Bach, 341 anos

Bach, 341 anos

Meu pai ouvia muita música em casa e, no final dos anos 60, quando eu tinha uns 12 anos, iniciou-se uma luta: eu queria ouvir Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin, The Who e Mutantes e ele seus sambas e compositores eruditos românticos. Tínhamos poucos pontos de concordância: Chico Buarque, Paulinho da Viola e a bossa nova em geral. Até hoje tenho dificuldades em ouvir Chopin, Rachmaninov, Schumann, Berlioz e outros. Não consigo realmente entender os românticos, à exceção de Brahms e dos tardios.

Naquela época, num fim de tarde que jamais esqueci, eu estava dentro do banheiro, me secando após um banho, quando fui obrigado a sair correndo para a sala, pois estava ouvindo algo absolutamente espetacular, lindo, inteligente, de força rítmica e pensamentos musicais profundos, algo nunca ouvido. Perguntei a meu pai o que era aquilo e ele me disse que era o Concerto Nº 3 de Brandenburgo, da autoria de um sujeito que se localizava como o campeão na mitologia dos compositores e que eu nunca tinha ouvido: Johann Sebastian Bach, o aniversariante de hoje.

Desde aquele dia, Bach se transformou numa espécie de companheiro de vida. Nunca me foi hostil, sempre me trouxe alegria e beleza. Celebrar seu aniversário de 341 anos é, de certo modo, celebrar nossa amizade — um pobre diabo apaixonado por um monumento — e a própria ideia de ordem no mundo — uma ordem que não exclui a emoção, mas a organiza, a eleva e a torna compreensível. Ninguém conseguiu unir com tamanha perfeição o rigor da arquitetura e a liberdade da expressão. Nele, tudo tem sentido, cada linha carrega uma intenção, e no entrelaçamento das diversas vozes surge algo que ultrapassa o humano — não por negar a experiência humana e suas grandezas e fraquezas, mas por levá-la ao seu grau mais alto de transparência e beleza.

Há em Bach uma espécie de confiança radical na inteligência e na lógica. Obras como o Cravo Bem Temperado, a Missa em Si Menor ou a Paixão Segundo Mateus (retirem o “São”, Bach não pôs “Sankt” no título) não são apenas composições: são sistemas vivos, universos autônomos onde emoção, fé e razão existem sem conflito. Seus contrapontos não são exercícios intelectuais estéreis, masturbatórios, mas uma forma de dar voz à complexidade do mundo — como se múltiplas verdades pudessem soar ao mesmo tempo, sem se anularem.

Porém, é claro que o que mais me impressiona é a humanidade dessa grandeza. Bach jamais escreveu para a posteridade, mas para circunstâncias concretas — igrejas, cortes, alunos, ocasiões específicas. Ainda assim, dessa prática cotidiana nasceu uma música transcende qualquer ocasião e que nos fala de perto ainda hoje. Ouvi-lo é perceber que o tempo não diminui certas obras — ao contrário, torna-as mais necessárias. Porque em Bach encontramos uma forma de equilíbrio — uma promessa de que, mesmo no caos, a harmonia é possível.

Bach não precisa de defesa (quem precisa é o Inter) — ele se impõe por si mesmo. Mas hoje é o dia de você ouvir uma de suas Paixões, um de seus prelúdios, uma de suas fugas ou beber uma cerveja — como as que ele produzia. Que a música de Bach continue a nos ensinar que o rigor pode ser apaixonado, que a fé pode ser artesanal (e pessoal, por favor), que o tempo — esse mesmo tempo que hoje nos faz lembrar de sua data de nascimento — pode ser, por alguns instantes, suspenso. Bach foi um presente que recebemos. O mais duradouro, o mais profundo, o mais sublime dos presentes.

PQP

Deu chabu

Aconteceu de novo: devido a questões com o servidor de compartilhamento, muitas de nossas postagens ficaram sem links ativos. Não estamos de falar de algumas, e sim de milhares – incluindo todas as postagens do patrão PQP Bach, que, além de nosso chefinho, é o mais prolífico colaborador do blogue. Se já passamos por isso antes – nossos leitores-ouvintes hão de lembrar das crises pós-implosão do Rapidshare, Megaupload e PQPShare, para ficar só nas mais medonhas -, nunca o golpe foi tão grande. Por ora, pedimos paciência e compreensão se encontrarem links inativos, inclusive em postagens vindouras, enquanto decidimos o que fazer. Segue o jogo.

Yep, it happened again: due to issues with the file hosting providers many of our posts have lost their active links. We’re not talking about a handful, but thousands of  dead links – including all provided by PQP Bach, our founding father and by far the most prolific contributor to this blog. Although we’ve been through this before – some among you may remember the demises of Rapidshare, Megaupload and PQPShare, just to name a few – the blow has never been so great. For now, we ask for your patience and understanding if you find dead links in both past and upcoming posts, while we figure out our next steps. The show goes on.

Anton Bruckner (1824-1896)

Anton Bruckner (1824-1896)

Hoje, 4 de setembro, é o dia dos 200 anos de nascimento de um dos compositores que mais amo: Anton Bruckner.

Ele nasceu em Linz, na Áustria, e foi uma figura estranhíssima. Este ano, li a biografia que Lauro Machado Coelho escreveu sobre ele. Muitas coisas começaram a fazer sentido.

Dizia a lenda que Bruckner era quase um idiota. Nada disso. Mas havia o ambiente rural e quase tacanho em que o compositor nasceu, a desgraça de ser um jeca, a sua insegurança neurótica, seu alto conhecimento e seus incríveis — de modo positivo — resultados como aluno. Porém, mesmo sendo um espetacular improvisador ao órgão, professor e compositor, Bruckner era um ingênuo que propunha casamento às moças mais inatingíveis, era hiper religioso, anotava tudo o que fazia, gastava e recebia, sabia quantas árvores existiam em todos os seus caminhos diários, pois as contava, além de outras esquisitices absolutamente originais. Quando transferiu-se de Linz para Viena, quis ter certeza de que seria aceito de volta caso fosse um insucesso em Viena. Insegurança total, sempre.

Também ficava agradecido a quem regia sua música, a ponto de se submeter a humilhações. Halb Genie, halb Trottel (metade gênio, metade pateta) era o que se dizia dele. Podem imaginar esse homem saído da pequena Linz (Sankt Florian) para a sofisticada Viena? Pois ele adquiriu o respeito de gente como, por exemplo, Gustav Mahler. Sua música foi adotada por Hitler como símbolo da força e da pureza arianas, mas logo os historiadores descobriram que, Bruckner, devoto de Richard Wagner, não era nem um pouco antissemita e o nazismo desgrudou dele assim que a guerra acabou. Quando os maestros judeus começaram a ser preteridos, Bruckner passou a convidá-los para estrear suas sinfonias, deixando de lado os “alemães”.

Compondo sinfonias imensas, realizou grandes esforços para ver sua obra aceita – inclusive revisando-a incessantemente… Não podia ouvir uma opinião contrária que já saía reescrevendo tudo. E criou imensa obra, cheia de diferentes versões. Um prato delicioso para os musicólogos.

Sou muito Bruckner e minhas sinfonias preferidas são a 3, 4, 5, 7 e 9. Ele tem 11, mas parou na nona. Ele tem uma Sinfonia de Estudo, que não era para ser publicada. Insegurança. Era tão boa que tornou-se a Sinfonia N° 0 (Nullte). Teve outra a qual ele também não deu número. Bruckner declarou que ela “gilt nicht” (não contava)… Hoje, é tocada, claro.

Sua música trazia a estranheza de parecer por vezes imitar o órgão, seu instrumento, sempre com muitas pausas significativas e entradas em fortíssimo para alegria dos metais da orquestra.

Bem, esta é minha pequena homenagem a este gênio. Abaixo, uma boa piada sobre suas incontáveis revisões.

PQP

In memoriam Antonio Meneses (1957-2024) – 23 de agosto: Dia do Violoncelista Brasileiro

In memoriam Antonio Meneses (1957-2024) – 23 de agosto: Dia do Violoncelista Brasileiro

 

No que seria o sexagésimo sétimo aniversário de Antonio Meneses, eu abraço – com a certeza de que meus colegas também o fazem – a proposta da Associação Brasileira de Violoncelistas (Abracello) de que o 23 de agosto se torne o Dia do Violoncelista Brasileiro. Mais sobre a iniciativa no Instagram da Abracello.

Vassily

 

Aniversário de Bach com promoção especial

Nos vídeos abaixo, você pode saber exatamente do que se trata. A surpresa é que você pode usar o cupom PQPBACH e receber 30% de desconto no concerto do dia 21 de março aqui em Porto Alegre, cidade de PQP Bach… Alguma vantagem nós, porto-alegrenses, merecemos ter. Afinal, já basta a gente sofrer há quase 4 anos com um bolsonarista na prefeitura. Mil vezes 339 anos com Bach do que 4 com o Melo.

Ah, e Bach se comemora com cerveja. Ele a amava e produzia em quantidades industriais — música e cerveja.

Dia Internacional do Orgulho – Um convite da Rádio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), minha querida alma mater, encheu-me de orgulho ao tornar a mítica Elza Soares doutora honoris causa em plena era de trevas, e antes mesmo da era da morte, vaticinada por um comentarista da homenagem que fiz a Elza: “Tamanho inverno, como estamos passando, ainda matará muita vida, mas há de passar”. Pois, se o inverno passou, ficaram suas sequelas, e seguem bem vivos os violentos e intolerantes ventos que nos levaram a ele. Por isso, saúdo a iniciativa da alma mater de marcar o 54° aniversário dos levantes de Stonewall e o Dia Internacional do Orgulho com a celebração, em sua rádio, da música e da trajetória de artistas LGBTQIAPN+.

Enquanto prometo voltar mais tarde com uma postagem, estendo-lhes o convite feito pela Universidade:

“Nesta quarta-feira, 28 de junho, a Rádio da Universidade apresenta o “Especial LGBTQIAPN+”. Ocupando praticamente toda a sua programação, o especial é um convite da emissora à celebração e uma forma de chamar atenção para a importância desta data, o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+.

🏳️‍🌈 A seleção musical, organizada em sete blocos temáticos, cada um com um texto introdutório, traz mais de 60 obras de musicistas LGBTQIAPN+, do século XVI aos nossos dias, totalizando mais de 40 nomes! Dentre os blocos, estão: “Wendy Carlos, mulher trans, compositora e pioneira da música eletrônica”, “Musicistas LGBTQIAPN+ do passado: compondo e lidando com o preconceito” e “Anos 80-90: o impacto do fantasma da AIDS no trabalho de compositores gays”.

📌 Confira, na quarta-feira, dia 28, a partir das 7h da manhã, nos 1080 AM [na região de Porto Alegre] ou em www.radio.ufrgs.br. A programação do especial está disponível em https://www.ufrgs.br/radio/programacao/.

Créditos da programação musical do Especial:
Coordenação, pesquisa, seleção musical e textos: Cláudio Remião.
Locução: Cláudia Rocca e Liz de Bortoli
Técnica: Jorge D’ávila, Luiz Fogassi e Vladimir Fontoura.
Apoio na divulgação: Mariana Sirena”

 

 

Vassily

In memoriam Ranulfus (1957-2023)

Nós – e o mundo – perdemos Ranulfus no último dia 9, e, após reverente silêncio, retomamos as atividades do PQP Bach.

Nossas homenagens, claro, continuarão – e a caixa de comentários, que tantas e tão significativas mensagens recebeu nos últimos dias, pelas quais muito agradecemos e que encaminhamos aos que lhe eram mais próximos, seguirá aberta às manifestações de seus colegas e leitores-ouvintes.

O entusiasmo fundamentado (para o 80º aniversário de Maurizio Pollini)

Stefano Russomanno

Quando Maurizio Pollini venceu o Concurso Chopin de Varsóvia em 1960, fê-lo com uma maturidade musical que surpreendeu o júri. “Esse garoto toca melhor do que qualquer um de nós”, comentou Arthur Rubinstein na época. O controle técnico e intelectual que esse jovem pianista de 18 anos exibia em cada canto da partitura revelava uma capacidade de análise muito superior não apenas à média de seus contemporâneos, mas à de muitos talentosos intérpretes. Pollini aprofundou-se na essência do texto musical para revelar a lógica de sua construção, a coerência de sua estrutura e a precisão de seu ditado. Ainda assim, a música não era para ele um terreno governado pelas leis do determinismo impassível. Suas versões transmitiam um vigor na expressão de frases e ritmos que despertavam o entusiasmo do ouvinte.

Há algo de didático no estilo pianístico de Pollini no mais alto sentido da palavra. Interpretar, para o pianista italiano, implica ao mesmo tempo em esclarecer, explicar, fornecer ao público um fio condutor que lhe permite compreender os motivos pelos quais a música flui de uma determinada forma. O componente emocional, sempre essencial, deve vir acompanhado do elemento analítico e racional para alcançar a plenitude da mensagem na consciência auditiva.

Uma das marcas de Pollini é sua maneira de estabelecer seus programas de recitais. Neles, o pianista italiano tem-se caracterizado por misturar frequentemente peças do repertório clássico e romântico com obras do século XX (ou seja, de todo o século XX, não apenas das primeiras décadas). Para Pollini, a criação musical é um continuum que não conhece fraturas, uma forma de pensar os sons e, portanto, é errado isolar certas linguagens como se fossem compartimentos estanques. Seus esforços foram na direção oposta: mostrar o que é clássico nas páginas contemporâneas e o que é contemporâneo no repertório clássico. Assim surgem os chamados “Projetos Pollini”, nos quais o diálogo entre o passado e o presente ocorre da forma mais natural. Pode acontecer, por exemplo, que o público tenha ouvido na mesma noite o Hammerklavier de Beethoven e a Sonata para piano nº 2 de Boulez (uma obra que Pollini tocava de cor em sua época de ouro).

Precisamente o Hammerklavier, gravado em 1976, é uma amostra ideal das abordagens de Pollini. Principalmente a fuga final, que talvez seja o momento culminante de sua versão. Para além do espantoso controle técnico, à disposição de poucos pianistas, Pollini conduz o ouvinte pelos meandros do contraponto e revela toda a modernidade do pensamento beethoveniano, a forma revolucionária como o compositor molda os materiais (sublinhando, por exemplo, o carácter quase estrutural dos trinados) e seu revolucionário conceito sonoro, onde o discurso musical parece às vezes transfigurado em termos de pura energia.

.: interlúdio :. Elza Soares, Doutora Honoris Causa

File:Foto oficial 02 de Elza Soares em Deus é Mulher.jpg
Patricia Lino @callanga (CC BY-SA 4.0)

Elza da Conceição Gomes, 81 (ou 87) anos, nascida na favela da Moça Bonita, Rio de Janeiro; obrigada a se casar aos 12 anos com um certo Soares; mãe pela primeira vez aos 13 e viúva aos 21; que já enterrou quatro de seus sete filhos; vítima de relacionamentos abusivos e de várias camadas de preconceito; Elza que cantava carregando latas d’água morro acima; que foi cantar no programa de calouros de Ary Barroso aos 13 anos para ter o que comer; que foi zombada pela plateia por ser preta, pobre e maltrapilha, e que respondeu ao ilustre anfitrião, quando lhe perguntou de que planeta ela vinha, que vinha do Planeta Fome; perseguida e apedrejada como destruidora de lares e de carreiras e ameaça à moral e aos bons costumes, particularmente em função de seu tempestuoso relacionamento com o futebolista Manoel Francisco dos Santos (1933-1983), o Mané Garrincha, que era casado; Elza que teve sua casa crivada por rajadas de metralhadora da ditadura e que se exilou com Mané e a família e as roupas do corpo para fugir uma vez mais da morte; que nunca deixou de cantar com sua voz poderosa e inconfundível o que ela é e de onde ela veio, e a dar voz a todos aqueles que vivem as dores que ela viveu; que incandesce os palcos do mundo há seis décadas com sua voz de trovão; que hoje não consegue ficar de pé sozinha, depois de fraturar várias vértebras num palco, mas que faz tremer tudo e todos quando nos deixa ouvir o que vem de seu espírito indômito; que fez seu primeiro show profissional nesta mesma Porto Alegre e neste Estado em que agora estamos, construídos sobre o legado infame da escravidão, e que tanto amam desprezar o que é preto e feminino e o que é pobre e popular; Elza que, ao ouvir o genial Louis Armstrong, encantado com seu estilo, chamá-la de “daughter” (filha), e que por não entender inglês respondeu-lhe com simplicidade que não era “doutora”, e sim “Elza”; pois essa mesma Elza-que-não-era-doutora receberá hoje, nesta mesma Porto Alegre e de minha querida alma mater, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, uma instituição pública e gratuita, vanguardista e inclusiva, o título de DOUTORA HONORIS CAUSA que me enche de orgulho e felicidade.

No exato momento em que esta postagem for ao ar, Elza, a Indestrutível, será recebida por um Salão de Atos da UFRGS abarrotado de gente e aclamada pela fração do Brasil que não se dobrou à infâmia do fascismo e do obscurantismo. Em tempos tão toscos e violentos, de ataques estatais à dignidade humana, às minorias e à educação e cultura, a láurea a uma artista e brasileira como Elza é um gesto político extraordinário que merece também ser aclamado:
VIVA ELZA!
VIVA A UNIVERSIDADE PÚBLICA!
VIVA O BRASIL FEMININO, PRETO E POPULAR!

ooOoo

 

Deus é Mulher (2018) – DOWNLOAD

Elza chora e canta Lupi (2016)

A Mulher do Fim do Mundo (2015)

Vassily

 

PQP Bach: hoje, 15 de novembro, 12 anos de prazer!

PQP Bach: hoje, 15 de novembro, 12 anos de prazer!

15/11/2018, 23h59, fim do dia em que nosso blog PQP Bach completou 12 anos.

Sem contar essa, hoje tivemos treze (13) esplêndidas postagens. Confiram abaixo.

Vão se divertindo, ouvindo tudo. Voltamos dia 19.

Há exatos doze anos atrás eu e PQP Bach participávamos de uma ‘comunidade’ no antigo Orkut sobre música clássica. Ali discutíamos sobre o tema e disponibilizávamos CDs. Muita gente boa participava, gente com notável conhecimento sobre o assunto e ótimos acervos discográficos. Os tempos eram outros, a qualidade da Internet era sofrível. Eram os tempos do Rapidshare, servidor de armazenamento de arquivos suíço, que pagávamos em Euro. Se não me engano, a velocidade de internet que eu tinha em casa era de no máximo 1 Mb/s, então imaginem os senhores o trabalho que eu tinha para conseguir baixar arquivos e para encaminhá-los para o servidor.

Um belo dia PQPBach entrou em contato comigo perguntando se eu teria interesse de participar de um blog especializado em música clássica, jazz e blues. Imediatamente aceitei, nem imaginando que estaria comentando sobre esta época da minha vida doze anos depois.

Muita água passou por debaixo da ponte desde então. Estava desempregado na época, um ou outro emprego sofrível, depois fiz concurso público e em um primeiro momento dei aula para o ensino fundamental e em outro momento assumi como servidor público, função que exerço até hoje e onde provavelmente irei me aposentar.

As primeiras postagens pareciam meio ingênuas, pois não sabíamos qual o formato e estilo de texto a adotar, a ideia era postarmos aquilo que estávamos ouvindo naquele momento, mas logo extrapolamos e começamos com os grandes projetos, começando com nosso Mestre Avicenna trazendo seu magnífico acervo de Musica Colonial Brasileira, nos apresentando um incrível material praticamente inédito. Lembro que o primeiro grande projeto era relativo ao maior dos compositores brasileiros, cujo nome não posso nem citar, e logo fomos impedidos de continuar, pois ficamos sujeitos a sofrer medidas judiciais por parte de seus familiares.

Muitos vieram aqui postar. O projeto iniciou com o próprio PQP Bach, eu, FDP Bach, mais Clara Schumann, que logo abandonou o barco, alegando motivos pessoais. Creio que logo vieram Avicenna, CDF, CVL, Ranulfus, Carlinus, Clara Schumann, Bisnaga, Wellbach, Ammiratore, Pleyel, Vassily Genrikhovich, Luke, Gabriel, Strava, Bluedog, etc.

Enfim, passados doze anos, ainda continuamos na batalha para disponibilizar boa música para os senhores. Já pedi para sair várias vezes, mas isso aqui é como um vício. Um vício bom, claro. Se pudesse, me dedicaria exclusivamente ao PQP Bach, mas tenho de pagar minhas contas…

Dito isso, vamos em frente.

FDP

The Fab Four: Bach, Beethoven, Mozart e Haydn comemorando os 12 anos do PQP Bach

Revista Digital de Música Sacra Brasileira – RDMUSB

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A Revista Digital de Música Sacra Brasileira – RDMUSB é um periódico online e completamente gratuito que busca divulgar e promover o uso do rico e significativo repertório composto no Brasil para uso na liturgia da Igreja Católica Romana.

Estruturada em quatro publicações anuais, com temática variável conforme o tempo e o ano litúrgico, cada volume da RDMUSB apresenta cerca de cinco partituras, escolhidas entre arranjos e composições originais de autores brasileiros, e um artigo científico versando sobre temas afetos à música sacra.

Desta forma, a RDMUSB não só pretende suprir uma lacuna de publicações dedicadas à música sacra brasileira como também almeja fornecer um suplemento próprio para o seu vivo emprego na liturgia católica.

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COORDENAÇÃO EDITORIAL
Rafael Carvalho de Fassio

COMISSÃO EDITORIAL

ÁREA CIENTÍFICA
Paulo Castagna (coord.)
Fernando Lacerda Simões Duarte

ÁREA MUSICAL
Roberto Rodrigues (coord.)
Bruno Tadeu Rodrigues Gomes
Diego Muniz Costa
Felipe Bernardo
Rafael Carvalho de Fassio

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EDIÇõES

A Revista Digital de Música Sacra Brasileira – RDMUSB é publicada quatro vezes ao ano, com volumes temáticos dedicados ao repertório de Advento e Natal, Quaresma e Páscoa, Tempo Comum e Solenidades e Festas de Nossa Senhora.

Além de opções para o próprio de cada tempo, os volumes reúnem também motetos eucarísticos, salmos e peças que podem ser aplicadas em vários momentos da liturgia ao longo do ano.

Na seção científica, cada exemplar contempla um breve artigo versando sobre temas afetos à música sacra. 

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Não perca! Já saiu o nº 1 e o nº 2! Vá visitar: https://www.rdmusb.org

Avicenna

Missa de São Sebastião: Antonio Carlos Gomes (1836-1896)

24myhrdAntonio Carlos Gomes (Campinas, 1836-Belém, 1896)
Missa de São Sebastião (1854)

Repostagem

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Temos o prazer em apresentar o mais novo membro da equipe PQPBach: Bisnaga !

Devemos a ele as postagens das missas de Carlos Gomes. Bisnaga gosta de óperas e de música brasileira de concerto, além de possuir um belo acervo musical.

Bem vindo, Bisnaga !

Missa de São Sebastião

Há 175 anos nascia em Campinas, interior de São Paulo, Antonio Carlos Gomes, mulato, como eram quase todos os músicos, compositores e artistas dos períodos colonial e imperial. Aos mestiços não restavam muitas possibilidades nessa época: eram livres, mas não proprietários de terras; não eram escravos, porém não tinham fortunas. Deslocados num país de ordem escravocrata, muitos integraram o clero (uma boa forma de ascensão social) ou passavam a se dedicar às artes, ambiente no qual alguns acabaram se destacando e se projetando, como é o caso de Carlos Gomes.

Não, Tonico não fora um menino-prodígio como Mozart, que compunha óperas ainda na infância, mas tinha percepção musical excepcional, e por isso seu pai, Manoel José Gomes (também mulato e músico), o ensinou a tocar clarineta. Depois, o menino faria aulas de piano e violino. Logo começou a compor, a dar aulas e a reger esporadicamente a banda do pai e seguindo-o, não tardaria a se enveredar na música sacra.

Quando compôs e apresentou a Missa de São Sebastião, Carlos Gomes era ainda um rapazote de 17 ou 18 anos, mas já mostrava um refinamento compositivo impressionante. Tente imaginar a cena da estreia dessa obra: provavelmente ocorreu na Matriz Nova de Campinas (a atual Catedral Metropolitana), talvez no dia 20 de janeiro (dia de São Sebastião, padroeiro da capital) do ano de 1854. Campinas estava em franca efervescência econômica e cultural, toda em construção. Relatos de viajantes estrangeiros diziam que o movimento das ruas de terra fazia da cidade um local com poeira vermelha constante e asfixiante, que tudo tingia. A matriz tinha sido coberta há poucos anos, cheia de andaimes, ainda não tinha torres e seus altares deveriam ser provisórios, pois só anos depois começariam os entalhes. Nesse ambiente semelhante ao que vemos em filmes de Velho Oeste americano, em que tudo parecia precário e provisório, surge uma obra dessa natureza, com tamanho grau de acabamento.

Curiosamente, a Missa de São Sebastião soa mais operística que a sua segunda missa, a de Nossa Senhora da Conceição, cinco anos posterior. Segundo fala do Maestro Henrique Lian no próprio encarte desta obra, há relações com o bel canto italiano das obras de Bellini, Rossini e Donizetti, com uso das coloraturas e na orquestração mais limpa, que valorizam e destacam os solos. A obra, assim como sua outra missa, apresenta-se apenas com o Kyrie e o Gloria, provavelmente a segunda parte, do Credo (Credo, Sanctus, Benedictus e Agnus Dei) tenha desaparecido.

A missa inicia-se com certa imponência, que soa até estranha para a primeira música: o Kyrie, que depois se desenvolve calmo, mas não triste, e prepara para a entrada apoteótica do Gloria, uma poderosa marcha com grande participação inicial dos sopros, tão caros ao Carlos Gomes que cresceu em meio à banda marcial do pai. Mas já há no Gloria um forte peso do coro, ligando-o às influências de música sacra do compositor. As duas partes que se seguem, o Laudamus e o Gracias, mostram belas e elaboradas coloraturas para soprano (destaque aqui para a longeva e quase flutuante voz de Niza de Castro Tank, com 74 anos na gravação), de muita leveza e graciosidade. Esse clima é transformado com o pesado início do Domine Deus, que depois se dissolve em uma melodia mais leve para tenor. Com uma estrutura semelhante, pesada e depois suavizada, surge a Qui Tollis, agora com a presença dos quatro solistas, fazendo uma preparação para a entrada do coro no alegre Suscipe. Segue-se uma delicada introdução do Qui Sedes, que dará lugar a um dueto dramático de tenor e contralto e, em contraposição, a peça seguinte, o solo de baixo do Quoniam, inicia-se calma e melódica, aumentando a dramaticidade à medida que se desenvolve, para deixar preparada a entrada do coro no Cum Santo Spiritu, outra marcha, essa, com certeza, a peça mais operística de toda a Missa, com final não menos apoteótico que seu início.

Antonio Carlos Gomes (Campinas, 1836-Belém, 1896)
01. Missa de São Sebastião 01. Kyrie
02. Missa de São Sebastião 02. Gloria
03. Missa de São Sebastião 03. Gloria – Laudamus Te
04. Missa de São Sebastião 04. Gloria – Gracias
05. Missa de São Sebastião 05. Gloria – Domine Deus
06. Missa de São Sebastião 06. Gloria – Qui Tollis
07. Missa de São Sebastião 07. Gloria – Suspice deprecationem Nostram
08. Missa de São Sebastião 08. Gloria – Qui sedes
09. Missa de São Sebastião 09. Gloria – Quoniam
10. Missa de São Sebastião 10. Gloria – Cum Sancto Spiritu

Palhinha: ouça Missa de São Sebastião 10. Gloria – Cum Sancto Spiritu

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Missa de São Sebastião – 2005
Antonio Carlos Gomes

Coral da Unicamp
Carlos Fiorini, regente do coro
Orquestra Sinfônica de Campinas
Henrique Lian, regente

Niza de Castro Tank, soprano
Luciana Bueno, contralto
Rubens Medina, tenor
Manuel Alvarez, baixo

Gravação de duas apresentações ao vivo no Centro de Convivência Cultural, Campinas, 11 e 12 de julho de 2005.

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
MP3 154 kbps VBR – 55,7 MB – 50 min
powered by iTunes 10.5

Partituras e outros que tais? Clique aqui

Boa audição.

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Texto e áudio: Bisnaga
Lay-out & Operador de mouse: Avicenna

Novos links para Avicenna e Bisnaga

Esta postagem-notícia é de abril de 2017.
Agora já podemos falar de alguns resultados:
100% das 220 postagens do BISNAGA estão com links novos. Podem ir lá que, se estiver escrito que é do Bisnaga, o download é garantido.
uns 60% das 808 postagens do AVICENNA já possuem novos enlaces. é uma questão de tempo para que tudo esteja disponível novamente.
O Bisnaga ainda trocou os links de 25 postagens do CVL, 11 do Strava, 06 de Gabriel Della Clarinet e 17 do Das Chucruten (tudo que ele tinha backup) e o Avicenna já trocou outros vários dos colegas.
Paciência, gente, a coisa tá caminhando!

ATENÇÃO! AVICENNA E BISNAGA ESTÃO TROCANDO OS LINKS

Eu tinha uma avó filha de portugueses que sempre dizia: “a gente se acostuma com tudo, até com a desgraça”. Os portugueses realmente têm ditados ótimos. Qualquer dia faço uma postagem deslindando alguns aqui…

Pois bem, a nossa grande desgraça, aqui dentro do PQP, é a maldição dos HDs virtuais. Vira e mexe, um deles sai do ar, ou muda a política, e deixa os nossos usuários-ouvintes a ver navios e, certamente, decepcionados (a gente sabe muito bem o que é isso, pois baixamos muita música espalhada por aí, em outros blogs amigos). Toca trocar tuuuuudo de base mais uma vez, o que cansa! Antes eu ficava desesperado, agora eu já não me desgasto tanto com isso: taí: acostumei-me com a desgraça!.

Bom, vai ser a quarta vez que troco todos os links! Já passei pelo Mediafire, pelo Rapidshare (R.I.P.), pelo PQPShare (o melhor que tivemos, que se diga! – R.I.P…) e agora o ADrive está nos dando (a mim e ao Avicenna) problemas: de um tempo pra cá, só quem tem conta pode baixar… Com isso, o PQPBach, maior repositório brasileiro de música clássica ficou menos… brasileiro, isso porque nós dois reunimos quase uns 90% de toda a música nacional postada aqui.

No entanto, somo incansáveis e não vamos deixar que a música que colocamos exposta aqui nesse receptáculo da beleza desapareça, ou simplesmente se mostre e só deixe os internautas só na vontade! Já subimos tudo que tínhamos em uma conta conjunta (tem casamentos que não se entendem bem assim como nós!) e vamos trocar todos os links mais uma vez. E trocaremos outras, se for necessário! Não os deixaremos órfãos, queridos usuários-ouvintes! Não se preocupem!

Agora, só vos peço paciência: são muitos arquivos e, portanto, muitos links para trocar. Vamos substituir mais de MIL arquivos (1/4 das postagens do PQP):
– 808 do Avicenna,
– 220 do Bisnaga,
– 22 do CVL,
– 17 do Strava,
– 07 do Gabriel Della Clarinet,
– 14 do Das Chucruten.

Isso vai levar alguns meses… Insistam! Se chegarem aqui nas postagens do Bisnaga ou do Avicenna e não conseguirem baixar os arquivos, deem um tempo, voltem depois de uns dias. Uma hora eles voltam! Todos vão ser repostados! Confiem!
Continuamos firmes no propósito e no afã de polinizar a beleza pela blogosfera!

Livro “Uma grande glória brasileira: José Maurício Nunes Garcia”, de Alfredo Taunay (Visconde de Taunay)

rhtwrhtrJOSÉ MAURÍCIO POR ALFREDO TAUNAY

Alfredo Maria Adriano d’Escragnolle Taunay (Rio de Janeiro, 22/02/1843 – 25/01/1899), mais conhecido como Visconde de Taunay, foi o escritor responsável pelo primeiro livro dedicado a um dos mais significativos compositores brasileiros: o Padre José Maurício Nunes Garcia (Rio de Janeiro, 22/09/1767 – 18/04/1830). Mas foi uma longa história até esse livro chegar às lojas e até nós.

Alfredo Taunay não conheceu Nunes Garcia, pois nasceu 13 anos após o falecimento desse compositor sacro, mas vivenciou um período no qual sua música ainda era bastante executada nas cerimônias religiosas nas igrejas do Rio de Janeiro. Encantado com as composições do padre mestre, Taunay empreendeu várias iniciativas para tentar salvá-la do esquecimento, entre elas uma campanha para tentar imprimi-las, na década de 1890, mas que resultaram apenas na impressão de seu Requiem de 1816, pela Casa Bevilacqua, em 1897.

Mas essa campanha teve alguns outros resultados: outra das importantes ações de Alfredo Taunay foi a realização de intensas pesquisas biográficas sobre José Maurício Nunes Garcia, que resultaram em vários artigos publicados no Rio de Janeiro, especialmente na Revista Brasileira, entre 1895-1896, e no Jornal do Comércio, entre 1896-1898.

Três décadas após o falecimento do Visconde de Taunay, seu filho, o historiador catarinense Afonso d’Escragnolle Taunay, resolveu organizar os inúmeros artigos do pai sobre José Maurício Nunes Garcia, para publicá-los em um único volume, por ocasião do centenário do falecimento do compositor carioca, em 1830. O enorme trabalho de Afonso Taunay, que requereu ainda a consulta de outros textos sobre o assunto, para completar lacunas e corrigir imprecisões, resultou no livro Uma grande glória brasileira: José Maurício Nunes Garcia (São Paulo: Melhoramentos, 1930).

No mesmo ano, Afonso Taunay e o editor Walther Weiszflog também uniram a esse livro os textos que Alfredo Taunay havia escrito sobre o compositor de óperas Antônio Carlos Gomes (Campinas, 11/07/1836 – Belém, 16/09/1896), para lançar, no mesmo ano, o livro Dois artistas máximos: José Maurício e Carlos Gomes (São Paulo: Melhoramentos, 1930). Esses dois livros ajudaram a reacender o interesse sobre Nunes Garcia e Carlos Gomes, demonstrando que somente as ações apaixonadas de homens como os que trabalharam nessas edições são capazes de preservar a memória musical brasileira do esquecimento, pois quase nenhum setor nos nossos sistemas de governo são conscientes da importância dessa preservação.

Uma grande raridade, o livro Uma grande glória brasileira: José Maurício Nunes Garcia, de Alfredo Taunay (Visconde de Taunay), organizado por seu filho Afonso Taunay em 1930, foi digitalizado pela primeira vez pelo Avicenna do PQP Bach, a partir do seu exemplar pessoal, e agora disponibilizado online, em um mais um gesto característico do seu altruísmo e interesse na difusão do patrimônio histórico-musical brasileiro. Com isso podemos usufruir um raro texto escrito no final do século XIX sobre o compositor brasileiro José Maurício Nunes Garcia, que requereu muitas mãos e muita dedicação para chegar até nossa casa como um presente.

Valeu, Seu Alfredo, Seu Afonso e Seu Avicenna, os três grandes ‘A’s que nos ajudaram a manter vivo no Brasil o interesse pela música de José Maurício Nunes Garcia, um dos maiores compositores brasileiros e latino-americanos de nossa história, e um dos mais importantes autores de música sacra em todo o mundo!

Prof. Paulo Castagna
[email protected]

_----------hklhjkhLivro “Uma grande glória brasileira: José Maurício Nunes Garcia”

Autor: Alfredo Maria Adriano d’Escragnolle Taunay (Rio de Janeiro,1843-1899), mais conhecido como Visconde de Taunay.

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Saiba muito mais sobre a vida e obra de José Mauricio no site www.josemauricio.com.br/

Avicenna

PS: –  Personagem importante desta história é o nosso amigo e colega Bisnaga. Ele comprou este livro num sebo online e deu como endereço o da minha casa !  Valeu, Seu Bisnaga!!!

I Seminário de Música Brasileira da UNESP

I SEMINÁRIO DE MÚSICA BRASILEIRA DA UNESP
4 a 26 de outubro de 2017
Organização: Paulo Castagna
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musica-brasileira.O I Seminário de Musica Brasileira tem como objetivo proporcionar aos profissionais e estudantes de música, internos e externos à UNESP, o contato com uma amostra significativa do repertório musical brasileiro de diversos períodos e formações, e com importantes trabalhos sobre o assunto, por profissionais da pesquisa e produção cultural no Brasil, que possuem relações acadêmicas com esta universidade. A entrada é franca e serão oferecidos certificados de frequência a cada uma das palestras (com carga horária de duas horas), a serem entregues ao final das mesmas.
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Agradecemos a divulgação,
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Paulo Castagna
Instituto de Artes da UNESP
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SMB1-UNESP
Avicenna

Para regozijo dos visitantes do blog, PQP Bach estará no StudioClio a cada duas semanas falando sobre música

Há um bando de loucos que gosta de me ouvir falar ou escrever sobre música. Bem, tem gosto para tudo. Isto foi lentamente se acentuando após o nascimento do PQP Bach, lá no longínquo ano de 2006. Pois agora, a cada duas semanas, estarei no StudioClio, em Porto Alegre, na série de palestras Almoço Clio Musical. Abordarei sobre obras fundamentais da música erudita, algo como “o imprescindível em música”, devidamente contextualizadas e com o apoio de vídeos que apresentarão trechos ou obras completas.

Durante cada palestra, haverá a apresentação didática de fundamentos, explicações sobre a terminologia, comentários sobre a estrutura da obra, instrumentação, gênero e estilo. A função começa dia 23 de maio, às 12h20, com os Concertos de Brandenburgo, de J. S. Bach. Acho que vou apresentar 4 dos 6 concertos, com comentários sobre o autor e os concertos, na verdade chamados originalmente de Concertos para Diversos Instrumentos.

O tom será o habitual, bem-humorado e procurando utilizar as curiosidades que cercam cada obra. Afinal minha ideologia é a de que a arte é filha da criatividade, da habilidade, do conhecimento, da inteligência e do artifício. E todos estes itens guardam parentesco maior com a alegria do que com a sisudez.

Requiem de Mozart no Teatro Bradesco

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Venho convidar a todos para as três apresentações do Requiem de Mozart no Teatro Bradesco. As récitas contarão com três breves palestras introdutórias minhas.
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Essas apresentações, que contam com o apoio do Música e Sociedade, estão ao cargo da Orquestra Acadêmica de São Paulo e do Coral da Cidade de São Paulo, sob a batuta do regente Luciano Camargo e acontecerão nos dias 29 e 30 de abril, às 21 horas, e no dia 1º de maio às 19:00. As palestras introdutórias acontecem uma hora antes.Espero vocês lá!
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Rebello Alvarenga
http://www.musicaesociedade.com.br/
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Ficha Técnica
Orquestra Acadêmica de São Paulo
Coral da Cidade de São Paulo
Regência: Luciano Camargo
Solistas: Caroline De Comi, Marcela Rahal, Anibal Mancini e Guilherme de Oliveira
Realização: Associação Coral da Cidade de São Paulo
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Horários e local
Sábado, 29 de abril de 2017 – 21:00 (Palestra às 20:00)
Domingo, 30 de abril de 2017 – 19:00 (Palestra às 18:00)
Segunda-feira, 1º de maio de 2017 – 19:00 (Palestra às 18:00)
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Teatro Bradesco SP
Rua Palestra Itália, 500 – Perdizes
São Paulo-SP
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Ingressos no link AQUI
https://www.ingressorapido.com.br/compra/?id=56406#!/tickets
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Avicenna