A “Freiburger Barockorchester” já se consolidou há bastante tempo como um dos principais conjuntos de música barroca, tendo o grande violinista Gottfried von der Goltz como seu líder. Já trouxemos diversos CDs deles, e não canso de trazer mais. A sonoridade desta orquestra é exatamente a sonoridade que gosto de ouvir quando se trata de música barroca.
O compositor escolhido aqui é Pietro Antonio Locatelli, um italiano contemporâneo de Bach, Haendel, Vivaldi, entre tantos outros mestres do barroco.
Seis cantatas de porte médio do mestre. Nenhuma chega a ser impressionante, mas lá sempre está Bach e a interpretação da Nova Orquestra de Colônia é realmente muito boa. As Cantatas constituem o grosso da produção de Bach, mas apenas nas últimas décadas sua importância vem sendo reconhecida. Esquecidas quase por completo no século XIX, até meados do século XX somente um pequeno número delas havia sido estudado em detalhe, situação que vem mudando diante do rápido crescimento dos estudos bachianos. A maior parte delas é sacra, compostas em Weimar e principalmente Leipzig, mas ele cultivou o gênero ao longo de quase toda a sua carreira. Muitas foram perdidas por descuido de seu filho mais velho, Wilhelm. De acordo com o obituário de Carl Philipp ele compôs cinco ciclos completos para o ano eclesiástico, fora as cantatas profanas, o que representaria mais de 350 obras, mas ainda sobrevivem 194 composições neste gênero, somando um total de mais de 1.200 movimentos individuais. As de sua fase inicial são compostas segundo o modelo alemão do século XVII, sem recitativos ou árias da capo, elementos de origem operística italiana que só aparecem em suas obras maduras. Mais tarde se consolidou um formato italianizado, com uma abertura mais elaborada com coro, seguida de uma alternância de cinco ou seis árias da capo e recitativos para voz solo, encerrando com uma harmonização coral simples homofônica a quatro vozes, quando a congregação possivelmente se unia ao coro, mas mesmo aqui são encontradas muitas outras soluções técnicas e formais, incluindo fugas, cânones, variações sobre um ostinato, formas concertantes, influência da abertura francesa e do antigo moteto, além de se valerem de uma ampla gama de forças instrumentais.
J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 20, 93, 3, 10, 116 e 124
O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 20 23:53
1
I. O Ewigkeit, du Donnerwort (Chor)
3:58
2
II. Kein Unglück ist in aller Welt zu finden (Rezitativ)
0:49
3
III. Ewigkeit, du machst mir bange (Arie)
2:37
4
IV. Gesetzt, es dau’rte der Verdammten Qual (Rezitativ)
1:28
5
V. Gott ist gerecht in seinen Werken (Arie)
3:54
6
VI. O Mensch, errette deine Seele (Arie)
1:42
7
VII. Solang ein Gott im Himmel lebt (Choral)
1:26
8
VIII. Wacht auf, wacht auf, verlornen Schafe (Arie)
2:42
9
IX. Verlass, o Mensch, die Wollust dieser Welt (Rezitativ)
1:08
10
X. O Menschenkind (Duett)
2:32
11
XI. O Ewigkeit, du Donnerwort (Choral)
1:37
Wer nur den lieben Gott lässt walten, BWV 93 20:18
12
I. Wer nur den lieben Gott läßt walten (Chor)
5:35
13
II. Was helfen uns die schweren Sorgen? (Rezitativ)
2:02
14
III. Man halte nur ein wenig stille (Arie)
2:18
15
IV. Er kennt die rechten Freudesstunden (Duett)
3:16
16
V. Denk nicht in deiner Drangsalhitze (Rezitativ)
2:38
17
VI. Ich will auf den Herren schaun (Arie)
3:02
18
VII. Sing, bet und geh auf Gottes Wegen (Choral)
1:27
Ach Gott, wie manches Herzeleid, BWV 3 20:52
19
I. Ach Gott, wie manches Herzeleid (Chor)
4:06
20
II. Wie schwerlich lässt sich Fleisch und Blut (Rezitativ)
2:26
21
III. Empfind ich Höllenangst und Pein (Arie)
5:08
22
IV. Es mag mir Leib und Geist verschmachten (Rezitativ)
1:07
23
V. Wenn Sorgen auf mich dringen (Duett)
7:18
24
VI. Erhalt mein Herz im Glauben rein (Choral)
0:47
Meine Seel erhebt den Herren, BWV 10 17:58
1
I. Meine Seel erhebt den Herren (Chor)
3:13
2
II. Herr, der du stark und mächtig bist (Arie)
5:35
3
III. Des Höchsten Güt und Treu (Rezitativ)
1:13
4
IV. Gewaltige stößt Gott vom Stuhl (Arie)
2:34
5
V. Er denket der Barmherzigkeit (Duett & Choral)
2:12
6
VI. Was Gott den Vätern alter Zeiten (Rezitativ)
1:47
7
VII. Lob und Preis sei Gott dem Vater (Choral)
1:24
Du Friedefürst, Herr Jesu Christ, BWV 116 14:15
8
I. Du Friedefürst, Herr Jesu Christ (Chor)
3:51
9
II. Ach, unaussprechlich ist die Not (Arie)
2:44
10
III. Gedenke doch, o Jesu (Rezitativ)
Christoph Spering, Das Neue Orchester & Benedikt Kristjánsson
0:53
11
IV. Ach, wir bekennen unsre Schuld (Terzett)
4:34
12
V. Ach, lass uns durch die scharfen Ruten (Rezitativ)
0:55
13
VI. Erleucht auch unser Sinn und Herz (Choral)
1:18
Meinen Jesum lass ich nicht, BWV 124 12:38
14
I. Meinen Jesum lass ich nicht (Chor)
3:34
15
II. Solange sich ein Tropfen Blut (Rezitativ)
0:38
16
III. Und wenn der harte Todesschlag (Arie)
2:18
17
IV. Doch ach welch schweres Ungemach (Rezitativ)
1:04
18
V. Entziehe dich eilends, mein Herze, der Welt (Duett)
3:50
19
VI. Jesum lass ich nicht von mir (Choral)
1:14
Das Neue Orchester & Chorus Musicus Köln
Christoph Spering
Faz algum tempo que não trago alguma gravação de Herbert von Karajan, então vamos cobrir esta lacuna com esta espetacular versão da obra de Richard Strauss, “Ein Heldenleben”, ou “Vida de Herói”, se quiserem saber do que se trata a obra. O solista é Michael Schwalbé, que durante muito tempo foi spalla (líder dos violinistas de uma orquestra) da Filarmônica de Berlim. Provavelmente esta será a melhor versão que os senhores irão ouvir desta obra. Aliás, vamos reconhecer que o Kaiser era foda quando se tratava de Richard Strauss, principalmente com estas gravações realizadas ali no começo dos anos 60 (apesar de que esta gravação é de 1959), para muitos o melhor período do maestro frente a poderosa Orquestra.
Para completar o CD, a DG nos brinda com algumas das “Danças Húngaras”, de Brahms. Ainda não entendi o porquê de elas estarem aqui, talvez seja apenas economia por parte da gravadora, que não quis deixar o CD com a obra de Strauss. Vai saber o que se passa na cabeça destes produtores. Lembro que este CD faz parte da “Complete Recordings on Deutsch Grammophon” do próprio Karajan.
Portanto, deleitem-se, senhores. Com certeza um CD que leva o selo de ‘IM-PER-DÍ-VEL !!! do PQPBach.
01. Richard Strauss Ein Heldenleben op. 40 1. Der Held
02. Richard Strauss Ein Heldenleben op. 40 2. Des Helden Widersacher
03. Richard Strauss Ein Heldenleben op. 40 3. Des Helden Gefährtin
04. Richard Strauss Ein Heldenleben op. 40 4. Des Helden Walstatt
05. Richard Strauss Ein Heldenleben op. 40 5. Des Helden Friedenswerke
06. Richard Strauss Ein Heldenleben op. 40 Des Helden Weltflucht und Vollendung
07. Johannes Brahms Ungarische Tänze 1. Nr. 5 g-moll
08. Johannes Brahms Ungarische Tänze 2. Nr. 6 D-dur
09. Johannes Brahms Ungarische Tänze 3. Nr. 17 cis-moll
10. Johannes Brahms Ungarische Tänze 4. Nr. 3 F-dur
11. Johannes Brahms Ungarische Tänze 5. Nr. 1 g-moll
12. Johannes Brahms Ungarische Tänze 6. Nr. 20 e-moll
13. Johannes Brahms Ungarische Tänze 7. Nr. 19 h-moll
14. Johannes Brahms Ungarische Tänze 8. Nr 18 D-dur
Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan – Conductor
Os 24 Prelúdios e Fugas, Op. 87 por Dmitri Shostakovich é um conjunto de 24 peças para piano, uma em cada uma das notas maiores e menores da escala cromática. Claro que o estilo musical e os temas são do próprio Shostakovitch, mas a imensa peça segue a forma do Cravo Bem Temperado de Johann Sebastian Bach escrito cerca de 200 antes. Obviamente estas maravilhosas peças não foram bem recebidas por críticos soviéticos quando Shostakovich as apresentou pela primeira vez num encontro especial da União dos Compositores em maio de 1951. Os críticos expressaram rejeição à dissonância de algumas das fugas. Também disseram que a fuga, na música soviética, era muito ocidental e arcaica… Há muito mais nos 24 Prelúdios e Fugas de Shostakovich do que parece. Talvez eles causem uma impressão enganosamente árida em leituras ocasionais, mas os pianistas que se comprometem acabam demonstrando grande variedade de expressão, dando forma convincente às sutilezas do compositor. David Jalbert é faz um excelente trabalho.
Dmitri Shostakovich (1906-1975): 24 Prelúdios e Fugas, Op. 87
1. Prelude No. 1 in C major (2:35)
2. Fugue No. 1 in C major (5:09)
3. Prelude No. 2 in A minor (0:55)
4. Fugue No. 2 in A minor (1:26)
5. Prelude No. 3 in G major (1:43)
6. Fugue No. 3 in G major (1:55)
7. Prelude No. 4 in E minor (2:50)
8. Fugue No. 4 in E minor (5:47)
9. Prelude No. 5 in D major (2:08)
10. Fugue No. 5 in D major (1:53)
11. Prelude No. 6 in B minor (1:32)
12. Fugue No. 6 in B minor (4:21)
13. Prelude No. 7 in A major (1:12)
14. Fugue No. 7 in A major (2:08)
15. Prelude No. 8 in F sharp minor (1:13)
16. Fugue No. 8 in F sharp minor (5:28)
17. Prelude No. 9 in E major (2:44)
18. Fugue No. 9 in E major (1:46)
19. Prelude No. 10 in C sharp minor (1:46)
20. Fugue No. 10 in C sharp minor (5:32)
21. Prelude No. 11 in B major (1:14)
22. Fugue No. 11 in B major (2:32)
23. Prelude No. 12 in G sharp minor (4:34)
24. Fugue No. 12 in G sharp minor (3:39)
25. Prelude No. 13 in F sharp major (2:06)
26. Fugue No. 13 in F sharp major (5:27)
27. Prelude No. 14 in E flat minor (4:11)
28. Fugue No. 14 in E flat minor (2:41)
29. Prelude No. 15 in D flat major (3:07)
30. Fugue No. 15 in D flat major (1:41)
31. Prelude No. 16 in B flat minor (2:46)
32. Fugue No. 16 in B flat major (6:58)
33. Prelude No. 17 in A flat major (2:01)
34. Fugue No. 17 in A flat major (3:42)
35. Prelude No. 18 in F minor (2:00)
36. Fugue No. 18 in F minor (3:12)
37. Prelude No. 19 in E flat major (1:33)
38. Fugue No. 19 in E flat major (2:53)
39. Prelude No. 20 in C minor (3:52)
40. Fugue No. 20 in C minor (5:06)
41. Prelude No. 21 in B flat major (1:28)
42. Fugue No. 21 in B flat major (2:58)
43. Prelude No. 22 in G minor (2:36)
44. Fugue No. 22 in G minor (3:55)
45. Prelude No. 23 in F major (2:55)
46. Fugue No. 23 in F major (3:12)
47. Prelude No. 24 in D minor (3:46)
48. Fugue No. 24 in D minor (6:55)
Não deixo de ficar impressionado com a quantidade de gravações que são lançadas anualmente de Sviatoslav Richter, mesmo já passados vinte e um anos de sua morte. E não é pouca coisa: são caixas, com dez, doze, quinze, vinte e quatro CDs. Autorizadas, não autorizadas, realizadas ao vivo, em estúdio, dos tempos de sua fase soviética, dos tempos em que finalmente foi apresentado ao público ocidental, nossa, é muita coisa. Provavelmente devo ter mais cds dele do que qualquer outro intérprete que admiro do século XX, como Rubinstein, Heifetz, Oistrakh, entre outros. Passa da centena, com certeza, e talvez só não bata o meu acervo do velho kaiser, Karajan, do qual devo ter mais de trezentos CDs, modéstia a parte.
Mas muitos devem torcer o nariz, alguns podem dizer que isso é estratégia de marketing para as gravadoras desovarem seus acervos empoeirados. Pode até ser, mas agradeço aos céus ter acesso a esse acervo, a estes arquivos escondidos, a estas gravações ‘não autorizadas’ ou ‘autorizadas’. Servem para mostrar que o seu talento continua sendo reconhecido.
Essa série que ora vos trago mostra as gravações que Richter realizou pelo Selo Olympia, e que encontrávamos em algumas lojas de CDs na Avenida Paulista, lá nos idos da década de 1990. Era um perigo entrarmos naquelas lojas pois era certeza de que iriamos sair lá de dentro cheios de cds, mas com os bolsos vazios.
Neste CD temos os Prelúdios e os Etudes Tableaux de Sergey Rachmaninov, peças que creio nunca terem sido postadas por aqui. Não sei o motivo. Aqui Richter está em seu elemento, e nos oferece uma interpretação segura, madura, impecável, digna dos grandes mestres. Alguém me pediu esse CD já há algum tempo, me perdoem se não atendi naquele momento, mas finalmente, aqui está ele.
01. Études-Tableaux for piano. From Op33. No9 in C sharp minor. Grave
02. Études-Tableaux for piano. From Op33. No5 in D minor. Moderato
03. Études-Tableaux for piano. From Op33. No6 in E flat minor. Non allegro
04. From Op39. No1 in C minor. Allegro agitato
05. From Op39. No2 in A minor. Lento assai
06. From Op39. No3 in F sharp minor. Allegro molto
07. From Op39. No4 in B minor. Allegro assai
08. From Op39. No9 in D major. Allegro moderato. Tempo di marcia
09. From Op39. No7 in C minor. Lento
10. Six Preludes from Op23. No10 in F sharp minor. Largo
11. Six Preludes from Op23. No2 in B flat major. Maestoso
12. Six Preludes from Op23. No4 in D major. Andante cantabile
13. Six Preludes from Op23. No5 in G minor. Alla marcia
14. Six Preludes from Op23. No7 in C minor. Allegro
15. Six Preludes from Op23. No8 in A flat major. Allegro vivace
16. Seven Preludes from Op32. No1 in C major. Allegro vivace
17. Seven Preludes from Op32. No2 in B flat minor. Allegretto
18. Seven Preludes from Op32. No6 in F minor. Allegro appasionatto
19. Seven Preludes from Op32. No7 in F major. Moderato
20. Seven Preludes from Op32. No9 in A major. Allegro moderato
21. Seven Preludes from Op32. No10 in B minor. Lento
22. Seven Preludes from Op32. No12 in G sharp minor. Allegro
Tivemos vários lançamentos nos últimos anos de compositores como Lourié, Roslavets, Wyschnegradsky, Deshevov e Popov: ou seja, de compositores esquecidos que demonstram o bom nível da música da era soviética em estilos que foram posteriormente abandonados. Leonid Polovinkin (1894-1949) aparentemente é o próximo a ser redescoberto. Em 1914, ele entrou no Conservatório de Moscou, graduando-se uma década depois. Ele então ensinou orquestração e análise por seis anos no mesmo Conservatório antes de ingressar no Moscow Central Children’s Theatre como diretor musical. Como Roslavets, Polovinkin era um membro ativo da radical Associação de Música Contemporânea (ACM) e até criou várias obras “coletivistas”. Fez muita música para trilhas sonoras cinematográficas. Aqui tempos uma coletânea de sua obra para piano. É boa.
Leonid Polovinkin: Piano Works
1. Suite ‘Dzuba’ – 1. Introduction (1:30)
2. Suite ‘Dzuba’ – 2. Ville d’eau (1:59)
3. Suite ‘Dzuba’ – 3. Le nègre (0:43)
4. Suite ‘Dzuba’ – 4. Scène de jongleurs et valse mélancolique (4:23)
5. Suite ‘Dzuba’ – 5. Danse avec les coussins (1:48)
6. Danse lyrique op.21 No.2 (2:35)
7. Humoresque No.2 (3:45)
8. Suite ‘Les Attraits’ – 1. Regard d’adieux (1:05)
9. Suite ‘Les Attraits’ – 2. Inquiétude (0:47)
10. Suite ‘Les Attraits’ – 3. Chanson populaire d’Ukraine (1:50)
11. Suite ‘Les Attraits’ – 4. Danse populaire (3:02)
18. Deux événements op.5 – No.1: Rubato a tempo moderato (3:05)
19. Deux événements op.5 – No.2: Allegro non troppo (2:30)
20. Piano Sonata No.4 op.18 – I. Presto spirituoso (8:03)
21. Piano Sonata No.4 op.18 – II. Lento maestoso – Allegro tu… (2:20)
22. Piano Sonata No.4 op.18 – III. Finale: Allegro con brio (6:26)
Rachel Barton Pine vem se destacando já há alguns anos como uma das grandes violinistas de sua geração. Já postamos alguns cds seus aqui no PQPBach, e em todas estas postagens pudemos facilmente identificar seu talento e virtuosismo, além de uma criatividade e versatilidade únicas.
Neste pacotaço que ora vos trago, Barton Pine se junta ao lendário maestro Sir Neville Marriner e sua magnífica Academy of Saint Martin in the Fields para encarar os cinco concertos para Violino de Mozart, repertório no qual o maestro inglês é um grande especialista já há décadas. E a jovem instrumentista norte americana não teme o desafio. Ela mesma escreveu todas as cadenzas, e encara com a naturalidade e maturidade de quem já também vem tocando estas peças há bastante tempo.
Existem dezenas, quiçá centenas de opções de gravações destas obras, e é difícil termos acesso e claro, ouvirmos todas, para podermos oferecer aos senhores as melhores opções. Sempre que possível traremos outras opções, não apenas as mais antigas, mas também as atuais.
Espero que apreciem. Eu gostei bastante.
01. Violin Concerto No.4 in D K218 I. Allegro
02. Violin Concerto No.4 in D K218 II. Andante cantabile
03. Violin Concerto No.4 in D K218 III. Rondeau Andante grazioso – Allegro ma non troppo
04. Violin Concerto No.1 in B flat K207 I. Allegro moderato
05. Violin Concerto No.1 in B flat K207 II. Adagio
06. Violin Concerto No.1 in B flat K207 III. Presto
07. Violin Concerto No.3 in G K216 I. Allegro
08. Violin Concerto No.3 in G K216 II. Adagio
09. Violin Concerto No.3 in G K216 III. Rondeau Allegro
10. Violin Concerto No.5 in A K219 I. Allegro aperto
11. Violin Concerto No.5 in A K219 II. Adagio
12. Violin Concerto No.5 in A K219 III. Rondeau Tempo di menuetto
13. Violin Concerto No.2 in D K211 I. Allegro moderato
14. Violin Concerto No.2 in D K211 II. Andante
15. Violin Concerto No.2 in D K211 III. Rondeau Allegro
Rachel Barton Pine – Violin
Academy of St Martin in the Fields
Sir Neville Marriner – Conductor
16. Sinfonia concertante in E flat K364 I. Allegro maestoso
17. Sinfonia concertante in E flat K364 II. Andante
18. Sinfonia concertante in E flat K364 III. Presto
Rachel Barton Pine – Violin
Mathew Lipman – Viola
Academy of St Martin in the Fields
Sir Neville Marriner – Conductor
Na verdade, tem razão um avaliador da Amazon: If you’re not the typical connoisseur of Classical music THIS CD IS FOR YOU! Pois é um CD variado e absolutamente encantador, um dos maiores sucessos do selo Archiv. Há excelência na interpretação de cada uma das peças e conheço muita gente boa que começou a ouvir música erudita por este LP de 1985, depois tornado CD. Porque o inexperiente que é esperto não quer saber de porcaria, quer carinho e atenção de primeira qualidade. Ninguém quer nada residual, né? E esta atenção é dada em fartas quantidades por Trevor Pinnock e seu English Concert.
(Nem que seja para mostrar para aquele seu sobrinho inteligente a fim de introduzi-lo neste mundo de leituras contraditórias).
Pachelbel: Canon & Gigue
Johann Pachelbel (1653-1706)
Canon and Gigue
for 3 violins and basso continuo in D major
Simon Standage • Micaela Comberti • Elizabeth Wilcock, violin
Anthony Pleeth, violoncello
Trevor Pinnock, harpsichord
1. Canon and Gigue in D major – 1. Canon The English Concert 4:31
2. Canon and Gigue in D major – 2. Gigue The English Concert 1:20
Antonio Vivaldi (1678-1741)
Sinfonia in G major
violin I (6), violin II (6), viola (3), violoncello (2), double bass (1), harpsichord
3. Sinfonia for Strings and Continuo in G, R.149 – 1. Allegro molto The English Concert 1:50
4. Sinfonia for Strings and Continuo in G, R.149 – 2. Andante The English Concert 1:48
5. Sinfonia for Strings and Continuo in G, R.149 – 3. Allegro The English Concert 2:31
Tomaso Albinoni (1671-1750)
Concerto a cinque, op. 9 no. 2 for solo oboe and strings in D minor
David Reichenberg, oboe
violin I (4), violin II (4), viola (3), violoncello (2), double bass (1), bassoon (I), harpsichord
6. Concerto a 5 in D minor, Op.9, No.2 for Oboe, Strings, and Continuo – 1. Allegro e non presto David Reichenberg 4:28
7. Concerto a 5 in D minor, Op.9, No.2 for Oboe, Strings, and Continuo – 2. Adagio David Reichenberg 3:59
8. Concerto a 5 in D minor, Op.9, No.2 for Oboe, Strings, and Continuo – 3. Allegro David Reichenberg 3:01
Henry Purcell (1659-1695)
Chacony in G minor
violin I (4), violin II (4). viola (3), violoncello (2), double bass (1), harpsichord
9. Ciacona in G minor The English Concert 5:23
George Frideric Handel (1685-1759)
The Arrival of the Queen of Sheba (Sinfonia from “Solomon”, Act III) in B flat major
oboe I/II, violin I (6), violin II (6), viola (3), violoncello (2), double bass (1), bassoon (1), harpsichord
10. Solomon HWV 67 – Arrival of the Queen of Sheba The English Concert 3:10
Charles Avison (1709-1770)
Concerto grosso no.9 in C major/A minor
(after Domenico Scarlatti: “Lessons for the Harpsichord”)
Concertino: Simon Standage • Elizabeth Wilcock, violin
Anthony Pleeth, violoncello
violin I (4), violin II (4), viola (3). violoncello (2). double bus (1), harpsichord
11. Concerto Grosso No.9 in A minor after “Lessons for the Harpsichord” by Domenico Scarlatti – 1. Largo The English Concert 2:13
12. Concerto Grosso No.9 in A minor after “Lessons for the Harpsichord” by Domenico Scarlatti – 2. Con spirito – Andante – Con spirito The English Concert 3:07
13. Concerto Grosso No.9 in A minor after “Lessons for the Harpsichord” by Domenico Scarlatti – 3. Siciliana The English Concert 3:19
14. Concerto Grosso No.9 in A minor after “Lessons for the Harpsichord” by Domenico Scarlatti – 4. Allegro The English Concert 3:44
Joseph Haydn (1732-1809)
Concerto for Harpsichord and Orchestra in D major
Trevor Pinnock, harpsichord
oboe I/II, horn I/II, violin I (4), violin II (4), viola (2), violoncello (2), double bass (1), bassoon (1)
15. Concerto For Harpsichord And Orchestra In D Major, Hob.XVIII:11 – 1. Vivace The English Concert 7:58
16. Concerto For Harpsichord And Orchestra In D Major, Hob.XVIII:11 – 2. Un Poco Adagio The English Concert 7:48
17. Concerto For Harpsichord And Orchestra In D Major, Hob.XVIII:11 – 3. Rondo All’Ungherese The English Concert 4:38
Anthony Pleeth
David Riechenberg
Micaela Comberti
Simon Standage
Elizabeth Wilcock
Pekka Pohjola vem direto das terras geladas da Finlândia nos apresentar um sólido e consistente CD de Fusion, gravado ao vivo, em uma clara referência ao clássico álbum de Jaco Pastorius, “Heavy ´n´ Jazz”. Mas o som de Pohjola não é tão ‘sujo’ quando o de Pastorius, é mais discreto, mais ‘clean” talvez devido ao seu sangue finlandês mesmo. Pastorius sempre tocou como se fosse a última vez em que estivesse empunhando seu Fender Jazz, principalmente nos últimos anos de sua vida, como se já antecipasse sua morte, ocorrida tão precocemente.
Infelizmente, Pohjola também morreu precocemente, aos 56 anos de idade, em 2008, devido a consequências de problemas com o alcoolismo.
Uma curiosidade: Pekka Pohjola era de família de músicos, teve formação em violino e Piano na Academia Sibelius , e também chegou a compor uma Sinfonia, que estreou no final dos anos 80.
A banda que o acompanha é muito competente, e os solos seguem o padrão, discretos, sem nenhuma aula de virtuosismo exacerbado, ou apenas espanadores de cordas, como diria nosso querido PQP Bach.
Se vocês quiserem ouvir algum outro trabalho de estúdio dele, basta pedir. Tenho alguns outros cds dele. Espero que apreciem.
Para celebrar uma década de intensa colaboração musical e amizade, o super sax alto Lee Konitz (90 anos) e o excepcional pianista Dan Tepfer (36), lançam Decade, linda continuação para Duos With Lee. A dupla vem se apresentando frequentemente e aqui seu maduro senso de improviso aparece claramente em 15 peças curtas, espontâneas, que parecem surgidas do nada. De posse de uma invejável originalidade em termos de som e linguagem, a dupla toma a mesma direção e supera com facilidade qualquer possível lacuna geracional. Este aspecto torna-se imediatamente perceptível em Thrill, a iluminada e enigmática peça de abertura, que mostra Tepfer em fantástico trabalho de textura. A delicada tensão criada favorece a sintaxe de Konitz. Temos também momentos de criatividade extraordinária: Body and Soul é totalmente transformada através de harmonização e melodia alteradas; Rebounds afirma um groove contrapontístico que depois é expandido em acordes grandiosos. Num estilo deliciosamente peculiar, Konitz e Tepfer proporcionam ao ouvinte aqueles momentos verdadeiramente mágicos que os manterão suspirando de prazer. Konitz chega a cantar em algumas faixas.
Lee Konitz, Dan Tepfer: Decade
1 Thrill 2:30
2 9/11 Suite, Part 1 3:53
3 9/11 Suite, Part 2 2:40
4 9/11 Suite, Part 3 4:28
5 Pulsing Green 1:27
6 Alter Ego 3:10
7 Through The Tunnel 6:01
8 Egos Alter 1:04
9 Rebounds 4:37
10 A Place We Know 2:16
11 Pulsing Orange 1:33
12 Whirlpool 1:59
13 Ceaseless 2:39
14 Eager Altos 0:55
15 Body & Soul 6:59
Alto Saxophone, Soprano Saxophone, Voice – Lee Konitz
Piano – Dan Tepfer
Um blog amigo postou esta versão das sinfonias de Brahms há poucos dias. Mas o que posso fazer se a mesma gravação estava em minha linha de tiro? A versão de Jochum é uma resposta cheia de musicalidade e bons argumentos a esta gravação aqui, postada por nosotros em julho. Não sei avaliar bem qual é a melhor, mas escolho Jochum na Primeira sinfonia e Abbado na Quarta, só para iniciar o jogo. Porém, é importante notar que esta não é uma conversa de pigmeus. É Abbado e Jochum com Brahms; quer dizer que é um papo denso, muito denso e de gigantes. Todos.
Da coleção Originals da DG. Tudo que está ali é bom. É o The Best of The Best da gravadora. Baixa logo, tá?
Johannes Brahms (1833-1897): As Quatro Sinfonias
1. Symphony No.1 in C minor, Op.68 – 1. Un poco sostenuto – Allegro – Meno allegro 13:43
2. Symphony No.1 in C minor, Op.68 – 2. Andante sostenuto 9:36
3. Symphony No.1 in C minor, Op.68 – 3. Un poco allegretto e grazioso 4:50
4. Symphony No.1 in C minor, Op.68 – 4. Adagio – Piu andante – Allegro non troppo, ma con brio – Piu allegro 16:56
5. Symphony No.2 in D, Op.73 – 1. Allegro non troppo 14:59
6. Symphony No.2 in D, Op.73 – 2. Adagio non troppo – L’istesso tempo, ma grazioso 10:06
7. Symphony No.2 in D, Op.73 – 3. Allegretto grazioso ( Quasi andantino) – Presto ma non assai 5:40
8. Symphony No.2 in D, Op.73 – 4. Allegro con spirito 8:17
9. Symphony No.3 in F, Op.90 – 1. Allegro con brio – Un poco sostenuto – Tempo I 10:00
10. Symphony No.3 in F, Op.90 – 2. Andante 9:21
11. Symphony No.3 in F, Op.90 – 3. Poco allegretto 6:09
12. Symphony No.3 in F, Op.90 – 4. Allegro 8:59
13. Symphony No.4 in E minor, Op.98 – 1. Allegro non troppo 12:30
14. Symphony No.4 in E minor, Op.98 – 2. Andante moderato 12:05
15. Symphony No.4 in E minor, Op.98 – 3. Allegro giocoso – Poco meno presto – Tempo I 6:02
16. Symphony No.4 in E minor, Op.98 – 4. Allegro energico e passionato – Più allegro 9:51
O austríaco Alfred Brendel (1931) foi um dos melhores pianistas do século XX. Mas também foi ensaísta — escrevia sobre música — e poeta. Era especialista principalmente em Mozart, Schubert, Haydn, Beethoven e Schoenberg. Em 2008, em razão da artrite, decidiu retirar-se dos palcos. Então fez uma grande excursão pela Europa. Seu último concerto público foi em 18 de dezembro, em Viena, na Grande Sala do Musikverein. São justamente partes desta excursão que temos aqui. O velho mestre dá um show num repertório onde é craque absoluto, o da música germânica clássica e romântica. Brendel se aposentou no auge e esta gravação é uma bela recordação e uma bem-vinda coda de seu importante legado.
Brendel no túmulo de Schubert
Mozart / Haydn / Beethoven / Schubert / Bach: The Farewell Concerts (Alfred Brendel)
Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791) Piano Concerto No. 9 in E Flat Major, K.271 – “Jeunehomme”
1. 1. Allegro 10:43
2. 2. Andantino 13:17
3. 3. Rondeau (Presto) 10:45
Alfred Brendel
Wiener Philharmoniker
Charles Mackerras
Franz Joseph Haydn (1732 – 1809)
4. Variations in F Minor, Hob. XVII:6 11:38
Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791) Piano Sonata No. 15 in F Major, K. 533/494
5. 1. Allegro, K.533 7:55
6. 2. Andante, K.533 9:38
7. 3. Rondo (Allegretto), K.494 7:23
Ludwig van Beethoven (1770 – 1827) Piano Sonata No. 13 In E Flat Major, Op. 27, No. 1
1. 1. Andante – Allegro – Tempo I 4:47
2. 2. Allegro molto e vivace 2:00
3. 3. Adagio con espressione 3:05
4. 4. Allegro vivace – Tempo I – Presto 6:31
Franz Schubert (1797 – 1828) Piano Sonata No. 21 in B-Flat Major, D. 960
5. 1. Molto moderato 15:17
6. 2. Andante sostenuto 9:10
7. 3. Scherzo (Allegro vivace con delicatezza) 4:05
8. 4. Allegro ma non troppo 9:19
Ludwig van Beethoven (1770 – 1827) 7 Bagatelles, Op. 33
9. 4. Andante 3:33
Franz Schubert (1797 – 1828) 4 Impromptus, Op. 90, D. 899
10. No. 3 in G-Flat Major (Andante) 6:16
Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
11. Nun komm, der Heiden Heiland, BWV 659 (Nun komm, der Heiden Heiland, BWV 659) 5:45
Neste ano em que comemoramos os 100 da morte de Claude Debussy já fizemos diversas postagens em homenagem a esta figura única, que desenvolveu um estilo próprio e revolucionou a escrita para o piano no final do século XX.
A música de Debussy está em muito boas mãos neste CD do jovem pianista sul coreano Seon-ji Cho, primeiro sul coreano a ganhar o “International Chopin Piano Competition”, talvez o mais difícil concurso para novos talentos da atualidade, e o rapaz já foi devidamente cooptado pelo selo alemão Deutsche Grammophon. Uma bela aquisição para o selo, com certeza.
O rapaz encara aqui as dificuldades técnicas desta obras únicas, volto a repetir, e tem de mostrar aquele algo a mais que grandes pianistas do passado já mostraram.
Amamos por demais a “Suite Bergamasque” e sua indefectível “Clair de Lune” para conhecermos seus detalhes, pausas, silêncios, aquilo que tem de ser dito mas não o é. Esse é o segredo da sua interpretação, e que já foi por demais explorado. Monique Haas, Aldo Cicollini, Walter Giesseking, Martha Argerich, entre outros gigantes do piano, já nos mostraram e nos deram sua contribuição. Vamos ver o que a nova geração tem a nos dizer, e garanto que ela está muito bem representada neste CD.
01 – Images I Reflets dans l’eau
02 – Images I Hommage à Rameau
03 – Images I Mouvement
04 – Images II Cloches à travers les feuilles
05 – Images II Et la lune descend sur le temple qui fut
06 – Images II Poissons d’or
07 – Children’s Corner Doctor Gradus Ad Parnassum
08 – Children’s Corner Jimbo’s Lullaby
09 – Children’s Corner Serenade For The Doll
10 – Children’s Corner The Snow Is Dancing
11 – Children’s Corner The Little Shepherd
12 – Children’s Corner Golliwog’s Cakewalk
13 – Suite Bergamasque Prélude
14 – Suite Bergamasque Menuet
15 – Suite Bergamasque Clair de lune
16 – Suite Bergamasque Passepied
17 – L’isle joyeuse
Caros começarei este texto com uma pergunta: será que o nome de um compositor pode influenciar a manter sua música nas salas de concerto? Pensem nisso por um momento. Quantos compositores têm nomes difíceis? Existem alguns, principalmente os russos, mas nomes como Verdi, Mozart e similares são fáceis de pronunciar. Chopin é um pouco complicado, mas é agradável de se pronunciar. Que tal Scharwenka? Schar-quem-nka? Franz Xaver Scharwenka ( 6 de janeiro de 1850 em Samter, Prússia – 8 de dezembro de 1924 em Berlim) não tem um nome fácil ou agradável para se pronunciar. Ele foi um pianista , compositor e professor polonês/alemão muito respeitado. Eu conhecia sua dança polonesa número 1 op.3 (faixa 6) e só. Achei uma coleção de obras em quatro CD’s (que postarei) e fiquei maravilhado. O cara era bom! Seus concertos para piano são fenomenais. Tome Rachmaninoff, misture-o com Tchaikovsky, adicione um pouco de Schumann e você terá um concerto para piano de Scharwenka. As obras desde primeiro CD são para piano solo interpretado pela pianista Seta Tanyel, de cara percebemos uma forte influência da música de Chopin. Mas são obras originais e encantadoras. Por que, por que, por que ele não é representado nas salas de concerto, ou mesmo nas rádios ? As instituições musicais temem que as pessoas não venham ouvir um compositor com um nome nada familiar ? É possível.
O público adoraria Scharwenka? Sim, sem duvida. Ouçam e cometem, eu sinceramente não conhecia este compositor e gostei muito !
Franz Xaver Scharwenka CD1
01 Xaver Scharwenka Piano Sonata 1 op 6 – Allegro
02 Xaver Scharwenka Piano Sonata 1 op 6 – Scherzo
03 Xaver Scharwenka Piano Sonata 1 op 6 – Cantabile
04 Xaver Scharwenka Piano Sonata 1 op 6 – Allegro Molto
05 Xaver Scharwenka Impromptu op 17
06 Xaver Scharwenka Polish Dance op 3 – 1
07 Xaver Scharwenka Polish Dance op 3 – 2
08 Xaver Scharwenka Polish Dance op 3 – 3
09 Xaver Scharwenka Polish Dance op 3 – 4
10 Xaver Scharwenka Polish Dance op 3 – 5
11 Xaver Scharwenka Polonaise op 12
12 Xaver Scharwenka Waltz Eglantine op 84
13 Xaver Scharwenka Polonaise op 42
Meu deus, que disco lindo! Brahms é Brahms, quem não conhece? Bernarda Fink (Buenos Aires, 1955) é uma mezzosoprano argentina de ascendência eslovena. Ela canta absurdamente bem, tem uma voz maravilhosa. Nada menos que 31 canções de Brahms são apresentadas aqui por esta dupla soberba: a citada e requintada mezzo-soprano e o excelente pianista britânico Roger Vignoles, que já acompanhara Fink em vários discos de recital anteriores. Há momentos dramáticos (“Von ewiger Liebe”), leves (“Vergebliches Ständchen”), delicados (“An die Nachtigall”. E o que dizer de “Die Mainacht” e “Mädchenlied” (faixa 30)? Fink coloca a música sempre em primeiro plano. Fink pode ser a garota cantando sobre seu amante, mas também o caçador de “Der Jäger”. Vignoles está perfeito. A Harmonia Mundi contribui com o seu som imaculado habitual. Este disco é uma alegria e não se pode perder.
Johannes Brahms (1833-1897): Lieder
1 Bei Dir Sind Meine Gedanken
2 Wie Melodien Zieht Es Mir
3 Sapphische Ode
4 Feldeinsamkeit
5 Nachtigall
6 Verzagen
7 Alte Liebe
8 An Die Nachtigall
9 Das Mädchen Spricht
10 Dein Blaues Auge
11 Geheimnis
12 Ständchen
13 Von Ewiger Liebe
14 Der Tod, Das Ist Die Kühle Nacht
15 Auf Dem Kirchhofe
16 Die Mainacht
17 Anklänge
18 Spanisches Lied
19 Mädchenlied
20 Am Sonntag Morgen
21 Liebestreu
22 Vergebliches Ständchen
23 Das Mädchen
24 Therese
25 Mädchenlied
26 Der Jäger
27 Der Schmid
28 Der Gang Zum Liebchen
29 Sonntag
30 Mädchenlied
31 Wiegenlied
Nem lembro onde encontrei esse CD que é quase uma espécie de ‘Bach’s greatest hits for organ’ realizado pelo músico de peso que é o holandês Tom Koopman. Não estou postando esta realização destas obras porque seja “a definitiva”, sei que jamais existirá realização definitiva de nenhuma música. Mas as realizações de Koopman me pareceram bonitas e instigantes demais para não serem conhecidas ao lado de outras realizações destas mesmas obras – ainda mais que até então nosso blog só tinha Bach por Koopman como regente, e não como organista.
Umas poucas palavras sobre as obras: a Toccata e Fuga em ré menor é possivelmente a obra mais conhecida de Bach Pai – mas lamentavelmente sobretudo através do clichê caricato do cientista maluco tocando no porão do castelo enquanto comemora alguma vitória que não tardará a ser revertida pelo super-herói. Talvez por tão desgastada é que Koopman tenha se sentido provocado a dar uma interpretação diferente já do ornamento do primeiro acorde – o que com certeza irritou muitos amantes de certezas mundo afora.
A Toccata, Adagio e Fuga em Dó maior não é de modo nenhum uma obra menor que a em ré menor – talvez até pelo contrário -, então fico feliz que Koopman a haja ‘contrabandeado’ entre os ‘hits’ mais conhecidos que são a em re menor e a Passacaglia ou Passacalhe em do menor – obra que não consigo deixar de comparar com a não menos famosa Chaconne em re menor: duas séries de variações interligadas sobre um tema pra lá de enxuto, com a diferença de que a Passacalhe é complementada por uma monumental Fuga sobre o mesmo tema, enquanto a Chaconne aparece inserida em uma suíte de danças (para lá de) estilizadas. Mas o que me parece mais instigante na comparação é que essas obras tão análogas sejam destinadas a meios instrumentais tão radicalmente diversos: uma, para o único instrumento que pretende ser toda uma orquestra na mão de um só executante; a outra para um supostamente débil violino desacompanhado.
Da Pastorale não direi nada senão que está entre aquelas poucas obras para órgão que dá pra ouvir na calada da noite sem incomodar os vizinhos – e que (para quem não conhece a tradição) está composta na tonalidade de fá como todas as peças que usam o nome “pastoral”.
E quanto aos corais… bom, relembro mais uma vez que “coral” é a palavra para “hino” na tradição luterana, e que todos os “corais” instrumentais são arranjos de tais hinos, com menor ou maior quantidade de material temático complementar.
J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão
Toccata & Fugue In D Minor, BWV 565
1 Toccata 2:31
2 Fuga 5:29
Toccata, Adagio & Fugue In C Major, BWV 564
3 Toccata 5:07
4 Adagio 4:05
5 Fuga 4:26
6 Passacaglia In C Minor, BWV 582 12:50
7 Pastorale In F Major, BWV 590 12:00
6 Chorales Of Diverse Kinds (“Schübler” Chorales)
8 Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme BWV 645 4:09
9 Wo Soll Ich Fliehen Hin BWV 646 1:36
10 Wer Nur Den Lieben Gott Läßt Walten BWV 647 4:09
11 Meine Seele Erhebet Den Herrn BWV 648 3:24
12 Ach Bleib’ Bei Uns, Herr Jesu Christ BWV 649 2:19
13 Kommst Du Nun, Jesu, Vom Himmel Herunter BWV 650 3:23
Hoje, numa dessas reaparições esporádicas deste Bisnaga que vos fala, o PQPBach vem celebrar o triunfo do amor!
Estou romântico hoje e espero que, aconteça o que acontecer neste mundão de Deus, o Amor sempre vença o ódio e a intolerância.
Mas o que dizer deste Trionfo d’Amore de Francisco António de Almeida? Se prepare, caro ouvinte: estás diante de uma peça surpreendente! Sério. Quando me deparei com as obras do Almeida nessas perambulações pela internet, fiquei maravilhado à primeira audição. Almeida é um desses caras pouco conhecidos por azares da história, negligenciado, mesmo: é um baita compositor!
Francisco Antônio de Almeida nasceu por volta de 1702, provavelmente já em Lisboa. Era de família já de posses, o que lhe facilitou o acesso a uma boa educação e aos círculos aristocráticos da capital portuguesa. Portugal passava pelos seus anos de ouro quando Almeida era jovem: era do maior volume de ouro achado no Brasil, reinado de D. João V, o Magnânimo, que expandiu os intercâmbios internacionais do país. E aí repousa um fator muito importante: D. João V financiou o estudo de muitos músicos, pintores, entalhadores e arquitetos em Roma, e de lá trouxe outros tantos artífices para Portugal: a arte portuguesa se refinou e se italianizou em seu reinado, e reflexos disso vemos inclusive em obras de meados do século XVIII no Brasil. Um desses artistas que receberam bolsas para irem ao Lácio foi Francisco António. Não à toa sua obra assimilou o colorido musical e a pegada vibrante, características marcantes da escola italiana. Eu, ignorante musical que sou, arrisco dizer que há algo vivaldiano na sua música (mesmo sabendo que Vivaldi vivia no Reino do Vêneto, e não em Roma). Almeida circulou pela Corte do Rei e fez muitas composições para a mesma. Seus registros cessam depois de 1755, o que leva os estudiosos a acreditarem que ele foi uma das milhares de vítimas do grande terremoto de Lisboa daquele ano.
A peça que postamos hoje, Il Trionfo d’Amore, foi composta em 1729, logo após o retorno de Almeida de Roma, para uma celebração de uma data festiva do rei. Não é exatamente uma ópera, mas um formato que se chamou de serenata. A meio caminho entre a cantata e a ópera, não tem um grande enredo dramático, apenas um conjunto de peripécias que conduzem a uma apologia do amor verdadeiro em detrimento dos planos arquitectados pelos deuses ou pelo poder vigente. No século XVIII as serenatas eram normalmente apresentadas em versão de concerto.
A crítica do Público.pt conta-nos mais: “Il Trionfo d’Amore, uma serenata do compositor barroco português Francisco António d’Almeida, é uma obra particularmente luxuriante e atrativa com o uso de uma orquestra numerosa com cordas, oboés, flautas de bisel, trompas e a presença imponente de trompetes e coro. No último CD com os Músicos do Tejo, dedicado à serenata Il Trionfo d’Amore, encontramos o exemplo da sintonia artística entre Ana Quintans (Nerina) — a quem cabem algumas das árias mais belas como In queste lacrime, Arsindo, Specchiati — e Carlos Mena (Arsindo), bem patente no dueto “Se m’abbandoni, dolce mia speme”, pontuado por elegantes intervenções das flautas. Outros cantores portugueses de alto nível conferem um carácter distintivo a cada personagem: a soprano Joana Seara como Termosia numa grande variedade de árias, das quais se salienta Leggiadra ninfa; o tenor Fernando Guimarães, que deixa transparecer a vertente cómica de Adraste em prestações eloquentes; a meio-soprano Cátia Moreso dotada de grande verve dramática nas árias de “coloratura” de Giano (ouça-se Orride e dispietate Furie); e o baixo João Fernandes, com a sua voz poderosa, mas ao mesmo templo flexível e de dicção clara em Mirenio. Os Músicos do Tejo sublinham instrumentalmente com segurança e bom gosto a diversidade de affetti que emergem do texto e da música de Almeida e o coro Voces Caelestes é muito eficaz nas suas curtas intervenções”.
Ah, em tempo: a execução é caprichadíssima, com instrumentos de época dos valorosos Músicos do Tejo, dirigidos por Marcos Magalhães, conjunto que vem se destacando pela recuperação de obras dos séculos XVII e XVIII da Terrinha, com solistas especializados em música barroca, como a divina Ana Quintans.
Palhinha: ouça a ária In queste lacrime, Arsindo, Specchiati, citada acima:
Que o Amor sempre vença o ódio!
Ouça! Ouça! Deleite-se!
Francisco António de Almeida (1702-1755)
Il Trionfo d’Amore
Parte Prima
01. Introduzione: Sinfonia. I. Allegro
02. Introduzione: Sinfonia. II. Andante
03. Introduzione: Sinfonia. III. Allegro staccato
04. Coro: Numi eccelsi, in si bel giorno (Chorus)
05. Accompagnato: Si sospendan le vittime e gl’incensi (Termosia)
06. Aria: Bel piacer e la vendetta (Termosia)
07. Recitativo: Da qual insania trasportato Arsindo (Mirenio)
08. Aria: Si cinga il perfido (Mirenio)
09. Recitativo: Padre e signor (Adraste, Mirenio, Giano, Nerina)
10. Aria: A smorzar una favilla (Giano)
11. Recitativo: Nerina, diro mia (Arsindo, Nerina)
12. Aria: Pallidetta rosa e smorta (Nerina)
13. Recitativo: O dolcissime voci (Arsindo)
14. Aria: Se bene il gelo indura l’onda (Arsindo)
15. Recitativo: Per lo strano accidente (Adraste, Termosia)
16. Aria: Da due venti combattuto arboscel (Adraste)
17.Recitativo: Drizzate ormai gli altari per l’uman sacrificio (Mirenio, Nerina, Arsindo)
18. Duetto: Se m’abbandoni dolce mia speme (Nerina, Arsindo)
Parte Seconda
19. Recitativo: Bendate a Arsindo i lumi ministri (Mirenio, Arsindo, Nerina)
20. Aria: Ove mi conducesti, perfido ingrato amore (Arsindo)
21. Recitativo: Non accusare amore (Adraste, Arsindo, Giano)
22. Recitativo: Divinita del cielo (Nerina)
23. Recitativo: Forsennata, ove corri (Giano, Nerina)
24. Recitativo: Oh sfortunati amanti (Mirenio, Adraste, Termosia, Arsindo, Giano)
25. Aria: Orride e dispietate furie (Giano)
26. Recitativo: Mi morre in sen la speme (Termosia, Adraste)
27. Aria: Leggiadra ninfa (Termosia)
28. Recitativo: Amabile Nerina, la tua pieta mi pesa (Arsindo, Nerina)
29. Aria: In queste lacrime, Arsindo specchiasti (Nerina)
30. Recitativo: Bella Termosia (Adraste, Termosia)
31. Duetto: Ecco bell’idol mio (Termosia, Adraste)
32. Recitativo: Ma di quale divino e profetico lume (Mirenio, Adraste, Giano, Termosia)
33. Aria: Se la mente offusca e ingombra (Mirenio)
34. Recitativo: Eterni numi, oh quanto son diversi dagli umani disegni (Giano, Arsindo)
35. Duetto: Dopo lacrime tante (Nerina, Arsindo)
36. Recitativo: Ma perche sia perfetto (Mirenio, Adraste)
37. Aria: All’alto trono del Dio di Gnido (Adraste)
38. Recitativo: Quel siano de ciel l’alti decreti (Mirenio)
39. Coro: A te la gloria a te il trionfo (Chorus)
Ana Quintans, soprano – Nerina, prometida a Adraste, apaixonada por Arsino
Carlos Mena, contratenor – Arsindo, amor secreto de Nerina
Joana Seara, soprano – Termosia, apaixonada por Arsino
Fernando Guimarães, tenor – Adraste, prometido a Nerina
Cátia Moreso, mezzo-soprano – Giano, minitro e pai de Nerina
João Fernandes, baixo – Mirenio, sumo-sacerdote
Voces Caelestes, coro
Os Músicos do Tejo
Marcos Magalhães, regente
Sinopse das árias
1-3 – introdução
4 – O coro chama os deuses a descer e abençoar o casal feliz, prestes a se unir em casamento.
5 – Termosia intervém, convidando o pedindo a cessar seus sacrifícios: Arsindo, vestido com roupas de mulher, está violando a natureza sagrada do templo e deve, portanto, pagar a pena da morte.
6 – Ela continua com uma ária de vingança e justiça.
7 – O sacerdote Mirenio procura saber que loucura levou Arsindo a ofender o templo, prometendo a todos os deuses, a quem ele é ministro, que Arsindo deve pagar a pena da morte.
8 – Em uma ária ele pede que Arsindo seja preso e condenado por seu sacrilégio.
9 – Adaste interrompe o sacerdote, com medo de que o atraso impeça que a previsão dos oráculos seja cumprida, mas Mirenio insiste que Nerina foi destinada pelos deuses a se casar com ele (Adraste), e pede–lhe que fique calmo. O pai de Nerina, Giano, intervém, vendo o templo e os altares profanados, e Nerina pergunta como a deusa vingativa pode ser invocada, para o que Giano sugere a oferta de incenso e orações.
10 – Em uma ária, Giano aponta que uma gota de água pode extinguir uma faísca, mas o mar é necessário para sufocar uma chama maior; todo o sangue de Arsindo deve ser derramado para aplacar a ira dos deuses.
11 – Arsindo busca pena de Nerina, que o tranquiliza.
12 – Em sua ária, ela canta que, como a rosa pode ficar pálida no chão, mas pode reviver com água, a bondade pode restaurar a vida.
13 – Suas palavras trazem vida novamente para Arsindo.
14 – Ele conta como a água pode ser congelada, mas a corrente está livre para correr novamente; então ele espera que sua sentença de morte seja revogada, através de sua amada e justa, sua estrela.
15 – Adraste, em um recitativo, descobre que não pode explicar a esperança e o medo em seu coração, enquanto Termosia garante que ele verá seu rival Arsindo ser punido; ele teme a todo momento que sofrerá a dolorosa perda de sua esposa.
16 – Em uma ária, ele encontra seu coração, como um broto balançado por ventos conflitantes, dividido entre esperança e medo.
17 – Mirenio pede aos ministros do templo que preparem os altares para o sacrifício humano e que as ninfas e os pastores cantem para aplacar a grande deusa. Nerina pergunta onde essas pessoas cruéis estão levando seu amado Arsindo e este lhe diz que ele está sendo levado para a morte.
18 – Arsindo e Nerina prometem seu amor, enquanto ele dá um último adeus e ela implora para que ele não morra.
19 – Mirenio diz aos ministros para cobrirem a testa de Arsindo com cipreste e o seu (???) com hissopo, pois o azarado shephed agora se ajoelha diante do altar e descobre o pescoço do sacrificado para o machado. Arsindo obedece imediatamente, enquanto Nerina lamenta o destino se aproximando de seu amante. Arsindo entrega-se à sua justa Nerina enquanto aguarda o golpe fatal.
20 – Em sua seguinte ária, Arsindo procura saber onde o amor ingrato o levou, mas o amor mais selvagem e a morte mais temerosa nunca podem derrotar sua constância.
21 – Em um recitativo, Adraste diz a Arsindo que não culpe o amor, mas a si mesmo. Ele é interrompido por Arsindo, que afirma que o deus de Delos sempre foi favorável ao seu afortunado rival. Adraste afirma que o céu favorece aqueles que observam sua lei, enquanto Giano sente pena.
22 – Nerina lamenta a injustiça dos deuses que não sentem piedade, enquanto ela está pronta para satisfazer com seu próprio sangue o céu e o inferno, antes que seu amada morra.
23 – Giano procura saber para onde vai, em sua loucura, enquanto está pronta para se sacrificar; ela pede a morte, ou o retorno de seu fiel Arsindo: ela morrerá por ele ou se casará com ele.
24 – Em um recital Mirenio condena o par infeliz, Adraste lamenta a traição de Nerina, e Termosia chora os infortúnios do destino, Arsindo anseia pela vida, e Giano reprova a infidelidade de sua filha.
25 – Em sua ária, Giano se dirige às fúrias terríveis e impiedosas da cruel Avernus, procurando saber por que, aos pés de seu pai miserável, elas não destroem o coração sacrílego de uma mulher desumana; por que as estrelas tirânicas demoram a punir Nerina?
26 – A esperança de Termosia de ter Arsindo morre em seu seio, enquanto Adraste se pergunta se esta pode ser a linda ninfa que ele viu em seu levar Nerina e com sua flecha atingir seu coração. No seio de Termosia, Adraste desperta uma centelha de amor, e ele pergunta aos deuses no alto porque ele não sente mais o insulto de Nerina e seu coração queima por essa ninfa; ele exige uma resposta do amor.
26 – Termosia diz a ele que, se sua mente não a engana, ela está apaixonada por ele.
27 – Termosia reflete sobre as mudanças do amor.
28 – Arsindo pergunta a Nerina se ela lhe oferece vida e diz que ela deve morrer com ele ou ser sua esposa.
29 – Ela diz a ele que ele verá sua própria imagem, impressa em seu coração, agora refletida em suas lágrimas.
30 – Adraste se dirige para Termosia, destinada a ser dele, como visto em seu sonho, e ela queima com amor por ele, uma alegria inesperada.
31 – Eles cantam juntos o amor e o prazer, comprometendo a fé um com o outro.
32 – Mirenio procura saber como o sol brilha com luz divina e profética na noite profunda; agora é revelado que Arsindo não é culpado, mas é de fato o homem verdadeiramente destinado pela profecia oracular para casar Nerina; ele pede ao feliz casal que venha ao altar, à maravilha de Giano e à aprovação de Termosia. Mirenio, em sua ária, canta a escuridão da sombria melancolia dissipada pela luz serena, trazendo alegria após a tristeza.
33 – For Para Giano, os decretos dos deuses eternos são diferentes dos desenhos mortais e Arsindo mal consegue acreditar no que está acontecendo.
34 – Em um dueto Nerina e Arsindo cantam seu amor constante e sua fé inconquistada após tais lágrimas, tais suspiros.
35 – Mirenio declara que Adraste e Termosia devem, pela vontade dos deuses eternos, ser unidos em casamento. Adraste dá graças aos deuses e promete constância e fé ao seu amado.
36 – No trono do deus de Cnydos, ele promete amor à sua amada esposa.
37 – Mirenio diz a Giano, as ninfas e os pastores que ouviram os decretos do céu, casamentos abençoados por Cynthia, Jove, Calypso, Fate e Love.
38 – Um refrão final elogia a vitória do deus de Delos e o triunfo do amor.
Parece que beleza não era a maior qualidade do Francisco António de Almeida
Sim, sinestesia. Ivan Vishnogradsky ou Wyschnegradsky (1893-1979) foi um compositor russo que viveu boa parte de sua vida em Paris. Associou as seguintes cores às 12 notas musicais:
DÓ = vermelho
DÓ sustenido = vermelho alaranjado
RÉ = laranja
RÉ sustenido = amarelo alaranjado
MI = amarelo
FÁ = amarelo esverdeado
FÁ sostenido = verde
SOL = verde azulado
SOL sostenido = azul
LÁ = azul violetado
LÁ sostenido = violeta
SI = violeta avermelhado
Tendo isso por base, Wyschnegradsky se dedicou a um grande projeto, uma cúpula hemisférica de 18 m de diâmetro contendo milhares de células geradas por luzes coloridas seguindo o som das notas musicais.
Well, este disco tem um narrador cuja voz é ornamentada pela orquestra. Wyschnegradsky compôs a música e escreveu o texto. Tudo muito metafísico e humanista, pero louquinho. Depois, há uma série de entrevistas com o compositor. Bem coisa de francês, eles não calam a boca.
Ivan Wyschnegradsky (1893-1979): La Journée de l’Existence (Confissões da vida antes da vida para orquestra, coro ad libitum e narrador — letra e música de Ivan Wyschnegradsky)
01 la journée de l’existence 1° partie 27min28 02 la journée de l’existence 2° partie 25min11
03 entretien d’ivan wyschnegradsky avec daniel charles – janvier 1978 (extrait) 02min09 04 – 13 entretiens d’ivan wyschnegradsky avec robert pfeiffer, enregistrés le 1er mars 1976 et diffusés du 8 juillet au18 août 1977 sur france-culture (extraits) 16min29
Narrador – Mario Haniotis
Orchestra – Nouvel Orchestre Philharmonique De Radio-France
Regente – Alexandre Myrat
Este CD é simplesmente sensacional e olha que eu não sou exatamente um mozartiano. Como já disse, gosto que haja mais vísceras, sangue e drama. Não gosto de nada que não seja complexo ou sujo. Nesta época, Mozart já tinha dívidas, então temos aqui aquelas pitadinhas de realidade que apareceriam no trecho final de sua obra e fariam sua obra ficar cada vez melhor.
O trabalho do quarteto Alban Berg é extraordinário. Confira!
1. String Quartet No.18 In A Major, K.464 (Allegro)
2. String Quartet No.18 In A Major, K.464 (Menuetto Trio)
3. String Quartet No.18 In A Major, K.464 (Andante)
4. String Quartet No.18 In A Major, K.464 (Allegro)
5. String Quartet No.19 In C Major, K.465 (Adagio Allegro)
6. String Quartet No.19 In C Major, K.465 (Andante Cantabile)
7. String Quartet No.19 In C Major, K.465 (Menuetto: Allegro Trio)
8. String Quartet No.19 In C Major, K.465 (Allegro)
Sandrine Piau (Pygmalion) Agnès Mellon (Nélée et Myrthis) Les Arts Florissants, dir, William Christie
Pigmalion é uma ópera de um ato de Jean-Philippe Rameau na forma de um ato de ballet, apresentado pela primeira vez em 27 de agosto de 1748, na Ópera de Paris. O libreto é de Ballot de Sauvot. O trabalho tem sido geralmente considerado como o melhor das peças de um ato de Rameau. Dizem que ele compôs o trabalho em oito dias.
A história é baseada no mito de Pygmalion, contado em Metamorfoses de Ovídio. Na versão de Rameau e Ballot de Sauvot, o escultor Pigmalion cria uma bela estátua para a qual ele declara seu amor. Sua namorada, Céphise, implora por atenção; Pigmalion a rejeita e pede à deusa Vênus que traga sua estátua para a vida. Magicamente a estátua anima, canta e dança; Cupido chega e elogia Pigmalion por sua arte e fé em seus poderes. Muita dança comemorativa e canto segue, atestando o poder do amor. O Cupido encontra outro amante para Céphise. (ex internet)
.oOo.
Nélée et Myrthis (ou Mirthis) é uma ópera de um ato de Jean-Philippe Rameau na forma de um ato de ballet. Pouco se sabe sobre o seu passado: a partitura pode estar incompleta e nunca foi encenada no tempo de vida de Rameau. A primeira performance conhecida ocorreu na Victoria State Opera, em Melbourne, Austrália, em 22 de novembro de 1974. Nélée et Myrthis pode ter sido destinada a fazer parte de uma ópera-ballet maior a ser chamada de Les beaux jours de l’Amour. O nome do libretista é desconhecido, mas foi provavelmente o colaborador frequente de Rameau, Louis de Cahusac.
O atleta Nélée está prestes a comemorar seu triunfo nos Jogos Argivos. Há muito tempo ele está apaixonado pela poeta Myrthis, mas finalmente anuncia que está cansado de sua indiferença (Air: “Un amant rebuté”). Como vencedor nos jogos, sua recompensa é a chance de pedir qualquer coisa que ele desejar. Myrthis acredita que Nélée irá escolhê-la (Air: “Jouissons de la liberté”), mas ele diz a ela que tem um novo amor, Corinne. Myrthis, que tem estado secretamente apaixonada por Nélée o tempo todo, agora está destroçada de ciúmes (Air: “Malgré le penchant le plus tendre”). Nélée aguarda com expectativa o seu triunfo (Air: “Théâtre des honneurs”). Em seu papel como poeta, Myrthis é forçada a liderar as celebrações da vitória (Air and chorus: “Muses, filles du ciel”). Ela pede a Nélée para fazer sua escolha e, para sua surpresa, ele a nomeia; ele estava apenas fingindo amar Corinne para punir Myrthis por seu orgulho. A ópera termina em comemoração (Refrão: “Amour, sois le prix de la gloire”). (ex internet)
01. Pygmalion – acte de ballet (1748) – Ouverture 02. Pygmalion – Scène 1. “Fatal Amour, cruel vainqueur” (Pygmalion) / Scène 2. “Pygmalion, est-il possible” (Céphise, Pygmalion) / Scène 3. “Que d’appas ! Que d’attraits! Sa grâce enchanteresse” (Pygmalion, La Statue) 03. Pygmalion – Scène 3. “De mes maux, à jamais” (Pygmalion, La Statue) 04. Pygmalion – Scène 4. “Du pouvoir de l’Amour” (L’Amour) 05. Pygmalion – Scène 4. Les différents caractères de la danse (Air. Très lent ; Gavotte gracieuse ; Menuet ; Gavotte gaie ; Chaconne vive ; Loure très grave Passepied vif (Les Grâces) ; Rigaudon. Vif ; Sarabande pour la Statue) 06. Pygmalion – Scène 4. Tambourin. Fort et vite ; “Cédons, cédons à notr’impatience” (Chœur du Peuple) / Scène 5. “Le peuple dans ces lieux s’avance” (Pygmalion) 07. Pygmalion – Scène 5. Air gay 08. Pygmalion – Scène 5. “L’Amour triomphe, annoncez sa victoire” (Pygmalion, Chœur) 09. Pygmalion – Scène 5. Pantomime niaise et un peu lente ; Deuxième Pantomime très vive 10. Pygmalion – Scène 5. “Règne, Amour, fais briller tes flammes” (Pygmalion) 11. Pygmalion – Scène 5. Air gracieux. (Pour les Grâces, Jeux et Ris) ; Rondeau Contredanse 12. Nélée et Myrthis – acte de ballet – Scène 1. Prélude ; “Oui, Myrthis, je ne saurais feindre” (Nélée, Myrthis) 13. Nélée et Myrthis – Scène 1. “Jouissons de la liberté” (Myrthis) 14. Nélée et Myrthis – Scène 1. “Ah! pour vivre heureux sans aimer” (Nélée, Myrthis) 15. Nélée et Myrthis – Scène 2. “Qu’entends-je! Ô Dieux! Corinne!… Il me fuit, l’infidèle” (Myrthis) / Scène 3. “Vos projets sont remplis” (Corinne, Myrthis) 16. Nélée et Myrthis – Scène 3. “Tout retentit dans ce séjour” (Corinne, Myrthis) 17. Nélée et Myrthis – Scène 3. “Noble fierté, digne partage” (Myrthis) 18. Nélée et Myrthis – Scène 4. “Théâtre des honneurs que m’offre la victoire” (Nélée) 19. Nélée et Myrthis – Scène 4. Annonce ; “Quels divers mouvements m’agitent tour à tour?” (Nélée) 20. Nélée et Myrthis – Scène 5 – Entrée de triomphe. “Muses, filles du ciel, dont les chants glorieux” (Myrthis, Chœur) 21. Nélée et Myrthis – Scène 5. Chaconne ; “Faites un choix digne de vous” (Chœur) ; Duo: “C’est la victoire la plus belle” (Deux Argiennes) 22. Nélée et Myrthis – Scène 5. “C’en est fait, et je vais répondre à votre zèle” (Nélée, Myrthis) 23. Nélée et Myrthis – Scène 5. “Amour, sois le prix de la gloire!” (Myrthis, Nélée, chœur)
Rameau – Pygmalion & Nélée et Myrthis – 1992 Les Arts Florissants, dir. William Christie
– Sandrine Piau: L’Amour, toujours l’amour! [suspiros]Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.
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A Missa solemnis (Missa solene), Op. 123, foi composta no período entre 1819-1823. Foi estreada em 7 de abril de 1824 em São Petersburgo sob os auspícios de um patrono de Beethoven, o príncipe Nikolai Galitzin. Uma execução incompleta foi feita em Viena em 7 de maio do mesmo ano, quando o Kyrie, o Credo e o Agnus Dei foram dirigidos pelo compositor.
Gosto, mas não morro de amores por ela, que é geralmente considerada uma das obras supremas de Beethoven. Ela representaria Beethoven no apogeu da sua capacidade criativa, mas não tem a popularidade que gozam muitas das suas sinfonias e sonatas. Escrita ao mesmo tempo que a 9ª Sinfonia, é a segunda missa composta por Beethoven, sendo a outra a Missa em Dó Maior, Op. 86, obra menos admirada.
Só que Gardiner e sua turma fazem um trabalho tão bom que quase achamos tratar-se mesmo de uma obra-prima.
Ludwig van Beethoven (1770-1827): Missa Solene, Op. 123
1. Kyrie 8:50
2. Gloria 16:26
3. Credo 17:29
4. Sanctus 15:17
5. Agnus Dei 13:40
Charlotte Margiono,
Catherine Robbin,
William Kendall,
Alastair Miles,
Elizabeth Wilcock,
Alastair Ross,
The Monteverdi Choir,
Orchestre Révolutionnaire et Romantique,
John Eliot Gardiner.
A magnífica Terceira Sinfonia de Schumann fecha nossa ‘integral’ das sinfonias do grande compositor do romantismo alemão nas mãos de Leonard Bernstein. Considero este CD absolutamente imperdível, o maestro norte americano está por demais inspirado frente à espetacular Filarmônica de Viena. Explora com paixão e emoção todas as nuances da obra, extraindo dela toda a emoção que está inserida em suas notas.
De quebra, além da Sinfonia “Renana” o CD também traz uma belíssima versão do Concerto para Piano, op. 54 que tem o pianista polonês Justus Franz como solista. Lhes garanto a qualidade. Papa finíssima, vale cada minuto de sua audição.
01. Symphony No. 3 in E flat major, Op. 97 ‘Rhenish’, – 1. Lebhaft
02. Symphony No. 3 in E flat major, Op. 97 ‘Rhenish’, – 2. Scherzo (Sehr mäßig)
03. Symphony No. 3 in E flat major, Op. 97 ‘Rhenish’ – 3. Nicht schnell
04. Symphony No. 3 in E flat major, Op. 97 ‘Rhenish’ – 4. Feierlich
06. Piano Concerto In A Minor, Op.54, 1. Allegro affectuoso
07. Piano Concerto In A Minor, Op.54, 2. Intermezzo
08. Piano Concerto In A Minor, Op.54, 3. Allegro vivace
Justus Franz – Piano
Wiener Philharmoniker
Leonard Bernstein – Conductor
Em 1725, colonos franceses em Illinois enviaram o chefe Agapit Chicagou, da tribo Mitchigamea, e cinco outros chefes a Paris. Em 25 de novembro de 1725, eles se encontraram com o rei Luís XV. Chicagou teve uma carta lida solicitando uma aliança com a coroa. Mais tarde, eles dançaram três tipos de danças no Théâtre-Italien, inspirando Rameau a compor seu rondeau Les Sauvages da peça Les Indes Galantes. (ex internet)
Les Indes galantes, Opéra-ballet composto por Jean-Philippe Rameau que estreou em Paris em 23 de agosto de 1735. Em atividade na França durante a era barroca, Rameau compunha tanto para o entretenimento do rei Louis XV como para o público. Les Indes Galantes foi escrito para entretenimento público, integrando elementos instrumentais, vocais e de dança em uma única diversão noturna. (Obras híbridas desse tipo – de preferência um cenário exótico, trajes e cenários suntuosos e maquinário de palco elaborado – eram populares durante o período barroco.)
Les Indes galantes (“As Índias Amorosas” – regiões destinadas a representar qualquer lugar pouco conhecido e, portanto, exótico) – foi a segunda das muitas óperas de Rameau. Ele estreou no Paris Opéra e foi apresentado mais de 60 vezes em seus dois primeiros anos, mas Rameau fez uma série de revisões, com repetidas estréias subseqüentes. No final, este trabalho foi a composição mais popular em sua obra.
Rameau – Les Indes Galants – 1991
Les Arts Florissants, dir. William Christie
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Lembrei do Rubinstein esses dias… após o Roger Waters (Pink Floyd) se posicionar sobre a grave situação brasileira, se arriscando a levar vaias de parte da classe média paulistana e do nosso digníssimo Ministro da Cultura, que disse: “A gente não consegue mais ir a um show ou ver um filme sem que haja algum tipo de manifestação política.”
Deixo vocês com uma reportagem de 1964 e em seguida com a postagem original do Carlinus sobre um dos grandes pianistas do século XX. Rubinstein, Roger Waters e o ministro de Temer, quem será que está certo?
Músicos protestam contra a exclusão de negros das salas de concerto
O pianista Julius Katchen, que toca frequentemente na Europa e na Ásia, disse que a segregação é “uma fonte profunda de vergonha e constrangimento” para os norte-americanos no exterior.
Com o projeto de lei dos direitos civis agora no Congresso*, ele afirmou, “torna-se o dever de todos os artistas se recusarem a tocar em auditórios onde políticas de segregação são praticadas”.
Apesar de Arthur Rubinstein não ter chegado tão longe a ponto de endossar um boicote organizado, ele disse que os jovens artistas que se manifestaram contra a segregação deram “um passo certo e natural”.
Os perigos para uma sociedade livre, ele disse, são “apatia e complacência” em face da injustiça. Rubinstein disse que, como judeu, ele experimentou pessoalmente as consequências dolorosas do preconceito.
Ele discordou fortemente de uma declaração do pianista alemão Hans Richter Haaser de que os músicos deveriam se distanciar dos problemas raciais e políticos. “Os músicos também são seres humanos”, disse Rubinstein, “e eles têm a mesma responsabilidade moral que todo mundo em relação à sua sociedade.”
(Canadian Jewish Review, May 8, 1964, p.5)
*A Lei dos Direitos Civis (Civil Rights Act, em inglês), que pôs fim aos diversos sistemas de segregação racial, foi promulgada em 2 de julho de 1964
Esta série da RCA é espantosa. Têm gravações absurdas. Coisas realmente atordoantes. E este CD, por exemplo, que ora posto, é maravilhoso. A qualidade do áudio é ímpar.
Acredito que tenha mais de um ano que eu queria postá-lo. O disco possui um conjunto que dispensa comentários. Três compositores que souberam impingir um traço fantástico ao piano – Saint-Saëns, Franck e Liszt. Ou seja, o melhor que se produziu na segunda metade do século XIX. E ao piano, Arthur Rubinstein, um dos maiores pianistas e virtuoses do século XX. Das peças do post, gosto particularmente do Concerto No. 2 de Saint-Saëns. A obra é repleta de passagens belíssimas. Um bom deleite!
Camille Saint-Säens (1835-1921) – Concerto No. 2 in G minor, Op. 22
01. Andante sostenuto
02. Allegro scherzando
03. Presto
César Franck (1822-1890) – Symphonic Variations
04. Poco allegro
05. Allegro non troppo
Franz Liszt (1811-1886) – Concerto No. 1 in E Flat*
06. Allegro maestoso
07. Quasi adagio
08. Allegretto vivace
09. Allegro marziale animato
Symphony of the Air
*RCA Victor Symphony Orchestra
Alfred Wallenstein, regente
Arthur Rubinstein, piano
Um espanto este álbum com obras de Brahms interpretadas pela genial violinista russa Viktoria Mullova. O álbum duplo foi “montado” pegando os melhores registros que estavam espalhados em três discos lançados em separado anteriormente. Então, temos uma das melhores integrais das Sonatas para Violino e Piano, o ESPLÊNDIDO Piano Trio Nº 1 e uma grandes versões de um dos mais belos Concertos para Violino jamais escritos. Nas gravações, ela é acompanhada apenas por Piotr Anderszewski nas Sonatas, por Andre Previn e Heinrich Schiff no Trio e por Abbado e a Filarmônica de Berlim no Concerto. Não dá para pedir mais, né?
Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino 1-3 / Trio para Piano Nº 1, Op. 8 / Concerto para Violino, Op. 77
1. Sonata No. 1 in G, Op. 78: Vivace Ma Non Troppo
2. Sonata No. 1 in G, Op. 78: Adagio
3. Sonata No. 1 in G, Op. 78: Allegro Molto Moderato
4. Sonata No. 2 in A, Op.100: Allegro Amabile
5. Sonata No. 2 in A, Op.100: Andante Tranquillo – Vivace – Andante – Vivace Di Piu – Andante – Vivace
6. Sonata No. 2 in A, Op.100: Allegretto Grazioso (Quasi Andante)
7. Sonata No. 3 in d, Op.108: Allegro
8. Sonata No. 3 in d, Op.108: Adagio
9. Sonata No. 3 in d, Op.108: Un Poco Presto E Con Sentimento
10. Sonata No. 3 in d, Op.108: Presto Agitato
Viktoria Mullova
Piotr Anderszewski
1. Piano Trio in B, Op.8: 1. Allegro con brio
2. Piano Trio in B, Op.8: 2. Scherzo. Allegro molto
3. Piano Trio in B, Op.8: 3. Adagio
4. Piano Trio in B, Op.8: 4. Allegro
Viktoria Mullova
Andre Previn
Heinrich Schiff
1. Violin Concerto In D, Op.77: No.1 Allegro non troppo
2. Violin Concerto In D, Op.77: No.2 Adagio
3. Violin Concerto In D, Op.77: No.2 Allegro giocoso, ma non troppo vivace-Poco piu presto
Viktoria Mullova
Berlin Philharmonic Orchestra
Claudio Abbado