Joseph Haydn (1732-1809) – Piano Sonatas – Cds 4, 5 e 6 de 8 – Jean-Eflaim Bavouzet

Jean-Eflaim Bavouzet dando uma espiadinha.

Vamos dar continuidade à esta série de Sonatas de Haydn gravadas por Jean-Eflaim Bavouzet, e que já é referência dentro da discografia das obras de Haydn. Temos hoje os cds 4, 5 e 6 de um total de 8 lançados até agora. 
Lembro que trata-se de repostagem, essa aqui lá de 2016, quando ainda só tinham saído cinco cds dessa coleção. 

Se vivo fosse, Joseph Haydn teria completado 284 anos de idade no último dia 31 de março. E em sua homenagem, farei uma pequena homenagem, trazendo alguns cds de obras que considero fundamentais no imenso catálogo de sua imensa produção.
E nada melhor que começar com esta consagrada série de sonatas que o grande pianista francês Jean-Efflaim Bavouzet gravou. São cinco cds com algumas de suas trocentas sonatas, sempre interpretadas com o mesmo talento, por este que considero um dos melhores pianistas em atividade da atualidade.

CD 4

01. Sonata No. 38 in F major, Hob. XVI23 – I. [Moderato]
02. Sonata No. 38 in F major, Hob. XVI23 – II. Adagio
03. Sonata No. 38 in F major, Hob. XVI23 – III. Finale Presto
04. Sonata No. 40 in E flat major, Hob. XVI25 – I. Moderato
05. Sonata No. 40 in E flat major, Hob. XVI25 – II. Tempo di Menuet
06. Variations, Hob. XVII6 – Andante. Beginning
07. Variations, Hob. XVII6 – Conclusion (bar 151 – end)
08. Sonata No. 30 in D major, Hob. XVI19 – I. Moderato
09. Sonata No. 30 in D major, Hob. XVI19 – II. Andante
10. Sonata No. 30 in D major, Hob. XVI19 – III. Finale Allegro assai
11. Variations, Hob. XVII6 – Conclusion (bar 151 – end) (Unpublished version wit

CD 5

01. Sonata No. 15 in E major, Hob. XVI13 – I. Moderato
02. Sonata No. 15 in E major, Hob. XVI13 – II. Menuet & Trio
03. Sonata No. 15 in E major, Hob. XVI13 – III. Finale Presto
04. Sonata No. 12 in A major, Hob. XVI12 – I. Andante
05. Sonata No. 12 in A major, Hob. XVI12 – II. Menuet & Trio
06. Sonata No. 12 in A major, Hob. XVI12 – III. Finale Moderato molto
07. Sonata No. 37 in E major, Hob. XVI22 – I. Allegro moderato
08. Sonata No. 37 in E major, Hob. XVI22 – II. Andante
09. Sonata No. 37 in E major, Hob. XVI22 – III. Finale Tempo di Menuet
10. Sonata No. 54 in G major, Hob. XVI40 – I. Allegretto innocente
11. Sonata No. 54 in G major, Hob. XVI40 – II. Presto
12. Sonata No. 55 in B flat major, Hob. XVI41 – I. Allegro
13. Sonata No. 55 in B flat major, Hob. XVI41 – II. Allegro di molto
14. Sonata No. 56 in D major, Hob. XVI42 – I. Andante con espressione
15. Sonata No. 56 in D major, Hob. XVI42 – II. Vivace assai
16. Bonus track Epilogue

Jean-Efflam Bavouzet – Piano

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bavouzet haydn
Jean_Eflaim Bavouzet posando ao lado do busto de Haydn no Salão Principal da sede do PQPBach!

“Carlinus Files” – Franz Joseph Haydn (1732-1809) – Piano Sonatas vol. 1, 2 e 3 de 8 – Bavouzet

Front

Repostagem de uma original feita lá em 2013, alguns dias após a visita de nosso querido Carlinus, por isso chamei a série de “Carlinus Files”,  pois trocamos muito material na época. 

Como estamos em pleno ano Beethoven, quando comemoramos os 250 anos de nascimento do genial compositor, acho importante mostrar o que o influenciou e quem era os seus mestres. Curiosamente, a obra pianística de Haydn pouco apareceu aqui no PQPBach. Para ser mais rápido, estou disponibilizando três cds de cada vez. Lembrando que até agora foram lançados 8 volumes. 

Mais um cd com o selo “Carlinus Files”, que ajuda a traduzir a qualidade da gravação e da interpretação.

Facilmente classificável como “IM-PER-DÍ-VEL” !!

Divirtam-se…

01 – Sonata No.39 in D major, Hob.XVI 24 – I. Allegro
02 – Sonata No.39 in D major, Hob.XVI 24 – II. Adagio – Larghetto
03 – Sonata No.39 in D major, Hob.XVI 24 – III. Finale Presto
04 – Sonata No.47 in B minor, Hob.XVI 32 – I. Allegro moderato
05 – Sonata No.47 in B minor, Hob.XVI 32 – II. Menuet. Tempo di Menuetto – Trio. Minore
06 – Sonata No.47 in B minor, Hob.XVI 32 – III. Finale Presto
07 – Sonata No.31 in A flat major, Hob.XVI 46 – I. Allegro moderato
08 – Sonata No.31 in A flat major, Hob.XVI 46 – II. Adagio
09 – Sonata No.31 in A flat major, Hob.XVI 46 – III. Finale Presto
10 – Sonata No.49 in C sharp minor, Hob.XVI 36 – I. Moderato
11 – Sonata No.49 in C sharp minor, Hob.XVI 36 – II. Scherzando Allegro con brio
12 – Sonata No.49 in C sharp minor, Hob.XVI 36 – III. Menuetto. Moderato – Trio

Jean-Efflam Bavouzet – Piano

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FDPBach

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788) – Sonatas for Violin and fortepiano – Amandine Beyer, Edna Stern

Mais um grande CD do selo Alpha, e mais uma performance de gala de Amandine Beyer, uma das maiores violinistas da atualidade e, ao lado de Rachel Podger, com certeza ela é uma das maiores especialistas em violino barroco da atualidade.

“As sonatas para teclado e violino de Carl Philipp Emanuel Bach são impressionantes por sua originalidade e delicadeza. Embora menos conhecidas do que as sonatas para teclado ou fantasias para cravo, elas oferecem o mesmo sabor pungente que tornou o estilo inimitável na emblemática  sensibilidade pré-romântica alemã. Pois é verdade que esses trabalhos imprevisíveis e extravagantes são permeados por extrema sensibilidade. Mas nisso a arte da surpresa não fica sozinha: o outro lado dessas obras-primas discretas deve muito ao racionalismo e à ciência composicional já cultivada pelo pai de Emanuel, Johann Sebastian, que escreveu sonatas nas quais contava o contraponto, a proporção e a harmonia para fornecer uma arquitetura sólida e qualificada. portanto C. P. E. Bach se esforça, com modéstia e paixão, em conciliar liberdade estilística e rigor composicional.”

Amandine Beyer e Edna Stern dão um show de competência e virtuosismo, o que não é nenhuma novidade em se tratando de intérpretes deste nível. Só lamento ter conhecido tão tarde estas obras.

SONATA IN B FLAT MAJOR H513 WQ 77
1 ALLEGRO DI MOLTO 6’42
2 LARGO 4’47
3 PRESTO 4’17

SONATA IN C MINOR H514 WQ 78
4 ALLEGRO MODERATO 7’19
5 ADAGIO MA NON TROPPO 7’25
6 PRESTO 4’43

SONATA IN G MINOR H545
7 ALLEGRO 3’15
8 ADAGIO 3’10
9 ALLEGRO 3’15

SONATA IN B MINOR H512 WQ 76
10 ALLEGRO MODERATO 7’23
11 POCO ANDANTE 5’45
12 ALLEGRETTO SICILIANO

Amandine Beyer – Baroque Violin
Edna Stern – Pianoforte

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Edna Stern – Dando detalhes sobre a parceria com Amandine Beyer na visita à sede do PQPBach

Richard Wagner (1813-1883) – Tannhäuser – Georg Solti / Franz Konwitschny

Chegou a hora de trazermos para os senhores a monumental “Tannhäuser”, a obra prima de Richard Wagner (1813-1883), provavelmente a ópera mais famosa do compositor, ou pelo menos, que tem a mais famosa das aberturas e, claro, o Coro dos Peregrinos. Ouvi a abertura pela primeira vez ainda adolescente e fiquei totalmente absorvido pela música. Só anos depois tive acesso a obra completa, com o libreto e tudo.

Como já é tradição nas postagens de Wagner vamos contar um pouco de historinha…. Nos difíceis dois anos em que Richard Wagner viveu em Paris, basicamente voltando seu talento para o ensino, arranjos e composições de “post-pourris”, e enquanto esperava pelas oportunidades que nunca viriam na capital francesa, ele teve acesso a muita literatura e dois trabalhos lhe chamaram a atenção: o poema “Der getreue Eckart und der Tannhäuser” de Ludwig Tieck (1773-1853) que lhe causara boa impressão assim como a leitura do conto de E. T. Hoffmann (1776-1822) “O Torneio dos Cantores” que descreve um concurso de canções no castelo de Wartburg, com relato das atividades libidinosas de Tannhäuser, no Venusberg (o monte Hörselberg, na Turíngia), sua peregrinação a Roma, com vistas a obter o perdão do Papa, a fim de poder ser digno de corresponder à paixão da sobrinha do Landgrave, princesa Elisabeth, virgem e de coração puro. Pronto, uma idéia de ópera lhe ocorrera. Enredão! Porém em Paris as coisas não vão bem e Richard resolve partir. Então no início da primavera de 1842, a diligência do jovem casal Wilhelm e Minna atravessa a planície da Turíngia, rumo a uma vida melhor em Dresden, Paris a muitos quilômetros atrás não deixou saudades.

Wartburg Castle

Pela janela da diligência, Wagner vê a colina sobre a qual se ergue o Castelo de Wartburg, a idéia, ainda adormecida, dos contos lidos em Paris desperta e ele teve aquele momento de inspiração para compor Tannhäuser. Em sua autobiografia, Wagner diria que, naquele trecho da viagem, pode visualizar a ação do drama. Foi quando delineou as primeiras linhas dos temas musicais, após ser levado pela sorte sobre sucessivos sons que lhe inspiram a volta do caminho da pátria. Ele se imagina no meio de peregrinos, no desfiladeiro, diante do som de gaita pastoril abaixo no vale. Assim, se vê na segunda cena em que Tannhäuser descortina a procissão dos peregrinos carregando uma pesada cruz em marcha para Roma. Reteria na memória cada detalhe da paisagem para orientar, anos depois, já em Dresden, os preparativos da primeira representação do seu segundo “drama musical”, música e versos fundindo-se numa unidade. O libreto foi concluído em maio de 1843, passando a ocupar-se da composição até meados de 1844.

Wagner conseguiu nesta nova obra que a realidade e a ficção fossem fundidas como num belo aço de padrão Damasco, dificilmente notamos os traços da misteriosa e bela lenda de Tannhäuser e em que ponto começava ou terminava o registro dos fatos históricos. De fato, sabe-se que em princípios do século XIII, o príncepe Hermann, da Turíngia, costumava organizar torneios poéticos no Castelo de Wartburg, com a participação de célebres cavalheiros menestréis da época, como Henrich von Ofterdingen, que Wagner fundiu para criar a personalidade do herói Tannhäuser.

Um causo curioso: Wagner estava orquestrando a sua nova ópera então batizada como “Der Venusberg” (Monte de Vênus), todavia amigos em Dresden o convenceram a desistir desse nome por ser um termo familiar para designar, digamos, uma parte íntima da anatomia feminina; assim, sua ópera poderia ser ridicularizada (que dúvida!). Por essa razão ele a rebatizou de Tannhäuser que completou em abril de 1845.

Wilhelmine Schröder

Em 19 de outubro, sob a regência do compositor a ópera foi estreada. Não foi uma noite muito feliz, o cenário não estava completo (muitas partes não ficaram prontas a tempo), foi o primeiro motivo para o povão não ficar feliz. A segunda razão era que para o público da época o fato de um músico se fazer de filósofo, e de tendências pessimistas, era chocante; a música deveria servir para alegrar e distrair e não obrigar a pensar; as pessoas pediam danças e árias mas Wagner lhes oferecia ação e drama. O papel principal foi atribuído a Joseph Tichatschek, um leal amigo, de uma magnífica voz, todavia, como ator, medíocre e ultrapassado para os seus desígnios. Era capaz unicamente de decorar os recitativos e a fonética. A prima do compositor, Johanna, interpretou Elisabeth. Vênus ficou a cargo de Wilhelmine Schöder, a grande soprano alemã da época. Com alguma razão, Wagner atribuiu aos cantores parte da responsabilidade pelo êxito restrito de Tannhäuser. Após a primeira apresentação, fez-se um intervalo de uma semana para que o tenor se recuperasse de forte rouquidão. Wagner aproveitou esta semana para fazer cortes e adaptações para a segunda representação que já contava com os novos cenários. Ao todo foram sete apresentações, sem alcançar pleno êxito nem cair no fracasso.

Poster da premiere – Paris-1861

Wagner fez uma grande revisão na ópera, em 1861, depois que Napoleão III lhe encomendou uma produção do Tannhäuser para a Ópera de Paris. A obra deveria ser cantada em francês e possuir um ballet com grande destaque. Era costume na ópera parisiense incluir um bailado no segundo ato de qualquer ópera ali encenada. E por um motivo prático. Em geral, a hora do início dos espetáculos coincidia com o horário de jantar de boa parte dos frequentadores e como estes acabassem por comparecer somente no segundo ato os compositores incluíam propositadamente o momento mais apreciado pelos franceses, o bailado (em outros textos escrevemos que antigamente era um entra e sai danado nas apresentações de óperas, não era nem de longe como hoje, todo mundo quietinho). Wagner claro que resistiu pois não concordava em satisfazer retardatários com mania por ballet, mas como geralmente esse pessoal era o da grana ele acabou concordando, mas do jeito dele. E agradando a direção da Ópera, criou um bailado no começo do primeiro ato não no segundo. O ballet é frenético, com um Bacanal em Venusberg, tornando a abertura mais longa. Assim a nova abertura ficou pronta fazendo com que a “overture” original se interrompesse com os primeiros compassos do tema do “Venusberg”: nesse momento abrem-se as cortinas para a apresentação do bailado. Nessa versão, as direções cênicas orientavam para uma gruta com náiades se banhando, sereias reclinadas e ninfas dançando. Vênus aparece recostada num divã, sob uma luz rósea, tendo a seus pés Tannhäuser, com a cabeça em seu colo e apoiado sobre um joelho, a nova música para as danças eróticas no Venusberg correspondiam ao espírito sedutor, típico de Wagner, e sua localização com a abertura teve um efeito dramático que ultrapassava de longe o que Wagner tinha escrito originalmente. Por isso, criou diferenças na partitura que passou a ser duplamente considerada: a versão de Dresden e a versão de Paris.

Após Tannhäuser, Wagner consolidou seu prestígio e posição profissional. Os anos difíceis em Paris estavam sepultados, assim como o princípio igualmente árduo de sua carreira.

O Enredo (baseado no livro “Outras Óperas Famosas” – Milton Cross)
Na base desta grande ópera de uma lenda medieval alemã vamos encontrar uma parte de história, outra parte de mitologia, e uma terceira parte da própria e rica imaginação de Wagner. A ação tem lugar na Turíngia, Alemanha, no início do século XIII, onde se localiza o poderoso castelo de Wartburg. Próximo do castelo há um sítio escondido, conhecido como Horselberg ou Venusberg (Gruta de Vênus), de acordo com a lenda era debaixo desta montanha que a deusa Vênus tinha sua morada. O próprio Wagner visitou o castelo e tirou a história das antigas tradições centralizadas em torno daquela pitoresca e antiga construção, onde, seis séculos antes, os cavalheiros menestréis, ou minnesingers, se reuniam em seu grande salão para torneios de canções.

A ópera se desenvolve em torno de um desses legendários cavalheiros menestréis, o apaixonado e brigão Tannhäuser. Buscando refúgio dos tormentos do mundo, Tannhäuser deixou sua existência terrena para viver sob o mágico encanto de Vênus, a deusa do amor. Quando a ópera começa, Tannhäuser está com Vênus há um ano e um dia.

Essa história do amor sagrado e do amor profano ofereceu a Wagner excelentes oportunidades para as cenas coloridas, rica música e flagrantes contrastes, como, por exemplo, entre o sedutor encanto de Vênus e seu reino fantástico, e a nobreza simples da fervente multidão de peregrinos, que caminham conosco durante toda a ópera.

A ópera começa com a sua conhecida abertura, aparece o tema “dos peregrinos”, à medida que cresce a sensual melodia da “Música de Venusberg” a cortina se abre para a cena inicial que decorre na misteriosa e fantástica gruta no interior de Venusberg, onde a deusa tem sua corte, e mantém aprisionadas as almas dos homens.

Ato 01
Cena 01

A gruta de Vênus. Quando a cortina se abre, revela uma sedutora cena. No ponto visível mais distante, de uma caverna aparentemente sem fim, vê-se um lago azulado, no qual estão nadando náiades, enquanto sereias reclinam-se nas suas margens. No centro, grupos de ninfas dançantes. Reclinados em montículos nas margens estão casais, alguns dos quais se unem às danças das ninfas no coro da cena. Em primeiro plano, Vênus está deitada em um sofá, cercada pelas Três Graças. Ajoelhado diante dela está Tannhäuser. A caverna é iluminada por uma estranha luz rósea.

Várias bacantes irrompem do fundo da gruta em uma tumultuosa dança. Passam selvagemente através de grupos de ninfas e casais, incitando-os a uma frenética e voluptuosa “Bacanal”. Os dançarinos de súbito fazem uma pausa, e passam a escutar o belo canto do “Coro das Sereias”, e depois voltam a danças, atingindo uma selvagem excitação na famosa “Música de Venusberg”.

Quando o frenesi está no auge, um súbito cansaço acomete os dançarinos. Os pares se separam, e permanecem perto da entrada da caverna. As bacantes desaparecem à medida que uma névoa se forma e se espalha com crescente densidade, envolvendo gradualmente os adormecidos. Apenas um pequeno espaço no primeiro plano permanece visível, onde Vênus, Tannhäuser e as Três Graças são vistos. As Três Graças realizam sua dança interpretativa das histórias de Europa e do Touro Branco, e de Leda e do Cine, enquanto aquelas cenas são vislumbradas ao fundo. Depois, elas saem, deixando apenas Vênus e Tannhäuser.

De repente, Tannhäuser ergue a cabeça, como se estivesse acordado de um sonho. Vênus o empurra para trás, acariciando-o. Ela pergunta ao cavalheiro o que o está perturbando, e ele responde que estava sonhando com a vida que levava na Terra. Por insistência dela, Tannhäuser pega da harpa, e canta apaixonadamente seu “Hino de Vênus”. Mas ele canta também que está cansado da vida sensual que está levando, e afinal clama por se libertar de encanto dela, de modo que possa voltar para a Terra, onde há um misto de dor e prazer. Irritada porque seu amor está sendo desprezado, Vênus exclama que ele não partirá. Tannhäuser insiste em que o destino impele sua escolha.

Vênus, com um grito, volta-se para ele, com o rosto entre as mãos. Procura gradualmente vencer as defesas de Tannhäuser mais uma vez, e volta-se para ele com um sorriso sedutor, cantando “Amado, vem!”. As sereias são ouvidas de novo, cantando suavemente à distância. Vênus usa de seus poderes de sedução tentando enfeitiça-lo sem parar. Com grande emoção, ele toma novamente sua harpa, e mais uma vez repete seus pedidos para ser libertado dali. Em seguida, Vênus, em grande fúria, o ameaça. Diz-lhe que será rejeitado na Terra, um proscrito, e que seu deus cristão nunca o perdoará. Tannhäuser responde simplesmente que coloca sua fé na Virgem Maria.

TannhäuserMeu orgulho me convida ao combate, eu não buscarei de novo a voluptuosidade nem o prazer. Ah, se pudesses me compreender, deusa! A morte é a minha única busca! É na verdade a morte que me dá pressa de ir!
VenusSe a morte fugir de ti, se a própria sepultura se recusar receber-te, então retomarás para junto de mim.
TannhäuserMinha morte e minha sepultura eu já as trago aqui no coração; só pelo arrependimento e pela penitência é que poderei encontrar repouso!
VenusNunca terás descanso, Nunca encontrarás a paz! Retorna para mim se qualquer dia buscares a tua salvação!
TannhäuserDeusa de todas as delícias e do prazer, não! Ah, não será em ti que a minha alma encontrará a paz nem o repouso! Minha salvação está somente em Maria!

À menção do nome da Virgem, quebra-se o feitiço. Com um grito, Vênus desaparece. Há um barulho de alguma coisa se partindo, e uma completa escuridão quando a cena muda.

Cena 02
Um vale perto de Wartburg. Tannhäuser, de repente, se vê no meio de um vale tranquilo, o Sol brilhando, e o céu azul acima. Sua vida em Venusberg acabou. Ao fundo, aparece o poderoso Wartburg, com um caminho pela montanha levando até ele. No primeiro plano, um oratório da Virgem. De um monte próximo vem o tilintar de sinos de ovelhas. Sentado num rochedo, um jovem pastor toca sua flauta. Ele canta uma melodia pastoral folclórica para Holda, deusa da primavera.

O PastorSenhora Holda, venha para fora da montanha, para passear pelos campos e prados, e ouvir os doces sons perceptíveis aos meus ouvidos e que meus olhos desejam espiar; aqui eu sonhei alguns maravilhosos sonhos, e mal eu abri os olhos lá brilhava o ardente sol, o mês de maio estava chegando. Agora eu toco alegremente o meu pífaro: maio está aí, o adorável maio.

Vários peregrinos passam à distância na sua jornada para Roma, e entoam o “Coro dos Peregrinos” à medida que eles seguem seu caminho na direção da montanha. O pastor, ouvindo o canto deles, para de tocar a flauta ouvindo reverentemente. Balançando seu boné, ele pede que rezem por ele quando chegarem a Roma.

Canto dos Mais Velhos Peregrinos – Para ti eu marcho, meu Jesus Cristo, pois és a esperança dos peregrinos! Louvada sejas, ó virgem doce e pura, à nossa peregrinação digna-te lançar tua bênção! O duro fardo dos meus pecados eu já não posso suportar, antes cuidados e aflições do que repouso e bem-estar. Bendito aquele que, fiel à graça, na santa festa da indulgência, encontra enfim o seu perdão, por contrição e penitência. O Pastor – Feliz viagem! Boa viagem a Roma! Rezai pela minha pobre alma!

Durante todo este tempo, Tannhäuser manteve-se parado, como enfeitiçado, embevecido com a beleza da cena. Profundamente comovido, ele cai de joelhos em oração quando a processão passa pelo escrínio da Virgem, e desaparece no caminho da montanha. O pastor também segue seu caminho, e os sinos das ovelhas são ouvidos cada vez mais fracos à distância. Tannhäuser permanece ajoelhado, absorto em prece fervorosa. As lágrimas embargam-lhe a voz. Curva a cabeça até o chão, e parece chorar amargamente. Ouvem-se sinos distantes quando o canto dos peregrinos morre ao longe.

Depois, vem o som de trompas de caça, aproximando-se cada vez mais. Surge um grupo de homens em trajes de caça. Trata-se de Hermann, o Landgrave, com sua comitiva. No grupo está Wolfram, que reconhece seu velho amigo Tannhäuser. Atônito ele se ergue rapidamente, e faz uma reverência silenciosa ao Landgrave, que saúda seu favorito há tanto tempo desaparecido. Tannhäuser responde às suas perguntas com evasivas, e diz que estava viajando por terras estranhas. Tenta se esquivar deles, dizendo que foi condenado a vaguear sozinho, mas ele pedem para que ele fique por ali. Quando Wolfram menciona o nome da encantadora Princesa Elisabeth, Tannhäuser para, embevecido. Wolfram diz que Elisabeth tem sofrido por causa dele, saudosa de suas canções, desde que ele deixou Wartburg, e não entrou no recinto dos menestréis durante sua ausência. Ele apela para que Tannhäuser volte. A música deste apelo é especialmente expressiva, enquanto os outros também fazem coro aos pedidos de Wolfram. Tannhäuser está profundamente comovido. Ele se joga nos braços de Wolfram, agradece depois aos menestréis, faz uma reverência ao Lendgrave, confessando sua alegria em se reunir a seus velhos companheiros. Outros membros da comitiva do Landgrave aparecem na cena. Os caçadores tocam suas trompas. Depois, Tannhäuser alegremente se une a eles, cantando em coro.

O LandgrafÓ retoma para nós valoroso menestrel! Dá trégua aos conflitos e às disputas!
Tannhäuser – Para junto dela! Para junto dela! Oh, conduzi-me perante ela! Ah, agora eu reconheço novamente o esplêndido mundo do qual eu estive separado! O céu se debruça sobre mim, os prados resplandecem nos seus mais belos adornos. A primavera, jubilante, entrou na minha alma, acompanhada de mil canções arrebatadoras; na suavidade, na urgente avidez, meu coração chora e clama em voz alta, “A ela!” “A ela!” Conduzi-me perante ela!
O Landgraf, os Menestréis – Ele que esteve perdido retornou! Um milagre o trouxe de volta! Bendito seja o doce poder, que baniu do seu coração o orgulho! Que tenha novamente a Adorada seus ouvidos ligados aos nossos hinos, exaltando a sua nobreza! E que estes aqui, plenos de um novo ardor, jorrem alegria de suas gargantas e almas!

Ato 02
O Salão dos Menestréis no Wartburg. Através da espaçosa abertura ao fundo vemos um panorama do pátio e do vale abaixo. Entra Elisabeth, e apaixonadamente louva o salão, que será novamente alegrado com a voz de Tannhäuser, que tanto o glorificou, e diz sua alegria na área: “Querido salão, eu te saúdo de novo, com alegria, de todo o meu coração eu te saúdo, adorável lugar! Em ti as canções dele nasceram e me despertaram das sombras. Desde que ele partiu tu me pareces vazio! A paz me abandonou, e a alegria desapareceu de ti! Como agora meu coração se exalta e tu transpareces, outra vez, imponente, nobre e receptivo! Aquele que dá vida a ti e a mim não está mais distante! Eu te saúdo! Eu te saúdo! A ti amado salão, eu te saúdo!”

Quando Elisabeth termina, Tannhäuser é conduzido por Wolfram pelo fundo da cena, e entram no salão. Por alguns momentos ele se encosta num pilar, e depois se arroja aos pés de Elisabeth. Em tímida confusão, a jovem pede que ele se levante, dizendo que aquele lugar é de domínio dele, que ele conquistou com suas canções. Gentilmente, Elisabeth porgunta aonde esteve. Erguendo-se lentamente, Tannhäuser diz que um véu caiu para sempre entre ontem e hoje, pois os céus operaram uma mudança no seu espírito. “Esse milagre eu louvo do fundo do meu coração”, diz Elisabeth. Tannhäuser e ela se unem em um fervente dueto:

TannhäuserDeves exaltar o deus do amor, que me tocou! É ele que inspirava meus versos; é ele que te falava através dos meus cantos; é ele que me reconduziu até aqui perante ti!
Elisabeth / TannhäuserBendito seja este instante, abençoada seja a força que pela tua presença me mostrou um tão doce segredo!
TanhnhäuserA esta nova vida encontrada possa eu, agora, ser devotado inteiramente; tremendo de alegria, eu chamo esse milagre de o mais belo!
ElisabethAureolado de um esplendor radiante, um sol refulgente sorri para mim; despertada para uma nova vida, eu chamo enfim a alegria de minha companheira!

Wolfram permaneceu ao fundo. Verifica agora que se desvaneceram suas esperanças com Elisabeth. Sua grave e digna confissão forma um contraste com o enlevo de Tannhäuser e Elisabeth.

Quando Tannhäuser e Wolfram saem, o Landgrave faz seu aparecimento, saudando Elisabeth por vê-la naquele lugar, onde há muito não entrava, e proclamando-a a rainha do festival de canção. Diz-lhe que todos os nobres estarão ali, porque, mais uma vez, o vencedor receberá o laurel das mãos dela.

A Corte se reúne agora com muita pompa. Quatro pajens anunciam a chegada dos vários grupos de convidados. Os cavalheiros, nobres, damas, e damas de companhia entram e são recebidos pelo Landgrave e por Elisabeth. Esta cerimônia é uma cena muito inspirada, e a “marcha de Tannhäuser” atinge um magnífico clímax. O coro dos cavalheiros e dos nobres se une ao coro das damas.

Cavaleiros e Nobres DamasCheios de alegria saudamos o nobre Salão, onde de todos os tempos a arte e a paz sempre e somente moram; que por longos tempos ainda a fama ressoa: glória ao Landgraf Hermann, o príncipe da Turíngia. Glória! Glória! Ao Príncipe da Turíngia! Ao protetor da mais graciosa das artes. Glória! Glória! Glória!

Os nobres e as damas tomam seus lugares de um lado do grande salão para a competição de canção, e o Landgrave e Elisabeth ocupam os dois lugares de honra.

Entram agora os menestréis, saudando a assembleia de maneira pomposa, e tomam seus lugares no lado oposto do salão. O Landgrave se levanta, e anuncia que o Amor será o tema do concurso de canção, e que a própria mão de Elisabeth premiará o vencedor.

Começa a competição. OS quatro pajens recolhem de cada cantor um rolinho de papel contendo seu nome. Os rolos são colocados em uma taça de ouro, que é apresentada a Elisabeth. Ela escolhe um dos papéis, entrega-o aos pajens, que, em quarteto, anunciam o nome. Wolfram foi o primeiro sorteado. Ele canta com poder e eloquência seu “Elogio do Amor”. É uma canção de plácido amor por Elisabeth, onde diz que a adora à distância. É muito aplaudido pelos menestréis e nobres.

Wolfram Eu direciono minha vista para esta nobre assembleia, o meu coração palpita e se inflama com tão augusta visão! Vejo aqui heróis, alemães, valentes e sábios, altivos, imponentes como carvalhos, de vivo e verde vigor; e vejo damas belas e virtuosas, com diademas perfumados com finas e amáveis flores. Eu sinto que meu olhar se enleva com essa visão, meu canto é silenciado ante semelhante encanto e esplendor. Então eu elevo meu olhar até uma única estrela, lá no alto dos céus, onde brilha para mim: meu espírito é confortado pela radiante distância e minha alma se prostra e se submerge em piedosa prece. E, vede, eu contemplo uma fonte de delícias, à qual meu espírito se transporta no mais elevado êxtase, e ao seu manancial ele retira as delícias da mais santa indulgência, bálsamo indizível com o qual refresco o meu coração. E nunca mais eu quero profanar essa fonte, ou turvar suas águas com pensamentos impuros: em devoção a ela eu a mim me sacrificaria e com prazer derramaria até a última gota do meu coração! A vós, nobres, desejo expressar nessas palavras como a mim me parece ser a pura essência do amor.

Durante a canção de Wolfram, a atitude de Tannhäuser é de impaciência e desdém. Subitamente, sua expressão se transforma em estranha alegria. Ele se ergue como se estivesse sonhando. Tange as cordas da sua harpa, e um sorriso sinistro indica que uma estranha emoção tomou conta dele. Depois, toca a harpa com fúria, todo o seu ser demosntrando que está fora de si. Parece até ignorar Elisabeth quando irrompe em uma canção de paixão sensual: “Oh, Wolfram, se é este o teu canto, desfiguraste mui claramente o amor! Se tu o limitas a mórbidos suspiros, com certeza o mundo inteiro logo se esgotaria. Para glorificar a Deus, nas sublimes alturas celestiais, levemos os olhos para os céus, contemplemos as estrelas: a adoração convém a tais maravilhas porque elas são inacessíveis! Mas aquilo que se abre ao nosso afago, que se deleita perto de nosso coração e de nossos sentidos, o que foi criado como matéria e se curva para nós como suave carne, corajosamente devemos beber da fonte do prazer: o manancial de delícias, ao qual não se deve ter medo de misturar-se; eu de um salto junto-me a fonte tão inesgotável com meu inexaurível desejo. Tu, que jamais escorregaste para a fraqueza, fica ciente de que a fonte jamais se esgota, por isso meu desejo é sempre apetecível. Assim, ansioso por um eterno desejo, eu descubro nessa fonte eterno reconforto. Aprende bem, Wolfram, tal é para mim a mais autêntica essência do amor!”

Há uma consternação geral entre os presentes. A casta Elisabeth fica perplexa ante o conflito de emoções de amor e ansiosa surpresa. Biterolf, um cavalheiro arrojado, ergue-se rapidamente, e reprime Tannhäuser, mas este, com veemência sempre crescente, pergunta a Biterolf o que ele sabe a respeito de tal prazer, e reitera seu ponto de vista acerca do amor. Os nobres, agora em grande excitação, acreditam que ele ficou louco, Biterolf saca da espada. O Landgrave, entretanto, pede ordem.

Wolfram tenta acalmar o crescente nervosismo com um segundo elogio ao amor. Tannhäuser, completamente fora de si, lança-se agora num “Hino a Vênus”, gritando que somente ele, entre todos os tolos mortais, provou a plenitude do amor, e que somente Vênus pode ensinar a respeito do amor. Há uma desordem geral, e horror, pois agora ficam sabemdo que Tannhäuser visitou Venusberg.

WolframO céu, deixa-me agora implorar-te! Dá a minha canção a consagração do prêmio! Deixa-me ver banido o pecado desta nobre e pura assembleia! Deixa minha canção ressoar. A ti, sublime amor, celebro a minha canção, que penetrou em mim com beleza angelical e profundamente com ímpeto na alma! Tu vens de Deus, és seu enviado, reverente eu te sou na distância: assim, guia-me pela terra, onde para sempre brilha a tua estrela!
Tannhäuser – Para ti, deusa do amor faz ressoar minha canção, bem alto, deixa-me agora cantar em teu louvor! Teu doce encanto e charme é a fonte de toda beleza! E cada terno prodígio provém de ti! Somente quem se estreitou nos teus ardentes braços conhece o que é o amor – somente ele pode sabê-lo. Tristes e necessitados, que ignoreis como ela ama, ide, ide à montanha de Venus!

Todos os OutrosAh! O infame! Fugitivo!
O que ouvistes! Ele esteve no Venusberg!
As Nobres DamasFora! Fora! Fora de sua presença!

As damas deixam o salão em grande confusão. Elisabeth, pálida e trêmula, é a única a permanecer. O Landgrave, os cavalheiros e os menestréis levantam-se e se reúnem. Tannhäuser permanece de pé, estático, como em transe. Os cavalheiros e os nobres se aglomeram à volta dele, com as espadas desembainhadas, ameaçando mata-lo por causa de suas blasfêmias. Elisabeth corre a se interpor entre eles, detendo-os, e todos recuam quando ela faz de seu corpo um escudo para Tannhäuser. Mais uma vez eles tentam se aproximar do menestrel, e mais uma vez Elisabeth intervém, dizendo que não lhes cabe julgá-lo, que ele deve ter sua oportunidade para alcançar a salvação divina. Pergunta-lhe que ferida mortal poderiam abrir-lhe, em comparação com a que Tannhäuser lhe fez no coração. Acrescenta que, por ela, ele aprenderá a vontade de Deus, pois ela rezará por sua alma.

ElisabethAfastai-vos dele! Vós não sois seus juízes! Bárbaros! Lançai à parte as vossas selvagens espadas e escutai as palavras de uma virgem sem mancha! Aprendei por minha voz a vontade de Deus! Esse infeliz homem, que um terrível, poderoso feitiço o segurou cativo, – o quê! Pode ele nunca encontrar a salvação através do arrependimento e da expiação neste mundo? Vós que vos proclamais tão fortes na verdadeira fé, desconheceis assim o ensinamento do Todo Poderoso? Quereis vós subtrair a esperança para o pecador, então dizei, o que ele fez de mal para vós? Olhai-me, a jovem virgem, na qual ele despedaçou com um golpe brutal o prazer de viver, a mim que o amava do mais profundo do meu ser, ele traspassou o coração, que era só júbilo! Imploro por ele, imploro por sua vida, A fim de que, arrependido, ele encontre seu caminho de penitente! Deixai-o recobrar o ânimo da fé porque o Salvador outrora também padeceu por ele!

Tannhäuser é agora acometido de vergonha e contrição e, caindo ao chão, pede perdão para sua alma. O Landgrave, com grande solenidade, avança e dá seu julgamento. Tannhäuser é banido de seus domínios. O Landgrave sugere que o cavalheiro se uma a um grupo de peregrinos que estão de partida para buscar a absolvição em Roma, enquanto Elisabeth chama a atenção para a confortadora promessa do “Coro dos peregrinos”, que ecoa no vale.

O LandgrafUm crime abominável vem de ser aqui cometido. Carregado de maldição, sob uma máscara de hipocrisia, o filho do pecado foi introdu- zido em nosso meio. Nós te expulsamos de nosso grupo – te proibimos de habitar perto de nós; nossa mesa por ti foi profanada; o céu ele mesmo te observa, ameaçador, neste teto que há muito te abrigou. Portanto, ao envolvido pela condenação eterna, um caminho resta aberto que conduz à tua salvação: ao te banir desta terra eu te o indico. Toma-o e salva a tua alma! Reunidos se encontram em minhas terras peregrinos penitentes, em grande número; os mais velhos já marcham à frente; os mais jovens descansam ainda no vale. Para confessar seus pecados, os mais veniais, não concedem ao seu coração nenhum repouso. Para apaziguar suas paixões com penitência, eles se dirigem a Roma, às festas do perdão.
Os Jovens Peregrinos – Na sublime festa do perdão e da graça humildemente expiarei meus pecados! Abençoado o que se mantém fiel à sua fé: pela penitência e arrependimento será salvo.

Um súbito raio de esperança inspira Tannhäuser. Ele se joga aos pés de Elisabeth, e beijando-lhe devotadamente a barra do seu vestido, exclama que se unirá ao grupo de peregrinos, dizendo em exaltação “Para Roma”. O coro dos nobres repete essas palavras, e Elisabeth o olha num misto de desespero e piedade.

Uma curiosidade, no meio do conjunto que encerra o ato dois, Elisabeth e depois os outros cantam um tema muito parecido com o que foi utilizado na Branca de Neve e depois se tornou um dos temas símbolo da Disney, coincidência ?

Ato 03

Um vale perto de Wartburg. É a mesma cena tranquila, na qual Tannhäuser se encontrou depois de ter abandonado Vênus. Elisabeth rezou, cheia de esperanças, aguardando o retorno de Tannhäuser de sua peregrinação, mas foi em vão. Diversos meses decorreram, e o cavalheiro errante não regressou.

O crepúsculo está próximo. Diante do oratório da Virgem, Elisabeth, toda de branco, está ajoelhada e rezando. Wolfram se aproxima, vindo de uma trilha no bosque, e percebe a presença de Elisabeth. Medita sobre a atitude da jovem, sempre rezando pelo retorno de Tannhäuser, porém suas preces não foram atendidas.

Da distância vem o som de um grupo de peregrinos. Elisabeth se ergue ansiosa. Ouvimos, então, o belo “Coro dos Peregrinos”, crescendo gradualmente à medida que o grupo de penitentes, passando se dirige lentamente através do vale. Elisabeth procura ansiosa Tannhäuser entre os peregrinos de volta, mas ele não está ali. Ela cai de joelhos mais uma vez, e ora à Virgem Maria para que ela a venha buscar, e que o pecado de Tannhaäuser seja perdoado. Esta linda ária é a “Oração de Elisabeth”.

Os Peregrinos mais Idosos – Eu ofereci ao Senhor minha contrição, minha penitência; meu coração lhe pertence porque sua bênção coroou meu arrependimento! Louvor a ti, Senhor! A graça da salvação é garantida com a penitência, ela me conduzirá um dia à paz da eterna bem-aventurança; inferno e morte não mais me amedrontam, por toda a vida exaltarei o nome de Deus. Aleluia! Aleluia, até a eternidade!

ElisabethEle não retomou!
Os PeregrinosO minha pátria, é-me permitido enfim te contemplar e alegremente saudar-te nos teus queridos prados. Agora me deixa fazer repousar meu cajado de peregrino.
ElisabethVirgem toda poderosa, escuta minha prece! Rainha da Glória, eu te imploro! Deixa-me diante de ti ser eliminada no pó. Oh, leva-me deste mundo! Faze que, pura e semelhante aos teus anjos, eu entre em teu santo regaço! A cada vez que, prisioneira de tolas ilusões, meu coração se houver afastado de ti, se um desejo maligno, mais de inclinação aos prazeres do mundo, persuadiu o meu espírito, eu te asseguro que me esforcei, sofrendo muitas dores, para os destruir em meu seio. Se não pude penitenciar-me por cada erro, então, apieda-te de mim, a fim de que mui humildemente te renda devoção e dignamente possa me aproximar de ti, como serva fiel, e confiante em tua mais abundante graça misericordiosa, possa implorar teu perdão por seus pecados.

Durante muito tempo, ela permanece ajoelhada, depois lentamente se levanta, como se estivesse em transe. Wolfram se aproxima para falar-lhe, mas ela lhe pede que fique em silêncio, e por gestos expressa-lhe seus profundos agradecimentos pelo fiel amor dele. O caminho dela agora a leva para o céu, onde terá uma elevada tarefa a realizar. Ela não quer que ele a acompanhe ou siga. Lentamente subindo o caminho que leva ao Wartburg, desaparece da vista. O vale se escurece com a aproximação da noite. O fiel Wolfram senta-se ao pé da montanha, e começa a tocar sua harpa lentamente. Quando a estrela vespertina brilha no céu distante, ele dirige seu canto a ela, pedindo que abençoe e guie Elisabeth. Para este que vos escreve esta “Canção da Estrela Vespertina” é uma das mais belas melodias desta ópera de Wagner.

WolframPremonição fúnebre, esse crepúsculo sobre a terra, envolvendo o vale com sua sombra cinza; até a alma que deseja elevar-se ao céu estremece ao ouvir as asas esta noite lúgubre. Mas tu apareces então, oh, tu a mais charmosa das estrelas, e nos envia de longe o reconforto da tua luminosidade; teu caro raio traspassa o crepúsculo e suas trevas, e tu nos mostras, ó amiga, por onde sair do vale. Ó tu, minha mui tema e gentil estrela vespertina, ditoso eu te saúdo sempre com grande prazer; do fundo de um oração que nunca a traiu, eu te peço, saúda-a por mim, quando ela passar perto de ti, quando ela deixar este vale de lágrimas, para começar a ser, no céu, um anjo bem-aventurado.

Na noite escura, uma figura sombria surge, vestindo uma túnica de peregrino. Sua face está pálida e contraída, e ele caminha com dificuldade, apoiado em um bordão. Wolfram reconhece Tannhäuser e pergunta-lhe por que voltou se ainda não foi perdoado. Tannhäuser, selvagemente, declara-lhe que vai voltar para Venusberg. Wolfram, horrorizado, pergunta-lhe se ele não foi a Roma e amargamente ele responde que sim. Quando Wolfram pergunta-lhe o que aconteceu. Tannhäuser senta desesperado. Wolfram vai se sentar a seu lado, mas Tannhäuser diz que não o faça, acrescentando que ele, Tannhäuser é amaldiçoado. Conta como o papa absolveu todos os peregrinos, mas se voltou para ele com uma terrível denúncia. Como ele tinha provado das delícias proibidas de Venusberg, disse o papa, então estava condenado para sempre. O Santo Padre acrescentou: “Como nesse bastão em minha mão nunca mais nascerá uma folha viva, assim de ardente marca do inferno a salvação nunca florescerá para ti!”. Abandonado por todos, exclama Tannhäuser, somente poderá ser recebido por Vênus. Sim, ele novamente está a caminho de Venusberg. Wolfram tenta detê-lo nessa sua louca determinação.

As nuvens gradualmente enchem a cena. Tannhäuser invoca Vênus. Um confuso turbilhão de formas dançantes torna-se visível com os acordes da “Musica de Venusberg”, a medida que Vênus aparece, reclinada em seu leito, cantando sua deliciosa e sedutora melodia. Ele está quase se lkançando nos braços dela, mas Wolfram o detém, e roga-lhe que alcance a salvação da alma. Os dois cavalheiros lutam violentamente. Tannhäuser não ouve as súplicas de Wolfram. Quando Tannhäuser se liberta, gritando que o céu esta fechado para ele, Wolfram diz que a salvação está nele porque um anjo reza por ele, Elisabeth. Tannhäuser ára como que enfeitiçado. Ele repeto o nome, “Elisabeth”, à medida que sua mente se volta mais uma vez para o verdadeiro e puro amor daquela suave princesa. Vênus grita: “Infeliz de mim! Perdi-o” e a visão desaparece.

As nuvens se adensam, e através delas brilha a luz de tochas. Depois, à medida que os primeiros raios da manhã começam a brilhar, aproxima-se um cortejo fúnebre, vindo de Wartburg, se encaminhando para o vale. Peregrinos, seguidos por menestréis, carregam um caixão aberto, onde jaz o cadáver de Elisabeth. São seguidos pelo Landgrave, cavalheiros e nobres, cantando que Tannhäuser foi absolvido pelo amor de Elisabeth. Wolfram leva Tannhäuser até o caixão de Elisabeth. Caindo para trás, ele grita “Santa Elisabeth, ora por mim!” Ele morre. Todos depositam suas tochas no chão e as apagam. A aurora traz completa claridade à cena! Entra um coro de jovens peregrinos, cantando o milagre que acabam de ver. Com eles, trazem o bastão do papa, que milagrosamente floresceu com folhas novas, um sinal do perdão de Deus.

TannhäuserSanta Elisabeth, orai por mim!
Os Jovens PeregrinosGlória! Glória! Glória ao milagre da graça! O mundo obteve a redenção! Nesta santa hora da noite do Senhor, Ele mesmo se manifesta através de um milagre: o báculo seco na mão do pontífice, Ele o fez reverdecer, ele o ornou de ramos verdes; Assim, para o pecador à margem da fogueira do inferno, a redenção pode desabrochar um dia! Proclamai isto por toda a terra, que através deste milagre ele encontrou a salvação! No alto, acima de tudo, está Deus e sua misericórdia nunca será procurada em vão! Aleluia! Aleluia! Aleluia!
O Landgraf, os Menestréis, os Velhos PeregrinosA graça de Deus foi garantia ao penitente, ele agora entra na paz da bem-aventurança!

Enquanto cantam a redenção de Tannhäuser, lentamente a cortina se fecha.

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Personagens e intérpretes

Vamos compartilhar duas versões maravilhosas da ópera com os amigos do blog: A versão Dresden com o maestro Franz Konwitschny e a versão Paris com o maestro Georg Solti, na minha modesta opinião, considero esta como sendo um dos seus melhores Wagner e a tenho como a melhor leitura deste trabalho, é pura tensão e eletricidade com tempos rápidos. O Konwitschny é mais lento e calmo, um Wagner “domado” pelo grande maestro da então Alemanha Oriental.

Tannhäuser (Dresden)
Essa produção de 1961 com excelente som estéreo, rico, completo, nítido e com um elenco cuja qualidade combinada seria impossível de replicar hoje, para este admirador esta é uma das melhores versões de Dresden desta ópera. Grandes cantores, coro e orquestra. As duas protagonistas femininas são excelentes, Schech e Grummer, ambas no auge. A qualidade virginal de Elisabeth por Elisabeth Grümmer, a sutileza lírica requintada do então jovem Dietrich Fischer-Dieskau como Wolfram e o inimitável tenor Fritz Wunderlich como Walther. A voz opulenta de Gottlob Frick transmite autoridade e sentimentos como o Landgrave Hermann, Frick tem uma voz impressionante por sua solidez, nem quente demais e nem aveludado, com um tom levemente seco. O Tannhäuser de Hans Hopf com seus registros baixos escuros muito ricos e seus altos que brilham, uma voz muito bonita com bela entonação, seu desempenho é ótimo. A condução do maestro Franz Konwitschny é lírica, pensativa e contida o conjunto é realmente impressionante, poderoso, musical e afinado. A orquestra toca soberbamente do início ao fim e Konwitschny guia magistralmente o drama, nem pesado nem rápido demais. Li algumas críticas negativas dos profissionais mais velhos e rabugentos dos anos 60 e 70. É uma interpretação que é um verdadeiro banquete musical, maravilhoso.

Elisabeth Grümmer – Elisabeth
Hans Hopf – Heinrich Tannhäuser
Dietrich Fischer-Dieskau – Wolfram von Eschenbach
Gottlob Frick – Hermann, Landgraf
Marianne Schech – Vênus
Fritz Wunderlich – Walther von der Vogelweide
Gerhard Unger – Heinrich der Schreiber
Reiner Süss – Reinmar von Zweter
Rudolf Gonszar – Biterolf

Chor der Staatsoper Berlin
Orchester der Staatsoper Berlin -Franz Konwitschny
Gravação – 1961

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Tannhäuser (Paris)

Esta monstruosa gravação dos idos de 1971 nos oferece um Wagner excelente ! Uma das gravações de Wagner que mais gosto. Christa Ludwig é uma Vênus sedutora, brilhante e ela está com uma voz maravilhosa: quente e rica em tom, uma Vênus irresistível. Helga Dernesch, uma doce Elisabeth, René Kollo numa grande performance. A firmeza no canto de Hans Sotin soa gentil e bem sonoro. O resto do elenco se encaixa perfeitamente, vozes poderosas e lindamente conduzidas por Solti que consegue encontrar o “ponto ideal” dos seus cantores. Este é aquele tipo de gravação que podemos ouvir o “coro” de vozes no final do Ato Dois não se misturar em uma espécie de confusão sonora: podemos seguir uma ou mais das vozes por palavra durante os minutos finais, ESPLÊNDIDO! A Filarmônica de Viena é excelente como de costume, oferecendo acompanhamento orquestral perfeito. Solti conduz com paixão e determinação. Os efeitos estereofônicos são usados de maneira ambiciosa um exemplo é o coro de peregrinos que “anda” da esquerda para a direita nas caixas de som ou fones de ouvido.

Hans Sotin – Hermann o Landgrave
Helga Dernesch – Elizabeth
René Kollo – Heinrich Tannhäuser
Victor Braun – Wolfram von Eschenbach
Werner Hollweg – Walter von der Vogelweide
Kurt Equiluz – Heinrich der Schreiber
Manfred Jungwirth – Biterolf
Norman Bailey – Reinmar von Zweter
Christa Ludwig – Venus

The Vienna Boys’ Choir, Vienna State Opera Chorus
The Vienna Philharmonic Orchestra – Georg Solti
Gravação – 1971

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Libreto no velho e bom português AQUI

Hoje sem gracinhas, por favor !

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Six Suites for Viola Solo – Kim Kashkashian

Vou começar o mês de maio trazendo Bach para os senhores. Deixemos Beethoven um pouco de lado, e vamos nos deliciar com este CD absolutamente estonteante da violista armênia Kim Kashkashian.
Este CD foi lançado em outubro de 2018, e o baixei praticamente na mesma época, e ficou guardado em um HD externo, aguardando ser ouvido, porém com o passar do tempo, acabei esquecendo dele. Estive nos dois últimos meses envolvido na recuperação desse HD externo, que apresentava problemas na leitura. Felizmente consegui recuperar praticamente 90% de seu conteúdo.
Kim Kashkashian não é nenhuma novata, ao contrário, sua discografia fala por si só. Sempre envolvida com o repertório mais atual, ela é contratada já há décadas do selo ECM, e seus CDs sempre são muito bem produzidos e gravados, característica dessa gravadora.
Aproveitem que hoje é feriado para degustar esse show de virtuosismo e técnica dessa que é uma das maiores violistas de todos os tempos. Dependendo dos comentários, trago outro CD imperdível dela.
Por algum motivo, a forma com que o CD foi gravado não foi na sequência natural das obras. Não sei a razão, mas é apenas um pequeno detalhe que de forma alguma atrapalha o conjunto da obra.

1. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008 – Transcr. for Viola : 1. Prélude
2. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008 – Transcr. for Viola : 2. Allemande
3. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008 – Transcr. for Viola : 3. Courante
4. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008 – Transcr. for Viola : 4. Sarabande
5. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008 – Transcr. for Viola : 5. Menuet I-II
6. Cello Suite No. 2 in D Minor, BWV 1008 – Transcr. for Viola : 6. Gigue
7. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007 – Transcr. for Viola : 1. Prélude
8. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007 – Transcr. for Viola : 2. Allemande
9. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007 – Transcr. for Viola : 3. Courante
10. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007 – Transcr. for Viola : 4. Sarabande
11. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007 – Transcr. for Viola : 5. Menuet I-II
12. Cello Suite No. 1 in G Major, BWV 1007 – Transcr. for Viola : 6. Gigue
13. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011 – Transcr. for Viola : 1. Prélude
14. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011 – Transcr. for Viola : 2. Allemande
15. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011 – Transcr. for Viola : 3. Courante
16. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011 – Transcr. for Viola : 4. Sarabande
17. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011 – Transcr. for Viola : 5. Gavotte I-II
18. Cello Suite No. 5 in C Minor, BWV 1011 – Transcr. for Viola : 6. Gigue
19. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010 – Transcr. for Viola : 1. Prélude
20. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010 – Transcr. for Viola : 2. Allemande
21. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010 – Transcr. for Viola : 3. Courante
22. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010 – Transcr. for Viola : 4. Sarabande
23. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010 – Transcr. for Viola : 5. Bourrée I-II
24. Cello Suite No. 4 in E-Flat Major, BWV 1010 – Transcr. for Viola : 6. Gigue
25. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009 – Transcr. for Viola : 1. Prélude
26. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009 – Transcr. for Viola : 2. Allemande
27. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009 – Transcr. for Viola : 3. Courante
28. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009 – Transcr. for Viola : 4. Sarabande
29. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009 – Transcr. for Viola : 5. Bourrée I-II
30. Cello Suite No. 3 in C Major, BWV 1009 – Transcr. for Viola : 6. Gigue
31. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012 – Transcr. for Viola : 1. Prélude
32. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012 – Transcr. for Viola : 2. Allemande
33. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012 – Transcr. for Viola : 3. Courante
34. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012 – Transcr. for Viola : 4. Sarabande
35. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012 – Transcr. for Viola : 5. Gavotte I-II
36. Cello Suite No. 6 in D Major, BWV 1012 – Transcr. for Viola : 6. Gigue

Kim Kashkashian – Viola

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Kim Kashkashian dá uma palhinha no salão principal da sede do PQPBach

Piotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) – Piano Concerto nº1, Symphony nº 6 ‘Patetique’ – Sviatoslav Richter, Yevgeny Mravisnky, Leningrad Symphony Orchestra

Faltariam adjetivos para exaltar todos os músicos envolvidos nesta gravação. Sviatoslav Richter e Evgeny Mravinsky são músicos já apareceram por aqui, e seu nível de genialidade e de talento já foi mais do que demonstrado e discutido. E a Orquestra Filarmônica de Leningrado, nestes tempos de Mravinsky, era considerada uma das melhores orquestras do mundo.

Estes registros são lá da década de 50, já completaram seis décadas desde sua realização, mas felizmente a tecnologia nos permite o acesso elas. Temos aqui um Richter já devidamente reconhecido como gênio, e Mravinsky e sua Filarmônica de Leningrado também já tinham plantado suas raízes. O que temos aqui então é papa finíssima, como diria um amigo, aqueles discos para serem degustados devidamente, apreciando um bom vinho, ainda mais que estamos chegando no inverno, ao menos cá pelas bandas do sul, onde as manhãs já estão ficando um tanto quanto geladas.

Só para quem não frequenta o PQPBach há muito tempo, nem conhece o naipe destes músicos, ou então não acompanha esse mundo tão exclusivo quanto o da música clássica, só preciso dizer que nunca houve gravação das últimas três sinfonias de Tchaikovsky que se igualasse ao registro de Mravinsky. O CD da Deutsche Grammophon com estas obras é um dos mais vendidos de todos os tempos, está em catálogo há sessenta anos. E aqui Mravinsky e sua orquestra são acompanhados por outro gigante, um dos maiores pianistas de todos os tempos, Sviatoslav Richter.

Para aproveitar esse período de isolamento social e apreciarem uma bela trilha sonora, sugiro sentarem-se em sua melhor poltrona, abrirem um bom vinho e se deliciem.

Piotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) – Piano Concerto nº1, Symphony nº 6 ‘Patetique’ – Sviatoslav Richter, Yevgeny Mravisnky, Leningrad Symphony Orchestra

01. Piano Concerto No.1, Op.23 – I. Allegro non troppo e molto maestoso
02. Piano Concerto No.1, Op.23 – II. Andantino semplice
03. Piano Concerto No.1, Op.23 – III. Finale. Allegro con fuoco

Sviatoslav Richter – Piano
Lenigrad Philarmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky – Conductor

04. Symphony No.6, Op.74 ‘Pathetique’ – I. Adagio – Allegro non troppo
05. Symphony No.6, Op.74 ‘Pathetique’ – II. Allegro con grazia
06. Symphony No.6, Op.74 ‘Pathetique’ – III. Allegro molto vivace
07. Symphony No.6, Op.74 ‘Pathetique’ – IV. Finale.Adagio lamentoso

Lenigrad Philarmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky – Conductor

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BTHVN250 – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Konzert für Klavier, Violine, Violoncello un Orchester, C Dur op. 56 – Johannes Brahms (1833-1897) – Konzert für Violine, Violoncello und Orchester, A moll op 102 – “Doppelkonzert” – Anda, Schneiderhan, Fournier, Fricsay BRSO

Link renovado de uma postagem lá de 2013. Com certeza este é um dos melhores cds que já foram postados aqui no PQPBach. Ouçam e tirem suas conclusões. Dream Team é esse aqui, com o perdão do outro Dream Team citado abaixo. 

Não exagero quando digo que este é um dos melhores cds de meu acervo, e de que esta é a melhor gravação que foi realizada destes concertos. Nem a gravação de Karajan com Oistrakh, Rostropovich e Richter a supera, para o concerto triplo. Szell com Oistrakh e Rostropovich talvez venha a se equivaler a  Starker, Schnaiderhan e Fricsay. Em outras palavras, uma batalha de gigantes, em que felizmente não há necessidade de vencedores, ou melhor, o vencedor, neste caso, somos nós, reles mortais, que temos a oportunidade de ouvir isso, mais de cinquenta anos depois de sua gravação.
Talvez enquanto músicos, Géza Anda, Wolfgang Schnaiderhan, Janos Starker e Pierre Fournier não tenham alcançado a mesma estatura dos três gigantes anteriormente citados, mas o que os une, o alfaiate que os liga com um fio de ouro sem dúvida é Ferenc Fricsay, o genial maestro húngaro, precocemente falecido com meros 49 anos de idade, um ano a mais do que tenho hoje, e que realizou excelentes gravações como esse tesouro que vos trago.
Nem preciso dizer que é IM-PER-DÍ-VEL !!! e obrigatório em seus acervos.

01 – Concerto for piano, violin, cello & orchestra in C major (‘Triple Concerto’) – 1. Allegro
02 – 2. Largo, attaca
03 – 3. Rondo Alla Pollaca

Géza Anda – Piano
Wolfgang Schnaiderhan – Violin
Pierre Fournier – Cello

04 – Concerto for violin, cello & orchestra in A minor (‘Double’), Op. 102 – 1. Allegro
05 – 2. Andante
06 – 3. Vivace non troppo

Wolfgang Schnaiderhan – Violin
Janos Starker – Cello
Radio-Symphonie-Orchester Berlin
Ferenc Fricsay – Conductor

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Fricsay
Qual seria o segredo de Ferenc Fricsay para transformar o que é belo em algo ainda mais belo?

Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Symphony nº 4 in C Minor, op. 43 – Valery Gergiev, Kirov Orchestra

Retorno a estas sinfonias, depois de alguns anos afastado delas. Não são obras de fácil digestão, há de se compreender o contexto em que foram compostas. Cada uma delas tem uma história para contar. Sim, eu sei, o nosso querido PQPBach já se encarregou de contar estas histórias em suas várias postagens dedicadas a essas obras.

Não sei, esse período de afastamento, de isolamento social, como está sendo chamado, já esta me deixando confuso. De manhã cedo preciso conferir no celular em que dia da semana estamos. Estou afastado da rotina do trabalho, só que ainda não criei uma rotina para essa permanência prolongada em casa. A música tem sido minha grande companheira nestes últimos dez dias, assim como tem sido durante toda a minha vida. Não me trai nunca.

Vi dia destes na TV uma apresentação recente de Valery Gergiev, frente à Filarmônica de Munique, orquestra da qual ele é o atual titular.  O cabelo está cada vez mais escasso, poucos fios cobrem a calvície. Mas o talento continua o mesmo, com os anos de experiência se acumulando. Comentei com um colega do PQPBach que ele tem um gestual totalmente diferente de um maestro tradicional. A impressão que nos passa é de sua total confiança nos músicos da orquestra, então, nem precisa fazer muito esforço para reger. Claro que as coisas não são assim, a confiança existe e é recíproca, ele é o líder e todos sabem disso. mesmo parecendo tanto quanto negligente, quando observamos sua barba de alguns dias, seus cabelos ou o que sobrou deles, todo desgrenhado … enfim, não aparenta ser o grande artista que é. Mas como dizia a canção, as aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam.

Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Symphony nº 4 in C Minor, op. 43 – Valery Gergiev, Kirov Orchestra

01. I a. Allegro poco moderato
02. I b. Presto
03. II. Moderato con moto
04. III a. Largo
05. III b. Allegro
6. III c. (Allegro)

Kirov Orchestra, Mariinsky Theater, St Petersburg
Valery Gergiev – Conductor

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G. F. Handel (1685-1759): As Cantatas Italianas, Vol. VII – Apollo e Dafne (HWV 122), Agrippina condotta a morire (HWV 110), Cuopre talvolta il cielo (HWV 98)

G. F. Handel (1685-1759): As Cantatas Italianas, Vol. VII – Apollo e Dafne (HWV 122), Agrippina condotta a morire (HWV 110), Cuopre talvolta il cielo (HWV 98)

Sadly, even exceptionally good things must come to an end: La Risonanza has reached the seventh and final instalment in its endeavour to research, perform and record all of Handel’s youthful cantate con strumenti composed in Italy.

Gramophone

Agora sim chegamos ao final das postagens das Cantatas Italianas do genial Händel. E com a joia da coroa, a maravilhosa Apollo & Dafne, talvez a mais conhecida e interpretada destas obras.

Händel foi um compositor prolífico, e, ao contrário de seu contemporâneo Bach, ingressou em praticamente todas as áreas, desde obras para instrumento solo, até os grandes oratórios, passando por trios, concertos, óperas, etc. Já cansei de dizer o quanto admiro esse compositor, e quanto mais o ouço mais ainda o admiro. A beleza de suas árias comove até o mais duro coração. Adicione à essa beleza a voz de Roberta Invernizzi, cuja textura deixa-nos muitas vezes sem fala. Nada é forçado, ela flui com tanta facilidade que muitas vezes dá-nos a impressão de estarmos ouvindo um anjo cantando, apesar de eu particularmente nunca ter visto ou ouvido um anjo, e creio que também nenhum dos senhores. E o que mais me impressiona com relação à estas obras é a precocidade do autor quando as compôs. Händel tinha pouco mais de 20 anos nessa época e sua produção já era espantosa.

Como sempre, sugiro a leitura do libreto que acompanha o arquivo. Ele dá o contexto em que as obras foram compostas e explica em detalhes como foi o processo de criação.

G. F. Handel (1685-1759): As Cantatas Italianas, Vol. VII – Apollo e Dafne (HWV 122), Agrippina condotta a morire (HWV 110), Cuopre talvolta il cielo (HWV 98)

01 – Apollo e Dafne (HWV 122) – La terra è liberata
02 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Pende il ben dell’universo
03 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Ch’il superbetto Amore
04 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Spezza l’arco e getta
05 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Felicissima quest’alma
06 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Che voce! Che beltà
07 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Ardi, adori e preghi
08 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Che crudel!
09 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Una guerra ho dentro il seno
10 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Placati al fin
11 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Come rosa in su la spina
12 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Ah, ch’un dio non dovrebbe
13 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Come in ciel benigna stella
14 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Odi la mia ragion
15 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Deh, lascia addolcire
16 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Sempre t’adorerò
17 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Mie piante correte
18 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Cara pianta co’ miei pianti

19 – Agrippina condotta a morire (HWV 110) – Dunque sarà pur vero
20 – Agrippina condotta a morire (HWV 110) – Orrida, oscura
21 – Agrippina condotta a morire (HWV 110) – Ma pria che d’empia morte
22 – Agrippina condotta a morire (HWV 110) – Renda il cenere il tiranno
23 – Agrippina condotta a morire (HWV 110) – Sì, sì, del gran tiranno
24 – Agrippina condotta a morire (HWV 110) – Come, o Dio!
25 – Agrippina condotta a morire (HWV 110) – Se infelice al mondo
26 – Agrippina condotta a morire (HWV 110) – Prema l’ingrato figlio
27 – Agrippina condotta a morire (HWV 110) – Su, lacerate il seno
28 – Agrippina condotta a morire (HWV 110) – Ecco a morte

29 – Cuopre talvolta il cielo (HWV 98) – Cuopre talvolta il cielo
30 – Cuopre talvolta il cielo (HWV 98) – Tuona, balena
31 – Cuopre talvolta il cielo (HWV 98) – Così fiera procella
32 – Cuopre talvolta il cielo (HWV 98) – Per pietà de’ miei martiri

Roberta Invernizzi – Soprano
Thomas E. Bauer – Bass
Furio Zanasi – Bass
La Risonanza
Fabio Bonizzoni – Harpsichord & Direction

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Apollo e Dafne (1622-1623), de Gian Lorenzo Bernini.

FDPBach

Dimitri Shostakovich (1906-1975) – Sinfonias n°5 e 9 – Gergiev – Kirov Orchestra

Repostagem lá de 2011,  em uma época em que os os recursos tecnológicos eram escassos, e a qualidade da internet era sofrível. Mas mesmo assim, eu e PQPBach, não lembro quem mais fazia parte do grupo na época, talvez o Bisnaga, um jovem arquiteto com muitas idéias na cabeça e um tremendo conhecedor de Maria Callas, o Monge Ranulfus, nosso eterno Avicenna, com certeza … o Gabriel Clarinete, na época calouro em uma Faculdade de Música, hoje em dia maestro, e claro, eram os últimos dias do Mestre Carlinus entre nós, que saiu para seguir em carreira solo, enfim, lutávamos com o que tinhamos. Então fiz esta postagem de um compositor com quem até então não tinha muita familiaridade, Shostakovich. Inclusive ganhei do próprio PQP Bach logo em seguida a biografia do compositor, que li com atenção. 

Enfim, novos links. O tempo passa, o tempo voa … e o velho Shosta continua atualíssimo. 

Minha relação com a música de Shostakovich é meio confusa. Não entendo muito de sua obra, mas talvez a culpa não seja dele, e sim de certos comentários que ouvi no correr dos anos chamando-o de estalinista, etc. De alguma forma, criou-se uma barreira, e deixei a ideologia sobrepor-se à qualidade da obra, e nestes 46 anos de vida só ouvi com atenção duas obras suas: esta sensacional Quinta Sinfonia, cuja gravação de Haitink me acompanhou durante muitos anos e sua 13ª sinfonia, na versão do Kondrashin. As outras, meio que as deixei de lado. Após muitos anos, graças às indicações o do maior conhecedor da obra do russo que conheço, sim ele mesmo, nosso estimado PQPBach, cuja generosidade premiou-me com uma biografia do compositor, e à grande admiração que tenho pelo gigante David Oistrakh, o maior violinista do século XX em minha modesta opinião, cujas gravações dos concertos para violino são uma das maiores realizações da indústria fonográfica, me deixaram impressionado, enfim, graças á estes dois, comecei a dar ao velho Shosta a atenção que merecia. Haitink, Jansons e Kondrashin, tenho ouvido estas três integrais das sinfonias com toda a atenção devida, e vim a descobrir um mundo totalmente novo.

Dia desses vi um excelente documentário sobre o Gergiev. Tenho alguns cds dele, inclusive já postei alguns, e com certeza, ele é o grande regente russo deste início de século XXI, e o maior intérprete do universo russo da atualidade. O documentário falava sobre o período em que ele foi diretor da Filarmônica de Roterdam, e tinha diversos depoimentos dos músicos da orquestra, elogiando-o muito.

A aparência desleixada, os cabelos já escassos, mas ainda revoltos, a barba por fazer, enfim, tudo isso são elementos que fazem parte da personalidade de Valery Gergiev, mas não dizem respeito à sua qualidade artística. Volto a repetir o que se fala sobre ele na imprensa especializada: no repertório russo ele é imbatível. E estas gravações de sinfonias de Shostakovich são uma prova disso. Tenho certeza que os senhores vão concordar.

Dimitri Shostakovich (1906-1975) Sinfonias n° 5 e 9

01. Symphony No. 5 – I. Moderato
02. Symphony No. 5 – II. Allegretto
03. Symphony No. 5 – III. Largo
04. Symphony No. 5 – IV. Allegro non troppo
05. Symphony No. 9 – I. Allegro
06. Symphony No. 9 – II. Moderato
07. Symphony No. 9 – III. Presto
08. Symphony No. 9 – IV. Largo
09. Symphony No. 9 – V. Allegretto – Allegro

Kirov Orchestra
Valery Gergiev – Conductor

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FDPBach

#BTHVN250 Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Trios – CD 5 de 5 – Beaux Arts Trio

 

 

 

Vamos então concluir mais uma integral?

Neste último CD encontramos uma curiosidade: um arranjo do próprio Beethoven de sua Segunda Sinfonia para Trio com Piano, procedimento comum à época. Claro que vamos sentir falta da orquestração, mas é no mínimo curioso ouvir, e melhor podermos compreender o processo criativo de Beethoven. Aliás, existem diversos arranjos dessa sinfonia para as mais diversas formações (septeto, noneto, cordas, dueto de pianos, etc.). esses arranjos ajudavam a tornar a obra mais conhecida, por vezes sendo possível sua execução em casa. Muitos destes arranjos foram feitos pelo próprio compositor. Coisa de gênio.

Nos últimos anos temos visto a proliferação de diversos Trios com Piano executando essas obras. Alguns destes grupos optam pela execução conhecida como historicamente informada, com instrumentos construídos semelhantes aos da época. Outros, como o próprio Beaux Arts Trio, o interpretaram com instrumentos modernos.  Não sou nenhum fanático por nenhuma destas escolas, mas acho importante termos estas opções.

Na medida do possível, nós do PQPBach estamos trazendo as mais diversas opções de interpretação, para os senhores terem acesso à estas possibilidades, aproveitando a ocasião das comemorações dos 250 anos de nascimento deste gênio da humanidade conhecido como Ludwig van Beethoven.

01. Trio in D major (after Symphony No.2) – I. Adagio – Allegro con brio
02. Trio in D major (after Symphony No.2) – II. Larghetto quasi andante
03. Trio in D major (after Symphony No.2) – III. Scherzo
04. Trio in D major (after Symphony No.2) – IV. Allegro molto
05. Triosatz in E flat major – Allegretto
06. Trio No.4 in B flat major, op.11 ‘Gassenhauer’ – I. Allegro con brio
07. Trio No.4 in B flat major, op.11 ‘Gassenhauer’ – II. Adagio
08. Trio No.4 in B flat major, op.11 ‘Gassenhauer’ – III. Tema Pria ch´io l´impegno (Allegretto) con variazioni

Beaux Arts Trio

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Beaux Arts Trio

BTHVN250 Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Trios – CD 4 de 5 – Beaux Arts Trio

 

 

 

Por algum motivo, o produtor da então gravadora Philips optou em separar os trios de op. 70. Deve ter tido seus motivos. Mas o importante é que neste quarto CD temos o famoso ‘Ghost Trio’, o primeiro do opus citado acima. Foi composto em 1809, e, assim como o Segundo Trio de mesmo Opus, foi dedicado a  Condessa Marie von Erdödy’, uma nobre húngara e uma das melhores amigas e confidente de Beethoven.

Segundo a Wikipedia, esse Trio é “conhecido como Ghost, e é um de seus trabalhos mais conhecidos no gênero (rivalizado apenas pelo Archduke Trio). O trio, em Ré Maior, apresenta temas encontrados no segundo movimento da Sinfonia nº 2 de Beethoven. O All-Music Guide afirma que “por causa de seu movimento lento estranhamente pontuado e inegavelmente assustador, ele foi apelidado de Trio” Ghost “. permanece com o trabalho desde então. A música fantasmagórica pode ter suas raízes nos esboços de uma ópera de Macbeth que Beethoven estava contemplando na época. ” Segundo Lewis Lockwood, o aluno de Beethoven, Carl Czerny, escreveu em 1842 que o movimento lento lembrou  da cena fantasma na abertura do Hamlet de Shakespeare, e essa teria sido a origem do apelido. James Keller também atribui o apelido a Czerny, acrescentando: “Você pode descartar como errônea a alegação frequentemente encontrada de que esse movimento do Trio Fantasma é uma reformulação da música que Beethoven originalmente esboçou como Coro das Bruxas para seu Macbeth.”. Polêmicas à parte, o que importa é que com esse apelido que o trio é conhecido até hoje.

01. Trio in E flat major, op.38 (after Septet, op.20) – I. Adagio – Allegro con brio
02. Trio in E flat major, op.38 (after Septet, op.20) – II. Adagio cantabile
03. Trio in E flat major, op.38 (after Septet, op.20) – III. Tempo di menuetto
04. Trio in E flat major, op.38 (after Septet, op.20) – IV. Andante con variazioni
05. Trio in E flat major, op.38 (after Septet, op.20) – V. Scherzo Allegro molto
06. Trio in E flat major, op.38 (after Septet, op.20) – VI. Andante con moto alla
07. Trio No.5 in D major, op.70 no.1 ‘Ghost’ – I. Allegro vivace e con brio
08. Trio No.5 in D major, op.70 no.1 ‘Ghost’ – II. Largo assai ed espressivo
09. Trio No.5 in D major, op.70 no.1 ‘Ghost’ – III. Presto

BEAUX ARTS TRIO

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BTHVN250 Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Trios – CD 3 de 5 – Beaux Arts Trio

 

 

 

Hoje, dia 21 de abril, é feriado. Para aqueles que se encontram em quarentena, em isolamento social devido à pandemia do Coronavírus, tanto faz se é feriado ou não, não acham? É um dia igual ao outro. Tenho um calendário aqui na mesa onde vou riscando os dias que passam. A pilha de livros que aguardavam sua vez de serem lidos está diminuindo, o número de CDs que aguardam sua vez para serem ouvidos também está menor … e assim vão passando os dias.

O terceiro CD da coleção dos Trios para Piano de Beethoven interpretados pelo Beaux Arts Trio traz o que talvez seja o trio mais conhecido, intitulado “Archduke”, de op. 97, obra de maturidade de Ludwig van. Não precisamos ter conhecimento do idioma alemão para entendermos esse nome que leva a obra. Sim, a obra foi dedicada a um nobre, mais especificamente para o Arquiduque Rudolph da Áustria, filho mais novo de Leopold II, Imperador do Sacro Império Romano. Rudolph era músico amador, amigo e aluno de Beethoven, e além disso, um dos patrono do compositor. Entenderam?

01. Trio No.7 in B flat major, op.97 ‘Archduke’ – I. Allegro moderato
02. Trio No.7 in B flat major, op.97 ‘Archduke’ – II. Scherzo Allegro
03. Trio No.7 in B flat major, op.97 ‘Archduke’ – III. Andante cantabile, ma pero
04. Trio No.7 in B flat major, op.97 ‘Archduke’ – IV. Allegro moderato
05. Trio No.9 in E flat major, WoO 38 – I. Allegro moderato
06. Trio No.9 in E flat major, WoO 38 – II. Scherzo Allegro ma non troppo
07. Trio No.9 in E flat major, WoO 38 – III. Rondo Allegretto
08. Trio No.11 in G major, op.121a – 10 Variations on Wenzel Muller’s song “Ich bin der Schneider Kakadu”

Beaux Arts Trio

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BTHVN250 Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Trios – CD 2 de 5 – Beaux Arts Trio

 

 

 

Se esta quarentena está servindo para alguma coisa, ao menos para mim está sendo para preparar postagens para o futuro. E acho que meus colegas estão fazendo o mesmo. Hoje, dia 8 de abril, estou preparando os trios com o Beaux Arts Trio que serão postados a partir do dia 19 …
Havia uma dúvida se eu iria postar a primeira ou a segunda versão destes trios, e acabei optando pela segunda. O colega Rene Denon gentilmente ofereceu sua caixa com a primeira versão. Quem sabe postamos mais a frente?

01. Trio No.3 in C minor, op.1 no.3 – I. Allegro con brio
02. Trio No.3 in C minor, op.1 no.3 – II. Andante cantabile con variazioni
03. Trio No.3 in C minor, op.1 no.3 – III. Menuetto Quasi allegro
04. Trio No.3 in C minor, op.1 no.3 – IV. Finale Prestissimo
05. Trio No.6 in E flat major, op.70 no.2 – I. Poco sostenuto – Allegro ma non tr
06. Trio No.6 in E flat major, op.70 no.2 – II. Allegretto
07. Trio No.6 in E flat major, op.70 no.2 – III. Allegretto ma non troppo
08. Trio No.6 in E flat major, op.70 no.2 – IV. Finale Allegro
09. Trio No.10 in E flat major, op.44 – 14 Variations on an original theme – Tema

Beaux Arts Trio

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BTHVN250 Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Trios – CD 1 de 5 – Beaux Arts Trio

 

 

 

Curioso, elogiamos tanto o Beaux Arts Trio, mas nunca mais trouxemos os trios de Beethoven interpretados por eles desde os primórdios do Blog, lá em 2008. Estava lembrando agora, que diabos eu fazia da vida em 2008? Aí lembrei que era professor em uma pequena cidade no interiorzão de nosso país. Eu era feliz e não sabia?  Mas essa falha só pode ser devido a esquecimento, não acham? Vá entender. Vou trazer então este histórico registro, dentro das comemorações dos 250 anos de nascimento de Beethoven.
Resolvi postar um cd de cada vez. Assim os senhores não ficam tão sobrecarregados de coisas para se ouvir.

01. Trio No.1 in E flat major, op.1 no.1 – I. Allegro
02. Trio No.1 in E flat major, op.1 no.1 – II. Adagio cantabile
03. Trio No.1 in E flat major, op.1 no.1 – III. Scherzo Allegro assai
04. Trio No.1 in E flat major, op.1 no.1 – IV. Finale Presto
05. Trio No.2 in G major, op.1 no.2 – I. Adagio – Allegro vivace
06. Trio No.2 in G major, op.1 no.2 – II. Largo con espressione
07. Trio No.2 in G major, op.1 no.2 – III. Scherzo Allegro
08. Trio No.2 in G major, op.1 no.2 – IV. Finale Presto
09. Trio No.8 in one movement in B flat major, WoO 39 – Allegretto

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Partitas & Sonatas for Violin Solo – Jaap Schröder

ATUALIZANDO LINK DESSE CDZAÇO. IMPERDÍVEL !!! Jaap Schroeder não quis saber o que vinha pela frente neste ano de 2020. Faleceu exatamente no primeiro dia do ano. Uma grande perda na História da Música. 

Graças ao selo Naxos tive acesso a esta histórica gravação do grande violinista barroco holandês Jaap Schröder, um dos maiores especialistas na técnica barroca de interpretação violinística em instrumentos chamados autênticos. Tem uma longa carreira, e uma longa discografia que o qualificam como um dos principais divulgadores da música do período barroco ao clássico em instrumentos de cordas historicamente autênticos.

Mesmo já tendo passado trinta e poucos anos de sua gravação, realizada dentro de uma Igreja em Basel, Suiça, estas leituras mostram toda a técnica e versatilidade deste grande músico, que já tocou no mundo todo, com todos os tipos de orquestras, conjuntos de câmara, e que com certeza influenciou todos os grandes violinistas da atualidade, principalmente nossas atuais musas do Barroco, Amandine Beyer e Rachel Podger.

Claro que se trata de um CD para se ouvir com calma e tranquilidade, de preferência com um bom fone de ouvido. Facilmente colocamos nele o selo de qualidade do PQPBach de IM-PER-DI-VEL !!!

CD 1

1- 4 Sonata nº 1, in G Minor, BWV 1001
5 – 12 Partita nº 1, in B Minor, BWV 1002
13 – 16 Sonata nº 2, in A minor, BWV 1003

CD 2

1 – 5 Partita nº2, in D Minor, BWV 1004
6 – 9 Sonata nº 3, in C Major, BWV 1005
10 – 15 Partita nº 3, in E Minor, BWV 1006

Jaap Schröder – Baroque Violin

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Jaap Schröder e Christopher Hogwood trocando figurinhas

 

Richard Wagner (1813 – 1883) – Der fliegende Holländer – Dietrich Fischer-Dieskau, Franz Konwitschny

Mais uma parceria da dupla Ammiratore – FDPBach, dando prosseguimento à postagem das óperas de Richard Wagner (1813-1883). Sim, eu sei, é um processo lento, demorado. Cada postagem é feita com muito cuidado e carinho, pesquisamos bastante, e claro, a correria do dia – a – dia não dá folga. Nem eu nem o Ammiratore sabemos o que é essa tal de quarentena no serviço. Estamos trabalhando normalmente, claro que observadas todas as questões de segurança.

Minha escolha inicial da gravação do “Der fliegende Holländer”, ‘O Holandês Voador’, ou também conhecida como ‘O Navio Fantasma’ era a de Georges Solti, realizada em 1976, tendo Norman Bailey como o Holandês, mas meu caro colega veio com essa versão matadora, provavelmente a melhor gravação já realizada desta ópera, com o imenso Dietrich Fischer-Dieskau, o melhor e mais importante barítono do Século XX e XXI, no papel principal. Esse é um daqueles músicos que alcançaram tal estatura que estão no Olimpo dos grandes intérpretes, ao lado de Rubinstein, Rostropovich, Richter, entre outros. E aqui também temos Fritz Wunderlich, o grande tenor, falecido precocemente, que também realizou algumas gravações memoráveis.

A primeira vez que li alguma coisa sobre a lenda do Holandês Voador foi em uma antiga revista de quadrinhos de histórias de terror, chamada Cripta. Fiquei emocionado com a história. Alguns anos depois comprei o LP duplo da Decca, tendo George Solti como regente, gravação que citei acima. Sendo assim vamos ao que viemos, temos a honra de, novamente, trazer mais uma grande gravação de ópera “Der Fliegende Hollander” o primeiro grande sucesso de Wagner. Desta vez traremos a batuta do maestro Franz Konwitschny, esta performance de 1960 é extraordinária, os cantores Fischer-Dieskau, Gottlob Frick e o grande Fritz Wunderlich estão na ascendente das carreiras. O resultado é uma joia.

Franz Konwitschny

Esta gravação foi feita na Berlim oriental dos anos 60, quase um ano antes da construção do Muro. O maestro Franz Konwitschny (1901-1962), ficou muito pouco conhecido devido à situação política complicada daquela época. Isso é lamentável, porque, como podemos ouvir nesta gravação, ele foi um artista de alto nível e na pesquisa que fizemos ele foi um dos principais pilares de Dresden, Leipzig e Berlim Oriental por muitos anos até sua precoce morte. Ele interpretou esta ópera de Wagner com ritmos bastante restritos e amplo suspense, enfatizando os aspectos líricos e não dramáticos da partitura. Os temas e estruturas da ópera são trabalhados com cuidado e são bem claros. Para isso, ele tinha excelentes músicos, nomeadamente o “Chor der Deutschen Staatsoper Berlin” e a “Staatskapelle Berlin”. Em nenhum momento há uma queda de tensão, ambas as formações fazem um trabalho brilhante. A condução de Konwitschny oferece uma combinação notável de drama, beleza, poder e calor. A orquestra é lindamente cultivada e a qualidade do som é maravilhosa.

Porém a escolha e o foco da gravação é o monumental Dietrich Fischer-Dieskau. Na consciência de suas possibilidades vocais, ele não cria o personagem-título de maneira particularmente poderosa e fantasmagórica, mas apresenta traços quase transcendentais e, assim, cria um psicograma fascinante do marinheiro pálido. Cada frase, cada nota não é apenas cantada lindamente, mas projetada com a mais alta introspecção. … nos oferece uma performance excepcional ! Seu lindo, melódico, sombrio e bravo holandês é tudo o que podemos imaginar do personagem ! PQP que interpretação !

O Daland de Gottlob Frick também merece aplausos. O cantor tinha uma das mais belas vozes graves do século XX, um dos grandes baixos de Wagner de todos os tempos. O jovem Fritz Wunderlich, no pequeno papel de timoneiro, dá uma idéia das grandes realizações que ele foi capaz. Seu magnífico teor quase eleva o timoneiro ao papel de protagonista. Sieglinde Wagner era uma cantora experiente e agrada no papel de Maria. Marianne Schech como Senta, bem…. no geral ela é segura e claramente projeta um ponto de vista dramaticamente diferente da histeria do personagem que estamos acostumados a ouvir. Ela interpreta uma Senta muito lírica, mais romântica e até que ficou bonita, mas não é a personagem beirando a loucura. O dueto entre ela e o Holandes é magnífico, mas romântico. Rudolf Schock, faz seu papel de Erik de forma competente, gostei da forma refrescante ao ouvir a sua abordagem nova, lírica e natural o dueto com Senta também é diferente do tradicional, mais meladão, também muito bonito de ouvir. Os técnicos de gravação fizeram um bom trabalho. O som estéreo é excelente.

Na primeira postagem do “Der Fliegende Hollander” comentamos muito da concepção da obra e do enredo e para não ficar repetitivo vamos abordar nesta postagem outros aspectos tendo como base o incrível trabalho da Iracema Maria de Macedo. Como já escrevemos um texto legal no outro post vale a pena relembrar AQUI.

“Der Fliegende Hollander” é uma ópera romântica em três atos, baseada na versão que Heinrich Heine deu à lenda do holandês errante em “Aus den Memoiren des Herren von Schnabelewopski”, publicada em 1834. A lenda vinha se espalhando pela Europa desde o início do século XVIII e passava de geração a geração. No início do século XIX, começou a receber uma elaboração literária em versões inglesas e alemãs. É uma estória típica de um povo de navegadores, os holandeses, nos tempos das grandes conquistas marítimas. Tratava-se de uma superstição referente a uma embarcação fantástica, supostamente avistada pelos marujos em suas viagens. Essa embarcação sobrenatural se distinguia das embarcações normais por exibir todas as suas velas alçadas ao vento quando as condições de tempo estavam totalmente desfavoráveis e não permitiam aos navios comuns levantar o menor pedaço de pano. Dizia-se que um marinheiro holandês, em punição pela audácia de ter afrontado o diabo durante uma tempestade, foi condenado por este último a errar eternamente pelo mar, sem sossego, sem paz e sem poder morrer. O holandês só se libertaria dessa maldição se uma mulher o amasse e se sacrificasse, sendo-lhe fiel até a morte. A cada sete anos ele tinha o direito de atracar em terra firme em busca de sua redentora.

Wagner escreveu que essa lenda exprime uma característica geral dos homens muito antiga: o desejo de tranquilidade diante das aflições e tempestades da vida. Segundo ele, há duas outras versões muito conhecidas desse tema. No mundo grego, a lenda do holandês se equipara à vida errante de Ulisses em sua nostalgia da pátria e do lar e, no mundo cristão, à lenda do judeu que foi condenado a vagar eternamente sobre a terra, sem direito à morte e ao descanso. Na estória do holandês haveria uma curiosa mistura dos traços da lenda de Ulisses e da lenda do judeu.

A composição de “Der Fliegende Hollander” marca ainda um momento decisivo da evolução de Wagner. Seria o início de sua carreira como poeta dramático e o fim de sua história como libretista de ópera. Ele pensa que isso não teria acontecido bruscamente e de modo consciente mas como uma pulsão natural de sua originalidade e do seu modo particular de encarar a arte. Era o amadurecimento de um artista na descoberta de seu próprio caminho. Rompendo com o modelo tradicional, correu riscos e expôs sua obra a um destino incerto. Porém nas primeiras apresentações “Der Fliegende Hollander” foi uma decepção para o público de Dresden que, pouco tempo antes, havia aclamado calorosamente a ópera “Rienzi”. Wagner compreendeu o quão difícil seria encontrar espectadores amadurecidos e sensíveis a suas inovações. Reza a lenda que após uma apresentação e recepção morna em Berlim, um homem e uma mulher desconhecidos vieram até Wagner falando espontaneamente das expressões e emoções suscitadas pela obra. Para Wagner esse episódio marcou uma compreensão mais nítida, mais importante do que se fazer entender por uma multidão de espectadores, seria atingir a sensibilidade de algumas pessoas, em particular, que poderiam servir como referência para poder perceber se sua mensagem foi transmitida ou não. “Fazer compreender minha intenção era sempre, e antes de tudo, minha preocupação principal e para me assegurar desta compreensão, eu me dirigia instintivamente não mais à massa que me era estrangeira, mas a indivíduos particulares que me faziam apreender distintamente a emoção e o sentimento que eles tinham experimentado. A precisão exata da minha relação com eles exerceu, a partir de então, uma forte influência sobre meu trabalho”.

O holandês é um homem amaldiçoado, um estranho. Wagner mergulhou na história do misterioso marinheiro e criou sua primeira ópera sobre a redenção pelo amor. Dutchman, o andarilho dos mares, inquieto entre a vida e a morte, conhece uma mulher – Senta – que também parece estranha e fascinada por uma figura masculina que nasceu de suas próprias fantasias: o holandês. É um mundo de imagens oscilando entre os sonhos e o fantástico, de obsessões e projeções – um mundo que perde sua conexão com a realidade. Isso afeta especialmente o caçador Erik, que pode parecer ser o único personagem lúcido e verdadeiro. Mas ele perde seu amor para o fantástico. A ópera de Wagner, criada em 1841 e estreada em Dresden em 1843, é um ponto de virada da tradicional ópera romântica alemã representada por Weber e Marschner. Esta ópera é o encontro, pela primeira vez, do tema da vida de Wagner: a redenção do amor através da morte.

Em uma de nossas mesas redondas regadas a vinho, queijo e especiarias lá no Centro de Convenções do PQPBach o nosso querido Vassily Genrikhovich nos presenteou com a gravação que ora compartilhamos. Há anos que procuravamos uma versão do “Der Fliegende Hollander” assim, estupenda! Quero dizer, os amigos do blog não podem imaginar a inspiração completa que flui ao longo desta performance … da atuação, canto, orquestra e engenharia de som! É quase como testemunhar ao vivo! Acho que esta é a versão mais poderosa que eu já ouvi, pelo menos é a mais musical. Na verdade, acredito nos personagens e na história, e é isso que busco quando ouço Ópera. Altamente recomendado !

Sobem as cortinas e apreciem sem moderação esta que é a primeira obra prima de Wagner “Der Fliegende Hollander”.

Richard Wagner
“Der Fliegende Hollaender” – Konwitschny

CD1
01 – Ouvertüre
02 – Hejohe! Hallojo! Ho He! Ja!
03 – Mit Gewitter und Sturm
04 – Die Frist ist um
05 – He! Holla! Steuermann!
06 – Weit komm ich her
07 – Hohohe! Hallojo!
08 – Introduktion (2. Akt)
09 – Summ und brumm, du gutes Rädchen
10 – Johohoe! Traft ihr das Schiff im Meere an
11 – Bleib, Senta!

CD2
01 – Mein Herz, voll Treue
02 – Mein Kind, du siehst mich
03 – Mögst du, mein Kind
04 – Wie aus der Ferne
05 – Verzeiht, mein Volk
06 – Introduktion (3. Akt)
07 – Steuermann, laß die Wacht!
08 – Was mußt’ ich hören
09 – Willst jenes Tages
10 – Verloren!

Personagens e intérpretes
Doland – Gottlob Frick
Senta – Marianne Schech
Erik – Rudolf Schock
Mary – Sieglinde Wagner
Der Steuermann – Fritz Wunderlich
Holländer – Dietrich Fischer-Dieskau

Chor der Deutschen Staatsoper Berlin – Martin Görgen

Staatskapelle Berlin – Frans Konwitschny

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Libreto no velho e bom Português – AQUI

Dietrich Fischer Dieskau apreciando a natureza do Grande Jardim Principal do PQPBach Convention Center

Ammiratore – FDPBach e Vassily Genrikhovich

BTHVN250 – Ludwig van Beethoven (1770-1827) -Piano Concerto nº 5, ‘Emperor’ – Fleisher, Szell, Cleveland Orchestra

 

A Postagem original desta série foi feita lá em fevereiro de 2016, que foi um ano complicado, meu sogro e meu irmão mais velho estavam com sérios problemas de saúde, então nem me focava muito no PQPBach. Infelizmente os dois vieram a falecer com poucos meses de diferença. A música foi uma grande aliada nesse período. O ato de preparar as postagens era um momento para relaxar e esquecer os problemas. 

Depois de uma semana longe do meu computador (apenas conferindo emails), semana longa, diga-se de passagem, complicada, tensa, quente, etc., sento novamente em frente ao computador para poder preparar esta última postagem desta histórica gravação.
Como falei, está fazendo muito calor cá para as bandas do sul, com temperatura média de 30º C, ultrapassando fácil, fácil, os 40 º C de sensação térmica. Um inferno tropical.
Mas vamos ao que viemos. O Concerto Imperador dispensa maiores comentários, não temo em dizer que é uma das mais belas obras já produzidas pelo ser humano. E nas mãos desta trinca Fleischer / Szell / Cleveland Orchestra,  torna-se quase imbatível.
Ah, antes que me esqueça, mudam-se os nomes no Concerto triplo. Temos então Isaac Stern, Istomin, Rose & Eugene Ormandy e sua Orquestra da Filadélfia.

01 Piano Concerto #5 In E Flat, Op. 73, ‘Emperor’ – 1. Allegro
02 Piano Concerto #5 In E Flat, Op. 73, ‘Emperor’ – 2. Adagio Un Poco Mosso
03 Piano Concerto #5 In E Flat, Op. 73, ‘Emperor’ – 3. Rondo- Allegro

Leon Fleischer – Piano
Cleveland Orchestra
George Szell – Conductor

04 Concerto In C For Piano, Violin & Cello, Op. 56, ‘Triple’ – 1. Allegro
05 Concerto In C For Piano, Violin & Cello, Op. 56, ‘Triple’ – 2. Largo
06 Concerto In C For Piano, Violin & Cello, Op. 56, ‘Triple’ – 3. Rondo Alla Polacca

Isaac Stern – Violin
Eugene Istomin – Piano
Leonard Rose – Cello
Philadelphia Orchestra
Eugene Ormandy – Conductor

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FDP

BTHVN250 – Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano nº 5, “Imperador”

O Concerto nº 5 (de 1811) é apelidado Imperador justamente por ser uma das obras orquestrais mais grandiosas da fase heróica de Beethoven, junto com as Sinfonias nº 3 (1803), 5 e 6 (1808) e a ópera Fidelio com suas quatro Aberturas (1805 a 1814).

Karl Böhm (1894-1981) foi um maestro austríaco que conheceu, em Viena e Salzburgo, as gerações contemporâneas de Brahms e Bruckner, e carregou a tocha do romantismo germânico sem os exageros de Karajan. Realizou gravações famosas de Beethoven com a Filarmônica de Viena e a Staatskapelle Dresden. Sua Pastoral foi escolhida por meu colega Das Chucruten como a gravação romântica por excelência desta sinfonia.

Pollini não precisa de apresentações, os frequentadores do blog acompanharam suas gravações de Beethoven, de Chopin e muitos outros. Ele já foi incensado dezenas de vezes pelos elogios de PQP e FDP, como nesta postagem abaixo, de 2008.

Como colaboração à Fundação para a Divulgação e Inevitável Imortalização do Guia Genial dos Pianistas Maurizio Pollini trago para os nossos leitores / ouvintes um grande momento. Maurizio Pollini tocando o Concerto Imperador acompanhado pelo grande Karl Böhm.

Explico: há alguns meses, uma grande amiga do blog, Laís Vogel, me perguntou com aquele jeitinho que toda a baiana tem, se por acaso eu não teria esta gravação. Como grande admirador destes dois músicos, informei-lhe que obviamente possuía, e que se fosse de seu desejo, eu mandaria para ela. Claro que fã ardorosa de Pollini, e membra(?) fundadora da Fundação para a Divulgação e Inevitável Imortalização do Guia Genial dos Pianistas Maurizio Pollini ela pediu encarecidamente a gentileza. Bem, enviei este material para ela, e acabei esquecendo da tal da gravação, envolvido que estava com outras coisas.

Falar o que sobre o Concerto Imperador a não ser que o considero a maior obra já escrita para o repertório pianístico? Falar o que sobre Pollini que já não tenha sido falado aqui no blog, e  ardorosamente defendido pela Fundação para a Divulgação e Inevitável Imortalização do Guia Genial dos Pianistas Maurizio Pollini…? E Karl Böhm, um dos maiores regentes do século XX, imbatível no quesito Mozart?

Vamos deixar, portanto, que a música fale por si mesma.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concerto No.5 in E flat major Op.73 -“Emperor”

1. Piano Concerto No.5 in E flat major Op.73 -“Emperor” – 1. Allegro
2. Piano Concerto No.5 in E flat major Op.73 -“Emperor” – 2. Adagio un poco mosso
3. Piano Concerto No.5 in E flat major Op.73 -“Emperor” – 3. Rondo (Allegro)

Maurizio Pollini – Piano
Karl Böhm – Condutor
Wiener Philharmoniker

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#BTHVN250, por René Denon

FDP (2008), Pleyel (Repostagem, 2020)

BTHVN250 – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concertos nº 2 e 4 – Fleisher, Szell, Cleveland Orchestra

No apogeu de sua carreira, Leon Fleischer desenvolveu distonia focal, um distúrbio do movimento neurológico que o deixou incapaz de tocar com a mão direita por 30 anos. Fleisher foi forçado a se concentrar no ensino e na condução, além de poder tocar apenas o repertório para a mão esquerda. No entanto, após décadas de terapias malsucedidas, as injeções de Botox começaram a restaurar o uso da mão direita de no início dos anos 90.

Leon Fleischer, George Szell e a Cleveland Orchestra fizeram história naquele começo de década de 60. E venderam muito, deixando os executivos da Columbia muito felizes. E olha que na época a concorrência era acirrada no mundo fonográfico. Mas como grandes músicos que eram, deixaram sua marca.

01 Piano Concerto #2 In B Flat, Op. 19 – 1. Allegro Con Brio
02 Piano Concerto #2 In B Flat, Op. 19 – 2. Adagio
03 Piano Concerto #2 In B Flat, Op. 19 – 3. Rondo- Molto Allegro
04 Piano Concerto #4 In G, Op. 58 – 1. Allegro Moderato
05 Piano Concerto #4 In G, Op. 58 – 2. Andante Con Moto
06 Piano Concerto #4 In G, Op. 58 – 3. Rondo- Vivace

Leon Fleicher – Piano
Cleveland Orchestra
George Szell – Conductor

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BTHVN250 – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concertos nº 1 & nº 3 – Leon Fleisher, Cleveland Orchestra, George Szell

 

FrontHoje trago para os senhores uma repostagem para continuar com minha contribuição às comemorações dos 250 anos do nascimento de Beethoven. E com uma turminha muito especial: Leon Fleischer e George Szell, nos áureos deste com a Orquestra de Cleveland. 

O norte-americano Leon Fleischer (californiano, para ser mais exato), foi um fenômeno do piano que apareceu nas paradas ali em meados dos anos 50. O rapaz foi aluno de Arthur Schabel, quiçá o maior intérprete de Beethoven da primeira metade do século XX. Participou de diversas gravações com George Szell e sua Cleveland Orchestra, incluindo aí uma turnê até na Rússia. Ah, com meros 16 anos de idade se apresentou com a New York Philharmonic sob a direção de Pierre Monteux. tem currículo o rapaz… mas continuarei a dar detalhes autobiográficos dele nas postagens que concluirão esta série. 

Não sei quantas versões tenho dos concertos para piano de Beethoven, nem quantas já ouvi. Tenho algumas versões favoritas, enquanto que outras se encontram naquela lista para se ouvir com mais atenção, pois tem alguma coisa que se destaca.

Talvez estas gravações de Leon Fleischer se encontrem nesta categoria, pois não as tenho há muito tempo. Claro que os nomes envolvidos chamam a atenção, ainda mais depois da formidável leitura que este mesmo trio, Fleischer / Szell / CO, fez dos concertos de Brahms. Confesso, portanto, que ouvi poucas vezes estes CDs, e deixo a seu cargo a responsabilidade de classificá-los.

Minhas postagens tem sido feitas a toque de caixa, devido a eterna falta de tempo. E aqui novamente não vai ser diferente. Um cd por dia, certo?

01 Piano Concerto #1 In C, Op. 15 – Allegro Con Brio
02 Piano Concerto #1 In C, Op. 15 – Largo
03 Piano Concerto #1 In C, Op. 15 – Allegro Scherzando
04 Piano Concerto #3 In C Minor, Op. 37 – Allegro Con Brio
05 Piano Concerto #3 In C Minor, Op. 37 – Largo
06 Piano Concerto #3 In C Minor, Op. 37 – Allegro

Leon Fleischer – Piano
Cleveland Orchestra
George Szell – Conductor

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FDP

Richard Strauss (1864-1949) – Also Sprach Zarathustra, Vier Letzte Lieder – Janowitz, Karajan, BPO

Com certeza um dos temas mais marcantes já compostos na história da música é o tema inicial de “Also Sprach Zarathustra”, do compositor  alemão Richard Strauss. Minha geração (nasci em 1965) teve a oportunidade de ouvi-la em diversas ocasiões, mas com certeza o tema ficou imortalizado com o clássico de Stanley Kubrick, “2001 Uma Odisséia no Espaço”, com certeza um dos filmes mais importantes da história do cinema. Sim, eu sei, estou exagerando nos superlativos. Mas com certeza é assim mesmo. Acredito que todos que acompanham esse Blog conhecem a obra, se não inteira, pelo menos seu primeiro movimento.

Esse poema sinfônico foi composto em 1896 e estreado naquele mesmo ano. É livremente baseado na obra prima do filósofo alemão Friedrich Nietszche. Mas isso todo mundo sabe.

Herbert von Karajan está em casa com este repertório. O conhecia perfeitamente e deve ter regido a obras inúmeras vezes. Para os interessados, no Youtube se encontra uma entrevista com um especialista em Strauss que relata o encontro do jovem maestro com o veterano compositor e também maestro, lá no começo da década de 40.  Sugiro assistirem.

A segunda parte do CD traz as “Vier letzte lieder”, as ‘Quatro Últimas Canções’. e como o próprio nome diz, foi a última obra composta por Strauss. Foi composta sobre poemas de Hermann Hesse. Sua estréia só ocorreu após a morte do compositor, e os intérpretes então foram a soprano Kirsten Flagstad dirigida por Wilhem Fürtwangler. A gravação mais famosa dessa obra provavelmente é de Elizabeth Schwarskopf com George Szell. Aqui Karajan chamou uma de suas sopranos favoritas, com quem gravou inúmeros discos, Gundula Janowitz.

P.S. Antes que eu esqueça, minha gravação não é a da capa aí acima, ou seja, sem o “Till Eulenspiegel” e sem o “Don Juan”, que trarei em outra ocasião.

Como diria nosso saudoso colega Carlinus, uma boa audição.

01. Also sprach Zarathustra, op. 30 ; Einleitung
02. Also sprach Zarathustra, op. 30 ; Von den Hinterweltlern
03. Also sprach Zarathustra, op. 30 ; Von der grossen Sehnsucht
04. Also sprach Zarathustra, op. 30 ; Von den Freuden und Leidenschaften
05. Also sprach Zarathustra, op. 30 ; Das Grablied
06. Also sprach Zarathustra, op. 30 ; Von der Wissenschaft
07. Also sprach Zarathustra, op. 30 ; Der Genesende
08. Also sprach Zarathustra, op. 30 ; Das Tanzlied
09. Also sprach Zarathustra, op. 30 ; Das Nachtwandlerlied
10. Vier letzte lieder AV150 I. Frühling10. Richard Strauss Vier letzte lieder AV150 I. Frühling
11. Vier letzte lieder AV150 II. September
12. Vier letzte lieder AV150 III. Beim Schlafengehen
13. Vier letzte lieder AV150 IV. Im Abendrot

Gundula Janowitz – Soprano
Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan – Conductor

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Karajan ao lado de Richard Strauss

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Johannes Passion – René Jacobs, RIAS Kammerchor, Akademie für Alte Musik Berlin

Não vou me extender em maiores considerações sobre essa obra, já temos postagens dela bem descritivas, inclusive a recém postada pelo colega René Denon. Pretendo apenas dar a minha colaboração para com a ocasião da Páscoa. Não sou cristão praticante, de vez em quando acompanho minha esposa nos cultos da Igreja Luterana, comunidade da qual ela faz parte. Mas a música de Bach ultrapassa essas barreiras, ela é atemporal.
Estou trazendo para os senhores uma belíssima gravação de René Jacobs, gravada recentemente. É tudo tão magnífico, belo, perfeito, que me faltam adjetivos para classificá-la. Ouçam com atenção, leiam o texto do booklet, imprescindível para quem quer se aprofundar mais na obra, e assistam ao vídeo do ensaio que disponibilizo junto aos links dos CDs. René Jacobs gravou essa obra anteriormente, como contratenor, e conhece muito bem a obra.
IM-PER-DÍ-VEL !!! Assim como outras gravações desta obra que já disponibilizamos aqui.

CD 1

01. JOHANNES-PASSION, BWV 245 – ERSTER TEIL. Nr. 1. Exordium “Herr, unser Herrscher”
02. Nr. 2a. Evangelist, Jesus “Jesus ging mit seinen Jüngern über den Bach Kidron” – Nr. 2b. Turba “Jesum von Nazareth!” – Nr. 2c. Evangelist, Jesus – Nr. 2d. Turba – Nr. 2e. Evangelist, Jesus
03. Nr. 3. Choral “O große Lieb, o Lieb ohn’ alle Maße”
04. Nr. 4. Evangelist, Jesus “Auf daß das Wort erfüllet würde”
05. Nr. 5. Choral “Dein Will gescheh, Herr Gott, zugleich”
06. Nr. 6. Evangelist “Die Schar aber und der Oberhauptmann”
07. Nr. 7. Arie (Alt) “Von den Stricken meiner Sünden”
08. Nr. 8. Evangelist “Simon Petrus aber folgete Jesu nach”
09. Nr. 9. Arie (Sopran) “Ich folge dir gleichfalls mit freudigen Schritten”
10. Nr. 10. Evangelist, Ancilla, Petrus, Jesus, Servus “Derselbige Jünger”
11. Nr. 11. Choral “Wer hat dich so geschlagen”
12. Nr. 12a. Evangelist “Und Hannas standte ihn gebunden” – Nr. 12b. Turba “Bist du nicht seiner Jünger einer” – Nr. 12c. Evangelist, Petrus, Servus
13. Nr. 13. Arie (Tenor) “Ach, mein Sinn, wo willst du endlich hin”
14. Nr. 14. Choral “Petrus, der nicht denkt zurück”
15. ZWEITER TEIL. Nr. 15. Choral “Christus, der uns selig macht”
16. Nr. 16a. Evangelist, Pilatus “Da führeten sie Jesum von Kaiphas vor das Richthaus” – Nr. 16b. Chorus – Nr. 16c. Evangelist, Pilatus – Nr. 16d. Turba – Nr. 16e. Evangelist, Pilatus, Jesus
17. Nr. 17. Choral “Ach großer König, groß zu allen Zeiten”
18. Nr. 18a. Evangelist, Pilatus, Jesus “Da sprach Pilatus zu ihm” – Nr. 18b. Turba “Nicht diesen, sondern Barrabam!” – Nr. 18c. Evangelist
19. Nr. 19. Arioso (Baß) “Betrachte, meine Seel, mit ängstlichem Vergnügen”
20. Nr. 20. Arie (Tenor) “Erwäge, wie sein blutgefärbter Rücken”
21. Nr. 21a. Evangelist “Und die Kriegsknechte flochten eine Krone von Dornen” – Nr. 21b. Turba – Nr. 21c. Evangelist, Pilatus – Nr. 21d. Turba “Kreuzige, kreuzige!” – Nr. 21e. Evangelist, Pilatus – Nr. 21f. Turba – Nr. 21g. Evangelist, Pilatus, Jesus
22. Nr. 22. Choral “Durch dein Gefängnis, Gottes Sohn”
23. Nr. 23a. Evangelist “Die Jüden aber schrieen und sprachen” – Nr. 23b. Turba – Nr. 23c. Evangelist, Pilatus – Nr. 23d. Turba – Nr. 23e. Evangelist – Nr. 23f. Turba – Nr. 23g. Evangelist
24. Nr. 24. Arie (Baß) – Chor “Eilt ihr angefochtnen Seelen – Wohin”

CD 2

01. Nr. 25a. Evangelist “Allda kreuzigten sie ihn” – Nr. 25b. Turba “Schreibe nicht der Jüden König” – Nr 25c. Evangelist, Pilatus
02. Nr. 26. Choral “In meines Herzens Grunde”
03. Nr. 27a. Evangelist “Die Kriegsknechte aber, da sie Jesum gekreuziget hatten” – Nr. 27b. Turba – Nr. 27c. Evangelist
04. Nr. 28. Choral “Er nahm alles wohl in acht”
05. Nr. 29. Evangelista, Jesus “Und von Stund an nahm sie der Jünger zu sich”
06. Nr. 30. Arie (Alt) “Es ist vollbracht!”
07. Nr. 31. Evangelist “Und neiget das Haupt und verschied”
08. Nr. 32. Arie (Baß) “Mein teurer Heiland, laß dich fragen” – Choral “Jesu, der du warest tot”
09. Nr. 33. Evangelist “Und siehe da, der Vorhang im Tempel zerriß”
10. Nr. 34. Arioso (Tenor) “Mein Herz, indem die ganze Welt”
11. Nr. 35. Arie (Sopran) “Zerfließe, mein Herze”
12. Nr. 36. Evangelist “Die Jüden aber, dieweil es der Rüsttag war”
13. Nr. 37. Choral “O hilf, Christe, Gottes Sohn”
14. Nr. 38. Evangelist “Darnach bat Pilatum Joseph von Arimathia”
15. Nr. 39. Conclusio “Ruht wohl, ihr heiligen Gebeine”
16. Nr. 40. Schlußchoral “Ach Herr, laß dein lieb Engelein”
17. APPENDIX (Zusätze der Fassung von 1725) I. Exordium “O Mensch, bewein dein Sünde groß” (Choralfantasie) (replaced Exordium from 1724 “Herr, unser Herscher” [nr. 1])
18. APPENDIX (Zusätze der Fassung von 1725) II. Arie (Baß) “Himmel reiße, Welt erbebe” – Choral “Jesu, deine Passion” (additionally inserted between nos. 11 & 12)
19. APPENDIX (Zusätze der Fassung von 1725) III. Arie (Tenor) “Zerschmettert mich, ihr Felsen und ihr Hügel” (replaced Arie from 1724 “Ach, mein Sinn” [nr. 13])
20. APPENDIX (Zusätze der Fassung von 1725) IV. Arie (Tenor) “Ach windet euch nicht so, geplagte Seelen” (replaced nr. 19 Arioso (Baß) nr. 20 Arie (Tenor) from 1724)
21. APPENDIX (Zusätze der Fassung von 1725) V. Schlußchoral “Christe, du Lamm Gottes” (replaced Schlußchoral from 1724 [nr. 40])

Sunhae Im – Soprano
Werner Güra – Tenor
Sebastian Kohlhepp – Contratenor
Johannes Weisser – Bass
RIAS Kammerchor
Akademie für Alte Musik Berlin
René Jacobs – Conductor

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
VÍDEO COM ENSAIO – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – J. S. Bach – Julian Bream

Um gigante do violão é o adjetivo mínimo que conseguir encontrar para descrever Julian Bream. E este CD aqui é ainda mais obrigatório, é uma verdadeira aula de como tocar Bach neste instrumento tão peculiar e único. Lembro de ouvir o nome de Bream por um conhecido, que tinha o incrível dom de tirar estas músicas de ouvido, era autodidata, não sabia ler partitura. Ouvia os discos com muita atenção, e depois se dedicava durante horas, ou até mesmo dias, a repetir aquelas músicas. Aliás, este conhecido faleceu já há muito tempo, muito jovem, por sinal, começo dos anos 90, mas nunca esqueço de sua dedicação e paixão pela música.

Enfim, falar sobre Julian Bream é chover no molhado, portanto, sugiro que para quem não o conhece, procure informações na internet. Vale a pena.

01. Prelude Fugue and Allegro BWV 998 – I. Prelude
02. Prelude Fugue and Allegro BWV 998 – II. Fugue
03. Prelude Fugue and Allegro BWV 998 – III. Allegro
04. Suite BWV 996 – I. Prelude
05. Suite BWV 996 – II. Allemande
06. Suite BWV 996 – III. Courante
07. Suite BWV 996 – IV. Sarabande
08. Suite BWV 996 – V. Bourree
09. Suite BWV 996 – VI. Gigue
10. Parita No.2 BWV 1004 – Chaconne
11. Partita No.3 BWV 1006a – I. Prelude
12. Partita No.3 BWV 1006a – II. Loure
13. Partita No.3 BWV 1006a – III. Gavotte en Rondeau
14. Partita No.3 BWV 1006a – IV. Menuett I – Menuett II – Menuett I
15. Partita No.3 BWV 1006a – V. Bourree
16. Partita No.3 BWV 1006a – VI. Gigue

Julian Bream – Violão

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French Cello Concertos – Hee-Young Lim, London Symphony Orchestra, Scott Yoo

Trago mais uma jovem musicista sul coreana, Hee-Young Lim, em outro belo CD da Sony, lançado no final de 2018. Como o próprio nome diz, aqui teremos apenas obras compostas por franceses para o violoncelo. Uma proposta interessante, assim podemos sair um pouco do repertório tradicional.
Saint-Säens e seu Primeiro Concerto talvez seja a obra mais conhecida deste CD, claro que ao lado da indefectível ‘Meditation de Thais’, de Massenet. Lalo também está presente, com seu Concerto para Cello, e entrando no século XX, Darius Milhaud.
Os clientes da amazon foram unânimes em dar 5 estrelas a este CD. E ele tem várias qualidades, entre elas, é óbvio, a excelente solista Hee-Young Lim. Nascida em 1987, curiosamente seus pais não são músicos, ela já tem uma carreira consolidada, apesar deste aqui ser seu primeiro CD. Tem um considerável currículo, atuando como solista, líder dos violoncelos da Filarmônica de Rotterdam, nos tempos de Yannick Nézet-Séguin, além de dar aulas e masterclasses ao redor do planeta. Sugiro darem uma olhada no site da moça. Tem muitas informações interessantes ali. O endereço é https://heeyounglim.com/.
Espero que apreciem. Trata-se de um belo CD, muito bem gravado e interpretado. Tenho certeza de que ainda falaremos muito sobre essa musicista.

01. Concerto for Cello and Orchestra No. 1 in A Minor, Op. 33 I. Allegro non troppo
02. Concerto for Cello and Orchestra No. 1 in A Minor, Op. 33 II. Allegretto con moto
03. Concerto for Cello and Orchestra No. 1 in A Minor, Op. 33 III. Tempo I – Un peu moins vite – Molto allegro
04. Concerto for Cello and Orchestra in D Minor, Op. 37 – Prelude Lento – Allegro maestoso
05. Concerto for Cello and Orchestra in D Minor, Op. 37 – Intermezzo Andantino con moto – Allegro presto
06. Concerto for Cello and Orchestra in D Minor, Op. 37 – Introduction Andante – Allegro vivo
07. Cello Concerto No. 1, Op. 136 – Nonchalant
08. Cello Concerto No. 1, Op. 136 – Grave
09. Cello Concerto No. 1, Op. 136 – Joyeux
10. Les larmes de Jacqueline
11. Meditation From Thais

Hee-Young Lim
London Symphony Orchestra
Scott Yoo – Conductor

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