Jan Sibelius – Kullervo, op. 7 – Karitta Matila, Jorma Hynninen, Gothenburg Symphony Orchestra, Neeme Järvi

frontSibelius denominou essa obra como um “Poema Sinfônico para Orquestra, Solistas e Coro”. Trata-se de obra de juventude, o compositor tinha pouco mais de vinte e cinco anos de idade quando o compôs, e estava fortemente inspirado na época pelo folclore e cultura de seu pais.
Gostei muito dessa versão do maestro Neeme Järvi, nos tempos em que ele dirigia a Sinfônica de Gothenburg. A orquestra pode ser sueca, o maestro pode ser letão, mas tanto o magnífico coral quanto os solistas são finlandeses. O booklet que segue em anexo traz maiores detalhes sobre a obra e sobre os solistas.

1. Introduction. Allegro Moderato
2. Kullervo’s Youth. Grave
3. Kullervo And His Sister. Allegro Vivace
4. Kullervo Goes To War. A La Marcia
5. Kullervo’s Death. Andante

Karita Mattila – Soprano
Jorma Hynninen – Baritone
The Laulun Ystävät Male Choir
Gothenburg Symphony Orchestra
Neeme Järvi – Conductor

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Richard Strauss (1864-1949): Assim Falou Zaratustra (Also Sprach Zarathustra), Jean Sibelius (1865-1957) – Valsa Triste e Sinfonia No. 2 in D major, Op. 43

Richard Strauss (1864-1949): Assim Falou Zaratustra (Also Sprach Zarathustra), Jean Sibelius (1865-1957) – Valsa Triste e  Sinfonia No. 2 in D major, Op. 43

Mariss JansonsHá músicas e compositores que possuem um poder inebriador, enfeitiçador, sobre cada um de nós. Há, por sua vez, outros que não chamam a atenção. Com relação a isso, posso afirmar que já tentei ouvir dezenas de vezes a música de Rossini, Johann Strauss e um pouco de Wagner. E olhe que cheguei até a comprar CDs dos três compositores, para que ninguém diga que é uma implicação boba. Acho-os chatões de galocha. O mais suportável deles é o Rossini. Johann Strauss é enfadonho; e Wagner é um “mastodonte megalomaníaco”, que entedia nos primeiros acordes. Claro, peço perdão àqueles que gostam desses compositores. Esboço aqui um ponto de vista pessoal. Para se ter uma ideia, possuía um outro compositor em minha lista de sacrílegos — Rachmaminov –, mas após ouvi-lo com mais atenção, o russo saiu do purgatório. Ainda não entrou no paraíso, mas já começa a ser cortejado pelos anjos que guardam os portões da eternidade. Mais uma vez: uma opinião pessoal. Com relação às peças que nos marcam, posso afirmar que há nesta postagem duas delas. O poema sinfônica Assim falou Zaratustra de um outro Strauss, o Richard, e a Sinfonia no. 2 de Jean Sibelius. Com relação à peça de Richard Strauss, acredito que seja uma das mais conhecidas e celebradas no século XX. É só assistir à película 2001, uma odisséia no espaço, de Kubrick. Strauss compôs a peça no ano de 1896. É um dos primeiros trabalhos feitos para homenagear Nietzsche — embora este estivesse com uma paralisia geral à essa época. Mas, ele deve ter ouvido as notícias referentes a essa homenagem feito pelo compositor. A filosofia do futuro avivava-se. Com relação à outra peça da postagem — a Sinfonia no. 2 de Sibelius — tenho uma relação de carinho para com ela. Começou a ser composta em 1900. É um trabalho belíssimo que exalta o seu país, a Finlândia. O trabalho enfoca a luta do povo finlândes contra a opressão russa. Ficou conhecida, alternativamente, como Sinfonia da Independência. É uma sinfonia de espiríto grandioso, de exaltação. A condução desses dois registros é executada por Maris Jansons, um maestro letão, de ótimo nível. A gravação é ao vivo. Uma boa apreciação!

Richard Strauss (1864-1949) – Assim Falou Zaratustra (Also Sprach Zarathustra)

01. Einleitung (Introdução), ou nascer do sol
02. Von den Hinterweltlern (Dos Antigos Homens)
03. Von der großen Sehnsucht (Da Grande Saudade)
04. Von den Freuden und Leidenschaften (Das Alegrias e Paixões)
05. Das Grablied (O Túmulo-Canção)
06. Von der Wissenschaft (Da Ciência)
07. Der Genesende (A Convalescença)
08. Das Tanzlied (A Dança-Canção)
09. Nachtwandlerlied (Canção do Sonâmbulo)

Jean Sibelius (1865-1957) – Valsa Triste
10. Valsa Triste

Sinfonia No. 2 in D major, Op. 43
11. Allegretto – Poco allegro – Tranquillo, ma poco a poco revvivando il tempo al allegro
12. Tempo andante, ma rubato – Andante sostenuto
13. Vivacissimo – Lento e suave – Largamente
14. Finale: (Allegro moderato)

Bavarian Radio Symphony Orchestra
Mariss Jansons, regente

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Sieblius ri: "Hahahaha Até Strauss sabe que eu sou mais compositor do que ele!"
Sibelius ri: “Hahahaha, Até Strauss sabia que eu era mais compositor do que ele!”

Carlinus

Jean SIbelius (1865-1957) – Symphonies & Orchestral Works – CD 3 de 5 – Barbirolli

frontA história da Hallé Orchestra está profundamente ligada à figura de Sir John Barbirolli. Foi ele quem a reestruturou durante o período da Segunda Guerra e a modelou, a tornando uma das principais orquestra inglesas. Por esse motivo que o maestro tinha um carinho tão especial por ela, e com ela realizou já no final de sua longa vida essa integral das sinfonias de Sibelius.

Neste terceiro cd da coleção, temos a segunda e a terceira sinfonias, duas de suas mais conhecidas obras.

 

01. Symphony No. 2 in D, Op. 43 I. Allegretto
02. Symphony No. 2 in D, Op. 43 II. Tempo Andante
03. Symphony No. 2 in D, Op. 43 III. Vivacissimo
04. Symphony No. 2 in D, Op. 43 IV. Finale
05. Symphony No. 3 in C, Op. 52 I. Allegro moderato
06. Symphony No. 3 in C, Op. 52 II. Andantino con motto
07. Symphony No. 3 in C, Op. 52 III. Moderato

Hallé Orchestra
Sir John Barbirolli – Conductor

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Jean Sibelius – Symphonies, Orchestral Works – CD 2 de 5 – Hallé Orchestra, Barbirolli

frontA música de Sibelius, principalmente suas sinfonias, nunca foram minha praia, por assim dizer. E sou obrigado a reconhecer que faltava alguém para me mostrar as qualidades efetivas destas obras. E o maestro inglês Sir John Barbirolli, já adiantado em idade, e um pouco antes de sua morte, realizou essas incríveis leituras destas obras e mostrou efetivamente a beleza de suas melodias e a riqueza de suas orquestrações.

A partir deste segundo CD temos as sinfonias, e começamos muito bem, com Sir John Barbirolli arrebatador com a Hallé Orchestra. Música de gente grande tocada por quem sabe o que está fazendo. Vale cada minuto de sua audição.

01. Symphony No. 1 in E Minor, Op. 39 I. Andante
02. Symphony No. 1 in E Minor, Op. 39 II. Andante
03. Symphony No. 1 in E Minor, Op. 39 III. Scherzo
04. Symphony No. 1 in E Minor, Op. 39 IV. Finale
05. Symphony No. 4 in A Minor, Op. 63 I. Tempo molto moderato
06. Symphony No. 4 in A Minor, Op. 63 II. Allegro
07. Symphony No. 4 in A Minor, Op. 63 III. Tempo largo
08. Symphony No. 4 in A Minor, Op. 63 IV. Allegro

Hallé Orchestra
Sir John Barbirolli – Conductor

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Barbirolli
Sir John Barbirolli (1899-1970)

Jean Sibelius – The Sibelius Edition – CD 1 de 7 – Finlandia – Symphonic Poema, op. 26, Karelia Suite – op. 11, Pohjola´s Daughter – Symphonic Fantasia op. 49, Valse Triste (from Kuolema – Incidental Music op. 44, Lemminkainnen´s Suite

frontDia destes recebi um email de nosso mentor, PQPBach, comentando que neste ano de 2015 comemora-se o aniversário de 150 anos de Jean Sibelius e de Carl Nielsen. Nos pediu então para postarmos obras do dito cujo, pouco presente aqui no blog, diga-se de passagem. Não tenho muita intimidade com sua obra, mas sou apaixonado por seu Concerto para Violino, uma verdadeira obra prima e talvez sua obra mais conhecida. Fui então fuçar meu acervo e encontrei essa integral das sinfonias, além de algumas outras obras orquestrais. O regente é Sir John Barbirolli, um dos maiores regentes ingleses do século XX, à frente da excelente Hallé Orchestra. Como a data de aniversário de Sibelius é dia 8 de dezembro, aos poucos vou trazendo um volume desta bela integral, além de outros cds que possuo com obras do finlandês. Neste primeiro cd temos o famoso poema sinfônico “Finlandia” e a também bem conhecida “Karelia Suite”. Belíssimas obras, que mostram um compositor centrado em sua terra natal, evocando com sua música as paisagens finlandesas e temas folclóricos locais.

1 Finlandia – Symphonic Poema, op. 26
2 Karelia Suite – op. 11 1. Intermezzo
3 2. Ballade
4 3. Alla Marcia
5 Pohjola´s Daughter – Symphonic Fantasia op. 49
6 Valse Triste (from Kuolema – Incidental Music op. 44
7 Lemminkainnen´s Suite – 2. The Swan of Tuonela
8 4 Lemminkainnen´s Return

Hallé Orchestra
Sir John Barbirolli – Conductor

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Alfvén, Larsson, Peterson-Berger, Sibelius: Scandinavian masterworks [link atualizado 2017]

Alfvén, Larsson, Peterson-Berger, Sibelius: Scandinavian masterworks [link atualizado 2017]

escandinavia(Post antigo de CVL. PQP Bach estava ouvindo o CD, notou que este estava com o link quebrado e o reativou. Coisa rara, não se acostumem…).

Este post é para o mano FDP, cultuador do repertório romântico. Repertório muito bonito e tipicamente nórdico: sei que vocês irão começar a ouvir da faixa 10 pra frente, mas antes de partir direto pra Sibelius, vale a pena conhecer a primeira rapsódia sueca de Alfvén – encantadora.

***

Scandinavian masterworks

Scandinavian masterworks

1. Hugo Alfvén (1872-1960) – Vigília da meia-noite (Rapsódia sueca n° 1, op. 19)
2-4. Lars-Erik Larsson (1928-1986) – Suíte pastoral
a. Abertura – adagio
b. Romance – adagio
c. Scherzo – vivace
5-9. Wilhelm Peterson-Berger (1867-1942) – As flores de Frösö, Suíte orquestral n° 1
a. Canção de verão – andante
b. Na igreja de Frösö – lento
c. Às rosas – moderato, poco rubato
d. Parabéns: liggiero con gracia
e. Saudações – semplice e dolce
10. Jean Sibelius (1865-1957) – O cisne de tuonela, op. 22/3
11. Sibelius – Finlândia, op. 26
12. Sibelius – Valsa triste, da Suíte Kuolema, op. 44/1

Orquestra da Ópera de Sófia, regência de Ivan Marinov

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CVL
Repostado por Bisnaga

Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonias Nº 4 e 7 / Valsa Triste

Antes de qualquer coisa, vou esclarecendo que admiro muitíssimo a obra do finlandês Jean (Johan Julius Christian) Sibelius. Suas sinfonias, poemas sinfônicos, suítes, aquele fantástico concerto para violino, assim como suas obras de câmara — sonatas (tão bem interpretadas por Glenn Gould) e quartetos — sempre estiveram próximos de meu CD Player. Já foi um autor popularíssimo, hoje não é mais. A obra que me parece ser seu ponto mais alto, o poema sinfônico Tapiola, recebe poucas gravações. Não entendo.

Aqui o temos com Karajan e a Filarmônica de Berlim, o que não é garantia de nada. Karajan gravava tanto que era impossível acertar sempre. Se ele acerta no ângulo ao dar à Sinfonia Nº 4 todas as soturnas trevas que ela merece — com seu belo solo inicial de violoncelo, aqui maravilhosamente tocado — , erra na Nº 7 e volta a fazer um golaço na Valsa Triste. Depois que Mravinski, em fevereiro de 1965, gravou a sétima, tudo deveria ter mudado. Mravinski (e também Sibelius!) fez com o trombone levasse à frente toda a música, dando-lhe enorme destaque. Karajan permaneceu numa concepção antiquada da obra, mesmo tendo-a registrado três anos depois do russo. O trombone está no mesmo nível dos outros instrumentos e, quando ouvimos a Filarmônica de Berlim, parece que alguma coisa no aparelho de som não está funcionando. Cadê o solo? O Alex Ross deve ter detestado essa gravação da sétima.

Na Valsa Triste não há como errar. Belíssima peça de concerto, foi, ao lado do Bolero de Ravel e do Pássaro de Fogo de Stravinski, o carro-chefe do filme de Bruno Bozzetto Música e Fantasia (Allegro Non Troppo, 1976).

http://youtu.be/P8Oc_J1Lu-o

Jean Sibelius: Sinfonien 4 & 7 / Valse Triste

Sinfonie Nr. 4 Op. 63
1. Tempo molto moderato, quasi adagio
2. Allegro molto vivace
3. Il tempo largo
4. Allegro

Sinfonie Nr. 7 Op. 105
5. Adagio
6. Meno adagio
7. Poco rallentando al Adagio
8. Presto – Poco a poco rallentando al Adagio

9. Valse Triste Op. 44

Berliner Philharmoniker
Herbert Von Karajan

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Sibelius
Sibelius: bom disco, mesmo com algum sofrimento sob as mãos pesadas de Karajan

PQP

Heifetz Concertos – Sibelius, Prokofiev, Glazunov

Jascha Heifetz foi um dos maiores violinistas do século XX. Outro dia li – não lembro onde – sobre a tradição dos judeus de legarem bons executores de intrumentos de cordas – Itzhak Perlman, Pinchas Zukerman, David Oistrakh, Yehudi Menuhin, o próprio Heifetz entre outros. Fato este realmente curioso, dadivoso. Este é um CD que impõe respeito. Apenas um adendo: o CD traz uma das melhores interpretações do Concerto para violino de Sibelius que eu já ouvi. Não deixe de se deleitar. Boa apreciação!

Jean Sibelius (1865-1957) -Violin concerto in D minor, op. 47
01. 1. Allegro Moderato
02. 2. Adagio Di Molto
03. 3. Allegro Ma Non Tanto

Chicago Symphony Orchestra
Walter Hendi, regente

Sergei Prokofiev (1891-1953) – Violin concerto No. 2 in G minor, op. 63
04. 1. Allegro Moderato
05. 2. Andante Assai
06. 3. Allegro Ben Marcato

Boston Symphony Orchestra
Charles Munch, regente

Alexander Glazunov (1865-1936) – Violin concerto in A minor, op. 82
07. 1. Moderato
08. 2. Andante Sostenuto
09. 3. Tempo 1
10. 4. Allegro

RCA Victor Symphony Orchestra
Walter Hendi, regente

Jascha Heifetz, violino

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Carlinus

Jean Sibelius (1865-1857) – Symphony No. 1 in E minor, Op. 39 e Symphony No. 3 in C major, Op. 52 (CD 1 de 4)

Como gosto das sinfonias de Sibelius! As sete são para mim um grande refrigério. Tenho uma relação de carinho com cada uma delas. São de grande beleza e profundidade. Sibelius assim como Beethoven usou estas construções para trabalhar suas ideias. Há quem considere Sibelius um grande reacionário por trabalhar aspectos da música do século XIX em pleno século XX. Mas penso que o seu romantismo tardio é imenso, assim como também em Tchaikovsky ou Dvorak. Acredito de modo particular que ele não trabalhou temas esgotados. Sua música possui uma limpidez fascinante, uma relação de respeito para com a natureza que é tão exuberante em sua terra, a Finlândia. Durante algum tempo andei a procurar uma versão que fizesse jus ao tamanho das sinfonias de Sibelius. Pensei na famosa versão de Rattle, mas ela já estava por aqui; separei a de Loren Maazel; e até mesmo Blomstedt. Mas assim que ouvi esta interpretação primorosa com Bernstein, pensei: “É essa!” Portanto, aqui vai! Neste primeiro post teremos as sinfonias de número 1 e 3. Uma boa apreciação!

Jean Sibelius (1865-1857) – Symphony No. 1 in E minor, Op. 39 e Symphony No. 3 in C major, Op. 52

Symphony No. 1 in E minor, Op. 39
01. Andante ma non troppo – Allegro energico
02. Andante (ma non troppo lento)
03. Scherzo. Allegro
04. Finale (Quasi una fantasia). Andante – Allegro molto

Recorded 1967

Symphony No. 3 in C major, Op. 52
05. Allegro moderato
06. Andantino con moto, quasi allegretto
07. Moderato – Allegro (ma non tanto)

Recorded 1965

New York Philharmonic
Leonard Bernstein, regente

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Carlinus

Beethoven (1770-1827): Piano Concerto No.3 / Sibelius (1865-1957): Symphony No.5

Meus amigos raramente acreditam quando eu digo que não conheço pessoalmente FDP Bach. Porém é verdade, nunca o vi. Temos horas e horas de encontros e desencontros no MSN e alguns minutos de telefone. O resto foram e-mails e posts. É um cara de fala tranquila, muito gentil e sua saída é uma considerável perda, mas vamos lá.

Ainda meio zonzo com a notícia, posto o chamado The Legendary Berlin Concert, gravado ao vivo em 26 de maio de 1957. Parece até uma homenagem ao FDP, que gosta tanto de gravações históricas, mas era apenas a próxima da fila. Abaixo, podemos ler Karajan rasgando seda para Gould e recebendo a contrapartida:

This Beethoven Concerto was a masterly achievement that very few artists will duplicate in our own lifetime. When i heard Gould play, I felt as if I was playing myself, for his performance was exactly in line with my own view of the music.
Herbert von Karajan (on the concerto)

I had retreated into the recording cabin, which was separated from the stage by a glass panel. From that vantage point, I could see Karajan’s face and could connect his ecstatic expressions with the music. As you know, Karajan tends to conduct with his eyes closed, especially in Late Romantic works, and he makes remarkably convincing choreographic movements with his baton. The effect of all this was one of the most profound musical and dramtic experiences of my life.
Glenn Gould (on the symphony)

A capa do CD é linda e… Curti o concerto, contudo, a sinfonia… Minha humilde gravação da Naxos dá de dez!

Beethoven: Concerto para Piano Nº 3
1. Piano Concerto No.3 in C minor, Op.37 – 1. Allegro con brio – Cadenza
2. Piano Concerto No.3 in C minor, Op.37 – 2. Largo
3. Piano Concerto No.3 in C minor, Op.37 – 3. Rondo (Allegro)

Sinfonia Nro. 5, Op. 82
1. I. Tempo Molto Moderato – Allegro Moderato – Presto
2. II. Andante Mosso, Quasi Allegretto
3. III. Allegro Molto – Un Pochettino Largamente

Glenn Gould, piano
Berliner Philharmoniker
dir. Herbert von Karajan

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PQP

Arnold Schoenberg (1874 – 1951): Concerto para Violino

O concerto para violino de Schoenberg é uma das obras mais importantes da música e é um absurdo que seja tão desconhecida do público. Esta obra foi escrita logo após a chegada do compositor aos Estados Unidos, no começo dos anos 1930. O mestre deixou seu país devido ao delírio nazista, talvez por isso esta obra seja tão angustiada. Obra dificílima e totalmente dodecafônica. Mas quem seria louco pra dizer que este concerto é frio ou artificial? Se não me falha a memória a obra é retratada por Thomas Mann no seu famoso livro Doutor Fausto como obra de seu personagem principal, Adrian Leverkühn.

Mesmo assim, é raríssimo encontrar um disco com este concerto para violino. Só existem gravações relativamente antigas. Alguns dizem que pelo fato de exigir “seis dedos na mão esquerda”, o músico fica intimidado. Ora, só por isso? Bem, já que a maioria dos marmanjos treme ao desafio, só mesmo uma bela garota como Hilary Hahn para trazer esta obra-prima à tona.

A outra obra do disco é o já manjado concerto de Sibelius que, para ser sincero, ainda não ouvi. Na verdade, depois da gravação de Heifetz, não ouço esta peça com mais ninguém.

1. Violin Concerto, Op.36 – 1. Poco Allegro
2. Violin Concerto, Op.36 – 2. Andante grazioso
3. Violin Concerto, Op.36 – 3. Finale. Allegro
4. Violin Concerto in D minor, Op.47 – 1. Allegro moderato
5. Violin Concerto in D minor, Op.47 – 2. Adagio di molto
6. Violin Concerto in D minor, Op.47 – 3. Allegro, ma non tanto

Violin: Hilary Hahn
Swedish RSO
Conductor Esa-Pekka Salonen

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Grieg (1843-1907), Nielsen (1865-1931), Sibelius (1865-1957) – Intimate Voices (Voces Intimae)

Dentro as novidades que ouvi em 2007, esta foi o melhor CD de todas. Quando ganhei de presente o excelente calhamaço “1001 Classical Recordings You Must Hear Before You Die”, fiquei impressionado com a beleza do livro e, de forma um tanto sacana, resolvi procurar um grande CD que não estivesse ali. Fui direto atrás do Intimate Voices do Emerson String Quartet e ele estava lá, na página 575… (o livro é de 2008). Passei e respeitar o livro que, depois vi, tinha textos extraordinários e é muito informativo. Aliás, virou meu livro de cabeceira.

Pois bem, o assunto principal do CD é o quarteto de Sibelius, mas quem rouba a cena é Grieg.

Seu quarteto é o melhor do disco e o Emerson resolveu colocá-lo em primeiro lugar para tivéssemos logo o choque. Mas a história da composição de Sibelius é mais interessante. Situado cronologicamemente entre a terceira e quarta sinfonias, marca um período em que o compositor lutava contra um câncer na garganta (1909). Sibelius venceu o câncer através de várias operações. Durante aquele difícil período, produziu obras bem fechadas. Os quartetos preferem ignorar a existência deste estranho e íntimo quarteto, mas o Emerson abraça a causa e demonstra não ser ela perdida. A interpretação, grave e respeitosa, está como deve ser.

Já o único quarteto de Grieg nos deixa encantado com seu início raivoso, interrompido com episódios melodiosos. Aliás, estes os únicos quartetos de cordas de ambos. Sibelius tinha mais dois, mas destruiu-os. A peça de Grieg é fácil de assimilar e é estranho que seja em tom menor, tal sua alegria. A dança do segundo movimento e o vivaz final valem várias audições, mas nada como o belíssimo primeiro movimento. O Nielsen deste disco não compromete o trabalho, mas é apenas simpático.

Edvard Grieg – Quarteto de Cordas, Op. 27
1. I. Un Poco Andante-Allegro Molto Ed Agitato
2. II. Romanze: Andantino
3. III. Intermezzo: Allegro Molto Marcato-Piu Vivo Scherzando
4. IV. Finale: Lento-Presto Al Saltarello

Carl Nielsen – Ved en ung kunstners baare, Op. 58
5. Ved En Ung Kunstners Baare, Op.58

Jean Sibelius – Quarteto de Cordas, Op. 56 “Voces Intimae”
6. I. Andante-Allegro Molto Moderato
7. II. Vivace
8. III. Adagio Di Molto
9. IV. Allegretto (Ma Pesante)
10. V. Allegro

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Jean Sibelius (1865–1957) – Concerto para Violino e Orquestra, Op.47

Existem violinistas e violinistas, ou generalizando, músicos e músicos. Alguns com certo talento até conseguem sucesso, de público e crítica. Mas assim como eles vêm, vão. São vários os casos de pequenos mozarts se transformarem em zé-ninguéns, a indústria fonográfica investe em jovens talentos, para no final eles caírem no ostracismo. Por culpar de quem? Não sei… talvez da voragem da mesma, da exigência do público e da crítica, ou incompressão de todos… sei lá. Digo isso pois a postagem que coloco a seguir é a de um grande violinista – que também foi um pequeno Mozart virtuose, e para muitos o maior de todos os tempos – tocando uma música maravilhosa, porém, inexplicavelmente pouco executada. O resultado dessa soma de talentos é algo excepcional. Já se discutiu aqui à exaustão a questão do gosto nas execuções, mas existem as unanimidades. E Jascha Heifetz é uma unanimidade. Pode-se criticar sua forma de tocar quase cerebral, insensível (?????), se preocupando apenas com a exatidão, com a precisão, muito meticuloso, e se esquecendo de expor a alma da música (particularmente considero isso tudo bobagem, mas quem sou eu para criticar?). Mas não se pode negar sua paixão por aquilo que fazia… e como fazia.

Dentro da idéia de duelo que propus em postagem anterior, Heifetz/Oistrack estou postando abaixo o concerto para violino de Sibelius, peça de um encanto único, um retrato da longínqüa Finlândia, e executado aqui com maestria e exuberância por Jascha Heifetz, esse gigante do violino do século XX. Deixo a critério de vocês a análise da obra e da execução. Nessa gravação ele é acompanhado pela Orquestra Sinfônica de Chicago, regida por Walter Hendl. Fico devendo a informação sobre o ano dessa gravação.

Concerto para Violino e Orquestra, Op. 47, de Jean Sibelius

1. Conc in d, Op. 47: Allegro Moderato – Chicago SO/Walter Hendl
2. Conc in d, Op. 47: Adagio Di Molto – Chicago SO/Walter Hendl
3. Conc in d, Op. 47: Allegro/Ma Non Tanto – Chicago SO/Walter Hendl

Performer: Jascha Heifetz (Violin)
Conductor: Walter Hendl
Orchestra: Chicago Symphony Orchestra
Period: Romantic
Written: 1903-1905; Finland
Date of Recording: 01/1959
Venue: Orchestra Hall, Chicago
Length: 26min43s

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