IM-PER-DÍ-VEL !!!
A Sinfonia Nº 3 de Bruckner, também conhecida como “Sinfonia Wagner”, carrega um peso histórico e musical significativo para o maestro Celibidache. Ele a considerava como uma peça fundamental, acreditando que nela Bruckner já havia estabelecido o núcleo do pensamento criativo que desenvolveria em suas obras posteriores: uma arquitetura sonora reverberante, ampla e majestosa. Essa interpretação se materializa em uma abordagem que parece transcender a mera execução musical, criando uma experiência quase meditativa. A abordagem de Celibidache é marcada por uma série de traços distintivos. Vou tentar orgabizar a coisa:
Tempos lentos: sua famosa predileção por andamentos lentos atinge aqui um propósito sublime. O Scherzo (terceiro movimento) é executado de forma tão majestosa e em um andamento tão expansivo que transforma a percepção da peça.
Clareza técnica e texturas: até em razão da lentidão, a regência é clara, com cada linha harmônica, equilíbrio e desenvolvimento absolutamente claros. A Münchner Philharmoniker, sob sua batuta, soa como um conjunto exuberante e poderoso.
Uma nova perspectiva sobre a obra: já ouvi de dois amigos que esta gravação foi a chave que lhes desbloqueou a compreensão de Bruckner. A interpretação de Celibidache fê-los (é isso mesmo?) entender o compositor, abrindo e revelando-lhes a maravilha do sinfonismo bruckneriano.
Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 3 (Celibidache, Münchner Philharmoniker)
01 – I. Mehr langsam. Misterioso
02 – II. Adagio, bewegt, quasi Andante
03 – III. Ziemlich schnell
04 – IV. Allegro
05 – Applaudissements
Münchner Philharmoniker
Sergiu Celibidache – Conductor

FDPBach
Possuo a caixa com as 9 Sinfonias de Bruckner na regência de Karajan com a Filarmônica de Berlin gravados no período de 1976 a 1982 que são uma pérola para mim. Karajan abraçou a missão com devoção ao seu conterrâneo Bruckner e a Filarmônica de Berlin correspondeu com uma performance sobrenatural. Pura emoção. Um diamante.Abraço do Dirceu.
Também tenho essa caixa, Dirceu, e realmente ela é maravilhosa.
Boa noite! Lá estamos nós, de joelhos, aguardando essa preciosidade ser repostada (se possível, óbvio), pois cheguei até aqui não pelo Bruckner (sim, podem me julgar), mas pelo Celibidache… Gosto da compenetração que ele me obriga a ter ao ouvir o que rege. Abraços, pessoal.