Franz Schubert (1797-1828): Impromptus, Klavierstücke, Moments Musicaux (Jörg Demus)

Demus (1928-2019) foi um pianista austríaco que gravou boa parte do repertório da 1ª escola de Viena (para piano solo e música de câmara), por diversas gravadoras. Quem comprava discos de coleções mais baratas, tanto na era dos LPs como dos CDs, por exemplo na coleção “Mestre da Música” da Abril. Mas isso não quer dizer que a música feita por Demus fosse barata, trivial como uma comida de fast food. Especialmente no sutil romantismo de Schubert, os dedos de Demus faziam mágica: interpretações discretas no sentido de não gritarem “veja como eu toco depressa esses arpejos e oitavas”, mas ao mesmo tempo cheias de personalidade.

Essas gravações que trago hoje são dos anos 1950 e trazem algumas das obras para piano de Schubert que mais me agradam, todas elas mais ou menos curtas, o cultivo da arte da miniatura pianística. Foram reunidas em CD apenas em 2019, pouco após o falecimento do pianista, pelo selo DG Eloquence, que publicou o seguinte release que ressaltava a importância que Demus dava à busca dos ritmos de valsas e outras danças populares em meio às sofisticadas melodias do compositor:

In tribute to the life and art of the Viennese pianist Jörg Demus, who died in April 2019, Eloquence releases his earliest recordings of Schubert’s Impromptus and Moments Musicaux.

Newly remastered from the original tapes, they reveal the depth of Demus’s understanding in Schubert’s music, an unfussy technique and a modesty which never seeks to impose pathos and profundity from without but which dances with a rare lightness of spirit.

Born and raised in Vienna, Demus understood this music as a precursor to the popular waltzes and polkas of the Strauss family. ‘Only a complete realization and comprehension of the accompanimental rhythms – precise and yet with a slight touch of a personal accent – will in many cases create the right atmosphere.’ When he died in April 2019, one of the many affectionate Austrian obituaries referred to Demus as ‘the ballet-master of ten fingers’: a description that summed him up perfectly, as these recordings demonstrate.

Franz Schubert (1797–1828):
CD 1
1–4. Impromptus, D.899 (Op. 90)
5–10. Moments musicaux, D. 780 (Op. 94)
CD 2
1–4. Impromptus, D.935 (Op. 142)
5–7. Klavierstücke, D.946

Jörg Demus, piano
Recording: Beethovensaal, Hannover, Germany, 15–22 April 1958

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Pleyel

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