não dizer, de novas sonoridades para peças que fazem parte do repertório de qualquer violonista de concerto.

01. Falla – Spanish Dance No. 1 from the opera ‘La vida breve’
02. Rodrigo – Concierto de Aranjuez – I. Allegro con spirito
03. II. Adagio
04. III. Allegro gentile
05. Tárraga – Recuerdos de la Alhambra
06. Granados – Valses poeticos. Preludio, Vivace
07. Valses poeticos. 1. Melódico
08. Valses poeticos. 2. Tiempo de Vals noble
09. Valses poeticos. 3. Tiempo de Vals lento
10. Valses poeticos. 4. Allegro humóristico
11. Valses poeticos. 5. Allegretto (Elegante)
12. Valses poeticos. 6. Quasi ad libitum (Sentimental)
13. Valses poeticos. 7. Vivo
14. Valses poeticos. 8. Presto – Andante – Tiempo de Vals
15. Ginastera – Harp Concerto, op. 25 – I. Allegro giusto
16. II. Molto moderato
17. III. Kadenz
18. IV. Vivace
19. Ginastera – Milonga

Xavier de Maistre – Harp
Vienna Radio Symphony Orchestra
Bertrand de Billy – Conductor

P.S. – Não sei o que aconteceu, mas alguns leitores não estão conseguindo baixar o link do MEGA, por isso estou disponibilizando outro link, desta vez baseado no FileFactory, bom servidor que não tem me dado problemas.

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MEGA)
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (FILEFACTORY)

FDPBach