REPOSTAGEM .
Este CD oferece uma mostra da música religiosa produzida ou praticada no Brasil, do inícios do séc. XVIII a inícios do séc. XIX, nas capitanias de Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Reunimos para isso, algumas composições recuperadas desde os trabalhos pioneiros do musicólogo Francisco Curt Lange (1903 – 1997) na década de 1940, até as mais recentes pesquisas.
A produção musical católica floresceu em todos os grandes centros urbanos da América Latina a partir de fins do séc. XVI, observando duas características básicas: 1) a assimilação das técnicas européias de composição e execução musical; 2) adaptação das mesmas às condições particulares de cada região do Novo Mundo. As pesquisas sobre esse fenômeno, intensificadas a partir da década de 1980, têm revelado, portanto, não somente música escrita e executada nessas regiões no período colonial, como também música que, em vários aspectos, exibe particularidades nem sempre encontradas na produção religiosa européia.
A música colonial latino-americana foi essencialmente vocal e religiosa, sendo raras, no período, as obras profanas ou as composições exclusivamente instrumentais, fenômeno decorrente do estabelecimento da religião católica como forma de agregação social. Foi somente no séc. XIX, depois dos movimentos de independência e das revoluções industriais, sociais e urbanas, que iniciou-se o franco desenvolvimento da música profana, instrumental e mesmo doméstica na região.
O Brasil, no período colonial (1500-1822), exibiu um desenvolvimento musical bastante tardio, em relação a outras regiões do continente. Embora existam raros exemplos relativos à primeira metade do séc. XVIII, foi a partir da década de 1770, com o avanço do processo de urbanização, que intensificou-se a produção musical religiosa na América Portuguesa.
Como parte decisiva de nosso trabalho no Projeto História da Música Brasileira, este CD tem a preocupação de apresentar não somente obras inéditas, mas de aumentar a difusão do repertório cultural da Colônia. Paulo Castagna, extraído do encarte, 1999.
Anônimo (Séc. XVIII) 01. Asperges Me/ Domine, Hyssopo 1. Asperges Me/ Domine, Hyssopo (Alegro)
02. Asperges Me/ Domine, Hyssopo 2. Misere Mei, Deus (Moderato)
03. Asperges Me/ Domine, Hyssopo 3. Gloria Patri (Andante)
04. Asperges Me/ Domine, Hyssopo 4. Sicut Erat (Allegro)
05. Asperges Me/ Domine, Hyssopo 5. Hosana Filio David
06. Asperges Me/ Domine, Hyssopo 6. Collegerunt Pontifices
07. Asperges Me/ Domine, Hyssopo 7. Sancuts
08. Asperges Me/ Domine, Hyssopo 8. Pueri Hebraerum (Antífona)
Ignacio Parreiras Neves (Vila Rica, atual Ouro Preto, 1736-1790) 09. Antífona De N. Senhora 1. Salve Regina (Largo)
10. Antífona De N. Senhora 2. Eia Ergo (Andantino)
11. Antífona De N. Senhora 3. Virgo Maria (Adagio)
Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813) 12. Encomendação De Almas 1. Alerta, Mortais (Andante/Poco Allegro)
13. Encomendação De Almas 2. Senhor Deus (Moderato)
José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746- Rio de Janeiro, 1805) 14. Ego Enem Accepi A Domino
Francisco Gomes da Rocha (1746-1808, Vila Rica, MG) 15. Novena de Nossa Senhora do Pilar 1. Veni Sancte Spiritus (Andantino)
16. Novena de Nossa Senhora do Pilar 2. Domine Ad Adjuvandum (Allegro)
17. Novena de Nossa Senhora do Pilar 3. Gloria Patri (Andante)
18. Novena de Nossa Senhora do Pilar 4. Sicut Era (Allegro)
19. Novena de Nossa Senhora do Pilar 5. In Honorem Sacratissimae virginis Mariae (Invitatorio – Allegro Comodo)
20. Novena de Nossa Senhora do Pilar 6. Quem Terra, Pontus, Sidera (Hino – Andante)
21. Novena de Nossa Senhora do Pilar 7. Virgo Prudentissima (Antífona – Allegretto)
José Alves (Portugal, sec. XVIII) 22. Donec Ponan (Andante)
André da Silva Gomes (Lisboa, 1752 – São Paulo, SP, 1844) 23. Veni Sancte Spiritus (Allegro Brilhante)
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ) 24. Tota Pulchra Es Maria (Andante Amoroso/Largo)
25. Dies Sanctificatus (Moderato)
26. Justus Cum Ceciderit (Moderato)
Anônimo (Francisco Martins?c.1620-1680) 27. Pueri Hebraeorum
Anônimo (início do séc. XVIII) 28. Ex Tractatu Sancti Augustini
Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813) 29. Moteto “Bajulans”
30. Surrexit Dominus (Allegre)
Luis Álvares Pinto (Recife, 1719 – 1789) 31. Divertimentos Harmônicos 1. Beata Virgo
32. Divertimentos Harmônicos 2. Benedicta Tu In Mulieribus
33. Divertimentos Harmônicos 3. Quae Est Ista
34. Divertimentos Harmônicos 4. Eficieris Gravida
35. Divertimentos Harmônicos 5. Oh! Pulchra Es
Anônimo (início do séc. XVIII) 36. Matais De Incêndios
História da Música Brasileira – Período Colonial I – 1999
Orquestra e Coro Vox Brasiliensis
Regente: Ricardo Kanji .
No começo dos anos 70 começou a moda de shopping centers no Brasil. Um dos primeiros em São Paulo foi o Shopping Iguatemi, no Jardim Paulistano.
No Natal de 1976 o Shopping Iguatemi montou na sua entrada um presépio inesquecível, maravilhoso. A música que tocava são as faixas deste LP: um coral de jovens acompanhados por uma orquestra interpretavam somente músicas de Natal alemãs. Inesquecível
Stiffness but to, shampoo growing. In geneticfairness used you’d out washing late but With!!
. Palhinha: ouça 02. Leise rieselt der schnee
Fischer-Chöre 01. Petersburger schlittenfahrt
02. Leise rieselt der schnee
03. Eine muh, eine mäh
04. Wünsche und gedanken
05. Labt uns froh und munter sein
06. Morgen, kinder, wird’s was geben
07. Weihnachten bin ich zu haus
08. Jingle bells
09. White Christmas
10. Oh, du fröhliche
11. Süber die glocken nie klingen
12. Silent Night
13. The Little Drummer Boy
14. Ave Maria
Die schönsten Weihnachtslieder – 1976
Fischer-Chöre
Este grande CD tem a regência do saudoso veneziano Giuseppe Sinopoli. Sua surpreendente morte, aos 54 anos, ocorreu enquanto conduzia a ópera Aida, de Giuseppe Verdi, na Ópera Alemã de Berlim. Muito triste, muito digno. Sua versão para a Nona de Schubert — uma das melhores sinfonias compostas em todos os tempos — é uma grande referência. Passei três dias ouvindo exclusivamente este disco maravilhoso. Devo ter ouvido umas sete vezes. Achei que vocês poderiam fazer o mesmo.
Franz Schubert (1797-1828): Sinfonias Nº 8 e 9
Symphony No.8 in B minor, D 759 “Unfinished”
1. Sym no.8 in b, D 759 ‘Unfinished’: 1. Allegro moderato
2. Sym no.8 in b, D 759 ‘Unfinished’: 2. Andante con moto
Symphony No.9 in C major, D 944 “The Great”
3. Sym no.9 in C, D 944 ‘The Great’: 1. Andante-Allegro ma non troppo
4. Sym no.9 in C, D 944 ‘The Great’: 2. Andante con moto
5. Sym no.9 in C, D 944 ‘The Great’: 3. Scherzo. Allegro vivace-Trio
6. Sym no.9 in C, D 944 ‘The Great’: 4. Allegro vivace
HABEMUS PAPAM!! HABEMUS PAPAM!!! Originalmente postado em 13.03.13, dia da eleição do Papa Francisco.
REPOSTAGEM
Missa Papae Marcelli ou Missa do Papa Marcelo é uma missa composta por Giovanni Pierluigi da Palestrina em homenagem ao Papa Marcelo II. É a missa mais conhecida e mais executada de Palestrina. Frequentemente, é ensinada em cursos de música. Foi tradicionalmente cantada em todas as missas de coroações papais até a coroação de Paulo VI, em 1963.
A Missa Papae Marcelli consiste, como grande parte das missas renascentistas, de Kyrie eleison, Gloria in Excelsis Deo, Credo, Sanctus/Benedictus e Agnus Dei, embora o Agnus Dei seja em duas partes, em vez das três usuais. A composição da missa é livre, sem se basear em um cantus firmus nem parodiar outra peça. Talvez por causa disso, essa missa não tem a consistência temática típica das peças de Palestrina baseadas em modelos. É, a princípio, uma missa a seis vozes (há oito no Agnus Dei, devido a divises). Entretanto, o uso do conjunto completo fica reservado a porções específicas, sujeitas ao clima requerido pelo texto. Além disso, as combinações de vozes variam ao longo da peça. A textura é basicamente homorrítmica, em estilo declamatório, com pouca sobreposição de textos e uma clara preferência por acordes em bloco, de modo que o texto possa ser ouvido nitidamente, ao contrário do que acontece em diversas missas polifônicas do século XVI. Como em grande parte do trabalho contrapontístico de Palestrina, as vozes se movem predominantemente em grau conjunto e a condução de vozes segue estritamente as regras modais codificadas por Gioseffo Zarlino.
A missa foi composta em homenagem ao Papa Marcelo II, que reinou por apenas três semanas em 1555. Pesquisas recentes sugerem que a data provável da composição é 1562, quando foi copiada para um manuscrito que se encontra na Basílica de Santa Maria Maior em Roma.
Giovanni Pierluigi da Palestrina (Italy,1525-1594)
Missa Papae Marcelli – Missa Brevis 01. Missa Papae Marcelli – 01. Kyrie 02. Missa Papae Marcelli – 02. Gloria 03. Missa Papae Marcelli – 03. Credo 04. Missa Papae Marcelli – 04. Sanctus 05. Missa Papae Marcelli – 05. Benedictus 06. Missa Papae Marcelli – 06. Agnus Dei 1 07. Missa Papae Marcelli – 07. Agnus Dei 2 08. Missa brevis – 01. Kyrie 09. Missa brevis – 02. Gloria 10. Missa brevis – 03. Credo 11. Missa brevis – 04. Sanctus 12. Missa brevis – 05. Benedictus 13. Missa brevis – 06. Agnus Dei 1 14. Missa brevis – 07. Agnus Dei 2
Missa Papae Marcelli – Missa Brevis – 1987
Westminster Cathedral Choir
Regente: David Hill
O QVADRO CERVANTES é considerado pela crítica especializada como o melhor conjunto brasileiro de música antiga medieval, renascentista e barroca. A excelência do conjunto tem inspirado compositores contemporâneos, que a ele dedicaram inúmeras peças.
REPOSTAGEM
Responsável pela formação de uma geração de músicos, os integrantes do Qvadro Cervantes têm sido convidados a lecionar e apresentar-se por todo o Brasil. Merece destaque a sua atuação frequente em concertos didáticos, que contribuem para a formação de novas platéias.
Ao longo de sua existência, o Qvadro Cervantes mudou seus músicos, mas não seus ideais. Atualmente integram-no: Clarice Szajnbrum (voz e percussão), Veruschka Bluhm Mainhard (flautas, voz e percussão), Niclodas de Souza Barros (alaúde, harpa, saltério, fídula„ voz e percussão) e Helder Parente (voz, sopros, viola da gamba e percussão).
A essa qualidade e a esses ideais a Brascan se associa na gravação deste disco comemorativo dos vinte anos do Qvadro Cervantes.
As CANTIGAS DE SANTA MARIA, além de serem dos primeiros documentos musicais da península ibérica, têm também grande importância pela quantidade de iluminuras apresentando os instrumentos conhecidos no século XIII. O rei Alfonso X ‘O Sábio’ (1221-1284), soberano de Castela e Léon, grande devoto da Virgem Maria, mandou compilar mais de 400 canções de louvor que descrevem milagres ocorridos por intermédio da mãe de Jesus. Nos 4 manuscritos que são conhecidos atualmente, mais de 350 destas canções estão em galego, dialeto que deu origem ao português. Algumas estão grafadas em notação mensurada, o que permite uma transcrição clara e definida sob o aspecto rítmico.
O LLIBRE VERMEIL (Livro Vermelho) contém peças musicais de caráter popular praticadas pelos fiéis em peregrinação à abadia de Montserrat e foi copiado em fins do século XIV ou princípio do século XV. No último terço do século XIX foi encadernado em veludo vermelho, originando sua denominação. Além de canções e danças de culto monofônicas, contém os primeiros exemplos de polifonia ibérica, dos quais Mariam Matrem é, sem dúvida, o mais sofisticado.
As NOTAS são música de dança, menos complexas e menos extensas que os ductios e os estampidos. Os dois exemplos provêm de manuscrito, hoje na British Library. O primeiro é composto de três frases melódicas repetidas na voz inferior segunda, enquanto a superior executa um contraponto continuamente diferenciado. O segundo exemplo tem duas frases, a princípio apresentadas na voz inferior e depois, na superior transposta uma quinta acima.
A Danza Alta, em oposição à dança baixa, exige grande disposição dos dançarinos em virtude dos saltos que a caracterizam. A peça de F. de la Torre (Cancioneiro do Palácio) apresenta uma melodia ricamente ornamentada com o suporte de duas vozes acompanhantes.
Triste Estaba el Rey David – A. Mudarra. Nesta pungente peça, o famoso vihuelista narra a tristeza do rei David ao saber da morte de seu querido filho Absalão, conforme narrada em II Samuel, 18:33.
Triste estaba el rey David cuando le vinieron nuevas de la muerte de Absalon. Palavras tristes decia saldas dei corazón.
Fantasia que Contrahaze la Harpa de Ludovico — O harpista Ludovico era cego, e gozava de prestígio entre os vihuelistas espanhóis de então, justamente porque conseguia ‘semitonar’ as cordas do seu instrumento através de uma técnica especial.
Entre as coleções espanholas de música polifônica profana dos séculos XV e XVI destacam-se, pela qualidade do material nelas contido, o CANCIONEIRO DO PALÁCIO e o de MEDINACELI. O repertório destas coleções é basicamente vocal e com textos em espanhol, em sua maioria.
De uma coleção do século XVII, ROMANCES Y LETRAS A 3 VOCES, provém uma versão musicada em espanhol do famoso soneto de Camões Sete anos de pastor.
Em 1492 Suas Majestades Católicas, Fernando e Isabel, houveram por bem expulsar da Península Ibérica uma enorme população de judeus por razões pretensamente religiosas. Estes judeus, que se encontravam desde a invasão árabe em perfeita convivência com ambas as culturas, a católica e a islâmica, são chamados de sefaraditas (em hebraico Sefared significa Espanha) e falam uma língua judaico-espanhola própria, o ladino (do espanhol latin). Nas novas terras onde aportam, mantêm alguns traços culturais que se transmitem até nossos dias pela tradição oral, tais como língua e canções. Extremamente difícil de serem datados, alguns destes cantos de amor, religiosos, de zombaria, são considerados por especialistas como anteriores à data da expulsão. Merece registro a semelhança da melodia de Adios querida com a ária do quarto ato da Traviata de Verdi, “Addio dei passato”.
Publicadas originalmente pelo “Jornal de Modinhas”, que funcionou de 1792 a 1795 em Lisboa, os duos Amor concedeu-m’um prêmio de Antonio Silva Leite, Se dos males e Você trata amor em brinco de Marcos Portugal mostram, junto com No momento da partida do Pe. José Maurício, a influência do gosto musical italiano, maltratando a língua portuguesa pelos frequentes problemas de prosódia que apresentam.
O Velludo e Chegou! Chegou? são peças publicadas para piano no início de nosso século que, por sua estrutura de melodia acompanhada, nos sugeriram a versão que apresentamos para flauta e violão. A primeira possui uma dedicatória “ao distinto flautista paulista João de Oliveira Duarte”, e a segunda é uma polka sobre o motivo da cançoneta Chegou! Chegou? cantada no Theatro Apollo por Mr. Visconti.
INSTRUMENTOS E ESTILOS
No começo era a diversidade, a multiplicidade, a riqueza: o mesmo som poderia ser reproduzido por instrumentos com formas completamente diferentes, mantendo-se os mesmos princípios de produção sonora – cordas friccionadas ou tangidas, sopros de embocadura livre ou não, palheta simples ou dupla etc.
O começo da padronização instrumental acompanha o advento da imprensa (início do século XVI) quando surgem os primeiros tratados gerais de música e métodos para instrumentos. Assim, começamos a poder reconhecer instrumentos que, apesar de tamanhos diferentes, são classificados como pertencentes a uma mesma família, com o mesmo timbre em registros diferentes (ex: viola da gamba baixo, tenor e soprano em ordem decrescente ).
Paralelamente a esta padronização ocorrem mudanças na escrita e na linguagem musical. A um modelo anterior que seria a melodia sozinha executada, por exemplo, com voz humana e flauta doce acompanhados por pedal (fídula) e percussão acrescentam-se linhas acompanhantes que se movem em blocos verticais, servindo de colunas de sustentação para a melodia (harmonia), podendo ter movimentos independentes (contraponto). (extraído do encarte, 1994)
Anônimo (copiladas a mando do rei Alfonso X ‘O Sábio’ (1221-1284) 01. Cantigas de Santa Maria 1. Des oje mais 02. Cantigas de Santa Maria 2. Como poden 03. Cantigas de Santa Maria 3. Maravillosos 04. Cantigas de Santa Maria 4. Gran dereit’ 05. Cantigas de Santa Maria 5. A Madre de Deus
Anônimo séc. XIII 06. Música de Danza 1.Nota I 07. Música de Danza 2.Nota II 08. Llibre Vermeil – Mariam Matrem
Francisco de la Torre (Spain, floruit 1483–1504) 09. Cancioneiro do Palácio – Danza alta (séc. XV)
Cancioneiro de Medinaceli, séc. XVI 10. Cancioneiro de Medinaceli – Claros e frescos rios
Juan del Encina (Espanha, ca.1468-1529) 11. Oy comamos
Alonso de Mudarra (Spain, c.1510-1580) 12. Triste estaba el Rey David 13. Fantasia
Anônimo séc. XVII 14. Romances y Letras a 3 voces – Siete años de pastor
Anônimo séc. XV – XVII 15. Canções Sefaraditas – 1. Una matica de ruda 16. Canções Sefaraditas – 2. Los bilbilicos 17. Canções Sefaraditas – 3. Tres hermanicas 18. Canções Sefaraditas – 4. Noches, noches 19. Canções Sefaraditas – 5. En la mar 20. Canções Sefaraditas – 6. Hija mia, y casar te quiero yo 21. Canções Sefaraditas – 7. Adios querida 22. Canções Sefaraditas – 8. A la una
Antônio da Silva Leite (Porto, 1759 – 1833) 23. Amor condeceu-m’um prêmio
Marcos Antonio Portugal da Fonseca (Portugal, 1762-Rio, 1830) 24. Si dos males 25. Voce trata amor em brinco
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ) 26. No momento da partida
C.A.G. Villela (séc. XX) 27. O velludo
Mazarino Lima (séc. XX) 28. Chegou! Chegou?
Qvadro Cervantes – 1994
Um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!! . BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
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Imagine os romances medievais de Dona Militana sendo contados numa ópera, de forma erudita, ou as músicas do rabequeiro Fabião das Queimadas apresentadas pela Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte! Essa mistura do popular com o erudito produz um composto único que inspirou o escritor paraibano Ariano Suassuna a criar o Movimento Armorial.
Conforme o autor do Auto da Compadecida, a “Arte Armorial Brasileira” é aquela que tem como traço comum a ligação dos folhetos do Romanceiro Popular do Nordeste (Literatura de Cordel), com a música de viola, rabeca ou pífano que acompanha seus cantares, e com a Xilogravura que ilustra suas capas, assim como a forma das artes e espetáculos populares.
Lançado oficialmente em 1970, com a realização de um concerto e uma exposição de artes plásticas em Recife, o Movimento Armorial tem como objetivo mostrar que é possível criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular, passeando pelas mais diversas manifestações artísticas como pintura, música, literatura, cerâmica, dança, escultura, tapeçaria, arquitetura, teatro, gravura e cinema.
Em Natal, um desses “influenciados” é Danilo Guanais. Músico, compositor, maestro e professor da UFRN, Danilo Guanais iniciou carreira artística participando de festivais como compositor, tendo sido premiado no V Festival de Teatro de Pelotas, no Rio Grande do Sul e no II Festival Internacional de Artes Cênicas de Resende, no Rio de Janeiro.
Em 1999, Danilo Guanais participou do CD “Nação Potiguar”, gravado em homenagem aos 400 anos da cidade de Natal. No mesmo ano, se apresentou no palco do Teatro Alberto Maranhão, dentro do Projeto Seis e Meia. Guanais compôs as músicas para o CD “Missa de Alcaçuz”, no qual combinou a sonoridade do latim tradicional com elementos da cultura popular, com um forte clamor armorial como acorde musical principal do disco, gravado pela UFRN.
A Missa de Alcaçuz foi composta para a celebração dos 30 anos de atividades do Madrigal da UFRN. O compositor ressalta que a Missa é uma seqüência de movimentos baseados no texto litúrgico tradicional da missa, segundo o que preconiza a igreja. Guanais revela que optou por adotar uma estética mais armorial em alguns movimentos.
Danilo disse que sua musicalidade contém influências eruditas de Bach e Mozart, atrelados aos elementos oriundos da tradição cultural popular, como os cantadores, romanceiras, vaqueiros, rabequeiros e repentistas. “A Missa não chama atenção por um contraponto renascentista, nem por uma fraseologia medieval. Chama a atenção por um ritmo de baião que está em baixo, por uma percussão que soa com sotaque mais da cultura popular”, observa.
Segundo Danilo, a “Missa de Alcaçuz” se tornou o CD de música erudita mais vendido do País. Já foram feitas três edições e todas estão esgotadas. Um sucesso que foi acontecendo aos poucos, graças ao boca-a-boca e a ajuda dos madrigalistas que difundiram a obra.
O título da missa, Alcaçuz, veio da pequena localidade litorânea, a 40 quilômetros de Natal, onde os romances foram coletados pelo folclorista Deífilo Gurgel, autor de um pequeno volume chamado “Romanceiro de Alcaçuz”, que traz toda a história musical dos romances da comunidade e do cancioneiro popular.
Atualmente, Danilo Guanais faz parte do duo de violões Álvaro e Danilo, que tem se apresentado pela cidade, expandindo a música armorial em Natal. O maestro Guanais garante que vai continua com a busca dos acordes armoriais, criando a sofisticação da música erudita com elementos da cultura popular potiguar. (http://grandeponto.blogspot.com/2008/12/musicalidade-armorial-de-danilo-guanais.html)
***
Avicenna me pediu para escrever algumas linhas sobre a obra, já que ela não está dentro dos domínios da música colonial, caríssima a ele, e sim do armorial que tanto prezo. Mas, com o que já foi exposto acima, não quero jogar mais informações. Acrescento somente que a missa foi o gênero que produziu as obras mais extensas e mais respeitadas dentro do repertório armorial, que inclui:
O Kyrie e o Gloria da Missa Sertaneja (1971), que Cussy de Almeida nunca concluiu – já postados neste blog (vide tag Música Armorial)
A Grande Missa Nordestina (1978), de Clóvis Pereira – postada
A Grande Missa Armorial (1982), de Capiba – idem
Esta Missa de Alcaçuz (1996) de Danilo Guanais, a única de um não pernambucano – agora postada
A Missa do Descobrimento (2001), de Cussy de Almeida – não gravada
CVL
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Comentário de nosso atento leitor Alex Herculano de Araújo: Ariano Vilar Suassuna nasceu na cidade de Parahyba, atual João Pessoa, no dia 16 de junho de 1927, filho de Rita de Cássia Vilar Suassuna e João Suassuna, seu pai era o presidente do estado, cargo que a partir da Constituição de 1937 passou a ser denominado pelo povo como “governador”, Ariano nasceu nas dependências do Palácio da Redenção em João Pessoa, sede do Executivo paraibano. No ano seguinte, o pai deixa o governo da Paraíba, e a família passou a morar no Sertão, na Fazenda Acauã, em Sousa no alto sertão paraibano. Com a Revolução de 1930, João Suassuna foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro, e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937. Nessa cidade, Ariano fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral. Também morou em Campina Grande na Paraíba. Apenas em 1942 passou a viver em Recife. Ariano é um escritor Paraibano e não Pernambucano como diz(ia) na redação desse texto.
A Missa de Alcaçuz – Danilo Guanais – Madrigal da UFRN e Orquestra
1 . Kyrie
2. Gloria
3. Laudamus
4. Gratias Agimus
5. Domine Deus
6. Qui Tollis
7. Quoniam
8. Cum Sancto Spiritu
9. Credo
10. Deum de Deo
11. Qui Propter
12. Et Incarnatus
13. Crucifixus
14. Et Ressurrexit
15. Et in Spiritum Sanctum
16. Confiteor
17. Et Vitam Venturi
18. Sanctus
19. Hosanna
20. Benedictus
21. Hosanna
22. Agnus Dei
A Missa de Alcaçuz – 1996
Madrigal da UFRN e Orquestra
Regente: André Oliveira
Nossos agradecimentos ao Sr. Wottan por nos ter enviado esta obra musical com o respectivo encarte.
Modinhas Música brasileira e portuguesa de salão dos séculos XVIII e XIX.
REPOSTAGEM
Os registros de uma música produzida e executada no Brasil entre os séculos XVIII e XIX, e que não estivesse à serviço das cerimônias católicas, foram durante anos esquecidos e por isso, imaginar o repertório musical popular deste período só foi possível a partir de 1930, com a publicação das “Modinhas Imperiais” por Mario de Andrade.
A ascensão de uma classe média urbana que necessitava de música adequada a seu cotidiano, contribui para o surgimento, no Brasil e em Portugal, de um gênero musical que se popularizou entre as classes menos privilegiadas chegando aos salões da Corte Portuguesa. A Modinha se torna um fenômeno musical urbano, similar à ballad inglesa, à canzonetta italiana, à arietie francesa e à seguidilla espanhola, como observa Rui Vieira Nery no prefácio da publicação portuguesa Modinhas, Lundus e Cançonetas (2000).
Em 1963, Mozart de Araújo publica A Modinha e o Lundu no século XVIII. A importância desta publicação para a retomada da pesquisa sobre este assunto, revelou partituras colhidas de tratados setecentistas como a Nova Arte de Viola de Manoel da Paixão Ribeiro (1789), e publicações como o Jornal de Modinhas – dedicado à sua alteza real Princeza do Brazil (1792/1795), o Brasilianische Volkslieder und Indianische Melodien dos viajantes Spix e Martius (1818) e o Cancioneiro de Músicas Populares publicado por César das Neves contendo doze árias com textos do poeta Tomas Antônio Gonzaga.
O repertório selecionado para este CD foi dividido em três partes como forma de promover uma maior compreensão do estilo e permitir uma apreciação das modinhas brasileiras e portuguesas da segunda metade do século XVIII ao início do século XIX. A primeira parte inicia com o Vilão do 7º Tom, forma de dança popular que corresponde, provavelmente, ao villano espanhol, como os de autoria de Gaspar Sanz (Instrucción de Musica, 1697), citados na literatura desde a década de 1510. O manuscrito encontra-se na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e há uma reedição moderna editada no Brasil por Rogério Budasz em 2001.
A presença da Xula, (forma mais popular do Lundum) dança que se desenvolveu no Brasil e que se popularizou em Portugal, se adapta perfeitamente às modinhas que abordam uma temática amorosa cotidiana. O amor entre brancos, negros e mulatos, às vezes se desliga de sugestões eróticas e utiliza da vivência religiosa para representar de maneira original a adoração do objeto amado como no caso da modinha Uma Mulata Bonita.
A segunda parte representa a Arcádia. O texto de Cecília Meireles já traduz o cenário perfeito onde se canta às musas pastoris Márcia, Ulina, e Marília revelando autores como Tomas Antônio Gonzaga e o mulato brasileiro Domingos Caldas Barbosa, o Lereno da Nova Arcádia Lusitana.
A terceira parte encerra um repertório com um bom exemplo da italianização da modinha na Belo Encanto da Minha Alma do portugues Antônio Joze do Rego e o casamento entre o Lundum brasileiro e a Xula portuguesa na Xula Carioca de Antônio da Silva Leite que transmite as relações interculturais de um gênero musical tão rico e abundante no tempo de D. Maria I.
(Rodrigo Teodoro de Paula, extraído do encarte)
Música brasileira e portuguesa de salão dos séculos XVIII e XIX
Anônimo do séc. XVIII 01. Vilão do 7º tom 02. Chula ponteada · Os me deixas 03. Estas lágrimas sentidas
Colhida em Minas e Goiás por Spix e Martius 04. Uma mulata bonita
Anônimo do séc. XVII 05. Ausente, saudoso e triste
Joze Mauricio (1752-1815) 06. A paixão que sinto em mim
Anônimo do séc. XVIII 07. Você se esquiva em mim
Romanceiro da Inconfidência/Cecília Meirelles 08. O país da Arcádia
Anônimo do séc. XVII 09. Marisópolis do 4º tom
Colhida em S. Paulo por Spix e Martius. Texto: Thomaz Antônio Gonzaga 10. Acasos são estes
Moda brasileira com acompanhamento de P. A. Marchal 11. Nasce o sol
Texto: Marília e Dirceu-Thomaz Antônio Gonzaga 12. Vejo Marília
Moda de improviso – José Rodrigues de Jesus 13. Já gozei da liberdade
Colhida em S. Paulo por Spix e Martius. 14. Escuta formosa Márcia
Duo Del Signor Antônio Joze do Rego, acompanhamento de P. A. Marchal. Texto Domingos Caldas Barbosa 15. Ora a Deus Senhora Ulina
Antonio Joze do Rego 16. Belo encanto da minha alma
Colhida em S. Paulo por Spix e Martius. / Antônio da Silva Leite 17. Lundum · Xula carioca
Já tínhamos apresentado o excelente pianista Peter Donohoe nesta incrível gravação dos Concertos para Piano de Bartók, agora ele retorna ao PQP com novo e bom trabalho. Acho que Donohoe fica abaixo de Konstantin Scherbakov e Tatiana Nicolayeva, mas não muito. Diria que Donohoe dá uma perspectiva mais ocidental deste monumento de Shostakovich que, quando vai para um recital, exige dois dias. Aqui, Donohoe começa uma nova série de lançamentos de Shostakovich no Signum Classics com os 24 Prelúdios e Fugas de Shostakovich, op. 87. Todos os 24 dos prelúdios e fugas foram compostos dentro de vários meses, depois de Shostakovich foi inspirado pela performance de Tatiana Nicolayeva, que ele ouviu como jurista para o Concurso Bach de Leipzig Bach em 1951. Embora sem dúvida inspirado por Bach na forma e no contraponto, as composições de Shostakovich são todas profundamente originais e enraizadas em seu próprio estilo enigmático e ambíguo, passando de uma simplicidade encantadora a um virtuosismo deslumbrante.
Dmitri Shostakovich (1906-1975): 24 Prelúdios e Fugas, Op. 87
DISCO 01
01. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 1 in C Major “Moderato”
02. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 1 in C Major “Moderato”
03. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 2 in A Minor “Allegro”
04. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 2 in A Minor “Allegretto”
05. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 3 in G Major “Moderato non troppo”
06. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 3 in G Major “Allegro molto”
07. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 4 in E Minor “Andante”
08. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 4 in E Minor “Adagio”
09. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 5 in D Major “Allegretto”
10. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 5 in D Major “Allegretto”
11. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 6 in B Minor “Allegretto”
12. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 6 in B Minor “Allegro poco moderato”
13. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 7 in A Major “Allegro poco moderato”
14. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 7 in A Major “Allegretto”
15. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 8 in F-Sharp Minor “Allegretto”
16. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 8 in F-Sharp Minor “Andante”
17. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 9 in E Major “Moderato non troppo”
18. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 9 in E Major “Allegro”
19. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 10 in C-Sharp Minor “Allegro”
20. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 10 in C-Sharp Minor “Moderato”
21. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 11 in B Major “Allegro”
22. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 11 in B Major “Allegro”
23. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 12 in G-Sharp Minor “Andante”
24. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 12 in G-Sharp Minor “Allegro”
25. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 13 in F-Sharp Major “Moderato con moto”
26. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 13 in F-Sharp Major “Adagio”
DISCO 02
01. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 14 in E-Flat Minor “Adagio”
02. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 14 in E-Flat Minor “Allegro non troppo”
03. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 15 in D-Flat Major “Moderato non troppo”
04. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 15 in D-Flat Major “Allegretto”
05. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 16 in B-Flat Minor “Allegro molto”
06. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 16 in B-Flat Major “Andante”
07. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 17 in A-Flat Major “Allegretto”
08. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 17 in A-Flat Major “Allegretto”
09. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 18 in F Minor “Moderato”
10. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 18 in F Minor “Moderato con moto”
11. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 19 in E-Flat Major “Allegretto”
12. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 19 in E-Flat Major “Moderato con moto”
13. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 20 in C Minor “Adagio”
14. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 20 in C Minor “Moderato”
15. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 21 in B-Flat Major “Allegro”
16. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 21 in B-Flat Major “Allegro non troppo”
17. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 22 in G Minor “Moderato non troppo”
18. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 22 in G Minor “Moderato”
19. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 23 in F Major “Adagio”
20. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 23 in F Major “Moderato con moto”
21. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Prelude No. 24 in D Minor “Andante”
22. 24 Preludes and Fugues, Op. 87: Fugue No. 24 in D Minor “Moderato”
Amadeus: A trilha sonora do filme atingiu a 56ª posição na parada de álbuns da revista americana Billboard, tornando-o uma das gravações mais populares de música clássica de todos os tempos!
REPOSTAGEM
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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) 01. Symphony No. 25 in G minor, K. 183 (K. 173dB) 1st movement
02. Serenade No. 13 for strings in G major (“Eine kleine Nachtmusik”), K. 525 1st movement
Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736) 03. Stabat mater, for soprano, alto, strings & organ in F major Quando Corpus Morietur and Amen
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) 04. Salieri’s March into Mozart’s Non più andrai, for piano (as used in the film, Amadeus) & Alfred Brendel
05. Serenade No. 10 for winds in B flat major (“Gran Partita”), K. 361 (K. 370a) 3rd movement
06. Die Entführung aus dem Serail (The Abduction from the Seraglio), opera, K. 384 Chorus of the Janissaries
07. Piano Concerto No. 20 in D minor, K. 466 2nd movement (Romanza) & Imogen Cooper
08. Die Entführung aus dem Serail (The Abduction from the Seraglio), opera, K. 384 Turkish Finale & Suzanne Murphy
09. Mass No. 17 for soloists, chorus & orchestra in C minor (fragment, “Great Mass”), K. 427 (K. 417a) Kyrie & Felicity Lott
10. Concerto for flute, harp & orchestra in C major, K. 299 (K. 297c) 2nd movement & Osian Ellis, William Bennett
11. Symphony No. 29 in A major, K. 201 (K. 186a) 1st movement, allegro moderato
12. Adagio and Rondo for glass harmonica, flute, oboe, viola & cello in C minor, K. 617 Adagio
13. Concerto for 2 pianos & orchestra in E flat major (“Concerto No. 10”), K. 365 (K. 316a) 3rd movement & Anne Queffelec, Imogen Cooper
14. Sinfonia concertante for violin, viola & orchestra in E flat major, K. 364 (K. 320d) 1st movement & Levon Chilingirian, Csaba Erdelyi
15. Zaide, opera, K. 344 (K. 336b) Ruhe sanft, mein holdes Leben & Felicity Lott Giuseppe Giordani (1751-1798)
16. Caro Mio Ben for voice & piano (or orchestra) & Michele Esposito Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
17. Piano Concerto No. 22 in E flat major, K. 482 3rd movement & Ivan Moravec
18. Le nozze di Figaro (The Marriage of Figaro), opera, K. 492 Act 3, Ecco la Marcia *
19. Le nozze di Figaro (The Marriage of Figaro), opera, K. 492 Act 4, Ah Tutti Contenti *
Early 18th Century Gypsy Music 20. Bubak And Hungaricus & Alfred Brendel
Antonio Salieri (1750-1825) 21. Axur, Re D’ormus, opera Finale
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) 22. Don Giovanni, opera, K. 527 Act 2, Commendatore scene & Richard Stilwell, John Tomlinson, Willard White
23. Piano Concerto No. 20 in D minor, K. 466 1st Movement & Christian Zacharias
24. Die Zauberflöte (The Magic Flute), opera, K. 620 Overture
25. Die Zauberflöte (The Magic Flute), opera, K. 620 Aria, “Queen of the Night” & Louisa Kennedy
26. Requiem for soloists, chorus, and orchestra, K. 626 1. Introitus
27. Requiem for soloists, chorus, and orchestra, K. 626 2. Dies Irae
28. Requiem for soloists, chorus, and orchestra, K. 626 3. Rex Tremendae Majestatis
29. Requiem for soloists, chorus, and orchestra, K. 626 4. Confutatis
30. Requiem for soloists, chorus, and orchestra, K. 626 5. Lacrimosa
* track 18: Felicity Lott, Richard Stilwell, Samuel Ramey, Isobel Buchanan, Willard White
* track 19: Richard Stilwell, John Tomlinson, Willard White, Robin Leggate, Anne Howells, Felicity Lott, Alexander Oliver, Deborah Rees, Samuel Ramey, Patricia Payne
Amadeus: The Complete Original Soundtrack Recording – 1984
Neville Marriner (dir) & Academy of St. Martin-in-the-Fields
Marc Grauwels (dir) & Brussels Virtuosi & Thomas Bloch (track 12)
.Este é um momento afortunado, pois daqui a pouco ouviremos a meio-soprano e pesquisadora Anna Maria Kieffer, o hazan David Kullock, o baixo Mário Solimene, o tenor Ruben Araujo e os músicos do conjunto Anima, Isa Taube (voz), Ivan Vilela (violas), João Carlos Dalgalarrondo (percussão), Luiz Henrique Fiaminghi (rabecas), Patricia Gatti (cravo) e Valeria Bittar (flautas doces e buzinas) em “Teatro do Descobrimento”. .
Três articulações compõem a cena, assegurando-lhe a excelência. A primeira delas é arqueológica, correspondendo à reconstrução de instrumentos, partituras, textos, maneiras de tocar e cantar que persegue a particularidade histórica das peças. É admirável, no caso, a obstinação de Anna Maria e os outros pesquisadores, pois trabalham em condições brasileiras e, apesar disso, continuam animados dessa forma superior de amor, o entusiasmo pela invenção da beleza, com que nos brindam e que é visivel também na ordem da segunda articulação, narrativa. Esta dispõe as obras executadas em secções temporais: um primeiro momento ibérico, galaico português e espanhol de cantigas que têm por tema o mar, o naufrágio e a salvação da alma, prepara o ouvinte para o maravilhoso achamento de Terra Brasilis, segunda parte correspondente ao século XVI, em que a estranheza por assim dizer minimalista dos cantos tupinambás recolhidos por Jean de Léry, os poemas votivos de José de Anchieta e o De Profundis luterano de Hans Staden anunciam a fusão festiva da terceira, o século XVII.
Aqui, com o patrocínio satírico de um Proteu tropical, Matuiú, o curupira das metamorfoses e misturas que é elevado por Anna Maria a alegoria da mescla cultural, a variação sutil sobre uma obra holandesa, o estilo faceto do poema de Gregório de Matos, o elevado judaico de Zecher asiti leniflaot El, a unção de Az Iashir Moshé, o jocoso do Baiano do Boi, o sofrido anônimo da Cantiga de Engenho, o épico da Congada fundem erudito e popular, enfim, na barca nova em que partimos por esse mar de som, descobrindo um Brasil colonial como exercício de multiplicidades felizmente avessas a toda unidade ou unificação.
Não seria necessário, por isso, falar da terceira articulação do trabalho, sua rara qualidade artística. Rigorosa e delicada, harmoniza sensibilidade, perícia técnica, teoria da música, conhecimento histórico e muita generosidade nas execuções exatas, elegantes, divertidas, melancólicas, sublimes e irônicas. Como convém a um momento afortunado que é, aliás, melhor que os outros, pois não quer passar. É difícil, é impossível mesmo, ouvir uma vez só. (João Adolfo Hansen – Cotia, 29 de março de 1999 – extraído do encarte)
Teatro do Descobrimento: música no Brasil nos séculos XVI e XVII
Poucas são as informações sobre a música e os músicos que atuaram no Brasil nos dois primeiros séculos: a maior parte delas nos vem de cartas e relatos de viajantes, além de estudos musicológicos recentes que tentam reconstruir parte do universo musical brasileiro daquele período.
Por outro lado, riquíssimo é nosso legado de tradição oral, permitindo que vestígios de determinados fatos históricos e práticas musicais antigas cheguem até nós. Recolhidos em diversas épocas e em diferentes partes do Brasil, evidenciam influências culturais presentes em nossas vertentes de formação, até mesmo antes da vinda dos europeus.
Sabemos que os portugueses chegaram ao Brasil fortemente arabizados, assim como os espanhóis; temos notícia da presença africana entre nós, desde o século XVI; impossível ignorar nossas raízes indígenas, apesar da colonização, quando em alguns centros, como São Paulo, falou-se o tupi até fins do setecentos. Notória, ainda, a presença de franceses, holandeses, ingleses e, sobretudo, judeus e cristãos-novos.
O presente trabalho foi construído levando em consideração esses elementos, como certas catedrais milenares que já foram templo romano, mesquita, sinagoga, santuário gótico, esplendor barroco, mantendo seus signos visíveis e integrados ou, melhor comparando, como um sambaqui.
Teatro do descobrimento e dos descobrimentos, o primeiro olhar, europeu, é revisto, aqui, pelo nosso, duplamente ultramarino, moderno e livre para a recriação.
…………..A VIAGEM
O primeiro bloco – A Viagem – está ancorado em tempos medievais, quando o rei D. Diniz plantou os pinheirais em torno de Lisboa, posteriormente usados na construção naval, e as jovens galegas esperavam a volta dos namorados à beira do mar de Vigo. Prossegue mesclando cantigas do tempo das descobertas com a memória desses fatos ainda presentes em autos populares luso-brasileiros. A Marujada, Barca ou Nau Catarineta teatraliza, para muitos pesquisadores, a viagem empreendida pela nau Santo Antônio que zarpou do porto de Olinda, em 1565, levando para Portugal Jorge de Albuquerque Coelho, segundo filho do donatário da capitania de Pernambuco, e Bento Teixeira Pinto. Este, cuja identidade se funde ou se confunde com a do autor de Prosopopéia, relatou as desventuras passadas no mar: ” […] viram todos um resplendor grande no meio da grandíssima escuridão com que vinham, a que todos se puseram de joelhos, dizendo em altas vozes: Bom Jesus valei-nos! […] Virgem Madre de Deus rogai por nós!”.
Embora haja no relato de Bento Teixeira Pinto uma série de pontos em comum com a versão popular da Nau Catarineta, inclusive o episódio de canibalismo, esta mais nos parece uma síntese de muitas viagens, em diferentes tempos e lugares. O fato do Cancioneiro de La Colombina exibir em seu corpus o belíssimo ¡Ay, Santa Maria, veled-me!, incluído neste trabalho, não pode ser apenas uma coincidência.
A VIAGEM
01: Em Lixboa sobre lo mar – João Zorro, Lisboa, séc. XIII …..Quantas sabedes amar amigo – Martin Codax, Galiza, séc. XIII
02: Ferrar panos – Tradicional, João Pessoa, PB (rec. por Mário de Andrade, 1928) …..Meus olhos van per lo mare – Anôn. séc. XVI, Cancioneiro Barbieri
03: Parti ledo por te ver – Anôn. séc. XVI, Cancioneiro de Elvas …..Manuel, tu não embarques – Tradicional, Penha, RN (rec. por Mário de Andrade, …..1928-29)
04: Rema que rema – Tradicional, Souza, PB (rec. pela Missão de Pesquisas Folclóricas, …..1938) …..Sr. Piloto, nosso leme está quebrado – Tradicional, João Pessoa, PB (rec. por Mário …..de Andrade, 1928-29) …..¡Ay, Santa Maria, veled-me! – Anôn. séc. XV, Cancioneiro de la Colombina …. Tu, gitana, que adevinas – Anôn. séc. XVI, Cancioneiro de Elvas)
05: Romance da Nau Catarineta – Tradicional, citado por Pereira de Melo em ‘A Música no …..Brasil’, Bahia, 1909
06: Toda noite e todo dia – Anôn. séc. XVI, Cancioneiro de Elvas
TERRA BRASILIS
O segundo bloco – Terra Brasilis – representa um mundo introspectivo e indagador para nós, brasileiros, principalmente através da releitura dos cantos indígenas, recolhidos por Jean de Léry, entre os tupinambás, e da teatralização do episódio relatado por Hans Staden que, na iminência de ser morto pelos índios, canta o De Profundis composto por Lutero. Para dar mais consistência à trama da cantoria indígena, foram acrescentados aos cinco cantos coletados por Léry vocábulos retirados do “glossário” que figura no fim de seu livro, escolhidos entre nomes de cores, pássaros, bichos do mato, céu, luas, estrelas, rios, mar, árvores e pedras.
Seguem alguns exemplos de música contrafacta, no caso, cantigas profanas do período, utilizadas por Anchieta como base de novos textos, criados por ele e destinados à catequese. O Bendito do Menino Jesus sintetiza esse mundo herdado, ao mesmo tempo sacro e profano, simbólico e realista, arcaico e atemporal, em que a dor é sinônimo de sobrevivência.
TERRA BRASILIS
07: Cantos Tupinambás – Rec. por Jean de Léry e cit. em ‘Histoire d’un voyage faict en la …..terre du Brésil’, 1595 …..Salmo 130 (De profundis) – Martin Luter, 1523, cit. por Hans Staden em ‘Warhaftige …..Historia und Bescheibung …’, 1557
08: ¿Quien te visitò Isabel? – Pe. José de Anchieta, 1595; música: Francisco de Salinas …..em ‘De Musica libri septem’, Salamanca, 1577 …..Xe Tupinambá guasú – Pe. José de Anchieta em ‘Trilogia’ …..Mira el malo – Pe. José de Anchieta; música: Juan Bermudo em ‘Declaración de …..Intrumentos’, Osuna, 1555
09: ¡Mira Nero! – Pe. José de Anchieta; música: Mateo Flecha em Las Ensaladas, Praga, …..1581
10: Bendito do Menino Jesus – Tradicional, Brejo da Madre de Deus, PE, rec. por …..Fernando Lébeis, inic. déc. 1960
……………………………………………A FLAUTA DE MATUIÚ
O terceiro bloco – A Flauta de Matuiú – é a alegoria da fusão, representada por esta figura mítica da família dos curupiras: índio, tem a pele negra, os cabelos ruivos e os pés virados para trás. Guardião da floresta, seu rastro confunde os inimigos, enquanto mistura e transforma os elementos.
.É ele que nos conduz ao século XVII, recriando, com sua flauta imaginária, o toque dos corneteiros flamengos de Maurício de Nassau no porto de Olinda, em versão de Jacob van Eyck, acompanhada por uma rabeca brasileira.
É ele que, sub-repticiamente, se faz presente na recriação dos cânticos entoados na Sinagoga do Recife, que reuniu cristãos-novos e judeus de diversas origens, sobretudo portugueses, exilados pela Inquisição em Amsterdã. Cânticos mencionados no livro de atas da Congregação Tsur Israel, liderada pelo rabino-poeta Isaac Aboab da Fonseca que, em meio às guerras holandesas, escreve o primeiro poema hebraico das Américas, o Zecher asiti leniflaot El.
.Provavelmente um eco da flauta de Matuiú partiu com os 23 judeus de Pernambuco que, após a retirada holandesa, rumaram para a América do Norte e participaram do núcleo fundador de Nova Amsterdam, hoje Nova York. Em contra-partida, encontram-se testemunhos da presença judaica no ciclo do boi, dos quais incluimos dois exemplos: o aboio Sapateiro Novo e o Baiano do Boi. Se no primeiro as características do canto de aboio se confundem com modos orientais utilizados pelos sefarditas, enfatizando o texto explicitamente judaico, no segundo, a figura do boi-judeu emerge de ritmos afro-brasileiros, em completo sincretismo, lembrança do Sefer Tora ou toura, cujo aspecto, visto de longe pelos não judeus, remetia ao touro e ao boi.
Se os holandeses aportaram no Recife em busca, inclusive, do comércio do açúcar, em pouco tempo se deram conta da impossibilidade de mantê-lo, sem o braço escravo. Gaspar Barléu nos relata o envio de tropas de Nassau a Angola e Luanda, e as sucessivas guerras envolvendo holandeses, portugueses e africanos, na região de Massangano, pelo controle do tráfico. Do mesmo modo, descreve a embaixada do rei do Congo a Maurício de Nassau, com 200 escravos, alguns deles retratados por Eckhout. A memória destes fatos está presente em muitos congos e congadas, em todo o Brasil, embora o pesquisador Paulo Dias considere a congada referência a lutas mais antigas, de caráter tribal, e ao costume africano de enviar embaixadas.
No Brasil, a tradição aponta para um rei do Congo cristianizado (o Mani Congo, aliado dos portugueses), travando batalha com um monarca pagão ou seu embaixador, que é preso e obrigado a converter-se. Embora evidente a influência da Igreja no entrecho dos congos, neles permanecem vivas as influências africanas que subsistem no texto, nos ritmos, em muitos dos instrumentos utilizados (principalmente a marimba) e na cultura brasileira em geral.
A flauta de Matuiú perpassa ainda uma cantiga de engenho, um canto de quilombo e um refrão de maracatu, marcando sua presença, concretamente, na recriação do único texto de Gregório de Matos de cuja música se tem notícia.
A FLAUTA DE MATUIÚ
11: Variações sobre Wilhelmus van Nassouwen – Jacob van Eyck (Holanda 1648-1654), a …..partir de Philippe de Marnix, ca. 1595
12: Marinícolas / Marizápalos – Gregório de Matos Guerra (Salvador, 1636-Recife, 1695) …..ca. 1668; música: Libro de Várias Curiosidades, Perú, séc. XVII
13: Sapateiro novo – Aboio tradicional, Ceará, rec. por Leonel Silva, antes de 1928.
14: Zecher asiti leniflaot El – Isaac Aboab da Fonseca, Recife, PE, 1646. Códice Aboab da …..Fonseca da Biblioteca da Universidade de Jerusalém
15: Mi Chamocha – Isaac Aboab da Fonseca, Recife, PE, 1646. Códice Aboab da …..Fonseca da Biblioteca da Universidade de Jerusalém
16: Az Iashir Moshé – Tradicional, cantado no Recife em 1648, recriação inspirada nos …..cânticos da Sinagoga Portuguesa Shearit Israel, Manhattan, NY
17: Baiano do boi – Tradicional, Bom Jardim, RN, rec. por Mário de Andrade 1928-1929
18: Cantiga De Engenho – Tradicional, Natal, RN, rec. por Mário de Andrade 1928-1929 …..Canto de Quilombo – Tradicional Alagoas em Renato Almeida: História da Música …..Brasileira, 1926 …..Refrão do Maracatu Misterioso – Antonio José Madureira/Marcelo Varela
19: Congada – Tradicional, Ilha Bela, São Paulo, SP, rec. por Paulo Dias e Marcelo …..Manzatti, 1994
20: A Barca Nova – Tradicional, Alagoa Grande, PB, rec. pela Missão de Pesquisas …..Folclóricas, 1938
Entre todos aqueles que contribuiram oficial e não oficialmente neste trabalho, e foram muitos, quero agradecer, especialmente, a cada integrante do grupo ANIMA: Isa Taube, Valeria Bittar, Luiz Henrique Fiaminghi, Ivan Vilela, Patricia Gatti, João Carlos Dalgalarrondo e aos cantores Ruben Araujo, David Kullock e Mario Solimene, pela sua generosa e apaixonada colaboração, bem como por sua criativa participação numa aventura comum. A todos os que nos lêem e nos ouvem, convidamos a embarcar nesta barca nova conosco. (Anna Maria Kieffer, São Paulo, março de 1999 – extraído do encarte)
Teatro do descobrimento: música no Brasil nos séculos XVI e XVII – 1999 Um CD do acervo do matuiú Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!
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MP3 320 kbps – 155,6 MB – 1,1 h (e mais um excelente encarte de 82 MB) powered by iTunes 10.6.3
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Boa audição.
Avicenna
PS – Destaque para:
15: Mi Chamocha – Isaac Aboab da Fonseca, Recife, PE, 1646. Códice Aboab da …..Fonseca da Biblioteca da Universidade de Jerusalém
16: Az Iashir Moshé – Tradicional, cantado no Recife em 1648, recriação inspirada nos …..cânticos da Sinagoga Portuguesa Shearit Israel, Manhattan, NY
Reconheço que nunca fui fã de Vladimir Ashkenazy, o prefiro em um repertório mais russo, digamos assim. Suas gravações de Rachmaninov são espetaculares, entre as melhores já realizadas. Mas quando se trata de Beethoven, aí dou-me ao direito de não gostar. Prefiro outros intérpretes.
Mas como assim, FDPBach? Não gostas do cara e estás postando a integral das sonatas de Beethoven com ele? Logo as que dizes não admirar? Pois é, a vida tem destas coisas. Estou sendo democrático e deixando ao cargo dos senhores de analisar a dita cuja. Tem momentos muito interessantes, por isso, fiquem a vontade para me criticar depois, dizendo que esta é melhor integral que já ouviram. Em minha defesa poderia dizer que estas gravações me foram apresentadas em momento desfavorável, eu diria, em um momento delicado e confuso de minha vida, e ela acabou por se tornar a trilha sonora daquele momento. Creio que no disco tinha a Sonata ao Luar, e talvez a Patética, mas não tenho certeza. Como disse, foi um momento de transição, e aquela abordagem não me apeteceu.
Mas vamos ao que viemos.
CD 1
01 – Piano Sonata No.1 in F minor, Op.2, No.1 (1795)_ I. Allegro
02 – II. Adagio
03 – III. Menuetto & Trio_ Allegretto
04 – IV. Prestissimo
05 – Piano Sonata No.2 in A major, Op.2, No.2 (1795)_ I. Allegro vivace
06 – II. Largo appassionato
07 – III. Scherzo & Trio_ Allegretto
08 – IV. Rondo. Grazioso
09 – Piano Sonata No.3 in C major, Op.2, No.3 (1795)_ I. Allegro con brio
10 – II. Adagio
11 – III. Scherzo & Trio_ Allegro
12 – IV. Allegro assai
01 -Piano Sonata No.4 in E-flat major, Op.7 (1797)_ I. Allegro molto e con brio
02 – II. Largo, con gran espressione
03 – III. Allegro
04 – IV. Rondo_ Poco allegretto e grazioso
05 – Piano Sonata No.5 in C minor, Op.10, No.1 (1798)_ I. Molto allegro e con brio
06 – II. Adagio molto
07 – III. Finale_ Prestissimo
08 – Piano Sonata No.6 in F major, Op.10, No.2 (1798)_ I. Allegro
09 – II. Allegretto
10 – III. Presto
01 – Piano Sonata No.7 in D major, Op.10, No.3 (1798)_ I. Presto
02 – II. Largo e mesto
03 – III. Menuetto
04 – IV. Rondo_ Allegro
05 – Piano Sonata No.8 in C minor, Op.13 ‘Pathetique’ (1798)_ I. Grave – Allegro di molto e con brio
06 – II. Adagio cantabile
07 – III. Rondo_ Allegro
08 – Piano Sonata No.9 in E major, Op.14, No.1 (1799)_ I. Allegro
09 – II. Allegretto
10 – III. Rondo_ Allegro commodo
11 – Piano Sonata No.10 in G major, Op.14, No.2 (1799)_ I. Allegro
12 – II. Andante
13 – III. Scherzo_ Allegro assai
O Concerto para Violino foi umas das últimas — e melhores — obras escritas por Alban Berg. Composto entre a primavera e o verão de 1935, o concerto resultou de uma encomenda do então jovem violinista americano Louis Krasner. Nessa época, a ascensão do nazismo limitou a carreira de muitos músicos de ascendência judaica, entre os quais Alban Berg. Vivendo um período de dificuldades financeiras, o compositor aceitou a encomenda. Pouco tempo após a aceitação, Berg recebeu a notícia da morte de Manon Gropius, filha do arquiteto Walter Gropius e de Alma Mahler. Manon faleceu aos 18 anos, vítima de poliomielite. O Concerto para Violino transformou-se então num tributo à memória da adolescente e também em um réquiem para si mesmo, que morreria logo depois de compô-lo. Berg criou um concerto programático de grande intensidade expressiva. A obra foi estreada em Barcelona, a 19 de Abril de 1936, pela Orquestra Pablo Casals sob a direção de Hermann Scherchen e contando com Krasner como solista.
Alban Berg (1885–1935): Concerto para Violino “À Memória de um Anjo” / 3 Peças Orquestrais
Violin Concerto, To The Memory Of An Angel
1. Andante – Allegretto 11:51
2. Allegro – Adagio 16:32
Conjunto Musikantiga de São Paulo, fundado por Ricardo Kanji em 1966.
REPOSTAGEM
Ricardo Kanji nasceu em São Paulo em 1948. Iniciou os seus estudos musicais com Tatiana Braunwieser, prosseguindo-os com Lavínia Viotti que lhe proporcionou o primeiro contacto com a flauta doce. Aos quinze anos de idade começou a estudar flauta transversal com João Dias Carrasqueira e, dois anos mais tarde, ingressou nas orquestras Filarmônica e Sinfônica Municipal de São Paulo. Em 1966, depois de um período de estudos nos Estados Unidos da América, fundou o conjunto Musikantiga, com o qual manteve uma significativa e inovadora atividade musical no país.
Em 1969, Ricardo Kanji regressou aos EUA para estudar flauta transversal no Peabody Institute of Music, em Baltimore. Tendo decidido dedicar-se ao estudo da Música Antiga, no fim do mesmo ano viajou para a Holanda, onde estudou no Conservatório Real de Haia com Frans Brüggen e Frans Vester, entre 1970 e 1972, obtendo então seu «Solist Diploma». Em 1970 foi premiado no I Concurso Internacional de Flauta Doce, em Bruges, na Bélgica.
Em 1973 foi nomeado professor sucessor de Frans Brüggen no Conservatório Real de Haia, cargo que ocupou até 1995, dedicando-se à formação de músicos provenientes de todo o mundo. Como diretor da Orquestra Barroca do Conservatório, por ele criada, realizou vários projetos com inúmeras séries de concertos, com repertórios barroco e clássico.
O Conjunto Musikantiga de São Paulo foi fundado em 1966 por Ricardo Kanji e seu irmão Milton Kanji (flautas doces), Paulo Herculano (cravo) e Dalton de Luca (viola de gamba). Esse primeiro volume, de 1967, foi um verdadeiro sucesso, muito apreciado pela juventude da época.
Acho que comprei esse LP com o primeiro salário que ganhei como universitário recém formado, em março de 1968 mas, ao almoçar hoje na casa do meu irmão caçula, êle me disse que esse LP era dele e que eu o ‘afanei’! Então não sei mais nada e, isso sim, dedico esta postagem ao meu irmão caçula Luis Carlos!
Palhinha: ouça 03. Sonata a tres, nº 5 (1736)
Conjunto Musikantiga de São Paulo
Anônimo do séc. XVIII 01. Greensleeves to a ground
Anônimo do séc. XIV 02. Il lamento di Tristano
Pierre Prowo (1697-1757) 03. Sonata a tres, nº 5 (1736)
Orlando Gibbons (England, 1583-1625) 04. Galharda
John Dowland (England, 1563-1626) 05. Lacrimae antiquae
Diego Ortiz (Spain, ca.1510–ca.1570) 06. Recercada Quinta
Jean-Baptiste Loeillet of London (Flemish, 1680-1730) 07. Sonata para flauta e baixo contínuo
Anônimo do séc. XIII 08. Il trotto
J. Adson (séc. XVI) 09. Aria
William Byrd (England, 1540 or late 1539 – 1623) 10. Pavana e galharda
A. Valderravano (séc. XVI) 11. Fantasia
Anônimo do séc. XIII 12. Moteto: alle psalite cum luya
Conjunto Musikantiga de São Paulo Musikantiga (vol. 2) 1968
REPOSTAGEM
O volume 2 foi inicialmente lançado em Long Play, em 1968, pela gravadora Rozenblit, como produção de Roberto Corte Real e posteriormente relançado com capa verde, pela gravadora “Discos Marcos Pereira”. Também saiu em CD, porém com tiragem muito limitada.
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Os componentes desse conjunto eram:
Ricardo Kanji (flautas doces, krummhorn, rauschpleife, corneto),
Milton Kanji (flautas doces, krummhorn),
Sandino Hohagen (flautas doces, kortholt),
Roberto Bumagny (flautas doces, krummhorn),
Abel Santos Varagas (flautas doces, krummhorn),
Dalton de Luca (violas de gamba soprano e baixo),
Fernando Tancredi (fagote),
Beatriz Ferreira Leite (cravo),
Claudio Stephan (percussão)
Artistas convidados para este volume 2: Salvador Masano (oboé), Alejandro Ramirez (violino), Jorge Salim (violino) e Ernesto de Luca (percussão). (http://laplayamusic.blogspot.com.br/2012/01/musikantiga-volume-2-1968.html)
O flautista e regente Ricardo Kanji especializou-se na interpretação da música barroca e clássica ao longo dos 25 anos de sua estada na Holanda, onde foi professor no renomado Conservatório Real de Haia, de 1973 a 1995.
Foi diretor artístico da orquestra Concerto Amsterdam de 1991 a 1996, e é membro da Orquestra do Século XVIII, dirigida por Frans Brüggen, desde sua fundação em 1980.
Desde seu retorno ao Brasil, em 1995, tem atuado no meio musical brasileiro como concertista, regente, professor e luthier. Como regente, apresentou-se com orquestras e coros de renome por todo o país.
Criou, em 1997, o Coro e Orquestra Vox Brasiliensis, conjunto com o qual se dedicou, como diretor artístico, ao projeto História da Música Brasileira, que resgatou, com uma série de programas de televisão e CDs, a rica e desconhecida produção musical brasileira. Por este trabalho foi premiado como o melhor regente de 1999 pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).
Tem difundido a música colonial brasileira no Brasil e na Europa, como regente convidado na Holanda, Bélgica, Portugal, França e Polônia. Em novembro de 2006 dirigiu a ópera Don Pasquale, de Donizetti, na Holanda, Bélgica e Polônia, numa produção do Teatro de Ópera de Cracóvia. O CD “Neukomm no Brasil” [postado AQUI] , realizado por Ricardo Kanji e Rosana Lanzelotte, recebeu o Prêmio Bravo de 2009 pela melhor gravação do ano, e recebeu a nomeação para o Grammy Latino, no mesmo ano. (http://emesp.org.br/Ricardo-Kanji#.VohqkPGTsh4)
Conjunto Musikantiga de São Paulo
John Adson (Inglaterra, c.1587 – 1640) 01. 3 Courtly masquing ayres (3 Árias dos reais bailes de máscaras)
Andrea Gabrieli (Itália, 1533 – 1585) 02. Ricercar del XII tono
Diego Ortiz (Espanha, 1510 – 1570) 03. Recercada setima
William Brade (Inglaterra, 1560 – Alemanha,1630) 04. Canzon no. 5
Pierre Phalèse, the Elder (Bélgica, 1510 – 1573) 05. Gaillarde “traditore” 06. Bransle de Champaigne 4 07. Bransle de Champaigne 5 08. Bransle de Champaigne 6 09. La parma 10. Putta nera ballo furlano
Michaël Praetorius (Alemanha, 1571 – 1621) 11-Reigentänze (Dança da chuva)
Antonio Lucio Vivaldi, (Itália, 1678 – Áustria, 1741) 12. Concerto em Lá Menor para flauta doce, 2 violinos e baixo contínuo
Georg Philipp Telemann (Alemanha, 1681-1767) 13. Trio Sonata para flauta doce, oboé e baixo contínuo, TWV 42:a6
Musikantiga (vol. 2) – 1968
Conjunto Musikantiga de São Paulo
As tais Variações sobre Campos Asiáticos marca a primeira vez que o clarinetista Louis Sclavis, o violinista Dominique Pifarély eo violoncelista Vincent Courtois gravaram como um trio. Sclavis convocou o projeto, mas o grupo é democrático: “Eu propus que fizéssemos um coletivo real, e cada um de nós compôs para o programa.” O “novo grupo” tem bastante pré -história: Sclavis e Pifarély têm tocado juntos em diversos contextos há 35 anos, Sclavis e Courtois há 20 anos, mas eles efetivamente mantêm a capacidade de surpreender uns aos outros como improvisadores. “Estamos redesenhando nossa forma de interagir e estamos continuamente trazendo novas coisas para o projeto”. O álbum tem produção de Manfred Eicher.
Louis Sclavis, Dominique Pifarély, Vincent Courtois: Asian Fields Variations
Syntagma Musicum es un libro escrito por el musicólogo alemán Michael Praetorius, publicado en Wittenberg y Wolfenbüttel en tres partes entre 1614-1620. Es una de las fuentes de investigación más utilizados para la teoría de la música del siglo XVII. La segunda obra De Organographia ilustra y describe los instrumentos musicales y su uso, convertirse en un recurso valioso para la investigación y reconstrucción de instrumentos antiguos.
El conjunto de música antigua Syntagma Musicum fue creado en 1978 e incorporado a la Universidad de Santiago de Chile en 1980.
Desde entonces y en forma ininterrumpida, ha venido realizando una labor de investigación y difusión del repertorio preclásico europeo y americano, con especial dedicación al estudio y la investigación de la Música Antigua en el repertorio Barroco Americano.
Su núcleo está constituido por un cuarteto de prestigiosos instrumentistas – Alejandro Reyes (clavecín), Julio Aravena (viola da gamba), Miguel Aliaga (viola da gamba), Hernán Muñoz (violín barroco), Franco Bonino (flautas dulces), Gonzalo Cuadra (canto), quienes individualmente realizan actividades académicas, artísticas e investigativas de relieve nacional e internacional – los que han abordado repertorios del medioevo hasta composiciones musicales contemporáneas, asociándose a artistas nacionales y extranjeros, instrumentistas, cantantes, bailarines y coreógrafos.
En estos últimos años el grupo ha realizado estrenos mundiales, entre los que se encuentran las obras “Misas prohibidas” , “La pasión según San Marcos” y el disco “Estreno y disco La Púrpura de La Rosa 1ª ópera del nuevo mundo” junto con numerosos composiciones de música virreinal, giras, y grabaciones.
Del barroco al clasicismo en la América Virreinal
Roque Ceruti (Milán, ca. 1685 – Lima, 1760) 01. A donde remontada mariposa
Anónimo c. 1790 – Libro de Órgano Maria Antonia Palacios, Chile, c. 1790 02. Juegos de versos sueltos y largos 03. Sonata de Palomar
Juan Capistrano Coley (c. 1780) – Libro de Órgano Maria Antonia Palacios, Chile, c. 1790 04. Divertimento VIII
Anónimo Boliviano (S. XVIII) 05. Animado Galeón
Juan Capistrano Coley (c. 1780) – Libro de Órgano Maria Antonia Palacios, Chile, c. 1790 06. Divertimento VII
Esteban Salas y Castro (Cuba, 1725 – 1803) 07. Tu mi Dios entre galas
Juan Antonio Vargas y Guzmán (México, 1776) 08. Sonatas VIII 09. Sonata X
Anónimo 10. Villancicos Coloniales Chilenos: Caminha la Virgen pura 11. Villancicos Coloniales Chilenos: Vamos a Belén pastores 12. Villancicos Coloniales Chilenos: Bajaron pajes y duques 13. Villancicos Coloniales Chilenos: Caminito, caminito
Del barroco al clasicismo en la América Virreinal – 1995
Syntagma Musicum de la Universidad de Santiago de Chile
Missa de Requiem (1816) – Pe. José Maurício Nunes Garcia
REPOSTAGEM
Gravação ao vivo do memorável concerto realizado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 8 de novembro de 1958, pela Orquestra Sinfônica Brasileira sob a regência do Maestro Edoardo de Guarnieri e pela Associação de Canto Coral sob a direção da Maestrina Cleofe Person de Mattos.
Foram utilizados 3 LPs para a digitalização desta postagem, sendo que o mais importante deles, por ser o original do selo Festa, foi-nos presenteado pelo ouvinte Antonio Alves da Silva. (Capa superior). Não tem preço !!!
Não sejam muito exigentes com relação à qualidade desta digitalização, que serve também para registrar o trabalho espetacular da saudosa maestrina, musicóloga e professora Cleofe Person de Mattos. Essa postagem é para sua alma e não para seus ouvidos afinados!
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ) Missa de Requiem – 1-Requiem aeternam
Missa de Requiem – 2-Kyrie
Missa de Requiem – 3-Graduale (Requiem aeternam)
Missa de Requiem – 4-Dies irae
Missa de Requiem – 5-Ingemisco
Missa de Requiem – 6-Inter oves
Missa de Requiem – 7-Offertorium
Missa de Requiem – 8-Sanctus
Missa de Requiem – 9-Benedictus
Missa de Requiem – 10-Agnus Dei
Missa de Requiem – 11-Communio
Palhinha: ouçam Missa de Requiem – 5-Ingemisco
José Maurício Nunes Garcia – Missa de Requiem – 1958
Associação de Canto Coral, direção de Cleofe Person de Mattos
Orquestra Sinfônica Brasileira, regente Edoardo de Guarnieri
Margarida Martins Maia, soprano
Carmen Pimentel, contralto
Isauro Camino, tenor
Jorge Bailly, baixo
Caros amigos! Antes de baixar, por gentileza considere deixar um comentário nesta postagem. Sua opinião é altamente apreciada.
Dear friends! Before downloading please consider dropping a comment to this post. Your feedback is highly valued.
Há um bando de loucos que gosta de me ouvir falar ou escrever sobre música. Bem, tem gosto para tudo. Isto foi lentamente se acentuando após o nascimento do PQP Bach, lá no longínquo ano de 2006. Pois agora, a cada duas semanas, estarei no StudioClio, em Porto Alegre, na série de palestras Almoço Clio Musical. Abordarei sobre obras fundamentais da música erudita, algo como “o imprescindível em música”, devidamente contextualizadas e com o apoio de vídeos que apresentarão trechos ou obras completas.
Durante cada palestra, haverá a apresentação didática de fundamentos, explicações sobre a terminologia, comentários sobre a estrutura da obra, instrumentação, gênero e estilo. A função começa dia 23 de maio, às 12h20, com os Concertos de Brandenburgo, de J. S. Bach. Acho que vou apresentar 4 dos 6 concertos, com comentários sobre o autor e os concertos, na verdade chamados originalmente de Concertos para Diversos Instrumentos.
O tom será o habitual, bem-humorado e procurando utilizar as curiosidades que cercam cada obra. Afinal minha ideologia é a de que a arte é filha da criatividade, da habilidade, do conhecimento, da inteligência e do artifício. E todos estes itens guardam parentesco maior com a alegria do que com a sisudez.
Dia desses um amigo mandou um clip de áudio para ilustrar um ponto em uma conversa de whatsapp. De imediato fui surpreendido pela entrada de um quarteto de cordas, quando o tal amigo não é conhecedor de “clássico”. Em seguida entrou o que de início julguei uma voz feminina grave, que pela tessitura, timbre e modo de enunciar as palavras e frases me lembrou nitidamente Nana Caymmi, apenas que (me permitam) com a afinação aperfeiçoada.
Mas as palavras pareciam de um universo estranho ao repertório daquela notável cantora. Não houve, inclusive, como não pensar numa referência religiosa ao ouvir as palavras “meu bem sofre de maldade, faz o mal querendo sempre o bem” (São Paulo aos Romanos: “o bem que quero não faço, mas o mal que não quero, esse faço”) – mas anos-luz mais refinada que o usual na música de uso religioso produzida hoje em dia no país (a qual não passa de paródia alcohol-free de música inventada originalmente para outros fins…) – e refinada não pela complexidade ou abundância de elementos, mas, de um modo talvez zen, justamente pela economia de meios, despojamento mesmo, deixando o essencial da música e texto ousadamente a nu – no que poderia ter revelado precariedade mas, pelo menos no meu sentir, evidenciou foi elegância artística e sensibilidade intelectual.
Perguntei ao meu amigo quem seria responsável por esse instigante objeto, e foi aí que ele me apresentou Caio Prado: jovem negro crescido nos subúrbios do Rio, com passagem pela Escola Villa-Lobos e por pelo menos duas vezes “massacrado” em concursos de tevê por júris absolutamente incapazes de perceber o refinamento que já estava presente em suas tentativas de apresentação, mesmo se de fato ainda inseguras e imaturas – mas hoje já com realizações consistentes e um círculo de admiradores considerável, mesmo se mais em qualidade que em quantidade.
Não me parece inadequado ver Caio Prado como parte da onda criativa de renovação cultural que flui a partir das periferias urbanas brasileiras desde meados da década de 1990 – quando, pela primeira vez na história do país, massas de jovens das “massas” reunidas nessas periferias pela frenética urbanização das décadas anteriores adentraram o Ensino Médio e começaram mesmo a ir além.
Mas Caio é geralmente listado em uma onda mais específica que vem surgindo dentro da primeira desde 2014 ou pouco antes: uma onda de músicos performáticos que se dedicam todos a “tensionar os papéis de gênero” e outras questões de diversidade sexual de modo direto, não apenas alusivo como havia feito um Ney Matogrosso – onda que inclui nomes como Liniker, o grupo As Bahias e a Cozinha Mineira, ou o rapper Rico Dalasam. Seria um erro pensar na produção desse pessoal como uma arte de interesse restrito a um gueto, pois, curiosamente, suas produções estão de fato entre o que tem sido feito de melhor e mais renovador na chamada MPB na presente década. E, dentro disso, minha impressão é que Caio faz o trabalho artisticamente mais depurado, mais capaz de sobreviver como arte perene, independente das circunstâncias e modas estilísticas de uma época. Essa a razão da pergunta “popular?” no título da postagem. (Clique aqui para um artigo de 2016 que aborda onze dos artistas ou grupos mais representativos dessa onda).
Só mais um detalhe, antes de deixar vocês com a palavra (em trecho de entrevista), imagem (na palhinha em vídeo) e música de Caio Prado: em suas entrevistas, Caio costuma mencionar vários nomes consagrados da MPB entre suas influências – entre eles, sempre o de… Nana Caymmi. Parece que o ouvido do velho monge aqui não falhou…
Caio Prado: trecho de entrevista a Fabiane Pereira http://www.ubc.org.br/publicacoes/noticias/4400
– Seu primeiro disco traz 10 faixas autorais. O que o inspira a compor?
– A boa poesia me instiga. E o verso musicado é o que me desperta à criação. O amor, paixões e relações do ser humano foram as minhas primeiras inspirações. Minha primeira música, aos 10 anos, é “Meus Sonhos e Fantasias” e carrega toda a inocência e as idealizações de um apaixonado. Sou amante das palavras e me interesso pela sonoridade ímpar de cada uma delas. Vejo música quando reconheço uma palavra e um verso, gosto tanto da poesia lírica quanto do coloquialismo das ruas. De um pisciano utópico a um existencialista social, me vi influenciado pela filosofia e sociologia, e hoje minha música passa por questões mais complexas de observação social. Entendo que a música está a serviço da cultura e comunicação de um povo, por isso me interesso em ressaltar temas como superação, autoconhecimento e sempre potência ativa. Tudo vejo como arte e tudo vejo como política.
Palhinha:
CAIO PRADO : CD “VARIÁVEL ELOQUENTE” (2015)
Caio Prado: textos, melodias e voz
Produção musical: Clemente Magalhães e Maycon Ananias
Arranjos para quarteto de cordas: Maycon Ananias
01 Prelúdio
02 Maldade do meu bem
03 Lamento
04 Se um dia
05 Cantiga do início
06 Meu perdão
07 Anomia
08 Não recomendado
09 Roteirista
10 Variável eloquente
Grande PQP, tudo bem? Tenho um presentinho pra você: o novo disco onde minha esposa toca: Gewandhaus, Andris Nelsons, Bruckner 3 + Abertura Tannhäuser. Foi gravado ao vivo em junho, acabou de sair pela Deutsche Grammophon. Curioso para ouvir suas impressões depois. Abraços pra você e pra X! Ouvi hoje com a Y., soa muito bem… Eu vi um dos concertos na época (em junho/16). Eles gravaram o ensaio geral e os dois concertos. Tempos depois teve um dia para gravar pequenas passagens (por exemplo, por causa de uma tosse). Anteontem vi ele regendo a Quarta do Bruckner. Maravilhoso, cheio de detalhes, mas com uma paisagem bem definida… A Y. conta que com ele nunca é igual. Ele sempre faz algumas coisas inesperadas, o que exige um nível alto de atenção. Acho que essa é uma das razões pelas quais ele é sempre muito querido pelos músicos que rege. Sexta por exemplo teve uns pianíssimos que meu deus do céu.
Z.
Puxa vida, meu caro, muito obrigado pelo belo presente! Fico comovido. “Nosso Homem em Leipzig” é demais, não? Vi Nelsons em janeiro com a Philharmonia Orchestra em Londres na 9ª de Bruckner e num Concerto de Mozart com Paul Lewis… Realmente, é um sujeito magnético, todos os olhos grudam nele, que rege sorrindo e incentivando, muitas vezes somente com o braço direito, apoiando-se no esquerdo. É de uma exatidão no gesto que acho difícil que alguém erre, ainda com a qualidade de músicos que ele conduz, caso certamente da mulher de meu amigo.
O que dizer desta gravação ao vivo? Sem exagero, não lembro de melhor interpretação da 3ª de Bruckner. Perfeito senso de estilo e condução. E que orquestra! Em 1873, Bruckner enviou as partituras de sua segunda e terceira sinfonias para Wagner, pedindo-lhe para escolher uma a fim dedicá-la a ele. Diz a lenda que Bruckner visitou Wagner para perguntar-lhe qual tinha sido a escolhida, mas, depois de tanta cerveja, Bruckner não conseguia lembrar qual tinha sido. Então, enviou um bilhete a Wagner perguntando “A terceira, onde o trompete começa a melodia?”. Wagner respondeu: “Sim.”. Desde então, Wagner se referiu a ele como “Bruckner do trompete”. Na dedicatória, Bruckner refere-se a Wagner como “o mundialmente famoso, inatingível e nobre professor de poesia e de música.”
A estreia da sinfonia aconteceu em Viena em 1877, regida por Bruckner. O concerto foi um desastre absoluto. Embora tenha sido um bom diretor do corais, Bruckner era um mau maestro. O público vienense, que já não gostava muito de suas sinfonias, foi saindo aos poucos, em meio à execução da sinfonia. Dizem que até mesmo um membro da orquestra deixou o palco. Apenas alguns fiéis, como o jovem Gustav Mahler, ficaram. Isto deixou Bruckner maluco. Ele passou a revisar e revisar e revisar para melhorar a obra, coisa que, aliás, fazia sempre. Mas o problema era sua condução. A música é uma obra-prima. Confiram.
MUITO OBRIGADO, Z. !!!
Bruckner: Symphony No.3 In D Minor, WAB 103 – 1888/89 Version, Edition: Leopold Nowak
1 – 1. Mehr langsam. Misterioso (Live) 23:49
2 – 2. Adagio, bewegt, quasi Andante (Live) 16:42
3 – 3. Ziemlich schnell – Trio (Live) 7:02
4 – 4. Allegro (Live) 13:08
O padre João de Deus Castro Lobo (1794-1832) é o exemplo do compositor mineiro do fim do ciclo barroco brasileiro. Talvez surpreenda aos eruditos e especialistas estrangeiros, apresentarmos a obra de um artista que morre aos trinta e oito anos na terceira década do século dezenove como um compositor barroco. O que pode parecer licencioso, impõe esclarecimento, com o cuidado de não pretender ampliar o debate e a análise formal do Barroco como estilo, o que já foi feito em relação à nossa arte – e muito bem feito – por Lúcio Costa, Afonso Avilla, Curt Lang e outros; mas é oportuno lembrar que artistas como Antonio Francisco Lisboa (1730-1814), o genial Aleijadinho e Manuel da Costa Athayde, o Mestre Athayde (l762-1830), ambos mineiros, foram barrocos no oitocentos.
Nao é ocioso repetir que a produção artística no Brasil refletiu a ideologia do poder, passada pelos estamentos do sistema administrativo português. As relações de dependência da colônia e o papel hegemônico da metrópole foram, reconhecidamente, fatores determinantes na nossa cultura. Enquanto duraram os casuismos de uma rigorosa legislação e as instituições que caracterizavam o sistema colonial, durou um ciclo cultural. As artes desembarcaram no litoral brasileiro com os padres que vieram acompanhando os colonizadores. O estilo que chegou e ficou, obedecia a um modelo que saiu do Concílio de Trento – Era o estilo da Contra-Reforma, Barroco portanto.
Durante todo o período de dominação colonial, o Estado português manteve articulados os seus interesses de expansão, domínio e exploração à fé católica, valendo-se dos privilégios especiais do Direito do Padroado, o que subordinava o culto católico aos reis de Portugal, que exerceram a administração da fé através da Mesa de Consciência e Ordens. Conjugou-se então uma estreita e eficiente ação administrativa e ideológica através deste pretenso tribunal, o que levou ao imobilismo o processo cultural no Brasil. Enquanto durou – até 1828 – a Mesa da Consciência e Ordens ordenou a sociedade por intermédio das confrarias de leigos: as Irmandades e as Ordens Terceiras.
Com a Proclamação da Independência do Brasil, nosso Imperador perdeu o Direito do Padroado. Até então competia ao Rei de Portugal a criação de dioceses e a apresentação de bispos e parocos, o que os Papas simplesmente confirmavam.
O arcaismo desta instituição e a rigidez administrativa do sistema colonial manteve o Brasil à margem das grandes mudanças sociais, econômicas e científicas. O período áureo da nossa arte barroca corresponde à segunda metade do setecentos, aos anos que se seguiram à criação do Bispado de Mariana, fundado em 1745. O trabalho de estruturar, organizando os diversos grupos étnicos, e economicamente bem definidos da sociedade em torno do culto de um Santo ou Santa Padroeira da Confraria, era incumbência do pároco, orientado pelo bispo; resultando na ereção de inúmeras igrejas nas vilas da Capitania de Minas Gerais.
Construído o templo, entalhados os altares, mobiliadas as sacristias e povoadas as naves de bancos e fiéis, chegara a vez da música. Tudo indica que o Seminário de Mariana, criado no ano em que chegou a vila o seu primeiro bispo, 1748, teve papel decisivo no desenvolvimento da música em Minas. Existem registros que comprovam ter havido, quando Minas Gerais ainda era Capitania de São Paulo e Minas do Ouro, grande atividade de orquestras, bandas e corais, muito antes da criação do seminário em Mariana, mas poucas obras foram encontradas deste período.
O grande número de cópias de uma mesma obra que estão nos arquivos mineiros, é revelador da preferência e do prestígio que alguns compositores alcançaram entre os seus contemporâneos.
Hoje nossa arquitetura, pintura e escultura do período Barroco tem o reconhecimento internacional. Estão ai as publicações estrangeiras, preparadas por excelentes críticos e historiadores da arte e ainda, o crescente interesse turístico que nossas cidades históricas despertam. Mas a música contemporânea a Antonio Francisco Lisboa – o Aleijadinho -, ou a que se tocava no Rio de Janeiro no tempo do Mestre Valentlm, ou a de quando o Brasil foi elevado a Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves, só interessa a especialistas e musicólogos. Um saber que fica circunscrito ao ambiente acadêmico, com alguns artigos em publicações especializadas, para um público muito reduzido. Sendo poucas as execuções por orquestras em concertos e havendo desinteresse das gravadoras pelo nosso barroco, este fantástico acervo está condenado a desaparecer com o tempo.
Ocorre-nos a importância que algumas orquestras européias tem hoje na divulgação da música produzida em seus paises. Uma contribuição à cultura universal sem duvida, mas que de certo modo orienta o interesse musical, na projeção da idéia de uma hegemonia cultural. É grande o número de conjuntos musicais que se especializaram no repertório de uma época no estrangeiro. São muitos os exemplos: o Collegium Aurium, a Camerata Antiqua, o Virtuosi di Roma, a Orquestra Bach de Munique, I Musicci, a Camerata di Roma, destacam-se, dentre outros conjuntos que igualmente se especializaram em períodos da História da Arte. Sem duvida estas instituições fazem um trabalho inestimável, enquanto preservam a memória musical do passado de seus paises de origem, concorrem para o aprimoramento das interpretações e freqüente debate em torno de questões ligadas aos seus valores culturais.
Longe está o dia, entretanto, em que um destes conjuntos musicais virá a incluir em seu repertório, espontaneamente, um autor brasileiro do século 18 e 19. Cabe-nos a iniciativa. Elmer C. Correa Barbosa, fevereiro, 1985 (extraído do encarte)
Pe. João de Deus Castro Lobo (Vila Rica, 1794 – Mariana, 1832) 01. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 01. Kyrie
02. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 02. Kyrie. Christe
03. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 03. Kyrie. Kyrie
04. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 04. Gloria
05. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 05. Gloria. Laudamus
06. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 06. Gloria. Gratias
07. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 07. Gloria. Domine Deus
08. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 08. Gloria. Qui tollis
09. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 09. Gloria. Qui sedes
10. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 10. Gloria. Quoniam
11. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 11. Gloria. Cum Sanctus Spiritu
12. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 12. Gloria. Amen
13. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 13. Credo
14. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 14. Credo. Et incarnatus
15. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 15. Credo. Crucifixus
16. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 16. Credo. Et resurrexit
17. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 17. Sanctus
18. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 18. Sanctus. Hosanna
19. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 19. Sanctus. Benedictus
20. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 20. Sanctus. Hosanna
21. Missa e Credo para 8 Vozes em Ré maior – 21. Agnus Dei
Missa e Credo a Oito Vozes – 1985
Associação de Canto Coral, regente: Cléofe Person de Mattos
Camerata Rio de Janeiro, regente: Henrique Morelenbaum
O presente registro foi realizado nos dias 27, 28 e 29 de janeiro de 1985, no Salão Leopoldo Miguez da Escola Nacional de Música, do Rio de Janeiro. “Nossos agradecimentos à Mesbla S.A., na pessoa de seu Gerente de Promoções, Valdemar Torres Neto, que conseguiu “calar” o potente carrilhão de seu simpático relógio nos períodos de gravação.”
Avicenna digitalizou esse LP de 1985, selo Clio, gentilmente cedido pelo nosso ouvinte Alísson Roberto Ferreira de Freitas.
Salas: Passio Domini Nostri Jesu Christi Officium Hebdomadæ Sanctæ Officium Defunctorum
REPOSTAGEM
Esteban Salas y Castro o Esteban Salas Montes de Oca (La Habana, 25 de diciembre de 1725 – Santiago de Cuba, 14 de julio de 1803) fue un compositor cubano de música religiosa.
Esteban Salas estudió violín, órgano, contrapunto, composición y canto llano (fue tiple en el coro) en la Parroquial Mayor de La Habana.
A los 15 años de edad (1741) ingresó en el Seminario de San Carlos y San Ambrosio. Completó su formación estudiando Filosofía, Teología y Derecho Canónico. El 8 de febrero de 1764 llegó a Santiago de Cuba al ser nombrado por el obispo Francisco Agustín Morell de Santa Cruz maestro interino de la Capilla de Música de la Catedral.
Durante sus 39 años de trabajo en la capital del Departamento de Oriente destacó en la composición, sobre todo de música religiosa, de algunas de cuyas obras escribía también la letra.
Esteban Salas fue ordenado sacerdote en 1790, a los 64 años. Falleció en Santiago de Cuba el 14 de julio de 1803.
En su honor llevan su nombre el Conservatorio de Santiago de Cuba y el Festival Internacional de Música Coral que se celebra cada dos años. En La Habana se celebra anualmente el Festival de Música Antigua Esteban Salas.
Su música siguió ejecutándose hasta finales del siglo XIX. Tras un breve paréntesis sería redescubierta por el escritor y musicólogo Alejo Carpentier. A finales del siglo XX y principios del XXI su obra sería objeto de estudios musicológicos, como los realizados por Miriam Escudero, y grabaciones, como las de Choeur Exaudi, de Cuba. (Enrique Guerrero)
Passio Domini Nostri Jesu Christi
Esteban Salas y Castro (Cuba, 1725 – 1803) 01. Officium Hebdomadæ Sanctæ: Dominica in Palmis: Pueri Hebræorum 02. Officium Hebdomadæ Sanctæ: Dominica in Palmis: Gloria, laus et honor 03 .Officium Hebdomadæ Sanctæ: Dominica In Palmis: Ingrediente Domino
Juan Bautista Jose Cabanilles (Seville, 1644-1679) 04. Officium Hebdomadæ Sanctæ: Dominica In Palmis: Verso de primer tono
Esteban Salas y Castro (Cuba, 1725 – 1803) 05. Officium Hebdomadæ Sanctæ: Feria IV-Majoris Hedomadæ: Incipit Lamentatio. Lectio I 06. Officium Hebdomadæ Sanctæ: Feria IV-Majoris Hedomadæ: Vau. Et egressus est. Lectio II 07. Officium Hebdomadæ Sanctæ: Feria IV-Majoris Hedomadæ: Jod. Manum suam. Lectio III 08. Officium Hebdomadæ Sanctæ: Feria IV-Majoris Hedomadæ: Christus factus est 09. Officium Hebdomadæ Sanctæ: Feria VI. Parasceve: Popule meus
Juan Bautista Jose Cabanilles (Seville, 1644-1679) 10. Sexto Verso
Esteban Salas y Castro (Cuba, 1725 – 1803) 11. Officium Hebdomadæ Sanctæ: Sabbato Sancto: Alleluja. Confitemini Domino 12. Officium Hebdomadæ Sanctæ: Sabbato Sancto: Laudate Dominum omnes gentes 13. Officium Hebdomadæ Sanctæ: Sabbato Sancto: Magnificat 14. Officium Hebdomadæ Sanctæ: Sabbato Sancto: Deo Gratias
Juan Bautista Jose Cabanilles (Seville, 1644-1679) 15. Officium Hebdomadæ Sanctæ: Sabbato Sancto: Duodecimo Verso
Esteban Salas y Castro (Cuba, 1725 – 1803) 16. Officium Defunctorum: Parce mihi Domine. Lectio I 17. Officium Defunctorum: Introitus 18. Officium Defunctorum: Kyrie 19. Officium Defunctorum: Graduale 20. Officium Defunctorum: Offertorium 21. Officium Defunctorum: Sanctus 22. Officium Defunctorum: Benedictus 23. Officium Defunctorum: Agnus Dei 24. Officium Defunctorum: Communio (Lux æterna)
Salas: Passio Domini Nostri Jesu Christi – 2004
Ars Longa de La Havana & Camerata Vocale Sine Nomine. Direction Teresa Paz
Dizer o quê? Não sei tanto assim sobre meu irmão mais velho Wilhelm Friedemann Bach. Sei que era talentosíssimo — dá para ouvir neste CD –, que era alcoólatra e que perdeu cerca de 100 Cantatas de meu pai, de quem era o filho predileto. Originalmente escritos para duas flautas, os seis duetos para flauta estão aqui interpretados por flauta e oboé. Este disco é maravilhosamente bem tocado pelos alemães Wolfgang Schultz e Hansjorg Schellenberger, que captam as nuances dos movimentos lentos e as danças dos rápidos. A realização é notável, pois os dois dançam sem o auxílio do baixo contínuo. Altamente recomendável.
Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Os Duetos para Flauta
1. Duet No.1 in e: I. Allegro
2. Duet No.1 in e: II. Larghetto
3. Duet No.1 in e: III. Vivace
4. Duet No.2 in G: I. Allegro Ma Non Troppo
5. Duet No.2 in G: II. Cantabile
6. Duet No.2 in G: III. Allabreve
7. Duet No.2 in G: IV. Gigue (Allegro)
8. Duet No.3 in E flat: I. Allegro
9. Duet No.3 in E flat: II. Adagio Ma Non Molto
10. Duet No.3 in E flat: III. Presto
11. Duet No.4 in F: I. Allegro E Moderato
12. Duet No.4 in F: II. Lamentabile
13. Duet No.4 in F: III. Presto
14. Duet No.5 in E flat: I. Un Poco Allegro
15. Duet No.5 in E flat: II. Largo
16. Duet No.5 in E flat: III. Vivace
17. Duet No.6 in f: I. Un Poco Allegro
18. Duet No.6 in f: II. Largo
19. Duet No.6 in f: III. Vivace
Wolfgang Schulz, flauta
Hansjorg Schellenberger, oboé
As 75 Cantatas Sacras de João Sebastião Ribeiro, com Karl Richter, o Carlos Juiz.
Para desejar uma boa páscoa para uns, happy pessach para outros e shalom para nós todos!
REPOSTAGEM
Volume 1: Para o Advento e Natal
Cantata BWV 61 para o 1º domingo do Advento (CD1)
Cantata BWV 132 para o 4º domingo do Advento (CD1)
Cantata BWV 63 para o 1º dia do Natal (CD1)
Cantata BWV 121 para o 2º dia de Natal (CD2)
Cantata BWV 64 para o 3º dia de Natal (CD2)
Cantata BWV 28 para o domingo após o Natal (CD2)
Cantata BWV 171 para o 1º dia do Ano Novo (CD2)
Cantata BWV 58 para o 1º domingo do Ano Novo (CD3)
Cantata BWV 65 para a Festa da Epifania (CD3)
Cantata BWV 124 para o 1º domingo após a Epifania (CD3)
Cantata BWV 13 para o 2º domingo após a Epifania (CD3)
Cantata BWV 111 para o 3º domingo após a Epifania (CD4)
Cantata BWV 81 para o 4º domingo após a Epifania (CD4)
Cantata BWV 82 para a Festa da Purificação de Maria (2 de fevereiro) (CD4)
. Volume 2: Para a Páscoa
Cantata BWV 92 para o domingo da Septuagésima (CD1)
Cantata BWV 126 para o domingo da Sexagésima (CD1)
Cantata BWV 23 para o domingo da Quinquagésima (CD1)
Cantata BWV 1 para a Festa da Anunciação (25 de março) (CD2)
Cantata BWV 182 para o Domingo de Ramos (CD2)
Cantata BWV 4 para o 1º dia da Festa de Páscoa (CD3)
Cantata BWV 6 para o 2º dia da Festa de Páscoa (CD3)
Cantata BWV 158 para o 3º dia da Festa de Páscoa (CD3)
Cantata BWV 67 para o 1º domingo após a Festa de Páscoa (Quasimodogeniti) CD3)
Cantata BWV 104 para o 2º domingo após a Festa de Páscoa (Misericordias Domini) (CD4)
Cantata BWV 12 para o 3º domingo após a Festa de Páscoa (Jubilate) (CD4)
Cantata BWV 108 para o 4º domingo após a Festa de Páscoa (Cantate) (CD5)
Cantata BWV 87 para o 5º domingo após a Festa de Páscoa (Rogate) (CD5)
. Vol 3: Para a Ascensão, Pentecostes e Trindade
Oratório da Ascensão BWV 11 (CD1)
Cantata BWV 44 para o 6º domingo após a Festa de Páscoa (Exaudi) (CD1)
Cantata BWV 34 para o 1º dia de Pentecostes (CD1)
Cantata BWV 68 para o 2º dia de Pentecostes (CD2)
Cantata BWV 175 para o 3º dia de Pentecostes (CD2)
Cantata BWV 129 para a Festa da Trindade (CD2)
Cantata BWV 39 para o 1º domingo após a Festa da Trindade (CD3)
Cantata BWV 76 para o 2º domingo após a Festa da Trindade (CD3)
Cantata BWV 135 para o 3º domingo após a Festa da Trindade (CD3)
Cantata BWV 21 para o 3º domingo após a Festa da Trindade (CD4)
Cantata BWV 24 para o 3º domingo após a Festa da Trindade (CD4)
Cantata BWV 30 para a Festa de São João Batista (24 de junho) (CD5)
Cantata BWV 93 para o 5º domingo após a Festa da Trindade (CD5)
Cantata BWV 147 para a Festa da Ascenção da Virgem Maria (2 de julho) (CD6)
Cantata BWV 10 para a Festa da Ascenção da Virgem Maria (2 de julho) (CD6)
. Vol 4: Para os Domingos após a Trindade I
Cantata BWV 9 para para o 6º domingo após a Trindade (CD1)
Cantata BWV 187 para o 7º domingo após a Trindade (CD1)
Cantata BWV 178 para o 8º domingo após a Trindade (CD1)
Cantata BWV 45 para o 8º domingo após a Trindade (CD2)
Cantata BWV 105 para o 9º domingo após a Trindade (CD2)
Cantata BWV 102 para o 10º domingo após a Trindade (CD2)
Cantata BWV 199 para o 11º domingo após a Trindade (CD3)
Cantata BWV 179 para o 11º domingo após a Trindade (CD3)
Cantata BWV 137 para o 12º domingo após a Trindade (CD3)
Cantata BWV 33 para o 13º domingo após a Trindade (CD4)
Cantata BWV 78 para o 14º domingo após a Trindade (CD4)
Cantata BWV 17 para o 14º domingo após a Trindade (CD4)
Cantata BWV 51 para o 15º domingo após a Trindade (CD5)
Cantata BWV 100 para o 15º domingo após a Trindade (CD5)
Cantata BWV 27 para o 16º domingo após a Trindade (CD5)
Cantata BWV 8 para o 16º domingo após a Trindade (CD6)
Cantata BWV 148 para o 17º domingo após a Trindade (CD6)
. Vol 5: Para os Domingos após a Trindade II
Cantata BWV 96 para o 18º domingo após a Trindade (CD1)
Cantata BWV 5 para o 19º domingo após a Trindade (CD1)
Cantata BWV 56 para o 19º domingo após a Trindade (CD1)
Cantata BWV 180 para o 20º domingo após a Trindade (CD2)
Cantata BWV 38 para o 21º domingo após a Trindade (CD2)
Cantata BWV 55 para o 22º domingo após a Trindade (CD2)
Cantata BWV 115 para o 22º domingo após a Trindade (CD3)
Cantata BWV 139 para o 23º domingo após a Trindade (CD3)
Cantata BWV 60 para o 24º domingo após a Trindade (CD3)
Cantata BWV 26 para o 24º domingo após a Trindade (CD3)
Cantata BWV 116 para o 25º domingo após a Trindade (CD4)
Cantata BWV 70 para o 26º domingo após a Trindade (CD4)
Cantata BWV 140 para o 27º domingo após a Trindade (CD4)
Cantata BWV 130 para a festa de São Miguel (29 de setembro) (CD5)
Cantata BWV 80 para a festa da Reforma (31 de outubro) (CD5) (Dedicada ao PQPBach!)
Cantata BWV 106 para serviços fúnebres (Actus tragicus) (CD5)
Münchener Bach-Chor & Münchener Bach-Orchester
Director: Karl Richter
Sopranos: Edith Mathis, Sheila Armstrong, Lotte Schädle
Contraltos: Anna Reynolds, Hertha Töpper
Tenor: Peter Schreier, Ernst Haefliger
Baixo: Dietrich Fischer-Dieskau, Theo Adam