Henry Purcell (1659-1695): O Solitude (árias e canções)

Henry Purcell (1659-1695): O Solitude (árias e canções)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Vir trabalho caminhando pelas ruas de Porto Alegre com Henry Purcell nos ouvidos nesta manhã, foi muito emocionante. Quase chorei. E olha que costumo ter coração duro. Como Scholl compreendeu bem estas maravilhosas canções! Que pessoa culta deve ser, que grande respeito e conhecimento de arte, que senso de estilo!

Esta é a primeira gravação de Scholl da música de Purcell. Sua voz é perfeita para as melodias do compositor Inglês. O álbum inclui peças escritas para o palco, a igreja e para saraus, algumas das quais Andreas Scholl têm cantado por muitos anos em recitais. Como grandíssimas árias, destaco Strike The Viol, Touch The LuteWhat Power Art Thou?, o célebre lamento de Dido,  When I Am Laid In EarthHere The Deities ApproveMusic For A While.

Colaboradora de longa data de Andreas Scholl, a Accademia Bizantina contribui com peças orquestrais.

Henry Purcell (1659-1695): O Solitude (árias e canções)

1. If Music Be The Food Of Love 2:15
2. Come Ye Sons Of Art – Sound The Trumpet 3:00
3. Come, Ye Sons Of Art, Away (1694) Ode For The Birthday Of Queen Mary II – Strike The Viol, Touch The Lute 4:18
4. Purcell: Chacony, Z628 3:37
5. King Arthur, Or The British Worthy (1691) / Act 5 – Fairest Isle 4:55
6. King Arthur, Or The British Worthy (1691) / Act 3 – What Power Art Thou? 3:09
7. Chacony In G Minor Z730 4:07
8. Purcell: The Fairy Queen / Act 2 – One Charming Night 2:24
9. Pausanius, The Betrayer Of His Country. (1695), Z585 – Original Version – Sweeter Than Roses 3:17
10. Dido And Aeneas / Act 3 – When I Am Laid In Earth – Dido’s Lament) 4:05
11. Purcell: The Gordian Knot Untied – Music For The Gordian Knot Unty’d 10:47
12. Ode For St. Cecilia’s Day, ”Welcome To All The Pleasures”, Z339 – Original Version – Here The Deities Approve 4:36
13. Purcell: Oedipus – Music For A While, Z583 4:14
14. O Dive Custos Auriacae Domus, Z504 6:59
15. O Solitude, My Sweetest Choice, Z406 5:32
16. Pavan In G Minor, Z752 4:49
17. An Evening Hymn, Z193 4:34

Andreas Scholl, contratenor
Accademia Bizantina
Stefano Montanari

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Céus, esses canta demais!
Céus, esse canta demais!

PQP

Alfred Schnittke (1934-1998): Symphony Nos. 3 & 7 — The Ten Symphonies

Alfred Schnittke (1934-1998): Symphony Nos. 3 & 7 — The Ten Symphonies

coverOuvimos um poderoso grave constante que é como o nada, ao mesmo tempo em que é tudo. Aos poucos ouvimos crescer uma massa disforme de sons que parece nascer desse grave absoluto; dessa massa podemos identificar estilos, timbres, cores e sabores diferentes. Num crescendo envolvente protagonizado por um metal, é como se desprendesse a primeira das “forças elementais” dessa obra. Outras duas “forças” se desprendem, e assim começa a sinfonia.

A terceira sinfonia é quase uma gênese, ou um “Big Bang”. É certamente o exemplo mais completo do poliestilismo de Schnittke que ouvi até agora. Não há absolutamente nenhuma citação direta à obra outros compositores, mesmo assim podemos perceber a mescla de estilos, desde o barroco (ou mesmo antes, pois notei alguma coisa de medieval em algum momento que não me lembro) até o serialismo. A obra é inteiramente instrumental.

Já a sétima sinfonia sinfonia começa com o lirismo de um belo solo de viola que ao fim dá espaço para o tão característico aspecto sombrio da música de Schnittke. No terceiro e último movimento dessa sinfonia, um tema que tem algo de clássico e de barroco vai surgindo e ao mesmo tempo desmorona o otimismo do tema em um leve mas certeiro pessimismo, o que é exatamente o que devemos sempre esperar de Schnittke.

Schnittke: The Ten Symphonies

CD 3

Alfred Schnittke (1934-1998):

Symphony No. 3
01 I. Einleitung
02 II. Sonatensatz. Allegro
03 III. Scherzo. Allegretto
04 IV. Finale. Adagio

Royal Stockholm Philharmonic Orchestra
Eri Klas, conductor

Symphony No. 7
05 I. Andante
06 II. Largo
07 III. Allegro

BBC National Orchestra of Wales
Tadaaki Otaka, conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Rolezinho de leve.
Rolezinho de leve.

Luke

Dmitry Shostakovich (1906-1975) — Alfred Schnittke (1934-1998): Piano Trios — Kempf Trio

Dmitry Shostakovich (1906-1975) — Alfred Schnittke (1934-1998): Piano Trios — Kempf Trio

frontNeste álbum fica bem fácil identificar a influência de Shotakovich sobre a obra de Schnittke. Primeiro, estamos falando de dois russos. Segundo, de dois russos do século XX. Terceiro, de dois russos do século XX que aderem à uma “escola” mais progressista na música. Schnittke, claro, mais que Shostakovich, mas ambos igualmente modernos aos nossos ouvidos, deliciosamente modernos.

Recomendo também ouvir a orquestração desse trio de Schnittke… ou, se você só ouviu a orquestração, ouça agora em um arranjo para trio de piano, violino e cello.

Li opiniões contraditórias sobre as interpretações do Kempf Trio. Pessoalmente adorei a interpretação do Piano Trio No. 2 de Shosta, talvez até mais que uma que o PQP postou não faz tanto tempo.

Dmitry Shostakovich (1906-1975):

Piano Trio No. 2 in E minor Op.67
01 I. Andante – Moderato – Poco più mosso
02 II. Allegro non tropo
03 III. Largo
04 IV. Allegretto

05 Piano Trio No.1 in C minor Op. 8

Alfred Schnittke (1934-1998):

Piano trio (1992)´[Arrangement from his String Trio]
06 I. Moderato
07 II. Adagio

Kempf Trio:
Freddy Kempf, piano
Pierre Bensaid, violin
Alexander Chaushian, cello

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

shosta-quintet

Luke

Dukas / Kodály / Shostakovich / Hindemith / Johann Strauss / Beethoven / Mozart: Obras regidas pelo grande Ferenc Fricsay

Dukas / Kodály / Shostakovich / Hindemith / Johann Strauss / Beethoven / Mozart: Obras regidas pelo grande Ferenc Fricsay

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Ferenc Fricsay (1914-1963) foi um maestro genial, grande intérprete de Beethoven e Mozart, assim como dos húngaros Bartók e Kodály. Mas tudo o que tocava virava ouro. Estudou piano, violino, clarinete, trombone, percussão, composição e regência. Viveu pouquíssimo, 48 anos para ser exato. Estudou música com Béla Bartók, Zoltán Kodály, Ernst von Dohnányi e Leo Weiner. Fricsay fez sua primeira aparição como maestro aos quinze anos de idade. Ele se tornou diretor musical da recém formada Orquestra Sinfônica RIAS na Alemanha em 1949. Também foi maestro titular da Orquestra Sinfônica de Houston em 1954. De 1956 até 1958 ele ocupou o mesmo cargo na Ópera do Estado Bávaro, da Ópera Alemã de Berlim e na Filarmônica de Berlim. Do início da década de 1950 até sua morte ele fez inúmeras gravações com a Deutsche Grammophon. Seu último concerto aconteceu no dia 7 de Dezembro de 1961 em Londres, onde conduziu a Filarmônica de Londres da Sinfonia Nº 7 de Beethoven. Faleceu de um vulgar câncer no estômago.

Estas são gravações ao vivo. O som é bom, mas não é aquela coisa translúcida. Já a interpretação, a concepção que Fricsay tinha da música… Isto está completinho.

Dukas / Kodály / Shostakovich / Hindemith / Johann Strauss / Beethoven / Mozart:
Obras regidas pelo grande Ferenc Fricsay

CD 1:

01. Dukas- The Sorcerer’s Apprentice

02. Kodaly- Dances of Galanta

03. Shostakovich- Symphony No 9- I. Allegro
04. Shostakovich- Symphony No 9- II. Moderato
05. Shostakovich- Symphony No 9- III. Presto
06. Shostakovich- Symphony No 9- IV. Largo
07. Shostakovich- Symphony No 9- V. Allegretto

08. Hindemith- Symphonic Metamorphosis- I. Allegro
09. Hindemith- Symphonic Metamorphosis- II. Moderato
10. Hindemith- Symphonic Metamorphosis- III. Andantino
11. Hindemith- Symphonic Metamorphosis- IV. Marsch

12. Strauss, Johann- Kunstlerleben

CD 2:

01. Beethoven- Leonore Overture No 3

02. Beethoven- Symphony No 3- I. Allegro con brio
03. Beethoven- Symphony No 3- II. Marcia funebre. Allegro assai
04. Beethoven- Symphony No 3- III. Scherzo. Allegro vivace
05. Beethoven- Symphony No 3- IV. Finale. Allegro molto
06. Mozart- Overture to Cosi fan tuttte

RIAS-Symphonie-Orchester
Berlin Radio-Symphonie-Orchester
Berlin Wiener Philharmoniker
Ferenc Fricsay

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Ferenc Fricsay, gênio absoluto da direção orquestral
Ferenc Fricsay, gênio absoluto da direção orquestral

PQP

W. A. Mozart (1756-1791): Gran Partita / F. J. Haydn (1732-1809): Noturno Nº 8

W. A. Mozart (1756-1791): Gran Partita / F. J. Haydn (1732-1809): Noturno Nº 8

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Na página não parecia… Nada! O princípio simples, quase cômico. Só uma pulsação. Trompas… fagotes… como uma sanfona enferrujada. E depois, subitamente… lá bem no alto… um oboé. Uma única nota, ali pendurada, decidida. Até que um clarinete a substitui, adoçando-a numa frase de tal voluptuosidade… Isto não era uma composição de um macaco amestrado. Era música como eu nunca tinha ouvido.

Este texto é brilhantemente dito por F. Murray Abraham — que ganhou o Oscar de Melhor Ator — em Amadeus (1984), de Milos Forman. Ele está descrevendo o Adágio da Serenata para 13 Instrumentos de Sopro, K. 361, mais conhecida como “Gran Partita“.

Não sei de preciso escrever mais. Talvez deva dizer que Trevor Pinnock pegou um grupo bem jovem e talentoso para fazer este CD muitíssimo bom. E que novamente me deu certa vontade de chorar ouvindo o tal Adágio que não foi escrito por um macaco amestrado e sim por um dos topos da evolução da espécie humana: Mozart.

Serenade in B flat major, K. 361, ‘Gran Partita’, de W. A. Mozart
1. I. Largo – Allegro Molto
2. II. Menuetto
3. III. Adagio
4. IV. Menuetto: Allegretto
5. V. Romance: Adagio
6. VI. Tema Con Variazioni
7. VII. Finale: Allegro Molto

Notturno No. 8 in G major, Hob. II:27, de F. J. Haydn
8. I. Largo – Allegro
9. II. Adagio
10. III. Finale: Vivace Assai

Royal Academy of Music Soloists Ensemble
Trevor Pinnock, regente

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Pinnock, alguns discordam, mas o cara é conhece muito Mozart
Pinnock, alguns discordam, mas o cara conhece muito Mozart. Eu acho.

PQP

Alfred Schnittke (1934-1998): Symphony No. 2 “St. Florian” — The Ten Symphonies

Alfred Schnittke (1934-1998): Symphony No. 2 “St. Florian” — The Ten Symphonies

coverO mundo hoje é um turbilhão sem fim de pluralidades, especialmente na música. A quantidade de estilos, gêneros, subgêneros, escolas e tendências é desafio para qualquer artista, seja na música popular ou erudita.

Pensando de um ponto de vista que olha a história em suas transformações, nada mais previsível do que num tempo onde não existe nada como paradigma de um campo artístico, que surja alguém que tente abraçar todas essas correntes ao mesmo tempo. Pois bem, esse alguém surgiu e, mesmo não sendo o único, com certeza foi o mais bem sucedido, criando um estilo que, assimilando-se ao ideal mahleriano do fazer sinfônico, “quer ser um mundo, quer conter tudo”.

Aqui, diferentemente da primeira sinfonia, não há nada daquela vulgaridade da técnica de colagem, ou seja, mesclas diretas de temas de obras de outros compositores. Podemos sentir um ar romântico e clássico ali, outro barroco ali, mas nada que fosse já conhecido. Ou seja, o próprio compositor cria aspectos nestes diferentes estilos e insere em sua obra. É o nascimento de algo belo, vindo de algo tão tragicômico como foi a primeira sinfonia.

Mas o foco aqui não poliestilismo, que encontrará melhores exemplos em obras futuras. O foco acredito estar na fascinação que Schnittke tem pela música sacra, e esta sinfonia é um dos melhores exemplos desta fascinação. Escrita em 1979, foi feita em homenagem de Anton Bruckner, que foi enterrado abaixo do órgão do Monastério de St. Florian próximo a Lins. Segundo a Wikipedia, numa visita ao monastério, Schnittke teria ouvido uma “missa invisível” e teria se fascinado por isso, surgindo daí a ideia de sua segunda sinfonia, cujo título alternativo é “Missa Invisível”.

O conteúdo sacro da “missa” que é executada na sinfonia é constantemente subvertida pelo tom tenso e pessimista da orquestra. O resultado disso é uma tensão que ora desemboca em explosões de dissonâncias, ora em uma calmaria “cristã”. Isso é engraçado pois é o oposto da primeira sinfonia, que desembocava no caos e vulgaridade em momentos de tensão. O caos ainda está presente, mas de forma muito mais sutil, talvez pelo próprio conteúdo cristão da obra.

Schnittke: The Ten Symphonies

CD 2

Alfred Schnittke (1934-1998):

Symphony No. 2 “St. Florian”
01 I. Rezitando (Kyrie)
02 II. Maestoso (Gloria)
03 III. Moderato (Credo)
04 IV. Peasante (Crucifixus)
05 [IV.] Coda: Agitato (Et resurrexit) – Maestoso
06 Introduction to V. Andante (Sanctus)
07 V. Andante
08 VI. Andante (Agnus Dei)

Royal Stockholm Philharmonic Orchestra
Leif Segerstam, conductor
Mikaeli Chamber Choir
Anders Eby, chorus conductor
Malena Ernman, alto (3)
Torkel Borelius, bass (3,5)
Mikael Bellini, countertenor (3,5)
Göran Eliasson, tenor (3,5)

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

É importante ir bem vestido para a missa.
É importante ir bem vestido para a missa.

Luke

Johann Pachelbel (1653-1706): Un orage d’avril: Suites, Canon & Songs

Johann Pachelbel (1653-1706): Un orage d’avril: Suites, Canon & Songs

Amandine Beyer é uma gênia. Por exemplo, não vejo gravação melhor do que a dela para as Sonatas e Partitas para Violino Solo de Bach. Aqui, ela ataca com um compositor bastante negligenciado. O que conhecemos de Pachelbel? Ora, seu famoso Cânon e só! Então vem Amandine, uma musicista da terceira geração historicamente informada, e nos mostra um monte de coisas interessantes que não têm nada a ver com o Cânon. E finaliza com o Cânon, claro. E PQP fica feliz, pois tem alguns antigos vinis que demonstram que Pachelbel não era nada trouxa e falava sozinho que o cara era tri. O título destas peças é Musikalische Ergotzung, algo como “prazer musical”. O que ouvimos é o próprio hedonismo da época. Basta relaxar e deixar o Gli incogniti, o tenor Hans-Jorg Mammel, liderados pelo violino de Amandine Beyer, dando uma exibição de raro conhecimento barroco.

Gli incogniti, nem tanto assim
Gli incogniti, nem tanto assim (vocêm sabem o que significa? Gli incogniti é “Os desconhecidos”)

Johann Pachelbel (1653-1706): Un orage d’avril: Suites, Canon & Songs

Partie V in C major, P374
01. Sonata (01:20)
02. Aria (01:14)
03. Treza (00:30)
04. Ciacona (03:15)

05. Wie nichtig? Ach! Wie flüchtig, P500 (08:07)

Partie II in C minor, P371
06. Sonata (01:30)
07. Gavotte (01:32)
08. Treza (00:31)
09. Aria (01:08)
10. Saraband (01:40)
11. Gigue (01:07)

12. Das Gewitter im Aprilen, P75 (03:21)

Partie VI in B flat major, P375
13. Sonata [Adagio] (01:08)
14. Aria (00:47)
15. Courante (01:07)
16. Gavotte (01:29)
17. Saraband (01:37)
18. Gigue (02:25)

Partie a 4 in G major, P450
19. Sonatina (01:46)
20. Allemand (01:23)
21. Gavott (00:41)
22. Courant (01:01)
23. Aria (00:39)
24. Saraband (01:33)
25. Gigue (01:25)
26. Finale adagio (00:54)

27. Mein Leben, dessen Creutz für mich, P360 (05:19)

Partie III in E flat major, P372
28. Sonata [Allegro] (01:09)
29. Allemand (01:29)
30. Courant (01:01)
31. Gavotte (00:45)
32. Saraband (01:49)
33. Gigue (00:59)

Partie IV in E minor, P373
34. Sonata (01:26)
35. Aria (02:21)
36. Courant (01:00)
37. Aria (00:48)
38. Ciacona (02:35)

39. Guter Walther unser Raths, P180 (01:39)

Partie I in F major, P370a
40. Sonata [Allegro] (00:52)
41. Allemand (01:46)
42. Courant (01:01)
43. Ballet (00:58)
44. Saraband (01:38)
45. Gigue (01:08)

46. O großes Musenliecht, P391 (01:40)

47. Canon & Gigue P37 – Canon a 3 Violinis con Basso c. (03:34)
48. Canon & Gigue P37 – Gigue (01:21)

Hans Jörg Mammel, tenor
Gli incogniti
Amandine Beyer, leader & violin

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Amandine Beyer, gênia barroca
Amandine Beyer, gênia barroca

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Piano Sonatas Op. 10, 53, “Waldstein”, 54 e 57, “Appassionata”

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Piano Sonatas Op. 10, 53, “Waldstein”, 54 e 57, “Appassionata”

Vamos combinar uma coisa? Ignorem a capa do CD, OK? Muito feia e convencional quando comparada com o conteúdo. Nascido nos arredores de Helsinque, em Espoo, Paavali Jumppanen é mais um finlandês de altíssima categoria no mundo da música erudita. Ele está gravando seu ciclo de Sonatas para Piano de Beethoven, terreno encravado de lendários pianistas e cujo campeão é, provavelmente, Maurizio Pollini. Este CD duplo — segundo volume de uma integral ainda incompleta — é uma joia. Traz seis sonatas para piano: três iniciais do Op. 10 (publicado em 1798) e três sonatas escritas entre 1804-1806 (Op. 53, 54 e 57). A Op. 53, “Waldstein”, concluída após a 3ª Sinfonia, é uma sinfonia heroica para piano e uma das melhores obras já escrita por um filho de mulher. A Op. 57, “Appassionata” é um trabalho mais agressivo, algo como o Inferno de Dante ou Macbeth de Shakespeare. Vale muito a audição.

(Depois do Allegro con brio e do Adagio molto da Waldstein, quando entra o Allegretto moderato, isto, é, quando diminui aquela tensão toda, é impossível não procurar uma posição mais confortável na cadeira).

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Piano Sonatas Opp. 10, 53, “Waldstein”, 54 e 57, “Appassionata”

Disc 1
Piano Sonata No. 5 in C Minor, Op. 10, No. 1
1.I. Molto allegro e con brio 5:19
2.II. Adagio molto 7:51
3.III. Finale: Prestissimo 3:44

Piano Sonata No. 6 in F Major, Op. 10, No. 2
4.I. Allegro 8:34
5.II. Allegretto 3:58
6.III. Finale: Presto 3:24

Piano Sonata No. 7 in D Major, Op. 10, No. 3
7.I. Presto 6:30
8.II. Largo e mesto 10:10
9.III. Menuetto – Trio – Menuetto: Allegro 2:54
10.IV. Rondo: Allegro 3:36

Disc 2
Piano Sonata No. 21 in C Major, Op. 53, “Waldstein”
1.I. Allegro con brio 10:39
2.II. Introduzione: Adagio molto 4:22
3.III. Rondo: Allegretto moderato 7:40
4.IV. Prestissimo 1:53

Piano Sonata No. 22 in F Major, Op. 54
5.I. In tempo d’un minuetto 5:08
6.II. Allegretto – Piu allegro 5:31

Piano Sonata No. 23 in F Minor, Op. 57, “Appassionata”
7.I. Allegro assai 9:51
8.II. Andante con moto 6:28
9.III. Allegro ma non troppo – Presto 7:37

Paavali Jumppanen, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Paavali Jumppanen coçando em casa entre um ensaio e outro
Paavali Jumppanen coçando em casa entre um ensaio e outro

PQP

Dmitry Shostakovich (1906-1975) — Peteris Vasks (1946) — Alfred Schnittke (1934-1998): Dolorosa

Dmitry Shostakovich (1906-1975) — Peteris Vasks (1946) — Alfred Schnittke (1934-1998): Dolorosa

MI0001015895Não há nada de doloroso neste álbum, pelo contrário, só de delicioso. Primeiro temos a Sinfonia para Câmara de Shostakovich, que nada mais é do que uma transcrição do Quarteto No. 8 feita por Rudolf Barshai. Uma ótima ideia de Barshai pois deixou a coisa toda surpreendentemente mais gostosa.

Ao final do álbum temos outra transcrição: a sonata para trio de violino, viola e cello de Schnittke, transcrita também para orquestra de câmara, essa feita por Yuri Bashmet. Novamente uma ótima ideia.

Mas o destaque do álbum fica pra Musica Dolorosa de Peteris Vasks, compositor que estreia hoje no blog. Nascido na Letônia, parece utilizar vários métodos contemporâneos de composição. Sua obra neste álbum me pareceu uma mistura de dor e fúria, coisa que adoro sentir na obra de um compositor. Não sei se sou sádico, acredito que não, mas me deliciei com as “dores” desta música.

Aliás, o álbum inteiro parece conter um clima semelhante; certamente uma ótima compilação.

Shostakovich, Vasks, Schnittke: Dolorosa

Dmitry Shostakovich (1906-1975)

Chamber Symphony Op. 110a (orchestration by Rudolf Barshai)
01 I. Largo
02 II. Allegro molto
03 III. Allegretto
04 IV. Largo
05 V. Largo

Peteris Vasks (1946)

06 Musica Dolorosa

Alfred Schnittke (1934-1998)

Trio Sonata (orchestration by Yuri Bashmet)
07 Moderato
08 Adagio

Stuttgarter Kammerorchester
Dennis Russell Davies, conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Vasks emocionado por estrear no PQP Bach.
Vasks emocionado por estrear no PQP Bach.

Luke

Max Bruch (1838-1920): The Complete Violin Concertos / Scottish Fantasy (Accardo – Masur)

Max Bruch (1838-1920): The Complete Violin Concertos / Scottish Fantasy (Accardo – Masur)


Definitivamente este é um cd do cacete, com o perdão da expressão. Max Bruch e Salvatore Accardo nasceram um para o outro. Gould-Bach, Karajan-Beethoven, Kempff-Schubert, Rubinstein-Chopin, enfim, todos estes instrumentistas tinham uma cara metade, e posso perfeitamente colocar Accardo-Bruch neste panteão, apesar de ter verdadeira admiração pelo Paganini do próprio Accardo, mas o que temos aqui é o supra sumo das gravações do concertos para violino de Bruch, incluíndo aí, é claro, sua serenata e sua Scottish Fantasy. Já ouvi diversas gravações destas obras. Heifetz, Oistrakh, Perlman, Mullova, todos eles fizeram um trabalho memorável, mas Accardo está com o capeta aqui. Alternando os momentos escancaradamente românticos, com os escancaradamente técnicos, ele consegue imprimir uma sonoridade única em seu Stradivarius 1718, nos emocionando até o último fio de cabelo. Claro que ele conta com a cumplicidade de Kurt Masur e a extraordinária Leipzig Gewandhaus Orchestra, mas o que conta é o feeling e o timing perfeitos de Accardo. As cinco estrelas dadas pelos clientes da amazon são mais que merecidas.

Max Christian Friedrich Bruch –
The Complete Violin Concertos – Scottish Fantasy –
Accardo – Masur

CD 1

Violin Concerto No.1 in G minor, Op.26
Venue: Gewandhaus,Leipzig – June 1977
1.01 I.   Vorspiel. Allegro moderato
1.02 II.  Adagio
1.03 III. Finale. Allegro energico

Violin Concerto No.2 in D minor, Op.44
Venue: Gewandhaus,Leipzig – June 1977
1.04 I.   Adagio non troppo
1.05 II.  Recitativo. Allegro moderato – Allegro – Andante sostenuto
1.06 II. Finale. Allegro molto

Serenade, for violin and orchestra in A minor, Op.75
Venue: Gewandhaus,Leipzig – April 1978
1.07 I.   Andante con moto
1.08 II.  Allegro moderato, alle marcia
1.09 III. Notturno

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2

Violin Concerto No.3 in D minor, Op.58
Venue: Gewandhaus,Leipzig – March 1978
2.01 IV.  Allegro energico e vivace
2.02 I.   Allegro energico
2.03 II.  Adagio
2.04 III. Finale. Allegro molto

Scottish Fantasy, for violin & orchestra, Op.46
Venue: Gewandhaus,Leipzig – June 1977
2.05       Einleitung. Grave
2.06 I.    Adagio cantabile
2.07 IIa. Scherzo. Allegro
2.08 IIb. Adagio
2.09 III. Andante sostenuto
2.10 IV.  Finale. Allegro guerriero

Salvatore Accardo, Violin
Gewandhausorchester Leipzig
Kurt Masur, Director

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Mestre Accardo
Mestre Accardo

FDP

Conjunto Roberto de Regina 25 anos [1976] (excertos da série Cantos e Danças da Renascença)

Cj Roberto de Regina 25 anos http://i34.tinypic.com/2jb5ikh.jpgEm 19.08.1961 a revista Cash Box, editada em Nova York, tratava como “um dos lançamentos mais importantes do ano” o Volume 1 de Cantos e Danças da Renascença, série de LPs produzidos pelo carioca Roberto de Regina com o conjunto vocal e instrumental que vinha desenvolvendo havia dez anos.

Infelizmente não tenho os discos originais, só uma espécie de compacto feito pela CBS em 1976 em um só LP – em lugar de reeditar inteira essa que devia ser considerada umas glórias da realização musical basileira.

Exagero? Bem, o grupo tinha sido absoluto pioneiro no repertório renascentista no Brasil. Verdade que em Belo Horizonte um grupo já usava o nome “madrigal renascentista”, mas não só seu repertório não era exclusivamente renascentista, como sequer se tratava de um madrigal e sim de um coral em moldes de épocas posteriores; seu trabalho estava longe de significar uma revivência minimamente autêntica de como essa música devia ter soado.

Mas a coisa da autenticidade é mais sutil: Roberto de Regina também poderia ser acusado (como foi) de não ser autêntico por, na falta de instrumentos de época, usar oboés e fagotes modernos (só por exemplo). No entanto suas interpretações absolutamente não soavam como algo modernizado – e sobretudo tinham como que um encanto, um mel: não eram de hoje, mas soavam como música viva, fluente como a feita ali no boteco da esquina, e não em um laboratório acadêmico. Enfim, talvez se possa dizer, muito de acordo com a época, que tinham BOSSA.

Talvez o que mais ajude nesse sentido seja as vozes usarem uma impostação muito discreta, sem nenhum cacoete operístico – e além disso se permitirem um discreta nasalidade, uma malemolência… como quem realmente não pretende negar que a música está sendo feita por brasileiros (ato comparável, talvez, ou de lermos Fernando Pessoa com qualquer um dos nossos sotaques, e não como ele ‘ouviu’ a poesia quando a escreveu).

De resto, alinho algumas observações que, acredito, podem ajudar na apreciação. A primeira é me desculpar que em alguns vários pontos pontos os agudos parecem sujos ou estourados – mas não foi falha na digitalização: creio que esse vinil foi abusado com agulhas rombudas em alguma época da sua vida.

Outra, que a série original vinha dividida em discos para a França, para a Espanha, para os franco-flamengos, os vasc… – ops, perdão! – o que de certa ‘conversa’ com a minha postagem anterior (Música da Renascença para alaúdes, vielas e bandurra). Só que aqui temos uma amostragem um tanto desequilibrada: um lado inteiro em francês, outro quase inteiro para a Espanha, e três faixas divididas por três outros países.

O francês usado é quase compreensível para quem tem noção razoável dessa língua se apenas se levar em conta que oi ou oy não vêm pronunciados ‘uá’ e sim ‘oê’. E assim fica compreensível o verso que termina as estrofes de Perdre le sens devant vous (‘perder o senso diante de ti…’), para mim uma das interpretações mais encantadoras do disco: ditte le mois, ditte le mois, je vous pris (‘dize-me, dize-me, eu te suplico’).

Notabilíssima a peça ‘Os gritos de Paris’ (Les cris de Paris) de Jannequin, que pretende descrever a agitação da feira ou mercado, com os vendedores apregoando uma delirante variedade de produtos… Aqui vale comparar com a leitura mais tradicionalmente coral de Klaus-Dieter Wolf à frente do Madrigal Ars Viva de Santos, que postei há não muito – e lá vocês encontram o texto de Les cris de Paris no encarte!

Roberto executa Mit ganczen Willen, do organista cego alemão Conrad Paumann (1410-1473), num dos cravos que ele mesmo construía. A seguir o Pater Noster de Obrecht também me parece um ponto alto de interpretação. Mas logo vêm os espanhóis, que comparecem com duas peças que devem ter sido selecionadas só como amostras da sua polifonia mas, honestamente, me parecem muito chatas (Dezilde al caballero e Falai meus ollos – esta em galaico-português), uma de extraordinário lirismo (Ay luna que reluces, do Cancioneiro de Upsala – coleção de música espanhola que tem esse nome pois a única cópia conhecida foi encontrada na Universidade de Upsala, na Suécia), e três de puro espírito farrista: ao fim de cada repetição do estribilho Dale si le das uma cantora começa a dizer uma palavra que, pela rima, seria obscena, e outra a interrompe ‘consertando a coisa’. Em Besad me y abrazad me uma mulher incita o marido a agir em termos como ‘pára de fingir que está dormindo!’. E Hoy comamos y bebamos, que termina o disco, joga no lixo qualquer hipocrisia e assume ‘Vamos comer e beber, cantar e folgar, que amanhã é dia de jejum. E não vamos perder bocado, pois [para comer mais] iremos vomitando’.

Dá pra fazer uma tal música com pedantismo acadêmico? Pode-se questionar o rigor musicológico de Roberto de Regina aqui e ali, mas fez música viva – e no meu sentir isso é precisamente o melhor que se pode dizer de um musicista.

25 anos do Conjunto Roberto de Regina
LP CBS de 1976. Digitado por Ranulfus, ago. 2010

FRANÇA
A1 Bon jour, bon moys (Dufay)
A2 Je ne vis oncques la pareille (Dufay)
A3 Petite camusette (Josquin des Prez)
A4 Ou mettra l’on ung baiser favorable? (Janequin)
A5 Les cris de Paris (Janequin)
A6 Ce sont gallans (Janequin)
A7 Que vaut Catin? (Costeley)
A8 En ung chasteau (Roland de Lassus)
A9 Perdre le sens devant vous (Claude le Jeune)

ALEMANHA
B1 Mit ganczen Willen (Paumann)

FLANDRES
B2 Pater Noster (Obrecht)

ITÁLIA
B3 Due villotte dei Fiori(Azzaiollo)

ESPANHA
B4 Besad me e abraçad me (n.n., Cancioneiro de Upsala)
B5 Dezilde al caballero (N.Gombert, Cancioneiro de Upsala)
B6 Falai meus ollos (n.n., Cancioneiro de Upsala)
B7 Dale si le das (n.n., Cancioneiro del Palacio)
B8 Ay luna que reluzes (n.n., Cancioneiro de Upsala)
B9 Hoy comamos y bebamos (Juan Encina)

. . . . . BAIXE AQUI – download here

Ranulfus (publicado originalmente em 08/08/2010)

Alfred Schnittke (1934-1998): Symphony No. 1 — The Ten Symphonies

Alfred Schnittke (1934-1998): Symphony No. 1 — The Ten Symphonies

coverMO-NU-MEN-TAL! . É o mínimo que se pode dizer sobre esta sinfonia. Schnittke quando a compôs estava em progressão geométrica em direção ao seu auge. Ainda não havia atingido a perfeição de seu poliestilismo, mas já tinha mais do que o necessário para chocar.

Barroco, romântico, clássico. E até algumas tendências modernas contemporâneas como aleatoriedade na música e minimalismo. Todas esses estilos são encontrados nessa sinfonia, só para citar alguns. Alex Ross, em um texto maravilhoso sobre Schnittke, chama o compositor de “conhecedor do caos”. É a melhor alcunha possível para um louco que cria uma sinfonia de tamanha magnitude.

Primeiro pela sua duração “mahleriana”, como diz Tom Service. Segundo pelo teatro embutido em sua execução: na partitura é indicado um momento para que os músicos deixem e voltem ao palco, talvez fazendo uma crítica ao ritual tradicional das salas de orquestra? Terceiro pela fusão imensa de referências diretas e indiretas, além da mescla de diferentes estilos como jazz, dodecafonismo e música aleatória.

Mais do que ouvir essa música, ela é preciso ser pensada. Existem dezenas de outras obras de Schnittke cujo material musical é muito mais agradável. Se você espera escutar isso como se escuta uma sonata de Beethoven, caia fora. Aqui devemos pensar! O que ele quer dizer com esses metais pesadíssimos? E essas palmas no meio da sinfonia? E esse tema? Etc. Puxem o filósofo de dentro de vocês.

Uma coisa que me vem à mente ao ouvir essa sinfonia é pensar como que a partir de tantas referências (Beethoven, Haydn, Tchaikovsky, Strauss, Chopin, Bach, etc.) Schnittke mistura toda a tradição clássica da música até então e, ao fazer isso, anuncia o pós-modernismo. É como se o compositor se visse sem saída, e então, para criar uma, junta todas as saídas que haviam tomado até então. Mas pensar a história da música daquele momento como sem uma nova saída, é nada mais que consequência da ideologia pós-moderna de fim da história, ou seja, como se a história do homem não tivesse mais para onde ir além de repetir mais do mesmo.

Schnittke não foi o único que padeceu desse mal. Se olharmos para as primeiras composições de Arvo Pärt, perceberemos a mesma incerteza. Mas independentemente do niilismo do homem moderno acerca de se a história acabou ou não, as sociedades continuam e continuarão a mudar enquanto existir a espécie humana. Não é a toa que Schnittke se reencontra no final da vida numa certa “espiritualidade” musical, embora conservando elementos de seu poliestilismo. Arvo Pärt faz a mesma coisa. Todo homem nas artes, na política ou na ciência que se encontrar na mesma encruzilhada, não poderá resistir ao movimento contínuo da história. Mostrarei isso à vocês em todo o movimento… digamos, dialético (em transformação) das sinfonias de Schnittke.

Schnittke: The Ten Symphonies

CD 1

Alfred Schnittke (1934-1998):

Symphony No. 1
01 1. Senza Tempo. Moderato
02 2. Allegretto
03 3. Lento
04 4. Lento. Allegro
05 5. Applause

Royal Stockholm Philharmonic Orchestra
Leif Segerstam, conductor
Åke Lännerholm, trombone
Carl-Axel Dominique, piano (jazz improvisation)
Ben Kallenberg, violin (jazz improvisation)

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Schnittke, perdido em pensamentos.
Schnittke, perdido em pensamentos.

Luke

.: interlúdio :. Diane Schuur: I Remember You: With Love To Stan And Frank (2014)

.: interlúdio :. Diane Schuur: I Remember You: With Love To Stan And Frank (2014)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um tremendo disco desta tremenda cantora cega que vê muito mais do que a esmagadora maioria de nós. Enquanto alguns vocalistas escolhem entre o lucro e o jazz, Schuur leva ambas as carreiras com competência. Ela está constantemente entre as salas de concertos e os pequenos clubes. Seu estilo incorpora tanto a interpretação do jazz sutil quanto o rhythm and blues. Neste recente CD, Diane Schuur dá um banho ao homenagear Mr. Getz (clonado pelo saxofonista Joel Frahm) e o um certo crooner de sobrenome Sinatra. Sua voz parece estar cada vez mais linda. As novas roupagens da músicas são do caraglio, e o bicho pega, principalmente quando Schuur se solta e improvisa.

Diane Schuur: I Remember You: With Love To Stan And Frank (2014)

01. S’ Wonderful (3:32)
02. Nice N Easy (4:11)
03. Watch What Happens (5:09)
04. I’ve Got You Under My Skin (5:21)
05. How Insensitive (5:09)
06. Here’s That Rainy Day (6:42)
07. Didn’t We (5:52)
08. I Remember You (3:02)
09. I Get Along Without You – Don’t Worry ‘Bout Me (5:01)
10. The Second Time Around (4:58)
11. For Once In My Life (2:56)

Diane Schuur: vocals;
Alan Broadbent: arrangements, piano;
Roni Ben-Hur and Romero Lubambo: guitars,
Joel Frahm: saxophone,
Ben Wolfe: bass;
Ulysses Owens Jr.: drums.

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Diane Schuur:
Diane Schuur: que voz!

PQP

Samuel Barber (1910-1981): ‘The School For Scandal’ Op. 5, Sinfonia No. 1 Op. 9, First Essay For Orchestra Op. 12 e Sinfonia No. 2 Op. 19

Samuel Barber (1910-1981): ‘The School For Scandal’ Op. 5, Sinfonia No. 1 Op. 9, First Essay For Orchestra Op. 12 e Sinfonia No. 2 Op. 19

A seguir, algumas informações extraídas da wikipédia: “Samuel Osborne Barber (Westchester, 9 de Março de 1910 — Nova Iorque, 23 de Janeiro de 1981) foi um compositor norte-americano de música erudita, mais conhecido pela obra “Adagio for Strings”. Começou a compor com sete anos de idade; os seus estudos formais foram feitos no “Instituto de Música Curtis”, em Philadelphia. Aos 25 anos tornou-se membro da Academia Americana em Roma. Compôs um conhecido “Concerto para Violino” e a obra “Music for a Scene from Shelley”, Opus 7, esta última baseada num poema de Percy Bysshe Shelley. É o autor de um Concerto para Piano e Orquestra e de uma Sonata para Piano. Sua ópera “Vanessa” (1957), ganhou o Prêmio Pulitzer.

DAQUI

Samuel Barber (1910-1981): ‘The School For Scandal’ Overture, Op. 5, Sinfonia No. 1, Op. 9, First Essay For Orchestra, Op. 12 e Sinfonia No. 2, Op. 19

‘The School For Scandal’ Overture, Op. 5
01. ‘The School For Scandal’ Overture

Sinfonia No. 1, Op. 9
02. Allegro Ma Non Troppo
03. Allegro Molto
04. Andante Tranquillo

First Essay For Orchestra, Op. 12
05. First Essay For Orchestra

Sinfonia No. 2, Op. 19
06. Allegro Ma Non Troppo
07. Andante, Un Poco Mosso
08. Presto, Senza Battuto – Allegro Risoluto

Royal Scottish National Orchestra
Marin Alsop, regente

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Samuel Barber na dúvida: escrevo uma sinfonia ou dou uma volta de bicicleta
Samuel Barber na dúvida: escrevo uma sinfonia ou dou uma volta de bicicleta?

Carlinus

.: interlúdio :. Dreyfus Night in Paris – Miller, Petrucciani, Garrett, Lagrene & White

61oa6qTvBIL._SS500_SS280Se neste CD tivesse apenas a versão deste super quinteto para o clássico “Tutu” do Miles Davis já valeria a pena sua aquisição. O que estes caras fazem não está no gibi, como dizia meu querido e saudoso pai.
Em primeiro lugar vamos conferir quem faz parte deste super grupo:

Kenny Garrett – Sax – tocou com Miles
Marcus Miller – Baixo – tocou com Miles
Birele Lagrene – Guitarrista – Tocava com o Jaco Pastorius
Lenny White – Baterista – Tocou com todo mundo, inclusive com o Miles
Michel Petrucciani – Pianista. Tocou com… Petrucciani, dentre outros, mas não lembro de ter gravado com o Miles.

A gravação deste petardo ocorreu em uma determinada noite de 1994 em Paris, só com músicos da gravadora Dreyfus. E o Cd só tem três faixas, que totalizam 50 minutos de puro prazer e virtuosismo absurdo. Cada um destes músicos tem ou teve uma sólida carreira solo e são reconhecidos pelo seu talento, versatilidade e virtuosismo. Mas eu já tinha usado este adjetivo antes. Então vamos ao que viemos

01 – Tutu
02 – The King Is Gone
03 – Looking Up

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Antonio Vivaldi – 6 Cello Sonatas, Op.14 – Christophe Coin, Christopher Hogwood, Ageet Zweistra, Tom Finucane

61Xii12+jTL._SS500_SS280Então agora teremos o terceiro e último CD da parceria Hogwood / Coin, que traz as seis sonatas para violoncelo, op. 14.  Outra baita gravação da L´Oiseau Lyre e que é meio que unanimidade como uma das melhores gravações já realizadas destas obras. Um cliente da amazon comentou que é difícil conceber outra forma de interpretação a estas peças.

Li, gostei e trago para vocês o comentário do crítico da conceituada revista Gramophone:

“Nine cello sonatas by Vivaldi have survived. Six of them were published as a set in Paris in about 1740; that set, mistakenly known as the composer’s Op. 14, contains the sonatas recorded in this release. The three remaining sonatas come from manuscript collections. All but one of the six works are cast in the slow-fast-slow-fast pattern of movements of the sonata da chiesa. The odd one out, RV46, in fact, retains the four movement sequence but inclines towards the sonata da camera in the use of dance titles.

The music of these sonatas is almost consistently interesting, often reaching high points of expressive eloquence, as we find, for example, in the justifiably popular Sonata in E minor, RV40. It is in slow movements,perhaps, that Vivaldi’s understanding of the instrument’s cantabile possibilities is most readily apparent; faster movements, on the other hand, are tautly and idiomatically constructed. Everywhere Vivaldi reveals a pleasing feel for gesture and, indeed it would seem at times, caricature. Some of the gestures are bold as, for instance, those which introduce the opening movement of the A minor, RV43, whereas others are more flamboyant. In short, there is a considerable variation in mood ranging from athletic high spirits to profound elegy.

Christophe Coin brings to life these details in the music with technical assurance and a spirit evidently responsive to its poetic content. Particularly affecting instances of this occur in the third movements of the A minor and the E minor Sonatas where Coin shapes each phrase, lovingly achieving at the same time a beautifully sustained cantabile. In the E minor, furthermore, the guitar accompaniment adds gilt to the gingerbread. Fast movements are played with disciplined panache and with lightly articulated bowing. Intonation is very sure for the most part yet occasionally even an artist of this calibre has difficulty in finding the centre of his notes. This was a weak area in the otherwise fine CRD account of the same sonatas given by Susan Sheppard and L’Ecole d’Orphee. Whilst Coin has the edge over Sheppard in technical matters I would not hesitate to place her interpretations on a comparable level. Coin can be more demonstrative and he is freer in his approach to ornaments, but both artists have highly developed feelings for the poignant content of the music. There is a greater variety of continuo colour in the new issue, for whereas Susan Sheppard is accompanied by cello and harpsichord, Coin has a baroque guitar, archlute, cello and harpsichord variously at his disposal; CRD, however, offer all nine sonatas on two discs (available separately).

To sum up, this is a difficult choice. I shall require both versions since not only does the music itself amply justify several interpretations but also both these performances are fine ones.”
— Nicholas Anderson, Gramophone [4/1989]

 

1 Sonata for cello and Continuo in B flat, RV.47: 1. Largo
2 Sonata for cello and Continuo in B flat, RV.47: 2. Allegro
3 Sonata for cello and Continuo in B flat, RV.47: 3. Largo
4 Sonata for cello and Continuo in B flat, RV.47: 4. Allegro
S Sonata for Cello and Continuo in F major, R.41: 1. Largo
6 Sonata for Cello and Continuo in F major, R.41: 2. Allegro
7 Sonata for Cello and Continuo in F major, R.41: 3. Largo
8 Sonata for Cello and Continuo in F major, R.41: 4. Allegro
9 Sonata for Cello and Continuo in A minor, R.43: 1. Largo
10 Sonata for Cello and Continuo in A minor, R.43: 2. Allegro poco
11 Sonata for Cello and Continuo in A minor, R.43: 3. Largo
12 Sonata for Cello and Continuo in A minor, R.43: 4. Allegro
13 Sonata for Cello and Continuo in B flat, R.45: 1. Largo
14 Sonata for Cello and Continuo in B flat, R.45: 2. Allegro
15 Sonata for Cello and Continuo in B flat, R.45: 3. Largo
16 Sonata for Cello and Continuo in B flat, R.45: 4. Allegro
17 Sonata for Cello and Continuo in E minor, R.40: 1. Largo
18 Sonata for Cello and Continuo in E minor, R.40: 2. Allegro
19 Sonata for Cello and Continuo in E minor, R.40: 3. Largo
20 Sonata for Cello and Continuo in E minor, R.40: 4. Allegro
21 Sonata for Cello and Continuo in B flat, R.46: 1. Preludio (Largo)
22 Sonata for Cello and Continuo in B flat, R.46: 2. Allemanda (Allegro)
23 Sonata for Cello and Continuo in B flat, R.46: 3. Largo
24 Sonata for Cello and Continuo in B flat, R.46: 4. Corrente (Allegro)

Christopher Hogwood – Harpsichord
Ageet Zweistra – Cello
Christophe Coin – Cello
Tom Finucane – Archlute

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Joseph Haydn – Trumpet Concerto in E Flat Major, Leopold Mozart – Trumpet Concerto in D Major,

FrontNa verdade quem deveria estar assinando esta postagem seria nosso colega Wellbach, trompetista profissional e professor do mesmo instrumento. Mas como sei que é difícil para ele encontrar um tempo em sua agenda, resolvi então escrever estas mal traçadas linhas.
Maurice Andre provavelmente é o maior de todos os trompetistas, me corrijam se eu estiver errado, e se existiu algum outro trompetista deste quilate, me apresentem, pelo menos neste repertório.
Imagino que o repertório para um trompetista concertista seja muito limitado, por este motivo as adaptações são necessárias, que o digam os concertos para Oboe de Mozart e de Haydn aqui tocados. E a própria transcrição deve ser muito complicada, pois tratam-se de dois instrumentos bem diferentes.
Peço ajuda aos universitários, digo ao Wellbach, para fazer algum outro comentário sobre as obras aqui interpretadas e sobre o músico.

01. Haydn – Trumpet Concerto in E flat major – 1 – Allegro
02. Haydn – Trumpet Concerto in E flat major – 2 – Andante Cantabile
03. Haydn – Trumpet Concerto in E flat major – 3 – Allegro

Bamberg Symphony Orchestra
Theodor Guschlbauer – Conductor

04. Leopold Mozart – Trumpet Concerto in D major – 1 – Adagio
05. Leopold Mozart – Trumpet Concerto in D major – 2 – Allegro moderato

Jean-François Paillard Chamber Orchestra
Jean-François Paillard – Conductor

06. Haydn – Oboe Concerto in C major – 1 – Allegro spirituoso
07. Haydn – Oboe Concerto in C major – 2 – Andante
08. Haydn – Oboe Concerto in C major – 3 – Rondo
09. Mozart – Oboe Concerto in C major – 1 – Allegro aperto
10. Mozart – Oboe Concerto in C major – 2 – Adagio non troppo
11. Mozart – Oboe Concerto in C major – 3 – Rondo

Franz Liszt Chamber Orchestra
Frygies Sándor – Conductor
Maurice André – Trumpet

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Carl Nielsen (1865-1931): Concerto para Violino e Sinfonia Nº4, “Inextinguível”

Carl Nielsen (1865-1931): Concerto para Violino e Sinfonia Nº4, “Inextinguível”

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Sibelius é considerado o grande compositor escandinavo da virada do século. Nada contra o grande careca, mas Nielsen merece ter sua posição revista, o cara foi genial e mereceria estar ao lado do finlandês. Seu Concerto para Violino e Orq. é belíssimo. Por alguma razão, é muito estimulante ouvi-lo. (Seria a introdução de plácidos temas folclóricos no primeiro movimento e seus desenvolvimentos?) E o excelente violinista Arve Tellefsen sendo regido pelo também violinista e lenda Yehudi Menuhin? Que show! O mesmo se pode dizer da Sinfonia Nº 4, Inextinguível, um petardo para ser tocado em um movimento. De peças que deveriam fazer parte do repertório de orquestras e conjuntos de sopros, Nielsen tem seis sinfonias — todas merecem ser conhecidas –, um Quinteto de Sopros e concertos para violino, flauta e clarinete.

Crescido no seio de uma família de poucos recursos financeiros, Nielsen foi maestro, violinista e professor da Real Academia de Música Dinamarquesa. Durante a sua vida, a reputação de Nielsen era considerada como marginal, tanto no seu país como internacionalmente. Apenas mais tarde é que os seus trabalhos foram incluídos no repertório internacional, sendo a década de 1960 um marco de aumento da sua popularidade através de Leonard Bernstein e outros. Na Dinamarca, a sua reputação ficou definitivamente marcada em 2006 quando três das suas composições passaram a ser consideradas nos Cânones da Cultura Dinamarquesa entre as doze grandes peças musicais da música daquele país. Durante muitos anos, sua imagem apareceu em notas de dinheiro dinamarquesas. O Museu Carl Nielsen em Odense, documenta a sua vida e a da sua mulher. Entre 1994 e 2009, a Real Biblioteca Dinamarquesa, completou a Edição Carl Nielsen, disponível na internet, contendo a história e as pautas dos trabalhos de Nielsen, algumas das quais nunca publicadas.

Carl Nielsen (1865-1931): Concerto para Violino
1. I Praeludium: Largo –
2. Allegro Cavalleresco
3. II Poco Adagio –
4. Rondo: Allegretto Scherzando

Carl Nielsen (1865-1931): Sinfonia Nº4, “Inextinguível”
5. I Allegro -/II Poco Allegretto –
6. III Poco Adagio Quasi Andante – Con Anima -/IV Allegro

Arve Tellefsen, violino
Royal Philharmonic Orchestra
Yehudi Menuhin

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Carl Nielsen num momento assim.
Carl Nielsen num momento assim.

PQP

Felix Mendelssohn (1809-1847): Piano Trios Nos. 1 & 2, Op. 49 e 66

Felix Mendelssohn (1809-1847): Piano Trios Nos. 1 & 2, Op. 49 e 66

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Os três são grandes solistas, porém, nesta gravação, Emanuel Ax, Itzhak Perlman e Yo-Yo Ma provam suas qualidades como músicos de câmara. Não há luta pela supremacia. Os músicos honram o fluxo da música e as melodias fluem suavemente do violoncelo para o violino e daí para o piano em qualquer ordem. Eles parecem vir da primavera, dando-nos vontade de cantar junto. A música é romântica, elegante e melódica, refinada como convém a um talentoso intelectual do século XIX, membro de uma rica família de banqueiros e intelectuais judeus da Europa Central.

Felix Mendelssohn (1809-1847): Piano Trios Nos. 1 & 2, Op. 49 e 66

1 Piano Trio No. 1 In D Minor, Op. 49: I. Molto Allegro E Agitato 9:59
2 Piano Trio No. 1 In D Minor, Op. 49: II. Andante Con Moto Tranquillo 6:15
3 Piano Trio No. 1 In D Minor, Op. 49: III. Scherzo: Leggiero E Vivace 3:52
4 Piano Trio No. 1 In D Minor, Op. 49: IV. Finale: Allegro Assai Appassionato 8:56

5 Piano Trio No. 2 In C Minor Op. 66: I. Allegro Energico E Con Fuoco 11:13
6 Piano Trio No. 2 In C Minor Op. 66: II. Andante Espressivo 6:41
7 Piano Trio No. 2 In C Minor Op. 66: III. Scherzo: Molto Allegro Quasi Presto 3:47
8 Piano Trio No. 2 In C Minor Op. 66: IV. Finale: Allegro Appassionato 8:25

Yo-Yo Ma, cello
Itzhak Perlman, violino
Emanuel Ax, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Completando o texto, Mendelssohn depois converteu-se ao cristianismo
Completando o texto, Mendelssohn depois converteu-se ao cristianismo

PQP

.: interlúdios :. Dois Kennies, o Werner e o Wheeler, e uma confusão

.: interlúdios :. Dois Kennies, o Werner e o Wheeler, e uma confusão

Pois eu peguei dois CDs de Kenny Wheeler e botei para tocar no carro. Achei estranho. O primeiro não parecia ser de Wheeler. Ele estaria tocando uma música dos The Animals, House Of The Rising Sun? Mais do que estranho, mas mesmo assim era bom, muito bom até. Um sonzaço de big band. Aí fui ver e era de Kenny WERNER, de uma big band de Bruxelas. Fui ver o segundo e era mesmo de Wheeler. Os dois Kennies estão aí para vocês os compararem. Menos mal que não era o Kenny G.

Duas excelentes big bands para esta terça-feira.

Kenny Werner & Brussels Jazz Orchestra – Institute of Higher Learning (2011)

1. Cantabile 1st 10:46
2. Cantabile 2nd 10:53
3. Cantabile 3rd 6:28
4. Second Love Song 7:46
5. House Of The Rising Sun 10:11
6. Compensation 13:00
7. Institute Of Higher Learning 10:24

Personnel:
Kenny Werner: piano; Peter Hertmans: guitar; Jos Machtel: double bass; Martijn Vink: drums; Frank Vaganee: artistic director, lead alto and soprano saxphones; Dieter Limbourg: alto and soprano saxophones, clarinet, flute; Kurt Van Herck: tenor saxophone, flute; Bart Defoort: tenor saxophone, clarinet; Bo Van der Werf: baritone saxophone, bass clarinet; Serge Plume: lead trumpet, flugelhorn; Nico Schepers: trumpet, flugelhorn; Pierre Drevet: trumpet, flugelhorn; Joeroen Van Malderen: trumpet, flugelhorn; Marc Godfried: lead trombone; Lode Mertens: trombone; Ben Fleerakkers: trombone; Laurent Hendrick: bass trombone.

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Kenny Wheeler Big Band – The Long Waiting (2012)

1. Canter N.6 [04:18]
2. Four, Five, Six [09:50]
3. The Long Waiting [07:27]
4. Seven, Eight, Nine [05:33]
5. Enowena [11:23]
6. Comba N.3 [07:58]
7. Canter N.1 / Old Ballad [14:11]
8. Upwards [07:47]

Personnel:

John Parricelli – Guitar
Julian Arguelles – Soprano & Tenor Sax
Martin France – Drums
John Taylor – Piano
Kenny Wheeler – Trumpet, Flugelhorn
Pete Churchill – Conductor
Diana Torto – vocals
Ray Warleigh – Alto Sax
Duncan Lamont – Alto Sax
Stan Sulzmann – Tenor Sax
Julian Siegel – Tenor Sax
Henry Lowther – Trumpet
Derek Watkins – Trumpet
Tony Fisher – Trumpet
Nick Smart – Trumpet
Mark Nightingale – Trombone
Barnaby Dickinson – Trombone
Dave Horler – Trombone
Dave Stewart – Bass Trombone
Chris Laurence – Bass

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Werner
Werner
Wheeler
Wheeler

PQP

Franz Joseph Haydn (1732-1809): Cello Concertos / Sinfonia concertante

Franz Joseph Haydn (1732-1809): Cello Concertos / Sinfonia concertante

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Difícil encontrar melhores gravações destes concertos. Steven Isserlis e Roger Norrington fazem misérias nos belíssimos concertos de Haydn e na Concertante. Não é nada surpreendente o fato deste CD ter aparecido em todas as listas de melhores do ano quando de seu lançamento. Equilíbrio, musicalidade, senso de estilo, tudo parece ter sido minuciosamente pensado e executado. Um CD para se ouvir por anos.

(A imagem acima é a do CD relançado, que inclui a Sinfonia Nº 13. Utilizamos o CD completo da primeira edição, sem esta pequena faixa única da 13ª).

Franz Josef Haydn (1732-1809):
Cello Concertos / Sinfonia concertante

1. Cello Concerto No. 1 in C major, H. 7b/1: 1. Moderato
2. Cello Concerto No. 1 in C major, H. 7b/1: 2. Adagio
3. Cello Concerto No. 1 in C major, H. 7b/1: 3. Allegro molto

5. Cello Concerto No. 2 in D major, H. 7b/2 (Op. 101): 1. Allegro moderato
6. Cello Concerto No. 2 in D major, H. 7b/2 (Op. 101): 2. Adagio
7. Cello Concerto No. 2 in D major, H. 7b/2 (Op. 101): 3. Rondo. Allegro

8. Sinfonia Concertante for violin, cello, oboe, bassoon & orchestra, H. 1/105: 1. Allegro
9. Sinfonia Concertante for violin, cello, oboe, bassoon & orchestra, H. 1/105: 2. Andante
10. Sinfonia Concertante for violin, cello, oboe, bassoon & orchestra, H. 1/105: 3. Allegro con spirito

Steven Isserlis, violoncelo
Chamber Orchestra of Europe
Roger Norrington

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Sir Roger Norrington: trabalho esplêndido
Sir Roger Norrington: trabalho esplêndido

PQP

Richard Strauss (1864-1949) – Don Juan Op. 20, Tod und Verklärung, Op.24, Salome Op. 54 Dance of the Seven Veils, 4. Till Eulenspiegels lustige Streiche Op. 28

FrontDescaradamente wagnerianas, as obras deste CD fazem parte da coleção ‘Klemperer Legacy’ da EMI, e não por acaso uma das caixas é dedicada a Wagner, sendo este o quinto cd da dita caixa.
Como não poderia deixar de ser, Klemperer está muito a vontade com este repertório, e cada vez que ouço uma gravação sua me convenço ainda mais de que foi um dos grandes regentes do século XX. Este é um daqueles cds que não cansamos de ouvir.

1. Don Juan Op. 20
2. Tod und Verklärung, Op.24
3. Salome Op. 54 Dance of the Seven Veils
4. Till Eulenspiegels lustige Streiche Op. 28 (1998 Digital Remaster)

Philharmonia Orchestra
Otto Klemperer – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Klemperer Legacy – Richard Wagner – CD 4 de 5 – Otto Klemperer, New Philharmonia Orchestra

Front1. Die Walküre, ACT 3, Dritte Szene Leb’ wohl, du kühnes, herrliches Kind! (Wotan’s farewell) (1991 Digital Remaster)
2. Wesendonk Lieder (orch. Mottl) Der Engel
3. Wesendonk Lieder (orch. Mottl) Stehe still
4. Wesendonk Lieder (orch. Mottl) Im Treibhaus
5. Wesendonk Lieder (orch. Mottl) Schmerzen
6. Wesendonk Lieder Träume (2006 – Remaster)
7. Tristan und Isolde, Act 3, Scene 3 Mild und leise wie er lächelt (Isoldes Liebestod Isolde)
8. Metamorphosen Studie für 23 Solostreicher (1999 – Remaster)

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Klemperer Legacy – Richard Wagner – Cd 3 de 5 – Otto Klemperer, New Philharmonia Orchestra

Front

1. Die Walküre Vorspiel Prelude Prélude (Orchester)
2. Die Walküre, Erste SzeneScene 1Première Scène Wes Herd dies auch sei (Siegmund)
3. Die Walküre, Erste SzeneScene 1Première Scène Einen Unseligen labtest du (Siegmund Sieglinde))
4. Die Walküre, Zweite Szene Scene 2.Deuxième Scène Müde am Herd fand ich den Mann (Sieglinde)
5. Die Walküre, Zweite SzeneScene 2.Deuxième Scène Friedmund darf ich nicht heißen (Siegmund)
6. Die Walküre, Zweite Szene Scene 2.Deuxième Scène Die so leidig Los dir beschied (Sieglinde Hunding Siegmund)
7. Die Walküre, Zweite Szene Scene 2.Deuxième Scène Ich weiss ein wildes Geschlecht (Hunding)
8. Die Walküre, Dritte Szene Scene 3Troisième Scène Ein Schwert verheiß mir der Vater (Siegmund)
9. Die Walküre, Dritte Szene Scene 3 Troisième Scène Schläfst du, Gast (Sieglinde)
10. Die Walküre, Dritte Szene Scene 3Troisième Scène Winterstürme wichen dem Wonnemond (Siegmund)
11. Die Walküre, Dritte Szene Scene 3Troisième Scène Du bist der Lenz (Sieglinde)
12. Die Walküre, Dritte Szene Scene 3Troisième Scène O süßeste Wonne! Seligstes Weib! (Siegmund)
13. Die Walküre, Dritte Szene Scene 3Troisième Scène Siegmund heiß’ ich und Siegmund bin ich! (Siegmund Sieglinde)

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

J.S. Bach (1685-1750): Cantatas Seculares BWV 210 e 204

J.S. Bach (1685-1750): Cantatas Seculares BWV 210 e 204

Mais um bom CD de Cantatas de Bach. Grande trabalho do soprano Dorothea Röschmann, do excelente Les Violons Du Roy e de Bernard Labadie. A BWV 210 é imensa, dura mais de 30 minutos e a 204 não lhe fica muito atrás em dimensões e qualidade. A Cantata é o gênero mais importante de música de câmara vocal do período barroco, o principal elemento musical do culto luterano. Desde o final do século XVIII, o termo foi aplicado a uma ampla variedade de obras, sacras e seculares, na maioria para coro e orquestra, desde as cantatas de Beethoven por ocasião da morte e sucessão de imperadores, até as cantatas soviéticas patrióticas de Shostakovich.

J.S. Bach (1685-1750): Cantatas Seculares BWV 210 e 204

1 O holder Tag, erwunschte Zeit, BWV 210: Recitative: O holder Tag, erwunschte Zeit 1:02
2 O holder Tag, erwunschte Zeit, BWV 210: Aria: Spielet, ihr beseelten Lieder 7:00
3 O holder Tag, erwunschte Zeit, BWV 210: Recitative: Doch, haltet ein, ihr munter Saiten 1:11
4 O holder Tag, erwunschte Zeit, BWV 210: Aria: Ruhet hie, matte Tone 6:24
5 O holder Tag, erwunschte Zeit, BWV 210: Recitative: So glaubt man denn, dass die Musik verfuhre 2:09
6 O holder Tag, erwunschte Zeit, BWV 210: Aria: Schweigt, ihr Floten, schweigt, ihr Tone 4:11
7 O holder Tag, erwunschte Zeit, BWV 210: Recitative: Was Luft? was Grab? 1:46
8 O holder Tag, erwunschte Zeit, BWV 210: Aria: Grosser Gonner, dein Vergnugen 3:09
9 O holder Tag, erwunschte Zeit, BWV 210: Recitative: Hochteurer Mann, so fahre ferner fort 1:22
10 O holder Tag, erwunschte Zeit, BWV 210: Aria: Seid begluckt, edle beide 5:33

11 Ich bin in mir vergnugt, BWV 204: Recitative: Ich bin in mir vergnugt 1:47
12 Ich bin in mir vergnugt, BWV 204: Aria: Ruhig und in sich zufrieden 7:13
13 Ich bin in mir vergnugt, BWV 204: Recitative: Ihr Seelen, die ihr ausser euch 2:03
14 Ich bin in mir vergnugt, BWV 204: Aria: Die Schatzbarkeit der weiten Erden 4:15
15 Ich bin in mir vergnugt, BWV 204: Recitative: Schwer ist es zwar, viel Eitles zu besitzen 2:22
16 Ich bin in mir vergnugt, BWV 204: Aria: Meine Seele sei vergnugt 6:27
17 Ich bin in mir vergnugt, BWV 204: Recitative – Arioso: Ein edler Mensch ist Perlenmuscheln gleich 2:35
18 Ich bin in mir vergnugt, BWV 204: Aria: Himmlische Vergnugsamkeit 4:16

Dorothea Röschmann, soprano
Les Violons Du Roy
Bernard Labadie

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Felizes e de boas: Le Violons du Roy
Felizes e de boas: Le Violons du Roy

PQP