Tomaso Albinoni (1671-1751): Sinfonie a Cinque, Op. 2 (Ensemble 415, Chiara Banchini)

Não sou tão familiarizado assim com a música para pequenos conjuntos do período barroco, com exceção dos Concertos de Brandenburgo de Bach e dos trios (Pièces de clavecin en concert) de Rameau. Então esse disco do grupo chefiado pela violinista Chiara Banchini causou nos meus ouvidos uma certa surpresa: essas obras, publicadas em 1700, aparecem aqui em certa medida como predecessoras dos quartetos de Haydn e dos quintetos de Mozart, estes últimos com formação quase igual – dois violinos, duas violas, um violoncelo. A diferença, em termos de instrumentação, é que além dos “cinco” que dão nome às sonatas/sinfonias, aqui temos também o baixo contínuo, executado em algumas das peças com cravo e em outras apenas pelo contrabaixo com teorba, instrumento da família do alaúde.

É claro que há outras diferenças entre as seis sinfonias de Albinoni (o nome sinfonia na época se aplicava a qualquer peça com harmonia entre mais de uma voz, não fazia portanto alusão a orquestra, basta lembrar que J.S. Bach nomeou “Invenções a duas vozes e Sinfonias a três vozes” as peças para cravo que hoje são numeradas BWV 772-801) e os quintetos de cordas de Mozart ou o quinteto tardio de Schubert. Mas a semelhança notável é o diálogo interessante, inteligente, erudito, equilibrado entre as diferentes vozes dos instrumentos que ora soam individuais, ora em consonância.

Tomaso Albinoni (1671-1751):
Sinfonie a Cinque, Op. 2 (Ensemble 415, Chiara Banchini)
Sonata nº 2 em dó maior
1 Largo
2 Allegro
3 Grave
4 Allegro
Sonata nº 6 em sol menor
5 Adagio
6 Allegro
7 Grave
8 Allegro
Sonata nº 4 em dó menor
9 Grave
10 Allegro Assai
11 Adagio
12 Allegro
Sonata nº 5 em si b maior
13 Largo
14 Allegro Assai
15 Grave
16 Allegro
Sonata nº 1 em sol maior
17 Grave – Adagio
18 Allegro
19 Adagio
20 Allegro
Sonata nº 3 em lá maior
21 Grave
22 Allegro
23 Adagio
24 Allegro

Ensemble 415, Chiara Banchini (violino e direção)
Recorded: 2008, Église Évangélique Allemande, Paris, France

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“A opera seconda (op. 2) de Albinoni, publicada em Veneza em 1700 e dedicada ao Duque de Mantova, marca o fim do período de juventude do compositor. Alternando seis sonatas (ou sinfonias) com seis concertos, Albinoni marca o nascimento de uma nova linguagem. Essas obras revelam, em sua riqueza de progressões harmônicas, suas fugas e contrapontos, sua flexibilidade melódica e no rigor rítmico de suas danças, não apenas um excepcional compositor, mas também as tradições nas quais a inimitável comédia veneziana criou raízes.”
(Olivier Fourés)

Pleyel

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